dcpv – giorno otto – roma – italia – io sono un po’ ubriaca.

14/11/2011

Giorno Otto – Roma – Itália – Io sono un po’ ubriaca.

Parece que estamos passando as férias no deserto do Atacama, em vez de Roma.

Pelo menos no período em que estamos na cidade eterna. Sol, sol e sol.
Devido a reserva pra visitarmos a Galleria Borghese, tivemos que sair bem cedo do hotel.

E andamos bastante, pois tínhamos que chegar lá as 9:00 hs, já que todas as visitas são agendadas (você pode ficar somente duas horas lá dentro).

Corremos bastante e ao menos, tivemos a oportunidade de ver toda a Scalinata completamente vazia.

Chegamos no horário (apesar do sol, estava um tremendo frio) e entramos.

O impacto é imenso.

Toda a casa, a Villa Borghese é muito grande e impressionante. Ela foi construída em 1612 pra ser a propriedade romana da riquíssima família homônima.

É claro que não deixam tirar fotos, mas como compramos postais com as obras mais impactantes, vou me permitir criar um cenário por aqui “emprestando” algumas do site oficial.
Começamos a visita (alugue um audio tour que vale a pena) com as masterpieces do gênio Bernini: o Davi, uma pretensa resposta ao do Michelangelo, o rapto da Perséfone e Apolo e Dafne. Reparem nos detalhes das esculturas que foram feitas totalmente em granito.

Também vimos a obra-prima de Antonio Canova, uma escultura de Paolina, irmã de Napoleão. Este trabalho causou um grande escândalo, visto que ela visivelmente posou peladona (imaginem o bafafá naquela época).

Complementamos tudo com a pinacoteca que contém Caravaggio, Rubens, Rafael e outos menos votados.

Saímos de lá, passamos pela excelente lojinha …

… e aproveitamos o embalo pra emendar o passeio 16 do guia, Luxos e ossos descarnados, que “evoca o horror e o glamour da chique Via Veneto, com suas criptas lúgubres e as riquezas da Galleria Borghese“.

Acabamos descendo toda a Via Veneto, …

… com inclusive, uma passagem pelo hotel que ficamos na nossa outra viagem pra cá, o Boscolo.

Ah! Também vimos um daqueles protestos violentos italianos (cheio de velhinhos transviados) …

… e a pedinte (uma falsa idosa) que vivia nos implorando uma esmola e que quando acabava o “serviço” saia linda e garbosa; ainda era a mesma da nossa viagem em 2007.

Voltamos ao hotel e presenciamos mais um casamento (fato frequente nas nossas viagens), desta vez na Fontana della Barcaccia.

Aproveitamos pra dar um refresh tomando um chá e um capuccino no Antico Caffè Greco.

… além de comer um soberbo canoli.

Rumamos galhardamente pro Campo de Fiori.

Justamente pra escolher onde almoçar e foi fácil. Eu tinha visto no Frommer’s o restaurante  Da Pancrazio e daí a optar por ele, foi tranquilo.

Se você quiser um lugar histórico, antiquissimo, com um atendimento impecável …

… e uma cenografia que te leva pro passado; …

… este é o lugar.

Pedimos comidas tipicamente romanas. A Dé iniciou com uma (mais uma) Caprese. Ela jurou que foi a melhor muçarela que ela comeu aqui em Roma.

Eu fui de salada de pão com aliche. “Tipici e buono“.

Tomamos duas taças de vinho tinto e pedimos os principais. Uns ravioli de carciofi pra Dé ..

… e Saltimboca alla Romana pra mim.

Estavam simplesmente ótimos.

Na mesa ao nosso lado, almoçavam 4 italianos. Eram provavelmente pai, mãe (já idosos) e 2 filhos. Eles estavam comendo há um tempão (e bebendo também).

A senhora, que parecia a mãe do Giaaaaaani no filme Almoço de Ferragosto (se não assistiu, veja porque é demais), levantou pra ir ao banheiro, deu uma leve cambaleada, olhou pra nós e disse: io sono un po’ ubriaca!”

Demos, todos, muitas risadas e pensamos em como Roma e os romanos são divertidos.

Andamos mais um pouco, até chegarmos a Mondello Ótica onde conseguimos encontrar as nossas queridinhas armações belgas de óculos da marca theo.

Ainda demos mais umas voltas comerciais (Blue Sand pra Re; (ethic) pra Dé) …

… e fomos jantar em mais uma vinoteca, a Il Chianti.

Ela faz parte o nosso imaginário desde 2007.

E tudo continua (graças!) do mesmo jeito.

Pedimos uma garrafa dum Chianti Superior Reserva Banfi (pra matar as saudades) …

…. um Strozzapetti com muito pomodoro (como a Dé gosta e por incrível que pareça, difícil de encontrar em Roma) …

… e Coniglio (coelho) com batatas e molho de azeitonas pretas pra mim.

Tudo ótimo (como sempre).

Dá vontade de voltar mais um montão de vezes.

Sem contar que ela fica bem ao lado da Fontana di Trevi, …

… o que é certeza de encantamento (paquistaneses tiradores de foto e vendedores de rosas à parte).

Voltamos a pé (e com um bruta frio pro hotel).

Não deu nem pra ficarmos um pouco ”altos” (un po’ ubriacos).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

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dcpv – KAÁ que eu tenho com isso!

10/12/2011

KAÁ que eu tenho com isso!

Este almoço seria o encerramento oficial do ISBFV, ou seja, do encontro dos integrantes dos Inter dos Sem Blogs.
Tivemos algumas baixas (Regina e Mingão voltaram pra Botucatu; o Deo desapareceu; a Lourdes e o Eymard compareceram a nossa visita matutina ao sex shop e tiveram um compromisso em Campinas).

Resultado? A Drix, a Sueli, o Jorge, a Re, a Dé e eu, ou seja, o “cream de la cream”, foi almoçar no KAÁ.

