dcpv – premier journée – borgonha – frança – visitamos o hospício de beaune.

25 e 26/04/12

Premier Journée – Borgonha – França – Visitamos o Hospício de Beaune.

Partimos de SP pra Paris num voo noturno da TAM. Nos encontramos com a Lourdes e o Eymard por volta das 20:30 hs.

Quem via o aeroporto de Cumbica tão tranquilo, até imaginaria que tudo correrá tranquilamente  na Copa do Mundo.

Voamos muito bem e chegamos na capital francesa perto das 16:00 hs. Estava tudo nos conformes, até toparmos com os serviços da Europcar.
Porque será que toda vez que você reserva um carro, o modelo escolhido não está disponível?

Isto me lembra até um episódio do Seinfeld em que o Jerry discute com a atendente tentando explicar pra ela o que seria realmente uma reserva (alguém assistiu?).

Uma hora depois, estávamos os dois casais sem os carros que reservamos, mas com similares tão bacanas quanto.
Partimos com destino a Beaune, no coração da Borgonha.

Seriam quase 3 horas de viagem, se o trânsito periférico de Paris não estivesse parecendo o da Marginal nos dias de chuva forte.

Perdemos mais de uma hora nesta brincadeira e, finalmente, rumamos pro nosso destino, o hotel Le Cep.

É claro que demos uma parada pra abastecer os nossos estômagos num Autogril, uma destas redes de postos de gasolina.

Comemos sanduíches muito bons, tomamos capuccinos e continuamos a viagem.

O caminho é todo muito bonito, com visível destaque pras inúmeras plantações floridas de canola.

Guardadas as devidas proporções, elas tem o mesmo papel das lavandas na Provence.

Chegamos ao hotel mais do que atrasados pra cumprir com a nossa reserva do restaurante estrelado do próprio, o Loiseau des Vignes. Como ele já estava fechado, a atendente foi supersimpática e improvisou uma refeição particular pra nós.

Foie gras (e que foie gras) com torradas, …

salada fresquíssima, …

… uma tábua com queijos espetaculares, …

… um bolo de chocolate com frutas  vermelhas, …

… e, óbvio, um tremendo vinho tinto, o Pommard Hospices de Beaune 1997.

Pronto, o nosso dia (ou seria a nossa noite?) estava ganho e só nos restou dar uma passeada pela linda e vazia cidade de Beaune.

Acordar no outro dia foi um pouco difícil. Afinal de contas, 5 horas de fuso mais uma chuva fina e frio seriam o suficiente pra te fazer ficar na cama.

Mas não aqui em plena Borgonha.

Preferimos tomar um bom café da manhã no hotel (que pães e que suco) …

… e rumarmos pra conhecer a Côte de Beaune, a parte mais ao sul da famosa região vinícola.

A primeira parada foi em Pommard, a 3 km de Beaune.

Tenha em conta que as cidades, quase vilarejos, são muito perto uma das outras por aqui.

E Pommard é a terra do famosíssimo Chateau de Pommard.

Tínhamos a obrigação de conhecê-lo e melhor, fazer uma visita guiada.

Só os jardins do lugar já valeriam o passeio.

Até vimos como os escargots se alimentam bem e por isso, são tão gostosos. :)

Enquanto esperávamos o nosso tour começar, demos uma boa olhada em tudo, …

… especialmente nas obras de arte.

Muitos Dali, …

… Josepha, …

… e uma mostra especial sobre arte moderna.

Conhecer o local onde vinhos memoráveis são feitos é inesquecível.

O nosso guia nos levou pra vermos as seculares videiras, …

… nos mostrou a diferença da composição de solos que teoricamente deveriam ter o mesmo formato (são próximos uns dos outros) …

… e nos levou na cave onde 250000 garrafas descansam a espera de bebedores, como nós.

É claro que finalizamos com uma big degustação com 5 vinhos top.

Compramos algumas coisinhas e tocamos pra próxima parada.

Que seria Volnay, mais uma região famosa por seus vinhos tintos.

Next stop? Meursault, que obviamente, dispensa comentários.

Incrível como numa distância de 10 km lineares, você encontra grandes ícones da vitivinicultura mundial.

A esta altura do dia, estávamos com fome.

E o jeito foi tocar pro Lameloise, um restaurante 3 estrelas do Michelin, que fica em Chagny, no hotel homônimo.

O lugar é bastante elegante e sóbrio.

Fomos alojados na nossa mesa e enquanto a Dé e a Lourdes escolhiam pratos do menu a la carte, eu e o Eymard nos decidimos pelo menu déjeuner (entrada+principal+sobremesa+vinhos por um preço fixo).

O couvert é uma belezura.

É claro que o chefe nos mandou um pequeno agrado, uma  “nuvem” de creme com salmão e um caldo fresco de aspargos.

Enquanto as  nossas entradas chegavam, ravioli de escargots com mini nabos e um bouillon fantástico de cogumelos pra mim …

… e foie gras e ris de veau, com geléia de hidromel pro Eymard, as meninas escolhiam os seus vinhos. A Dé optou por um branco Chassagne Montrachet Domaine Fontaine-Gagnard e a Lourdes por um tinto Volnay Domaine Jean Marc Bouley 2009.

Conversa vai, conversa vem e chegaram os principais.

A Lourdes experimentou costeletas d’agneau com batatas caramelizadas, …

… a Dé um turbot cozido lentamente nos seus sucos e um caldo aromatizado com trufas, …

… o Eymard e eu optamos por beauf charolais com legumes acompanhados de um purê de batatas com carne desfiada (podemos chamar de escondidinhô!) e um creme de mostarda.

Ainda bem que os nossos vinhos estavam incluídos (um Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune e um Rully Maison Lameloise). Vejam só o tamanho da carta!

Tudo excelente e muito, mas muito bem acabado.

Como tínhamos direito a sobremesa, eu e o Eymard gostamos muito da competente tarte tatin com sorvete de batata doce que nos foi servida.

Tão aí 3 estrelas mais do que merecidas.

Ainda demos uma passada pela região onde são feitos os melhores brancos do mundo, Montrachet.

Foi bem rápido, mesmo porque amanhã faremos uma megadegustação no Olivier Leflaive.

Aproveitamos a tarde pra passear pelo centro aprazível de Beaune.

Ela é certamente a cidade pra se ficar quando se está na Borgonha.

Além do mais, o lugar é repleto de caves, lojas gastronômicas, restaurantes, ou seja, tudo o que a Borgonha representa no imaginário de qualquer fã.

E também visitamos o l’Hotel Dieu, mais conhecido como Hospices de Beaune.

Calma lá que não tem nada a ver com o que chamamos de hospício.

