Arquivo para outubro \27\-03:00 2008

dcpv – da cachaça pro vinho – concha y toro – trio – sumito estevez – dcpv(?) e… toscana

ganhei!
22/10/08

dcpv – Concha y Toro – Trio – Sumito Estevez – dcpv (?) e… Toscana

Eu me considero um sujeito de sorte. Mas, nunca fui de ganhar alguma coisa. Rifas, loterias (se bem que eu não jogo, rs), sorteios, bolões e todas estas coisas que normalmente precisamos da famigerada “sorte” pra chegar lá!

Por outro lado, gosto bastante de participar de alguns concursos culturais onde os prêmios são interessantes,o que normalmente significa ter a ver com viagens e/ou gastronomia.

Pois bem! Recebi um e-mail da Expand (sou cadastrado) sobre um concurso em que o “chef venezuelano Sumito Estevez iria cozinhar especialmente pra você e mais dez amigos“. E tudo regado pelo vinho que ele é o patrono, o chileno TRIO Sumito da Concha y Toro.
Dei uma pesquisada e descobri que os vinhos TRIO foram planejados pra serem sempre assemblages de 3 uvas. E que o Sumito, o chef, gosta muito de combinar ingredientes nativos e exóticos do Oriente com as técnicas da culinária européia e ingredientes locais.

Pensei, vou participar e teria que mandar uma frase com a resposta pra seguinte pergunta: Qual é a melhor receita para acompanhar o seu vinho Trio preferido com os amigos ?”.
Raciocínio lógico: trio – 3 – assemblage. Enviei a frase: ” A melhor receita é criar um assemblage: vinhos Trio (40%), Sumito Estevez (35%) e a minha turma (25%)”.
Bingo! Jack pot! Deu aqui! Bati! É isso mesmo.
Recebi um telefonema da Flávia (na verdade, a Dé recebeu!) com a informação que eu tinha ganho! E, grato a Flávia pelo pronto atendimento, pois até a vaga a mais que eu pedi, ela conseguiu.

E ganhei um jantar totalmente gratis e exclusivo no espaço Mais Gourmet na Vila Olímpia, incluindo translado (sim senhores, eles vieram até Ferraz de Vasconcelos nos buscar), com o chef Sumito Estevez cozinhando somente pra nós e pra melhorar mais ainda, numa quarta-feira!

Portanto, vamos á sessão extraordinária do dcpv em terras paulistanas com a presença ilustres dos nossos convidados:


Da esquerda pra direita e com a seguinte convenção nome e parentesco:
Paula (enóloga da Concha y Toro), Marcelo (sobrinho), Kátia (cunhada), Marco (cunhado), Luiz (cunhado), Carla (cunhada), D. Anina (a querida mamãe), Lucas (filho do Mingão), Déo (irmão e dcpv), Mingão (compadre e dcpv), Sumito (o chef), eu, a Dé e a Re.
E acreditem que eu estava pensando numa comemoração especial pra nossa 200º reunião (estamos na 196º), mas já que esta caiu do céu, vamos considerar como se fosse!

Bom, chegamos um tanto quanto “azeitado”‘ pois aproveitamos o caminho (quase 1:15 hs, praticamente um recorde!) pra conversar e degustar dois belos espumantes: um Codorniu Espanhol e um Reserva da Serra Brasileiro.

O lugar, o Mais Gourmet, é bem despojado, mas muito bonito e funcional. O pessoal da Expand (o Pedro, a Helen, a Anna Rita e a Flávia) e da Concha y Toro (a Paula e a Soledad) estava nos aguardando e fomos levados pro espaço onde seriam servidos os pratos .

A mesa estava muito bonita e como entrada, um Salmon Unilateral com Holandesa de Maracuyá. O chef Sumito Estevez veio nos dar as devidas explicações. Nos disse que ele gosta de usar ingredientes frescos e que tenham a ver com o lugar. É claro que ele marinou o salmão com cachaça!

 

Estava delicioso e com o molho bem leve de maracujá mais a saladinha, formou-se o Trio delícia!

Acompanhamos o salmão com o vinho branco TRIO Chardonnay (70%)/ Pinot Grigio (15%)/ Pinot Blanc (15%) 2007 que segundo a Paula era um assemblage perfeito para acompanhar peixes, mariscos e saladas verdes.

Vejam as 12 opiniões sobre este branco charmoso e muito aromático : “verão, surpreendente, limoso, uva itália, jovem, trilegal, primaveril, refrescante, cítrico, ácido, suave, controverso

Enquanto isso, fomos dar uma bela “fuçada” na cozinha, já que o Sumito nos convidou.
Já no primeiro prato, uma  Pasta Doblada ao Cacao, o Sumito nos explicou que ele utilizou cacau, a fruta e não o chocolate.


O Sumito e a Paula, a enóloga da Concha y Toro

Por isto esta cor tão escura nos remetia inicialmente ao sabor do doce, mas com a adição do recheio de funghi e o molho denso e precioso, a unica coisa que poderíamos falar era:  1, 2. 3 … Sumito/TRIO outra vez!

E para acompanhar, o que na minha opinião seria o melhor vinho da noite, um TRIO Merlot (65%)/ Carmènère (20%)/ Cabernet Sauvignon (15%) 2006, que foi : “starbucks, cacau show, caramelo, delícia, fargas, sensacional, bouquet garni, encorpado, trio ternura, neaugebauer, torrado, romance” segundo os 12 lídimos representantes da gastronomia ferraz-vasconcelence.
Um verdadeiro perfume com base em chocolate e café. Tri-legal!

Estávamos no segundo prato, um Pollo ao Vino que, pra variar, também foi uma maravilha. Frango muito bem cozido no próprio vinho que o acompanhou e servido com batatas e cebolas carameladas. Redundância: uma delícia equilátera! Um verdadeiro triângulo!

O vinho que cozinhou o frango, também foi tomado por nós. Um TRIO Cabernet Sauvignon (70%)/ Shiraz ( 15%)/ Cabernet Franc (15%). Olha o que os nossos queridos convidados disseram sobre ele (opa, nós também opinamos!) : “friends forever, força, swerdine, jack nicholson, caramelado, tridimensional, uma noite de verão, persistente, wanderley cardoso, madeira, king kong, tarzan”.
Por favor, leve em consideração o teor alcoólico da moçada!

Pra finalizar a noite, uma bela sobremesa, uma Sopa de Vino Tinto com Brunoise de Frutas em que o conjunto todo ou seja, o sabor, a aparência e a harmonia dos ingredientes formaram um verdadeiro triunvirato  dos doces!

Como não existe um vinho TRIO para sobremesas (fica a sugestão!), re-experimentamos todos os 3 TRIOS novamente (parece aquela dos três trigues!!).
Aproveitei pra fazer uma pesquisa sobre qual deles se harmonizaria melhor e com 4 votos, venceu o Merlot/Carmènère/Cabernet Sauvignon. Merecido!


Eis o saldo da noite : garrafas vazias às pencas!

