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dcpv – piemonte – septimo giorno – cabras e outros bichos (até estrela da musica pop)

04/07/10

Piemonte – Septimo Giorno – Cabras e outros bichos (até estrela da música pop) .

Último dia no Piemonte propriamente dito.

E seria de grandes atrações e maiores locomoções.

Fizemos checkout cedinho e zarpamos pra Casale Monferrato.

Antes, uma breve parada pra tirar umas fotos da região do hotel e aproveitar pra pegar algumas mudas de uvas pra plantar em Ferraz.

Quem sabe não surgirá um super Barolo em plena ZL paulista?

Fomos direto pra visitar a Sinagoga de Casale e um museu judaico adjacente a ela. Não me pergunte o porque deste passeio estar incluído num roteiro gastronômico/enológico?

Segundo o Juscelino, foi o pessoal do Castelo di Gabbiano, mais precisamente a Sra Delfina, a administradora que indicou por achar tudo muito interessante.

E ela tem razão, já que como disse o Eymard, visitar uma sinagoga num país tão católico quanto a Itália já é por si só, muito excêntrico.

De qualquer forma Casale é bonita e o museu, através dos seus experientes e espirituosos guias, nos mostrou muitas particularidades do povo judeu.

Continuamos o tour conhecendo uma fazenda de queijos de cabra, a Casa Costa (acho que lá não tem site, não!).

É um lugar muito bucólico e bastante, digamos, selvático.

Vimos as cabras, …

… o lugar onde elas são ordenhadas/alimentadas …

…  e fizemos uma rápida degustação na lojinha onde pudemos comprar alguns produtos (devidamente degustados onde nascerá um super Barolo).

Andamos um pouco mais. Na verdade muito mais pois a nossa guia, a italiana Kátia estava um pouco perdida (ô Kátia, compre uma Maria adequada)…

 … e chegamos ao Castello di Gabbiano, que data do século VIII e é incrível.

Fizemos um ótimo almoço por lá com direito a grissini (cotação do Guia Josimar Luz : 5 mordidas), …

… comidas piemontesas (esta foi provavelmente a 18º carne cruda que experimentamos), …

… salames, …

… fritatta de salame e queijo, …

… cardo (o preferido da Dé),…

… vitela cozida com polenta,…

… vinhos da casa, …

… e um passeio pelos arredores do castelo.

O dono do castelo, Giacomo Cattaneo nos recebeu e falando em português/carioquês (ele nasceu no Rio), nos explicou o objetivo dele em produzirr grandes vinhos e nos descreveu cada (foram cinco). Arrrrrrazou, mérmão!

Aproveitamos pra  fazer um tour pelo exterior e …

… pelo interior do castelo. Acho que o Cattaneo é Mengão! rs

A cozinha é muito bacana, …

… a sala de jogos mais ainda (bola 7 na caçapa 1), …

… e até tivemos direito a conhecer um dos apartamentos que estão em fase de acabamento pra alugar pra hóspedes que queiram participar desta experiência única.

Voltamos à mesa pra degustarmos uma bela torta (já estávamos com fome! rs),…

… alguns queijos (não somos de ferro), …

…. um vinho de sobremesa, um café e darmos uma olhada pela lojinha que também é muito bonita.

De lá, fomos direto pra Milano. Iniciamos a nossa adaptação, pegando um belo congestionamento na chegada.

Fizemos o check in no Hotel Bulgari, que por sinal é um espetáculo e além de conhecer o quarto, ainda cruzamos com o Sr Gordon Sumner no bar .

Tomamos um banhão e descemos pra comer algumas coisinhas no próprio bar.

Prosciutos,..

.. mussarela de búfala, bruschettas de anchovas, …

…  e grana padanno foram deglutidos durante (mais uma) conversa muito interessante.

Tomamos uns “Aperols” (grato, Lourdes) e ficamos olhando a fauna.

Ah! O mr Sting continuava no bar e nunca estivemos tão perto dum ídolo (e durante umas duas horas).

Só em Milão mesmo.

Arrivederci.

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30º Inter Blogs – Cuecas (literalmente) na Cozinha do DCPV.

28/08/2010
número 264/a

30º Inter Blogs – Cuecas (literalmente) na Cozinha.

Há um ano fui convidado para o Inter Blogs.
Quando o Edu me disse pela primeira vez:
quer participar?  Eu disse: quero!
E ele respondeu:
então, marca aí. Junho do ano que vem. Eu pensei: meu Deus, tem fila! Pois é. E aqui estamos nós.
Nesse meio tempo conheci pessoalmente o Edu e a Débora e vi o quanto os dois são gente boa. Enfim, é um grande prazer pra mim e para a Cris jantarmos com os dois.
E já que é tempo de Copa do Mundo
(N.R – pra ver o quanto atrasou! rs), vou dizer que a gente bateu uma bola para chegar ao cardápio final. O Edu disse: o que você quer no menu?
Então eu sugeri receitas do meu livro “Cuecas na Cozinha: Escola de Maridos & Afins” (Olha o jabá aí, Edu!).
A verdade é que acho que o livro traduz bem esse espírito livre de preconceitos e com vontade de compartilhar que existe no meu blog, o Cuecas na Cozinha (
www.cuecasnacozinha.com ). Como digo no livro: “Amigos são apenas 100%”.
Prazer estar por aqui, Edu!
Grande abraço
Alessander

É isso. A história toda está contada aí em cima e pelo Ale. Este IB (quer saber o que é?) nasceu pra ser uma festa, uma comemoração à amizade.
E nada melhor do que juntar alguns amigos, né? Qual seria o critério utilizado pois a vontade que tínhamos (eu e a Dé) era convidar todos os participantes dos IB anteriores. Como não caberiam todos no apê da praia (além de muitos morarem no exterior e em outros estados), surgiu um conceito: porque não chamar aqueles que nós tínhamos conhecido pessoalmente quando da realização do seu IB?

Conversado com o Ale (que topou rapidamente), mandei convites pro Michel Khodair (veja  a escolinha do prof michel), pra Débora e pro Fernando (veja brincando de chef no dcpv) e pro sobrinho Leo (veja ele diz que é trivial). Todos toparam.

Tivemos somente um imprevisto (se bem que era esperado!! rsrs) pois o Leo não pode comparecer já que teve que ir visitar o pequeno Davi, o seu filho, em Fortaleza. Taí uma desculpa mais do que válida.

Daí pra frente, foi só trocarmos vários e-mails, adiarmos alguns pares de vezes e finalmente definirmos a data.
Sábado, dia 28/09, às 20:00 hs e na praia.
O planejamento foi executado à risca: visita ao sex shop (junto com a Regina e o Mingão) de manhã; subsequente concentração/reunião com um frugal almoço no Maripili e término de todo o esforço comendo uns docinhos na Sódoces do amigão Flávio Federico.

