14/09/2011
Noite Peruviana na cebicheria la mar.
Parece incrível, mas o final do ano se aproxima.
E o trabalho nas Organizações LongueLuz está cada vez mais pesado. São reuniões e mais reuniões.
Não preciso nem dizer que fizemos mais uma. Desta vez na cebicheria la mar (rua Tabapuã, 1410 – Itaim Bibi) onde aconteceria o jantar intitulado Experiência Peruana. A idéia toda seria mostrar a culinária daquele país, mas com alguns detalhes brazucas.
Recebi o email, percebi que o sócio estaria na praia e obtive o “sim” da Re e da Dé. Pronto; foi só reservar e aguardar o desfilar dos grandes chefs Fábio, Thomas e Flávio.
O local (pra quem não conhece) é muito bonito. Você sente realmente que está num lugar de grife; uma franquia dum empreendimento do atual enfant terrible da gastronomia, ou seria niño extraño, o peruano Gastón Acurio.
Enquanto esperávamos o Eymard chegar, pedimos um legítimo Pisco Sour pra alegrar a nossa noite.
O sócio aportou, juntamente com a primeira incursão do grande Flavio Federico (por sinal, parabéns pra ele por mais um merecido prêmio da Vejinha/2011) à nossa mesa.
Estávamos “listos” pra iniciar a nossa viagem inca. Começamos bebendo um Prosecco Bottega Poeta …
… e comendo Panzanella, quinua e lula.
Quer dizer, pra alguns, já que a Re discretamente despachou as lulas (divididas irmanamente entre os sócios). De qualquer forma, os moluscos estavam muito bons e este prato foi criado pelo Fábio Barbosa, chef da própria la mar.
Quem fez a segunda entrada foi o Thomas Troisgros (do CT e do Olympe. Logo, logo o Claude será o pai dele! rs).
Um espetacular Lagostin com camote dorado, um adocicado lagostim envolto em batata doce frita e apoiado numa lâmina cozida de batata doce roxa legitimamente peruana.
Muito bom mesmo e acompanhado pelo branco sulafricano Chardonnay Gran Carlou, que conseguiu ser melhor ainda.
Conversamos bastante, estabelecemos as metas pra 2012 (a conselheira Lourdes será advertida pela nova falta. rs) e experimentamos um Nhoque de abóbora e aji amarelo (outra obra do Fábio). Pra quem não conhece, o aji é um tipo de pimenta bem leve e um tanto quanto adocicada.
Ou seja, dá pra imaginar o gosto que esta pseudopimenta dá pra tudo, né? O vinho branco neo-zelandsês Gewurstraminer Saints Clair Godfreys Creek cumpriu bem o seu papel.
Mais conversas, mas risadas, mais balancetes, com inclusive, alguns convites pra intercâmbio e partimos pro último principal. E é claro que com o lobby do sócio, o ingrediente principal seria … pato.
O Thomas ouviu as preces e serviu um ótimo Magret de pato com purê de lúcuma. Vamos a mais um momento dcpv também é cultura: lúcuma é uma fruta peruana estranhona e com um gosto doce e bem diferente, quase uma mistura de caqui com plástico. Xiiiii!
O purê foi comido por todos. Mas a Re e a Dé doaram novamente o magret pra sociedade, que não recusou em hipótese alguma. Desta vez, o tinto chileno Petit Syrah Medala Real Santa Rita 2005 só faltou emitir um qüen-qüen.
Era chegada a hora do Flávio Federico entrar em ação. E foi com um sublime Suspiro Limeño com damascos.
Uau! Que doce! Uma conjunção perfeita entre a polpa do damasco, o suspiro cremoso e o Moscatel Santa Rita Late Harvest.
Suspiramos todos ao experimentar, assim como nos petit fours peruanos que o Flávio preparou: brigadeiros de aji amarelo e macarons de pisco sour, as especialidades que não poderiam faltar.
Resumo da ópera: esta “Experiência Peruana” foi totalmente positiva. Os sabores se “misturaram“(os gastrônomos perceberam o trocadilho) com uma tremenda “acuracidade“ (mais um! rs).
E fica também uma reflexão: será que não temos ingredientes diferentes suficientes pra dar uma identidade pra comida genuinamente brasileira assim como existem os peruanos? Ou precisamos dum “lerrítimo” Gaston Acurio nestas plagas?
Hasta.
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