da cachaça pro vinho – falando e comendo abobrinhas

número 99                                                                               04/01/06

                               Falando e Comendo Abobrinhas 

Introdução – Ano novo ! Comidas velhas ! Ainda bem ! Que fique registrado por este ato, o desejo profundo e sincero de um Ano Pacífico, Saudável e Amoroso pra nós daqui e “pros” outros lá do outro lado ! Pros amigos tudo de bom e pros inimigos, muitas coisas boas, principalmente razão e senso! Que o GADU nos ajude e conduzir nossas vidas com sabedoria, paciência, resignação e agradecimentos !

Vinhos

Espumante 130 Casa Valduga Brasil

Branco Grande Hacienda Sta Rita Chile

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Entrada – Trio de abobrinhas ( à escabeche, carpaccio de abobrinhas e abobrinha frita com queijo e rarissa) (Eduardo)

Principal – Camarões ao Brut Família Valduga

Sobremesa – Suflê de Doce de Leite

Observações finais

Ô comida boa, sô ! Sabores e abobrinhas sensacionais, sô ! ( Tá passando a mini-série JK). (Eduardo)

JK aprovaria o regabofes! (Domingos)

Bom início ! Surpreende pela simplicidade e paradoxalmente; pelo luxo saboroso ! (Déo)

Fotos da mão da Débora sendo tatuada ( é claro que foi com henna!!) num passeio de 4×4 no deserto de Dubai e de pratos de uma degustação de entradas espetaculares dum restaurante Persa do Souk Madinath Jumeirah, que é um shopping com cara de cenário de 1001 noites, que tem lojas temáticas ( árabes!!) de primeira além de ser lindo, especialmente à noite ! Tirei umas fotos dos “padeiros” trabalhando neste  restaurante e daria pra jurar que eles eram refugiados iranianos ! ( Pra quem assistiu ao Seinfeld, seria o correspondente aos enroladores de charutos cubanos !!)

Explicação – Como nós temos uma mania de falar abobrinhas, nada melhor do que comê-las ( as abobrinhas) em todas as formas. E era a primeira quarta de 2006; o ano se anunciava como muito bom !

A HORA DA ESPECIARIA

Nigella – São sementes provenientes de uma planta nativa do Sudoeste Asiático. Elas são usadas como especiaria e às vezes chamadas de coentro negro. Tem um aroma forte e o sabor é semelhante a nozes, terroso, apimentado, um pouco amargo, seco e bastante penetrante.
É utilizada em pães, leguminosas, arroz ( testei com Basmati e ficou bom!), verduras e legumes de raiz.
Eu usei num bolo de iogurte da Migas e ficou muito bom !
(Grato pela colaboração da Marizé  na elaboração deste verbete !)

 

 .

 

 

18 Responses to “da cachaça pro vinho – falando e comendo abobrinhas”


  1. 1 Marizé abril 16, 2008 às 12:33 pm

    Está linda a mão da Débora. Você sabe que quando as mulheres tatuam as mãos com hena elas durante uma semana não podem fazer nada, sendo que todas as tarefas ficam a cargo dos maridos?! Legal para nós não é?
    Em relação á nigela, estou a pensar fazer um pão de legumes com besan (farinha de grão de bico) acho que vou polvilhar com a nigela, depois te conto.
    Bjs

  2. 2 migas abril 16, 2008 às 2:45 pm

    Não conhecia esta Nigella. Completa novidade para mim! :o)

    Fiquei a imaginar esse shopping em terras árabes! Wow! Espero que o 2006 tenha sido realmente bom! ahah

    Beijo

    P.S. Essa tatuagem era a única que tinha coragem de fazer! Sou muito conservadora quanto a tatuagens mas essas, temporárias e todas floreadas, era capaz de fazer. A parte do conservadora é porque é “definitivo” demais para mim. Não porque seja uma velha antiquada! Lol

