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dcpv – tudo certo como um e um são dois (cozinha contemporânea)

dois é pouco
28/02/10

Tudo certo como um e um são dois (cozinha contemporânea).

Adoro coisas simples. E bacanas. É o caso do restaurante dois cozinha contemporânea.

A casa (mesmo porque é uma casa) dos chefs/proprietários Felipe Ribenboim e Gabriel Broide tem uma simplicidade (tudo a ver com a onda bistronomique que assola a cidade) e uma categoria que impressionam.

Agora, imaginem passar um fim de semana com pizza na Bráz ( tudo bem que estava tão cheia que resolvemos pedir e levar pra casa), almoço no  sábado no Ping Pong, show ( na faixa) do Zeca Baleiro no Ibirapuera, cinema no Cinemark Prime do Cidade Jardim ( filme Simplesmente Complicado, bem meia-boca) e culminar com um belíssimo almoço no Dois??

Primeira boa notícia: eles fazem reservas. E pra qualquer horário. Portanto, liguei no domingo de manhã e marquei prás 13:30 hs.

Segunda boa notícia: o lugar é muito bonito e extremamente bem cuidado. Obras de arte às pencas,…

… árvores frutíferas e orquídeas (veja que belo exemplo criativo dum orquidário),…

… e louças de primeira.

Enfim, tudo muito bacana. Mas estamos num restaurante, né mesmo?

Terceira excelente notícia: a comida é boa de doer!

Começamos com um couvert singelo: pãezinhos quentinhos com uma coalhada, azeite e flor de sal. Como a Dé afirmou, “simples e delicioso“.

O próprio Felipe veio trazer um amuse, um chips de batata doce que além de ser extremamente fotogênico, tinha uma crocância surpreendente.

Pulamos (a contragosto) as entradas e pedimos os nossos pratos principais. Antes disso, uma garrafa dum vinho tinto Shiraz Penfolds muito bom.

A Dé foi de Nhoque de Cará, Ragu de Galinha D`Angola, Quiabo Frito e Redução de Galinha. Molho extremamente denso com o quiabo super crocante e o nhoque levíssimo. Nem parecia cará!

Eu fui de rabada.

Mas não era uma rabada qualquer. Era uma Rabada desfiada, Cogumelos, Brotos de Agrião e Azeite texturizado de zimbro. (Emília e Arnaldo , vocês precisam experimentar !)

Na verdade é um tremendo ragu de rabada . Ao se mistura o líquido da rabada com o pó do azeite, surge um molho daqueles de “rabada” mesmo. Grossão!!

Acrescente os agriões precoces e já dá pra imaginar a resultado!!

Sobremesa? Sim, senhor e no esquema 2 (colheres) pra uma (sobremesa).
Uma Tartelette de Frutas de Verão, Caramelo Fondant de Lavanda e Sorvete de Brioche (sorry, Caco Antibes).

Leve, saboroso, bonito e o fechamentio de ouro duma grande refeição.

Olha, o dois cozinha contemporânea é um lugar pra se voltar sempre e de preferência, chegar lá e perguntar pro Felipe/Gabriel o que é que está mais fresco naquele dia.

Certamente, faremos isto. E tem mais.
Tem coisa mais simples, prática e inventiva do que denominar um restaurante com dois chefs de dois?

Hasta !

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dcpv – fim de semana na verdadeira praia. E com feriado.

capital paulista
22 a 25/01/10

Fim de semana na  verdadeira praia. E com feriado.

Fomos pra São Paulo no final de semana do feriado dela. A verdadeira praia: nada de água salgada, nem areia e muito menos filas de carros.

E aproveitamos pra conhecer alguns lugares novos além de reencontrar algumas figurinhas carimbadas.

     

Começamos já na noite de sexta, indo comer um hamburguer genuinamente americano no P.J Clarke’s.

Dizem que ele é igualzinho ao de NY. Eu não posso dizer nada pois não conheço o americano.

Mas pra nós ele pareceu ser um lugar bem confortável e divertido além de servir o que imaginamos ser uma comida realmente americana: com razoável qualidade e quantidade acima do normal.
Começamos com bolinhos de arroz que estavam bem crocantes e com bastante queijo. Bons.

A Dé pediu uma (imensa) torta de frango e …

… e eu, um bom e imenso hamburguer, além duma boa quantidade de fritas. Corretos!

Já no sábado, aproveitamos pra experimentar (finalmente) a  e cozinha da Adega Santiago

“Ela” é um bar/restaurante (ou seria um restaurante/bar?) com uma bela cozinha a vista e muito bem decorada.

