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dcpv – mendoza – dia uno – cavas wine lodge, que hotel!

07/08/13

Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!

Nota do editor: nós tivemos um problema com o cartão da nossa máquina fotográfica e perdemos as fotos dos dois primeiros dias desta viagem. O jeito foi apelar pros amigos e utilizar as fotos que tanto a Márcia/Vianney como o casal Lourdes/Eymard tiraram. Portanto, não reparem se o post resultar um tanto quanto remendado. Podem ter certeza que não foi o vinho! :)

Era dia de se embrenhar no enomundo de Mendoza.

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Tudo bem que o sacrifício seria grande.

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Afinal de contas, acordar as 6:00 hs e com frio não é lá muito agradável, né? Mas tínhamos vôo (curto e extremamente turbulento) as 10:20 pela LAN.

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Chegamos (agora já com a Madá e o Álvaro junto conosco) e embarcamos no transfer pro hotel Cavas Wine Lodge. E que hotel!

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Ele fica no meio de videiras e os quartos são estonteantes.

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Grandes, …

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… muito bem decorados …

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…  e charmosos.

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É o mínimo que podemos falar deles.

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Aproveitamos pra conhecer tudo (a área comum também é incrível), já que separamos este dia pra curtir o local e pra dar uma descansada.
Se bem que, antes disso, a fome apertou e fomos obrigados a almoçar!

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Como o pessoal qua atende é muito atencioso, tudo estava preparado pra nossa lauta refeição (não precisa nem dizer que foi o Vianney que tirou as fotos, né?).

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O restaurante é bem bacana e não tivemos problema nenhum em escolher os pratos do menu.

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Quase todos aproveitaram pra pedir algumas empanadas de entrada e  curtir o excelente vinho Kaiken 2008 (pedimos duas garrafas).

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Tudo foi perfeito e estávamos preparados pra pedir os pratos principais.

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A Márcia e o Vianney atacaram na especialidade da casa, as carnes. Um bife de ancho para cada um e os espíritos carnívoros foram saciados.

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Já a Madá, a Lourdes e a Dé escolheram uma sopa de tomates que estava bem clara e muito saborosa.

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O Álvaro e o Eymard pediram uma massa com ragu de cabrito e eu, um maltagliatti com ragu de ossobuco.

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Todas al dente e com o molho bem característico.
Como a sede ainda era grande, pedimos mais uma garrafa dum Malbec (pra quem não sabe, a uva característica da Argentina) Luca 2007 e refletimos sobre a excelência dos vinhos mendocinos.

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Quando terminamos, já eram 17:30 hs. Foi o tempo de todo mundo dar uma descansada e aproveitar pra curtir o quarto …

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… e o visual dele.

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Veja que apesar do mau tempo, deu pra ter uma idéia do entorno do hotel. Imaginem tudo isto com sol?

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Tínhamos também uma degustação pra ser feita, mas, sabiamente, adiamos a tal pra noite de sexta.

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De qualquer forma, sobrou o jantar de boas vindas no próprio restaurante do hotel. E as 21:00 hs, estávamos a postos pra mais uma dura batalha.

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Iríamos comer e num lugar especial: na adega do lugar.

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A nossa mesa foi montada sobre uma pirâmide de vidro (praticamente um mini Louvre) e estava linda.

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Ainda sobre o efeito da almoço tardio, resolvemos todos dar uma maneirada e pedir somente um prato. Alguns (tais como a Dé e o Álvaro) apelaram e escolheram uma salada frugal como principal.

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Outros (como a Lourdes) foram de sopa de cenoura. A Márcia pediu salmão no vapor com folha de figo e risoto de quinua vermelha, …

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…, a Madá foi de chivo (o famoso cabrito) em 3 cocções com gnocchi de queijo de cabra, o Vianney pediu o tortellini com pato confit, …

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… o Eymard escolheu um cordeiro cozido por 24 hs em baixa temperatura com creme de batatas trufadas, e eu, um legítimo bife de chorizo acompanhado de batatas fritas.

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Todos, por incrível que pareça, estavam ótimos.
Experimentamos, por conselho da sommelier Márcia Lube, vinhos únicos. Um o Petit Verdot Gran Lorca 2008 e o outro, um Cabernet Franc XI Pulenta 2010.

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Olha, foi o complemento dum primeiro dia muito bom e altamente enogastronômico.

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Este passeio à Mendoza promete.

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Hasta.

Leia sobre o outro dia desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!

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dcpv – aula do alain “sous vide” poletto na casa da lu e do mike

13/04/2013

Aula do Alain “Sous Vide” Poletto na casa da Lu e do Mike.

O convite que a Lu e o Mike nos fizeram (o sócio também esteve nessa) conteria, além dum jantar com a “Turma de Vinhos de Araraquara“, uma aula com o Alain Poletto.

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Tudo isto aconteceria na nova casa paulistana/praiana deles.

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E quando se fala em Alain Poletto (lembram dele na Paola de Verona?), logo vem a mente o método sous vide de cocção de alimentos.

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O que é mesmo que isso significa?
Sous-vide, em francês, quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por um tempo maior que o tradicional. O tempo pode variar entre 2 horas e 72 horas e a temperatura precisa ser estável, normalmente entre 40°C e 70°C, dependendo do que se cozinha. O objetivo da técnica é manter a integridade do alimento, evitando a perda de umidade e sabor. Equipamentos profissionais podem custar algumas centenas de dólares, mas é teoricamente possível fazer em casa com máquinas de embalar a vácuo e água morna monitorada por um termômetro comum.

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Esta definição é precisa. E foi o que vimos na casa da Lu e do Mike.

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Inicialmente, o Alain nos explicou as questões técnicas deste tipo de cocção, …

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… e o porque da necessidade de se ter cuidados máximos com a higiene.

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Foi um tal de tabelas, gráficos e informações interessantes.

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Logo depois, passamos pra parte prática e aí segue o fotoblog da história toda.

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É claro que tudo terminaria no jantar propriamente dito.

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Com o detalhe que a entrada toda foi feita na aula: tomatinhos cereja …

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… e bacalhau confitados.

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Uma delícia!

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O restante da noite foi puro divertimento, com a turma de vinhos de Araraquara justificando os elogios que a Lu e o Mike sempre fizeram pra ela.

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Todos são realmente muito divertidos e interessantes …

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…inclusive, um outro convidado como nós, o Cláudio, o engraçado cunhado da Lu e do Mike.

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Até.

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Fogão de lenha no dcpv.

