Arquivo para agosto \29\-03:00 2008

dcpv – da cachaça pro vionho – hexa: alemanha é favorita?!

número 107
29/03/06

dcpv – Hexa: Alemanha é favorita?! 

Introdução – Outono chegou! Lula sobe nas pesquisas! CPI’s não deram em nada! De Gaulle estava certo! Certos, são os nossos “oasis” gastronômicos: o nosso “semanão”. (Thanks God!). Vamos ….

Vinhos

Prosecco Salton

Touriga Nacional Angheben

Late Harvest Canepa

Menu

Entrada – Carpaccio  Bassi + Molhos (Edu)

Principal – Lombo Páprica Schnitzel (JT)
Kartofelpuffer (JT)
Spatzlle (JT)

Sobremesa – Frutas ao Prosecco com sorvete e espuma de côco (Banquete dos Sentidos II – pag 196)

Observações  Finais 

Comida excelente! Tomara que na Alemanha seja igual (atualização: doce ilusão) ! (Edu)

Espetacular! Um marco nos anais da gastronomia. (Mingão)

Magistral! Surpreendente! Delicioso! Batata santa! Massa ambrosina! (Déo)

Fotos de Quebec e região. A de lá de cima é do indefectível Chateau Frontenac, um hotel velhinho, charmoso e que certamente é o mais fotografado de Quebec, pois em cada canto da cidade que você vá (cidade-baixa, Citadelle, Vieux Port) é possível vê-lo de ângulos diferentes. E da Ile D’Orleans (uns 20 km de Quebec) onde se consegue ver uma vida no campo com vários povoados e plantações de morangos, framboesas e muitas verduras. Compramos morangos colhidos na hora!
Grato a Emília pela dica pois foi um dos pontos altos da viagem além do que no caminho dá pra dar uma passada na cachoeira (bem bonita!) de MontMorency!

Explicação – Ano de Copa do Mundo na Alemanha e uma homenagem mais do que justa aos nossos amigos “chucrutes”. Até spatzlle eu fiz. E ficou bom segundo os  comentários dos fominhas, nós mesmos.

A HORA DA ERVA GASTRONÔMICA 

Aneto – Também conhecido como endro ou dill, é usado em patês, molhos brancos e saladas. Comum nos receituários da Escandinávia, Turquia e Rússia, aparece em conservas de pepinos e vinagres aromatizados. Experimente usá-lo com salmão, frango, ovos e batatas. Suas sementes também dão aroma a licores e xaropes. E as folhas servem pra decorar os pratos.
Resumindo: é a “vaca” das ervas. Tudo se aproveita!

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dcpv – da cachaça pro vinho – ny – benoit de alain ducasse

ny
25/06/08

dcpv – Benoit do Ducasse 

Todo mundo conhece (ou ouviu falar) de Alain Ducasse. Big-chef francês, andou se aventurando por NY com relativo fracasso, mais por cisma dos americanos do que qualquer outra coisa! Montou restaurantes (Mix, ADNY) que não vingaram e foram considerados caros demais pelo que ofereciam.

Ele abriu recentemente o Adour ( no hotel St Regis) que é bem afrescalhado e como contra-ponto, o Benoit, um bistrô numa região turística (e talvez por isso, críticos torceram o nariz pra sua comida), na West 55th, 60, numa linha do que podemos chamar de um restaurante não formal, mas com uma gastronomia diferenciada .

Já saí daqui com o jantar reservado pelo Open Table pra mim e pra Dé (a Re foi ver musicais, pra variar) com uma referência através do belo post que a Alexandra Forbes fez lá no Boa Vida e onde dizia que o frango assado era imperdível.
Fomos caminhando (como é normal em NY) do hotel até o bistrô (são 10 quadras) e chegamos no horário, 20:30 hs.
O restaurante estava cheio e fomos acomodados rapidamente . Como é bom o 1º mundo e o seu sistema de reservas que funciona. Quando será que teremos esta “revolução” por aqui?
O menu prometia: olhamos, pesquisamos e acabamos escolhendo  o …. frango assado.

Sim, senhores. Um frangão “de padoca” (ou melhor, de boulangerie) assado com muitas ervas e com um charme: ele é mostrado pra você antes de ir ao forno!
Ideia excelente e ouso dizer que 90 % dos presentes optaram por este prato tal a quantidade de galináceos que estavam sendo comidos por todos os lugares.

Enquanto o “penoso” estava torrando, pedimos o nosso Poully Fumme Le Cris 2006 e começamos a conversar quando a garçonete, a Lua, uma capoeirista brasileira se apresentou.
Não precisa nem dizer que trocamos um monte de informações com ela que é bastante simpática e atenciosa.

Logo depois, chegou o frangaço. Ou melhor, o Roasted Chicken with Garlic, cloves pomme pure.
Fica mais bonito assim mas numa tradução livre seria: frango assado com batatinhas palito fininhas e super crocantes.

Poxa, é de comer até o osso de tão bem assado que estava. E é claro que eu comi pois sou maluco por ossos de frango bem “sequinhos”!
Esta é a verdadeira comfort food! Muito crocante e com os alhos assados que acompanhavam em ponto de purê. Uma delícia !

