4º encontro inter-blogs – Comidas Caseiras no DCPV

número 174                                                                                         26/03/08

                 4° Encontro Inter-BlogsComidas Caseiras no DCPV

Fala a verdade ! Quando você lê as palavras “comidas caseiras”, não dá aquela saudade ! Saudade daquela comidinha que só a mamãe (ou a vovó, a titia, a mainha, a empregada, etc) fazia ! E que você comia com tanto prazer que consegue lembrar até hoje daquele sabor tão especial ?

Pois bem ! Através dos comentários do post sobre o 3º Encontro Inter-Blogs com a indicação do menu pela gentilíssima Marizé do estrelado blog Tachos de Ensaio , fiz contato com o LPontes, admirador das Comidas Caseiras e condutor do blog com o mesmo nome onde o objetivo  principal segundo a descrição dele mesmo  é  ” LPontes ambiciona organizar uma espécie de museu ou livro de memórias gustativas da cozinha das mães e avós”.

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Bom, conversa vai, conversa vem; comentário meu no Comidas vai, comentário do LPontes no DCPV vem; e-mail vai, e-mail vem e aí propus pra que ele indicasse um menu Português com receitas de outrora. Ele aprimorou a idéia  e disse : “Já que estamos na Páscoa porque não fazer um menu Pascoalino Português de outrora ?”.

 Grande ideía que nos levou a este encontro que tentou reproduzir ” um jantar familiar de festa, ou seja, Sopa, Prato de Peixe, Prato de Carne, Sobremesa, Café e Aguardentes ou Licores ” (ufa!!!). Ora, vamos ao “sacrifício” !

Comida caseira inesquecível da Débora : creme de palmito feito pela mamãe ( e minha querida sogrinha) Vera.

A – Creme Aveludado de Feijão

Já que o assunto é comida caseira e consequentemente lembranças de coisas tradicionais, nada melhor do que começar a noite com belas caipirinhas de limão (taiti e cravo) e pinga. É, parece que hoje vamos realmente Da Cachaça pro Vinho !!

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O Creme é verdadeiramente aveludado ( daria até pra fazer uma calça de veludo com ele!). É uma receita bastante demorada mas imagineum  belo caldo feito com tutano de ossos misturado a feijão Catarino demolhado por 18 hs e que foi cozido com alho, sal e azeite. E além disso, você ainda frita uns cubos de pão no azeite pra acompanhar. Bom, bom e bom !
Se você quiser a receita completa vá dar uma passeada no Comidas Caseiras ! Você não vai se arrepender !

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Comisa caseira inesquecível do Eduardo : bolinhos de arroz feitos pela esposa Débora.

B – Bacalhau com Broa de Milho

“Este prato que é um antepassado dos modernos peixes en crôute de pão, tem sobre as crôutes de sal a vantagem de se comer também esta deliciosa carapaça estaladiça, que constitui seu acompanhamento.”

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Foi assim que o LPontes descreveu esta receita. E não precisou dizer mais nada porque o bacalhau ficou dos deuses pois além de fritar as postas rapidamente no azeite, coloquei-as no forno sobre uma cama de cebolas roxas e com uma crosta por cima formada de broa de milho esfarelada, azeite, alho, leite, vinho branco, colorau e pimenta.

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 O contraste entre o salgado do bacalhau com o doce da crosta é que faz este prato ser tão diferentão e gostoso ! Simples e excelente !

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E ainda mais acompanhado de um belíssimo vinho tinto ( sim, escolhemos um tinto pois como o prórpio LPontes diz “bacalhau não é peixe, bacalhau é bacalhau!!”) Flor de Castro Douro 2004 que se mostrou “perfeito, bacalhoso, chicobuarqueano, per-fumoso” segundo os miúdos, nós mesmos !!

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Comida caseira inesquecível do Mingão : bacalhau e feijão branco ao leite de côco feitos pela mamãe Maria Cristina.

C – Ensopado de Borrêgo

Comidas caseiras é o nosso assunto, certo ? O LPontes confirmou esta idéia ao indicar esta receita por ser feita ” por nossa querida empregada alentejana, a Gina, que honrando a sua origem achava que Páscoa não era Páscoa sem um ensopado “. E , reafirmando, querendo esta receita visite o Comidas Caseiras pois ela foi, inclusive, dedicada ao “Eduardo Luz, que um dia destes, lá na lonjura de São Paulo, vai ter um jantar Pascal bem Português  !” É Luis, chegou  o dia ou melhor, a noite ! Oba !!!

