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dcpv – dia cinco – chile – santiago – a terra cercada por água está preta=isla negra.

21/08/2011

Dia cinco – Chile - Santiago - A terra cercada por água está preta=Isla Negra.

Mais um dia de excursão. Quer dizer, de tour privado. Mas o negócio todo soava bem charmoso.

Afinal de contas, um passeio chamado Vinho, Poesia e Isla Negra não tem como dar errado, né não?

Ou seja, conheceríamos uma vinícola renomada, a Matetic e logo após, a casa de praia do Pablo Neruda em Isla Negra.

Tudo começou como sempre: num bom café da manhã no próprio hotel.

Pra variar, o dia amanheceu lindamente (o detalhe é que tivemos uma hora a menos pra dormir na noite passada devido a entrada do horário de verão) e pontualmente, 9:30, estávamos a postos na nossa van.

Partimos diretamente pro litoral e após uma hora de viagem, chegamos a vinícola Matetic.

E ela é encantandora, pois todo aquele papo de biodinâmica é realmente aplicado na produção.

Tudo se inicia pela localização já que ela fica em Lagunillas, ao lado do valle de Casablanca.

E neste lugar a água não é abundante, o que acarreta na utilização de poços.

Eles realmente não usam nenhum tipo de fertilizante e se orientam pelas fases da lua.

Todo o projeto foi idealizado pra que a uva tenha os menores trajetos e interferências possíveis, desde a sua colheita manual até a chegada aos barris modernos de aço inox (com o necessário controle de temperatura).

Os barris de carvalho utilizados são franceces e o resultado final é um produto de altíssima qualidade.

Fizemos uma degustação com dois vinhos: um mineral Sauvignon Blanc e um espetacular assemblage de Syrah, Malbec e Cabernet Franc.

Inútil dizer que compramos estes e mais um sensacional e raro Gewustraminer além do premiado Syrah. Enfim, recomendo a visita e as compras!

Como estava muito cedo pro almoço no próprio e aparentemente bom restaurante da vinícola, decidimos (como o apoio do nosso guia que tinha alguns rompantes de Enéas, o ex-craque da Portuguesa, já que também desligava do nada e parava de falar! rs) andar mais um pouco e conhecermos o restaurante da Viña Indómita.

A decisão pareceu sábia, pois além de termos conhecido outra vinícola, ainda comemos muito bem.

Sentamos numa mesa de frente pros parreirais e …

… pedimos um Sauvignon Blanc Reserva da casa.

Enquanto isso, percebíamos a beleza do lugar.

Alem do couvert charmoso, …

… pedimos duas entradinhas pra compartilhar. Salada de figos secos grelhados com queijo de cabra,  …

… e rolinhos de palta, o famoso abacate com recheio de centolla, gengibre e beterraba.

Simplesmente perfeitas assim como todo  o ambiente.

Todos os principais foram pescados: Peixe de rocha a la Parrilla pra D Vera (puro corporativismo),..

Tilápia com Quinua pro sr Antonio, …

Congrio com espuma de cogumelos adivinha pra quem …

… e Polvo com risotto de tomate seco e “aire” de queijo de cabra adivinha pra quem?

Demos mais uma boa olhada em tudo e …

… estávamos mais do que satisfeitos e loucos pra alimentar a nossa alma em Isla Negra.

Portanto, pernas pra que te quero! Mais uma hora de van, mais uma hora (e parodiando o grande Ciro Pelicano) “calando” com o nosso guia e chegamos.

Vamos aos fatos: o que voce acharia dum cara que teve amantes, que achava que era capitão de vários navios em terra, que colecionava um montão de quinquilharias e que fazia odes a ingredientes culinários, vinhos e receitas?

Provavelmente, um maluco, certo?

Errado, porque neste caso estamos falando do grande gênio Pablito Neruda.

E eu e a Dé podemos nos considerar privilegiados, pois conseguimos visitar as 3 casas-museu dele: La Chascona em Santiago, La Sebastiana em Valparaiso e agora, Isla Negra.

O encantamento nesta última é surpreendente.

A visita começa (todas são guiadas) pela casa, que foi construída conjugada a uma cabana que já  existia quando Neruda comprou o terreno em 1948.

Ele demorou 5 anos pra iniciar a construção. A partir daí e morando com a sua querida Matilda, ele só fez aumentar a casa.

Ela tem o formato de navio e aí você percebe a fissura que Neruda tinha em ser um comandante.

Muitas coisas estão relacionadas com este assunto e ele chega a ter um barco (que nem fica na água, já que ele tinha medo do mar) só pra simular tal função.

