Arquivo para fevereiro \28\-03:00 2008

dcpv – da cachaça pro vinho – the stinking rose … e natural!

número 168
16/01/08

dcpv – The Stinking Rose … e Natural!

Esta noite não iria acontecer! Nós (eu e a Dé) tínhamos uma reunião comercial mais pesada à tarde e uma reunião familiar à noite, o aniversário da querida Tia Maria. Mas, além da falta de comunicação com o Mingão e o Déo, pesou também saber que ficaríamos as próximas duas quartas sem fazer as nossas reuniões por uma razão mais do que agradável: eu e a Dé iríamos viajar.

Portanto, naquele dia mesmo, tirei da cartola umas receitas naturebas pra entrada (abacaxi grelhado e sopas), uma outra pretensamente “stinking” já que eu peguei-a duma matéria do grande Ricardo Freire (o Riq do VnV) no Paladar do Estadão.

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Pra quem não sabe, o The Stinking Rose é um restaurante (na verdade uma rede de dois estabelecimentos, um em SF e outro em LA) que tem uma particularidade: todos os pratos servidos tem como base o alho. Daí vem a Rosa Fedorenta do nome. E quando eu falo tudo, é tudo mesmo. Entradas, pratos principais e sobremesas! Muito interessante, né?

Pois bem, nesta matéria havia uma receita (frango com 40 dentes de alho) que juntando-se as entradas, formaram o menu da noite. Vamos a ele !

I – Entradas – Cubos de Abacaxi Grelhado, Sopa Gelada de Beterraba e Sopa Gelada de Pepino com Coalhada 

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Tudo naturebíssimo, frio e gostoso. Cubos de abacaxi grelhados embebidos num molho com shoyo, cardamomo, açúcar, leite de coco e molho de pimenta. Pra finalizá-los, polvilhe-os de um lado com gergelim e do outro, com erva-doce. Faça! É demais!

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As sopas também são simples. A de beterraba leva a própria, manteiga, cebola, cenoura, açúcar, caldo de galinha, suco de limão, sal e pimenta.  A de pepino; azeite, cebola, dill fresco, caldo de galinha, coalhada, suco e raspas de limão, sal e pimenta. Refrescantes ao extremo!! E cá pra nós, estas fotos da J.R. Débora estão um espetáculo, né ?

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Acompanhamos com um Cosecha Tarapacá Sauvignon Blanc 2006 Chile que se mostrou “alegre, ogunhê, suavemente fresco, é...” segundo os bichos grilos, ou seja, nós.

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II –  Principal – Frango com 40 dentes de alho

Tá na cara  que vampiro nenhum iria querer experimentar este frango (e mesmo casais!). Mas, pra nós todos , os gourmands, eu recomendo profundamente esta receita pois o alho (um ingrediente tão polêmico e que eu adoro!) fica tão suave mas, tão suave que … nem parece alho. Esta receita merece ser reproduzida :

THE STINKING ROSE
Frango com 40 dentes de alho

Rendimento: 6 a 8 porções
Tempo: 45 minutos
Dificuldade: fácil

Ingredientes
1 colher (sopa) de manteiga; 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem; 1 frango limpo e em pedaços (entre 900g e 1,4 kg); sal e pimenta branca fresca a gosto; 4 colheres (sopa) de alecrim fresco; 1 xícara (chá) de farinha de trigo; 40 dentes de alho sem pele; 1 xícara (chá) de vinho branco seco; 4 xícaras (chá) de caldo de galinha; ½ xícara (chá) de creme de leite.

Preparo
Aqueça a manteiga e o óleo de oliva em uma frigideira funda e pesada. Tempere o frango com sal, pimenta e alecrim. Passe-o na farinha. Quando a panela estiver quente, mas não fumegante, ponha o frango com o lado da pele para baixo. Refogue o frango até que ambos os lados fiquem dourados. Retire da panela. Ponha os dentes de alho até que eles dourem. Adicione o vinho branco e o caldo de frango. Ponha o frango novamente na panela. Tampe e ferva em fogo brando por 30 minutos. Retire o frango e mantenha-o quente. Aumente o fogo e reduza o líquido em cerca de 66%. Leve ao liquidificador, adicione o creme de leite e bata. Ajuste o tempero e sirva sobre o frango.
  

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Faça mesmo não gostando muito de alho. É tão bom que já foi incorporado ao nosso menu diário!