Estávamos prontos pra começar a preparar os pratos às 18:00 hs. 18:00 hs?
É isso mesmo. Tava um pouco na cara que não ia dar tempo de fazer tudo. E não fizemos mesmo.

O princípio seria utilizar a parte final do livro do Ale, o Escola de Maridos&Afins que contem receitas comunitárias: Refrescos, Pães e Crepes à moda de quem faz. Ou seja, misturas/massas básicas em que cada um dos participantes escolheria os ingredientes que lhe agradassem e montasse o seu prato/bebida.

E o que foi que não fizemos? O pão. A opção (gracias Dé, pela praticidade) foi ir até a padoca próxima e comprar uns belos pães variados (calabresa, ervas, folhados).
A mesa ficou bacana e ganhamos tempo pra fazer o restante.

Como complemento a entrada escolhida, a Dé fez (em Ferraz mesmo) panquecas que aproveitamos pra servir ecumenicamente e com molho.

Detalhe: o grande chef Michel montou todas e deu um toque especial que só eles, os grandes chefes conseguem dar.

Antes disso, a Cris e o Ale chegaram. Ela já chegou tirando fotos.

Conversamos um pouco, bebemos um pouco e a Marina e o Michel aportaram na praia. Não demorou nada e a Débora e o Fernando completaram o time.
Daí pra frente, foi só conversa, comida, bebida, risada, causos e tudo o mais de interessante que você possa imaginar.
É, este IB festivo e ao vivo estava cumprindo o que prometia. (Não sei porque, mas estas minhas facas cor-de rosa fazem o maior sucesso! :)

E pra brindar, nada melhor que o Refresco à moda de quem faz que é quase que é um belíssimo ponche.

Frutas (manga, kiwi, carambola, ameixa, uva) cortadas, misturadas a suco de pêssego e geladas pra ficarem a espera da…

… junção final com um espumante.

Todos juntos tomamos o “refresco”! E brindamos à amizade.

Mais uma receita do Ale foi feita por mim e que faz parte dos amuses: uma sopa fria de iogurte com hortelã que deveria ser deglutida com bastões de pepino e cenoura crus.

Em algum momento, eu pedi algumas indicações além das do que o Ale tinha me enviado pois achei que seria pouca comida (ledo engano!). Mas mesmo assim, forcei e ele mandou na seca: faça a Lasanha de abóbora, pesto, queijo de cabra e farofinha de castanha do Pará (se quiser a receita, compre o livro. Está na pag 46). E eu fiz.
É um prato veggie, saboroso e plásticamente perfeito.
São camadas de massa de lasanha recheadas  alternadamente por uma mistura de pesto básico e queijo de cabra …

… ou uma creme de abóbora assada …

… e finalizada por uma farofa de castanha do Pará.

Como o ambiente era de festa, não tinha o porque de enfrescar  muito e todos os pratos foram à mesa nas próprias formas.

 A Dé não gostou muito, mas… rsrs.

Aproveitamos pra beber um conhecido nosso, o Estrada Creek Zinfandel 2006 California que foi “versátil, picante, forte, potente, vigoroso. gostoso, ousado, delicado, versace, político, tiririca” segundo os festeiros, nós mesmos!

Enquanto isso, a conversa rolava solta.
Debulhamos tudo; as meninas fizeram um tratado sobre os gatos e resolvemos todos os problemas de todo o mundo, inclusive os do Brasil!! rsrs

Aproveitamos o embalo pra servirmos as sobremesas. Uma seria a indicada pelo Ale, os tais crepes (com a curiosidade da massa ser feita por farinha de aveia).

Deixamos vários ingredientes (geléias variadas, doce de leite, queijos, mel, cream cheese, etc) sobre uma mesa e cada um montou o seu.
Com o detalhe que o Mingão que não é bobo nem nada, pediu pro Michel montar a paleta de cores dele. Não precisa nem dizer que o instrumento de pintura foi devidamente comido!

E interferi um pouco escolhendo uma outra especialidade do Ale, a sopa de morangos.

Morangos descascados e cortados em pedaços que são cozidos com um pouco de açúcar mascavo até ficarem bem cremosos.

Depois é só servir dando um toque de água de rosas e um bola de sorvete de creme.

Mais umas frescurinhas e pronto. Todo mundo comeu tudo!

Como era de se esperar, tomamos uma dose do anisete da D Anina e ficamos mais um bom tempo na mesa conversando como velhos amigos (que já éramos!).

Tudo perfeito, noite perfeita e muito obrigado ao Ale por através do livro e das receitas dele, ter nos proporcionado momentos de puro prazer.
Eis a opinião dos participantes :

Prazer imenso compartilhar esta noite com vocês. (Ale)
Marrrrrrravilha!!! (Cris)
Ah! O licor de anis … (Debora)
Bons vinhos, ótimas massas e muitas risadas! (Fernando)
Uma noite encantadora! (Michel Khodair)
Uma mistura harmoniosa de sabores, aromas e sons. Ótimas companhias! (Marina Khodair)
Melhor não fica! Vote no Tiririca. (Mingão)
Noite à nossa moda! (Dé)
Espetáculo! Uma noite de comidas boas&afins! (Edu)

E já que este post está bem descontraído e diferentão, seguem as nossas pretensas e afamadas flores virtuais pro casal Cris e Ale que no caso são frutas literalmente virtuais:

“Pra fazer um Inter Blogs diferente, o que você acha se fizermos o final do livro, reunindo algumas pessoas? Você tem o livro aí, dá uma olhada pra ver o espírito do que estou propondo.”

O que vocês acham? Deu certo?

Até o próximo, que será também ao vivo (esta moda está pegando) com a Luciana Betenson (do Rosmarino e outros temperos) que junto com o esposo, o Mike nos mostrará um menu totalmente praiano.

Preparem  o bronzeador, o guarda-sol e a cadeira.
Até!

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Gastropop da Barbarella

bárbaro
09/06/10

Gastropop da Barbarella.

O projeto Gastropop das Carla Pernambuco/Carolina Brandão (restaurante Carlota) está cada vez mais gastro e por incrível que pareça, cada vez mais pop.

Já fomos a um montão deles. Por exemplo o do Edinho, o do Bassoleil, o chinês  além de postarmos até sobre os que não fomos.  rsrs
E desta vez, a idéia delas seria trazer a Ana Zita Fernandes, da Barbarella Bakery (tudo a ver com o personagem do filme ddo Roger Vadin) de Porto Alegre pra fazer o que seria uma nova roupagem da noite do pão/queijo/vinho.

A proposta em sua totalidade é muito interessante: o que seria inicialmente um projeto acadêmico da própria Ana Zita, a idéia de resgatar o pão como um alimento do cotidiano das pessoas através  do desenvolvimento do fermento natural (levain) e do pão de fermentação natural (pain au levain) se transformou num negócio:  a  Barbarella Bakery.
É claro que em volta de um belo pão tem sempre gente feliz e de bem com a vida. E como felicidade e boa comunicação é o lema dos Gastropop, estavam jogados todos os sapos n’água.

