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dcpv – da cachaça pro vinho – carlota – gastro pop – etapa 4

lá vamos nós de novo
26 e 27/06

Gastro Pop
Etapa 4
Cozinha Caiçara
Studio 768 e Carla Pernambuco
27 de junho de 2008
Chef convidada : Ana Bueno

Pequeno preâmbulo: eu não sou muito de chegar cedo nos lugares. Por incrível que pareça, nos Gastro Pop anteriores (o Persa, o Brasileiro e o Thai), nós, eu e a Dé, chegamos sempre cedo. Pra você ter uma ideia, no Thai (por desencontro de informações) chegamos 1:15 hs adiantados. O Marcos Sodré não estava nem preparado ainda … rsrsrs.

Pois bem, nesse, nós exageramos. Por minha única e exclusiva culpa, chegamos 24 hs adiantados. Não sei daonde eu tirei que o evento seria no dia 26/06!
A sorte é que o Carlota é bem na frente e duas taças de vinho (tá, ficamos mais de duas horas lá !), um mix de entradas brasileiras e um mix de rolinhos depois, voltamos pra casa felizes e pensando como seria este Gastro Pop Caiçara.

 

E como sempre, foi muito bom. Começou pelo belo texto do Eduardo Logullo no lindo encarte sobre a cozinha Caiçara: “os caiçaras se espalharam por todo o litoral de SP e região sul do Rio, deixando marcas em IlhaBela, Caraguá, Ubatuba, Mongaguá, Itanhaém, Ilha Comprida, Peruíbe e Paraty. Esta última cidade hoje é o ponto mais importante da reinvenção das tradições culinárias da cozinha caiçara. Graças à inventividade dos chefs de Paraty, voltaram à mesa receitas como peixe azul marinho, peixe na areia, camarão casadinho, manuê de bacia, massapão, paspalhão, café com caldo de cana e até o inevitável pé-de-moleque.”

Historicamente a agricultura regional complementa a alimentação diária dos pescadores, sendo que a principal componente é a santa farinha de mandioca (né, Neide !), onipresente nas refeições“.

A Ana Bueno é chefe e proprietária do Banana da Terra (e autora do livro acima), um belo restaurante de cozinha brasileira localizado em Paraty e considerado pela revista Prazeres da Mesa, um dos 50 melhores do Brasil. Nós já fomos lá em 2002 mas segundo a própria Ana, foi feita uma grande reforma depois disso e o restô está muito mais bonito, além de participar também da Associação da Boa Lembrança. Taí um bom programa: ir a Paraty e comer no Banana da Terra!
Por sinal, a Ana é simpaticíssima e respondeu galhardamente a todas as perguntas que eu fiz além de contar todos os segredos das suas receitas. Se alguém quiser alguma delas (ou todas) é só avisar!

Bom, vamos aos pratos servidos no 4º Gastro Pop, a cozinha caiçara da Ana Bueno .

Entradas

Cestinha crocante ao curry com milho, camarão marinado, cebola e pimenta.

Praticamente um ceviche caiçara. Muito bom.

Bolinho de carne seca com paçoca de banana e geléia de frutas.

Delicioso ainda mais com o contraste agridoce.

Mouffins de aipim com creme de siri gratinado.

Gostoso e parece uma queIjadinha salgada caiçara.

Terrine de linguiça caseira e cogumelos da serra.

Um bolo salgado e muito bem temperado.
Esta foi a fase em que ficamos na cozinha observando a Ana, a Carolina Brandão e as auxiliares trabalharem. Aí fomos pra mesa (ela é única) onde os pratos principais seriam servidos.

Começamos com Capuccino de palmito pupunha

Sopinha leve e com mussarela desfiada no fundo.

Serviram um bom vinho branco (chileno ou argentino) e também não me lembro do produtor.

Lombo de robalo com manteiga de ervas e banana da terra.

Este robalo anda nos perseguindo. E ainda bem pois é gostoso demais!

Polenta de farinha de Paraty , frutos do mar e caldinho de camarão com folhinhas de caruru.

 

Polenta de fubá com frutos do mar (lula, camarão, polvo) al dente. Pra mim, um dos melhores da noite!

Ah! Serviram também um vinho tinto com as mesmas características do branco: não sei nada sobre ele, mas era bom.

Como sobremesas:

Massapão

Parece realmente uma massa de pão doce assado ou melhor, um bolo muito gostoso com textura de “encruado”. E uma bela calda de maracujá pra acompanhar.

Sonho de aipim recheado de goiabada e catupiry e sorvete de goiaba.

Gostoso e uma versão caiçara do suflê do Carlota !

Resumo: Mais um acerto da Carla na escolha do tema pois a comida caiçara da Ana é simples, gostosa e resgata bastante a genuína comida brasileira.

Pra terminar, fique com mais um belo trecho do texto :
E na hora da sobremesa, quem comanda é dona batata doce. Ela se junta, toda feliz e bonachona, com outros dois colegas de tacho : o coco e a jaca. O capítulo doce não se encerra aí. Na roda dos caiçaras aparecem broas de milho e pés-de-moleque (sem amendoim, com melado de cana, farinha de mandioca e gengibre ralado, receita do tempo dos escravos). Os termos “light” e “diet” são palavrões cabeludos na cozinha deles. Por isso o caldo de cana e o melado circulam muito à vontade, combinados com traiçoeiras e sedutoras cachaças. Embarque nessa canoa. E vida longa ao povo caiçara.”

Vida longa pra todos nós! Que venham outros Gastro Pop!

Até!

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dcpv – da cachaça pro vinho – big apple: l’atelier do joël robuchon

Espectacular
24/05/08

dcpv – Big Apple: L’Atelier do Joël Robuchon

Fiz uma reserva (daqui mesmo da província de Ferraz de Vasconcelos) pelo Open Table pra irmos (eu, a Dé e a Re) almoçar no restaurante L’Atelier do Joël Robuchon em NY com 15 dias de antecedência.
Marquei pras 13:15 hs no sábado, 24/05. Segundo a Ale Forbes do Boa Vida e o Edgard, um dos comentaristas mais assíduos de lá e “novaiorkólogo”, o resultado desta experiência seria memorável.
E foi !