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E ainda tomamos o Blason del Valle Tempranillo 2003 Argentina que segundo os Condes Dráculas, nós mesmos, foi “rubiáceo, ogunhê, suavemente fresco, é...”. 

III – Sobremesa – Sopa Gelada de Melancia e Hortelã

Esta sopa é magnífica! Não vou dar a receita senão este post vai ficar imenso (quem quiser é só pedir), mas imagine um caldo com melancia picada, amido de milho, vinho riesling, hortelã picada, sal e pimenta caiena. Misture com pedaços de melancia e coloque bolas de sorvete por cima. Refrescante e apimentado. Sensacional !

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Bom, a noite (pra variar) foi muito boa e a comida melhor ainda.
Vamos nos despedindo pois já é hora de vampiro ir pra cama.
E melhor, sem cheiro de alho! Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – venenosa, eeeeê, erva gastronômica…

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número 89
21/09/05

dcpv – Venenosa, eeeeê, erva gastronômica…

Introdução – After “these”, um “report” like as “day after” só pra dizer que é melhor não dizer nada, haja vista que já “cumemo”, “bebemu” e seria realmente uma falsidade escrever que vamos etc, etc, etc. Chega!

Bebida

Caucasiano (strong)- vodka, cointreau e traços de menta + gelo – a bebida “pega”

Vinhos

Casa Valduga 2000 Cabernet Franc

Norton Colheita Tardia

Menu

Entrada – Omelete plate com cogumelos e tomates queimados (Gula  155 – pag 104)

Principal – Risoto de Ervas e Thai Snapper ( JT)

Sobremesa – Creme de manga e coco

Observações finais

Tudo bom! Principalmente o risoto com ervas e os tomates queimados ! (Edu)

Faço minhas as suas palavras ! (Mingão)

Refeição soberba ! (Déo)

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Fotos do Monastério em Petra. A primeira é aquela “manjadíssima” e turística mas que,  todo mundo faz : (eu não resisti…) O Monastério nas suas mãos (ou melhor, nas mãos da Dé!). E pra chegar lá não é fácil ! São 800 degraus bastante espaçados e numa  subida bem íngreme. Pra você ter uma idéia, o nosso “rotundo” guia, o Omar ( segundo ele, como o Shariff!) tentou várias vezes nos demover da idéia de subir até lá. ” É só pra quem gosta de exercício!” ou “Vocês não verão nenhuma novidade por lá !” nos dizia o “roliço” Omar. Ainda bem que somos teimosos e não seguimos as suas orientações! É uma subida cansativa ( vimos um monte de japoneses “abrindo o bico” no meio do caminho)  mas pelas fotos dá pra perceber que a grande roubada seria não ter subido. O caminho é muito interessante, cheio de desfiladeiros e com a mudança da posição do sol, você consegue ver ( e fotografar) claramente as diferentes tonalidades das rochas areníticas de Petra.
Um deslumbre total e nesta trilha você vê os beduinos, as beduinas, os beduininhos  saindo do nada pra tentar te vender sempre as mesmas coisas : pedras , pulseirinhas, moedas “raras” e antigas(eu comprei uma por 10 Jordans o que dá quase R$ 25.00. Acho que cai no ” conto” das moedas ) . Guardadas as devidas proporções, é como ver a molecada que vende as mesmas balas nas filas dos semáforos por aqui !

Explicação – Dia de novas experiências. Utilizar tomates queimados  (mas queimados mesmo!!) e cogumelos  com risoto de ervas foi muito diferente. E não me pergunte o que é Thai Snapper porque não tenho a mínima idéia! Ah! Foi a primeira (e última) tentativa que fizemos de fumar charutos! Não combinou nada e casa ficou infestada de fumaça !!

A HORA DO VINHO (by Luis Scalabis )

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Vinhos Moscatel – Existem duas regiões em Portugal nas quais se destacam os vinhos Moscatel: a região de Setúbal ou Terras do Sado e o Douro, sendo a região de Favaios, com seu micro-clima e terroir específico a mais conhecida. Os vinhos produzidos a partir da uva Moscatel têm sempre uma característica adoçicada. Em geral, acompanham muito bem sobremesas e, quando gelados, são refrescantes e servem como aperitivo.
É, até hoje estamos suspirando pelo Cadão ! ( o vinho !)

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dcpv – da cachaça pro vinho – harmonização total!

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número 88
14/09/05

dcpv – Harmonização Total!

Introdução – ” che gente qui avutto mille cose” … Hoje só tô querendo comer bem, beber bem, me sentir bem, estar bem; a cia ajuda tudo isso! Fá-lo-ei!