  3. 3 Adriana abril 16, 2008 às 11:00 pm

    Bem que tentei ficar quietinha no meu canto, mas esse “sô” e a referência a JK, justamente quando retorno de Diamantina, despertaram o desejo de escrever… de novo…

    Adorei a mini-série, pois as referências eram bem familiares. Juscelino, médico de minha bisavó, não resistia ao café com cuscuz de fubá e queijo de Minas, preparado por minha avó e servido ao amigo na cozinha de sua casa. O fim-de-semana em Diamantina permitiu reviver, em noite de céu estrelado, a seresta pelas ruas da cidade e o pão-de-queijo quentinho no café da manhã. Claro que ambos – cuscuz e pão-de-queijo – acompanhados de muita “abobrinha”, que aqui em Minas também quer dizer “caso”. Como podem perceber, título e comentários têm muito em comum comigo. E para não deixar a tatuagem de Débora de fora, ela bem que me lembra Aleijadinho e as igrejas barrocas 🙂

    Migas diz que não conhecia a nigella… Eu, sempre que vou comprar cebolinha, a pedido de minha mãe, tenho que pensar olhando para a banca no mercado: qual é a cebolinha e qual é a salsa… Só mesmo Neruda para me trazer para esse blog e a receptividade dos confrades para me deixar à vontade em meus comentários 🙂

    Beijos,

    Adriana

  4. 4 Michel abril 17, 2008 às 1:06 pm

    Uma vez eu servi um soufflé desse com uma calda de queijo mascarpone. Divino!

    Abração

  5. 5 Daniela abril 17, 2008 às 5:02 pm

    Que linda tatuagem! Também não conhecia esta Nigella, muito interessante.
    Edu, preciso de uma ajuda com a escolha de um vinho: farei mini morangas recheadas com camarões e creme de manga e não tenho idéia de que vinho comprar para armonizar.
    Se puder me ajudar, desde já agradeço.
    Abraço,
    Dani.

  6. 6 eduluz abril 17, 2008 às 7:37 pm

    Marizé, a Dé adorou esta idéia de não poder fazer nada durante a semana. Eu também ! ( pelo menos, ela me mandou falar isso !). E faz o pão que eu pego a receita. Vamos usar a nigella !!

    Migas, o shopping é realmente espetacular. Parece cenário daqueles filmes árabes ! E quanto a tatuagem, eu também não sou partidário da definitiva mas a de henna, é bacana ! A da Dé durou praticamente a viagem inteira !

    Adriana, a nossa escritora ! A mini série do JK estava passando naquele período e todos aproveitamos pra ficar com um belo sotaque mineiro ! E você tem razão quanto à tatoo : ela tem alguma coisa de barroco mesmo.
    Agora, bem que você podia fazer um “intensivão” e, pelo menos, saber a diferença entre a salsa e a cebolinha ! Quanto aos comentários, sinta-se a vontade !

    Michel, o professor ! Mascarpone é bom mas é bem carinho, né ? Existe algum mais barato ?

    Daniela, como você vai fazer um prato de frutos do mar e com um toque adocicado, eu aconselharia o óbvio : um vinho branco ( Chardonnay sem muita madeira ou um Sauvignon Blanc de preferência de 2006 pra cá) que seria servido na temperatura perfeita ou seja, perto de 10 ºC. Daria até pra “inventar” um pouco com um rosé legal mas acho mais conveniente o branco mesmo !

    Abs a todos !

  7. 7 Diogo abril 18, 2008 às 12:42 am

    Oh Eduzão, good (or bad) news for you. Te agenda pra dia 07/05. Estaremos aí em Sampa, ok?

    O problema é teu, hahahahahaha!!!

    Abração

  8. 8 Adriana abril 18, 2008 às 1:06 am

    Eduardo, não vai acreditar, mas assisto a quase todos os programas de culinária da TV. Dos programas nos canais abertos à “Em Casa com Jamie Oliver”, “Menu Confiança”, “Festas de Nigella”, “Nigella Express”, “Coté Cuisine”, “Vamos a Cocinar”, e por ai vai… Se estou “flanando” pelos canais da TV, os programas de culinária são sempre uma opção.