As suas coleções (algumas bastantes esdrúxulas, outras muito interessantes) também estão lá. Seja a de carrancas, a de copos, a de cachimbos, a de navios em garrafas, a de conchas, enfim, tudo o que transformou este homem num verdadeito mito.

E o meu conselho final é o seguinte: deixe pra visitar este casa de Isla Negra após ver as outras duas, já que esta é a mais rústica, mas é certamente a mais representativa de todas, né, Drix?

Ali, ao ver os ambientes com as mais diferentes vistas do mar, você percebe o quanto Neruda foi apaixonante.

E também entende o porque dele querer e ser enterrado definitivamente lá e ao lado da Matilda.

Passamos na lojinha e fizemos o óbvio, o que a maioria  das pessoas fazem:  compram lembranças pra eternizar este momento.

Voltamos pro hotel, …

… demos mais uma passeada pela região próxima, …

… que é quase um Jardins

… e nos preparamos pra ir jantar.

O restaurante escolhido (com a indicação da concierge) foi a Tierra Noble, um assador de estilo localizado na Nueva Costanera.

Chegamos e fomos ajeitados  numa excelente mesa (ainda mais depois de nos apresentarmos como genuínos  brasileiros).

Realizamos um desejo de todos: comer um centolla na parrilla. E ela estava deliciosa.

Ainda mais muito bem acompanhada pelo Sauvignon Blanc Reserva Matetic, daquela mesma vinícola que fomos nesta manhã..

Como principais, resolvemos pedir 2 pratos: um bife de tiras de Wagyu pra D Vera e pro Sr Antonio …

… e Congrio pra mim e pra Dé, com as onipresentes batatas fritas.

Num arroubo, chamamos um Epu, o vinho tinto de segunda linha (se é que podemos denominá-lo assim) do famoso Almaviva. Não preciso nem dizer que o vinho estava maravilhoso, o peixe estava divino e que a carne estava razoável (acho que este wagyu foi alimentado com Pisco! E pior, não tínhamos percebido que eram costelas.).

4 cafes após e estávamos prontos pra dormir o sono dos justos. Amanhã é o último dia da viagem.

Vamos ver frutos do mar fresquinhos, fresquinhos! E Lápis-lazúli, cierto?

Hasta

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dcpv – dia cuatro – santiago – chile – nada como visitar a concha y toro junto com don melchor

20/08/2011

Dia cuatro – Santiago – Chile – Nada como visitar a Concha y Toro junto com Don Melchor.

O dia amanheceu magnificamente.

Muito sol e com o frio bem comedido.

Tomamos o nosso café da manhã numa sala especial e …

… com cara de Philippe Starck.

Hoje iríamos conhecer a famosa vinícola e quase brazuca, Concha y Toro.

Ela fica a quase uma hora do centro de Santiago e com o tempo bom, a Cordilheira é a sua visível e onipresente companheira na ida pra lá.

Chegamos e optamos pelo tour completo.

Ele dá direito a visita costumeira com degustação de 2 vinhos (um Casillero del Diablo e um Dom Melchor), a taça de cristal, uma aula especial com experimentação de 4 vinhos Marques da Concha (uma linha Premium) com queijos e pães, além do acompanhamento da sommelier.

Iniciamos pontualmente as 11:00 hs com um passeio pela vinícola.

Vimos a magnífica casa dos Concha y Toro

… e as videiras pioneiras e antiquíssimas.

Também passamos pela cave …

…  e conhecemos a verdadeira história do Casillero del Diablo (pra quem não sabe, o lugar onde se guardavam os melhores vinhos e que pra evitar roubos, diziam pros pretensos ladrões que o Diabo morava lá).

Depois disso, fomos pra tal degustação especial num espaço dentra da loja, onde uma mesa estava elegantemente montada com 4 tipos de vinhos diferentes (Merlot, Carmenere, Syrah e Cabernet Sauvignon).

A idéia seria percebermos todas as características organolépticas de cada um deles. Deu tudo certo, com exceção da atuação do sr Antonio, que se comportou como o verdadeiro Don Melchor, alterando a ordem das coisas a bel prazer e divertindo todo mundo.

A Salomé, a sommelier achou muito engraçado assim como todos os presentes (nós quatro e mais um casal de paulistanos).

Finda a degustação dirigida (ah, ganhamos também a tábua em que os queijos estavam apoiados) …

… passamos pela lojinha pra detonar o dromedário.

Compramos um montão de coisas e voltamos pro hotel, pois precisávamos almoçar, ainda que levemente.

E escolhemos o Olivia, um restaurante ítalo/mediterrâneo.

