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dcpv – provence – quatorzième et dernier jour – revendo os velhos amigos no marais

17/10/2010

Provence – Quatorzième et dernier jour - Revendo os velhos amigos no Marais.

Último dia da viagem.

E primeira manhã em Paris.

Vou dizer uma coisa: a cidade continua linda, mas a multidão que estava por lá  a transforma  num  perfeito caos.

É muita gente. É um mar de gente.
E ainda bem que tivemos a compensação da cidade estar totalmente florida.

Rumamos logo cedo pro nosso queridinho bairro, o Marais.

Um lugar bastante conhecido por nós.

Tivemos uma experiência inusitada: rever lugares que gostamos muito

E o mesmo prazer de conhecer melhor alguns que não tivemos tempo na última vez.

Ou seja, um prazer muito difícil de se repetir quando se está viajando: rever tudo com um outro timing, tanto de tempo (horas) como de tempo (clima).

Iniciamos a visita tomando café da manhã na praça que fica bem no início da badalada rua Bourg-Tibourg , a da Mariage Frères (é claro que compramos alguns chás).

Continuamos pela Rue des Rosiers e chegamos a Pavée (a esquina do apê). Revisitamos toda a vizinhança e nos dirigimos pra Place des Vosges.

Muito legal ver tudo verde e bastante colorido.

É claro que estando muito perto, demos uma esticada até o Lenôtre pra comermos a Millefeuille, eleito pela família o melhor doce da cidade luz.

Aproveitamos pra cumprir a promessa de fotografarmos o maravilhoso doce. Já que estávamos “trabalhando” e por ossos do ofício, degustamos as modelos da foto abaixo. De pé e em frente a loja, como mandam as regras.

E pra ajudar a firmar a imagem (como se precisasse!! rs), a Sueli me mandou a foto duma XXL que ela comeu ( e sozinha) nesta última viagem dela. Veja que espetáculo:

Seguimos voltando pelo Rue des Francs Bourgeois com direito a comprar sapatos na Camper (preço de liquidação), ver objetos loucos na Muji, na Dom e em muitos outros lugares bacanas.
Atravessamos o Sena e demos uma rápida passada na crawdeada Ile de St Louis só pra tomar sorvetes na Berthillon.

Voltamos pra estação St Paul e compramos duas baguetes (Je voudrais deux baguetes!, disse a Dé) literalmente pra viagem pois elas atravessariam o Atlântico.

Pegamos o  metrô e paramos na estação Tuileries pra dar uma olhada no jardim e cumprir uma promessa feita à minha querida sogra, a D Vera: levar um brinquedinho composto de passarinhos de madeira que compramos na última viagem e que quando entregamos pra ela, só tinha a caixa!! rs

O tempo estava se esgotando (estávamos como o Jack Bauer).

Voltamos ao hotel, descarregamos as compras, comemos alguma coisa rápida (uns sandubas)…

… e tentamos participar do inferno: adentrar na Lafayette.

Conseguimos as duras penas e na Maison, onde quase enfartamos com a quantidade de coisas a serem vistas em tão pouco tempo. Sabe aquele programas de tv que a pessoa tinha um tempo determinado pra pegar o máximo de coisas num supermercado? Pois éramos nós! :)  

Enfim, adquirimos somente mais algumas coisinhas e ponto final.

Taxi (coitado do japonês que fez das tripas coração pra conseguir colocar todas as malas no carro), aeroporto, tax-free, check-in, viagem tranqüila, free-shop (sim, senhores) e grande Ferraz de Vasconcelos.
Au revoir, França!

Até breve!! Mas antes vamos às trufas!
Arrivederce.

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dcpv – provence – treizième jour – a dura e pesada ida pra paris.

16/07/2010

Provence – Treizième Jour – A dura e pesada  ida pra Paris.

Dia de compensações. Enquanto era o nosso último dia em Nice, seria também o nosso primeiro em Paris.

Ou seja, um pouco de tristeza  e muita alegria.

Começamos aproveitando a bruma e dando uma boa andada pela Baie des Anges e pela Promenade des Anglais.

Fomos até Vieux Nice e aproveitamos pra tomar um belo café da manhã, vendo a montagem da feira-livre.

Mais um verdadeiro espetáculo de cores e sabores.

Aí foi voltar pro hotel, verificar o quão estranhas e atraentes são as praias niçoises e fazer a lição de casa.

Buscar a Re no hostel, entregar o carro (ligeiramente batido) na Europcar, nos despedirmos da Maria do GPS e fazer o checkin no aeroporto.

Tudo certo, menos que estouramos feio o peso das malas (7 garrafas de vinho, 5 azeites, um sem número de produtos derivados de lavanda e “n” sabonetes) e tivemos que pagar a maior grana pra Air France.

Conselho de amigo: ou faça um vôo com conexão  (e utilize obrigatoriamente as regras brasileiras de duas malas de 32 kg por pessoa, ou compre o estritamente  necessário pra não passar de 23 kg no único volume a que tem direito. Ou ainda tenha consciência que pagará 100 Euros por estouro. Buuuuum!).