Confesso que sabia do lugar de ouvir falar e especialmente, da arquitetura bacana com destaque pra parede de plantas que atravessa todo o restaurante.

Quando a Sueli disse que queria conhecer, fiquei um tempão brincando que finalmente veríamos a famosa “parede” ! :)

Liguei, reservei e as 14:00 hs estávamos todos lá.
E ficamos todos literalmente de bocas abertas!

Que lugar! Grande (e lotado), com um visual incrível (que parede é esta?), …

… com um serviço excepcional (cheio de mesuras) …

… e com um cardápio sensacional (vocês tem que experimentar).

Foi difícil pra todos escolherem tamanha a qualidade e a variedade aparente dos pratos. E esta qualidade foi corroborada quando eles chegaram deliciosos e lindos.
Parabéns pro Pascal Valero, o chef francês que deu personalidade à sua comida.

Afinal, escolhemos o quê?
A Drix foi de masssa, um Tagliatelli com Camarões e leve aroma de moqueca.

A Sueli de Risotto de parmesão trufado, blanquete de vitela ao molho de champignons

… e o Jorge, de Lulas recheadas com lagostim, risotto negro e molhopiperade“.

A Re comeu um macio Coração de filé mignon ao poivre com batatas forestiéres , …

… a Dé, um semiadocicado Tortellini de queijo brie com compota de figo na manteiga de sálvia e amêndoas torradas

… e eu, um Stinco de vitela assado com polenta mole de açafrão que mais parecia um brontossoauro chic (iabadabaduuuu!).

Tomamos duas garrafas dum brancoso excepcional, um Sauvigon Blanc Robertson 2010 New Zealand e partimos pro abraço doce ao escolhermos as sobremesas.

A Drix escolheu um Petit Gateau com sorvete de castanha do Pará.

A Sueli e o Jorge dividiram um Tiramisú de caramelo com granité de café e croquante de avelã.

A Ligths’ family, no famoso esquema 2 (doces) x 3 (colheres), de Mil folhas de doce de leite com creme de baunilha e  ….

… e uma Carolina com creme de café e amendoins crocantes.

Olha! Foi simplesmente perfeito.

Assim como todo o final de semana, onde mais uma vez mostramos que este grupo veio pra ficar e ao mundo, pra se divertir.

Quanto ao KAÁ, certamente voltaremos.

Bye.

Quer ver os outros posts deste final de semana ?
ISBFV – Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos
4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.
 ISBFV – “eu acredito na amizade e a exerço” ou “(…)a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada” (by Drix)
ISBFV – E la nave (nesse caso la van) vá! (by Eymard)
Tasca da Esquina. 2×2 é igual a … ?
Dalva e Dito do Alex, Drix, Sueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

dcpv – última reunião do ano no la cocotte

27/12/2011

Última reunião do ano no La Cocotte

Última reunião de 2011. É tempo de confraternização e tempo também de fazermos o balanço oficial das Organizações LoNgueluz.

Pra que isto acontecesse, o estatuto manda que o quorum seja total. E foi o que aconteceu.

Como a sede ainda não está pronta (este Frank Gehry demora muito pra entregar um projeto!), optamos por nos reunir na nova casa dum grande amigo, o restaurante La Cocotte (Al Ministro Rocha Azevedo, 1153 – tel 30641153) do “maravilhoso” Juscelino Pereira.

Chegamos todos antes do horário (acho que era a saudade). Os acionistas-mores dos representantes dos Loguercio estavam lá: Guilherme, Gustavo, Lourdes e Eymard. Por outro lado, os da dinastia Luz também: Re, Dé e eu.
Tiramos até uma foto pra posteridade.

O La Cocotte, a primeira incursão francesa das Orgaizações da Ervilha é uma belezura. Todo arrumadinho, tem um atrium caprichado (grato Jusça, pela ótima mesa) …

… e um visual super-confortável.

Iniciamos com um agrado do anfitrião: taças de espumante pra brindarmos o ano que se foi e ao que virá.

Aí, entre números e conversas, começou o desfilar dos pratos: terrines, …

… acompanhados de crocantes pães, …

brandade de haddock

.. e moulles

… et frites.

Que por sinal comi quase todas, já que não tinha ninguém por ali que gostasse tanto (o Gustavo até tentou, mas …).
Acompanhamos tudo com o excelente vinho branco Grand Bateaux 2009 Bordeaux 

… e logicamente, mais um brinde foi feito.

Parece que os dividendos pros acionistas serão polpudos neste ano. Continuamos experimentando as especialidades: pato (isto é corporativismo, sócio!) com risoto de baunilha

… e beauf bourguignon.

Ambos muito bons. A Dé, que todos sabem não ser carnívora, se encantou com um creme de piselli.

Escoltamos tudo com um ótimo tinto o Pinot Noir Antonin Rodet Bourgogne (aguardem novidades!).

Aquela máxima “niniana” estava nos acompanhando: o tempo passa muito rápido, quando estamos nos divertindo.

Partimos sem medo pras resoluções finais, ops, as sobremesas. Foi um desfilar de creme brulée a la vanilla en cocotte, …

mille-feuilles a la vanille et coulis de framboise, …

gateau mousse au chocolat et praliné, …

brownie do chef

baba au rhum, ops, tarte tatin (né, Lourdes?) …

… e várias colheres.
Só tivemos tempo pra nos despedir, desejar boas viagens pra todos e fazer a programação das reuniões pra 2012, que deverão ser muitas, com inclusive, o já previsto convescote mundial na Borgonha em abril.

Ainda fiz uma visita ao estrelado banheiro. Veja se é ou não de calibre um lugar com estas assinaturas?

Enfim, vá conhecer o La Cocotte e disfrute de muitos momentos de puro prazer, do ambiente acolhedor, passando pela maravilhosa comida e terminando com um serviço absolutamente impecável e em mini-panelas ultra charmosas.
Resumindo: ele é merveilleux!

