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dcpv – da cachaça pro vinho – arturito da paola carosella

niver
21/11/08

dcpv – Arturito da Paola Carosella

Somo fãs da Paola desde o Júlia Cocina. Pra quem não se lembra, o Júlia dos tempos iniciais era um restaurante que trabalhava com comida feita em fornos de alta temperatura e tinha a particularidade de ser decorado com paredes totalmente brancas onde estavam escritos trechos de poemas. Era simples e bonito! A Paola saiu, o Júlia continuou, mas não fomos mais lá.

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Fiquei sabendo pelos jornais (e o expert Joaquim afirmou que o cordeiro de lá é “dos deuses”!) que a Paola inaugurou o Arturito com o objetivo de fazer uma comida de ingredientes e genuína. A curiosidade estava aguçada. Qual o único jeito de saciá-la? Indo lá!
E foi o que fizemos. Mandei um e-mail pra reservar e… resposta positiva e imediata. Precisei antecipar um pouco o horário e … resposta imediata de novo! Ponto pra dupla Arturito/Paola.

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Sexta-feira (21/11) as 20:00 hs, lá estávamos nós, eu, a Dé e a Re pra experimentarmos a comida da Paola.
O Arturito é praticamente um corredor largo. Modernoso, bastante escuro (e por isto a qualidade das fotos), trilha sonora muito boa e variada, muita gente, mas muita gente mesmo. Estava lotado!

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Mas vamos pra comida.
Couvert corretíssimo com pães muito bons e uma misturinha de azeite, alecrim e um tipo de queijo ralado (não conseguimos identificar) que formaram um conjunto muito harmonioso.

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Pedi um Terrazas Reserva Chardonnay 2007 Mendoza pois ou comeríamos massas ou (no meu caso) frutos do mar.
A Dé e a Re escolheram como entrada (e pra dividir) um palmito pupunha na chapa com salsa verde. Bem gostoso!

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Eu fui de lulas crocantes no forno a lenha. Estava absolutamente no ponto e com um sabor excelente.

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Como principal, a Re foi de Ravioli de queijo de cabra, sálvia, limão siciliano, manteiga de aspargos, dill e laranja. Ela adorou!

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A Dé pediu um farroto (um risotto de farro) com funghi porcini, aspargos e parmegiano reggiano riserva que estava bom e foi servido num belo prato.

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Eu, o Mr Sea, pedi um dos meus pontos fracos: mexilhões (mariscos) frescos à provençal com torrada de bom pão! E eles estavam deliciosos com um molho de se tomar de colher (e foi o que eu fiz).

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Pra sobremesa (sim, até sobremesa nós comemos), fizemos o famoso Luz 2 x 3. Deixa eu explicar melhor o que significa: pedimos 2 sobremesas e 3 colheres. E aí é só experimentar tudo!
Pedimos uma mousse au chocolat (chocolate Valrhona, shortbread e sal Maldon) e um brioche french toast com creme de Cointreau servida com mascarpone  e pêssegos frescos.  

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Resultado final: um jantar muito bom (Joaquim, o cordeiro fica pra próxima! Quem sabe num LBV? Mesmo porque, a Priscila também foi !) com uma cozinha de personalidade!
Arturito, um bom lugar pra comemorar o seu aniversário.
E foi que eu fiz! Que boa idéia! Até!

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dcpv – da cachaça pro vinho – dcpv x chef – a escolha do bigboss claude troisgros

número 197
19/11/08

dcpv – dcpv x Chef – A escolha do bigboss Claude Troisgros

Ser chef de cozinha não é nada simples. São muitos anos de trabalho, aprendizado e dedicação. O profissional precisa conhecer profundamente a origem e a qualidade dos produtos, saber montar cardápios e menus adequados às estações, conhecer o gosto dos clientes, ter talento para dirigir uma equipe e, principalmente ser apaixonado pelo mundo da culinária.”