Stress ultrapassado, restou-nos ganhar um tremendo almoço da Air France (um sanduba e uma água) pelo atraso do vôo e aquela dormida reparadora durante o próprio.
Chegamos em Paris e tivemos a plena certeza que foi um acerto dar uma paradinha por lá e melhor, num lugar onde se consegue definir  a sua prioridade.

A nossa seria reencontrar o Marais e turisticamente, ver como Paris é em pleno verão. O cumprimento desta missão ficaria pra amanhã.

Por hoje, sobraram:

1 – Conhecer o hotel Banke, uma belíssima dica da Lina do excelente Conexão Paris, que por estar em soft opening, tinha tarifas altamente vantajosas.

Afinal de contas, pagar 224 Euros de diária num quarto moderno, espaçoso e com sacadas geniais do Philippe Starck é uma verdadeira pechincha.

E o lugar é Starckiano ao extremo!

Demos uma breve passada pelas Galerias Lafayette (com tempo suficiente pra comprarmos a necessária mais uma mala) e fomos nos preparar pro jantar.

2 -  E seria no Jean (mais uma dica da Lina), que é bem próximo do hotel (ambos na região da Ópera).

O proprietário Jean-Frédéric Guidoni tem uma filosofia bastante interessante. Além de só utilizar os ingredientes mais frescos do mercado, ele não trabalha aos finais de semana (sábados e domingos) e na noite de sexta (ou seja, hoje),  faz menus-surpresa.

Escolhemos a fórmula mais simples, o menu du marché (entrada+prato+sobremesa) pra Re e pra Dé e um de 4 pratos pra mim.
O restaurante é bem bonitinho com a perfeita harmonização de tudo e com o ambiente extremamente agradável.

Logo de cara, uns amuses pra nos animar.

Entradinhas pra todos: um queijo de cabra com uma crosta crocante de pão pras meninas …

… e um sopona especial de legumes também crocantes e muito frescos pra mim.

Depois veio o meu prato de peixe, um bacalhau fresco com um molho crocante (de novo) espetacular,…

…. que se repetiria pra Dé (ela adorou!)  e um boeuf pra Re, que estava ao ponto e cheio de frescuras gostosas, como esta tuille crocante (again) de cenouras.

Eu recebi um prato inesperado e que demonstrou o quanto o chef queria nos surpreender: pombo!

E ao ponto. Os Correios não sentiram a falta dele. Estava uma delicia.
Sobremesas repetidas pra Dé e pra Re ( uma salada de frutas vermelhas com sorvete de baunilha ) e uma variação com chocolates pra mim.

Tudo perfeito e recomendo ferozmente pra quem tiver por aqui, experimentar a comida tradicional/de vanguarda (podemos considerá-la assim) do Jean.

Este merece a estrela do Michelin que tem.

3 – Daí pra frente, a sequencia parisiense comum: andar um pouco, conversar sobre a viagem e dormir o sono dos justos já que Paris te proporciona isto.

Ô cidade bacana, sô.

Ah! Só mais um detalhe simpático: o próprio dono do restaurante veio nos trazer uma dose dum conhaque especial de 20 anos.

A família toda agradeceu, bebeu e dormiu bem aquecida!
Saúde, ou melhor, santé!

E amanhã, o último dia da epopéia, fecharemos com chave de ouro!

Au revoir.

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bistrô paris e dcpv, onde comer bem, bacana, barato e com emoção na cidade-luz.

Isto é que é dica!
04 a 16/02/10

Bistrô Paris e DCPV, onde comer bem, bacana, barato e com emoção na cidade-luz.

Esta dica eu peguei no Riq (mais uma vez). Ele indicou o livro do Alex Herzog, o Bistrô Paris que diz onde comer bem, bacana e barato em Paris, uma cidade considerada extremanente cara.

É claro que tem algumas furadas nele, mas no geral o livro muito mais acerta do que erra. Mesmo porque, sabemos que nem sempre o que agrada a uma pessoa consegue deixar uma outra totalmente satisfeita. 

De qualquer maneira, usamos e abusamos da liberdade de escolha. Escolhemos no livro, escolhemos na rua, escolhemos pra fugir do frio. E dificilmente nos decepcionamos.

Vamos ao Guia DCPV/BP e último post sobre a nossa viagem a Paris.

 Experimentamos os restaurantes abaixo através de dicas do livro Bistrô Paris:

1 - Comptoir de la Gastronomie: lugar excelente com ambiente mais ainda e uma lojinha acoplada que é uma jóia. Compramos um montão de coisas e, certamente retornaríamos quantas vezes mais fosse necessário. O cassoulet é inesquecível.

2 - Le Café Blanc – andamos bastante pra encontrá-lo. Não combina muito com o nosso estilo pois as porções eram imensas. De qualquer maneira foi divertido pois éramos os únicos turistas no salão.

3 - Chez H’anna – pertíssimo do apê e um sujinho/chic (é, em Paris também tem disso) com um falafel de fazer você sonhar. E também de “conversar” com você por uns dois dias (aconteceu comigo).
Além dum curioso vinho rosé israelita .

4 - Les Philosophes – um “botecaço”  francês com comida autêntica e um ambiente super-divertido. Afinal de contas, um lugar que tem a frase de Levi -Strauss (não é o do jeans!), ” não basta  que um alimento seja bom pra comer, ainda tem que ser bom para pensar“  (se bem que há controvérsias!), só pode ser bom.

