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dcpv – da cachaça pro vinho – 1º interblogs – migas com gindungo.


27/12/2017

dcpv – 1º Interblogs – Migas com Gindungo.

Caramba! Esta Noite Angolana demorou pra ser feita.
Há uns dois meses a Migas, do interessante blog Migas com Gindungo definiu quais seriam as opções do menu.

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Eu só teria que escolher e fazer as receitas do segundo encontro internacional de blogs culinários.
Pra refrescar a memória, a ideia é a seguinte: o autor de um bom blog culinário é convidado (ou se apresenta), nós reproduzimos o menu que ele nos indicou e postamos sobre a noite dando a nossa opinião sobre tudo o que comemos/bebemos.
O primeiro encontro foi realizado em 31/10/07 quando preparamos as receitas turcas da Lídia do blog Cozinha Turca  que realmente é turco pois a Lídia é uma portuguesa que vive na Turquia e o resultado foi excelente. Frize-se que a Migas  também é portuguesa, mora na cidade do Porto e trabalhava em Angola no período em que elaborou este menu.

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Mas, voltemos à Noite Angolana. Escolhido o menu, tivemos alguns problemas (formatura do Lucas, o filho do Mingão; a nossa (minha e da Dé) viagem pra Orlando pra ver a Pluta, ôpa, a Re), mas marcamos a data (19/12/2007). O Luis do Amigos do Balde nos indicou os vinhos já que ele é um grande amigo, especialista e era só executar, comer/beber/degustar e elogiar.
E foi exatamente o que aconteceu.

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Pra quem não sabe, Gindungos são pimentas. E como todas as receitas continham pimentas (exceto a sobremesa !) o que aconteceu foi uma Noite dos Gindungos.
Aproveitamos pra começar a Noite Angolana com o ritmo brasileiro. O Déo fez uma bela caipirinha de limão descascado, açúcar, Absolut Vanilia e gelo, devidamente batizada de Vanilioska. Um espetáculo e quase que as gingubas (amendoins) não chegaram até a entrada.

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E vamos a elas :

Entradas – Chocos e Gingubas

Os tais chocos são moluscos parecidos com as lulas. E como não temos chocos aqui no Brasil, utilizei lulas no lugar.
Bem que o pessoal de Portugal (a Marizé, o Luis, a Migas, a Lídia, etc) poderia nos mandar uma foto deles pra sabermos como são.
Essa receita nada mais é do que lulas cortadas em anéis, marinados por pelo menos meia hora em limão e sal. Retire da marinada, passe em farinha de trigo (dei uma temperadinha na farinha com pimenta do reino) e frite-a em óleo bem quente.
E pra acrescentar um pouco mais de gindungo, aproveitei, dei uma retorrada (existe esta palavra?) nos amendoins (gingubas) e acrescentei pimenta caiena em pó.

O prato ficou bastante apetitoso e bonito, ainda mais com o toque especial das capuchinhas daqui de casa.

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Acompanhamos com um vinho verde Muralha das Monções 2005 de Portugal (of course!) que segundo os confrades foi “verde mesmo, tinto-branco, prosecco sem “buinha”, muxoxo“. Ou seja, um vinho verde bem representativo!

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O vinho casou bem com o prato e nos preparou pro :

Principal – Calulu com funge.

Os nomes são bonitos. E o resultado das receitas mais ainda. O Calulu é parecido com a nossa muqueca, onde você utiliza como ingrediente o mesmo peixe na versão fresca e salgada (no nosso caso, o bacalhau) e junta tomates maduros, cebola, alho, limão, um molho de folhas de batata doce (agradeço a Flora por ter conseguido), quiabo (isto mesmo, quiabo e ficou excelente!), azeite de dendê (olha a Bahia aí, gente!), sal e pimenta (usei a dedo de moça). Resultado: comida temperada e excelente, com um caldo amarelo ouro que chamou atenção e com uma textura espetacular.

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Ainda mais acompanhado do Funge que originalmente é formado pela mistura de água quente e farinha de mandioca. É quase um pirão e o único cuidado que se deve ter é não deixar empelotar. Ficou muito bom!
Aproveitei pra utilizar uma receita do Claude Troisgros que eu tinha feito há uns dois meses: adivinhem? Quiabo em conserva! Estava crocante e combinando completamente com o prato.