Bom, só nos restou voltar pra casa felizes (obrigado pela van pois senão seríamos facilmente pegos pela Lei Seca) e cantando as mais puras pérolas dos cancioneiros italianos, franceses e brasileiros.
Foi uma tremenda noite, uma noite iluminada servida, como salientou o Mingão, ‘a la gordaça’!
Tudo aconteceu da melhor maneira: o Sumito Estevez é fera e foi muito simpático; o lugar estava com uma aura impressionante; a comida estava perfeita e os vinhos TRIO (R$ 37,00 cada na Expand. Olha o jabá!) casaram perfeitamente com tudo, cumprindo  o objetivo do menu que era mostrar a perfeita harmonização dos vinhos com esta receitas específicas.

A possibilidade de acontecer esta mesma noite, neste mesmo formato, é bem pequena pois além de aparecer um novo concurso igualzinho, eu teria que ter a mesma inspiração e porque não dizer, a mesma ‘sorte”. Portanto, vou aproveitar a ‘deixa’ e maquiar a minha própria frase ( eu posso, sou o autor):

” A melhor receita é criar um assemblage: vinhos TRIO (33,33%), Sumito Estevez (33,33%) e a nossa alegria (33,34%)”.

Até, até e até!


A foto não foi tirada pela Dé: cortaram a minha cabeça!

PS – Estamos (eu e a Dé, é claro !) dando início as comemorações de 25 anos de casados. E sendo assim, rumaremos pra Toscana.
O dcpv ficará descansando também e enquanto estivermos por lá, tomem conta da casa
Arrivederci!

 

Estas fotos são do site Alma de Viajante que por sinal é muito bom!
Prometo trocá-las pelas nossas assim que as tirar ao vivo, em cores e espero que com altíssimo astral!

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dcpv – da cachaça pro vinho – dcpv x chef : mocotó, a escolha do rodrigo oliveira

numero 195
5/10/08

dcpv – dcpv x Chef – Mocotó, a escolha do Rodrigo Oliveira

Imagine uma cidade na Itália. Na Toscana. Uma cidadezinha pequena (uns 2000 habitantes). Adicione parreiras e vinícolas onde vinhos de primeiríssima qualidade são criados pra serem bebidos como acompanhamento de refeições tradicionais e especiais. Pra deixar tudo mais bonito, imagine estar na primavera com flores em todos os lugares.

 

Imagine os nonos e as nonas conversando em suas casas, passeando pelas piazzas e comprando produtos de procedência nos mercattos. Agora, imagine os nonos fazendo as compras e levando:
queijo de coalho no lugar de parmeggiano reggiano
cachaça no lugar de vino bianco
melaço de cana na lugar de mel
limão cravo no lugar do siciliano

sorvete de rapadura no lugar do cantucci
manteiga de garrafa no lugar do burro
carne seca no lugar de carne de caça
abóbora no lugar de aspargos


e ….. arroz arbóreo no lugar de arroz arbóreo.
Pronto, com estas trocas está formada a essência do menu que o Rodrigo Oliveira do restaurante Mocotó propôs pra nós no 4° dcpv x Chef (já fizemos o da Carla, da Bel e da Ana).
Este menu chama-se “Picando a Mula“, uma mistura da melhor/tradicional culinária italiana com a utilização de ingredientes sertanejos.
Vamos então ao Picando a Mula, um menu Italianejo (ou seria Sertaliano)?

Gorózinho/Licor

Já que a onda é misturar o agreste com o campestre, o Nordeste com o Mediterrâneo, vamos fazer uma batida de limoncello. Um mix de limoncello, melaço de cana e gelo. Bata na coqueteleira! Bravíssima!

E uma caipiroska de limão cravo, absolut Vanilia e manjericão roxo. Aperreada!

Pra “cumeçá’ / primo piatto

Salada de Queijo de Coalho com Cebola Roxa Caramelada ao Vinagre Balsâmico

Passos:
Uno – Caramelize a cebola cortada em cruz numa chapa e flambe com cachaça; junte vinagre balsâmico, melado de cana e tempere com sal e pimenta.

Dois – Doure o queijo de coalho e reserve aquecido.

Tre – Faça uma emulsão com azeite e suco de limão cravo.
Quattro – Para a montagem , coloque por baixo o agrião e o tomatinho cereja temperado com a emulsão e disponha o queijo com a cebola caramelada por cima.


Cinque – Finalize com flor de sal e cebolinha francesa.

A doçura da cebola caramelada casou muito bem com o salgadinho do queijo de coalho.Excelente.
Queijo de cabra da peste!

Pra acompanhar um espumante brasileiro, o Do Lugar que nos disse, Io sono “delicado, formoso ragazzo, da hora, alegre”.

Janta/Secondo

Risoto de Carne Seca com Abóbora

Aí não tem jeito! Tem que usar o arroz arbóreo. Mas dá pra refogar a cebola e o alho com manteiga de garrafa. Junte o arroz, adicione cachaça e vá colocando o caldo de galinha quente aos poucos.

      

Quando o arroz estiver al dente, retire a panela do fogo, adicione pimenta, queijo de coalho, manteiga de garrafa e tomate cereja.

     

Pra finalizar, coloque cheiro verde e mangia, mangia que te faz muito bem, bixim!

Um dos risotos (ou um baião de dois moderníssimo) mais gostosos dos últimos tempos!

Continuando a saga brasileira, tomamos um Cave Antiga Reserva Marselan 2006 que parecia uma mistura de um dos ‘cabas’ do Lampião com um capo da Máfia, ou seja, era bem ruinzinho. “Bruto, buraco mal feito, reserva pro dono, capanga” foi o mínimo que dissemos dele!

   

Docin/Sobremesa

Afogado de rapadura

Aproveitei o meu sifão e fiz um chantilly com creme de leite, cachaça e açúcar.

Já tinha preparado o sorvete de rapadura. Restou montar uma bola de sorvete num copo, café quente e o creme batido. Se quiser, ainda decore com melaço de cana. Uno espetaccolo e “ispetaculá” !

Leiam o que os Severinos e Giuseppes disseram:

 

O sertão vai virar azeite! O vinho vai virar rapadura! (Edu)
Da Bahia pra Toscana. Viagem de sabores e perfumes. (Mingão)
Início light! Final cachacento! Gostei! (Déo)

Que ideia ! Misturar a tradição italiana (quer coisa mais italiana do que balsâmico, risoto e afogado?) com ingredientes brasileiros foi como viajar pra Toscana tendo as praias do Nordeste bem na sua frente!

Grato Rodrigo e não é surpresa nenhuma que o Mocotó esteja ‘bombando” É mais do que merecido.
Arrivederci! Inté!

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dcpv – da cachaça pro vinho – histórias e comidas eróticas no dcpv

ui! ui!
18/09/08

 dcpv – Histórias e Comidas Eróticas no dcpv

Legenda pra facilitar a leitura , a censura e o entendimento das histórias eróticas:
xo—- = orgão genital feminino
pi— = orgão genital masculino
sa– = testículos

Obs – Todas as histórias foram escritas baseadas nas minhas anotações e lembranças. É claro que ao vivo, com o Ilan contando e as comidinhas da Carole Crema (da La Vie en Douce) e da Joana além do vinho Periquita ( nenhuma conotação com o tema da noite), o pacote (também sem conotação) é muito melhor!

