panelinha na estadão e no dcpv.

número 344
05/03/2013

Panelinha na Estadão e no dcpv

Programa de culinária você já viu aos montes. Mas este caso é diferente.
A conhecida chef Rita Lobo (alguém ainda lembra do restaurante Oriental?) teve uma idéia que parece estranha, mas é brilhante.

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Pra quem não sabe ela pilota as Organizações Panelinha composta do site/blog homônimo, é escritora de livros bem bacanas (já fiz alguns menus com receitas deles) e a partir do último domingo (03/03/13) é também a apresentadora dum programa culinário no … rádio.

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Isto mesmo. A rádio Estadão transmitiu (e transmitirá) o programa Panelinha.
Tudo funciona da seguinte maneira: a Rita posta durante a semana e no blog dela, as receitas que formarão um menu completo (aperitivo, entrada, principal e sobremesa) do programa.

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Você compra tudo o que for necessário e no domingo as 12:00 hs, ouve como as receitas são feitas, além de se divertir muito com as dicas, o alto astral e os comentários dos participantes (note que a Daniela Bravin é a sommelier encarregada das prováveis harmonizações).

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Eu ouvi todo o programa, virei fã e aproveitei a oportunidade pra reproduzir o menu todinho.

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Vamos lá então as receitas do primeiro programa Panelinha, na rádio Estadão.

Bebidinha – Negroni.

O especialista, o Antonio Farinaci, uma “graça” segundo a Rita, indicou este drinque refrescante e caracterizado como um abridor de apetite.

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Para fazer, basta colocar uma rodela de laranja no fundo dum copo americano. Complete com gelo.
Despeje 1 dose de gim, uma de vermute tinto e uma de Campari.

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Agite ligeiramente com uma colher bailarina e pronto!

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A Rita indicou servir amêndoas torradas. Abri e lata e pronto! rs

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Entrada – Figo caramelizado com presunto cru.

“Elegante, esta preparação combina a doçura do figo à potência do presunto cru e ganha o toque do frescor das folhas de manjericão”

Esta receita é muito simples. E como todas, muito gostosa.

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Pra preparar, basta cortar os figos ao meio no sentido do comprimento (deixe-os bem secos).

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Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio. Regue com azeite e coloque os figos, com o lado das sementes para baixo.

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Assim que começar a dourar, vire. Deixe dourar por mais alguns minutos (2 ou 3).

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Num prato, disponha as fatias de presunto cru, as metades dos figos caramelizados com as sementes para cima, as folhas de manjericão ao redor (usei um thai) e regue tudo com uma colher (sopa) de mel.

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Ficou uma delícia.

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Ainda mais acompanhado dum vinho rosé, o Les Valentines Cotes de Provence 2011 que foi “tenros, ó querida, Rodolfo, Legasô”.

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Principal – Risoto de ervilha e hortelã tradicional.

“Levíssimo, este refrescante risoto é ideal pros dias quentes. A graça dele é o casamento da ervilha com o hortelã. Mas não deixe de preparar o caldo de legumes em casa. Faz a maior diferença”

Caldo preparado (cenouras, salsão, cebola, água, louro, cravos-da-índia, grãos de pimenta), o resto foi preparar o risoto na forma tradicional.

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Refogue ½ cebola cortada fininha em 2 colheres de azeite até ficar transparente.

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Junte 2 xícaras de arroz arbóreo e espere refogar.

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Regue com ½ xícara de chá de vinho branco, espere evaporar e adicione uma concha de caldo de legumes (quente).

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Vá juntando xícaras de caldo a medida que o risoto for secando, não esquecendo de mexer constantemente (em forma de 8).

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Após 12 minutos, junte 1 xícara de chá de ervilhas congeladas e misture bem.

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Quando o arroz estiver al dente (cozido, mas com o grão durinho no meio), desligue o fogo e adicione folhas de hortelã (a gosto), ½ xícara de chá de parmesão (legítimo) ralado na hora e misture bem.

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Junte 2 colheres de sopa de manteiga e mexa até incorporar.

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Verifique o sabor e corrija os temperos. Pra servir, decore com mais folhas de hortelã e regue com um fio de azeite.

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Refrescante é apelido.

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É claro que seguimos a indicação da Daniela Bravin e servimos um Chardonnay Jacobs Creek 2011 que disse “velho amigo, R.C., clássico, domingoso”.

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Sobremesa – Brownie

“O brownie foi inventado nos Estados Unidos, mas é sensação no mundo inteiro. Caia em tentação e prepare rapidinho esta receita unânime”

Caímos em tentação e a nossa patissier, a Dé, caprichou.

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E pra fazer, basta aquecer o forno a 180ºC. Unte uma assadeira retangular média com manteiga e polvilhe farinha de trigo.

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Passe 2 xícaras de chá de farinha de trigo e 3 colheres de chá de fermento em pó numa peneira e coloque numa tigela. Pique grosso 170 g de chocolate branco e junte a mistura. Reserve.