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Resumindo, é um prato em que o borrêgo ( o cordeiro) foi cozido à exaustão e um caldo espetacular foi formado. Aí foi só montar com fatias de pão, folhas de hortelã, o caldo e pedaços do borrêgo. Novamente o contraste entre a carne, o molho, o pão ( ai que saudades daqueles pães “molhados”) e o hortelã foi de “parar o trânsito”! ( se bem que aqui em SP esta afirmativa não está valendo muito atualmente. Vamos melhorar… foi de fazer o trânsito fluir tranquilamente !!! Aí, sim!!! ).

Tomamos um Cabernet Sauvignon Quinta da Bacalhoa 2005 que segundo os lusos-brasileiros, nós mesmos, foi “oxidado, iodado, loborgeano, tanoso “. Ou seja, cumpriu com a sua missão !

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Comida caseira inesquecível do Déo – macarrão caseiro ralado da calabresa mamãe ( a nossa) Anina.

D – Pão de Rala

Reza a lenda : O jovem D Sebastião reinava no final do sec XVI e fez uma visita real ao convento de Sta Helena do Calvário, em Évora. E como estava muito sol (estava a “zurzir a charneca” ) foi lembrado a madre abadesa que deveria oferecer um “refrigério” a Sua Majestade. A monja respondeu que só havia “pão ralo, azeitonas e água”. O Monarca comeu, apreciou e voltando ao Paço, mandou uma boa recompensa ao pobre convento. Em agradecimento, a criatividade monástica  criou o Pão de Rala que é uma mistura de gemas, açúcar, amêndoas peladas e raladas, raspas de limão e recheado com doce de Gila, fios de ovos e ovos moles. No final, se polvilha com açúcar e é só comer !!

Este é o que podemos chamar de um verdadeiro doce conventual na acepção da palavra. E pra cultura geral, doce de Gila nada mais é do que doce de abóbora (menina) feito sem qualquer contato com objetos cortantes (ou seja, como antigamente mesmo!). 

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E conforme indicado pelo LPontes, acompanhamos com uma bela dose do Porto Adriano Ramos Pinto Reserva que nos fez sentir como verdadeiros monarcas.

Comida caseira inesquecível do LPontes ( ele me disse pra eu escolher no blog) : Batatas com Alecrim ( a murro) feitas pela esposa Maria José.

Pra continuar  com a nossa tradição, aqui vai o nosso presente virtual pro LPontes que é uma comida super caseira por aqui, a nossa feijoada . Infelizmente não poderei mandar mas fica o convite : quando ele vier ao Brasil, a feijoada ( ou melhor, o risotto de feijoada como o do prato) está garantida !!!

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E os nossos agradecimentos ao LPontes por nos proporcionar uma noite tão agradável; pela comida tão Portuguesa e preparada de uma maneira tão Portuguesa; pelas informações contidas em cada uma das receitas ou seja, por tudo !

Fica um desafio : se você que está nos lendo tem também uma comida caseira inesquecível que lhe traz grandes recordações, aproveite e deixe um comentário citando qual é esta comida e quem a faz (ou fazia). Vamos lá, dê sua opinião !

Grandes lembranças pra todos e até o próximo Inter-Blogs ( o 5º) que será em abril com a indicação do menu pela brasileira-californiana Fer do Chucrute com Salsicha. Até !!

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22 Responses to “4º encontro inter-blogs – Comidas Caseiras no DCPV”


  1. 1 Marizé março 31, 2008 às 1:16 pm

    Que alegria ver mais um menu português, (e que menu), no DCPV.

    Gostei do muito do tema: comidas caseiras inesqueciveis. A minha comida caseira inesquecivel vai estar em exibição no Tachos 4ª Feira, uma receita simples: ervilhas estufadas com ovos escalfados.

    Parabéns para a confraria, e para o LPontes

    Bjs

  2. 2 Elvira março 31, 2008 às 1:56 pm

    As receitas são todas excelentes e muito bem executadas. Você e sua esposa são cozinheiros e gastrónomos de mão cheia.

    Parabéns pela ideia, os cozinhados, a escolha de vinhos e as belas fótos. 🙂

    Um abração de Portugal.

  3. 3 Nina março 31, 2008 às 3:50 pm

    O que é esta sobremesa?! Nunca vi Pão de Rala em nenhum restaurante português…imaginei a combinação com o doce de abóbora…hum!

    Bom qto a lembrança: o sukiyaki da minha mãe (nunca postei sobre ele!) – que continua sendo o the best na família (o Marcel q o diga).
    Mas lembro de uma pizza de massa grossa (parecia quase uma torta) de mussarela e tomate q a minha avó fazia (a receita já se perdeu, ela ficou velinha e disse q nunca havia feito isso na vida). Não sei se era boa mesmo, pq hj não gosto de comer pizza de massa grossa…talvez a lembrança seja melhor q o prato.
    bjo.

