Arquivo para setembro \13\UTC 2008



dcpv – simples como o Timão !?

número 109                                                                                26/04/06

                           Simples como o Timão !?

Introdução – Dia de “virar os olhinhos” , aliás “noite” de gostosuras, de boas surpresas. Bem dito, poucos lugares permitem uma “quase” (dando um desconto) garantia absoluta de boa surpresa garantida (nossa, hoje quase um Rolando Lero)

VINHOS

Tinto La Bastide

Canepa Late Harvest

MENU

Entrada – Salada de verdes, manga, cebola, alho poró, etc (Mani)

Principal – Spaghetti fino com carne de sol.

Sobremesa – Abacaxi assado ao mel.

Observações finais

Comida caseira e boa ! O risotto de spaghetti estava “buono” !! (Eduardo)

Maravilhoso o spgaghetti ! Pelo amor de Deus, Corinthians!!! Ganha o jogo ! (Mingão)

Excelente ! Trés agreable ! Bão demais ! (Déo)

Fotos de Chicago . A de lá de cima é de uma das lojas que compõe o passeio Food, Taste and Cultural Tour, a Old Town Oil que é especializada em azeites e acetos. Dá pra imaginar o que é visitar uma loja destas com direito a tastes e explicações. Ainda vou postar sobre este passeio integralmente. E a acima, do maravilhoso skyline com a presença inconfundível da arquitetura de Frank Gehry .    

Explicação – Esse eu me lembro muito bem da comida. Esta receita de spaghetti era feita como se fosse um risotto: colocando o caldo aos poucos pra que o macarrão o absorvesse e cozinhasse. É interessante e ficou muito bom. Agora, do Timão eu não lembro mas, pelo comentário do Mingão, deve ter perdido como sempre !!!

A HORA DO CONVITE

Quem acompanhou, sabe que fizemos a primeira experiência do projeto Y que consistiu de nós 3 ( eu, a Marizé e LPontes), fazermos o mesmo menu ( indicado por mim) e postarmos também simultaneamente com as impressões de cada um.
Pois bem, chegou a hora da segunda edição. E desta vez, quem bolou o menu inteiro foi o LPontes. A novidade é que estamos convidando a quem quiser participar , que vá até o Comidas Caseiras, imprima as receitas e se prepare pois no próximo dia 27/09 (sábado) estaremos todos fazendo as receitas ao mesmo tempo. Desta maneira, conseguiremos nos aproximar o mais perto possível de estarmos comendo todos juntos que é justamente a mola mestra deste projeto !

Vá até lá e participe !   Até o beija-flor que está na foto do meu ipê disse que vai participar !  

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dcpv – sob o sol da toscana

número 189                                                               03/09/08

                              Sob o Sol da Toscana 

Ciao !

É claro que estou legislando em causa própria !
Veja só : estamos ( eu e a Dé) com viagem marcada pra Toscana no final de outubro. Comemoração de aniversário de casamento ( 25 anos de satisfação, meu amor !). E entre as pesquisas óbvias, estou relendo Sob o Sol da Toscana da Frances Mayes ( e a Bella Toscana também).

O filme é bem legal mas o livro (pra variar) é infinitamente melhor. Acompanhar tudo o que ela tenta passar sobre viver na Toscana com a perspectiva de morar lá é maravilhoso. Você lê e passa a se teletransportar pro lugar. E como além da excelente narrativa, ela ainda nos brinda com receitas toscanas da gema, aproveitei e escolhi algumas pra “confortar” a nossa quarta-feira. Então, vamos ao Menu Toscano ! Avanti, ragazzi !

Antipasto
Pimentões vermelhos (pag 139)

Começamos a noite tomando uma bela dose de Absolut Vanilia congelada devidamente colorida por uma misturinha de manjericão com hortelã . Mas a Polônia não é a Itália e muito menos a Toscana, você diria ? E eu respondo que a Vodka mais ítalo-toscana do mundo é justamente a Vanilia ( opinião imparcial de todo o DCPV!)

                   

Já os pimentões deram aquele toque toscano pois foram cozidos com azeite e  aceto, a grande dupla biodinâmica! Agora, imagine-os com belas fatias de pão italiano grelhadas com azeite e alho cru passado sobre elas. Toscaníssimo !

Leia o que o Frances escreveu sobre eles : “Os pimentões imensos, lustrosos e espiralados nos tons primários de vermelho, verde e amarelo são meu legume preferido no verão porque dão vida a muitos pratos“.