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Derreta 170g de chocolate meio-amargo e 200 g de manteiga no microondas (a Dé utilizou esta dica da Rita, em vez de usar o banho-maria).

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Numa batedeira, junte 1 e ½ xícara de chá de açúcar e 3 ovos. Bata em velocidade por cerca de 3 minutos ou até que a mistura fique esbranquiçada. Desligue a batedeira e aos poucos, misture com uma espátula o chocolate derretido.

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Adicione aos poucos a mistura de farinha com chocolate branco, mexendo delicadamente. Transfira esta massa pra assadeira untada.

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Leve ao forno pré-aquecido para assar por cerca de 20 minutos. A massa ainda deve estar úmida quando sair do forno (com a aparência dum bolo ligeiramente cru). Deixe esfriar e sirva com sorvete de creme.

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Tome cuidado com o tempo no forno. Se assar demais, vira bolo e não brownie.
Ficou tão bom que não tivemos como não tomar uma dosesinha (tá bom, duas) do anisete da D Anina.

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Eis a opinião dos paneladinhos:
Panelão e Estadinho: grande dupla! (Edu)
Delícia, assim você me mata! (Mingão)
Espetáquila e a mi no cabe la culpa! (Deo)

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Olha, na minha opinião, este programa veio pra ficar. Os colaboradores são bem bacanas, as dicas de utensílios são muito legais, a Rita também indica livros muito bons, além de entrevistar gente interessante (o deste domingo foi o Fabio Porchat).

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E como eles finalizam mandando beijos prum montão de gente, nós também faremos a mesma coisa.

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Beijos de todo o dcpv pra produção deste programa tão inteligente e interessante, o Panelinha na rádio Estadão.

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Até.

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dcpv – as delicias da cozinha alagoana, a vingança!

número 342
29/01/21013

As delícias da cozinha alagoana, a vingança!

Vou falar a verdade! Depois que fizemos, nas priscas eras, a primeira noite das delícias alagoanas, mantive contato com a Sofia, uma das netas de uma das irmãs Rocha, a vovó Maria, fui cara de pau e pedi pra ela escolher um novo menu completo entre as receitas deste fantástico livro que a Cláudia Oiticica e o Alexandre nos brindaram.

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Eis um dos emails dela:
Olá, Edu. Sou muito suspeita pra falar sobre as comidas da vovó, mas vou dar as minhas sugestões, até porque , segundo a vovó Maria, eu era a única neta que tinha o dote culinário das Rocha.

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Sugestões: Sururu de Capote (Entrada. Esse prato foi muito apreciado pelo Ronaldo Fenômeno quando esteve em Maceió); Caldeirada de frutos de mar das “Alagoas” (esse prato foi parar até na França, em Annecy, dentro da mala delas); Mingalpitinga (acompanhamento mais que perfeito pra caldeirada); Laco-Paco (bebida para aperitivo, muito tradicional nas festas da nossa família); Cocada da Mema (sobremesa imperdível e o toque mais especial é a castanha de caju); Empadinha de queijo (essa é muito tradicional, mas elas não chegaram a colocar no livro).
Ficarei muito feliz se algumas destas sugestões estiverem no seu Menu by Irmãs Rocha. Vou aguardar.

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Bom, Sofia, é claro que fizemos todas as receitas, inclusive a da inédita empadinha.

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Vamos lá, então, ao remake do menu com as receitas do livro, Delícias da Cozinha Alagoana, as melhores receitas das irmãs Rocha.

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Entradas – Sururu de Capote e Empadinhas de Queijo.

“Eis aqui o mais alagoano dos pratos”.

Depois desta descrição sucinta e mais do que especulativa, só me restou agradecer a Sofia pela escolha. Na receita original, são utilizados sururus em casca. Optei pela praticidade de já tê-los sem as tais.

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Iniciei tudo temperando 500 ml de leite de coco com 1 cebola cortadinha, cheiro verde a gosto, 1 colher de sobremesa de extrato de tomate, um fio de azeite e sal.

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Em seguida juntei 500 g de sururu e coloquei a panela no fogo, até ferver e tomar gosto.

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Servi com um bom molho de pimenta.

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Já pra empadinha, faça (por aqui, foi a Dé que fez) uma massa com 250g de farinha de trigo, 125 g de manteiga sem sal e uma pitada de sal. Misture tudo até soltar das mãos (igual a uma massa podre).

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Faça uma camada fininha em forminhas (de + ou – 5 cm).

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Para o recheio, bata num liqüidificador, 1 copo de leite, 4 ovos e 100g de queijo parmesão ralado. Coloque este recheio num recipiente e acrescente 1 colher de chá de fermento em pó Royal.

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Encha as forminhas até a metade com o recheio e leva ao forno até dourar.

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Indicação da Sofia: coloque na boca de uma vez. Ela derrete na boca!

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É a mais absoluta verdade. Uma delícia esta entrada formada por estes dois manjares.

