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dcpv – borgonha – frança – deuxième jour – pisando no solo do romanée-conti.

27/04/12

BorgonhaFrançaDeuxième jourPisando no solo do Romanée-Conti.

Surpreendentemente o dia amanheceu ensolarado.

Após o estado chuvoso e intermitente de ontem, isto seria praticamente impossível. Mas foi o que aconteceu.

Tomamos o café da manhã no hotel e atravessamos Beaune a pé pra fazer uma visita à vinícola Bouchard Père & Fils.

Ela é muito antiga, como a maioria delas por aqui, e fica num chateau nas muralhas da cidade.

Ou seja, é espetacular.

O Eymard conseguiu este tour através duma vendedora de vinhos em NY, a Ana Paula.

Chegamos lá no horário e o tour começou imediatamente (éramos nós quatro e mais dois ingleses).

A nossa guia a Sandra, nos levou as caves e lá podemos perceber a proporção de tudo.

Pra se ter idéia, 2500000 de garrafas estão armazenadas no local.

Ela também nos contou toda a história do estabelecimento, a sua filosofia e o tamanho da empresa.

Andamos bastante embaixo da terra.

Vimos garrafas raras (algumas chegam a custar 10000€), partimos pra degustação …

… e 6 vinhos depois, estávamos prontos pra escolher o que levar pro Brasil.

Fechamos a compra e rumamos em direção a Dijon.

Pra quem não sabe, este pedaço se chama Cote de Nuits e contém os lugares mais famosos do mundo do vinho.

Passamos primeiro por Aloxe-Corton, uma comuna que tem uma particularidade: produz tanto vinhos tintos como brancos que são Grand Cru, a melhor classificação que um deles pode ter (as outras são, por ordem decrescente de qualidade, 1er grand cru, village e demais) …

Nuits Saint Georges, …

… e o lugar histórico que é o Domaine Romanée-Conti.

Este merece um destaque especial.

Afinal de contas, não é todo dia que se tem a oportunidade de ver onde é produzido o vinho mais caro do mundo. E a surpresa é grande ao perceber que o tal terroir tem o tamanho dum quarteirão!

É verdadeiramente mágico. Que me desculpem os puristas, mas eu trouxe um pequeno pedregulho de lá! :)

Continuamos no sentido de Dijon.

Conhecemos Vougeot e o famoso e lendário Château du Clos-de-Vougeot.

Tentamos almoçar pela região, mas nem pensar. Já tinha passado das 14:00hs e a essa hora vale a lei do Soup Nazi do Seinfeld: no soup for you!

A saida foi passar rapidamente em Gevrey-Chambertin e …

…. tentar comer alguma coisa em Dijon.

Conseguimos achar uma “bueca de puerco” aberta, chamada Le Rabelais, …

… onde, devido a necessidade,  todos pedimos croques monsiers

…  e uma garrafa dum bom vinho branco Saint-Véran (sem corporativismo).

Descobrimos quase sem querer, por pura sorte, que estávamos ao lado do Palais des Ducs, …

… um ponto turístico famoso da cidade, além da catedral de Notre-Dame,   …

… ambos integrantes do circuito das corujas, …

… um roteiro bem demarcado pelas mesmas através de placas no chão e que leva a lugares curiosos da cidade.

Tinha cancelado uma reserva pras 13:00 hs, no restaurante Le Pré aux Clercs (devido a impossibilidade de chegarmos no horário) e qual não foi a nossa surpresa ao percebermos que alguém tinha pedido pra Dé tirar fotografias do próprio restaurante e, justamente com o chef, o Jean-Pierre Billoux , sendo um dos fotografados!

Andamos mais um pouco e retornamos pra Beaune.

Tentamos, no caminho, fazer um passeio pelo Château du Clos-de-Vougeot, mas ele estava fechando, já que haveria um casamento por lá.

Chegamos ao hotel, nos arrumamos e partimos com destino a Puligny-Montrachet, o berço dos vinhos brancos, onde teríamos um jantar-degustação (dica da Márcia e do Vianney).

O lugar, o La table d’Olivier Leflaive é muito charmoso.

Fica numa cidade tranquilíssima e melhor, numa praça bonita e calma.

Fomos sentando e o sistema funciona da seguinte maneira: o menu é fixo.

É claro que iniciamos tudo com as indefectíveis gougères.

Todos comemos persillé de atum ao chardonnay com salmão defumado, …

frango com tapenade com vegetais e arroz pilaf, …

queijos variados

… e mousse de chocolate.

O que variou é que a Lourdes e a Dé escolheram fazer uma degustação (Formule Iniciation) composta de 5 vinhos (Borgogne  Les Setiles 2010, Saint-Romain Sous Le chateau 2009, Puligny Montrachet 2006, Puligny Montrachet 1er Cru Garennes 2007 e Pommard 2005)

… enquanto nós, Eymard e eu optamos por 10, com a repetição de quatro dos delas e o acréscimo de mais seis (Chassagne Montrachet 2008, Mersault 2008, Chassagne Montrachet 1 er Cru Dents de Chien 2007, Chassagne Montrachet 1er Cru Clos Saint- Marc 2007, Volnay 1er Cru Mitans 2008 e a estrela da noite, o Corton Charlemagne Grand Cru 2007).

Todos estes vinhos foram comentados por um sommelier que nos passou as características e as particularidades de cada um deles.

E tem mais, o próprio  M. Leflaive veio conversar conosco e afirmou o quanto gostava do Brasil, em especial, da Bahia (xiiii, de novo! rs).

Demos muitas risadas, nos divertimos muito e certamente indicamos este passeio-refeição na casa do  M. Leflaive. Pra finalizar com chave de ouro, pedimos mais duas taças dum Bâtard-Montrachet Grand Cru 2007, mais um grande exemplar de vinho branco borgonhês. A “petit grand-mère” teve que nos “aguentar”! :)

Pronto. Voltamos pro hotel pra, finalmente, dormimos o tranquilo sono dos justos.

E degustar todos estes vinhos certamente colaborou pra isso.

Au revoir.

Veja o primeiro dia desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.

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dcpv – premier journée – borgonha – frança – visitamos o hospício de beaune.

25 e 26/04/12

Premier Journée – Borgonha – França – Visitamos o Hospício de Beaune.

Partimos de SP pra Paris num voo noturno da TAM. Nos encontramos com a Lourdes e o Eymard por volta das 20:30 hs.

Quem via o aeroporto de Cumbica tão tranquilo, até imaginaria que tudo correrá tranquilamente  na Copa do Mundo.

Voamos muito bem e chegamos na capital francesa perto das 16:00 hs. Estava tudo nos conformes, até toparmos com os serviços da Europcar.
Porque será que toda vez que você reserva um carro, o modelo escolhido não está disponível?

Isto me lembra até um episódio do Seinfeld em que o Jerry discute com a atendente tentando explicar pra ela o que seria realmente uma reserva (alguém assistiu?).

Uma hora depois, estávamos os dois casais sem os carros que reservamos, mas com similares tão bacanas quanto.
Partimos com destino a Beaune, no coração da Borgonha.