Aproveitei o clima e convidei o Eymard, nosso grande amigo, futuro sócio e comentarista de blogs (DCPV, Conexão Paris, Comensais) pra desfrutar de algumas boas horas de puro divertimento.
E às 21:00hs estávamos lá. A Dé, eu e o Eymard.
Fomos chegando e dando alô pra todos além de começarmos efetivamente os “trabalhos”. Nos alojamos na Cozinha do Studio 768 e tomamos o primeiro copo do vinho português Conversa D’Ouro 2007.

Fraquinho e gostoso, caiu bem junto com a mini-empada de frango com pomodoro e catupiry.

Deixa eu explicar melhor o espírito do jantar que tem tudo a ver com o da Barbarella: seria um tout le pain! Ou seja tudo o que foi servido tinha como base a panificação.
Ao longo da noite comemoss: mini-Bardots (mini-croissants com gruyère gratinado e presunto),…

… panelinhas com 3 molhos quentes do Carlota (posso estar enganado, mas estes nós nem vimos!! rs) com pães barbarellosos, baguetes, Alaska sandwich (bagel, cream cheese, carpaccio de salmão defumado e ciboulettes),  …

…  e sopa de cebola francesa dentro de levainzinhos.

Ainda tivemos o que eu chamei de “um plus a mais”! Uma degustação do queijo português da Queijaria Monte da Vinha que era simplesmente dos deuses.

Extremamente cremoso e com identidade própria. A Joana Garcia , a proprietária nos explicou todo o processo de fabricação (totalmente artesanal) e inclusive, nos disse que já, já ele estará disponível pra venda por aqui (provavelmente no sex shop).

E combinou perfeitamente com  o outro português da noite. O Alentejano Monte do Pintor, uma verdadeira maravilha da vinicultura lusitana.

Enquanto isso conversávamos muito. Planos como a sociedade no DCPV; novos negócios;  pro jantar exclusivo (falamos bem de todos os participantes,viu??); pro bate-bebe-bebe (hic!)-volta de Reims foram esmiuçados e programados à exaustão.
Ainda comemos um pedaço da torta brownie, objeto do workshop da Ana que, confesso, vi muito pouco. Estávamos nos divertindo e tomando uma saideira de vinho do Porto, além duma última experimentada/degustada no queijo. O slogan dele, “cremoso na textura… irresistível no sabor” é a mais absoluta verdade!!

Pronto. Noite terminada e aquela máxima mais uma vez prevaleceu: quando você está se divertindo muito, o tempo passa rápido, demais, né Eymard?
Ah! Já marcamos pro próximo Gastropop e desta vez, a Lourdes não escapa. A Dé já falou pro Eymard trazê-la de qualquer jeito!!
Qual será? Ainda não sei, mas a Carla e a Carolina prometeram me enviar a programação por e-mail. Vamos aguardar!!

Abs panificados pra todos.

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dcpv – você sabe o que é raw food?

apressado come cru?
20/03/10

Você sabe o que é raw food? 

Raw food é comida crua. Comida crua? Isto mesmo, comida crua.
O tema é instigante e diferentão.

Me lembro dum restaurante, o Deloonix, que tentou fazer este tipo de cozinha  aqui em SP (fomos duas vezes por influências “débísticas” e até que não foi ruim), mas quebrou rapidamente (ficava no lugar onde hoje é o Ají).

E seria o assunto de uma aula na Escola Wilma Kövesi.
Quando recebi o e-mail informando, conversei com a Dé (ela topou na hora) e fiz a reserva.
Lá íamos nós descobrir os segredos da raw food.

Os pilares da cozinha crua são: alimentação saudável, sem a quebra de enzimas através do uso de, no máxino, 42ºC e utilização  de produtos orgânicos. Processadores, liquidificadores e desidratador de alimentos são os equipamentos usados na sua prática.
A aula seria comandada pela Kristin Slaby, uma especialista neste tipo de alimentação.

 

Chegamos lá e a sala estava lotada. Era uma turma muito interessante com, inclusive, a presença de grandes cozinheiras tais como a Neka e a Ana.
Conhecemos inicialmente o princípio holístico da raw food:  foco na alimentação do corpo através de um alimento saudável assim como o bem estar físico, mental, emocional e espiritual da pessoa como um todo; cuidados com o meio ambiente; com a própria pessoa e com quem vive ao seu redor.

Tomamos um smoothie de manga, banana, couve e hortelã logo de cara.

Um ingrediente de cada e misturados num liquidificador potente com bastante gelo. Uma vitamina pra despertar o paladar, segundo a Kristin.

Continuamos com um patê de cogumelos e pinoli. Tudo absolumente raw.
Cogumelos (Shimeji, Paris, Portobello e Porcini seco), água da hidratação deste, suco de limão, shoyo, missô, alho, cebola, tomilho, sal e pimenta.

Tudo processado, gelado e servido com torradinhas crocantes. Muito bom e excelente pra se fazer em qualquer festa.

É raw, mas não é insosso!!

Mais um prato (a aula foi no horário do almoço), as Cenouras Marinadas com azeitonas marroquinas.
Cenouras cortadas finamente numa mandolina e temperadas com sucos de limão e laranja, azeite e sal.

Misture bem este molho com as mãos pois ele cozinhará as cenouras. Acrescente pinoli, passas brancas, agave, coentro, azeitonas picadas, cominho em grão, pimentas do reino e caiena e sal marinho.
Pronto! É um acompanhamento raw pra qualquer prato não-raw!! Foi o que a Dé mais gostou.

Kristin també nos ensinou a fazer uma receita básica, que é como se fosse o caldo da raw food: o leite de castanha de caju. Demolhe uma xícara de castanha de caju crua, coe a castanha e coloque num liquificador com 2 e 1/2 xícaras de água mineral e bata até obter um textura lisa.
Passe por um pano bem fino e reserve em geladeira pra outros usos.

Como no Bisque de Azedinha e Espinafre.
Mais uma delícia líquida (extremamente bem temperada). Uma “processada” de  2 xícaras de folhas de espinafre baby, 1 xícara de folhas de azedinha, 3 colheres de sopa de missô, 1 colher de sopa de ciboulette, 1 colher de cebolinha, 1 dente de alho picado, 2 colheres de sopa de suco de limão, sal e pimenta do reino além de 2 xícaras do caldo da raw food, o leite de castanhas de caju.

Enfim, chegou a hora da macorranada!!

Fios de abobrinha surgidos através duma traquitana, que segundo a Neka, é vendida na Liberdade (vamos checar!).