Ainda ganhamos (com a ajuda da Lua) dois copinhos de um late harvest pra fazer a digestão.

Uma grande noite nova-iorquina.
Voltamos andando e sonhamos com os anjinhos tendo a bela visão noturna da Times Square!

Bye !

PS – O Benoit foi recentemente espinafrado por críticos americanos (no NYT e no Paladar).
Continuo com a minha opinião. Ele é muito bom!

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastro pop – mari hirata e a verdadeira culinária japonesa

lá vamos nós de novo
20/08/08

dcpv – gastro pop – mari hirata e a verdadeira culinária japonesa

Gastro Pop
Etapa 6
Cozinha Japonesa
Stúdio 768 e Carla Pernambuco
20 de agosto de 2008
Chef convidado – Mari Hirata

Devo admitir! Não somos (eu e a Dé) grandes admiradores da comida japonesa. Já tentamos algumas vezes incorporar estes sabores aos nosso hábitos, mas empacamos no que chamamos de simplificação: sushis e sashimis. Sempre pensamos: é claro que não pode ser só isso?
E foi com um prazer incontido que soubemos que o Gastro Pop, o projeto da Carla Pernambuco e da Carolina Brandão, traria a grand chef Mari Hirata pra preparar pratos da mais legítima cozinha nipônica.

Pensamos: puxa, é uma grande oportunidade pra mudar definitivamente este conceito! Mari Hirata …
Vamos aos fatos: chegamos um pouco atrasados (coisa rara!) e pela primeira vez, não tivemos tempo de conversar com a chef convidada.


A irmã dela e a Mari

Mas deu pra perceber claramente que esta noite nos marcaria pela diversidade e pelos princípios que norteiam a comida nipônica:
– Montagens feitas a partir de conceitos de ikebana e assimetria
– Arroz, peixes e frutos do mar
– Estética

– Comida feita com a alma
– Qualidade dos ingredientes
– Cozinha sem excessos

– Bem além do sushi e sashimi
– Harmonia
– Perfeição no tempo de cocção
– Preparação minuciosa

– Cozinha espelhada no comportamento
– Perfeição em cada corte
– Ingrediente sazonal
– Saudável

E não é que tudo isto estava lá? Vejam o que nos foi servido:

Petiscos

Chips de legumes japoneses (raiz de lotus, batata doce e abóbora)

Todos deliciosos com um destaque especial pro belo design natural da raiz de lotus.

Inago – pequenos gafanhotos que só comem arroz (do jeito que eu gosto de arroz, logo, logo, me transformarei num inago!), caramelizados e apimentados.

Os gafanhotos são parecidos com salgadinhos (Elma Chips). E a pimenta tem a particularidade de amortecer a boca (parece um pouco o jambu!).
Descobri depois com a colaboração do Marcelo Katsuki que esta pimenta se chama Hichimi (7 especiarias).
Veja o detalhe das perninhas deles, abaixo. A Dé experimentou, mas não achou muito bom, não! 🙂

Gomadoufu (tofu de gergelim)

Um tofuzinho com um belo molho de sakê, shoyo e dashi. Bom prato com um gosto bem acentuado.

Entrada 

Flan no vapor com creme de cogumelo shitake

Uma delícia. Uma mistura de creme de ovos com caldo de galinha. Como disse a Dé: esse eu comia todo dia!

Principais

Prato 1 – Tataki de atum, molho ponzu em gelée e salada japonesa

Pedaços de atum levemente grelhados e que se desmanchavam na boca. E uma salada japonesa (mizuna, shisô, negi) que estava crocante e muito bem temperada por um molho ponzo que é feito pelo próprio, vinagre de arroz, shoyo, mirim, suco de limão, alga e lascas de bonito.
Detalhe: tem muito ingrediente que eu não tenho a mínima idéia do que é? Mas que é muito bom, ah, isso é!

E ainda bebemos um belo vinho branco Paço de Teixeiró Minho 2006  Portugal que se “acoplou” muito bem ao atum!

Prato 2 – Costela de porco caramelizada coberta com gergelim e pimenta de sancho japonês com legumes japoneses (beringela, raiz de lotus e kabu)

Este prato, se é que existe isso, é o que podemos chamar de um experimento da culinária nipo-mineira. Uma costela com a carne soltando do osso (hummm!) e com um molho adocicado que deixava tudo muito gostoso.
A Dé (por motivos óbvios) não comeu a costela, mas adorou os legumes com destaque mais uma vez, pra beleza da raiz de lotus. O mais engraçado foi ver todo mundo comendo com as mãos, pois a costela parecia um brontossauro!

Continuamos, em tempos de Lei Seca, com o vinho branco. Uma pena, pois um “tintinho” cairia muito bem (é ou não é, Neide!)

Sobremesas

Cítricos japoneses(decopon, ponjan, kinkan, zabon) com gelatina de agar-agar e creme de anin (amêndoas amargas)

Colorido, citriquíssimo, refrescante e com uma laranjinha cristalizada que era um néctar dos deuses.
E Chiffon Cake de Matcha, certamente o bolo mais macio, leve e flexível que nós já comemos na nossa vida. Pra quem não sabe, Matcha é chá verde!