Bom, saímos no sábado de manhã pra bater pernas em NY e chegamos ao hotel Four Seasons exatamente as 13:15 hs( sabe como é, a fome é pontual).
O L’Atelier é simplesmente lindo e o lugar certo pra comer lá é sentado no balcão, como num bar (é como o Edgard já tinha me avisado: vá no balcão!)

Deixa eu explicar melhor: a ideia do L’Atelier é ser um restaurante menos formal no serviço, mas ao mesmo tempo te proporcionar uma sensação gastronômica memorável.
O menu tem 2 páginas. Uma com a descrição dos pratos pra quem for comer no salão. E outra, com os preços das pequenas porções dos mesmos pratos da página anterior e com o propósito de fazer você experimentar o máximo de coisas que puder. E foi o que nós fizemos.
Começamos (eu e a Dé) pedindo duas taças de um belo Chablis americano (vinho da casa) e a Re ‘sex-in-the-citiou’ ao pedir um belíssimo Cosmo (e que a Dé transformou numa foto digna de capa de qualquer boa revista gastronômica).

Vou abrir um pequeno parentêsis (especialidade da casa) pra tentar explicar como é a parte interna do restaurante, através das seguintes fotos.
Esta é a vista do balcão onde nós 3 comemos :

A decoração da parte interna do balcão ( área de serviço da cozinha) é linda com várias ervas e com a possibilidade de vermos a brigada trabalhando em meio a vasos com cenouras, pepinos cortados em lâminas, frascos com  macarons, tomatinhos e mais um monte de informações :

 

 

E fecha parêntesis.

Aí partimos pras comidas. Foram servidos pães fresquinhos.

Um amouse bouche composto de um creme de menta com ervilha fresca. Uma delícia!

Pra mim, veio um carpaccio de vieiras que estava de “doer”. Very good.

E pra Dé, um gazpacho que além de refrescante, parecia uma pintura modernista!

Já com a Re, nós tivemos um pequeno problema. Ela olhou o menu inteiro e não achou praticamente nada que encaixasse no gosto dela. A muito custo, escolheu (e maravilhosamente bem) mini-hamburgueres ( viva o MacDonalds, pelo bom português é claro) com foie gras (que ela tirou do “sanduba” rapidamente pois não gosta mas que eu e a Dé comemos tão rapidamente quanto ela tirou) e batatas fritas sequinhas cortadas à mão. Delícia, delícia, delícia!

A seguir, pra Dé um spaghetti com cogumelos. Saboroso.

E pra mim, calamares e alcachofras.

Espetaculares!
E surpresa. O chefe mandou um brinde pra Renata. Raviolis de … foie gras! Rimos demais mas, a Re comeu tudo porque estava muito gostoso e o foie não era dominante. Pelo contrário, era muito suave e repare na apresentação do prato:

Mais uma surpresinha: umas espuminhas de abacaxi pra dar uma limpada no palato. Esse Joël é terrível!

Como sobremesa, a Dé pediu uma surpresa de chocolate que ( pra variar) estava linda e deliciosa ou seria, deliciosa e linda?
E mais uma surpresinha pra Re (e gratis também. Acho que o chefe estava interessado nela. Isto sim é que é um bom partido) pois vieram duas sobremesas iguais!

E eu, experimentei grapefruit com sorvete de vinho e espuma de coco. Refrescante e a “pièce de résistance” duma belíssima epopéia gastronômica .

Ainda tomamos um Tokay (não me pergunte quantos puttonyos pois não tenho a mínima idéia!) e fomos embora satisfeitos e com o dever cumprido.
Não esquecendo do cafezinho, off course !

E fica a confirmação do óbvio: é claro que um restaurante desse só poderia se chamar L’Atelier. Ele é um verdadeiro atelier da gastronomia onde as comidas são feitas sobre medida e tem o acabamento de uma obra de arte!

A conta? Barato não é (pra mim foi justo!) mas quanto custa uma obra de arte?

Até !

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PS – Vou aproveitar e divulgar um novo projeto que nós (eu, o Luís e Marizé) estamos produzindo. O projeto Y. A ideia básica é os 3 blogs reproduzirem o mesmo menu no mesmo dia e depois postarmos sobre a impressão (e a ótica) de cada um de nós.  Será no mínimo, pitoresco. Pra saber um pouco mais (e como foi que o LPontes entrou na blogosfera) vá para o Outras Comidas.

dcpv – da cachaça pro vinho – dcpvj….apão – 100 anos da imigração.

número 181
18/06/08

dcpv – DCPVJ…apão – 100 anos da Imigração.

J junco: usada na produção de cestos, esteiras e móveis, a planta foi trazida por um imigrante em 1931.
Aaji-no-moto: o tempero japonês ” que realça o sabor dos alimentos ” está na cozinha brasileira há mais de 50 anos.
Ppimenta-do-reino: o chefe de uma embarcação que chegou com imigrantes em 1933 trouxe vinte mudas da especiaria, cultivada sobretudo no Pará.
A amendoim japonês: o amendoim com uma casquinha crocante temperada com molho de soja, foi criado no Brasil por nikkeis.
Oofurô: os imigrantes ensinaram os brasileiros a se banhar em tinas com água bem quente, o que para os japoneses, quer dizer não menos que 40ºC.

Animê, bonsai, caqui, doce de feijão, flor de lotus, gateball, hashi, ikebana, karaokê, luminária de papel, maçã fuji, National Kid (que legal!!), origami, pastel de feira, rabanete, saquê, tofu, Urashima Taro (que legal de novo !!!), yakult, zen. Pronto, eis o abecedário das belas contribuições que os imigrantes e seus descendentes deixaram pra sempre na nossa cultura.
Tudo isto começou em 18/06/1908 quando 781 imigrantes japoneses chegaram no navio Kasato Maru no porto de Santos.
E pra homenagear os nossos bravos nipônicos, resolvi fazer uma noite completamente inédita no dcpv: só receitas japonesas . Vamos ver como funciona um menu com essa comida saudável, leve e cada vez mais, na moda.
Ah! E pouco calórica também já que dificilmente se vê um japonês gordinho (lutadores de sumô à parte, claro!). Vamos lá!