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E aí, utilizando a indicação do nosso amigo Luis Perdigão (o Scalabis), abrimos um rosé Dão Quintas do Perdigão 2005 (olha o nepotismo!) que se mostrou, segundo os angolanos (nós) “estupendo, mangueirense (verde-rosé), casamento perfeito“. Ou seja, um vinho equilibrado, fresco, cheiroso, alegre que acrescentou muito ao Calulu.
Experimente esta combinação. É imperdível e a Migas acertou em cheio! Não sobrou nadinha!!

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E pra terminar com chave de ouro :

 Sobremesa – Cocada Branca 

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Não precisa nem prestar atenção pra perceber que esta cocada branca não estava tão branca assim. Digamos que virou uma cocada legitimamente angolana (ou seria, baiana ?). E deliciosa!
Uma cocada cremosa com, além de açúcar e do côco, água, leite, cravinhos, casca de limão e canela. É o que chamamos de um doce simples, sublime e que quase fez o Mingão ficar aos prantos pois lembrou muito uma sobremesa que a mãe dele fazia quando ele era criança (já faz um tempinho!).

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Pra terminar o congraçamento luso x angolano x brasileiro, tomamos um espumante brasileiro Moscatel Courmayer da Serra Gaúcha que foi ” angolano desde pequenininho, espetacular, competentíssimo” segundo os sobreviventes deste regabofes, nós mesmos.

Eis as impressões dos confrades sobre esta noite intercontinental :

Edu – Comida de primeira. O Calulu e o vinho rosé formaram um espetáculo!E a cocada foi o grand finale!

Mingão – A melhor comida angolana que eu comi na minha vida. Parabéns Migas! A sobremesa é uma variação de lembranças da minha infância (mungunzá!).

Déo – Perfeitamente perfeita! A surpresa é surpreendente! Bom demais!

Enfim, agradecemos a boa vontade e a simpatia da Migas que apesar dos contratempos pessoais (ela está em Lisboa agora), nos propôs um menu extremamente saboroso. Como ela mesmo acentuou, a semelhança com a comida baiana é grande, o que só prova que Brasil-Angola-Portugal são muito ligados culturalmente. E esta ligação ficou maior ainda através da Internet, da culinária e pelos vinhos também, já que agradecemos também ao Luis pelas ótimas sugestões dos vinhos.

Aproveitamos, pra mandar o nosso presente virtual pra Migas que só poderia ser …

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… um vaso de gindungos com o desejo de um Feliz Ano Novo a ela e a todos que acompanham e participam deste blog.

Não esqueçamos que além das noites regulares (ontem, 26/12/07, fizemos uma excelente!), já estão programadas os jantares da Marizé, do Scalabis e da Fer.
Quem quiser participar indicando algum menu, é só se manifestar! (Onde estão os blogs nacionais ?).

Feliz 2008 a todos e que tenhamos  muitas receitas criadas, executadas e principalmente comidas, além de muitos vinhos bebidos, é claro!

E as biricocas (as cervejas) ficam pra outra vez!
Saúde !

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dcpv – da cachaça pro vinho – presente de grego!

número  164
28/11/2007

dcpv – Presente de Grego!

Comprei outro livro! E é claro que é um livro de culinária !

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E de culinária grega ! Pronto: estava formado o cardápio de uma nova noite no dcpv.

Incentivado pelos posts (e principalmente pelas fotos) sobre a Grécia que o Márcio do blog A Janela Laranja (ver blog-roll) fez, comecei a pesquisar sobre cozinha grega.
Comprei um vinho grego e estava dando uma “farofada” na FNAC quando achei o livro Toque da Grécia, Cozinha do Sol do Ali Fakri, co-autor do também excelente Walima- A arte da culinária marroquina.
Namoro instantâneo e  … compra ! Aí foi só escolher as receitas e partir pra parte mais “chata”: degustar! Vamos lá!

I – MEZEDES (Entradas)

Escolhi uma Domatossoupa Me Kritharaki (Sopa de tomate e orzo), uma belíssima sopa com orzo, o macarrão com forma de arroz e constituída de cebolas, tomate, aipo, salsa, azeite, sal e pimenta.