Ainda tomamos um chazinho verde digestivo, pois ninguém é de ferro! Hahaha
Pra variar, tudo muito bom e se o objetivo era nos transformar em fãs da comida japonesa: objetivo totalmente alcançado!
Vimos (e sentimos) nessa refeição todos os princípios citados lá em cima. E palmas pra Mari (e pra Carla e pra Carolina e pro Carlos Siffert) pelo tour gastronômico que nos proporcionou.

Pra não perder o costume, vou encerrar com um trechinho do texto que o Eduardo Logullo escreveu no folheto da noite :

Claro que o conhecimento culinário no Japão é resultado de um processo lento de aprimoramento técnico e da adição de infinitos detalhes. Tudo isso resultou em uma espécie de “design alimentar”. Sem nunca se julgar uma cozinha absoluta, ao longo do tempo o país moldou a sua cozinha até chegar a forma como agora é universalmente conhecida. Mais ainda: os japoneses fizeram da sua culinária uma linguagem cultural, que praticada de forma harmoniosa, traduz os comportamentos, formas de pensar a vida, interpretação dos alimentos. ”

Gochisosama !

PS – E como que por encanto, as pessoas que estavam lá também criaram um ambiente e uma harmonização impressionantes. E olhe como tinha craques: Mara Salles, Ana Soares, Nina Horta, Josimar Mello e os que sentaram conosco, Marcelo Katsuki (do Comes e Bebes), a Andréa Rizler (sócia da Nina), o Paulo Miranda que trocou informações sobre viagens e afins e que me prometeu dicas sobre a Toscana.
Ah! A Neide do Come-se também foi (um prazer encontrá-la novamente) e ainda nos presenteou com a foto abaixo. Pra variar, a Dé estava tirando fotos e eu, olhando pra comida !

E até o próximo que será no dia 27 de setembro, Peruano, a cozinha da onda e feito pelo trio CCC ( Carla, Carolina e Carlos).

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dcpv – da cachaça pro vinho – boa vida no vito

agradável
14/08/08

dcpv – Boa Vida no Vito

Eu sou um frequentador do Boa Vida. Preste atenção: “do” Boa Vida !
Do blog Boa Vida da Alexandra Forbes. Lá são postadas informações quentes e atualíssimas sobre gastronomia, arquitetura, viagens, enfim, coisas que realmente formam a “boa vida”!
É claro que em torno destas informações se aglutinam várias pessoas interessantes e com interesses afins. Só pra citar algumas:  Priscila, Léa, Constance, Edgard, Deco, Carlos Bertolazzi, Thiago, Joaquim, o sr a. …

E num lugar onde estão juntos um  monte de boas vidas, só podem surgir programas interessantes (e normalmente platônicos!!): tours gastronômicos pro Piemonte, Barcelona, San Sebastian, Machu Pichu; refeições no Astor, no Chou, no Pilico (?!?!), com o Ferran Adriá, no Vito …
Não é que após uma série de combinações, marcações, desmarcações, confirmações, etc e aproveitando uma visita da Constance pra SP, foi marcado um jantar no Vito, o restaurante italiano do chefe André Mifano que está começando a despontar como um bom lugar pra se comer aqui em SP?

O André é um cara que cozinha bem pra chuchu e além de tudo é um grande papo. Conselho e dos bons: vá até lá pois além de comer bem, você vai se divertir muito quando engatar uma boa conversa com ele. É uma figuraça!

Acertados os detalhes, iriam a Léa, eu e a Dé, a Priscila, a Constance e talvez o Carlos e o sr a.
O Edgard não poderia ir pois tinha um compromisso, mas a influência dele foi preponderante pra conseguirmos a reserva no Vito (é, o lugar está bombando!).
Com algumas desistências (a Léa, o Carlos e o sr a. não puderam vir) fomos lá, junto com a Priscila e a Constance.

Portanto, fica lavrada a ata da 1º reunião da LBV (Legião do Boa Vida) :

Comemos (eu, a Priscila e a Constance) um belo ravioli com massa de agrião recheado com rabada que estava delicioso .

A Dé (confirmando a tradição de não comer carne em hipótese nenhuma !) pediu o especial do chefe, um outro ravioli só que recheado com abóbora e um molho noisette que estava um espetáculo, além de ter umas amêndoas que davam toda a crocância ao prato !

Acompanhamos com um vinho tinto Sandon del Duero Rivola 2004 Espanha,  muito bom e que a Priscila “pescou” um sabor de chocolate com menta e a Dé emendou dizendo que tinha um quê de pimenta. Dá pra perceber o nível dos legionários, né?

A sobremesa não seria dispensada de jeito nenhum, já que a Constance, uma formigona assumida, liderou o pedido.
Ela e a Priscila pediram o pan di spagna com grappa. Que particularmente acharam que podia ter um pouquinho mais de  grappa.

Eu e a Dé dividimos uma torta de queijos com massa podre de chocolate e cobertura de laranja. Todas muito boas e fazendo jus a fama do Vito!

Balanço da noite: encontro super agradável, conversa mais ainda num ambiente bem bacana e que espero, seja o primeiro de vários da LBV.
E espero também que no próximo encontro além dos que não puderam ir, tenhamos a presença da Alexandra por aqui vindo diretamente do Canadá.