Primo Piatto
Sopa de Alho (pag 140)

Com a palavra a Frances : ” Como no frango com 40 dentes de alho (lembra ?), a quantidade de alho não é nenhum motivo de alarme. O processo de cozimento atenua o ardor mas mantém o sabor.”

           

Uma sopa básica: refogue uma cebola pequena picada no azeite. Acrescente duas cabeças (isto mesmo, 2) de alho descascadas até ele ficar macio, sem dourar. Adicione cubos cozidos de duas batatas médias e 1 xícara de caldo de galinha. Deixe abrir fervura e cozinhe por 2 minutos em fogo brando. Passe tudo no processador, coloque de novo na panela e acrescente mais 4 xícaras de caldo de galinha e uma colher de sopa de tomilho. Acrescente 1/2 xícara de creme de leite, tempere com sal, pimenta e resfrie. Antes de servir, acrescente tomilho ou cebolinha picada. Eu coloquei os dois !

Esta sopa merece um comentário : eu a servi completamente fria e ela é de-li-ci-o-sa. Esta eu vou mandar pra Luna !

E acompanhamos com um vinho branco Albariño Mar de Frades Rias Baixas 2007 Espanha ( e garrafa azul!) que foi ” , segundo os brunellos, nós mesmos, ” delicado, limoncello, solar, garboso”.

                   

Mezzopasto
Sorbet de hortelã e manjericão (pag 139)

Leia mais um trechinho do Sob o Sol da Toscana :”Provei este sorbet incomum mas fascinante na antiga fattoria-que-virou-restaurante Locanda dell’Amorosa, aqui perto em Sinalunga “.

            

E como todo bom sorbet, este serviu pra dar uma bela limpada no paladar além de refrescar bastante. Simplesinho, ela nada mais é do que uma calda de água e açucar  fervida ( 1 xícara de cada), batida no liquidificador com hortelã e manjericão na mesma proporção. Acrescente um pouco mais de água e uma colher de sopa de limão. Daí, pra máquina de sorvete e pronto! Fresquíssimo !

 

Secondo Piatto
Coelho com tomate (pag 246)
Flan de alho (pag 248)

Um belo coelhinho em pedaços, passado na farinha de trigo e dourado no azeite de oliva. Basta colocá-lo numa assadeira e cobrí-lo com um molho de tomate com balsâmico, cebola, alho cúrcuma, sal, pimenta e sementes de funcho torradas. Esta é a típica receita onde vale a máxima da cozinha Toscana :faça utilizando os ingredientes na proporção que você mais gostar. O importante é ter uma boa taça de vinho pra te acompanhar ! 

Ainda fiz um flan de alho pra acompanhar (purê de alho, creme de leite, noz moscada, sal, pimenta e gemas de ovo). Delícia pura e depois deste jantar, vampiro na Toscana, jamais !

             

O nosso vinho tinto foi um Cabernet Sauvignon Volpi Salton 2000 (uma raridade) que se não era uma maravilha, serviu de “chuchu” (bom coadjuvante) pro grande “coniglio”. Nós o achamos ” H2O, coniglioso, harmonicetônico, não compremetedor”.

                        

Eu acho que eu vi um “conigliozinho”! E não sobrou nada !

            

Dolci
Peras em creme de requeijão cremoso (pag 152)

Esta é uma versão italiana das tortas rústicas de frutas que eu devo ter provado pela primeira vez aos seis meses de idade no sul dos USA, onde quase sempre são feitas com pêssegos ou amoras.
Ôpa, tudo bem que eu gosto bastante de comida mas não sou tão precoce assim. Na verdade, este é mais um trecho do livro onde a Frances explica qual é a origem desta torta.

São 6 peras médias descascadas, fatiadas e arrumadas no fundo de uma forma untada. Aí é só salpicar uma colher de açúcar, colocar por cima um creme formado por 4 colheres de sopa de manteiga e 1/2 xícara de açúcar batidos até ficar fofo  e adicionar um ovo e 2/3 de xícara de requeijão cremoso finalizando com 2 colheres de farinha de trigo. Leve ao forno a 175°C por cerca de 20 minutos.
Olha, não é porque foi a Frances que passou a receita e muito menos porque é totalmente toscana mas ficou muito bom !

                    

E ainda acompanhamos com um legítimo limoncello Pellegrino que não é da região mas o foi o mais perto que eu consegui, já que não tinha nenhum vin santo ! 