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Acompanhada de Tzazik (pasta de pepino, iogurte e alho) que além dos ingredientes descritos no nome em Português leva também hortelã, azeite, vinagre e sal.

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Deu pra nos sentirmos numa bela praia em Mykonos e tomando um espumante Brut Vallontano (o mesmo do meu aniversário) que mostrou-se ” refrescante, isso é que é espuma, summers days, lemonado” segundo a opinião dos Zorbas, os gregos (nós).

II – KYNIGI (Principal)

Como prato principal fomos de Pastitsio (Torta de espaguete e carne moída) que é quase uma lasanha de espaguete grosso com um belo molho bechamel e com a seguinte particularidade: você a deixa no forno por aproximadamente 30 minutos e ela fica muito crocante. Uma delícia!
Ainda mais acompanhada por um Kotopoulo Me Sauce Apo Limoni (Frango com molho de limão), um prato feito de frango em cubos cozidos com limão siciliano, água e azeite e, ao retirar o frango, formamos o molho com mais limão e um pouco de farinha de trigo até obter uma bela cremosidade .

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Já estava bom e ficou melhor ainda com uma estréia no dcpv: um vinho grego!
Foi um Mantinis Antonopoulos Vineyards 2005 e ele foi descrito como ” damascoso, zest, chanel nº5, ambrosinesco” segundo os confrades. Traduzindo para o português era um vinho maravilhoso com uma cara mediterrânea (ou seja, grego mesmo !) com nuances de frutas cítricas e muito perfumado.
Acompanhou perfeitamente a comida! Nos sentimos como os deuses do Olimpo !

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III – GLYKA (Sobremesa)

Bom como glyka é sobremesa em grego, vamos fazer o que a palavra indica: comer glicose!

Sobremesa escolhida – Rizogato (Arroz doce )

Para 6 pessoas:
Ingredientes – 1 litro de leite, 1 1/2 xícara de arroz lavado e escorrido, 1 xícara de água, 4 colheres de amido de milho dissolvidas numa xícara de leite, 1 fava de baunilha, 2 colheres de açúcar, 1 colher de canela em pó.
Corte a fava de baunilha, remova as sementes e reserve (por favor, utilize a fava! Eu sei que é caro, mas vale a pena!).
Cozinhe o arroz na água por 15 minutos até a água evaporar. Adicione o leite e o açúcar e deixe cozinhar em fogo moderado até engrossar. Mexa sempre. Acrescente o amido de milho, as sementes da baunilha e deixe o leite engrossar por alguns minutos, mexendo sempre. Retire do fogo, deixe esfriar e sirva em tigelinhas, salpicando com canela em pó. É simples e muito gostoso.

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Ah! Aproveite a fava da baunilha, misture com açúcar e guarde  num saco plástico. Pronto! Eis um açucar de baunilha que é ótimo pra utilizar em acabamentos de sobremesa. Um espetáculo!
E para acompanhar e na falta do ouzo, bebemos uma dose de Absolut Vanilia pra não perder o costume! Sem comentários!

Noite grega e o presente ( a comida, os vinhos, etc) não era de grego !

Comentários dos confrades

Viva a Grécia! Que bela comida e o vinho, dos Deuses! (Edu)

Uma verdadeira Odisséia gastronômica! Quase uma miríade de prazeres! (Mingão)

Surpresa agradável! Lemonesca! Mediterrâneo invadindo os trópicos! (Déo)

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Até a próxima! Que será a comida Angolana do blog Migas com Gindungo!

Yássu! E bom apetite!

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dcpv – da cachaça pro vinho – strogonoff tailandês!

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número 76
01/06/05

dcpv – Strogonoff Tailandês!

Introdução – Tô sem saco pra escrever, então vou recitar uma quadrinha : ” Eta nóis chegou a quarta, vamos lá pras saborosas, nessa briga, ninguém aparta, que nós vamos pras gostosas”!

Bebida

Daiquiri – rum, suco de limão, açúcar, gelo picado – refrescante, bom.