É um hospital muito antigo (seculo XV) que funcionou para servir aos pobres da região.

Teve como mecenas o Nicolas Rolin e sua esposa e a grande curiosidade é que ele foi restaurado pra que tenhamos uma noção de como eram a coisas há seculos.

Estão lá a  sala dos doentes, …

… a enfermaria, …

… a farmácia, …

… a cozinha …

… e a lojinha, óbvio.

Voltamos caminhando pro hotel (este lugar é ótimo pra isso) e ainda tivemos tempo pra tomar algumas flutes de champagne.

Apressadamente, pois tínhamos uma reserva pra jantar no Jardin des Remparts, um restaurante muito bonito e que fica exatamente próximo das muralhas, em francês, as tais “remparts”.
Beaune é uma cidade cercada por muralhas e uma boa parte delas ainda está preservada.

Sentamos e todos optamos (a reserva foi feita através do La Fourchette) por comer alguma coisa leve e a la carte.

Todos escolhemos somente pratos principais e contendo peixes. Segue um bom conselho: quando estiverem por aqui, peçam o necessário, porque todos os chefes costumam mandar muitos pequenos presentes.

E neste caso não foi diferente.

Começamos com um falso sorvete de espuma de mostarda, escargot (que a Lourdes e a Dé comeram) com manteiga de ervas, persilade (o presunto recheado tipico da Borgonha) e gougéres (uma espécie de pãozinho recheado com queijo e mais típico ainda).

Pãozinhos foram servidos (volto a frisar, como são bons os pães daqui) …

… e escolhemos um vinho branco de responsa, um Pulligny-Montrachet 2008.

Mais um plus nos foi enviado. Um creme de couve-flor com pinolis. Soberbo.

A Dé e o Eymard receberam o peixe deles, o Cabillaud, légumes et émulsion de bourgeons de noisetier.

A Lourdes foi de Turbot rôti et croustillant de pied de couchon

… e eu de Mulet, endive e berre fumé.

Todos muito saborosos (e escritos em francês, ficaram melhores ainda! rs).

Como estávamos cansados, quase pulamos as sobremesas, não fosse o Eymard pedir uma Baba (o doce! rs) com sorvetes 

…e o chefe nos ter enviado mais uma espuma de abacaxi com creme de frutas vermelhas.

Pronto! O nosso dia terminou na mais absoluta harmonia e com mais um presentinho do chefe, uma caixinha com alguns bolinhos típicos pra comermos no caminho.

Ufa! Consegui provar que é melhor se concentrar na hora de pedir comida aqui na Borgonha?

Au revoir que amanhã é dia de Romanée-Conti.

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dcpv – buenos aires – um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar.

24/02/2012

Buenos Aires – Um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar

Fomos a La Vineria de Gualterio Bolivar. Lendo somente esta frase, dá a impressão de que fomos assistir a um show de tango, né?

Mas não foi nada disso o que aconteceu. Optamos por conhecer a comida do Alejandro Diglio, que tem como característica uma autodefinição de contemporânea e racional.
O que seria isso? Contemporânea por que ela é moderna e racional, por que tudo que está no prato tem uma função e deve, inclusive, ser comida da maneira que o atendente te explicou.

Aí vem a pergunta: é comida molecular?
Eu responderia que não exatamente, porque tem alguns toques deste estilo (próprios de quem trabalhou no ell Bulli), mas o que fica realmente é o sabor de todos os 15 pratos. 15 pratos?

O restaurante fica em San Telmo e tivemos que atravessar a cidade pra chegar lá (com um desfile referente a 24 de março incluso. Pra quem não sabe, este é o dia em que os argentinos fazem uma marcha em homenagem a todos os torturados pelo governo militar)

Chegamos e nos surpreendemos com a simplicidade de tudo.
O lugar é bastante acanhado, com uma cozinha a vista e um staff muito reduzido. Nos fez lembrar aqueles restaurantes pequenos de Paris (xiii, deixa os argentinos saberem disso! rs).

E tem mais, naquele momento éramos os únicos clientes (logo após, mais duas mesas seriam servidas).
O atendente nos explicou como tudo funciona. Só existe um menu degustação de 15 experimentos (eles chamam de rações) e você escolhe se quer um vinho pra noite toda ou toma várias taças que ele mesmo indica.

Ficamos com a segunda opção. Vamos lá:

1 – Espuma de parmesão com azeitonas pretas e pão de vinagrete – uma entradinha, na verdade um daqueles agrados (???) salgados e parecendo um grana padano líquido. Destaque pro pãozinho recheado com vinagrete que fez o meu sogro dizer: Caramba, não podia vir mais desta delícia?

2 – Foie com caramelo de groselhas. Uma foie macio, derrrrretendo (como um costelão!) com um caramelo delicado.

3 -  Velouté de lagostine com caviar de lula. Uma delícia, com o sabor acentuado dos  lagostines (quase camarões) e o caviar, um daqueles do Claude, pintados com tinta de lula. O vinho branco Torrontés Urano acompanhou os pratos acima.

4 - Salada com cama de terra de cacau, legumes, couve flor com vinagrete nitrogenada. Este é um daqueles em que o nitrogênio parece que faz somente paisagem, mas na verdade, ele congelou o vinagrete que mais parecia um sorbet. Surpreendente.

5 -  Pão ovo trufa. Um queijo de cabra e um pão que envolve o ovo cozido em baixa temperatura; com redução de asa de frango. A gema do ovo escorre sobre o prato, resultando numa mistura harmoniosa com o caldo bem concentrado de asa.

6 - Lula com maionese de páprica. Um prato simples e muito diferente. Parecem croquetes, né? Mas não são!

7 - Lagostine com cinza de vegetais e caldo dos mesmo vegetais. Esta cinza é uma cinza mesmo, resultante da queima dos vegetais. Mais um prato com consistência e muita criatividade.

O vinho rosé Malbec Zorzal groselhal acompanhou os pratos acima.

8 - Abadejo com pó de lardo, tinta de lula. O pó de lardo, quase um bacon foi o destaque do prato, além da maciez e do frescor do peixe.

9 - Falsa trufa com alhos em várias cocções e caldo de frango.Este prato é tão bom e inusitado que fica difícil de explicar. Melhor é ir conhecer a La Vineria de Gualterio Bolivar! rs

10 - Velouté de puccero em volta de raviole de espinafre.  Um prato normal. Até que enfim, mas não deixou de ser saboroso.

11 - Caldo de tutano, ervilhas com véu de cenoura com batata e cebolas. É tão bom que a Dé comeu o tutano!!

12 -  Bife com aspargos, emulsão de batatas e fumaça de defumado. Neste momento, começaram os forfaits. A D Vera e a Dé desistiram. Eu e o Sr Antonio continuamos galhardamente e adoramos a carne ao ponto (e olha que pedimos um pouco acima), além do charme da fumaça.