    Mas minha ignorância gastronômica já fez a vez de cupido, talvez por isso não faça nenhum movimento para mudar isso… rs… Há alguns anos, no mercado, atendendo mais um pedido de minha mãe, dessa vez para comprar taioba, peguei-me diante de dois maços de folhas sem saber qual era a taioba e qual era a couve (pode-se dizer maço para aquelas folhas amarradinhas? rs). Aproveitei o simpático grisalho ao meu lado para solucionar minha dúvida. Desde então já comemos muita couve juntos. Claro que em restaurante, porque ele também não cozinha nada. O consumo de gás em casa é zero. 🙂

    Mas diante dos chefes na tela da TV, não me detenho nas receitas ou no modo de preparo. Interessa-me a alquimia, a mistura de cores, o cuidado na apresentação, a história de cada prato, a cultura de cada povo expressa em sua culinária.

    Adélia Prado, uma poetisa mineira, disse que Deus, às vezes lhe castiga tirando-lhe a poesia e explica que ficar sem poesia é olhar para uma pedra e ver uma pedra. Busco em Adélia Prado uma justificativa para minha total incapacidade em reconhecer frutas, legumes, verduras, ervas, sementes. Vejo poesia onde deveria ver salsa, taioba, lima, manjericão, nabo… Você brinca me nomeando escritora (o que adoraria ser de verdade). Digo que são vocês que a cada quarta-feira percebem, por exemplo, que abobrinha rima com queijo (só um poeta para descobrir essa rima, não?). Por isso gosto do DCPV! Adoro poesia!

  9. 9 Eduardo Luz abril 18, 2008 às 1:01 pm

    Diogão, good news ! Pelo visto vamos ter a presença de prestigiados autores de Guias Destemperados pruma quarta-feira de autógrafos aqui no DCPV. Beleza !!! Vamos fazer o 1º Inter-Blogs ao vivo !!!

    Adriana, eu não brinco que você é uma escritora !Eu acho que você realmente é ! Ainda mais depois deste magnífico texto !
    Adélia Prado sabe das coisas !! E você soube traduzir tudo isto de uma maneira bastante poética e muito agradábel.
    Continue vendo os programas ( especialmente o “Em casa com Jammie Oliver!rs) e quem sabe a grande diferença entre a salsa e cebolinha será desvendada ! (rs).
    Pergunta técnica : ora-pro-nobis tem flor cor de rosa ?

    Abs.

  10. 10 Adriana abril 18, 2008 às 4:58 pm

    Eduardo, sobre ora-pro-nobis só conhecia a história de seu nome. Contam que as igrejas coloniais eram cercadas pelo vegetal, mas que os padres não permitiam que suas folhas fossem colhidas. As pessoas, então, aproveitavam o momento em que eles rezavam a longa oração do ora-pro-nobis para, escondidas, colherem as folhas que lhes garantiriam seu almoço.

    Claro que não sabia qual a cor de sua flor. Mas a cunhada do sogro da minha irmã (aqui em Minas, minha parente…rs), segundo informação de minha mãe, é especialista em ora-pro-nobis e tem até um pé da planta em casa. Consultada, vamos às informações…

    O ora-pro-nobis é uma planta cactácea que nasce como uma trepadeira. Apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Sua florada acontece entre os meses de janeiro a abril, e as flores nascem como pencas. São brancas peroladas e o miolo é alaranjado. Como as flores são muito perfumadas – docemente perfumadas – atraem abelhas, o que se torna um problema, segundo a cunhada do sogro da minha irmã. Depois da flor, surge um fruto alaranjado, redondo, azedinho. A princípio apenas as folhas eram usadas na culinária, mas agora, flor e fruto também começam a aparecer nas receitas. A última observação é que nem todas as variedades de ora-pro-nobis são comestíveis: apenas a de flores brancas e miolo alaranjado. Ninguém soube me informar qual a cor das não comestíveis. Talvez sejam rosas.

