dcpv – ana maria braga e o jogo de panelas ferrazense

número 413
07/04/15

Ana Maria Braga e o Jogo de Panelas ferrazense.

Por contingências do destino, tomamos café da manhã aqui em casa justamente no horário do programa da Ana Maria Braga. E, não se espantem, gostamos muito, eu e a Dé, do pseudo reallity Jogo de Panelas.

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Ele é uma disputa entre 5 pessoas que tem que cozinhar em sua casa um menu completo para as outras 4 e ganha o prêmio (R$10000,00) quem obtiver o maior número de pontos obtidos através de notas que são dadas pelos próprios participantes.

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É claro que tudo é bastante engraçado e as vezes, alguns menus parecem ser interessantes.

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Na última edição do Jogo, um participante fez um menu tendo como tema o filme Mágico de Oz.

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Apesar das comidas não terem muito a ver com nada, resolvi fazer estas receitas por aqui.

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Acompanhem, então, o resultado desta brincadeira!

Entrada – Figos recheados com salada de verdes.

Esta entrada ficou muito boa e é simples de fazer.

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Faça um recheio com 1/2 xícara de nozes, 1 colher de sopa de mel, 6 colheres de sopa de queijo  cremoso, 6 fatias de presunto em tiras, 1 colher de sopa de alecrim fresco.

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O alecrim e as nozes são picados bem miudinhos.

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Tempere com um fio de azeite, sal e pimenta a gosto.

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Corte os figos em cruz e recheie com a mistura.

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Preaqueça o forno a 220°C, regue os figos com um fio de azeite, vinagre balsâmico e asse por 15 minutos.

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Sirva com uma salada de folhas (alfaces crespa, roxa, frisée e rúcula) temperada com um molho simples de azeite, vinagre balsâmico e limão (este eu coloquei por minha conta).

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Ficou muito bom e extremamente saboroso.

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Tomamos um excelente vinho branco, o Pania Sauvignon Blanc 2014 que foi “siciliano, limoncello, floral, japonês”.

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Principal – Frango com manteiga de ervas e risotto de parmesão.

A manteiga de ervas é feita da seguinte maneira: amasse 3 dentes de alho com sal a gosto. Adicione tomilho fresco, salsa picada e após obter uma pasta, leve à geladeira.

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Tempere os filés de peito de frango com sal e pimenta.

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Coloque a manteiga no meio dos filés e feche bem (com auxílio de palitos). Polvilhe o frango recheado em farinha de trigo, passe na mistura de ovo com leite, empane em farinha de rosca e frite.

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Leve ao forno pra terminar o cozimento.

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Já o risotto foi feito da maneira tradicional.

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E com um detalhe, tirei o queijo brie e coloquei um queijo parmeggiano reggiano original no lugar, já que não sou muito chegado na cremosidade a mais que o brie dá ao risotto.

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De qualquer forma, o prato ficou muito bom.

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Tão bom que a Dé incorporou este frango no nosso cardápio daqui de casa.

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Como upgrade, tomamos um vinho tinto muito bom, o  Cappupino Ccinotage 2013 South África que foi “new cappuccino, trocadalho, nespresso, totó”.

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Sobremesa – Quadrados de abacaxi com chantilly de baunilha.

Pelo que eu lembro, segundo o participante, estes quadrados de abacaxi remeteriam aos tijolos amarelos de Oz. Realmente é muita imaginação!:)
Esta sobremesa também é bastante simples.

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Para fazê-la, basta picar um abacaxi médio em cubos e levar ao fogo baixo com 1 xícara de açúcar. Após levantar fervura, deixe o abacaxi ferver até ficar um pouco branco e soltar líquido. Desligue o fogo e adicione 1 pacote de flan de baunilha.

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Coloque numa vasilha grande e leve à geladeira. Quando for servir, faça o chantilly batendo 500ml de creme de leite fresco e adicionando 5 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de essência de baunilha. Sirva o abacaxi gelado coberto com o chantilly.