Escolhemos os abaixo a partir do nosso feeling (e às vezes, por causa do frio!! rs):

1 - Au Petit Thai - Também pertinho do apê. Um thai legítimo bastante apimentado e, melhor, extremamente romântico. Pétalas de rosas em todo o restaurante e até na calçada! Lugar bom pra namorar.

2 - Caffe Boboli - Este lugar é tão italiano, mas tão italiano que todos do staff só falam em italiano. E é muito bom com grandes massas al dente e uma excelente carta de vinhos (claro que italilianos) !

3 - Le Colimaçon - Este foi o palco da experiência mais francesa que tivemos. Uma comida excelente e um lugar (coisa comum em Paris) super apertado e aconchegante!! Este foi o que não tiramos fotos.

4 - Vins des Pyrénées - Escolhido por nós (através da concierge do apê) pra ser o lugar do nosso jantar do Valentines Day. Um restaurante tradicional com comida corretíssima e melhor, um ambiente familiar parisiense. Vale a visita!

5 - Leon de Bruxelles - Uma rede belga em que a especialidade é a dupla mariscos e fritas. Um verdadeiro espetáculo com  inclusive, a opção de ambos à vontade!! 

6 - Le Loir dans la Théière - Um bistrozinho vizinho ao apê que tem tortas formidáveis, além  dum ambiente francês ao extremo. Dizem que o brunch aos domingos de lá é imperdível. Não fomos, mas as enormes filas atestavam. 

7 - Les Deux Magots – Um café turístico. Mas é muito bom pra ficar observando o movimento e melhor ainda, imaginar que Hemingway e Picasso podem ter sentado na cadeira em que você está. Vai que alguma coisa passe por osmose!! rs

8 - Degrés de Notre Dame – Um restaurante escondido, mas com uma comida marroquina instigante. Couscous feito à moda, merguéz e até vinho do Marrocos. Só faltou tocar As Time Goes By

9 - Le Café Marly - Parece mais afrescalhado do que na verdade é. Comida excelente e uma vista pra Pirâmide do Louvre que já seria o suficiente pra obrigar a visita. 

10 - Café des Deux Moulins - Perfeito pros amantes da Amelie (e do duende!).

11 - Au Grain de Folie - O lugar mais natureba que fomos. Também pudera, é totalmente bicho-grilo e pequeniníssimo. Muito interessante e engraçado.
Ah! A comida é muito boa.

Se quiser saber sobre as nossa experiências no Jules Verne by Ducasse

L’ Atelier do Robuchon

 e no Palais de Tokyo é só clicar no próprio link. Dá pra dizer que todas foram magníficas.

Au revoir.

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paris – à procura do doce/macaron perfeitos

vive le millefeuille!!
07/02/10

ParisÀ procura do doce/macaron perfeitos

Doces – Em alguns casos, obras primas de sabor e de visão.
Macaron -  É um pequeno bolo granulado, com massa de farinha de amêndoa  e comumente produzido sob forma arredondada de 3 ou 5 cm de diâmetro com recheios dos mais variados.

Isto posto, fizemos (eu, a Dé e a Re) uma pesquisa fundamental pra sobrevivência da humanidade: qual seria o melhor doce (macaron incluso) que provamos em Paris?

Vamos aos pesquisados:

1 - Lenôtre : Macaron –  Bom, com textura  definida, ligeiramente encorpado, adocicado e bastante  colorido.
                          Doces – Lindíssimos e com um Millefeuille de parar o comércio

   

2 - Ladurée :  Macaron – Excelente, com pouca textura, levemente encorpado, adocicado e uma verdadeira obra de arte.

                           Doces – Bonitos, mas bem pesadões.

                                

3 - Pierre Hermé : Macaron – Excelente, bastante textura, muito encorpado, menos adocicado e bastante colorido.

4 - McDo – Macaron : Duas rodelas, creme especial, cebola e picles num pão com gergelim.

5 - Le Jules Verne do Ducasse : Macaron- Excelente com bastante textura, recheio puxa-puxa e um sabor de menta espetacular.
              Doces – Grandes demais, doces demais (sic) e sem muito sabor.

6 - Sadaharu Aoki : Doces – Bonitos de se ver, mas não muito saborosos.
                    Chocolates – Gostosos e plásticos, mas não muito entusiasmantes.

7 - Pierre Marcolini : Chocolates – Lindos, verdadeiras jóias e com sabor proporcional. Trouxemos um montão.

8 - Gérard Mulot : Doces – Tem a eclair de caramelo mais gostosa de Paris (segundo alguns experts) que, infelizmente,  não estava à venda no dia. A Dé gostou da de chocolate que ela comeu, mas achei a minha torta de limão meia-boca.

9 - Mariage Frères - A casa de chá e os próprios são espetaculares. Mas os doces são muito pesados e bem massudos. 

10 - Fauchon – As éclairs são boas. Mas não é o que se espera dum templo de gastronomia como a Fauchon é! 

Resultado final: Ganhou e facilmente,a Millefeuille do Lenôtre. Tanto que  comemos 5 (cada um) em toda a nossa estada. E uma melhor do que o outra.

