Arquivo para julho \31\UTC 2008

casa dos cariris II, o retorno

segunda visita                                                                     22/06/08

                               Casa dos Cariris II, o retorno

E-mail da Lourdes. Dia 19/06. E começava assim :

Domingo 22 de Junio
13:30 e 15:30
Casa dos Cariris
Cebiche em Cítricos
Costelinhas Palaviccini em recaudo negro, p/ molhar em salsa roja de habanero picante
Chupe de Camarones, uma cortesia da Carla Pernambuco que trouxe de Lima, miquerida Lima, ingredientes adorados
Chilaquiles bem picantes
Cordeiro no tomate verde e folha de abacate

Pensamos : ôba ! Vamos lá só que estávamos com reforço em casa : a Luma e a Bia ( nossas sobrinhas já que os pais estavam “sofrendo” em Barcelona) e a Renata ( nossa filha) que já está de férias da ESPM (ô vidão !). A Dé entrou em contato com a Lourdes e ela “liberou” a nossa visita pras 15:30 hs, o segundo turno. Pronto, tudo resolvido e o negócio seria esperar pra comer (de novo!) a melhor comida mexicana de SP.

Agora, todo e-mail da Lourdes é uma verdadeira fonte de boa literatura com informações interessantes e contadas de uma maneira bastante particular. Neste caso, o personagem central, foi o Prof Palaviccini que segundo as palavras dela :
Quando eu o conheci, ele já era uma lenda. Várias vezes o seu nome tinha sido mencionado nas longas horas de conversa na mesa depois de uma refeição prazerosa (verdadeiro patrimônio invisível mexicano, as prolongadas e conversadas sobremesas nossas). Viajante, embaixador orgulhoso da cozinha mexicana, bebedor melancólico…. Mas era, sobretudo, grande cozinheiro, generoso e delirante “.

Maravilha, né ? E tem muito mais mas, aí é entrar na lista e além de comer muito bem você ainda receberá estes e-mails muito bons onde, invariavelmente, estarão escritas algumas belas histórias sobre um belo tema.

Bom, começamos pedindo as nossas bebidas : Águas de Jamaica, Refresco de Mezcal, Batidita Pancho Villa e Margaritas Clássica e de Tamarindo.

E um belo guacamole  pra aquecer os motores ( estava “fffrrrrrioooo”!). Note-se que o guacamole da Lourdes não tem tomete e nem coentro. Bom demais !

Sentamos numa mesa na varanda e resolvemos fazer, por nossa conta, um menu “degustacion” .

Vieram :

Cebiche de cítricos

Chupe de camarones, um prato gostoso e bem diferentão. Parecia uma lasanha de tortillas. Tava tão bom que pedimos  2.

Chilaquiles verdes, bastante picantes mas não tinha problema. Todos gostamos de pimenta !

E um cordeirinho no tomate que serviu pra Luma chupar todo o ossso ! Será que estava bom ?

 

Todos, eu disse todos os pratos no mesmo nível (excelente) com um tempero (diga-se pimenta) bastante acentuado e paladar asteca/peruano. Ainda tivemos a intervenção da Carla Pernambuco pois ela tinha acabado de voltar de Lima e “importou” alguns ingredientes especialmente pra Lourdes.
Cite-se que não foi possível comer as costelinhas Palaviccini pois elas acabaram (foram dois turnos e comemos no segundo!).  Paciência, não faltarão próximas oportunidades !

E eu me senti um verdadeiro sheik pois estava com o meu belíssimo harém :

Que o diga o Felipe, esposo da Lourdes, que além de nos atender super bem ainda nos contou a estória muito interessante duma galinha que ele tinha e a proteção que ela dava aos seus pintinhos pra que um pássaro grande ( adotado por ele) não os pegasse ! Boa praça, o Felipe .

Bom, mais uma vez, o divertimento foi garantido e a comida correspondeu à todas as expectativas. Vamos continuar aguardando um novo e-mail da Lourdes pra que tenhamos novas experiências gastronômicas e sensoriais tão intensas.

 

E, pra terminar, fiquem com mais um trechinho do texto da Lourdes sobre o prof Palaviccini :
Os verdadeiros gastrônomos seguem os batimentos do seu coração. Agasalham lembranças e fazem da memória da cozinha uma conversa tocante de essências e nostalgias.
Estes gastrônomos pertencem a uma tribo só, a mesma dos corsários, dos visionários, desses chamados de doidos, loucos, inconformados. Palaviccini pertencia a esta raça
.”

Não precisa falar nada, né ?

Até !

PS e atualização – A Lourdes está participando do festival de Antojitos e Tequilas do restaurante Obá até o dia 04/08. Deve ser muito bom !!

.

Anúncios

8º inter-blogs – agdá, onam e dcpv … ooooooommmmmm

número 185                                                                             09/07/2008

      8º Inter-Blogs – Agdá, Onam e DCPV … oooooooommmm

Hare e ooooooooooommmmmmmmmmmm!
Todo mundo que conhece o blog Agdah sabe que por ali passam receitas super interessantes, textos tão quanto e fotos de primeiríssima qualidade. É um blog zen e de bem com a vida.

A Ana ( mais conhecida como Agdá) é uma brasileira que mora na Califórnia ( em Pleasenton) junto com o marido Dada e a filha Pisquilinha. Super simpática (como boa baiana que é!) e solícita, está sempre respondendo aos comentários por mais esdrúxulos que eles sejam ( e olha que eu já fiz alguns !).

