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dcpv – O D.O.M. de iludir.

21/11/11

O D.O.M. de iludir.

Era dia do meu aniversário. E fizemos como o slogan das campanhas de aniversário de vários supermercados: a festa é nossa, mas o presente é seu.

Para tanto, resolvemos experimentar o menu veggie do melhor restaurante brasileiro/sul-americano, o D.O.M. do grande Alex Atala.
Plena segunda-feira, e o local estava cheio. Ainda bem que a Re tinha feito a reserva enquanto aproveitávamos os ares romanos.
Estivemos por lá também no niver da Re (23/09), mas devido a escassez do tempo, optamos por pedir a la carte. Comemos muito bem e o custoxbenefício, apesar de alto, compensou.

Desta vez, com o devido tempo, experimentaríamos o menu que tem a assinatura do grande chef. E ele tem uma particularidade bem bichogrilesca: caso você opte e foi o que fizemos, acompanha uma harmonização com águas saborizadas (de lima-da Pérsia, de banana, de pitanga, de cambuci, de tangerina com manjericão thai e de taperebá)

Com este teaser, nos entregamos de corpo, alma e estômago aos prazeres veggies do Atala. Vamos lá!
É claro que pra comemorar, pedimos 3 flutes de Champanhe (xiiiiii).

Iniciamos com o já famoso amuse do chef. Desta vez, uma lâmina de mandioca frita na manteiga de garrafa, com catupiry e uma lágrima de vinho do Porto reduzido. Uma delícia!
Para acompanhar este presente inesperado, um licor muito bom (não me lembro do que era, mas certamente de uma destas frutas que não sabemos exatamente de onde vem e muito menos o nome).

O couvert também é (caro e) interessante. São vários pães com destaque pros parecidos com os de queijo, uma pasta de alho, manteiga Aviação em latinha e ricota temperada.
Passamos ao primeiro prato: um gel de tomates verdes que mais parece uma obra de arte, tanto visual, como pelos sabores que te proporciona. É quase uma mini-floresta. Pra acompanhar, uma água de lima-da-pérsia.

Continuamos o passeio pelo reino vegetal. Nos foi servido um arroz negro tostado com legumes verdes e leite de castanha do Pará. Taí um prato perfeito! O arroz é crocante e dá vontade de comer um montão. Isto, num jogo do Timão é covardia …

Logo em seguida, uma massa veggie, um fetuccine de palmito na manteiga e sálvia, queijo parmesão e pó de pripioca. Mais um prato perfeito.

Enquanto conversávamos e dizíamos o quanto era bom, chegou um  champignon de Paris tostado e cru com mandioquinha defumada e alho negro. O que que é isso, minha gente!

Mais um; batata doce com bernaise chimarrão. Este certamente o Diogão dos Destemperados adoraria, já que nós simplesmente amamos, já que o cheiro do erva estava impregnado em tudo. Louve-se que todos da mesa estavam comendo tudo (se bem que o champignon, a Re passou!)

Último prato salgado: um aligot, que é um saboroso queijo derretido. O interessante é o formato que o garçon serve, já que ele traz uma bola de queijo que está quente, consequentemente derretida e que ele vai enrolando tudo pra evitar que ele caia no chão. Cenográfica e saborosamente perfeito!

E ainda tinha sobremesa; Piprioca – ravioli de limão e banana ouro. Muito interessante, curiosa e com o formato dela parecendo uma célula, aquelas das aulas de Biologia.

Chegamos ao fim.
Enfim, é uma refeição em que um gringo fica pirado! Imagine mostrar todos estes sabores pra ele, com o upgrade das águas saborizadas e harmonizadas. Certamente ele levará pra casa lembranças duma comida diferente, saborosa, bonita e cheirosa.

E onde nós, brasileiros entramos nesta? Nos comportando e pagando como gringos num restaurante que, certamente, deveria ter o inglês como língua oficial e assim conquistar as merecidas 3 estrelas no guia Michelin.

Ave Atala!

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dcpv – dia cinco e último – punta – “tranquijo” e sereno

    16/01/11
    Punta - Dia Cinco e Último – “Tranquijo” e Sereno
     Sabe aqueles dias da viagem que você deixa pra não fazer nada ou quase nada?
    Pois foi esse domingão. A Dé queria levar a D. Vera pra fazer algumas comprinhas.
    Então aproveitamos pra fazer o programa regular deste pequeno tour:  acordar cedo, passear pela redondeza (deixa eu explicar mais uma vez: acho um tremendo charme além duma total e completa personalidade, as casas terem nome em vez de números aqui em Punta) e tomar um lauto café da manhã.

    Logo após, fizemos um passeio despretensioso pelo centro a fim de conhecermos o farol da região da Península e a singela Iglesia de la Candelaria (que parece com a Nossa Sra Aparecida aqui de Ferraz) ….

    … onde vimos o comprovado menor hotel do mundo!

