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dcpv – da cachaça pro vinho – toscana em sp? na spicy da gabriel?

bello
29/11/08

dcpv – Toscana em SP ? Na Spicy da Gabriel ?

Vejam só!  Recebi o impresso com os cursos que seriam ministrados na Spicy há uns 6 meses. Escolhi, sobre total influência do planejamento da nossa viagem, fazer um de Culinária Toscana com o grande chef José Maria Meira que seria realizado no dia 29/11.

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Não só a viagem já passou, como chegou o dia do curso. Sábado de manhã, em plena Spicy da Gabriel.
Pra quem não sabe, a rua Gabriel Monteiro da Silva é o lugar onde se encontram as melhores lojas de decoração de SP. E a Spicy, é quase que uma Daslu das sex shops!

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Chegamos por volta das 10:00 hs e já encontramos a gerente, a Sandra e  o Zé Maria, cheios de energia e com muito bom humor (como sempre).

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Ele logo foi nos explicando o que nós aprenderíamos a fazer e, melhor, o que comeríamos no almoço.
O 23º Cooking Spicy chamava-se “Sob o Sol da Toscana” e tinha uma bela explicação sobre o que é uma trufa além de ter uma sensacional exposição/degustação dos produtos da Savitar (vendidos pela Importadora Toscana) que são simplesmente deliciosos: mel trufado, aceto balsâmico com trufas brancas, pasta de trufas, manteiga trufada, etc.

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Começamos, tomando um flute de espumante  X Décima, uma vinícola gaúcha que tem uma  bonita filosofia de terroir e comendo pãezinhos com azeite trufado.

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Como entrada, o Zé propôs um Suflê de Queijo.

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Levíssimo e foi  feito com gruyere, brie, parmesão e devidamente finalizado com uma pasta de trufas brancas que deixou tudo absolutamente perfumado.

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Tartufo fresco: O tartufo (a trufa) vive escondido e se une fisicamente em minúsculas raízes de várias plantas da floresta, denominadas “microrriza”.
É um ingrediente selvagem e um quilo pode chegar a U$ 4000!

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Pra acompanhar, um Viognier da X Décima que tinha um tremendo gosto de anis. Muito bom!
Adivinha só qual foi o prato principal? É claro que foi uma pasta.

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Um Papardelle com Ragu de Pato que foi devidamente perfumado com azeite trufado.

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Olha, este prato merece um ritual pra ser comido. A combinação é perfeita e o pato é extremamente cremoso.

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Um assemblage de 5 uvas da X Décima, o Gran Reserva 2005 marchou ao lado do pato. O pato, vinha cantando alegremente …

O aroma da Trufa: de sabor suave, a trufa tem como característica mais marcante o aroma. É arrebatador!
E é pelo cheiro que os caçadores como o auxílio de cães farejadores treinados desde o 6º mês de vida, descobrem onde há trufas.  

E pra finalizar a ótima manhã, uma sobremesa simples, (como a boa comida Toscana deve ser) um queijo pecorino trufado com geléia de Cremona acompanhado de um Moscatel X Décima.

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O tartufo na cozinha: o tartufo negro deve ser preferivelmente ralado ou amassado num pilão. Não deve ser cozido, nem escaldado. Nunca sirva tartufo com queijo. E deve ser temperado somente com sal e azeite extra-extra virgem.

Mais um excelente curso (já tinha feito o do Mercadão) que o Zé Maria nos proporcionou. Foi um pic-nic em plena Toscana.

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Até a próxima ou melhor, até o próximo!

Ciao!

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dcpv – da cachaça pro vinho – toscana – monteriggioni, pequenininha e bonitinha!

que beleza!
05/11/08

dcpv – Toscana – Monteriggioni, pequenininha e bonitinha!

Sabe aqueles cidadezinhas que você se informa sobre ela, anota aonde fica e deixa programado pra se sobrar um tempo, ir conhecê-la?

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Monteriggioni era uma dessas cidades.

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Segundo o Guia da Folha, Monteriggionié uma verdadeira joia medieval no topo de uma colina. Construída em 1203, tornou-se um posto militar 10 anos depois. Altas muralhas, com 14 torres fortificadas, foram construídas pra proteger Siena dos ataques florentinos.
Dante ficou tão impressionado que a colocou como uma alegoria do abismo mais profundo em Inferno, quando a compara a “cidadela arredondada coroada por torres” com gigantes em um fosso
“. 

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E ficava pertinho de Siena. Já estávamos indo pra Montalcino quando disse pra Dé: Vamos passar em Monteriggioni?

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Sábias palavras! Chegamos lá e percebemos o porque da indicação. O encanto já começa no estacionamento (como toda cidade da Toscana, o estacionamento fica fora dela já que normalmente é proibido/complicado circular lá dentro), pois o carro fica à sombra de oliveiras carregadas!

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A cidade (?) é pequeniníssima, charmosa e provavelmente, o melhor exemplo de como seria uma fortificação antiga pois tem somente duas entradas e poucas casas.

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Percebe-se uma população diminuta, cantinhos  super fotogênicos, jardins pitorescos, além de comércios específicos (compramos um belo colar pra Dé numa loja onde a atendente era a própria dona e designer)  e …

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… alguns restaurantes. Num deles, o Il Piccolo Castello, tivemos um grande almoço à base de trufas.

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Pãezinhos simples se bem que, este termo não se aplica a nenhum pão toscano.

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O restô tem um ar “antigaço” (como quase todos na Toscana) e um  quê de medieval (que ótimo!).