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Eis a opinião dos jogadores de panelas:
O mundo de Oz foi bem representado. Comida saborosa e mágica! (Edu)
Beautifull yellow brick road. (Mingão)
Eu gostei! Foi delicioso, apesar da “fartura”! Fartou mais quantidade! rsrsrs (Deo)

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Ainda bem que não tivemos por aqui a necessidade de dar notas (diga-se de passagem, bem políticas) sobre o menu.

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Melhor ainda, não precisamos nos fantasiar como todos os participantes do Jogo de Panelas tem que fazer.

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Agora, certamente, o politiqueiro Louro José gostaria muito de tudo, assim como nós gostamos. Mesmo não vendo relação nenhuma com o Mágico de Oz.:)

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Bye!

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dcpv – dia catre – paris – tour de chocolate (e otras cositas más) por saint german de prés.

18/03/2016

Dia catre – Paris – Tour de chocolate (e otras cositas más) por Saint German de Prés.

Mais um dia frio e maravilhoso na cidade iluminada.

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Escolhemos fazer pela manhã o que melhor representa a capital francesa: flanar.

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E melhor ainda que seria pelo nosso bairro, o Marais.

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Tomamos um bom café da manhã e fomos passear.

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Descemos a rua des Rosiers, cruzamos a Vielle du Temple …

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… e chegamos num pet shop elegantérrimo.

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Compramos algumas coisinhas pro Barclay (o nosso cãozinho) …

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… algumas coisas pra nós (em outra loja, claro?:) ). Que outro lugar você encontra roupas de frio exclusivas e camisas antigas de rugby …

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… além das fantásticas quinquilharias específicas da Muji?.

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Pra finalizar, nada como almoçar um legítimo falafel do L’As du Falafel!

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Um espetáculo.

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E estávamos prontos pra enfrentar um tour de chocolates e patisserries que encontrei no tio Google.

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Paguei antecipadamente para a Get your guide e as 14:00 estávamos na frente da La Maison du Chocolat, junto com duas americanas.

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O guia Davi estava a postos e fomos, logo de cara, experimentando eclairs espetaculares.

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Como o tour também era cultural, ele nos explicou rapidamente como Paris se transformou numa metrópole.

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Próxima parada?

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Numa padoca de luxo, a Poilâne, …

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… onde tudo é feito no formato old school.

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Escolhemos tipos diferentes de pães …

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… e rumamos para Saint Sulpice.

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O Davi nos deu uma aula completa sobre história francesa …

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… e aproveitamos pra conhecer o escultor de chocolates, o Patrick Roger.

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A sua loja é fenomenal e o primeiro andar é um pequeno museu de esculturas chocolatais.

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Continuamos a caminhada e chegamos ao óbvio.

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Macarons? Pierre Hermé.

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O rei dos reis.

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Next stop? Pierre Marcolini.

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O cara é belga, mas manja pra caramba!

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Os chocolates dele são de deixar qualquer um estupefato (e olha que não sou tão fã assim deles).

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Caminhamos mais um pouco e chegamos a uma praça altamente aprazível.

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Nela fica a La Maison du Chou, …

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… que nada mais é do que uma pequena eclair arredondada, recheada na hora.

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Simplesmente fantástica.

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O museu de Delacroix, grande pintor francês fica exatamente ao lado dela.

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Continuamos o nosso périplo (????) experimentando os caramelos do Henri Le Roux.

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Cara, caramba, cara, caramelo.

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Nos deliciamos com tudo o que experimentamos e tudo era muito bom.

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Próximo dali, o bar Procope nos foi indicado como um lugar onde a revolução francesa realmente foi inspirada.

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Última parada: Maison Georges Larnicol, ao lado da inspiradora imagem de Danton.

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Hoje fizemos a revolução dos chocolates.