Bebida

Hi-Fi – quem não se lembra? Dispensado qualquer comentário!

Vinhos

Branco Blosson Hill

Branco Sauternnes Calvet 2001

Menu

Entrada – Tartare de salmão com pera (Rev Gula 155 – pag 62)

Principal – Risotto agli asparagi e gamberi (Boseggia – pag 87)

Sobremesa – Morangos com creme bruleé (Rev Gula – pag 122)

Observações finais

Combinação excelente! Sobremesa espetacular! (Edu)

Magnífico! Desbundante! Ímpar! Casado ! (Déo)

A melhor sobremesa que eu degustei na minha vida. ( Mingão)

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Fotos de lamparina à vela do passeio by night por Petra e elas tinham que ter este papel em volta pois o vento era implacável (pelos menos nesta época do ano) e de outro ângulo (um dos mais de 1500 ângulos que eu tirei foto) do Tesouro que é uma construção, ou melhor, uma obra de arte tão espetacular que é impossível não dizer “cara…”(que pode ser caramba ou cara… mesmo, dependendo da educação ou do estado de euforia no momento!) quando se está na frente dele!
Dizem que os nabateus construíram o Tesouro pra demonstrar a grandiosidade de Petra e ao mesmo tempo, atemorizar os seus visitantes já que todos eram obrigados a passar por ele quando chegassem na cidade. Ele está posicionado bem no final da trilha de entrada (o Siq) e ele não é realmente um palácio e sim, um mausóleu!
E que mausoléu!

Explicação – Mais um daqueles menus arrancados à forceps dos meus alfarrábios (revista Gula, livro de risotos do Boseggia). E mais um dia dos ” melhores …… que eu comi na minha vida ” do nosso querido Mingão, não esquecendo a veia italiana do meu não menos querido (irmãozinho) Déo !

A HORA DO VINHO

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Rias Baixas – Acredita-se que a uva Alabarino, principal uva da região, tenha sido trazida por volta de 1185. Na segunda metade do século XII, foram criados os primeiros contratos de plantação entre senhores e camponeses que recebiam arrendamento sobre as terras para o cultivo das videiras. Esse período também foi marcado por iniciar a cobrança de impostos pelo vinho produzido. Hoje, Rias Baixas se destaca por apresentar belíssimos vinhos brancos elaborados a partir da uva Alabarino que represnta aprox 95% do total da produção.

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dcpv – da cachaça pro vinho – ana maria troisgros: vive la france!

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número 87
31/08/05

dcpv – Ana Maria Troisgros: Vive La France!

Intróito – Avemos “quartas”! Portantis vamis pra elas! Novamentis “comeremis et beberimus” comus uns reisis! Coisas deliciosas e formidáveis que certamente “muitos poucos” têm ideia do que rola por aqui! Tá ficando redundância mas, fazê o que? É bão e finitto! Azar de quem não tem!

Bebida

Sex on the beach (vodka, suco de laranja, licor de pêssego + ice) – bom demais.

Vinhos (veja que bela descrição!)

Champagne (???)

Vinho Tinto Português (???)

Menu

Entrada – Amuses Bouches (Claude Troisgros)

Principal – Flan de ervilha com filé de linguado (Ana Maria Braga)

Molho de caipirinha (Claude Troisgros)

Sobremesa – Crepes Suzette (Rita Lobo – pag 141)

Considerações finais

Entrada espetacular. O principal acompanhou muito bem! (Edu)

A melhor entrada e o melhor prato principal da minha vida!!! (Mingão)

Bonis demais, gostosus a lot! (Déo)

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A primeira foto é do Tesouro em plena luz do sol (e que belo sol). Note-se que tudo isto (ou melhor a cidade inteira) foi escavada pelos nabateus nas pedras. Espetáculo!
E eu e a Dé temos o nosso momento “Onde está Wally” pois aparecemos de braços pra cima bem na porta do Al Khasneh, The Treasury.
A foto acima é do tour Petra by night que fizemos logo na nossa chegada. O passeio consiste de andar (+ ou – 1,2 km) até o Tesouro (remember Indiana Jones e o Cálice Sagrado (tãrãrãrã, tarãrã.) através da trilha toda iluminada por lamparinas à vela e no mais absoluto silêncio (ou melhor, no silêncio que dá pra fazer quando um monte de turistas estão juntos). É um tour de meditação ( aouuuuuuuuuummmmmmmm!!!). Quando você chega ao Tesouro, velas iluminam toda a base dele, você senta e beduínos cantam, tocam instrumentos antigos e contam histórias/estórias (tudo na penumbra!). Um chá é servido (e é muito bem-vindo pois fazia quase 0°C) e você fica tentado a tirar uma foto que espelhe o que está se passando naquele momento. Não precisa nem dizer que é impossível e o que fica e ainda bem, é a grande lembrança!
Desafio: teste a sua concentração, preste bastante atenção e você verá “O Tesouro” bem acima  das velas e no centro da escuridão!
É um passeio e tanto, mas somente válido se feito antes de você fazer o passeio à luz do dia. Porque, sobre à luz do dia, Petra é uma covardia!