    Seguimos em direção a La Barra pra procurar onde almoçar. Aproveitamos pra conhecer as casas maravilhosas da região do hotel L’Auberge  …

    … e pensamos em como seria legal morar numa rua com nomes de grandes poetas/escritores.

    Escolhemos a deli-café Baby Gouda, que fica em Manantiales .

    O lugar (mais uma dica da Carla Pernambuco) é bichogrilesco e porralocoso ao extremo.

    Fica praticamente de frente pro mar e tem uma aura daqueles restôs que você chama de seu.

    O calor estava insuportável  (44ºC, comprovados), …

    … aproveitamos pra sentar numa sombra e tomamos um excelente vinho branco Juanicó.

    Pedimos como entradas uma salada de verdes, …

    …  e um ceviche que estava ao ponto, ou seja, com bastante limão e o peixe bem fresco.

    Como principais, espaguette no wok (quase um Pad Thai) pra  Dé e pro Sr Antonio, …

    … ojo de bife pra D Vera …

    … e um espaguete com frutos do mar pra euzinho que estava de chorar.

    Trocamos a sobtremesa de lá por legítimos sorvetes do Freddo e melhor, …

    … com uma vista de tirar o fôlego, além da delícia comprovada daquele doce de leite! rs

    Fala a verdade se não é bonita?

    Voltamos ao hotel, demos uma olhada na cansada feira de artesanato da praça Artigas …

    … e fomos jantar no restaurante do hotel Hotel Serena. Aí começou o nosso pequeno drama!

    De repente, o tempo mudou bruscamente (a temperatura caiu dos 44ºC pra 20ºC), o céu ficou muito nublado e começou a chover forte.

    Tanto que o pessoal do hotel ligou pra dizer que a nossa mesa que estava marcada pra ser lá fora (e de frente pra La Mansa) teve que ser transferida pra dentro do salão. Como marcamos bem na hora do por-do-sol, sobrou a frustação de sabermos que aquele sol esperado não estaria brilhando.
    Pra piorar mais um pouquinho, esqueci de colocar a bateria na câmera. Pronto, nem tinha como registrar o jantar que, se o tempo não nos permitiria admirar nenhum por do sol, certamente  a comida nos proporcionaria uma grande prazer.

    Improvisamos e usamos o celular como câmera. Estávamos comemorando com 4 taças de champanhe quando um estranho fenômeno aconteceu. Aquele céu totalmente cinzento se abriu somente numa estreita faixa do horizonte e o sol começou a aparecer.

    Começou timidamente, mas depois foi tomando corpo e resultou em colorações espetaculares. Aquele pedaço do céu ficou tingido dos mais diferentes tons de laranja,

    Enfim, uma noite pra não esquecermos jamais. Ainda mais pela comida que esteve absolutamente perfeita.
    Pedimos duas entradas pra compartilhar (o fenômeno Piemonte estava se manifestando, ou seja, estávamos empanturrados ): uma caprese …

    … e um trio de ceviches no ponto. Todos os peixes (salmão, linguado e brótola) frescos e muito bem temperados.

    Tomamos 2 vinhos Don Pascual: um tinto Cabernet Sauvignon e um branco Chardonnay.

    Os principais chegaram e em homenagem a grande matéria-prima de Punta, todos fomos de frutos do mar. A D Vera foi de peixe no vapor. Uma tremenda brótola cozida com limão.
    O Sr Antonio pediu o peixe com molho do chef. Muito bom e acompanhado dum arroz mais molhado ainda.
    A Dé pediu o linguado da casa e eu, pra variar, fui de polvo na brasa com um molho de azeite apimentado que estava digno do espetáculo do poente (não precisa nem dizer que as fotos ficaram uma eca!).

    Só nos restou pedir 2 taças de sorvete e terminarmos a viagem com o sabor mais marcante de toda a viagem na boca: a doçura e o equilíbrio do dulce de leche do Freddo (uau, será que vicia?).

    Pronto, quando o Diogão dos Destemperados nos indicou este lugar (“pra fazer um happy hour no bar da piscina pra ver o por do sol e depois espichar pra um jantar imperdível no Serena ”), eu já tinha planejado tudo. Seria uma despedida em alto estilo com tudo o que a situação merece.
    A lei de Murphy deu o seu sinal e nós a aproveitamos pra garantir que mesmo quando as coisas parecem que não darão certo, cabe a você transformar tudo num acontecimento agradável.

    Tudo bem: a natureza colaborou muito, mas certamente tivemos um espetáculo tão diferente e único, que acho que dificilmente o repetiremos.
    Cá pra nós: é pra isso que viajamos, né?

    Hasta.

    Siga esta viagem toda através destes outros links:

    Dia uno – Encantados com o L’Incanto

    Dia dos – La table de dulce de leche

    Dia tres – Jose Ignacio, um lugar pra devanear

    Dia quatro – Rodando muito e encontrando bom vinho em Punta

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dcpv – piemonte – decimo e ultimo giorno – o emocionante il coriandolo.

07/11/2010

Piemonte – Decimo e  Ultimo Giorno – O emocionante il Coriandolo.