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Ainda deu tempo de passar na Grand Epicierie e comprar mantimentos pro nosso jantar.

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Rapidamente pegamos um táxi e zarpamos pro extremo do Marais onde tínhamos um encontro marcado com a melhor millefeuille que comemos até hoje.

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E ela é servida no Jacques Genin.

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Por pouco perdemos a hora, mas a gerente se apiedou de nós e conseguimos experimentar esta maravilha que é montada na hora …

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… e é extremamente crocante.

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O restante foi caminharmos até o apê …

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… e encerrarmos este tour parisiense com um risoto de trufas …

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… regado a Chablis e a champagne Bollinger.

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Resumo do dia: uma lição de como a história e a gastronomia podem andar juntas.

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Isto é Paris.

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Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:

dcpv – croácia – cozinha e memória dálmata

número 412
17/02/15

Croácia – Cozinha e memória dálmata.

Quando me deparei com um livro sobre a culinária croata, só tive o trabalho de comprá-lo. Afinal de contas, este lindo país está na nossa lista de viagens há um tempão.

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O livro, o Croácia – Cozinha e Memória Dálmata foi escrito por uma neta de dálmatas (ops, assim são chamadas as pessoas nascidas na Dalmácia), a Katia Gavranich Camargo (editora Escrituras) e além de nos mostrar a curiosa culinária do país, ainda nos dá um panorama bacana sobre a história, a geografia (com aquela linda costa marítima) e a história pessoal da família.

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Enfim, se não é um guia sobre a Croácia, é um belo preâmbulo sobre o país que certamente visitaremos.

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Dobar Tek!

Entrada – Salad od krastavca s jogurtom.

“Essa é, na verdade, uma sopa fria consumida em todos os Bálcãs com pequenas variações, como por exemplo, o acréscimo de alho picado”.

Fazê-la é bastante fácil. Corte as duas pontas dum pepino japonês parcialmente descascado, corte-os em rodelas e coloque numa tigela.

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Misture um copo de iogurte natural com 4 colheres de sopa de azeite, suco de meio limão, 1/2 xícara de hortelã picada e tempere tudo com noz moscada, pimenta do reino e sal.

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Regue os pepinos fatiados com o molho de iogurte e misture bem.

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Taí uma salopa (salada+sopa) que cairia muito bem quando estivermos numa daquelas praias de Hvar.

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Tomamos um belo vinho branco, o Chardonnay Nieto Senetiner 2013, que foi “herbáceo, croata, né?, Franklin, alegrito“.

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Principal – Rijoto od piletine.

“Minha Baba preparava este risoto com arroz agulhinha, também muito saboroso. Na minha infância, os arrozes próprios para risoto eram raridade”.

Graças a globalização (e ao sex shop) encontrar arroz arbóreo ficou muitio fácil. O grande segredo desta receita é fazer o caldo do risoto quando estiver cozinhando o peito do frango. Tudo ficará muito saboroso.

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Lave bem 300g de peito de frango em água corrente e coloque num prato fundo. Tempere o frango com páprica doce, uma pitada de sal e suco de meio limão. Cubra com um filme plástico e reserve.

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Numa panela coloque cerca de 2 litros de água, uma cebola pequena em rodelas, um pouco de alho-poró picado, uma cenoura cortada em rodelas, 2 folhas de louro e uma pitada de sal. Quando a água começar a ferver, adicione o peito de frango. Desligue quando o frango estiver cozido, desfie-o e reserve o caldo.

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Já pro risotto, o procedimento é o rotineiro. As únicas diferenças são refogar 1 tomate sem pele e sem semente junto com a cebola e o alho, …

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… acrescentar o frango desfiado, 2 colheres de extrato de tomate, juntar o arroz arbóreo (duas xícaras) e um pouco de vinho branco …

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… e 3 colheres de sopa de azeitona verde picada.

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Daí pra frente é incorporar o caldo do frango e mexer á vontade. Finalize com orégano, salsinha e queijo parmesão.

