dcpv – a procura do risotto perfeito

D2 do risotto?
26/06/10

A procura do risotto perfeito.

Tem coisa pior do que procurar uma coisa perfeita? Acho que pior do que isso é tentar fazer a tal coisa.

Pois foi exatamente o que eu fiz. Aproveitei que os caros amigões EmíliaArnaldo estariam por aqui e os convidei pra atestarem se este risotto seria realmente “o perfeito”.

Na verdade, já tinha feito dois deles (um de ricota defumada e agrião; outra de legumes, o primavera) num jantar anterior, mas como utilizei um arroz que não foi o arbóreo (um violane nano), o resultado foi um tanto quanto irregular. Traduzindo: eles ficaram bem esquisitões e um pouco passados (apesar da Emília e do Arnaldo insistirem que estavam bons! rs )

É claro que não faria só o risotto senão o jantar seria frugal demais.

Petiscamos com um creme de queijo de cabra, páprica doce (um presente marroquino deles) e sementes de nigella; salsão, baby-cenoura; azeite e flor de sal.

Pra variar, eles tiveram uma bela premonição e nos presentearam com um jogo de mesa (guardanapos, jogos americanos, saleiro, pimenteiro e porta-guardanapos) que a Dé, querida esposa/produtora, simplesmente adorou.

E imaginem que ela estava muito tristinha por não ter trazido uns daqueles bacanas que temos lá na sede. Impressionante! :)

Iniciamos o tasting bebendo um Catena Chardonnay 2009 e entrei na trilha do risotto perfeito.

Através de bruschettas de tomates e …

… uma salada de rúculas, figos frescos, queijo de cabra e molho de tomate fresco e frio.

Tudo excelente e ainda mais acompanhado dum rosé, o Palo Alto Reserva 2008.

Era chegada a hora.
Pausa pra explicação: pensei num montão de ingredientes que comporiam o risotto. Aspargos, presunto de Parma, frutos do mar, tomates, enfim, alternativas às pencas.
E resolvi pelo óbvio: segui o princípio da comida italiana e fiz o corriqueiro risotto à Milanesa. Na verdade pensei em inventar e fazer um à Istambulesa (com cúrcuma no lugar do açafrão), mas ainda bem que perguntei pro Arnaldo e ele me disse (na verdade foi a Emília) que não gostava muito do gosto deste tempero.

Portanto e com tudo decidido, parti pra execução. 18 minutos depois (frite acebola, o arroz, coloque vinho, bla, bla, bla) e pronto! Al dente, cremoso e, digamos,  perfeito!

Ainda mais acompanhado duma bela perna de leitoa assada (by sex shop).

Crocante, macia e saborosa!

E praticamente um complemento do tinto italiano Barbera D’Alba Gianni Gagliano La Matta .

Que noite! (mais uma).
A companhia sempre agradável da Emília e do Arnaldo com uma conversa muito interessante e com aquela sensação de que realmente nos conhecemos há muito mais tempo do que parece. (eu já falei sobre isso?)

Comemos uns docinhos (by sex shop. Quando será que eles vão nos patrocinar? ) e terminamos tudo muito cedo (por volta da 1:00 ) pois a Emília , pasmem, teria que trabalhar em pleno sábado de manhã!

Todo mundo adorou, mas eu ainda continuo com a saga. Acho que o tal risotto poderia ter ficado um pouquinho mais al dente e com uma cremosidade mais acentuada.
Perfeccionismo? Talvez, mas acho que já fiz alguns melhores.

E a Emília e o Arnaldo continuam convidados pra experimentar o risotto perfeito. Aceitam?

Até o próximo.

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Provence – deuxième jour – cassis e a carta de vinhos “ces’t moi”.

05/07/10

Provence - Deuxième Jour  Cassis e a carta de vinhos “ces`t moi”.

Marseille é muito interessante! Quem passa batido por ela (e a maioria faz isso) , perde um montão de coisas.

Perde a  mistura de etnias, perde as visões sejam diurnas e/ou noturnas do Vieux Port e, principalmente, perde o litoral todo recortado e diferentão.

Começamos o dia pegando o carro e zarpando pra Bormes les Mimosas. Se me perguntarem o porque de irmos pra este lugar eu não saberei responder. Achei o nome super-bacana. :)

Além da bela descrição do guia: “gracioso vilarejo, cujas ruelas, escadarias e flores distribuem-se pela encosta da colina

Pois bem,  são uns 120 km pra chegar e estar tudo tão cheio que o máximo que vimos foi algumas belas rotatórias.  Nem pensar em arrumar lugar pra estacionar (mesmo pagando!),

Tomamos o  caminho de volta e passamos  por Hyères (cidadezinha litorânea  bacana e super-crowdeada) e com um parque municipal, quase um jardim botânico muito bacana .

Compramos algumas frutas no Carrefour (deliciosos apricots, cerejas, ameixas e  nectarinas)  e continuamos retornando no sentido pra Marseille.

Entramos também em Sanary-sur-mer que é linda.

Pequenininha, graciosa e com uma ligação pra Bandol (grandes vinhos) cheia de aclives e declives com vistas do mar de tirar o fôlego  (vide o template).

Voltamos pra auto-estrada  (a  A-50) e chegamos a Cassis.

Antes de mais nada, é bom dizer que a o nome da cidade não tem nada a ver com o licor que é tão famoso nas sobremesas de churrascarias brasileiras.

Também foi duro de estacionar, mas insistimos (a Dé especialmente) e paramos há quase um quilômetro da praia.

E olha, valeu a pena.

