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dcpv – come usare l’aceto balsamico in cucina.

número 365
17/09/2013

Come usare l’aceto Balsamico in Cucina.

Estava eu limpando as minhas gavetas com algumas lembranças e/ou tralhas resultantes de viagens quando topei com um livreto de receitas. E era justamente o que acompanhava uma daquelas garrafinhas fantásticas de Aceto Balsâmico.

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O título é “Come usare l’aceto Balsamico in cucina”. Ou seja, ele contém receitas em que, normalmente, se usa o aceto legítimo (de preferência um bem antigo, daqueles bem grossos e densos) no acabamento dos pratos.

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O mais interessante é que o livrinho é multi-línguas (italiano, inglês, francês, alemão e espanhol).

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É claro que não tinha nada em português e a idéia principal seria, em caso de dúvida, comparar o ingrediente nas mais diversas línguas.

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Vamos lá, então, ao menu de receitas com aceto balsâmico.

Entrada – Tortinha de espinafre com creme de parmigiano reggiano e aceto balsâmico de Modena.

Este Tortino terá a sua receita descrita (parcialmente) em italiano:

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Preparazione – Frulliamo gli 400g di spinaci, 1 uovo, 150 g de parmigiano, 20 g de burro e 20 g de farina ad ottenere um composto omogeneo e senza grumi .

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A parte, preparamos forminhas, untando o seu interior com manteiga e farinha.

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Coloque o preparado de espinafres nas formas e leve ao forno a 180°C por cerca de vinte minutos.

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Enquanto isso, prepare o “Crema di parmigiano”.

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E com 300g de creme de leite fresco, 150 g de parmesão e 200 ml de leite, além do roux pra dar uma engrossada no creme.

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Sirva com o creme no prato, a tortina por cima e algumas gotas de aceto balsâmico de Modena.

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Ficou uma delícia.

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A Dé e o Mingão continuaram a sina deles ao provarem mais um vinho (eu continuo de molho), o Passe Cout Grains Bordeaux 2011 que foi “delicado, zeríssimo, transgênero”.

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Principal – Risoto com Calabaza y Vinagre Balsâmico.

Bom, não precisa nem dizer que esta estava escrita em espanhol, né?

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Este é um risotto normal.

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A única grande diferença é que é feito um creme de abóboras com as mesmas assadas no forno e liquidificadas.

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Este creme entra na receita logo após a junção do vinho branco no arroz.

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E aí se faz o risoto no padrão corriqueiro (por uns 18 minutos) até que o arroz esteja al dente.

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Finalize com algumas gotas de aceto balsâmico e lascas de parmesão.

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Sobremesa – Pudim de Morangos com Aceto.

Eis mais uma pra se usar um trechinho em italiano (que bela língua).

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Preparazione – Cuocere 60g di fragole com 2 cucchiai di zucchero, passarle al setaccio (o frullare), inglobare 4 rossi d’uovo, gli amaretti sminuzatti, uma grattugiata discorza di limone, um goccio di sassolino (o altro liquore all’anice).

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Cozinhar em banho-maria, após colocar em forminhas, durante alguns minutos.

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Adorne com algumas gotas de Aceto Balsâmico. Mais uma delícia, já que a combinação morango com aceto é sempre bem-vinda.

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Eis a opinião dos acetistas militantes:
Comida acetonada. Ou seria balsamicada? Perfeita, a noite e tudo o que a acompanhou. (Edu)
De cabo a rabo! Sensacional. (Mingão)

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Olha, mais uma vez as minhas reminiscências serviram pra execução dum grande menu.

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Apesar do aceto não figurar efetivamente em nenhuma das receitas, o toque especial que ele deu a cada uma delas foi soberbo.

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Faça você também na sua casa e não se arrependerá.

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Arrivederci.

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dcpv – castiglion del ferracci di vasconcelli

número 358
23/07/2013

Castiglion del Ferracci di Vasconcelli.

Como sempre, as viagens continuam influenciando os menus aqui no dcpv.

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E no caso deste último e marcante tour pela Toscana, as experiências tiveram peso.

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Aproveitei que o Mingão estava doidinho pra fazer a sopa de abóbora dele e deixei a entrada por sua conta.

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O restante foi tirado duma aula de culinária que fizemos no belíssimo hotel Il Falconiere, localizado próximo a Cortona, a terra da Frances Mayes.

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Vamos lá, então, às receitas toscano/botucatuenses.

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Entrada – Sopa de Abóbora do Mingão.

Já que o chef Domingos queria cozinhar, então ele ficará com a palavra, ou melhor, a receita:

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Ingredientes : 1 litro e meio de caldo de frango, 1 kilo de abóbora japonesa, 3 maçãs vermelhas descascadas, 2 colheres de gengibre ralado, 1 cebola grande picada, 1 colher de manteiga.

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Modo de fazer: dourar a cebola na manteiga, acrescentar a maçã, a abóbora e refogar por 10 minutos sempre mexendo.
Juntar o caldo de frango deixar ferver e abaixar o fogo, cozinhando por 25 minutos.

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Retirar do fogo, bater com o mixer e acrescentar o gengibre. Temperar.
Ficou uma delícia!