Último dia da viagem.

E normalmente este último dia é praticamente perdido. Arrumação de malas, organização de tudo, expectativa da volta pra casa; enfim tudo te faz dar uma desanimada e querer acabar logo com este negócio de peso das malas+aeroporto+avião+ freeshop.

Mas coroando uma excelente viagem, ainda aproveitamos e bem este domingão. Afinal de contas, o vôo seria somente as 20:00 hs.
E olha que o dia começou broncolhão e chuvoso.

Mesmo assim, fomos dar uma volta pela região do Duomo…

… e de lá, seguimos pra Coin, onde além de um montão de coisas, ainda existe uma filial do sex shop ideal, o Eataly.

Adivinhem se não compramos um montão de coisas novamente (pastas, vinhos, azeites, etc)?

Voltamos a tempo de passarmos no hotel pra descarregarmos tudo e comermos num lugar indicado pelo nosso mestre Juscelino: o Il Coriandolo, um restaurante especializado em frutos do mar e localizado na região de Brera, ao ladinho do hotel.

Ele, o Juscelino, tinha nos dito na noite anterior que comeu lá o melhor spaghetti com vôngole da vida dele e que tinha se emocionado e, inclusive, lembrado da família.

Não precisa nem dizer que eu e Eymard pedimos o tal Vero Spaghetti al Vôngole. Que por sinal é de emocionar mesmo. A pasta é cozida al dente e o sabor dos vôngoles é de tirar qualquer um do sério.

As meninas pediram  um tagliolini com tomates e queijo pecorino que não ficou atrás das nossas quanto ao sabor.

Um branco do nosso amigo Angelo Gaja, um Rossj Bass 2009 (como são baratos os vinhos por aqui!) acompanhou tudo e …

… após 3 sobremesas e 4 colheres nos despedimos realmente da cozinha ítalo/piemontesa.

Ainda demos uma última passadinha na La Rinascente e bye, bye, Milano!

Ficam os seguintes ensinamentos:

a – Todos os italianos são grandes gourmets e muito bem-humorados.

B – A comida de toda esta região é imperdível.

C – Todos os ingredientes utilizados são de primeira qualidade.

D – Os vinhos são demais.

E – O outono é muito lindo por aqui.

F – Todos os chefs estavam em seus restaurantes e melhor, conversando com todos os clientes pra saber sobre o seu produto final, a comida.

G – Tivemos um guia que foi muito mais um companheiro (pelo menos não fomos ao Crippa) nos acompanhando o tempo todo e com um conhecimento que potencializou todos os ótimos momentos.

H – As trufas. Ah! As trufas.

Enfim, a satisfação foi garantita. E controlatta.

Arrivederci.

PS – Satisfação garantida também foi fazer este tour (de force) com os amigões Lourdes e Eymard. Sabe aqueles entrosamentos perfeitos em que parece que já viajamos juntos tantas vezes que nem percebemos que foi a primeira vez e garantimos aguardar ansiosamente pelas próximas!

Serviço especial – Os links dos outros dias da viagem estão abaixo:

Primo – http://eduluz.wordpress.com/2010/11/16/piemonte-primo-giorno-o-dia-agitado-so-turim-combal-zero-eataly/
Secondo – http://eduluz.wordpress.com/2010/11/18/piemonte-secondo-giorno-andando-muito-em-turim/
Terzo – http://eduluz.wordpress.com/2010/11/25/piemonte-terzo-giorno-voce-sabe-o-que-e-uma-cornucopia/
Quarto –  http://eduluz.wordpress.com/2010/12/01/piemonte-quarto-giorno-o-mundo-e-um-pisello/
Quinto – http://eduluz.wordpress.com/2010/12/09/piemonte-quinto-giorno-gaia-now-for-the-rain-is-falling/
Sesto – http://eduluz.wordpress.com/2011/01/07/dcpv-piemonte-sesto-giorno-um-coppo-cheio-de-trufas/
Septimo – http://eduluz.wordpress.com/2011/01/20/dcpv-piemonte-septimo-giorno-cabras-e-outros-bichos-ate-estrela-da-musica-pop/
Ottavo – http://eduluz.wordpress.com/2011/01/25/dcpv-piemonte-ottavo-giorno-il-luogo-di-aimo-i-nadia-que-lugar/
Nonno – http://eduluz.wordpress.com/2011/02/05/dcpv-piemonte-nonno-giorno-o-reencontro-com-velhos-amigos-maria-franco-e-leonardo/

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dcpv – àaas truuufas …

28/10 a 08/11
piedmont

Àaas truuufas …

                     

… e até breve.

Arrivederci.

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dcpv – quem quer ser um milionário ?

número 206                                                                         25/02/09          

                             Quem quer ser um milionário?

Quarta-feira de Cinzas pós-Oscar.
Eu estava com um dilema. O que fazer pro jantar ? ( taí o nome dum bom filme ).