1º História

Dois peladões ( m homem e uma mulher) estão passeando. O homem olhou a mulher e achou muito estranho ela ter uma ‘fenda’, uma xo—-  .
Ele resolver passar ‘unguento’ pra ver se a mulher teria um pi— . Passou um montão de vezes, a mulher gostou muito, mas nada de aparecer alguma coisa na ‘fenda’. Ele resolveu deixar a mulher descansar.


O Ilan contando as histórias. E tinha até sonoplastia!

De repente, ele olhou os macacos namorando e aí ele percebeu tudo. A partir daí, os índios brasileiros dizem até hoje que o homem nasceu ‘dos macacos’.
E terminou a história !

Esta foi a primeira história da Noite Erótica do Projeto degustação de Histórias do Ilan Brenman e da Carole Crema. A ideia (e a concepção) são geniais: o Ilan conta histórias sobre um tema (Gregas, Italianas, Indianas, Judaicas, 1001 Noites, Africanas, etc) e a Carole e a Joana servem pratos com receitas referentes ao próprio tema!

Desta vez a Noite aconteceu na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim que por sinal, é belíssima!

Como primeiro prato, foi servida uma sopa de pera com alho poró. Excitante!

E, com o patrocínio muito bem escolhido (não vou falar que foi à dedo porque …), taças de vinho tinto Periquita acompanharam a sopa.

2º História

Dizem que no Tibet, as lanças silvestres ( os pi—- ) viviam pendurados em árvores. Era proibido que as mulheres as pegassem.
Duas irmãs estavam passeando quando uma das lanças caiu da árvore. A irmã mais velha pegou e a lança que estava murcha, começou a renascer depois de ser alisada. A irmã mais nova resolveu levá-la pra casa e a utilizava pra ‘brincadeiras’. Ela usava a lança e escondia.

A avó delas estava passando pelo quarto, viu a lança escondida e jogou-a na lareira. A irmã mais nova viu a lança queimando e desesperada, percebeu que só tinha sobrado um pedacinho. Começou a alisar, alisar, alisar e … logo depois, além do crescimento da lança, ela sentiu um imenso prazer.
Desde esta época, as lanças silvestres sumiram completamente das árvores do Tibet.
E terminou a história !

Pra acompanhar, legumes crudités com dip de manjericão, chimichurri defumado e curry. Sexies!

3º História

Esta é uma história ganesa. Iam andando o pi— , a xo—- e o sa– . O pi— daquele jeitão: ágil e rápído. O sa– já com aquele andar meio um pra lá, um pra cá. E a xo—- , bem a xo—- , devagarzinha, devagarzinha.
Todos viram uma árvore cheia de frutas. O pi— ágil, subiu rapidinho. O sa– , foi atrás do pi— , mais lento, mas subiu e a xo—- nem subiu. Ficou lá embaixo pedindo as frutas:
O pi— , joga frutas pra mim?” E ele jogou! E pediu também pro sa–.
O sa– , joga frutas pra mim?” E o sa– , egoísta, não jogou!

De repente, uma tremenda chuva. Relâmpagos, trovões! O pi— desceu correndo. A xo—- abriu e ele entrou. O sa– desceu mais devagar. A xo—- falou:
Não me deu frutas! Não vai entrar!” Hahaha
Desde este dia, os ganeses dizem que, faça chuva ou faça sol, o sa– sempre fica de fora!
E terminou a história!

E pra ‘apimentar a relação’ foi servido um risotto espetacular (al dente, sem conotações) com especiarias (anis estrelado, pimentas) e champanhe!

4º História

Personagens – rei Aqbar, conselheiro Amichi e o advogado Binbar.
O conselheiro Amichi tinha uma fixação: queria lamber os seios da Rainha. Ele falou com Bimbar e este disse que realizaria o desejo de Amichi. Bastava ele lhe dar 1000 moedas de ouro. Tudo certo!
Certo dia, a Rainha foi tomar banho, Bimbar pegou o sutiã da Rainha e colocou um líquido que causava uma tremenda coceira. Assim que a Rainha o colocou, começou a se coçar. O advogado apareceu e com a lábia dos advogados, disse que era uma epidemia e convenceu o rei Aqbar que somente a saliva de Amichi a curaria. O rei mandou chamá-lo: Amichi!


 A Carole dá informações sobre os pratos

A Rainha exigiu que Amichi lambesse os seus seios e ele realizou o seu desejo. Como o plano deu certo, Bimbar foi cobrar as moedas mas Amichi se recusou a pagar.
Bimbar pensou: Ele me paga! E foi rápido: o rei Aqbar foi tomar banho e Bimbar colocou o pó na cueca dele. O rei começou a se coçar demais e gritou: Amichi!
Moral da história: deva a qualquer um. Menos prum advogado!
E terminou a história !

Segundo a Carole, a comida que acompanharia esta história seria a mais excitante da noite.  O marido dela usou o baru e foi tiro e queda ou melhor, tiro e subida!
Pra quem não sabe, baru é uma castanha proveniente do cerrado e tem um gosto, quando torrada, semelhante ao amendoim (entendi!) e a castanha de caju.
Portanto, a Carole e a Joana, prepararam um Peixe com Molho de Baru e Cogumelos  Super excitante (pro estômago também).

5º História

Um bispo convidou um grão rabino pra jantar. Pegou um pedaço de presunto e ofereceu. O grão rabino recusou e disse:
Minha religião não permite!”
E foi assim a noite toda com uma série de alimentos derivados do porco.
Na despedida, o bispo disse ao rabino:
Que religião extravagante, esta sua ! Não se pode comer carne de porco. Carne de porco é muito bom!”


A Carole, o Ilan, a Joana e o sonoplasta, o Lula

O rabino respondeu:
Um abraço na sua esposa, bispo “.
No que o bispo respondeu :
Mas eu não tenho esposa!”.
E o rabino emendou:
Que religião extravagante, esta sua, bispo. Mulher é muito bom!”
E terminou a história !

Pra terminar a nossa noite, serviram uma musse de chocolate com calda de maple e chocolate branco. Mais uma delícia afrodisíaca!

Bela noite. E a sensação que a junção histórias/gastronomia faz é inebriante!
Entre no site do Ilan,  cadastre-se e você receberá e-mails com os próximos eventos.
Vá, é imperdível!

E terminou (mesmo) a história!

Bye !

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastro pop 8 – cozinha sírio libanesa

11/10/08

dcpv – gastro pop 8 – cozinha sírio libanesa

Gastro Pop
Etapa 8
Cozinha Sírio Libanesa
Stúdio 768
11/10/08
Chef Convidado – Sheila Hara

Etapa 8 do Gastro Pop, o projeto da Carla Pernambuco e da Carolina Brandão, realizado no Stúdio 768 onde um chefe é convidado pra cozinhar ao vivo, as receitas de um tema definido.
Nós ( eu e a Dé ) fomos em 6 edições ( Persa, Brasileira, Thai, Caiçara, Japonês e Libanês ) e faltamos mas, gostamos em 2 ( Indiano e Peruano ). Portanto, o placar está 6 x 2 pra nós.