Antes dos trabalhos

Aproveitei uma peça de filé congelada (iria faltar carne, pois com  os reforços da Re e a dupla de nossas sobrinhas Bia e a Luma, a nossa audiência estaria quase duplicada) e fiz um belo carpaccio que o Mingão temperou divinamente!
Eu sei! Carpaccio não é japonês mas, é tão levinho e gostoso que passaria facilmente por uma criação deles. E pra configurar, usamos hashis pra comer!

Já o Déo, cuidou da nossa alimentação líquida e fez um belo Wasabi Martini (wasabi, sakê, limão, gelo e soda).

ITI- Entradas

Croquetes de batata (Korokke) – (Livro Japão – pag  35)
Frango, peixe e abobrinha Teriyaki (Livro Japão – pag 43)

Os croquetes de batata são … bolinhos de batata. Batata roxa (isto mesmo e da Dean  & DeLuca!!), cebola, carne picada na faca, manteiga, farinha de trigo e de rosca, pimenta e sal. É só fazer um purê com a batata e misturar com a carne frita na cebola.
Empanar na farinha de trigo, ovo batido, farinha de rosca e fritar. Tá pronto! E é muito bom como todo bolinho de batata!

E o Teriyaki funciona da seguinte maneira. Marine (em tigelas distintas) o frango, o peixe e a abobrinha. numa mistura de shoyu, mirim, sakê, açúcar e azeite.

Respeitado o tempo de cada ingrediente, grelhei-os separadamente e deixei o marinada que estava à parte reduzindo até se transformar num molho denso. Começava, efetivamente, a nossa jornada nipônica!
Molho com sabor adocicado e ainda frisei mais a “maritimidade” ao colocar ovas de salmão sobre o peixe! Tudo muito bom!

Na dúvida sobre o vinho, apelei prum rosé. E um Malbec/Shiraz Finca Flichman 2007 Mendoza que após fazer uma reverência com as mãos unidas sobre o peito, se mostrou “agroselhado, salmonado, roseado, garantido no” segundo os “conflades”, nós mesmos!

NI – Principal

Carne Teriyaki

Junte sherez com açúcar, shoyo, gengibre, alho e molho de pimenta vermelha numa travessa. Adicione tiras de filé e deixe marinando por uma hora.
Aqueça o wok, adicione óleo de gergelim, escorra a carne e frite até dourar. Junte a marinada e cebolinha francesa cortada.

Agora é só cozinhar até que o molho fique um pouco espesso. Guarneça com folhas de coentro e sirva com arroz (fiz um jasmim básico temperado com lemmon pepper). Bom demais!
A grande curiosidade é que tanto a entrada como o principal são Teriyakis. Acho que deve ser aquela máxima “de que japonês é tudo igual!” rsrs.
Falando sério, com as marinadas diferentes, os pratos também resultaram muito distintos. Mais um belo degrau na cozinha do Sol Nascente!

E o sommelier Dorinkos escolheu um tinto nacional, o Don Laurindo Merlot 2006 que, após o toque dos sinos, se mostrou “agroselhado, nipo-brasileiro, salvador, bom no!“.
É o Brasil homenageando o Japão através da sua recente produção vinícola.

SAN – Sobremesa 

Neve Ligeira

Apesar do nome de índio sioux, esta Neve Ligeira é simplesinha e muito gostosa. Vou dar a receita correta (viu Migas e Pipoka!!): 2 folhas de gelatina, 16 colheres rasas de sopa de açúcar, 1 clara, 1 colher de chá de casca de limão ralada, 1 colher de sopa de sumo de limão e 2 xícaras de água.
É só dissolver a gelatina, acrescentando o açúcar em fogo médio. Bata a clara em neve e adicione a casca e o sumo do limão.
Junte pouco a pouco a água e sem deixar de bater, acrescente a gelatina com o açúcar. É só esperar ficar espesso, colocar numa forma e levar à geladeira. Puxa, é uma verdadeira Nuvem Ligeira mesmo!

Sirva com frutas cortadas de sua preferência (eu coloquei morangos e biribiri, uma fruta prima da carambola que o Beto Pimentel deu de presente pra Dé lá no SPF&W).
Além de tudo, a sobremesa tem uma plasticidade que a Dé soube transformar em belíssimas fotos!

Bom, é isso aí!
Fique com uma foto que representa a união dos povos brasileiro e japonês, representada por 5 bonecas (a Luma, a Re, a Bia e as duas bonequinhas da campanha dos 100 anos do excelente supermercados VERAN ( merchã e dos bons).

Até !!

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dcpv – da cachaça pro vinho – dcpv no spfw

xtra, xtra
13 a 15/06

dcpv – dcpv no SPF&W

Sopa de letrinhas! Uôpa, que bela sopa!

Fomos (eu e a Dé) ao SPF&W. Calma que não é o São Paulo Fashion Week (apesar de sermos bem “fashions”! rsrs).
É o São Paulo Food & Wine, um evento de gastronomia e bebidas realizado através de uma parceria entre o Hotel Hyatt e o Paladar, o suplemento cult (pelo menos pra mim) do Estadão. A ideia principal foi fazer workshops, bate-papos e refeições especiais com vários dos melhores chefes do Brasil e do mundo, tomando o cuidado de mostrar da melhor maneira e com o brilho que ela merece, a culinária genuinamente brasileira.

Só pra ter uma visão do calibre  dos participantes, segue a “listinha”:
Adriano Kanashiro (rest Kinu), Alex Atala (D.O.M.), Ana Luisa Trajano ( Brasil a Gosto), Ana Soares (Mesa III), Beto Pimentel (Paraíso Tropical – BA), Carla Pernambuco (do Carlota e figurinha carimbada do DCPV), Coque Ossio (La Bomboniere -Peru), Edinho Engell (Manacá), Francis Mallmann (ele mesmo, do 1884 – Mendoza), German Mastitegui (Olsen e Casa Cruz, viu Diogo, de BsAs), Helena Rizzo (Mani), Hernan Taiana (mesmo nome, Punta), Kevon Thornton (Thornton’s, Dublin), Laurent Hervé (eau), Luis Acuña (El Pobre Luis, Arg), Mara Salles (Tordesilhas), Marc Le Dantec (mesmo nome, BA), Montse Estruch (El Cingle, Barcelona), Nelsa Trombino (Xapuri, BH), Nicolas Le Bec (mesmo nome, Lyon), Rodrigo Oliveira (Mocotó, SP), Simon Lau (Aquavit, Brasília).
É uma seleção e tanto, né ?