O lugar é uma graça (apesar do calor, mais de 35º C) e aproveitamos pra almoçar por lá.

Foi num dos pega-turistas de frente pro mar, mas mesmo assim a comida estava muito boa, uma característica marcante de toda a viagem..

Peixe com batatas pra Dé (dizem que o peixe de lá é fresquíssimo. A Dé atestou que sim) e…

… adivinhem? Moulles et frites pra mim. Excelentes!

Continuamos a jornada,  entrando na  montanhosa Route des Crêtes, uma estrada tortuosa e linda que liga Cassis a La Ciotat e onde você tem visões maravilhosas da união mar/terra.

As vistas são espetaculares e apesar de sinuosa e estreita, se tem a impressão de estar em  canyons do mar.

São 15 km de pura emoção onde a cada curva se tem uma visão diferente  e com vários pontos de parada para pura reflexão, os belvederes.

Tivemos algumas belas vistas de vinhedos (Cassis é famosa pelos excelentes vinhos brancos) e retornamos ao hotel.

Banho tomado, descansada básica e estávamos prontos pra passear e jantar.

Frize-se que fazer slow travel  nesta época é muito fácil já que o dia é loooooooongo. Escurece por volta das 22:00 hs.

Fomos caçar um lugar sem muitas frescuras pra comer e encontramos um belo bar a vin, o La Part des Anges.

Descontraído, …

… bacana, …

… enfim,  agradabilíssimo.

Menu na lousa (como todo bom lugar francês) e …

… um garçon que ao pedirmos a carta de vinho, disse: La carte? Ces`t moi!! rsrs

Espetáculo! Escolhemos uma salada de verdes com presunto , pesto e mozzarela (pra Dé) e …

… brochettes d`agnou em sus epices, riz de çafron e legumes a provençal, pra mim.

Tudo saboroso, além do belo tinto, o La Nena que o Monsieur Carta de Vinhos nos indicou e que realmente tinha um toque de figos e de poire, como ele afirmou. Uma marrravilha!

Voltamos a pé do Vieux Port pro hotel e tivemos mais uma vez a certeza que não sabemos vender as nossas belezas. Veja o que uma bela iluminação faz!!

Ademain, que nós vamos de leve! E pra Aix. E na feira!

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provence – premier jour – olp de marseille

04/07/1o

Provence – Premier Jour  - Olp de Marseille

Escolhemos chegar no domingo em Marseille.

 Estaríamos descansados/cansados pelo vôo e pegaríamos a cidade parada o que arrefeceria aquele afã de querer ver tudo logo de cara (é bom jogar um pouco de água fria! rs Ainda mais com o calor reinante).

O que não contávamos é com a incapacidade natural das autoridades brasileiras em desorganizar tudo.

Chegamos no horário, mas o aeroporto de Cumbica estava uma zona. Gente saindo pelo ladrão (parece que ele fechou de manhã por conta da neblina) e acabamos de fazer o nosso checkin quando faltava uma hora pro embarque. Sem contar que ficamos mais uma hora e meia pra passarmos pelos trâmites alfandegários. Ainda bem que o vôo atrasou quase duas horas e  que a conexão em Paris (não confundir com o blog da Lina) seria de 4 horas.

O vôo foi tranqüilo (recomendo e muito a classe Voyager Premium da Air France pois os espaços das poltronas são bem legais) e chegamos em Marseille por volta das 17:00 hs. Pegamos o carro na Europcar (reservei um Q5 mas me entregaram um  SUV Mercedes. Paciência! rs)  e rumamos pro nosso hotel, o  Sofitel Marseille Vieux Port.

Extremamente bem localizado e com uma vista do porto de fazer chorar.

Estávamos arrebentados, mas tomamos um belo banho  e fomos caminhar em volta do porto.

A primeira impressão sobre Marseille é altamente positiva. Uma cidade fotogenicamente perfeita, misturando o velho e o novo  e  deixando um mistério no ar que terá que ser desvendado.

Sabe quando a cidade diz pra você: me descobre!!

Pois foi exatamente isso!

Comemos no Le Six30, o bar do Novotel que é conjugado ao Sofitel.

Salada, …

… queijos, …

…  vinho rose (claro), …

… um belo hambúrguer que em vez de pão, tinha batata rosti (grande idéia) e  pronto.

Estávamos preparados pra ficar nos braços de Morfeu e no lugar certo.

Afinal de contas, um quarto que tem uma bela sacada com vista pro Vieux Port e …

…  um canteiro na mesma que tem tomilho-limão, alecrim e nirá está mais do que credenciado pra isso.

E pra completar, foi justamente no hotel que vimos o nosso primeiro legítimo jardim provençal de lavandas.

É, a coisa toda promete. Ainda mais que amanhã iremos pras praias com direito a passagem por Cassis e pelas Calanques.

Au revoir!!

PS – Pra quem não acompanhou, o nosso grande gênio Luciano do Valle soltou esta pérola numa transmissão da Copa. Informado que um jogador argentino jogaria em Marseille, ela prontamente consultou a ficha da produção e tascou: ele joga no Olp de Marselha!! É claro que o Neto aproveitou a deixa e disse: Luciano, eu também fui convidado pra jogar no Olimpique de Marselha!!  O-lim-pi-que!! rsrs

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dia dos namorados no marcel

nosso amor é lindo! tão lindo!
12/06/10

Dia dos Namorados no Marcel.

Nós não podemos reclamar de 2010. Comemoramos dois dias dos Namorados. Um em pleno Marais e no restaurante Vins des Pyrenées.

