Arquivo para março \31\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – y5: o dia da liberdade

domingão
15/03/09

 dcpv – Y5 – O dia da Liberdade

E chegamos à 5ºedição do Projeto Y. Desta vez, quem indicou o menu ou melhor, o “cardápio” foi o LPontes do blog Outras Comidas.
Esta é a segunda vez que ele indica, além da 2º em outubro (as outras pontas do Y ou seja,a Marizé fez a 3º em dezembro e eu, a 1º em julho  e a 4º em fevereiro).

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O Luís radicalizou e assumiu o seguinte princípio: neste menu a liberdade não terá de ser conquistada, ela é assumida desde logo como tempero essencial deste cardápio temático e de simples orientação, o ponto de união, o denominador comum dos três braços do Y, agora adulto e plenamente livre”.
Resumindo: oba! Vou poder improvisar e adaptar as indicações (sim, as “receitas” tem somente indicações de como executá-las) de acordo com o gosto dos comensais, ou seja, eu e a Dé!

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Vamos então ao 5º Projeto Y, denominado Quem vai ao mar, avia-se em terra!“.

Começamos os trabalhos com um belo Portônica (gelo, vinho do porto branco e água tônica). É viciante!

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Y1 – Amuse Bouche: Carpaccio de Vitela Marinado
Amuse Bouche executado:  Carpaccio de Salmão Pancettado

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O LPontes queria oferecer originalmente um amuse que deveria ser comido numa bocada só. Uma fatia finíssima de vitela servida sobre gelo moído apimentado, com aioli anchovado e passado rapidamente num molho de ostra quente.

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Minha adaptação: como a Dé não gosta de carne, inverti o sentido mar/terra e fiz um carpaccio de haddock (o mar) com a mesma cama de gelo apimentado e utilizei um aioli pancettado (a terra) repetindo o molho de ostra.

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Ficou um espetáculo e pena não ter feito muito mais.

Y2 – Entrada – Sopa de Inhame, Mascarpone e Camarão.
Entrada executada – A mesma

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Indicação aceita na sua totalidade. Camarão representando o mar, inhame a terra e o mascarpone, bem, mascarpone é mascarpone.

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Sopa cremosa, deliciosa, sedosa e gostosa de comer.

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Ainda mais acompanhada pelo nosso querido Clarete Tremendus Rioja que é Y desde pequenininho!

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Y3 – Prato de Peixe – Atum ao Foie Gras de Pato
Prato executado – Linguado com Manteiga Trufada

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A idéia do Luís era misturar a untuosidade do foie com a aspereza da fibra do atum fresco. Neste caso, a nossa incompatibilidade era total, pois nem foie gras e muito menos o atum figuram entre os ingredientes preferidos da família Luz. Inclusive, a Dé considera o atum como a “carne” dos peixes!
Acabei optando pela untuosidade da manteiga trufada acompanhado pelo queridinho da Dé (além de mim, é claro), o linguado.

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Insuperável todo o conjunto. É a simplicidade em pessoa com um resultado maximizado (ê, trufas !).

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Portanto, desta vez, usei uma das máximas do LPontes: “é um cardápio estranho em que as “receitas” são idéias para gente que sabe cozinhar, imaginar e fruir, ingredientes-base, intenção gustativa final e quanto ao resto … arte, criação, liberdade!”

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Segui o mestre!

Y4 – Prato de carne – Magret Tonnato
Prato executado – Peito de Frango Tonnato

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O Luís indicou peito de pato regado com um molho de posta de atum em conserva e vinagre balsâmico.

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Adaptado ao nosso gosto pessoal, utilizei peito de frango com a sua pele (virou um torresminho!) e continuei com a ideia do molho utilizando uma bela lata italiana de atum (o tonnato) e um vinagre balsâmico série prata !

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Ou seja, um frango trajado de smoking e se encerrando na ideia da mistura ar/mar (se é que frango e pato realmente voam).

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Acompanhei com um pesto simples de manjericão e tomates secos confitados. Excelente!

Y5 – Sobremesa – Ovos Celestes Montado em Agar de 3 Portos
Sobremesa executada – a mesma

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Esta foi seguida à risca, mesmo porque é um doce. Esquenta-se 125g de açúcar em 120ºC, deixe esfriar e junte 12 gemas. Volte ao fogo até fazer com que a massa desprenda do fundo. Depois de esfriar, adicione metade do peso da massa em amêndoas e nozes picadas muito finas, mas não farinhadas e algum fruto seco a gosto (eu coloquei mini-figos iranianos).

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Daí é só moldar no formato que lhe convier, espetar em um palito, passar em gema de ovo e queimar rapidamente com maçarico.

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Pra melhorar o conjunto, formatei gelatinas de vinhos do Porto (Ruby e Branco). Gostamos dos dois formatos. Deste …

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… e deste.

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Como o próprio Luís escreveu: “Um novo desafio, um novo patamar, vai ser este Y5”.
E foi mesmo. Pensando bem, tem sempre um novo ângulo pra ver as coisas muito bonitas !

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Que venha o 6º Y com a  indicação da Marizé!

Até o próximo!

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dcpv – da cachaça pro vinho – rapa nui – eu quero a minha moal chandon

rara ki te ra´ã
mahana maha/tanjaroa ‘uri

 dcpv – Eu quero a minha moal Chandon

Após um lauto café da manhã ( ainda vou defender uma tese sobre o porque dos pães fabricados em lugares praianos serem tão bons!), rumamos pro nosso primeiro passeio: a fábrica dos moais, o monte Rano Raraku.

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Primeiramente vamos a explicação básica. Os moais eram como troféus pra que o rei e os chefes das tribos demonstrassem o seu poder.

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Quanto maior e mais bonito o moal, mais importante seria o “figurão” que ele representasse (qualquer semelhança com os carrões, apartamentos, jóias, gadgets, etc de hoje em dia não é mera coincidência!).

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E o mais estranho é tentar descobrir como eles foram transportados pois eram talhados (em pedra maciça) na montanha e posicionados definitivamente nos ahu, as plataformas que normalmente ficavam a km donde eram esculpidos e próximas as praias.

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Surgiram várias teorias (não existe nada escrito e portanto, comprovado): através de toras de madeira e daí a completa falta de vegetação aérea da Ilha; utilizando pedras roliças na base dele sendo que ele era transportado completamente em pé  através de cordas (lembrem-se, são estruturas de no mínimo 6 m de altura e pesando em torno de 50 t). E até que usaram vegetais como meio de locomoção a fim de diminuir o atrito. Por exemplo, batatas doces! Imagine a quantidade de purês que fizeram, pois a distância era grande!