Au revoir.

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dcpv – giorno sette – roma – itália – campo de fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

13/11/2011

Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, verduras e legumes, além de queijos e das massas.

Vamos lá com a mesma ladainha: foi mais um belo dia de sol. Acordamos um pouco mais tarde, já que planejamos andar muuuuito.

Tomamos um lauto e bom café da manhã e zarpamos pro passeio número 11 do guia Roma – Roteiros pra explorar a cidade a pé.

Desta vez nos baseamos no intitulado “A morte em cada esquina“.

O prefácio dele é o seguinte: “ao lado da história cristã de Roma corre uma outra, de escândalos, horrores e injustiças que é revelada neste passeio por palácios e pizzas, ops, piazzas”. :)

E veja que qualquer semelhança não é mera coincidência, ja que naquele tempo, “os ricos e poderosos viviam na impunidade e a justiça muitas vezes dependia apenas do dinheiro. Príncipes, papas e aristocratas ricos costumavam ser cruéis, gananciosos e corruptos.”

Bom, o tour se inicia pelo Campo dei Fiori. E melhor, pela feira que acontece lá toda manhã (exceto aos domingos).

São produtos e mais produtos da mais alta qualidade.

Flores, óbvio, …

… frutas, …

… verduras,  legumes, …

… sofritos, …

… tomates …

… e outras coisas apimentadas.

Depois deste banho de cultura gastronômica, retornamos ao passeio.

Antes, conhecemos a tremenda padoca, a Campo de’ Fiori, …

… onde percebemos o cuidado que eles tem com a higiene e com os nosso amigos de 4 patas. :)

Na sequência, passamos pelo Palazzo Farnese, a atual Embaixada da França (que por sinal paga a simbólica bagatela de 1€ por cada 99 anos de aluguel. Uma pechincha!).

Próximos dali estão a Igreja de Santa Maria dell’Orazione e Morte e a Via Giulia, uma rua com os mais belos “palazzi” da cidade.

Vimos mais um belo lugar, o Palazzo Spada

… e adentramos ao Gheto Judaico.

Como sempre, as histórias sobre segregação são sempre muito tristes. E neste caso também, já que até um muro foi erguido pra isolá-los em 1559. Somente em 1888 é que esta muralha foi derrubada.

O que não impediu a Via de Portico d’Otttavia se transformar numa das atrações gastronômicas de Roma.

A alcachofra à Judia servida por aqui é de perder a cabeça.

Demos uma desviada e aproveitamos pra ver os templos de Jupiter e Juno, erguidos pelo imperador Augusto em 23 a.C, para a sua irmã Ottavia.

Passamos também pelo Teatro di Marcello e…

… voltamos ao roteiro original, ou seja, atravessamos a ponte Fabricio …

… pra adentrarmos a Isola Tiberina, uma versão “povera” da Ile de St Louis.

Este tour acaba aqui, mas como estávamos no Trastevere, aproveitamos pra fazer um pedaço do tour 6 intitulado “O bairro do Diabo“.

E por que esta denominação? Porque o Trastevere (que significa atrás do Tibre) tem a fama de ser um lugar estranho e de diversão garantida …

… com ruas que homenageiam os visitantes ilustres, …

… com as suas casas com heras, …

…  restaurantes e janelas festivas …

… e até docerias excelentes como a Panetteria Roamana onde compramos vários docinhos de pistache, biscoitos champanhe e canolis.

Voltamos ao Campo dei Fiori  pra “secarmos” um pouquinho mais a feira …

… e pra almoçar num velho conhecido, o bar especializado em muçarelas, o Obiká.

Ele fica bem numa esquina da piazza e nos sentamos pra apreciar a paisagem.

A Dé escolheu uma Salada com burrata

… e eu, uma muçarela defumada de búfala com  mortadela.

Ficamos um bom tempo vendo o tempo passar numa versão romana (taí o dolce far niente) …

… e resolvemos fazer algumas comprinhas.

Pra isso, voltamos ao hotel e fomos caçar alguns lugares na região da Piazza di Spagna.

Antes, uma breve Happy Hour no próprio hotel …

… com direito a tomar uma birra Moretti (tudo na faixa!).

Depois desta movimentação (estávamos pregados e certamente batemos o nosso recorde hoje), resolvemos conhecer uma enoteca novinha, a Palatium, que fica na região do hotel.

O lugar é bacanésimo (brevemente seremos especialistas em enotecas romanas) e, mesmo sem reserva, conseguimos uma mesa.

Pedimos uma ótima degustação de salumi e fromage (todos DOP e com certificação da região do Lazio), …

… duas taças de vinho branco do Lazio (claro!) …

… e realmente merecíamos uma boa noite de sono.

Incrivel, mas estudar História neste formato, cansa bastante e pasmem, emagrece!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

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dcpv – dia tres – barcelona – espanha – o dia em que comemos numa tinturaria.

05/01/2012

Dia Tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa Tinturaria.

O dia amanheceu broncolhão. E praticamente, permaneceu inteiro deste jeito.

Hoje era dia dos Reis Magos aqui na Espanha.

O que significa muito, já que é o dia em que os espanhóis dão presentes pras crianças (em vez da noite de 24 de dezembro) se elas se comportaram bem durante o ano. Se não foram boazinhas, ganham somente carvão.
Voltaremos já, já a esta questão.

Começamos, então, tomando um bom café da manhã no próprio hotel.

Acordamos um pouco mais tarde devido ao horário que chegamos ontem, depois do espetáculo do “pulga” Messi.

Saímos andando pelo El Raval, o bairro chino mais invocado de Barna.

Passamos novamente pelo MACBA, …

… fomos conhecer a Carrer de Joaquín Costa, dica “outside” da Dri Setti. Achamos tudo interessante, mas meio barra pesada e pouco turístico.

Se bem que tanto a Biblioteca Sant Pau-Santa Creu, …

… como a região do Parque se mostraram muito bonitos.