Seriam quase 3 horas de viagem, se o trânsito periférico de Paris não estivesse parecendo o da Marginal nos dias de chuva forte.

Perdemos mais de uma hora nesta brincadeira e, finalmente, rumamos pro nosso destino, o hotel Le Cep.

É claro que demos uma parada pra abastecer os nossos estômagos num Autogril, uma destas redes de postos de gasolina.

Comemos sanduíches muito bons, tomamos capuccinos e continuamos a viagem.

O caminho é todo muito bonito, com visível destaque pras inúmeras plantações floridas de canola.

Guardadas as devidas proporções, elas tem o mesmo papel das lavandas na Provence.

Chegamos ao hotel mais do que atrasados pra cumprir com a nossa reserva do restaurante estrelado do próprio, o Loiseau des Vignes. Como ele já estava fechado, a atendente foi supersimpática e improvisou uma refeição particular pra nós.

Foie gras (e que foie gras) com torradas, …

salada fresquíssima, …

… uma tábua com queijos espetaculares, …

… um bolo de chocolate com frutas  vermelhas, …

… e, óbvio, um tremendo vinho tinto, o Pommard Hospices de Beaune 1997.

Pronto, o nosso dia (ou seria a nossa noite?) estava ganho e só nos restou dar uma passeada pela linda e vazia cidade de Beaune.

Acordar no outro dia foi um pouco difícil. Afinal de contas, 5 horas de fuso mais uma chuva fina e frio seriam o suficiente pra te fazer ficar na cama.

Mas não aqui em plena Borgonha.

Preferimos tomar um bom café da manhã no hotel (que pães e que suco) …

… e rumarmos pra conhecer a Côte de Beaune, a parte mais ao sul da famosa região vinícola.

A primeira parada foi em Pommard, a 3 km de Beaune.

Tenha em conta que as cidades, quase vilarejos, são muito perto uma das outras por aqui.

E Pommard é a terra do famosíssimo Chateau de Pommard.

Tínhamos a obrigação de conhecê-lo e melhor, fazer uma visita guiada.

Só os jardins do lugar já valeriam o passeio.

Até vimos como os escargots se alimentam bem e por isso, são tão gostosos. :)

Enquanto esperávamos o nosso tour começar, demos uma boa olhada em tudo, …

… especialmente nas obras de arte.

Muitos Dali, …

… Josepha, …

… e uma mostra especial sobre arte moderna.

Conhecer o local onde vinhos memoráveis são feitos é inesquecível.

O nosso guia nos levou pra vermos as seculares videiras, …

… nos mostrou a diferença da composição de solos que teoricamente deveriam ter o mesmo formato (são próximos uns dos outros) …

… e nos levou na cave onde 250000 garrafas descansam a espera de bebedores, como nós.

É claro que finalizamos com uma big degustação com 5 vinhos top.

Compramos algumas coisinhas e tocamos pra próxima parada.

Que seria Volnay, mais uma região famosa por seus vinhos tintos.

Next stop? Meursault, que obviamente, dispensa comentários.

Incrível como numa distância de 10 km lineares, você encontra grandes ícones da vitivinicultura mundial.

A esta altura do dia, estávamos com fome.

E o jeito foi tocar pro Lameloise, um restaurante 3 estrelas do Michelin, que fica em Chagny, no hotel homônimo.

O lugar é bastante elegante e sóbrio.

Fomos alojados na nossa mesa e enquanto a Dé e a Lourdes escolhiam pratos do menu a la carte, eu e o Eymard nos decidimos pelo menu déjeuner (entrada+principal+sobremesa+vinhos por um preço fixo).

O couvert é uma belezura.

É claro que o chefe nos mandou um pequeno agrado, uma  “nuvem” de creme com salmão e um caldo fresco de aspargos.

Enquanto as  nossas entradas chegavam, ravioli de escargots com mini nabos e um bouillon fantástico de cogumelos pra mim …

… e foie gras e ris de veau, com geléia de hidromel pro Eymard, as meninas escolhiam os seus vinhos. A Dé optou por um branco Chassagne Montrachet Domaine Fontaine-Gagnard e a Lourdes por um tinto Volnay Domaine Jean Marc Bouley 2009.

Conversa vai, conversa vem e chegaram os principais.

A Lourdes experimentou costeletas d’agneau com batatas caramelizadas, …

… a Dé um turbot cozido lentamente nos seus sucos e um caldo aromatizado com trufas, …

… o Eymard e eu optamos por beauf charolais com legumes acompanhados de um purê de batatas com carne desfiada (podemos chamar de escondidinhô!) e um creme de mostarda.

Ainda bem que os nossos vinhos estavam incluídos (um Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune e um Rully Maison Lameloise). Vejam só o tamanho da carta!

Tudo excelente e muito, mas muito bem acabado.

Como tínhamos direito a sobremesa, eu e o Eymard gostamos muito da competente tarte tatin com sorvete de batata doce que nos foi servida.

Tão aí 3 estrelas mais do que merecidas.

Ainda demos uma passada pela região onde são feitos os melhores brancos do mundo, Montrachet.

Foi bem rápido, mesmo porque amanhã faremos uma megadegustação no Olivier Leflaive.

Aproveitamos a tarde pra passear pelo centro aprazível de Beaune.

Ela é certamente a cidade pra se ficar quando se está na Borgonha.

Além do mais, o lugar é repleto de caves, lojas gastronômicas, restaurantes, ou seja, tudo o que a Borgonha representa no imaginário de qualquer fã.

E também visitamos o l’Hotel Dieu, mais conhecido como Hospices de Beaune.

Calma lá que não tem nada a ver com o que chamamos de hospício.

É um hospital muito antigo (seculo XV) que funcionou para servir aos pobres da região.

Teve como mecenas o Nicolas Rolin e sua esposa e a grande curiosidade é que ele foi restaurado pra que tenhamos uma noção de como eram a coisas há seculos.

Estão lá a  sala dos doentes, …

… a enfermaria, …

… a farmácia, …

… a cozinha …

… e a lojinha, óbvio.

Voltamos caminhando pro hotel (este lugar é ótimo pra isso) e ainda tivemos tempo pra tomar algumas flutes de champagne.

Apressadamente, pois tínhamos uma reserva pra jantar no Jardin des Remparts, um restaurante muito bonito e que fica exatamente próximo das muralhas, em francês, as tais “remparts”.
Beaune é uma cidade cercada por muralhas e uma boa parte delas ainda está preservada.

Sentamos e todos optamos (a reserva foi feita através do La Fourchette) por comer alguma coisa leve e a la carte.

Todos escolhemos somente pratos principais e contendo peixes. Segue um bom conselho: quando estiverem por aqui, peçam o necessário, porque todos os chefes costumam mandar muitos pequenos presentes.

E neste caso não foi diferente.

Começamos com um falso sorvete de espuma de mostarda, escargot (que a Lourdes e a Dé comeram) com manteiga de ervas, persilade (o presunto recheado tipico da Borgonha) e gougéres (uma espécie de pãozinho recheado com queijo e mais típico ainda).