26/02/2013
número 343

Fogão de lenha no dcpv

“Edu, o fogão de lenha, para nós, mineiros, representa um estado de espírito.
É a certeza de que, enquanto se cozinha o feijão, se ferve o leite e se assa o pão-de-queijo, o tempo pode parar e esperar a conversa dos amigos .
É assim que me sinto, desde que conheci a cozinha do dcpv que, generosamente, se abre para os amigos do mundo”.

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Não precisa nem dizer que esta dedicatória foi feita pela Drix.

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E num livro, o Fogão de Lenha, Quitandas e Quitutes de Minas Gerais, da Maria Stella Libanio Christo (editora Garamond) que ela, gentilmente, nos deu de presente.

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Pois não é que ele tinha ficado no apê da praia e justamente neste final de semana, resolvi folheá-lo novamente.

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Começa que ele é muito bem escrito, contendo fatos inusitados e até menus de refeições feitas nos idos de 1800. Mas o objetivo principal da autora foi catalogar o máximo possível de receitas daqueles cadernos que passam de mãe para filha.

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E o resultado é uma leitura pra lá de agradável, como o próprio livro indica ser uma refeição típica mineira.
Vamos lá, então, experimentar estes quitutes e estas quitandas, sô.

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Como diria a Maria Stella, cheguem-se, a casa é sua!

Bebidinha – Caipirinha.

Como pensar numa comida tipicamente mineira, sem a legítima caipirinha, aquela de limão.

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Principal – Um almoço mineiro.

Não estranhe. Desta vez vou seguir os preceitos do livro e servir uma refeição mineiraça.

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Arroz, feijão, carne, angu, legumes e verdura. Estes são os componentes deste jantar. Todos servidos ao mesmo tempo e no mesmo prato.

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Arroz branquinho e o feijão bem temperado foram feitos pela Flora.

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Já a carne tem que ser de porco. Então escolhi um Lombo à Mineira.

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Pra fazer, basta deixar um lombo magro temperado (uns 2 kg) numa vinha d’alhos (alho, cominho, gotas de pimenta, pimenta do reino, louro, sal e vinagre) durante umas 3 horas.

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Coloque o lombo numa assadeira untada e leve ao forno brando.

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De vez em quando, borrife com água pra que asse bem. Quando estiver macio, deixe corar.

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Pra acompanhar este lombo, uma simples farofa de manteiga .

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Já pro angu, dei uma leve sofisticada (também sou filho de Deus, sô) e fiz uma polentinha básica.

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O legume escolhido foi a abóbora.

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Corte-a em pedaços, misture 1 colher de chá de tempero mineiro (alho, cebola, cebolinha, pimentão verde, sal e salsa) e esquente o óleo numa frigideira.

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Quando tiver bem quente, refogue e deixe cozinhar lentamente, pingando água.

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Finalizando, optei pela couve a mineira, …

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… cortada fininha e refogada numa frigideira junto com bacon derretido.

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É claro que o prato todo montado ficou uma belezura, uai e …

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… tivemos que nos contentar em experimentar mais um pouco quando ele terminou.

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Foi difícil acompanhar/harmonizar tudo com um vinho, mas o rosé Inurrieta Mediodia não decepcionou. O achamos “mineirim, sôzim, boazim, gostosim”.

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Sobremesa - Bolo Moça Chique.

Tá na cara que este bolo foi feito pra e pela Dé. Como sempre a receita é simples e uma delícia.

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Bata 1 xícara de chá de manteiga com 4 gemas e 2 xícaras de chá de açúcar.

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Em seguida junte 3 xícaras de chá de farinha, 1 colher de sobremesa de fermento em pó e 1 pires de coco ralado.
Adicione 4 claras batidas em neve.

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Coloque numa forma untada de manteiga e asse em “forno esperto”!

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Nós ficamos espertos e achamos o bolo muito bom mesmo.

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Valeu até tomar um anisetinho da D Anina pra comemorar.

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Eis o que os mineirins acharam de tudo:
Tremendo jantar, sô! Comidim mineirim das boa, uai! (Edu)
Ó Minas Gerais, ó Minas Gerais! Quanta comida maravilhosa você me traz! (Mingão)
Coisim boim dimais, sô! Nem trem é; expressim !! (Deo)

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E antes que você pergunte, os quitutes são as comidas de sal: o dourado lombo de porco com a  farofa , a lingüiça fumegante, o leitão pururuca, o tutu de feijão com rodelas de ovo, o torresmo torradinho, o frango caipira com quiabo e angu e outras delícias que só em Minas se encontram.

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As quitandas substituem o pão no café da manhã e no lanche da tarde. São elas o célebre  pão de queijo, as gorduchas roscas da rainha, o bolo de fubá, os sequilhos, os crocantes biscoitos de polvilho, entre ourtas especialidades das sinhás mineiras.

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Portanto, se tiver a oportunidade, compre o livro Fogão de Lenha. Você certamente terá tempo pra conversar com os seus amigos enquanto faz uma lauta refeição, né Drix?

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Inté.

dcpv – sexiésimo dia – chile – de volta pro aconchego, ops, santiago

28/10/2012

Sexiésimo diaChileDe volta pro aconchego, ops, pra Santiago.

Era dia de sair do sonho lapostóllico.

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E as casitas, as nossas moradias temporárias, necessitam de uma melhor explica/explanação.

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Você não imagina o quão reconfortante é chegar no seu quarto e ter a visão que elas te proporcionam.

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A sala de dormir (podemos chamá-la assim) é espaçosa e agradável.

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Ela tem vista de todo o vale.

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É espetacular.

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E ainda mais quando se tem a oportunidade de ver um nascer-do-sol sensacional como este.

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Fomos tomar café, o derradeiro café …

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… e nos prepararmos pra volta pra Santiago.

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Enquanto a Márcia e o Vianney e a Madá e o Álvaro voltariam pro Rio, nós e os sócios ainda ficaríamos mais uma noite em Santiago.

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E desta vez, experimentando o The Aubrey, um hotel boutique pequeno e que fica ao lado da La Chascona, a casa do Neruda .

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Antes de conhecer o hotel, fizemos o caminho de volta do Vale do Colchágua, vendo paisagens bacanas …

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…  e em apenas duas horas (um tremendo upgrade em relação ao tempo gasto na ida).

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Deixamos os casais no aeroporto, nos despedimos dos mais novos velhos e bons amigos, …

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… e fomos conhecer o hotel.

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Ele é bem bacana (claro que não comparável ao W Santiago), …

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… com bons toques de modernidade …

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… e uma administração pessoal do seu presente dono.

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Estávamos com fome e fomos procurar um restaurante.