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O meu filé a la Cinta Senese com trufas veio fumegando( e cheirando muiito).

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Bem escoltado por um belo e legítimo vinho da região, um Brunello. A Dé pediu uma pasta totalmente trufada num ninho de massa folhada.
Olha, se trufas fossem originárias dos pássaros, estaria perfeita a caracterização!

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Não comemos a sobremesa, pois os pratos eram bem fartos, viu Diogão? Mas passeamos pelas muralhas e fizemos a digestão vendo uma cidadezinha histórica e praticamente parada no tempo.
Dá vontade de pegar um livro, abrir uma bela garrafa de vinho, sentar num banquinho e ver a vida passar!

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Passeiaço! Ainda mais vendo e fotografando várias daquelas “casinhas” toscanas tão famosas.
Dá pra se sentir como integrante de fotos famosas de calendário!

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Arrivederci!

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dcpv – da cachaça pro vinho – adeus ano velho, feliz …

vamos lá!
01/01/09

 dcpv – Adeus Ano Velho, Feliz …

Pular 7 ondas. Usar roupa branca. Limpar toda a casa. Guardar uma folha de louro na carteira (ôpa, tá esquentando!). Comer lentilhas/uvas/romãs (melhorou ! É só comer).

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Estas são as simpatias de Ano Novo mais conhecidas por nós, brasileiros. Aqui em casa, além de todas estas, ainda temos o nosso sagrado almoço do primeiro dia do ano. É um ritual já sacramentado onde os nossos (meus e da Dé) progenitores (bonita palavra, né?) vem comer aqui além de toda a prole do Mingão. 

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E a cada ano, a cobrança é maior já que todo mundo fala a mesma coisa: Nooosssa ! Vocês cozinham o ano inteiro e uma coisa melhor do que a outra. Vamos ver o que vocês vão fazer de bom, hoje!
Então, lá fomos nós ao sex shop comprar os ingredientes necessários pra não decepcionar o pessoal.

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Em todas outras vezes, fiz alguma coisa étnica ou com algum elo de ligação. Desta vez, o motivo seria o prazer de comer bem. Sendo assim, juntei algumas coisas que ainda não fiz com outras já feitas (e extremamente aprovadas) e outras que queria fazer como experiência. Ou seja, uma suruba!
Resultado:

Caipiroskas de limão galego e morango pra aquecer os motores .

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E alguns Portônicas, que foi uma dica da Nina (mistura de Porto Branco com água tônica, rodelas de limão siciliano e muito gelo). Refrescante!

Entradas

Salada de Funcho (Claude Troisgros -pag 29)

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Ameixas Recheadas ( by Projeto Y Pink/Marizé)

Tâmaras Recheadas ( by Sopa Vermelha)

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Suflê de Queijos

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Principais

Pernil  de Cordeiro com Molho de Hortelã e Batata Doce (C.Troisgros )

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Arroz Basmati com ervas 

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Pasta feita em casa com Molhos ao Sugo/Burro e Sálvia

Sobremesa (feita pela Dé)

Fondant ao Ciocollato (L’Andana)

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Um menu bastante eclético e com resultados admiráveis. E nada melhor ( inda mais num blog! do que mesclar um legítimo fotolog com as simpatias que os povos do mundo tem nesta data tão marcante.

Vamos lá ao menu em comemoração ao dia 01/01, o Dia da Confraternização Universal ou o Dia Internacional da Paz.

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Aústria – os austríacos costumam jogar chumbo derretido num copo com água na passagem do ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas como amuleto. (Cuidado com a quantidade de chumbo que você vai jogar!)
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Salada de  Funcho

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Dinamarca – além de subirem nas cadeiras e descerem com o pé direito, os dinamarqueses costumam colocar um pote de arroz bem doce nos estábulos. Os gnomos não os incomodarão (gnomos?).
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Tâmaras e ameixas recheadas

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Cingapura – as pessoas trocam tangerinas (símbolo da prosperidade) ou pacotes vermelhos de dinheiro. Os presentes são sempre em número par, pra atrair a sorte (eu acho que iria gostar de trocar tangerinas por pacotes de dinheiro). 
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Suflê de Queijos

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Escócia –  a superstição mais estranha lá é sobre a primeira visita do ano. Se for um homem moreno é um bom presságio. Se for um sujeito ruivo é considerado mau agouro. Mas azar mesmo terá aquele que abrir as portas pra uma mulher (isto é o que eu chamo de discriminação!).
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Pernil de cordeiro com arroz basmati e molho de hortelã

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Nota: a Renata deu a dica de misturar o molho de hortelã no arroz e ficou excelente.

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Rússia – é costume no país, durante as 12 badaladas que marcam a virada do ano, queimar um papel com um desejo escrito, colocar as cinzas no copo de champanhe e beber (tomar cuidado com a quantidade de desejos e consequente tamanho do papel).
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Pastas com molho de Pomodorini ao Sugo / Burro com Sálvia

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Nota : a Dé misturou os dois molhos  (os pomodorini com a sálvia) na massa e o resultado foi sublime.

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Malásia – os muçulmanos não varrem a casa pois para eles isso significaria tirar algo de dentro dela. O fato atrairá má sorte ao longo do novo ano. (e a casa ficará bastante suja!).
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Fondant ao ciocollato com sorvete de creme

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Turquia – 3 pedras de sal grosso são colocadas em um saco com turquesas. O amuleto é disposto sobre a porta de entrada e atua pra que maus fluidos não impregnem a casa (o problema seriam os ladrões atrás das turquesas!).
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Vinhos : Clarete e Tinto Casa Silva. Além da nossa tradicional “Viuvinha”!