Pãozinhos foram servidos (volto a frisar, como são bons os pães daqui) …

… e escolhemos um vinho branco de responsa, um Pulligny-Montrachet 2008.

Mais um plus nos foi enviado. Um creme de couve-flor com pinolis. Soberbo.

A Dé e o Eymard receberam o peixe deles, o Cabillaud, légumes et émulsion de bourgeons de noisetier.

A Lourdes foi de Turbot rôti et croustillant de pied de couchon

… e eu de Mulet, endive e berre fumé.

Todos muito saborosos (e escritos em francês, ficaram melhores ainda! rs).

Como estávamos cansados, quase pulamos as sobremesas, não fosse o Eymard pedir uma Baba (o doce! rs) com sorvetes 

…e o chefe nos ter enviado mais uma espuma de abacaxi com creme de frutas vermelhas.

Pronto! O nosso dia terminou na mais absoluta harmonia e com mais um presentinho do chefe, uma caixinha com alguns bolinhos típicos pra comermos no caminho.

Ufa! Consegui provar que é melhor se concentrar na hora de pedir comida aqui na Borgonha?

Au revoir que amanhã é dia de Romanée-Conti.

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dcpv – dia siete – espanha – país basco – guggen … heim?

27/06/2011

Dia siete – Espanha – País Basco - Guggen … heim?

Hoje era o dia de conhecer a obra-prima do arquiteto canadense Frank Gehry .

Por incrível que pareça, foi também o primeiro dia com tempo ruim da viagem.

O céu estava muito nublado e tivemos um decréscimo de 18 graus na temperatura.

Mas mesmo assim os planos iniciais se mantiveram.

Acordamos cedinho, tomamos um ótimo café da manhã no hotel e rumamos pra Bilbao (ou Bilbo, em Euskera, a língua basca) que fica a 80 km de Donostia (a popular San Sebastian).

E fomos direto pra tentar dar uma olhada no Guggenheim antes do nosso almoço, marcado pro restaurante do próprio museu.

Pegamos um chuvisco no caminho (optamos pela auto-estrada pedagiada) e chegamos em Bilbao por volta das 12:00 hs.

Tivemos um pequeno stress pra achar um lugar pra estacionar. Acabamos num shopping próximo ao museu e foi uma boa estratégia, já que aproveitamos tanto a ida …

… como a volta pra curtirmos a visão desta maravilha da arquitetura mundial.

Chegamos, …

… admiramos a obra do nosso queridinho  Anish Kapoor, …

… a aranha da Louise Bourgeois (ops), …

… e subimos pra curtirmos o famoso cachorrinho (cachorrão?) florido, o Puppy do Jeff Koons.

E ele é demais mesmo.

Como tínhamos quase uma hora pro almoço, resolvemos conhecer o acervo do museu.

Tudo bem que todo mundo diz que o Guggenheim é mais bacana visto como uma construção fora-de-série, do que um museu interessante.

E é claro que discordamos.

Existem obras de arte moderna muito bem boladas por lá como o labirinto (as fotos são proibidas, mas …), …

… as plásticas bexigonas …

… além do prédio ser internamente tão interessante quanto a sua parte exterior (placas de titânio à parte).

Quando você está lá dentro, tem a exata noção do quanto deve ter sido legal transformar este projeto em realidade (foram 5 anos de construção).

Esta uma hora passou bem rápido e tínhamos que nos alimentar fisicamente, depois da alma estar abastecida.

Ainda bem que reservamos antecipadamente uma mesa no restaurante do museu (a espera é imensa. Mande um email que eles respondem no outro dia).

A nossa mesa estava lá no espaço frankghérico, com suas divisórias onduladas vermelhas, …

… cadeiras assinadas …

… e um cardápio de madeira e curvo (e em Euskera ou Euskara).

Tudo isso pra te oferecer uma refeição bastante requintada e pros padrões daqui, muito barata. Vejam bem: são 28,50 Euros por pessoa com entrada, principal, sobremesa, água, uma garrafa de vinho (branco ou tinto) e cafezinho.

É uma pechincha, ainda mais pela qualidade de tudo. Todas as opções são tentadoras.

A Dé escolheu cebolietas glaseadas en su sugo, tomillo e musse de idiazabal. Uma tremenda espuma de queijo com cebolas muito macias.

Eu, uma ensalada de anchovas com pralinê de sementes e várias lechugas ou seja, uma salada com alfaces crocantes, não esquecendo das anchovas frescas (do tamanho de manjubinhas) e muito bem temperadas.

O vinho branco era da casa e um bom Verdejo Viña 65 2010.

Como principais uma Merluza ao horno, berenjena, tomate e albahaca com mojado de aceitunas negras pra Dé. Uma pintura!

Eu fui de chipirones a la antigua, crema de garbanzas y caldo de su coccion.

Melhor falando, lulas em su tinta com um purê de grão de bico.

Todos absolutamente perfeitos.
Como a sobremesa estava incluída, fomos pro sacrifício.

Um melocoton assado com tomillo oreado, crema de almendras y gelado de queso (pêssego, amêndoas e sorvete de queijo) pra mim …

… e leche, cacao, avellanas y … pra Dé.

A sobremesa era descrita assim mesmo com reticências. E elas eram, segundo a Dé, um ótimo sorvete de chocolate.

Dois cafés depois, a conta paga (inacreditáveis 58 Euros) e continuamos o tour pelo Guggenheim.

Primeiro, uma visita consumista à excelente lojinha. E depois mais um passeio ao redor do prédio mais vistoso que já vimos.

Ele mais parece uma destas modelos famosas fazendo poses …

…  e caras diferentes (inclusive, aproveitamos o clima).

Logo após, fomos dar umas voltinhas por Bilbao que tem cada vez mais projetos arquitetônicos diferentões e …

… modernosos.

Ainda sobrou tempo pra darmos uma breve passada na cidade de Gernika, …

… aquela mesma onde Picasso se inspirou pra pintar uma de suas obras mais famosas.

Chegamos ao hotel, nos arrumamos pra irmos jantar no Mugaritz do chef Andoni Luis Aduriz (e do brasileiro Rafa Costa).

Bom, este merece um post especial.

Não percam porque foi sensacional (18. Sim, 18 pratos).

Agur.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?

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dcpv – jour six e dia sei – frança e espanha – país basco – você sabe o que é euskera? pintxo você sabe, né?

Jour six e dia sei – France e Espana – País Basco – Você sabe o que é Euskera? Pintxo você sabe, né?

Dia de dirigir desde a França até a Espanha.

Na verdade, de Martillac até Donostia. Mais conhecida como San Sebastian.

Antes de tudo um lauto café da manhã no hotel, que diga-se de passagem não foi tão lauto assim já que a japonesada tinha passado antes e devastado as mesas como uma nuvem de gafanhotos.

Resolvemos conhecer melhor o hotel. Demos uma olhadinha (não uma molhadinha) na piscina, …

… nos jardins floridos, …

… nos lagos românticos (ahhh!), …

… na horta com produtos bastantes diferentões, …

… e temperos que nunca vimos …

.. além de legítimas flores de alcachofras.

Com tínhamos tempo, passamos na Jardiland.