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O problema é que esquecemos completamente que aqui no Chile também seria um domingo de eleições. Ou seja, quase tudo estaria fechado e pior, não se poderia tomar nenhuma bebida alcóolica.

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Paradoxo dos paradoxos, tivemos que seguir a Lei Seca em plena Santiago.

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Por sorte (ou azar, você verá) o famoso restô Como Agua para Chocolate estava aberto.

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Conseguimos uma mesa (me parece que normalmente os chilenos não saem pra almoçar aos domingos, daí a maioria deles não funcionar) e fomos passar pela pretensa culinária afrodisíaca do lugar.

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Apesar de ser um pouco fake, tudo é bem bonito …

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… e temático.

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Mas a comida, sinceramente, ficou a desejar.

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Tudo bem que tivemos que tomar cerveja sem álcool…

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Pedimos uma entrada com camarões e machas num molho de 3 queijos.

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Como principais, a Lourdes pediu um peixe, …

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… a Dé um péssimo Côngrio, …

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…. o Eymard um mediano atum ,…

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… e eu, um péssimo macarrão com frutos do mar.

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Inclusive, tinha alguns fios que nem cozidos estavam.

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Fomos insistentes e pedimos sobremesas.

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Foi mais uma burrada. O tal pudim de 3 lêches e…

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… o Como agua para chocolate eram muito ruins.

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Só nos restou perceber todo o engraçado do entorno. Dá pra imaginar o único restaurante da região cheio e com brasileiros querendo furar a fila de espera de qualquer jeito?

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Voltamos ao quarto, demos uma boa dormida (slow travel, minha gente) e fomos conhecer o Parque Metropolitano.

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Se bem que com o calor reinante (quase 35ºC), …

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… demos somente uma voltinha, o suficiente pra ver belíssimas vegetações …

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… e flores.

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Retornamos ao hotel e nos livramos definitivamente da lei seca…

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… tomando um (a calhar) Cremant de Loire. 

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Tudo isto pra nos prepararmos pra conhecer o restaurante Arola, que fica no hotel Ritz Carlton.

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Já tivemos ótimas experiências por lá, especialmente no de Paris.

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E cá pra nós, chegar a um Ritz Carlton é outra coisa.

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O restaurante é um daqueles moderninhos e com mobília chique.

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Como já conhecíamos o sistema, fomos logo escolhendo tanto o vinho, como os tapas quentes e frios. O vinho branco foi um Chardonnay E.Q. Matetic 2011.

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Antes dos pratos, o tradicional pan com tomate foi servido.

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E melhor, no modelo monte você mesmo.

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Logo em seguida vieram os tapas frios: aspargos empanados ,

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carpaccio de cogumelos, …

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carpaccio de cerdo

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… e centolla e cangrejo.

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E os tapas quentes: as legítimas batatas bravas,

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pulpo (ai, pulpito), …

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croquetes de jamon

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… e empanadas de atum.

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Todos perfeitos e no formato pra compartilhamento total.

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Tomamos mais um vinho branco, o Chardonnay Sol del Sol 2009. Mais um excelente.

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E pedimos uma degustaçào de 4 sobremesas (não se esqueçam que estávamos com muita fome): espuma de crema Catalunha, …

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7 formas de chocolate, …

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chocolate branco

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… e torta de maçã .

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Como era o nosso último jantar desta viagem, resolvemos homenagear a Márcia e o Vianney, tomando um Late Harvest Erasmo, …

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.. e também ao som dos Ramones, homenageamos a Madá e o Álvaro. One, two, three, four… I Wanna be sedated.

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Voltamos ao The Aubrey pra dormirmos o sono dos justos, acordar cedo pra arrumar as malas e partirmos.

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Tivemos tempo de experimentar o bom café de manhã…

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… e pronto!

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Continuo insistindo que o Chile, um país próximo a nós, ainda é (apesar do aumento considerável do fluxo), pouco visitado pelos brasileiros.

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Suas montanhas, seus desertos, suas geleiras, suas ilhas, mesmo a sua capital deveriam ser explorados mais costumeiramente por nós.

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E no nosso caso, ainda tivemos uma ótima experiência com um grupo que certamente veio pra ficar.

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Foi (mais uma) excelente viagem.

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Adiós.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.
Triésimo dia – Santiago – Chile – Isto é que é uma dobradinha ao quadrado. La Chascona/Bocanáriz e Almaviva/Boragó.
Quatriésimo dia – Colcha e água? Casa Lapostolle.
Quinquésimo dia – Chile – Vale do Colchágua – Conhecendo a Neyen e a Lapostolle como se deve.

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dcpv – bis nos sabores da sicília

número 338
06/11/2012

Bis nos Sabores da Sicília.

Eu gosto muito do livro Sabores da Sicília. Tudo nele é encantador: as receitas, a história, os vinhos e a verdadeira prosa da autora, a obviamente italiana, Maria Montanarini, uma expert nesta ilha da Bota.

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“Maior ilha do Mediterrâneo e território carregado de história várias vezes milenar, onde atuaram fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos e espanhóis (quiçá ferrazenses), a Sicília é famosa também pela excelência  dos seus pratos e inconfundíveis sabores.

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Uma italiana que muito bem conhece a ilha desde a infância e que mora no Brasil há seis décadas, Maria Montanarini, comprova isso com muitas receitas, algumas das quais que foram passadas pela sogra siciliana”

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E é com esta Maria que nós, eu e a Dé, graças a uma dica dos nossos novos amigos Clau e Gil, faremos uma aula de culinária típica  desta região (em tempo – já fizemos).

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Como um aperitivo (e relembrando, já que fiz uma outra noite memorável com receitas do mesmo livro), aproveitei a releitura do livro pra dar mais uma voltinha pela comida típica da Itália.

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Vamos lá, então, aproveitar os quitutes sicilianos.

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EntradasCenoura ao Marsala, Abóbora agridoce e Fritada de favas frescas.

O lema deste livro é “receita simples e saborosa”. E estas são exemplos delas.

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Pra Carote al Marsala, basta cortar 500g de cenouras lavadas, descascadas e cortadas em fatias grossas e reservar.

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Coloque numa panela, 4 colheres de sopa de azeite, aqueça e frite 2 dentes de alho cortados em lascas. Acrescente as cenouras, sal e pimenta.

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Cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre.

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Junte 1 xícara de chá de vinho Marsala e continue cozinhando em fogo baixo com a panela tampada por mais 10 minutos.

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Depois de pronto, salpique salsinha e sirva.

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Já pra Cucuzza all’Auruduci, corte 1 kg de abóbora madura em fatias não muito finas.