13 - Granita de laranja, grapefruit, Campari e azeite de oliva. É praticamente um sorbet limpa-trilhos. E dá pra imaginar o quanto limpa o palato com este ingredientes. Como disse a Dé: ui!

14 – Espuma de yogurte com biscoito sem farinha de chocolate e sorvete de creme. Docinho e gostosinho.

15 – Reconstrução de alfajor. Biscoito Maisena. E um shot de côco com doce de leite. A esta altura, estávamos torcendo pra que este ótimo doce fosse realmente o último.

Acompanhamos todos os acima com um vinho excelente tinto Bonarda Las Perdices .

Louve-se o atendimento que o Juliano nos proporcionou. Ele  mostrou-se completo, já que além de nos informar sobre cada um dos componentes dos pratos, ainda foi um sommelier muito prendado.

Portanto, estando em BsAs, vá visitar a La Vineria de Gualterio Bolivar e você não se arrependerá.

Só não espere um show de tango, certo?

Hasta.

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dcpv – taí a lândia.

06/03/2012
número 316

Taí a lândia.

“Eu morava em Nova York, nos anos 80, quando me encantei pela culinária tailandesa. Além do sabor, o que me chamou a atenção foi a estética dos pratos, a decoração dos restaurantes e a explosão de cores e texturas. Sem dúvida, é uma cozinha sem tédio, atraente, saborosa e surpreendente”

É isto mesmo. Aqui em casa a culinária tailandesa também é uma das preferidas.

Assim como a Ina de Abreu, dona do excelente restaurante Mestiço e que prefaciou o livro Tailândia – Cozinhas do Mundo (Abril Coleções), nós também somos adoradores desta comida cheirosa, bonita, temperada, saborosa e apimentada.

Quando eu tenho alguma crise de criatividade, a comida thai é sempre um bom coringa pra ser aproveitado.

E assim como a Ina escreveu, “o mais importante foi constatar que , todos os dias, homens e mulheres, ou seja, os tailandeses, devotam seu tempo para aperfeiçoar a refeição e torná-la cada vez mais estimulante ao paladar, agradável aos olhos e à alma”.

Vamos, então, agradar as nossas!

Entrada – Gaeng Jued

A tradução é simplesmente “sopa simples”. É o que esta sopa de macarrão com arroz é.

E olhe que eu, por defeito no controle de estoque da minha despensa, acabei improvisando e usei cabelo de anjo no lugar do macarrão de arroz. Mas mesmo, assim resultou numa delícia.
Pra preparar, basta misturar numa vasilha 300g de lombo de porco moído, ¼ colher de shoyu e ¼ de colher de pimenta do reino branca moída, mexendo bem até obter uma massa homogênea.

Modele almôndegas com esta massa e reserve-as.

Leve uma caçarola ao forno médio com 1 litro de caldo de frango caseiro e 5 dentes de  alho socados.

Quando levantar fervura, coloque as almôndegas no caldo, acrescentando 100 g de macarrão cabelo-de-anjo (ou o de arroz!), 1 colher de nam pla, 6 cogumelos picados e ¼ de colher de açúcar.

Cozinhe em fogo médio até as almôndegas ficarem firmes.

Retire do fogo e junte cebolinhas e coentro picados a gosto.

Olha, é pra tomar de joelhos!

Como todo mundo sabe que harmonizar comida apimentada com vinho é muito difícil, apelei prum ótimo espumante da Lídio Carraro, o DA’DIVAS que foi “dos deuses, lidiodadivoso, brut brutal”.

Principais – Salada de Papaia Verde, Arroz frito com alho e  Frango na Brasa.

Este prato é uma representação de tudo o que a comida thai tem como características: é picante, intenso, salgado, ácido e um pouco queimado.

Iniciamos com o arroz que foi feito pela Dé. Acabei me complicando um pouco por causa da utilização da churrasqueira.
Este arroz é pra ser feito a qualquer hora. Basta esquentar uma wok com 2 colheres de sopa de óleo de girassol, deixar esquentar e acrescentar 6 dentes de alho picados.

Quando começar a dourar, junte 400 g de arroz cozido e salteie em fogo alto. Abra uma cavidade no meio do arroz e coloque 1 colher de sopa de manteiga e 2 ovos batidos.

Mexa bem e salteie novamente.
Regue com 3 colheres de sopa de molho de soja e acerte o sal e a pimenta.

Antes de servir, acrescente cebolinhas picadas a gosto.

Já pra emblemática salada (esta é uma lídima representante da gastronomia tailandesa), basta colocar numa vasilha 300g de papaia verde descascada e cortada à julienne, pimentas-malaguetas picadas a gosto e 5 dentes de alho picados.

Dê uma leve amassada  e acrescente 50g de vagens cruas cortadas finas, 2 colheres de amendoins tostados (também coloquei um pouco dos pinoli que os sócios nos presentearam) e tomates-cereja cortados.

Misture bem e junte suco de limão e nam pla (na proporção de 3×1) e 1 colher de sopa de açúcar.

Sirva com um pouco de acelga e folhas de manjericão.

E finalizando, as coxas de frango.

Inicialmente, soque 10 dentes de alho e 4 colheres de sopa de grãos de pimenta do reino num pilão. Acrescente 4 colheres de sopa de molho de soja, 4 colheres de conhaque e acerte o sal.

Mergulhe 800g de coxas de frango nesta mistura e deixe marinar por umas 4 horas, na geladeira.

Passado este tempo, asse as coxas numa grelha até que estejam macias.

 Confesso que a conselho da Dé, embalei o frango em papel alumínio, porque os bichinhos começaram a queimar muito rapidamente.

Enquanto isso, faça o molho. Leve uma panela ao fogo baixo com 6 dentes de alho socados, 120g de açúcar, 450 ml de vinagre branco, 3 pimentas-malaguetas vermelhas picadas e a colheres de café de sal.

Cozinhe até encorpar e sirva o frango com esta belezura.

Aí  foi só montar o prato todo e comer como um Rei do Sião.

Peguei o vinho branco mais fraquinho que eu tinha em casa, o grego Cuvée Prestige Skouras 2010, mas acho que mesmo assim a coisa não combinou muito bem. De qualquer forma, o achamos “leve, laujes, penélope”.

Sobremesa  – Torta de Côco.

Côco nos faz lembra a Tailândia. E nada melhor do que uma torta dele pra sobremesa.