É um lugar com tudo o que se pode imaginar sobre plantas e afins. Compramos um montão de sementes que certamente florirão muito mais a grande FV.

Resolvemos também seguir as dicas do Joaquim e procurar lugares onde se vendem vinhos, as populares adegas. Não sei por que cargas d’ água o tal resolveu indicar alguns estabelecimentos inexistentes.

Resultado? Quase uma hora aparentemente perdida (conhecemos pequenas cidades que jamais pensamos existir) e chegamos em cima da hora (12:00 hs) pra fazer o checkout no hotel. E aí pintou a idéia genial. Que tal tentarmos saber onde ficava o Château Latour-Martillac, criador do vinho que tomamos nos nos dois jantares que fizemos no hotel e comprarmos algumas garrafas pra levar pra casa?

Obviamente descobrimos que ele fica em Martillac (daaaaammmm) e melhor, a parcos 7 minutos do hotel.

Fomos pra lá e vimos que ele está situado ao lado da igreja, bem no centrinho da pequeniníssima cidade.

Chegamos exultantes e perguntamos onde era a “boutique“?
É claro que recebemos a resposta que eles estavam trabalhando, mas que era horário de almoço e que eles retornavam somente as 14:00hs.

Pensamos: deixa pra próxima. Apesar de termos adorado o vinho deles, não esperaríamos duas horas pra que a loja abrisse.
Daí a mudarmos de idéia foi um pulo.

Resolvemos ficar e esperar. E almoçar em Martillac. Na grande Martillac.
Demos um bela olhada no grande centro (uns 50 m²) e escolhemos o restaurante Le Pistou.

O estranho é que não tinha uma alma viva em toda a cidade, mas o restaurante estava cheio a ponto do garçon nos perguntar se tínhamos feito reserva? :)

Tivemos “sorte” e sentamos. O lugar é uma belezinha. Todo arrumado e com muita personalidade.

Pedimos um entrada pra dividirmos, um tartar de vieiras que estava fresquíssimo e maravilhoso. A Dé achou fresco demais e eu comi tudo.

Uma meia garrafa de vinho branco Chateau Coucheroy 2009 nos acompanhou e escolhemos os principais.

A Dé foi de julienne de legumes com arroz e um tremendo peixe fresco com tomates.

Eu, modestamente, pedi o peixe do dia, uma merlusa com legumes e arroz. Frugal, né não?

Pratos simples e saborosos. Pagamos a conta (60 euros) e retornamos pra loja da vinícola. A mesma simpática pessoa que nos informou que a loja estava fechada, nos atendeu. E não é que o cara além de ser extremamente simpático, ainda nos mostrou absolutamente tudo.

Resultado? Compramos 6 garrafas do excelente branco do Mouton-Martillac (safras 2008 e 2009) e ainda ganhamos um outra da segunda linha do Chateau que o nosso colega jurou ser tão boa quanto as outras. O que, cá pra nós, não seria nenhuma novidade.

Nos despedimos da França pra conhecermos melhor as idiossincrasias do País Basco.

E neste caso está incluída uma tremenda suite no hotel Maria Cristina (grato, Starwood pelo upgrade) .

Ele fica bem no meio da muvuca donostiana e no nosso caso, com uma tremenda vista do Rio Urumea e do próprio Mar Cantábrico.

Tudo bonito demais.

Demos uma volta de reconhecimento na região do hotel e vimos preliminarmente como é a famosa Parte Vieja.

É praticamente lá que tudo acontece.

Chegamos até a orla (olha, San Sebastian parece bastante com o RJ, só que sem favelas) e prometemos voltar a noite pra comermos uns pintxos.

Foi o que fizemos.

Apesar do tempo ter dado um virada (chegamos com uns 40°C e estava uns 20ºC ), insistimos e fomos à Parte Vieja pra pintxear e tapear.

Pra quem não conhece, pintxos são guloseimas que estão a mostra no balcão dos bares (normalmente com palitos) e que você escolhe quantos comer/pagar quando os coloca no prato.

No caso, acabamos experimetando os do  Bernardo Etxea, porque este estabelecimento foi o único que se encaixou na categoria que a Dé estava procurando: pintxos pra se comer sentado numa mesa!

Na primeira rodada, pintxamos “siete” vezes com duas copas de vino blanco.

Escolhemos pintxos e tapas frios tais como torta de caranguejo, bruschettas frias dos mais variados sabores tais como anchovas, pimentões, bacalhau, anchovas, sardinhas, queijos, etc.

Na segunda rodada, mais 3 tapas quentes, croquetas de presunto (guia 4quetas: 10), …

… pimentão recheado com bacalhau e, surpresa, um suculento e macio polvo à marinara (aí meus “figuinho”).

Ah! Mais dois copos de vinho branco e mais dois de Txakoli, o vinho frisante tipicamente basco que a Dé não gostou muito, mas que eu tive que gostar bastante, já que tomei os dois (e também não achei muito bom, não!)

Pronto. Os pintxos estavam desvendados e estávamos liberados pra conhecer a instigante e estrelada cozinha basca.

Amanhã iniciciamos o percurso, com o almoço no Guggenheim (é, vamos passar o dia em Bilbao) e com o jantar no afamado restaurante  Mugaritz.

O dia promete.

E antes que eu esqueça, Euskera (ou Euskara) é a indecifrável e interessante língua basca.

Você vai se divertir tentando entender o que significam as palavras em Euskera. E mais ainda percebendo que tudo não tem a mínima lógica.

Agur (é claro que é tchau em Euskera).

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus

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Jour cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus

25/06/2011

Jour cincFranceBordeaux – Passeando e entrando nos Premieres Grands Crus.

Acordamos tarde. Acho que o jet lag estava pesando (são 5 horas) e o calor também (hoje bateu em 39ºC).

Mesmo assim, tomamos um cafezão da manhã, ou melhor, um chazão e um capuccinão e fomos conhecer Bordeaux.

Conhecer não é bem a palavra certa, já que tínhamos somente algumas míseras horas pra dar uma olhadinha no máximo que seria possível.

E olha que este tempo foi o suficiente pra passarmos pela Esplanade des Quinconces, uma praçona imensa e com ares de árida, mas com obras de arte da maior qualidade.

Vimos também o The Grand Théâtre (dá pra imaginara sensação de se  assistir a algum espetáculo por lá), …

… a admirável Place de la Bourse …

… e a praia de Bordeaux.

É claro que todo mundo sabe que Bordeaux não tem praia, mas este espaço com pedras umedecidas através de vapores perfumados de água, certamente corresponde por uma ótima praia (e melhor, não tem areia).

Saímos correndo (é, slow travel!). Tínhamos uma reserva pro almoço na Brasserie du Lac  do Relais Margaux.

E não é que não encontramos aonde fica?

Quer dizer, não foi bem assim. O iPad da Dé deu pau e acabei ficando sem ter como conferir onde era exatamente o restaurante.

Só lembrava que era perto de Pauillac e a uns 30 km de Bordeaux.