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Tomamos um vinho tinto, o Cabernet Sauvignon Familia Bianchi 2011 que abrilhantou este aveludado néctar. Nós o achamos “surpreendente, exquisito, titular, soberbo”.

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Primo – Pici.

Este pici é um macarrão típico da Toscana.

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E extremamente curioso, já que a sua massa é feita somente com água e farinha.

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Misturados na proporção 1:1, amassados e descansados por 20 minutos. Aí é só abrir e enrolar.

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Sim, mais uma tipicidade dele é ser enrolado com a mão como se fossem espaguetes, só que um pouco mais “gordinhos”.

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E o acompanhamento ideal é um molho de tomates bem encorpado e com a utilização de bastantes ervas.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais com um vinho branco também encorpado (?!?!), o Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “de casa, da casa, companheirão, idem”.

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Secondo – Linguado enrolado em abobrinha.

A receita original foi feita com um turbot, que devido a falta, foi substituído (e a altura) por um belo linguado.

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O processo de execução é o seguinte: pique um dente de alho e ervas diversas, …

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… junte com pão velho italiano batido e …

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… deposite sobre fatias de peixe que foram temperadas com sal e pimenta. Coloque este peixe sobre fatias bem finas de abobrinha, …

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… enrole e feche com um galho de alecrim (só usei alguns).

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Aí é só dar uma selada numa frigideira com um pouco de azeite, colocar um pouco de vinho branco e levar ao forno médio por 15 minutos.

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Sirva com um molho feito com uma base de tomates e algum tipo de frutos do mar (usei camarões e vôngoles).

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Olha, ficou muito bom mesmo!

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Sobremesa – Sorvete de creme.

Devo confessar que por estar atrasado, apelei. Peguei um pote de sorvete Quibuono (mais conhecido como Kibon) e servi simplesmente com uma farinha de amaretto e de cantuccini.

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Taí uma sobremesa simples e gostosa.

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Eis a opinião dos ítalos-caipiras:
Perfeito. De cabo a rabo! (Edu)
The best!!! Top one. (Mingão)
De rabo a cabo! Nunca dantes corneado! (Deo)

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Bom, é isto aí! Certamente você não sairá duma aula de culinária na Toscana sem a perspectiva de reproduzi-la em quase que sua totalidade.

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São tantos sabores e tantos truques que aliados a simplicidade, te fazem querer dividir estas informações com todo mundo.

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Ainda mais que ainda tivemos, nesta mesma noite, a preciosa colaboração do prof Domenica, além do anizete da D Anina!! :)

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Arrivederci.

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dcpv – não seja puglia.

número 357
16/07/2013

Não seja Puglia.

Lá vamos nós novamente apelar (positivamente) pra Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez a região escolhida foi a Puglia (acredito que o Sauro do restaurante Friccò vai gostar também).

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“A paisagem de casinhas caiadas de branco aninhadas nas encostas à beira-mar é marca registrada da Puglia. Do cardápio pugliese, aprenda os segredos para preparar os taralli, rosquinhas de casca crocante, o frugal Orecchiette com abobrinha e o espaguete com mexilhões.”

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Me fala se com esta descrição você não se interessaria também em fazer todas as receitas possíveis desta aprazível região?

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Vamos lá, então, descobrir os segredos da Puglia.

Entradas – Bruschetta de linguiça e Crostini ao vôngole.

Crostini alle Vongole. Este é o nome desta receita em italiano. Ou seja, praticamente o mesmo que em português.

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Para fazer, basta aquecer 2 colheres de azeite e dourar 2 dentes de alho picados.

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Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado e 3 tomates maduros sem sementes picados …

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… junte os vôngoles e regue com 1 cálice de vinho branco seco.

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Cozinhe até o liquido reduzir e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.
Toste as fatias de pão italiano pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

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E a Bruschetta con salsiccia?

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Faz-se da seguinte maneira: numa frigideira, derreta manteiga junto com o azeite e refogue 1/2 cebola picada até ficar transparente.
Junte linguiça moída e frite rapidamente.

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Acrescente 1 talo de salsão picado, regue com 1/2 cálice de vinho branco e espere o álcool evaporar. Cozinhe por mais 5 minutos, retire do fogo e deixe amornar.

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Cubra as fatias de pão italiano tostadas com esta mistura.

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Ficaram muito boas e saborosas.

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E acompanhadas com o vinho branco Torrontés Finca La Linda 2012 tornaram-se realmente inesquecíveis. O achamos “beautiful, carca, bonitinho, gostei”.

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Principais – Orecchiete com abobrinha e Polpettone ao forno.

Orecchiette com zucchine. É isto em italiano e é feito da seguinte forma: aqueça 3 colheres de sopa de azeite e doure 1 dente de alho picado.

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Junte 500g de abobrinha italiana fatiada em rodelas e cozinhe por 15 minutos. Tempere com sal e pimenta e cozinhe por mais 5 minutos em fogo baixo.

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Dissolva um envelope de açafrão em pó em 120 ml de creme de leite fresco e adicione à abobrinha.

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Mantenha no fogo por mais 10 minutos, até o molho ficar encorpado. Cozinhe a massa, as orelhinhas, conforme as instruções do pacote e misture-a ao molho.

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Ficou muito bom.