Como precisávamos de rapidez (todo mundo estava cansado), pedimos saladas. Duas genovesas (pra D Vera e pro Don Melchor), …

… uma caprese (as mussarelas de búfala daqui não mugem como as do sex shop) pra Dé e …

pintxos de camarão e polvo pra mim (a foto não ficou legal). Água pra todos e tacinhas de Pinot Noir e de Sauvignon Blanc pra nós.

A comida foi corretíssima. E o lugar é uma belezura.

Voltamos pro hotel pra dar uma descansada (este slow travel está nos cansando! rsrsrs) e fomos nos preparar pra estréia da D Vera e do Sr Antonio na comida molecular. Será que eles gostarão?
Espero que todos nos perdoem por estarmos levando figuras tão queridas pro mau caminho!

Mas, ainda antes do jantar resolvemos dar uma explorada no hotel.

Passamos pelas lojas do térreo (Brooks Brothers, North Face, Bang Olufsen) e subimos até o 21º andar onde fica a piscina.

E dá só uma olhada no visual!

Ainda mais com esta conjunção perfeita do por do sol com a cordilheira.

Caramba! Que maravilha!

Pronto. Depois desta grande homenagem da mãe natureza, só nos restou aplaudir e ir conhecer o restaurante Sukalde do chefe Matias Palomo Reyes.

Tudo se inicia pelo slogan do lugar: el saber do sabor!

Achamos tudo muito simples prum restaurante dito de vanguarda, quase molecular, o que seria um ótimo sinal.

E como a idéia era jogar o barco nas “piedras”, todos optamos pelo menu-degustação de seis tempos.

Quer dizer, sete porque este amuse chegou rapidamente.

O primeiro prato foi Ostiones rosados patagónicos com papas nativas e textura de hinojo. A textura e o sabor desta vieiras cor de rosa eram sensacionais.

Ah! Optamos pelo menu harmonizado de vinhos. Ou seja um vinho pra cada prato (bendito seja o taxi).

O segundo, Langostino austral em quinoa negra e bisque de Merquen. Podemos dizer o mesmo do lagostim quanto a frescura e sabor.

Mais um vinho, desta vez o ótimo Morandé Carmenere.

O terceiro, El Caldillo de Neruda … Caldillo de congrio com velos de letras (homenagem especial a Drix e a Isla Negra onde iremos amanhã). Duas verdadeiras obras-primas reunidas: o poema do Neruda e o do Martim. Este prato foi o resumo da noite. Só o formato poético dele já valeria a visita.

Afinal de contas, foram muitos detalhes que não poderiam passar desapercebidos: as letras esculpidas em batata e cenoura; o poema impresso num chip enorme de batata; o congrio fresco, macio e saboroso; o caldillo perfeito e ultra saboroso!

Se parássemos por aqui, estaríamos mais do que felizes.
O quarto, Plateada de Motes e setas, papas nativas confitadas e salsa de vino. Uma carne muito saborosa. Mas depois do Congrio …

A Dé recebeu um atum no lugar da carne. É claro que eu também comi!

E fomos ao vinho, um perfeito Malbec JBouchon Reserva 2006.

O quinto seria uma sobremesa muito bem bolada. Um caldo espesso duma fruta vermelha patagônica com um tronco de mandioca e mousse de chocolate.

O sexto e último, huevos de desayuno. Tivemos um certo receio antes de provarmos essa. Afinal de contas, já tínhamos tomado 5 vinhos e comido um montão de coisas. Será que aguentaríamos?
Mas a surpresa foi total e a aprovação, geral. Os ovos feitos dum creme levíssimo de coco e uma esfera de manga eram uma delícia. E os brioches de canela acompanhavam muito bem.

Ainda recebemos de “regalo”, uma dose dum vinho groselhal rosé muito bom. Se gostamos?
Adoramos e completamente.

Nos divertimos muito, conversamos bastante, demos muitas risadas e principalmente, comemos bem.

A questão toda é que não importa o formato, mas sim, se a entrega do esperado foi cumprida.

E neste caso, palmas pro Matias que soube transformar tão bem idéias criativas em pratos admiráveis. Sem contar que ele próprio apareceu na mesa pra conversar conosco e dizer como gostava do Brasil e dos seus amigos brasileiros (Atala, incluso).

Enfim, como diria o nosso amigo, o Benito de Paula do acordeão de Valpa, o jantar foi “impecable“.

Hasta.

Siga os dias anteriores desta viagem:
dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.
dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.
tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar

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dcpv – tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar

19/08/2011

Tercero dia – ChileSantiago – Casas del Bosque, a verdadeira viña del mar.

Todos dizem que após a tempestade vem a bonança.

Pois foi o que aconteceu em Santiago do Chile. Após a tempestade (de neve), veio a bonança (do sol).

E foi com ele e com a cordilheira nos observando que acordamos.