A Priscila, a Constance, a Dé e, é claro, eu!
Afinal de contas, ela é a pastora da LBV !

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – 8º interblogs – o bistrot da elvira no dcpv

número 187
13/08/08

dcpv – 8º interblogs – O Bistrot da Elvira no dcpv

Vou resumir o que aconteceu até agora nos Inter-Blogs (quer saber o que é ?): tivemos comida angolana, portuguesa, brasileira, californiana e indiana. Ou seja, tínhamos uma lacuna crítica: a mãe da gastronomia, a comida francesa.
Tínhamos, pois quando a Elvira topou indicar um menu pra nós, ficou a certeza que ele seria francês e dos bons. Estamos redimidos!

Afinal de contas, quem conhece o blog dela, o Elvira’s Bistrot, sabe que ali se encontram receitas, fotos e textos da melhor qualidade e normalmente, com um toque francês bem acentuado.
Também, a Elvira é portuguesa, mas morou um tempão na França; tempo suficiente pra fazer com que ela se especializasse na “haute gastronomie”.

Sorte nossa pois este menu francês de frutos do mar (mais uma das nossas fraquezas!) além de clássico, traz os sabores e os sons da Cote D’Azur!
Voilá ! Vamos ao nosso 9º interblogs onde teremos mais uma reunião triangular: Portugal, França e Brasil.
Melhor dizendo, quadrangular com a participação especial do nosso querido mar!

Un – Aperitivo – Mousse de Atum

Como pré-entrada, a Elvira indicou uma mousse de atum.

Feita de atum em conserva (deixe o óleo escorrer bem), maionese, salsa picada, limão, creme de leite fresco, sal e pimenta. É só misturar e colocar na geladeira por umas 3 horas.
Sirva sobre folhas de alface acompanhada de torradas e azeitonas pretas. Eu usei azedinha e alface colhida da minha horta. Fresquíssimas!

Comentário da Elvira: Uma entrada francesa muito simples e boa. Ideal para os dias quentes que vem a caminho!

Oui, Elvira, ou será Elvirrrá ?. Concordo plenamente!

Deux – Entrada – Sopa de Mexilhão 

Hummm! Mariscos!
Uma bela “sopaça” de mariscos, alho poró, cebola, batata, louro, tomilho, salsa, alho. vinho branco, curry, creme de leite fresco, manteiga, sal e decorada com cubinhos de pão fritos no azeite. Sim-ples-men-te  de-li-cio-sa! Uh, la, la!

E pela primeira vez na nossa história, abrimos uma magnum de 1,5 litros dum vinho branco Sauvignon Blanc Mapu Barão Philippe de Rothschild Chile que foi “maçã, pomme, apple, manzana” segundo os franco-brasileiros, nós mesmos.
Ah! Hélio Ribeiro, segundo o Mingão, diria que o vinho tinha sabor de “merla”!

Comentário da Elvira: “Esta sopa deliciosa e requintada é uma receita do chefe francês Eric Frechon (do restaurante do hotel Le Bristol, Paris).
Oui, oui. Parabéns pra Elvira e pro Eric!

Trois – Principal – Salmão com Legumes em Crosta Folhada

Lombos de salmão cozidos com palitos de cenoura e rodelas de alho poró por baixo e folhas de espinafre branqueadas por cima. Tudo isto fechado por 2 retângulos de massa folhada.

  

Daí, é ir pro forno e esperar ficar “dourados e estaladiços” como a Elvira escreveu na receita! Ainda acompanhamos com um Basmatinho cozido na água do salmão!

Sensacional e francês demais. Trés jolie!

E continuamos tomando a nossa Magnum, a garrafa, é claro!

Comentário da Elvira : “Este salmão fica a matar para uma refeição especial. E apesar do seu aspecto “chique”, não custa nada a confeccionar. Uma delícia!”
Oui, oui, oui! Delicioso mesmo !

Catre – Sobremesa – Pequenos Fraisiers

Os tais Pequenos Fraisiers, ou Fraisierzinhos, são bolinhos recheados de creme de mousseline, morangos e uma bela calda de aguardente ( a cachaça ) montados num aro. Lindos e absolutamentes gostosos!
Ainda coloquei um pouco de açúcar de baunilha (o das favas), o “açuquinha cristal gay” e uns confeitos de chocolate


A Dé caprichou nas fotos, né não?

E como tinha que ir da cachaça pro vinho, tomamos um Dessert Muffato della Salla Antinori 2004 Itália que disse em bom francês:  Je suis “mel, Marquinhos Moura, honey, melado“!
E vive la France e a Elvira!

Comentário da Elvira: “O Fraisier é um bolo tradicional da pastelaria (que é outra coisa em Portugal !) fina francesa. Costuma aparecer sempre que há um aniversário ou qualquer outra coisa pra ser celebrada!”
É isso aí, Elvira. Celebramos o nosso interblogs com esta bela sobremesa.
Putz, que banquete! Um espetáculo e com sabores marcantíssimos.

Vamos as opiniões dos confrades:
Me senti em Paris! Comida de bistrô mesmo, e da Elvira . (Edu)
Elvira do Ipiranga às margens plácidas! Maravilhoso! (Mingão)
Marvilleuse! Delicieux! Formidable! (Déo
)

Aqui vai o nosso presente virtual pra Elvira, já patenteado pelo dcpv e que desta vez é totalmente comestível: flores de ora-pro-nobis e salsinha crespa.