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Hoje, cozinhar é um hobby, um divertimento, um antiestresse. Muitas pessoas cozinham em casa, recebem amigos e sentem o que é a arte de cozinhar.”
E não esqueça: a simplicidade é o mais difícil dos temperos.”

Estes trechinhos, pinçados do livro “Receitas Preferidas do Chef Claude Troisgros” da Larousse, mostram uma pequena parte do porque do Claude ser o nosso ídolo há muito tempo.

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Receitas incríveis e simples, saborosas e inesquecíveis, temperadas e tropicais, memoráveis e sociais formam toda a bagagem do Claude. Além dele ser uma ‘figuraça’, simpático, apaixonado e solícito a ponto de topar participar do nosso dcpv x Chef onde os nosso chefs preferidos indicam um menu completo pra que a nossa noite seja espetacular. Se juntarmos todas as receitas dele que já fizemos por aqui, teríamos um belo livro.
E é com a devida emoção (foi o nosso mestre que indicou !) que anuncio: vamos ao dcpv x Chef com o Claude Troisgros.

EntradaAtum micromicui com carpaccio de pupunha (pag 21)

Pra começar os trabalhos, uma Absolut Pepper (do moinho!)

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Com os ingredientes comprados no sex-shop (a ocasião merece!), parti pra fazer esta magnífica entrada.
O atum é feito com antecedência, pois precisa ficar pelo menos 6 hs na geladeira. Pegue um belo filé de atum e tempere-o com sal e pimenta (do moinho, segundo o Claude). Passe-o em claras batidas e empane-o numa mistura de gergelins branco e preto.

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Frite-os rapidamente em azeite bem quente e de todos os lados. Tome cuidado pra não fritar demais pois ele tem que ficar bem vermelho no centro. Enrole-o num filme plástico e leve a geladeira .

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Não precisei cortar a pupunha em fatias finas já que o sexshop já o vende em forma de carpaccio.

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Só fiz o vinagrete de gengibre (molho de soja, gengibre ralado, óleo de gergelim, azeite extra virgem, alho picado, suco de limão, balsâmico, sal e pimenta). E montei!

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Olha! É muito, mas muito bom mesmo! A combinação do molho com o atum é demais e a sobra de tudo ainda te faz (e nós fizemos) pegar um pedaço de pão italiano e acabar com tudo o que está no prato! Espetacularrrr, Claude!

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Pra acompanhar, um vinho branco Pinot Grigio Graffigna 2007 Argentina que foi “ponto G, brrrrranco, descolado, claudesco  segundo os troigretes, nós mesmos. Louve-se que a harmonização foi perfeita!

Principal (e que principal)Pato assado ao maracujá ( pag 56)

Este pato não morreu em vão! Ele simplesmente se tranformou num prato memorável. Segundo o próprio Claude, ele é “uma tropicalização do clássico canard a l’orange“.
Imagine um patão assando em fogo baixo por 3 – 4 hs ( hummm, o aroma invadindo a casa) até ficar macio e suculento.

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Pois foi o que aconteceu! Este pato, marinado com uma mistura de água, cebola e alho picados, sal e pimenta foi assado a 160ºC com o cuidado de umedecê-lo com a própria marinada, sempre que necessário.

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Ainda por cima, é feita uma calda com a gordura dele mais açúcar e balsâmico, que utilizei pra dar uma laqueada! Meu Deus!

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Pra guarnição, um purê de maracujá feito com maçãs verdes, manteca (ôpa, manteiga), açúcar, pau de canela, cravo, suco de maracujá fresco e uma pitada de sal “pra levantarrrr o astral“!

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E pra finalizar, um molho de pimenta verde em grãos, Grand Marnier e manteiga. Sublime!

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Pra levantar (mais ainda!) o astral, um bom tinto, um Cabernet Sauvignon Aliwen 2007 Chile que disse em bom e velho francês : Je suis “engraxado, patológico, comparato, deslizante” segundo todos os 4 maiores fãs do Claude, nós mesmos.