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Resolvi homenagear este nosso grande parceiro: o cinema. Quem é que não gosta de um bom filme? Quem é que não tem “aquele” filme como especial, um refúgio pros bons pensamentos e até, um momento mágico pra viver a dois?

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Aí lembrei que tinha o livro ” O Cinema vai a Mesa” do Rubens Ewald Filho e da Nilu Lebert ( Melhoramentos) e escolhi alguns pratos além de uma receita avulsa que foi feita pela Catherina Zeta-Jones no filme Sem Reservas ( teve gente que não gostou deste filme, mas nós o achamos espetacular!)

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Vamos então à sessão pipoca, à quarta cinematográfica do DCPV.

Começamos os trabalhos com um singelo Martini, Dry Martini. Justíssima homenagem a todos os Bond, James Bond !

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Entradas – Vieiras ao Molho de Açafrão e Batatas Duchesse.

As Batatas Duchesse são simplesmente um belo purê de batatas com manteiga e 1 ovo ligeiramente misturados e batidos que são colocados em forma de biscoitos numa assadeira untada ( use um saco de confeitar).

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Elas foram feitas no filme ” Idade da Inocência” do Martin Scorcese com o Daniel Day-Lewis, Michele Pfeiffer, Wynona Ryder, etc. Quem assistiu deve se lembrar de um amor impossível com cenário riquíssimo em detalhes. É muito bom ! E as batatas entram como representantes da época do filme, 1870 e mostram a influência da comida francesa nos USA, local onde se passa a história.

Já as vieiras, são de uma receita que eu recortei de alguma revista ( provavelmente alguma Caras do cabelereiro!!). Foram empanadas numa mistura de farinha de trigo, sal, orégano, lemmon pepper e fritas em azeite quente.

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O molho é formado por chalotas, vinho branco, creme de leite, manteiga, açafrão, suco de limão, sal e pimenta. 

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Segundo os críticos, a Catherine Zeta-Jones garantiu que os ensaios e as gravações a transformaram numa grande cozinheira. Também,  o chef e criador das receitas (inclusive a das vieiras) foi simplesmente o Daniel Boulud! Assim, até eu !

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Tomamos um belo branco, um Marques de Riscal Rueda 2007 Espanha que foi fotogênico e disse : sou “fresco, hollywoodiano, nerudesco, gostei“.

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Principal – Frango indiano ( Bhuna Chicken)

Esta é uma clara homenagem ao ganhador do Oscar, o bollywoodiano “Quem quer ser um milionário? “.
Confesso ! Ainda não o assistimos (vamos neste final de semana) mas, sendo bom ou não (eu acho que é e também acho que e Dé vai adorar!), o que importa é que a comida ( e a cultura) indiana é muito boa !

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É um frango cozido super temperado ( curry, cebola, pimentão, tomate, alho, gengibre, cúrcuma, polpa de tomate, iogurte, leite de côco, pápricas doce e picante, coentro em pó, óleo) e finalizado com garam massala e coentro fresco.

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Foi devidamente coadjuvado por um belo arroz basmati ( o galã da cozinha !) com cardamomo.

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Esta receita foi retirada do filme “Um casamento à Indiana” com direção de Mira Niar e estrelado ( segundo o Rubens Ewald Filho) por um monte de parentes dela, a diretora e conta a história dos preparativos de um matrimônio arranjado entre uma família indiana, os Verma e um programador de computadores que mora em Houston, o Herman. Daí pra frente, você se envolve com toda a trama e principalmente com a “hinduzice” que acontece através das comidas, cores e da música além da curiosidade de saber se os noivos irão se apaixonar ou não! Como o próprio livro cita é uma orgia de flores, cores, comida permeada por energia, amor e paixão. Em quaquer lugar do mundo, os problemas são iguais. Muda apenas o bufê ! “. Muito boa, essa !

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Pra tentar harmonizar com a comida indiana, apelei prum espumante rosé, o Malvasia Claudia da Emilia Romagna Itália que foi “perfeccto, per tutto, florida, sette“, segundo os críticos de cinema, nós mesmos.

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Sobremesa – Savarin

Só poderíamos encerrar com o ícone dos filmes culinários, a Festa de Babette! Este não vale nem a pena resumir pois se alguém que não o assistiu estiver lendo este post, deve parar de ler, ir a locadora (ou baixar pela Net), assistí-lo e voltar a ler o post! Pronto! Vamos continuar !

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E este doce é como o filme : arrebatador ! Deixa como resultado final a mesma coisa que Babette fez com os seus comensais: depois de comê-lo você nunca mais será o mesmo ( que o digam o Mingão e o Déo que “paparam” 5 e 4 pedaços, respectivamente!).
É um bolo feito da seguinte maneira ( esta receita vale ser passada com exatidão) :

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Misture 100g de farinha de trigo com 115 ml de leite morno e 15 g de fermento biológico. Deixe descansar até dobrar de volume.
Bata a mistura na batedeira com 130 g de manteiga,  30 g de açúcar, 200 g de farinha de trigo, 1 colher de chá de sal, 4 ovos até obter uma massa homogênea ( ~15 min). Coloque numa forma untada e deixe crescer novamente. Leve para assar a 180 ºC até dourar.