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Dizem que comer uma colher de lentilhas é o suficiente pra se ter dinheiro o ano todo. Coisa de italianos.
Os portugueses comem a quantidade de uvas correspondentes ao seu número de sorte (o meu é 839) pra garantir prosperidade e fartura de alimentos.
Vestir amarelo, a cor do ouro, traz bastante dinheiro. Já o branco da paz, foi trazido pelos africanos.

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E jamais, eu disse, jamais consuma na ceia de Ano Novo, carnes de animais que andem ou cisquem pra trás (frango, peru, caranguejo). Dizem que se fizer isso, a regressão será grande!
Acreditar, eu não acredito muito, mas nenhum franguinho, peruzinho ou muito menos a tão querida galinha do mangue passou pela nossa mesa! Eu, heim!!

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E você? Conhece alguma outra “mandinga”?

Feliz Ano Novo, Frohes Neus Jahr, Godt Nytar, Happy New Year, Bonne Année, Felice Anno Nuovo, 3 Hobum Pokon, Feliz Año Nuevo pra todos!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 12º interblogs – pipoka do three fat ladies

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dcpv – 12° interblogs – Pipoka do Three Fat Ladies

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O encontro dos sabores doce e picante no mesmo prato é algo tão antigo pros tailandeses, mas hoje em dia, se apresenta ao Ocidente como o expoente da criação culinária.
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Há um tempaço (mais exatamente 06/05/08), eu convidei a simpaticíssima Isabel, a Pipoka do blog Three Fat Ladies (onde a Farófia e Mrs Pickles são as outras “two ladies”) pra participar dos  Inter Blogs (Quer saber o que é ?) e representando uma facção culinária adorada por todos nós: a tailandesa!

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Neste intervalo de tempo, trocamos vários e-mails até chegarmos a configuração final que apresentaremos (e degustaremos!) nesta noite.

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No início, a preocupação da Isabel era : “Embora não havendo restrições (eu já havia avisado que comíamos até pedras!) quero saber se gostam de comida picante ou média?”.

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Respondi que costumamos comer com um extintor de incêndio ao lado da mesa”!
A conversa evoluiu e no início de dezembro, ela sugeriu 2 entradas, 2 pratos principais e 1 sobremesa. Todas thai da gema!

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A Isabel ainda teve a preocupação de  experimentar todas as receitas antes de nos mandar, algumas com direito a degustação entre blogueiras conhecidas e tudo o mais.
Eis que chega o grande dia. O dia de nos deliciarmos com uma legítima comida thai, indicada por uma portuguesa e aqui no dcpv em plena Ferraz de Vasconcelos. É ou não é uma assembléia geral da ONU?

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E também o dia (ou melhor, a noite) de nos apropriarmos daquilo que é o maior intento dos interblogs e coincidentemente da cozinha thai: a comunhão dos sabores, a paz no espírito, a vontade de conversar  …

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Cada refeição thai convida-nos à experiências fascinantes e inesquecíveis. Uma reunião de influências da culinária indiana e chinesa, por vezes temperada pela cozinha ocidental, mas fundamentada nos sólidos princípios culinários de um povo que cultua a natureza.
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O cardápio do coquetel de apresentação deste 12º capítulo do nosso livro, constou de ….. pipoca!

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Arroz pipoca (arroz selvagem frito) com pasta de trufas (não somos o Cinemark Cidade Jardim,mas ainda chegamos lá!)

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Pipoca com sal de limão e sal de pimenta e limão.

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Caipiroskas de grapefruit/Absolut Mango e …..

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…. tangerina e (o retorno, vinda pelas mãos do Déo) da nossa queridinha, a Absolut Vanilia.

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Estávamos prontos pra começar a nossa aventura gastronômica pela Tailândia.

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A cozinha tailandesa divide-se em quatro pilares essenciais: o arroz, massas em fio, as frutas e legumes e as especiarias, molhos e ervas aromáticas.
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A Isabel/Pipoka nos indicou como uma das entradas, uma Sopa Picante de Camarão e Erva Príncipe.
Caldo de peixe, caules de erva-cidreira (a tal da príncipe), folhas de lima kaffir, cogumelos Paris, camarões, nam pla, suco de limão e açúcar são os ingredientes deste néctar. E pimenta dedo-de-moça, é claro, pois a comida é thai, finalizada com coentros frescos!

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Do jeito que  a coisa anda por aqui, terei que abrir ( com o aval da Dé) um restaurante só de sopas (pelo menos, as belas fotos do cardápio do restaurante estão garantidas)! Esta é es-pe-ta-cu-lar!

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A outra entrada, Bolinhos de Milho com Molho Agridoce. A massa dos bolinhos é feita de ovo, milho, madras indiano, farinha de arroz, farinha de trigo, sal e shoyu. É só fazer os bolinhos com 2 colheres de sopa e fritá-los em óleo quente.

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Servi com um molhaço (thai, thai, thai…) formado por vinagre de arroz, açúcar, pepino, cebola picada, castanhas de caju e pimenta dedo-de-moça.

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Sopa + Bolinho + Molho + um belo vinho branco português, o Catarina Terras do Sado 2007  (“frutado, popcorneado, sado-hedonista,  escada “) = a uma das mais gostosas entradas que já comemos por aqui!