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SobremesaGros Gateau

Segundo o Claude, uma sobremesa inventada pelo Michel Bras e aperfeiçoada pelo Jean-Georges. Com este curriculum, dispensa apresentações. Cá pra nós, quem nunca comeu um Petit Gateau?

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Neste caso, foram acrescentadas castanhas do Pará moídas na massa e acompanhado com um sorvete de frutas vermelhas e algumas sementes de lavanda. Mais um espetáculo!
Leia a opinião dos famosos dançarinos (muito machos !!) de cancan:

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Claude para presidente do dcpv! Que noite. (Edu)
Parfait! Magnifique! Delicieux! (Déo)
The number one! The bestest! Ô homem bom! (Mingão)

Bom, merci, Claude por transfomar uma das nossas belas quartas numa noite inesquecível.
E, se já éramos superfãs, imaginem agora depois deste banquete! Fique com estas flores do nosso jardim como um presente:

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E pra terminar com chave de ouro, uma mensagem do próprio Claude pra nós:
Queridos amigos,
É muito bom poder participar dos encontros de vocês. Espero em breve fazer isso pessoalmente.
Abraço, CT.
Au revoir !

Puxa, Claude! Agora você está encrencado de vez, esta promessa terá que ser cumprida! 

PS – Agradeço a Denise, a assessora de imprensa do Claude Troisgros pelo pronto atendimento e excelente intermediação! Se você for um grande fã, como nós, cadastre-se já no site dele e receberá informações fresquinhas dos seus eventos.

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dcpv – da cachaça pro vinho – toscana – l’andana + ducasse + curso de culinária

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01/11/08

dcpv – Toscana – L’Andana + Ducasse + Curso de Culinária

Vamos dar sequência à nossa saga toscana. Se alguém que está lendo ainda não sabe, eu e Dé acabamos de voltar duma viagem a Itália (mais precisamente Emilia Romagna, Toscana e Milão) pra comemorar o nosso aniversário de 25 anos de casados (que na verdade, será no final deste mês).
Ficamos, na sequência, 3 noites em Bologna, 2 em Castiglione della Pescaia, 3 em Siena, 2 em Montalcino e 2 em Milão.

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Um dos 5 hotéis, foi o L’Andana, propriedade do famoso chefe francês Alan Ducasse (resturante Benoit e muitos outros mais)), uma dica da Rachel Verano, referendada pela Luciana Lancelotti.

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Imagine a situação: chegamos a Tenuta La Badiola, por volta das 16:30 hs. O sol estava se pondo e tínhamos que fazer o check-in. Passamos correndo pela recepção, fomos pro jardim tirar fotos e apreciar o mais lindo poente da viagem. Veja se valeu à pena ou não ?

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Finito o por-do-sol, fomos pra mais um (belo) choque! Nos concederam um up-grade e ficamos na melhor suíte do hotel. O quarto (se é que podemos chamar de tal) era espetacular com vários ambientes, dois banheiros, um mezanino e janelas viradas para o … por-do-sol.

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Foi o tempo de tomar banho, nos trocarmos e rumar pra nossa aula de culinária italiana e em italiano que era bem ao lado deste cantinho bem bacana!

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Uma discípula do Alan Ducasse (que por sinal, deu literalmente um bolo na gente! rsrs), a Annalisa Martini nos mostrou como fazer um Risotto de Zucca com Pancetta e Pecorino e uma sobremesa, um Fondant ao Ciocolatto.

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Veja o mis-en-place dela, que bacana.

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Ganhamos aventais e apostilas by Ducasse.

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Só a preparação das abóboras carameladas já valia a aula. Estas fotos estão tão bonitas como as do por-do-sol. A Dé, pra variar, caprichou!