O outro foi na praia e no Marcel, aquele em que brilha o chef Raphael D’Espirite.
Todo mundo sabe que o Marcel é famoso pela sua comida de primeira e especialmente pelos souflês que são feitos por lá.

E estranhamente nunca tínhamos ido. É verdade que já ameaçamos um montão de vezes (todo mundo diz que o menu-degustação dele é disparado o melhor custoxbenefício da cidade!!), mas desta vez não nos escaparia já que li que eles estavam fazendo reservas pro dia dos Namorados. Tudo bem que elas só eram feitas pras 20:00hs.

20:00 hs? É cedo, né? Mas é melhor ter a certeza deste horário do que a total incerteza que esta data proporciona.
Chegamos no horário e fomos encaminhados à nossa mesa. Estava bem iluminada, mas a luz amarelada não permitiu fotos muito boas.
O couvert era composto de pães fresquinhos e potinhos de vidro com saborosos geléia de tomate, patê de figado e manteiga . Ah! Também tinha um outro bom patê de presunto e batata.

O menu era especial e com algumas escolhas. Como as entradas eram duas e nós um casalzinho bonitinho e democrático, cada um escolheu uma.
A Dé foi de Creme de cogumelos e palmito pupunha. Suave, quentinho, muito bem temperado. Do jeito que a Dé gosta.

Eu escolhi uma salada de tomates confitados, pignolis, folhas de manjericão e pó de queijo branco. Um prato extremamente simples e saboroso. Como o amor!

Pra dar um pouco mais de romantismo, tomamos um Chablis 2006. Como todo bom vinho branco francês, este tinha um odor concentrado e amadeirado aém do perfume intenso.. Enfim, era bom pra namorar.

Seriam 4 as opções dos principais: duas de  frutos do mar (camarão e bacalhau), uma de  carne e um souflê, a tal especialidade da casa.
Não precisa nem dizer que a Dé escolheu o suflê de queijo brie e aspargos . E que se deu bem já que ele representava e muito bem a fama do Marcel/Raphael.
Dá pra falar que a “criança” topetuda, quase um Elvis gastronômico é mesmo um espetáculo!!

Eu, o Mr Frutos do Mar, escolhi os camarões ao creme de açafrão e alho porró com tagliatelle de cenouras.  O molho estava super cremoso e a flor de capuchinha junto com as folhas amargas dela deram uma pegada a mais aos camarões carnudos e ao ponto..

Como o próprio dia pedia, tudo teria que terminar com açúcar e com afeto. Um trio de mini-sobremesas foi servido : creme-brulée, mousse de chocolate e tortinha de maçãs.
Faltou o docinho de coco, mas eu nem senti a sua ausência  já que estava com o meu: a Dé!!

Prontíssimo. Restaurante devidamente conhecido (voltaremos brevemente) e com a fama confirmada. A comida do Raphael é muito boa e fica melhor ainda quando experimentada com romantismo.

Abs e bjs para todos.  O amor é lindo!

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dcpv – a copa do mundo é nossa?

esta copa está ruim pacas
20/06/10

A Copa do Mundo é nossa?

Domingão. Dia de jogo do Brasil na Copa.
Tudo bem que o futebol praticado nesta Copa da bela África do Sul não anda empolgando ninguém, mas jogo do Brasil é jogo do Brasil. (atualização – não imaginava o que estava por acontecer!!)

Aproveitamos o embalo e convidamos os nossos pais pra almoçar e logo após, assistirmos a pelada!!

Fomos, eu e a Dé (a Re já está em Nice aprimorando o seu francês) pra cozinha logo cedo.
Na verdade, mais a Dé do que eu que aproveitei pra dar uma bela olhada nas minhas plantas. A Dé fez tomates desidratados e uma das marcas registradas dela, os deliciosos cantuccinis.

Eu assumi um pouco mais tarde e aproveitei um pão italiano bem velhinho pra fazer umas bruschettas de queijos (mussarela, parmeggiano e provolone) com abobrinha, cebolinha em conserva e um molho de tomate com atum muito bom (by sex shop).

Fiz também uma saladinha de finocchio com salsão e cominho.

E pra completar a entrada, uma  salada que aprendemos num curso com a Paola  Arturito Carosella: mini-rúculas com figos e queijo de cabra.

Simples como toda boa receita e saborosa  demais. É só fazer um molho com limão siciliano e mel e regar  mini-rúculas e um pouquinho de hortelã com ele.
Monte, colocando as folhagens, amêndoas, figo cortados em quatro com as mãos, uma quenelle de queijo de cabra e finalizando com os tomates desidratados (cortados finamente e colocados em forno com temperatura baixa e num silplat). Um espetáculo.

Os meus sogros, a D. Vera (a madame Escabeche) e o sr Antonio e a minha mãe, a D. Anina (madame macarrão ralado) adoraram.

Como principais, um belo pernil de porco, assado longamente no forno e que produziu uma casquinha pururucosa de comer ajoelhado!

Acompanhado dum risotto de tomate, mussarela de búfala e manjericão que estava nos preparando pro grande clássico, Brasil e Costa do Marfim.

Tudo tão bom que todo mundo repetiu! É o Mingão fazendo escola.

Como estava fazendo um calor daqueles, dá-lhe tinto de verano. Pra todos!!

Comida devidamente apreciada, subimos pra, enfim, apreciar o belíssimo futebol.
Se o jogo foi bom eu não sei. Mesmo porque cochilei bastante e quando acordei já estava 1 x 0 e quase na hora da sobremesa.