Este, o Sírio Libanês, cumpriu o que prometeu! A Carla convidou a Sheila Hara que não é chef profissional, mas se comportou como se fosse; e das melhores.
Na verdade, a Sheila é artista plástica, nascida no Líbano e atualmente pesquisa a multiplicidade da imagem, temporalidade e o movimento em vídeo e imagem digital. Eu prometo que vou pesquisar o que isso significa exatamente, mas de uma coisa nós temos certeza: ela cozinha muito, mas muito bem mesmo !


A Sheila e a Lia Chaia que também é artista plástica

E tem mais. O tal jantar Sírio Libanês, que a maioria dos brasileiros chamam erroneamente de “turco”, de “turco” não teve nada! (todas sabem da fama que os “turcos” tem de serem sovinas).
Uma abundância e variedade tal de comidas típicas foram servidas que, ficávamos olhando uns pra cara dos outros e dizendo: Meu Deus, como é bom!

Enquanto atacávamos as mezzés, fomos avisados pela própria Sheila que os pratos quentes seriam servidos logo, logo. E ficávamos pensando em como absorver tanta cultura e, principalmente, tanta comida boa!
Mas, vamos ao Menu Sírio Libanês:

Mezzes

Homos Bi T’Hine  pasta de grão de bico)

Baba Ghanouj ( pasta de beringelas)
Labné (Coalhada Seca)

Fattouche (salada de tomate, pepino, hortelã e pão sírio torrado)
Mujaddara (arroz com lentilhas e coalhada com hortelã seco e pepino)
Warak fnab bi Zeit (charutinho frio de folha de uva com recheio vegetariano)

Tabboulé (salada de ervas, trigo e tomates )

Pausa pra receita mais simples que eu já passei até hoje e que achamos o resultado sensacional:
1- Pegue um pão sírio. Corte em 4 e separe as faces.

2- Aqueça uns dois dedos de óleo numa frigideira .

3 – Frite o pão.

Pronto! Pãozinho crocante e pronto pra você comer com qualquer pasta, salada ou sem nada mesmo. Já fiz em casa e ficou demais!

Primeiro Prato

Samak Bi T’Hine ( peixe assado com molho tarator)

Principal

Kebab b’il Karaz (almôndega com molho de jaboticaba e pinolis fritos)

Mograbiyé ( cuscuz libanês com grão de bico e frango, guarnecido por cebolas fritas e pinolis)

Sobremesas

Khos haf Bil Miscmish (sopa de damasco fresca com amêndoas, pistaches e pinolis)

Rib Bil Halib (arroz doce a moda libanesa com água de flor de laranjeira e geléia de pétalas de rosas)

Maamail (amanteigado recheado de tâmaras)

Olha, nós não conseguimos destacar nada, pois estava tudo absolutamente perfeito (exceto o tamanho dos nossos estômagos).
Comida sensacional; a chef/artista plástica super simpática e atenciosa; o clima do Stúdio 768 estava tremendamente Sírio Libanês; o pessoal (mais uma vez) super alto astral e comunicativo e fica sempre a sensação de como a dupla Carla/Carolina (na verdade um trio, junto com o Carlos) conseguirão melhorar o nível no próximo, que será no dia 26/11 com a cozinha da Borgonha do Emmanuel Bassoleil.
Pra não perder a oportunidade, vamos a mais uma aula de história do dcpv :

Comparação entre a Síria e o Líbano (fonte : texto do Eduardo Logullo)
Síria : dizer que a história da Síria é muito antiga seria um pleonasmo. Arameus, assírios, persas, Alexandre III, selêucidas, romanos, Septímia Zenóbia (que nominho feio !), califado Omíada, Hamdanita, cruzados, otomanos, franceses e George W Bush (!) passaram por lá!
Líbano: Berço histórico dos fenícios. Alexandre Magno, Ptolomaico, selêucidas, romanos, bizantinos, cruzados, otomanos. Devido aos tumultos, muitos libaneses migraram para os USA, Argentina, Venezuela e Brasil.

Síria: zátar, frutas e grãos-de-bico açucarados, vegetais cristalizados, nougats recheados de pistache, sanduíches de omeletes de ervas, geléia de rosas, pasta de berinjela grelhada, ameixas verdes, quibes recheados com marmelo.
Líbano: mistura de ervas e  temperos, azeite de oliva, manteigas, legumes em cordão, azeitonas, trigos, lentilhas, favas, coalhadas feitas no pano, carnes em conserva, pão.

Síria: a esfiha surgiu lá. E quibe em árabe é kubbeh ou seja, bola. E mais, Maqluba, um prato com arroz que mistura carne e diversos ingredientes é tido como a receita que deu origem a paella espanhola!
Líbano: os libaneses amam a fartura à mesa e acreditam que oferecer comida é uma demonstração de afeto! E, no Líbano, o dono da casa ao receber alguém finge que não preparou nada especial. E o visitante finge que não vai comer nada. No final, todos se fartam .

Síria + Líbano = salve o Oriente Médio! Viva os prazeres da sua mesa!

Salam Aleikum !

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dcpv – da cachaça pro vinho – na lei seca

número 194
01/10/08

dcpv – Na Lei Seca

Esta Lei Seca (apesar do controle, pra variar, não ser lá estas coisas) está dando o que falar. Alguns (como eu) criticam. Dizem que foi utilizado um critério, no mínimo, rígido demais (compare com a legislação de outros países). Outros já a defendem veementemente dizendo que só com uma lei rigorosa se consegue controlar os excessos.

Uma coisa é certa! Eu diminuí bastante a minha dose quando estou fora de casa e em alguns momentos/lugares a comida parece que não desce bem sem o acompanhamento do nosso querido vinho!

Bom, aproveitei o mote e resolvi fazer uma noite da Lei Seca. Noite da Lei Seca? Quer dizer que não haverá álcool aqui no dcpv? Não, é exatamente o contrário!
Como não temos problemas de locomoção (no nosso caso, uma escada; no do Déo, alguns quarteirões ermos), vou fazer receitas que tenham obrigatoriamente bebidas alcoólicas como ingredientes.

Pesquisei e consegui uma no Paladar (que também fez uma excelente edição chamada “Em casa não tem bafômetro), outras no livro Molhos com Azeite de Oliva Espanhol e a sobremesa, eu desconstruí!
Vamos lá, a noite da Lei Seca ou no nosso caso, a noite da Lei Molhada:

1 – Bebidinhas

Uma legítima caipirinha com um leve toque de sal. Limão, Absolut Vanilia (deu pra perceber que esta legítima só funciona pra nós!), açúcar e flor de sal. Olha, é pra burlar o bafômetro!

2 – Entradas

Como ia ser difícil achar alguma verdura alcoolizada, achei mais simples (e bem mais fácil) fazer um vinagrete quente de mostarda pra servir numa saladinha de verdes (colhidas na minha horta) e queijo de cabra.