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A cozinha thai vive uma intensa relação de amor com as especiarias, os molhos … e as ervas aromáticas. Uma das suas principais estrelas é a pimenta dedo-de-moça.
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Vamos pros principais: Porco Frito com Berinjelas
Aquecer 2 colheres de sopa de óleo na wok e fritar 4 dentes de alho picados finamente até ficarem dourados.
Juntar as 4 pimentas dedo-de-moça cortadas em tiras (conforme a Pipokaretirei as sementes a 2 e deixei as sementes das outras 2 para ficar picante“). Adicionar 500 g de carne de porco moída e deixar cozinhar até perder o aspecto cru.

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Juntar 225 g de berinjelas cortadas em 4 no sentido longitudinal e em finas fatias. Mexer e juntar 3  colheres de sopa de nam pla (molho de peixe), 1,5 colheres de açúcar e deixar cozinhar.

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Colocar folhas de manjericão thai (aquele com gosto de anis e que eu tenho aqui em casa) e servir.

Caril Vermelho de Frango com Lichias

Quase o mesmo princípio do porco. Aquecer óleo na wok . Juntar alho picado,  gengibre ralado e deixar dourar.

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Somar pasta de caril vermelho (foi com esta descrição que eu comprei no sex shop) e fritar até liberar o aroma. Adicionar cubos de frango e cozinhar. Acrescentar leite de coco, folhas de lima kaffir, nam pla e açúcar. Colocar lichias frescas e finalizar com suco de limão e coentro.

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Uma explosão de sabores (viva o nam pla!) acompanhados por arroz jasmim feito com leite de coco. Thai ao extremo!

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Olha, todo mundo (incluindo a Dé e a Re) limpou o prato!
E o Clarete  Tremendus Rioja (não é branco, nem rosé: é clarete) mostrou que é um vinho que acompanha tudo mesmo. Disse em bom e sonoro tailandês, sou “caramelo, todos batendo palmas …, Erasmo Carlos, delichioso”.

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Também encontramos na culinária thai, raízes como gengibre, ervas como o coentro e a erva-cidreira, frutos como o tamarindo, o poderosa aroma da lima kaffir, molhos como o nam pla.
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A epopeia estava terminando, mas a sobremesa estava a caminho. Um Arroz Preto com Molho de Coco.
Arroz glutinoso cozido somente na água e …

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… que adicionamos uma calda de açúcar e leite de coco.

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Ainda inventei um pouquinho e servi um pouco de sorvete de baunilha com sementes de lavanda. Delícia.

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Acompanhado por doses de Malibu pra fazermos a digestão! Hahaha

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Tudo bem! Eu sei que é caribenho, mas se nascesse na Tailândia ninguém perceberia.

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Cerca de 90% da população tailandesa é budista. E daí vem a predominância vegetariana protagonizada pela ampla e sugestiva produção de frutas, verduras e legumes.
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Só nos resta agradecer (e muito) a Isabel pela indicação, pois se gostamos de tudo, gostamos mais ainda da cozinha thai. E este menu foi meticulosamente pensado pra nos teletransportar para Ko Phi Phi.
Os lutadores de boxe tailandês, nós mesmos, tiveram a seguinte impressão desta “esbórnia tailandesa”:

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Um espetáculo thai de sabores, cores, odores e pipocas. Parabéns, Pipoka! (Edu)
De dentro pra fora! Uma explosão maravilhosa! (Mingão)
Deliciosa! Protumberante !(rs) (Déo)

Segue o nosso presente virtual pra Pipoka , as nossas famosas flores …

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…. e desta vez, com o espírito elevado pelos 5 sentidos que utilizamos (e muito) neste jantar.
Juntar boas “abobrinhas”, comida thai e interblogs.
Esta seria a missão desta noite e ela foi mais do que cumprida, Pipoka!

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Até o próximo (o 13º) que será em 11/fev, com a Mariana do Caos na Cozinha!

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Fonte – Livro Cozinha da Tailândia – PubliFolha
As receitas serão publicadas integralmente pela Pipoka no Three Fat Ladies a partir de fevereiro.

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dcpv – da cachaça pro vinho – mocotó – segunda chance

ô lugarzinho bom
03/01/09

dcpv – Mocotó – Segunda Chance

Como deu pra perceber, nós adoramos quando fomos ao Mocotó pela primeira vez. Não somente nós como a multidão que se encontrava por lá para experimentar a comida nordestina, excelente, farta, saborosa, barata e extremamente personalizada do Rodrigo Oliveira.

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E o Rodrigo, gentilmente, participou também do nosso dcpv x Chef ao me mandar as receitas que compunham o menu  “Picando a Mula”  que nós “executamos” literalmente. Uma grande ideia ao mesclar o agreste com a Toscana!

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Com toda esta intimidade e como tínhamos feito fotos de celular na primeira vez, pensamos em fazer uma segunda visita só pra verificar a quantas andava aquele furor todo sobre o restaurante em que até os chefes espanhóis (Adriá e Cia) foram comer e pelo que eu ouvi falar, muito e bem.

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Desta vez, fomos almoçar. Roteiro extremamente turístico, saímos  (eu, a Dé, o Mingão e a Regina) cedinho de casa e passamos pela rua Paula Souza (que achamos uma “bomba”), a Liberdade (um espetáculo, especialmente o Marukai que é um sex shop nipônico) e esticamos (se é que se pode chamar deste jeito) pra “lunchar” no Mocotó.