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Numa frigideira anti-aderente, coloque 4 colheres de sopa de azeite, 1 dente de alho cortado em lascas, 1 ramo de hortelã picada, 1 ramo de salsinha picada, sal e pimenta.

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Frite aos poucos as fatias de abóbora. Misture 30 g de açúcar em 1/2 copo de vinho branco mais 4 colheres de sopa de vinagre branco e despeje sobre as fatias de abóbora na frigideira.

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Sirva colocando no prato as fatias como um carpaccio. Regue com o molho que sobrou na panela e enfeite com folhas de hortelã.

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E a Frittata’cchi Faviani, foi meio acoxambrada, porque eu não tinha favas por aqui. Usei feijão branco já cozido temperado com 1 dente de alho cortado em lascas e 10 folhas de manjericão fritos em 3 colheres de sopa de azeite.
Numa tigela, coloque 6 ovos, 100 de queijo pecorino ralado, sal e pimenta. Junte as favas, ops, os feijões e bata.

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Despeje tudo numa frigideira antiaderente e em fogo baixo, cozinhe até parecerem um omelete. Vire para fritá-la do outro lado.
Sirva quente ou fria.

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Olhe; as três juntas formaram uma entrada daquelas. Cheirosa, saborosa e tipicíssima (e alaranjada! rs).

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Tomamos uma Cava espetacular, a Juvé y Camps Gran Nature 2008 que foi “frutada, sob o sol da Sicília, ramblática, camposa“.

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PrincipalMassa com molho de nozes e pinoli e Lingüiça no cartucho.

Cortados de qualquer jeito. É isto o que significa o malitagghiati. E ele, junto ccù Nuci e Pinoli formam a receita duma massa muito siciliana.

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Pra fazer a tal, coloque 500 g de farinha de trigo sobre a mesa e faça um buraco no meio. Coloque 4 ovos inteiros e uma pitada de sal.

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Misture tudo e trabalhe bem a massa. Abra com o rolo de macarrão, formando uma folha fina. Recorte e massa em tiras de 1 cm e depois corte em pedaços menores.

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Para o molho, leve ao forno 200 de nozes sem casca e 50g de pinoli até secarem bem. Bata no liqüidificador e reserve 1/2 xícara do que foi processado.

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Numa frigideira antiaderente, derreta 50 g de manteiga sem deixar escurecer. Acrescente as nozes e os pinoli moídos até adquirir gosto, mexendo sempre.
Pique bem 1 xícara de chá de folhas de manjericão e junte a mistura, adicionando também 1 dente de alho cortado em lascas.

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Espere secar e coloque 1/2 xícara de creme de leite. Cozinhe a massa em água e sal.

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Misture ao molho e sirva com  o restante das nozes e pinoli batidos, com queijo ralado. Uma delícia.

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Assim como o facílimo Cartocciu di Sasizza.

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É um daqueles famosos envelopes de papel alumínio contendo uma camada de cebolas cortadas em rodelas, uma de laranja também em rodelas e por cima, dois ou três pedaços de lingüiça fresca.

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Tudo fechadinho e colocado no forno por uns 20 minutos.

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Portanto, mal talhado com lingüiça pode te levar pro mau caminho.

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Tomamos um vinho rosé Regaleali Sicília que foi “groselhoso, arregalado, regaloso, regalo“, ou seja sem-graça e sem foto! rs

SobremesaSalada de frutas ao vinho Marsala

Esta Macedónia di fruta ccù Vinu Marsala é muito refrescante.

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Descasque pêras, pêssegos e laranjas e corte em cubos. Regue com suco de limão (siciliano, claro?)

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Corte fatias de abacaxi e melão em cubos. Misture morango com um pouco de açúcar.

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Junte tudo e regue com um pouco de conhaque e vinho Marsala (na proporção de 1 cálice para 2 copos). Prontíssimo e belíssima.

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Eis o que os rapazinhos acharam de tudo:
E nós pensando que na Sicília só tem limão! Uno spetacolo! (Edu)
Que Calábria que nada, eu quera a Cecília! (Mingão)
Adessso, siciliano-mos! (Deo)

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Só de ler as reminiscências que estão no livro da Maria você se deleita.

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Agora imagine ter a oportunidade de refazer todas estas receitas simples e ao mesmo tempo, tão confortáveis!

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Que venha logo esta aula.

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Ciao, bellos.

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dcpv – quinquésimo dia – chile – vale do colchágua – conhecendo a neyen e a lapostolle como se deve.

27/10/2012

Quinquésimo diaChileVale do ColcháguaConhecendo a Neyen e a Lapostolle como se deve.

Acordamos cedo e apesar do tempo não muito católico, decidimos andar de bike.

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A descida do hotel para o vale é brava, mas fomos fortes.

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Demos uma boa volta pela vinícola e …

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… tivemos o prazer de ver belas paisagens.

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Vale o mini fotoblog:

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Note que até animais …

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… e paqueras entre eles, nós vimos.

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Voltamos, tomamos banho e tivemos um ótimo café da manhã.

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Tínhamos marcado uma visita a uma vinícola simples e próxima, a Neyen com os seus vinhos premiados (94 RP).

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A Márcia acabou torcendo o pé na noite anterior e justamente por isto, tanto ela como o Vianney não puderam conhecer o lugar.

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Chegamos e logo fomos percebendo como o trabalho por lá é no esquema familiar e tradicional.

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Demos uma volta pelas videiras (algumas tem 100 anos!) e …

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… fomos conhecer todo o processo de fabricação dum vinho que é muito famoso no Chile.

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A vista destas janelas abertas na área de preparação são maravilhosas.

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Além de que, fizemos uma degustação especial …

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… num salão antigo/novo (foi construído em 2008) muito bonito.

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Note que uma das paredes foi muito afetada pelo recente terremoto de 2010…

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… assim como as casas que estavam no caminho de volta.

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Aproveitamos que a fome apertou e iniciamos o processo do almoço.

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Antes, demos uma voltinha pela horta que estava um pouco caída, mas dava (literalmente) um bom caldo.

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Começamos tudo com os famosos aperitivos: …

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…. roll de salmonete abumado y lechuga, …

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queso fresco, aji papaia

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… e empanada de queso tapenade.

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Tudo perfeito e combinando muito bem com o vinho Lapostolle Sauvignon Blanc 2011.

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Ah, quem disse que éramos só nós 8 no hotel?

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A entrada foi formada por carpaccio de pulpo (adivinhem se eu gostei???)…

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ceviche mixto (diga miquisto) e mix de hojas verdes.

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Tudo perfeito, ainda mais acompanhado por um Lapostolle Chardonnay Casas 2011.