Um sorvete de blueberry, quase um iogurberry já que a base dele tinha cream-cheese, iogurte e leite condensado, além das frutinhas.

E os saborosos cantuccinis que foram devidamente acompanhados com um vinho de sobremesa francês, um legítimo Sauternnes.

Prontos pro segundo tempo e pra segunda jornada soporífera.
É, foi 3×1. Esta Copa promete. E acho que vou conseguir recuperar todo o meu sono atrasado!!.

Saudações verde-amarelas pra todos.

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dcpv – jamie, o seboso.

número 257
15/06/10

Jamie, o Seboso. 

Se tem um cara que eu considero controverso no meio gastronômico, este cara é o Jamie Oliver.

Eu já tive uma fase de deslumbramento quando há muito tempo o achei muito interessante e com grandes idéias (foi nessa época que comprei o livro dele).

Também passei pela fase onde o achava mais “porquinho” que qualquer outra coisa. Se sujava todo pra cozinhar; usava as mãos imundas pra cortar coisas; experimentava a comida com a mesma colher; fazia churrasco em lata de tinta ou seja, era uma pessoa , digamos, não muita higiênica!

Um tempo depois, voltei a fase da admiração (mesmo ainda o achando seboso) quando ele começou a mostrar como é o projeto dele pra se plantar tudo o que é tipo de ervas/legumes  em casa. Este programa é um dos que ainda passam no GNT. E gerou um livro muito bacana que só não comprei porque ainda não moro na Inglaterra já que ele dá dicas levando em consideração o complicado clima da terra de Sua Majestade.

Fora os outros projetos marqueteiros quase malucos (o Fifteen,  a melhora da merenda escolar inglesa, a tentativa patética de cozinhar pros italianos na Itália) ainda sobraram algumas receitas que eu gosatria de fazer.

E este é o motivo desta noite. Receitas do Jamie Oliver, o chefe sem segredos. Vamos ver se eu consigo reproduzí-las a altura.

Se bem que com óbvias restrições: não conseguirei ficar sem tomar banho. E nem vou fazer aquela boquinha-mole que ele faz!! :)

Bebidinhas – Purê de morangos com espumante.

Gostoso. Tomamos mais uma garrafa de Salton (e foi a última do lote).

Entrada – O meu ministrone (na verdade, o dele!)

Eu e o Mingão fizemos este inteirinho. Tivemos esta oportunidade após assistir aquele espetáculo de futebol (Brasil 2×1 Coréia do Sul).

É um tremendo minestrone e que pode e deve ser feito com as quantidades que mais lhe agradarem  dos ingredientes.

Pique tomates, cenouras, alhos porós, salsões, cebolas roxas e repolhos.

Numa panela de fundo grosso, ponha azeite e refogue a cenoura, o alho-poró, a cebola, o salsão, alho e alecrim em fogo médio por 15 minutos.

Junte os tomates, adicione  o caldo (o real, por favor) e deixe cozinhar em fogo baixo por mais 15 minutos.

Acrescente os repolhos e cozinhe por mais 10 minutos.

Adicionee manjericão e cozinhe a massa (a Dé fez a nossa)  na sopa.

Tempere e sirva com azeite e parmesão. Uma sopona reconfortante e que tem um peso inimaginável. Não precisa nem dizer que a Dé adorou.

Como o próprio Jamie diz, há vários minestrones em toda a Itália. Os ingrediente mudam conforme a estação do ano. Se faz até com hortelã e manjericão no verão. Ou seja, se você quiser fazer o seu, escolha os seus ingredientes e vá fundo.

Continuamos com o Salton purezado e nos permitimos emitir uma opinião sobre a combinação: bom, salbom, verão no outono.

Principal – Taglietelle com abobrinha, limão e manjericão.

Este prato é leve e aromático, segundo o Jamie.

Este prato é leve e aromático, segundo nós mesmos.

Frite um pouco de alho em azeite sem deixar dourar. Adicione abobrinha fatiada finamente e mexa suavemente por 2 minutos.

Borrife suco de limão, junte manjericão e cozinhe por um pouco mais de tempo.

Enquanto isso, cozinhe o tagliatelle al dente em água fervente com sal, escorra e junte a abobrinha. Tempere (sal e pimenta) e acrescente o parmesão ralado.

Ah! Aproveitei que a Re tinha feito um franguinho (receita do Jamie tambem) no final de semana e dei uma incrementada no penoso.

E como ela, a Re, estava por aqui e precisava comer antes, fiz um pratinho pra ela.

Já o nosso, servi salpicando com um pouco de manjericão e parmesão.

Taí um prato simples e mediterrâneo. Pra fazer naquelas noite em que se está com larica e sem muita vontade de cozinhar coisas complicadas.

Tomamos um tinto Cavas de Perdriel Syrah Malbec 2006 Mendoza que foi “reconfortante, reforcontante, cortante“.

Sobremesa – Frutas assadas

Não subestime a simplicidade das frutas da estação frescas e maduras. Experimente assá-las – elas assumem um carater totalmente diferente.

É isto mesmo.
Peguei morangos, figos,  e coloquei no meu grill George Foreman.

Servi com um sorvete de limão siciliano (aquele) e não deu nem tempo de olhar direito pra tudo.

Desceu redondo! De primeira, como citou o próprio Jamie.