Optamos  por tapear a vontade já que a cozinha por lá tem um acentuado sotaque peninsular pra não dizer espanhol.
Enquanto escolhíamos, pedimos um lerrítmo clericquot.

Logo depois fomos aos tapas. Ou melhor, às tapas.
Bolinhos de bacalhau crocantes e saborosíssimos, …

… batatas bravas bem temperadas e apimentadas, …

… e pimentão assado que a Dé simplesmente adora. 

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Eu, em compensação e pra variar, pedi um arroz de polvo (de novo!!) que estava sensacional. Perfeito.

O octopussy estava al dente e com o arroz bomba espanhol fazendo uma dupla infernal.
Taí, o Adega Santiago é um lugar pra retornar e experimentar  as muitas outras coisas interessantes que constam do menu. 

A noite, fomos à verdadeira praia paulista, o shopping e aproveitamos pra comer alguma coisinha no La Table.

 

Dividimos um prato de frios e queijos ( destaque pra tremenda burratta) e …

… um ravioli de ricota com molho branco. Levinho e gostoso como muitas coisas no La Table.

Encerramos a noite paulistana, tranquilos e zens como a própria vaca da CowParade São Paulo 2010, a Woooodstock.
Repare como ela está tranquilex e sossegada com seu cabelo black power, seus óculos vermelhos e seu colar peace and love. Muuuuu!!!

Faltou o almoço de segunda?  Não faltou, não.

Eu cozinhei em casa (na grande Ferraz de Vasconcelos não era feriado). Fiz um orzo com molho frio de tomates, manjericões diversos, muito azeite e flor de sal. 

Modéstia à parte, uma verdadeira obra-prima. E não fui eu quem disse. Foi uma pessoa totalmente isenta: a Dé!! rs

Até a próxima incursão praiana.

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dcpv : fim de semana na praia – parte I – juquehy, badauê e gulero

vamos a la playa!
15 a 18/01/10

Fim de semana na praia: Parte I – Juquehy, Badauê e Gulero.

É, desta vez fomos à praia mesmo.

Aquela que tem areia, mar, cadeiras, gente pra caramba, sol. Ou seja, fomos pro litoral.

Mais precisamente pra Juquehy (litoral norte paulista). Mais precisamente ainda, pra Pousada chez Louise et Louis.

Que é muito bem localizada (super pé-na-areia), charmosa, com um bom atendimento, mas que fica a dever em algumas coisinhas.

É incrível como os donos dos negócios não tem olho clínico (ou visão) pra perceber que eles tem uma mina de ouro nas mãos e devem olhar pra todos os cantos com mais capricho. Esta pousada seria perfeita se alguém tivesse feito uma decoração mais adequada; uma boa ergonomia; se tivesse serviços mais legais e até a própria infra-estrutura melhorada  (o estacionamento é horroroso).
Se precisar de uma ajudinha, estamos por aqui!

E esta região, o litoral Norte de SP, também é muito boa, gastronomicamente falando (vide a Pannacota que comemos no Framboesa).

Iniciamos a nossa expedição, jantando na sexta a noite no Badauê, em Juquehy mesmo e pertíssimo do hotel. Lugar badalado, bem bicho-grilo e com uma comida muito boa.

  

A Dé pediu algumas robattas  (de abobrinha, queijo de coalho e frango) e…

 

… eu, um espaguete com camarões que estava excelente.

No outro dia, no sábado (e com um tremendo sol apesar das Josélias Pegorins da vida insistirem que ia chover demais) fomos jantar no Gulero (também em Juquehy, mas no Centro) após passarmos o dia todo na praia a base de guloseimas (de sorvetes Rochinha a biscoitos de polvilho de Caçapava).

O lugar é lindo. Uma casona antiga cheia de bonitos detalhes decorativos.

E a comida não ficou atrás. Também era excelente.

A Dé pediu um espaguete com camarão e rúcula (buoníssimo) …

.. e eu, uma Moqueca de Lagostim. Muito boa e com um caldinho que casava muito bem com o arroz branco.

Finalizou um grande dia duma maneira melhor ainda. Muito sol, muita areia, muito calor!

Ou seja, nem tudo foi tão perfeito assim!
 Quando é que vão inventar uma praia com ar condicionado, sem areia, com pouco sol e água doce? Se bem que tem gente que se diverte muito com estas condições climáticas. 