Acabamos pedindo pra concierge do hotel nos ajudar e ela nos passou um endereço. Resultado? Chegamos exatamente no horário, só que no lugar errado! :)

E foi sorte, pois continuamos o caminho pra Pauillac já que queríamos ver os famosos “Chatô” que produzem os grandes vinhos franceses.

E perto do Château Margaux, entramos na tal Brasserie uma hora depois da reserva e descobrimos que ela ficava dentro dum club de golfe. Ou seja, nada a ver conosco e com a situação!

No belíssimo caminho repleto de videiras já carregadas, cruzamos com muitos excelentes produtores.

Conseguimos chegar a Pauillac, que seria a nossa única alternativa pra almoçar, já que em todas as pequenas cidades do caminho não tinha nada aberto (era domingo).

Acabamos comendo num restaurante bem simples e um tanto quanto sem graça , mas de frente pro porto da cidade (deu saudade duma coisa que nem vimos, a tal Brasserie).

Pedimos uma salada, que tinha um apelo engraçado! Ela continha peito de pato defumado (não precisa nem falar de quem nós falamos pela enésima vez) e língua. Quer dizer, só eu comi, pois a Dé passou o orgão muscular do boi! rs

Ela não arriscou mais nada e pediu um simples Penne a parisiense.

Eu fui de Paella francesa com arroz marroquino. Mais bonita do que boa.

Tomamos um vinho rosé bordalês, o Chateau Terre  d’Agnès 2010 e uma necessária garrafa de 1 litro duma água San Pellegrino.

Voltamos rapidinho pro hotel, pois tínhamos agendado uma visita ao Chateau Smith Haut Lafitte, o nosso charmoso vizinho.

O calor estava abrasador e foi ótimo nos escondermos no friozinho da adega por uma hora.

De resto, nos mostraram o cuidado com que estes grandes vinhos são feitos (e daí os seus justificados altos preços).

Vimos desde os equipamentos da colheita manual (as raizes destas videiras são absolutamente verdadeiras), …

… passando pelo estágio obrigatório em barricas de carvalho francês,…

… que por sinal e neste caso, são feitas aqui mesmo …

… e de modo artesanal.

É um verdadeiro espetáculo.

Ainda tivemos uma degustação dum tinto e dum magnífico branco e passamos na lojinha, pois eu tinha que abastecer o dromedário.

Como a tarde ia caindo (18:30 hs e 38ºC), resolvemos encarar o ar condicionado da limosine e dar um pulo em Sauternes.

Pra quem não sabe, esta região famosa por produzir excelentes vinhos de sobremesa tem muito a ver com a história viajística da nossa família. Bom, depois eu conto como foi que este tipo de vinho entrou pro anedotário dos Luz (tem alguma coisa com pedir erradadamente um vinho numa viagem a Paris) .

Voltando, rodamos por quase 40 minutos só pra dar uma olhada nos belíssimos vinhedos sauternianos, …

… na excelente paisagem …

… e quando estávamos gostando, vimos esta placa:

Pronto! Não precisa nem dizer que a cidade é minúscula.
Voltamos ao hotel aproveitando a vista. Conselho de amigo: quando estiver sem muita pressa, coloque a opção “estrada não pedagiada” no GPS. Você vai se divertir.

Caminho da roça, ou melhor do castelo e nos preparamos pro jantar com menu degustação no restaurante principal, o La Grand’Vigne. Dentre as opções, escolhemos um mini menu degustação composto de 4 pratos mais um agradinho do Nicolas Masse, o chef.

E tem mais. Eu e a Dé decidimos pela mesma variação com os mesmíssimos pratos.

O primeiro e o agrado, foi um ravioli de crab, com julienne de vegetais e um molho de cítricos. Estava muito bom e deu pra sentir um gostinho de óleo de gergelim no fundo da espuma.

Pra fazermos uma pesquisa, pedimos o mesmo vinho branco de ontem a noite, o Chateau Latour-Martillac 2008. E verificamos que ele continuava muito bom, mas com alguns sabores diferentes.

Na seqüência, gambas roti, tomate poire dans eau naturelle, avocate e tuille de pan au basilic.

Traduzindo: ótimos e gigantes camarões, com uma plástica e incrível combinação de tomates e gelatina acompanhados dum creminho de abacate e uma casquinha de pão torrada e temperada com manjericão.

O próximo foi uma clara demonstração do nepotismo: Merlu de ligne de St Jean de Luz, ravioli de petit pois et morilles , lard et paysan.

Mais uma tradução (o meu francês gastronômico está cada vez melhor): uma merluza pescada naquela gracinha de cidade (sem corporativismo) com cogumelos morilles e um bacon frito, ravioli recheados de ervilha em que a massa eram lâminas de nabo. E como “um plus a mais”, ervilhas in natura com pedacinhos de cogumelos e de lardo. Mais um prato lindo e delicioso.

Demorou um pouquinho pra chegar a sobremesa, mas a espera foi compensadora. Afinal de contas, o Timão enfiou uma sacola no SP. E a Noisettine du Medoc, le chocolat Araguani, la poire Willians Croquant ao Miel não decepcionou.

Comemos tudo e respeitando as especialidades de cada um. Enquanto a Dé comia todas as trufas de chocolate (elas eram bem moles e explodiam na boca!), eu limpava o resto, inclusive uma tuille de macarrão cabelo-de-anjo que estava muito boa.

É isso. Por enquanto, foi a melhor refeição da viagem (viu, Sueli e Jorge?).

Mas a partir de amanhã, a concorrência fica mais pesada …

… já que chegaremos em San Sebastian pra começarmos a experimentar a famosa e estrelada cozinha basca,

Sairemos dos Grands Crus e entraremos de cabeça (e de boca) nos Grans Reservas.

Au revoir e hasta.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Catre – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac

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dcpv – dia cuatro e quatre – espanha e frança – la rioja e bordeaux – arriba e voilá.

24/06/11

Dia cuatro e quatre – Espanha e França  – La Rioja e Bordeaux -  Arriba e voilá.

Hoje era dia de ir pra França.

E olhe que não era muito perto, não. Iríamos conhecer a região de  Bordeaux, sabidamente vinícola e gastronômica por excelência.

Ou melhor e falando claramente, passar um final de semana por lá …

… num hotel (indicado pela nossa madrinha Rachel Verano do blog Viajar Bem e Barato ) que fica em Martillac, uns 20 km ao sul de Bordeaux.

Além de ser charmoso ele tem a seguinte particularidade: fica ao lado Château Smith Haut Lafitte.

Mas antes disso, tomamos um café da manhã no Marqués de Riscal , pegamos as malas e zarpamos.

Próximo dali em Haro, ficam as vinícolas Muga e a López de Heredia Viña Tondonia .

Chegamos facilmente lá, mas esquecemos dum pequeno detalhe. Era feriado.

De qualquer maneira, foi legal ver o decanter imenso projetado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid pra ser uma sala de degustação na Tondônia. Uma pena foi não fazer a tal.Paciência.

Dali rumamos pra Biarritz , uma cidade praiana francesa e que fica exatamente no meio do caminho (uns 250 km).

As estradas são perfeitas, assim como a natureza que colaborou pra definir as regiões que passamos.

As plantações planas e fertéis da Rioja,..