Bom, tudo isso pra fazer a introdução do nosso 8º Inter-Blogs (quer saber como funciona) onde falaremos, segundo indicação da Agdá, sobre Onam, que é o maior e mais importante festival do estado de Kerala localizado no sul da Índia e que de acordo com a lenda popular, é celebrado para dar boas-vindas ao rei Mahabali, cujo espírito visita regularmente Kerala no período de Onam. O reinado de Mahabali é lembrado como uma era de harmonia e prosperidade .
Este festival é celebrado no começo do mês de Chingan que corresponde ao período de agosto/setembro no nosso calendário. Em 2008, Onam será no dia 12/09.


Foto tirada pelo Sr tripé, de todos os participantes da orgia hindú : Mingão e esposa, Regina; Débora e esposo, Eduardo; Lucas, filho do Mingão; Renata, a nossa filha e o Déo. Repare que todos estávamos com o bind na testa para estimular a nossa intuição.

Portanto, antecipando um pouco a festa que consiste de várias provas,muita comilança,  muitos arranjos de flores e frutas já que é um mês de colheitas, a Agdá resolveu indicar ( e eu praticamente implorei!) receitas indianas que foram degustadas como se  deve : todos as receitas (exceto a sobremesa)  colocadas em pratos que são feitos de folha de bananeira ( na verdade de uma palmeira do meu jardim). Sentamos todos numa mesa baixa (idéia da Renata) e comemos com a mão direita (na Índia a mão direita é usada pra comer e a esquerda pra todas as outras coisas, inclusive …)

    

                            

Não pense que a coisa toda foi tão fácil apesar da Agdá ser bastante prática : ” Pensei nos itens mais populares e mais fáceis de comer com as mãos. Não se esqueça das tigelinhas com água e limão e toalhinhas no final “; “Falando em reprodução de ambiente, anote aí na lista : incenso de sândalo, aroma tipicamente indiano”, escreveu ela em alguns dos seus e-mails.

 

Seguimos ou não seguimos as tuas indicações, Agdá !

Vamos lá ! Vamos ao 8º Inter-Blogs com a Ana do Agdah e toda a cultura indiana que acompanha a sua culinária. Namastê !

ENTRADAS e PRINCIPAIS

Todas estas entradas são feitas com muitos temperos, especiarias, legumes e de vez em quando alguma proteína. Ou seja, comida indiana e das boas ! E simultaneamente vou explicando tudo o que se realiza no período de Onam.

Éka – Bolinhos de Peixe Condimentados com Chutney de coentro e hortelã / Athachamayam

Antes faça a Masala para o Biriani que é um temperão formado por pau de canela, cardamomo, cravos-da-índia, noz-moscada ralada, folha de louro, grãos de pimenta do reino, sementes de erva-doce e anis estrelado. Dá pra imaginar o perfume já que todos (exceto a noz) são aquecidos na frigideira e moídos !

Já o bolinho é uma mistura de peixe cozido sem pele, cúrcuma, limão, sal, cebola picada, pimenta malagueta, a Masala, pimenta do reino, batata cozida e farinha pra empanar. Um bolinho muito gostoso e servido com um chutney de coentro e hortelã ( pimenta malagueta, castanha de caju, gengibre ralado, iogurte natural, sementes de mostarda e sal. Tudo misturado e frio !). Tem um rasa especial !!!

O Athachamayan é a grande procissão que marca o começo do grande carnaval de Onam ( baiana + carnaval = indicação da Agdá !). Os pontos altos são as performances de artistas folclóricos, elefantes paramentados e muita dança !

Dwa – Thoram de Vagens/Aranmula

A Agdá é uma grande admiradora da comida indiana. Muitas de suas (belas) receitas são provenientes de lá. E este Thoran é feito com vagens em rodelas, óleo, sementes de mostarda preta, cebola picada, gengibre ralado, cúrcuma, pimenta malagueta ( ôpa, comida indiana), côco fresco ralado e sal a gosto. Tem que ter muita icha pra não comer na hora em que está pronto ! 

Já a Aranmula  é uma corrida de botes em conexão com Onam. São vários barcos e o princípio é reviver a história mitológica de lord Krishna em sua travessia pelo rio. Todos acreditam que o espírito do Lord está presente em todos os barcos que participam da regata.

Tri – Thoram de Repolho e Cenoura /Procession of decked elephants.

Mais um thoram. Só que este com repolho em tiras finas, ervilhas congeladas, cenouras, cebola em fatias, gengibre ralado, pimenta malagueta (tá ficando bom !), cúrcuma, semente de mostarda preta, cominho em pó, sal e óleo.  Parece com o de vagens mas é completamente diferente. (Se você quiser as receitas, entre em contato com a Agdá !). Saboroso e dá uma shanti após comê-lo !

E a Procession… é uma procissão de elefantes decorados ou seja belos elefantinhos vestidos suntuosamente desfilam pra todo mundo fotografar e achar muito bonitinho. Ah! Se a Dé estivesse por la´!!