O caminho até a Vila Medeiros é pra deixar qualquer Maria (do GPS) pedindo pra ser demitida. Após 30 minutos de “virar à direita”, “seguir à esquerda” chegamos por voltas das 14:00 hs.

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Casa cheia! Estupidamente cheia! Fila de espera de uma hora! Mas como estávamos lá, resolvemos fazer como na Tenda do Nilo e ficamos.
Não só ficamos como começamos os trabalhos com uma caipiroska e uma caipirinha de caju. Escoltadas por uma porção de chips de mandioca…

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… uma de queijo-de-coalho com melaço…

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… uma de carne-seca  com cebola roxa …

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… e uma de torresminho crocante que é de mandar o cardiologista às favas!

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Que por sinal, o Rodrigo as faz muito bem. As favas, é claro!
Algumas Originais (na temperatura certa) e um hora depois, fomos acomodados na nossa mesa.

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É tempo de pedir mandioca cozida com purê de leite (a Dé fez questão) …

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… baião de dois, um feijão com arroz incrementado por queijo, linguiça (sem trema), bacon e carne-seca (eu fiz questão)…

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… uma farofinha ( a Regina fez questão)…

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… e a carne-de-sol fatiada  na chapa com pimenta biquinho e alho assado (o Mingão fez questão ) que por sinal é a foto referente ao prêmio da Vejinha, mais um do montão que o Mocotó anda colecionando.

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O prato montado com um pouquinho de cada, ou o menu degustação, mostrava o porque do Rodrigo ser tão reverenciado!

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Estava tudo muito delicioso e com um sabor tão marcante que nos sentimos em pleno agreste parisiense.
As sobremesas foram as mesmas da outra vez. Sorvete de rapadura  e ….

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… mousse de chocolate com cachaça. E continuavam maravilhosas. Vou ver se consigo a receita deste sorvete que é um dos segredos da mãe do Rodrigo e tentarei reproduzí-lo em cativeiro ou seja, aqui em casa.

Resumo da coisa toda: o Mocotó não só continua muito bom como parece ter dado uma aperfeiçoada. Fica o conselho pra quem ainda não conhece: vá, pois além de tudo, você gasta muito pouco!

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E tem mais. Prometo que na próxima e terceira vez, testaremos o atolado de bode!

Até a próxima!

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dcpv – da cahaça pro vinho – dcpv x chef – boa, essa escolha da tatiana szeles

número 201
07/01/09

dcpv – dcpv x chef boa, essa escolha da Tatiana Szeles

Lá vamos nós para mais um dcpv x Chef. Só pra recordar, grandes chefs escolhem um menu completo pra que seja reproduzido e devidamente “traçado” pelo nossa equipe (hoje contando com o reforço da Re).
Já fizemos com a Carla Pernambuco, a Bel Coelho, o Rodrigo Oliveira, a Ana Bueno e o Claude Troisgros.

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Desta vez, a eleita pela nossa direção foi a Tatiana Szeles, chef/proprietária do excelente restaurante boa e que nos indicou um menu fusion/thai de primeira. Trocamos vários e-mails (inclusive, um telefonema surpresa dela!) e finalmente, chegamos ao resultado final: receitas ecléticas, saborosas e bonitas, muito bonitas.
Vamos ver, então!

Pra dar um climão à noite, fizemos caipiroskas com farta utilização do nosso (ainda) pseudo-patrocinador, a Absolut.

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Uma bem thai. A de lichias com Absolut Pears.

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Outra bem fusion, de limão galego um toast de manjericão e Absolut Mango.

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As duas espetaculares e com um sabor bem asiático!

Como entrada, um Creme de Abóbora com Amendoim e Pimenta Thai.
Abóbora kabochan, caldo de legumes (feito com cebola, cenoura, salsão, alho poró, aniz estrelado e canela em pau), leite integral, amendocrem, cebola e sal formaram o creme.

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E a finalização com pimenta thai (sweet chilli sauce) que o “figura” aqui esqueceu  de comprar! Acabei improvisando, apiloando pimenta dedo-de-moça com açúcar. Ficou bom demais! Tatiana, pode usar na e no boa !

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A Dé, nossa sopóloga inveterada, adorou e já incorporou esta receita ao nosso cardápio diário! E estava bom mesmo pois o contraste da pimenta com o amendocrem é incrível. Experimente!

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Acompanhamos com um vinho branco Domaine  Comté Chardonnay 2007 Chile que disse, bom, eu sou “apimentado, dedo-de-moça, jalapeño, aveludado, ardido“.

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Como principal, a Tatiana indicou o Risoto de arroz negro com shitake, nirá, queijo de coalho e cebola caramelada em licor de jenipapo.
Ufa! Com este título, a receita já foi explicada. É melhor fazer um mini fotolog.

Arroz negro cozido em água ( + ou – 30 min)

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Nirá (da minha horta) …

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… e shitake (na verdade, funghi desidratado) cortado em lâminas …

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… salteados no azeite.

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Cebolinhas cozidas no licor de jenipapo.

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Coloque o caldo no arroz e finalize com parmesão ralado e o shitake.

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Pronto ! Lindo, gostoso e fotogênico (a Dé que o diga!).
E dos dois lados! Frente e …

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…. verso.

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Um bom vinho, o tinto Mision Cabernet Sauvignon Reserva 2006 Chile acompanhou muito bem o risoto. Parecia “cassis, seda, bom bom, vianoso, amoroso“.

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Pra terminar, um belo Sorvete de Tapioca com calda de Baba de Moça.
Tapioca? Tivemos problemas técnicos e só deu pra fazer o legítimo (com fava e tudo) sorvete de baunilha.