Veja  a opinião dos Ninos, os italianinhos :

Bramasole baixou por aqui! Alho, balsâmico e sabores toscânicos ! (Eduardo)
Viagem à Toscana em 5 piattos. (Mingão)
Belíssimo! Estupendo! (Déo)

Bom, obrigado a Frances Mayes por escrever e descrever tão bem e por transformar a frase que Goethe imortalizou no livro Viagem à Itália que relata a sua estréia no país no século 18, em realidade : ” Tudo é como eu imaginava, e tudo é novo !”.

Auguri !

 

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Montreal / Mercado (Marché) Jean Talon

Belle                                                                                    25/07/08

              Montreal / Mercado (Marché) Jean Talon

Montreal é uma cidade  bastante cosmopolita. Imagine um lugar onde se fala predominantemente francês; em que o autódromo de F-1 é numa ilha ( a Ile de Notre Dame),onde você pega o seu carro alugado (como nós pegamos) e dá voltas no circuito que é de rua ( e olha que a pista estava escorregadia!!). E melhor, um passeio totalmente gratis !

Onde existem restaurantes excelentes (Toque, Tru, Au Pied Couchon) e que, por uma das coincidências da vida, nós acabamos não indo em nenhum deles mas em compensação, aproveitamos pra comer um sanduíche de carne defumada num sujinho chamado Schwartz que é um espetáculo.

Ah! A Vila Olímpica também é imperdível.

E a Biodome, o ex-velódromo olímpico,  é um lugar fantástico que reproduz  vários ecossistemas do mundo , inclusive a floresta amazônica  e por incrível que pareça, onde  conseguimos ver pela primeira vez na vida um … mico leão dourado! Pô, esta é pra não esquecer.

O Jardim Botânico, que é ao lado da Vila, é uma ilha de tranquilidade onde você passa a não acreditar que aquilo tudo tem que ser recomposto ano a ano devido ao frio rigorosíssimo.

 

Tem também um mercado, o Jean Talon, que nos foi apresentado pela Fabrícia (do blog  Sopa Vermelha) e pelo seu esposo, o Mohamed. Marcamos um encontro lá em Montreal através de e-mails e deu tudo certo. E como deu !

             
                             A Fabrícia e o Mohamed

Vimos uma variedade imensa de frutas …

 

… belas e ….

 

… este pesseguinho tortinho aí de cima é uma delícia !!

Também vimos e cheiramos ervas gastronômicas , cenouras roxas …

                                  

 … cebolas ( e que cebolas !!) e tomatinhos.

     

Passamos numa linguiçaria ( existe este nome ?) de primeira.

                 

Comemos, através das dicas dos dois, um belíssimo sanduíche de Merguéz ( uma linguiça de carneiro muito boa e ardida) …

             

…  com umas belas ( e as melhores de lá, segundo o Mohamed) batatas fritas, que estavam crocantes e deliciosas.

Ainda aproveitamos pra fazer uma reunião “comercial” : a Fabrícia e o Mohamed nos entregaram uma “cesta básica tunisiana” contendo uma garrafa de vinho tinto tunisiano, temperos e especiarias, cuscus, dragées, chás e copos pros mesmos, etc. Além disso tudo, um histórico completo sobre a Tunísia com 3 menus diferentes e 2 cds com a legítima música tunisiana.

                         

Tudo isto pra compor o nosso Inter-Blogs que será feito em 10 de setembro (depois de amanhã). Um luxo só ! Esperem e verão !

Resumindo : foi uma visita super-agradável e mais agradável ainda foi ter conhecido este casal tão bem humorado e tão alto astral. Esperamos retribuir esta acolhida quando eles estiverem por aqui no final do ano . Desde já, eles tem o título de confrades honorários do DCPV !


Mohamed ( com a cesta básica), a Fabrícia, a Dé, Eu e a Re.

E o Mohamed, se morasse por aqui, seria um dos nossos confrades pois ele é um “draga” igual a nós! Pelo visto o  caldo está engrossando  pois tanto o Mohamed como o Diogo (dos Destemperados que por sinal acabaram de lançar o excelente Guia Gastronômico de Porto Alegre) tem a nossa principal característica : são “fominhas” também ( e apreciadores da boa gastronomia,  é claro! ) 

Até depois de amanhã !

 

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dcpv – jordão’s fields

número 108                                                                             12/04/06

 

                                       Jordão’s Fields !

Introdução – Tudo como d’antes nos mares do Abrantes!
                       Sempre boas quartas feiras; um oásis, um brake bom e necessário; um frescor no clima denso do dia à dia; um copo d’água fresca sob o sol escaldante (argh! mas vale); bom, necessário mas não suficiente: umas 3 quartas feiras por semana seria o Éden ?