Já no café da manhã (por sinal, muito bom), iniciamos o que seria uma minimicroConVnVenção com a tripulante Mari Pelo Mundo Campos, que estava no hotel e que iria visitar o Valle Nevado. Marcamos de fazer uma happy hour à noitinha.

Hoje o dia seria de pacotaço: iríamos pro litoral, mais precisamente pra Viña del Mar e Valparaiso.

E como no caminho, passaríamos pelo Valle de Casablanca, porque não incluir uma visita à alguma vinicola?

Foi o que fizemos. E com a empresa Enotour, especializada neste tipo de passeio.
Saímos no horário, “surpreendentemente no horário, para brasileiros” segundo o motorista Luiz. Já o guia Rodrigo chegou um pouco atrasado. São os paradoxos!

As estradas são impecáveis e a cada avanço da kilometragem, nos eram mostradas características geográficas totalmente diferentes.
O trecho inicial é eminentemente frutífero.

Vimos muitos laranjais, limoeiros, ameixas, obviamente chilenas, entre outras coisas, além das estrelas, as amendoeiras totalmente floridas.

Mais alguns km e uma clara diminuição de altitude, adentramos ao Valle de Casablanca propriamente dito.

Muitas videiras, num lugar famoso por produzir vinhos brancos de altíssima qualidade.

As condições geográficas são as ideais com um solo bastante sofrido e uma variação diária de temperatura muito grande.

Passamos pela Veramonte, …

… pela Indómita e …

… chegamos a Casas del Bosque.

Não foi por coincidência que tomamos um Sauvignon Blanc de lá no jantar de ontem a noite no Aqui está Coco. O lugar é bastante bucólico e passa a sensação de que eles levam a sério este negócio de ser biodinâmico.

É claro que o tour tem tudo aquilo que a Re classifica como um visita-tipo (e não, tipo uma visita!) a qualquer vinícola do mundo: …

…  colheita manual, o esmagamento das uvas, …

…, o armazenamento em tonéis de aço …

… e de carvalho francês, …

… além do engarrafamento.

E a degustação que é fantástica, pois além de experimentarmos 3 vinhos, …

… ainda tivemos a oportunidade de verificar o que os enólogos sempre encontram neles e nós nunca achamos! :) .

Ele colocaram os ingredientes (pimentas do reino e verde, morangos, cravo, laranja, limão, grapefruit, etc) em taças e o princípio é comparar o virtual com o real.

Sensacional e pra fazer em casa.

Passamos na lojinha, compramos mais alguns exemplares pra encher o dromedário e rumamos pra Viña del Mar.

E aí o cenário mudou novamente.

Agora, além da possibilidade de vermos o mar, percebemos grandes plantações de eucaliptos e uma planta especial, o aromo, esta amarelinha que anuncia a chegada da primavera.

Passamos pelo centro, …

… pelo cassino antigão, …

… pelo minimoal (quase um Nelson Ned) e …

… fomos almoçar num restaurante turisticaço localizado no castelo do Club Unión Árabe

… que tem como handicap ser de frente pro mar.

As pedidas foram as esperadas: um tremendo prato de frutos do mar como entrada (machas, locos, camarões, polvo, peixes, etc).

Tomamos um bianchetto, o Leyda Reserva

… e como estávamos um pouco sem fome, pedimos duas merluzas pra dividirmos. Uma com molho de/e camarões e …

… outra, com molho de mariscos e tremendas batatas fritas.

Competentes, mas não maravilhosas. Enquanto isso, “secávamos” insistentemente a centolla que os nossos vizinhos estavam comendo!

Pedimos mais uma meia garrafa do Sauvignon Blanc da Concha y Toro, já antevendo o passeio de amanhã, …

… e incorremos num grande erro: insistimos em sorvetes pra sobremesa. Não importava o sabor (se de baunilha, chocolate, chirimoya, etc): tudo era uma bomba!

Ao menos participamos duma nova miniConVnVenção: os Pellicanos estavam por aqui.

Né, Marcie e Ciro?

Depois deste festim, rumamos pra Valparaiso, a Santos chilena.

Tão antiga e tão charmosa quanto, Valpa foi uma cidade muito importante e os resquícios estão em cada lugar.

Além do charme dos velhos funiculares, aqueles equipamentos que servem pra facilitar a subida aos morros.

Não precisa nem dizer que passeamos num, né?

E pra chegarmos ao mirante e termos um visão estonteante da baia.

Colorida e estonteante.

Até tiramos algumas foto em que o competente fotógrafo era um tocador de acordeon (ruinzinho, por sinal) que a cada obra-prima, falava: impecable! Reparem na ótima técnica dos pés cortados. :)

É claro que mais um bordão foi criado.
Retornamos pro hotel completamente “bodeados” e só nos restou uma bela cochilada.