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Ficou muito bom mesmo e com gosto de comida croata.

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Tomamos um belo vinho tinto, o Gg Rioja Alta 2013, que achamos “joinha joinha, joinha joinha II, XL, XXL“.

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Sobremesa – Slatka pitulica.

“Você pode mudar o recheio usando, por exemplo, ingredientes salgados. No lugar das frutas secas, que tal presunto, peito de peru, escarola, etc?”.

Esta trouxinha doce tem um jeitão de ser bastante típica.

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Primeiramente, faça um recheio com 1/2 kg de ricota fresca, 5 colheres de sopa de uvas passas sem semente ou de damascos picados (usei os dois), 1 colher de sopa de manteiga, 6 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de baunilha.

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Recorte massa folhada (pode comprar pronta, assim como eu fiz) em quadrados de 12 cm e coloque o recheio com a ajuda duma colher.

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Una as 4 pontas em cima e aperte bem para não desmanchar.

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Coloque para assar até dourar em uma forma untada com manteiga.

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Mais uma bola dentro (não esqueça que os croatas são considerados como muito bons de futebol).

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Eis o que os cachorrões, os dálmatas, acharam de tudo:
Eu queria ir pra Croácia. (Edu)
A Dalmácia é aqui. (Mingão)
Adoro a Alécia !!! (Deo)

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“A Croácia é o ponto de encontro entre o Mediterrâneo e a Europa Central e entre os Alpes e a Planície da Panônia. Apesar de pequeno é um território repleto de paisagens ricas e variadas, que vão desde altas montanhas, que tomam quase 40% do seu território, até praias e ilhas paradisíacas no profundo azul do mar Adriático”.

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Me diz se este é ou não um lugar pra se conhecer? Ainda mais depois de experimentar todos estes pratos do excelente livro Croácia – Cozinha e Memória Dálmata.

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Do videnja!

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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

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31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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dcpv – dia trois – paris – tour gastronomico por montmartre.

17/03/2016

Dia trois – ParisTour gastronômico por Montmartre.

Mais um dia maravilhoso, na nossa cidade, a cidade Luz.

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A Dé acordou bem cedo, foi correr com a Re na Place des Vosges (chic, né?) e logo depois, tomamos café, com ingredientes locais no próprio apê.

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Saímos pro metrô, pois tínhamos um compromisso muito importante: fazer um tour gastronômico por Montmartre.

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Este eu descobri através do santo Google e é feito pela Secret Food Tours Paris.

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As 11:00 hs, estávamos nos três e mais dois casais de ingleses em frente a estação Anvers do metrô à espera do nosso guia.

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O PJ chegou no horário e logo foi nos explicando tudo sobre a história de Paris e do surgimento do bairro de Amélie Poulain.

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Daí pra frente foi um despertar de novas sensações …

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… e do reconhecimento que o francês tem de produtos com pedigree.

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Nossa primeira incursão foi na loja de chocolates Maison Georges Larnicol, …

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… um chocolatier renomado e onde experimentamos muitas variações sobre o mesmo bom tema.

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Andamos bastante por lá e tivemos ótimas visões da catedral de Sacre Coeur.

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Logo após, entramos na Christophe Roussel onde fizemos o test drive de vários tipos de macarons.

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A vitrine é muito bonita …

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… e você tem vontade de experimentar tudo.

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Logo depois foi a vez das baguetes.

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E no Boulanger Patissier D’Antan.

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Além de vermos a loja do vencedor de melhor baguete parisiense de 2011 …

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… ainda tivemos a oportunidade de participar do behind the scenes de todo o processo.

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Segue um mini fotoblog de tudo:

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Mais uma caminhada pelo bairro, …

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… uma passada pelo muro do amor …

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…e explicações sobre como este pedaço de Paris se desenvolveu, …

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… estávamos prontos pra conhecer uma casa de queijos, a Fromagerie La Butte

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… que é simplesmente maravilhosa.