Eis a opinião dos dois mosqueteiros (é, mais um cano do Déo):

Jantar sobre medida e uno spetaccollo! Tudo perfeito do primo piatto a sobremesa! E limpinho. (Edu)
Grandissíssimo Jamie (um legitimo oriundi). (Mingão)

-”Um dos melhores chefs jovens da Inglaterra”
- “Eu amo a comida do Jamie. Tão simples e despretenciosa, mas absolutamente deliciosa” |
- “Adquira o livro: é irresistível”
- “O chefe mais quente do pedaço”
- “Simplesmente delicioso”.
Tudo isto é o mínimo que se fala por aí sobre a comida e sobre o próprio Jamie!!

Imagine se ele tomasse um banhozinho e lavasse as mãos!! rs

Bye.

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voltamos…

03/07/10

Voltamos …

 Esta foto é de Marseille.

Esta é de  Cassis. A cidade praiana e que não tem nada a ver com papaia!! rs

Esta é da Pont du Nord.

E esta é de perto de  Valensole. 

 

Esta é dum jantar maravilhoso de sexta, já em  Paris.

E esta é da cidade mais cheia, tumultuada e bacana do mundo! Mais cheio que lá, só Cumbica às 6:30 hs de domingo!!

 

Até.

copa do mundo 2010 – brasil x holanda; alemanha x argentina

world cup?
28/06/10

Copa do Mundo 2010 - Brasil x Holanda; Alemanha x Argentina.

É tempo de Copa do Mundo. Melhor do que isso, é tempo de decisão de Copa do Mundo.

Os jogos melhoraram um pouquinho (Paraguai x Japão? rs). Os clássicos aparecem. A emoção começa realmente. Começa mesmo?
E deixa eu falar uma coisa: alguém por aí aguenta aqueles pretensos cronistas/comentaristas esportivos destilando besteiras sem qualquer limite? Estatísticas inúteis, reportagens mais ainda; não dá uma sensação de que mandaram muita gente pra lá?

E pra não fazer nada  a não ser mudar de opinião de acordo com cada desempenho da seleção canarinho.
Mas mesmo assim ainda sobra algumas emoções, né Betão? E por falar nelas, que transmissão é esta?
Totalmente espetacular com detalhes que te permitem ver tudo!! Dá até pena em pensar como será a do Campeonato Brasileiro!!

Pensando nestes prováveis jogões da Copa, eu procurei homenagear os grandes clássicos que se aproximam.

Teremos Brasil x Holanda, Alemanha x Argentina.  

Por enquanto, vou me contentar em fazer pratos com receitas destes países.

Será a Copa DCPV, onde  certamente os vencedores seremos nós.

Au revoir Le Bleu!!  Ciao, Squadra Azzurra!! rs

Pré-Entrada -  Tomates desidratados e patê de terrine de foie.

Uma singela homenagem aos nossos amigos franceses e italianos que deixaram esta Copa tão cedo!! rs

Alemanha – Entrada - Sopa Alemã.

Espero que esta sopa não determine uma qualidade da defesa Panzer.

Receita simples demais. Faça um legítimo caldo de galinha. Esquente, junte 2 xícaras de repolho picado e um macarrão pequeno (usei um orzo). Cozinhe o tempo necessário pra que o macarrão fique al dente. Acrescente 4 salsichas aferventadas e cortadas em rodelas. Tempere e sirva.  Fiz uma graça com as mostardas (Alemanha!) …  

… e a sopa caiu como uma luva (de goleiro).

A Dé achou que ela parece com uma daquelas que tomávamos na merenda escolar (ô saudade!). Ralinha e saborosa!

E como alemão gosta de beber e nós também, entornamos um tinto Casa de Ilana Bobal, Tempranillo, Syrah 2006 Espanha (ôpa mais um esquadrão que continua na Copa) que foi “se canta, se ride, laranja mecânica, prazeiroso“.

Gute!

Brasil - Acompanhamento - Arroz Biro-Biro.

Grande homenagem a um grande craque: Biro-Biro, que um dia foi chamado de Lero-Lero pelo filósofo contemporâneo Vicente Matheus.

A receita é a seguinte: coloque óleo numa panela e deixe aquecer. Junte bacon bem picado e frite. Coloque dois ovos  batidos e mexa bem. Junte arroz branco pronto e salsinha. Termine temperando e adicionando batata-palha.

Vamos lá, Brasil!

Holanda – Principal – Varkensribbetjes

O nome é complicado, mas a receita é descomplicada. 

As tais Varkensribbetjes são costelinhas de porco. E douradas numa frigideira com algumas gotas de óleo. Acrescente e na sequência,  dentes de alho, cebola triturada, cominho, coentro, shoyo e noz-moscada. Tudo à gosto. Coloque um pouco d´água e cozinhe até ficarem macias.

Este prato é otimo pra se comer assistindo a um clássico. Costelinhas macias, descem fácil e tem um sabor bem marcante. Acho que será com estas sensações  que ganharemos da Holanda.

E pra melhorar tudo, ainda tomamos um argentino. Um tinto Los Perdices Cabernet Sauvignon 2006 que nos hablou, soy  ”finalista, perdimos la Copa, los achados“.

Argentina – Sobremesa – Helado de Dulce de Leche.

1 lata de creme de leite
a mesma medida de doce de leite
450 ml de leite

Pronto: esta é a receita do sorvete de doce de leite. Tomara que o futebol da Argentina seja do tamanho desta receita!! rs

Mas estava bem bueno!!  Neste caso estamos com os hermanos: é o melhor sorvete do mudo.