Vinho

Medoc Calvet (FR)

Menu

Entrada – Salada de pepino, uva italia e hortelã (Rita Lobo – pag 121)

Principal – Frango thai ao leite de côco (Rita Lobo-pag 43)

Arroz jasmin

Cogumelos à provençal

Sobremesa – Frutas cozidas no vinho  do Porto com curry

Observações finais

Excepcional, molhos misturando-se ao arroz jasmin. (Edu) Ah, e sobremesa muito boa!

Soberbo! Magistral! Ambiguidadde gastronômica maravilhosa: céu e paraíso!! (Déo)

Quase à perfeição!! Ótimo. (Mingão)

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Fotos do maravilhoso hotel Ponta dos Ganchos em Gov Celso Ramos próximo à Floripa. A primeira foto foi feita da varanda do bangalô com vista da ilha onde é realizado um jantar exclusivo (vocês terão notícias brevemente sobre ele) e de um dos 10 pequenos pratos do café da manhã da sexta-feira (no caso, no primeiro plano, mamão com raspas de limão e ao fundo, um shot de couve, maçã, gengibre, suco de laranja, mirtilo e banana). Chiquérrimo !

Explicação – Dia com comida saborosa e tendendo ao natural (influência das receitas da Rita Lobo do Panelinha). Tudo asiático e refrescante!

A HORA DO VINHO (Já que é thai, vamos de Novo Mundo)

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Estados Unidos – Representado principalmente pela Califórnia e Washington, este país figura entre os maiores produtores de todo o mundo. O estado da Califórnia possui grande potencial para a produção de uvas tintas e brancas, dentre elas Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Seu Zinfandel é um dos mais apreciados em todo o mundo.

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dcpv – da cachaça pro vinho – passion fruit = maracujá!

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Número 75
18/05/05

dcpv – Passion Fruit = Maracujá!

Introdução – Delícias… prazer… satisfação… sonhos gastronômicos reais (boa essa) … teste São Tomé imperdível… solidez prazerosa na boca … papilas aguçadas … coisa danada de boa … quarta sempre imperdível … nós outra vez novamente, graças a GADU!! Privilégio de poucos, mas sem prepotência, merecido… ao menos pelo “saber apreciar”!

Vinhos

Branco Trivento Chardonnay-Chenin

Tinto Concanon (AU)

Menu

Entrada – Sopa de castanha de caju com coco e trilhas (Flavia Quaresma-pag 160)

Principal – Risoto de peti-pois e ervas (Flávia Quaresma – pag 199)

Sobremesa – Fruit de la Passion gratiné dans son écorce (Bassoleiul- pag 95)

Observações finais

Comida boa! Sopa deliciosa, risoto ao dente e sobremesa leve! (Eduardo)

Gostei! Muito bom! Sopão 10! (Déo)

Sopa divina!!! Maravilhosa!! (Mingão)

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Fotos de encerramento do almoço no Sophia: de copo de vinho tinto que não marquei e portanto não me lembro qual era e de docinhos que acompanham o café.

Explicação – Noite e comida leves. Mais nada a declarar !

A HORA DO VINHO (Aos nuestros hermanos e ao “saudoso” Carlitos Tevez )

catena escada

Argentina – País emergente na produção de vinhos, a Argentina recebeu influência dos europeus, em especial italianos, para iniciar seu processo de produção. Vinhos modernos e vinícolas de alto investimento tecnológico permitiram à Argentina alcançar o mercado internacional com produtos de alta qualidade. Entre as principais uvas cultivadas estão as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranilo e Malbec, sendo esta última,a uva emblemática do país por dar origem a vinhos muito elegantes.

PS – Já que estou falando de Argentina, segue acima uma foto da parte interna da pirâmide da Catena Zapata, enquanto ela não se estabelece na Turquia.

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dcpv – da cachaça pro vinho – eu quero ovo e codorna pra comer!

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número 74
11/05/05

dcpv – Eu Quero Ovo e Codorna pra Comer!

Introdução – Já comidos, já bebidos, o começo hoje é com final conhecido (já devidamente degustadas as delícias da noite); torna fácil o deslizar da pena pra afirmar: coisa danada de boa! Que se renova a cada “sacrifício semanal das quartas-feiras”, a ponto de não desejar isso pra nenhum inimigo (he he he, nem que a vaca tussa!)

Vinhos

Não foram registrados (Não tem registro, é o robô dos Perdidos no Espaço!)