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É claro que alguns caiam pelo caminho.

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Ah! Além do mais é expressamente proibido pisar em moais! rs

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Pra refrescar as idéias, o explora montou um almoço em plena praia  de pedras  e com piscinas naturais  que mais pareciam as do Império Romano. Com direito a pratos frios/quentes e vinhos da casa.

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Padrão explora de qualidade.

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Ainda deu tempo de passarmos pela única cidade da Ilha de Páscoa, Hanga Roa (4000 hab) onde estava  se realizando a Tapati, uma festa anual onde todos os locais participam e tentam manter a sua cultura.

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São várias competições (gastronômicas, físicas, intelectuais) e justamente neste dia, vimos uma espécie de Garantido x Caprichoso, o boi Rapa Nui já que esta competição é entre duas famílias tradicionais da Ilha de Páscoa!

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Todos os participantes se despem, passam lama pelo corpo todo, se pintam e juízes dão notas pra cada um deles. Teve até lerrítimos Rapa Nui paraguaios!

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Ganha a família que tiver a soma mais alta das notas e a vencedora, elege a Rainha da Ilha por um ano.

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Muito interessante ver como as pessoas quando tem as suas tradições, não tem o mínimo pudor de participar da festa. Olha deu vontade de participar in-natura também!

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Todo mundo peladão e uma parte da população com um corpinho de fazer inveja ao nosso Ronaldo Fenômeno!

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Voltamos a tempo de fazer uma bela boquinha noturna!

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Ah! explora !

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Maururuu !

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dcpv – da cachaça pro vinho – (suspiro!) ah! o mani

sabadão
20/03/09

dcpv – (suspiro) Ah! O Maní

A Dé e eu (a Re também) adoramos a comida da Helena Rizzo e do Daniel Redondo. Já fomos várias vezes e me lembro que a primeira vez foi logo na semana de abertura.

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O Maní não tinha o menu eclético que tem hoje, pois estava relacionado a comida quase-natureba (fomos por causa da participação da Fernanda Lima na sociedade. Ela ainda é?), mas já despontava como um lugar muito descontraído e com um astral diferente.

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Resolvemos voltar pelos seguintes motivos:
A) Fiquei sabendo de alguns pratos-teste que a dupla Helena/Daniel criou e que só eram servidos se o cliente solicitasse (quase um nazista da sopa!).

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B) Estávamos com vontade de comer coisinhas agradáveis.

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C) Queríamos ver gente bonita (é claro que nos incluímos neste item, rs)

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D) Estávamos morrendo de saudades do couvert com aquele “biscoitão” de polvilho de fechar o comércio!

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Iniciamos o nosso prazer, degustando o belíssimo couvert: manteiga deliciosa, pasta de queijo de cabra com pimenta rosa e um creme muito bom (não me lembro do que era feito! rs) acompanhados por pães fresquinhos e a tal placa de povilho inesquecível.

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Pedimos 2 taças de vinho (uma de Alamos Chardonnay 2007 pra mim e uma dum Pinot Noir Viniterra pra Dé).

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Como a comida é sensacional, o Maní é um dos poucos restaurantes em  que fazemos a refeição completa: entrada, principal e sobremesa.
A Dé pediu um Consomé de Tomates com tamarilo, mini-burritas e manjericão. Este é um dos pratos novos do Maní. E é surpreendente, pois (como a foto mostra) não tem visualmente nada de tomate (cadê o vermelho?), mas o gosto é totalmente atomatado. Fantástico!

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Eu pedi um daqueles que não estão no menu. Lichias recheadas com foie gras (gracias Demian! ), gelatina de Sauternnes e alguma coisa de rosas caramelizada. Lindo e saboroso!

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Estávamos extasiados e os principais ainda estavam por vir.

Pra Dé, um Risotto de beterraba com pupunha, coalhada seca e azeite de trufas. Um risotto al dente (coisa difícil de encontrar) e extremamente fotogênico!

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Eu fui de Arroz de Bacalhau Defumado com emulsão de açafrão e azeite de pinolis. De-li-ci-o-so!

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Pra não complicar muito, escolhemos uma sobremesa pra dividirmos. “Jaboticabas”, uma gracinha formada por creme de gengibre, chocolate branco, sorvete de iogurte e caramelo de pimenta sechuan. Olha, é de chorar de alegria!

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Dois cafezinhos, a conta (R$270) e uma certeza: o Mani é tão bom que ali, se segue uma das máximas do Ricardo Freire (aproveite e vá visitar o seu site novíssimo, o Viaje na Viagem): toda refeição lá é uma pequena viagem!

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Até a próxima (e esperamos que seja no Mani).

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dcpv – da cachaça pro vinho – milão, maria e la rinascente

Va bene
out/08

dcpv – Milano, Maria e La Rinascente

“Xiiii, fique pouco em Milão”.
“Milão é muito chata! Fique mais em Florença!”.
“Os milaneses são metidos!”.

Estas foram algumas das opiniões (abalizadas) que ouvi sobre Milano quando estava planejando o roteiro da nossa viagem e confesso que estava com dúvidas em incluir duas noites nesta cidade controversa!

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Por outro lado, a Maria Auler, uma brasileira das mais assíduas frequentadoras do dcpv e que mora em Milano, já vinha me dando várias dicas de lugares bacanas pra conhecer por lá.
E, quando li, não sei onde, que um dos defeitos de Milano era parecer São Paulo, pensei: Pô! Temos que ir pra lá !

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Eu, a Dé e a Maria.

Sábia decisão (estou me especializando nisso !!).
Ficamos lá as duas últimas noites da viagem no hotel The Straf (uma dica do grande Paulo Miranda), super bem localizado, ao lado do Duomo e em frente ao grande-mega-hiper-sex-shop La Rinascente  .

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Chegamos num sábado à tarde pra entregar o carro já que, aí sim, todas as indicações pra não andar motorizado por lá ( o trânsito é muito pior que o de SP!!) são verdadeiras.
Carro entregue (após uma drama típico dos italianos), nos alojamos num quarto moderno (o hotel é do formato design) e com uma bela particularidade: uma cadeira de massagem que simplesmente nos fazia passar uns bons momentos desfrutando dos seus préstimos (ainda mais, depois de andar o dia inteiro).

