Arquivo de abril \29\UTC 2011

dcpv – TAMos aí!

número 282
04/01/2011

TAMos aí!

Sabe do que eu me dei conta? Que já faz um tempão que eu não publico nenhum post no formato original do DCPV?
E pra quem não lembra (ou nunca viu?), antigamente, nas priscas eras, todos os post sobre as nossas reuniões (vejam que já são 290) se resumiam a eu transcrever o que o Déo escreveu como introdução sobre a noite, os nomes das receitas, algumas fotos de viagens acompanhadas das devidas explicações e os nossos pareceres “exóticos” sobre os vinhos e o menu.
Eu mesmo só me lembrei porque ainda tenho tudo registrado em cadernos (moderno, não?). Todas as edições dos nossos encontros estão escritas com caneta BIC.

Portanto, prometo que voltarei brevemente a postar alguma coisa naquele formato, o old fashion!

Ah! Este noite é sobre o concurso que a TAM fez com os seus clientes tendo como tema: Uma receita, Uma história.
Fiz o menu somente com as receitas vencedoras ( Torta de Ricota com Frutas Vermelhas – Andreia Polidoro; Escondidinho de Carne Seca com Batata Baroa – Thaysa Godoy e Salmão com Risotto de Maracujá- Luiz Frederico) que foram publicadas na excelente Revista TAM nas nuvens deste mês e que trouxemos pra casa depois da viagem pra Punta.

É claro que esta revista tinha tudo pra ser boa. Afinal de contas, você só a lê (especialmente no nosso caso) quando está viajando. Ora, esta equação é fácil de resolver: revista+fatos de viagem=prazer total.
Enquanto isso fique com uma amostra dos textos do Déo: TAMos então nessa terça voando nas asas da gastronomia! Pinçando idéias “aéreas”, vamos aterrissar na mesa das delícias! Versatilidade faz parte do “savoir faire” e o talento com as panelas do chef só auspicia deliciosas ansiedades gustativas. Rolim rolou, nós vamos rolar goela abaixo!

Entrada -Escondidinho de Carne Seca com Batata-baroa.

E quem amou esta entrada foi o Mingão. Afinal de contas, escondidinho é a praia dele.

Esta receita foi bolada pela Thaysa Godoy, uma design de interiores que sempre gostou muito de culinária.

Pra fazê-la basta preparar um purê de mandioquinha (a famosa batata-baroa): cozinhe 1 kg dela e amasse bem.
Misture 1 cx de creme de leite, 200 ml de leite, 2 colheres de sopa de requeijão, sal e leve ao forno até formar um creme.

Enquanto isso, dessalgue e desfie 500 g de carne seca. Refogue 150 g de bacon, 1 cebola ralada, 2 dentes de alho picados, 3 tomates sem pele picados e a carne seca.

Acrescente caldo de carne (pra ficar um pouco úmido), cheiro verde e reserve.

Monte em tigelinhas e em camadas.

Purê + recheio + purê e finalize com mussarela.

Olha, não foi só o Mingão que gostou.  

Tomamos um vinho branco Reserva Chardonnay Casa Silva 2009 Chile que foi“watá, didi, silva de lá, espectador”.  

Principal – Salmão com Risotto de Maracujá.

Sabe o que é legal na revista (pelo menos o que eu acho)?
É quando ela traz algumas reportagens/indicações sobre o lugar pronde você está indo. Neste caso, tinha alguma coisa sobre o onipresente Conrad (ôoo, ôo, ôoo …)

Quanto ao salmão, tive um problema técnico. Eu achava que tinha o bicho no freezer, mas quando fui procurar só achei o camarão. Paciência! rsrs

Esta receita é do Luiz Frederico (nada a ver com o mago dos doces, Mr Flávio Federico). A receita é fácil, especialmente pra  quem sabe fazer risottos (próximo passo, heim sócio?).
O bicho é feito na sequencia normal (cebola, arroz, vinho e caldo de legumes quente).

A diferença é que aos 10 minutos, você adiciona a polpa de 2 maracujás. E continua o processo todo, finalizando com queijo ralado e manteiga.

Prontíssimo! Mais um belo prato com uma curiosidade: as sementes do maracujá ficam basatntes secas e com gosto e crocância daquelas nozes salgadas.

Ôpa, esqueci dos camarões. Basta grelhá-los no azeite e adicionar um pouco de shoyo.

Perfeito.      

                                          

Harmonizamos com um velho conhecido, o branco Jacobs Creek Chardonnay 2009 Australia que foi ¨big brother, maracugina, jacobs picos, personalíssimo”.  

Sobremesa – Torta de Ricota com Frutas Vermelhas

Esta receita, da Andreia Polidoro, foi a vencedora do concurso (sabe que eu não sei qual foi o prêmio?). Ela pretende estudar gastronomia e acha que seria um grande incentivo ganhar o concurso.
É uma torta aparentemente normal.