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Quanto ao Polpetone al forno, optei por fazer um ligeiro fotoblog (se quiser a receita, me avise que eu envio por email):

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Dá pra imaginar o sabor dos dois juntos no mesmo prato, né? É pura comfort food na acepção das palavras (que o digam o Deo e Mingão que comeram exatas duas vezes).

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Pra melhorar, se é que isso seria possível, tomamos um vinho tinto toscano, o Valdichianna Casa Vasari 2010 que foi “judô, vaza, soriano, adequadíssimo”.

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Sobremesa – Peras ao Vinho Tinto.

Esta, a Dé já tinha feito algumas vezes. Quer dizer, ela achava que tinha feito, já que tem características diferentes. Estas pere al vino rosso, são descascadas com cuidado e com a manutenção dos cabinhos.

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Coloque-as numa panela funda e larga e cubra-as com 1 litro de vinho do Porto.

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Junte ½ colher de chá de canela em pó, 2 e ½ colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de manteiga e as tirinhas da casca de uma laranja.

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Leve ao fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até ficarem al dente.

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Retire as peras e leve a calda de volta ao fogo até reduzir a 1/3 do volume inicial.

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Coe a calda e regue as peras antes de servir, com o acompanhamento duma bola de sorvete de creme.

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Simplesmente delicioso.

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Eis a opinião dos puglientos:
Eu não sou um puglia, mas gostei muito de tudo. (Edu)
Eu sou puglia desde pequenininho. (Mingão)
Io puglia, tu puglias,nóis puglia. (Deo)

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“A terra do sol quente, mar azul-celeste e casinhas brancas à beira mar é também o celeiro da Itália. É dos vastos campos de trigo e verdejantes olivais que sai grande parte da produção de farinha e azeite do país. O solo fértil e a simplicidade dos puglieses se manifestam numa cozinha autenticamente caseira, baseada em ingredientes da horta, como alcachofras e abobrinhas”.

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Xiiii, já sei porque que que a Dé também adorou tudo.

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Arrivederci.

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dcpv – toscana di vasconcelli

número 352
11/06/2013

Toscana de Vasconcelli.

Viajar pra Toscana tem muitas vantagens.

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E uma delas é justamente a quantidade de ingredientes e de idéias que retornam junto com você.

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Esta região italiana é tão bacana e com características tão particulares que dificilmente você voltará do jeito que você foi.

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Ainda mais depois das duas aulas de culinária que fizemos (uma em Cortona …

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… e outra em Montalcino).

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Pois foi me baseando justamente nestes ensinamentos que surgiu o menu deste noite.

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Vamos lá, então, ver o que que a Toscana tem!

Entrada – Sopa de Piselli.

Esta foi fácil. As piselli, as ervilhas, estavam no saquinho que trouxemos direto de Cortona.

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E com um ingrediente deste quilate, bastou seguir a receita que constava no próprio pacote pra se obter um prato saboroso e reconfortante. É claro que foi super-fácil fazer tudo.

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Fritei uma cebola cortada finamente em duas colheres de azeite …

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… e coloquei o pacote de ervilhas junto com 1,5 litros dum genuíno caldo de legumes.

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Aí foi só esperar meia hora até que tudo estivesse bem cozido, temperar e servir.

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Pra dar um incrementada, acompanhamos com um ótimo prato de salumi e formagio.

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Pra não perder a oportunidade, tomamos uns Spritz Aperol …

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… e a consequente flute da Cava Freixenet. Os achamos “little king, frescati, dr Osires, Florindo”.

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Principal – Spaghetti ao Sugo.

Também aprendemos a fazer o vero molho ao sugo. E o mais interessante é que ele é muito mais simples do que se pode imaginar.

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Na verdade, o que importa realmente é a qualidade e a variedade dos tomates. É claro que estamos longe de ser a Itália, mas com criatividade se consegue um bom resultado.

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Neste caso, usei tomates maduros, uma lata de tomate pelado e alguns tomates-cereja que trouxemos de Milão.

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Pra transformá-los num excelente molho, basta cortá-los em pedaços grandes (lembrem-se de deixar pele e semente), temperá-los com sal, pimenta e azeite …

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…e colocá-los numa frigideira quente.

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Refogue-os por uns 10 minutos, tempere e enquanto isso, cozinhe o spaghetti conforme as instruções do pacote.

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Junte a massa ao molho e sirva.

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Como sempre, simples e delicioso.

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E como não poderíamos cometer uma heresia, tomamos o excelente vinho italiano Casa Vasari Valdichiana 2010 , que foi “celebration, cássio, mariesco, mariesco”, segundo os tifosi, nós mesmos.

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Sobremesa – Cantuccini com Vin Santo.

Já que a tônica seria a Toscana, nada mais representativo do que comer o biscoito típico de lá, o cantuccini.

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E no formato mais do que conhecido, ou seja, molhando-o no Vin Santo.

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Se tiver oportunidade, experimente porque é muito gostoso.

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Eis o que os oriundi acharam de tudo:
15 minutos pra fazer, duas horas para degustar! (Edu)
Na chácara de Dios, não deixou pedra sobre pedra. (Mingão)
Achei um espetáquila. (Deo)

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É claro que a aura de tudo imperou.

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Afinal de contas, a viagem ainda está bastante recente e as emoções afloram abundantemente.

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Mas degustar a Toscana através de suas comidas, dos seus hábitos, dos seus maneirismos é um verdadeiro prazer.