Explicação – O Claude Troisgros continua sendo o principal inspirador das receitas do dcpv. E de vez em quando, temos o prazer de aproveitar as dicas que a grande chef (???) Ana Maria Braga nos proporciona. Com menção mais do que honrosa à Rita Lobo (Panelinha e saudoso Oriental!).

A HORA DO VINHO

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Provence – Uma das regiões mais belas de toda a França, a Provence encanta tanto pelas belísssimas e inigualáveis paisagens quanto pelos inesquecíveis vinhos. Situada ao sudeste da  França, essa terra que inspirou artistas como Van Gogh e Picasso também trouxe inspiração para viticultores conhecidos mundialmente.
Lá são feitos varietais de qualidade assim como assemblages de grande presença. São várias as uvas cultivadas e dentre elas merecem destaque as tintas Braquet, Cabernet Sauvignon, Carignan, Syrah, Grenache e Mourvédre e as brancas Sémillon, Viognier, Chardonnay e Ugni Blanc.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 2º interblogs – marizé e o tachos de ensaio.

Número 169
13/02/08
 

dcpv – 2º interblogs – Marizé e o Tachos de Ensaio

Gastronomia é comer olhando pro céu. (Millor Fernandes)

Pelo luar, a noite prometia:

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É, estamos no terceiro encontro interblogs que, por enquanto e resumindo, nada mais é do que os nossos ilustres amigos portugueses indicando receitas do outro lado do Oceano e nós, os fominhas do lado de cá, fazendo-as e principalmente comendo-as.
Foi assim com a Lídia (Cozinha Turca), com a Migas (Migas com Gindungo) e será hoje (13/02/08), véspera do dia dos Namorados em lugares fora da nossa querida terrinha o Brasil, com a famosa blogueira Marizé do não menos famoso blog Tachos de Ensaio.
Leia o que falamos através de e-mails para que esta noite ocorresse da melhor maneira possível:

 Marizé – “Pois pode ser que algo tenha que ser excluído por algum motivo do tipo falta  de ingredientes, intolerância, alergia, sei lá”,

Edu: “… somos verdadeiros avestruzes e gostamos de tudo “.

E como o princípio da brincadeira é justamente interferir o mínimo possível para que o menu seja representativo do perfil do blogueiro, ela sugeriu um menu tipicamente português! Ôoobaa! Vamos lá!

Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.(Fernando Pessoa )

1 – Entradas – Ovos Verdes e Caldo de Coentros

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Após tomar uns belos goles do Cadão Moscatel D’Ouro com um “dash” de limão e gelo que o grande Scalabis do blog Os Amigos do Balde nos indicou e nos copos novíssimos que a Re trouxe pra mim de NY, começamos o nosso menu português com os Ovos Verdes que são ovos cozidos cortados ao meio sem a gema, recheados com a própria, margarina, salsa picada, sal, pimenta e empanados em farinha e ovos (nesta ordem) e fritos em óleo quente. Extremamente sutil, diferente e saboroso!

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E ainda fizemos um Caldo de Coentros (escolha influenciada pela grande paixão que a Dé tem por coentros mas, menor  que a que  tem por mim, é claro!) que consiste de alho, cebola e alho francês (um nome muito bonito dado ao alho poró!) refogados em azeite e juntados a batatas, sal, água e um maço de coentro picados. Depois de cozinhar tudo é só juntar, triturar e ferver novamente, corrigindo os temperos e…. goela abaixo. É bom, mas muito bom mesmo !

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Ainda mais acompanhados pelo belíssimo Angelus Rosé Bairrada 2006 que segundo os luso-brasileiros, nós, mostrou-se “refrescante, sublime, celestial, perfeito” e que segundo o Scalabis, nosso consultor-enólogo d’além-mar , é “bastante aromático com um final de boca fresco, longo e persistente que harmoniza com o doce do coentro“.
V
eja a coincidência de opinião entre os “enólogos” do DCPV e o nosso grande Luis. E ponto pra Marizé na indicação das entradas Portuguesas, com certeza!