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E pra melhorar o The Straf fica ao lado da Galeria Victorio Emanuelle.

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No domingo de manhã e conforme o combinado, fomos nos encontrar com a Maria pois tínhamos combinado um city-tour a pé.
Aproveitei pra marcar no Cenacolo do Da Vinci (reserve, com eu fiz pela Internet, pois vi um monte de gente não conseguindo entrar) e após nos deleitarmos com aquela pintura espetacular, fizemos as apresentações iniciais e fomos bater pernas.

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O esposo dela, o Franco, só foi dar um alô e tomar um café. Continuamos nós 3. Passamos pelo Castelo Sforzesco…

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… pelo Quadrilátero da Moda ….

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… vendo grandes lojas gastronômicas…

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… sendo observados pelo Leonardo …

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… e chegamos ao Duomo.

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Parada final: La Rinascente. Ela é uma loja de departamentos em que o último andar, além de ter uma vista estonteante do Duomo, mais especificamente da cobertura dele com todos os seus detalhes, tem vários restaurantes e uma grande loja gastronômica. Enfim, um super Santa Luzia italiano.

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Aproveitamos pra almoçar lá mesmo. A Dé foi de Lazagna Veggie.

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A Maria escolheu um Penne a la Matriciana.

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Eu, o fominha, escolhi um Risoto da Casa, ou seja à milanesa com um tremendo ossobuco.

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Tudo acompanhado por um bom Barbero D’Asti e melhor ainda, num dia ensolarado e maravilhoso.

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Com a devida benção da Madonnina que fica exatamente no ponto mais alto do Duomo …

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… nos despedimos da Maria (ela mora entre o Lago de Como e Milão), não sem antes agradecer pela atenção que ela nos dispensou e pela sua simpatia.
Esperamos fazer o mesmo quando da sua vinda à São Paulo.
Atravessamos  a rua e aproveitamos pra fazer uma “piccolla” massagem antes de voltarmos as ruas milanesas.

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Ainda comemos mais duas vezes na La Rinascente. No Wine Bar no domingo à noite e no almoço da segunda,no Mozzarella Bar que por sinal é espetacular, pois todo o cardápio é baseado em vários tipos de muçarela  é assim mesmo que se escreve em português!) de búfala da Itália.

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No frigir dos ovos, a verdade é que Milano é um upgrade de SP com suas construções históricas, suas tradições, sua população totalmente fashion (a Dé achou muito legal!) e sua riqueza transbordante.
Chegamos em casa com compras que espelharam todo este paraíso da moda !

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Arrivederci!

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dcpv – da cachaça pro vinho – ilha de páscoa – cadê os coelhinhos?

ra’ã
ka’anjahuru ma rua/Tanjaroa’Uri

 dcpv – Ilha de Páscoa – Cadê os Coelhinhos?      

Voo LAN Santiago-Ilha de Páscoa normal, excetuando-se a bagunça quanto aos números dos assentos que eram totalmente separados. Tudo resolvido graças a pronta interferência da Dé.

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Após 5 horas, chegamos a Rapa Nui (Pedra Grande). As condições da aterrissagem são parecidas com as de St. Martin, ou seja, críticas. 🙂

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Calor infernal, aeroporto amador (quase primitivo e por isso mesmo, sensacional) e o translado pro explora (é assim mesmo, com minúsculas).

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E cabe uma explicação sobre a cadeia de hotéis explora. Eles tem 3 hotéis no Chile (um no Atacama, outra na Patagõnia e este na ilha de Páscoa) em que a filosofia é a seguinte: transformar a sua viagem numa experiência inesquecível. E eles cumprem o que prometem!

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Como é que alguém que utiliza as seguinte frases como referência não cumpriria com o prometido (nota – o livreto de apresentação do hotel já é uma viagem):

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” A Verdadeira viagem não consiste somente em ver novos lugares, mas em olhar com novos olhos”.

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“Não viajamos só pra chegar, mas pelo prazer de fazê-lo”.

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“Para o explora, todos os dias são bons. Não nos assusta nem o sol, nem a chuva. Podemos passar por uma nevasca ou por um dia tranquilo. O mais importante é andar bem equipado (preparado) para desfrutar da aventura com qualquer clima e estar próximo de um hotel que o acolha”. Esta é praticamante a filosofia da Dé pra todas as nossas viagens.

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Resumindo: todos os explora te oferecem um pacote (caro, mas vale cada centavo) em que a estadia é formidável, os passeios são feitos com guias locais e muito bem informados sobre tudo o que você vai ouvir, com respostas corretas pras perguntas e instruídos pra, se necessário, deixar que o silêncio seja a melhor informação. Além de uma gastronomia de primeira acompanhada por vinhos da Gracia de Chile, uma vinícola dos mesmos donos dos hotéis.
Só pra exemplificar, na primeira noite tivemos uma bela sopa de tomates pra Dé.

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Uma salada especial pra Re.

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E camarões com fagiolli pra mim.

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Um fetuccini com pesto e peru pra Re e peixe com molho de papaia pra Dé e pra mim.

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Além da sobremesa, um creme brulée de maracujá.

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Bom.
Chegamos, nos instalamos, abastecemos o corpo e o espírito. Estamos prontos pra começar a explorar a Ilha de Páscoa e a investigar sobre o porque da existência dos moai!
Por enquanto, não vimos nenhum, mas certamente veremos!

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Até o próximo post!

Maururuu.

Veja também os outros capítulos da viagem:

https://eduluz.wordpress.com/2009/03/30/dcpv-rapa-nui-eu-quero-a-minha-moal-chandon/
https://eduluz.wordpress.com/2009/04/20/dcpv-lugar-de-moal-e-no-ahu/
https://eduluz.wordpress.com/2009/04/28/dcpv-namaste-skyline/
https://eduluz.wordpress.com/2009/05/11/dcpv-dancando-um-tango-em-orongo/
https://eduluz.wordpress.com/2009/06/17/santiago-do-chile-neruda-la-moneda-e-adios/

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dcpv – da cachaça pro vinho – a escolha do grande emmanuel bassoleil

número 208
11/03/09

dcpv – Escolha do Grande Emmanuel Bassoleil 

Já conhecia a excelente comida do chef Emmanuel Bassoleil desde os tempos do “finado” Roanne. Me lembro que comemoramos um aniversário da Dé por lá e que optamos pelo menu degustação.
Resultado: o Bassoleil caprichou tanto que este jantar se transformou em inesquecível.