Este vinagrete (do livro Molhos com Azeite Espanhol) é feito de azeite, cebolas picadas, vinho branco (eis o nosso álcool), vinagre, alho, mostarda em grãos e Dijon. É só levar tudo ao fogo, juntando as mostardas no final.

E pra acompanhar um prato terra/mar (morcela e chouriço/carpaccio de surubim) com um molho de endro fresco, vinho branco (dá-lhe % GL ), cebola ralada, creme de leite fresco e sal.
Uma delícia além do prato ser bem refrescante e muito bonito.

Aproveitando que a Lei Seca foi abolida aqui no dcpv fiz uma experiência: tomamos simultaneamente 2 vinhos tintos, um o Chateau Toutigeac Bordeaux 2006 e o outro um Cruise 6eme Generation Bordeaux 2006, e fizemos uma comparação deles com os pratos.
Como primeira experiência, harmonizamos com a entrada e o resultado foi 17 x 10 pro Chateau (cada um de nós 4 deu notas de 1 a 5 pra cada vinho). Portanto, ponto pro Chateau Toutigeac que combinou bem mais com  a leveza dos molhos. E ponto pra nós que bebemos 2 vinhos em vez de somente1.
Os Ébrios, os Vicentes Celestinos do dcpv agradecem!

3 – Principal

Uma verdadeira comfort food (and alcooholic, too!). É o que podemos dizer do Cupim ao Molho de Cabernet Sauvignon e purê de avocado já que o cupim é cozido na panela de pressão junto com caldo de carne, alho inteiro, pimenta do reino, tomilho, alecrim e o vinho, óbvio! E o purê é formado de abacate amassado, sal, pimenta e cebolinha francesa.

Olha, não sei se é por causa do álcool mas esta tudo “delichioso”! Possas crer!
E as fotos que a Dé tirou  do prato ficaram tão bonitas que eu fui obrigado a escolher duas !

Ainda servi picles de quiabo e de pimenta além de uma bela farofosa.
Continuando a experiência dos vinhos, desta vez o placar foi 18 x 8 pro Cruse 6eme que com a sua leveza casou espetacularmente com o molho pesado e delicioso do cupim.

Os Zeca Pagodinhos aqui, apesar de não serem fãs de pagode, agradecem!

4 – Sobremesa

Eu tinha algumas opções: baba ao rhum, crepe suzette ou zabaiane. Resolvi dar uma inventada e fazer um sorvete de creme de cassis com espuma de papaia.

Um sorvetinho básico (viva a máquina!) com a colocação do cassis quando ele estiver quase pronto. E suco de papaia, creme de leite e açúcar no sifão levado à geladeira.
Muito bom, levinho e com um teor alcoólico bem baixinho!

Pra terminar com a esbórnia, um Late Harvest Tarapacá 2006 Chile que foi “goiaboso” ao extremo!
Alguém se lembra da Laurinha Heleninha (obrigado Adriana) filha da Odete Roithman? Pois bem, ela se juntou a nós pra fazer um protesto contra a Lei Seca!

Eis a opinião dos primos da Laurinha Heleninha, nós mesmos:

Lei Seca? Aqui, ela funciona perfeitamente! (Edu)
Real experience! O vinho mudou pra melhor! (Mingão)
Non sense! Nes pas possible! But is real! Changes are marvelleus! (Déo)

Falando sério e como foi escrito no Paladar, você não vai ser parado pela polícia se fizer crepe suzette na sua cozinha.
E mesmo no restaurante, não precisa evitar pratos que levem bebida: fervido ou flambado, o álcool evapora quase completamente! Cerrrrto!

Pra terminar a noite, somente cantando uma bela música de Rinaldo Calheiros e Silvana: A Noiva!
E foi o que o Déo e o Mingão fizeram já que a Dé estava dormindo e eu, bem, sinceramente, esta música não é do meu tempo. Cuidado, veja o que  o excesso de bebida faz!

Até! Hic!

O dcpv informa – se for beber, não dirija! Volte andando ou, de táxi!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 10º interblogs – Moqueca com Pimenta no dcpv

número 194
08/10/08

dcpv – 10º  interblogs –  Moqueca com Pimenta no dcpv

Ei, Eduardo! Quero logo dizer que amei este convite!”

Foi assim que começou o e-mail da Aline no dia 23/04/08. E foi assim que surgia a ideia do “Moqueca’s Day”, o dia da boa e velha moqueca Capixaba ser representada nos Inter-Blogs (quer saber o que é ?).


Esta foto da Dé está parecendo uma pintura!

E cá pra nós, uma indicação óbvia da Aline do descontraído blog Moqueca com Pimenta já que a própria, a Moqueca (não, a pimenta) é o prato mais representativo da culinária do ES. É claro que a Aline teria que nos ensinar como fazer a legítima Moqueca, pois existem tratados se estendendo sobre  as dúvidas mais atrozes: com ou sem coentro? com ou sem urucum? panela de barro ou não? pimentão, então, nem pensar!


Usamos as cores da bandeira do ES : branco, azul e rosa

Como já dizia o grande filosófo contemporâneo (e capixaba ) Cacau Monjardim : “Moqueca é capixaba, o resto é peixada!”
Neste 10º interblogs, tentamos (e acho que conseguimos) desvendar este mistério e ajudamos a elucidar um mistério ainda maior : como é o Espírito Santo (o estado)? E especialmente a sua capital, Vitória?
A Aline colaborou bastante nos mandando várias informações sobre este estado tão pequeno (pros padrões brasileiros) e subutilizado turisticamente, mas não menos belo e com características que o fariam extremamente ‘turistável’ em qualquer lugar do mundo.
Vitória, a capital, é conhecida como a Ilha do Mel e uma das 10 cidades mais antigas do Brasil além de ter um centro histórico com muitas memórias e gostoso de se visitar. A Aline não cansa de falar (e participar) dos eventos que acontecem por lá!

Bom, vamos as indicações da Aline pra que consigamos nos sentir em plena Vitória, comendo os mais variados pratos típicos capixabas.
Vamos ao 10º capítulo do livro dos interblogs:

a – Bebidinhas capixabas

Pra iniciar os nossos trabalhos, tomamos um parafuso! Parafuso?
É, segundo a Aline, o parafuso é uma batida famosa lá em Vitória. Vodka (Absolut, é claro!), qualquer fruta ( sei kinkã) e um dedinho de leite condensado.

É logico que com a Absolut, este parafuso se transformou num inoxidável e por consequência, o resultado melhorou ainda mais!
Pra equilibrar as preferências com Moquecas, Pimentas e Copos Furados, uma legítima caipirinha de kinkã sem invenção: cachaça Mercedes, açúcar e gelo. Viva o simples!

 

Curiosidade sobre a Moqueca: esse tradicional prato da culinária capixaba reúne, numa tradição de mais de 400 anos, a cultura índia, negra e portuguesa!

b – Entradas
I – Mini torta Capixaba

Siri, camarão fresco, caranguejo, bacalhau. Um verdadeiro aquário!
Juntados a palmito, alho, cebola, tomate, azeitona, coentro (muito coentro e nós gostamos!), colorau, azeite, sal e pimenta. Uma verdadeira horta!