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Ali você entende o porque dos franceses considerarem a existência de mais tipos de queijos do que a quantidade de dias do ano.

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Mais um ponto de visita magnifico, a Boucherie Jacky Gaudin

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… com suas carnes impecáveis …

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… e estávamos aptos a participar da aula que o PJ nos ministraria.

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E ela foi dada no Pétit Café de Montmartre.

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Ali degustamos vários tipos de queijos, …

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… de embutidos, …

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… com o devido acompanhamento de baguetes …

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… e de apropriados vinhos.

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Tudo regado a muita informação, …

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… bom humor …

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… e savoir fare.

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Taí um passeio imperdível pra quem gosta desta seara.

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Aproveitamos que estávamos por lá, …

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… e subimos as escadarias …

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… pra ter uma das vistas mais bacanas de Paris, …

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… a de Sacre Coeur.

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É ou não é espetacular?

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O roteiro maluco deste dia não menos, seria completado por uma programa turisticaço que nunca fizemos antes: subir na torre Eiffel.

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Só a visão com a ângulo do Trocadero já valeria tudo.

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Mas fizemos questão de realmente subir.

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E até que as reservas feitas pela internet funcionaram no primeiro estágio.

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Quando você tem que trocar de elevador, tudo se complica um pouco.

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A muvuca é grande …

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… mas a visão de Paris a partir do alto da torre ….

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… é sempre surpreendente …

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… e inspiradora.

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Louve-se que o dia ensolarado …

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… fazia tudo ficar mais bonito ainda.

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Como queríamos continuar em alto astral, …

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… aproveitamos pra dar uma passada no nosso queridinho, o Lenôtre, …

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… e degustar a nossa primeira millefeuille desta viagem.

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Pra terminar o dia com uma coerência bem diferentona, aproveitamos a dica de uma amiga da Re e fomos conhecer um speak easy.

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Pra quem não sabe, este tipo de bar fica num local só divulgado no boca a boca e até pra chegar lá tem a sua dificuldade. Neste caso, a taqueria Candelaria dá guarida ao bar.

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Pra encontrá-lo, você tem que ir ao fundo do estabelecimento e entrar por uma porta pequena, onde você se surpreenderá com a quantidade de pessoas que estão lá dentro.

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Tudo muito escuro e muito interessante.

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Tomamos uns bons drinques, comemos um ótimo guacamole, bebemos flutes de champagne …

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… e depois só nos restou caminhar, com segurança, até o apê e…

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… além de vermos o belíssimo luar, perguntarmos pra nós mesmos porque não temos esta liberdade de ir e vir que eles têm tão tranquilamente por aqui.

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Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
Dia un – Paris, a cidade dos Luz.
dia deux – Paris – Frank Gehry e cidade luz, tudo a ver.

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dcpv – esta rita é lobo!

Número 411
10/02/2015

Esta Rita é Lobo!

“Cozinhar não precisa ser complicado. Mais ainda, pode ser uma delícia não só para os outros, mas para você. Foi-se o tempo em que receber os amigos em casa significava passar o dia todo no fogão, tentando executar uma sucessão de pratos elaborados a tempo de tomar pelo menos uma ducha.

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Em Cozinha de Estar: receitas práticas para receber, Rita Lobo revela todos os segredos da arte de receber bem, deixar os convidados à vontade e surpreendê-los com pratos que vão parecer ter dado muito mais trabalho do que realmente deram – e você vai se divertir nesse meio-tempo, claro.”

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Vamos então as receitas do Cozinha de Estar (eita livrinho bonito e bom!).

Entrada – Sopa thai de leite de coco e frango.

“A grande vantagem de servir pratos com sabores mais exóticos é que eles oferecem menos margem para comparação”.