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Neste meio tempo, o Bassoleil virou chef executivo do Skye, o restaurante do Hotel Unique, o da melancia ( falha imperdoável: ainda não fomos lá. Mas corrigiremos brevemente!).
E encontramos com ele no Gastro Pop 9, o da Borgonha .

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Lá, ele nos presenteou com o seu excelente livro, o “Sabores da Borgonha ” e é claro que no e-mail de agradecimento, eu perguntei pra ele se não toparia participar do nosso dcpv x Chef?

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Pra minha surpresa, no outro dia e com o seu sotaque indefectível, o próprio Emmanuel me ligou:

“Alô! Eduardô? Aqui é o Emmanuel …”

Olha! Demorou (por incrível que pareça pois com aquele sotaque) pra cair a ficha. Ele foi logo perguntando como funcionava, eu expliquei e poucos dias depois ele me mandou as receitas da sua preferência.
Nota: me mandou as receitas que ele usa e com comentários e tudo o mais!

Então, vamos lá ao dcpv x Chef com o grande chef (e não é cacique) Emmanuel Bassoleil.

Bebidinha : Kir Royal

Ele não indicou, mas é claro que eu tinha que fazer um Kir Royal:

1/3 de Licor de Cassis
2/3 de vinho branco seco

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Pronto! Um belo e fresquíssimo Kir Royal. Dá pra imaginar o que seria tomar um belo Kir numa praia qualquer?
Eu ainda vou montar estes tais quiosques pra vender umas comidinhas/bebidinhas com um pouco mais de classe. Vamos criar uma franquia, Emmanuel?

Entrada – Croûte aux Champignons

A comida já é boa. Com o nome em francês, fica melhor ainda!

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Esta Crostada de Cogumelos Gratinada é feita da seguinte maneira: corte pão em fatias, …

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… coloque champignons (pleurottes, shimeji, shitake, paris, porcini) refogados no azeite junto com alho picado, por cima …

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… e cubra com um creme bechamel.

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Finalize com queijo gruyére ralado e …

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… gratine no forno.

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Segundo o próprio Bassoleil, “esta  receita já foi adaptada para o Brasil. A original usa “morilles, girolles, trompettes de la mort, cepês … todos esses cogumelos são difíceis de encontrar por aqui”. Minha mãe as “prepare” (o homem tem sotaque até escrevendo!) com morilles …

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Tomamos um vinho branco Chardonnay Tarapacá 2007 Chile, que disse, je suis “gran vinho, bassoléico, par perfect, parfait”.

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Além do mais, comemos do jeitinho que as nossas mamães ensinaram. Com educação e com os dedinhos mínimos levantados! rsrs

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PrincipalLapin a Dijonnaise

Coelho e dos bons!
Tem mais, é só o coelho ser chamado de lapin que instantaneamente o resultado final tem uma melhora acentuada. Neste caso, o lapin ( taí, gostei!) é marinado com uma mistura de vinho branco, azeite, alho, sal, pimenta do reino preta, cebola, cenoura e cogumelo Paris por 6 horas.

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Em seguida, tiramos o coelho da marinada, secamos e temperamos com sal e pimenta. Douramos os pedaços numa panela com manteiga e polvilhamos um pouco de farinha de trigo.

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Despejamos a marinada e cozinhamos por mais uma hora. Separamos o coelho e levamos a marinada ao fogo, acrescentando tomilho, alecrim, creme de leite e mostarda (de Dijon, touché!).

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Aí é só servir e comer com o maior prazer! Ainda mais acompanhado de um talharim na manteiga. Uau!

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Um bom vinho ajuda a manter o astral e foi o que aconteceu com o tinto Domaine Le Sarda Malet Coutes du Roussillon 2007 que foi “personalizado, cassizesco, bassolenesco, parfait II”, segundo os borgonheses, nós mesmos!

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SobremesaPoire Belle Dijonnaise

Esta pera cozida no vinho e no cassis é fotogênica. Só falta desfilar e fazer caretas pra camêra!

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E fazer é fácil. Basta colocar vinho tinto, licor de cassis, açúcar, canela e fava de baunilha numa panela grande. Deixe ferver por 5 minutos  .

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Acrescente as peras descascadas (só deixe o cabo) e deixe cozinhar até ficarem macias. Retire as peras e deixe a calda reduzir até 1/3. Junte as peras novamente e deixe-as esfriar dentro dessa calda. Leve à geladeira.

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O Emmanuel deu uma dica pra serví-la com sorvete de creme ou de cassis. Eu não segui esta orientação, pois ela com a sua calda já são mais do que  o necessário pra satisfazer o paladar.

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Eis a opinião dos franco-ferrazenses (cantando a Marselhesa):

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Esta comida nos levou ao “Skye” (momento merchã). (Edu)
Bassô! Geniôô! (Mingão)
Superbe! Merveilleuse ! Delicieux ! (Déo)

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Grato ao Emmanuel por esta tão preciosa colaboração.
E eu juro que (tive a cara-de-pau) o convidei, mas ele não pode vir!
Não faz mal! Faremos uma edição extraordinária do dcpv lá no Unique. Deixa conosco!

Allez!

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dcpv – da cachaça pro vinho – o dia em que a internet se materializou

incrível
21/12/08

dcpv – O dia em  que a Internet se Materializou ( ou tem Sopa Vermelha no dcpv)

Quem acompanha o dcpv, sabe que quando fomos ao Canadá, mais precisamente a Montreal, nos encontramos com o simpaticíssimo casal Fabrícia e Mohamed (by Sopa Vermelha) pra nos divertirmos profundamente vendo/cheirando/comendo as gostosuras do mercado Jean Talon.

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Lá mesmo, selamos o compromisso que quando eles viessem ao Brasil, nos encontraríamos novamente na grande metrópole de Ferraz de Vasconcelos, onde a dupla faria um belo menu tunisiano pra nós.

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Pois bem. O tempo passou e chegou a hora de nossos confrades (o Inter Blogs Tunisiano feito por eles foi um sucesso!) cumprirem a promessa.

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Dia 21/12, domingo, lá estavam eles tocando a campainha aqui de casa. E não é que eram mesmo a Fabrícia e o Mohamed?
Cá estavam pra fazermos um leve churrasquinho no almoço e um belo menu tunisiano no jantar.

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O churrasco correu às mil maravilhas. Apesar de eu ter esquecido de tirar as fotos, comemos asas de frango apimentadas, linguiças temperadas by sex shop, picanha no sal grosso e na pancetta, batatinhas com ervas e ao curry.