Eis a opinião dos copólogos/copistas sobre a noite ludopédica:

 

A Copa do Mundo é nossa! Com brasileiro não há quem “poça”! (Edu)
Maravilhas contemporâneas. (Mingão)
Nota da redação – O Deo faltou de novo. Está bem próximo do jubilamento. Acho que abriremos uma vaga de sócio-remido. Alguém se candidata? rs

Estou torcendo fervorosa e literalmente pra que tudo melhore nesta Copa. E parece que  isto acontecerá.

Afinal de contas, são grandes clássicos em que a tradição futebolística prevalecerá.  A nossa previsão (com resultados e tudo o mais) já está feita.

Vou revelá-las após a realização deste jogos. E você? Qual será afinal a sua final?

Doei, laranja mecânica.

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24° Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial!

22/06/10
número 258

24º Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial.

Mais um Inter Blogs. E este parecia ser uma verdadeira novela mexicana. Ou seria cearense??
Comecei a conversar há nem sei quanto tempo atrás com os cozinheiros Bia/Leo, owners do blog Trivial ou nem tanto..

Neste intervalo de tempo, tínhamos nos visto no evento da Prazeres, jantamos na praia, no projeto que eles tem,  almoçamos no Maripili.
Fora a quantidade absurda de e-mails trocados e até encomendas (alguns pós. Ôpa, são gastronômicos!) ele me enviou.

Ou seja, o Leo já é íntimo aqui em casa. E nada mais íntimo do que jantarmos juntos.
Foi exatamente isto o que aconteceu: marcamos este IB (quer saber o que é?) pra janeiro e ele veio me enrolando este tempo todo. Até que eu dei um basta e falei: de Junho não passa! :)

E hoje, 22/06/10, o nosso amigão Leo está por aqui pra testarmos juntos as receitas que ele nos indicou.  Frutos do mar em profusão (lagostas, robalos), experiências bacanas (espuma de Parmegiano) e até churros de sobremesa além de emulsão de foie gras ! Ele caprichou na escolha e nos deixou com vontade de experimentar tudo o mais rápido possível.

Portanto, com a saliva invadindo as nossas bocas, é com grande alegria que anunciamos o 24º Interblogs, o Trivial (??) ou nem Tanto no DCPV. E neste caso e mais uma vez, o objetivo está mais  do que alcançado.
A cibernética tão etérea se transformou em coisas sólidas. Como a nossa amizade.

Vamos lá, Leo! Aos vinhos!!

Pré-amuse.  Caldinho de maçã verde, salsão e cominho.

Esta  foi uma brincadeira que eu fiz com uma tentativa de sopinha que a Flora tinha feito pro almoço.  Como ela estava muito sólida, coloquei um pouco de caldo de galinha (o legítimo), temperei com vontade (pimenta do reino moída na hora e flor de sal) e coloquei algumas sementes de cominho.

Pronto pra receber o Leo e servido com um talo de salsão e um de erva-doce.

Foi o suficiente pra acompanhar o Malbec La Flor Pulenta State 2006.

Amuse - Shot de foie gras com redução de frutas vermelhas e espuma de parmesão.

Este é um dos preferidos do Leo. Ainda mais que ele é adepto da tal culinária tecno-emocional (mais conhecida como gastro-molecular!! rs).
Não precisa nem dizer que o Deo atrasou, né mesmo?

É fácil de fazer, mas são necessários alguns ingredientes, digamos, não usuais.
Comece esquentando 150 ml creme de leite fresco sem ferver, adicione 100g  terrine de foie gras (é bem mais barato que o próprio) e mexa até  que estejam incorporados e que a textura tenha um jeitão aveludado.  Esta é a mousse de foie.

Já pra redução das frutas vermelhas é só misturar 200 ml dum bom vinho tinto (usei o Malbec) com 2 colheres de geléia de frutas vermelhas (utilizei uma um pouquinho apimentada). 

Só faltava a espuma de parmesão. A base eu fiz: 200 g de parmesão (Regiano, claro!) adicionados a 200 ml de água fervente até estarem totalmente integrados. 

Aí entrou o cientista Leo (até que ele chegou cedo pois a expectativa era de trânsito pesado no caminho até a Grande Ferraz de Vasconcelos) que trouxe a lecitina (2g), devidamente pesada na sua balança de precisão .

Enjoado este cara!! Daí pra frente e após um montão de conversas das mais variadas, ele montou o copinho.
Uma camada de redução,…

… uma de mousse de foie…

…  e finalizou com a espuma.

É uma verdadeira delícia e deve ser comido com uma colher longa que te permita pegar todas as camadas numa colherada só. O Déo e o Mingão reclamaram um pouco pois acharam que o copo era muito pequenininho!! rs.

Aproveitamos  o embalo pra entornar um Prosecco Linda Donna Brut, um dos queridinhos daqui de casa.

Entrada - Lagosta ao vinagrete de tamarindo e aioli.  

Leo trabalhou bastante por aqui. Agarrou no fogão e não queria largar! Eu aproveitei pra aprender mais um pouco e fazer um trabalho de sous-chef (e acho que fui aprovado, né chef?)

Tinha comprado umas caudas de cavaquinha (adivinha aonde?) e no caso delas, foi só cortar ao meio…

… temperar com sal e pimenta,…

… colocar um galhinho de alecrim fresco e …

… levar ao forno com um pouco de manteiga por cima. Mais ou menos uns 15 minutos

Quanto ao vinagrete, basta cortar em cubos bem pequenos, pimentões das mais variadas cores e cebolas,…

…  adicionar suco concentrado de tamarindo adoçado por mel e acrescentar aos poucos vinagre de vinho branco além de azeite e batidos com um garfo até emulsionar.