  4. 4 Adriana março 31, 2008 às 4:04 pm

    Bem que eu deveria estar terminando o artigo que apresento em um congresso, na quinta-feira. Mas graças ao DCPV estou aqui, sorrindo como uma boba diante da tela do computador, relembrando as manhãs de sábado, quando após a feira, minha mãe atendia ao meu pedido – e dos meus irmãos – e fazia “comidinha gostosa” para o almoço. Ainda hoje, todos quarentões, nos pegamos pedindo com jeitinho: “Mãe, vou almoçar ai amanhã. Faz comidinha gostosa?” E ela, como toda mãe, para quem os filhos não têm idade, nos recebe com um delicioso arroz – branco e soltinho, caldinho de feijão – mas não é feijão preto, é feijão marrom e claro que não sei o nome do feijão, abóbora afogada – para alguns, moranga, aquela das festas da Bruxa, couve picada bem fininha e lingüiça, uai, afinal escrevo de Minas. Depois de adultos, acrescentamos ao prato a pimenta. “Comidinha gostosa” tem o delicioso sabor de infância feliz.

    Um abraço,

    Drix

  5. 5 migas março 31, 2008 às 4:11 pm

    Que máximo! Não fazia ideia que o 4º encontro seria sobre comidas caseiras e orientado por um Português! Tudo perfeito. Tudo! Como aliás, seria de esperar! Espero ansiosamente pela Fer e pelo Scalabis! E todos os outros que se seguirem porque, tudo o que por aqui passa é sempre feito com altíssima qualidade e bom gosto! :o)

    Quanto ao meu prato caseiro favorito, seja talvez o bacalhau à lagareiro da minha mami ou o arroz de frango (caseiro ou caipira, claro) da minha futura e querida sogra! :o) Tudo coisas leves! Eheheh

    Beijos Mangolés a todos!

  6. 6 migas abril 1, 2008 às 8:09 am

    Surpresa? Vou ficar a aguardar pela noite da mistura!! Curiosamente, claro… porque agora fiquei “com a pulga atrás da orelha”! :o)

  7. 7 Moderação Blogs abril 1, 2008 às 11:42 am

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  8. 8 Eduardo Luz abril 1, 2008 às 1:17 pm

    Marizé, vou pegar esta receita das ervilhas estufadas. Só faltou você dizer quem as faz ? É você mesmo ?
    E pode ter certeza que a nossa alegria de fazer ( e degustar) um menu Português é imensa !!!

    Elvira, grato pelos elogios mas faltou você citar a sua cozinha caseira preferida e quem a faz ! E não vamos nos esquecer que você está na lista dois futuros encontros.

    Nina, a sobremesa dá um trabalho danado mas vale à pena. É quase uma queijadinha mas muito mais saborosa.
    E já que foi citado, aproveite pra postar sobre o sukiaki da mamãe …

    Adriana e seus textos! Mais um ( e dos bons) pra nossa coleção. Nada como uma bela comidinha da mamãe e pra ela, seremos sempre a criancinha que adora comer ” a comidinha gostosa” que elas fazem especialmente pra nós !

    Migas, a cronista diretamente de Angola, o Comidas Caseiras do LPontes é um blog muito bom com comidas portuguesas das antigas de primeira linha ! E você não é política mas arrumou um meio termo muito bom : apontou uma comida da mamãe e outra da sogrinha !
    Quanto a noite da mistura, vou pegar receitas de cada um dos blogs que já participaram dos encontros e fazer um menu !

    Blogão do Flamengo, grato pelo convite mas o teu blog não teria muito a ver com o meu ainda mais que eu sou Timão até na 4º divisão. E de qualquer maneira vou considerar que a comida caseira que vocês mais gostam é o FLU!

  9. 9 Marizé abril 1, 2008 às 1:59 pm

    Pois é, esqueci.
    Bem primeiro era a minha avó, aí era o melhor de todos pois tudo começava na horta a colher as ervilhas, depois passou para a minha mãe, aí as ervilhas já vinham do Alentejo (casa da avó) quando lá ia-mos.
    Agora faço eu, que remédio, e as ervilhas, bem essas fui ao mercado comprar.

    Bjs

  10. 10 Eduardo Luz abril 2, 2008 às 11:21 am

    É Marizé, sinal dos tempos. A avó colhia, a mãe trazia nas visitas e nós compramos no mercado. O que será dos nossos netos ? Talvez jamais venham a saber o que é uma ervilha !!! Ainda mais estufada !!!