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Antes que eu me esqueça de citar, o Mingão e a Regina, a esposa dele também estavam por aqui.
Barriguinha forrada, conversa colocada em dia, o próximo passo foi preparar o jantar (vida de gourmand é muito triste!).

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Comprei um belo pernil de cordeiro e o Mohamed fez questão de fazê-lo como manda o figurino (esta é nova) tunisiano: marinado e assado lentamente. Acompanhado de batatas e azeite, muito azeite no forno.

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Antes disso, como entrada um fricassé da Tunísia mais conhecido como acarajé tunisiano (e não é que parece mesmo).

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Uma bela massa frita e ….

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… recheada com uma mistura de atum, ovo cozido, azeitonas pretas, alcaparras e batatas cozidas amassadas.

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Todos os acarajés foram comidos com o acompanhamento de harissa e de um belo claret up.

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Ah! Comemos também as famosas tâmaras recheadas de manteiga e açúcar gay que tanto sucesso fizeram no Inter Blogs dos confrades.

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E bebemos um coquetel, o Diabolo Menthe (0eu não sabia o nome, mas os os confrades me salvaram!) composto de licor de menta, soda e muito gelo.

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Voltando ao pernil, ei-lo!

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Lindo e desmanchando na boca.

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Veja que o Mohamed não teve o mínimo trabalho pra cortá-lo.

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E nem nós pra comê-lo!

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A sobremesa ficou por conta da Fabrícia.
É, nós ( eu, a Dé, o Mingão e a Regina) ficamos como sus-chefs tentando fazer com que tudo corresse às mil maravilhas (se bem que o chef Mohamed reclamou que eu não o tinha abastecido com Coca Cola ! rs).
E a Fabrícia fez uma Harissa Bel Louz (bolo de sêmola com amêndoas)

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Uma mistura de farinha de amêndoas, tâmaras, açúcar, sêmola, ovos, zest de laranja, ovos, manteiga, leite, essência de baunilha, água de flor de laranjeira, fermento em pó, açúcar baunilhado e sal!

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Estava delicioso e a Fabrícia nos disse que ficaria melhor no outro dia (esta previsão se confirmou!).
Pronto! Tudo devidamente degustado .
Só nos restou dormir, pois todo mundo estava pregado (nós pelo baile de formatura da Re, a Fabrícia e o Mohamed pela viagem).

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Até a fumadinha do narguilé ficou pra próxima, mas pelo menos tivemos a consultoria gratuita do Mohamed, um expert no assunto que nos ensinou como utilizar corretamente o “bichinho”.
Foi um prazer imenso receber um casal tão simpático, divertido e com um montão de coisas boas pra falar.

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Como agora a bola está conosco, prometo que daremos um jeito de fazermos uma escala em Montreal numa próxima viagem e irmos jantar juntos.

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Até a próxima!

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dcpv – da cachaça pro vinho – quem quer ser um milionário?

número 206
25/02/09

dcpv – Quem quer ser um milionário?

Quarta-feira de Cinzas pós-Oscar.
Eu estava com um dilema. O que fazer pro jantar? (taí o nome dum bom filme).

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Resolvi homenagear este nosso grande parceiro: o cinema. Quem é que não gosta de um bom filme? Quem é que não tem “aquele” filme como especial, um refúgio pros bons pensamentos e até, um momento mágico pra viver a dois?

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Aí lembrei que tinha o livro “O Cinema vai a Mesa” do Rubens Ewald Filho e da Nilu Lebert (Melhoramentos) e escolhi alguns pratos, além de uma receita avulsa que foi feita pela Catherina Zeta-Jones no filme Sem Reservas (teve gente que não gostou deste filme, mas nós o achamos espetacular).

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Vamos então à sessão pipoca, à quarta cinematográfica do dcpv.

Começamos os trabalhos com um singelo Martini, Dry Martini. Justíssima homenagem a todos os Bond, James Bond!

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Entradas – Vieiras ao Molho de Açafrão e Batatas Duchesse.

As Batatas Duchesse são simplesmente um belo purê de batatas com manteiga e 1 ovo ligeiramente misturados e batidos que são colocados em forma de biscoitos numa assadeira untada (use um saco de confeitar).

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Elas foram feitas no filme “Idade da Inocência” do Martin Scorcese com o Daniel Day-Lewis, Michele Pfeiffer, Wynona Ryder, etc. Quem assistiu deve se lembrar de um amor impossível com cenário riquíssimo em detalhes. É muito bom! E as batatas entram como representantes da época do filme, 1870 e mostram a influência da comida francesa nos USA, local onde se passa a história.
Já as vieiras, são de uma receita que eu recortei de alguma revista (provavelmente alguma Caras do cabelereiro). Foram empanadas numa mistura de farinha de trigo, sal, orégano, lemmon pepper e fritas em azeite quente.

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O molho é formado por chalotas, vinho branco, creme de leite, manteiga, açafrão, suco de limão, sal e pimenta.

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Segundo os críticos, a Catherine Zeta-Jones garantiu que os ensaios e as gravações a transformaram numa grande cozinheira. Também,  o chef e criador das receitas (inclusive a das vieiras) foi simplesmente o Daniel Boulud! Assim, até eu!

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Tomamos um belo branco, um Marques de Riscal Rueda 2007 Espanha que foi fotogênico e disse : sou “fresco, hollywoodiano, nerudesco, gostei“.

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Principal – Frango indiano (Bhuna Chicken)

Esta é uma clara homenagem ao ganhador do Oscar, o bollywoodiano “Quem quer ser um milionário?”.
Confesso, ainda não o assistimos (vamos neste final de semana), mas sendo bom ou não (eu acho que é e também acho que a Dé vai adorar!), o que importa é que a comida ( e a cultura) indiana é muito boa!

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É um frango cozido super temperado (curry, cebola, pimentão, tomate, alho, gengibre, cúrcuma, polpa de tomate, iogurte, leite de coco, pápricas doce e picante, coentro em pó, óleo) e finalizado com garam massala e coentro fresco.

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Foi devidamente coadjuvado por um belo arroz basmati (o galã da cozinha !) com cardamomo.