Cá pra nós, nós também!! rsrs

PS – Continuamos este passeio com uma grande visita ao grande Manacá do simpático Edinho Engel. Aguarde o próximo post.

 

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miami beach – Mi casa, Casa Tua !

Belíssimo
05/05/09

 Mi casa,  Casa Tua !

 Último dia em Miami.

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Acordamos bem cedo e fomos caminhar por Miami Beach, a praia. 

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E que bela praia!

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Água azulzinha, belo serviço e muita gente bonita.

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Casinhas de salva-vidas que são uma referência mundial. E que parecem que vão sair personagens de séries de tv de dentro delas!

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Até as algas marinhas de lá são fotogênicas (esses americanos!).

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Na verdade, falando claramente, toda vez que vemos praias neste nível, ficamos envergonhados pois poderíamos muto bem ter essa estrutura e essa civilidade por aqui. Tudo muito limpinho e organizado!

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Um belo café no Jerry’s Famous Deli e fomos dar umas voltinhas na região das Collins e Washington Ave com direito a lojas Art Deco e uma bela passda pela Macy´s.

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Ali pertinho da muvucada Lincoln Road, fica o restaurante italiano Casa Tua,  uma dica do Diogão ( vocês conhecem bem este garoto Destemperado!), corroborada pela presidenta da LBV, a Ale Forbes  e  que reservei pelo OpenTable .

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Só o ambiente criado pelos donos já valeria a visita pois além de um excelente restaurante, o Casa Tua também é um hotel e um clube super-exclusivo . Uma casona  toda cercada por vegetação e com características de uma belíssima “pensione” toscana.

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Optamos por ficar outside ( tremendo sol e calor!) se bem que a o interior  da Casa também era muito bonito e aconchegante.

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Além da cozinha que tem uma mesa especial pra fazer a sua refeição lá mesmo! Imagine, você e seus amigos jantando aquela comida deliciosa e vendo o próprio chefe trabalhar? Deve ser incrível!! 

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Focaccias e grissinis constavam do couvert.

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 Escolhemos um prato de salumeria  (Mix Italian Salumi) pra entrarmos mais ainda no clima caseiro.  Presunto crudo, salami, copa. Tudo igualzinho aqueles frios da Toscana.

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A Dé foi de Penne ao Molho de Tomate Fresco e Burratta. Fresco mesmo e parecendo a pasta da mamma !

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Eu, de Spaghettoni de Ricota ao Pesto com Camarão. Uma mistura muito interessante e com um resultado surpreendente já que o macarrão parece um grande nhoque.

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Pra acompanhar essa viagem dentro da viagem,  taças de um vinho branco italiano, um Trebbiano d’Abruzzo 2002 que foi servida numa bela embalagem personalizada, uma jarrinha de vidro muito bonita.

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Finalizando a nossa visita à casa dos Grendene, um legítimo representante da cozinha italiana. Um Casa Tua Tiramisu, levíssimo e saboroso.

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Cafezinho, doces e ciao!!

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Repare que não existe o nome do restaurante na sua entrada. E nem precisa, mesmo. Lá é como se fosse a sua casa !

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E bye-bye que a big city Ferraz de Vasconcelos nos espera.

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dcpv – miami beach – art deco district

terrific
03/05/09

Miami Beach – Art Deco District

Hoje é dia de aula! E aula de arquitetura!

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Prepare-se! Você vai aprender um montão de coisas sobre Art Deco.

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Este passeio que fizemos ( eu e a Dé) pelo Art Deco District  já tinho sido adiado por 2 vezes, pois por ser extremamente fácil ( a Ocean Drive fica ao lado do hotel!), o deixamos em standby pra dar uma quebrada no ritmo alucinante das compras (U$, U$, U$).

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Resultado : fizemos um passeio 2 em 1 pois aproveitamos e o acoplamos à nossa caminhada matinal.

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Pra quem não sabe ( e nós não sabíamos), o estilo Art Deco nasceu em Paris, na exposição Mundial de 1925  com muitas influências tais como as formas florais da Art Nouveau, de Bauhaus e algumas construções geométricas do Cubismo além dos famosos neons.

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Nos USA, a invasão Art Deco começou em 1930 com uma profusão de hotéis. Este período durou pouco tempo pois estes mesmos hotéis se transformaram em abrigos de soldados americanos na Segunda Guerra Mundial.

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Coube a arquiteta Barbara Capitman brigar pra restaurar estas obras de arte e, finalmente, o Distrito Histórico de Miami Beach foi instaurado em 1979.