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Já a calda é feita da seguinte maneira : leve ao fogo 2 xícaras de água com 1 e 1/2 xícaras de açúcar, um pau de canela, cascas raladas de uma laranja e de um limão. Adicione 3 colheres de sopa de rum, 2 colheres de sopa de licor de laranja e deixe atingir o ponto de fio.

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Derrame a calda morna sobre o Savarin (como na foto) e sirva em seguida.O melhor modo pra degustá-lo é esfregar um dos lados da fatia do bolo na calda. Es-pe-ta-cu-lar!

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Pra finalizar a noite especial do Oscar, um licorzinho de Anisete da D. Anina  que deveria ganhar o premio de melhor ator coadjuvante !

Veja o que os cinéfilos acharam :

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Avant-premiére! Tudo perfeitamente enquadrado e com uma direção notável! Um blockbuster. (Edu)
Te!! Tere!! Te! Te! Savarin. (Mingão)
And the Oscars goes to .. us (que comemu!) (Déo)

Chegamos ao fim! Bom enredo com muita emoção no final ( ah! o Savarin!)

The End !

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dcpv – é isso aí, chefia !

número 205                                                                                04/02/09

                                             É isto aí, chefia ! 

Já faz um tempinho que eu ganhei um livraço da Dé: Chefs, Segredos e Receitas ( Editora Melhoramentos).

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Com Ferran Adriá (este garoto promete!), Peter Gordon, Pierre Hermé, Charlie Trotter no elenco, ele é um livro extremamente bem feito, com fotos espetaculares, didático e com informações passo a passo que  fazem com que você reproduza as receitas com fidelidade.

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Molhos e temperos, espumas, caldos e sopas, condimentos, culinária latino-americana, ovos e laticínios, peixes, culinária japonesa, aves, carnes, vegetais, massas, cozinha thai, cereais, pães, sobremesas e frutas. Cada um destes temas são capítulos completos onde um chef especializado nos mostra como e porque fazer.

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Escolhi, dentre todas estas informações, um menu  com receitas de 3 capítulos. Antes de executá-lo, um  Sex-on-the-beach ( o coquetel!!):

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CALDOS E SOPAS - ( Shaun Hill)

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” Um caldo bem preparado é a base de um bom molho ou de uma boa sopa, porque sem ele sempre fica faltando sabor e frescura.”

Esta é uma verdade absoluta. Aqui em casa só usamos caldos autênticos ( nada de galinha azul!) há muito tempo. E, além de tudo, o aproveitamento de sobras de legumes é total!

Aproveitando a dica do Shaun, escolhi uma Sopa de Galinha à Tailandesa .

4 talos de capim cidreira cortados em pedaços de 1 cm, 5 folhas de limão taiti, 500 ml de água e uma coxa de frango são fervidos em fogo baixo até o frango cozinhar. Tire-o do caldo, corte a carne e reserve.

Junte 2 pimentas ao caldo e coloque a sopa pra ferver novamente. Acrescente 1 litro de leite de côco e aqueça vagarosamente mas não deixe ferver.

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Aí é só coar a sopa numa panela, acrescentar 1 colher ( ou um pouco mais) de nam pla, suco de 3 limões, 3 talos de cebolinhas picados,  2 colheres de sopa de coentro  e o frango reservado.

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Pronto ! Sopa apimentada, doce, salgada e … deliciosa.

CONDIMENTOS – Peter Gordon 

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“O que é um sabor? Seria algo físico ou intelectual? É definido por regras ou puramente pelo gosto pessoal? Como aprendemos a gostar ou não gostar de um sabor? A que altura da vida de uma criança, o queijo gorgonzola torna-se mais atraente que o purê de maçã ?”

Só pelas perguntas se percebe que o Peter Gordon é fera! Pra quem não está unindo o nome à pessoa, ele é o chef que participou do programa do (mala) Jamie Oliver no episódio sobre cozinha thai.

Pois bem, escolhi uma Lula marinada com manjericão e coentro.

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Esta entrada é prática e tem que ser feita rapidamente (senão a lula vira estilingue).
Pra marinada :
1 e 1/2 colher de chá de grãos de pimenta do reino branca
1/2 colher de chá de sal
1 dente de alho
1 maço de manjericão
1 punhado de coentro
400 g de lula em anéis
1 colher de chá de nam pla
2 colheres de chá de açúcar

A marinada é feita com a pimenta amassada com sal e alho,manjericão e coentro apiloados até formarem uma massa crocante. Deixe descansar por 15 minutos.

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Aqueça um wok até fumegar. Adicione o óleo e cozinhe as lulas marinadas em fogo alto por 30  seg. Adicione o nam pla e o açúcar e cozinhe mais 20 seg.

Ah! Esqueci de dizer que tínhamos convidadas ilustres: a Re, a Luma e a Bia, estas, nossas sobrinhas queridas.