Leve uma panela ao fogo baixo com 300 ml de leite de côco e 200g de açúcar, mexendo sem parar até que o açúcar se dissolva. Retira a panela do fogo e deixe esfriar.
Acrescente 320g de côco ralado e 50g de farinha de arroz. Mexa até obter uma mistura homogênea. Unte uma forma redonda com óleo vegetal e despeje a massa. Leve-a pra assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos.

Desenforme e corte em fatias. Foi o que eu fiz e duas vezes pro Mingão. É praticamente uma queijadinha seca.

Eis a opinião dos dois Mosqueteiros (o terceiro está  no Pará):
Taí. Sou louco por thai. (Edu)
Na thai tudo é barato. (Mingão)

“A Tailândia é um  lugar encantador: exibe templos repletos de detalhes em ouro, ruínas cheias de história, lindas cidades rurais e litorâneas e uma culinária marcada pelo equilíbrio dos sabores”.

É isto mesmo. É tudo a mais absoluta verdade, apesar de ainda não conhecermos o país, mas sermos fãs de carteirinha de tudo o que é thai.

E se você está desconfiado, afirmo que não ficamos cheirando a alho, apesar de toda esta quantidade que foi ingerida.
Inclusive, vampiros passaram longe daqui de casa! :)

La gon.

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dcpv – final de semana no Rri, méerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrmão.

31/03 a 01/04/2012

Final de semana no Rri, méerrrrrrrrrrrrrrrmão.

Dizem que o Rio é muito perigoso.

E além do mais, que o tempo não ajudaria.

Tínhamos prometido a alguns novos acionistas (Madá, Álvaro, Marcia Lube e Vianney) que mostraríamos a quantas anda o desempenho das ações da LoNgueLuze, melhor, ao vivo. É claro qutoda esta turma foi unida pelo excelente Conexão Paris.

Partindo deste princípio, resolvemos passar um final de semana no RJ, apesar do perigo iminente. :)

Iríamos no sábado de manhã e retornaríamos, no domingo a tarde, sendo que nós sairíamos da praia e os sócios, da Capital Federal. Organizamos os voos, sincronizamos os relógios; já que queríamos chegar no mesmo horário.

Alguém tem dúvida que, devido a eficiência dos nossos aeroportos, este plano não deu certo? O voo de Brasilia foi cancelado e o próximo aconteceu uma hora depois.

Resultado? Eu e a Dé passamos uma hora sentados do lado da esteira (correndo um tremendo perigo. rs), esperando os sócios chegarem, e ao mesmo tempo, nos divertindo e analisando o comportamento de todo o mundo. Sabe aqueles velhinhos fofoqueiros dos Muppets?

Até vips nós vimos. Gilliard “Aquela Nuvem que Passa”, Brunette “Re-lou” Fracarolli, Lourdes e Eymard Loguercio.

Pegamos um taxi e fomos viajar pra Barra.

É uma viagem (segundo alguns, perigosa) que dura quase o mesmo tempo de avião de SP ao RJ.

Quase uma hora depois, por volta das 14:00 hs, estávamos chegando ao Sheraton Barra, um daqueles hotelões de grife bacanas e muito bem posicionados.

Como hóspedes preferenciais Starwood que somos, obtivemos um upgrade e simplesmente ficamos de frente pro belo e reconfortante mar verde.

Tudo bem que só curtiríamos esta beleza toda na manhã seguinte, já que zarpamos rapidamente pro almoço grupal…

… que aconteceu no restaurante Cavist, que fica dentro duma loja/adega especial (ele não pareceu nada perigoso)

O pessoal, ou seja, a Márcia, o Vianney e a Madá já estavam nos esperando. O que não nos impediu de tomar uma  rodada dum ótimo espumante rosé …

… e outra dum não menos, branco.

Conversamos muito, falamos das nossas viagens, degustamos alguns ótimos canapés

… e aproveitamos pra experimentar um carpaccio bem carnudo.

Pedimos os pratos principais, não sem antes nos divertirmos muito com alguns outros causos viajísticos e fizemos o correto pra ocasião (sem nenhum perigo. Quer dizer, até teve, porque a Dé subiu na escada).

Fomos escolher o vinho que acompanharia tudo, entre os do acervo da própria loja.

E, com o pequeno auxílio do staff, optamos por um branco português Alvarinho (em homenagem ao, por enquanto, ausente Álvaro).

Os pratos começaram a chegar: fetuccini com camarão, aspargos, alcachofra pra Dé, pra Madá e pro Vianney.

A Márcia pediu um filé de cherne com espaguete de legumes.

A Lourdes foi de medalhão de avestruz com bacon e cama de baroa (a famosa mandioquinha).

O Eymard, escolheu cavaquinha grelhada com gnocchi.

E eu, costela de tambaqui com redução de cupuaçu e arroz de limão siciliano.

Sabiamente, passamos as sobremesas, já que tínhamos agendado um jantar bacana no Duo.

A Madá sugeriu e nós demos uma esticada até a Prainha.

É um lugar que tem uma aura incrível, com um pico de ondas de altíssimo nível.

Se eu fosse surfista, faria um teste drive neste lugar.

Pra variar, voltamos correndo pro hotel pra dar um “tapa no look” …

… e passarmos na casa da Madá e do Álvaro pra tomarmos um “aperó”.

Da casa deles, fomos pro Duo, que é bem perto, sendo que nós, os homens, fomos a pé pra lá, ou seja, perigosamente. :)

É um restaurante bem moderno e com uma decoração muito agradável.

Sentamos todos e fomos logo de cara experimentando um dos vinhos que a Márcia e o Vianney trouxeram, um legítimo e excelente Pinot Noir Gevrey Chambertin leve e perfeito (podemos considerar uma homenagem, né?) …

… pra começar a refeição.

O couvert é muito bom …

… e aproveitamos pra complementar com uns ravioli recheados com foie e regados com azeite trufados pra aguçar o palato.

Todos escolheram os seus pratos :

A Madá foi de massa, Maltagliatti com javali e funghi porcini seco, …

… o Álvaro, de carne, filé mignon grelhado, com farofa de amêndoas, foie gras e batata ao forno, …

… a Márcia, de Vermelho (o peixe) ao forno com legumes dourados, …

… o Vianney, de carne, paleta de cordeiro ao molho de vinho chianti com nhoque de queijo talleggio, …

… a  Lourdes, de ravioli de cordeiro com fonduta de parmeggiano,

… o Eymard, de stinco de vitela com polenta de pecorino e sálvia, …

… a Dé, de orecchiette al ragu clássico mediterrâneo

…. e eu, lombo de cordeiro ao tomilho com risoni ao parmegiano.

Era a hora também de fazer um laboratório e experimentar o Clos Apalta 2008 que o Álvaro trouxe do Chile.

Na verdade, tomamos dois dels que combinaram perfeitamente com todos os pratos que pedimos.