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Todo o circuito, especialmente o da Ocean Drive é um museu a céu (e sol) aberto. E nada melhor do que um museu ao ar livre e, melhor ainda, à beira-mar.

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Caso você queira alugar um walk-tour self guide, vá antes ao Centro Turístico que fica lá mesmo na Ocean Dr.  Nós optamos por seguir o guia impresso.

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Iniciamos observando o Hotel Cavalier, um exemplo tradicional da Art Deco. E muito bom pra se comparar com o estilo mais contemporâneo do Cardozo. Enquanto o Cavalier tem os famosos detalhes astecas…

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… o Cardozo é muito mais discreto e reto.

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Passamos também pelo discreto Hotel The Carlyle …

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… e por um dos mais coloridos e com as tais cores de sorvete, outra característica do movimento, o Leslie.

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Observamos o Tides ( um dos mais famosos e com as maiores  diárias) e…

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… passamos pela Casa Casaurina , lugar onde Gianni Versace foi assassinado. É incrível como a morbidez movimenta o mundo pois um montão de gente estava por lá querendo fazer um tour pelo lugar.

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A seguir o Cleveland Hotel, também badalado e com o famoso bar feito com tijolos de vidro, outra referência Deco.

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O Breakwater estava em reforma, assim como uma boa quantidade de outros hotéis. Provavelmente por causa da crise econômica, estas mesmas obras estavam numa velocidade das do PAC!

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Veja um bom exemplo dos elementos navais que também compõe a Art Deco. Neste caso, um farol.

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Fotografamos o famoso Pelican, que mais parece uma daquelas pensões da orla santista.

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E fomos tomar um belo café da manhã no News Cafe,  muito bem frequentado e uma parada estratégica pra recarregar as energias vendo aquele belo mar. Por falar em morbidez, foi aí que o Gianni Versace tomou o seu último café da manhã.

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Seguimos caminho passando pelo Starlite …

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… e pelo Colony, um dos mais famosos por causa do neon nos seus letreiros e de ter sido “personagem” de várias séries de TV.

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Finalizamos pelo Beacon, mais um belo exemplo de utilização das cores “sorvetosas”…

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… pelo Avalon, que apesar de não ser citado pelo guia é muito bonito …

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… e pelo The Park Central, onde os temas naúticos foram utilizados com maestria.

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Não se esqueça que fazendo uma cortina entre o mar e a Ocean Drive, existe uma praça toda arborizada e com frequentadores “dentuços” que gostam de fazer alongamento.

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Depois disso tudo, só um belo guarda-sol com os seus respectivos acessórios ( areia, mar, céu azul, vinhozinho) pra ficarmos bem relax.

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See you !

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miami, baseball e OLA – comida new cubana

sports
04/05/09

Miami, Baseball e OLA comida new cubana

Baseball ou beisebol? De qualquer forma, pra muitos brasileiros um grande mistério .  A maioria pensa assim  : como é que estes americanos conseguem gostar de um jogo tão complicado ?

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Pois pra nós ( da família Luz) sempre foi um jogo atraente. E olhando por esta perspectiva, dei uma olhada no Ticketmaster e descobri que tinha um jogo do Florida Marlins bem na segunda-feira, que estaríamos por lá,  04/05.

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Batata! Comprei os ingressos ( excelentes, por sinal) e lá fomos nós ( eu e a Dé) assistir  a um belo jogo de taco. Lembram-se de como era ?

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Parece um pouco mesmo e é só  fazer a equivalência entre o retângulo imaginário e a “casinha”; entre as bases e a “cruzada”; entre o taco e o ”taco”.

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O clima é contagiante. Em volta do estádio, o Dolphins Stadium, um monte de gente traz as suas churrasqueiras, assam uma “carninha” e tomam várias cervejas. Alguns nem chegam a entrar no estádio pra ver o jogo ! rs

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Já os que entram (como nós) tem junkie food à vontade, lugares marcados e limpos, circulação tranquila e estacionamento mais ainda. Ou seja, tudo o que os nossos estádios jamais terão!!

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O clima do jogo também é espetacular. Muita narração, animação de torcidas (apesar do estádio estar muito mais pra vazio) …

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… cheer leaders, mascotes e brindes. Quando, com um pouco de sorte,  você não consegue levar a própria bola do jogo pra casa !!

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O adversário era o Cincinati Reds e o resultado foi 3 x 2 pros Marlins após empate nos 9 innings regulamentares. Sacou ?