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Incrível como comidas simples e feitas com a utilização de bons ingredientes, resultam em prazer total.

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É, como diz a Dé, a Itália é incomparável.

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E encantadora.

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Arrivederci.

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dcpv – undecimo giorno toscano – milão, despedida caseira.

09/06/2013

Undecimo giorno toscanoMilâo, despedida caseira.

Acordamos cedo, tomamos mais um café no Armani Caffè e fomos pra região do Duomo bater pernas.

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Como era no caminho, aproveitamos pra conhecer a Casa Necchi Campiglio.

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Ela é uma casa-museu milanesa e tem como característica manter toda a sua estrutura física original.

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Imagine a surpresa de ver tudo como foi criado por volta dos anos 30 e ainda ter a sensação de que se está vivendo naquela época?

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Pois é o que se sente ao fazer esta visita.

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Primeiro, por conhecer toda a infra da casa …

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… e saber que ela realmente está como foi criada.

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E depois, por conhecer o gênio criativo do arquiteto Piero Portaluppi.

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Ele foi contratado pelos donos pra deixar fluir a sua parte criativa …

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… e ela não decepciona.

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Vimos muitas coisas modernosas …

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…, incluindo armários embutidos que nada ficariam a dever em relação aos nossos de hoje em dia (lembrem-se, ele estava em 1930!).

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Saímos de lá extasiados e como era a hora do almoço, pensamos em continuar com a sensação.

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Pra que isso acontecesse, nada melhor do que ir comer novamente no Il Coriandolo.

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Sim, de novo nesta instituição e pedindo outra garrafa do bianchetto Rossj Bass do gênio Gaja.

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Chamamos uma Caprese com uma ótima mozzarella de búfala e começamos a adoração.

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A Dé inovou e escolheu um Gnochette com molho de pomodorini (ótimo) …

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… e eu não me acanhei e pedi mais um Spaghetti ao Vongole Veraci.

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O garçon (que era o mesmo de ontem a noite e lembrou-se de nós) ficou só ouvindo os “hum” e “oh” que nós pronunciávamos. Por incrível que pareça, o prato estava ainda melhor que das outras vezes.

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Esta é a Itália.

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Anda tivemos tempo de passar na área de alimentação da la Rinascente, comprar algumas coisas absolutamente necessárias (vinhos, molhos, arroz, feijões) …

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… e fazermos o último passeio (desta viagem) pela Galeria Vittorio Emanuele II,…

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… pela Piazza do Scala …

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…   e pela região próxima do hotel.

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O resto é pensar que (graças a Deus) estaremos de volta no ano que vem pra comemorar mais um níver da Dé.

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Não é a toa que ela está cada vez mais bonita e mais jovem.

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Viva a Itália.

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Arrivederci e até a próxima viagem.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?
Settimo giorno toscano – Happy birthday to you.
Ottavo giorno toscano – Castello di Ama, o piccolo Inhotim.
Nono giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária.
Decimo giorno toscano – Milão – Scalando Da Vinci. E em 3D.

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dcpv – sob o sol da toscana.

número 353
28/05/2013

Sob o sol da Toscana.

Você já leu o livro Sob O Sol Da Toscana, escrito pela Frances Mayes?

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Se sim, duvido que não tenha se interessado em, no mínimo, passar um bom tempinho por lá.

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E no máximo, fazer como ela e o companheiro Ed: passar cada seis meses do ano no “dolce far niente” (no caso deles, nem tanto!).

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Pois eu reli. Até por causa de uma lição de casa que utilizaremos brevemente (em tempo, esta noite aconteceu antes da nossa viagem pra lá).

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Não preciso nem dizer (somos supeitos) que tudo é absolutamente encantador.

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As situações, o clima, as paisagens, o povo, as comidas …

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E foi justamente por causa destas (cujas receitas constam no livro) que resolvi fazer uma noite toscana.

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Vamos lá, então.

Antipasti – Pimentões vermelhos derretidos com vinagre balsâmico e bruscheta de ervilhas e chalotas.

Vou aproveitar a proximidade com a Frances (quem sabe não fazemos uma refeição em Bramasole?) e descrever as receitas como estão, literalmente, no livro.

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Os pimentões são feitos assim: “Tire as sementes e corte em fatias quatro pimentões. Cozinhe em fogo baixo num pouco de azeite de oliva e ¼ de xícara de vinagre balsâmico até ficarem bem macios, por cerca de uma hora.

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Mexa de vez em quando. Os pimentões deveriam quase derreter. Tempere com sal e pimenta. Acrescente azeite e vinagre uma vez ou duas , se parecerem secos.”

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Já a bruschetta: “Pique quatro chalotas (usei cebolas). Debulhe ervilhas (usei congeladas) em quantidade suficiente pra encher uma xícara.

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Misture e refogue na manteiga até que as ervilhas estejam cozidas e as cebolas, murchas.

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Acrescente um pouco de hortelã picada, sal e pimenta. Bata rapidamente no processador de alimentos ou à mão e sirva colheradas em fatias de pão grelhadas regadas com azeite e esfregadas com um dente de alho”.

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Esta é uma entrada perfeita e que esperamos degustá-la ao vivo.

