dcpv – eymard – una passegiatta pela itália

Una Passegiatta pela Itália.

O Edu me havia pedido um post comparando duas pizzarias históricas: a Da Michele, em Nápoles e a Baffetto, em Roma. Tentei cumprir a promessa. Infelizmente, a Baffetto funciona somente a partir das 18 horas e descobri isso tarde demais!
Então, para compensar, escrevo um post com uma passegiata pela Itália.

(I) Um napolitano que torna a Sorrento.

A escolha por começar a viagem pela região da Campânia não foi aleatória. Queria que a primeira visita dos meus filhos para a Itália começasse pela terra dos meus avós. Tudo pronto, embarcamos para Milão e de lá, um vôo doméstico de 1:30 até Napoli. Vôo tranqüilo. Tudo incrivelmente no horário. Desembarcamos e pegamos o carro rumo ao hotel para uma noite “a Napoli”.

Sempre me lembro da expressão “a primeira impressão é a que fica”. Nesse caso, procuro investir nessa idéia. Escolha do hotel: Grand Hotel Vesuvio. Um clássico em frente ao Castel Dell’Ovo.

Solicitei por e-mail que gostaria de quartos de frente e com vista para o Castelo (nunca deixo de solicitar cortesia para quartos com vista; upgrade de qualidade de quarto, etc.. Nem sempre consigo, mas quando há disponibilidade, há grande chance de lhe concederem).
Ao chegarmos ao hotel, nos sentimos como Angelina Jolie no filme “O Turista” ao chegar em Veneza e se hospedar no Hotel Danieli.

Um sóbrio cavalheiro nos acompanhou até os quartos e fez questão de “abrir” as janelas da sacada, com um sorriso napolitano no canto nos lábios. O visual era incrível e valeu todos os esforços para chegar até ali. Ficamos um tempo contemplando aquela paisagem antes de experimentarmos um belo spaghetti.

Bem, uma retificação: no nosso caso o armário não tinha os “mimos” recebidos pela Jolie no Hotel Danieli. Também nós não éramos Angelina e não estávamos em um filme embora tudo ao nosso redor parecesse um set de filmagem.
Acordamos e o visual da nossa janela era esse. Nada mal, heim!

Passegiata pelo centro de Napoli para chegar até a pizzeria Da Michele. O centro histórico de Napoli é mesmo um filme de Fellini. Depois de passear pelas vielas, com as tradicionais roupas penduradas e ver as nonas conversando nas varandas, chegamos lá.

Duas opções de pizzas: a margherita (com muzzarela) e a pomodoro (sem muzzarela). Tamanho único. Para beber? Refrigente ou birra. O lugar lembra a copa ou a cozinha de casa.

Agora entendemos porque a Julia Roberts, em Comer Rezar Amar abandonou o garfo e a faca para comer a pizza com as mãos. O que faz a diferença dessa pizza é o molho. Eles produzem os tomates para a fabricação do molho, ali bem na região do Vesúvio. Ela não poderia ser mais simples, mais básica. Mas de tão boa chega a doer!
Nos despedimos da Da Michele com um até breve!

II -Torna a Sorrento.

Escolhida a cidade como base para a passegiata pela Costa, Sorrento, é uma cidade estratégica. Um pouco maior do que as demais da região, mas fácil para circular. O hotel Vesúvio é estrategicamente localizado na Piazza Tasso. E tem uma das mais belas vistas da baia de Napoli …

… e do Vesúvio.

Fomos jantar no Il Buco, indicação do maravilhoso guia “Itália: para comer e beber bem”, do Juscelino Piselli Pereira e do jornalista Gerardo Landulfo. O restaurante é uma beleza; comida e serviço impecáveis.

Nos sentamos do lado de fora, com direito a música napolitana (se bem que, depois da gorjeta, o sujeito desapareceu!!!).

O chef se propõe a apresentar a comida local, valorizando os ingredientes da região da Campânia e, mais do que isso, da região do Vesúvio. Para mim, o menu degustação. Uma variedade dos clássicos locais, todos a base de peixe ou frutos do mar.

Para a Lourdes, o menu OKm. Achamos a idéia desse menu muito legal. Todos, literalmente, todos os ingredientes eram locais, daí o Okm.

E, para os filhos, um Chateaubriand que veio numa panela e foi devidamente fatiado e servido.

III – Ravello com Domenico De Masi.

