Arquivo para abril \28\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – namasté, skyline!

mahana haka ora
mahana pae/tanjaroa’Uri

dcpv – Namasté, skyline!

Dia de encarar o grande desafio. Caminhar 4 horas até chegar ao ponto mais alto da Ilha, o Maunga Terevaka, a 506 m do nível do mar e segundo os dados, a 3506 m do fundo mar.
Suamos muito. Eu, a Dé e a Re, mas chegamos e valeu o esforço.

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Sabe o que é você estar num lugar onde toda a linha do horizonte é o Oceano Pacífico, com uma visão de 360º e que a terra (ilha) mais perto está a 1900 km?

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Deu tempo de meditar (impossível não fazer isso!) e agradecer a Deus por esta dádiva. Oooooooooooooooommmmmmmmmmmmmmm!

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É claro que depois de ficarmos um bom tempo lá em cima, apreciando a paisagem surgiu aquele dilema: Ok, vamos descer! 🙂

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Escolhemos o caminho mais curto ou transformando em horas, 1,5 delas até chegar ao ahu dos 7 moais, uma das poucas plataformas que se encontram longe do Oceano Pacífico e onde os moais não se encontram de costas para o mar.

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Passeio legal, era tempo de almoço no explora.

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E depois dele, fomos conhecer mais algumas  plataformas de moais. Afinal, estamos na Ilha de Páscoa!

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Só pra explicar melhor, os moais eram transportados por kms até serem içados às plataformas (os ahus) e terem esta formatação que se vê acima.

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E o mistério é tão interessante (quem fazia os moais, porque, quando e pra que?) que algumas versões vão se encaixando e outras nem tanto.
Não esquecendo que em algum período, todos os moais foram derrubados devido a uma guerra interna (sempre elas!) entre os próprios Rapa Nui, segundo alguns por escassez de alimentos. Dizem que a Ilha de Páscoa chegou a ter 20000 habitantes, 5 vezes a mais do que atualmente.

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Tudo o que existe hoje foi reposicionado através de um projeto do governo japonês há uns 20 anos .

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Ah! Esta foi a tarde em que o Oceano Pacífico mostrou toda a sua graça: ondas enormes …

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… água azul clarinha …

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… e formações rochosas enigmáticas.

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Jantarzinho trivial (comendo kra-kra e Ika, peixes locais) e fomos dormir.

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Não sem antes perceber que o céu da Ilha é o mais belo (e detalhado) que jamais vimos até hoje!
Além da vista do quarto que ajudava bastante também!

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Maururuu !

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastro pop chinês

Uma “loucula”!
16/04/09

Gastro Pop
Stúdio 768 e Carla Pernambuco
Etapa I – 2009
Cozinha Chinesa
16 de Abril
Chef convidado – Thompson Lee

E voltamos aos Gastro Pop, agora com o início da edição 2009.
Pra quem não sabe, é uma iniciativa das Carla Pernambuco/Carolina Brandão (by Carlota) onde grandes chefs são convidados pra executar um menu típico de alguma cozinha/país/região.

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Desta vez, o escolhido foi o prof/chef Thompson Lee, especializado na culinária do país que mais cresce no mundo, a China.

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Estes eventos são realizados no Studio 768, um espaço bem em frente ao Carlota (rua Sergipe, 768 – Higienópolis) e sua característica principal é ter a cozinha sempre aberta pra interações com os chefs.

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Uma beleza, especialmente pra mim que sou curioso e gosto de “fuçar” bastante no trabalho de pessoas altamente especializadas.

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E tem mais. O Thompson Lee (como todos os chefs convidados até agora) é extremamente solícito e está sempre pronto a responder qualquer pergunta! Até receitas ele deixou à disposição.

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Só a apresentação do menu já valeria a noite. Tem explicações sobre as origens da culinária chinesa: “Na China, cozinhar é considerado uma arte e os grandes chefs são admirados por suas habilidades. Registros históricos relatam que durante a Dinastia Chou (1122-255 AC), os chefs de cozinha eram tão importantes que recebiam o título de oficiais da Corte Real”.

Exemplificando mais ainda,ficamos sabendo que os utensílios mais importantes da cozinha chinesa  são o cutelo oriental, o hock ( a concha), o vok-chan ( a espátula), o so-hok  (a peneira) e o khuai-chi (os palitos de bambu).