… a exuberância e a vegetação do País Basco, além das inusitadas placas em Euskera, …

… os pinheiros do pedaço inicial do Sul da França …

… e os adoráveis vinhedos de Bordeaux.

Ah! O azul dos mares das praias francesas não pode ser esquecido em hipótese nenhuma.

Entramos em Saint Jean de Luz, já em território francês, uma pequena cidade localizada um pouco antes de Biarritz, onde vimos como e de que forma está sendo investido o dinheiro da família.

Um pouquinho mais à frente, Biarritz nos mostrou tudo o que um cidade praiana tem que ter: lugares em estacionamento disponíveis, apesar de quase ser alta temporada (os termômetros marcavam 30°C), …

…  vistas imperdíveis …

… além do jeitão totalmente litorâneo.

E restaurantes bacanas (com cara de turisticão), como o Café de La Mer.

Nos servimos duma salada de crocantes e de acordo com o que o clima pedia, …

vieiras com arroz basmati temperado e um molho rose papricado pra Dé, …

… excelentes moulles et frites (quem adivinhar pra quem foi, ganha uma panelinha de mariscos),

… tudo espetacularmente acompanhado por meia garrafa (ainda tinha que dirigir mais 250 km) dum ótimo Sancerre.

Ainda demos uma voltinha pela cidade só pra confirmar que precisamos voltar pra cá um dia e com muito mais calma.

Retornamos à estrada novamente e duas horas depois (por volta das 17:30hs) chegamos ao hotel Les Sources de Caudalie.

Falar que é lindo é chover no molhado.

Ainda mais com um vista da janela do quarto como esta do Château Smith Haut Lafitte. Mais parece uma daquelas visões após uma grande abstinência de água no deserto (ou de vinho na França).

O quarto (se é que podemos chamá-lo assim) é maravilhoso.

Tudo por lá é extremamente caprichado e charmoso.

Aproveitamos pra conhecer a região próxima ao hotel através de bicicletas.

Demos umas boas voltas pelo lugare confirmamos a beleza de todo do conjunto  da obra (literalmente)

Melhor que isso, observamos as videiras antigonas e prolíficas que gorjeiam por aqui.

Tudo isso e ainda tínhamos um jantar marcado no próprio bistrô do hotel, o La Table du Lavoir.

É o restaurante mais simples de lá e oferece uma culinária mais campestre e de ingredientes (os tais OKm).

Marcamos pras 21:00 hs e o sol estava firme.

O ambiente é bastante rústico e como diz a Dé, chic.

Pães de campanha foram servidos e pedimos um vinho branco excepcional, o Chateau Latour-Martillac 2009 (precisamos descobrir onde fica esta vinícola).

Olha, nada como tomar um Premier Grand Cru na terra deles. Foi certamente o melhor vinho branco que tomamos em nossas vidas. Ainda mais coadjuvado por um tremendo por do sol.

Com o calor reinante, o salão principal estava fechado e todas as mesas ficavam na varanda e ao ar livre.

A Dé pediu com entrada, o xodó dela, os aspargos (que estão em plena safra) com um caldinho de alho poró.

Eu, uma truta marinada, sorvete de ervas finas e limão verde e julienne de legumes que estava de babar.

Como principais, a Dé escolheu uma outra entrada (o garçom nos compreendeu). Piquillos recheados com brandade de bacalhau. Ela adorou.

Eu arrisquei num risotto ao pesto que estava um pouquinho além do ponto, mas que foi salvo pelo sabor; pelo peixe, um filet de daurade e conchinhas que estavam deliciosas; pela noite que estava maravilhosa e pela companhia que é sensacional.

Prontíssimo! Uma sobremesa pra dividirmos (torta merengada de limão com sorvete de laranja sanguínea) e estávamos prontos pra dormir nos braços de Morfeu, ou melhor, de Baco.

É isso. Amanhã vamos dar uma passada por Bordeaux e conheceremos como é feito um legítimo Grand Cru.

Pode deixar que logo, logo contarei por aqui. Certo?

Hasta e au revoir.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos

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dcpv – provence – as janelas e as vistas delas

resumão

Provence - As janelas e as vistas delas.

Este é o último post sobre a nossa viagem à Provence (04 a 17/07/10).
E como uma das características marcantes dela foram as janelas, sejam vistas por fora ou por dentro, vou resumir todo o tour mostrando as mais marcantes.

O bebê não pode entrar? Ou sair? Esta foi tirada em Aix en Provence.

Já esta é uma vista do quarto do hotel Sofitel Vieux Port em Marseille. Inspiradora!

O cachorrinho (?) estava vendo o movimento turístico em Isle sur la Sorgue.

Agora, um monte delas em Tarascon.

Esta só poderia ser em Saint Remy de Provence.

E esta, totalmente camuflada em Roussillon.

Estas são irmãs-gêmeas em Vauvenargues (pertinho do castelo do Picasso).

Desconfio que esta já faz um bom tempo que não é aberta! (em Vauvenargues também)

Esta, em Valensole,  certamente não precisa de informações.

Esta é em Châteauneuf du Pape (só poderia ser!).

Hotel Mas des Herbes Blanches, em Joucas.  Vista de dentro pra fora …

… e de fora pra dentro.

Varanda/janela com alta tecnologia em Saint Saturnin-lès-Apt.

Esta é um simples acessório das flores. Em Ventimiglia, Itália.

A famosa, do Hotel Negresco, em Nice.

Esta é mais famosa ainda (pelo menos aqui no DCPV).

Bom, é isto!
Até a próxima viagem em que, acredito, teremos muitas outras  janelas que abrirão todos os nossos sentidos.
E mais sementes também, que conseguem trazer um pedaço da viagem pra casa.
No nosso caso foram os girassóis que agora estão em plena safra na grande FV.

Au revoir e arrivederci.

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dcpv – provence – quatorzième et dernier jour – revendo os velhos amigos no marais

17/10/2010

Provence – Quatorzième et dernier jour - Revendo os velhos amigos no Marais.

Último dia da viagem.

E primeira manhã em Paris.

Vou dizer uma coisa: a cidade continua linda, mas a multidão que estava por lá  a transforma  num  perfeito caos.

É muita gente. É um mar de gente.
E ainda bem que tivemos a compensação da cidade estar totalmente florida.

Rumamos logo cedo pro nosso queridinho bairro, o Marais.

Um lugar bastante conhecido por nós.

Tivemos uma experiência inusitada: rever lugares que gostamos muito

E o mesmo prazer de conhecer melhor alguns que não tivemos tempo na última vez.

Ou seja, um prazer muito difícil de se repetir quando se está viajando: rever tudo com um outro timing, tanto de tempo (horas) como de tempo (clima).

Iniciamos a visita tomando café da manhã na praça que fica bem no início da badalada rua Bourg-Tibourg , a da Mariage Frères (é claro que compramos alguns chás).

Continuamos pela Rue des Rosiers e chegamos a Pavée (a esquina do apê). Revisitamos toda a vizinhança e nos dirigimos pra Place des Vosges.

Muito legal ver tudo verde e bastante colorido.