Além de que só a experiência de comer uma delas já é inesquecível. Você dá a primeira mordida e logo a camada de massa desloca o creme pra fora do doce. Você se apavora ao pensar que algum grama daquele néctar poderá cair no chão e rapidamente vira o lado do doce e suga aquele recheio espetacular.
Daí pra frente é uma sucessão da mesma situação intercalada por vários “ai, que gostoso” e “hum, que delicia“! (pareciam alguns dos muitos comentários de alguns blogs gastronômicos! rs)
Tenho certeza que aumentamos as vendas delas tamanha a quantidade de pessoas que nos viam/ouviam suspirar e entravam na loja. 

Menção honrosa pros macarons do Ducasse e do Ladurée. São excelentes e a única dúvida e que ainda não esclareci é se o que comemos no Alan Ducasse não foi comprado no Ladurée. rs

PS – O ministério da Saúde adverte: as baguetes da  Aux Desirs de Manon podem criar uma depêndencia eterna!!

Au revoir.

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jour treize et dernier- montmartre+amelie+cozinha vegan+passeio no Marais+apê=Paris.

vive la france
16/02/10

Montmartre+Amelie+Cozinha Vegan+Passeio no Marais+Apê= Paris 

Último dia em Paris.

E fomos pra Montmartre  pra Re nos guiar no passeio que ela mais gostou (e com o utilíssimo Guia Conexão Paris da Lina na mão) .

Detalhe (viu EmíliaArnaldo): gostamos muito também.

Primeira parada: o célebre Moulin Rouge.

Não fomos ao show, mas não tinha como não registrar a personalidade marcante do lugar.

E já que o assunto era moinho, fomos tomar café no Des 2 Moulins, aquele onde a Amélie trabalhava.

A fachada é a mesmíssima e o bar também.

O problema é que você fica procurando o restante. A tabacaria, os personagens, o “mala” com o gravador. E não acha.

Pelo menos o duende estava por lá (tinha acabado  de chegar de viagem!! rs)

Continuamos caminhando pelo bairro e entendemos o porque do parisiense comum gostar de passar um dia turistando por lá.

Subimos e tivemos vistas estonteantes da belíssima dupla  Sacré Coeur/Paris.

Como esta …

… e esta…

… e mais esta. É claro que conseguimos desviar dos “espertos” que queriam nos colocar pulseirinhas do “Senhor de Sacré Couer”, bichim!!

Continuamos o passeio pela linda praça turisticona, a Place du Tertre e …

… fomos um pouco além, até as últimas videiras de Paris, que inclusive,  ainda rendem vinho e tudo o mais. Elas estavam sequinhas, sequinhas.

Aproveitamos pra almoçar lá mesmo e num restaurante ovo-lacto-vegetariano, o Au Grain de Folie.

Bom, restaurante é um pouco de força de expressão já que o lugar é minúsculo (dez lugares, 5 mesas de 2 pessoas) e os cargos de chef,  atendente,  caixa, lavador de pratos e  sommelier são  exercidos por somente uma pessoa. Eu não sei como não ela não fez um showzinho também!! rs

E incrível: a comida é excelente. Inclusive, vendem cestas básicas pór lá. A Dé que é adepta, queria trazer algumas pra Ferraz de Vasconcelos.

Os pratos são praticamente únicos com variação da porção central.

Todos comemos alface fresquíssima, feijão, arroz integral, legumes refogados e variamos os pratos com um creme de gengibre, um pão com queijo de cabra e uma torta.

Além do vinho da casa, que mesmo não sabendo a procedência, era muito bom.

Extremamente divertido e um programa familiar. Ainda mais com a aura de Montmartre.

Voltamos pra dar uma última passeada pelo nosso bairro, o Marais e aproveitamos (a Re estava se despedindo de Paris, do curso e da amiga Silvana) pra comermos/degustarmos 4 Millefeuilles do Lenôtre, eleito pela família o melhor doce de toda Paris.

Enfim, o dia acabou e esta viagem também, mas ficou a constatação de que alugar um apartamento é bom demais pois se fica claro que você jamais será um dos locais, também fica claro que o mais perto que você pode chegar disso é alugando o tal.

Ainda mais numa região igual a que ficamos com movimento o tempo todo (inclusive nos finais de semana) e com os devidos lugares pra te enturmar da melhor forma.

Talvez o fato que mais nos marcou foi ficarmos viciados em comer a baguete da  Aux Désirs de Manon que fica exatamente na saída do metrô St Paul  (a uma quadra do apê).

Pode parecer caipirice, mas trouxemos duas pra casa. E esta nossa noite (a de quarta) em plena Ferraz de Vasconcelos ficou bem melhor com elas!

Au revoir, Paris! Até breve!

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jour douze – andando, flanando, andando e flanando de onibus em Paris

levitandô?
15/02/10

Andando, flanando, andando e flanando de onibus em Paris.

Penúltimo dia na nossa cidade. O frio perdura, mas a presença, ainda que minúscula, do sol dá uma acalentada à caminhada.

Resolvemos passar novamente pela Île Saint-Louis,  que fica a uns 4 quarteirões do apê incluindo o Sena.

Visitamos e compramos algumas coisinhas utílissimas e interessantes na Pylones (apesar do mundo de japoneses por lá) e na Eva Baz’Art.