Ravello já abrigou de Wagner …

…a Domenico de Masi, passando por Forster, Gide, …

…Gore Vidal e tantos mais.

A cidade merece a classificação de voltar sempre e até ficar por um bom tempo. Marcamos almoço no terraço do Palazzo Sasso e que vista. O vinho? Um local Greco di Tufo.

IV – Capri com Gable e Loren.

Clark Gable chega à ilha e encontra Sophia Loren no filme “Começou em Nápoles – It started in Naples”. Não encontramos Clark, nem Sophia, mas a ilha estava lá, com poucas diferenças.

Você pode conhecer a ilha de diversas maneiras: alugando um barco; passeando com transporte público local; contratando um serviço de micro-onibus ou alugando um pitoresco taxi. Fomos de taxi com o Sr. Vincenzo.

Vincenzo nos apresentou a ilha, Capri e Anacapri e nos levou para almoçar no La Piazzetta. Peixe fresco e essa vista:

Descobrimos que a família que trabalha no restaurante é “vizinha de porta do Sr. Vincenzo” (eu estava certo de que o Sr. Vincenzo nos levaria na casa da cunhada – coisas de “napolitanos”). Um peixe fresco cozido com azeite, limão e pomodoro. O outro, um peixe grelhado. Tudo simples e de boa procedência. Precisa mais?

Sugiro uma visita ao Jardim de Augusto para ter certeza de que Deus existe!

E, no centro de Capri e Anacapri, lojas sofisticadas ao lado de pequenos comerciantes locais.

V – Roma para não romanos.

A idéia era ir na Baffetto para comparar com a pizza da Michelle. Os deuses napolitanos conspiraram e não conseguimos ir na pizzaria. No entanto, fomos na pizzeria Il Leoncino.

E deu para saber que de pizza os italianos entendem mesmo. Crocante. Com poucos ingredientes. Mas com um sabor incomparável. Se a Da Michelle encanta pelo molho; a da Il Leoncino encanta pela crocância da massa. Sugiro que peçam de entrada uma foccacia (que vem só a massa) e em separado, prosciutto, muzzarela de búfala, azeitonas verdes e pretas e pronto; você mesmo monta a sua pizza.

Sem a preciosa ajuda do conectado Marcello Brito nossa viagem não teria sido o sucesso que foi e em Roma, contratamos os serviços do Alessandro Barnaba (http://descubraroma.blogspot.com/) para um tour histórico. Recomendo.

Para terminar, é verdade, Sueli! Os Luz estão fazendo escola. Aprendemos com eles muitas coisas.
Uma delas foi brindar e tirar foto dos brindes. Mas ainda estamos engatinhando … no fraldário!

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18 Responses to “dcpv – eymard – una passegiatta pela itália”


  1. 1 Mirella Cozzi agosto 13, 2011 às 10:13 am

    Eymard, adorei o texto, fiquei ainda com mais vontade de retornar a essa encantadora região da Itália. Mais uma “coisa de napolitanos” : )))

  2. 2 evandro barreto agosto 13, 2011 às 4:32 pm

    Eymard,
    Um brinde a você e família, outro ao Masi, apóstolo do ócio criativo.
    Abração,

    Dodô

  3. 3 jorge fortunato agosto 13, 2011 às 5:19 pm

    Eymard
    Perfeito! Uma bela viagem com ótimas recordações e imagens de dar água na boca.
    Abraços

  4. 4 Marcello Brito agosto 13, 2011 às 5:22 pm

    Eymard,
    Maravilha de relato e fotos lindas!!!
    Essa viagem deve ter sido deslumbrante!!!
    Esta tudo anotado ja para quando eu me aventurar ao sul de Roma.
    Quanto a Baffeto vou dar uma dica: ‘e de fato imperdivel e um sitio de peregrinacao. Mas esta sempre tomada por turistas. Uma opcao ‘e a Montecarlo dos mesmos donos e com uma pizza tao boa quanto ou melhor. So que nao ‘e tao charmosa quanto a irma mais famosa

  5. 5 Monica agosto 13, 2011 às 6:44 pm

    Eymard
    que delicia de viagem!!!!!!~
    é deliciosos ler com um leve sorriso no rosto…
    Parabens!!!!