Entre tantas informações importantes, escolhemos os seguintes workshops :
dia 13/06 às 18:30 hs

Ingredientes menos conhecidos, pouco usados, marginalizados” com a Mara Salles.

Ficamos por dentro de como fazer um belo gaspacho de maxixe (o da foto acima), sardinhas em folha de taioba, nhoque de mangarito (peguei alguns pra plantar !!), caldinho de milho cozido e cambuquira que a Dé adorou!

dia 14/06 às 16:00 hs

Como nasce um grande restaurante brasileiro” com Alex Atala e Alain Polleto .

O novo empreendimento do Alex Atala em sociedade com o Alain Polleto será o restaurante “Dalva e Dito” (segundo ele, por causa da estrela e do santo), com inauguração prevista pra setembro e terá como missão fazer uma cozinha brasileira tradicional aliada à técnicas de cozimento à  baixa temperatura. O negócio promete e os sócios fizeram a receita de uma galinha de Angola com a utilização de vácuo e da tal baixa temperatura. Até a planta da cozinha do restaurante (por sinal, um espetáculo!) foi mostrada com todos os cuidados de contaminação cruzada e tudo o mais! Aguardemos, pois!

dia 15/06  às 11:00 hs

Radiografia da Mandioca” com a Mara Salles, Ana Soares, Jerônima Barbosa e a Neide Rigo (ela mesma, a Neide do Come-se).

O nome deste workshop foi extremamente bem escolhido. Todas as variações, todas as aplicações, todos os sabores, todas as informações transformaram esta aula numa verdadeira radiografia da mandioca.
Juntaram a criatividade da Ana Soares, a sabedoria de Jerônima Barbosa, a credibilidade da Mara Salles e os conhecimentos técnicos da Neide Rigo (a que está com no centro da foto acima) pra formar uma verdadeira “jam session” sobre o tubérculo.  Uma verdadeira redescoberta do Brasil!

E a Neide mostrou lá o que nós todos sabemos: ela sabe tudo e tem sempre uma informação à mais! Todo o workshop foi inspirador! Dá vontade de sair de lá plantando mandioca (a planta rsrs) e na foto acima, está o prato que ela preparou: o cuscus marroco/paraenseamazônico (a Neide me corrigiu a tempo )! Uma delícia!

dia 15/06 às 16:00 hs

Transgredindo a moqueca” com a Ana Luisa trajano, o Beto Pimentel e a Helena Rizzo.

Impressionante como todos os worshops foram interessantes. E este foi mais um deles. Vimos 3 moquecas serem preparadas :
A primeira foi feita pela Ana Maria Trajano (do Brasil a Gosto) e da maneira tradicional: uma legítima moqueca capixaba (tá pra Aline !)
A segunda foi feita pelo Beto Pimentel (do Paraíso Tropical), um baiano arretado, que tem  como característica principal saber tudo sobre os ingredientes que ele usa (especialmente frutas) e que ele próprio cultiva ! Acabou fazendo uma moqueca com frutas e temperos regionais especiais, que mais parecia uma  saladona de frutas e frutos do mar. E estava saborosa!

Aprendemos muito com ele e até biribiri (que tem sabor parecido com uma carambola verde!) ele nos presenteou (na verdade, a Dé pediu na maior “cara-de-pau”!)! Levamos dois pra casa que já foram devidamente utilizados.

E pra terminar, a Helena Rizzo  (do Mani) fez, segundo ela, a verdadeira transgressão da moqueca pois contou com o incremento duma espuma de coentro “ferran-adriana” e caju confit . Um espetáculo e mais uma jam session! Parecia que estávamos no Sex Shop Jazz!

Foi um encerramento com chave de ouro!

Resumo final: o SPF&W foi um evento excelente com grandes workshops e melhor ainda, com chefes entusiastas da cozinha e ingredientes brasileiros, com vontade de mostrar que temos excelentes matérias-primas e que basta ter acesso a elas e às informações pra que esta cozinha seja adotada pelo mundo todo! (Se não me engano, o Ferran Adriá já disse que o futuro da gastronomia está na Amazônia!).

Também participamos do Jantar de Gala (seis grandes chefes com seis grandes “fazedores” de vinho que será motivo dum post exclusivo!) e uma coisa ficou clara: o melhor prato deste jantar foi o do Alex Atala (e sem bairrismo!).

Até !

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dcpv -da cachaça pro vinho – mediterrâneo, mediarâneo, medimarâneo.

numero 180
11/06/08

dcpv – Mediterrâneo, mediarâneo, medimarâneo.

Eu tenho uma queda pela culinária mediterrânea. Sempre me vem à mente coisas alegres, azeites, peixes, manteiga, pratos coloridos, carnes, verduras, massas. Enfim, coisas saudáveis.

Também sou um ‘fominha” por livros culinários. E como assinante da Folha ( jabá!!), comprei rapidamente o pacote total com as 25 edições d’A Grande Cozinha. Dentre os livros, tinha um só de comida mediterrânea.
Aí eu pensei: puxa, vou aproveitar estas receitas e fazer uma noite mediterrânea pra dar aquele prazer, aquele “algo mais” nos sabores e dar uma “arejada” nas nossas noites sem “aquela” (boa) responsabilidade dos interblogs.

 

Vamos lá! Vamos à cozinha leve e saudável que se desenvolveu em torno do mar Mediterrâneo!

uno – entrada

Salada de Arroz com Frutas Cítricas e Repolho com Bacon (pag 36)

Só faltou o mar e a maresia pra nos sentirmos em plena Sicília.  Uma bela salada de arroz ou seja, arroz frio muito bem temperado com limão e laranja e misturado a repolho ligeiramente cozido, cortado fininho e bacon defumado frito. Prato reconfortante e com cara daqueles que você come vendo TV (de preferência, um bom programa de viagens do T&L) ou melhor, olhando a sacada do prédio e vendo o belíssimo mar lá ao fundo!