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Modo de preparo:

1 – Leve ao fogo alto, 1 litro de caldo de galinha (feito em casa). Quando ferver, adicione 2 saquinhos de chá de erva-cidreira, desligue o fogo e tampe a panela.

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2 – Corte 400g de filé de peito de frango em cubos pequenos e tempere com pouco sal.

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3 – Fatie 1 xícara de chá de cogumelos de Paris em três partes. Rale (1 colher de sopa) de gengibre. Abra 2 pimentas dedos de moça na metade, retire as sementes e corte em fatias finas.

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4 – Retire os saquinhos de chá da panela, acrescente 1l de leite de coco e o gengibre e ligue o fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo para médio, junte os cubinhos de frango, os cogumelos, a pimenta e deixe cozinhar por 5 minutos.

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5 – Acrescente 2 colheres de sopa de nampla. Coloque ½ xícara de chá de suco de limão, 2 talos de cebolinha cortados finamente e 10 folhas de coentro rasgadas com as mãos. Sirva bem quente.

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Olha, ficou espetacular. Untuosa, bem temperada e levemente apimentada; um mimo!

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Acompanhamos com uma cava, a Segura Viudas que foi “prazer, …seguuuuura…, velve, widow“.

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Principal – Risoto de abóbora assada.

“Na minha casa sempre tem abóbora japonesa. É divina, pouco calórica e ultraversátil. Ela se transforma em infinitas preparações”.

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Esta receita é bem simples.

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Um simples risoto feito da maneira tradicional …

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… misturado a abóbora assada.

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Que é feita da seguinte forma:
1 – Compre 500g de abóbora japonesa em cubos de 2 cm (aprox). Preaqueça o forno a 180°C .

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2 – Lave e seque 10 folhas de sálvia e descasque 4 dentes de alho.

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3 – Numa assadeira, disponha os cubos de abóbora, as folhas de sálvia e os dentes de alho.

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4 – Regue com azeite, tempere com sal e pimenta-do-reino e misture bem para envolver todos os ingredientes. Leve ao forno para assar por cerca de 50 minutos. Prontíssimo!

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Foi justamente na mistura dos dois (abóbora e risoto) que o sabor se pronunciou (não se esqueça que a abóbora é juntada somente após terminar de fazer o risoto).

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Tomamos, pra ser diferentes, um vinho tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010 que achamos “ napoleônico, jaspiônico, labibs, simonesco“.

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Sobremesa – Pudim de claras.

“Que maneira delicada de terminar uma refeição.”

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Vou simplificar a receita, mesmo porque ela é bem simples: faça uma calda com ¾ de xícara de açúcar e ¼ de xícara de água, transfira para uma forma de pudim e bata 10 claras na batedeira (até o ponto de neve firme), acrescente 2 xícaras de chá de açúcar aos poucos. No final, junte as raspas de l limão e 1 colher de sopa de suco do mesmo limão. Leve ao forno (150°C) e asse em banho-maria.

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Ficou deliciosa e realmente finalizamos a refeição duma forma bem delicada.

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Eis a opinião dos chapeuzinhos vermelhos:
Cozinha prática e deliciosa. (Edu)
Cozinha pré-carnavalesca. (Mingão)
Meiga e prazerosa! (Deo)

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“Ninguém deve ser escravo da cozinha, mas, num mundo de fast food, delivery e comida congelada, cada vez mais as pessoas estão redescobrindo o prazer de cozinhar e de receber as pessoas em casa, sem compromisso.

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E é isso que Rita Lobo recupera nesta nova edição de Cozinha de estar; receitas práticas para receber.”

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É isto mesmo! Acredito que todo mundo ficou bem à vontade!

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Bye.

.

dcpv – dia deux – paris – frank gehry e cidade luz, tudo a ver.

16/03/2016

Dia deux – ParisFrank Gehry e Cidade Luz, tudo a ver.

Está frio em Paris, mas tá gostoso.