  6. 6 eymard. agosto 13, 2011 às 6:57 pm

    Mirella: os residentes da Costa tentam negar sua origem napolitana! (rs). Mas nao tem como. A regiao vale uma visita sem pressa para ficar em cada uma daquelas belas cidadezinhas penduradas naquele cenário.
    Dodo: uma honra sua visita, hein! Estamos com muitas saudades dos teus textos.
    Jorge: aqui vale o “tirocinio” do Edu. Mandei o texto e um “monte” de fotos. E as escolhas foram perfeitas.
    Marcello: voce viajou um pouquinho conosco. Nunca vamos esquecer as tuas belas dicas para Roma. Fez nossa viagem ainda mais especial. Quanto a Costa, de fato, ha muito que descobrir por la e meu post nao revela todas as pequenas maravilhas da regiao. Por exemplo: acho Positano um lugar interessante como escolha de paragem. Tudo depende do motivo e interesse da viagem. Também me hospedaria em Capri, para curtir melhor a ilha. Agora, impossivel conhecer a regiao sem carro. E, se for no verao, um conversivel é perfeito.
    Monica: nao é que “descobrimos” que a salada caprese (que adoramos) é de Capri?! (rs). Agora, aquele tomate e aquela mozzarela….só lá.
    Edu: obrigado pelo espaço e pela bela montagem!!!

  7. 7 eduluz agosto 13, 2011 às 7:04 pm

    Sócio, o teu post ficou tão bom que eu achei que eu é que tinha escrito e acabei não sendo o primeiro a comentar! (modesto, não? :)
    Esta viagem é daquelas pra ficar na wish list e no topo.
    E ainda bem que você não foi na Baffetto. Fica o desafio pra quando formos pra lá!
    Tem mais uma coisinha: aguarde uma surpresinha com o (excelente) material fotográfico que (infelizmnente) não foi utilizado neste post!
    Parabéns e ao Loiseau!!
    Antes que eu me esqueça: Feliz Dia dos Pais a todos que passam por a qui!!

  8. 8 Adriana agosto 13, 2011 às 7:14 pm

    Eymard, enviei meu comentário para seu e-mail. Para variar ficou enorme e preferi enviar só para você :- ) Adorei viajar por meio de seu relato!

  9. 9 Adriana agosto 13, 2011 às 7:27 pm

    Drummond escreveu o poema abaixo… Para sempre…

    “Por que Deus permite
    que as mães vão-se embora?
    Mãe não tem limite,
    é tempo sem hora,
    luz que não apaga
    quando sopra o vento
    e chuva desaba,
    veludo escondido
    na pele enrugada,
    água pura, ar puro,
    puro pensamento.
    Morrer acontece
    com o que é breve e passa
    sem deixar vestígio.
    Mãe, na sua graça,
    é eternidade.
    Por que Deus se lembra
    _ mistério profundo _
    de tirá-la um dia?
    Fosse eu o Rei do Mundo,
    baixava uma lei:
    Mãe não morre nunca,
    mãe ficará para sempre
    junto de seu filho
    e ele, velho, embora,
    será pequenino
    feito grão de milho.”

    Fosse eu a Rainha do Mundo baixava uma lei: pai também não morre nunca.

    Meu desejo de que todos os filhos possam ter momentos de carinho e amor compartilhados com seus pais, para que eles estejam sempre presentes quando se forem. Feliz dia dos pais para todos os pais que passarem por aqui e que cultivam esses momentos com seus filhos.

  10. 10 Adriana agosto 13, 2011 às 7:36 pm

    Edu, quando enviei o comentário para Eymard, já tinha pensado em escrever a mensagem para os pais. Achei que era abusar do espaço. Além disso, em ambos falava de meu pai e pensei… é demais! Mas já que pediu… E depois, como você escreveu no e-mail “Não se esqueça que amanhã é Dia dos Pais!!” Pois é… Acho que posso falar “demais” sobre meu pai para os amigos nesse dia… Sendo assim segue o que escrevi para Eymard…

    Meu primeiro contato com a Itália aconteceu ainda na infância, quando ajudar minha mãe a enrolar e cortar nhoques era brincadeira das manhãs de domingo. Lembro-me da pedra mármore coberta de farinha e de como gostava de fazer aqueles rolinhos (mas logo abandonei a cozinha para nunca mais voltar). Depois vieram as aulas de geografia e a descoberta: aquele país de comidas tão gostosas parecia uma bota que chutava uma ilha com o nome de minha mãe! Mas foi no curso de Arquitetura, nas aulas de História da Arte, História da Arquitetura e História das Cidades que a paixão pelo país cresceu, para nunca mais acabar.