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Pra dar uma esquentada, tomamos o prosecco italiano Sperone que foi “catado, promarinho, sands, soberbo”.

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Principal – Caldeirada de Frutos do Mar das “Alagoas.

“Costumamos levar a caldeirada pro Rio de Janeiro, num tradicional almoço alagoano, muito esperado por parentes e amigos, que consideram este prato “antológico”. Os mariscos são ensopados separadamente, com pouco caldo, e depois, congelados para levar. Basta apenas descongelar e misturá-los em frigideiras, acrescentando mais leite de côco, cheiro verde, tomate, cebola em pétalas, pimentão, ervilha e azeitonas”.

Este descrição diz bem o que este prato é.

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E não é que eu tive que fazer quase igual as irmãs Rocha, já que os nossos frutos do mar também estavam todos congelados? Ainda bem que não tivemos que ir pro RJ!! :)

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Pra Caldeirada, refogue 500 g de camarão no azeite, com pouco alho e cebola. Tempere com sal e reserve.

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Coloque 150 ml de leite de coco numa panela (de preferência, de barro) e leve ao fogo pra cozinhar com tomate, cebola e pimentão picadinhos e a gosto, além de alho socado.

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Em seguida, passe no liquidificador, peneire e volte ao fogo.

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Acrescente mais 150 ml de leite de coco, 1 colher de extrato de tomate, caldo de meio limão, um pouco de azeite e meio maço de cheiro verde amarrado.

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Deixe ferver e coloque 200g de vôngoles e 100g de mariscos, cozinhando pouco. Junte então 100 g de siri, 1 posta de peixe frito e cortada em pedaços, 200g de lagosta e o camarão refogado.

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Por cima de tudo, arrume 2 cebolas em pétalas (cortadas em quatro) e 1,5 tomates sem pele e também cortados em quatro, além de ½ lata de ervilhas e 5 azeitonas.

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Deixe levantar mais uma ligeira fervura e não mexa mais na panela, pra que este últimos ingredientes fiquem por cima da caldeirada. Na hora de servir, polvilhe coentro.

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O negócio ficou tão espetaculoso, que optei por utilizar um simples arroz branco com coentro como acompanhamento.

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Pra toda esta maravilha de frutos do mar, só um vinho branco dos bons, o Sauvignon Blanc Carmen 2011, que achamos “mamadinho, maceioso, bizetiano, azeitônico”.

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Sobremesa – Cocada da Mema e Laco-Paco

Mema sempre foi a especialista em cocada. Era vaidosa do sucesso que fazia. Hoje a grande substituta é Yeda”

Perceba que é uma receita que passou pelo tempo e pela família.
Para fazer, leve ao fogo 250 g de açúcar, sem água. Não mexa. Deixe derreter até formar um caramelo claro.

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Vá virando a panela com cuidado, pra não deixar a calda escurecer. Quando estiver bem derretido, coloque 250g de açúcar e 1 xícara de café de água. Deixe apurar até o ponto de bala e junte 1 coco grande ralado bem fino. Passe a colher com cuidado, só pra misturar.

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Apure um pouco mais o ponto, junte 200 g de castanhas de caju inteiras, caldo de meio limão e 1 colher de sopa de manteiga. Mantenha no fogo. Quando começar a soltar da panela e a espumar, estará pronta. Retire do fogo e despeje numa forma de vidro refratário e untada.

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Para acompanhar, tomamos o Laco-Paco que é propriamente um licor de maracujá. Faça uma calda com 130 g de açúcar e 1 copo de água.
Junte na panela a polpa de 10 maracujás. Retire do fogo e acrescente 1/3 duma garrafa duma boa aguardente.

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Deixe a infusão numa vasilha tampada até esfriar. Coe por diversas vezes. Engarrafe e guarde na geladeira.
Esta dupla Cocada/Laco-Paco deu o que falar.

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Eis a opinião dos sobrinhos postiços das Rocha:
Viva a família Rocha! (sem corporativismo). (Edu)
Maravilha de Alagoas. (Mingão)
Sensacional e surpreendente! Delicioso de cabo a rabo! (Deo).

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Olá, sou Sofia e uma das netas das irmãos Rocha. Só de olhar para o seu post, tive a certeza que as comidinhas de vovó não se acabarão jamais.

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Olha, no que depender de nós, não mesmo!

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Até a próxima.

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dcpv – dia ses – cidade do cabo – dobrando o cabo da boa esperança

16/03/2013

Dia Ses – Cidade do Cabo  - Dobrando o Cabo da Boa Esperança.

Hoje faríamos mais uma tentativa de subir de bondinho até a Table Mountain.

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E a coisa prometia já que o tempo estava excelente e praticamente não tinha vento.

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Tomamos um café básico e rápido, aguardamos a nossa guia, a Lúcia, chegar e rumamos pro nosso objetivo inicial.