É claro que estando muito perto, demos uma esticada até o Lenôtre pra comermos a Millefeuille, eleito pela família o melhor doce da cidade luz.

Aproveitamos pra cumprir a promessa de fotografarmos o maravilhoso doce. Já que estávamos “trabalhando” e por ossos do ofício, degustamos as modelos da foto abaixo. De pé e em frente a loja, como mandam as regras.

E pra ajudar a firmar a imagem (como se precisasse!! rs), a Sueli me mandou a foto duma XXL que ela comeu ( e sozinha) nesta última viagem dela. Veja que espetáculo:

Seguimos voltando pelo Rue des Francs Bourgeois com direito a comprar sapatos na Camper (preço de liquidação), ver objetos loucos na Muji, na Dom e em muitos outros lugares bacanas.
Atravessamos o Sena e demos uma rápida passada na crawdeada Ile de St Louis só pra tomar sorvetes na Berthillon.

Voltamos pra estação St Paul e compramos duas baguetes (Je voudrais deux baguetes!, disse a Dé) literalmente pra viagem pois elas atravessariam o Atlântico.

Pegamos o  metrô e paramos na estação Tuileries pra dar uma olhada no jardim e cumprir uma promessa feita à minha querida sogra, a D Vera: levar um brinquedinho composto de passarinhos de madeira que compramos na última viagem e que quando entregamos pra ela, só tinha a caixa!! rs

O tempo estava se esgotando (estávamos como o Jack Bauer).

Voltamos ao hotel, descarregamos as compras, comemos alguma coisa rápida (uns sandubas)…

… e tentamos participar do inferno: adentrar na Lafayette.

Conseguimos as duras penas e na Maison, onde quase enfartamos com a quantidade de coisas a serem vistas em tão pouco tempo. Sabe aquele programas de tv que a pessoa tinha um tempo determinado pra pegar o máximo de coisas num supermercado? Pois éramos nós! :)  

Enfim, adquirimos somente mais algumas coisinhas e ponto final.

Taxi (coitado do japonês que fez das tripas coração pra conseguir colocar todas as malas no carro), aeroporto, tax-free, check-in, viagem tranqüila, free-shop (sim, senhores) e grande Ferraz de Vasconcelos.
Au revoir, França!

Até breve!! Mas antes vamos às trufas!
Arrivederce.

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Provence – onzième jour – passando de um país pro outro

14/07/2010

Provence - Onzième Jour – Passando de um país pra outro

Este dia foi um tanto quanto corrido (mais um! Slow??).

Estivemos na França, em Mônaco e na Itália. Voltamos pra França, passamos a noite em Mônaco e retornamos pra França!

Deixa eu explicar melhor este trânsito intenso.

                 

Começamos o dia passeando pela Promenade des Anglais, um calçadão enorme em frente a Baie des Anges e que tem um alto astral imenso.

Dali fomos pegar a Re no hostel e rumamos pra Mônaco. Optamos por ir pelas Corniches, que era certeza de grandes paisagens.

Passamos por Saint Jean Cap Ferrat, Beaulieu sur Mer Eze.

Todas são cidades litorâneas e com as mesmas características: mar azul, paisagens dramáticas e uma vontade danada de ficar por lá.

Fizemos um tour bem legal pela fábrica de perfumes Fragonard em Eze.  Ele é gratuito e nos foi mostrado como são feitos todos os produtos deles. Passamos rapidamente pela lojinha e, absurdamente não compramos nada!  

Seguimos pra Mônaco na tentativa de fazer o básico que é visitar o Palácio, o circuito de F1 e todas as demais coisas. Como estava tudo muito cheio, optamos por continuar no sentido da Itália.
Melhor. Resolvermos almoçar na Itália, mais especificamente em Ventimiglia.

Que é mais uma daquelas cidades encravadas na montanha, só que neste caso com um praia bem bacana (não se esqueça que quando eu digo praia, leia-se muita pedra em vez de areia!). Até os famosos cadeados enamorados nós encontramos por lá.

É claro que comemos num restaurante à beira-mar e aproveitando o que mais gostamos: pasta!!

A Dé foi de fusilli ao sugo, a Re de ravióli de nozes e eu de spaghetti com mariscos. Ah! Que mariscos!!

Tudo ao ponto e com destaque pra “frescosidade” dos  frutos do mar.

O garçon super-gente-boa (tínhamos passado do horário do almoço, mas ainda bem que estávamos na Itália!) estranhou quando pedimos uma Caprese e principalmente, quando dissemos que ela viesse antes dos pratos principais.
E se soltou totalmente quando soube que éramos brasileiros.

Pra variar, falou de futebol (Ronaldo, Gaúcho, Kaká, Peléeee) e virou íntimo quando dissemos que adorávamos a  Itália.

Demos uma molhadinha nos pés na água do mar (o famoso batizado) e resolvemos nos aventurar e subir, de automóvel, até o Castelo.

Foi uma aventura, pois era extremamente alto e as ruas eram tão estreitas que mal cabiam um carro. Chegamos até a passar por baixo de ameixeiras carregadas!

Se bem que as vistas estonteantes lá de cima valiam qualquer esforço,

Voltamos pra Nice pois tínhamos reservados ingressos pra assistir a mais um show

Esta também vale uma explicação: a Re é super-fã do Mika.
E ele se apresentaria em  Mônaco, fazendo  parte dum festival de verão com um  elenco excelente (Stevie Wonder, Erika Badhu, Norah Jones e mais um montão de feras).
Eu já tinha feito uma reserva pra mim e pra Dé prum jantar no L’Aromate.
Mas surgiu a idéia de acompanharmos a Re pois certamente seria muito interessante assistirmos a um concerto no Monte-Carlo Sporting. Sem contar o entusiasmo que a Dé demonstrou em substituirmos um menu degustação por um espetáculo sem comida!! :)
Lá fomos nós, preparados pra assistir a um show, provavelmente num estádio e com o calor costumeiro. A Re bem que tentou me alertar que estava escrito no convite que era obrigatório um traje elegante. Teimoso (imagine, estamos numa praia!), fui de bermuda e chinelo.
Quanto mais perto chegávamos do lugar, mais aumentava a minha expectativa em ser barrado pois quase todo mundo estava de paletó; a maioria de camisa e todos de sapatos!!
A Dé e a Re estavam praticamente dentro do dress code  (ambas de calça jeans e shorts respectivamente). Estávamos na fila de entrada e já comecei a pensar no plano B (irmos passear enquanto a Re via o show?).
Resultado:  entramos normalmente apesar de alguns olhares, digamos, um pouco atravessados (se bem que continuo achando que estavam é com inveja  pois suavam muito e alguns tiraram os paletós e amarraram na cintura!! rs) e certamente, assistimos a um dos melhores senão o melhor show de nossas vidas.
O lugar é incrivelmente pequeno (tinha, no máximo, 1500 pessoas) e lindo. Uma espécie de anfiteatro moderno. Todo  espelhado, com teto retrátil e com aberturas nas laterais que te possibilitavam ver o mar e o skyline de Mônaco. Não precisa nem dizer que o céu estava totalmente estrelado.
E o Mika é sensacional. Canta muito e tem uma presença de cena incrível. Ficamos praticamente junto ao palco e nos divertimos muito já que a atmosfera era a de um show num barzinho.
Se bem que se estando em Mônaco, a própria platéia já seria um espetáculo. Roupas extravagantes, barbies e kens, plásticas bem e mal feitas;  Ferraris e Smarts, enfim tudo se juntava e transformava o espetáculo num verdadeiro happening.
As fotos? Ficam pra próxima pois mais uma vez a nossa câmera foi confiscada.