E olha, ficamos todos emocionados!!
Faltava o aioli, a famosa maionese de alho. Bata rapidamente 3 dentes de alho no liquidificador, adicione 2 ovos e uma gema, uma pitada de sal e uma colher de sopa de limão. Comece a bater e  coloque em fio, aos poucos  e na sequência, 1/2 xícara de azeite e uma de óleo.

Tudo pronto, era a hora do chef Leo brilhar.
Ele montou os pratos com uma linha de vinagrete, fez uma graça com o aioli e as bichonas foram devidamente apresentadas.

Ficou bonito, né não? Tão gostoso que até a Dé que não é muito fã, comeu a sua.

 E até nós que somos fãs, comemos mais uma metadinha! Que espetáculo, Leo

Acompanhamos com uma Cava Freixenet Cordon Negro Brut que o próprio Leo trouxe. A achamos “delicada, didi, deixa a lingua freixa, dadá, leozinho ”.

 E com um Clarete espetacular, o Tremendus Cordovin España  que foi “maresia, amarelée, claríssimo, locomia, capri..choso“.

É, o teor alcóolico da noite estava aumentando!!

Principal - Robalo em cama de queijo de coalho e bananas caramelizadas.

Nesta, o chef Leo foi absoluto.
Comprei medalhões de robalo (adivinha aonde?) que foram passados em ovo batido (só uma das faces) e em farinha panko.

Aí o Leo iniciou a fritura pelo lado da farinha e virou o peixe, levando-o ao forno para continuar o cozimento.

Enquanto isso, o molho já tinha sido feito. Cebolas fritas na manteiga sem dourar foram liquidificadas e acrescentei um pouco de shoyo.  Voltou pro fogo e juntei uvas passas, castanhas picadas e um pouquinho de sal. Acertei a textura com um pouco de creme de leite e finalizei com coentro. Ah! O Leo me pentelhou pra não esquecer de citar a fonte: este molho é da Bel Coelho.

Ele aproveitou pra grelhar tanto o queijo de coalho …

… como para caramelizar as bananas.

Prontíssimo: ele montou o prato com uma bela cama de queijo/banana sobre o saboroso molho e com o robalo por cima  Quase uma jangada de peixe!!

Mais uma que todo mundo adorou (Dé inclusive já que estava acordadíssima).

Pra harmonizar, escolhi um outro Malbec, o tinto Postal del Fin del Mundo 2009 Patagônia que nos disse “mensagem, mr postman, banânico, viajandão, patagolesco“. 

Sobremesa - Churro espanhol.

Na verdade este churro esteve mais pra ferrazense. Esta é uma receita do chef Ronaldo Rossi e a Dé fez massa que é muito simples e bastante interessante. Inclusive, ela disse que parecia com uma daquelas colas de fazer pipas.

Leve ao fogo numa panela, 200 ml de água, 1 colher de manteiga, uma pitada de sal, deixe ferver e coloque de uma vez, uma xícara de farinha de trigo sem parar de mexer. Coloque num saco de confeiteiro e espere esfriar, sem deixar ar.

A própria Dé fritou em formato de batatas fritas pois tínhamos o saco (ops!), mas não tínhamos os bicos (ops de novo!) pra fazer o verdadeiro churro espanhol.

E pra transformar o tal em ferrazense legítimo, acabei comprando um Doce de Leite Toffe da La Salamandra, que foi exatamente o único que o Leo me disse pra não comprar!! rs

Resultado: ficou uma delícia com o churro extremamente crocante e adocicado pela mistura açúcar/canela. Ferrazense e perfeito!!

Como a receita indicava tomar um chocolate quente, aproveitei pra servir um licor de chocolate com menta, muito mais apropriado ao clima caliente da noite!!
Estávamos chegando ao fim (mais uma vez a teoria de que quando estamos nos divertindo o tempo passa muito rápido  foi confirmada) e com a certeza de que o Leo, apesar de bem mais novo, já é um dos nossos  velhos amigos.

Eis a opinião dos trivialíssimos confrades: 


Leo, grande chefe! Espetacular e trivial, mas nem tanto! (Edu)
De.. Leo… licias! Parfait! Adorável!! (Deo)
MCLeozinho!! Você cozinha (maravilha), eu como. (Mingão)
Um retorno orgasmático à cozinha. (Leo)

Desta vez  e por razões óbvias (não é machista, não. Esquecemos mesmo.) não vamos oferecer as famosas flores virtuais. Em compensação e como quase tudo foi inédito neste IB, temos um depoimento do próprio chef, o Leo que foi escrito pós-experiência:

A primeira vez que cozinhei para o Edu e a Dé foi em setembro de 2009.
Lembro que na época, travei. Como assim cozinhar para um cara que já comeu no Atala, no Ducasse, no Bottura, no Robuchon, em todos os grandes lugares?
Mas aí conheci o cara e vi que simplicidade e sinceridade é quase sinônimo de Luz, sobrenome dessa família maravilhosa.
E o convite pro Interblogs DCPV x Trivial ou Nem Tanto veio com um ano de antecedência. Só pra me deixar nervoso de novo. Depois de muitos contratempos, adiamentos, aqui estamos nós. E foi uma noite maravilhosa, que marcou a minha volta às panelas. Não tem jeito melhor de recomeçar do que cozinhando entre bons amigos. Prazer também em conhecer as figuras Déo e Mingão, grandes gourmets, que roubaram a cena e, literalmente, lamberam os pratos.
O menu foi concebido a pedido do Edu, sem uma linha de raciocínio. Coisas que eu gosto de cozinhar. Então preparamos juntos alguns dos -já – clássicos do Trivial. Fomos do foie gras ao doce de leite numa orgia gastronômica regada a bons vinhos e ótimas risadas.
Só tenho a agradecer.
Ps: Mini churros é a única sobremesa que já fiz na vida, por isso virou um clássico já na segunda edição.