De banho tomado, nos encontramos com a Mari. Tomamos um Pisco Green (grato pela cortesia) e aproveitamos pra conversar sobre o mundo da Bóia.
É claro que fizemos a famosa pose, só que neste caso, com copos Piscados.

Nos despedimos e fomos pra subsolo do hotel. Tínhamos uma reserva no Coquinaria , um restaurante anexo da homônima loja de gastronomia.

Que é um autêntico sex shop chileno. Lá tem  absolutamente tudo: massas, temperos, utensílios, vinhos, pães, etc.

Aproveitamos pra jantar mais levemente (ops).

Pedimos a trilogia de camarões (com vermicelli, bisque e creme brulée) pra D Vera, …

… um atum com crosta de especiarias e ninho de noodles pro Sr Antonio, …

… um gnocchi com molho de queijo (pra Dé) …

…  e Surf and Turf pra mim. É uma mistura de carne e camarão, com batatas fritas e maionese. Muito bom. (Gracias pela dica, Diogão dos Destemperados ).

Tomamos um syrah El Olivar Alto 2008 , onde aproveitamos um boa característica do lugar. Lá você escolhe o vinho da prateleira, paga o preço da gôndola, acrescentando somente 10 reais pela rolha.

Não dispensamos as sobremesas. Panacotta de mel, peras e sorvete de canela

Vulcão de chocolate com sorvete de café  …

… e Churros com calda de chocolate e de laranja que  pareciam mesmo Yin-yang .

Pronto! Estávamos completamente cansados e com vontade de dormir.
Só nos restou pegar o elevador e subir até o quarto, pra cair nos braços de Morfeu .

Hasta.

Siga os dias anteriores desta viagem:
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dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

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dcpv – dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

18/08/2011

Dia Dos – Chile – Santiago – O museu que está na moda. E na neve.

Você acredita em previsão do tempo?

Eu não acredito muito, mas por incrível que pareça ela funcionou desta vez. E melhor, com uma precisão suiça.

Há 10 dias que estávamos “filando” o Canal do Tempo a fim de programar os passeios (atire o primeiro floco de neve aquele que não faz isso quando está prestes a viajar?). E em todos os dias estava lá: quinta-feira, 18/08, chuva com neve. Neve?

Dei uma pesquisada e descobri que fazia um tempão (quase 5 anos) que, apesar da proximidade do Valle Nevado, não nevava na capital chilena.

Bom, acordamos até que tarde (8:00 hs) e fomos conhecer o café da manhã do W.

Farto e interessante num ambiente mais ainda.

Eu tinha pensado em conhecermos a cidade através do Turistik, o ônibus hop on/hop off. Eu e a Dé somos fãs incondicionais deste serviço, pois ele te dá uma posicionada fantástica sobre o lugar, além de possibilitar a visita a lugares bacanas e fora de mão.

Mas com a chuva que estava caindo, este plano foi (literalmente) por água abaixo.

Como tínhamos um plano B (uma visita a algum museu), tratamos de colocá-lo em prática.

Prestes a sair pra pegar um taxi, ouvimos uma senhora dizendo: incrível, está nevando!

E não é que estava mesmo!

Os santiaguinos estavam entusiasmados com este volume de neve. Todo mundo fotografando e fazendo poses (até o pessoal simpaticíssimo da recepção do hotel).

É claro que nós também não ficaríamos atrás.

Curtimos muito a paisagem diferontona e encantadora da nevasca (foram mais de 4 horas seguidas).

Com todo este clima natalino e pret-a-porter, optamos por ir ao Museo de la Moda, um lugar modernoso e interessantíssimo.

A primeira surpresa quando se chega lá, são os carros enterrados no jardim.

E a surpresa se multiplica ao percebê-los envoltos em neve.

Gostamos muito quando soubemos que a mostra temporária teria como tema os anos 80.

E foi um revival total com representantes legítimos daquela época. O DeLorean  do filme De Volta pro Futuro

… junto com a jaqueta original do Michael J. Fox …

… e melhor, com uma trilha sonora fantástica com Duran Duran, David Bowie, Pretenders, Tears for Fears, Madona, Cindy Lauper e muitos outros menos votados.

Louve-se a idéia do curador de colocar a trilha com o nível sonoro perfeito e com o acompanhamento preciso de luzes estroboscópicas …

… e ambientações psicodélicas.

E a moda? A moda estava em tudo isso acima e nas criações do Gaultier, …

… do Mugler, …

… do Givenchy …

…e de muitos outros expoentes.