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Era chegada a hora dos principais.

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Que foram lomo de cerdo. …

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mote campero, vegetables e salsa Carmenere.

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Como alternativa aos não-carnívoros, serviram um peixe (ou um frango? Help me!!).

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Perfeitos, assim como o vinho Lapostolle Cabernet Sauvignon Cuvée 2010.

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Como sobremesas, suspiro de naranja e raougt de frutos secos.

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Enfim, um allmoço frugal. rs

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O dia estava cada vez mais pequeno.

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A visita pra Clos Apalta estava marcada pras 16:00 hs.

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E a esta hora, lá estávamos nós, com o Vianney e sem a Márcia que foi, merecidamente, descansar.

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Enfim, conheceríamos a famosa a vinícola do hotel.

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E por mais que se tente descrever, não dá pra passar o que se sente ao entrar/estar lá.

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O passeio é muito interessante e educativo, …

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… mesmo porque o prédio chama muita atenção.

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É claro que não vou descrever todo aquele blá-blá-blá de como os vinhos são produzidos. Fica o minifotoblog:

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Vou me ater a falar como é a adega particular da Madame Alexandra (por sinal, ficamos na casita dela).

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No último estágio da ótima visita, você vai fazer a desgustação numa mesa grande e … surpresa!

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O tampo se abre e embaixo da mesa, tem uma escada que leva pra tal adega da proprietária.

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E que adega!

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São dois andares com vinhos de todas as safras e produtores que se possa imaginar

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O visual chega a ser de ficção científica …

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… e você não tem como não ficar emocionado…

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… e devaneado.

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Passamos pela loja, compramos alguns vinhos e fomos nos preparar pra aula de gastronomia (??).

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Ela não foi muito boa, já que a professora só se preocupou em misturar ingredientes pré-cortados …

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… e que formariam um pastel de jaiba. …

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… mais conhecida como “Casquita de Cangrejo”.

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Esta foi uma das entradas do nosso jantar.

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Antes dele e próximo das 20:00 hs, ou seja, ao anoitecer , …

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… tivemos, certamente, um dos melhores poentes das nossas vidas.

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O céu …

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… se pintou …

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… de cores dramáticas …

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… e tudo …

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… mudava …

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… a cada segundo.

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Deborizando, estava encantador…

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… e absolutamente lindo.

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Era chegada a hora do jantar.

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Iniciamos tomando um Pisco Kappa estrela Azul…

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… e comendo camarones apanados a la inglesa, …

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bocado de salmon a las hierbas

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… e empanadas de queso, tomate e orégano.

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Neste momento, o som dos DJs internacionais, Álvaro e Eymard, estava bombando.

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Como entradas, experimentamos a nossa criação coletiva, o pastel de jaiba com uma apimentada galleta de merquén.

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Tudo regado a Lapostolle Cuvée Alexandre Chardonnay 2011.

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Os principais foram pechuga de pato, polenta cremosa, zapallo italiano salteado e salsa de Carmenere.

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Foi muito bem harmonizado com um Lapostolle Cuvée Alexandre Carmenere 2011.

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Aproveitamos o embalo e chamamos mais um Legítimo Clos Apalta 2009, …

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…. enquanto esperávamos pela sobremesa, um bombon de quinua com raougt de kiwi.

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Vocês devem ter percebido que não falei nenhuma vez sobre a qualidade das refeições, justamente porque todas foram absolutamente adoráveis, …

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… seja pelo resultado propriamente dito, …

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… seja pela excelente companhia

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Pronto! Terminou o nosso último jantar na Casa Lapostolle e tudo foi tão bacana que já estamos colhendo dados pra nossa próxima reunião enoamigável.

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Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.
Triésimo dia – Santiago – Chile – Isto é que é uma dobradinha ao quadrado. La Chascona/Bocanáriz e Almaviva/Boragó.
Quatriésimo dia – Colcha e água? Casa Lapostolle.

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dcpv – quatriésimo dia – colcha e água? casa lapostolle

26/10/2012

Quatriésimo diaChileColcha e água? Casa Lapostolle.

Hoje era o dia de passear de van.

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Rodaríamos quase 150 km até o vale do Cochágua, mais precisamente no hotel da vinícola Casa Lapostolle, o  Lapostolle Residence .

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Pra ser mais preciso ainda, fecharíamos o hotel só pro nosso grupo, já que as 4 casitas seriam totalmente ocupadas por nós.

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Tomamos um café da manhã reforçado no hotel e …

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… tome chá de van.

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Duas horas depois , chegamos.

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E que lugar!

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A vinícola Casa Lapostolle é uma belezura, …

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… e o hotel, bem, é melhor descrever a seguir, porque é simplesmente maravilhoso.

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Imagine chegar num local, descobrir que todas as casitas estão localizadas no topo do morro e com a melhor vista de todas as videiras?

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Pois foi o  que aconteceu .

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A Casa Lapostolle é extremamente bonita e charmosa.

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Demos uma boa olhada na sede …

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… e cada um começou a imaginar como seria a sua casita.

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Lourdes e Eymard ficariam na Cabernet Sauvignon, a casita número 1 e mais próxima do chamadoa “centro de recreações”, …

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… Madá e Álvaro na número 2, a Petit Verdot, …

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… Márcia e Vianey na Merlot, a número 3 …

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… e nós, na número 4 e mais distante, que além de ter uma visão espetacular das plantações, …

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…. se chamava Carmenere.

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Como chegamos muito cedo (por volta das 13:00 hs) optamos por almoçar (e que almoço) pra depois conhecer cada uma das nossas “moraditas”.

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Iniciamos a refeição ainda na beira da piscina com os seguintes aperitivos: Queijo fresco, tomate cherry, manjericão, …

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…. Brunoise de tomate, mousse de palha e caviar

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… e empanaditas de queso e ciboulette.

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Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc Casa Lapostolle 2011 que caiu como uma luva.

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Como entrada, pobre de mote com camarones e mix de hojas verdes del huerto.

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Perfeito, assim como o vinho Chardonnay Casa Lapostolle 2011.

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Era chegada a hora das fotos oficiais do evento ( a revista Caras estava cobrindo tudo! :) ):

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Para o prato principal, um Filet com purê ao olivo, vegetables salteados e salsa de Merlot, para a maioria.

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Alguns, entre eles a Dé, pediram um Salmonete no lugar do Filet e também se deram bem.

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Mais que perfeito, assim como  o ícone vinho tinto Clos Apalta 2009 que nos foi servido.