Menu

Entrada – Salada de caqui, mussarela e pimenta rosa. (Eduardo)

Principal – Codorna Recheada (Flávia Quaresma – pag 317)

Castanhas de caju assadas

Redução de Porto

Purê de abóbora com gengibre e coentro (Flávia Quaresma – pag 254)

Sobremesa – Atemóia com calda de framboesa (Edu)

Observações finais

Comida muito boa! O cardápio vem depois. (Edu)

Codorna divina!! Ave santa!! A ordem dos tratores não altera o viaduto!!! (Mingão)

A melhor codorna que eu comi na minha vida. Destaque pra paçoquinha de abóbora com gengibre e zimbro. (Déo)

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Fotos do restaurante Sophia nos Jardins. De couvert com pãezinhos quentinhos com o Cosmopolitan da Re ao fundo e de vitelo pochê com beurre e riso milanês que eu pedi e me esbaldei!

Explicação – Codorninha (da Flávia Quaresma) deliciosa e com a trilha sonora espetacular: ” Eu quero ovo de codorna pra comer. O meu problema (ou seria “pobrema”?) ele tem que resolver…” clássico do grande (literalmente) Genival Lacerda.

A HORA DO VINHO (O Genival adora Merlot)

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Merlot – Quando vinificada sozinha, essa uva produz vinhos macios, de boa estrutura, aromáticos e de grande elegância; quando vinificada em corte (assemblage) com Cabernet Sauvignon, exalta as carcterísticas da parceira, lapidando a aspereza. Suporta bem o amadurecimento na madeira e alcança ótimos resultados em todas as latitudes seja no Velho Mundo (França, Itália, Espanha, Portugal) seja no Novo Mundo (Chile, Argentina, Brasil, Califórnia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia).

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dcpv – da cachaça pro vinho – a tristeza (título após o resultado: corinthians x figueirense).

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número 73
04/05/05

dcpv – A Tristeza (título após o resultado: Corinthians x Figueirense).

Introdução – Voilá! C`est une nuit très agradable! Claro, como toda; qual a novidade? Tá me estranhando! Uma baba dessas! Só alegria? Possas crer!! Vamos nessa!

Versus Rosé

Marques de Arrenzo Crianza

Prosecco Sperone

Menu

Principal – Farofa axé (Mudanças – pag 247)

Arroz basmati ao limão e lima da pérsia (Eduardo)

Lombo às pimentas e louro ( Edu e Nigella, que dupla!)

Sobremesa – Stick toffee de cuscuz marroquino (Atelier Gourmand)

Observações finais

Vou votar antes. Top 5 mesmo! (Eduardo)

The must!! The best!! (Mingão)

Formidável! Plus! (Déo)

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Fotos do restaurante Sophia : Peixe com crosta de castanha e polenta com wasabi e sopa de morangos com sorvete. Um espetáculo !

Explicação – Esta tristeza não foi pela comida que pra variar, foi muito boa. A tristeza foi pelo Timão ter dado (mais) um vexame e o Roger ex-Galisteu, ex-Winitts ter batido o penalti do pior jeito que a história do futebol já presenciou. E mal sabiámos que o nosso futuro seria a Segundona.

A HORA DO VINHO (Homenagem ao Luiz Horta)

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Douro – Região cercada por montanhas onde nascem as melhores castas para a elaboração dos mais finos vinhos. Considerada uma das mais importantes regiões vinícolas de Portugal, no Douro são originados belíssimos vinhos de potência e elegância, assim como os vinhos do Porto. Fatores naturais como o solo xistoso e pobre ( que muitas vezes obrigam as vinhas a aprofundarem suas raizes a mais de 12 metros) e as condições ideais de um clima único e que sofre influência direta do Oceano Atlântico, são determinantes para que haja um bom desenvolvimento das uvas que apresentam grande concentração de extratos minerais e sabor intenso. As principais variedades são Tourigas Nacional e Franca, Tintas Roriz, Barroca e Cão. 

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dcpv – da cachaça pro vinho – romário e mingão: despedida!

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número 72
27/04/05

dcpv – Romário e Mingão: despedida!