Acompanhamos com um (na verdade, 2) belo vinho branco Chardonnay Jacobs Creek Vintage 2007 Austrália que foi, segundo os italianos do Sul, nós mesmos, “verde, ítalo-grego, austrália dreammer, delicioso“.

due – principal

Costeletas de Cordeiro com Polenta de Pistache (pag 96)

Ô, pratinho marinado (literalmente)! Costeletas marinadas em limão, azeite, casca de limão, sal e pimenta durante 3 horas. Foram simplesmente fritas e complementadas com uma polenta feita de acordo com as regras ‘italianas’ (água, manteiga, grana padano) com a adição de pistaches amassados e fritas após descansar numa forma retangular depois de serem cortadas nas mais variadas formas.

Carne macia, suculenta e com a capacidade de, ao mordê-la, fazer você se teletransportar pro Mediterrâneo.

Valorizou ainda mais, o vinho tinto Malbec/Cabernet Sauvignon Quarto de Milla 2004 Mendoza que como todo bom argentino, achava que era europeu e nós, que ainda não somos, pensamos que ele era “temperado, echalotado, tintoso, buoníssimo“.

tre – sobremesa

Pudim de Mel (pag 110)

Sobremesa corretíssima e ensolarada. Creme de leite fresco, mel, limão e gelatina em folhas sem sabor. Tudo isto se transformando num pudim simples, gostoso e que nos transportou pra um lugar bom apesar da grande catástrofe do Nordeste, a derrota do Timão! Vamos deixar pra lá!

E ainda tomamos a metade da garrafa do Chateau Peyruchet que sobrou do menu da Luna. Pra aproveitar e lembrar como foi bom o menu da semana passada!

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – ny, ny.

special, extra
21 a 26/05

dcpvNY, NY.

Quando comecei a pesquisar sobre onde comer na viagem a NY, sempre aparecia alguma indicação dos grandes chefes franceses: Robuchon, Boulud e Ducasse. E ficou claro pra mim que iríamos (eu, a Dé e a Re) comer bem e em alguns dos lugares onde os acima são big bosses. E comemos!

A indicação de alguns dos lugares veio através dos comentários do blog Boa Vida  da Alexandra Forbes. Pessoas muito legais como a própria Alexandra; o Edgard (sócio do Pirajá, Lanchonete da Cidade, Braz e cia) que é um expert no cenário gastronômico nova-iorquino; a Constance (que vai pra lá em agosto e tem uma lista tão grande de lugares pra conhecer que pelo visto, terá que ficar uns dois anos por lá!) e o chef Carlos Bertolazzi.
E os e-mails do Hugo (tripulante do VnV do Ricardo Freire) que além de me mandar o roteiro da recente da viagem dele à NY ainda me passou dicas preciosas que facilitaram (U$) muito a viagem.
Ah! Não posso esquecer da chef Carla Pernambuco do restaurante Carlota.

Resultado: por termos ficado pouco tempo (5 dias úteis) tive que optar pelos que se encaixavam nos nossos gostos. E tendo 3 noites já ocupadas por musicais, indicações da minha querida filhota Re, os famosos Wicked, Jovem Frankestein com o maravilhoso (A)Igor (quem se lembra?) e o brega-delicioso Mamma Mia, sobraram as seguintes opções pros seguintes dias:

21/05 – Quarta no jantar

The Stanton Social (indicado pela Carla Pernambuco)

Lugar descolado pra dividir pequenas porções. Bom pra ir à noite mesmo!

22/05 Quinta no almoço

Kittichai (outra da Carla Pernambuco)

Thai de primeira linha. Decoração lindíssima!

23/05 Sexta no jantar

Benoit by Ducasse (dica da Alexandra Forbes )

O melhor frango de padoca que eu e a Dé comemos na vida! E aproveite pra pedir pra Lua, uma garçonete brasileira te atender, pois além dela ser boa-praça, ainda descolou dois belos cálices dum Late Harvest pra dar um grand-finale à noite .

24/05 Sábado no almoço

L’Atelier do Joël Robuchon (dica da Ale Forbes e reafirmada pelo Edgard que o achou sen-sa-cio-nal !)

Sen-sa-cio-nal. Tão bom que terá um post só pra ele. Aguarde!

25/05 Domingo no jantar

Raoul’s (dica do Edgard)

Um bistrô autêntico e com um ambiente muito legal. Pena que a Madonna não “deu as caras”! (Segundo o Edgard, perigas você encontrar com ela quando for comer lá!)

Outros pontos legais visitados:

Gourmet Garage (dica da Carla Pernambuco)

“Mercadinho de bairro” muito bom e com um ambiente charmoso !

Whole Foods

Só natural, vou sobreviver de amor !

Dean & DeLuca (este é a Ferrari dos sex shops!)

O Dean & DeLuca é daqueles lugares em que você coloca toda a estrutura da aviação civil em xeque: porque somente 32 kg por bagagem?

Sullivan St Bakery (mais uma do Edgard)

Uma padaria de responsa! E com pães de salivar (sem trocadilho!)

Dessert Truck

Este é bastante interessante, pois comemos belíssimos creme brulée feito com baunilha de Madagascar e um devil food cake de chocolate com cobertura de flor de sal (chique, não ?) num caminhãozinho perto da NYU. É uma tentativa de servir boa gastronomia em plena rua. Só em NY mesmo!

Resumo da ópera (ou melhor, do  musical !)

O tripé compras-musicais-gastronomia funcionou muito bem (se bem que a Dé até que não exagerou muito em vista da enoooormeee oferta!), não vimos nem a cara da Estátua da Liberdade e muito menos os arranha-céus famosos como o Rockfeller Center, o Empire State, o Top of Rocks.
Pensando bem, foi bom não termos visto nada pois teremos mais motivos ainda pra fazer uma nova visita pra lá brevemente e além dos citados, ver e experimentar a Zabar’s, o Bar Boulud, o The Spotted Pig, o Tailor, a Dean & DeLuca (de novo), etc.

Até .

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dcpv – da cachaça pro vinho – buddha bar sp – são paulo?

sem número, mas especial
05/06/08

dcpv – Buddha Bar SP – São Paulo? 

Aniversário da Dé. Precisava de um lugar especial pra comemorarmos, já que a Re tinha prova e só estaria livre lá pelas 21:00 hs.