Voltamos pro nosso país, a França, satisfeitíssimos e com a certeza de que morar no Primeiro Mundo é muito bom.

Ah! Pra completar o dia da reunião do Conselho de Segurança da ONU, mais algumas informações: o Mika é libanês e cantou em inglês e francês. 

Wonderful world!

Bye! E amanhã receberemos o nosso tão aguardado Leão de Ouro.

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provence – quatrième jour – savon, ops, salon de provence

07/07/2010

Provence – Quatrième Jour – Savon, ops, Salon de Provence.,

O dia começou quente. Literalmente. Às 8:30 hs, horário em que fomos dar uma andada até o Vieux Port, os termômetros já marcavam 32ºC!!

Queríamos ver como funcionava o pulsante mercado de peixes de Marseille. Chegamos lá e… surpresa!. Nada de peixes a não ser duas barraquinhas com algumas sardinhas que não dariam nem pra D, Vera fazer as escabeches dela!

Resolvemos esticar um pouco e passar na Le Four des Navettes, uma padoca antigona (funciona desde 1781) que faz uns biscoitos diferentes, massudos e espetaculares. Compramos alguns pra viagem e rumamos pra Provence que todo mundo conhece.

Antes disso, subimos (de carro) até a Notre-Dame de la Garde. E se você passar por lá um dia, vá!

É uma das visões mais bonitas que já vimos até hoje. São exatamente 360º onde  é possível avistar toda a cidade de Marseille, o Vieux Port, as Calanques, o Chateau d’If.

 De tirar o fôlego além da Catedral ser lindíssima (a Dé aproveitou pra acender a primeira vela da viagem).

Partimos de Marseille e passamos primeiro por Salon de Provence, onde além de almoçarmos em plena praça ( quiche pra Dé,…

… saladona de frutos do mar pra mim), ….

… ainda conhecemos o centro e bem. Tipícissimo e com aquele jeitão de cidade provençal.

Ou seja, tudo muito limpo e organizado.
Eu não precisaria ser Nostradamus, figura ilustre da cidade, pra prever que tudo é muito bonito por aqui.

Passamos também pela Savonnerie Marius Fabre, onde além de comprarmos muitos produtos a base de azeite (especialmente sabonetes), ainda aprendemos um montão de coisas no museu do tal que fica no mesmo lugar! Vejam que a garota-propaganda deles é uma gracinha!!

De lá fomos direto pra Les Baux de Provence, onde fizemos o checkin no hotel  La Cabro d’Or.

 

E que hotel! Ele fica aos pés da cidade, tem uma bela vista pros Alpilless e quartos extremamente confortáveis e espaçosos.

Demos uma olhadinha em tudo e rumamos pra  Saint Remy de Provence (slow, heim?? rs).

Que é mais uma cidadezinha muito bonita e que tem estabelecimentos gastronômicos sensacionais.

Como o Joël Durand, um chocolatier fantástico e que utiliza os produtos locais em seus produtos, tais como alecrim, lavanda, violeta e tomilho além de outros também muito interessantes como pimenta Sechuam, chá Earl Grey, etc. Até um belo perfume com fragrância de chocolates você encontra por lá (me pergunta se a Dé trouxe?? rs)

 

Ainda deu tempo de “fuçarmos” na Olives : Huiles du Monde, uma loja especializada no mundo dos azeites e que oferece (e gratuitamente) uma degustação dos seus produtos.  É claro que fizemos e ainda experimentamos vários vinagres de frutas. É, o peso das malas está aumentando!!

E pra completar o dia nada slow assim,  jantamos no hotel (não me perguntem o que é isso abaixo? Aceito sugestões!)

E convenci a Dé a fazer um menu degustação (eu não aprendo mesmo!!).

O restaurante é lindo. Todo a céu aberto e não esqueçamos que por aqui escurece por volta das 22:00hs.

Portanto, às 20:30 hs  (e dando uma “filada” na semi-final da Copa), com sol a pino (uns 30ºC), iniciamos a nossa primeira grande jornada gastronômica provençal.

Logo de cara, o chef nos mandou uns amuses. Tapenades  (detalhe: a azeitona daqui é uma delícia! E está mudando todo o meu conceito sobre elas), salmão e blinis.

Escolhemos um vinho branco da região e partimos pra mais um amuse. Um bisque de camarão com batatas crocantes e um creme fraiche.

Tudo ótimo. O que preocupava (e a Dé só olhava pra mim) é que o jantar propriamente dito não tinha começado ainda!!rs Algumas conversas depois (e o gol da Espanha!) e os primeiros pratos chegaram.
Pra Dé, uma salada de verdes com vagens fresquíssimas e lascas de parmesão. Deste jeito, a degustação seria uma moleza!

Pra mim, um ravioli de ricota com um caldinho de peixe sensacional. Fora as azeitonas pretas mais gostosas que eu já comi e que eram do quintal do próprio hotel!!

Mais dois pratos. Pra Dé, um peixe branco (não marquei o nome!) com um purezinho delicado de batatas e um pesto de salsinha levíssimo.

E pra mim, polenta com parmesão, vôngole com azeitonas e um St Pierre sobre uma cama de tomates dulcíssimos. Espetacular!

Chegamos a conclusão que já seria o suficiente. Tudo estava perfeito, no ponto, com uma culinária extremamente simples e com atenção especial aos ingredientes.

Mas os pratos de carne estavam incluídos. E aí sobrou pra mim, pois a  Dé nem olhou pra eles.
Um coelho macio e envolto numa camada de bacon com legumes crocantes e  …

… um boef ao ponto com uma curiosa espuma de parmesão dentro de um osso verdadeiro que mais parecia um tutano. Bons demais, mas eu já tinha passado do ponto, não a carne!!

Ah! Faltavam as sobremesas. A Dé comeu um quadrado de chocolate super-puro com biscoito de frutas vermelhas e um bombom licoroso surpresa que ela amou. E eu ainda fiz mais um “esforço” e saboreei  um tasting dos mais doces e firmes damascos em variadas formas. Seco, com creme e líquido. Delicias também.

Pronto. Voltamos ao slow (forçosamente, mas voltamos). Foram 3 horas de jantar e conseguimos sair do restaurante noite adentro.
Ah! Ainda nos deram umas mignardises pra comer no caminho (uns 5o m) até o nosso quarto . E apesar de toda a excelente comida, aí apareceu o grande presente da noite: o maravilhoso céu estrelado da Provence.

Amanhã conheceremos as belas cidadezinhas da região. Esta aí abaixo, Isle sur la Sorgue é considerada a Veneza  de lá. Veremos.

Au revoir!

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