Introdução – Frio! Suportável, até gostoso; como ótimo efeito colateral, o dito cujo incita, exacerba o apetite! Eta coisa boa; que venham frias quartas feiras. Faremos tantos quantos forem necessários os sacrifícios!! Em prol do aprimoramento sócio-gastronômico do chef Dudu e asseclas!

Vinho

Duetos Rosé

MENU

Entrada – Paté de atum e pizza frita (Edu)

Principal – Farofa axé (Mudanças – pag 247)

Salmão e macarrão com ervas (Edu)

Macarrão com molho de alecrim e azeite (Molhos – pag 47)

Sobremesa – Morangos com sabayon de chá verde (Mudanças -pag 47)

Observações finais

Comida mediterrânea. Muito azeite! Muita erva (aromática, é claro!). Muito boa! (Edu)

Sensacional!!! (Mingão, apesar de não ter comido)

A nossa senhora da Santa Ausência “Mingonal” baixou e abençoou a lauta refeição; soberba. (Déo)

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Vamos iniciar uma série de fotos sobre o restaurante Sophia. A foto lá de cima é pra provar que os vinhos também brilham e foi tirada lá mesmo. A foto acima é do prato que a Re pediu: frango ao molho tandoori com batatas dauphinne.

Explicação – Uma das poucas “baixas” do Mingão. Não lembro o porque, mas ele avisou na última hora e não apareceu. Eu, a Dé e o Déo “tristíssimos” cumprimos com o nosso dever. Não sobrou nada!

A HORA DO VINHO (E eu nem sabia que tinha vinho lá?)

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Turquia – A Turquia é o quinto maior produtor mundial de uvas e produz vinhos há 6000 anos. No entanto, só há cerca de uma dezena de anos é que a produção vinícola tem adquirido maior prestígio e qualidade. Através deste prestígio, aumentou-se a produção e a consequente criação de um espaço maior no mercado global de vinhos. Note-se que somente 2% das uvas produzidas na Turquia são utilizados no fabrico do vinho. O consumo anual interno de vinhos na Turquia é de 50 milhões de litros, ou seja, menos de um litro por pessoa. (Fonte : Blog Cozinha Turca http://cozinhaturca.blogspot.com )

Explicação final – Se você se interessou por alguma receita, não se acanhe! É só pedir, pois todas estão catalogadas e eu as enviarei com o maior prazer!

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dcpv – da cachaça pro vinho – cozinha centenária, hindu e histórica!

21/11/2007

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Não, o título da noite não está errado. Fizemos uma noite especial do dcpv devido ao meu 50º aniversário. E foi uma noite de danças, histórias e comidas indianas. Daí o “cinquentenária, hindú e histórica” !

Vamos começar do princípio: eu não sou muito afeito a comemorar aniversários com festas, mas desta vez a Dé me convenceu que deveríamos fazer alguma coisa interessante.
Afinal de contas não é todo dia que se faz 50 anos. Como eu e ela somos macacos de auditório do projeto “Degustação de Histórias”  do Ilan Brenman e da Carole Crema, conversamos com eles que toparam e assim nasceu a ideia: faríamos uma  noite verdadeiramente indiana.

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Da esquerda pra direita : Déo, Carole Crema, Joana, Eduardo e Mingão.

A Carole (por sinal co-autora do livro 400g que é um verdadeiro Caminho Suave da Culinária. Compre e se esbalde !) nos mandou opções de escolha pro menu e nós só tivemos o trabalho de escolher o que melhor representasse a fabulosa comida indiana: lassi, pão chapati, arroz basmati, lentilha, curry e assim por diante.

Quanto ao Ilan, não teríamos problema pois o repertório dele é vastíssimo e se deixássemos, ele contaria histórias indianas a noite inteira (o que seria excelente). Além de tudo, ele indicou a Deborah, uma dançarina que acrescentou muito do clima indiano à nossa noite.

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O Ilan e a Deborah .

Tudo pronto, vamos à descrição dos pratos, estórias e … vinhos.
Puxa, deixa eu dizer o que aconteceu na harmonização dos vinhos: eu consultei o Luiz Horta (ver o blog-roll) sobre quais vinhos casariam com a comida indiana e ele foi bastante simpático (coincidência, tinha acabado de  fazer 50 anos também) e respondeu indicando além dos manjados espumantes (que ele disse que se ficássemos somente neles a noite inteira, ficaríamos “empapuçados”), um riesling alemão e até algum shiraz jovem australiano. Só não servi o shiraz que eu substituí por conta própria por rosés (os famosos tintos do verão ou brancos do inverno). E ficou bom, bem bom !