    Admito minha queda por Florença. Mas se Florença representa a arte; Roma, com seus monumentos, o poder; Veneza, com suas pontes e canais, o romantismo, é Nápoles, com suas roupas penduradas nas janelas e vespas que nos fazem perguntar como atravessar para o outro lado da rua, que, para mim, melhor representa a alegria italiana,

    A Itália é encantadora e um dia vou ter coragem de voltar. Coragem, porque era um lugar especial para meu pai, que acabou não a conhecendo. Sei que vou chorar muito ao voltar. Já chorei na primeira vez em que lá estive, ao lembrar-me dos momentos em que assistimos juntos ao filme “Bem-Hur”, quando me sugeriu começar a ler Shakespeare por Romeu e Julieta e me falou de Verona, quando me contou a história de Pompéia e mostrou-me as fotos das pessoas moldadas pela lavra do vulcão, ou ainda quando, muito antes da internet, passeamos juntos pela Galeria degli Uffizi, por meio de seus quadros.

    Eymard, imagino o quanto essa viagem com teus filhos foi especial para ti. Assim como foram especiais minhas “viagens” à Itália ao lado de meu pai. Certamente Gustavo e Guilherme terão boas lembranças toda vez que voltarem ao país, e um dia, levarão seus filhos – teus netos – para conhecer a terra de seus bisavôs.

    Ah! Não falei de Milão, mas confesso que quando penso em Milão só penso em filet a milanesa! :- )

    Beijos e meu carinho para a família Loguercio.

  11. 11 Adriana agosto 13, 2011 às 8:33 pm

    Tudo bem que os olhos estavam cheios de lágrimas quando escrevi, que na internet escrevemos rápido dai alguns errinhos de digitação serem perdoados… Mas não resisti a uma errata… Ben-Hur, lava (acho que um mosquito passou por aqui e me fez piscar na hora…) e a mais importante… Loguercio.

  12. 12 eymard agosto 14, 2011 às 7:51 am

    Edu: é issso mesmo e, com o desafio do Marcello – comparar com a Montecarlo (rs).
    Adriana: ja te disse que se voce nao existisse, teriamos que inventa-la. E, sabe de uma coisa, essas teclas todas juntinhas para os nossos dedos ágeis nao dao certo mesmo! Já nem corrijo mais! Grande abraço (nunca mais vou esquecer do nome de sua mae: dona “Sicilia” quer dizer, Cecilia – rs).

  13. 13 Lucia C agosto 14, 2011 às 8:28 am

    Lindo, Eymard!
    “Qui dove il mare lucica
    e tira forte il vento,
    su una vecchia terraza,
    Davanti al golfo de Surriento…”
    M’ha fatto sognare!
    Parabéns para a família e um
    Feliz dia dos Pais!

  14. 14 Adriana agosto 14, 2011 às 9:16 am

    Eymard, letras juntinhas, algumas perigosamente vizinhas de outras (“s” , “z” e “x”, “m” e “n”, “v” e “f”, “datilógrafos” nascidos na década de 60 e esse programa que resolve completar as palavras pra gente… Melhor mesmo relaxar, contar com a compreensão dos amigos e não corrigir! :- )

  15. 15 Sueli OVB agosto 15, 2011 às 5:50 pm

    Eymard,
    Viajei na viagem!
    Muito, muito bom!
    Alunos aplicadíssimos, de dar orgulho aos professores.
    Belo texto, lindas fotos!
    Parabéns à família Garcia Loguercio!

  16. 16 Beth agosto 15, 2011 às 7:58 pm

    Eymard
    Belíssima viagem, belo texto e lindas fotos.
    Ver Napoli e depois morrer…
    Acho que se hospedar em Positano é melhor do quem Capri!
    Mas é tudo tão lindo.
    Só não gosto da pizza, risos.
    Da próxima vez arrisca uma ida até a Sicilia!
    Abração
    Beth

  17. 17 eduluz agosto 26, 2011 às 11:43 am

    Drix, o Loguercio eu já tinha corrigido!
    Com os olhos cheios de lágrimas nós ficamos em Isla Negra.
    E datilógrafo me lembra mimeógrafo! rs

    Sócio, gostei do Sícilia, a Donna!

    Sueli, o sócio aqui aprovou!

    Beth, você não gosta de pizza? Então vá na Baffetto! rsrs

    Abs chorosos pra todos


  1. 1 dcpv – santareunião no santovino. « da cachaça pro vinho Trackback em setembro 29, 2011 às 7:49 am

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