Acompanhados de um belíssimo molho de tomates (eles picados sem sementes, tomates secos ao sol, pimentão vermelho, suco de limão, shoyo, azeite, alho, cebola, manjericão, orégano, tâmara, azeitonas verdes, pimenta e sal). Do jeito que um bom advogado faria, ou seja, processado. rs
E de um pesto (manjericão, suco de limão, azeite, óleo de linhaça, missô, alho, sal e pinoli).

Kristin disse que  os molhos deveriam ser servidos separadamente. Mas a Betty Köwesi, ao ajudar a servir,  acabou misturando-os e criou uma degustação com os dois que transformaram o pseudo-macarrão numa bela “Pasta da Nona”!

E pra finalizar a esbórnia crua, uma torta de chocolate e frutas.
A massa foi feita de tâmaras, amêndoas, nozes, óleo de coco …

… e cacau em pó.

Espalhada numa forma, preenchida por uma mousse (avocados, cacau em pó, agave e baunilha) e cobertas por frutas cortadas (manga e kiwi) e folhas de hortelã.

Foi o prato menos entusiasmante da aula em termos de sabor. Seria pela absoluta falta de doçura? Ou pela quantidade de comida crua ingerida durante o restante da aula?? rs.

É isto. Com a utilização de ingredientes bons, crus, de procedência e um bom processador; você consegue se introduzir no mundo da raw food. Os benefícios?

Segundo eles, você se sentirá fisicamente mais leve após e entre as refeições; degustará os alimentos mais deliciosos, ricos, doces, substanciosos e naturais do planeta; terá enorme prazer em ver a mudança do seu corpo e tez; você terá maior clareza mental; sua energia aumentará enormemente, tanto física, mental como espiritualmente.
Ficou interessado?

Até a próxima.

PS – A primeira promessa foi cumprida integralmente. Ficamos (literalmente) muito mais leves após esta refeição. rsrs

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Lima – Mercado de Surquillo e a aula

camu-camu? aguaje? tumbo?
18/10/09

Lima – Mercado de Surquillo e a aula.

Mais uma atividade do nosso mini-roteiro gourmet no Peru: conhecer o mercado municipal de Lima, o Surquillo e degustar vegetais e frutas  diferentões além de comprar ingredientes pra aprendermos a fazer o nosso próprio ceviche.

Vamos por partes:

I – A Visita guiada ao Surquillo

O nosso guia, o Adrián Macedo, nos mostrou (literalmente) todos os sabores do Peru.

Bancas com frutas exóticas …

… legumes malucos  (não são pézinhos!)…

 e pimentas (ajis) doidas; …

… milhos deliciosos, …

 

… batatas dos mais variados tipos …

… açougues um tanto quanto malucos …

… e peixarias mais ainda já que não existia refrigeração alguma.

Vamos aos melhores momentos do SPFW dos FLV:

Pitajaya - esta é conhecida por aqui.

Aguaymanto  - a famosa physallis. 

Aguaje - parece uma manga dura.

Sachatomate - é um tomate japonês.

Lúcuma - parece uma abóbora seca, bem seca.

Chirimoya – parente da fruta-do-conde.

Granadilla - quase um maracujá.

Tumbo - é quase uma maracujino. Ou seria um pepicujá?

Pepino - engraçado, mas é quase um melão.

Yacón – quase uma batata doce com bastante líquido.

Huaypo – não tenho a menor idéia. Parece uma esponja pra tomar banho!!

Rocoto - um pimentão mais apimentado.

Moraya ou chuño – são simplesmente batatas desidratadas.

É ou não é um espetáculo?

II – A compra

Logo depois, o Adrian nos deu 50 Soles  (~R$ 35), uma lista de ingredientes e 10 minutos pra comprarmos o necessário pra fazermos um bom ceviche: linguado, cebola roxa, ajis amarelo e vermelho, limões verdes, batata doce e milho.

Gastamos 10 Soles ou seja, R$ 6,00 . É  claro que demos uma “yapa” ou seja, uma bela chorada e ganhamos mais alguns ingredientes além de termos ficado com o troco. 

III – A aula

Continuamos o tour saindo do mercado e indo pro restaurante Señorio de Sulco onde teríamos a nossa aula.

 

Tomamos os nossos Pisco Sour, vestimos os nossos aventais (um brinde) e começamos a trabalhar duro! rsrs

Aprendemos alguns belos truques pra se fazer um ótimo ceviche (e fizemos!):

1 – A cebola roxa cortada deve ficar um tempo de molho em água fria.

2 – O peixe tem que ser extremamente fresco.

3 – Ele deve ficar um tempo somente em contato com sal fino (bastante).

4 - O limão tem que ser espremido na hora de servir o prato pra evitar a oxidação.

Também fizemos causas que são, basicamente, purê de batatas temperados com ajis e montadas de várias maneiras intercalando recheios (camarão, frango, carne, vegetais) e com palta (o nosso famoso abacate).

Continuamos a aula, aprendendo a fazer Lomo Saltado, uma carne cortada em tiras e salteada com vários ingredientes (tomates, cebolas, ajis, alho, shoyo, vinagre, azeite, caldo e batatas fritas) numa wok. 
É um prato com uma grande influência chinesa.

IV – O almoço

Não vale a pena ter uma aula deste tipo onde o aluno come a lição?

E ainda como bonus, um belo Suspiro de Limeña.

Uau, quem me dera que todas as escolas fossem assim!

Enfim, um passeio agradável, saboroso, instrutivo e claro, imperdível!

 

Hasta.

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Roberta Sudbrack, cozinhando no DCPV !!!!

número 238
17/11/09

Roberta Sudbrack, cozinhando no DCPV

Ela foi a primeira chef do Palácio do Alvorada! Calma, é claro que não foi na dinastia Lula!

Na verdade, ela ficou 7 anos pilotando a cozinha de lá, mostrando o seu talento pra família Henrique Cardoso e por tabela, pra reis, rainhas, presidentes e outros menos votados.

Desde 2001, ela comanda a cozinha do seu próprio restaurante, o Roberta Sudbrack, o RS no RJ, onde faz uma comida que poderíamos definir como robertasudbrackiana ou seja, extremamente personalizada e com uma brasilidade incrível, além de usar métodos completamente  usuais (chapas, mixers, etc) obtendo resultados vanguardísticos.

 

E tem mais uma: a sudequipe comandada por ela, estuda exaustivamente ingredientes (maxixe, chuchu, mangarito, etc) a fim de obter sabores/texturas/formatos inimagináveis.

Com este currículo, só faltava ela cozinhar aqui no DCPV!
Portanto, prepare-se: a descrição das cenas que virão a seguir são fortes e podem causar um fenômeno estranho: você babará!! rsrsrs

Esta é a noite da RS no DCPV. Acho que nós nunca mais seremos os mesmos !

Abrimos os trabalhos com uma bela caipiroska de Morango com Limão Siciliano. Ela precisava descontrair!

Entrada – Canelone de Atum e Tartare de Chuchu

A própria Roberta disse : “não temos cardápios fixos. Alternamos todos os dias a partir do que encontram de melhor”.