Catur – Kichadi/Pulikali

Vai um quiabinho aí ? A Agdá indicou esta receita que é formada  por quiabos em rodelas fritos, sementes de mostarda preta e cominho, gengibre ralado, sementes de pimenta vermelha seca, pimenta malagueta (água, por favor !!), iogurte , sal, pimenta vermelha ( chame o bombeiro !!!) e assafétida ( é, eu usei Agdá!). Uma delícia ! E é bonito com a sua swarúpa.

O Pulikali é um dos melhores momentos de Onam. As pessoas colocam guizo de tigres no corpo e pintam as suas peles com as cores de um tigre: preto e laranja ! Imagine a farra que não deve ser !!

Páñcan – Avial / Snake

Você já imaginou banana-da-terra verde ( e com casca), chuchu, vagem, cenoura, manga verde e temperos misturados ? Pois bem, tudos isto refogado junto com o côco fresco, gengibre ralado, sementes de coentro, pimenta malagueta e iogurte formam o cozido que é o Avial ! Não é nenhum amrita mas quebra um bom galho !

Snake – é uma outra corrida de botes onde todos eles são decorados e tem centenas de participantes que competem ao som das músicas dos tambores. Deve ser muito legal assistir e participar desta festa !

Sás – Dal/Kaiok Kali

O Dal é um purezão de lentilhas ( vermelhas), cominho em grão e moído, cebola picada, pimenta vermelha ( de novo !!) e sal. Tem um gandha muito bom !

Kaiok Kali é uma performance sobre uma chramosa dança feita ao som das palmas ( quase um rap indiano!) . Nelas, mulheres cantam em homenagem ao rei Mahabali.

Saptán – Curry de camarão/ Thumbi

Primeiro faça a Masala ( sementes de coentro, grãos de pimenta do reino, sementes de feno-grego, pimenta vermelha  seca e cúrcuma) aquecendo as sementes na frigideira e triturando.

Depois faça a pasta de condimentos com tomates sem sementes, cebola picada, dentes de alho amassados, gengibre ralado, castanha de caju e a masala ( sem trocadilhos !!) acima.

Aí é so fazer o molho com sementes de mostarda preta, a pasta de condimentos, água, sal e tamarindo ( usei o fresco!).

Finalmente os camarões com leite de côco e pimenta malagueta ( socorro, mamãe!). Pronto e bhadra !

Thumbi é uma performance feita pelas mulheres e é uma dança folclórica onde elas sentam no chão  em forma de círculos e a líder, fica no centro iniciando as canções que são entoadas por todas que estão vestidas com seus melhores trajes e jóias étnicas !

Astá – Payasan/Onakailikal

O Payasan é um mingauzinho ralo, digestivo, docinho e com cara de doce sírio hindu. É formado por macarrão cabelo de anjo, leite, açúcar, acastanhas de caju torradas, uvas passas negras, cardamomo e pistilos de açafrão. Gostoso e shitáli !

Onakailikal é o conjunto de todos os jogos que ocorrem em Onam.

Abaixo o resultado da junção de todos estes pratos :

Muito lindo, com um sabor espetacular e a sensação de comer com as mãos e entrar no espírito da coisa fez com que tudo corresse como se estívessemos em plena Índia ( se bem que Ferraz de Vasconcelos é um pouco assim…).

Parabéns, Agdá pela idéia e pela possibilidade que nos deu de conhecer uma cultura com um pouco mais de profundidade e da melhor maneira possível : através da sua gastronomia !

Návan – Bebidas

Bebemos dois belos lássis ( um de pistache, cardamomo e água de rosas e outro de mel, cardamomo e água de flores de laranjeira além de iogurte e gelo em ambos) que o Mingão preparou…

 

 

 

… e 2 belos vinhos ( um espumante rosé e outro branco). Nem comentamos sobre eles pois foram simplesmente acessórios desta bela e hindu refeição.

E pra terminar, fizemos uma sessão de oooooooommmmmmmms pra que a noite ficasse melhor ainda ( se é que isso seria possível !).


Todos em Pronam Mudrá que significa que ao juntarem-se as mãos diante do peito, acende-se a luz do coração. Lindo, não ?

Dásan –  Nosso tradicional presente virtual : 

Gratíssimo, Agdá e fiquem com alguns trechinhos dos últimos e-mails dela (logo após a quarta-feira) :

Agora dá pra fazer meus OOOOOOOMMMMMMMS aliviada. Me inspirei em Dé pra recomeçar minha yoga “.
“Esse Onam vai dar “pano pras mangas”, como dizemos lá em casa. No chão, de mão e no final , vai todo mundo levitar de tão zen
!”

Olha, Agdá, quase chegamos lá. Ficamos bastantes zen mas levitar com o que nós comemos, impossível !

Até a próxima ! Jaya !!

Pequeno dicionário sânscrito -português (olha o DCPV é cultura, de novo !) :

amrita = nectar
bhadra = virtuoso
gandha = cheiro
hare = salve
icha = força de vontade
jaya = vitória
rasa = sabor
shanti = paz
shitáli = refrescante
swarúpa = sua própria forma
( Agradecimentos a Dayana, a professora de yoga da Dé e da Re, pelas informações. Namastê !)

 

.

DCPV x Chef – A escolha da Carla

novidade                                                                          25/06/08

                     DCPV x Chef – A escolha da Carla

Na verdade, eu poderia colocar o seguinte título neste post : É do Peru ! Porque se for analisar friamente, é sobre comida peruana que eu vou falar.