Votamos à região das Ramblas, …

… passamos pelo Gran Teatre de Liceu e sua excelente lojinha …

… e decidimos visitar o Palau Güell (leia-se Gu-el), uma verdadeira obra-prima do Gaudi.

Ele foi totalmente recuperado durante 21 anos e agora é um passeio absolutamente imperdivel.

Você compra o ingresso, pega o seu áudio-guia e garante umas boas horas de puro divertimento e conhecimento.

Conhece como foi que o Gaudí, em 1885, conseguiu projetar um porão com lugar pros cavalos, praticamente uma garagem …

… além de ambientes personalizados …

.. e geniais.

Como a sala de encontros, …

… a de jogos, …

… o salão de festas …

… com o orgão (o instrumento) personalizado (preste atenção, porque ele toca em intervalos de tempo), …

… os quartos muito além do seu tempo …

… e o telhado com a marca registrada do gênio.

Note que todas estas belas chaminés são exaustores das inúmeras lareiras existentes no Palácio.

Dá pra imaginar quanto o Gaudí cobrou pelo projeto? rs

Pegamos um taxi e fomos almoçar numa lavanderia, mais conhecida como Tintoreria por aqui.

Esta historia é bem legal. Pra variar, fuçei no Santo Google e descobri um site, o Secrets of Barcelona com dicas de lugares bacanas na cidade.

Dentre eles, um duma lavanderia, a Dontell (sugestivo o nome, né?), que estava alocada na seção de restaurantes.
Achei meio louco e percebi que somente me cadastrando no site UrbanSecrets, eu conseguiria maiores detalhes.

Fiz o tal cadastro e me responderam que se eu fosse aceito no clube, poderia avançar e fazer reservas. Inclusive, teria que aguardar a aprovação da minha ficha (isto me pareceu meio que um pouco de “cascata”). Aprovação esta que foi definida no dia seguinte.

Pronto! Estava apto pra reservar qualquer um dos dois restaurantes “escondidos” (ontem fomos ao Chi-Ton, que tem como fachada uma loja de souvenires).

Feita a reserva, só nos restou descobrir como funcionava exatamente. Chegamos ao local e até o motorista do taxi estranhou que queríamos ir pra lá.

Descemos e percebemos que a Tintoreria propriamente dita é bem pequena e dá pistas sobre o que ela é de verdade.

O atendente demora a entender que turistas brasileiros conhecem o lugar (enquanto estávamos entrando, uma pessoa perguntou se a lavanderia estava aberta? rs)
Ao entrar, você tem um choque. O lugar é lindo com muita iluminação colorida (luzes azuis e rosa), …

… um belíssimo bar, uma decoração transada …

… e uma grande cozinha envidraçada. Tudo muito surpreendente.

Optamos mais uma vez pelo menu (isto aqui na Espanha, significa um valor fixo pra entrada, principal, sobremesa e normalmente taças de vinho e água) pelo valor de 20,5€.

E a comida esteve no nível de todo o mistério.

Como opções de entrada, uma salada com queijo de cabra caramelizado que a Dé e a Re escolheram …

… e um ótimo Steak Tartar pra mim.

Antes disso, um creminho de alho porró com bacon crocante que forrou os nossos estômagos.

Continuamos maravilhados com tudo e pensando como um empreendimento destes faria sucesso em SP?

Os principais foram Vieiras com aspargos (que a Dé escolheu) …

… e uma Vitela cozida e muito macia, com cebolinhas caramelizadas pra mim e pra Re.

A sobremesa foi única, um creme chocolate com farofa crocante e uma espuma de creme català. Perfeita.

Só nos restou pagar a conta e ir embora ainda estupefatos por toda a situação inusitada.

Voltamos a pé pro hotel, demos uma pequena descansada e saímos pra escarafunchar o Barri Gotic.

Passamos pela Plaça Villa de Madrid (um cemitério romano),…

… pela imponente Catedral del Pi, …

… onde se realizava uma simpática feira de produtos orgânicos.

Compramos algumas coisinhas, tais como um fideuá com cogumelos,…

… e nos perdemos por cada ruazinha gótica.

Até sorvetes de palito nós tomamos.

Este é o verdadeiro roteiro que você tem que cumprir quando estiver por aqui. Se deixar perder.

Permita-se não ter um traçado fixo e assim …

… descobrir que até o sol apareceu na hora dele se por.

Voltamos ao hotel pra descarregar as compras …

… e fomos pra Praça Catalunya, onde o corso dos Reis Magos passaria.

É quase que um desfile de Carnaval misturado com sábado de Aleluia, já que vários grupos mostram a sua versão da história dos Reis Magos (Balthazar, Gaspar e Melchior ) …

… e jogam balas pros inúmeros presentes.

Aproveitamos pra pegar algumas e curtir tudo, …

… até os sem-noção, os joselitos (não são os do jamón!), que apresentaram a história toda de uma maneira meio absurda, com música tecno ao fundo. Era uma rave dos Reis Magos! :)

O corso durou uns 40 minutos e ao término, todo mundo foi embora pra casa, especialmente as crianças que queriam ganhar os seus presentes o mais rápido possível.

Nós também voltamos, porque tínhamos uma reserva feita pro jantar na  Torre d’Alta Mar, um restaurante que fica a 75 metros de altura e exatamente numa parada do funicular que liga a Barceloneta a Montjuic.

Confesso que imaginava um lugar como o Terraço Itália (grande vista+comida razoável).
Ledo engano. A vista é mesmo maravilhosa, …

… são 360 graus de puro prazer e a comida não fica atrás.

Resolvemos pedir a la carte, porque a Re e a Dé estavam abrindo o bico. E mais ainda por causa do pequeno balanço que tudo apresentava (não se esqueça que estávamos bem acima do nível do mar. A Dé quase tomou um Dramin! rs).

Só eu pedi a entrada. Um magnífico polvo com salada de lentilhas e batatas.