Bebidinha

Tequila Sunrise – bom, seco + agradável.

Vinhos

Barão do Sul (???)
Porto LBV

MENU

Entrada – Salsicha + chucrute + pinhão ( Harry Pisek – Eduardo)

Principal – Frango ao molho de mostarda
                Arroz basmati + arroz selvagem frito
                Purê de batatas com anchovas ( Ludwig – Eduardo)

Sobremesa – Suflê de goiabada e queijo ( Azeites – pag 93)

Observaçoes finais

Mostarda + mostarda . Muito bom ! (Eduardo)

Maravilhoso ! A le Gordaça . (Mingão)

Surpreendente! Mar com galinheiro (rs), casou bem, contraste saborizando sabor ! (Déo)

As fotos : as duas lá de cima são de um restaurante tipicamente canadense, o Aux Anciens Canadiens que fica ao lado do Chateau Frontenac. Dá pra perceber que é uma comida um pouco pesada  ( e gostosa) com tortas, cozidos, feijões, enfim,  meio parecido com a mineira. Ainda tomamos uma belo Cabernet Sauvignon Canadense (muito bom também e com o nome cheio de consoantes). E a acima é pra mostrar que você tem que achar bonita uma cidade onde capuchinhas estão penduradas na frente de um hotel. Quebec é assim : cheia de flores pra tudo o que é lado. A minha teoria é que aumentaríamos bastante o grau de civilidade por aqui se tivéssemos flores plantadas em todos os lugares seja em parques, seja nas próprias casas ! Eu, estou fazendo a minha parte ! Veja (novamente) os meus ipês :


 
E tem mais. Este post é bem conveniente pois a junção Quebec/Campos do Jordão é perfeita !

Explicação – Resquícios de uma visita a Campos do Jordão ( daí o Jordão’s Fielder!), com salsicha do Harry Pisek e receitas do Ludwig, um grande restaurante só faltando as cervejas da Baden-Baden.
O Déo mandou bem : a mistura mar e galinheiro deu certo !

A HORA DA ERVA GASTRONôMICA

                      

Tomilho limão – Tem as propriedades do tomilho. Use somente as folhas se for colocar direto no prato. O aroma do limão realça saladas de frutas e molhos de peixe.
Ele é bem “curtinho” e seca muito rápido.

 

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Boa Lembrança

inca                                                                                  28/08/08

                                     Boa Lembrança       

A Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança  funciona da seguinte maneira : todos os estabelecimentos afiliados são de categoria e tem como norma servir boa comida. E todos os chefes deles tem que criar uma receita nova por ano que além de fazer você comer bem ainda poderá levar este prato ( só que de cerâmica) pra casa ! E a partir daí, surgiu até um mercado paralelo de pratos onde os aficcionados ( nos quais eu não me incluo!) disputam/trocam/vendem tais pratos. 

Eu tenho alguns de algumas visitas que já fiz a estes restaurantes : La Caceria de Gramado, Beijupirá de Porto de Galinhas, Arábia de SP, Ludwig de Campos do Jordão, Gosto com Gosto de Mauá, etc.

            

Desta vez, aproveitei o embalo e fomos ( eu e a Dé) jantar no Cantaloup (sim, de novo) porque no evento denominado São Paulo Bom de Mesa ( o 5º), o parceiro do Cantaloup seria o Wanchako, tido com um excelente restaurante peruano de Maceió. A finalidade do Bom de Mesa é trazer chefes de restaurantes da Associação de outros estados pra que junto com o do restaurante onde ele é realizado, preparem refeições com algum tema definido.

                                       

                                                             

O deste ano, como não poderia deixar de ser, foi sobre os 100 anos da Imigração Japonesa ( que do jeito que anda, vai durar muito mais do que um ano!).

            

E a união do Renato Carioni, chef do Cantaloup com a Simone Bert do Wanchako, resultou num menu paulistano-inca-asiático muito bom. O Wanchako, como eu já citei acima, faz comida peruana de primeira , ela que anda tão na moda. Inclusive, o próximo Gastro Pop é de comida peruana. E daí, veio a minha curiosidade sobre o resultado pois também estou cada vez mais fascinado pela comida inca ( não a venuziana !).

            
             A Simone numa foto não autorizada !

Vamos ao menu da Boa Lembrança ;

Pra começar, o couvert com pãezinhos frescos, azeite, molho de tomate, creme de queijo e manteiga e de brinde, o belo cardápio do evento.