O certo é que no último Gastro-Pop que eu e a Dé fomos ( o Thai com o Marcos Sodré), levei o livro “Carlota, Balaio de Sabores” pra que a Carla Pernambuco, a autora, indicasse receitas preu reproduzir por aqui. Ela, gentilmente, apontou as suas preferidas( na verdade, as folhas das receitas indicadas foram dobradas) e só me coube escolher o menu inaugural do nosso novo desafio : DCPV x Chef  onde vou tentar contactar cozinheiros “de responsa” pra que eles nos digam quais as suas receitas favoritas tendo como fonte os seus próprios livros e/ou restaurantes. O único ( e grande) problema é conseguir mais chefes dispostos a pagar este mico mas como sou persistente, vou insisitir, rsrsrs. Vocês saberão se dará certo ou não ?

Vamos lá ao 1º DCPV X Chef com a indicação da Carla Pernambuco e a comida peruana ( com algum pézinho thai, também .)

Pro aquecimento (literal pois o frio está de doer!), caipiroskas de framboesa (diretamente do Mercadão) e com Absolut Vanilia.

Antes das entradas, reproduzi uma pré-entrada espetacular : queijo de cabra com maple syrup. Põe boa nisso !

 

Entradas
Ceviche de linguado com blinis de batata (pag 96)
Salada de papaia verde (pag 90)

Ceviche todo mundo ( ou pelo menos a maioria dos que passam por aqui !) conhece. É um peixe cru com um molho ( normalmente com limão pra que ele cozinhe) por cima.

Pois bem, este ceviche é de linguado e o molho é formado por limão (ohh!), saquê, sal e tabasco. A única diferença é que a cebola fatiada e os pimentões amarelo e vermelho picados são colocados por cima do ceviche.

E abaixo do ceviche, uns blinis que tem como ingredientes fermento, açúcar, farinha, leite e purê de batata. Basicamente um omelete sem ovo !

Os dois juntos formaram um belíssimo conjunto peruano ( não aqueles com aquelas flautinhas irritantes !!).

A salada de papaia continha papaia ( bem verde) ralada, açúcar, nam pla ( viu Luís ), alho fatiado, castanha de caju picada, pimenta dedo-de-moça, tomate e limão. Pra fazer, é só misturar a papaia com o alho e colocar a  mistura de açúcar e nam pla. Esperem um pouco e adicione o restante dos ingredientes num bowl com a castanha de caju em pedaços por cima. É thai mas poderia ter como capital, Lima !

Pra acompanhar, um vinho branco Alvarinho DeuLaDeu 2005 Portugal que foi “pera, luso-inca, greenpapaya, papaiesco“, segundo nós. Não é um pisco sour mas quebra um galhaço !

Principal
Guisado Peruano de Camarões (pag 97)

Uma sopona densa (combinando com o clima), adornada por belíssimos camarões VG e pedaços de queijo de minas frescal. Louco mas, delicioso !

Pra fazer a sopa, é só refogar cebola, alho, orégano fresco, aji amarillo ( um chilli peruano e que eu comprei no Sex Shop), sal e pimenta. Acrescente cubos de abóbora japonesa, dexe-os dourar e adicione caldo de frango caseiro ( nada de Knorr/Maggi, pelo amor de Deus !!). Deixe ferver por 30 min, tempere e bata com fouet ( viu Márcia !) pra que não fique totalmente liso. Junte creme de leite, manteiga, milho e ervilha frescos. Pronto, o sopão está pronto ! (ô redundância boa !)

Grelhe os camarões numa frigideira com um fio de azeite.

Pra montar é só colocar em tigelas pequenas,decorar com o camarão, jogar cubos de queijo de minas (uai,uai, sô!) e colocar tirinhas de coentro. “Inquíssimo” !! Se quiser impressionar um pouco mais e servir coletivamente, sirva na abóbora !


Esta foto da Dé merece uma legenda : os pratos parecem estar levitando !!

O nosso sommelier (e grande goleiro do Peru na Copa de 70) Rubiños escolheu um vinho tinto brasileiro Cabernet/Syrah 2006 RioSol que disse em alto e bom castelhano : “cereja, limeño, discreto charme da burguesia, romanesco”.

Sobremesa
Cuca de Ricota e Mel (pag 53)

Pelas minhas pesquisas, 98,2 % dos peruanos comem esta Cuca. É a sobremesa mais pedida por todos os turistas que fazem a caminhada até Machu Pichu e chegam cansados por lá !

Ela é uma cuca de verdade (ultimamente tenho feito um  monte delas) com massa de farinha de trigo, açúcar, fermento biológico, manteiga sem sal, leite, sal e ovo e recheio de ricota fresca, mel, raspa de limão, açúcar e canela em pó. Mais uma farofinha de açúcar, farinha de trigo, canela e manteiga.

Coloque numa forma, a massa, o recheio e a farofa, nesta ordem  e leve ao forno por 20 min. Servi morna com sorvete de creme e maple syrup com açuquinha colorido e raspas de limão.

Muito boa e extremamente peruana (que mentira que é peruana!). Mas é boa demais !

Bom, como primeira experiência, este DCPV x Chef foi excepcional. Também, com a Carla Pernambuco é covardia !!
Leiam a opinião dos confrades :

Eduardo – Top zero ! Peruana e paulistana. Muito bom.
Déo – Perfeita ! Irrepreensível ! Delicieux.
Mingão – Number one ( what a wonderfull food).