Enquanto isso, tomávamos cava e um vinho branco Chardonnay Enate 2010.

A Re escolheu uma entrada como a comida da noite, o Wok de legumes e setas com trufas.

A Dé foi de linguado com um caldo de missó, queijo Idiazabal e cebolas

… e eu, de Bacalhau fresco com pimentões, chorizo picante e molho pil-pil.

Todos excelentes e na medida certa. Enquanto observávamos tudo, pedimos um sobremesa no esquema 3×1, o Abacaxi caramelizado com crumble de lima e espuma de crema catalana.

Saboroso e o suficiente pra nos reconfortar e querer dormir tranquilamente.

Descemos tudo o que subimos (agora pareciam 150 metros) e fomos pro hotel esperar pelo que os Reis Magos iriam nos trazer.

Se é que precisamos de mais algum presente, estando nos divertindo tanto em Barcelona!
Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

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coronel mostarda, com garfo e faca, no dcpv

número 306
25/10/2011

Coronel Mostarda, com garfo e faca, no dcpv.

 ”Ninguém fica indiferente a mostarda. Esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Assim começa a matéria denominada Fortes Emoções do suplemento Claúdia Comida&Bebida de agosto/2011.

Eu sou um daqueles leitores indiretos da revista, já que é a Dé que assina, mas mesmo assim dou alguns pitacos e/ou palpites (por falar nisso, sempre recebo emails da redação me pedindo pra responder a algum tipo de pesquisa. Sem problemas, mas podiam ao menos me chamar de Sr Eduardo em vez de Sra? rs).

E gosto bastante do suplemento, especialmente das reportagens produzidas pela Fabiana Badra Eid (já entrei em contato e ela prometeu indicar um menu exclusivo pra nós).
Elas, as matérias, sempre são instrutivas e contém receitas ao mesmo tempo, práticas e bastantes interessantes.

Pois foi nele que eu vi a matéria que perguntava se você gosta de mostarda suave ou hot e que explicava quais eram todos os tipos delas (preta, branca, Dijon, ancienne, inglesa, americana amarela, alemã escura ou com grãos).

Portanto, foi daí que surgiu a idéia deste menu.
Vamos lá degustar um menu inteiro (sobremesa inclusa) com receitas que incluem este condimento tão apreciado por todos e, inclusive, pelas crianças.

Entradas I -Radicchio com mostarda e parmesão 

Mostarda preta – os grãos são mais picantes e entram no preparo de outros tipos de mostarda. As folhas usadas como hortaliças em saladas têm sabor amargo, mas são ricas em fibras, ferro, cálcio e vitaminas A, B2 e C.

Caramba, eu não tinha a mínima idéia que a mostarda continha tudo isto!

Esta salada é tranquilíssima de se fazer. Prepare o molho, misturando numa tigela, 1 colher de chá de mostarda (usei a la ancienne), 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco, 5 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino.

Rasgue folhas de radicchio (eu usei o Mache da minha horta) e coloque numa saladeira, junto com raspas dum legítimo grana Padano.

Tempere com o molho e sirva.

Entrada II – Tempurá de vagem com molho de mostarda e mel

Mostarda branca – de sabor suave, ela também é utilizada para obter outras variações de mostarda. As folhas jovens podem perfumar saladas ou refogados.

Tudo bem que eu facilitei as coisas (desculpaê, Fabiana) e usei uma massa pronta de tempurá pra empanar as vagens.

Mas, depois de limpá-las, é só seguir as instruções e fritar.

Quanto ao molho, basta colocar numa panela pequena, 1 e 1/4 xícara de mostarda Dijon, 1 pitada de mostarda em pó, 2 colheres de sopa de shoyu light, 1/2 xícara de mel e levar ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea.

Pra montar, juntei a salada com as vagens.

A entrada  inteira ficou bem saborosa.

Acompanhamos com o vinho branco espanhol Albariño Raimat 2009 que foi “mineral, rochosas, praiano, carambolesco“.

Principal – Cordeiro com manteiga temperada e purê.

Mostarda Francesa Dijon – bem picante, essa pasta mistura mostarda negra e indiana, entre outras. É ótima em saladas, ensopados e carnes assadas.

Esta receita nem constava da matéria.

É que eu achei o tema tão bacana, que acabei adaptando uma que estava no mesmo suplemento (e olha que era da Bettina!! rs).

E quando eu digo adaptar, é porque a coisa aconteceu mesmo. Peguei uma “carnona”, um corte de pernil de javali (ai, Obelix) e temperei com alho, sal e pimenta do reino.

Fiz um purê de abóbora japonesa cozinhando e espremendo, com a devida adição de manteiga e sal.

E servi tudo junto, além do molho de mostarda que eu peguei do meu quebra-galhos, o livro de Molhos com Azeite.

Ficou uma beleza. Acho que a própria Fabiana colocaria este prato na matéria.

Como a Dé não come carne, substituí por um ovinho cozido. Até que ficou bonitinho também.

Tomamos um ótimo vinho tinto português, o Collection Douro Ramos Pinto 2005 que achamos “turvo, passée, muca, blasé“.

Sobremesa – Compota de figo seco e pera com mostarda.  

Mostarda Francesa Dijon l’Ancienne – é a versão original com adição de grãos de mostarda preta.

Esta  compota é uma delícia. Leve ao fogo baixo, tiras da casca de 2 limões sem a parte branca e 2 xícaras de vermoute seco, 1 e 1/2 xícara de açúcar granulado, 2 e 1/2 colheres de sopa de sementes de mostarda e 1 colher de chá de sal granulado, mexendo por cinco minutos e até dissolver o açúcar.

Junte 4 peras firmes cortadas em gomos finos, 16 figos secos picados e deixe ferver em fogo alto.

Abaixe o fogo e  cozinhe, mexendo as vezes, por 45 minutos ou até as frutas ficarem macias.