É formada por uma massa (150 g de farinha, 100 g de manteiga gelada, 1 pitada de sal, 30 g de açúcar, 45 ml de água gelada) sem manipular muito, colocada numa forma com fundo removível e levada ao forno até dourar (170ºC).
Pra fazer o recheio, basta misturar 200 g de ricota, 2 ovos, 100 g de creme de leite, 1 pitada de de sal , 75 g de açúcar, 5 ml de essência  de baunilha e 75 g de frutas vermelhas.

Já pro creme, bata uma gema com 25 g de açúcar e 2 gotas de essência de baunilha. Coloque 100 ml de creme de leite pra ferver e junte com as gemas. Monte colocando o recheio sobre a massa e adicionando o creme. Finalize com geléia de morango.

Ficou boa, mas não sei se votaríamos na torta pra ser a vencedora.

Eis a opinião dos aeronautas:

Comida literalmente nas e das nuvens! (Edu)
Um vôo de sabores maravilhosos. (Mingão)
Santos Dumont perdeu essa. (Deo)

“Cozinheiros amadores, mas cheios de talento, os finalistas co concurso Uma receita , uma História promovido pela TAM entre seus passageiros, reproduzem aqui delícias que marcaram as suas vidas”. Este foi o lema do concurso.

E você? Qual receita enviaria prum concurso com este tema?

Apertem os cintos e boa viagem .

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dcpv – brasília – 48 horas em bsb.

Brasília – 48 hs em BSB.

Passamos, eu e a Dé, o final de semana (de 25 a 27/03) em Brasília.

Fomos acertar mais detalhes do lançamento das ações da LoNgueluz.
Tínhamos uma séries de eventos agendados. Entre eles, um jantar no restaurante Aquavit do melhor chef do Brasil no ano passado segundo o Guia 4 Rodas (e o 4 watts também), o Simon Lau; outro num festival no Alice Brasserie (aguardem que tem post) da chef homônima e com sobrenome Mesquita de Castro que recebeu prum jantar o chef César Santos do excelente Oficina do Sabor, de Olinda.

 

É claro que nos entretantos, aproveitamos todo o tempo pra descobrir os sabores preferidos da família Loguercio, especializada na capital Federal.
Logo que chegamos, na sexta e no almoço demos uma passada no Café Daniel Briand pra comermos algumas coisinhas bem triviais.
Quiches, croque monsieur, gallettes, docinhos e brindamos …

… a nossa amizade com uma legítima cidra francesa (tudo bem que tinha um leve gostinho de detergente, mas era bem gostosa e diferente).

Já no sábado de manhã, metemos o pé na jaca e fomos à feira do Guará (viu, Sueli?).

E olha que fizemos o tour completo: frutas&verduras, …

… ervas&temperos, grãos&especiarias (compramos umas tremendas farinhas de mandioca e de tapioca) e …

… manequins.

Eram muitos e belos manequins!

Vimos uma incrível tapiocaria judia (???) …

… e o que acreditamos ser o empreendimento embrionário do império dos Loguercio (será que eles servem pato por lá? :) ).
Observe que o presidente do conglomerado estava supervisionando tudo.

Passamos pela exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras lá no Palácio do Alvorada …

… onde além de admiramos obras de mulheres significativas do nosso país (Tomie Ohtake, Leda Catunda, Anita Malfatti, Djanira, etc)  …

… aproveitamos pra conhecer o famoso Abaporu (será que vão devolver pro argentino?), o original da Tarsila do Amaral.

E já que a agenda era política, aproveitamos pra conhecer o restaurante onde a Michele Obama almoçou, pasmem, uma feijoada de tofu!

O Oca da Tribo, um lugar bastante turístico arquitetonicamente falando e …

… com um buffet um tanto quanto “maluco”, pois não se definia entre ser veggie ou contemporâneo, já que serviam carnes também.

Foi lá que tomamos um vinho branco (Lourdes? Eymard?) que segundo o garçon que nos serviu, estaria “trincando” de gelado! Não precisa nem dizer que o vinho foi servido, devido ao calor senegalesco reinante, bem “morninho”. rs
E que acrescentamos mais um termo ao nosso dicionário particular.

Optamos por comer uns doces na La Boulangerie. Tortinhas e bombas estavam saborosas e facílimas de serem apreciadas por todos.

De lá fomos prum lugar histórico em Brasília: a Ermida Dom Bosco“o monumento que homenageia o padre João Belchior Bosco que no dia 30 de agosto de 1883, sonhou que entre os paralelos 15º e 20°, num país de selva amazônica, existia uma magnífica terra em que leite e mel corriam em grande abundância”. Eu não estou insinuando nada sobre Brasília. Foi o padre! :)

Ela é uma construção em forma de pirâmide projetada pelo Niemeyer e localizada exatamente num local calmo, tranquilo e com uma visão privilegiada de todo o plano Piloto. 