Também nos interessamos por objetos “fundamentais” nas nossas vidas: um sapato composto de duas torres Eiffel, uma usada como salto e outra como a parte da frente dele  e uma boneca parisiense na Au Soixante 

…  além de flores lindas no Patrick Allain, o fleuriste .

A ilha é super sossegada e com uma cara daquelas cidades bem bonitinhas do interior (como Ferraz de Vasconcelos ).

Atravessamos o Sena e fomos bater pernas na região do Louvre.

Passamos pela Place Vendôme com as suas lojas de grifes,…

… compramos perfumes personalizados na Frederic Malle  (leia sobre esta nossa experiência diferentona lá no Conexão Paris) ,…

… e pelo Palais Royal com os seus pilares preto e branco aguardando uma laje que nunca aparece.

Pausa pro almoço e com vista pra Pirâmide do Louvre.

Foi no Café Marly, um lugar um tanto quanto afrescalhado, mas com uma comida excelente.

Como entrada, dividimos um Gateau de Tomates e Queijo de Cabra

… e bebemos um excelente rosé Chateau Minuty.

A Dé pediu um Penne com molho levemente apimentado  com uns manjericões extremamente perfumados e…

… eu, umas Costeletas de Cordeiro acompanhadas de vagens cozidas em especiarias.
Todos os pratos estavam excelentes e esta carne foi a melhor que comi até agora.

Além de que olhar pela janela e ver a Pirâmide do Louvre torna qualquer comida inesquecível!

Continuamos,  passando pro outro lado do Rio (como diria Jorge Drexler) e melhor ainda, tendo a belíssima visão da Ponte Neuf.

Subimos a rua de Senne, que é bem bacana, …

 … e cheia de galerias. Um lugar bacana pra flanar. Chegamos ao número 89 onde o Pierre Marcolini  faz a sua arte de chocolatier transbordar.

Lá é tudo muito bonito e saboroso. O conceito de joalheria gastronômica certamente aplica-se a ele.

E a Dé gostou tanto que queria levar este sapato, mesmo que fosse um pé só.

Andando mais um pouquinho, no número 76, está o Gérard Mulot que tem uma belíssima boulangerie onde, diz-se, se vende a melhor eclair de caramelo de toda Paris. Não comemos porque tinha acabado! Uma pena.

Mas comemos uns docinhos. E tem mais, o próprio Gerard nos serviu.

Voltamos rapidinho pro apê só pra pegar a Re (tinha acabado de chegar de Londres) e fomos fazer um passeio cultural de primeira: andar de onibus turístico pra ver Paris iluminada..

E foi legal demais. Ficar no segundo andar do ônibus (é claro que ele é fechado) e passar por todos os grandes monumentos de Paris devidamente iluminados é um programaço.

Vimos a Ópera, a Place Vendôme (novamente), …

…, a pirâmide do Louvre, …

… a Place de la Concorde,  o onipresente Sena , …

… a movimentação da Champs Elysée, todo o entorno  …

… e a estrela da noite.

Se ela, a Tour Eiffel, já é imponente de dia, imagine ao anoitecer, toda iluminada e assumindo que o céu de Paris é todo seu.
Emocionante e espetacular. Ainda mais quando se passa por, praticamente, debaixo dela.
É, flanamos de onibus!

Depois deste espetáculo, só nos restou comer uma coisinha no McDo (apesar de Dé não ser muito a favor) …

… e ir pro apê arrumar as coisas.

Amanhã é o último dia na nossa cidade. Mas ainda iremos seguir os passos de Amelie em Montmartre. Programa de “mulherzinha” (segundo a Emília e o Arnaldo) que o homenzinho, euzinho, vai dizer se gostou.

Ah! A mulherzinha, a Dé, também já que a outra mulherzinha,a Re  já escreveu sobre e adorou.

Até e au revoir.

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jour onze – dia monumental em paris (e sem ver nenhum monumento)

rechechê!
14/02/10

Dia monumental em Paris (e sem ver nenhum monumento)

Começamos o dia ouvindo Coeur de Pirate (uma excelente descoberta musical da Re).

E resolvi fazer uma coisa que quero há um bom tempo: tirar um day-off na própria viagem. É claro que a Dé concordou!

Ou seja, não fazer nenhum lerê e nada de programação pré-definida.

Sómente andar pelo nosso bairro, o Marais e descobrir o que ele tem de bom.

Nem café da manhã tomamos pois os suprimentos praticamente tinham acabado e resolvemos dar uma diminuída na quantidade de calorias ingeridas diariamente.

                     

Fomos descobrir cantos e ângulos diferentes.

Praças, …

… o Musée Carnavalet, que por sinal  não entramos, em pleno Carnaval ….

… mais praças e recantos. Uns mais bonitos do que os outros. 

Fizemos compras slow (sabe aquelas que você não programa e só compra o que achou legal) e ainda comemos aquele que elegemos (desculpem os críticos de plantão) o melhor doce de Paris: o millefoglie do Lenôtre.

É maravilhoso, além de que a loja/joalheria dele deixa qualquer Ladurée, Hermé e Aoki no chinelo. Ou melhor, no Louboutin!!

Pra melhorar as coisas (se é que poderiam), resolvemos almoçar novamente no Léon de Bruxelles. No da Bastille.