Como entrada, um Cebiche Triplo ( peixe, polvo e camarão) curtidos no limão com salsa de aji amarelo (pimenta peruana). Acompanha batata doce e uma pasta de polvo levemente picante.

Bom, o nome da prato já é a própria receita. Só me resta comentar que estava sublime com um gosto “cevichado” ( cozido com limão) espetacular. Repare que a borda do prato estava incrustada com gergelins preto e branco e pimenta do reino quebrada. Levíssimo !!

            

Ainda tomamos taças dum vinho branco Pinot Grigio italiano. E ficamos nisso pois, a Lei Seca tá aí! 

        

Como principal, um Filé de peixe grelhado com lula e camarão sobre pasta de umitas (pasta de milho) em uma salsa de de cebola levemente picante com calda de aji panca ( tempero peruano).

            

Mais um nome auto-explicativo. E mais uma interjeição de prazer ! O peixe era um robalo e não é só o tempero que tinha panca, não !  O camarão também tinha uma panca danada de boa !

Sobremesa – Torta fresca de Manga

Até que enfim vou poder explicar alguma coisa. Se bem que o prato é gostoso mas tem um jeitão de ser fácil de preparar. É quase um pudet ou um sorbim ( mistura de pudim com sorbet) de manga com uma calda de mel e maracujá. Delicioso e levíssimo como convém a uma boa sobremesa.

Ainda tomamos um cafezinho Illy básico com os seus respectivos docinhos não tão básicos assim.

            

E, levamos os pratos pra casa pra aumentar a coleção e poder lembrar deste espetacular encontro cada vez que o ver na parede !

Fica um pedido final : bem que a Simone poderia abrir uma filial do Wanchako aqui em São Paulo ! Nós estamos precisando de um bom peruano por aqui ( se bem que andam dizendo que o gaston Acúrio vai montar uma cevicheria lá nos Jardins !)

Até !

 

.

come-se chuchu no dcpv

número 188                                                                      27/08/08

                                 Come-se Chuchu no DCPV

Como transformar um vegetal insípido, sem personalidade, coadjuvante da canja e da salada ( e que além disso tem cor de comida de hospital) em receitas tão saborosas e tão deliciosas que nem parecem feitas com um ingrediente sem graça, pouco apetitoso e quase irrelevante (cujo nome não tivemos a coragem de escrever na capa do caderno) .” 


  Não tem nada a ver, mas os ipês da nossa casa estão lindos ! 

Este texto foi estampado na capa do excelente caderno Paladar do Estadão do último 07/08. É claro que ele se referia ao insípido, coadjuvante, sem graça, irrelevante …. chuchu !

E qual não foi a minha surpresa ao encontrar a matéria fundamentada numa pesquisa da Neide do Come-se. Faz um tempão que eu quero fazer uma noite (uma versão dos Inter-Blogs não autorizada!) com os ensinamentos que a Neide apresenta lá no blog dela onde você fica sabendo tudo sobre a riqueza dos alimentos genuinamente brasileiros e na maioria das vezes, desconhecido pelos próprios, nós mesmos. Se você gosta de informação útil e contada de uma maneira agradável, você tem que visitar o Come-se.

Voltando ao nosso homenageado, o chuchu, que inclusive, a Dé adora de paixão ( depois de mim, é claro!), fiquei sabendo que ele é composto de 95 % de água, é tecnicamente uma hortaliça-fruto, é da família das cucurbitaceae ( a mesma da abóbora, pepino e melão) e seu nome técnico é sechium edule. Bastante coisa prum negócio que é tido como sem graça, né ?

           

Como a idéia de todo o Paladar foi desafiar chefes famosos a criarem receitas com o belo “picolé de água” ( e foram 22 as tais), eu aproveitei e escolhi as que formariam o nosso prestigioso menu. E olhe que ainda sobrou o suficiente pra fazer a Noite do Chuchu II, A Vingança !

Vamos, então, ao Banquete dos Sentidos ou melhor dizendo, Receitas com o Ingrediente Mais Sem Graça ( pelo menos até aqui) do Mundo : o CHUCHU !

I – Entradas

Sanduiche de Chuchu – Lourdes Hernandez – Casa dos Cariris
Chuchu a Milanesa – Leila Kuczynski – Arábia
Salada de Chuchu em Fitas – Neide Rigo – Come-se

Já que a onda é inventar, aproveitei pra inventar também. Criei  Chuchuroskas ( o nome não é muito bonito) que foram muito bem executadas pelo Déo.