Aproveitamos pra dar uma passada no Palácio do Alvorada, apesar da D Dilma não nos ter recebido pro chá da tarde.

Paciência!

Domingo foi dia de conhecer o império da Mara Alcamim. Antes uma passadinha na casa dos sócios, prum ligeiro “refresh”.

Almoçamos no Universal Diner.

O lugar é uma verdadeira “zona” organizada. A decoração é totalmente kitsch com referência a tudo o que é tipo de ícone.

Desde Rinso, flores plásticas, cadeiras de oncinha; passando pelo saudoso Topo “Agildinho” Gigio.

Ah! A comida é muito boa. Estávamos com um pouco de pressa, mas mesmo assim ainda pedimos um Finca La Linda Viognier 2010. Tomamos um montão de bons vinhos brancos neste final de semana.

E pedimos os mais variados pratos.  Desde um Yellow Submarine Fish, um filé de robalo com chutney de maracujá acompanhado de risotto verde e de brocolis cozidos no vapor (pra Lourdes), …

… passando por peito de pato levemente rosado, ao molho de tangerina e pimenta-de-cheiro, na minimoranga recheada de purê de mandioquinha e brie, o famoso Magret Universal (não precisa nem dizer que foi o Eymard que pediu, né?), …

…um veggie Chix Lemmon com Banana Risotto, cubos de frango com molho de limão siciliano, exótico risotto bananal e alho assado (este foi a Dé que pediu) …

… e um Lemongrass Lamb, costeletas de cordeiro ao molho de aceto, mostarda Dijon, capim santo, rapadura e sementes de cardamomo com couscous marroquino de amêndoas. Todos lindos e extremamente saborosos.

 

Um mix de sobremesas pra todos como despedida (minibrownie, minimousse de côco, pannacotta com geléia de frutas vermelhas, pirulito crocante de chocolate e crostatta de limão com merengue) e estávamos prontos pra voltar pra casa.

Se bem que meio na correria, ainda conhecemos brevemente mais um estabelecimento alcamimesco, o Quitinete Empório Gourmet (ela também é dona do Zuu a.Z. d.Z. que, infelizmente não fomos nesta oportunidade. Fica pra próxima.)

O lugar é muito bacana e vocês acreditam que ainda conseguimos comprar algumas especiarias especiais, tais como castanha de baru?

Estávamos atrasados pro vôo (pra variar). Corremos bastante e como uma boa novela, no final deu tudo certo. 

Parece brincadeira, mas plagiando o grande Dodô, eu também jamais imaginaria ir pra capital Federal pra comer bem.
E comemos. Além de nos divertirmos muito.
“Trincamos” de nos divertir!

Até a próxima.

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dcpv – scrap-almoço no beco do bartô II, o retorno

scrap??
16/03/11

Scrap-almoço no Beco do Bartô II, o retorno.

Nota da Redação - Aproveitando a onda de remakes (vide Ti-ti-ti, filmes em geral e até conjuntos), eu também surfei. Publiquei originalmente este post há pouco mais de dois anos (em 18/04/09) e agora, tendo a oportunidade de refazer este passeio na praia, volto a postar com as devidas atualizações.

Não sei se todo mundo sabe, mas a Dé é uma aficionada por scrapbook.

Eis o depoimento dela sobre o que é scrap (já que somos íntimos,vamos chamá-lo assim) :

“Já fazia um tempo que eu andava a procura de um hobby. Minha família sempre foi muito esportista, mas definitivamente eu não nasci pro esporte. Sempre me machuco!
O Edu sempre foi muito ligado a leitura de jornais, revistas, listas telefônicas e afins. Um dia ele veio com uma reportagem sobre scrapbooking e observou como tudo parecia com os nossos hábitos de trazer coisas de viagens (tickets, folhas, chaves de hotel, etc).
Comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri a Pedaços. Fiz uma aula e pronto! Encontrei um hobby onde eu poderia organizar as fotos e acessórios de viagem, usar e abusar de materiais e colocar o meu lado artístico pra trabalhar. Sempre com um resultado encantador, diferente e divertido.
A cada trabalho feito e deve-se registrar que não é somente em álbuns de viagem que se utiliza esta técnica, a sensação é que se constrói um livro de memórias onde cada vez que se lê/vê, tem-se uma visão diferente e todos podem participar da viagem conosco.
O mais interessante é que você pode montar as suas páginas com um estilo pessoal e não existe o certo ou errado.
Depois de olhar pras fotos; fatos e acontecimentos mudam o jeito de ver. Na montagem das coisas mais simples do dia-a-dia e até na harmonização das cores das roupas na hora de se vestir, o formato é de uma composição de scrap.
Agora, o scrapbooking já é, pra mim, um estilo de vida !”