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E esta lula foi uma unanimidade pra elas : não gostaram mesmo! Pra dizer a verdade, nem tocaram no prato! Ainda tivemos mais uma revelação:  o Mingão acrescentou mais um ingrediente pra (minúscula) lista dele de ingredientes repudiados. Ele também não comeu nada !

Resultado : a Dé comeu a dela, eu tive que comer 2,5 pratos ( o meu,o da Re e metade do Mingão) e o Déo, o recordista da noite, comeu 3 ( o dele, o da Luma e o da Bia).

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Pra quem comeu ( eu, a Dé e o Déo) é um prato marcante, bem temperado e a combinação com pepino cru e gomos de limão foi bem interessante!

Pra salvar um pouquinho, tomamos um vinho branco Chardonnay Domaine Conté 2007 Chile que mandou em nós ( foi chef !) e disse : sou ” verde, olivado, frescoso, cítrico”.

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Continuando com o Peter Gordon, fiz como principal, um Peixe Branco Marinado com Cominho, Nigella e Pimenta.

É claro que esta nigella não é “aquela” ( a gordinha sexy!). É a especiaria Nigella.

Voltando a marinada, o próprio Peter Gordon diz ” o propósito de uma marinada é adicionar sabor e também amaciar as proteínas do alimento. Se um líquido como iogurte ou óleo for adicionado a uma farofa de especiarias, torna-se uma marinada. No caso do iogurte, a marinada amaciará carnes duras e deixará peixes e carnes de primeira firmes, porém delicados”.

E foi o que aconteceu. A nossa marinada foi feita da seguinte maneira : aqueça 2 colheres de azeite numa frigideira pequena e adicione 1 colher de sopa de sementes de cominho e 1 de pimenta do reino, torrando-as em fogo moderado. Quando soltarem aroma, adicione 1,5 colheres de sopa de nigella e 1 colher de chá de sal. Segredo : conte até 15 ( 1, 2, … 15) e transfira a mistura pruma tigela grande. Adicione 1 colher de sopa de hortelã seca e misture. Deixe esfriar e junte 150 g de iogurte natural.

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Pronto! Coloque o peixe na marinada, esfregue e leve a geladeira cobrindo a tigela com filme plástico. Deixe de 4 a 6 horas.

Pré-aqueça o forno a 200ºC e ponha uma forma de cerâmica pra aquecer. Tire o peixe da tigela, limpe e enxugue com toalhas de papel. Coloque uma colher de sopa de azeite na forma e arrume o peixe por cima. Asse por 15 min ou até ficar cozido.

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Sirva com folhas de hortelã, fatias de melancia (sim, srs !), gomos de limão e iogurte natural.

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Dá trabalho, mas é bom. Todo mundo comeu, exceto a Re e a Luma que foram de :

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Pra acompanhar, um tinto, o Merlot Volpi Salton 2003, uma raridade brasileira, que foi, segundo os sobreviventes, ” nacional, chileno + ou -, ronivoniano” ou seja, tão bom quanto os importados ruins !

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De quebra, tivemos também uma análise da Coca Light lata, pelas espetaculares Re, Luma e Bia : ” tem buinha, gasosa, pumzosa “.

CEREAIS E LEGUMINOSAS – Paul Gayler

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” Os cereais tem sustentado a humanidade por séculos. Nos climas temperados, o trigo, a cevada, o coentro e a aveia são os cereais básicos enquanto o arroz, o milho, o painço crescem nos trópicos e subtrópicos. Apenas nos países mais ricos, a carne suplantou os cereais como alimento básico “.

Aproveitando este capítulo, pesquei na parte sobre o trigo, uma receita dum Tabule de Frutas de Verão.

É um tabule clássico ( com bulgur) onde os legumes são substituídos por frutas ( framboesa, morango, abacaxi, manga e melão).

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Coloca-se uma calda feita com açúcar cristal, água e maracujá.

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Na hora de servir, junte suco de limão e folhas inteiras de hortelã. Interessante, refrescante e todo mundo comeu bastante.

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Leia a opinião dos membros honorários do DCPV :

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Comida “exquisita” com largo destaque pro peixe, pra salada de frutas e pra lula ( viu, Mingão!). (Edu)
Lula, não! O resto, sim ! (Mingão)
Só esse “lula” me agrada! Deliciosa. Louvor a dessert delicieux! (Déo)

Resumo da ópera: ô livrinho bom ! Super-didático e só com as receitas que estão nele, eu faria diversos menus DCPVianos.
É uma fonte inesgotável e é tão interessante que se lê como se fosse um romance e dos bons !

Até o próximo capítulo !

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bologna – a terra do molho a bolonhesa

molhado                                                                                     out/08

                     Bologna - A terra do molho à Bolonhesa

O vôo (tranquilo) da TAM foi SP/Milão. Chegamos, pegamos o carro na Hertz, conhecemos a Maria Joaquina ( a voz do GPS), ignoramos solenemente o bife à milanesa e partimos diretamente pra Bologna, pro molho à bolonhesa.