  11. 11 Lídia abril 2, 2008 às 3:18 pm

    Que belo menu português! Fiquei com água na boca… Estou aqui a pensar qual é a minha comida caseira favorita… Tenho tantas! Talvez o Cozido à Portuguesa, as Tripas à Moda do Porto e Coelho Estufado… Tudo memórias de infância, e todos maravilhosamente preparados pela minha mãe.
    Fico a aguardar o “jantar das misturas”!
    Abraço

  12. 12 Agda abril 2, 2008 às 5:59 pm

    Quando meu pai e meus tios se reúnem e começam a relembrar das comidas da infância, dá vontade de rir. Me lembrei agora do cozido e da feijoada (com mulatinho) que minha mãe sempre prepara. Fiquei morrendo de saudades de casa e com desejo de comer…

  13. 13 Aline Neme abril 3, 2008 às 8:33 am

    Eduardo, que idéia fantástica esse encontro!!!

    E quanta comidinha fabulosa!!!
    Já estou há pelo menos uma hora lendo e relendo todos os outros encontros!!!

    Adorei… comidinha caseira é tudo de bom mesmo… traz um tanto de recordações e saudade, principalmente dos que já não estão presente!!!

    Começando a ler lembrei logo de minha vó materna e de seus almoços de domingo nas férias… carne assada recheada com faroda, feijão preto fresquinho, arroz branco fumegante, e salda de alface e tomate com molho de limão, além dos inesquecíveis bolinhos de arroz, feijão e farinha… tudo para nos fazer comer… hehehehehehe… vó é tudo de bom!

    Bjundas

  14. 14 Márcia abril 3, 2008 às 9:15 am

    Edu, Edu, esse bacalhau aí tá uma coooisa, hein? Affff… Eu, qdo criança, não gostava muito de bacalhau. Hoje em dia, amo de paixão, mas o Marido detesta. Aí, nunca tem bacalhau por aqui… Mas esse aí está me tentando o juízo, de vero!!!

    Qto às minhas recordações culinárias, não consigo dizer apenas uma, mas algumas que muito me deixam saudades: os bolinhos de carne que vó Gracinha fazia, o doce de leite talhado (pinga-se limão pro leite talhar) e um arroz empapado com pedacinhos de carne (seria o precursor do risoto???) que vó Nira fazia (essa avó ainda tá viva, e eu já disse a ela que semana que vem quero desse arroz!), e o indefectível galeto de domingo que vô Tota preparava. Eu nem gostava taaaanto na época, mas hoje me dá uma saudaaaade…
    Adorei essa noite de rememorização!
    Abs!

  15. 15 LPontes abril 3, 2008 às 9:41 am

    Fiquei contente e aliviado com as belas notícias do “meu” jantar de S. Paulo!
    Apesar de eu tentar não me levar demasiado a sério, quando a coisa deixa de ser virtual e há gente a fazer e comer receitas nossas, mesmo a uns milhares de quilómetros, cai-nos nas costas uma espécie de responsabilidade e ansiedade pelo resultado.
    É engraçado como gente que nunca se viu pode ficar tão próximo quanto estão próximos os convivas a uma mesa. Acordei várias vezes naquela madrugada daqui (vossa hora de jantar) com a sensação algo incómoda do “está a ser agora”).
    Além da honra para mim, do êxito culinário para o Eduardo, este foi mais um passo em frente para uma Blogosfera que com estas iniciativas vai, a pouco e pouco, deixando para trás a irresponsabilidade voyeurística do virtual e dando origem a algo bem mais palpável e que até se pode … provar!

    Um grande abraço para todos vós do DCPOV!

    Luís Pontes – Portugal

  16. 16 Michel abril 3, 2008 às 11:25 pm

    Essa sobremesa me deixou de queixo caído. Deve ser dos deuses.