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A sequencia da noite foi a seguinte: a Deborah dançava (é claro que esta Deborah não é a minha Dé !), o Ilan contava uma (ou mais de uma) história e a Carole e a Joana totalmente paramentadas serviam  um prato indiano com as devidas explicações sobre a origem, a formatação e os ingredientes.

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O resumo das histórias contadas (pelo menos as lembradas) foram as seguintes :

A Rã – Assim são os homens, pensam que aquilo que não vêem não existe.

Buda e Deus – Podemos chegar a Deus por 3 vias: pela negação, pela afirmação e pela dúvida.

Uma Lenda Indiana – A alma de cada ser humano é uma bailarina que não vê a hora de se libertar do corpo físico e voar livremente pelo universo.

A Verdade é a História – A verdade vestida de histórias se aproximou dos homens.

Foram servidos :

Lassi de água de rosas

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Chutney de mamão com maracujá e pão chapati

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Sopa fria com pepinos e tomates

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Frango ao curry com coco e castanha de caju

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Arroz doce com frutas secas

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Ufa ! E pra acabar, um docinho extra que a Carole fez e que a receita segue abaixo:

Gulab Jamon

Ingredientes:
2 xícaras de leite em pó, 1 xícara de farinha de trigo, 10 g de manteiga sem sal derretida, 1/2 colher de sopa de iogurte, 2 colheres de chá de fermento em pó e 1 xícara de leite.
Preparo : Misture todos os ingredientes da massa até ficar homogêneo. Faça pequenas bolinhas e frite em óleo abundante. Seque em papel toalha.
Calda
4 xícaras de água, 6 xícaras de açucar, 6 bagas de cardamomo, uma pitada de açafrão e gotas de água de rosas.
Preparo : Junte todos os ingredientes e leve ao fogo até o ponto de fio fino. Coloque as bolinhas na calda e …. delícia !!!

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Opinião de todos os presentes a festa (minha mamãe Anina, a do macarrão ralado, a minha sogra Vera e o meu sogro Antonio (eu gosto da minha sogra …), a minha irmã Ana, o meu cunhado José Mauro, o meu sobrinho Maurinho, a minha cunhada Kátia, o meu cunhado Luiz, as filhas deles, a Luma e a Bia, os meus sobrinhos Marcelo, Giggio e o Franco, as minhas tias Maria e Lourdes, o Mingão, a Regina, o corintiano Lucas ( tadinho!) , o Edwin, a Ângela, eu, a Dé a a Re (a esta hora, trabalhando na Disney em Orlando) além das nossas colaboradoras, a Flora e a Cleide):
HUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM!   

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Ilan, Carole, Joana e Deborah

Resumindo, foi tudo muito, muito bom e destaque-se a simpatia da Carole Crema, da Joana, do Ilan e da Deborah que transformaram esta festa numa experiência inesquecível.
Se estiver interessado em participar de alguma Degustação de Histórias, cadastre-se no site do Ilan ( http://www.ilan.com.br) e ele te mandará um email assim que houver alguma (Judaica, Grega, Indiana, Erótica,etc). Normalmente, elas acontecem numa das Livrarias da Vila .

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Dé, Re e Edu (o que fez meio século!)

Bom, espero encontrar todos os que estiveram aqui na minha festa de 100 anos, quando faremos uma Noite Indiana II, a vingança do curry !

Até lá! Namasté !

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dcpv – da cachaça pro vinho – hot! hot! hot! the hottest!!

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número 71
13/04/05

dcpv – Hot! Hot! Hot! The hottest!!

Introdução – Num mundo tão deturpado, onde se vilipendiam a todo instante o sacro direito à vida, pequenos bolsões (ou bolsinhas!!) de prazerosos momentos divinais podem ser vivenciados por pouquíssimos privilegiados! Sorte nossa; ¨tamos aqui¨; quem pode, pode e quem não pode, ¨pobrema dêle¨! (rsrsrs)

Bebida

Highland Fling – whiskey, leite, açúcar, gelo – muito fraco, despersonalizado, never more.