Uma foi de chuchu, maple syrup, pimenta rosa e Absolut Vanilia.

A outra de chuchu, açúcar, limão, pimenta rosa e Absolut Vanilia.

Ficaram  deliciosas pois a com a Absolut Vanilia, até água sanitaria !!  Neste caso o chuchu foi apenas uma presença cenográfica !!!

 

Já o sanduíche é feito com chuchus médios cozidos cortados ao meio e sem a polpa, recheados com a própria polpa, presunto cru e curry. Depois é só polvilhar queijo mussarela e levar ao forno por 15 minutos. Só vou dizer uma coisa : faça e experimente!

                    

O chuchu à milanesa é feito exatamente igual a um bife à milanesa. Fatie o chuchu no sentido longitudinal, cozinhe-o levemente em água e sal e empane com farinha de trigo, ovos e farinha de rosca. Deliciosos e pra dizer a verdade ainda incrementei com uma fatia de surubim defumado que deixou o bifinho de chuchu com um sabor bem diferenciado.

            

Pra completar, o que era pra ser uma simples saladinha de chuchu cortado em fitas utilizando um descascador de legumes e aferventadas em água fervente salgada com um molho formado por gergelim preto tostado, vinagre branco, óleo de milho, açúcar, sal e gengibre ralado (ufa!!), se transformou numa salada crocante, saborosa e certamente, o melhor prato da noite. A Neide caprichou. E a Dé, que é uma chuchuzóloga e chuchuzólatra de carteirinha, aprovou !

Acompanhamos com um espumante rosé Il Vino  di Poeti Bottega Itália que após espremermos muito saiu só água e  foi “romã, alka seltzer, taste of xuxu “.

                         

II – Principal

Camarão com Chuchu – Renata Braune – Le Chef Rouge

Aí é covardia, você vai dizer! Qualquer coisa com camarão é gostoso, quem diria chuchu ! É quase igual a fazer a tal sopa de pedra !

            

Mas, este prato é simples mas é uma delícia. Pra fazer, basta refogar cebola  e alho no azeite, adicionar tomates picados (sem pele e com sementes) e deixar cozinhar por 20 minutos.   Logo após, adicione um maço de coentro amarrado (que vai ser retirado no final) e o chuchu cortado em cubos pequenos. Mais 5 minutos e coloque o camarão que foi temperado com sal, pimenta e limão. Pronto!  Ainda fiz uma basmati básico com coentro.

Realmente muito bom com o chuchu representando uma bela “batata light” pois a consistência era a mesma .

E junto com o Chuchu com Camarões ( a ordem certa é esta), tomamos um vinho branco Chardonnay Etchart 2007  Salta que foi “mel, azeitona, green chuchu, almiscarado”. Você já viu opiniões tão contraditórias ? 

III – Sobremesa

Tartelete de chuchu, nozes e damascos turcos – Amanda Lopes – Douce France

Uma tortinha recheada com chuchu em cubos, damascos, nozes, fava de baunilha, água e açúcar com um creme composto de ovos, açúcar e creme de leite. E por cima, um crumble de manteiga, açúcar e farinha de trigo.

Neste caso, o chuchu se mostrou um verdadeiro camaleão pois ele absorveu bastante o doce e se transformou numa espécie de fruta cristalizada. Excelente !

Veja a opinião dos confrades sobre as maravilhas deste belo e aguado hortaliça/fruto/legume :

                      

Eduardo – Chuchu beleza ! Saborizado, com textura, doce, amargo. Viva o chuchu !
Mingão – The very best “xuxu” of the world.
Déo – Nunca comi um chuchu tão delicioso em toda a minha vida (sic… Mingão,rsrsrs)

Até a Dé opinou, por ser expert no assunto : Meu chuchu ! ( O Edu, é claro!). Ficou um chuchu !

Bom, conforme a própria Neide escreveu, o chuchu que é considerado o quarto estado da água ( sólido, líquido, gasoso e chuchu!); que dizem ter 3 vitaminas – a A ( água), a B ( bagaço) e a C ( casca); que informam, está concorrendo a prefeitura de São Paulo em forma de picolé é um ingrediente  ( e ficou provado no nosso menu) poderoso e que participa, sim, com a sua personalidade no bom resultado final dos pratos.

Enfim, ficou provado que o chuchu não é tão insípido, inodoro e incolor ( ôpa, cor ele sempre teve!) como se diz por aí !  c.q.d.

Até !

 

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