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Além, é claro, da Wok que é “provavelmente o utensílio de cozinha mais conhecido e utilizado em toda a Ásia. A palavra wok (viu, Michel) do dialeto cantonês significa “recipiente para cozinhar”. Teve sua origem a partir do princípio que seria necessário cozinhar rapidamente e eficientemente os alimentos numa época de difícil obtenção de energia combustível”.

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Portanto, vamos dar início ao nosso tour pela maravilhosa culinária chinesa!

Iniciamos pelos famosos Dim Sum

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… que foram servidos em 3 tipos e recheios diferentes: frango, frango/camarão e veggie.

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Deliciosos e extremamente reconfortantes. Continuamos com uma bela sopa, a Wonton. Um caldo extremamente leve e quente, com agrião fresquíssimo no fundo do prato e raviolis com recheio de camarões in-natura muito bem temperados que simplesmente explodiam na boca à cada mordida. Sensacional.

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Pronto, estávamos aquecidos e aptos a iniciar o passeio gastronômico pelas regiões da China.
Começamos por “Beijing, ao Norte da China, foi o centro cultural, comercial e político por vários anos. Era também residência do Império Chinês. Para lá foram levados os melhores chefs de toda a China. Pratos clássicos como o pato de Pequim tiveram sua origem nesta região. Trigo e soja são os principais grãos consumidos, principalmente sobre a forma de pães, macarrão e dumplings”.
Esta região foi representada pelo Pato Laqueado à moda de Pequim.

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O Thompson trouxe vários deles onde só os magrets foram utilizados!

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Continuamos passeando até chegar a “Shanghai, que se encontra no litoral da China com o rio Yangtze. É a maior cidade da China e também o principal representante da culinária desta região. Seus principais pratos são à base de peixes e frutos do mar, em que apresentações refinadas e molhos a base de shoyu adocicado, são as características da culinária de lá. Arroz e chá são presenças constantes nas refeições, assim como sopas , guisados e ensopados”.
Um exemplo da comida de Shanghai é um Robalo ao Molho de Feijão Preto.

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O molho tinha um gostinho de gengibre, pimenta dedo-de-moça, conhaque, molho de soja, glutamato e alho. Inebriante!
Seguindo o tour, chegamos a Canton, ao sul, possui o mais variado cardápio da cozinha chinesa. Isto se deve a abundância de riquezas naturais, bem como à queda da Dinastia Ming em 1644, quando muitos cozinheiros-chefs da casa Imperial refugiaram-se no sul levando suas principais receitas. Hoje, Canton produz os mais ricos, famosos e apreciados pratos da culinária chinesa.”
Como comida cantonesa, um Ninho de Frutos do Mar.

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Camarão, lula, vieira, kani num ninho de batata frita. Meu Deus! A Re só comeu o ninho; já eu e a Dé, tudinho!

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Terminamos o giro pela região por “Sichuan, província do interior da China. Possui um clima montanhoso. Tem como principal característica a combinação explosiva de sabores doce, salgado,azedo e apimentado em um único prato. Aqui, a pimenta vermelha é largamente utilizada, pois além de prevenir certas doenças, ajuda a suportar o clima severo”.
Como legítimo representante desta culinária, um Sichuan Beef.

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Uma mistura de vários legumes (cebola, cenoura, pimentões verde e vermelho, mini-milho e brócolis) acompanhava a carne. Delicioso!

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Finalizamos o “legabofes” com Bananas Carameladas. Uma sobremesa “manjada”, você diria!
Pois, estas bananas não!

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Pareciam bolas envernizadas!

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Crocantes, lindas e acompanhadas de sorvete de creme e um enfeite de caramelo, resultaram mais perfeitas ainda.

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Resumo da ópera: uma noite excelente onde o prof/chef Thompson Lee mostrou toda a sua técnica/simpatia e deixou aberta a possibilidade de visitar o restaurante dele lá em São Francisco Xavier, o Yoshi.
E mais uma vez o Gastro Pop cumpriu a sua missão.

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Ainda mais com uma bela banana caramelada como a distinta acima! 

Até a “plóxima” .