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Faltava a sobremesa, que era um bocado de berries, helado de vanilla e salsa de naranjas, …

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… acompanhado duma dose de Grande Marnier (elas serão muitas).

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Foi o que podemos chamar de uma grande recepção.

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Depois disso e do cafezinho …

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… estávamos os livres para, finalmente, conhecer a nossa casita.

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Que era simplesmente um luxo,como diria o Athaide Patrese.

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Enorme, confortável, …

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… e certamente, tinha o banheiro com a vista mais bonita que vimos (desculpem a redundância) até  hoje.

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Enfim, sensacional …

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….  e melhor, com uma bela visão do skyline de todo o Vale do Colchágua.

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Demos uma descansada básica (né, Dé!)…

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… e saímos pra conhecer mais um ícone, a vinícola Montes.

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Ela fica bem perto da Lapostolle e tem como conceito o Feng Chui.

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Básicamente, significa que cada lugar tem a sua orientação …

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… e tudo tem o seu devido lugar.

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Iniciamos o tour passeando num caminhãozinho …

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… que nos levou até um belvedere onde …

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… vimos  o quão linda é a vinícola, …

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…além de achar uma tremenda similaridade entre uma sala de descanso …

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… e uma maternidade.

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É claro que após experimentarmos 4 ícones (entre eles, Montes Alpha, Purple Angel), …

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… estávamos prontos pra dar uma descansada.

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Até chegarmos à nossa morada, passamos na casita da Lourdes e do Eymard …

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… e da Márcia e do Vianney.

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Tudo preparado pra mais uma refeição, que seria o jantar.

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Como estávamos somente nós no lugar, …

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… escolhemos o horário e fomos observar o lindíssimo por -do-sol.

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Pronto! Dinner’s time.

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E o ambiente estava encantador.

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Iniciamos com um Pisco Sour, enquanto esperávamos pela Márcia e pelo Vianney.

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Quando eles chegaram, começamos os trabalhos com vários amuses: tacita de pepino, queso crema e alcaparra, …

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…. huevo de codorna frito

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… e empanada de queso y jamon Serrano.

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Todos perfeitos.

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Continuamos com um crema de choclo y albahaca, pincho de zuchinni  y ostion. Mais um acerto do chef, harmonizado magnificamente por um Lapostolle Cuvée Chardonnay 2011.

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Como principal, uma corvina al sésamo, com quinoa estacional e acelgas salteadas, …

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… e uma ótima trilha sonora (que ficou a cargo do DJ Álvaro), além do vinho ícone Borobo.

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Foi quase que um acinte do sommelier, mas o danado acertou.

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Faltava a sobremesa pra coroar um grande dia de um grupo que veio pra ficar. Clery de frutilla, helado de vanilla e salsa de framboesa …

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… seguido duma outra boa dose dum Grand Marnier, que segundo o Álvaro, se tomasse 3; ele mesmo cairia pelado na piscina ! rsrs

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Ainda bem que nada disso aconteceu, mas ficou a certeza que o Lapostolle Residence é um daqueles hotéis que, você, amante das boas vida e gastronomia…

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… deve conhecer pelo menos uma vez na vida.

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Ou seja, o hotel e a vinícola são perfeitos e complementares.

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Além do nosso grupo, claro?

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Até.

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dcpv – unésimo dia – santiago – chile – início promissor e gastronômico (coquinaria+osaka).

23/10/2012

Unésimo diaSantiagoChileInício promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka).

Este é o primeiro post duma viagem que foi concebida levando em consideração as amizades feitas pela internet.

Todo este pessoal surgiu nas nossas vidas através do blog Conexão Paris.

A aparição da Lourdes e do Eymard já é mais do que conhecida, mesmo porque eles são nossos sócios.

Já os casais Madá/Álvaro …

… e Márcia/Vianney apareceram propriamente das conversas pitacadas do CP. Especialmente porque todos gostam muito de vinhos, de viajar, enfim, de viver bem.

Sendo assim, combinamos, após uns experimentos e zilhões de bem-humorados emails, que o tour propriamente dito seria no hotel Lapostolle Residence, que fica na vinícola homônima situada no Vale de Colchagua.

Pra que a logística desse certo, optamos (nós e os Loguercio) por ir pra Santiago na terça de manhã.

E no vôo das 8:20 hs da TAM.

Foi mais um vôo tranquilo e panorâmico, …

…pois degustar todos os ângulos da Cordilheira dos Andes …

… é sempre um grande prazer.

Chegamos ao hotel W Santiago e tivemos alguns probleminhas no check in.

Enquanto o Eymard tinha recebido um tremendo upgrade (agora ele fez jus a alcunha de presidente, já que ficou numa suite daquelas), mas ao mesmo tempo teria que esperar até as 17:30 hs pra entrar no quarto, …

… nós entraríamos rapidamente, mas o nosso quarto era bem pequeno e sem vista nenhuma da Cordilheira.

Nada que não resolvêssemos com uma boa reclamação e … pronto!

Subimos do quinto pro décimo andar …

… e, melhor,  com vista e varanda.

Enquanto esperávamos os quartos, decidimos almoçar no Coquinaria que fica praticamente no subsolo do hotel.

Ele é uma loja de muitas iguarias que, inclusive, tem um restaurante modernoso e com excelente comida.

Sentamos num mesão comunitário e fizemos um laboratório, chamando um vinho branco Chardonnay Montes Alpha 2010 da melhor qualidade.

Escolhemos os seguintes pratos: pra Lourdes, um Filé de Côngrio a la plancha, gremolata de limão siciliano e salsinha

… pra Dé um Peixe de Rocha (olha o corporativismo!) em crosta de has el hanout, purê de batata e laranja e emulsão de curry indiano, …

… pro Eymard um Filé de atum com crosta de pistaches, purê de abobrinha e frutas secas salteadas. …

… e pra mim um Surf and Turf, uma mistura maluca e boa de carne e camarão, molho holandês, folhas verdes e incríveis batatas fritas.

Pagamos a conta (barata, por sinal) e enfim, conseguimos entrar nos nossos quartos.

Resolvemos dar uma passeada pela região do hotel, o bairro de Las Condes, antes do jantar, que seria num dos restôs do próprio, …

… sempre tendo a Cordilheira a nossa espreita.

Fomos conhecer (e a pé) o novo Shopping Costanera Center, uma junção de inúmeras lojas dos mais variados tamanhos e brandies, além do complexo todo contar com a curiosa torre mais alta de América Latina.

Voltamos, …

… nos trocamos e fomos, finalmente, jantar no Osaka, o restaurante nipo-peruano do hotel.

O lugar é uma belezura oriental …

… e a comida surpreende.