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Estranhamos quando vimos a quantidade de carros se dirigindo pra lá e constatamos que a fila existente era enorme. Coisa de umas três horas. Abortamos novamente a subida e fomos fazer o tour do dia.

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A idéia seria visitarmos dois oceanos num dia só.

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Começamos pelo Atlântico. E com a praia de Camps Bay, …

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… que nos traz uma boa recordação desde as nossas outras viagens pra cá.

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Continuamos o caminho, com a intenção de ver a ilha das focas em Hout Bay.

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Nos contentamos com estas que estavam no Porto, ….

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… dada a quantidade absurda de turistas querendo fazer a mesma coisa (é, a Cidade do Cabo está bombando!).

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De qualquer forma, no caminho pro Cabo da Boa Esperança, andamos pela Chapman’s Peak Drive, …

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… com razão considerada uma das estradas mais bonitas do mundo.

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São muitos penhascos, …

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… vistas impressionantes, …

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… e a sensação de que a natureza, com a ajuda significativa do homem, é pródiga e bela.

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Continuamos um pouco mais pelo Atlântico e finalmente chegamos ao Cabo da Boa Esperança.

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O parque por si só é muito bonito e organizado (incrível como aparentemente sobraram muitas melhorias com o advento da Copa do Mundo).

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E a vista que se tem daquelas praias bravias e maravilhosas são estonteantes.

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Chegamos primeiro ao famoso marco do encontro dos dois oceanos …

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… e é claro que fizemos aquela foto clássica.

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O lugar tem realmente um magnetismo diferente …

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… e saber de tudo o que aconteceu por lá na época dos descobrimentos, cria um certo fascínio.

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Tudo bem que há uma discussão sobre em que ponto os oceanos realmente se encontram (dizem que a cerca de 70 km dali), …

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… mas a mística do local permanece.

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Demos a volta, ainda pelo Atlântico, pra pegar o funicular e subir até o Cape Point.

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A fila estava imensa, mas agüentamos bravamente.

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E após um curto passeio, chegamos a mais um local mítico.

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Ventava muito (daí se percebe como era duro os descobridores atravessarem este ponto no caminho pras Índias).

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E a aura de tudo  permanecia.

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Continuamos o nosso trajeto, agora pelo oceano Índico.

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Iríamos conhecer a curiosa colônia dos pingüins em Boulders Beach.

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E aproveitamos pra almoçar lá mesmo, no restaurante Seaforth.

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Como esta refeição estava incluída no pacote, desconfiamos.

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E com razão, já que tudo foi muito razoável, …

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… com exceção do vinho branco Chardonnay (sem Carvalho) De Wetshof 2012 que não decepcionou.

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A D Vera e o Sr Antonio pediram razoáveis camarões empanados, …

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… enquanto a Dé continuou o seu périplo marinho através dos peixes

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… e eu, chafurdei num imenso prato de frutos do mar, onde a melhor coisa foram as lulas e as batatas fritas (como se percebe, todos foram variações do mesmo tema).

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Enfim, já comemos melhor.

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Continuamos o passeio, indo, finalmente, visitar os pingüins.

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Ninguém conseguiu explicar o porque deste bichinhos estabelecerem uma colônia bem neste lugar?

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Teoricamente, a temperatura da água não ajuda, o local é mais quente do que eles necessitam, mas mesmo assim eles continuam lá …

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…e aos montes.

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E é muito engraçado ficar observando os hábitos destes pequenos garçons.

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Retornamos ao hotel, já que estava próximo da hora de jantar.

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E desta vez acabei acatando uma sugestâo do pessoal do próprio hotel. Acontece que o restaurante que queríamos experimentar, o The Test Kitchen não tinha reserva pros próximos 3 meses. Então nos sugeriram o Pigalle.

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Chegamos lá e assustamos. O lugar é certamente um dos mais cafonas que vimos até hoje. E com música ao vivo (pode colocar I Will Survive como trilha sonora do relato).

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Nos sentimos como participantes do programa Almoço com as Estrelas (remember Lolita e Ayrton Rodrigues).
Fomos levados à nossa mesa que era bem longe da pista de dança (é isto mesmo). E escolhemos o que nos cabia: a Dé foi numa salada Grega; eu, num Salmão Teryaki e os meus sogros inovaram pedindo camarão King com fritas.

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Todos corretos e imensos. No final, até que gostamos bastante de tudo, mesmo porque (e pra variar) o serviço foi fantástico. Mas o lugar … :)

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SeeU.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia een – África do Sul – Johannesburgo, a terra do ouro. E da saída pela direita …
Dia twee – África do Sul – Dando uma de Noé no Kruger Park
Dia drie – África do Sul – Kruger park – Acho que vimos uns gatinhos… e outros bichos.
Dia vier – Kruger/Cape Town – África do Sul – Parecia ser mais um dia Seinfeld. Mas não foi.
Dia vyf – Cidade do Cabo – Fazendo o próprio city tour.