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E a baba da tal moça ficou um tanto quanto sólida.

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Mas o conjunto da obra foi magistral com um coquinho fresco ralado finalizando.

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Melhor ainda acompanhado de um belíssimo Licor de Jenipapo D.O.C.B. (Denominazione de Origine Controlatta da Bahia). Repare no preço astronômico!

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Leia a opinião dos críticos (com o background do prêmio Paladar/dcpv):
Boa! Ou melhor, daqui pra frente, excelente! (Edu)
Boa, não, ótima! (Mingão)
Boa, boíssima, bõe boa nisso! (Déo)

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Na boa (ô redundância !), grato a Tatiana (e a sua assistente, a Sandra) pela participação e certamente, esta bela noite só nos ajudou a sermos mais fãs ainda (se é que isso é possível) do boa!

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – e a copa está indo! o brasil também!

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número 114
28/06/06

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 dcpv – E a Copa está indo! O Brasil também!

Introdução – Estamos nas quartas (na de hoje e na da FIFA) jogando um futebol infelizmente não compatível e tampouco equivalente aos pratos das nossas quartas. Parreira, vem aprender aqui com o Dudu!
Vamos ao nosso hexaplate garantido …

Bebidinha e aquecimento – Cognac

Vinhos

Branco Osborne Solaz

Espumante Fornasier Moscatel

Menu

entrada – Caldo com fritadinha de Ervas (Primo Piatti – pag 281)

principal – Curry de Frango (Kyle Kwong + Edu)

sobremesa – Dulce de Leche

Observações finais

Comida muito boa! Ítalo-hindu! (Edu)

A falsa magra! Gostosa! (Déo)

Adorei o arroz de frango! (Mingão)

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Fotos da übermodel Torre de Pizza! Observe que em 4 horas (período que ficamos lá) o clima mudou o suficiente pra termos variações radicais do ambiente, mas a Gisele Bundchen das torres permaneceu impassível e bela. Impressionante o magnetismo que ela demonstra e que te faz ter uma disparatite, a doença que obriga a pessoa a tirar um zilhão de fotos. Também, convenhamos, ela é muito fotogênica.

Explicação – Apenas 3 semanas depois do último post e o Brasil já tinha ido embora. Como diria o Déo, graças a nós, a Copa da Gastronomia é nossa! Com o dcpv, não há quem possa!

A HORA DA ERVA FRESCA

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Quirquiña – Esta erva, mais conhecida como Coentro Boliviano, me foi presenteada em forma de semente, pelo Mingão.
Plantei e ela está em plena safra. Como o próprio nome diz (alguns a chamam de Quilquiña), ela é como o seu par nacional, o coentro. Ou você a ama ou a odeia pois ela tem um odor muito forte e super característico!
Nós a amamos! E você? Já viu/comeu?

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dcpv – da cachaça pro vinho – que venga la copa!

número 113
07/06/06

dcpv – Que venga la copa!

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Obs: Após exatos dois meses estou postando sobre as nossas reuniões antigas. Vejam que o número desta foi 113 e só pra atualizar, estamos atualmente na 201. Puxa!

Introdução – A 48 hs do início da maratona de soccer, onde apesar do favoritismo (já vi esse filme antes algumas vezes) do nosso time, sempre tem o “frio na espinha”; nós vamos ao frisson sempre agradável dos pratos do chef e de seu staff !

VINHOS

Santa Julia Fuzion 2004

Sauternnes Calvet 2004

Menu

Entrada – Sopa de abobrinha com agrião (Flavia Quaresma – pag 116)

Principal – Prato do Mani (caderno vermelho do Edu)

Sobremesa – Mousse da Flora ( + Ana Maria Braga)

Observações finais

Comida boa, sobremesa boa. Espero que o Brasil também! (Edu)

Maravilha da entrada à sobremesa ! (Mingão)

Singela, leve, deliciosa. (Déo)

Explicação – Era o princípio da Copa da Alemanha. Nós estávamos otimistas (é, também acreditamos no Papai Noel!), pois o Brasil era um dos favoritos. Como diria o Mingão, jogamos como nunca, perdemos como sempre! (ultimamente).

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Fotos de carros (os antigos lá de cima são de emocionar) da espetacular Galleria Ferrari, situada em Modena. Esta dica me foi dada pelo Márcio (A Janela Laranja) e é um passeio obrigatório sendo você um “tifosi” ou não. Repare que das fotos acima, a primeira é uma montagem entre o carro que é real e uma foto ao fundo e a segunda, é uma pintura dum painel duma Ferrari. Imagina se o artista não é um ferrarista de prima!
E como brinde a esta visista, você ainda tem  a possibilidade de ir fazer uma “boquinha” na Osteria Francescana que é bem perto de lá!

A HORA DO LEGUMINHO

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Pomodorini – Estes eu trouxe do Canadá  e couberam todos num envelopinho já que eram sementes.
E como já viraram frutas, vou utilizá-los da seguinte maneira: vamos fazer uma bela pasta (pra cada 100g de farinha, 1 ovo) e misturar a um molho composto dos pomodorini espremidos com a mão, manjericão, sal, pimenta e muito azeite extra virgem. A pasta quente e o molho frio.
Experimente! É reconfortante!