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Tão perfeita quanto a cava espanhola Freixenet que a acompanhou e que achamos “surpreendente, toscava, Demi Moore, the best”.

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Primi e secondo – Flan de alho e Frango com limão e manjericão.

O flan de alho é feito assim: “ Separe os dentes de uma grande cabeça de alho. Sem descascá-los, ponha os dentes em água fervente por cinco minutos. Esfrie e esprema os dentes de dentro das cascas. Amasse e esmague com um garfo e misture bem a duas xícaras de creme de leite.

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Leve o creme e o alho a uma fervura lenta numa panela. Acrescente um pouco de noz-moscada  ralada, sal e pimenta.

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Retire do fogo e acrescente 4 gemas de ovo, batendo bem. Derrame em forminhas individuais bem untadas. Asse em banho-maria a 175°C por 20 minutos ou até que estejam firmes. Deixe esfriar por uns 10 minutos até desenformar.”

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Já o frango é uma daquelas receitas simples e toscaníssimas: “ Numa tigela grande, misture ½ xícara de cebolas pequenas picadas e ½ xícara de folhas de manjericão. Acrescente o suco de 1 limão, sal e pimenta. Misture e esfregue os temperos em seis pedaços de frango, colocando-os num tabuleiro bem untado. Regue com um pouco de azeite de oliva. Asse, sem cobrir, a 175°C por cerca de 30 minutos. Guarneça com mais folhas de manjericão e fatias de limão”.

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Dá pra imaginar o sabor do frango junto com o flan?

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Tudo bem que o flan não enformou, mas mesmo assim ficou uma delícia.

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Tomamos um vinho tinto toscano, o Casa Vasari 2010 que foi “ipon, ari poter, os the púlice, nílon”.

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Dolci – Peras em creme de requeijão cremoso

“Descasque e corte em fatias seis peras médias e arrume numa forma untada. Salpique uma colher de chá de açúcar. Bata em creme, quatro colheres de sopa de manteiga e ½ xícara de açúcar até que fique fofo. Sempre batendo, adicione um ovo e 2/3 de xícara de requeijão cremoso. Por último, acrescente duas colheres de sopa de farinha de trigo e misture bem.  Espalhe sobre as frutas com uma colher. Leve ao forno a 175°C, sem assar demais , por cerca de 20 minutos”

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Esta torta tem que ser feita na sua casa. É só o que podemos falar!

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Eis o que os etruscos acharam deste menu:
La Bella Toscana. Nos aguarde! (Edu)
Frances Delicias Mayes. (Mingão)
Espetaquiloso! Top 10! (Deo)

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“Poderíamos nos sentar como velhos camponeses junto à lareira, tostando fatias de pão com azeite, tomando um Chianti jovem. Depois de salas repletas de pendentes renascentistas e estradinhas empoeiradas desde Umbertide, preparo pequenas enguias fritas com alho e sálvia. À sombra da figueira, onde dois gatos se enrodilharam, não sentimos calor. Já contei: a pomba arrulha 60 vezes por minuto. A muralha etrusca acima da casa é do século VIII a.C.. Podemos conversar. Temos todo o tempo do mundo.”

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É isso aí, Frances. Temos todo o tempo do mundo! Ainda mais, na Toscana!

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Arrivederci.

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dcpv – nono giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária.

07/06/2013

Nono  giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária. 

Hoje seria o dia do grande contraste.

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Passaríamos a manhã na Toscana, mais precisamente em Montalcino, …

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… e depois, nos deslocaríamos até Milão, onde ficaríamos até domingo (hoje é sexta).

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Começando do princípio, fomos pra Montalcino logo cedo.

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Pra dar uma boa olhada na cidade …

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… e pra curtir a feira livre.

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Nada melhor do que fazer umas comprinhas pra nos abastecer pra viagem milanesa.

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Ainda deu tempo de “babar” mais uma vez na Fortezza

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… e tomar uma taça de Poggio alla Mura.

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Por volta das 12:00hs, zarpamos pra Milâo.

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O caminho é longo e são quase 4 horas de carro; pior, numa auto-estrada.

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Sabe que mesmo assim foi divertido? (claro que a companhia ajudou muito).

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Demos somente uma parada num Auto Grill pra abastecer o carro (a comida ficou por conta dos mimos do Castiglion del Bosco) …

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… e por volta das 16:30 hs chegamos ao Armani Hotel.

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Falar que é bacana é constatar o óbvio.

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Os quartos são modernos, espaçosos …

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… e caso você sofra de sonambulismo, …

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… tem a opção de explorar a mega-loja com quatro andares que fica logo abaixo do hotel. Haja Euros !

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Tivemos um princípio de stress ao perceber que teríamos que entregar o carro alugado. Mas deu tudo certo.

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Na volta, passamos no famoso Panzerotti do Luini (as filas são imensas) …

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… e experimentamos um (maravilhoso) de queijo e presunto.

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Passamos também na superloja la Rinascente …

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… e subimos até o último andar, onde tomamos duas flutes de champanhe, …

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… aproveitamos a qualidade da happy hour …

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… e da vista da cobertura do esplêndido Duomo.

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Como estava no caminho, demos  uma volta no Quadrilátero da Moda, …

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… percebermos a beleza de tudo (somos fãs de Milão) …

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… e voltamos pra curtir o hotel.