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Logo após, fomos conhecer uma dica da Ale Forbes ( bigboss do excelente blog Boa Vida), o restaurante new cubano OLA, que fica no Sanctuary Hotel. Fomos a pé pois ele fica bem perto do nosso hotel, o Loews e no centrão de South Beach.

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Apesar de ser quase na Lincoln Drive, a rua é muito sossegada e o hotel parece aquelas pensões antigonas.

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É lá que o chef Douglas Rodriguez  experimenta  a tal da nova cozinha cubana. O restaurante é muito bonito e com um ambiente extremamente aconchegante.

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E os pedidos que fizemos ( que eram excessivos e foram corrigidos prontamente pelo competente garçon) mostraram que o chef sabe o que faz.

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Começamos experimentando uma grande surpresa : pão de queijo! E doce. Sim, ele colocou um pouco de açucar na massa e ficou bem diferentão!

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Como entradas ( os pratos são feitos pra serem divididos) um ceviche Fire and Ice  onde são misturadas as duas sensações com o “fogo” de um peixe marinado em laranja, pimentas thai e coentro e o “frio” de uma granita de pera asiática.

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E uma Lobster Empanada feita com nero de sepia e molhos rosé e de guacamole. Ambos excelentes.

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Um prato principal foi o suficiente: Plantain Crusted Mahi. Um mahi com carne louca e um escabeche de tomates. É, carne louca e foi uma grande surpresa misturada ao sabor marítimo. A verdadeira vertente terra/mar.

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Ah! Tomamos um conhecido nosso, o Crios Malbec Rosé 2008 Argentina, super apropriado pro clima e pra comida. 

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Terminamos com uma Desconstructed  Key Lime Pie ( uma sobremesa típica das Key, quase uma torta de limão), onde o Douglas apresentou a torta  num formato diverso com uma cama de merengue tostado, sorvete de fava de baunilha e finalizada com uma tuille de canela. 
Mais um ponto pra tal “Nuevo Latino Cuisine”.

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Finalizamos realmente com um chazinho de apricot/baunilha que nos provou que a cozinha do Douglas é um espetáculo e super-aromatizada.

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E nada melhor do que voltar pra casa andando e saboreando as cores que os neons das construções Art Deco nos proporcionam. Um luxo !

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Até !

PS – Acompanhe os outros capítulos da saga ferrazense pela Flórida : Miami/Key WestKey West e Key West/Miami

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dcpv – o ano da frança no brasil

número 217 
03/06/09

                      O ano da França no Brasil

Sabe aquelas biografias não-autorizadas?

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Pois é o que eu (quase) vou fazer por aqui. Todos estamos ouvindo em todos os lugares : é o ano da França no Brasil. E este evento está realmente acontecendo em todos os segmentos culturais: música, cinema, literatura, dança e especialmente na gastronomia.
Ôpa, gastronomia é o nosso ramo!!

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Então, já que está na moda, porque não fazer uma versão não-autorizada dum menu do Ano Francês no Brasil ? E melhor ainda, escolhendo receitas ( no site do GNT) do representante legítimo do Francês no Brasil : Claude Troisgros.

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O Claude é o que podemos chamar de “França no Brasil” mesmo e suplantando isso, ele já é mais até um “Brasil na França” !!

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Com este espírito, vamos à noite do Ano da França no Brasil aqui no DCPFV ( De Cannes Para Ferraz de Vasconcelos !)

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Pra abrir os trabalhos, um belíssimo Kir Royal. Simplesmente licor de Cassis e espumante ( tudo bem que era um argentino, mas eles não se acham europeus ??), que disse um “bon apetite” e soltou vários “uh-la-las” dos presentes, além das borbulhas !

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un – Coxas de Rãs e Sauce Vert

O “sauce é vert” porque só tem verduras e ervas.

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Azedinha, salsa crespa, estragão, sálvia, tomilho e alecrim. Todos da minha horta. Somados a espinafre e selados na manteiga durante 5 minutos. Temperados com sal e pimenta e adicione limão.

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Já as rãs ( pra quem nunca comeu e gosta de frango, aconselho experimentar. Tem no sex-shop!) são temperadas e passadas na farinha de trigo. E parecem bailarinas de can-can!!

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Foram fritas em manteiga espumante por uns 5 minutos.