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Para viajar basta existir. (Fernando Pessoa )

2 – Principais – Pataniscas e Massas de Peixe.

Já tínhamos feitos Pataniscas no Menu Turco. Mas estas são de bacalhau (que não poderia faltar num autêntico menu luso). Corte o bacalhau em lascas e marine-o por 2 horas em leite e limão. Separadamente misture farinha de trigo, ovos, sal, pimenta, cebola e salsa picadas, leite e água formando uma massa. Aí é só jogar as lascas nesta massa e fritá-las às colheradas em óleo bem quente.
E já que a
Marizé pediu pra polvilhá-las com sal fino, aproveitei e num arroubo, utilizei a minha Flor de Sal de Guerande. Uma belezura e segundo o Mingão, “o melhor bacalhau que ele comeu na vida dele!”.

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Continuando o nosso banquete fizemos uma Massa de Peixe (o prato preferido da Marizé) uma quase muqueca bem light com peixe, mariscos e vieiras (usei no lugar de amêijoas que infelizmente não encontrei nem no sex-shop), pimentão vermelho, tomate, coentro, cebola, alho, azeite, piripiri (a pimenta), vinho branco,  pimenta preta moída e massa de cotovelos (esta deu trabalho pra achar e até e-mail eu mandei pra descobrir exatamente o que era?). Puxa, consistência de uma sopa de primeira com um sabor e texturas inesquecíveis. Puro frutos do mar (Hummmm!) e autêntico sabor português. Mais um ponto pra Marizé !

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Como novidade (por sinal agradabilíssima) o nosso consultor indicou o Quinta do Alqueve 2001 Ribatejano (como ele mesmo disse “pra puxar brasa à nossa sardinha, minha e da Marizé”), exclusivo para harmonização com as Pataniscas. Repare que é um vinho tinto harmonizando com bacalhau (ainda que frito) e se mostrou “espetacular, pimenta-rosa, skylabis, soberbo” segundo os grandes bebedores do dcpv e que foi decantado conforme a indicação do nosso enólogo. A foto abaixo comprova.

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E ainda tínhamos mais um vinho pra acompanhar a Massa, o Periquita 2005 Terras do Sado, um branco “frutado e fresco e que tem moscatel na sua composição” segundo o Scalabis e que pra nós foi “ apaga o fogo, noooossssa, a melhor periquita que eu já tomei na minha vida, organisítico”. Resumindo: vinhos e pratos perfeitos numa noite perfeita! E recorde batido pois tomamos quatro garrafas de vinho!

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Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. (Carlos Drummond de Andrade)

3 – Sobremesa – Sericá.

Este é um tradicional doce português da região de Elvas. E é curioso por apresentar fendas profundas no seu formato original.
No meu caso, a curiosidade foi que elas (as fendas) simplesmente não apareceram, mas mesmo assim o sabor e a aparência ficaram muito bons.

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Uma mistura de leite, farinha de trigo, ovos, açúcar, cascas de limão, canela em pau e pó e sal.  Ainda acompanhamos com o restante (e olha que não sobrou muita coisa!) do Cadão Moscatel D’Ouro que realmente é um vinho de sobremesa bem “diferentão”! Nós achamos o vinho “scalabiano e marizetano, te invoco cadão, skylabão” !

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O Sericá realmente encerrou a noite de uma maneira espetacular.
E que noite: pratos saborosíssimos com os vinhos acompanhando-os em todos os momentos.
Leia o que os confrades acharam :

Verdadeira redescoberta do Brasil. Marizé é o Pedro Alvares Cabral do nosso tempos ! (Edu)
Pero Vaz de Caminha disse em sua carta: Obrigado, Marizé!!! Que redescobrimento!!! (Mingão)
Te beijo, Marizé! Soberba! E os vinhos do nosso amigo Scalabis, majestosos! Perfeita noite portuguesa com certeza! (Déo)

E a Dé não escreveu nenhuma frase, mas só o fato dela ficar acordada até as 23:30 hs já demonstra o quanto ela achou a comida sensacional. (Frise-se que normalmente ela vai dormir às 22:00 hs)

Bom, só nos resta agradecer (e muito) a colaboração e o tempo despendido pela nossa querida Marizé que nos proporcionou, através da belíssima culinária Portuguesa, um grande viagem e um prazer maior ainda. (Que o Mingão e o Scalabis não falem em orgasmo gastronômico senão, já viu …)

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. (Fernando Pessoa)

Segue o nosso já famoso presente virtual pra Marizé  que são ervas e flores colhidas por aqui mesmo com os votos de que ela continue a ser simpática, participativa e que continue divulgando cada vez mais as grandes receitas Portuguesas.