Leozão, todo mundo agradece e muito (especialmente a família). Foi uma tremenda noite (nada a ver com o Clarete!!rs) em que todos nos divertimos a valer e saiba que você tem “license to kill” aqui n DCPV.
E pensando bem, aqui vão as flores! Você merece.

Trivial? Duvido!! rs

PS -Teremos mais uma presença ilustre aqui no DCPV no próximo IB. A Cris e o Alessander do Cuecas na Cozinha virão jantar conosco e desvendaremos algumas receitas do livro dele. Aguardem.

.

bottagallo nisso!

spetaccollo
06/06/10

 BottaGallo nisso!

Emília e Arnaldo estavam na praia. Sinal que teríamos altas conversas, muito divertimento e que faríamos muitos planos. Ainda vamos abrir uma verdadeira agência  personalizada de viagens.
E pra que isso aconteça, temos a missão de visitarmos todos os lugares que venderemos.

Estamos chegando lá. (EmíliaArnaldo acabaram de voltar de Maurícios)


Não precisa nem dizer que a foto acima é de lá e dele, né?
Voltando ao nosso encontro, escolhi a Bottega BottaGallo pra beliscarmos à italiana.

A proposta do lugar, uma associação inédita entre a Adega Santiago (vulgo Ipe) e o pessoal da Ciatc (Astor, Braz, Quintal do Braz, Pirajá e quetais) é de fazer comida italiana como se fossem tapas, ou seja,  tudo em pequenas porções com a intenção que todos da mesa experimentem o máximo possível e melhor, dividam as comidas.
Como nós (a Dé, eu, a Emília e o Arnaldo) já somos partidários deste formato, estava montado o palco!! rs

O site deles ainda não está pronto, mas uma pequena amostra já diz quase tudo: usando ingredientes, receitas e clássicos da cozinha da Botta,  questo Gallo criou as suas próprias Bottas: picolle porzione ou “tapas italianadas” pra que você possa degustar de tutto um pocco. Questo Gallo quer que você se divirta muito, bebendo do bom e do melhor enquanto curte uma scarpetta, doppo um beliscone e encerre a farra com uma bella macarronada entre amici. Mas se quiser fazer tudo de outro jeito, é só chamar o seu camariere!
Pois era isso. Em pleno domingo à noite, chegamos no horário, mas mesmo assim depois deles.

Eles estavam todos prosas e nos contaram minuciosamente tudo o que viram de bom lá  na Ilha (dê um pulinho lá no Fatos&Fotos de Viagens e tenha uma aula completa sobre o lugar e de fotos, inclusive!)
Nós também estávamos pois teríamos uma noite muito descontraída com nossos amigos de infância.
Começamos tudo pedindo um Arnaldo. O quê? É isto mesmo, um Anima Arnaldo Caprai 2006 diretamente da Umbria. Vinho gostoso e leve, feito sobre  medida pra se desgustar as tais Bottas, pequenas porções de especialiades italianas.

Conversa vai, conversa vem e pedimos uma scarpetta com molho vero. O que é isso? Simplesmente um molho extremamente encorpado e que você usa o pão pra experimentá-lo e finalmente, pra limpar o prato. Delicioso e exatamente do jeitinho que a Dé gosta!

Seguimos bebendo o Arnaldo,  0 vinho. Falamos sobre tudo e todos e comemos mais um pouquinho pois chegaram alguns belisconnes.

Um era o famoso pastel de vento.
E eram pastéis de vento mesmo. Uma massa crocante que não tinha recheio algum. A não ser a possibilidade de você mesmo recheá-lo com embutidos (salames, presuntos, queijos) e até um confit de abacaxi. Ou comê-los sem nada já que eram bastante crocantes. Delícia!

O outro eram bolinhos de risotto e linguiça.  Macios, cremosos e muito bem temperados. Na verdade apimentados. O Arnaldo não é muito fã delas, as pimentas, mas mesmo assim todos, inclusive ele, comemos os legítimos representantes da Botta . Foi uma boa desculpa pra pedirmos um outro Arnaldo. É claro que  o vinho!

Papo vai, papo vem e chegou mais um belisconne: batatas rústicas com ovo frito e lâminas de presunto frito.
Dá pra imaginar o prazer que foi comer estas batatas  rústicas e ainda por cima, misturadas com a gema bem molinha do ovo?

Em vez de pedirmos as outras tentações do cardápio (agnolotti, polentas, massas, ovos, etc) preferimos investir nas sobremesas. A esta altura e após esta quantidade de Arnaldos, só apelando pra eles pra lembrarmos quais eram? rsrs
E não é que eles lembraram e me disseram que eram uma torta de maçãs com sorvete de creme …

… e uma  outra  torta de fromaggi.

Também pudera: elas são muito parecidas, né mesmo?

Resumão: a BottaGallo é um lugar pra se ir sempre. E de preferência com amigos da melhor qualidade.  Ou seja, cumprimos com os requisitos.
Conta paga, só nos restou marcar a próxima reunião da agência. E degustando o risotto perfeito ( ô máscara!) em plena praia.

Arrivederci!

PS- Todas as mãos e dedos que aparecem nas fotos são do Arnaldo. rs

.

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