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Pronto. Coxas de Rãs com Sauce Vert. Delicieux!

deux – Quiche de Bacalhau

Quiche todo mundo já fez ( e se não fez, certamente vai fazer). Vou resumir um pouco porque esta receita é graaaaaaaaaande ! Faça uma massa com manteiga, gema, ovos, leite, farinha de trigo, sal e que fique bem compacta. Coloque numa forma untada e leve a geladeira.

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Cozinhe bacalhau em leite e água, desfie e reserve o leite. Asse batatas em papel alumínio e corte em rodelas.

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Puxe alho porró no azeite. Corte ovos cozidos em rodelas. Doure cubos de paio numa frigideira e caramelize cebola roxa com a gordura do paio.

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Finalmente ( ufa!), o creme. Queijo suiço ralado, ovos, leite do cozimento do bacalhau, leite e noz moscada.
Pra montar, colocar na forma com a massa, um fundo de batatas. Acrescentar o bacalhau, o paio, a cebola e o alho porró. Cobrir com o creme  e finalizar com ovos e azeitonas. Assar por 12 minutos  a 200ºC e por mais 30 minutos a 180ºC. Desenformar frio !

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Esta entrada montada não fica nada a dever a uma bela obra do Louvre.

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Acompanhamos com um lindo francesinho, um tinto Chateau Toutigeac Bordeaux 2006 que foi ” honesto, mademoiselle, qu’este quecequecessi?, competente” segundo os combatentes da Resistência, nós mesmos !

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Trois – Filé de Robalo com Crosta de Limão Confit e Molho de Alecrim, Espinafre e Vinagrete de Bergamota.

Este prato representa ( e muito bem) a parte litorânea francesa. Ah! A Cote d’Azur, a Riviera Francesa. Um robalo ( vou insistir, o frango dos peixes) frito no forno e com uma crosta que é maravilhosa.

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Ela é formada por manteiga, alecrim, cebola picada, lascas de limão confitado ( uma outra receita do Claude e que eu fiz há um tempão), farinha de rosca, sal e pimenta ( “da moinho”) à gosto.
Temperei as postas do robalo com sal e pimenta e coloquei a crosta sobre os filés.

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Aí é só levá-los ao forno  (180ºC) numa assadeira untada  até que o peixe cozinhe e a crosta fique tostada ( + ou – uns 10 minutos).
O molho é um vinagrete de tangerina. Facílimo de fazer, mas suficientemente marcante pra dar um toque “citron” no robalo. Sucos de laranja e limão siciliano misturados a azeite, tomilho fresco, alecrim picado, alho picado, sal, pimenta e tangerina, é claro!

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Pra dar um colorido e “abraçar” o robalo, um espinafrinho na manteiga com um pouquinho de alho, sal e pimenta.
Finalizar com a montagem do prato.  Espinafre como cama, robalo como lençol e molho como cobertor . É uma cama   francesa. E das boas !

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Pra fazer uma passagem  da França pro Brasil, tomamos um Lídio Carraro Assemblage 2002, diretamente do Vale dos Vinhedos. “Robalesco, bondaleso e gentil” foi o que dissemos dele. A Dé, a esta hora, já tinha aproveitado a cama do robalo e  ido dormir.

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catre – Cartola

E já que estamos falando sobre o ano da França no Brasil, escolhi uma sobremesa tipicamente brasileira : Cartola. Inclusive, ela já foi feita aqui, no 6º Inter Blogs, o da Márcia.

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Mais uma vez, o efeito dela foi positivo! Banana, manteiga de garrafa, mel, suco de limão, pimenta calabresa, queijo de coalho, açúcar granulado ( o gay), conhaque, canela, rapadura e castanha de caju.

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Uma mistureba nordestina numa maison. Formidable.

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Eis a opinião dos 3 mosqueteiros:

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O ano da França em Ferraz . (Edu)
La vie en rose . (Mingão)
Parfait! Magnifique! (Déo)

Pra completar, fomos ao Laboratório Paladar, assistir a um work-shop com o próprio Claude e o filho dele, o Thomas.
A aula foi sobre uma espuma de pequi ( que incrivelmente desandou!!)  meia-boca, mas só o fato de conversar e tirar uma foto com ele já valeu.

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Enfim, o Ano da França no Brasil começou efetivamente aqui no DCPV. Vamos aguardar o restante das atrações. Quem sabe uma outra fera, por exemplo o Bassoleil não passe de novo por aqui ?

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Au revoir !

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De Key West a Miami Beach

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 01/05/09

                                De Key West a Miami Beach.

Acordamos cedinho e fomos dar uma bela caminhada pela orla keywestiana.