3 horas de auto-estrada ( e 1 pit-stop no Auto Grill, um posto de conveniências muito legal) com direito a nos abastecer e chegamos a Bologna por volta das 17:00 hs pra fazer o check-in no hotel I Portici .

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É um hotel design bem “esquisitinho”, mas confortável e muito bem posicionado, já que se localiza na  Via Independenza , uma das tantas ( são mais de 40 km) providas de calçadas cobertas por arcos e que são providenciais pra andar em dias chuvosos ou com muito sol.

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Jantamos num daqueles restaurantes típicos, o Il Moro ( é, aquelas armadilhas turísticas!) e comemos “pasta com molho à bolonhesa”, prego ! Inclusive com o vinho meia boca da casa !

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Além de mortadela, prego de novo !

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Bologna ( que novidade!) é uma cidade bastante gastronômica (esta foi um dica da correspondente/DCPV em Roma, a Maria!). Existem vários estabelecimentos vendendo o melhor em frutas ….

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… legumes …

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… salumerias …..

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…. e tudo o mais.

Pra culminar, fizemos um jantar espetacular no restaurante do próprio hotel.

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Reservamos com o próprio maitre que por si só já era uma “figuraça”! Todo bronzeado artificialmente e com a sobrancelha tirada, parecia um daqueles vilões de novelas  mexicanas.

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Exatamente as 21:30 hs, começamos nosso giro culinário bolonhês e, sózinhos. Não tinha mais ninguém no restaurante que é muito bonito pois fica num teatro antigo com direito a balcão, palco e tudo o que existe numa daquelas salas de espetáculos de antigamente.

Iniciamos com um belo prosecco e um amuse buche (com as honras da casa !)  

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Entradinhas …

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… e eu pedi um tris de conchas.

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A Dé, uma lasagnetta de tonno (ô, affetaccione!!) como principal.

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E eu, uma lagosta azul com purê de baunilha.

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Pra culminar, o melhor Petit Gateau que a Dé comeu até hoje ( segundo ela mesmo! E ela falou agitando as mãos !!!). Ele veio com sorvete de baunilha, molho de  café e frutas vermelhas. De fechar o “mercatto” ! 

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Vinho de sobremesa e docinhos foram nos “regalados”.

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Ah! Também tomamos um vinho branco Chardonnay Bramito 2007 Umbria  que o maitre tez questão de nos presentear com o rótulo (é muito legal este processo de adesivar e retirar, sem  rasgar!).

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Olha! Foi um banquete e provavelmente com o melhor serviço e custo/benefício que tivemos na viagem. Sem contar que era só pegar o elevador e subir até o 4º andar pra estarmos em “casa”, abrir a janela e apreciar a paisagem !

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Bologna tem que ser visitada  pois é uma cidade grande, bonita, confortável, ótima pra andar, com comida de primeira e bastante romântica!

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E não esquecendo que Bologna é uma bela parada intermediária pra ir pra Toscana, passando por Lucca…

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… Pisa e o maior imã do mundo, a Torre …

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… San Gimignano ( a Manhattan italiana)…

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… e chegando a Siena com o seu belo Duomo.

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Arrivederci !!

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siena – mangia, mangia, che te fa benne !

toscano                                                                              03/11/08

                      Siena -  Mangia, mangia, che te fa benne !

Vou fazer um breve resumo da viagem até chegarmos a Siena, a grande cidade da foto abaixo e que ficava exatamente na metade do nosso tour !

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Desembarcamos em Milão, pegamos o carro e fomos direto pra Bologna, na Emilia Romagna. Com 40 kms de calçadas cobertas, Bologna é uma cidade muito bonita e que esconde tesouros em cada esquina ! Ficamos 3 noites lá !

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Tempo suficiente pra conhecer Parma onde fizemos um tour espetacular pra saber como são feitos parmegianos reggianos, acetos balsâmicos e presuntos crus. É claro que tinha degustações de todos os tipos !!

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E fomos também pra Modena, na Osteria Francescana (encontro marcado aqui) onde o Massimo Bottura fazer um belíssimo menu degustação ainda nos presenteou com um livro dele sobre o Aceto. Esperem que este merece um post especial ! 

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Ah! Lá em Modena também fica a espetacular Galleria Ferrari.

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Em seguida, ficamos duas noites no hotel L’Andana, em Castiglione della Pescaia com este por-do-sol …

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Logo após, 3 noites em Siena, sendo que na primeira, fomos ao restaurante Al Mangia. E é justamente sobre este jantar que escrevi o texto abaixo que foi publicado lá nos Destemperados:

Comer é sempre muito bom ! Ainda mais se acompanhado por história e tradição.
Pois bem! Estivemos em Siena, em plena Toscana e resolvemos ir ‘manjar’ no ristorante Al Mangia !

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Comida italianíssima como convém: massas (que horror, o certo é pasta!), molhos, bruschettas, cantucci, chianti e vin santo. E tudo isto na Piazza del Campo onde acontece desde 1283, o Pálio.