Bom, grato a Elvira pela participação neste 9º interblogs e principalmente, pelo prazer que nos proporcionou ao indicar um belíssimo menu francês de frutos do mar. Sentimo-nos numa cidadezinha da Borgonha ( quem diria, Ferraz de Vasconcelos subiu bastante de nível), conversando sobre amizades (inclusive as virtuais) e com um conforto material/espiritual muito grande.

Continua o convite pra quem quiser participar desta confraternização. É só dar um passo a frente, se apresentar e esperar um pouquinho, pois já temos a programação fechada até abril/09.
Vamos lá! Santé!

PS – O projeto do livro está caminhando. Acabamos de escrever o 8º capítulo. O próximo será com a Fabrícia (e o Mohamed) do Sopa Vermelha, diretamente do Canadá!
Quem sabe não fazemos uma festa  de lançamento ao vivo com todos os autores!

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dcpv – da da cachaça pro vinho – um tigre, dois tigres, tres trigues!

número 106
22/03/06

dcpv – Um Tigre, Dois Tigres, Três Trigues!

Introdução – Em noite de competição internacional de futebol, torceremos pro meu 2º e 1º time deles,rsrsrs. Se tudo correr bem, venceremos! Quiçá os deuses nos olhem!
É sempre incerto! Felizmente nas coisas de boca e do paladar não há incerteza, triplo na cabeça! Vamos láááááááááá!

Bebidas

Batida de laranja e Absolut Vanilia
Batida de acerola (da mamãe)

Vinhos

Branco Astica Chardonnay

Canepa Late Harvest

Menu

Entrada – Caranguejos de Bertioga (a famosa galinha do mangue)

Principal – Arroz Thay (do caderno vermelho)

Sobremesa – Fruit Crumble + Creme de Baunilha (J Oliver – pag 210)

Observações finais

Comida temperada e condimentada! Excelente.  (Edu)

Sabor maravilhoso; entrada praiana! Adorei! (Mingão)

Discreta refeição, porém surpreendente! (Déo)

Fotos do hotel Manoir Hovey que fica na cidadezinha de North Hatley na região dos Cantons del’Est, Canadá. A lá de cima é da casa central; linda e com muita história. E a acima é do lago Massawippi que faz as vezes de parque aquático do hotel. Ressalte-se que a Alexandra Forbes (do Boa Vida) mora lá e foi uma anfitriã de primeira. Mas isto é assunto prum post a ser publicado. Aguardem!

Explicação – Noite maluca e indecifrável (mais uma !). O título não dá pista nenhuma. E as comidas indicam que tudo foi um grande improviso. E pelo visto, com bom resultado!

A HORA DA ESPECIARIA

Summac  – Apesar de pouco aromática, a planta cultivada no sul da Itália e no Oriente Médio, tem um agradável agridoce. Os iraquianos e turcos usam para temperar saladas e aromatizar o arroz, misturado a cebola. No Líbano, condimenta pescados. Use em carnes grelhadas na churrasqueira.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 2º dcpv x chef – Isabel, a Bel Coelho.

número 186
30/07/08

 dcpv – 2º  dcpv x Chef – Isabel, a Bel Coelho

Através da nossa ida ao Buddha Bar pra comemorar o aniversário da Dé, acabei entrando em contato com a Bel Coelho. Mandei um e-mail agradecendo pela excelente comida e ela, surprendente e gentilmente, respondeu quase que imediatamente informando que gostaria de ser chamada à mesa na próxima vez que fôssemos lá!

Como um dos projetos do dcpvV é tentar fazer com que chefes famosos  e que façam comidas das “boas” ) indiquem receitas de sua preferência pra que eu reproduza por aqui ( o 1º foi com a Carla Pernambuco ), aproveitei este contato e pedi pra Bel dizer quais seriam as receitas dela que formariam este belo menu.
Ela, infelizmente, ainda não tem nenhum livro publicado (fica a ideia. Seria facilmente um best-seller). Mas o pai dos burros cibernético, o Google, quebrou o meu galho e após uma breve pesquisa, cheguei a algumas receitas. A Bel escolheu de livre e espontânea vontade dentre as que eu achei.
Eis então, a participação da Bel Coelho no 2º dcpv x Chef. Vamos ver o resultado:

Entrada Patê de Canard com Pera Grelhada e Salada de Rúculas.

Este prato ficou muito bonito. De um lado, a redução de aceto balsâmico com peras grelhadas após serem pinceladas com mel. No centro, o patê simplesmente enformado (na verdade a receita é com foie gras mas…). E do outro lado, uma salada de verdes (rúcula, azedinha, capuchinha, alface; todas da minha horta) temperada com um vinagrete de mel, limão siciliano, mostarda de Dijon, pimenta e sal.

É ou não é bonito ? E saboroso demais. Uma combinação mais do que perfeita !

Ainda mais acompanhada por um vinho Branco Chardonnay Bramito Castella della Salla 2006 Italia que se mostrou “acolhedor, maple syrup, peroso, gostoso” segundo os fãs número 1 da Bel, nós mesmos.