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Começamos pela sobremesa, pois a ideia seria fazer o risotto e imediatamente, ir comer lá no restaurante. O doce é praticamente um Petit Gateau.
Veja que curioso! Todos os ovos são numerados pra, em caso de necessidade, se identificar o produtor.

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Bate-se os ovos e junta-se açúcar e farinha.

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Numa panelinha, o chocolate (70% de cacau) é derretido com a manteiga.

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Misturamos tudo e colocamos em forminhas. E pronto. Só levar ao forno e comer!

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Voltemos ao risotto. Primeiro uma lição básica de como cortar cebolas e a própria fritando na manteiga junto com pancetta até ficar translúcida.

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Após 10 minutos, junte o purê de abóbora.

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Antes de comer, veja o talo da cebolinha sendo cortado, frito e enfeitando o prato junto com a pancetta frita.

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O risotto estava quase pronto. Esta chuvinha é toda de parmegiano reggiano. Ô chuvinha boa!

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Que belo prato !

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A mesa estava posta no restaurante (ao ladinho da cozinha ) e os alunos (nós) estávamos prontos pra comer a lição de casa!

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Tudo acompanhado por vinhos feitos no próprio hotel.

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E a sobremesa que foi feita no início da aula. Acompanhada de um sorvete de lavanda que era muito bom!

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Ah! Ainda ganhamos diplomas pra provar que realmente passamos de ano!

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Esta aula é muito boa e recomendo, pois além de tudo, a vista ajuda bastante!
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A filosofia do hotel é utilizar ingredientes produzidos ou por eles mesmos, ou por produtores próximos certificados. Com a quantidade de oliveiras que eles tem lá, é claro que eles fazem o próprio azeite!

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Já o jantar na noite posterior e no restaurante estrelado do hotel foi ‘mezza’ boca.
Não vale nem um post exclusivo. Parecia que o Ducasse tinha acordado como Francis Mallmann! Ou seja, bem mão-pesada!

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De qualquer maneira, fica uma informação curiosa: uma ‘andana’ é exatamente igual a distância entre dois destes pinheiros. Que formam um maravilhoso corredor de 1 km na entrada do hotel!
Fantástico, não?

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Até!

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dcpv – da cachaça pro vinho – siena – mangia, mangia, che te fa benne!

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03/11/08

dcpv – Siena   Mangia, mangia, che te fa benne!

Vou fazer um breve resumo da viagem até chegarmos a Siena, a grande cidade da foto abaixo e que ficava exatamente na metade do nosso tour!

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Desembarcamos em Milão, pegamos o carro e fomos direto pra Bologna, na Emilia Romagna. Com 40 kms de calçadas cobertas, Bologna é uma cidade muito bonita e que esconde tesouros em cada esquina. Ficamos 3 noites lá!

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Tempo suficiente pra conhecer Parma onde fizemos um tour espetacular pra saber como são feitos parmegianos reggianos, acetos balsâmicos e presuntos crus. É claro que tinha degustações de todos os tipos!

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E fomos também pra Modena, na Osteria Francescana (encontro marcado aqui) onde o Massimo Bottura além de fazer um belíssimo menu degustação, ainda nos presenteou com um livro dele sobre o Aceto.
Esperem que este merece um post especial!

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Ah! Lá em Modena também fica a espetacular Galleria Ferrari.

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Em seguida, ficamos duas noites no hotel L’Andana, em Castiglione della Pescaia com este por-do-sol …

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Logo após, 3 noites em Siena, sendo que na primeira, fomos ao restaurante Al Mangia. E é justamente sobre este jantar que escrevi o texto abaixo que foi publicado lá nos Destemperados:
Comer é sempre muito bom! Ainda mais se acompanhado por história e tradição.
Pois bem! Estivemos em Siena, em plena Toscana e resolvemos ir ‘manjar’ no ristorante Al Mangia!

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Comida italianíssima como convém: massas (que horror, o certo é pasta), molhos, bruschettas, cantucci, chianti e vin santo. E tudo isto na Piazza del Campo onde acontece desde 1283, o Pálio.