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Nada a ver com o carro da Fiat, este Pálio é simplesmente a festa mais comemorada da Toscana. Ela acontece duas vezes por ano ( em 02/07 e 16/08)  e é uma corrida de cavalos sem sela com jóqueis representando 10 dos 17 distritos de Siena. É quase um Palmeiras e Corinthians dos cavalos. Adivinha se não rolam apostas, desafios e uma tremenda festa dos ganhadores. E esta corrida dura exatamente 90 segundos. Fantástico, não ?

Portanto, neste palco, onde você, sinceramente consegue imaginar as milhares de pessoas que presenciam Il Pálio, resolvemos começar a nossa viagem no tempo com algumas bruschettas. De ragu, de alho e de tomate.

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 Acompanhadas de um belíssimo vinho tinto, um Chianti Classico Castello di Cacchiano 2005 DOCG, um verdadeiro potro !!

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Fomos direto pras massas (ôpa, pastas!)! A Dé foi de Spaghetti com pomodorini pachinno, mozzarella e basílico . Esta foto é pornográfica !!

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E eu de Pici Senesi alla Mangia ( uma massa típica toscana que é feita somente de farinha de trigo e água!) . Prego !!

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Estavam tão boas que (me desculpem os professores de etiqueta) entregamos os pratos limpinhos após passarmos pão ( da casa e italiano) em todo o molho !  

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De sobremesa, cantucci ( biscoitinhos de amêndoas) com vin santo. O grande barato desta sobremesa é que a tradição manda molhar o biscoito ( sem conotoções !!) no vinho, que é extremamente doce e comê-lo. Parece que se está saboreando um pavê toscano !

Olha, é de chorar! E nada a ver com o clima dramático dos nossos fratellos italianos!

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Agora me diz se um lugar que tem um monumento destes na frente dele, merece ou não uma visita destemperada !!

Ciao !

PS – Quem estiver curioso e quiser dar uma olhada nos melhores momentos da nossa viagem, dá um pulinho lá no  Filigrana, o blog da Majô que quebrou um galhão e colocou o post “imeeenso” lá. Grato Majô !

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ôba! fomos ao Boa

back                                                                                      18/10/08 

                                       Ôba! Fomos ao Boa

Sabe aqueles restaurantes que você realmente gosta ? Aquele lugar que você se sente bem e quase não vê o tempo passar quando está lá ?

O restaurante Boa era exatamente este lugar . A decoração era despojada e descontraída. O conceito era ter uma comida fresca, naturalista e moderna. A chef era a Tatiana Szeles. Tudo colaborava pra que  o lugar fosse memorável.

       

Fora a localização : ao lado do sex-shop ! Ou seja, você vai pra São Paulo ( no nosso caso, é claro); faz um belo passeio gastronômico na Casa Santa Luzia; abastece a sua despensa e não precisa andar nem 100 metros pra ir fazer uma bela e boa ‘boquinha’ no Boa !

E por que o Boa era assim ? Ele era, porque há uns dois anos, a Tatiana saiu e o novo dono ( não sei quem era!) desfigurou todo o restaurante. Garçons de paletó e gravata (??) e comida estranha ao ambiente. Quase virou um Frankenstein !!

 

A grande surpresa foi ler que a Tatiana não só retornou ao Boa, como agora é a nova proprietária !

É claro que fomos ( eu e a Dé) rapidamente verificar como se encontrava o ‘nosso’ Boa! E surpresa ( ou melhor, com a Tatiana, não tivemos surpresa nenhuma!): está tão bom ou melhor do que antes. A decoração voltou a ser arejada. Os garçons estão usando uns aventaizões modernos. E a comida está espetacular !

O couvert já é uma delícia. Pãezinhos acompanhados de ceviche, sardella e guacamole by Tatiana.

E sempre com um caldinho (neste caso de legumes e mandioquinha) delicioso!

Tomamos 375 ml de um bom vinho SulAfricano, o Wolftraps que além de ser agradável ficou melhor ainda pois foi servido num belo mini-decanter (quase uma mini petiz, se é que me entendem !).

             

A Dé pediu um dos pratos do dia : um bobó de camarão com arroz branco e chips de quiabo.

Eu, um filé mignon com crosta de queijo de cabra ,molho de pimenta verde, purê de mandioca e legumes verdes refogados. Além de gostoso, um prato extremamente fotogênico !

A Tatiana ainda veio conversar conosco na mesa e, como cortesia, nos mandou um belo enroladinho de surubim .

     

Abdicamos das sobremesas devido ao horário (15:30 hs). Tivemos que sair correndo por causa do Timão ( 3×0 no Bahia. Rumo a Dubai!) mas, certamente voltaremos pra experimentar outros pratos, tamanha a quantidade de opções,  pois a nossa dobradinha de comida explícita voltou : Sex Shop + Boa !

           

Bom retorno, Tatiana.

Até a próxima !

 

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