Isto mesmo: moulles et frites de novo .

Simplesmente muito bom e me desculpem mais uma vez os puristas, uma comida inesquecível. Como toda de Paris deve ser.

Voltamos ao apê pra descarregar as compras e percebemos pelas lojas do caminho (ôpa, mais uma comprinha!) o porque do Marais ser tão popular. 

Passeamos mais um pouco, chegando bem pertinho do Beauborg, o Pompidou onde vimos um arremedo de Carnaval  com um montão de mini-pseudos-escolas de samba desfilando (?!) pra gringo ver e na volta, demos mais uma passada pela nossa queridinha.

 

Voltamos ao apê e nos arrumamos prum jantar de gala já que era o Valentine`s Day. Dia de comemorar o nosso namoro!

Reservamos num restaurante do bairro (estávamos naquela de prestigiar o “nosso” comércio), o Vins des Pyrenées.

Que por sinal era bem bonitinho, familiar e com um montão de velhinhos. Mais uma vez achamos que éramos os únicos não-franceses de lá, ao lado da família de italianos (que bellos!) que estava ao nosso lado.

Comida honestissima e muito boa. Repare no detalhe do menu queimado por cigarro!

Um penne com frango ao curry pra Dé e um Magret de Canard (provisoriamente virei patólogo) com molho de mostarda e mel pra mim  além dum Bordeaux pra nós.

Coroou este dia monumental em que não vimos nenhum monumento a não ser a nossa vizinha maravilhosa, a Place des Vogues com todos os seus belos ângulos.

E fica aqui um conselho: não vá muito atrás de dicas de lugares pra comer em Paris pois lá você encontra de tudo e especialmente, a maioria dos estabeleciemntos primam por oferecer comidas simples, muito bem feitas e saborosas.

Escolha os do seu bairro e vá experimentado aqueles com que simpatizou. Pela primeira vez fizemos isso e certamente ficamos satisfeitíssimos.

Au revoir.

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jour dix – la petit covnvention na laje do palais de tokyo

convnvention em parri?
13/02/10

La petit ConVnVention na “laje”  do Palais de Tokyo.

Esta foi pra ficar na e pra história.
Eu e a Dé marcamos com a Marcie e o Ciro pra fazermos uma mini ConVnvenção em Paris já que, coincidentemente, estaríamos por lá no mesmo período.

A princípio, iríamos numa bela brasserie. Acontece que após batalhar por muitos dias no computador e com a ajuda prestimosa da minha querida Amelie, a Re; conseguimos uma reserva pra almoçar no restaurante Nomiya, na  cobertura do Palais de Tokyo que além de ser o Museu de Arte Moderna de Paris, tem uma das melhores vistas da cidade e da torre Eiffel. Esta dica me foi dada pela Lina no excelente blog Conexão Paris (inclusive, ela gentilmente publicou uma parte deste post por lá).

Note que o  pseudo-restaurante é uma caixa de vidro onde  são servidas somente 12 pessoas (daí a dificuldade da reserva. Se você estiver indo pra lá e quiser aprender a “manha”, me pede que eu ensino! rsrs) e só pelo conjunto vista/ambiente já valeria a pena.

Junto com o papo maravilhoso da Marcie e do Ciro, o almoço foi potencializado. E engraçado também, já que chegamos as 12:30 hs e ficamos quase meia hora pra descobrir onde seria o tal evento que faz parte do Art Home Electrolux.
Rodamos pra cá e pra lá (e a Marcie com o tornozelo em recuperação e inchado) quando descobri que o ponto de encontro era bem na entrada do prédio onde se encontrava uma bela maquete de todo o projeto ( e por onde já tínhamos passado algumas vezes! rs)

Subimos através duma escada um tanto quanto acabada (seria que eu tinha colocado a Marcie e o Ciro numa, literalmente, fria), …

… passamos por um jardim que deveria estar muito bonito no verão e …

… chegamos ao topo do prédio.

Tudo muito frio, mas proporcionalmente lindo. Continuo refletindo sobre como Paris consegue  ser tão bonita com este tempo feio?

Fomos escolhendo rapidamente os lugares e, por sorte, pegamos os melhores. Ficamos na ponta da mesa com toda Paris a nossos pés (e olhos!).

Nos serviram um Champagne Chandon (nunca esta classificação foi utilizada tão corretamente) ,…

… tiramos várias fotos do lugar e …

… o serviço começou com um amuse bouche de foie gras, rabanate e flor de sal.

E veja o tamanho da criança!

Nos sentamos, degustamos um copo dum belo Bordeaux

… e um creminho amanteigado, aveludado e quentinho (mais um amuse) caiu como uma luva com o tempo reinante.

A entrada foi um Steack Tartare meio que desconstruído, pois tinha a famosa carne crua cortada na ponta da faca e temperada com bastante cebola, mas o chef tropicalizou um pouco colocando erva-doce e abacaxi.
A Dé nem olhou pra não perder o apetite; a Marcie idem. Eu e o Ciro comemos tudinho. 

Neste momento, mais ou menos uma hora depois do começo, já tínhamos conversado bastante e chamando a atenção de todos a ponto de perguntarem qual seria a nossa língua!? (e como fazem esta pergunta por aqui!).
Além de tudo, fica um registro. Nossos vizinhos mais próximos, um casal de franceses comeram mais tudinho do que eu e o Ciro juntos. 