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Nada a ver com o carro da Fiat, este Pálio é simplesmente a festa mais comemorada da Toscana. Ela acontece duas vezes por ano (em 02/07 e 16/08)  e é uma corrida de cavalos sem sela com jóqueis representando 10 dos 17 distritos de Siena.
É quase um Palmeiras e Corinthians dos cavalos. Adivinha se não rolam apostas, desafios e uma tremenda festa dos ganhadores. E esta corrida dura exatamente 90 segundos. Fantástico, não?
Portanto, neste palco, onde você, sinceramente consegue imaginar as milhares de pessoas que presenciam Il Pálio, resolvemos começar a nossa viagem no tempo com algumas bruschettas.
De ragu, de alho e de tomate.

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Acompanhadas de um belíssimo vinho tinto, um Chianti Classico Castello di Cacchiano 2005 DOCG, um verdadeiro potro!

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Fomos direto pras massas (ôpa, pastas)! A Dé escolheu Spaghetti com pomodorini pachinno, mozzarella e basílico . Esta foto é pornográfica!

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E eu de Pici Senesi alla Mangia (uma massa típica toscana que é feita somente de farinha de trigo e água). Prego!

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Estavam tão boas que (me desculpem os professores de etiqueta) entregamos os pratos limpinhos após passarmos pão (da casa e italiano) em todo o molho, a famosa scarpeta!

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De sobremesa, cantucci (biscoitinhos de amêndoas) com vin santo. O grande barato desta sobremesa é que a tradição manda molhar o biscoito (sem conotoções) no vinho, que é extremamente doce e comê-lo. Parece que se está saboreando um pavê toscano! Olha, é de chorar e nada a ver com o clima dramático dos nossos fratellos italianos!

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Agora me diz se um lugar que tem um monumento destes na frente dele, merece ou não uma visita destemperada!

Ciao !

PS – Quem estiver curioso e quiser dar uma olhada nos melhores momentos da nossa viagem, dá um pulinho lá no Filigrana, o blog da Majô que quebrou um galhão e colocou o post “imeeenso” lá. Grato Majô!

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dcpv – da cachaça pro vinho – scampa la pipi, papá! ou, sob o sol di ferrace di vasconcello!

número 196
12/11/08

dcpv – Scampa la pipi, papá! Ou, sob o sol di Ferrace di Vasconcello!

Introdução – Sumito! Trio! Toscana! E doppo ciamo grazie Dio! Saudosos, porém conscientes de que bons frutos gastronômicos nos serão repassados, retornamos as quartas imperdíveis, após este descanso compulsório! Bienvenutto, bellos!

Com essa belíssima introdução do fratello Déo, retornamos da nossa mais belíssima ainda, viagem à Toscana. E aproveitamos bastante (eu e a Dé) os ensinamentos pois num dos cursos que fizemos (no maravilhoso hotel L’Andana que fica no litoral Oeste da Itália, em Castiglione della Pescaia), aprendemos a fazer o legítimo risotto italiano.

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Então vamos a primeira noite realmente Toscana:
Pra começar, umas crostattas simples, mas deliciosas. Uma de queijo pecorino (toscano) com manjericão e carpaccio de hadock; outra de tomate, manjericão thai e azeite extra-extra virgem (toscano) e mais uma de molho de tomate (extra-calabrês pois foi a minha mamãe que fez) e aliche.

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Todas absolutamente deliciosas e super-italianas. Só pra lembrar, pra fazer uma crostata basta grelhar uma fatia de  pão em que você passou alho, com um fio azeite e cobrir com algumas misturas (como as acima)

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Acompanhamos com um vinho rosé Rosa di Corte 2006 Toscana que “parlou”: “fresco, baldi, balde fresco, bafre“. Não precisa nem dizer que o produtor é o Frescobaldi, né?