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Fogão de lenha no dcpv.

26/02/2013
número 343

Fogão de lenha no dcpv

“Edu, o fogão de lenha, para nós, mineiros, representa um estado de espírito.
É a certeza de que, enquanto se cozinha o feijão, se ferve o leite e se assa o pão-de-queijo, o tempo pode parar e esperar a conversa dos amigos .
É assim que me sinto, desde que conheci a cozinha do dcpv que, generosamente, se abre para os amigos do mundo”.

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Não precisa nem dizer que esta dedicatória foi feita pela Drix.

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E num livro, o Fogão de Lenha, Quitandas e Quitutes de Minas Gerais, da Maria Stella Libanio Christo (editora Garamond) que ela, gentilmente, nos deu de presente.

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Pois não é que ele tinha ficado no apê da praia e justamente neste final de semana, resolvi folheá-lo novamente.

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Começa que ele é muito bem escrito, contendo fatos inusitados e até menus de refeições feitas nos idos de 1800. Mas o objetivo principal da autora foi catalogar o máximo possível de receitas daqueles cadernos que passam de mãe para filha.

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E o resultado é uma leitura pra lá de agradável, como o próprio livro indica ser uma refeição típica mineira.
Vamos lá, então, experimentar estes quitutes e estas quitandas, sô.

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Como diria a Maria Stella, cheguem-se, a casa é sua!

Bebidinha – Caipirinha.

Como pensar numa comida tipicamente mineira, sem a legítima caipirinha, aquela de limão.

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Principal – Um almoço mineiro.

Não estranhe. Desta vez vou seguir os preceitos do livro e servir uma refeição mineiraça.

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Arroz, feijão, carne, angu, legumes e verdura. Estes são os componentes deste jantar. Todos servidos ao mesmo tempo e no mesmo prato.

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Arroz branquinho e o feijão bem temperado foram feitos pela Flora.

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Já a carne tem que ser de porco. Então escolhi um Lombo à Mineira.

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Pra fazer, basta deixar um lombo magro temperado (uns 2 kg) numa vinha d’alhos (alho, cominho, gotas de pimenta, pimenta do reino, louro, sal e vinagre) durante umas 3 horas.

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Coloque o lombo numa assadeira untada e leve ao forno brando.

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De vez em quando, borrife com água pra que asse bem. Quando estiver macio, deixe corar.

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Pra acompanhar este lombo, uma simples farofa de manteiga .

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Já pro angu, dei uma leve sofisticada (também sou filho de Deus, sô) e fiz uma polentinha básica.

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O legume escolhido foi a abóbora.

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Corte-a em pedaços, misture 1 colher de chá de tempero mineiro (alho, cebola, cebolinha, pimentão verde, sal e salsa) e esquente o óleo numa frigideira.

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Quando tiver bem quente, refogue e deixe cozinhar lentamente, pingando água.

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Finalizando, optei pela couve a mineira, …

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… cortada fininha e refogada numa frigideira junto com bacon derretido.

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É claro que o prato todo montado ficou uma belezura, uai e …

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… tivemos que nos contentar em experimentar mais um pouco quando ele terminou.

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Foi difícil acompanhar/harmonizar tudo com um vinho, mas o rosé Inurrieta Mediodia não decepcionou. O achamos “mineirim, sôzim, boazim, gostosim”.

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Sobremesa - Bolo Moça Chique.

Tá na cara que este bolo foi feito pra e pela Dé. Como sempre a receita é simples e uma delícia.

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Bata 1 xícara de chá de manteiga com 4 gemas e 2 xícaras de chá de açúcar.

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Em seguida junte 3 xícaras de chá de farinha, 1 colher de sobremesa de fermento em pó e 1 pires de coco ralado.
Adicione 4 claras batidas em neve.

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Coloque numa forma untada de manteiga e asse em “forno esperto”!

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Nós ficamos espertos e achamos o bolo muito bom mesmo.

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Valeu até tomar um anisetinho da D Anina pra comemorar.

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Eis o que os mineirins acharam de tudo:
Tremendo jantar, sô! Comidim mineirim das boa, uai! (Edu)
Ó Minas Gerais, ó Minas Gerais! Quanta comida maravilhosa você me traz! (Mingão)
Coisim boim dimais, sô! Nem trem é; expressim !! (Deo)

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E antes que você pergunte, os quitutes são as comidas de sal: o dourado lombo de porco com a  farofa , a lingüiça fumegante, o leitão pururuca, o tutu de feijão com rodelas de ovo, o torresmo torradinho, o frango caipira com quiabo e angu e outras delícias que só em Minas se encontram.

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As quitandas substituem o pão no café da manhã e no lanche da tarde. São elas o célebre  pão de queijo, as gorduchas roscas da rainha, o bolo de fubá, os sequilhos, os crocantes biscoitos de polvilho, entre ourtas especialidades das sinhás mineiras.