Até a próxima !

PS – Consegui fazer um post inteiro sobre o Peru sem fazer nenhuma piadinha de duplo sentido ! Um verdadeiro feito !

 

.

projeto Y – marizé + lpontes + dcpv = wok

experiência 1                                                                    02/07/08

                                             Projeto Y

Como todo bom projeto, este começou de uma fagulha, de uma idéia a partir dos Inter-Blogs ( Quer ver como funciona ? ). Todo mundo elogia muito esta iniciativa por tentar transformar este meio ( a Internet) numa coisa mais palpável e pela tentativa de integração entre a comunidade bloguística ( além do nosso pessoal gostar muito dos menus, hummmmmm!!!)

Deste raciocínio, surgiu o eixo central do projeto Y ( calma, não é nenhuma  ficção científica, apesar da participação de pretensos cientistas malucos!) : como seria se mais de um blogueiro conseguisse fazer as mesmas receitas no mesmo dia e depois, postassem também num mesmo dia, as suas impressões sobre o menu ?

Acabaram topando este desafio a Marizé, o  LPontes e nós, é claro, após uma troca de e-mails muito divertida. Leia trechos de alguns deles :

Pergunta-chave : vocês tem wok ? ” – Eduardo (euzinho)
Diga-me lá o que é isso de  “nam pla”; nunca ouvi falar mas se é coisa oriental, também se deve encontrar que já vai havendo um certo equilíbrio demográfico entre ….!!! rsrsrsr – LPontes
Eduardo, aqui já são 17:15 e eu acabei de ficar cheia de fome!” – Marizé
Eu proponho que levemos este projeto como aqueles cantores de rock que tem a sua banda de blues”. rsrsrs – Eu
Eu tenho um grande wok em ferro fundido daqueles antigos e pesados” – LPontes
Aceito a sugestão da caipirinha com gengibre, caipiroska não porque eu e a vodka só nos encontramos em noites de ….” – Marizé

Finalmente, chegamos a conclusão que, por nunca ter indicado e só ter reproduzido, eu seria o “projetista” que teria o privilégio de dizer quais receitas seriam feitas.
Viciado que sou em comida asiática, pensei em utilizá-la e daí veio a idéia de fazer tudo, absolutamente tudo na Wok.

Mandei um e-mail perguntando sobre a facilidade de encontrar ingredientes (nam pla, cúrcuma, castanha de caju, manga) e tanto o Luís como a Marizé deram o OK! Estava montado o WOK (Delícia)  !

Vamos lá ! Divirtam-se comparando as visões da Marizé , do LPontes e do DCPV. Afinal de contas, nem todo triângulo precisa ser equilátero !!!

COMEÇOCastanhas de Caju Agridoces.
                   Couve Flor Picante.
                   Espaguetini de Soja com Frango e Pimentão

Já vou avisando ! Não vou dar as receitas com precisão ( se você quiser, eu mando por e-mail ou dê uma olhada no Tachos de Ensaio pois provavelmente a Marizé as descreveu passo a passo!). Mas, a mistura de castanhas de caju, pimentão verde, cebola, côco ralado, sementes de mostarda, cúrcuma, azeite e sal se transformou num aperitivo muito bom e deu uma dimensão diferente à castanha pois com o côco, ela ficou adocicada mas ao paladar, parecia um purê agridoce ! Delycyosa !

 

Ainda mais escoltada por uma belísssima caipirinha de limão upgradeada com gengibre e um toque generoso de anis estrelado. Boa invenção ! Yrresystývel !!

Na couve flor vão  amêndoas, cebola, pimenta, cúrcuma, suco de limão, migalhas de pão seco, salsinha, sal e pimenta.  Esta receita é muito boa e já entrou na lista das coisas rotineiras daqui de casa . A couve flor fica bastante crocante e o pão adicionado ao molho formam uma massa que dá um bom equilíbrio ao prato. Bestyal !

Quanto ao espaguetini, o único cuidado é cozinhá-lo somente na hora de servir. Os ingredientes foram frango cortado em tiras e empanados em amido de milho (Maizena pros íntimos), legumes cortados em palitos  (cenoura, pimentões vermelho e amarelo), verduras (acelga e cebolinha), gengibre ralado, sal e pimenta.

Uma combinação perfeita e que mostrou como a wok pode ser bem utilizada. O frango fica muito crocante e o prato todo mais ainda com a adição dos legumes além do espaguetini dar uma liga muito boa a eles. Muito saboroso e ynstygante !

Acompanhamos com o belo rosé Club dos Sommeliers Miolo 2007 Brasil que foi “cítrico, inwokado, par perfeito”. Sublyme !

            

MEIO Carne de Porco com Melão e Manga

Nesta receita entra o nam pla. Pra quem não sabe é um dos temperos thai mais usuais e que normalmente substitui o sal. E além dele, manga e melão cortados em tiras, carne de porco (usei lombo) em cubos, cebolinhas, alho e vinagre de cidra .

  

É só temperar a manga e o melão com sal, pimenta, açúcar e suco de limão. Aquecer bem o wok, colocar óleo de gergelim e fritar a carne de porco até dourar. Retirar e reservar.
Em seguida, coloque um pouco mais de óleo e frite as cebolinha e o alho cortados. Junte o nam pla (não se assuste com cheiro inicial!!), vinagre, sal e as pimentas moídas.
Retorne o porco e coloque as frutas (inclusive a marinada). Misture bem, aqueça e sirva bem quente salpicando amendoins e coentro.