Misture 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon  e deixe esfriar.

Sirva em temperatura ambiente com bolo industrializado (sim, aquele manjado Bolo Pullmann).

Detalhe: esta compota também vai muito bem com carne assada.

Adoramos tudo e achamos:
Grande menu com a especiaria dijoniana. (Edu)
Menu radical, sabores especiais. (Mingão)
Me agradou a diversidade de sabores! (Deo)

Como eu citei lá no início,Ninguém fica indiferente à mostarda, esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Boa esta afirmação, né não?

E você ? Gosta ou odeia?

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dcpv – dalva e dito do alex, drix, sueli, jorge, lourdes, eymard, dé e edu.

09/12/2011

Dalva e Dito do Alex, DrixSueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

Mais um complemento do ISBFV. Saímos no sábado a noite dispostos a referendar a nova e ótima pizzaria do amigo, Juscelino Piselli Pereira, a MareMonti.
Até tentamos, mas devido a espera de mais de uma hora e ao insandecimento dos presentes, resolvemos atravessar a rua e ir ao Dalva e Dito, a casa de comida brasileira do Atala.

Não esperamos quase nada e estávamos abrigados na nossa mesa retangular. Estavam lá a Drix, a Lourdes, o Eymard, a Sueli, o Jorge, além da Dé e eu.

O lugar é extremamente agradável, o serviço mais ainda …

… e o menu é altamento apetitoso.

Tomamos um bom vinho tinto Dolcetto d’Alba Renato Ratti 2010 e escolhemos praticamente todas as vertentes do cardápio.

A Sueli foi de moqueca capixaba, arroz branco e pirão,

… e o Jorge se esbaldou no polvo com arroz molhado (que eu conheço muito bem).

A Lourdes foi frugal e de Saladinha da Dalva (alface, tomate, cebola, palmito, cenoura, rabanete e ovo caipira cozido), …

… assim como a Dé, que pediu um caldinho de feijão …

e uma tapioca de queijo.

O sócio foi de galeto de televisão de cachorro com risoto caseiro (aquele antigo da mamãe) …

… e eu, de carne-de-sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa (receita do Rodrigo/Mocotó).

A grande surpresa da noite foi a Drix ver no cardápio o prato dos sonhos dela: Bife à milanesa com salada de batata.
Não preciso nem dizer o que foi que ela pediu, né?

E surpresa maior foi quando o próprio Alex Atala se aproximou de mim e perguntou: você é o Edu do dcpv? (brincadeirinha!! rs)
Na verdade, ele perguntou se estávamos gostando de tudo (por sinal, tudo estava maravilhoso) e gentilmente nos convidou à visitar a sua Ferrari, aquela cozinha espetacular.

Voltamos extasiados e aproveitamos pra escolher as sobremesas (só eu e o Eymard pedimos): excelentes Pudim de leite (generoso, porque tenho trauma de infância. Esta é a descrição do menu que o sócio certamente concordou) e ..

… e um Romeu e Julieta invocado (goiabada cascão, queijo fresco, Catupiry, creme de goiaba e sorbet de goiaba).

Dividimos irmanamente com muitas colheres, pagamos a conta e fomos pra casa pensando como a vida é bela e felicidade até existe (pode assobiar aquela música do Roberto Carlos pra acompanhar).

Ah! Uma informação pra registro: o Alex faz uma galinhada famosa lá no Dalva e Dito, todo sábado, das 24:00 hs até as 3:00hs em que você pode comer a vontade pagando somente R$ 39,00 e ainda se esbaldar de dançar ao som do Nereu (ex-trio Mocotó).

Deve ser muito boa e prometemos dar um passada lá pra dar o nosso parecer!!
Hasta.

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dcpv – giorno sei – roma – itália – Ben (o) Hur(so) amico.

12/11/2011

Giorno Sei -  Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

Parece incrível e redundante, mas tivemos mais um belo amanhecer. Muito sol e até um calorzinho que não estava nas previsões.

Como tínhamos um espetáculo épico marcado pra tarde, aproveitamos pra fazer um passeio curto (assim como um bom expresso).
E foi no novo (pros padrões romanos, já que foi inaugurado há 2 anos) museu Maxxi.

Incrível como os romanos menosprezam o novo. Fomos de taxi e quando disse que queríamos ir até o museu, o motorista disse não saber o que e onde era. Como eu tinha me informado, passei o endereço pra ele e lá fomos nós pela histórica Via Flaminia.

Chegamos e a impressão inicial é marcante. Você não espera ver um prédio tão impactante e moderno numa cidade em que a unidade de tempo pra atrações turísticas é medida em séculos.

Tudo impressiona.

A parte externa, onde a afamada arquiteta Zaha Hadid conseguiu transformar concreto em curvas, …

… vidro em espelho …

… e a maluca parte interna com divisões incríveis, …

… além de junções de paredes com placas de ferro …

… e barras de cano vermelhas cruzando todo o espaço.

E claro que como em todo museu deste formato (vide Guggenheim), a grande atração é o prédio. Portanto, a coleção ficou prum segundo plano e tratamos de voltar a pé pro hotel.

O caminho todo foi interessante, já que passamos por um bairro de vizinhança e do dia-a-dia romano.

Vimos vários carros do Mr Bean, …

… uma feira tipicamente italiana, …

… um sex shop fantástico, o Castroni, …

… e chegamos a tempo de nos trocar, pegar um taxi e ir pra nova Fiera Roma.

Pra quem não conhece, é um tipo de Anhembi dos romanos.

E é longe, bem longe. Fica perto do aeroporto.

Nós fomos até lá pra assistir ao espetáculo Ben Hur. Comprei as entradas pelo Ticket One e ao chegarmos, troquei o voucher pelos ingressos.