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Portanto, se tiver a oportunidade, compre o livro Fogão de Lenha. Você certamente terá tempo pra conversar com os seus amigos enquanto faz uma lauta refeição, né Drix?

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Inté.

dcpv – nada como estar em ferracci após um giro italiano

número 337
04/12/2012

Nada como estar em Ferracci após um giro italiano.

Esta é mais uma daquelas noites em que a única vontade que temos é de continuar viajando.

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Pense bem; não é fácil ficar quase duas semanas em território italiano, comendo e bebendo coisas nacionais e de repente, se ver em pleno centro de Ferraz de Vasconcelos, né?

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Então, o usual numa situação dessas, é fazer uma encenação e transformar a cozinha numa daquelas cantinetas da mama.

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Como, mais uma vez, fizemos uma aula de culinária em plena Florença, a idéia central foi reproduzir aquilo que aprendemos por lá.

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Vamos então a fase “recordar é viver” da nossa viagem.

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Prego!

Bebidinhas - Caipiroska de Lichia

Só pra matar as saudades! (rs)

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Entrada – Polenta com azeite extravirgem.

Este prato foi totalmente importado.

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Uma farinha branca de polenta, cozida num caldo de galinha feito em casa …

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… e servida com um azeite de oliva extravirgem de primeira prensa, que vale cada substantivo que é dado a ele …

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… com Parmeggiano Reggiano ralado.

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Simplici e gostosinho!

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho tinto espanhol Casilda Gran reserva 2009 que foi “vino, vinóbilo, marcelino, wine”.

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Principal – Papardelli a Bolonhesa.

Este prato, especialmente o molho, é muito bacana e típico.

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O chef e professor Giovanni nos ensinou o passo-a-passo deste molho. E ele é incrível.

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Inicie cortando uma cebola, uma cenoura e um talo de salsão em pedaços médios e iguais.

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Refogue numa panela grande em azeite quente e espere até que os legumes estejam macios.

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Junte 500 g de carne bovina moída e 500 g de linguiça fresca sem a tripa.

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Deixe refogar por uns 10 minutos em fogo alto.

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Adicione um copo de vinho tinto italiano (dos bons), deixe evaporar e …

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… coloque uma lata de tomate concentrado. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por horas, cuidando pra colocar um pouco de caldo quando estiver muito seco.

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Já pra massa, tem alguns pulos do gato em relação a outras que fizemos.

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O primeiro é colocar uma colher de azeite e uma pitada de sal, na já manjada proporção 100 g de farinha para cada 1 ovo.

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Sove bem e deixe descansar embrulhado num filme plástico. Este é outro pulo do gato.

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Aí é só passar na máquina e cortar no formato de Papardelli.

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Coloque a pasta pra cozinhar em abundante água fervendo com sal e …

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… junte a pasta ao molho (e não o molho à pasta. Este é mais um pulo).

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Resultou nesta beleza aí.

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Delicioso e al dente.

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Tomamos mai um vinho tinto, o francês Ortas Cothes de Rhone 2009 que foi “merci, real, mariajoanesco, bunitinho“.

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Sobremesa – Tiramisu

Não precisa nem dizer que uma sobremesa numa aula destas teria que ser um Tiramisu.

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Mais típico, impossível.

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E nesta caso, nada melhor do que um fotolog (se quiser a receita, eu envio):

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Ficou uma maravilha!

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Eis a opinião dos gondoleiros:
Ressaca passa rápido. Ainda mais italiana. (Edu)
Que comida!! Que sobremesa!! Spetacula. (Mingão)
Top five pro dessert. Pasta é pasta! (Deo)

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Pronto! Mais um menu foi executado (literalmente, né Mingão?) levando em consideração o princípio da nossa última experiência viajandística.

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Sabemos que é impossível prolongar a viagem, mas continuar comendo algo próximo do que se experimentou por lá é um bom caminho.

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Eu tenho uma outra dica: gosto de utilizar os produtos de toucador (esta é nova!) que mais gostei e assim prolongo o prazer da viagem em todos os banhos.
E você? Tem alguma dica pra prolongar a viagem quando já está em casa?

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Arrivederci.

.

dcpv – jantando num oasis na praia.

23/03/2013

Jantando num Oasis na praia.

E pensar que tudo começou com um pretenso almoço no restaurante Dona Onça! Marcamos e remarcamos n vezes esta refeição com os queridos amigos Nati e Fred (dê uma olhada no novo Sundaycooks. Ele está lindão).

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Por vários motivos (viagem, trabalho, preguiça, etc) ela não aconteceu. Até que apareceu uma oportunidade e aparente e finalmente conheceríamos juntos o lugar.

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Foi aí que surgiu o convite da Lu Betenson (by Rosmarino  e outros temperos) e do Mike pra fazermos um jantar na nova casa paulistana deles. Pronto! Lá se foi o almoço no Dona Onça para uma próxima oportunidade.