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Smathers Beach. Muito bem aparelhada com ciclovia,  pistas para pedestres e com longos piers.

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Afinal de contas, um lugar que tem taxis cor-de-rosa já vale a passagem.

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Voltamos ao hotel, tomamos um belo café da manhã (Starbucks) e rumamos pra Miami com tempo suficiente pra curtir a US-1, agora North.

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Continuamos exercendo o direito de parar em lugares que achássemos bonitos.

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Pontes maravilhosas…

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Cidadezinhas com cara de ser o lugar mais feliz do mundo …

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Lojas com eram verdadeiras armadilhas pra turistas…

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Monstros terríveis em forma de lagosta…

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Finalmente ( por volta das 16:00 hs) chegamos ao Loews Hotel na Collins Ave, em plena Miami Beach. É um hotel bem grande pros padrões da região ( Ocean Drive) e extremamente bem posicionado além de ser muito bonito e de frente pro mar. Veja a vista do quarto :

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E como Miami é legal! Super bem resolvida e com aquela cara de metrópole que você gostaria de ver na sua cidade ( por exemplo, São Paulo).

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Ah! E tem toda a relação com o mar já que a praia é um espetáculo ( só pra exemplificar é Santos com as águas esverdeadas ) e a cultura praiana salta aos olhos.

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Aproveitamos um tempinho livre pra pesquisar um dos motivos da viagem : compras. Inclusive, compras de um HD externo de um Terabyte! ( meu Deus! o que será isso ?? rsrs )

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Estávamos prontos pra primeira refeição decente do dia. Reservei pelo OT e no mais puro chute, o restaurante Sardinia.

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Chute? É, sempre temos esta idéia de fazer um experiência do método Sylvia de escolher restaurantes que funciona da seguinte maneira : fique numa praça e observe onde os “nativos” vão na hora das refeições.
Adaptei um pouquinho e em vez de ficarmos na praça, escolhi um dos restaurantes mais populares de Miami no OT. Olha, deu certo!
Antes de mais nada, Sardinia é a região italiana, a Sardenha e não o peixe. Ele é mais uma enoteca ( por sinal, lindíssima) do que um restaurante.

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A Dé pediu uma burrata de entrada ( aquela tremenda mussarelona de búfala).

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E eu, simples e trivial como sempre, um pão com mel e queijo de cabra. Não é salgadinho Elma Chips, mas é impossível comer um só!
Como principais, ravioli com cogumelos porcini pra Dé e um spaghetti de vôngole pra mim. Madona !!

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Tomamos um Nobile de Montepulciano e terminamos com um Mille Foglie.

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Grande dia do trabalho ( isto é que é um feriado!). Grande refeição!

Vamos lá que amanhã começa o nosso périplo consumo-viajístico pela great Miami com direito a um jogo de baseball.

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See you !

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PS – Quer acompanhar o périplo ferrazense pela Flórida?  Leia os dois capítulos anteriores para Miami a Key West e  Key West, a ex-Conch Republic   .

dcpv – Barcelona – Origen 99,9 %

número 217
 27/05/09                

           Barcelona - Origen 99,9 %

Verão de 2006. Espanha. Barcelona.

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Estávamos passeando por lá. Plaza Catalunia, Las Ramblas, Montjuic, Port Vell, Barri Gotic, Fundacion Juan Miró, Palau de la Musica Catalana, La Boqueria e o Born onde  almoçamos no restaurante Origen 99,9% ( veja só o slogan deles: Un viatge culinari amb gust catala.)

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Sabe aquele lugar que você passa na frente, dá uma olhada e exala ( literalmente) um odor agradável? Pois o Origen 99,9 % era assim ! Tem cara de lanchonete veggie bicho-grilo-chic e com um cardápio/revista sensacional que por sinal, trouxemos pra casa !

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A Dé andou dando uma limpada nas gavetas e achou a revista. Acabei lendo novamente ( é, leio tudo!) e descobri seções com múltiplos temas como azeites, caviar, cafés, legumes, cervejas, embutidos e vinhos. Produtos estes que são vendidos por lá e que são 100% provenientes da Catalunia. É praticamente um sex shop espanhol!

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Além do charme da revista ser bilíngue : espanhol/inglês  com  algumas citações  em catalão (seria trilíngue?). Até receitas tinha.
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Taí! Estava definida mais uma noite aqui no DCPV : a noite 99,9% de Origem Espanhola. Vamos lá !