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Até o próximo encontro que será em março com o nosso amigo, o Scalabis  e quem sabe não teremos um novo blog, os Amigos da Cachaça pro Balde de Vinho!  

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dcpv – da cachaça pro vinho – tchitchília! sicília, pros íntimos!

número 167
09/01/08

dcpv – Tchitchília! Sicília pros íntimos !

Veja só, faz um tempo que estou paquerando um livro meu! É isto mesmo, estou de olho há um tempão no livro “Os Sabores da Sicília” (Maria Montanarini – 2004) que está na minha estante no mínimo uns dois anos.

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Maior ilha do Mediterrâneo e território carregado de histórias várias vezes milenar, onde atuavam fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos e espanhóis, a Sicília é famosa também pela excelência de seus pratos e inconfundíveis sabores “. Agora me diz uma coisa, um livro de receitas (e história) com esta apresentação merece ou não merece uma atenção especial!
Isto tudo e mais receitas mediterrâneas com  muitas entradas, azeites, limão, temperos e tínhamos motivo e menu pra mais uma bela quarta-feira. Uma Noite Siciliana!

UNO – Entrata – Cucuzzeddi ccu Scapici, Filetti ‘i Pipiruni, Frittata  ‘cchi Faviani, ‘Nzalata D’ Aranci.

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Pra quem conhece um pouco o italiano (como nós), o que está escrito acima é quase ininteligível. O dialeto siciliano é fantástico e as entradas são, respectivamente, abobrinhas à escabeche, pimentão em tiras, fritada de favas frescas e salada de laranja. Todos juntos formaram um prato extremamente saudável (mais na moda impossível) e gostoso demais.
As abobrinhas são fritas e ficaram de molho junto com uvas passas, vinagre, hortelã e alho cortado em lascas; os pimentões são cortados em juliane e colocados no forno com uma farofa de farinha de rosca, queijo ralado, alcaparras, salsinha e cebolinha;a fritada é um omelete de grão de bico com base de alho e manjericão (eu não tinha favas mas, ficou bom !) e a salada de laranja é pra dar a receita:
Corte as laranjas em rodelas finas. Junte alho e hortelã frescos cortados em pedaços, sal e pimenta. Aqueça meio copo de vinho tinto e coloque por cima das laranjas.
Experimente ! É um espetáculo e extremamente refrescante !

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E acompanhamos com um Flor de Castro D’Ouro DOC 2004 que, segundo os presentes, era “ameixa, portuguino, anisetado, suave“. Bom, muito bom !

DUE – Principale – Risu Cchi Pinoli e Minnuti, Purpetti all’ Auruducci

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E vamos continuar a aula de siciliano (o idioma, não o limão). Arroz com pinolis e amêndoas, um risoto diferente pois a base é feita de amêndoas, pinolis, alho e manjericão triturados e misturados a uma lata de tomates pelados (italianos, off course). Reserve esta mistura, faça o risoto normalmente e quando o arroz estiver ao dente junte a mistura com o queijo parmesão (grana padano, ecco!) e manteiga.
O outro prato são Almôndegas Agridoces (Pupetti all’ Auruducci) que também são almôndegas normais com um molho anormal composto de um pouco do óleo da fritura delas mais vinagre e açúcar. De novo (que redundância) muito bom !

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E acompanhado de um PorttoBello Nero D’Ávila 2005 Sicília, um legítimo siciliano que se mostrou “caneliz, anelado, apimentado, aúreo” segundo os carcamanos; nós !

TRE – Sobremesa – Budino di Risu ccú Cicculatti

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Última aula de siciliano. Um belíssimo pudim de arroz ao chocolate que como o próprio nome diz, é feito de arroz cozido ao leite adicionando-se ovos, manteiga , açúcar e chocolate de cobertura ralado. Ainda dei uma enfeitada com Leite Condensado Moça  olha o merchã!) e ficou bom. Ainda mais acompanhado de uma dose da nossa última descoberta, o “bello” Fondillon Gran Reserva.