Quando vi que a nossa fileira era a X, fiquei decepcionado. Só que usando a lógica e os algarismos romanos, cheguei a óbvia conclusão que era a 10. :)

A idéia principal seria mostrar ao público um espetáculo antigo, romano, com um visual impressionante, boa música (a trilha foi composta por nada mais, nada menos do que Stewart Copelland, ex-Police) e o que nos atraiu bastante: uma corrida de bigas.

O lugar todo é imenso. São pelo menos 14 galpões iguais a este que entramos. E quase tudo foi entregue.

Porque quase? Porque faltou um pouco do calor humano da platéia.

Os lugares estavam ocupados em mais ou menos 10%. O que significou que os atores eram maioria em relação ao público.

E como não tinhamos almoçado, tivemos que apelar e comer alguns panini na lanchonete.
Mezza boca, sim senhores, mas a organização, a plasticidade e a beleza compensaram.

Voltamos pra região do hotel a tempo de tomarmos um legitimo chá inglês na Babington’s Tea Room, aos pés da Scalinatta da Piazza di Spagna.

O lugar é tradicionalíssimo (está lá desde 1892) e já foi palco de discussões de grandes ícones da literatura (Kytes, Shelley, Goethe) e da blogosfera mundiais (não citarei os nomes devido a modéstia).

Pedimos dois ótimos chás …

… e uma degustação de mini-doces.

Pra variar, encontramos mais uma brasileira trabalhando no lugar e ela nos prometeu facilidades pra importar alguns deles pra cidade co-irmã de Ferraci di Vasconcelli. Faremos esta ponte ítalo-brasileira.

Enquanto isso, planejamos o nosso jantar.

Que seria num restaurante próximo ao hotel (e dica do próprio), o AdHoc.

Pensamos em fazer um menu degustação de trufas brancas, pra matar as saudades piemontesas. Chegamos e fomos direto ao cardápio que indicava o tal menu. Perguntamos sobre ele e a dona nos disse que não seria possível, porque o tartufo tinha acabado.

Paciência! Partimos pro sacrifício e fomos pesquisar o menu. Antes de mais nada, frise-se que o lugar é muito bonito, super bem cuidado e homenageia as famílias visitantes.

Optamos por tomar duas taças dum tinto do Castelo di Ama e…

… escolhemos um mix de entradas (aspargos/carpaccio/mil folhas de batata e cogumelos). Perfeito!

Ah! Antes, nos foi oferecido um agrado do chef, uma polentinha verde.

A degustação de pães também foi incrível, ainda mais upgradeada por um excelente azeite toscano.

Quanto aos principais, a Dé escolheu um fresco Maltagliatti com Limão Siciliano …

… e eu, o melhor prato que comemos até agora, a Trilogia de Matriciana.
São 3 interpretações do chefe: uma, a tradicional, outra com cogumelos e a última, a grande revelação da noite; a com trufas negras, certamente das mais aromáticas que comemos até hoje.

A impressão era a melhor possível, especialmente após pedirmos mais duas taças dum bianchetto.

Com o nível de toda a refeição, não poderíamos deixar de experimentar alguma sobremesa: um tremendo Tiramisú.

Bom, foi isto. Imperdível e ainda ganhamos uma garrafa dum espumante dolci como presente.
Terminou mais um dia romano. Começou com a Zaha, continuou com o Ben Hur e finalizou com o AdHoc.

Semanticamente estranho; sensitivamente, exatamente o contrário.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.

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dcpv – dia dues – barcelona – espanha – o barça passou como um segway por cima do osasuña.

04/01/2012

Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

Mais um belo dia em Barna.

E mais um passeio de Segway. Seria a nossa terceira experiência (vide Madrid e Roma), mas a primeira da Re.

Saimos correndo do hotel e nos encontramos com o nosso guia na Plaça Sant Jaume (local onde fica a prefeitura da cidade).

Após breve aclimatação às potentes máquinas, iniciamos o tour propriamente dito pelo Bairro Gótico.

Conhecemos as muralhas romanas antigas, …

…inclusive, um rascunho do que seria uma das 4 portas principais da cidade naquela época, …

… passamos pelo centro do bairro Gótico, …

… com suas vielas apertadas e sorumbáticas, …

… veneramos la Merced, a santa padroeira da cidade, …

… e que simplesmente é vista de todos os lugares possíveis e imagináveis.

Andamos bastante até chegar a zona portuária de Barcelona.

Port Vell, …

… com seus piers, …

… o símbolo da cidade feito pelo Gaudi, …

… vimos a lagosta que é um camarão,…

… e um dos novos ícones, o hotel W, …

… que foi construído num local em que seria impossível tal ato : …

… praticamente dentro do mar.

Segundo o nosso convicto catalão guia, muita propina foi distribuída pra que isso acontecesse.

E aí ele perguntou se este tipo de coisa acontecia no Brasil?

Nós repondemos em uníssono: Não! E demos muitas risadas.

O resto foi caminhar, …

… ops, dirigir, …

… ops, segwaynear de volta até o ponto de partida, ou seja a Plaça Sant Jaume.

Pra variar, saímos correndo, porque tinhamos um almoço reservado. E numa loja de souvenires.

Eu explico melhor no almoço de amanhã que será numa tinturaria, mas basicamente, o UrbanSecrets é um clube onde os restaurantes são camuflados e o que parece ser, não é.

Nete caso, é uma aparente lojinha chamada Chi-Ton bem em frente a Casa Millá, em que a vendedora/recepcionista vem te atender perguntando se você tem uma reserva. A partir do teu sim, ela te leva pro subsolo num elevador e você chega num espaço com 4 cozinhas e várias mesas em frente a elas.

Fomos alojados numa delas e informados que o menu do almoço do dia seria composto de, ou salada invernal ou arroz com gambas (o popular camarão) como entradas e magret de pato (os sócios iriam adorar) com purê de batata-doce ou rodovalho com tupinambur, como principais.

A Re escolheu a salada (normal, bem temperada e crocante) …

… e eu e a Dé, …

… o melhor arroz com gambas que comemos até hoje.