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Esta receita foi retirada do filme “Um casamento à Indiana” com direção de Mira Niar e estrelado (segundo o Rubens Ewald Filho) por um monte de parentes dela, a diretora e conta a história dos preparativos de um matrimônio arranjado entre uma família indiana, os Verma e um programador de computadores que mora em Houston, o Herman.
Daí pra frente, você se envolve com toda a trama e principalmente com a “hinduzice” que acontece através das comidas, cores e da música além da curiosidade de saber se os noivos irão se apaixonar ou não? Como o próprio livro cita é uma orgia de flores, cores, comida permeada por energia, amor e paixão. Em qualquer lugar do mundo, os problemas são iguais. Muda apenas o bufê!“. Muito boa, essa!

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Pra tentar harmonizar com a comida indiana, apelei prum espumante rosé, o Malvasia Claudia da Emilia Romagna Itália que foi “perfeccto, per tutto, florida, sette“, segundo os críticos de cinema, nós mesmos.

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Sobremesa – Savarin

Só poderíamos encerrar com o ícone dos filmes culinários, a Festa de Babette!
Este não vale nem a pena resumir, pois se alguém que não o assistiu estiver lendo este post, deve parar de ler, ir à locadora (ou baixar pela Net), assistí-lo e voltar a ler o post! Pronto! Vamos continuar!

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E este doce é como o filme: arrebatador!
Deixa como resultado final a mesma coisa que Babette fez com os seus comensais: depois de comê-lo você nunca mais será o mesmo ( que o digam o Mingão e o Déo que “paparam” 5 e 4 pedaços, respectivamente!).
É um bolo feito da seguinte maneira (esta receita vale ser passada com exatidão):

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Misture 100g de farinha de trigo com 115 ml de leite morno e 15 g de fermento biológico. Deixe descansar até dobrar de volume.
Bata a mistura na batedeira com 130 g de manteiga, 30 g de açúcar, 200 g de farinha de trigo, 1 colher de chá de sal, 4 ovos até obter uma massa homogênea (~15 min). Coloque numa forma untada e deixe crescer novamente. Leve para assar a 180 ºC até dourar.

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Já a calda é feita da seguinte maneira: leve ao fogo 2 xícaras de água com 1 e 1/2 xícaras de açúcar, um pau de canela, cascas raladas de uma laranja e de um limão. Adicione 3 colheres de sopa de rum, 2 colheres de sopa de licor de laranja e deixe atingir o ponto de fio.

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Derrame a calda morna sobre o Savarin (como na foto) e sirva em seguida.
O melhor modo pra degustá-lo é esfregar um dos lados da fatia do bolo na calda. Es-pe-ta-cu-lar!

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Pra finalizar a noite especial do Oscar, um licorzinho de Anisete da D. Anina  que deveria ganhar o premio de melhor ator coadjuvante!
Veja o que os cinéfilos acharam:

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Avant-premiére! Tudo perfeitamente enquadrado e com uma direção notável! Um blockbuster. (Edu)
Te!! Tere!! Te! Te! Savarin. (Mingão)
And the Oscars goes to .. us (que comemu!) (Déo)

Chegamos ao fim! Bom enredo com muita emoção no final (ah! o Savarin!)

The End !

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dcpv – da cachaça pro vinho – 13º interblogs – caos na cozinha do dcpv

número 207
04/03/09

dcpv –13º interblogs – Caos na Cozinha do dcpv

Caos = confusão de todos os elementos antes de se formar o mundo, grande desordem, balbúrdia.
Cozinha = compartimento de uma casa onde se preparam os alimentos, arte de cozinhar ou preparar alimentos, preparo de comida.

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Caos na Cozinha é um blog nem um pouco confuso, mas sim de primeira com textos e fotos excelentes e comandado pela simpática portuguesa Mariana. Como é um dos nosso blogs favoritos, foi convidado a participar deste nosso 13º interblogs ( Quer saber o que é ?) e 13º capítulo do livro que será editado sobre os mesmos.

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Começamos a conversar em 05/05/08 quando eu perguntei se ela queria nos enviar um menu com as receitas de sua predileção e que seria executado em fev/09. A Mariana respondeu:
Oi, Eduardo. Claro que eu aceito, é uma honra enorme ser convidada! Pensar assim tão longe me confunde um bocadinho, mas não há problema! Afinal, com quase um ano terá de ser de arromba!”
Após várias trocas de e-mails (mais de 12 páginas!), mudanças de eixo (marianesco, fusion, herbs, spices) e datas (fevereiro pra março), ela chegou a um veredito final.

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Ervas&Nozes. Tudo com muito estilo e com a maior quantidade de receitas jamais feitas por aqui: coquetel, amuse bouche, entrada, primo, secondo e dolci. Ou seja, um verdadeiro “spetacollo” e quase veggie não fosse o magnífico porquinho do secondo.

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Então, vamos ao 13º (ainda bem que não somos supersticiosos!) interblogs com o Caos na Cozinha no dcpv.
(Aviso, as receitas completas poderão ser obtidas com a Mariana)

Coquetel – LIMÃO&ZIMBRO – Indian Summer (do famoso restaurante Slanted Door em SF)

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Uma mistura bombástica de gin, sumo de grapefruit, licor de zimbro (não achei nem no sex shop, mas resolvi o problema macerando o zimbro com açúcar) e limão.

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Tudo isto na proporção que lhe convier. Diferentaço! 1 x 0 pra Mariana.

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Amuse Bouche – COENTRO&PINOLIS  (J. OLiver, ele mesmo)

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É quase um falafel. Uma mistura de favas sem pele, coentro fresco, piri-piri em pó, cominho em pó, pimenta dedo-de-moça e raspa de limão processados e, pra terminar, adicione um pouco de farinha de trigo.

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Aí, modela-se pequenas bolas, achatando-as com o formato de moeda.

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Frite-as e coloque um pouco dum molho de iogurte, suco de limão e coentro por cima. Finalize com pinolis tostados.

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Olha, é muito bom e com um sabor marcante das especiarias e do coentro. Mariana acertou em cheio: 2 x 0.

Entrada – HORTELÃ&PISTACHES (by Mariana)

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Esta receita é praticamente uma salada de abobrinhas. Elas são fatiadas em rodelas não muito grossas e grelhadas no Super George Foreman! A montagem consiste de: cama de rúcula + abobrinhas grelhadas + pistaches + hortelã chifonada + vinagrete (3 partes de azeite, 1 de suco de limão, hortelã chifonada)+ flor de sal.

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Super-refrescante e combinando com o calor reinante na grande Ferraz de Vasconcelos. Mais um golaço da Mariana: 3 x 0.