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Devido ao cansaço, fizemos uma reserva no restaurante do próprio hotel.

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O Armani restaurante estava tomado por brasileiros. Nos sentimos na praia milanesa.

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É claro que o lugar é hyppado e extremamente bem decorado.

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O piso é iluminado internamente e te dá a sensação de estar flutuando.

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É, realmente, como você se sente ao experimentar a sua comida.

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Começamos recebendo um piccolo como presente, uma entrada de papa ao pomodoro e rocambole de Coelho.

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Pedimos um vinho branco, o Greco de Tufo Quintodecimo que funcionou perfeitamente com tudo.

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Como entrada, resolvemos dividir um tartar de caranguejo com maionese e ervas, tomate e azeitonas. Muito bom.

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E a noite seria de peixes. A Dé escolheu um Saint Peter empanado com abobrinhas

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… e eu, uma Perca com abobrinhas, maionese de água do mar e ratatouille.

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Tudo com muita qualidade.

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Tão bom que resolvemos experimentar uma sobremesa (no velho esquema 2×1). O Mil Folhas de limão siciliano com caramelo estava sensacional.

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E melhor com um cálice do Vin Santo Castelo di Ama (coincidentemente, a vinícola que visitamos ontem).

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Enfim foi realmente um jantar de gala, assim como toda coisa que sendo da grife Armani tem que ser.

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O negócio foi pegar o elevador, descer 3 andares e descansar, porque amanhã, Milano promete.

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Arrivederci.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?
Settimo giorno toscano – Happy birthday to you.
Ottavo giorno toscano – Castello di Ama, o piccolo Inhotim.

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dcpv – settimo giorno toscano – happy birthday to you.

05/06/2013

Settimo giorno toscano –  Happy birthday to you.

Mais um dia tipicamente toscano.

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Hoje aproveitaríamos pra fazer tudo o que a Toscana pode te propiciar, além de comemorar o níver da Dé.

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Começamos tomando o café da manhã do hotel  (e que hotel e café) e planejamos fazer passeios comuns, mas ao mesmo tempo com a verdadeira cara toscana .

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Fomos inicialmente pra verdadeira pirambeira que é Montepulciano.

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A cidade é uma verdadeira gracinha e encantadora.

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Andamos muito, …

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… curtimos tudo, …

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… compramos uns Nobiles …

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… e rumamos pra revisitar a terra do Pio II, Pienza.

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Que é uma verdadeira gracinha também (ai que saudades da Hebe!).

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E pra quem não sabe, a terra do Pecorino, aquele queijo delicioso.

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Passeamos bastante por lá (nada como o sol da Toscana) …

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… e pretendíamos almoçar em Montalcino, não fosse a pronta intervenção do Guia Visual: Estradas da Itália da PubliFolha.

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Lá tem um roteiro pela região da Crete Senesi que é descrita como uma das mais impressionantes da Itália: grandes morros erodidos pelo tempo, cultivados durante séculos e frequentemente atravessados por antigos peregrinos.

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E melhor, com uma taverna super-indicada, a Da Roberto que fica na cidadezinha de Montisi.

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Portanto, partimos de Pienza e meia hora depois estávamos falando com o próprio Roberto (é este na esquerda).

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Ele se apresenta como uma pessoa que não tem nem freezer, muito menos micro-ondas na sua cozinha .

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Ou seja, só trabalha com ingredientes frescos.

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E ele labuta sozinho. Cozinha, atende, indica, senta pra conversar, bate escanteio e cabeceia.

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O Da Roberto é um verdadeiro e genuíno slow food.

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Chegamos e vimos (literalmente) o menu.

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Escolhemos uma salada de vegetais (cenoura, feijões, queijo) que estava deliciosa.

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A Dé foi na massa com ragu de Chianina, que chegou bem antes do meu prato (lembre-se que o serviço é o próprio Roberto), …

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… e eu pedi uma costeleta de porco com legumes.

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Ambos espetaculares.

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Tomamos duas taças dum ótimo vinho Rosso da região, o I Bandi 2010 e tivemos que pedir a conta, pois tínhamos agendado uma aula de culinária Toscana no hotel as 16:00 hs.

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Corremos bastante, passamos rapidamente nas terra das trufas, San Giovanni d’Asso e …

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… no horário, estávamos a postos na cozinha do hotel.

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O chef e professor, o Ricardo, inicialmente nos levou ao orto (a horta deles) pra nos mostrar a qualidade dos ingredientes que eles plantam lá.

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Comemos morangos frescos, …

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… vimos todo o tipo de ervas, …

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… experimentamos o sabor suave das tenras ervilhas frescas, …

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… ou seja, concluímos o óbvio.

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Que eles tem um respeito imenso pela qualidade de tudo.

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E aí nos dirigimos pra cozinha onde além de aprendermos a fazer a verdadeira pasta …

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… e todas as suas variações, …

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… ainda nos foi mostrado como fazer o “vero” molho de tomates, …

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… com, inclusive, vários pulos do gato.

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Quer saber alguns? Por exemplo, nunca coloque o azeite pra temperar qualquer coisa antes do sal e vinagre.

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Quer outro? Sempre que for colocar uma erva fresca em qualquer preparação, amasse-a totalmente com as próprias mãos e aí corte.