Pois pra mim o scrap é simplesmente a melhor maneira de juntar todas as coisas que você faz numa viagem: lembranças, mancadas, boas comidas, ótimos passeios, experiências de todas os níveis, grandes refeições, etc. Enfim, é tudo aquilo que você necessita pra eternizar aqueles momentos já que além de ser uma tremenda releitura, também é uma bela forma de mostrar a viagem pra outras pessoas sem que elas durmam/finjam que gostaram! :)
Onde iríamos guardar um legítimo espinho dum porco cheio deles?

  

Eis alguns exemplos de  páginas que compõe os álbuns de scrap que a Dé fez sobre as nossas viagens (e são muitos):


Esta é sobre o Caminito. Não é o próprio??

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Esta é sobre o Toronto Music Garden. Lá tem cada flor !! 
 
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É claro que não poderia faltar a italiana Fontana di Trevi.  Prego!
 

Esta foi sobre um pequeno golpe que sofremos dum paquistanês (que era um bom fotógrafo): a rosa custou caro, mas nuca será esquecida.
 


Passeios peruanos serão lembrados eternamente.
 

Já esta é sobre os magníficos jardins do
Butchart Gardens, na Victoria Island no Canadá. 
 

Como esquecer do sex shop
La Boqueria em Barcelona?
 

Sabe que tivemos vontade de fazer cócegas na barriguinha do gatão?? rs
 

Nesta nos sentimos o próprio
Indiana Jones
 

Pagar mico parecendo um moal? Moi?

E pelo menos uma vez a cada dois meses, a Dé vai a loja de scrap, a Pedaços Scrapbook onde a Taís e a Flávia mostram todas as novidades. Ela aproveita pra comprar os materiais e assim, fazer o planejamento das páginas da viagem em questão ( agora está fazendo a Peruana). 

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Normalmente, vou junto, deixo a Dé lá e me aboleto na FNAC.
Desta vez, nem passamos lá e marcamos pra nos encontrar com a Re no Beco do Bartô (estávamos adiando há um tempão), um bistrozinho que fica no mesmo beco da Pedaços .

Olha ! Certamente, torcerei pra que a Dé faça este álbum bem rapidinho pois assim, voltaremos e aproveitarei pra tomar um vinhozinho e comer alguma coisa enquanto ela escolhe  tudo.

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Veja se é ou não de impressionar o estilo bistronomique do lugar!
Começamos pedindo águas com gás (é, estamos comportados), gelo, limão e ficamos, eu e a Re conversando e comendo uns pãezinhos enquanto a Dé fazia as suas compras scrapísticas!

Pedimos os pratos do dia. A Re foi de penne ao pesto com pedaços de queijo de coalho. 

A Dé de farfalle com muitos legumes grelhados.

E eu, de salmão com salada (fala a verdade, estou mais do que comportado! rs).

Tudo muito bom, saboroso e mediterrâneo ao extremo.

A Dé voltou pra Pedaços enquanto eu e a Re escolhíamos as sobremesas.

Uma foi um cheesecake macio, saboroso e suave. A Dé provou e aprovou.

 Eu, um pudim de tapioca com uma ótima calda de especiarias.

Tudo mais do que aprovado. Fiquei com a certeza  de que fazer scrap além de ser uma bela recordação da viagem, também é uma boa oportunidade de viajar na gastronomia. Pelo menos com a  dupla Pedaços/Beco do Bartô (Rua  Dr Sampaio Vidal, 216- Paraíso- SP . Eu juro que não é jabá. Pelo menos por enquanto, viu Victor !! rsrs)

Até a próxima página !

PS – Quer saber melhor o que é e como funciona o tal scrap? Mande um e-mail para debora@veran.com.br. Ela adorará dividir informações e experiências com pessoas  que estejam a fim de, no mínimo, ter uma ótima recordação da sua viagem.
Ah! Tem mais uma coisinha: a pérola que veio na porção de ostras que pedimos na África do Sul também está muito bem guardada!


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dcpv – um fio de azeite

número 287
29/03/11

Um fio de azeite

Eu comprei o livro “Um fio de azeite” (editora Senac) há um tempinho.

E fui atraído pela contracapa onde estava escrito: elaborar um azeite é mais do que uma arte; é um ofício bíblico, um ritual religioso repetido por uma cadeia de gerações da qual se perdeu há muito o fio inicial. E deve ser cumprido com fé e dedicação, no tempo certo, para que o plantio, colheita e moagem das azeitonas resultem neste óleo maravilhoso, o mais importante do povo mediterrâneo, uma das maiores riquezas dos povos que se desenvolveram em torno desse mar.

Ele foi escrito pela Rosa Nepomuceno (com receitas do Marcelo Scofano) e é um compêndio sobre este néctar de azeitonas.