Pensei: comida asiática seria uma boa! E de preferência num ambiente elegante (pô, aniversário da Dé!!!). Lembrei que tinha lido em algum lugar que o Buddha Bar de SP tinha a decoração (extravagante e linda) dos outros do mundo só que aliado a uma comida asiática muito bem feita pela chef Bel Coelho (ex-Sabuji).

Liguei pra reservar e quase desisti!Só reservavam prá no máximo 21:00 hs (” e sem atrasos, heim ?”) e só tinham mesas pra fumantes. Pensei bem e resolvi: vamos lá ( pô, aniversário da Dé !!!!).
E foi muito mas, muito bom mesmo !

Começamos com um Wasabi Martini (wasabi, saquê e limão) pra Re e eu e a Dé fomos num belíssimo vinho branco Semillon 2005 Steenberg South Africa que era um espetáculo! Frutadíssimo!

 

O couvert é muito bom com um relish de pepinos, um molho cremoso e pãezinhos suecos (nosso fraco!).

O ambiente é realmente tudo o que você espera de um Buddha Bar (tudo bem que é dentro da Daslu !!). E a trilha sonora é demais! Com DJ e tudo o mais e quem pensa que o som é alto, esqueça! Na altura certa e com a qualidade dos Cds Buddha Bar (somos fãs. Temos alguns e são muito bons)

Voltemos às comidas: a aniversariante Dé foi de Robalo Crispy com molho de castanhas e pupunha refogado. Delícia total com o molho destacando muito bem o robalo (o frango dos peixes)

Eu, de spaghetti de arroz com vieiras, abobrinhas e molho thai. Comida thai mesmo com nam pla e tudo.

A Re, pediu um combinado Buddha Bar que estava bom e bonito.

Dividimos duas sobremesas:

Fondant de Chocolate com sorvete de paçoca e …

  

… trio de sorvetes (tangerina com cardamomo, jasmim com baunilha e coco com canela). Sabores aromáticos (existe isso ?).
E junto com o de paçoca faz você pensar em ir lá só pra tomar sorvete (além de comprar alguma “coisinha” da Prada!). Sorveteria Buddha Bar!
E pelo que me foi informado, méritos também pra Paula da Arte Gelati  que desenvolveu junto com a Bel estas idéias “sorvetísticas”.

Bom, o lugar está mais do que aprovado. E além do mais, tem um daqueles menus que é  muito difícil escolher o que vai comer tal a quantidade de pratos “escolhíveis”.
Certamente voltaremos pra experimentar outros sabores.

Noite perfeita! Feliz aniversário pra  Dé, mas, desculpem a ‘manjadice”, o presente também foi meu e da Re.

PS – Além de tudo o serviço funciona e muito. Não é que na manhã do outro dia, recebo um telefonema de lá, perguntando se correu tudo bem e se tinha alguma crítica a fazer (no comments!).
Além do mais, mandei um e-mail pra Bel agradecendo pela noite e ela mais do que prontamente respondeu! (belo exemplo prum monte de chefes-estrelas (ou bigbags) que estão por aí !).
Parabéns, mais uma vez!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 6º interblogs – qmdcpv (luna do quiche de macaxeira)

número 180
04/06/08

dcpv – 6º interblogs – QMDCPV (Luna do Quiche de Macaxeira)

Quem disse que 7 é “conta de mentiroso”?
Pois é: fizemos o 7º interblogs ( quer saber como funciona ? ) com a Luna do excelente blog Quiche de Macaxeira.

Antes de mais nada vamos explicar o porque do nome Quiche de Macaxeira, segundo a própria Luna  que na verdade é Luciana): ” Eu queria um nome que falasse que eu era nordestina, mas que ao mesmo tempo fosse cosmopolita (rs), pois me interesso por comida de todo lugar“.
Portanto: quiche=cosmopolita=tortinha e macaxeira=nordestino=mandioca resulta em “Tortinha de Mandioca”! Sábia escolha, pois Quiche de Macaxeira é ótimo!

Voltando ao interblogs, este foi o de planejamento mais rápido entre todos que foram feitos. A Luna é extremamente prática, me indicou as receitas que ela já tinha feito e além de imprimí-las do Quiche, ainda aproveitei pra saber as impressões dos blogueiros sobre os pratos. Aproveitarei estes comentários e colocarei algumas destas impressões.

Vamos lá: 7º interblogs, Luna, Quiche de Macaxeira e dcpv

I – Entradas

a – Sopa de Maçã Verde e Queijo Cremoso.

Adoro sopas. Geralmente não são difíceis de fazer, são confortantes e com pãozinho então, eu vou às lágrimas“. Conforme a Luna escreveu acima e chorando, nós todos (especialmente a Dé) dissemos: ô sopinha boa ! Azeite, cebola, alho poró, maçã verde, caldo de legumes, cream cheese, sal e pimenta.
Ela é mesmo muito reconfortante e tem um toque aveludado muito bom além dum sabor diferentão, pois o ácido da maçã prevaleceu um pouquinho. Experimente!

Como disse a Nina: “Esta sopa é muito chique. Vou guardar a receita pra quando voltar a esfriar…” Bom, esta é a hora de fazê-la!

b – Samossas

Há um tempo atrás, eu era envolvida com comida vegetariana devido a um amigo meu, o Gil. E estas samossas eram exclusividade dele“.
Esta samossa realmente é especial. A massa tem um segredo que será revelado: ela leva farinha, ghee , açúcar, água e … tchan, tchan, tchan, tchan …. creme de leite! E o recheio contém batata, brocolis, cenoura ralada, pimentão vermelho, azeitona, curry, sal e pimenta. Mais zen ( e gostoso) impossível. Ooooooommmmmmm!

Como disse a Valentina: “Luna, que lindas as tuas samossas. Realmente bem apetitosas… Bjocas “.

II – Principal

a – Purê de Batata Doce com Cardamomo

Fiquei pensando como eu poderia descrever o sabor do cardamomo, porque não achei parecido com nada, mas ele tem um cheiro bem parecido com a raiz da pepaconha. O que posso dizer que é meio difícil de descrever pois é único!”.
Eu não sei o que é uma raiz de pepaconha mas a Luna certamente está certa e sem conhecer, eu já gosto de pepaconha pois adoro (a Dé especialmente, de novo!)) o cardamomo.