Falamos mais um pouco do tour que faremos, acertamos mais alguns detalhes, vimos algumas figuras carimbadas (o casal que apresenta o Fantástico, o Loco Abreu) e decidimos pedir uma sobremesa pra cada casal.

Massa folhada recheada com creme e calda de frutas vermelhas pro casal Madá/Álvaro, …

… pro casal Márcia/Vianney, torta de chocolate e avelã com sorvete de creme

pannacota com calda de framboesa pro casal Loguercio …

… e pra nós, Tiramisu.

Além da abertura dum lendário vinho chileno Epu, que nos deixou pensando na diversidade e qualidade deste nicho em todo o mundo.

O único perigo a vista era querermos abrir mais uma garrafa.

Só nos restou nos despedirmos e traçarmos os planos pros nossos próximos encontros.

Ainda ficamos a manhã toda no RJ, com direito a bate papo no café e uma vista cinematográfica.

O tempo colaborou demais …

… e a irradiante Barra da Tijuca coroou o nosso encontro.

Quanto ao perigo, acho que o maior e único é voce ficar apaixonado (ou reafirmar a sua paixão) pelo Rio e pelos seus representantes.

E não é que isto aconteceu conosco?

Até, mérrrmão!

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dcpv – vou-me embora pra pasárgada. lá sou amigo do pote do rei

Vou-me embora pra Pasárgada. Lá sou amigo do Pote do Rei.

“Idealizado pela fotógrafa Mônica Freitas e pelo jovem chef William Ribeiro (eleito chef revelação 2011 pela Vejinha-SP), o Pote do Rei é ponto de encontro dum público exigente e de bom gosto, cujo denominador comum é o prazer da boa mesa e dos bons vinhos, num ambiente onde a sofisticação se mede pela arte de bem receber” . É assim que o restaurante O Pote do Rei é inicialmente apresentado no seu próprio site.

Já tínhamos ido lá numa outra oportunidade, mas o esquecimento da máquina fotográfica impediu a publicação dum post. Desta feita, saímos de casa dispostos a conhecer a nova casa do Paulo Barros, o Girarrosto, um lugar onde a tv de cachorros tem destaque.

Mas quê? Uma hora de fila de espera, no mínimo. A segunda opção seria a Adega Santiago que também tinha mais uma hora e meia de “canseira”.

Resolvemos rumar pra região do Mani e aí lembramos do O Pote do Rei. Não tinha nenhuma espera e no nosso caso, este era o requisito necessário e suficiente pra ser habilitado como o eleito.

O lugar é bem bacana, com uma área externa colorida e arborizada, …

… além duma interna, com decoração moderna e um imprescindível ar condicionado.

Demos uma boa olhada no menu e escolhemos algumas coisinhas.

Antes da decisão, nos serviram o agradável couvert, composto de variados pães, manteiga, beringela defumada e um pesto.

Pra entrar no clima, escolhemos um ótimo vinho branco Sauvignon Blanc Lapostolle 2010 (viu, pessoal?).

Como nos empanturramos de pães, optamos por ir direto pros principais.

A Re escolheu um Medalhão de filé com purê de mandioquinha, molho de cogumelos, farofa de pistache e azeite de trufas. Como ela não gosta de cogumelos e eles ofereciam em outro prato um molho de poivre vert, pedimos pra fazer a troca e fomos prontamente atendidos (se bem que o prato acabou vindo com o molho de cogumelos e tivemos que pedir pra trocarem).

A Dé foi de Tortelli de Burrata, uma massa fresca recheada ao molho de tomate pelado e manjericão fresco. Uma ótima pedida levando em consideração o calor do domingão.

Eu, o oceanomaníaco, fui de Spaghetinni Lorente, com anéis de lula à provençal, julienne de presunto Ibérico e agrião, uma harmoniosa mistura de mar e terra, quase uma comida espanhola.

Tudo esteve num grande nível e dando a certeza que temos que voltar frequentemente a este lugar tão bacana e harmonioso. O slogan “gastronomia sem fronteiras, com raízes no Mediterrâneo” foi mais do que justificado.

E ainda bem que não fica em Pasárgada.

Adiós.

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dcpv – queensberry, a rainha das frutas silvestres

13/03/2012
número 317

Queensberry, a rainha das frutas silvestres.

Eu não posso ver um concurso (ou coisa que o valha) que me interesso. Participo mesmo!
E neste caso foi muito fácil, pois seria somente se cadastrar e os 5 primeiros seriam premiados.

E foi deste jeito que eu ganhei um kit da Queensberry que continha algumas geléias e um livro de culinária bem interessante denonimado Receitas Inesquecíveis, que foi feito em comemoração aos 25 anos da empresa (veja bem. Isto não é um jabá, se bem que até que seria bom se a empresa mandasse um kitão com o seu portfólio pra nós! :) )

O detalhe bacana do livro é que vários chefes consagrados colaboraram com as receitas que, obviamente, contém geléias.

E melhor, através do livro, você fica sabendo a origem delas: “Há muito tempo, povos de países do oriente Médio, começaram a produzir as suas geléias de frutas. Desde então, elas são conhecidas pela sua riqueza de aroma e sabor. Há indícios de que os guerreiros das Cruzadas, voltando para casa, foram os primeiros a introduzir as geléias nos países europeus. A palavra geléia tem sua origem do francês gelée, que significa solidificar ou gelificar. As pessoas usavam o açúcar natural da cana como forma de preservar as frutas. Reis e rainhas serviam geléias em louças de prata e as ofereciam a seus convidados. As frutas eram colhidas no próprio jardim e servidas à mesa para serem apreciadas durante as refeições. As “queensberries” eram as frutas silvestres adoradas pelas rainhas das dinastias européias.”

Vamos lá, então, ao menu geleioso!

Entradas – Salada verde com geléia de jabuticada e amora (receita do Pier Paolo Picchi)

O segredo desta simples receita é o molho, um vinagrete formado por geléia de jabuticaba e amora, um pouco de sal, pimenta  e azeite.

O resto é separar folhas verdes variadas (agrião, rúcula, alfaces) e temperar com o molho.

Adicione tomates cortados ao meio e assados no forno por 40 minutos a 90ºC, …

… salpique queijo pecorino em lâminas …

… e sirva imediatamente.

No caso, com a outra entrada, o Quibe recheado com coalhada seca e geléia de pimenta (receita da Ana Centrone).

Faça o quibe como manda o figurino.

Lave 100 g de trigo pra quibe e esprema, usando uma peneira, pra tirar o excesso de água.

Numa tigela, junte 200g de patinho moído, sal a gosto, 30g de hortelã picada, uma pitada de pimenta síria e 1 cebola bem picada.