    Um abraço,

    Adriana

  11. 11 Neide abril 18, 2008 às 6:39 pm

    Eduardo,
    ainda mais depois da explicação da Marizé, preciso urgente de uma pintura de hena. Eu adoro nigela no pão. bjs, n

  12. 12 agda abril 20, 2008 às 1:41 am

    Eu acho que sou uma das poucas pessoas que não gostam de hena. Tenho horror à cor amarelada que pemanece nas mãos depois.

    Eu tenho que experimentar as sementes de nigela com arroz…

  13. 13 eduluz abril 21, 2008 às 7:13 pm

    Adriana, e depois você tem a coragem de dizer que não é escritora! Que relato fascinante ! De qualquer maneira dá uma perguntada pra tua “parente” ora-pro-nobis especializada se a minha é das comestíveis pois estou curioso. Se bem que já comi umas duas vezes e se estou escrevendo aqui e agora, é porque matar não mata (rs)! E uma boa pista é que constantemente tem uns abelhas lá nas flores !

    Neide, você bem que podia ajudar também na questão da minha ora-pro-nobis ! Ainda mais você que é uma tremenda especialita! E quanto a henna, a Dé gostou muito também de saber desta história. Será que é verdade (rs) ? Tá com uma cara que a Marizé está se aproveitando da situação (rs) !!!

    Agda, a henna fica um pouco amarelada mesmo mas nada que assuste tanto ! E aproveite pra fazer uma receita de arroz “nigellado” que assim eu copio !

    Abs.

  14. 14 Adriana abril 21, 2008 às 8:14 pm

    Eduardo, pelo que entendi tem ora-pro-nobis em casa, mas a flor é rosa. Bom, venenosa não é, como você mesmo observou. Comeu a folha, a flor ou o fruto? rs
    Vou buscar novas informações. Dona Lucinha, aquela do livro da pesquisa da professora da USP, era amiga de meu pai, um jornalista boêmio (acho que jornalista boêmio é pleonasmo) que conhecia todos os bares e restaurantes de BH. Vou tentar com ela. Almoço no restaurante qualquer dia desses e faço minha pesquisa.

    Um abraço,

    Adriana

  15. 15 Aline Neme abril 22, 2008 às 9:14 am

    Tenho também que confessar que adoro falar abrobrinha… mas comê-las, aind amais assim, com pratos tão lindos, é muiiiitttttoooooo melhor!!!!!

    A tatto de henna na mão da Débora está linda… também só teria coragem de fazer uma assim que não fosse permanente… hehehehehehe

    Agora, quanto ao inter-blogs pode contar comigo… tô dentro. Depois me diga quando pratos quer… vc sabe né? sou ensandecida, e já pensei em um linlhão deles… kkk

    Bjundas
    Aline Neme

  16. 16 eduluz abril 23, 2008 às 1:43 pm

    Adriana, continuando a novela ora-pro-nobis, a Neide (Come-se) me mandou alguns textos elucidando a minha dúvida : dá pra comer a folha e ela é boa pra anemia e pra prováveis furúnculos. Bem que eu percebi que aqui em casa andávamos mais “coradinhos” !! (rsrs)

    Aline, já está marcado ! Outubro é o mês da e do Moqueca ! E vou contar com o teu ensandecimento ( bonita palavra !!!).

    Abs.

  17. 17 Samuel janeiro 5, 2009 às 7:35 am

    Estou em São Paulo. Onde posso encontrar nigella? Já procurei na zona cerealista e no Mercado Municipal, e nada. Talvez tenha que procurar pelo nome de coentro negro…

    Você tem alguma dica?

    Obrigado.

  18. 18 eduluz janeiro 7, 2009 às 12:48 pm

    Samuel, grato pela passagem e já que o problema está resolvido, vamos revelar : a Bombay tem nigella ( a especiaria e não a “gordinha fominha sexy” da TV, rs) pra vender no seu site.

    Abs.


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