  17. 17 Adriana abril 4, 2008 às 12:01 am

    O convite à interação, característica do que podemos chamar na Lingüística de gêneros digitais, faz algum tempo despertou meu interesse acadêmico. Percebo que as pessoas buscam nos gêneros digitais uma forma de criar novas relações humanas em um mundo interligado. Os chats, fóruns de discussão e blogs surgem como novas ferramentas nesse mundo virtual que se constrói. A princípio, receberam nossas ressalvas, nosso olhar desconfiado, diante da incerteza sobre quem estaria do outro lado, nossas críticas, com relação à nova forma de escrever que eles determinavam. Mas com o tempo se firmaram em um instrumento de socialização, com características próprias. È assim que a voyeurística do virtual – usando palavras do Luís Pontes – vai dando origem a novas relações, nas quais a distância física já não é o mais relevante. As relações construídas a partir da internet se manifestam de formas diferentes: é a saudade do não vivido (quantos de nós já não desejamos estar presente nestas quartas, em SP), a sedução pela palavra (vamos nos despindo a cada novo texto), o saber – ou sabor – compartilhado. Sim, ainda “é engraçado como gente que nunca se viu pode ficar tão próximo quanto estão próximos os convivas a uma mesa”, citando Pontes novamente (citações… mania de professor). Mas isso só é possível porque os confrades da DCPV se mostraram receptivos às nossas manifestações. Mesmo àquelas que fogem do tema “comida caseira”, proposto por Eduardo, motivo pelo qual me desculpo.

    Um abraço,

    Drix

  18. 18 Suzana abril 4, 2008 às 6:17 am

    Eduardo, brilhante como de costume! Achei um doce a ideia das comidas inesquecíveis. Tem graça que quase todos escolhemos coisas simples que fazem despoletar as lembranças… Adorei!! E o Pão de Rala (que é da cidade em que eu nasci) é uma perdição. Mesmo!!

    Bj e parabéns por mais um mega sucesso de menu!

  19. 19 Eduardo Luz abril 4, 2008 às 1:33 pm

    Lídia, é sempre bom lembrar da comida da mamãe, né ! Cozidos, tripas, coelhos… E quanto ao jantar, fiz todas as entradas do Cozinha Turca. Ficou muito bom !

    Agda, cozido e feijoada da mamãe de novo. Eu fico pensando se com esta onda de homens cozinhando, daqui a alguns anos , quando for feita a mesma pergunta,se os nossos filhos responderão sobre aquela comida que o “papai” fazia !

    Aline, grato pela passagem e já linkei o Muqueca aqui também. E a vovó ( que é mãe da mãe!!)fazendo carne assada, feijão preto, bolinho de arroz… hummm! A minha avó Fiorina fazia uma tainha recheado que era maravilhosa !!!

    Márcia, bom retorno e excelente gravidez pra vocês 3 ( você, o maridão e a criança, é claro!). E o meu gosto por bacalhau também é recente.
    Agora, você como boa precursora que é, já escolheu um homem ( o seu avô ) além das duas avós.

    Michel, pra você ter uma idéia vale à pena comer a sobremesa tomando vários Gren Apple ( pela qualidade deles, é claro !)

    Adriana, eu como mediador posso dizer : você não fugiu do tema. Você teceu uma bela tese sociológica que deu um peso muito maior ao DCPV (brincadeira !!). O teu raciocínio rtem uma lógica muito legal e também acho que talvez estejamos criando uma nova linguagem na Internet.
    Portanto, continue dando as suas brilhantes opiniões por aqui ( pois todos adoram, especialmente a Débora) pois eu, como moderador, libero ! E tenho dito !

    Suzana, faltou você dizer a sua comida caseira preferida
    (seria o Pão de Rala ??) e quem a fazia. E grato pelos elogios.

    LPontes, o autor da Noite. É realmente incrível como gente que nunca se viu realmente consiga se relacionar tão bem virtualmente parecendo que estão juntos fisicamente. Pois você foi tão citado e todas as tuas receitas foram tão estudadas e degustadas que é certo que você esteve presente conosco o tempo todo !
    Grato pela colaboração e você pode ter a certeza que continuaremos a visitar o Comidas regularmente. Afinal de contas, a partir de agora, nós somos blogs co-irmãos !!!

  20. 20 marcia abril 6, 2008 às 11:41 am

    Tudo perfeito e as fotos estão mais que deliciosas, parabéns . Salsinha aqui vai direto da horta para a cozinha 2 vezes por dia.
    Boa semana.

  21. 21 scalabis abril 16, 2008 às 11:50 am

    “chicobuarqueano”?? Só pode ser bom!
    Mais um grande sucesso do DCPV e amigos. Não conhecia o ” Comidas Caseiras” mas dou-lhe daqui os meus parabéns.
    Um abraço a todos!

  22. 22 eduluz abril 16, 2008 às 12:21 pm

    Márcia, me desculpe! Eu respondi pra Márcia errada ( a do Fouet, a do kkkkkk!). De qualquer maneira, grato pela passagem, boas férias e temos o gosto pela salsinha em comum.

    Scalabis, o nosso enólogo de plantão. Estou contente pela tua passagem por aqui e realmente, o Flor De Crasto é um vinho muito bom e o “chicobuarqueano” foi citado propositadamente em homenagem a você ! Já escolheu a data ?


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