Na verdade, eles dois foram viajar pra Itália, mais especificamente Toscana e Úmbria pra descobrir como são feitos os mais variados tipos de azeite.

Todos os passos são descritos através dos capítulos: o cenário; os tesouros da Úmbria; oliveiras e azeitonas; a colheita; nos moinhos; entre os gigantes; delícias mediterrâneas; tipos de azeite; degustações; o azeite na mesa; salute; Roma, cidade aberta dos sabores e os melhores pratos da viagem.

Resultado: peguei o capítulo degustações, imprimi as fichas e aproveitei pra fazê-las por aqui.

Juntei a este fato, um menu só com receitas que tem como base o “olio extravergine“.

Vamos lá nos besuntar!

Antipasti - Ragu vegetariano e Zucchini alla moda umbra

“L’olio non ė solo il fruto di una coltura, ma anche, espressione di cultura de un popolo”.

Ragu normalmente é associado a alguma coisa com carne. Neste caso, a “parada” é veggie.

Basta picar cebola, alho, salsão, cenoura, salsa, manjericão, sálvia e refogar em 3 colheres de azeite.

Adicione tomilho, manjerona, orégano, 2 folhas de louro, abobrinhas, tomates maduros sem pele e picados.

Cozinhe tudo com paciência por uma hora, adicionando, se necessário, um pouco de caldo de legumes.

Já pro (seria pra?) zucchini, basta cortar abobrinhas em tiras regulares e…

… passá-las numa mistura de de farinha de trigo e parmesão.
Frite-as no azeite bem quente e ajuste o sal.

Ficou muito bom e do jeitão que os italianos gostam.

Aproveitamos pra fazer a degustação do primeiro azeite da noite, o italiano 1 Galateo&Friends.

De acordo com as fichas que estão no livro, achamos um tanto pouco envelhecido, nada mofado nem avinagrado, sem resíduos, não metálico, nada rançoso, muito frutado, pouco amargo e pouco picante. Ou seja, um tanto quanto amorfo prum azeite italiano!


 
Tinha vinho também? É claro que sim. E uma cava espanhola Codorniu Clássica que foi ” trincante, cavadinha, cavadona, magistral”.

Secondo – Pollo alla Fiorentina
Contorno – Batatas ao forno

“O fio de ouro”, o azeite torna-se cada vez mais importante a cada dia.

Este frango é uma receita Fiorentina típica. E como tal, tem uma preparação mais longa.

Hidrate funghi seco com uma xícara de caldo de frango morno.

Limpe o frango e corte-o em 8 pedaços. Coloque-os numa panela com manteiga, azeite e doure-os suavemente, colocando vinho branco aos poucos até que evapore.

Acrescente os cogumelos junto com o caldo que os hidratou e adicione tomates sem pele cortados em cubos cozinhando por uns 45 minutos, acrescentando caldo de frango pouco a pouco.

O resultado final é um frango macio e extremamente saboroso.

Ainda mais acompanhado das batatas ao forno.

Elas são deixadas de molho em água salgada, descascadas e cortadas em  pedaços não muito pequenos.

Coloque-as numa assadeira junto com dentes de alho inteiros. Regue-os com azeite e acrescente alecrim, sal grosso e pimenta.

Asse tudo no forno a 180º C até que fiquem bem douradas (aprox 2 horas).

Uau, que prato.

E lá veio o segundo azeite. Um legítimo grego, o Natures Olive que foi pouco envelhecido, nada mofado, não avinagrado, não metálico,nada rançoso e bastante picante além de médio amargo. Resumindo, um tremendo azeite.

O nosso sommelier de plantão, o Domingos Carola, escolheu um vinho brazuca pra abrilhantar a nossa noite, o tinto Juan Carrau Cabernet Sauvignon orgânico. O achamos” duvidoso, puxa o Carrau, du Carvalho, du carraulho”. Ah, estes pretensos “bons” vinhos tintos brasilianos!

Dessert – Frutti al’olio di oliva e cioccolato

” O fazedor de azeite, o molineiro, é que tem a chave da qualidade do óleo”.

Esta sobremesa é uma moleza de ser feita, quase como escorregar no azeite.

Corte abacaxi, morango e kiwi em pedaços.

Unte-os com azeite aromatizado com limão siciliano e grelhe-os numa frigideira.

Faça uma calda com azeite, chocolate, cacau em pó e maple.

Aí é só montar e apreciar.

Aproveitamos a oportunidade pra degustar o terceiro azeite, o Limonolio Colavita que se mostrou não envelhecido, não mofado, não avinagrado, não residual, não metálico, não rançoso e muito frutado, médio amargo e muito picante. Bom demais prum saborizado!