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É isto aí. Uma “bellíssima”noite siciliana com tudo o que tivemos de direito.
Só faltou o limoncello (falha já coberta pois acabei de adquirir um), mas não faltarão oportunidades pra tomá-lo.

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Fica a bela foto do ponto de vista da Dé de como um copo de vinho deve ser visto.

” n bucca i Luppu”, Dona Maria.

Arrivederce !!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – italiândia = coco + azeite

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número 86
24/08/05

dcpv – Italiândia = Côco + Azeite

Introdução – Que mensalão que nada!! (dá efeitos colaterais indesejáveis). O “quartão” é bão, faz maravilhas com o espírito, o saldo gastronômico é incalculável, o “leão” do IR não leva nada!! Dudu Valério gastronômico não tem contra-indicação e faz bem pra qualquer paladar mais exigente! Coisa boa !! Que cassem o Lula, Dudu não! (rs, rs,rs)

Bebida

Lagoa Azul (verde)- receita do livro Veran – refrescante, suave, “perigoso”, delicioso.

Vinhos

Aurora Tinto

Santa Lúcia Branco

MENU

Entrada – Cabelo de anjo ao Mediterrâneo (Edu)

Principal – Frango com curry verde aromático (Oliver-pag 122)

Relish de coco, tomate, pepino e lima (Oliver-pag 236)

Arroz Jasminm

Sobremesa – Canjica com marshmellow (Edu)

Comentários finais

Comida “exquisita”! Amarga e doce. (Edu)

Ótima surpresa! Refrescante e contrastante! (Déo)

O chef está de parabéns! Sua criação foi maravilhosa. (Domingos)

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Fotos – Isto sim é que é um descansa pés de primeira linha ( mas que Havaianas que nada!!). E de (parodiando o Mingão) do melhor marisco que eu comi na minha vida. Até caramelizado ele era ! Tudo do Ponta dos Ganchos .

Explicação – Mistura geográfica interessante. Entrada italiana e mediterrânea. Principal thai, asiático e perfumado. Daí o Italiândia! E aproveitei pra usar a canjica da Flora com uns mini marshmellows que tinha comprado no sex shop. Foi só usar o maçarico e estava feita a bagunça. Ah! Louve-se que nesta época (2005) estourou o mensalão. Como nós sabemos, todos os culpados estão na cadeia … (rs, rs, rs…)

A HORA DA ESPECIARIA

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Açafrão – São necessárias 150 flores para se obter um grama da especiaria mais cara (e falsificada) do mundo (como a propria Marizé escreveu). É indispensável no preparo da paella e do bouillabaisse. Dois pistilos bastam para colorir e dar um leve amargor a pães, molhos, pastas, risotos e peixes.
Eu mesmo, plantei açafrão aqui em casa e ao longo de dois anos, consegui duas flores. Tô bem pertinho (faltam só 148!) de conseguir o meu primeiro grama !!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – carlota, troisgros, ana maria braga

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número 85
17/08/05

dcpv – Carlota, Troisgros, Ana Maria Braga

Introdução – “Se és capaz de manter a tua calma quando
Todos ao redor já a perderam e te culpam
De crer em ti, quando estão duvidando
E para estes, no entanto, achar uma desculpa… ”
Auto-reflexão, amenizada por “nossa quarta feira”, na qual mergulhamos a partir de agora …

Vinhos

Casa Silva Branco

Jacobs Creek Chardonnay (again)

MENU

Entrada – Rolinho Vietnamita com molhos Vietnamita e Saigon (Carlota)

Principal – Filé com Pimentas (Claude Troisgros)

Sobremesa – Papillote de Morangos (Ana Maria Braga)

Comentários Finais

Tudo “marrravilhoso”. (Edu)

Estupendo! Não sou de elogiar muito pro chef não ficar mascarado mas, hoje tava de levantar defunto! (Déo)

Parabéns!! Chef Eduard Troisgros . (Mingão)

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Fotos – Continuando a sessão Ponta dos Ganchos, fotos da praia, do guarda-sol e da ilha onde é feito o jantar individual (tem que reservar e é imperdível). E de folhado de maçã com sorvete de creme e maçã desidratada. Repare pela sombra que o por do sol prometia !

Explicação – Trilogia de ouro da gastronomia. Carla Pernambuco do grande restaurante Carlota, Claude Troisgros, o “Grrrrande chef” do Olympe e do GNT e Ana Maria Braga, a grande chef do Mais Você e da TV Globo. Aí é brincadeira …

A HORA DA ESPECIARIA

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Mostarda – As sementes brancas ( amarelas) ou pretas(marrons) são usadas em ensopados, picles de pepino, batatas sauté, salsichas e assados. Em pó, combinam com maionese, molhos para salada, sopas e carnes. Cuidado! Seu sabor pode esconder o de outros alimentos.