Vinhos

Tinto Pinotage Out of África

Espumante Don Giovani Brut

Menu

Mexicano – Guacamole (Cozinha Picante – pag 15)

Salada de tomate mexicana (Cozinha Picante – pag 45)

Torta chilli com abacate (Cozinha Picante – pag 21)

Indiana – Bhagis de Cebola  (Cozinha Picante – apg 10)

Porco com côco de Singapura (Cozinha Picante – ág 33)

Sobremesa – Manga flambada com rum e sorvete de côco

Observações finais

Comida apimentada e excelente! Sobremesa sublime! (Edu)

Pimenta exuberante! Pegante! Perfeita! Sobremesa, the best! (Mingão)

Quente! Hot! E deliciosa! (Deo)

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Única foto do jantar que fizemos do menu degustação do restaurante Arola do hotel Arts na Barceloneta. E de visão das ruas do bairro Gótico de Barcelona.

Explicação – Mistura étnica (pra não dizer bagunca étnica!). Entrada mexicana, prato principal hindu/indonésio e sobremesa provavelmente dos trópicos. Resultado: comida apimentada, cheirosa e gostosa .

A HORA DO VINHO – ( Barcelona lembra …)

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Rioja – Delimitada por formações montanhosas, a Rioja é uma das principais D.O. da Espanha. A palavra Rioja é originada de um dos afluentes do rio Ebro, o Rio Oja.Muçulmanos, fenícios, romanos e as cruzadas da Idade Média desempenharam papel importante em seu desenvolvimento. Entretanto, foram os romanos os grandes promotores da produção do vinho na região e ainda hoje é possível encontrar vestígios de bodegas romanas espalhadas pela Rioja. As principais uvas cultivadas são Tempranillo, Graciano, Mazuelo e Garnacha para os tintos e Viura, para os brancos.

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dcpv – da cachaça pro vinho – corinthians 5 x 1 cianorte!

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número 70
06/04/05

dcpv – Corinthians 5 x 1 Cianorte!

Introdução – Em noite de ¨limbo¨e sofrimento alvinegro, vamos ao sacrifício sobrenatural de todas as quartas! Toda semana temos nossa dose de penitência gastronômica pesarosamente degustada; oxalá estejamos paulatinamente assegurando nossa cadeira cativa lá em cima, de preferência na cozinha!

Vinhos

Branco Santa Isabel

Tinto Miolo Gamay 2005

Espumante Salton

Menu

Entrada – Falafel

Lentilhas Spicy (Bel Coelho)

Principal – Coelho aromatizado com ervas (Bel Coelho)

Sobremesa – Morangos ao balsâmico (Bel Coelho)

Observações finais

Comida boa! Jogo maravilhoso. (Edu) (PS – O Bobô deveria ser banido do futebol)

Rango maravilhoso! Resultado melhor ainda. (Mingão)

Ótimo jantar! (Déo)

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Fotos de detalhe (sensual!) de obra da casa Milla de Gaudi e de prato surrealista que nada mais é do que a salada da nossa última quarta clicada pela Dé com um certo mistério azul.

Explicação – Dia histórico. E foi por causa do Corinthians que precisava ganhar por 4 gols de diferença e ganhou mesmo! Apesar do Bobô!

Atualização da explicação – Tomara que o Timão nos dê uma alegria amanhã (02/12/07) em POA . E esta alegria pode vir em forma de derrota desde que o Goiás e o Paraná também percam. Aleluia !

A HORA DO VINHO ! (e continua a terra do jelly fish)

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Austrália – As tentativas realizadas pelos europeus de cultivar algumas das principais uvas tiveram resultados. Ótimas uvas como as tintas Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot apresentaram notável capacidade de desenvolvimento. Para as brancas, o destaque ficou pra Sauvignon Blanc e Chardonnay que se adaptaram muito bem as condições do solo e do clima das principais regiões que são South Australia Victoria, Tasmania, Western Australia, Greater Perth, Barossa, Limestone Coast, Hunter Valley e Northern Rivers. A principal uva cultivada no país é a Shiraz que deu origem a vinhos excepcionais e que incluiu a Austrália entre os principais países produtores do mundo.

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