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Aí fomos pro propósito da noite: fazer um legítimo risotto toscano. As diferenças existem e quem sabe, entenderá.
Pra começar, faça um belo caldo de legumes, um bello brodo! Tem que ficar tão bom que se você estiver cansado, o tomará como uma sopa! Deixe-o bem quente!
Pegue um pedaço duma abóbora menina, corte-a em cubos grandes (com a casca), tempere com azeite, pimenta e coloque numa forma junto com dois dentes de alho inteiros e dois ramos de tomilho fresco. Leve ao forno até que fica macia e caramelada.  Faça um purê (sem a casca, é claro).

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Enquanto isso, esquente o burro e dê uma leve fritada na cebola e na pancetta. Quando a cebola estiver translúcida, coloque o arroz carnaroli e deixe fritar por 3 minutos. Acrescente o vinho branco e espere evaporar. Aproveite pra tomar um pouquinho de vinho, pois ninguém é de ferro !

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Acrescente o brodo fervendo, dê uma boa misturada e deixe cozinhar. Não precisa ficar mexendo o tempo todo pois mesmo que o arroz fique grudado no fundo da panela, ele ficará um pouco mais tostado e dando um gostinho diferente ao risotto.

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Quando o caldo começar a secar, coloque um pouco mais e aí misture novamente pra desgrudar um pouco o arroz.

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Com 10 minutos, junte o purê de abóbora. Daí pra frente é: caldo; seca; toma vinho; mais caldo; seca; mais vinho e verifique se está al dente. Note que todo este vinho é pra ser tomado!

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Pronto, o seu risotto de Zucca está pronto pra ser comido. Finalize com o burro (manteiga) frio (sem creme de leite, pelo amor de Dio) e pra fazer uma firula, corte o caule da cebolinha no meio e frite. Adicione cebolinha fresca cortada e uma bela regada lateral de um bom aceto balsâmico. Uuuuuummmmmmmm!!

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Um belo Chianti pra acompanhar. Um Vila Antinori 2005 que foi “robusto, a la gordaça, Jô Soares, strong ” segundo os ragazzini, nós mesmos!

Como sobremesa, uns belos cantucci (feitos por mim e pela Débora num outro curso em Siena. Esta é outra história) com o devido acompanhamento do vin santo. Ou seria o contrário?
Pra quem não sabe, esta sobremesa é tipicíssima de toda a Toscana e pra comê-la corretamente, você deve molhar o biscoito (opa) no vinho! Aí é só sentir o sabor de um bom pavê toscano.

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Prego! Esta é uma pequena parte da comida de ingredientes que nós vimos lá na Itália. Muitos outros posts virão. Va bene!
Epa! Aqui estão as opiniões dos velhinhos que gostam de conversar agitando as mãos:

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Somente scampa la pipi, papa! (Eduo)
Soberbo! Il telefono e io piango! (Mingão)
Belíssimo! Sabor à Toscana! (Déo)

Ciao!

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dcpv – da cachaça pro vinho – oba! fomos ao boa

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18/10/08

dcpv – Oba! Fomos ao Boa

Sabe aqueles restaurantes que você realmente gosta? Aquele lugar que você se sente bem e quase não vê o tempo passar quando está lá?
O restaurante Boa era exatamente este lugar. A decoração era despojada e descontraída. O conceito era ter uma comida fresca, naturalista e moderna. A chef era a Tatiana Szeles. Tudo colaborava pra que o lugar fosse memorável.

Fora a localização: ao lado do sex shop! Ou seja, você vai pra São Paulo (no nosso caso, é claro); faz um belo passeio gastronômico na Casa Santa Luzia; abastece a sua despensa e não precisa andar nem 100 metros pra ir fazer uma bela e boa ‘boquinha’ no Boa!
E por que o Boa era assim? Ele era, porque há uns dois anos, a Tatiana saiu e o novo dono (não sei quem era!) desfigurou todo o restaurante. Garçons de paletó e gravata (??) e comida estranha ao ambiente. Quase virou um Frankenstein.