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Acordamos um pouco mais tarde, resolvemos tomar café num destes bares bacanas…

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… e explorar museus que ainda não conhecemos na vizinhança.

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O primeiro foi o do Picasso, …

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… que além de ter a sua belíssima edificação totalmente reformada …

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… ainda apresenta uma coleção espetacular do mestre espanhol.

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Tão espetacular e diversificada que você fica com uma dúvida incrível: …

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… como este gênio tinha tempo pra tantos afazeres …

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…  e com resultados tão espetaculares?

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Afinal de contas, além de suas pinturas, …

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… suas esculturas são um deleite …

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… e aqui você fica sabendo das várias fases do trabalho dele, desde o planejamento até a execução final.

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Logo ali pertinho, fica o museu Carnavalet …

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… que além de ter a entrada franqueada, …

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… nos mostra toda a história de Paris.

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Taí um outro passeio imperdível.

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Como era hora do almoço, optamos por conhecer um restaurante tailandês, o Au Petit Thai, que também fica ao lado do apê.

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É uma comida mais do que correta e caiu como uma luva, pra nós que somos fãs dos temperos tailandeses.

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Experimentamos todos uma sopa de frango com leite de coco, …

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… outra sopa de frango com gengibre, …

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… carne de porco com molho de caramelo e frango com gengibre.

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Tudo bem spice e thai ao extremo.

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Como sobremesa, optamos por conhecer uma loja especializada em eclairs, a L’Eclair de Génie, que é excepcional.

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Taí um exemplo de franquia que seria bem sucedida na nossa praia.

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Demos uma passadinha rápida no apê e rumamos, via metrô, para o Bois de Bologne, …

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… um parque excepcional e que dificilmente as pessoas visitam quando estão em Paris.

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Quer dizer, visitavam, pois agora lá está o museu da Fundação Louis Vuitton.

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O prédio desta fundação é o verdadeiro espetáculo.

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Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Frank Gehry e como toda obra dele (vide Guggenheim de Bilbao), sua atenção é voltada pelas suas curvas.

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O exterior dele é fabuloso …

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… e o interior não fica atrás.

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É claro que você deve dar um desconto por haver exposições de arte moderna, mas esta com artistas chineses até que é bem interessante.

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Segue um fotoblog com detalhes arquitetônicos do prédio e também da exposição.

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A vista do topo do prédio é plural.

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De um lado você tem o skyline de La Defense ..

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… e do outro, uma visão charmosa da Torre Eiffel.

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Pra terminar a visita com chave de ouro, tomamos umas flutes de champagne …

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… no impressionante bar do instituto.

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Enfim, quando estiver na cidade Luz, dê uma passada na Fundação.

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Retornamos num microônibus que faz o trajeto até a Champs Elysees, com direito à vista do Arco do Triunfo.

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Isto é Paris.

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Pegamos o metrô em pleno rush e só deu tempo de tomar um banho e jantar. E em grande estilo no bistrô A Mere.

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É lá que o chef brasileiro Maurício faz uma comida bem diferente da francesa tradicional.

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O lugar é diferentão e bastante despojado, com um menu que privilegia os produtos frescos e a criatividade da sua cozinha.

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Após conversarmos com o Maurício, decidimos por fazer uma pequena degustação com 2 entradas, um principal e uma sobremesa para todos da mesa. E eu vi o inimaginável, senhores!

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Ou seja, Renata e Débora comendo escargots, ….

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… ovos moles com frutos do mar, …

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… frango (até aí, tudo bem) com boudin (dê uma clicada aqui pra saber o que é isso?) …

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… um torrone de chocolate com, pasmém, couve frita!

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Tudo acompanhado dum ótimo vinho branco da casa, o Saint Aubin 2012.

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Olha, foi no mínimo, muito divertido.

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O restante foi muita conversa, muitas risadas e a promessa de que esta experiência terá que ser repetida.

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Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
Dia un – Paris, a cidade dos Luz.

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