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E pra melhorar mais ainda, a Lourdes e o Eymard estariam na praia justamente neste final de semana. O grupo estava fechado.

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Faltava decidir quem iria fazer o que? Resolvemos que a Lu faria a entrada, o Mike, a carne, o cordeiro assado no forno a lenha, eu o risoto e o Fred, as sobremesas. O Eymard se encarregaria dos vinhos e o restante seria nos divertirmos e passarmos uma noite agradável.

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Tudo acertado; chegou o grande dia. Fomos todos de taxi (olha a Lei Seca) e já chegamos tomando uns Spritz diferentões (receita da Lu), já que eram formados por somente Aperol e Prosecco Bisol. Muito bons!

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Enquanto todos iniciavam os preparativos pra executar as suas receitas, a Lu já dava andamento a entrada e o Fred iniciava todo o processo de elaboração da sua tripla sobremesa.

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A Lu, segundo as próprias palavras, fez um “atum tataki com molho oriental”…. inventei agora haha…. o do livro é “molho picante”, mas eu ponho menos pimenta e mais suco de limão e não fica picante. Minha versão”.

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Estava muito bom e foi servido com o ótimo vinho branco chileno, o Diamandes Viogner 2010.

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Já o Mike cuidava do seu pernil de cordeiro assado no forno à lenha, marinado em vinho branco, azeite, suco de limão, alho, alecrim e sal.

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Era tempo de eu começar a fazer o risoto. Originalmente ele contém ricota defumada apimentada e agrião, mas por incompatibilidade da turma com este último, substituí por rúcula fresca.

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Os passos são o de sempre pra se fazer um risoto (utilizando um bom caldo de legumes feito em casa) e basta finalizar com a ricota, a rúcula, manteiga e queijo parmesão ralado.

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Com a junção do cordeiro fatiado e macio, formou-se um excelente prato.

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O sommelier Eymard acertou mais uma vez ao escolher o vinho tinto italiano Tre Done pra acompanhar.

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Não preciso nem dizer que a conversa rolou solta e que o ambiente era mais do que propício pra que isso acontecesse (as fotos estão um pouco escuras, mas a Dé consegiu salvá-las).

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Faltavam as sobremesas.

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O nosso patissier, o Fred, estava preocupado. Afinal de contas, tudo tinha dado mais do que certo até agora.
Imagine a nossa surpresa ao ver um prato com um mini-degustação de 3 doces?

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A primeira um simples e saboroso bolo de iogurte e baunilha com uma calda de limão cravo (http://sundaycooks.com/2012/06/04/receita-de-bolo-de-iogurte-com-baunilha-e-calda-de-limao/ );…

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… a segunda, um fino brigadeiro de colher de chocolate belga e flor de sal (http://sundaycooks.com/2010/10/31/receitas-sangria-e-brigadeiro-de-colher/); …

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… e a ultima, que é um segredo de família, uma Torta Paulista Revisitada, composta, segundo a Nati, de leite condensado cozido, calda de chocolate, creme de leite, bolacha de chocolate e um toque especial: muito carinho ;-)

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Olha, foi realmente uma noite memorável.

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Só nos restou ir embora já com muitas saudades e aguardar com ansiedade a realização dum próximo jantar.

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Afinal de contas, não é todo dia que se come num autêntico oasis paulistano.

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Bye.

.

dcpv – dia vyf – cidade do cabo – fazendo o próprio city tour.

15/03/2013

Dia Vyf – Cidade do Cabo – Fazendo o próprio city tour.

Como vocês já devem saber, estamos fazendo esta viagem à Africa do Sul na agradável companhia dos meus sogros, os pais da Dé.

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E é claro que eu não iria arriscar muito.

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Portanto, planejei a viagem toda com a maioria dos tours sendo feitos por agências locais especializadas.

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Sendo assim, nesta nossa primeira manhã na linda Cape Town, optamos por fazer um city tour particular.

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Éramos somente nos 4 e um guia muito louca, a Lúcia, a Luci. Começa que ela fala português lusitano, mais precisamente da Ilha da Madeira, e é uma figuraça.

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Em pouco tempo, já sabíamos tudo sobre a sua vida particular.

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Mas o melhor de tudo é que ela fez exatamente o que pedimos. Ou seja, o city tour aconteceu do jeito que planejamos.

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Iniciamos pela (vã) tentativa de subirmos até a Table Mountain. Apesar do dia estar uma beleza, ventava demais e quando isso acontece, o bondinho não sobe.

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Eis um grande conselho pra quem pensa em fazer este passeio: planeje bem e tente subir o mais rápido possível. Se não, você pode correr o risco de ir embora sem ver a cidade lá de cima.

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No nosso caso, o passeio foi adiado pra amanhã e a Lúcia nos levou até a Signal Hill onde as vistas também são demais.

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De lá se vê a Robben Island (lugar onde o Mandela ficou preso um tempão), …

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… o bonito estádio super faturado feito especialmente pra Copa/10 e que se tornou praticamente um elefante branco (qualquer semelhança com a nossa organização da Copa não é mera coincidência) …

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… e os recortes do lindíssimo litoral.