E coisa boa e barata aqui em Ferraz de Vasconcelos é o chuchu!! Dá em qualquer cerca!
Portanto, aproveitamos a matéria-prima pra comer uns belos caneloni. Com um pequeno detalhe: os caneloni são de atum mesmo!!

Escalopes de atum são achatados com um batedor de carne até obter uma lâmina fina.

Óbviamente, não vou poder passar as receitas completas aqui por uma questão de copyright (se me pedirem por baixo dos panos, eu passo!! rs)
Continuando, este canelone de atum é recheado com chuchu em cubinhos refogados em água e sal e temperados com azeite, sal, açúcar e peperoncino em flocos moído.  

E montados sobre uma farofinha de pão com amêndoas e um vinagrete de melado de cana (ele e azeite) ligando tudo!

Lindo e extremamente saboroso! A crocância da farofa e a doçura do melado fazem o chuchu brilhar!

Nos sentimos como ex-presidentes!

Acompanhamos este prato excepcional com a nova onda do momento (sic), um tinto de verano, formado pelo Quinta do Seival 2005 Campanha Br, uma fatia de limão siciliano, H2O limão, muito gelo e uma gota de vermouth.

Como diria o grande Lula: Crise? Que crise!

Principal – Lagostins em lâminas de chuchu e leite de amendoim

A Roberta estava preocupada com a qualidade do peixe. Na verdade, ela iria fazer um Pargo Pochê em Vinagrete Crocante de Maxixe.

Mas como ela mesmo falou ” não sou eu que decido qual peixe será servido e sim o mar e o pescador!”. Portanto,  Jorge, o nosso vizinho pescador nos trouxe uns belos lagostins, que foram devidamente servidos em lâminas de chuchu e leite de amendoim.

Outro espetáculo de sabores. O chuchu é cortado em lâminas e grelhado até ficar  um pouco chamuscado.
Logo depois, enrolamos estas lâminas nos lagostins, temperamos com Flor de Sal (xô, proibição!)  e cozinhamos no steamer até ficarem rosados.

São servidos sobre uma paçoquinha líquida (amendoim torrado moído, uvas passas e manteiga) e finalizados com uma infusão de amendoim (amendoim fervido com leite integral, creme de leite, coado e temperado com sal e açúcar).

Todo mundo pirou quando este prato foi servido. O amendoim que estava tanto na paçoquinha como na infusão elevou o lagostim e o chuchu a uma potência desconhecida por nós.

Ficamos todos de joelhos e dissemos: Ave, Roberta!!

Continuamos bebendo o tinto de Verano em pleno Verão (com um patrocínio dos supermercados Veran).

                              

Sobremesa – Consomé de Chocolate, Pele de Leite e Rapadura

“Algo muito mais do que comida, algo que transforma cada cotidiano mutante e irracional em experiências sensoriais e emoções íntimas. Um lugar de sensações e lembranças para se viver a experiência do gosto!”

É isto mesmo! Foi isto o que sentimos ao comer um dos últimos experimentos da Roberta. Um belíssimo Consomé de Chocolate (chocolate amargo 70% derretido em creme de leite)…

… com uma pele de nata (nata reduzida a uma camada fina e congelada)…

… acompanhado duma casquinha de rapadura  (biscoitinhos finíssimos de rapadura, manteiga, clara de ovo e farinha de trigo)…

… finalizado por quinua frita e polvilhado por açúcar de confeiteiro.

Ge-ni-al! Só isso!

Ainda mais acompanhado de um branco alemão, o Riesling Spätlese 2004 Selbach que foi aquele cara que abre a porta do carro pra sua acompanhante. Sacou?

Eis a opinião dos seguidores da seita RS:

Altíssima gastronomia. RS arrasou em SP, ou melhor, em FV. (Edu)
Perfeito! Fernando Henrique é que era feliz. (Mingão).
Dudu Sudbrack é bom mesmo! (Déo) 

Lá no RS, a Roberta tem um espaço chamado Teacher&Diner onde ela ensina, uma vez por mês, ou melhor, incentiva todos os participantes a vivenciarem o processo da execução das receitas e mostra pra todo mundo como pode ser divertido experimentar a cozinha.

E é claro que ela não veio aqui! (seria um sonho se viesse!!)
Na verdade, ela veio dar uma aula no Wilma Kövesi, o wkcozinha e eu e a Dé fomos lá pra ver “o que que a Roberta tem?”
Uma boa parte das fotos foi feita lá e outra, do jantar que realmente fiz (a Dé fez a sobremesa)) por aqui.
Resumindo, a Roberta é tudo isso o que falam dela (simpática, gosta do que faz, entusiasta) e melhor, dá gosto ver alguém tão apaixonado pelo seu trabalho.

Fica só um desejo que precisamos realizar: conhecer o que ela faz lá no RS (o Diogão dos Destemperados já foi!).  E melhor ainda, conseguir um belo desconto ao marcar esta visita através do Twitter  (ela é uma twitteira e tanto e costuma deixar todo mundo que a segue com água na boca ao informar os pratos que vai fazer/está fazendo no restaurante).

Quem sabe na próxima temporada dos mangaritos??

Até.

.

dcpv – scrap-almoço no Beco do Bartô

scrap??                                                                                               18/04/09

                              Scrap-almoço no Beco do Bartô

Não sei se todo mundo sabe, mas a Dé é uma aficcionada por scrapbook.

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Eis o depoimento dela sobre o que é scrap ( vamos chamar assim ) :

Já fazia um tempo que eu andava a procura de um hobby. Minha família sempre foi muito esportista, mas definitivamente eu não nasci pro esporte. Sempre me machuco!
O Edu sempre foi muito ligado à leitura de jornais, revistas, listas telefônicas e afins. Um dia ele veio com uma reportagem sobre scrapbooking e observou como tudo parecia com os nossos hábitos de trazer coisas de viagens (tickets, folhas, chaves de hotel, etc).
Comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri a 
Pedaços. Fiz uma aula e pronto! Encontrei um hobby onde eu poderia organizar as fotos e acessórios de viagem, usar e abusar de materiais e colocar o meu lado artístico pra trabalhar. Sempre com um resultado encantador, diferente e divertido.
A cada trabalho feito, e deve-se registrar que não é somente em álbuns de viagem que se utiliza esta técnica, a sensação é que se constrói um livro de memórias onde cada vez que se lê/vê, tem-se uma visão diferente e todos podem participar da viagem conosco.
O mais interessante é que você pode montar as suas páginas com um estilo pessoal e não existe o certo ou errado.
Depois de olhar pras fotos; fatos e acontecimentos mudam o jeito de ver. Na montagem das coisas mais simples do dia-a-dia e até na harmonização das cores das roupas na hora de se vestir, o formato é de uma composição de scrap.
Agora, o scrapbooking já é, pra mim, um estilo de vida !”