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Ainda aprendemos a fazer um zabaione em 5 minutos (e que zabaione).

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Segue o fotoblog da aula (que foi, tecnicamente, a melhor que fizemos até hoje).

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E como toda aula feita por aqui, o jantar ficou por conta dela.

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Ainda aproveitamos pra conhecer as ruínas do castelo que deu nome ao Castiglion del Bosco.

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São incríveis.

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Assim como todo o ambiente …

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… e a piscina com borda infinita.

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Checamos também as limonaias.

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As 21:00 hs e após um estupendo por-do-sol (toscano, off course), fomos pra degustação da aula no restaurante principal.

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Iniciamos com um ótima Caprese (com os tomates temperados no formato correto, ou seja, primeiro com sal, logo após o aceto e finalizando com o azeite).

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A Dé aprovou e deu nota 10.

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Pedimos um Brunello de Montalcino 2008 da casa pra acompanhar tudo.

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Em seguida, nos foram servidas as massas que fizemos na aula.

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Capelettis, papardelles, farfalles; todas estavam lá e com molhos vermelho de tomates e branco com manteiga e sálvia.

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Mais uma delícia e todas al dente.

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Finalizamos com o zabaione servido com cantucci (receita da nona do Ricardo).

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Enfim, foi o coroamento duma aula inesquecível.

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Voltamos pro nosso quarto cantando a Patativa, ou melhor, a Tarantella, ou melhor ainda, o Parabéns pra Você.

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Arrivederci.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?

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dcpv – uma noite igual a mamãe. ou seja, calabresa.

número – 349
23/04/2013

Uma noite igual a mamãe. Ou seja, calabresa.

A despensa local é rica em variedade de peixes provenientes do mar que banha a região. Mas os sabores do campo prevalecem. Habituados a inúmeras invasões ao longo dos séculos, os habitantes da Calábria optaram pelo refúgio nas montanhas, onde aprenderam a tirar proveito do cultivo de vegetais e frutas.

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O que poderia refletir numa cozinha simples, trivial, na verdade se transformou numa culinária de sabores peculiares, marcada por pimenta vermelha, um item venerado pela população e que virou símbolo nacional”.

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Sim, senhores. Mais uma vez apelei pra Coleção Folha Cozinhas da Itália pra me inspirar e ao mesmo tempo homenagear a D. Anina, minha mãe, que é uma legítima calabresa da gema.

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Vamos lá (e com as mãos balançando) experimentar o que a Calábria tem.

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Entrada – Sopa de favas

Esta “zuppa di fave” é um verdadeiro bálsamo (ainda mais com esta temperatura baixa!).

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Para fazê-la, basta ter carne de sol escaldada e cortada em cubos.

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Refogue 1 cebola grande picada em azeite, …

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…  junte 2 tomates maduros picados, …

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… 50 g de carne de sol …

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… e 400 g de favas frescas congeladas.

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Refogue um pouco mais, cubra com água, ajuste o sal e a pimenta. Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne e as favas ficarem bem macias e o caldo, espesso.

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Enquanto isso, toste no forno fatias de pão italiano regadas com azeite e salpicadas com orégano.

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Distribua as fatias em tigelas e despeje a sopa.

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Olha, fica uma delícia.

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Como continuamos, eu e o Mingão, na dieta dos vinhos, acompanhamos com uma Coca Zero que foi “niente com gás, niente” …

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… enquanto a Dé e o Deo, tomaram um vinho tinto nacional Lidio Carraro 2005 que eles acharam “do carraro, du carraro”.

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Principal – Costeletas de cordeiro à Calabresa e Espaguete ao alho, óleo e pimenta.

Estas receitas são representativas da genuína comida da Calábria.

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As “Costolette d’agnello alla calabrese” são simples costeletas de cordeiro …

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… fritas em azeite e temperadas com sal e pimenta.

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Numa outra panela, refogue em azeite 1 cebola pequena picada e …

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… junte 500g de tomates maduros picados sem pele e sementes, …

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… 2 pimentões vermelhos cortados em cubinhos, …

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… 100g de azeitonas verdes sem caroço e …

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… 2 colheres de sopa de salsinha e deixe cozinhar em fogo médio por 10 minutos.

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Já pro “spaghetti aglio, olio e peperoncino” é só aquecer 100 ml de azeite e dourar levemente 2 dentes de alho fatiados.

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Junte 1 colher de café de pimenta calabresa, salsinha picada e deixe mais dois minutos no fogo.

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Enquanto isso, cozinhe o espaguete como indicado na embalagem. Escorra e misture-o imediatamente ao molho.

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Dá pra imaginar como resultou a junção costeletas+molho+espaguete, né?

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Sobremesa – Figos recheados

Estes “fichi ripieni” são interessantíssimos.

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Para fazer, basta abrir 10 figos secos grandes ao meio sem separar as partes. Misture 2 colheres de sopa de nozes, amêndoas e frutas cristalizadas, todas picadas …

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… e recheie os figos.

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Coloque-os numa assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 20 minutos.

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Regue com mel aquecido e sirva com sorvete de creme.

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Estes figos tem um jeito interessante de saboreá-los.

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Você deve colocá-los inteiros na boca e chupá-los como se fosse uma bala.