Como a neve continuava caindo, nós aproveitamos pra fazer uma visita como se deve.

Nos ativemos a detalhes de toda a coleção e não esquecemos de admirar o que seria a chamada mostra fixa de lá, ou seja, os ambientes originais da casa do Jorge Yarur Bascuñán, dono da própria Manufactura de Algodón.

Como a neve não desistia de cair, optamos pela facilidade de almoçar na garage do museu. O restaurante El Garage é todo muito bem “disenhado”.

A única opção para todos era o menu a preço fixo. Por sinal baratissimo; 6000 pesos chilenos (uns R$25,00) por cabeça com direito a entrada, principal e bebida (infelizmente, não alcoólica).

Escolhemos, os homens, como entrada tomates recheados com atum e ervas e as mulheres,…

… uma sopa de couve-flor muito bem temperada e como convinha, quentinha!

O restaurante estava cheio e os principais chegaram. Todos foram de risotto (não precisa nem dizer que o arroz estava um pouco passado) …

… com exceção da Dé que pediu uma salada com salmão defumado, alcachofras, favas, abobrinha e rabanete.

Tudo correto e fazendo bonito perante o custo. Passamos a sobremesa (estávamos nos preparando pra noite), tomamos 4 expressos e fomos caçar um taxi na chuva (a esta hora, a neve já tinha ido embora, mas a paisagem branquinha imperava).

Chegamos ao hotel e providenciamos particularmente a solução do banheiro devassável do quarto da D Vera e do Sr Antônio: como o pessoal da recepção nos disse que o único quarto que tinha porta no banheiro era o nosso, resolvemos tudo simplesmente trocando de quartos. Pronto, quem estava agora no quarto moderninho e prafrentex éramos nós.

E também estávamos prontos pra conhecer o restaurante Aquí Está Coco depois do incêndio que acabou com ele em 2009.

A última imagem que tivemos dele era a de uma casa meio antiga e com um menu em forma de jornal que você levava pra casa. Hoje, a coisa é totalmente diferente. O restaurante se transformou num lugar bastante moderno e muito bem projetado.

Chegamos lá e percebemos o Coco no próprio logo.

Internamente é muito agradável, confortável e com uma programação visual fantástica.

Só o tubarão estilizado que fica em cima do bar já valeria a visita.

Sentamos e confabulamos bastante pra fazer o pedido, pois o cardápio é bastante extenso e com muitas alternativas.
Escolhemos como entradas umas alcachofras empanadas com polenta e …

… um prato de mariscos sensacional.

Era uma mostra do quão diferentes são os frutos do mar que gorjeiam, ops, nadam por aqui.

Foi um festival de polvo, machas, salmão, mariscos gigantes, ostiones, enfim, a nata da biodiversidade chilena.

Aproveitamos pra desvendar os segredos da Casas del Bosque (vinícola que visitaremos amanhã) ao pedirmos um Sauvignon Blanc super personalizado e com uma permanência marcante.

Ainda tivemos fôlego pra pedir os principais.

A D Vera foi de Salmão Terra e Mar, com aspargos grelhados, avelãs nativas e lagostim,

… coincidindo com o sabor especial do que pediu o Sr Antônio, um Turbot Mediterrâneo sobre azeitonas pretas e verdes e batata palha .

A Dé foi duma pseudo Moqueca de Centolla

… e eu, um Congrio com cebola roxa, tomate, pimenta amarela e coentro, acompanhado de batatas fritas.

Todos muito bem preparados e mostrando o fragrante profissionalismo da nova fase do Coco (o restaurante estava abarrotado).
Mais um vinho branco foi pedido, o Chardonnay Casa Silva 2010.

Caramba, ficamos num tremendo dilema: comíamos ou não as sobremesas? Não resistimos e fomos pro sacrifício. Um Pudim de coco

…  e um Milfolhas de doce de leite com sorvete de baunilha foram o complemento ideal pruma noite praticamente perfeita.

Só nos restou voltar pro hotel e termos a certeza de que o Coco achou o seu verdadeiro lugar. E olha que não era o coqueiro.

Hasta.

Veja o dia anterior desta viagem:

dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

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dcpv – dia primero – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

17/08/2011

Dia primero – Chi-chi-chi-le-le-le. Viva Chile.

O vôo da TAM sairia cedo de Cumbica, mais precisamente as 8:50hs. Chegamos no horário, mas um pequeno problema quase atrapalhou tudo: o RG do sr Antônio, meu sogro, era antigo e pior, dividido em duas partes.

A atendente da TAM nos advertiu que este fato poderia dar problema na alfândega do Chile e que se déssemos azar, poderíamos até ter que voltar de lá de Santiago mesmo.