O prato principal foi peixe. Menos pra Marcie que disse que não gostava e o chef prontamente atendeu ao pedido dela substituindo-o por canard, que segundo ela estava muito bom. Afinal de contas, estávamos em Paris!

E o nosso peixe (não me perguntem qual era) com crosta de ervas e coco e escoltado por purês coloridos estava um primor.

Anda mais com esta decoração yin/yang sensacional. Se bem que sensacional mesmo foi o  todo o conjunto da obra, Chablis incluso.

Conversa vai, conversa vem e a sobremesa veio. Um tiramisu com peras em calda e a nossa quase tarde em Paris estaria completa.

Note que esta foto do nosso grupo, a Marcie, o Ciro, a Dé, eu e a Torre foi o marco da nossa petit ConVnVention (pra quem não sabe, as ConVnVenções são encontros dos tripulantes do site Viaje na Viagem  do comandante Ricardo Freire, o Riq ).

Merci, Marcie e Ciro pela companhia, pela simpatia e pela bom humor.
Até o próximo encontro na big ConVnVenção carioca em abril. E que começará na grande Roberta Sudbrack.

Haja chuchu, maxixe, banana e conversas bacanas e interessantes.
Ah! Pra não perder o pique, ainda fomos dar uma passeada pelo nosso bairro, o Marais e acabamos vendo o entardecer em plena Place des Vogues.

Pra terminar o grande sábado, cidra…

… e crepes, em mais um lugarzinho perto do apê.

 

Ô vidão!

.

jour neuf – paris e o quarteirão latino

frio? vinho
12/02/10

 Paris e o Quarteirão Latino.

Desta vez o frio veio pra ficar. 3 graus negativos com sensação (pra nós, tupiniquins) de -10º C. Ou -20ºC. Ou -30ºC…

Mesmo assim, estávamos em Paris. Então, vamos flanar. Quase congelados, mas vamos.

Iniciamos o dia  tomando um belo e lauto café da manhã no apê.

Tínhamos um compromisso oficial: levar a Renata até a escola de francês e ao mesmo tempo conhecer o namorado dela, o Hugo. Namorado e escola aprovados  (e a Re indo pra Londres com a turma dela passar o final de semana), só nos restou aproveitar a nossa cidade.

Pegamos o metrô (prepare-se pra usá-lo frequentemente quando não estiver a pé) e fomos andar.

Passamos pela famosa livraria Shakespeare and Company e…

.. e tivemos belas e diferentes vistas de Notre Dame.

Belíssimas!

Paramos pra dar uma abastecida no restaurante franco-marroquino Degrés de Notre Dame,…

…onde, além de nos escondermos do frio e comermos bem, ainda tomamos um belo vinho tinto marroquino.

A comida? Um magret de pato com molho de mel e mostarda pra mim …

… e um cuscus de legumes com mergués (esta vai pra pra Elissa, pra Fabrícia e pro Mohamed)  e frango. Note que bela apresentação já que o caldo com os legumes são servidos separados.

 

Experimente! O lugar é bastante típico.

Subimos  pro  Quartier Latin, um lugar bacana com uma arquitetura diferenciada e várias lojas especializadas.

Em gorros (você precisará de um), em gibis…

… em rugbi, em meias e meias-calças (segundo a Dé, você precisará de várias).
Continuamos o nosso tour, passando pela  Sorbonne (onde dizem que o FHC deu aula. Alguém assistiu?)…

… e pelo Pantheon.

Terminamos na rue Mouffetard que é bem bonitinha e com muitas lojas e restaurantes.

Como o frio se intensificou, resolvemos voltar de metrô. E já que era no caminho(perto do Jardim de Luxembourg) , passamos pela doceria do Sadaharu Aoki, um patisseur japonês que anda fazendo furor por aqui.

Confesso que compramos alguns doces e chocolates dele que eram bonitos, mas não foram os que mais nos agradaram. Gosto pessoal, eu sei!

Voltamos pro apê, tomamos banho e fizemos uma das coisas que mais nos deram prazer nesta viagem (e olha que foram tantas): escolher o restaurante pra jantar pela “cara” que ele tinha.