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Eis a opinião dos “mafiosi”:
Regiamente calabrês. Viva a Itália (e a coleção da Folha). (Edu)
A Calábria é nostra. (Mingão)
Io sono à la casa mia! (Deo)

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No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico.”

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Tudo bem que aqui na grande FV, o máximo que teríamos de parecido seria o rio Guaió, mas a legítima calabresa, a D. Anina, aprovou o menu totalmente.

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E olha que nem foi corporativismo! Rs

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Arrivederci.

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dcpv – sesto giorno – pitigliano, bagno vinoni, san quirico, buonconvento. isto é toscana?

04/06/2013

Sesto giornoPitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buoncovento. Isto é Toscana?

Pra variar um pouco, aproveitaríamos o dia pra conhecer cidades diferentes e pouco turísticas.

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Tomamos o nosso café da manhã (excelente) no hotel e rumamos pra Pitigliano.

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Ela fica até que longe de Montalcino, mas a visita vale cada quilômetro rodado.

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Andamos muito (quase 1,5 horas) e as vistas compensaram. Vem aí mais um fotoblog:

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O problema é que quando chegamos perto, a estrada de acesso à cidade estava interditada.

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Resultado? Demoramos mais meia hora até chegar.

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E aí veio mais um estresse: não tinha lugar pra estacionar!

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Conseguimos um lugarzinho a duras penas e quando estávamos pensando que talvez fosse uma roubada, tivemos esta visão:

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A cidade, Pitigliano, é toda incrustada num tipo de rocha leve, o tufo.

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E o que é exatamente este tufo?

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Vou copiar o guia: é uma rocha vulcânica amarelada, rígida, mas relativamente macia e leve. Etruscos e romanos a consideravam bom material de construção – podia ser extraída, cortada e transportada com rapidez, ideal para erguer rapidamente uma defesa que, depois, seria reforçada com pedras duras.

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Não preciso nem dizer que a cidade é realmente imperdível, né?

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Passeamos muito por lá, …

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… nos admiramos com tudo, …

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… compramos algumas coisas (azeites, vinhos, açafrão) e ,…

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… logicamente, escolhemos um lugar pra almoçar, …

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… a Hostaria il Ceccottino, …

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… um restaurante à sombra do Duomo barroco …

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… e que tem por filosofia trabalhar com produtos 0km.

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Resumindo, continuamos o nosso passeio etrusco durante a refeição.

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A Dé pediu legumes em conserva (cebolinhas doces, tomates secos, azeitonas verdíssimas, berinjelas desidratadas e as suas queridinhas alcachofras).

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Eu pedi também como entrada, Crostinis de linguiça e queijo Fondutta.

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Como estava dirigindo, escolhemos uma taça de vinho Vermentino da região pra Dé e um Brunello pra mim.

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Abusamos um pouco (a situação merecia) e pedimos 2 principais. O da Dé foi um tagliarini com trufas negras, …

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… e o meu, coelho ensopado com legumes.

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Ambos perfeitos.

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Tomamos um expresso (corto) e continuamos o nosso tour etrusco por Pitigliano.

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Resolvemos voltar pra Montalcino e aproveitar algumas cidades da região que se encontravam no caminho.

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A primeira foi Bagno Vignoni, …

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… uma comunidade termal e bem aprazível.

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Inclusive, aproveitamos pra molhar os nossos pezinhos cansados na água quente e sulfurosa, que dizem, é curativa.

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Daria até pra confundir o ambiente com uma “Osteria do Fiume Caldo”. :)

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Logo em seguida, entramos em San Quirico D’Orcia, …

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… mais um exemplo de cidadezinha de calendário e muito bonitinha.

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Todos estes diminutivos servem pra descrever …

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…o superlativo da beleza do lugar.

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Finalmente, visitamos o povoado mais próximo do hotel, o borgo Buonconvento, …

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… que tem uma característica muito interessante em comparação com as demais cidades: …

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… não fica no alto de nenhuma colina.

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Como sempre, um espetáculo.

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Voltamos pro hotel a tempo de dar uma descansada e rumar pra Montalcino (que fica a quase 30 minutos de lá).

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Tínhamos reservado numa Enoteca, mas o tempo deu uma piorada (hoje fez o sol o dia inteiro) e resolvemos comer no restaurante do próprio hotel.

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E foi uma escolha mais do que acertada.

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Começamos tomando umas tremendas flutes de champagne (francês, per favore) …

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… e comendo uma pseudo-salada que veio montada em pedaços (tenros tomates, salsões, rabanetes, erva-doces, pepinos, cenouras) …

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… que temperados com o estupendo azeite, formaram uma entrada daquelas.

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Pra acompanhar tudo, um Brunello da casa, o Campo del Drago 2007, que simplesmente desmanchava na boca.

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Adivinhem se a Dé não escolheu uma Caprese com o upgrade de ser servida com alcachofras … cruas?

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Eu fui de maccherone com ragu de Chianina e salsão. Uma belezura.

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Agora, com tudo isso na mais completa definição de excelente gastronomia, o destaque total foi uma semi-pizza, uma crostata, que era crocante, deliciosa e viciante.

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Enfim, foi uma noite e um dia memorável.

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Toscano ao extremo, assim como o céu. Under the Tuscan sky!

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Arrivederci.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.

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