Misture tudo (com as mãos e não esqueça de dar uma experimentada) até que a massa resulte homogênea.

Faça umas bolas e com o dedo, afunde o centro pra rechear.

Coloque um pouco de coalhada e geléia de pimenta.

Frite em fogo baixo …

… e sirva.

Como juntei tudo, …

… o prato ficou uma verdadeira belezura, e melhor, ultra-saboroso.

E como o espumante congelou (esqueci no freezer! rs), tomamos o branco DA’DIVAS Chardonnay 2011 da Lidio Carraro que foi “ardido, merthiolate, homeopático“.

Principal – Medalhão de Salmão em geléia de gengibre e limão (receita do Gastón Damian).

Nesta eu tive que improvisar. E olha que fizemos as compras no sex shop, mas a geléia de gengibre e limão estava em ruptura.

Acabei usando uma de laranja e outra de gengibre, o que não diminuiu em nada o sucesso do prato.

Inicialmente, temperei os fotogênicos medalhões de salmão (by sex shop) com sal e pimenta-do-reino.

Cubri com as geléias …

… e levei ao forno até dourarem, mantendo-os ligeiramente malpassados no seu interior.

Fiz também um risotto simples e al dente.

Ah! Cozinhei alguns aspargos no próprio caldo de frango do risotto.

Aí foi só montar o prato  com o risotto, ..

… o salmão …

… e o aspargo.

Bacana, né? Uma pena que não você não tenha a oportunidade de estar por aqui pra experimentar este prato!

Acompanhamos tudo com um excelente espumante Miolo, o Millésime que foi “ninéstico, seallésime, rechô”.

Sobremesa – Tapioca paraibana (receita do Carlos Ribeiro).

Nesta, eu dancei. Tinha uma goma de tapioca bem grossa em casa (trazida de Brasília) e achei que conseguiria fazer as tais.

Mas não consegui mesmo.

E  o jeito foi improvisar com uma receita do chef EduLuz.

Peguei o sorvete de uvas que trouxemos do Vale dos Vinhedos e montei uma aquarela de geléias pra acompanhar.

E sabe que ficou bem bom!

Leia a opinião dos adoradores de agridoce (o Déo continua em Belém):
Depois dizem que moleza é sentar na geléia. (Edu) 
Geléia é doce e salgada. Quem diria? (Mingão)

Bom, então fica a mensagem. Quando aparecer algum concurso, se inscreva. Eu acredito que a única chance duma pessoa ganhar alguma coisa é participando, né?

E aconselho pedir este livro pra Queensberry. Você terá uma grande oprotunidade de agradar a sua família com excelentes receitas agridoces.

Bye.

.

terceiro dia – buenos aires – imaginem se o palermo fosse novo?

23/03/2012

Dia três – Buenos Aires – Imaginem se o Palermo fosse novo?

Dia de ir pro lugar mais trendy de BsAs: Palermo Viejo.

O tempo estava ajudando, já que fazia um tremendo sol.

Tomamos mais um café da manhã no hotel e antes de palermizar, demos uma breve passada na livraria El Ateneo Grand Splendid.

Este lugar é lindo e uma adaptação dum teatro que virou um cinema e deste mesmo cinema que virou uma livraria.

Que espetáculo! Todo mundo tem que ir, no mínimo pra sentir toda a aura do ambiente e se certificar que, certamente, não existe nenhuma livraria mais bonita no mundo.

Saímos de lá, pegamos um taxi e rumamos pro Palermo Viejo

Ele é um bairro bichogrilesco e é mais ou menos uma Vila Madá portenha.

Descemos em frente a Calma Chicha, uma loja diferentona e cheia de coisas bacanas pra casa. A Dé e a D. Vera piraram.

Demos uma boa olhada em tudo (e são muita lojas), compramos bolsas transadas na BKF, …

…. e sabonetes da Sabater Hermanos, cheirosos ao extremo e com fragrâncias exóticas, como rosmarino, lavanda, baunilha, lima, laranja, gengibre, etc.

Como estávamos com fome, resolvemos dar uma parada no Bar6.

Ele fica numa velha marcenaria adaptada e tem um pé direito bastante alto.

É todo modernoso e faz o estilo hippie-chic.

Pedimos uma salada completa, …

… um ceviche ,…

… um wok de arroz com frango

… e um ojo de bife com purê rústico, …

… além dum Sauvignon Blanc Luigi Bosca 2010 que caiu como uma luva.

Todos excelentes. Pagamos a conta (parcos R$ 140. Pasmem, chefes paulistanos) e fomos bater o ponto de novo na Calma Chicha.

Voltamos de taxi pro hotel a tempo de retornarmos à cena do crime, o local onde a nossa mochila foi surrupiada, o shopping Buenos Aires Design.

Passamos pelo olho do furacão na feira de badulaques e fomos direto comprar algumas coisinhas na La Pasteleria (um lugar onde o que parecem ser doces, são sabonetes e velas) …

… e muitas coisinhas na MORPH (um lugar onde o que parecem ser coisinhas inúteis, são coisinhas inúteis muito bem boladas). Detalhe: estão montando uma destas lojaa aqui, no Morumbi Shopping.

Ainda assistimos a uma apresentação de tango na rua, duma garotada que tinha a maior categoria …

… e de quebra, ganhamos a visão dum lindo por do sol.

Retornamos ao hotel pra nos prepararmos prum jantar de gala, na La Vineria de Gualterio Bolivar .

O jantar foi tão espetacular, mas tão espetacular, que merece um post exclusivo.

Aguardem!

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?
Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

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dcpv – clicamos uma viúva que todo mundo gosta.

17/04/2012

Clicamos uma viúva que todo mundo gosta.

Levante a mão quem nunca sonhou em tomar Veuve Clicquot à vontade?
Ainda mais num jantar em que as atrações, além delas, seriam a vinda do Chef de Cave da propria Viúva, o Dominique Demarville pra mostrar a safra 2004, tanto da Veuve Clicquot Vintage Blanc como da La Grande Dame e um menu pra lá de especial criado pelo chef do Hyatt, o Laurent Hervè?

Parece sonho demais, né?

Mas não foi, não! Foi real e aconteceu no próprio hotel Hyatt, aqui do ladinho do apê da praia.

E pra justificar a presença da diretoria da LoNgueLuz, basta dizer que Reims (e a consequente visita a sede da Veuve Clicquot) estava incluída no nosso roteiro original da viagem pra Borgonha.

Inicialmente, com uma estadia de 2 dias e com o adiamento, num bate/volta (ou seria um vapt/vupt?) de Paris que foi foi devidamente retirado do roteiro, pois achamos que a região da Champagne merece uma visita exclusiva e com um largo período. Portanto, este jantar, próximo da nossa viagem veio a calhar.