  

Aquário + horta ligados por ovos (claras batidas misturadas a gemas) formaram esse prato típico do ES e extremamente saboroso! Uma verdadeira casquinha de frutos do mar!

II – Sururu e ostra ao vinagrete

Sururu não é tumulto, não! Sururu, pra quem não sabe, é marisco. E esta entradinha é simples, mas é uma delicia. Ainda mais pra nós que somos fanáticos por frutos do Oceano Atlântico.

 

Uma junção de sururus e ostras (na verdade, vôngole) com um belo vinagrete capixaba.
E servido em colheres de finger foods (como a Aline aconselhou!).

É só colocar tudo na boca de uma vez e sentir a explosão dos sabores!

Não é a toa que Vitória é uma ilha. Cozinha praiana de primeiríssima!
E já que é praxe a harmonização com vinho branco, tomamos um Alabastro Alentejo 2007 Portugal que disse em bom capixabês: “ai que delícia, blend alcoólico, ai que gostoso, frescoso“.

Curiosidade sobre a Moqueca –  A contribuição dos índios foi a adição do urucum com a sua  cor e seu gosto peculiar. Os africanos acrescentaram a pimenta malagueta e o coentro (muito coentro). Já os portugueses temperaram o peixe previamente com limão, alho e cebola .

c – Principais
Moqueca Capixaba com Camarão e Pirão.

Ela, a verdadeira Moqueca Capixaba (aplausos, um monte de aplausos !) e acompanhada de camarão e pirão.

Cação (o peixe), camarão, coentro (muito coentro), cebolinha, cebola, alho, tomates (batidos e cortados), limão, colorau, azeite e sal. E escoltados pelo molho especial (foto acima) com um leve toque de limão.
Taí a receita da felicidade e tem que ser feita em panela de barro.

Pois a panela de barro “é sem dúvida uma das maiores expressões da cultura popular do ES. Desde a sua origem nas tribos indígenas até os dias de hoje, a técnica de sua confecção  pouco mudou!”
Depois desta aula, só comendo e muito pois ela é diferente mesmo das moquecas que existem por aí. Podem chamá-la de Moqueca com M maiúsculo, né Aline?
Peça a receita completa (qualquer uma delas) pra ela lá no Moqueca com Pimenta!

Ainda fizemos uma moqueca de banana da terra e um pirãozinho básico.
Olha! É de comer várias vezes e o cação chega a derreter na boca.!

Aqui não tem jeito. Um vinho tinto leve, um Vika Oak Syrah 2007 Argentina que foi “escada-verde, Morgan Freemann, Dedé Santana, bom coadjuvante” ou seja, pelos comentários, ganharia facilmente o Oscar de “best support actor!”

c – Sobremesa
Terrine aos 3 Chocolates

Todo mundo sabe que um dos ícones do ES é a fábrica de chocolates Garoto.

Atire a primeira caixa de bombons aquele que nunca comeu?

E a Aline já tinha escrito: “A sobremesa, com certeza, será de chocolate graças ao amor imenso que o capixaba tem pela Garoto!”
Daí surgiu a Terrine aos 3 Chocolates. Chocolates Garoto branco, ao leite e amargo picados e ligados com um creme formado por creme de leite batido, açúcar, leite, gemas e gelatina em pó sem sabor. Lindo!

E pra acompanhar um licorzinho digestivo (precisávamos muito!), um Malibu pra finalizar o jantar com o clima praiano de Vitória!

Veja (e leia) a opinião dos confrades capixabas e moquecados:

Moqueca com coentro! Torta caiçara com pimenta! É isso aí, Garoto! (Edu)
Delicioso e apetitoso jantar! (Déo)
Regional universal! Perfeito! Um anti Marataízes. (Mingão)

E já que a noite está bem capixaba, aqui vai o nosso presente virtual pra Aline:

… Orquídea na Panela de Barro (isto daria um belo nome de blog!).
Gostaria de agradecer a Aline pela atenção, entusiasmo, bom-humor, por nos fazer conhecer um pouco melhor as tradições deste belíssimo estado e, principalmente, da maravilhosa ilha de Vitória.

Como a própria Aline escreveu: “me junto aos conservadores que não aceitam a inclusão de alguns ingredientes na moqueca como caldos industrializados, leite de coco, pimentão e salsinha… a moqueca perde a essência!”

É isso mesmo, Aline! Nós sentimos a essência da autêntica moqueca capixaba e do Moqueca!
Bjundas, como diria a Aline.
E ainda bem que eu não usei a abreviação de abraço pra me despedir! Hahaha

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dcpv – da cachaça pro vinho – mar e bacalhau

número 111
17/05/06

 

 dcpv – Mar e Bacalhau

Introdução – Brasileiro é tão bonzinho! A verdade inserida na “chacota” antiga e tão saboreada inocentemente por todos nós deve ser objeto de uma reflexão profunda e contundente; de mudança de atitude, usando todas as armas possíveis de convencimento para que todos, até mesmo os menos privilegiados, possam “ver” o tamanho do desmando e incompetência dos saqueadores da nossa Nação! Que cada um de nós, a sua maneira e possibilidade, o faça!

Drink

Sambuca toschi (????)

Vinhos

Branco Astica Chardonnay

Tinto Astica Merlot/Malbec

Menu

Entrada – Vieira sobre leite de maçã e curry

Principal – Bacalhau espirituoso da Tasquinha da Adelaide

Sobremesa – Tiramisu da Malu

Observações finais

Sabores excelentes  O bolinho de bacalhau estava muito, muito bom! (Edu)

O melhor bacalhau da minha vida! (Mingão)

Surpreendente! Inesperado! Tipo um jantar patrocinado pelo Máfia Russa. (Déo)

 

As fotos lá de cima  são daquelas coisas a que não estamos muito acostumados a ver: esquilo fominha (acho que ele poderia dar uma passadinha por aqui) e mudança da própria casa! Acho que este pessoal deveria estar fugindo do inverno! E as acima, das belíssimas exposições de legumes do ByWard Market em Ottawa, Canadá! Dá ou não dá vontade de avançar nesta belezuras!!

Explicação – Tudo “mareado”. Vieiras e bacalhau. E pelo visto, o Déo estava revoltado com os acontecimentos do Brasil. Pra ele, o mar não estava pra peixe!
Fica o alívio de saber que hoje, outubro/08, já está tudo resolvido! rsrsrsrs

A HORA DA ERVA GASTRONOMICA

Coentro – Muito presente na cozinha do Nordeste brasileiro, em especial a baiana, é um temepro que divide opiniões: alguns amam, outros odeiam. Suas folhas frescas combinam com peixes, moquecas, ensopados, vinagretes, carnes, picles, embutidos e diversos tipos de verduras e legumes, como beterraba, couve-flor, abobrinha e cogumelos. Use as sementes para aromatizar bolos e licores. Com sabor picante e adocicado, compõe com alho e o gengibre um gostoso tempero para chutneys.

Um bom exemplo de uso de coentro será dado no próximo post sobre o 11º Inter-Blogs, o do Moqueca com Pimenta!