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dcpv – da cachaça pro vinho – dcpv escolhe o melhor do prêmio paladar

And the Oscar goes to …
10/12/08

dcpv – dcpv escolhe o melhor do Prêmio Paladar 

O suplemento Paladar do Estadão (que é publicado todas as 5ªs ) é um espetáculo! Matérias sensacionais, receitas diferenciadas, temas instigantes, colaboradores preciosos (Neide Rigo e Luiz Horta por exemplo) e além de tudo, uma vez por ano, críticos completamente independentes elegem os melhores pratos da cidade ou seja, de São Paulo.

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Como sou um fã assumido, (apesar de não assinar o jornal, tenho um esquema de emergência que faz com o suplemento chegue sempre nas minhas mãos) já fizemos um montão de quartas-feiras com as receitas  que vem encartadas nele, o Paladar.

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Aproveitei que os vencedores do Prêmio foram divulgados e resolvi fazer um prêmio dcpv/Paladar onde nós, os grandes críticos do da cachaça pro vinho, escolheríamos qual foi realmente o melhor prato dentre os reproduzíveis. Entre as receitas publicadas estavam a do Kinoshita (Magno Nuta), Mani (Peixe no Tucupi e Banana-da-Terra), Eñe ( Cochinillo Crujiente), Allez Allez (Navarin de Cordeiro), Fasano (Gnocchi recheado com Ossobuco) e Porto Rubayat (Merluza Negra grelhada na brasa), todas contendo ou produtos difíceis/caros ou utilizando equipamentos/técnicas que a minha humilde cozinha ainda não possui (thermomix, cozinha em baixa temperatura, etc)

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Noves fora, sobraram na competição a entrada  do restaurante do hotel Emiliano, o principal do Caverna Bugre e a sobremesa do La Brasserie . A Neide Rigo e o Luiz Horta, que também foram jurados e devem ter engordado muuuiiito, endossaram a minha escolha ( excetuando-se o filé da Caverna Bugre).
Vamos lá, saber qual será o prato  campeão do prêmio dcpv/Paladar?

Toda entrega de prêmio tem um coquetel que a antecede. E nós não poderíamos ficar pra trás. Começamos recebendo os convidados (nós mesmos) com caipiroskas diversas: limão, caju, cajá e como era noite de gala, feitas com Absolut Vanilia.

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Pra desopilar as papilas gustativas, palmito pupunha assado com o oferecimento do grande chef Claude Troisgros. Um, com ervas finas e outro com curry!

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Tudo pronto; motores aquecidos! Lá vem a entrada:

Veluttata de Tomate

Segundo o Luiz Horta, “não somente o melhor prato da categoria, mas um dos melhores de todo o prêmio“. Já para a Neide Rigo, “um prato delicado e leve, uma diversão para o paladar“.
Tomates frescos sem pele e sem sementes, cebola e vinagre de vinho tinto, batidos no liquidificador até ficar com a consistência líquida. Aí é só emulsionar com azeite, coar e temperar com sal e pimenta.

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Faça também um semifredo com leite, creme de leite, gemas e queijo de cabra. Pra dar um charme, bata farinha de trigo e azeitona preta num processador e asse no forno a 100ºC.

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Montagem: colocar a veluttata no fundo do prato, juntar uma quenelle de semifredo, decorar com folhas pequenas de hortelã, a farofa e um fio de azeite.

Notas do Juri-dcpv
Dé = 9,5 Edu = 9,0 Mingão = 10,0 Déo = 9.0

Acompanhamos, conforme a própria indicação do Paladar (leia-se Luiz Horta ) com um belo espumante branco Chandon Brasil que foi “perfeito , aveludado, summer, alegríssimo” segundo os  Tariks de Souza da gastronomia, nós mesmos!

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E vem aí, o 2° concorrente da noite, o Filé Alpino da Caverna Bugre. Esta receita é grande e é claro que eu vou resumir. Um big medalhão de filé mignon …

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… frito e …

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coberto com copa (na verdade, pancetta )…

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…catupiry, parmegiano e provolone ralados.

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E o molho, o maior segredo, que contém molho inglês, água, acém, cebola ralada, sal, açúcar, noz moscada, alho, salsinha, vinagre; todos na panela de pressão. Coe e acerte os temperos. Sirva com arroz e eu fui um pouco parcial pois o acompanhei com arroz basmati com salsinha!
Na verdade, o filé tem um segredo maior ainda que seria dar um choque de 500ºC por cinco minutos. Como era impossível, a menos que eu botasse fogo na cozinha, utilizei a saída dada na própria receita: “faça tudo, resfrie e coloque no seu forno com a temperatura máxima pra dar um choque no catupiry”. E ainda dei uma força com o meu maçarico!

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Ficou muito bom, macio e o molho deu uma “molhada” daquelas no basmati.
Acompanhamos com um belo Malbec Argentino, um Humberto Barberis 2004 que, segundo os Sauls Galvões, nós mesmos, foi ” ameixado, suiço, par perfeito, é vinho!”.

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Notas do Juri-dcpv
Dé = 9,5*  Edu = 10,0   Mingão = 10,0   Déo = 9,5

* – A Dé comeu alcachofras no lugar do filé (rs). E achou que estavam excelentes!

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Grand finale, a sobremesa Mil Folhas de Baunilha do La Brasserie.
O grande segredo desta sobremesa é montá-la na hora. Um belo creme formado por leite, açúcar, gemas, fava de baunilha e farinha de trigo. Montado com retângulos de massa folhada já assadas e finalizados com açucar de baunilha. Ficou tão bonito que mereceu duas fotos !