 

A grande surpresa foi ler que a Tatiana não só retornou ao Boa, como agora é a nova proprietária!

É claro que fomos (eu e a Dé) rapidamente verificar como se encontrava o ‘nosso’ Boa! E surpresa (ou melhor, com a Tatiana, não tivemos surpresa nenhuma): está tão bom ou melhor do que antes. A decoração voltou a ser arejada. Os garçons estão usando uns aventaizões modernos. E a comida está espetacular!
O couvert já é uma delícia. Pãezinhos acompanhados de ceviche, sardella e guacamole by Tatiana.

E sempre com um caldinho (neste caso de legumes e mandioquinha) delicioso!
Tomamos 375 ml de um bom vinho SulAfricano, o Wolftraps que além de ser agradável ficou melhor ainda pois foi servido num belo mini-decanter (quase uma mini petiz, se é que me entendem).

A Dé pediu um dos pratos do dia: um bobó de camarão com arroz branco e chips de quiabo.

Eu, um filé mignon com crosta de queijo de cabra, molho de pimenta verde, purê de mandioca e legumes verdes refogados. Além de gostoso, um prato extremamente fotogênico!

A Tatiana ainda veio conversar conosco na mesa e, como cortesia, nos mandou um belo enroladinho de surubim .

Abdicamos das sobremesas devido ao horário (15:30 hs).
Tivemos que sair correndo por causa do Timão ( 3×0 no Bahia. Rumo a Duba!), mas certamente voltaremos pra experimentar outros pratos, tamanha a quantidade de opções pois a nossa dobradinha de comida explícita voltou: Sex Shop + Boa.

Bom retorno, Tatiana.
Até a próxima !

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dcpv – da cachaça pro vinho – índia: sangue tupi!

número 112
31/05/06

 dcpv – Índia: Sangue Tupi!

Introdução – Copa chegando, esperanças de uma boa Copa! Incertezas, indecisões! Boa é a nossa Copa onde chegam os quitutes da cozinha “do chefe” e é sempre um belo gol! Vitória garantida!

Vinhos

Cousino Macul Antiguas Reservas

Gran Hacienda Santa Rita

Menu

Entrada – Sopa de purê de lentilha com linguiça

Principal – Shaki Korma

Sobremesa – Kesar pista malai kulfi com brownie da Flora

Observações finais

Comida excelente. Cheirosa! (Edu)

Entre os 3 melhores! Top de linha! (Mingão)

Trés agradable! Bão demais! (Déo)

Todas as fotos são da jabuticabeira e consequentes jabuticabas daqui de casa. Vê-las nas quatro situações é muito bom: em forma de flor, de frutos no pé, colhidas e devidamente comidas ( sta eu vou ficar udevendo!). Palmas pra ela (a jabuticabeira) que este ano foi espetacular! E cá pra nós: a jabuticaba é o ipê das frutas!

Explicação – Uma das nossa especialidades: comida indiana. Eu já fiz (e nós comemos) tantas receitas hindus que acho que já utilizei toda a letra da música Férias na Índia do Nilton César nos títulos dos posts. Tive que apelar pra Cascatinha&Inhana (ou Perla pros menos jurássicos!) e sua Índia, sangue tupi!

A HORA DA ERVA GASTRONÔMICA

Segurelha – Muito aromática e com sabor levemente picante, ela estimula a digestão e o metabolismo corporal. Combina com alimentos pesados como queijos, patês, carnes de porco e feijões. Tempera ainda ervilhas, couve de Bruxelas, sopa de lentilha, suco de tomate, aves, peixes, ovos e hambúrgueres. Prove também sobre vegetais crus e cozidos e recheios de carnes .
Eu tenho aqui em casa mas, uso pouco ! Acho que preciso fazer mais couve de Bruxelas!

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