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dcpv – da cachaça pro vinho – pimenta+flor=rosa!

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número 84
10/08/05

dcpv – Pimenta+Flor=Rosa!

Introdução (e como dói!!!) – Quase um “pós scriptum”, depois da sensacional e “orgasinática” piada do Mingão (ninguém, em sã consciência poderia imaginar!!) “tamos” escrevendo o já vivido gastronomicamente desta quarta! Só resta o “dessert”, que a seguir os passos da entrada e do principal, certamente coroará uma noite irretocável, soberba, brilhante, delirante!

Vinhos

Ventisquero Shyraz Gran Reserve 2002

Jacob Creeks Chardonnay

Bebidas

Lemoncello Pellegrino

Menu

Entrada – Tartare de Melão e Marisco (JT)

Principal – Lasanha de Salmão e Ricota (Rita Lobo – pag 114)

Sobremesa – Peras a Belle Helene (Rita Lobo – pag 61)

Considerações Finais

Uma palavra: excellent!!!  (Edu)

Duas palavras: très excelent !!! (Déo)

Cinco passos para um orgasmo gastronômico: bom, bom, muito bom, ótimo, maravilhoso!! (Domingos)

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Fotos de cantinho especial (há muitos lá) para namoro no Ponta dos Ganchos e de iogurte com morango do café da manhã de lá também. Repare na beleza da apresentação!

Explicação – Misturas inusitadas tais como melão e marisco. Utilização de pimenta rosa que é muito mais um perfume do que uma pimenta . E um belo limoncello pra arrematar. Noite feliz!

A HORA DA ESPECIARIA

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Urucum – Muito usado por tribos indígenas brasileiras, o urucum é um dos únicos corantes alimentares que não fazem mal à saúde. Também chamado colorau, ele dá cor a carnes, arroz, queijos, molhos, pães e sopas. Prove com camarão grande, bacalhau e quiabo.
Nota – Como eu não tinha uma foto de urucum, usei estas de semente de coentro pois são bem parecidas !

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dcpv – da cachaça pro vinho – camarão+atum = canadian sea!

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numero 83
03/08/05

dcpv – Camarão+Atum = Canadian Sea!

Introdução – After 2 weeks, nós “tamos” de novo outra vez novamente no “pelourinho” gastronômico! Duas semanas de “secura” recompensadas pela magistral compensação (tô escrevendo na pós-refeição, portanto com conhecimento degustativo !!) dessa quarta revivida!! Deo Gratias!!!

Bebidinha

Licor Hypnotic+vodka+”nesga” de limão+ice+flash de granadine – frescor, delicioso.

Vinhos

Casa Silva Chardonnay

Crios Torrontes

MENU

Entrada – Couscous com atum (Roberta Sudbrack+ Claude Troisgros)

Principal – Sinfonia Picante de Camarões (Alta Gastronomia 46 – pag 47)

Sobremesa – Frutas em Compota com Açúcar de Baunilha (Edu)

Comentários Finais

Comida e sobremesa excelentes. O Crios (o vinho) muito bom! (Edu)

A melhor farofa da minha vida!! (Mingão)

Magnifique!! (Déo)

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Fotos da areia (?) da praia do hotel Ponta dos Ganchos onde um siri está tendo o seu momento “Onde está Wally?” e da manjada mas, não menos bonita, das taças de champanhe com o perfeito skyline do lugar. E neste caso as taças estão perfeitamente justificadas uma vez que o líquido sorvido era uma Viuvinha Rosé !

Explicação – Sobre a influência da nossa (minha, da Dé e da Re) viagem à costa Oeste Canadense, me peguei revisitando a culinária marítima de lá. Atum, camarão e grandes lembranças!

A HORA DA ESPECIARIA

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Baunilha (a fava) – Compridas e secas, devem ser tenras e de cor castanho-escuro. De sabor adocicado, a baunilha exala um suave perfume, sendo perfeita pra aromatizar chocolate, açúcar, café, cremes, pudins, sorvetes, bolos, biscoitos, bebidas e sobremesas à base de frutas.
É cara por aqui mas cada vez que usá-la, utilize a casca pra aromatizar açúcar. Fica muito bom em acabamentos de sobremesas.

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