Passávamos na frente e achávamos legal; pronto, era esse o lugar.
Desta vez foi o restaurante
 le colimaçon, escolhido pela Dé muito mais pra fugir do frio e porque era pertíssimo.
E esta escolha foi acertada pois o jantar foi memorável. Vou tentar descrever da melhor maneira possível já que esquecemos a máquina e não tiramos fotos. A experiência foi bem francesa.
Entramos e não tínhamos feito reserva (era sexta a noite). O lugar é aconchegante e pequeno. Exatamente, 20 lugares.
Não tinha nenhuma mesa vaga mas eles fizeram uma coisa bastante comum por aqui: nos colocaram numa mesa onde já estavam 5 pessoas. Sentamos e ficamos olhando a fauna. Literalmente,  já que o Marais é um bairro extremamente alternativo. Só nos éramos não-franceses.
E a comida foi um espetáculo: tomamos um vin rouge Sancerre e como não estávamos com muita fome, dividimos uma entrada e um prato principal. Confesso que todos os franceses ao nosso lado (nestes restaurantes pequenos, as mesas são coladas uma as outras e as vezes você tem a impressão que os vizinhos vão participar da sua conversa) se escandalizaram com o nosso pedido. Petit, pensavam eles!! rs
Que foi totalmente acertado já que os pratos são bem grandes. A entrada chegou e era uma MilleFoglie de Tomate com legumes crocantes. Totalmente delicioso com os franceses estranhando o prato no meio da nossa mesa e sendo aproveitado por nós dois.
Mais um tempinho de conversa e chega o principal: uma Galette com molho thai, gengibre e afins.  Mais uma delícia que, apesar da surpresa  (não imaginávamos que Galette fosse um peixe!! rsrs), foi devida e totalmente degustada por nós.
É incrível como este pequenos restaurantes são interessantes. É claro que os Robuchons, Ducasses e Savoys da vida são bons, mas o que surpreende é a quantidade de locais pequenos não divulgados pela grande mídia que oferecem uma grande experiência gastronômica
E tudo isto com uma estrutura enxutíssima. Dificilmente se vê mais do que 3 pessoas trabalhando em cada um deles (incluindo a cozinha!!).
Enfim, um bom conselho e indicação gastronômica pra quem vem a Paris é: escolha com os olhos e o coração e depois verá se acertou ou não. Simples, né?

E tudo isso, apesar do frio, torna Paris uma cidade cada vez mais quente!

Au revoir.

.

jour huit – champs elysées ou melhor, campos elísios

avenidaça
11/02/10

Jour Huit - Champs Elysées ou melhor, Campos Elísios.

Elísios lembra alísios.

Alísios = Diz-se dos ventos regulares que sopram constantemente sobre quase uma terça parte da superfície do globo, das altas pressões subtropicais para as baixas pressões equatoriais: o alísio do hemisfério Norte sopra do nordeste para o sudoeste, o alísio do hemisfério Sul, do sudeste para o noroeste.

Ou seja, juntando-se a definição acima com o frio (cite-se, muito frio) que estávamos passando nesta manhã na Champs Elysées, você teria a exata sensação que tivemos: parecia que estávamos numa geleira. E com vento.

E por incrível que pareça, tudo era muito divertido. Veja só o tamanho da nossa turma!

Chegamos de metrô e fomos direto pra saída da estação Charles de Gaulle-Etoille. Saímos na cara do Arco do Triunfo  e com um frio de fazer japonês não tirar fotos.

Descemos pelo lado esquerdo da Champs Elysées onde encontramos de tudo um pouco: lojas de automóveis espetaculares tais como a Peugeot,…

… Toyota, …

…. Mercedes, …

…  Renault, …

… e Citroen com o seu prédio de arquiteturas externa …

… e interna marcantes.

Além dum Bar à Éclairs da Fauchon no último andar! É claro que comemos uma.

Pode? Ainda fiz uma brincadeirinha e recebi esta maravilha de foto por e-mail. Fotogênica, não?

Ah! Vimos também a casa onde habitou o nossso Pai da Aviação .

Marcamos presença em vários sex shops como o dos cosméticos (Sephora) e os dos eletro-eletrônicos/cds e afins (Virgin e fnac)…

… além dos de alimentação.
Pausa pra explicação: há uns 10 anos, estivemos em Paris e eu vi um restaurante que oferecia somente  Moulles (mariscos)  et Frites.Por a;guma razão, acabamos não comendo lá e isto ficou na  história  da nossa família ( e principalmente, do meu estômago).

Pois bem: desta vez topei com o restaurante Leon de Bruxelles e esta refeição se transformou em realidade. E isto em plena Champs.

A Dé pediu risolis de batata e queijo e uma salada de queijo de cabra e verdes. Ela adorou mesmo porque era uma das poucas coisas do cardápio que não continham mariscos.

Eu, realizando o meu  sonho dourado, uma panelinha (800g) de Mariscos ao modo Leon e fritas à vontade …

… além duma cerveja preta belga Chimay espetacular.

Olha, foi tão bom  que eu fiz a Dé me prometer que retornaríamos .

Resumindo: desejo realizado e melhor,  resgatando o sabor que eu imaginava deste simples prato.
Só Paris pra te proporcionar este prazer.

Ainda demos uma passada no Ladurée onde descobrimos um bar lindíssimo atrás da loja …

… e aproveitamos pra tomar  chá e café bem quentes além de comermos dois bons (achamos um pouco pesados) doces ( uma millefoglie de caramelo e um St Honoré).

E não é a toa que o consumo aumenta muito no frio já que pra se proteger dele, você é obrigado a entrar em cada uma destas tentadoras lojas.

Ainda tivemos tempo de passar na Printemps pra comprar (mais uma) mala e fomos jantar em mais um restaurante pequeno e aconchegante no Marais.
Ele é italiano e se chama Caffé Boboli. Aproveitamos o frio pra pedir uma garrafa dum Chianti Banfi 2007 e duas belas pastas.

Um rigatoni ao sugo pra Dé e…

… uma lasagna a bolognese pra mim.

Pronto! Comidinha confortável, ambiente mais ainda e um tremendo upgrade. Estávamos ao lado ao apê.

À demain.

 .

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