Eu gosto (usado com parcimônia!). E você? Ama ou odeia?

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastro pop peruano: não fomos de novo, mas … gostamos muito outra vez!

27/09/08

dcpv – gastro pop peruano: não fomos de novo, mas … gostamos muito outra vez!

Gastro Pop
Etapa 7
Cozinha Peruana
Stúdio 768 e Carla Pernambuco
27/09/08
Chefs convidados: Carla Pernambuco, Carolina Brandão e Carlos Siffert

Pra quem não sabe, Gastro Pop são eventos realizados no Stúdio 768 onde a Carla Pernambuco e a Carolina Brandão recepcionam chefs convidados pra executarem receitas com algum tema específico (Brasileiro, Japonês, Taillandês, Nordestino, Persa, Indiano).
Não é que justamente no Gastro Pop mais esperado por nós, o Peruano, não pudemos ir? E olha que eu já tinha até pago!
Mas, por razões familiares (a transferência da festa de aniversário da Re onde além do pai, eu ainda era o churrasqueiro responsável) cancelamos (e transferimos pro Árabe que acontecerá amanhã, sábado!) e ficamos na dependência de informações de quem foi.

Ainda bem que, como reporter especial dos Gastro Pop (está no contrato!), eu tenho como direito receber todos os informativos e a partir dele, consegui fazer um relato de como nós (eu e a Dé) acharíamos que foi a noite. Ah, com um detalhe: como a minha fornecedora especial de fotos, a Carolina,  estava muito ocupada cozinhando, tive que usar a imaginação (e as fotos do nosso arquivo)  pra ilustrar este post.

Vamos lá, então! A Noite Peruana que nós não fomos, mas… adoramos, contada a partir do informativo e com fotos que também não eram dos pratos. Puxa, isto aqui está parecendo um daqueles filmes do Quentin Tarantino! Ou estaria mais esquisita do que a história do desparecimento dos incas. Confira!

Texto do Eduardo Logullo/Comentários do Eduardo e Débora :
“Alguns iniciados colocam a cozinha peruana (pode nos incluir pois somos fãs) entre as experiências mais admiráveis na vida de um gourmet (e é mesmo! Super diferentona e saborosa!). Carla Pernambuco acaba de voltar de lá (ela nos disse que está maravilhada com tudo o que viu e comeu por lá!). Ela sabe que a imaginação dos amigos comensais voa longe (é, cada vez que vamos ao Stúdio 768, imaginamos o que vamos encontrar!).
O jantar de hoje se propõe a ser quase um manifesto pró-peruano (ôba, ou melhor, que pena!). Sim, o restaurante Carlota e o Stúdio 768 tem a honra de trazer o Peru à mesa.” (ainda bem que a piadinha de duplo sentido não foi minha).  


Planta peruana da gema (?)

Com esta introdução (ôpa!), o clima estava implantado. Só faltava começar a degustação peruana. Vamos aos acepipes incas:

BEBIDINHAS

Pisco Sour (este vai com a receita pois esta foto é verdadeira já que a fiz no último final de semana)

Xarope
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de água
Leve ao fogo e faça um xarope claro.

Ingredientes
225 ml de Pisco
1/2 clara de ovo
75 ml de suco de limão
Gelo
Xarope
Leve tudo ao liquidificador e sirva.

Os incas surgiram como tribo e fundaram, por volta de 1200, na região de Cuzco, um legendário reino que absorveu todas as comunidades andinas.

Pisco Sour de Maracujá

COQUETEL

Tiraditos de Pescado

50 anos antes de Colombo desembarcar no Caribe, os incas começaram uma grande expansão do seu império.

Causa de Camarones em Salsa Criolla

Um século depois, os invasores espanhóis, com Francisco Pizzarro à frente, conquistaram a nação inca

Papa Rellenas

As revoltas foram tantas que obrigaram a Espanha a fundar em 1542, o vice-reino do Peru

Conchitas (vieiras) a la Parmesana

Em 1572, os incas foram dados como dizimados

BANQUETE  

Pato a la Moda de Chepén

O Império Inca dispunha de intrincados sistemas de irrigação e de terraços para plantio

Arroz com camarones

A batata mudaria por completo a dieta européia, desde aquela época, graças aos Incas que cultivavam mais de 2000 tipos

Purê de batata doce ao perfume de laranja

Foram 150 anos de presença espanhola que deram o contorno definitivo à cozinha peruana

Lomo saltado

SOBREMESAS

Postre colonial de Ponderaciones (espirais de massa crocante, preparadas em equipamento especial)

Também existem resquícios polinésios na culinária peruana devido a chegada de escravos dos arquipélagos de Tonga, Kiribati, Samoa e Polinésia Francesa

Manjar de yemas (doce de leite com gemas)

No início do séc 20, desembarcaram no Peru, mais de 18000 japoneses. E junto com eles o shoyo, o missô e peixes crus que originaram o ceviche

Suspiro de limeña

Resumão: deve ter sido um jantar espetacular (pelo menos, nós achamos!). Peruano ao extremo e com toda a bossa-nueva de sabores. Quase vimos Machu Picchu (tendo uma força tremenda de imaginação).


Veja a globalização! Por do sol em MachuPichu com antena de TV (?)

Último trechinho: ” Um século depois, a cozinha peruana passa a se chamar novo-andina. O que seria desta cozinha sem tantas influências? Sem os aji ( limo, amarillo, mirassol ). Quem resiste a frutas nativas com nomes sonoros ?( lúcuma, algaborro, quebranta, chirimoya, rocoto ). Quantas batatas são necessárias pra lembrar a importância da cultura inca ?( seca, chuño, olluco, canote)


Eu sei que está vencido! Mas, aji com data de validade?

As respostas se encontram no mapa do Peru, país formado pelo encontro das culturas antagônicas. Nação que tinha tudo pra gerar uma cozinha caótica, segmentada e sem cara. Que nada !  O Peru hoje levanta seu rosto de pedra, sacode o caldeirão dos 1000 sabores, dá muitas voltas por cima e pede passagem. Decifre-o e devore-o. “

Bueníssima! Hasta la vista!

PS – Como estou com todas as receitas, farei um Gastro Pop Peruano brevemente no dcpv. Este, nós não perderemos!

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dcpv – da cachaça pro vinho – projeto y – tachos de ensayo, outras comydas e dcpv

bestial
28/09/08

dcpv – Projeto Y Tachos de Ensayo, Outras Comydas e dcpv

Bom, chegamos ao segundo encontro do Projeto Y que nasceu da ideia de fazer com que pessoas em diferentes lugares tentassem reproduzir o mesmo menu e depois, postassem as suas impressões (inclusive fotográficas) sobre tudo o que aconteceu.

A 1º versão foi em 08/07/08 e além do dcpv, participaram os blogs Tachos de Ensaio da Marizé e o Outras Comidas do LPontes. Neste dia, quem indicou um menu com influências asiáticas fui eu!