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Só pra contrariar um pouco, um formoso Vin Santo Badia a Coltibuono 2003  Chianti Classico que “parlou, io sono “: santo, São Jorge, São Benedito, São Paulo.

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Notas do Juri-dcpv
Dé = 9.0      Edu = 10,0       Mingão = 10.0         Déo = 9.0

Portanto, após fazer a somatória, chegamos ao resultado do Prêmio dcpv/Paladar:

3 º lugar – 37,5  pontos – Veluttata de Tomate

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2 º lugar – 38,5 pontos – Mil Folhas de Baunilha

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1º lugar –  39 pontos – Filé Alpino do dcpv

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Seguem abaixo as justificativas dos “críticos” :

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Dé – Todos os pratos no mesmo nível. Inclusive a alcachofra!
Edu – O filé estava dos deuses (será que o do restaurante é assim? rs . Preciso ir lá pra confirmar. A sobremesa era santa como o vinho!
Mingão – Sexo explícito selvagem com amor!
Déo – Excepcionalmente maravilhosa a harmonia entre molho, acompanhamento e o objeto do prazer (a carne no ponto absolutamente perfeito!).

Portanto, e ao som da trilha sonora espetacular (Rhytms del Mundo e Greatest Hits do Marvin Gaye), definimos como grande vencedor do Prêmio dcpv/Paladar o Filé Alpino da Caverna Bugre by dcpv.

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Olha, a  entrega deste prêmio foi uma verdadeira festa. Uma pena que  os chefes não puderam comparecer, mas fica o convite pra que na edição do ano que vem, eles venham executar as suas receitas aqui na nossa sede e não se sintam prejudicados por este que vos escreve! Ou beneficiados como, aparentemente, o filé foi!

Te cuida, Luiz Américo Camargo!

Baci!

PS – Nós estamos tão chiques que o próprio Paladar postou sobre esta variação DCPViana do Prêmio. É, pelo visto, teremos uma bela cobertura jornalística na edição do ano que vem, né, Luiz?

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dcpv – da cachaça pro vinho – quebec – laurie raphael

Mais um (e último) dos posts velhinhos se é que podemos chamar de velho uma coisa que foi feita há seis meses!

 

tres jolie
22/07/08

dcpv – Quebec – Laurie Raphael

Este restaurante eu “pesquei” pelo Open Table. E acabei reservando após ouvir Ok’s tanto da Alexandra Forbes (do Boa Vida) como da Luciana Lancelotti (do Bistrô Pimenta). O Laurie Raphael (que tem o nome do próprio chef) é um restaurante moderno e modernoso e tem uma loja acoplada onde são vendidas quaisquer peças utilizadas nas refeições (copos, pratos especiais, talheres, etc) e temperos criados pelo próprio chef. Interessante, não?

A noite não prometia muito. Pelo menos no clima: estava chuvosa, fria e dava a impressão que seria melhor ter ficado em casa. O que no caso, seria o estiloso Chateau Frontenac em pleno centro de Quebec!
Rumamos ao Vieux Port e 10 minutos depois estávamos lá. Sem valet, tive que me virar pra achar um estacionamento. Na chuva!
Bom, entramos no restaurante e o mundo mudou. Tudo perfeito e o nosso único dilema seria escolher o que comer. A Dé e a Re resolveram pedir o menu convencional. Eu, curioso como sempre, escolhi a opção Chef-Chef onde o próprio Laurie Raphael escolhe o que você vai comer. Pura surpresa pro cliente, no caso, eu!

Vamos lá: começamos com as bebidas.
O indefectível Cosmo pra Re:

Um belo riesling Penfolds 2006 Austrália (com tampa rosqueada) pra mim e pra Dé:

Antes da pedida, um amuse bouche pra ir esquentando os motores.

A Dé pediu como entrada Tomatoes 5 way, um belo prato com 5 tipos de apresentação de tomates. Eu gostei muito!

A da Re foi num salmão lindo com guacamole e nirá . Uma beleza e eu também gostei muito!

Como principal, a Dé foi de Lobster, uma bela lagosta com espumas, abobrinhas e um pirulito que ninguém lembra mais o que era! Eu pra variar, gostei muito!

 

Já a Re foi de Lamb, milho e um purezinho sublime! Eu comi bastante e gostei demais!

O tal  menu Chef-Chef, que eu pedi,  veio com uma entrada de risotto frio, abacaxi, abobrinha, frango defumado e tempurá de flores de abobrinha. Boazinha!

Um principal formado por Salmão com molho de kinkã e um copinho com mostarda japonesa. Bonzinho também !

E uma sobremesa chamada surpresas de chocolate! Eu comi quase tudo, mas não gostei muito, não!

Antes disso, ainda nos mandaram um gift: um marshmallow com framboesas. Simplesinho e gostosinho!

A sobremesa da Dé e da Re foi Tudo sobre Maple. O grande destaque dela foi a cobertura que parecia (e era) um grande algodão doce de maple syrup.

Resultado: A Dé e a Re adoraram a comida delas. E eu também, pois comi mais a delas do que a minha!
Eu me arrependi de ter pedido o menu surpresa, pois comi risotto frio, salmão (o peixe que eu menos gosto) e chocolate (mais uma coisa que não sou muito fã). Cá pra nós, os poderes paranormais do chef não funcionaram muito bem já que em nenhum momento casaram com as minhas preferências! Hahaha
Pra mim, a noite continuou fria, chuvosa e sombria, a menos a companhia (a Dé e a Re) que era excelente.
Ah! O lugar, Quebec, também era bem bonitinho!

Au revoir!

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