Tudo bem que comer quaisquer frutos do mar por aqui são uma covardia, esendo assim, você adora a qualidade final de tudo.

Iniciamos os trabalhos pedindo um vinho branco Sauvignon Blanc Casas del Bosque 2011, que tem um exuberante sabor alimonado.

Como entradas para degustar e compartilhar (o menu todo é pensado com esta filosofia), fomos de Causas de centolla, abacate e creme de rocoto

Ceviche nikkei (composto do mesmo, pepino, cebola e quinoa crispy, molhados num yuzu mix) e …

Sachimi de salmão, na opinião de todos, o mais fresco já experimentado em todos os tempos.

Continuamos, escolhendo (com a sábia ajuda do sommelier) um espetacular Pinot Noir Calyptra 2007.

E como pratos, Guiosas de patos confitados, cebolas carmelizadas e shitake salteados no wok

Patas de caranguejo (ou de jaiba) acompanhadas dum molho nikkei com aji amarillo, …

Ostiones gratinados  com parmesão (os famosos ostiones ao estilo Osaka, ou seja, inflamados) …

… e Camarões jumbo a parrilla, com molho batayaki e aromas de coentro.

Tudo absolutamente perfeito.

Ainda pedimos mais uns fresccos sashimis e salmão e de polvo, …

… antes das sobremesas.

Que foram duas e de acordo com as filosofias do restaurante e nossa, totalmente compartilhadas. Experimentamos um Trio de suspiros limeños

… e Dim sum de chocolate.

Mais um acerto nosso, com a colaboração dos eficientes garçons que nos serviram.
Enfim, o Osaka é um lugar onde se alimentar é pura diversão.

É claro que a companhia foi formidável, mas tudo indica que este restaurante merece uma visita de cada brasileiro que passeia pelo Chile.

E temos dito!

Hasta.

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dcpv – a festa de babette by simon. nós perderíamos de novo?

14/09/2012
BSB

A Festa de Babette by Simon. Nós perderíamos de novo?

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas… Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… ” (Ruben Alves). 

O Simon Lau (chef do restaurante Aquavit de Brasilia) pesquisou muito para fazer o célebre jantar de Babette . E a proposta é aparentemente muito simples: assiste-se ao filme e, na seqüência, ele reproduz o menu ao pé-da-letra.

Pensei: vale o bate-volta até o lago norte. Afinal de contas, é ali mesmo! rsrs
Essa nós não perderíamos
.

E desta vez, não perdemos! Assim que o sócio nos avisou, rapidamente reservamos tanto os convites como a passagem e… pimba! Estávamos novamente em BSB.

O restaurante Aquavit fica em um belíssimo recanto do setor de mansões do lago norte de Brasília, com vista privilegiada pro Planalto.

O convite adverte que se pode chegar ou as 19:00 hs para assistir ao filme, ou as 21:00 hs para o jantar.

Como todos tínhamos visto a película, marcamos pra chegar próximo das 20:30 hs no exato momento em que Babette começa o serviço do jantar.

Antes disso, fizemos um “esquenta” aquático no bar do hotel! Ainda bem que o Simon não exigiu que fossemos a caráter, já que estava um tremendo calor!

Fomos recebidos com champagne, muitos pães feitos por ele mesmo, patê de foie gras e um “perfume” rasante atravessando a sala.

Terminada a sessão e com cada um nos seus lugares marcados, o Simon iniciou a explicação de como seria o menu.

Como entrada, a famosa sopa de tartaruga, a “vera”.

Ele foi buscar uma receita já desaparecida do século XIX . Não se preocupe, porque as nossas tartarugas eram todas aprovadas pelo Ibama.
A sopa tinha um perfume de cravo e canela, muitas especiarias que aquecem a alma e acendem o paladar.

Tudo acompanhado de um Jerez Amontillado 12 años El Maestro Sierra, espanhol. Amontilladíssimo e jerezíssimo além de thinneríssimo, segundo os enólogos de plantão, nós mesmos.

Na sequência, um Blinis Demidoff com smetana e caviar de salmão acompanhado de champagne.

Reclamamos muito já que o champagne do filme era safra 1868 e o nosso um pouquinho mais novo (um Piper Heidsieck). :)

O Simon trouxe o caviar de salmão diretamente da sua recente viagem. As bolinhas explodiram nas nossas bocas com perfeição!

O prato principal foi uma atração à parte: Cailles em Sarcophage. Em outras palavras: codornas recheadas com trufas de verão e foie gras, deitadas sobre massa folhada e cogumelos flambados.

Ou seja, era a própria “penosa” num sarcófago!! rs

No filme, o General começa pela cabecinha da codorna. Como a crocância estava perfeita, fiz como ele e sob os protestos da Dé, comi as nossas duas.

Para harmonizar, um Crozes Hermitage 2007, que foi, de fato, a companhia perfeita!

Antes da sobremesa, um descansinho: um Assiette de Fromages …

… com vinho do Porto Graham’s Six Grapes.

O Simon também trouxe estes queijos da sua última viagem. É, pelo visto ele tem a mesma mania que nós.rs

Para fechar, a sobremesa, o Baba au Rum com frutas secas (podemos chamá-las de cristalizadas)

… e um Sauternes Chateaux Gravas 2006 (Sauternes este de grande lembrança pra nossa família! rs).

Nessa altura já estávamos dançando com os novos velhos amigos comensais. Mas ainda não tinha acabado (lembra do filme?). Café torrado naquela tarde e moído pouco antes de ser coado, acompanhado de madeleines.

O céu estava estrelado (será que estava mesmo?) e saímos de lá entoando a imaginária ciranda-cirandinha!

“Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças…”

Nota de esclarecimento -Desta vez, nós fomos mesmo (quer ver a anterior?). A Lourdes e o Eymard nos convidaram e tivemos que dar “um pulinho” em Brasília.

Foi rápido (fomos na sexta  e voltamos no sábado), saboroso e, pra variar, muito divertido.

Até o ano que vem!

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isbsb – minha visão (by eymard)

final de semana em BSB
missão final

ISBSB – Minha visão (by Eymard)

Desde o primeiro encontro, aquele que foi koyaanisqatsi, eu sabia que tínhamos química. Pessoas tão diferentes, unidas pelo que mesmo? Por um caleidoscópio de identidades e diferenças.

Eu não ia escrever esse post. As três versões do encontro já registravam, ao meu sentir, tudo o que se poderia falar do ISBDF. Relutei.

Continuo achando a mesma coisa. Não tenho nada a acrescentar. Então, por que escrevo?