Neste 2°, os blogs foram os mesmos e o bigboss foi o LPontes. Ele nos mandou (e inclusive publicou as receitas previamente no Comidas Caseiras) um menu cheio de maneirismos e modernismos, mas calcado em receitas tradicionais. Todo mundo sabe que eu sou maluco por comida deste tipo e, portanto, gostei bastante do estilo “cientista maluco” que o Luís deu a todo o processo. E ainda mais num projeto denominado Y. Acabou ficando tudo muito parecido com ficção científica mesmo!

Vou aproveitar, já que as receitas são conhecidas e dar, pela primeira vez, uma roupagem de fotolog ao menu.
Ah! Uma outra novidade: estou fazendo estas receitas no domingo e com a companhia do meu sus-chef, o Mingão, que estava por aqui (com família e tudo) por causa do aniversário da Renata.

Vamos lá! Y’s Project – 2nd Version

Bebidinhas

Caipikê (indicação do LPontes): sumos de melão (o meu acabou e usei limão), lima e sakê. Tudo sobre gelo moído e uma folhinha de hortelã. refrescante e muito bom pra cozinhar.

Mangolut (minha sugestão): suco de manga, lima e Absolut Mango. Muito boa pra mesma tarefa; cozinhar !

Entrada

Melão com presunto ou carpaccio de presunto sobre redução balsâmica de melão com requeijão e wasabi.

 

Entrada

Ervilha com ovos e toucinho ou raviolis de petit pois com escalfado de ovo de codorna e menta.

 

 

Principal

Rancho à Portuguesa ou estufado de carnes com grão de bico e tomate em caneloni de pasta all’uovo fresca

 

 

Principal

Arroz de Caranguejo ou risotto do mar ao Porto com Açafrão em carpaccio de Terrincho

   

 

Sobremesa

Trouxas ou nougat de lemon curd em massa phyllo

Vinhos

Entradas

Tinto Aliança Foral Douro Colheita 2006

pegador, parceirão, tranca e solta, jovem gajo

Principais

Rosé Angelus Bairrada 2006

delicado, Rycharlyson ou melhor Ricky,  juvenil, leve

Sobremesa

Vintage Port Sandeman 99

espetáculo

Impressões dos participantes:

Edu
Geral – trabalhoso, mas perfeito
Melhor prato – risotto
Não gostou – gostei menos do bacon
Harmonização – LPontesana

Débora
Geral – Excelente
Melhor prato – Caneloni
Não gostou – presunto
Harmonização – envolvente

Mingão
Geral – Pontes pro paraíso
Melhor prato – Risotto
Não gostou – nada
Harmonização – paradisíaca

Regina
Geral – Estupendo (de boca cheia)
Melhor prato – Caneloni
Não gostou – nada
Harmonização – perfeita

Resumo da Ópera: muito bom o trabalho, a pesquisa e a criatividade do Luís. Como ele mesmo disse “os raviolis são uma referência ao Adriá, o risotto é inspirado em Jamie Oliver e no chefe Guerreri, do Mezzaluna em Lisboa e… Rancho é rancho, só que com a massa por fora. Bom apetite !

E tivemos um muito bom apetite, Luís . Até o próximo projeto Y com a indicação da Marizé!

Bye !

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dcpv – da cachaça pro vinho – eu quero mocotó!

comendo bem
26/09/08

dcpv – Eu quero Mocotó!  

Já fazia um tempão que estávamos querendo conhecer a cozinha nordestina/gastronômica/botequeira do Rodrigo Oliveira do Mocotó.
Aproveitamos que o Mingão e a Regina estariam por aqui e, finalmente, nos propomos ir à Vila Medeiros.  Coloquei o endereço no GPS e lá fomos nós. Puxa, pra nós que não conhecemos, é looooonge pacas! Quebradas e mais quebradas. Lombadas e mais lombadas.  Buracos e muito mais buracos. Cheguei a pensar que a Maria (a voz do GPS) tinha enlouquecido! Enfim, chegamos!

Não tem valet, nem estacionamento. E nem precisa mesmo! Deixamos o carro numa descidinha bem escura e rumamos pras delícias nordestinas.
Uma hora de espera“. Foi o que a hostess nos disse. Eu pensei: ” Dez horas da noite e uma hora de espera?”. Até pensamos em ir embora, mas o bom senso (e o torresminho) imperou!

Pequeno parentêsis: esqueci a máquina fotográfica em casa mas, tirar fotos ‘péssimas’ com o celular só contribuiu pro clima “botecal” da noite!
Voltando aos torresminhos (ôba), encostamos no balcão e pedimos 2 porções dos tais. Sequinhos e deliciosos. Ainda mais acompanhados de duas belas doses de cachaça (e o vinho?)!

Mais uma porção de chips de mandioca e outra de carne seca.  E a uma hora de espera (que se confirmou) passou rapidamente.

 

Fomos acomodados na nossa mesa e aí deu pra perceber realmente que o Mocotó é um botecão. Um grande e perfeito botecão.
Comida de primeira, atendimento também (o garçon corrigiu o nosso pedido, chegando a dizer que seria muita coisa! Mais um ponto pro Mocotó!)

Fomos de:

Favada – Uma sopona de feijão deliciosa. A Dé, nossa especialista, aprovou!

Baião de dois – Mais um prato maravilhoso. O Mingão, nosso dançarino e especialista em baião, aprovou! 

Escondidinho de Carne Seca – Mais um aprovado pelo especialista Mingão. Sensacional!

Caldo de Mocotó – Eu que pedi! Não sou especialista, mas adorei!

2 porções de pimenta biquinho (acácá) – Esta, todos somos especialistas. E comemos às pencas. 

Mandioca cozida com manteiga de garrafa – A Dé é especializada em mandioca (opa!). E deu nota máxima! A Regina também!

2 Originais, as cervejas e geladíssimas.

Resumão: Comida deliciosa, super bem-feita e temperada, acolhedora, com cara de caseira, mas ao mesmo tempo, sofisticada não pela ‘frescura’ mas, pela substância e pelo sabor.


Pratinho “degustacion” montado por mim 

Ainda experimentamos 2 sobremesas:

Um sorvete de rapadura que estava muito bom mesmo. Com gosto e com pedacinhos de rapadura.

Uma mousse de chocolate com cachaça. Outra delícia.

Olha! Vale à pena a visita e a viagem. O Rodrigo soube dar identidade ao Mocotó. E, oxalá, que esta nunca se perca.
Voltaremos e com a máquina, pra que as fotos sejam decentes. Se bem que estas (de celular) ficaram bem compatíveis com o clima da noite e do lugar: aparentemente simples, mas com muita personalidade!
A conta? R$ 100,00 e pra quatro pessoas! É certamente o melhor custo/benefício de todas as nossas incursões gastronômicas em todos os tempos!

Até!

PS – E veja só se o Rodrigo é bom ou não é? Entrei em contato com ele pra dizer da nossa satisfação ao visitar o Mocotó e aproveitei pra perguntar se ele não indicaria um menu pro nosso dcpv x Chef? Ele não só topou, como já mandou como sugestão, uma ideia que mistura a gastronomia italiana com ingredientes sertanejos! Nome do menu: Picando a Mula!
Já está marcado e faremos este menu no próximo dia 15/10. Aguardem pois nós já estamos salivando!

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