Bebidinha

Sangria? Não. Fomos de uma belíssima caipiroska de limão cravo e Absolut Pearl. Esta é pra fazer em casa !

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Entrada

Tostada de Pan con Tomate e Potage Porrada

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É claro que o pão com tomate não poderia faltar. Foi feito como originalmente ou seja, usando pão velho ( usei, inclusive, o pão que o Michel trouxe há 2 semanas), esfregando tomate e temperando com sal e azeite. Tipicíssimo!

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Ainda enfeitei com tomates desidratados.

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Já a Pottage Porrada é uma sopa de puerros ( alho porró) enriquecida com amêndoas e canela. Tentei achar esta receita, mas não consegui e a saída foi fazer uma vichyssoise, com a utilização de canela no acabamento.

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A nossa sopóloga, a Dé, aprovou plenamente a adaptação e esta receita foi devidamente cadastrada  no menu da família Luz.

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Além do mais, a cor da louça escolhida pela nossa produtora ( olha a Dé aí de novo!) ajudou muito na bela apresentação.

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Tomamos um magnífico vinho tinto Collection Ramos Pinto D’Ouro 2005 Portugal que nos disse em alto e bom catalão : ” carvalhosot, perfeitamente elasticot, pintuosot, excelentet“.

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Principal

Conejo ao jaç e coliflor com ajo y avellanas

Esta receita merece reverência.  Eis os ingredientes : 

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1 conejo cortado a trozos, 1 cabeza de ajos, 1 cebolla, 1 hoja de laurel, orégano, mejorama, aceite de oliva, sal, pimienta negra molida, 1 copa de vino tinto e 250 ml de água.

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Para la picada : el higado del conejo, 15 g de almendras tostadas, l diente de ajo, 2 galletas tipo Marylin e 2 ramitas de perejil.

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Bonito, né? Os passos são os seguintes : frite os alhos em azeite quente. Reserve.
Frite o coelho no mesmo azeite. Reserve.
Frite a cebola cortada miúda. Retorne com o alho e o coelho, coloque as ervas.
Junte o vinho tinto, espere reduzir, adicione a água e cozinhe até o coelho ficar macio (uns 20 min). 

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Ao final, coloque a farofa ( fígado frito, alho, amêndoa, biscoito e tomilho). Pronto!  

Já a couve-flor foi fervida em água quente e frita numa base de toucinho em cubos e alho até ficar dourada. Coloque tomilho fresco antes de servir.

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Mais uma delícia catalã!

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Como este belo poema:

Acompanyats o sols
  que bons són els bunyols!
    Si son ben ensucrats,
      Te’ls menges a grapats
        I si no ho son, també
          que sempre vénen bé
            Sucats en llet fan clar
              qualsevol esforzar

                  Miguel Martí i Pol
 
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Além de fotogênico, o “conejinho” estava macio, macio. E o alho ???

Depois desta, mais um tinto e espanhol. O Condado de Almara Navarra 2003 Espanha.  “Floralis, dama da noité, chanel número cincos, bouquet boquetet” é o mínimo que podemos falar dele.

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Sobremesa

Flan de Coco

Esta receita é simples e será dada totalmente em castelhano (que novidade!).

Ingredientes : 600 ml de leite, 6 cucharadas superas de azúcar, 100 g de coco rallado e 6 huevos

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Elaboración : a parte, deshacer el azúcar en la flamera hasta que quede caramelo. Batir todo con el mini pimer, volcar la mezcla y hervir al banyo maria en el horno a 175ºC durante una hora.

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Gostoso demais, si señor !

Ainda nos arriscamos a abrir uma raridade brasileira, o Juan Carrau Quinta do Museu 2003 que estava realmente uma “bomba”! Alaranjado ( homenagem ao Márcio do A Janela Laranja ), cheirando mal e com um gosto de ki-suco sem açúcar. Ai, ai ! 

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Eis a opinião dos torcedores do Barça:

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Comida de La Boqueria: cheirosa, marcante e floral (Edu)
Comida do Boqueirão ( espetacular, fiemacolosa) (Mingão)
Que “venga” la delícia!! Primorosa! (Déo)

Grande comida. Merece um foto-log !!

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Como a própria Dé escreveu numa das páginas do scrap sobre Barcelona:
Não fazer uma página para reverenciar a comida nesta cidade, seria esquecer os momentos de contemplação alimentar que passamos. Resumindo : como eles comem bem “.
Nota da autora – Ah! Que saudades da Xocolateria Fargas!!

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Adiós!

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