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E um bom rosé,  o Merlot Fausto Pizzato Brasil, acompanhou este caos todo. “Tropical, vereda, espetacular, faustoso, niveresco” foi o mínimo que poderíamos dizer dele!

Primo – NOZES&SALVIA (by Mariana)

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A Dé já tinha feito o tagliatelle em casa no domingo. Prum caos organizado como esse, nada como uma bela pasta feita em casa!

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O “molho” que acompanha a pasta é formado de cebola cortada “alourada” no azeite com cubos de maçã ácida até ambas caramelizarem e dourarem.

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Junte nozes à pasta e um pouquinho da água da cozedura!
Ah! Se usar sálvia fresca (como eu), dê uma  chifonada nelas e adicione junto com a maçã. Esta pasta é tão sensacional quanto simples. Forma sabores tão marcantes que até a nossa especialista, a minha mãe, a D Anina que estava nos visitando, aprovou  e comeu tudinho!

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E as fotos da Dé estavam tão boas (ela também adorou a pasta) que fui obrigado a escolher mais do que uma. Ficaram lindas!

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Este foi um gol, de bicicleta: Mariana 4 x 0.

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Acompanhamos com um tinto leve, um Malbec Cumbres Andinos 2005 que nos deu a sensação de ser “baunilhesco, castanho, sensacional, papa, niveresco II”.

Secondo – ALECRIM&CASTANHA PORTUGUESA (Fine Cooking + Mariana)

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Uma paleta de porco de 2 Kg é salgada e cozida lentamente (150ºC  a cerca de 4,5 hs). A própria Mariana escreveu: 2 kg de carne parecem um exagero para 4 pessoas, mas convém que seja uma peça grande. As sobras são uma delícia e pode usá-las em inúmeros pratos. Antes de guardar no frigorífico o que sobrou, desfie tudo e guarde já desfiado“. Sobras? Guardar? Eu, heim! Não sobrou nada!

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Após este cozimento, faz-se um molho com a gordura do tabuleiro, cebolas em rodelas grossas, dentes de alho descascados, cenouras cortadas em palitos, castanhas portuguesas, vinho branco, água e ramos de alecrim que também foi colocado na metade do cozimento da peça.

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Pronto! É só servir o porco com os legumes e o molho que se formou. Substancioso e delicioso com a carne simplesmente desmanchando na boca. Isto sim é um cozimento lento e gradual em baixa temperatura.
É, mais um gol e de cobertura, Mariana 5 x 0.

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Sobremesa – MANJERICÃO&CASTANHA DE CAJU (Dorie Greesnpan + Martha Stewart (diretamente de Alcatraz) + Mariana)

Uma tortona deliciosa!
Frutas são misturadas: manga madura, banana, romã, cardamomo, limão e açúcar.

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Uma massa é feita de farinha, açúcar, fermento, sal, manteiga, leite integral, castanhas de caju. Esta massa é transformada em bolas.

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Leve ao forno numa forma untada com a mistura de frutas e a massa por cima.

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Pra servir, acrescente um creme de manjericão (creme de leite, manjericão, açúcar e mascarpone).
E esta sobremesa se transformou num bolo de aniversário pro meu irmão, o Déo, o Papa, que aproveitou esta noite de gala pra comemorar os seus ?? anos (vocês acreditam que o cara esconde a idade?! rsrs).

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Mais um tremendo acerto da Mariana que estabeleceu uma goleada histórica, aqui no dcpv: 6 x 0 !!

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E já que a mãe do aniversariante, a D Anina (que é a minha também!), estava por aqui aproveitamos pra tomar mais uma “nesguinha” do Anisete especial que só ela sabe fazer!

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Vamos à opinião dos caóticos confrades:

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Caos? Um perfeito equilíbrio entre todos os pratos. Perfeito! (Edu)
O jantar foi maravilhoso! E o  “Papa” também é demais! (Mingão)
Je suis “enchanteux”! Tudo delicioso! Até mammy veio!! (Déo)

Só nos resta agradecer a participação especial da Mariana que nos proporcionou tanto prazer neste menu “quase bicho-grilo (se bem que eu acho que o porco era “paz e amor”!).
E mandar eletronicamente, o nosso já famoso presente virtual …

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… que só poderiam ser “matos” comestíveis.
Gratíssimo e vamos aproveitar pra parabenizar a Mariana que está fazendo aniversário hoje (10/03).
Parabéns pra vocês (Mariana e Déo), nesta data querida ….

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Até o próximo interblogs que será neste mês mesmo com a Márcia do blog Idéias a la Carte. Um menu mineirim, sô!
Mariana, como você “estava em pulgas”, vou dizer: foi de arromba! Até a Lua ajudou!

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dcpv – da cachaça pro vinho – é isso aí, chefia!

número 205
04/02/09

 dcpv – É isto aí, chefia! 

Já faz um tempinho que eu ganhei um livraço da Dé: Chefs, Segredos e Receitas (Editora Melhoramentos).

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Com Ferran Adriá (este garoto promete!), Peter Gordon, Pierre Hermé, Charlie Trotter no elenco, ele é um livro extremamente bem feito, com fotos espetaculares, didático e com informações passo a passo que  fazem com que você reproduza as receitas com fidelidade.

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Molhos e temperos, espumas, caldos e sopas, condimentos, culinária latino-americana, ovos e laticínios, peixes, culinária japonesa, aves, carnes, vegetais, massas, cozinha thai, cereais, pães, sobremesas e frutas. Cada um destes temas são capítulos completos onde um chef especializado nos mostra como e porque fazer.

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Escolhi, dentre todas estas informações, um menu  com receitas de 3 capítulos. Antes de executá-lo, um Sex-on-the-beach (o coquetel!):

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CALDOS E SOPAS – ( Shaun Hill)

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” Um caldo bem preparado é a base de um bom molho ou de uma boa sopa, porque sem ele sempre fica faltando sabor e frescura.”
Esta é uma verdade absoluta. Aqui em casa só usamos caldos autênticos (nada de galinha azul!) há muito tempo. E, além de tudo, o aproveitamento de sobras de legumes é total!
Aproveitando a dica do Shaun, escolhi uma Sopa de Galinha à Tailandesa4 talos de capim cidreira cortados em pedaços de 1 cm, 5 folhas de limão taiti, 500 ml de água e uma coxa de frango são fervidos em fogo baixo até o frango cozinhar. Tire-o do caldo, corte a carne e reserve.