Chegamos no horário (também, não tínhamos chance nenhuma de nos atrasar pra chegar no Hyatt, ainda mais com os Loguercio nos pegando de taxi! rs), mesmo porque, havia a promessa dum coquetel de boas-vindas regado a Viúva (sabe que nem sentimos a falta daquela maluca que fala “relooooooooou” por aqui! :) ).

Pra melhorar, conversamos um bom tempo com o Dominique e com o Sergio, o gerente da Moët no Brasil. Ficamos sabendo dum montão de particularidades sobre todo o processo de criação duma safra de Viúva e de alguns detalhes de todo o grupo Moët Hennessy.

Logo depois, fomos devidamente acomodados numa mesa coletiva (seriam somente 20 convivas).

Vieiras, panceta confitada, abóbora moranga, emulsão de cerefólio - foi assim que tudo começou.

E acompanhadas por Damas da mais alta estirpe. Na verdade, Grande Dames de 1998 e 2004. Deixo somente o seguinte comentário – minha Nossa Senhora das Viuvinhas Borbulhantes. Que maravilha!

Pudemos comparar suas safras históricas e perceber a evolução de cada uma delas.

Continuamos o nosso tour com linguado assado, cará e pera, pão de especiarias com hortelã.

Esta beleza foi harmonizada com Veuve(s) Clicquot(s) Vintage(s) Blanc(s) 2002 e 2004. U-a-u! Só isto e dá-lhe “buinha”.

Tomamos um fôlego, traçamos algumas metas pro nosso giro borgonhês, ouvimos (e perguntamos, né sócio?) muitas curiosidades e mais um sonho aportou na nossa cama, ops, mesa.

Se bem que desta vez quem estava sonhando mesmo era o Eymard. Imaginem um pato com mel de açaí, batatas asterix (só poderia ser o Gaulês), echalotes glaceadas nos nossos pratos?

E uma taça de Veuve Clicquot Vintage Rosé 2002 na temperatura ideal?
Foi uma combinação bombástica e se percebeu um certo frisson na mesa (ainda mais por parte da Dé que queria passar o dela de qualquer maneira. Já a Lourdes comeu direitinho! rs).

A sobremesa não tardou; damasco gratinado com amêndoa e alecrim, sorvete de leite. Uma pena o computador ainda não permitir que o leitor tenha a experiência de sentir este sabor.

Ainda mais com a escolta duma Veuve Clicquot DemiSec.

O resultado da noite foi tão inebriante que saímos praticamente voando do restaurante, e com guarda-chuva by Veuve nas mãos. Acho que foi o única maneira gentil (por falar nisso, o serviço foi exemplar) que encontraram de nos tirar do salão, já que tínhamos engatado uma conversa bem legal com o casal que jantou ao nosso lado.

E também serviu pra desmistificar aquele mote de que muito espumante “empapuça”! (se bem que chamar um tremendo Champagne de espumante é sacanagem).

Finalizando, quando se diz que quem morre é que é o viúvo, nós temos que concordar, ao menos neste caso.

Esta Viúva, a Ponsardin jamais ficará sozinha. Sempre haverá alguém pra querer a sua companhia (especialmente, nós).

Au revoir.

.

dcpv – how to cook everything

28/02/2012
número 315

How to cook everything.

Sou um fã inconteste das estrepolias do Mark Bittman.

Acompanhei todas as matérias dele no Paladar (leia os 10 mandamentos do Mark aqui) e adoro a facilidade com que ele passa as receitas e indica possibilidades de substituição de ingredientes.

Como a família toda fez a arca da Amazon no final do ano (compramos cds, dvds e livros que seriam entregues com um frete só), aproveitei pra incluir no pedido o excelente How To Cook Everything, 2000 simple recipes for great food.

Enquanto ele custa R$ 150,00 por aqui, lá nos USA eu paguei U$ 35. É um bom negócio, né?
O problema é que ele está todo escrito em inglês. Mas até aí, dá-se um jeito.

E pra entrar no clima, optei por descrever todas as receitas no idioma original, ou seja, em inglês. Se precisar de ajuda pra tirar alguma “doubt”, não pense duas vezes para ”to ask”.

Let’s go!

Starters – Marinated Mozzarella and Quick-Cooked Bok Choi.

O Bittman dificilmente indica uma receita complexa. Então aproveitei e combinei ricota (apliquei o princípio dele e saí substituindo) com couve chinesa.

E melhor; tudo “healthy”.

Para o queijo, “if you can find small mozzarella balls, by all means use them. Other cheeses you can use: cubes of feta, queso fresco or ricotta salata.

Ingredients – 1/4 cup extra virgin olive oil, 1/4 cup chopped fresh basil, parsley, or oregano leaves or any combination, 1 pound mozzarrella, salt and freshly ground black pepper, hot red pepper flakes.
1 -  Combine the oil and the herbs; toss in a bowl with the mozzarella.

2 - Taste and add salt and both peppers to taste. If possible, let stand for at least 30 minutes before serving”

Já pro Bok Choy, escolhi o formato “mediterranean” de preparo.

” Cut the leaves (1 head bok choy). Trim the stems as necessary then cut into peaces 1 inch or so long and, if you like, the greens into peaces or ribbons; rinse everything well.

Put the olive oil (3 tablespoons) in a large skillet over medium-high heat; a minute later, add the stems and cook, stirring occasionally, until they just lose their crunch, about 3 minutes.

Add the greens, a sprinkling of salt and pepper, and about 1/2 cup water or stock.

Cook with 2 tablespoons capers, 1/4 cup chopped olives and 1 tablespoon minced garlic.

Cook for another minute or so, stirring, then add freshly squeezed lemon juice or balsamic vinegar to taste. Cook for another 5 seconds and serve.”

Dá pra imaginar o “flavour” destas duas entradas juntas?

E o melhor foi dar uma passada de “bread” italiano no molho azeitado que se formou no fundo do prato.

Aproveitamos pra experimentar um espumante Millesime Brutt da Miolo (resquício da nossa viagem ao Vale dos Vinhedos) que foi “surpreendente, meditérrime, a la santésime”.

Side – Penne with Tomato- Shrimp Sauce

Esta receita é uma “beauty”. A idéia principal é fazer um tremendo molho, usando como base água (se bem que “bittmei” de novo e usei um bom caldo de legumes)

“This is an all-purpose recipe, usefull for almost any finfish or shellfish you have in the house.

Bring a large pot of water to a boil and salt. Put 3 tablespoons extra virgin extra olive oil in a large skiller over medium-high heat. When hot, add 1 small dried hot red chilli and 2 cloves garlic, lightly crushed and cook, stirring, until the garlic thurns brown.