Que este fato sirva de exemplo pra todos: verifiquem o seu documento de identidade ou faça como nós (eu e a Dé); leve o passaporte e além de evitar uma surpresa desagradável, ainda ganhará alguns carimbos a mais pra coleção.
No restante, o vôo foi tranquilo e chegamos a Santiago com um frio danado. E claro, sem nenhum problema com a aduana!

O nosso hotel, o W é uma verdadeira beleza. Moderno, hyppado, novinho, contemporâneo, enfim: perfeito.

Os quartos não ficam atrás. São moderníssimos e com o upgrade  que conseguimos, ainda tivemos a nossa disposição, varandas com vista direta pra Cordilheira dos Andes.

A única dica pra quem quer se hospedar por aqui é: pergunte sobre o banheiro, porque o de alguns quartos (no caso, o nosso) é totalmente devassável e isto pode não ser agradável, o que não foi o nosso caso, já que achamos bem bacana.

Pra melhorar, o hotel está situado numa zona nobre da cidade chamada Las Condes (quase que um Jardins chileno) e ele faz parte dum complexo que contém bons restaurantes (o Coquinaria é um exemplo), lojas de grife e uma filial da El Mundo del Vino que é fantástica. Tá na cara que o dromedário voltará completamente lotado.

Aproveitamos pra ir almoçar perto do hotel e num lugar tradicional aqui em Santiago, a Confiteria Torres.

Ela é uma filial da histórica sede de Centro.

Fomos sentando e percebendo a beleza do lugar.

Dentro do mote, pedimos além do couvert, muitos pratos tradicionais: como entradas, sopas (creme de zapallo, consomé de ave e jugo de carne) pra todos …

… e machas à parmegiana pra mim. Machas são moluscos retirados manualmente do mar e apresentam as cores rosa e laranja quando cozidos. Se parecem com mexilhões e estas estavam deliciosas.

Como estávamos baseando os nossos pedidos nos frutos do mar chilenos (locos, picorocos, polvo, machas, etc), tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc Errazuriz (louve-se que a carta de vinhos oferecida em todos os restaurantes que fomos era totalmente chilena).

Como principais, a D Vera foi de Pescado Mediterrâneo, que é um saboroso peixe branco a la plancha, com camarones, pulpo y locos ao peperoncino, acompanhado de purê de palta, o nosso famoso abacate.

O sr Antônio radicalizou na tradição e pediu o famoso Lomo a lo pobre composto dum bifão, batata frita, dois “zoiudos” e cebola frita. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

A Dé poetizou e foi de Congrio com salsa de picorocos e echalotas ao creme (este a Drix comeria). Um prato totalmente excelente.

Eu finalizei com Arroz chilote de Misiá Maria, um arroz bastante molhado com pedaços tenros de polvo (olha ele aí!) e bastante açafrão. Um prato instigante (um outro modo de dizer que é mais ou menos) e muito saboroso.

Pagamos a conta e observamos que o bar merece uma visita mais demorada.

Demos uma volta pela região do hotel que é arquitetonicamente surpreendente e resolvemos dar uma descansada.

Quer dizer, resolvemos deixar a D Vera e o sr Antônio relaxando e fomos conhecer melhor a área comum do hotel.

As soluções encontradas pra decoração são incríveis. O hotel todo parece ter saído duma revista especializada.

Experimentamos o nosso primeiro Pisco Sour (guia Vagaluzes: 10) e subimos pro quarto pra tomar um banho rápido, já que tínhamos reservas feitas no restaurante principal do hotel, o Osaka.

Eu apostei nele e não me arrependi.

Tudo começou com a filosofia do estabelecimento: uma comida fusion asiática e peruana com ingredientes puramente chilenos.
O ambiente é charmoso e intimista.

Estudamos o enorme cardápio e optamos por tapear a vontade.

Escolhemos quatro delas: tacutan (mini empanadas de massa phyllo recheadas de tacu-tacu com molho vietnamita) …

spring rolls (estes eu não preciso explicar), …

passion schrimp (camarões com molho de maracujá e amendoim além do ragu de pimentão)  …

… e a vedete da noite, os incendiários mariscos (literalmente) ao fogo.

Ainda escolhemos 3 causas que não tem nada a ver com o metier do Eymard. Causas são pratos típicamente peruanos que tem como base purês de batatas acompanhados das mais variadas coberturas. No nosso caso, foram de chicharron, centolla e camarones.

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc EQ 2010 da bodega Matetic, uma vinícola que visitaremos no domingo.

Aproveitamos o embalo e pedimos sobremesas no famoso esquema 4×4 (ou seja, todo mundo iria experimentar tudo).