Ah! O purê é muito bom e perfumado. Um espetáculo! Um conselho, capriche no cardamomo, pois o contraste com o adocicado da batata é surpreendente!

Akemi disse o seguinte: “Nossa, Luna, seu purê está muito chique! Deve ter ficado uma delícia e o sabor do cardamomo é isso mesmo, único! Parabéns pela escolha!”

b – Frango a Jardineira com Leite de Coco

Este frango estava na embalagem de uma garrafinha de leite de côco que comprei. É uma receita calórica, daquelas que você  fica preocupado apenas em ser feliz“. E foi como nós ficamos, Luna! Numa felicidade total ao comer este belíssimo frango mezzo thai/mezzo pernambucano.
Uma delícia! Usei no frango, o próprio cortado em cubos, tomate , cebola, coentro, pimentão, extrato de tomate, leite, leite de côco, cenoura, chuchu, vagem, milho verde e amido de milho. Pro molho, leite de coco, creme de leite, leite, farinha de trigo, cebola ralada, manteiga . Daí é só misturar num refratário e em camadas molho/frango/molho, cobrir com muçarela (é com cedilha mesmo!) e gratinar. Ufa!
Esta receita é praticamente a lista de compras de supermercado (e momento merchã, nos supermercados Veran )!

Com a Patricia Scarpin falou: “Que receita interessante, Luna! Nunca fiz nada salgado com leite de côco, gosto muito!”

E como dissemos nós do dcpv: combinação perfeita este purê com o frango!

III – Sobremesa

Mousse de Castanha de Caju

Esta musse está há tempos na minha lista e hoje foi perfeito fazê-la. O sabor e a textura são um espetáculo“. E são mesmo.
Assinamos embaixo do que a Luna escreveu. Afinal de contas, misturar leite condensado, creme de leite, suco de caju, gelatina em pó, castanha de caju picada e água , é covardia!
Grand finale prum grande jantar!
E pra dar um visual mais bonito ainda, aproveitei a oportunidade e usei meu “rainbow sugar” (by Dean & DeLuca). Charmoso, não?

E a Cris emendou: “Esta eu nunca vi… e parece muito saborosa. Dá vontade de comer a  foto!”.

Ainda bem que nós comemos a criação ao vivo e em cores (e muitas cores !!).

IV – Vinhos

A nossa opinião sobre os vinhos vai em separado pois o destaque principal de toda a noite foi a comida:

Entrada – Vinho Rosé Monsaraz Alentejo 2006


Aveludado, natural, luso leve, pour homme

Principal – Vinho Branco Nieto Senetiner Chardonnay 2007


Limão siciliano, cardamomado,leve porteño, chileno

Sobremesa – Vinho Branco Chateau Peyruchet 2006


Melado, 1/sobremesa, light harvest, aveludado

Bom, chegou a hora dos agradecimentos e homenagens:
Agradecimentos a Luna que apesar dos contratempos e da ocupação, foi super gentil em participar desta brincadeira com a maior das boas vontades. E com um menu que eu mesmo denominei (e que a Dé adorou) de quase veggie, pois o frango (ainda que cercado de uma verdadeira plantação de legumes, rsrsrs) quebrou o princípio.
Mas a comida foi extremamente leve e agradável ( ainda mais com os 3 x 1 do Timão. Rumo a Dubai!)

E a nossa homenagem virtual ….

… são flores mais naturais e quicheiras de macaxeiras, impossível!

Até a próxima! Ôpa, esqueci das impressões dos confrades:
Edu – Comida cosmopolita e regional. Veggie e leve. Contrastada ao extremo!
Mingão – Espetacular a mistura de sabores e texturas.
Déo – Simples, mas corretíssima! Surpreendentes sabores.

Agora, sim. Até o próxímo interblogs com a cozinha indiana e cheia de bossa da Agdá!

Ah! E parabéns pra Luna que aniversariou no dia 03/06 e pra Dé que também apagou as velinhas no dia 05/06.

Bye, bye !

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dcpv – da cachaça pro vinho – putz, extra de novo – wine dinner antinori

putz, extra de novo
03/05/08

dcpv – Wine Dinner Antinori

O mundinho gastronômico está pegando fogo em São Paulo! Estão borbulhando jantares especiais, encontros gastronômicos, folias secretas e, consequentemente, várias oportunidades pra se ter contato com o mundinho e o mundão gastronômico.

E foi o que eu e a Dé fizemos novamente. Fomos ao Wine Dinner Antinori onde como o próprio nome diz, as estrelas da noite foram aos vinhos. A comida foi excelente (toda do restô Cantaloup que pra quem não conhece, é muito bonito também), mas os vinhos eram os artistas principais. E ainda mais quando entre eles está um super Toscano, o Tignanello I.G.T. 2004, segundo o próprio enólogo, o melhor Tignanelo feito até hoje !

Vamos aos fatos e fotos:
Iniciamos com alguns canapés e o acompanhamento do espumante Rio Sol 2007 (tá na cara que o jantar teve o patrocínio da Expand, né?)

Logo após foi servida a entrada: …

… palmito assado com camarões salteados ao molho de agrumes. Agrumes? Foi a mesma pergunta que eu fiz ao garçom. Ele, com muita boa vontade, mas mal informado, disse que não tinha ideia do que seria. Logo, logo voltou dizendo que o tal agrume eram nada mais do que frutas ácidas (limão, laranja, etc). Ponto pro garçom!

E com um vinho branco Bramito del Cervo Chradonnay I.G.T. Umbria 2006 que era frutado, intenso e leve segundo o cardápio do jantar (e que nós comprovamos!)

Logo após, uma Tartelette de Pato com Cogumelos: …

… gostosa e com uma massa podre muito boa!

Acompanhou um tinto Il Bruciato Bolgheri D.O.C. 2005 com agradável perfume de frutas vermelhas combinadas com toques de especiarias. Nós não conseguimos achar as especiarias, pois pelo visto, deveria ter lima kaffir seca!

Como prato principal, um carré de cordeiro com agridoce de cebola e purê de cará.

Que acompanhou o super Toscano Tignanello I.G.T. Toscana 2004, um blend de Sangiovese, Cabernets Sauvignon e Franc. O folheto diz que ele é encorpado, concentrado e aveludado e nós, eu e a Dé, dissemos : “strong”. Vale cada centavo dos muitos que custa cada garrafa!