Eis a opinião dos tosco-umbrianos:

Menu escorregadio e delicioso. De cabo a rabo. (Edu)
Comida untuosa e suntuosa. (Mingão)
Bom, minimalista e delicioso. (Déo)

Finalizando, tenho a obrigação de indicar este livro pra todo mundo. Ele é praticamente multimídia, já que é bastante específico quanto ao azeite, tem algumas receitas muito boas e ainda serve como um excelente guia de turismo com roteiros completos sobre a Toscana e a Umbria. 

Enfim, compre-o já que a Rosa escreveu um compêndio curioso, interessante e extremamente azeitado!

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dcpv – day four – florida – lançando um foguete no casa tua

11/02/11

Day Four - Florida – Lançando um foguete no Casa Tua.

Dia de saída de Orlando e do hotel.

E da consequente despedida da nossa guia que termina a sua missão plutística na semana que vem e vai dar uma “descansada” em NY. Nada mal, né não?

Foi mais um dia de chuva e das pesadas. Além do frio. O que não impediu de darmos uma passada no KSC, mais conhecido com Kennedy Space Center e intimamente chamado pro alguns desavisados de Cabo Canaveral.

Que é o célebre lugar de lançamento dos foguetes americanos.

Olha, esta visita é mais do que válida. É interessante demais!

Só conhecer o pátio de foguetes já valeria a pena.

Mas ainda tem o passeio guiado de ônibus por todo o complexo (ele é bem grande), a lojinha muito bacana (dá pra comprar a caneta espacial do Jerry!) e especialmente o cinema IMAX Space Films 3D que mostra toda a saga do frustrado lançamento do super telescópio Hubble e todo o trabalho que foi consertá-lo em pleno ar.
É claro que comemos lá na lanchonete, com direito a junkie food e astronáutico sorvete desidratado de côco (sabe que é bom!).

Todo o lugar é uma amostra do patriotismo que o americano tem (ah, se tivéssemos um pouquinho disso!) além da clara demonstração da tecnologia que surgiu a partir da conquista do espaço.

Daí pra frente foram quase 300 km de belas estradas da Flórida no caminho pra Miami, com direito a ver como uma ponte se comporta quando um barco vai atravessá-la.

Chegamos em Miami por volta das 18:30 com direito a conhecer o hotel  W South Beach.

O lugar é de encantar qualquer um.

Pra melhorar, conseguimos um upgrade que nos permitiu ver o belo mar de Miami mais de cima ainda.

O quarto é lindo e todo decorado com peças artísticas e lúdicas. Além do glamour de vermos o grande Tony Bennet a cada saída do elevador (e olha que foram muuuuitas!).

Não ficamos muito tempo por lá, pois tínhamos feito uma reserva (na verdade, o Eymard a fez pessoalmente) num nosso velho conhecido, o restaurante Casa Tua.

Ficamos com uma ótima impressão da última vez que fomos lá. Foi um almoço memorável.

Este jantar não ficou atrás.
O único inconveniente foi a escuridão já que optamos por ficar na parte externa só pra experimentar a sensação que o lugar te proporciona: estar pertíssimo da Lincoln Road, o buxixo miamiense e ao mesmo tempo, sentir-se num lugar campestre, bucólico e italiano ao extremo.

Sentamos, pedimos um ótimo vinho branco Gavi de Gavi e o chefe nos enviou um pequeno agrado: um consommé de legumes muito bem temperado e apropriado pra temperatura baixa reinante.
O couvert é simples. Pães e grissini acompanhados de ótimos azeite e aceto. (Time Outluz pros grissini – 17,5).
Estávamos com muita  fome (vocês viram o nosso almoço com sorvete de astronauta :) ).
A Dé pediu como entrada uma típica polenta com cogumelos e trufas negras (eu juro que o que esta abaixo é uma delas).

Eu, um sensacional tartar de polvo com favas.

Como principais, duas ótimas pastas. A Dé foi de involtini de ricota com molho vermelho

… e eu, de spaghetti com um ragu de cordeiro. Todos absolutamente perfeitos.

Como sobremesa, um tiramisu levíssimo (que comemos da outra vez também) e saboroso pra dividirmos e estávamos prontos pra dormir na nossa efetiva primeira noite em Miami. Veja a comparação das fotos do tiramisu nas duas ocasiões em que fomos lá:

Amanhã começa o nosso tour comprístico com alguns passeios bem legais. Quer alguns exemplos? Assistir a um jogo de hockey no gelo, ao Monster Jam, finalmente conhecer o Joe’s Stone Crab, fazer um passeio gastronômico por Little Havana. Tudo isto recheado por grandes restaurantes.
Enfim, aguardem.

See U.

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dcpv – epice, um restaurante de espécie

09/04/11

Epice, um restaurante de espécie.

Parece que, ultimamente, todos os restaurantes estão se contentando em ser mais um na multidão (vide a coluna do grande Luiz Américo Camargo no Paladar), sem grandes surpresas e, pior, com os proprietários/chef não demonstrando quase nenhuma personalidade.