Turron Osaka, cremoso torronezinho de amendoim com base de chocolate e pannacotta de lúcuma com leite de tigre e gergelim; …

trio de creme brulèe, de chá verde, de chicha morada y algorrobina; …

sashimi de pina, servido com sorbet de limão e tapioca tai e a degustaçào de suspiros limeños, com aromas de hierba luisa e chicha morada, de lúcuma com café e lichia com pisco sour.

Enfim, um beleza mais gostosa do que a outra.
Tomamos dois cafés mais dois justificados chás verdes e fomos dormir o sono dos justos e dos cansados.

Até que não foi decepcionante para um primeiro meio dia de viagem, né não?

Hasta.

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santiago do chile – neruda, la moneda e adiós

loco, picoroco
fev/09

 Santiago do Chile - Neruda, La Moneda e Adiós.

Último dia de viagem à Ilha de Páscoa. E o primeiro inteiramente em Santiago.

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Como já tínhamos ido pra lá algumas vezes, também já conhecíamos a maioria dos pontos dito turísticos e convencionais.

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Uma das lacunas era justamente a casa do Pablo Neruda, a La Chascona. Por sinal , o primeiro  contato gastronômico que tivemos com Neruda foi através da Adriana que mandou um postal ao Déo que continha a Ode al Caldillo del Congrio que gerou uma belo post :  Teorema de Neruda – Mar + Terra = Céu.

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La Chascona fica no bairro boêmio BelllaVista e até Carniceria tem por lá!

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A visita guiada dura 40 minutos e é imperdível. Infelizmente, não é possível tirar fotos do interior, mas só com a visão da parte externa já dá pra imaginar o quão interessante é internamente. Além, é claro, da bagagem que o nome Neruda carrega.

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Na verdade, esta casa foi feita aos poucos. Inicialmente era um lugar pro Pablo Neruda encontrar a sua amante Matilda, a La Chascona, a cabeluda.
Ela, a casa,  era pequena e a idéia de Neruda era construí-la no formato de um bote já que ele amava o mar, mas não gostava de estar nele ( estes poetas!)!

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É um lugar aprazível com parreiras…

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… macieiras…

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… e uma lojinha com um café bem bonitinhos. Note ( e a Adriana lembrou muito bem) que as letras das janelas são P (Pablo) e M (Matilda).

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Toda a história de Neruda ( que na verdade se chamava Neftali) está lá: o prêmio Nobel, os quadros dos amigos, os livros ( você sabia que Jorge Amado era amigão dele e que este livros serviam de esconderijo pra entrada dos livros dele no Chile?) e  os bares ( são 2 na casa. Ele sabia tudo!).
Quando estiver em Santiago, faça este passeio. Você também vai se emocionar.

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Saímos de lá e fomos andando em direção ao centro. Passamos pelo bairro do design, Lastarria e Bellas Artes próximo ao Cerro Santa Lucia, onde vimos lojinhas transadas e restaurantes muito legais.

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Resolvemos almoçar num veggie, o El Naturista onde comemos coisas substanciosas como quinua, grãos e sucos ! Comida honesta e o lugar é de alta rotatividad . ( ôpa! Passa muita gente por lá! rs)

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Cruzamos lo Centrão e fomos ao Centro Cultural Palacio La Moneda dar uma olhada numa (bela) exposição  sobre Diego Rivera e Frida Khalo, já que estávamos com os nomes deles na cabeça após diversas citações de seus nomes no tour por La Chascona ( eles eram da patota do Pablito).

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Daí, pegamos um taxi pro hotel. O motorista estava “perdidaço” e certamente  não chegaríamos lá sem as minhas dicas! Não sei foi coincidência, mas a maioria dos taxistas de lá me pareceram bem despreparados ( e outra coincidência, me lembraram os nossos!) 

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Tomamos um belo banho ( estava quase 40ºC ) e fomos visitar o ponto turístico mais próximo do hotel,  o shopping Parque Arauco que tem uma atração imperdível : ar condicionado!

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Jantamos por lá mesmo, no Fermenta. Umas tapas e com um belo som ao fundo.

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Uma “furiosa” pernambucana gritando “Spórt, Spórt”. É, tinha jogo do Sport Recife em Santiago contra o Colo Colo pela Libertadores ( vitória do Leão por 2 x 1. Que saudades, heim, Márcia, Guigão e Marco!)

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E pensar que se o Timão tivesse ganho a Copa do Brasil de 2008, estaríamos lá vendo o primeiro degrau da escalada pra Dubai ! Mas tudo bem. Fenômeno está na área e … só faltam dois jogos. Te cuida, Inter !

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Quem sabe não realizamos este desejo em 2010 ( com mais uma visitinha a nossa querida Santiago).

Hasta!

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