E pra encerrar a noite (do jeito que a coisa vai, vamos ter que aumentar e muito a carga dos exercícios!), uma Delícia de Banana com camadas refrescantes de Coulis de Maracujá (porque que algumas receitas tem que ter o nome tão grande?). Resumindo: um bom sorvete de banana com uma espuminha de maracujá.

Servido com um espetacular (grifo nosso!) Muffato della Sala I.G.T. Umbria 2004, um vinho com uvas atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea (isto tudo é coisa pro Luiz Horta !!), ingrediente dos famosos Sauternes. Um belíssimo vinho de sobremesa!

Com essa banho da cultura de Bacco, encerro mais uma edição especial do dcpv em terras paulistanas.
E antecipando um pouquinho teremos brevemente uma aula da Ana Luiza Trajano do Brasil a Gosto, o SPF&W  e porn food de primeira diretamente da Big Apple! (precisamos aumentar mais um pouquinho a carga dos exercícios!)

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – maratona gastronômica: gastro pop – etapa 3 – thai

extra
28/05/08

dcpv – Maratona Gastronômica: Gastro Pop 3 – Comida Thai  

Colorida. Gengibrada. Aromática. Galangalada. Condimentada. Curriada. De apelo visual. Erva aromaticazada. Nam Plazada. Arroz Jasmimeada. Capim Limonada.  Lima Kaffirada. Apimentada. Coentrada. Leite de Coco(epa!), Tamarindada. Pasta de camarão secada (fedidíssima!).
Junte tudo isso (e mais um montão de coisas) e você terá a maravilhosa cozinha Tailandesa.

E foi o que nós (eu e a Dé) tivemos ontem a noite quando fomos a Etapa 3 do Gastro Pop, o projeto da Carla Pernambuco (Carlota) que pretende mostrar descontraidamente as cozinhas de diversos lugares do mundo e das diferentes regiões do Brasil.

Desta vez, o chefe convidado foi o Marcos Sodré do belíssimo restaurante Sawasdee de Búzios (e que agora também tem uma filial no RJ), um ex-engenheiro (corporativismo de novo !) super boa-praça que esteve sempre à disposição pra responder perguntas (e olha que eu as fiz aos montes) e que também nos explicou como chegou a montar o Sawasdee (esta história eu conto depois mas teve a ver com o “finado” Da Nang. Quem se lembra ?).
Ah! Antes que alguém pergunte sobre os mini-tagines azuis, a própria Carla me disse que eles só são usados no Stúdio, pois ela tentou utilizá-los no Carlota, e o pessoal da cozinha quebrava muito quando ia lavá-los (e ela, como todo mundo que elogiou, acha que eles são muito “bonitinhos” pra serem quebrados!)
Mas, vamos aos pratos! Todos muito saborosos,  com odores e texturas estonteantes !

DRINKS

My Thay (belo trocadilho do Marcos Sodré): gengibre, capim limão, folhas de lima kaffir maceradas, Absolut Citron e gelo.
Koh Tao: lichias (em calda), suco de laranja, Absolut e gelo.

dcpv – Refrescantes e deliciosos. Faça!

COQUETEL

Rolinho de papel arroz com camarões, tomate seco e manjericão ao molho de gengibre.

Endívias recheadas com massa harussame e picadinho de porco com cebolas crocantes. E seguradas pela Carolina Brandão, a co-Carlota.

Cestinhas crocantes com tartar de atum e castanhas d’água.

dcpv – Todos excelentes com destaque especial pro contraste da endívia com o picadinho de porco (amargo/doce) . E pra cestinha crocante que parecia ser feita de mandiopã!

ENTRADA

Tom Kha Gai (isto não é um trocadilho!)

Um caldo de galangal com leite de coco, lâminas de frango, cogumelo, mini-milho e folhas de coentro.

dcpv – Muito bom, refrescante e pegando na pimenta (do jeito que nós gostamos!)

PRINCIPAL

Filé de Robalo ao Curry Vermelho com Farofa de Caju.

Magret de Pato ao Tamarindo.

dcpv – Filé de Robalo (o frango dos peixes) bem temperado com destaque pra farofa feita com farelo japonês (panko) e castanhas de caju picadas. Descobri que estou me transformando num farofólogo!

Ah! Ainda serviram vinhos branco (um francês) e tinto (um chileno). Que bela descrição, heim?

SOBREMESA

Panqueca de Coco e Banana com Sorvete de Creme e Calda Quente de Maracujá.
Bastonetes de Frutas com Açúcar de Pimenta e Coco Torrado.

dcpv – Sobremesa thai mesmo! Colorida, aromática, condimentada, de apelo visual ….

Não precisa nem dizer que a Carla acertou novamente pois, pelo que foi mostrado acima, deu pra perceber que o Gastro Pop 3 foi tanto Gastro (e que gastro!) como Pop (pois novamente o ambiente esteve super acolhedor!).

E vamos ao  momento cultural; “Você sabia que”:
– As facas nunca vem à mesa na verdadeira cozinha thai porque as receitas “trabalham” as carnes e os legumes no intuito de facilitar a mastigação?
– A etiqueta thai aconselha que vários bolinhos sejam comidos com as mãos depois de tocarem suavemente os potes dos molhos? (viu, Agdá?)
– E que há jantares cerimoniais que podem oferecer aos convivas até 200 receitas de preparos diferentes?

Bom, agora é contar nos dedos os dias que faltam pro próximo Gastro Pop  que será no dia 27/06 com a comida Caiçara da  Ana Bueno do Banana da Terra lá de Paraty.
Estaremos lá pois pretendemos ganhar o prêmio Carlota (rsrsrs) como os frequentadores mais assíduos de todos os tempos!

Pra terminar, um pouco da filosofia thai do belo texto do Eduardo Logullo :

Embarcar na cultura Thai é render-se ao prazer dos sentidos, ao poder do sensorial. Abra os olhos, agradeça a Buda a fartura da mesa, apure as narinas, prepare a boca para uma orquestração de paladares e esqueça o tempo. Antes, porém, junte as duas mãos na altura do peito e diga: Sawasdee! A Tailândia pode ser aqui.”

Até !

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