Junte 2 pimentas ao caldo e coloque a sopa pra ferver novamente. Acrescente 1 litro de leite de côco e aqueça vagarosamente mas não deixe ferver.

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Aí é só coar a sopa numa panela, acrescentar 1 colher ( ou um pouco mais) de nam pla, suco de 3 limões, 3 talos de cebolinhas picados,  2 colheres de sopa de coentro  e o frango reservado.

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Pronto! Sopa apimentada, doce, salgada e … deliciosa.

CONDIMENTOS – Peter Gordon 

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“O que é um sabor? Seria algo físico ou intelectual? É definido por regras ou puramente pelo gosto pessoal? Como aprendemos a gostar ou não gostar de um sabor? A que altura da vida de uma criança, o queijo gorgonzola torna-se mais atraente que o purê de maçã?”
Só pelas perguntas se percebe que o Peter Gordon é fera! Pra quem não está unindo o nome à pessoa, ele é o chef que participou do programa do (mala) Jamie Oliver no episódio sobre cozinha thai.
Pois bem, escolhi uma Lula marinada com manjericão e coentro.

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Esta entrada é prática e tem que ser feita rapidamente (senão a lula vira estilingue).
Pra marinada :
1 e 1/2 colher de chá de grãos de pimenta do reino branca
1/2 colher de chá de sal
1 dente de alho
1 maço de manjericão
1 punhado de coentro
400 g de lula em anéis
1 colher de chá de nam pla
2 colheres de chá de açúcar

A marinada é feita com a pimenta amassada com sal e alho,manjericão e coentro apiloados até formarem uma massa crocante. Deixe descansar por 15 minutos.

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Aqueça um wok até fumegar. Adicione o óleo e cozinhe as lulas marinadas em fogo alto por 30 seg. Adicione o nam pla e o açúcar e cozinhe mais 20 seg.
Ah! Esqueci de dizer que tínhamos convidadas ilustres: a Re, a Luma e a Bia, estas, nossas sobrinhas queridas.

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E esta lula foi uma unanimidade pra elas: não gostaram mesmo! Pra dizer a verdade, nem tocaram no prato! Ainda tivemos mais uma revelação: o Mingão acrescentou mais um ingrediente pra (minúscula) lista dele de ingredientes repudiados. Ele também não comeu nada!
Resultado: a Dé comeu a dela, eu tive que comer 2,5 pratos (o meu, no da Re e metade do Mingão) e o Déo, o recordista da noite, comeu 3 (o dele, o da Luma e o da Bia).

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Pra quem comeu ( u, a Dé e o Déo) é um prato marcante, bem temperado e a combinação com pepino cru e gomos de limão foi bem interessante!
Pra salvar um pouquinho, tomamos um vinho branco Chardonnay Domaine Conté 2007 Chile que mandou em nós (foi chef !) e disse : sou “verde, olivado, frescoso, cítrico”.

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Continuando com o Peter Gordon, fiz como principal, um Peixe Branco Marinado com Cominho, Nigella e Pimenta.
É claro que esta nigella não é “aquela” ( a gordinha sexy). É a especiaria Nigella.

Voltando a marinada, o próprio Peter Gordon diz “o propósito de uma marinada é adicionar sabor e também amaciar as proteínas do alimento. Se um líquido como iogurte ou óleo for adicionado a uma farofa de especiarias, torna-se uma marinada. No caso do iogurte, a marinada amaciará carnes duras e deixará peixes e carnes de primeira firmes, porém delicados”.

E foi o que aconteceu. A nossa marinada foi feita da seguinte maneira: aqueça 2 colheres de azeite numa frigideira pequena e adicione 1 colher de sopa de sementes de cominho e 1 de pimenta do reino, torrando-as em fogo moderado. Quando soltarem aroma, adicione 1,5 colheres de sopa de nigella e 1 colher de chá de sal. Segredo: conte até 15 ( 1, 2, … 15) e transfira a mistura pruma tigela grande. Adicione 1 colher de sopa de hortelã seca e misture. Deixe esfriar e junte 150 g de iogurte natural.

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Pronto! Coloque o peixe na marinada, esfregue e leve a geladeira cobrindo a tigela com filme plástico. Deixe de 4 a 6 horas.
Pré-aqueça o forno a 200ºC e ponha uma forma de cerâmica pra aquecer. Tire o peixe da tigela, limpe e enxugue com toalhas de papel. Coloque uma colher de sopa de azeite na forma e arrume o peixe por cima. Asse por 15 min ou até ficar cozido.

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Sirva com folhas de hortelã, fatias de melancia (sim, srs !), gomos de limão e iogurte natural.

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Dá trabalho, mas é bom. Todo mundo comeu, exceto a Re e a Luma que foram de:

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Pra acompanhar, um tinto, o Merlot Volpi Salton 2003, uma raridade brasileira, que foi, segundo os sobreviventes, “nacional, chileno + ou -, ronivoniano” ou seja, tão bom quanto os importados ruins!

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De quebra, tivemos também uma análise da Coca Light lata, pelas espetaculares Re, Luma e Bia : “tem buinha, gasosa, pumzosa”.

CEREAIS E LEGUMINOSAS – Paul Gayler

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“Os cereais tem sustentado a humanidade por séculos. Nos climas temperados, o trigo, a cevada, o coentro e a aveia são os cereais básicos enquanto o arroz, o milho, o painço crescem nos trópicos e subtrópicos. Apenas nos países mais ricos, a carne suplantou os cereais como alimento básico”.
Aproveitando este capítulo, pesquei na parte sobre o trigo, uma receita dum Tabule de Frutas de VerãoÉ um tabule clássico (com bulgur) onde os legumes são substituídos por frutas (framboesa, morango, abacaxi, manga e melão).

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Coloca-se uma calda feita com açúcar cristal, água e maracujá.

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Na hora de servir, junte suco de limão e folhas inteiras de hortelã. Interessante, refrescante e todo mundo comeu bastante.

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Leia a opinião dos membros honorários do dcpv :

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Comida “exquisita” com largo destaque pro peixe, pra salada de frutas e pra lula (viu, Mingão!). (Edu)
Lula, não! O resto, sim! (Mingão)
Só esse “lula” me agrada! Deliciosa. Louvor a dessert delicieux! (Déo)

Resumo da ópera: ô livrinho bom! Super-didático e só com as receitas que estão nele, eu faria diversos menus dcpvianos.
É uma fonte inesgotável e é tão interessante que se lê como se fosse um romance e dos bons!

Até o próximo capítulo !

.

 

   


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