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Passamos também pelo Parlamento, …

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… pelo Company’s Garden …

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… com suas roseiras floridas, …

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… e, fato inédito, vimos uma árvore de babosa, aquela, …

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… além do Castelo da Boa Esperança, …

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… onde observamos todo o mobiliário daquela época, …

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… com, inclusive, o enorme salão de recepção …

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… e a famosa sala de torturas.

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Enfim, tudo muito curioso.

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É claro que uma lojinha estava incluída no roteiro.

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Só que neste caso o passeio foi muito bom, pois nos foi mostrado como acontece todo o processo para se executar jóias, …

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… com a utilização da Tanzanite, uma pedra azul muito marcante.

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Optamos por terminar o tour almoçando no V&A Waterfront, o lugar mais bacana da Cidade do Cabo.

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Ele é um centro enorme e muito bem acabado de entretenimento, feito exatamente onde existia uma área degradada e decadente, um porto.

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E hoje é o point de Cape Town, onde tudo acontece.

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Escolhemos (com a ajuda da nossa guia) o restaurante italiano San Marco.

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O lugar é bacana (de frente pro mar), …

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… mas com uma comida apenas competente.

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Pedimos duas saladas, uma de frango e outra de queijo empanado; e dois pratos principais, um que “fusionou” frango com camarão e outro, um Penne com frutos do mar.

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Todos corretos, mas não entusiasmantes, ao contrário do Chenin Blanc Boschendal que era uma belezura.

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Retornamos ao hotel One&Only pra dar uma breve descansada.

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Quer dizer, os meus sogros descansaram enquanto nós fomos bater pernas pelo Waterfront, que é mesmo muito bacana.

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Lá pelo final da tarde, aproveitamos a proximidade pra ir conhecer o Aquário Two Oceans, …

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…que nos mostra a diferença dos ecossistemas dos dois oceanos que banham a Áfricafo Sul, o Atlântico e o Índico.

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Este tour vale o mini fotoblog:

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Deu pra se ter uma breve demonstração da toalha de nuvens sobre a mesa.

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Pronto, estávamos preparados pro jantar, que seria no típico restaurante africano, o África Café.

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Tomamos um taxi (os motoristas de taxi sulafricanos são invariavelmente muito bem humorados) e chegamos no horário da reserva.

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A concepção do lugar é fazer com que você se sinta fazendo um tour gastronômico por toda a África.

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E ele cumpre o seu objetivo. Tudo lá é muito interessante.

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As louças, …

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… a  decoração despojada, …

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… o pessoal simpático da brigada, …

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… e especialmente a comida. Os pratos são servidos igualmente pra todos os clientes (como num rodízio) e você come o que quiser.

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Nós pedimos um Sauvignon Blanc Klein Constantia 2012 e deixamos tudo rolar.

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Nos serviram: Channa Fish, um peixe empanado; Malawi batata balls (doce de batata e bolas de queijo com sementes de gergelim); …

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… Sticky Chicken wings (asas grelhadas com mel e ervas marinadas); …

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… Tanzânia Mango Chicken (tiras de filé de frango cozidas com gengibre e manga); …

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… Ethiopian Sik Wik Wat (carneiro cozido em tradicional molho bérbere); …

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… Veg kebabs prato, butternut and sweet potato (um espeto de batata, batata doce e cenoura); …

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… Basmati Rice (dispensa apresentações); …

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… Congolese espinach (espinafre cozido com pimenta doce e tomate); Congo salad (uma salada verde com um instigante molho de óleo de palma e laranja); …

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… Moroccan herb salad (uma salada de pepino, tomate cebola e menta); Umifino (xhosa espinafre com galete de farinha), …

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… Spiced lentil dip (um mistura de lentilha marrom e cominho); Cassava Bread (um tipo de pão de tapioca misturada com queijo e iogurte); …

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… e, ufa, finalizando com Tzaneen orange (um bolo de nozes e laranja junto com uma bola de sorvete de abacaxi).

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Tudo espetacular.

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E melhorou mais ainda quando todos os atendentes se juntaram e fizeram um show com músicas e danças africanas.

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Enfim, o África Café é um lugar imperdível.

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Bom, fomos dormir, pois além de termos que ir ao famoso Cabo das Tormentas amanhã cedo, hoje tivemos um alarme falso de incêndio no hotel.

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E em plenas 6:30 hs de la matina.

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See U.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia een – África do Sul – Johannesburgo, a terra do ouro. E da saída pela direita …
Dia twee – África do Sul – Dando uma de Noé no Kruger Park
Dia drie – África do Sul – Kruger park – Acho que vimos uns gatinhos… e outros bichos.
Dia vier – Kruger/Cape Town – África do Sul – Parecia ser mais um dia Seinfeld. Mas não foi.

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