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Pois pra mim o scrap é simplesmente a melhor maneira de juntar todas as coisas que você faz numa viagem : lembranças, mancadas, boas comidas, ótimos passeios, experiências de todas os níveis, grandes refeições, etc. Enfim, é tudo aquilo que você necessita pra eternizar aqueles momentos já que além de ser uma tremenda releitura, também é uma bela forma de mostrar a viagem pra outras pessoas sem que elas durmam/finjam que gostaram !

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Eis alguns exemplos de  páginas que compõe os álbuns de scrap que a Dé fez sobre as nossas viagens ( já são 8):

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Esta é sobre o Caminito. Não é o próprio??

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Esta é sobre o Toronto Music Garden. Lá tem cada flor !! 

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Já esta é sobre o passeio no deserto em Dubai. Dá pra sentir a areia?
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O Tesouro em Petra, Jordânia.  Nos sentimos os próprios Indiana Jones .  DSC08667-2
Recordação da viagem mais bizarra/interessante de avião que fizemos: St Martin/St Barth .

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É claro que não poderia faltar a italiana Fontana di Trevi!!  Prego!!

 Pelo menos uma vez a cada dois meses, a Dé vai a loja de scrap, a Pedaços Scrapbook onde a Taís e a Flávia mostram todas as novidades que chegaram. Ela aproveita pra comprar os materiais e assim, fazer o planejamento das páginas da viagem em questão. (Ela agora está começando a da Toscana). 

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Normalmente, vou junto, deixo a Dé lá e me aboleto na FNAC.
Desta vez, dei uma passada rápida na livraria junto com a Re e resolvemos almoçar no Beco do Bartô (estávamos adiando há um tempão), um bistrozinho que fica no mesmo beco da Pedaços .

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Olha ! Certamente, torcerei pra que a Dé faça este scrap bem rapidinho pois assim, voltaremos  e  aproveitarei pra tomar um vinhozinho e comer alguma coisa enquanto ela escolhe  tudo.

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Veja se é ou não de se impressionar o estilo bistronomique do lugar!

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Começamos pedindo bolinhos de arroz ao perfume de pimenta rosa.

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A Re foi de peito de frango ao vinagrete de framboesa e risoto de parmesão.

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Já a Dé, de tagliatelle com salteado de alcachofrinha, tomate concassé e salame especial. 

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E eu, de costela laqueada com polenta cremosa e agrião.

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Tudo muito bom e saboroso.

Uma 1/2 garrafa de Finca La Linda Malbec 2007 e as páginas do scrap-almoço estavam definidas.

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De sobremesa, um crepinho de Nutella com vinagrete de hortelã. A Re não ia deixar escapar a oportunidade !! 

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E a certeza de que fazer scrap além de ser uma bela recordação da viagem, também é uma boa oportunidade de viajar na gastronomia. Pelo menos com a  dupla Pedaços/Beco do Bartô ( Rua  Dr Sampaio Vidal, 216- Paraíso- SP . Eu juro que não é jabá. Pelo menos por enquanto !! rsrs)

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PS – Este negócio de scrap vicia ! Que o diga a Marcie  pois acabamos nos encontrando no Rubayat ( no sábado anterior a este)  justamente por conta dos tais álbuns.

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Não dá pre sentir o cheiro das especiarias e das frutas do la Boqueria em Barcelona?

E ali mesmo foi fundada a diretoria de Scrap das Organizações da Bóia, um conglomerado em que a empresa master é o VnV do grande Ricardo Freire. 

Até a próxima página !

PS – Quer saber melhor o que é e como funciona? Mande um e-mail para debora@veran.com.br. Ela adorará dividir informações e experiências com pessoas  que estejam a fim de, no mínimo, ter uma ótima recordação da sua viagem.

Ah! Tem mais uma coisinha: a pérola que veio na porção de ostras que pedimos na África do Sul está muito bem guardada!
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16º inter blogs – a escolinha do prof michel

número 215                                                                                                14/05/09

                      16º Inter Blogs – A escolinha do prof Michel

Esta história é muito boa. Conheci o Michel Khodair através do seu homônimo blog, o Khodair. Sempre com informações antenadas e ” tiradas” de primeira.

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Edu, Déo, Prof Michel e Mingão: estudando! 

Daí foi um pulo pra convidá-lo a participar dos Inter Blogs (quer saber o que é?). Resposta pronta e afirmativa : ” Puxa! Que honra. É claro que topo.”

O tempo passou (rápido, como sempre) e no intervalo, o prof Michel abriu o CEG (Centro Educacional de Gastronomia), uma bela escola na Av dos Eucaliptos, 618, Moema, Ibirapuera (depois deste jabá, esperamos uma nova aula com o mesmo preço! rsrs). Aproveitei e nos  inscrevi, eu e a Dé, pra fazer um curso de uma tarde sobre Wok. Inscrição aceita, perguntei como pagar o tal curso.

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A Dé caprichou na produção da sala de aula !

Prof Michel me respondeu : “No momento estamos com muita procura por cursos longos. Retiramos quase todos os cursos curtos”.
Eu retruquei : “Quer dizer que você não está dando bola pros pequenos clientes!” rsrs

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No que ele desafiou : ” Pra não deixar o amigo a ver navios, irei na sua casa e darei uma aulinha básica sobre Wok e de tabela nos esbaldamos com comidinhas “wokianas”. E eu não descarto a minoria. Eu trato com carinho e atenção redobrada, tão redobrada que vou até a minoria ensinar em vez  da minoria vir até mim !”  rsrs

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Resultado disso tudo: o dia chegou e o Prof Michel se aboletou pra Ferraz de Vasconcelos pra ministrar a tal aula sobre Wok ( e gastronomia) pros seus alunos aplicados, nós mesmos.

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Acompanhe, portanto, a 1º Aula Básica de Culinária ao Vivo e em Cores do DCPV, a Escolinha do Prof Michel.

Começamos com caipiroskas e saquerinhas. Caipiroskas de Mandarina com  Absoluts Vanilia e Mango.

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E Saquerinhas de Blueberry.

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Competentes e aquecedoras. E com os motores aquecidos, começamos efetivamente a aula.

Prof Michel nos saudou com as seguintes entradas :

I – Camarões de tamanho impressionante com legumes e pão tostado ( servidos num copo bacana) **

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É claro que já tinha feito o mis-en-place, pois o Michel veio do Ibirapuera até a nossa grande megalópolis em pleno horário de rush e chegou após as 20:00hs. Os legumes da salada já estavam cortadinhos: pepino japonês, tomates e salsão.

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O molho também já estava pronto. Azeite, gergelim (branco e preto), sal, pimenta do reino e shoyu.

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Os camarões impressionantes foram “wokados” e “shoyados”.

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Tudo isto num copo bacana .

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Didático, não ? E deliciosos !