Principal Risotto de Couve e Paio

Faz muito tempo que eu não faço um risotto por aqui. E este é um belo risotto. Antes de mais nada é necessário fazer um bonito caldo de frango com cebola queimada, carcaça de frango assada, cenoura, salsão, tomate, caule de salsinha, folha de louro, alho amassado e pimenta do reino em grãos. É tão bom que dá vontade de tomar como sopa.

E aí é só fazer o risotto. Que eu insistentemente não vou explicar como faz pois todo mundo sabe! Só vou dizer que além do arroz arbóreo, ele leva cebola e alho picados e refogados na manteiga, o maravilhoso caldo, couve picada, paio frito em fatias finas e em meia-lua, favas (eu usei feijão branco italiano), sal, pimenta e parmesão.

Saborosíssimo, com uma textura surpreendente e com uma surpresa: servido sobre uma folha de couve inteira e branqueada!
A sacada deste risotto é comê-lo com um pedaço de folha de couve como se fosse um charuto. Manja ?

E ainda tomamos um vinho tinto Syrak Vila Oak 2007 San Juan Argentina que foi “herbáceo, maria-vai-com-as-outras, camaleônico, honesto” segundo os adoradores de Buddha, o Bar.

Sobremesa Tartar de Abacaxi com Tapioca , Coco e Baba-de-Moça.

Instruções para fazer a sobremesa

Monte um aro com camadas alternadas de abacaxi em cubos com hortelã picada e tapioca hidratada com leite de coco, leite e coco ralado. Polvilhe açúcar mascavo após desenformar e …. maçarico nela!

Pra colocar em volta, faça uma baba-de-moça. É a maior “baba” gostar/adorar esta sobremesa!

Resultado de toda a experiência segundo os confrades (tô abrindo uma exceção, viu Adriana!):

Sabores de profissa. Tudo perfeito! Gostei muito do aceto, da couve e da tapioca. (Edu)
A chef arrasou!!! Grande Bel Coelho. (Mingão)
Perfeito! Delicioso! Five stars . (Déo)

Bom, grato a Bel Coelho pela participação e pela oportunidade que nos deu de experimentar uma comida saborosa, equilibrada, fresca (no melhor sentido da palavra !) e absolutamente  reconfortante.
Se você quiser experimentar a comida da Bel, é só ir ao Buddha ( ôpa, outra letra do Zeca Baleiro!). Ele fica na parte externa da Daslu e certamente você vai precisar do cartão de crédito que está na foto inicial (e olha que não é jabá, não!) mas pode ter a certeza que valerá cada centavo

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – toronto – rain.

unbelievable
17/07/08

 dcpv – Toronto – RAIN

Eu sempre fui fã do programa Made to Order (ridiculamente traduzido por “A Minuta”) do canal 57 da Sky, o Travel&Living.
Nele, os irmãos Rubino, Michael e Guy, preparam menus super-diferentes e sempre com algum motivo especial: a visita da própria família, um noivado em que o noivo quer entregar o anel dentro da comida, um evento filantrópico, uma comparação de carnes de caça e de cativeiro e assim por diante! E tudo isso, no restaurante deles, o Rain!

Na verdade, o Michael é o sommelier e administrador. Já o Guy é o chefe que cria e prepara todos os pratos. O restaurante é muito bonito e tem um ambiente muito agradável com uma arquitetura que privilegia a modernidade e a iluminação diferenciadas .

Pois bem: como estávamos indo pra Toronto, reservei por e-mail um mês antes de ir e pra variar, deu tudo certo (quando será que teremos este milagre por aqui? ). Ficamos (eu, a Dé e a Re) na expectativa de saber realmente se o programa é gravado no restaurante e mais importante: se os irmãos atuam realmente por lá ou se tudo seria “fake”?
Chegamos no horário (21:00 hs) e ao entrarmos, a recepcionista perguntou se éramos do Brasil. Confirmei e ela nos colocou numa mesa estrategicamente posicionada onde tínhamos uma visão completa  da cozinha.
Logo de cara fui pedindo um vinho Sul-Africano e não é que o próprio Michael veio conversar comigo e me convenceu que o Sancerre seria um vinho mais adequado ao que iríamos pedir. É claro que eu concordei !

E aí começou efetivamente o show pois nos sentimos como se estivéssemos num dos episódios do Made to Order: o Guy  (é, ele também estava lá ) estava cozinhando praticamente na nossa frente.
Começamos, além do vinho, pedindo um Cosmo pra Re:

Segundo a Re e parodiando o Mingão, o melhor que ela tomou na vida dela!
Só pra esclarecer, o menu traz 9 sugestões de entradas e 9 de principais. Todos os pratos vem em porções pra serem divididas entre os participantes da mesa e assim, resolvemos pedir 3 entradas e 3 principais, pois certamente teríamos um menu degustação. E foi o que fizemos pois além de tudo, o Guy manda os pratos na ordem em que estão prontos, tanto faz serem entradas ou principais. Coisa de gênio “genioso”!

Pela ordem, chegaram:
Um Shanghai Bok Choy – uma mistura de sésame, cucumber aloe vera e chinese XO. Um espetáculo de entrada que a Dé pediu! ( Desculpem a qualidade de algumas fotos, pois estava bastante escuro mas a curiosidade pelo que vimos/comemos lá não me impediu de postar mesmo assim).