Ninguém aparenta aquela necessidade de mostrar alguma coisa diferente e quase sempre, até o mais básico não é feito. Por exemplo? Temperar mais o prato com um pouquinho de sal. Ou utilizar um ingrediente numa preparação original.

E especificamente (sem trocadilho) neste caso, o Epice (não tem acentuação mesmo) se destaca e muito.

O chef Alberto Landgraf (que trabalhou num montão de lugares tais como na Inglaterra e na França, com o rabugento Ramsay incluso) se associou aos investidores Lara e Pedro (na verdade, além de terem colocado dinheiro deles nesta empreitada, ela atua como hostess e ele coordena o atendimento) e resolveram fazer esta comida de autor.
O lugar é bem bacana; tem um pé-direito duplo e a decoração foi feita pelos próprios donos. Além de demonstrar personalidade, certamente barateou bastante o projeto.

Por enquanto, ele está um tanto quanto camuflado (seria um speakeasy?) já que além de não ter número, ainda não tem o nome na fachada (segundo o porteiro e os proprietários, este “defeito” será sanado ainda esta semana).

Iniciamos os trabalhos estudando o menu. Dá a impressão que ele muda bastante já que as folhas são soltas.

Enquanto pensávamos o que escolher, chegaram os pãezinhos quentíssimos e muito frescos.

Eles compunham o couvert que também continha uma tremenda manteiga, azeite, flor de sal (a verdadeira) e água (com ou sem gás). Uma boa notícia: tudo isto está incluso no preço (R$10,00 por pessoa) com uma novidade completa: a água é reposta durante toda a refeição e em jarrinhas bem estilosas. Perfeito! Parabéns aos proprietários.

A Dé escolheu a entrada sem pestanejar: Abóbora. Em forma de gnocchi, sauté, creme dela e de avelãs, acompanhado de shimeji e gelatina de parmesão. Muito bom mesmo.

Eu, estando na praia, exercitei a minha veia : escolhi o Lagostim. Sauté, com ravioli dele mesmo, purê de maçã verde, tomilho e bisque. Sabe aquele prato bem temperado e muito leve? É ele.

Pedimos dois copos dum vinho branco Chardonnay argentino, continuamos dando uma olhada em tudo e percebendo como a Lara e o Pedro administram muito bem o lugar.
A Dé escolheu o principal indo na lógica dela: o Robalo (que ela adora) souté com farofa de amêndoas, purê de limão (excelente), alho porró, cerefólio e molho vierge. Tudo perfeito com destaque pra idéia que o Alberto teve de assar o alho porró inteiro.

Eu continuei a minha sina de experimentar polvo onde ele existir. E neste caso, os dois tentáculos do Octopussy cozidos à precisão acompanhados de batata fondant, tomate confit ( que tomate!!), vinagrete de Jerez com pinoli e catalônia. Espetacular e usar o amargor da catalônia pra contrastar foi sensacional, Alberto. Certamente foi o melhor polvo que eu comi nos últimos tempos.

Normalmente não pediríamos a sobremesa. Mas desta vez, forçamos um pouquinho a barra, fizemos o esquema 2 (colheres) x 1 (doce) e pedimos o saboroso Abacaxi. Um ravioli, uma bola de sorvete e tuille de abacaxi com mousse de coco. A tuille era tão fina e caramelizada que mais parecia um papel “quebraqueixado” do ananás. Como será que ela é feita?

Prontíssimo. Tivemos um belíssimo almoço com a certeza de que ousar um pouco faz bem a qualquer estabelecimento.

Voltaremos várias vezes: pra ver o número, a fachada, experimentar os outros pratos e certamente, constatar o sucesso do Epice.

Que, não sei se com intenção ou não, apesar de não ter o acento grafológico, tem um acento bastante “acentuado” no tempero, na especiaria.

Até.

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dcpv – cozinha shojin ryori. cê sabe o que é?

23/03/11

Cozinha Shojin Ryori.  Cê sabe o que é?

Segundo o Chef  Toshio Tanahashi essa culinária “não é um simples meio de obter prazer através da alimentação, mas uma rigorosa disciplina cujo estudo guia para uma compreensão mais profunda do budismo”.

Dizem que tudo nesta vida tem ao menos duas maneiras de se ver. Isto se aplica ao caso da cozinha Shojin Ryori já que se por um lado “conversar” com os ingredientes parece ser um pouco estranho, por outro, só utilizar produtos fresquíssimos e de procedência dá toda a certeza de que se terá um resultado, no mínimo, saudável.