II - Cubos de frango ao curry, abacaxi no pão de uvas e queijo suiço gratinado**

Refogamos cebola em brunoise ( ah! esses professores!). Juntamos peito de frango e abacaxi em cubos. Adicionamos creme de leite fresco e curry. Ajustamos o sal.

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Cortamos o pão de uvas do Olivier Anquier (aqui, em vez dos alunos presentearem o professor, aconteceu o contrário. O Michel nos trouxe o pão. Além de muitos outros presentinhos).

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Arrumamos o frango por cima do pão, ralamos o queijo Ementhal e levamos ao forno pra gratinar.

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Pronto! Um espetáculo e tiramos nota 10 com louvor! ( também com esse professor!).

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Era hora do intervalo. Conversamos um pouco, jogamos ( ou melhor, assistimos) futebol e voltamos pra aula.

Prof Michel nos ensinaria a fazer o prato principal: Linguado com Coco, Gengibre e Caril **

Começou salteando cebolinha verde e gengibre ralado numa Wok. Adicionou a pasta de caril vermelha, o leite de coco, o caldo de peixes, as folhas de kaffir e o talo de capim limão. Finalizou com nam pla e shoyu. Estava pronto o molho.

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Salteou o linguado em cubos, os camarões e as lulas em anéis num pouco de azeite.

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Finalmente, misturou o molho ao salteado de frutos do mar.

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Estávamos prontos pra prova final no CEG. Só faltava mostrar o resultado, o prato montado.
Como acompanhamento, um arroz jasmim com leite de coco e um caril de batatas e pimentão ( onde o professor mais uma vez mostrou os seus conhecimentos ao nos ensinar o que é uma batata Pont Neuf!!).

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Cheiroso, saboroso e só ouvíamos “hummms” na sala-de-aula.

E não é que a diversão estava chegando ao fim. Mas antes, uma adoçada (mais ainda)  na nossa vida.

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Prof Michel trouxe as tortinhas de casa e comprou o chocolate belga .

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E nós não precisamos fazer nada nas Tortinhas de Patê Sucrèe com Chocolate Europeu, Bananas Derretidas, Calda de Caramelo e Macadâmias**. Só comer!

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Cumprimos a missão ! Comemos bastante.

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Ué? Este blog não se chama Da Cachaça pro Vinho ? Cadê os próprios ?

Calma ! O professor não proibiu bebidas alcoólicas. Pelo contrário, ele nos acompanhou,  inclusive, nas opiniões um tanto quanto inusuais.

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1 – Vinho branco DA’divas Lidio Carraro Brasil 2008 = perfumado, michelado, impressionante, khodairesco.

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2 – Vinho branco Jacobs Creek Chardonnay Austrália 2008 = perfeito, apimentado, nicolekkidmanesco, competente, honesto.

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Olha, certamente foi a melhor ( e mais prazeirosa) aula que tivemos até hoje ( como disse o grande Mingão).

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Fica aqui o nosso eterno agradecimento ao Prof Michel ( ele foi eleito por unanimidade o professor honorário do DCPV) por esta participação ao vivo pois além da quantidade de ensinamentos que ele nos proporcionou, ele demonstrou ser um tremendo boa-praça!  Esperamos que a partir de agora, ele pense seriamente em abrir uma filial do CEG aqui em Ferraz !

Leia a opinião do professor Michel sobre a classe : ” Irresistivelmente marcante. Adorei porque vocês adoraram”!

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E leia a opinião dos alunos :

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Grande menu! Viva o Michel! Quando é a próxima ? (Edu)
Adoramos porque você cozinhou. (Mingão)
Perfeito congraçamento e adequação; interação deliciosa! Noite perfeita! (Déo)

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É isto mesmo! Como disse o Déo, noite perfeita e parodiando o início do nosso contato, ” a honra foi nossa”! Não é qualquer um que toma o anisete da D. Anina !!

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Até o próximo IB que será em junho onde teremos a comida do Minho, indicada pela intrépida e popularíssima Ameixinha do blog Canela Moída. Como diria o grande Sílvio Santos, aguardemmmmmmmmm!

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PS – Todas as receitas com ** são do Prof Michel. Ou seja, todas as que foram feitas ( e devidamente comidas) nesta noite .

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dcpv – montalcino – castelo banfi- brunellos

prego                                                                                                        out/08

                  Montalcino - Castelo BanffiBrunellos

Dia de conhecer Montalcino e seus Brunellos.

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Antes disso, fazer o check-in no Castello Banfi - Il Borgo, um hotel dentro da vinícola Banfi, que é sensacional. 

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O quarto ( se é que podemos chamar “aquilo” tudo de quarto!) é espetacular.

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Com vista pras videiras e encravado no topo da montanha ao lado do Castelo ( que o dono utiliza pra moradia!), tivemos a grata surpresa de saber que o vinho que dá o nome a suite, o Summus, nos foi presenteado além de 1/2 garrafa do Brunello Banfi 2003  e duas garrafas de espumantes ( branco e rosé)  Banfi. Foi uma verdadeira farra vinícola e a Lei Seca não nos pegaria jamais!! hehe

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De cara, fomos conhecer Montalcino (fica a uns 20 km do hotel) e a famosa Enoteca la Fortezza, onde se diz  que se consegue ver o mais lindo por-do-sol de toda a Toscana e melhor, tomando um legítimo Brunello.

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A Enoteca é linda pois fica numa fortaleza muito antiga que está localizada no ponto mais alto de Montalcino.

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O único senão foi que chovia um pouquinho, mas mesmo assim, conseguimos cumprir metade do objeto do desejo: se não vimos o por-do-sol, tomamos uns belos Brunellos.

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Jantamos na cantina do hotel. Comidinha italiana básica :

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No outro dia, saímos pra conhecer a rota dos grandes vinhos. Começamos por Montepulciano onde imperam os Nobile. E acompanhamos um fenômeno bastante interessante já que estava sol, mas víamos uma densa neblina nos pontos mais baixos.

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De Montepulciano fomos pra Pienza, a cidade que o Papa Pio II imaginou tranformar numa super potência , mas não conseguiu !

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Mesmo assim, mais uma bela cidade medieval.

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Aproveitamos pra almoçar na Fattoria dei Barbi, que é uma vinícola espetacular com um restaurante antigo e tradicional.

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Comemos : crostatas ….

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Pici …

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Fetuccini ao Ragu …

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E acompanhados de 2 belas taças do Brunello da Casa, o 2001. O garçon aprovou quando eu pedi pois este vinho é considerado um ícone!!

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Ainda passamos pela Biondi Santi ( mais um ícone!). E mais uma garrafa pra coleção! Atenção: este tom de azul nas árvores não é nenhum tipo de filtro. Elas são assim mesmo !!

Terminamos a tarde, praticando o esporte que nos consagrou nesta viagem: comprando mais alguns vinhos na própria Banfi.