Um Steamed Dugeness Crab Dumpling – com sakura mayonnaise, green apple relish & crab snow. Outra entrada que a Re pediu e que não sobrou nada pra contar a história.

Pela ordem maluca do Guy, chegou o meu prato principal, um Coconut Curry & Madai Snapper Three Ways (esses three ways definem quando o Guy utiliza o ingrediente principal de 3 maneiras diferentes) feito com steamed roll, kalamnsi ‘roll’ & citrus cure. Olha estou colocando tudo em inglês porque conheço algumas coisas,mas outras eu nunca ouvi falar! Mas que era gostoso, ah, isso era! Ainda mais com esta quantidade toda de espumas, cascas, coisas raladas e molhos.

Aí chegou o principal da Dé, Alaskan Black Cod Three Ways (este todo mundo conhece) com cedar & bamboo roast, cod ‘noodles’ in mentaiko. Muito bonito e mais gostoso ainda. Repare no pau de canela com um belo molho de tomate e imagine o gosto que o conjunto forma dentro da boca. Huuuummmmmmm!

Pra finalizar os principais, o da Re : Squab, Almond & Cherries Three Ways – confit, cherry smoked and lacquered breast, pate & wafers. Este merece um parentesis: pra variar, não conseguíamos achar um prato principal pra Re. Acabamos escolhendo e estava uma delícia. Carne macia, tenra e saborosa.
Só fomos descobrir muito tempo depois que Squab é um tipo de … pombo . Detalhe: a Re odeia pombo! O que voa no meio da rua, é claro, pois este Squab deu um bom caldo!

Finalmente, veio a minha entrada acompanhada de um brinde. A entrada foi Kimchee Tasting – oyster & seasonal pickle, spicy carrot froth – uma delícia. Pelo visto, acabei virando o rei das espumas.

E um brinde. Uma outra entrada: Japanese Pickled Asparagus com asparagus tofu, soymilk froth. Foi a mais fraquinha da noite mas como era de graça ….

Ufa! Ainda tínhamos as sobremesas que não dispensamos, é óbvio! Decidimos dividir duas:

Japanese Flavours in Variations of Chocolate – miso caramel & yuzu, green tea & banana, pear & sake lees, wasabi & green grape e ….

…. Trio of Apricots com vermicelli pudding & cardamom wafers, crunchy masala custard & apricot sorbet, composed salad & yogurt honey. Sobremesas excelentes e que as especialistas, a Dé e a Re, aprovaram!
Observe-se que tudo esteve absolutamente perfeito com texturas, combinações, sabores e formatações inigualáveis.

Ainda tivemos direito a conhecer a cozinha, conversar com o Guy que nos disse que quase veio cozinhar em São Paulo num festival asiático e que achou a cidade bastante interessante pois pesquisou sobre ela. Frisou que a Re era muito bonita e eu já pensei: mais um bom partido pra ela, rsrsrs. Tô começando a gostar da idéia de ter um chef deste nível como genro. Se bem que ele não é muito bonitão, né?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E acreditem: ele acabou de conversar conosco, tirou fotos e foi embora! Coincidência ou não, nos sentimos como se ele tivesse ido até lá só pra cozinhar pra nós, os brasileiros! (ô, pretensão).

Delicadezas à parte, a comida é espetacular e as idéias de apresentação dos pratos são sensacionais. Um lugar pra ir e gostar!
Também, a missão dos irmãos Rubino é fazer “de cada refeição, uma nova experiência e um novo aprendizado . No nosso caso, esta missão foi totalmente cumprida!

E tudo isto numa cidade como Toronto, onde o moderno se mistura facilmente com o tradicional.

Bye !

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dcpv – da cachaça pro vinho – thai + pãozinho = good, very!

número 105
15/03/06

dcpv – Thai + pãozinho = good, very!

Introdução – Noite de chuva, mas ainda agradável; não calor, não frio! Tô sem saco pra escrever! Tô com fome, jejum forçado, rs!
Vamos pra bóia!

Bebida

Daiquiri (by Mingão)

Vinhos

Eu tenho certeza que nós os tomamos. Mas também tenho certeza que não os marquei !

Menu

Entrada – Sopa de tomate e pimentão vermelho com manjericão socado e óleo de oliva. (J Oliver – pag 22)

Principal – Oriental Express com cebola, bacon e alecrim.

Sobremesa – Bolinho de chocolate branco com centro mole. (Gula – Março/06)

Observações finais

Comida buoníssima. Cebola excelente! Sobremesa sublime! (Edu)

Golden Onions! Clean maravilhoso! Repetir sem constrangimentos! (Deo)

Comida maravilhosa!!! Ninho divino! Sobremesa perfeita!!! Nada mais a dizer. (Mingão)

  

Fotos de Ottawa. A de lá de cima é do Parlamento e ele fica ao lado do hotel que nós ficamos, o Chateau Laurier. E as acima, são do ByWard Market, um mercado com frutas, legumes e flores (ah! as flores) de primeiríssima qualidade e onde compramos as frutas, pra nos abastecer de cerejas, amoras framboesas por um bom período da viagem. É um bom lugar pra tomar um belo café da manhã!