          

E o que que este post tem a ver com isso? Será que nos convertemos ao budismo?
Quando o chef japonês Toshio veio ao Brasil há um tempo pra preparar um jantar especial no  Kinoshita utilizando somente a técnica Shojin Ryori, eu me interessei e tentei, em vão, reservar já que os lugares se esgotaram rapidamente. Por sorte li que ele voltaria pra cozinhar no Kinu, restaurante do hotel Hyatt, corri e consegui 3 lugares (pra Re, pra Dé e pra mim).

Finalmente experimentaríamos a cozinha milenar e budista.
Chegamos no horário (o que não é nenhum mérito já que a filial praiana é ao lado do hotel) e a tempo de vermos a exibição do verdadeiro “manipulador das massas”, o assistente do Toshio e preparador do soba que comeríamos no jantar.

Vimos desde a mistura das farinhas …

 …até a abertura perfeita e …

… especialmente o corte.

Enfim, um verdadeiro espetáculo. É claro que o menu seria do tipo degustação com a pré-definição de 7 pratos e a escolhida (por nós) harmonização de saquês e chás.

Começamos o tour com um tofu de gergelim e amido kuzu com wasabi e shoyo. Este tofu é uma das especialidades dele.Vou tentar traduzir pro português todos os pratos, inclusive este.

Neste caso, o flan (ou seria um manjar?) era salgado (vocês entenderão brevemente o porque da citação desta qualidade) e com uma consistência que transformava o ato de comer com os hashis numa verdadeira ginástica.  Achamos saboroso e muito divertido.

 Acompanhamos com Sen-Chá e um saquê espumante espetacular, o Umenoyado.

O próximo prato certamente agradaria a Dé: uma sopa transparente com tempurá de figo e aspargo verde, biscoito de raiz de lotus e quiabo.

Este talvez tenha sido o mais excêntrico da noite, pois o quiabo foi cortado in natura, o que significou que a baba estava mais do que presente. Ela se juntava ao caldo quente da sopa e passava pela garganta como se fosse um tipo de alga ou melhor dizendo, com densidade duma água viva.

Simplesmente ame-o ou deixe-o. A Ré deixou tudo e a Dé um pouquinho! rs

Partimos pro prato seguinte, o terceiro. Um risotto (lisotto?) de tomate e milho verde grelhado, temperado com frutas e miso.

Mais um prato controvertido na familia Luz, já que todo mundo comeu, exceto a Re que ainda não come tomate em espécie alguma. Achamos (eu e a Dé) bem gostoso, mas estava mais pra malandrinho que pra “lisotto”.

Pra harmonizar, um saquê Nambu Bijin Junmai Ginjo e um Ban Chá de Kyotto. Perfeito e desconfio que estamos nos tranformando em “saqüológos”!

O quarto prato foi um Ae-Mono (nada a ver com Aí, mano?).

Que são legumes e frutas da estação temperados com molho verde especial (e um pão com gergelim?). Interessante, esquisito e todo mundo comeu, apesar da aparente falta de sal.

Próximo fotogênico prato? (este tipo de cozinha tem como norma transformá-los em verdadeiras obras-de-arte)

Croquetes de abóbora japonesa, batata e batata doce roxa com molhos de melancia e marolo.

Bom, todo mundo conhece quase tudo deste prato, com exceção do marolo que é praticamente uma espécie de amarula com um gostinho de plástico. E o molho de melancia era bem docinho e denso. Mais uma vez, muito interessante.

E chegou a vez do macarrão soba, aquele que foi preparado no início da noite.

Todos conversamos como seria bom comer “uma massinha com um molho quente e bem temperado”. rs

Ela chegou, o Macarrão Japonês de Soba moda Bukkake (eu tentei procurar o significado no Google, mas…) e com um molho a base de amendoim (um pouco doce). Delicioso, mas com um detalhe precioso: totalmente frio.

Não precisa nem dizer que tive que traçar o da Re também. Graças ao bom Buda, experimentamos o ótimo saquê Mutsu Otokoyama Junmai Chokara.

Estávamos chegando à sobremesa.

E ela, a gelatina japonesa kanten de frutas com creme de tofu e molho de caqui se mostrou como o prato mais esquisito (exquisito?) da noite, já que ao contrário de todos os outros pratos, ela estava ligeiramente salgada. Extravagante e salgada.

O próprio chef acompanhou pessoalmente o balé da montagem.

Pronto, a experimentação terminou.
Vocês podem me perguntar se eu recomendaria este tipo de jantar? Novamente eu recorro ao mesmo expediente do começo deste post: tenho duas respostas pra dar.

Uma, obviamente que sim, especialmente se você nunca ouviu falar da cozinha Shojin Ryori. Você se divertirá como nunca ao experimentar as nuances da comida budista.
A outra é que se você não é muito chegado a coisas deste tipo, fuja!  :)
Ou melhor, vá comer a comida natural da Tatiana Cardoso no ótimo restaurante Moinho de Pedra.

 .


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