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Tudo isto e ainda não tínhamos jantado já que reservei no próprio hotel, um estrelado Michelin.

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E este jantar foi histórico mas, pra que este post não fique muito maior do que já está, deixo pra continuar no próximo post…(que  publicarei  diretamente de Miami, onde nos encontramos agora!)

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Arrivederci !

.

dcpv – quem quer ser um milionário ?

número 206                                                                         25/02/09          

                             Quem quer ser um milionário?

Quarta-feira de Cinzas pós-Oscar.
Eu estava com um dilema. O que fazer pro jantar ? ( taí o nome dum bom filme ).

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Resolvi homenagear este nosso grande parceiro: o cinema. Quem é que não gosta de um bom filme? Quem é que não tem “aquele” filme como especial, um refúgio pros bons pensamentos e até, um momento mágico pra viver a dois?

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Aí lembrei que tinha o livro ” O Cinema vai a Mesa” do Rubens Ewald Filho e da Nilu Lebert ( Melhoramentos) e escolhi alguns pratos além de uma receita avulsa que foi feita pela Catherina Zeta-Jones no filme Sem Reservas ( teve gente que não gostou deste filme, mas nós o achamos espetacular!)

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Vamos então à sessão pipoca, à quarta cinematográfica do DCPV.

Começamos os trabalhos com um singelo Martini, Dry Martini. Justíssima homenagem a todos os Bond, James Bond !

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Entradas – Vieiras ao Molho de Açafrão e Batatas Duchesse.

As Batatas Duchesse são simplesmente um belo purê de batatas com manteiga e 1 ovo ligeiramente misturados e batidos que são colocados em forma de biscoitos numa assadeira untada ( use um saco de confeitar).

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Elas foram feitas no filme ” Idade da Inocência” do Martin Scorcese com o Daniel Day-Lewis, Michele Pfeiffer, Wynona Ryder, etc. Quem assistiu deve se lembrar de um amor impossível com cenário riquíssimo em detalhes. É muito bom ! E as batatas entram como representantes da época do filme, 1870 e mostram a influência da comida francesa nos USA, local onde se passa a história.

Já as vieiras, são de uma receita que eu recortei de alguma revista ( provavelmente alguma Caras do cabelereiro!!). Foram empanadas numa mistura de farinha de trigo, sal, orégano, lemmon pepper e fritas em azeite quente.

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O molho é formado por chalotas, vinho branco, creme de leite, manteiga, açafrão, suco de limão, sal e pimenta. 

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Segundo os críticos, a Catherine Zeta-Jones garantiu que os ensaios e as gravações a transformaram numa grande cozinheira. Também,  o chef e criador das receitas (inclusive a das vieiras) foi simplesmente o Daniel Boulud! Assim, até eu !

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Tomamos um belo branco, um Marques de Riscal Rueda 2007 Espanha que foi fotogênico e disse : sou “fresco, hollywoodiano, nerudesco, gostei“.

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Principal – Frango indiano ( Bhuna Chicken)

Esta é uma clara homenagem ao ganhador do Oscar, o bollywoodiano “Quem quer ser um milionário? “.
Confesso ! Ainda não o assistimos (vamos neste final de semana) mas, sendo bom ou não (eu acho que é e também acho que e Dé vai adorar!), o que importa é que a comida ( e a cultura) indiana é muito boa !

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É um frango cozido super temperado ( curry, cebola, pimentão, tomate, alho, gengibre, cúrcuma, polpa de tomate, iogurte, leite de côco, pápricas doce e picante, coentro em pó, óleo) e finalizado com garam massala e coentro fresco.

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Foi devidamente coadjuvado por um belo arroz basmati ( o galã da cozinha !) com cardamomo.

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Esta receita foi retirada do filme “Um casamento à Indiana” com direção de Mira Niar e estrelado ( segundo o Rubens Ewald Filho) por um monte de parentes dela, a diretora e conta a história dos preparativos de um matrimônio arranjado entre uma família indiana, os Verma e um programador de computadores que mora em Houston, o Herman. Daí pra frente, você se envolve com toda a trama e principalmente com a “hinduzice” que acontece através das comidas, cores e da música além da curiosidade de saber se os noivos irão se apaixonar ou não! Como o próprio livro cita é uma orgia de flores, cores, comida permeada por energia, amor e paixão. Em quaquer lugar do mundo, os problemas são iguais. Muda apenas o bufê ! “. Muito boa, essa !

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Pra tentar harmonizar com a comida indiana, apelei prum espumante rosé, o Malvasia Claudia da Emilia Romagna Itália que foi “perfeccto, per tutto, florida, sette“, segundo os críticos de cinema, nós mesmos.

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Sobremesa – Savarin

Só poderíamos encerrar com o ícone dos filmes culinários, a Festa de Babette! Este não vale nem a pena resumir pois se alguém que não o assistiu estiver lendo este post, deve parar de ler, ir a locadora (ou baixar pela Net), assistí-lo e voltar a ler o post! Pronto! Vamos continuar !

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E este doce é como o filme : arrebatador ! Deixa como resultado final a mesma coisa que Babette fez com os seus comensais: depois de comê-lo você nunca mais será o mesmo ( que o digam o Mingão e o Déo que “paparam” 5 e 4 pedaços, respectivamente!).
É um bolo feito da seguinte maneira ( esta receita vale ser passada com exatidão) :

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Misture 100g de farinha de trigo com 115 ml de leite morno e 15 g de fermento biológico. Deixe descansar até dobrar de volume.
Bata a mistura na batedeira com 130 g de manteiga,  30 g de açúcar, 200 g de farinha de trigo, 1 colher de chá de sal, 4 ovos até obter uma massa homogênea ( ~15 min). Coloque numa forma untada e deixe crescer novamente. Leve para assar a 180 ºC até dourar.

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Já a calda é feita da seguinte maneira : leve ao fogo 2 xícaras de água com 1 e 1/2 xícaras de açúcar, um pau de canela, cascas raladas de uma laranja e de um limão. Adicione 3 colheres de sopa de rum, 2 colheres de sopa de licor de laranja e deixe atingir o ponto de fio.

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Derrame a calda morna sobre o Savarin (como na foto) e sirva em seguida.O melhor modo pra degustá-lo é esfregar um dos lados da fatia do bolo na calda. Es-pe-ta-cu-lar!

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Pra finalizar a noite especial do Oscar, um licorzinho de Anisete da D. Anina  que deveria ganhar o premio de melhor ator coadjuvante !

Veja o que os cinéfilos acharam :

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Avant-premiére! Tudo perfeitamente enquadrado e com uma direção notável! Um blockbuster. (Edu)
Te!! Tere!! Te! Te! Savarin. (Mingão)
And the Oscars goes to .. us (que comemu!) (Déo)

Chegamos ao fim! Bom enredo com muita emoção no final ( ah! o Savarin!)

The End !

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