Olha ! Não é porque fui eu que indicou mas, ficou muito bom. O molho tem um quê de doce mas ao mesmo tempo, o nam pla marca bastante o território. Equylybrado !

E com um belo vinho tinto Pinot Noir Aresti 2007 Chile (viu, Luís) que foi “condimentado, melanga, Hollywood star” segundo os “yntendydos“, nós mesmos !

FIM Docinhos Fritos de laranja com Calda de Especiarias.

Esta receita dá uma “mandrakada” na utilização da Wok. Na verdade, a panela serve somente pra fritar a massa que é feita de farinha de trigo, suco de laranja e azeite em fio. Deixe descansar um pouco, abra a massa e corte no formato que você quiser ( eu fiz no formato do Mickey!).

Pra fazer a calda, é só ferver numa panela, mel, açúcar, cravos, canela (detalhe : um pau de 6 cm, super preciso!!) e água .

Frite o Mickey no óleo fervente até dourar e  regue com calda de especiarias. Uma bolinha de sorvete, um pouco de maple syhrup e o indefectível rainbow sugar. É um puxa-puxa muito bom ! Chycletoso !

Ainda tomamos, conforme a indicação, um belo chá Twinings Jasmin que segundo os ypsilones, nós mesmos, foi “floral, absolutelly fabulous, channel digestivo”.

   

Eis as opiniões os wokistas :

Eduardo – Muito bom. Ympressyonante. Wokýssymo !
Mingão – Bela noite ! Uma grande estréia do projeto Y.
Déo – Infelizmente não estava aqui. Mas, mesmo assim, achei bom demais (sim senhores, o Déo teve que faltar a este banquete !!!).

Triângulos (isósceles ou escaleno); começo, meio e fim; cabeça , corpo e membros; ouro, prata e bronze; trilogia. Seja o que for, o Y (na verdade, um elegante cálice) serviu pra designar este projeto pois representa 3 entidades (nada de baixar o santo, heim !), 3 amigos inter-continentais que tiveram o prazer de dividir esta experiência, que espero e anseio ser a primeira de muitas.

O resultado ? Bom, pelo que foi escrito acima e adicionando a opinião da Dé (“adorei tudo, especialmente as entradas (N.R – É claro, já que não tinha carne bovina) e a sobremesa me lembrou do sabor da minha infância !! “) foi completamente satisfatório, na visão DCPViana.

                  

O negócio é esperar pelo próximo ( com indicação ou da Marizé ou do Luís) e melhor do que isso, imaginar como seria a evolução do projeto  ou seja, cozinhar e comer com todo mundo presente ( quem quiser participar é só avisar!). Ainda chegamos lá !

Até !

 

.

aula magna na Spicy e no Mercadão

fresh                                                                                      21/06/08

                  Aula Magna na Spicy e no Mercadão

Todas as vezes em que fui ao Mercado Municipal, fiquei com a mesma sensação  ( e nessa ordem):
Nossa como é lindo !”.
“Puxa, como ficou legal !”
” O pastel de bacalhau é deste tamanho mesmo ?”
” Qual o louco que come este imenso sanduíche de mortadela ?”
“Putz, este vendedor está querendo me empurrar tudo o que ele tem pra vender!”
“Me tira daqui. Que saudades do sex-shop !”

Foi pra desmistificar esta imagem que eu e a Dé fizemos a inscrição no Cozinha&Cultura, uma promoção da Spicy e da Casa do Saber, no encontro “Visita ao Mercado Municipal de SP” com o chef Zé Maria Meira. O descritivo dele era simples e direto : iremos ao Mercado pra escolher os ingredientes para um almoço que será realizado na loja .

Pensei, um chefe deve nos mostrar os lugares (nem digo que sejam os melhores embora pareciam ser!) de confiança dele, onde ele tem certeza que existam os melhores produtos. Afinal de contas, é a matéria-prima pra que o seu trabalho seja o melhor possível !

A idéia é muito boa : o Zé ( íntimo, não?) acompanha você até o Mercadão, compramos juntos todos os ingredientes pra ele fazer o almoço lá na Spicy da Gabriel, você passa um dia em altíssimo astral, conversando, perguntando e comendo muito bem ! Vamos ver se esta idéia virou um bom projeto   !

Chegamos cedo ( às 9 hs) na Spicy. Com tempo suficiente pra comprar algumas coisinhas e ver que a loja está muito bonita com muitas coisas novas ( não é jabá mas algum brindezinho pro DCPV não faria mal nenhum !!!)

 

O restante do pessoal chegou e por volta das 10 hs ( sempre tem uns atrasildos ) rumamos de micro-onibus pro Mercadão. A “viagem” já começou aí : olhar todo o caminho (passando pelo Centro de SP) já dá pra ver como a cidade poderia ser mais bem conservada ( pois bonita ela já é) e turística se fosse mais respeitada por governantes e população !

Chegamos ao Mercadão e fomos direto pro seu Renato ( rua B – box 27 ). A senha pra conseguir bons negócios ( e descontos) é : fiz um curso com o Zé Maria ! O lugar é muito bom com uma grande variedade de pescados e qualidade de primeira. Compramos uma ‘garoupaça” do ES pro nosso almoço.