Isto tudo com o chef trabalhando e preparando bem na sua frente.

Tomamos um herbáceo vinho branco Perro Verde 2011.

Mais uma bela olhada no não menos lugar e os principais chegaram. O peixe pra Dé …

… e os magrets pra mim e pra Re.

E que magrets! Suculentos, saborosos e lindos.

Fomos presenteados com taças de cava …

… e a sobremesa única chegou: um saboroso creme de mascarpone com uma farofa de chocolate.

Certamente foi o melhor custo x beneficio da viagem (24€ por pessoa) …

… e só nos restou passear pela área onde o modernismo imperou.

Aproveitamos a proximidade da Avinguda Diagonal pra conhecer a Casa de les Punxes (chamada assim por causa das suas torres pontudas) , …

… o Palau Montaner (projetado por Domenech i Montaner) …

… e a Fundació Antoni Tàpies (também obra do Montaner).

Voltaremos amanhã pra fazer este circuito de verdade, mas o aperitivo foi bem legal.

Retornamos pro hotel e nos arrumamos com trajes de gala; vestimos os nossos uniformes do Timão.

Afinal de contas, iríamos assistir a um concerto futebolístico.

Fomos ao Camp Nou ver o Barça desfilar a sua técnica num jogo contra o Osasuna, pela Copa do Rey.

Se bem que as notícias não eram alvissareiras: Iniesta estava machucado e o grande Messi, voltando das férias argentinas e gripado.

Chegamos ao estádio, mas antes passamos na lojinha (lojona?) pra fazer umas compras básicas.

O Campo Nou é imenso (quase 100000 espectadores) e nos alojamos nos nossos ótimos lugares. A surpresa foi que o Messi estava na reserva.

Pensamos: se o jogo estiver difícil, o Guardiola coloca o “pulguinha” pra resolver.

Triste ilusão; com 20 minutos de jogo, o Barça já tinha enfiado 2×0 (dois gols de Fabregas, o segundo um golaço de cobertura) e a fatura estava liquidada.

Impressionante como o Barça joga muito e todo mundo fica só olhando (vide Santos).

O jogo virou e com 10 minutos do segundo tempo, se ouviu um burburinho no estádio. Não é que o Guardiola ia colocar o Messi pra jogar?

E foi mais uma aula de futebol. Veja se não?

Ele tocou umas dez vezes na bola. Fez 2 gols (um de cabeça e um colocando no cantinho com a magnífica esquerda), …

… deu duas cavadinhas (uma passou pertinho, a outra foi na trave) , …

… sofreu um penalti (que o ladrão espanhol não apitou) …

… e ainda deixou os companheiros na cara do gol.

Resultado? 4 x 0 pro Barça. É, o baixinho joga muito.

Ainda bem que estávamos por aqui. Estamos levando um relatório completo que facilitará muito a vida do Tite quando da final no Japão. :)

Ah! Tivemos um pequeno stress na volta, pois não imaginávamos como seria difícil encontrar um meio de transporte pra voltar pro hotel. Táxi? Impossível. Chegamos ao metrô, mas incrivelmente ele estava fechando (o jogo foi as 22:00 hs e o metrô fecha a meia-noite. Os cartolas de lá, gorjeiam como os daqui!).

O jeito foi esperar um ônibus extremamente lotado que nos deixou na Plaça de Catalunya.

Sabe que só assim conseguimos lembrar dum jogo do Timão?

Hasta.

Veja o outro dia da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.

dcpv – tasca da esquina. 2×2 é igual a … ?

Tasca da Esquina. 2×2 é igual a … ?

Sexta, 09/12/11, início dos trabalhos do ISBFV. O Mingão e a Regina chegaram à praia por volta das 20:00 hs.

Tínhamos marcado uma reunião inicial no novo restaurante portuga de SP, o Tasca da Esquina do famoso chef Victor Sobral (que na verdade, não fica na esquina).

Passamos no hotel pra pegar a Lourdes (a Drix, a Sueli e o Jorge viriam somente amanhã), já que o sócio tinha uma festa de final de ano do escritório dele e tinha planejado nos encontrar no restô.
Reservei pras 21:00hs e neste horário, estávamos lá. O local é muito agradável com uma decoração despojada (muita madeira rústica) e uma interessante parede com vasos de ervas gastronômicas.

Estávamos em 5 (por enquanto) e todos optaram pelo menu degustação.

As mulheres escolheram o formado por 4 pratos (segundo o garçon “entrada, sopa, peixepeixe“). Eu e o Mingão fomos no de 5, ou seja, mais uma carninha além do peixepeixe.
Pedimos vinho tinto de Portugal, o branco Lavradores de Feitoria do Douro e começou o desfile.

Agrado do chefe, um creme de batata …

… entrada de casquinha de pastel com pato (o Eymard perdeu) e salada verde, …

… atum selado com purê de beringela e raspas de limão, …

… sendo que o da Dé foi linguado em vez do “Toro” …

… souflê de bacalhau …

… e pra mim e pro Mingão, um rabo de boi e cama de cogumelos de comer ajoelhados.

Como sobremesas, pedimos 2 mini-degustações variadas pra todos dividirem irmanamente.

E o sócio? Bom, ele atrasou e chegou bem na hora da sobremesa. Pedimos mais uma degustação e ele saciou a sua pretensa fome.

O que achamos do lugar? Bom, mas com um pouco de sobrepreço pra tal idéia de Tasca (que na verdade deveria ser quase que um botecão).

O serviço é bom, mas achamos inadmissível (rsrs) que praticamente nos mandassem embora de lá por ser meia noite, porque iria faltar a luz (puxa, que coincidência!) e por sermos os últimos clientes.

O que explica o meu nervosismo e a necessidade duma calculadora – coisa que nunca precisei – pra chegar ao valor que cada um deveria pagar. :)
Quer saber duma coisa? Voltaremos pra confirmar ou não esta impressão.

Até.

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