Pelo que tenho aprendido com esse grupo. Em especial com o anfitrião do blog. Manter uma rotina semanal de encontro, mesmo quando falta inspiração, não é para qualquer um. E ele faz. Assim como faz acontecer o IB e o ISB.

Neste, a oferta generosa das visões dissonantes (ou não) do mesmo encontro. Superando minha dificuldade de “inspiração”, calço as sandálias da humildade para simplesmente escrever. E vamos nós!

Como escolher um menu que agradasse desde o paladar da Adriana (que só come filé bem passado à milanesa com arroz branco ou batatas), passando pela Sueli (cujas receitas devem ser milimetricamente seguidas) e a incerteza da presença do casal botucatuense?

Bem, bastaram elogios de Sueli e Adriana para um IB (NR – O da Bruna do Gourmandisme), misturado ao sabor das gougères e da sobremesa recentemente aprendidas na Borgonha, com a simplicidade, se tudo for por água abaixo, das omeletes em duas versões: a rica e a pobre, segundo nossa mestra Sueli, e o menu está fechado!

Problemas de execução. Lourdes rodou todo o Distrito Federal atrás das clementinas. E nada. Por aqui as clementinas são difíceis de encontrar. Ao fim, bendito seja o Pão de Açúcar, conseguimos.

Resolvemos, no final de semana que antecedeu o encontro, reproduzir o menu em casa para saber como ele seria executado com os ingredientes conseguidos em terras candangas.

Compramos todos os ingredientes e, mãos à massa: gougères, entrada, risoto e sobremesa. Só pulamos as omeletes, afinal, os dois chefs não haviam antecipado seus segredos. Os vinhos foram experimentados para ver o que ia melhor. Um branco não muito encorpado (um chardonnay, por exemplo, estaria fora) e um tinto potente (afinal, o bacon pede um tinto mais estruturado).

As gougères ficaram boas. Mas observamos que deveríamos ter colocado um pouco mais de queijo e deixado um pouco mais no forno.

A entrada, perfeita! As clementinas do Pão de Açúcar funcionaram muito bem e o contraste do “melaço” da rapadura com o salgado do queijo parmesão funcionou perfeitamente para o nosso paladar.

O Risoto agradou a todos. Bem molhadinho. Contraste da leveza da abóbora com o “graxo” do bacon.

A sobremesa tivemos que fazer e repetir. Isso porque Lourdes achou que a massa não estava na textura certa e que poderíamos ter problemas de execução no dia do ISB. Por fim, deliciosa.

Toda a preparação rendeu altos papos na cozinha e idéias. Que tal um avental personalizado? E um “pano de prato” com o nome de cada participante? Isso. Idéia na cabeça, mãos à obra.

Lourdes queria um quadro negro. Não foi possível. Daí a idéia dos bloquinhos de anotação. Funcionaram bem e, de última hora, lembramos dos elásticos coloridos, afinal, os sócios são bem fashion!!!

Testado o menu. Inventados uns mimos, restava escolher onde faríamos o primeiro encontro da sexta. Poderia ser em casa, pensamos. Apenas uma boa música, umas coisas para beliscar e bom vinho. Bom vinho? Vamos apresentar a Grand Cru de Brasilia para eles? Afinal é um lugar que vamos sempre e que somos muito bem atendidos pelo Adão e todo o pessoal que trabalha lá.

A escolha parece ter agradado (até a Sueli!). O pessoal da Grand Cru caprichou e deixou reservado para nós o salão com os “grand cru”! Uma bela sala com mesa de madeira pesada e ambiente entre o rústico e o sofisticado. Iluminação agradável, flores vermelhas ao centro, manjericão, manjerona e outras ervas displicentemente colocadas nas laterais.

Se a sexta será intimista, o sábado é “O” dia especial. Portanto, para a noite, apenas um lugar bonito. Beira lago. SOHO. Ali, na beira do lago, dá pra pensar, ao menos por instantes, que estamos à beira mar. E funcionou assim mesmo.

Domingo? Eu tinha pensado em algo que só tem aqui em Brasília. Que tal a Quituart, no Lago Norte? Um lugar muito simples onde famílias locais se juntaram em cooperativa para, aos finais de semana, apresentar cada uma um tipo de comida. Quando viemos para Brasilia, com filho pequeno, era um lugar que freqüentávamos e nos sentíamos em casa. Ambiente puramente familiar, ideal para quem, como nós, tínhamos família 900 quilômetros daqui. Tem muitos anos que não vamos lá. Sueli, no entanto, disse que o local se não tinha fechado, estava muito decadente, segundo informações de amigos. Não teríamos tempo de ir até lá antes para conferir, portanto…melhor ir no certeiro Oliver. Agrada gregos (Adriana) e troianos (Sueli) – (ou seria o inverso? Não importa!). Agradou mesmo.

Bem, no meio da comilança, claro que o grupo também se alimenta de cultura. Não programamos muito. Deixamos acontecer. Sabia que tínhamos que ir na Catedral, afinal, das duas outras vezes que Edu/Dé estiveram por aqui ela estava em obras. Então, o tour começaria por ali.

Dali tínhamos algumas opções a seguir e decidimos arriscar o Itamaraty. A escolha não poderia ter sido melhor. O tour é guiado por alunos do Instituto Rio Branco. Aproximação perfeita com o sonho de um Brasil moderno na inspiração de Niemeyer e dos artistas que caprichosamente doaram suas obras para o acervo do Palácio. Passeio que deveria ser obrigatório. Um orgulho ter artistas da qualidade dos nossos que não só concebem e realizam a arte, mas inspiram vocação modernista para um futuro melhor (da janela vê-se a paisagem da praça dos Três Poderes e, em linha reta, o Palácio da Justiça. Tudo muito simbólico. Cada coisa com sua referência. Nada está lá por ou pelo acaso. Ali me deu uma sensação de que reclamamos demais e agimos de menos.)

Agora que acabei de escrever percebo que esse ISB, para além do encontro sempre prazeroso e de poder receber os amigos em casa, com simplicidade e dedicação, me trouxe grande lição.

A maior delas, somente agora eu me dei conta: nada está ali por acaso. Reclamamos demais, agimos de menos. A paisagem da janela revela que mudar e agir depende só de nós. Não precisamos de grande inspiração. Apenas o gosto de fazer bem feito. De estar com amigos. De preparar a casa e o encontro e de saborear, a cada novo relato, “O que foi feito deverá”!

Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir (Milton Nascimento)

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.
Veja também a visão da Drix: Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! …
… e da Sueli OVB: ISBSB – “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire

Até o próximo ISBSB.

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