Logo após, fomos ao Levi ( box D-09 ). Putz, lá tem de tudo e cada coisa melhor do que a outra. Compramos um queijo de cabra holandês ( este eu também trouxe pra casa!) que seria a nossa entrada nº 1. Também trouxemos ( eu e a Dé) granna padano, azeite e castanha de caju (viu Luís e Marizé. É pro Projeto Y!). Use a mesma senha ( a do Zé Maria) e o negócio será bem feito !

Passamos pelo Porco Feliz ( calma, não é nenhum palmeirense, não !), distribuidor de carnes de todos os tipos  e não compramos nada pois o prato principal seria peixe mas deu pra ver que o fornecedor é de calibre ( peguei o cartão dele, claro!).

Fomos também a um especialista em coisas árabes. Comprei água de laranjeira, mais um azeite (ninguém é de ferro!) e pistaches ! Além do Balsamico (rua I, box 13), uma rotisserie que faz coisas muito gostosas tais como a focaccia de tomate abaixo.

 

Ainda compramos os morangos pra sobremesa (estavam excelentes!!) e ficou a dica do Zé, pra  comprar frutas do outra lado da rua ( no Varejão) onde a qualidade é no mínimo a mesma mas os preços ….

 

Por volta das 12 hs, retornamos à Spicy pra acompanhar o Zé fazer o nosso almoço . Pra nós ( eu e a Dé) foi a verdadeira sensação da redescoberta do Mercadão. Lugares definidos, fornecedores idem e a certeza de que, não vamos perder tempo com repetições e sim, ganhar tempo com a “viagem” ( em todos os sentidos)  que é ir pra lá ! Vamos voltar ( quando o Mingão vier com a família pra cá) no começo de julho e prometo que relato esta aventura !

Bom, chegamos a Spicy e o Zé foi logo fritando Ovas de Anchova Preta que ele comprou ( uma surpresa pois não constava do cardápio). Prato simples ( e pra quem não gosta muito de peixe, desagradável) e que eu ( e mais algumas pessoas) comi com prazer, ainda mais com o acompanhamento de um belo azeite trufado que o Zé pegou da loja e abriu naquela horinha ! Olha só o luxo : azeite de trufas fresquinho !!

 

Antes disso, ele já tinha oferecido um pequeno ( e saboroso) brinde pra nós. Lembram-se daquele queijo de cabra? Pois bem, o Zé casou o próprio com um mel trufado que ficou dos deuses. A Dé adorou e realmente, fico com a máxima do Zé : o mundo está dividido entre antes e  depois do mel trufado !

E aí, efetivamente, o Zé começou a trabalhar e nós a observar, fotografar, conversar, beber e comer( eu sei que é tudo “armos” mas ia ficar bem chato de ler !). Um vinho branco ( Trio Chardonnay) foi servido e ficamos esperando, observando, fotografando, perguntando e salivando, à espera do nosso almoço !

A entrada principal foi feita. Um tabule que continha grãos de trigo hidratados, frutas secas (damasco, uvas passas, nozes), tomate concassé, pepino, salsinha e hortelã. Um molho de iogurte com mel. Montou os dois numa folha de alface americana.

 

Muito bom, diferentão e  refrescante.

O peixão, a Garoupa, foi devidamente montado pra que a apresentação ficasse impecável.  Foi temperada com ervas, azeite, um pouco de vinho branco, sal, pimenta e colocado no forno.
Como cobertura ( e não é recheio pois o peixe ficou aberto !)  um caranguejo refogado no leite de coco com pimentão vermelho, cebola e geléia de pimenta.                                  

Veja o ciclo da bela garoupa em todo o nosso dia :

   

   
De cima pra baixo, no sentido horário : no balcão do Mercadão; aberta numa vista por cima do espelho da Spicy; momento Caras com o topete de alecrim; temperada e no forno; assada e coberta com o caranguejo e, finalmente, no prato e próxima de ser degustada ! Um prato espetacular com a  garoupa desmanchando na boca !

E tem mais, a garoupa era tão fotogênica que foi chamada por este que vos escreve de a “Giselle Bubdchen dos Peixes ” !  

 
É ou não é ?

Pra sobremesa ( após esta “farra” alimentar), uma sopinha de morangos ( morango, gengibre e pasmem, adoçante Tal e Qual! rsrsrsrs) servida com uma bola de sorvete de creme e hortelã.

Acabou ! Acabou ? É, não acabou ! Ainda tinha um quentão chic feito pela Kamylla ( que trabalha lá na Spicy) que, aí sim, encerrou a nossa festa com chave de ouro. Uma junção da mistura de cravo, canela e açúcar aquecidos numa frigideira  e de prosecco, pinga e água e servida numa taça com uma pétala de rosa. Lindo e grand finale prum grande dia !

Fica a sugestão. Entre no site da Spicy, descubra os cursos que serão dados neste 2º semestre, veja os que você gosta mais e olhe com bastante atenção e carinho os que o Zé Maria é o big boss.
Certamente você terá divertimento, conhecimento ( ele  não esconde o “leite !), descontração, altas informações e se você tiver sorte de ter um belo grupo como o nosso, o seu dia também será perfeito !

Até !

 

.