Explicação – Este bolinho de chocolate branco com centro mole na verdade era um … petit gateau. E ficou muito bom. Agora o que seria um Orient Express? Aceito sugestões!!! E o que significa este título?

A HORA DA ESPECIARIA

Papoula – Suas sementes são  maduras  e não tem poder narcótico ( portanto, não dão “barato”!). Ao contrário, são ótimas pra condimentar saladas, massas amanteigadas, pães, bagels, bolos, biscoitos, compotas e patês. Na Índia é usada para engrossar sopas e dar um sabor especial ao curry.
Eu vou guardar as minhas num cofre, pois saiu na Folha ontem que as importações estão “praticamente” proibidas. Portanto, use as suas com muita parcimônia! 

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastro pop indiano com a meeta ravindra- não fomos mas adoramos!

carlotiano
26/07/08

dcpv – Gastro Pop Indiano com a Meeta Ravindra – não fomos mas adoramos! 

Quem passa por aqui sabe que nós (eu e a Dé) somos clientes cativos dos Gastro Pop produzidos pela dupla Carla Pernambuco e Carolina Brandão lá no Studio 768. Não tínhamos perdido nenhum até agora: o do Carlos Siffert, o do Edinho Engel, o do Marcos Sodré e o da Ana Bueno.
Pois bem, não tínhamos! Coincidentemente, este Indiano com a Meeta Ravindra aconteceu justamente no dia 26/07 quando estávamos em Chicago no final das nossas férias que começaram na Costa Leste do Canadá. Mais precisamente, comendo (inclusive o cardápio!) no Moto do chefe Homaru Cantu. Mas isto é assunto pra outro post.

Voltando ao Gastro Pop, quem conhece e gosta de comida Indiana, também conhece e gosta da Meeta Ravindra, pois ela é uma autoridade na cultura hindu. “Cada menu dela leva em consideração o valor nutritivo de uma refeição, as propriedades ayurvédicas (medicinais) dos ingredientes e uma perfeita combinação pra satisfazer os mais diferentes paladares” . Palavras da Carla.

E como é que eu sei que foi bom se não comparecemos ao evento?

Primeira pista – Convenci a Carla a me mandar o livreto com o texto explicativo e as receitas. Afinal de contas, somos membros honorários dos Gastro Pop com direito a cartão Platinum e tudo o mais.

Segunda pista – Convenci a Carolina a me enviar as fotos que ela tirou e que por sinal, ficaram muito boas.

Terceira pista – O próprio texto que o Eduardo Logullo redigiu e que começa assim: “Índia. Pontos de exclamação. Falamos da nação que permanece como um dos principais fluxos de referência da humanidade. De lá viemos nós, os arianos, de lá brotou o budismo, de lá o Ocidente passou a compreender a grandeza cultural do continente asiático, de lá os europeus atingiram a China, de lá o paladar do planeta alcançou outros contornos gustativos“.

E termina assim: “Para encerrar, uma ode ao animal mais importante da Índia : a vaca. Este pacífico mamífero está no panteão das divindades do país também como principal reserva de proteína animal e de energia. Como assim ? Desse jeito: por não matarem as vacas, existe produção farta de iogurte e queijo além da produção natural do esterco usado para acender os fogareiros, comuns nas áreas rurais. A vaca está protegida por quase trinta divindades espalhadas nos diversos pontos do ruminante. Por exemplo: as tetas onde jorram o leite são cuidadas por Amirthabagaram. A deusa das tetas deve ser, portanto, a protetora dos doces e pudins, das tortas e dos crepes, das rasgulhas, dos gulab jamuns e das jalebi. E os preparados de iogurte, os lassi ? Melhor parar por aqui. Ou então se deixar levar pelos aromas indianos que pairam sobre tudo, sobre esta sala, sobre você e sobre o mundo“.

Quarta pista – As receitas que a grande mestra Meeta Ravindra preparou:

Entradas

Dahi Vara: bolinho de feijão Urad (indiano) com yogurte condimentado acompanhado de Imli Chutney (chutney de tamarindo com tâmaras) e Hara Dhaniya Pudina Chutney ( chutney de coentro e hortelã)

Pratos principais

Pulao – Arroz Basmati (o queridinho daqui de casa) com cravo, canela em pau, louro e ghee.
Mattar com Toovar Dal – ensopado de ervilha seca e ervilha indiana com condimento.

Aloo Sabzi – batata refogada com ervilha fresca, castanha de caju, uva passa, ghee e condimentos.
Tandoori Chicken – frango ao forno temperado com yogurte e condimentos.

Chapati – pão indiano preparado na chapa e assado sobre a chama do fogo.

Sobremesa

Gulab Jamun – bolinho de leite em pó com cardamomo e embebido em calda de rosas.

Resultado: Não estivemos fisicamente lá, mas com todas esta informações, certamente fomos alimentados espiritualmente por esta celebração! Portanto, não fomos mas adoramos!

E a julgar pela foto abaixo da Carolina e do Carlos, a diversão foi garantida!

Namasté!

PS – Teremos um Gastro Pop Japonês com a Mari Hirata no próximo 20/08. Já reservamos!

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