Remove and discard the chilles and garlic and add 2 cups chopped fresh tomatoes seeded. Cook, stirring, until the tomatoes begin to liquefy, about 5 minutes; add 1 teaspoon minced fresh rosemary and a good sprinkling of salt and pepper.

Cook for another 5 minutes , then turn off the heat.

Cook the pasta in the boiling water. When the pasta just begins to soften, stir 3/4 pound large shirmp into the sauce – they nedd cook for only 3 or 4 minutes – along with most of the parsley.

Drain the pasta when is it tender but not mushy, then toss it with the sauce and remaining parsley.

 Serve immediately.”

E foi servido.

“Warminho” e “smellzinho”.

Ainda mais acompanhado do magnífico e fresquíssimo vinho branco Chardonnay Da’Divas Lidio Carraro 2011 que nos pareceu “feminino, da’divoso, quedou-me”.

Dessert – Grapefruit Granita and Sugar Syrup

Vou confessar; aproveitei o meu sorbet feito com legítimas uvas viniferas do Vale dos Vinhedos …

… e acompanhei com uma calda de fava de baunilha.

Esta calda foi feita assim: make this syrup in any quantity you need; the ratio – equal parts water and sugar – is always the same.

Combine the sugar and the water in a small pot; bring to a boil and cook until the sugar is dissolved, stirring occasionally. Set aside and cool to room temperature. Use immediately or store in a clean container or jar, covered, in the fridge for up 6 months.

O resultado foi “wonderful and terrific” (eu disse terrific, certo?)

Eis as “opinions” dos big fãs:
Mark Bittman sabe tudo. E nós também. (Edu)
British delicious, só faltou o Pierre. (Mingão)

O livro é “the biggest” (são 1044 páginas) e é referendado por um montão de gente graduada. Mario Batali, Bobby Flay, Jean-Georges Vongerichten estão entre eles.

E nós, off course!

See U.

.

dcpv – segundo dia – passeando de ônibus por buenos aires. e vendo o messi.

22/03/2012

Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

Acordamos bem cedo. Resolvemos dar uma exercitada pela Recoleta.

Passamos por toda a Av. Alvear e fomos até a Calle Florida.

E é percorrendo este caminho que você percebe o porque dos argentinos acharem que são europeus.

Você vê vários palácios, …

… praças …

… e até a suntuosa loja da Ralph Lauren. Lembra mesmo a Avenida Montaigne . :)

Tomamos o café da manhã no hotel e como o dia estava muito ensolarado, optamos por fazer um tour através do Ônibus Turístico.

Aquela lei de que ele serve pra conhecer a cidade e ir até lugares longínquos, mais uma vez deu certo.

Pegamos o ônibus próximo ao hotel e fomos pra parte de cima apreciar a paisagem.

Passamos pelo centro, …

… pela Casa Rosada, …

… pelas “itas” mais famosas da Argentina …

… e fizemos a nossa primeira parada no Museo de la Pasión Boquense.

Que passeio! O meu sogro que é um futemaníaco, adorou.

E nós também.

Afinal de contas, não é todo dia que você tem a oportunidade de ver a arquitetura (podemos chamar assim?) do bairro …

… e ao mesmo tempo, adentrar ao gramado de La Bombonera, o estádio caixa de bombons tão atemorizante pros times adversários.

Pois foi o que fizemos.

Compramos o tour express que dá direito a adentrar ao estádio e aproveitamos pra tirar uma foto com a Libertadores e em plena Bombonera.

Será isso uma premonição?

Ainda tiramos uma outra foto com o Lionel Messi, que estava passeando por lá e nos disse que adorava o Timão, ainda mais depois dos referências que ouviu do próprio Carlitos Tevez.

Foi uma comemoração antológica.

Depois desta verdadeira viagem, zarpamos pra Puerto Madero, já que queríamos almoçar.

Podem chamar este lugar de turisticão e tudo o mais, mas é muito bonito (quem dera algumas de nossas regiões portuárias fossem assim!).

Ainda mais com a bela visão da ponte projetada pelo Santiago Calatrava, a da Mujer.

Cruzamos tudo, já que a parada do ônibus turístico é meio fora de mão (fica aqui um conselho: o serviço do ônibus é um tanto quanto irregular. As entradas dos fones não funcionam; eles estão sempre muito cheios; acrescentam várias paradas desnecessárias e o trânsito de BsAs não ajuda. Ou seja, não recomendamos.)

Escolhemos o Cabaña Las Lillas pra devorarmos umas carnes (a Dé foi voto vencido! rs)

O lugar é clássico e clássico, como tudo que é bastante portenho.

Tudo bem que estávamos com fome (quase 16:00 hs), mas a comida foi excelente.

Como os pratos são imensos (tome cuidado com este detalhe quando estiver por aqui), resolvemos pedir duas carnes, um acompanhamento e uma salada.

O lugar estava absolutamente cheio.

Escolhemos um vinho tinto Achaval Ferrer Malbec 2010 e enquanto os pratos não chegavam, saciamos a nossa fome com pães variados de um excelente couvert.

Note que a tecnologia já “aportou” por lá, através da carta de vinhos estilosa e “iPádica”.

A comida chegou: Bife de tiras, Picanha Summus,

Salada completa,

… e a marca registrada, as Batatas souflé (que comemos tão rápido que nem deu tempo de tirar as fotos).

Passamos a sobremesa, mas foi como se não passássemos, já que junto com o café veio uma degustação memorável de mignardises.

Pagamos “la dolorossa” e resolvemos voltar de taxi pra casa, porque senão, acredito que chegaríamos por volta da meia noite se utilizássemos o ônibus turístico.

Chegamos ao hotel e enquanto a D. Vera e o Sr. Antônio, foram descansar, demos um pulo ao shopping vizinho o Patio Bullrich.

É claro que estávamos sem fome, mas resolvemos jantar uma coisinha mais leve. Que tal as empanadas do El Sanjuanino?

Foi o que fizemos e como bons bonaerenses, chegamos por volta das 22:00 hs.

A casa não estava muito cheia e fomos acomodados no subsolo.

Como o negócio era experimentar o carro chefe da casa, pedimos as mais variadas empanadas: 4 napolitanas, …

choclo (o popular milho),  de verduras, …

… de queijo com cebola e de carne apimentada.

Todas com uma massa bem leve e com recheios memoráveis. É como o seu Antônio disse: precisamos voltar aqui com bastante fome. É o que faremos.

Pronto! Mais um dia de passeios em BsAs.

E não deu nem pra sentir saudades de casa, já que ouvimos muito mais o português do que qualquer outra língua (pode incluir o castelhano nesta pesquisa).

Hasta.

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?

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