Jantar de Gala do SPF&W

Spetacular                                                                        14/06/08

                             Jantar de Gala do SPF&W

Este foi “difícil” ou melhor, este foi fácil de engolir. Imagine um jantar em que 6 chefes famosos fazem um prato que por seu lado, é harmonizado por um vinho de uma vinícola famosa que por outro lado é representada ou pelo seu dono ou pelo enólogo.

Pois foi exatamente o que aconteceu no jantar de Gala (e  de encerramento) do SP Food & Wine realizado no hotel Hyatt.

Lugar bacana (Grand Ballroom), comida maravilhosa (só pra exemplificar Alex Atala fez uma das entradas, Francis Mallmann, um dos pratos principais), vinhos idem ( o próprio Luis Pato, que por sinal é uma simpatia, veio a nossa mesa pra explicar como o espumante rosé dele foi feito), música ao vivo .

Equação perfeita pruma noite perfeita ! Bom, quase perfeita porque ” os grandes chefes (ou sommeliers) também cometem enganos”. Vamos a análise dos pratos : ( as fotos estão um pouco escuras porque a iluminação não ajudou muito mas vale muito mais pelo registro).

Entrada I

Filé de Robalo com Champanhe e Ovas Mujol
fe
ito por Kevin Thornton, rest Thornton’s , Dublin, uma estrela do Michelin

Lá vem o robalo ( o frango dos peixes) de novo! E com uma bela espuma de champanhe além do mais belo ainda caviar como “guarnição”.

 

Acompanhou o belíssimo Espumante Baga Rosado Luis Pato, Portugal que nós ( eu e a Dé) achamos que formou uma das melhores harmonizações da noite. Este espumante tem uma característica muito interessante : após ser bebido, você tem a nítida sensação de ter tomado um vinho tinto e dos bons.

Entrada II

Consomé de cogumelos com perfume da Amazônia
feito pelo Alex Atala do D.O.M. que dispensa apresentações.

Simplesmente cogumelos (shitake, paris, shimeji) cortados em lâminas com um simples consomé. Simplesmente delicioso !

 

Acompanhou o Indigene Puilly Fumê 2006 Pascal Jolivet Loire que foi a outra bela harmonização da noite. Um vinho alegre ( e olha que não estávamos muito, ainda !).

Principal I

Namorado no vapor de bergamota, limão siciliano suave e tâmara médjol
feito por Nicolas Le Bec, chefe e o nome do restaurante 2 estrelas do Michelin de Lyon.

Todo o prato teve o limão como elemento de ligação. Muito bom e com a tâmara ( não sei o que é médjol !!) fazendo um belo contraste salgado/doce.

 

O vinho foi um Crozes Hermitage Mule Blanche 2002 Maison Jaboulet que ( pro nosso gosto) não casou muito bem com o prato pois ele aparentava (pela cor muito amarelada, quase dourado!) já estar muito “maduro” ( na verdade, “passado” !).

Principal II

Tournedo de cordeiro cozido lentamente, chocolate e mini banana
feito pela Montse Estruch, restaurante El Cingle, Barcelona.

Certamente, o pior prato da noite. Um “carnão” cozido com um molhito de chocolate e uma mini banana frita por cima ( com casca e tudo!). Quase um PF catalão !

 

E acompanhado pelo Boekenhortskloof Syrah 2005 South Africa que é tão bom quanto a dificuldade que existe em falar o seu nome corretamente. Este vinho é demais !

Principal III

Filé orgânico com purê de batatas, rúcula, amêndoas e tomate-seco
feito pelo Francis Mallmann do restaurante 1884 de Mendoza, Argentina.

Nós continuamos com a mesma opinião. O Francis Mallmann é um “mão pesada”! As comidas dele são muito grandes e densas demais. Portanto, gostamos bem pouco. Na verdade, a Dé gostou menos ainda pois ela não come carne de jeito nenhum e o ponto da do prato era boi no pasto !

 

E o vinho, um Catena Alta Malbec 2005 Catena Zapata Argentina também foi correto e talvez prejudicado pelo pratão do Mallmann.

Sobremesa

Torta de caramelo com chocolate amargo, caramelo com flor des sal e mousse de chocolate ao leite
feita pela Claudia Fleming do Gramercy Tavern, NY.

Sobremesa deliciosa ( e olha que eu não sou muito fã de chocolate. A Dé adora!). A grande sacada foi colocar a flor de sal pra dar um sabor diferentão.

 

E por falar em diferentão, o vinho de sobremesa Etxe Oneko 2005 Pisano Uruguai era muito pitoresco pois parecia um Porto só que com taninos bem destacados. Muito interessante !

Ah! A foto acima é de uma das boas idéias do evento. Haviam dois grandes telões dentro da cozinha acompanhando o movimento dos chefes ( e de suas brigadas) e a foto à esquerda, é justamente das sobremesas sendo montadas pela Claúdia Fleming .

Banquete terminado, apresentação dos chefes e de toda a equipe, só nos restou nos despedir dos nossos companheiros de mesa (coincidentemente todos do ramo de supermercados) e pegar o elevador (14 andares) até o nosso quarto e terminar a noite com a bela visão do novo cartão postal da cidade : o Estilingão !

    

Bye !

 

.

 

.

 


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 644 outros seguidores

Comentários

Blog Stats

  • 1,356,047 hits
julho 2008
S T Q Q S S D
« jun   ago »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Arquivos

Atualizações Twitter