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dcpv – da cachaça pro vinho – 15º interblogs – a cozinha technicolor no dcpv

número 213
14/04/09

dcpv – 15º Inter Blogs A Cozinha Technicolor no dcpv

Este filme é bom demais: tem suspense (acho que não vou ter tempo pra mandar o menu); tem humor (puxa, dei muita risada com o teu e-mail) ; tem história  de amor (pela comida, tanto por parte do dcpv quanto do Technicolor Kitchen) e tem um belo final feliz!

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Afinal de contas, me diz se não é um tremendo “happy end”, um menu enviado pela paulistana Patrícia Scarpin do excelente blog  Technicolor Kitchen e executado (literalmente) pelo dcpv através do nosso 15º interblogs (quer saber o que é ?)

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O enredo todo prometia.
Em meados de 2008, eu convidei e a Patrícia aceitou. Trocamos alguns e-mails e deixamos o script na gaveta. Retomamos a conversa há umas 3 semanas e aí surgiu o suspense sobre se daria tempo ou não?

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Dei uma pequena mão e isto facilitou a escolha da Patrícia. O cenário poderia ser a Itália já que a maioria das receitas tem uma “pegada” mediterrânea: focaccias, polentas, frangos, tomates assados, panna cottas.
Espere encontrar todos este “atores” neste magnífico filme de arte, digno de ser projetado numa sala do Reserva Cultural de Ferraz de Vasconcelos.

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Portanto, fique com o filme “Uma cozinha colorida” dirigido pela Patrícia Scarpin (uma produção Technicolor Kitchen) e estrelado por Dé, Edu, Mingão e Déo.

Thrailer – Batida de Acerola

A própria, Absolut Peach, acúcar e gelo. E só! Precisava mais?

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Prólogo – Focaccia

Uma bela Focaccia pra comer antes de começar a projeção.

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Um lindo  discão coalhado de orégano fresco, crocante e cheirando bem demais. É quase um thrailer daqueles filmes que você diz: este, eu  vou assistir!

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Faz pares perfeitos com azeite, com o tomate assado (abaixo) e com o molho do frango (mais abaixo ainda!).

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Primeira parte – Tomate Assado e Torta de Queijo de Cabra

Tomates verdes fritos?
Não,  tomates vermelhos assados. Esta é a temática do script. O tal tomate que não é nenhum canastrão, foi assado, logo após ser  colocado em água fervente e escalpelado, opa, com a retirada da sua pele.

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Alho, azeite, folhas de manjericão e um molho de aceto balsâmico e azeite completaram o elenco.  Só faltava a edição.
Uma mistura de alcaparra e azeitona por cima e você não vai querer assistir a outra coisa.

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Cabra marcado pra Morrer?

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Sim e no nosso Estômago!

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Uma bela torta de massa folhada com uma cobertura de queijo de cabra cremoso, alho amassado, orégano, alho, sal e finalizada com rodelas de tomate .

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Fotogênica, a danada! Merecia um Oscar de fotografia e também não é pra menos. Com essa diretora, a Dé, até eu!

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Pronto, entrada completa!

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Para os efeitos especiais, foi chamada a DreamWorks que escalou o melhor branco do seu elenco,o Viognier Alamos 2007 Argentina que foi “alegre, azeitona colorida, outonal, cheiroso”.

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Segunda Parte – Polenta e Frango Assado

Frango com Polenta não é o nome de nenhum filme (pelo menos que eu saiba). Mas certamente faz parte do imaginário de qualquer gastronômo! (imaginário… cinema… huummm)

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E esta Polenta foi um coadjuvante de primeira (se não ganhar a estatueta, merece ao menos um Emmy).

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Grelhada, crocante e cremosa é uma grande atriz e participou ativamente de toda a ação. (Pausa pro merchã: com a utilização do grill George Foreman!)

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Quanto ao frango certamente vencerá tanto o Oscar quanto os seus similares de menor valor (quiçá um Kikito).

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Peito de frango cortado em fatias e empanados numa mistura de farinha e ovos e noutra de farinha de rosca, parmesão, salsinha e assado no forno!

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Pra fazer a junção dos personagens, um molho de manjericão, azeite, limão, alho e pimenta dedo-de-moça (esta, uma indicação do marido da Patrícia e produtor do filme, o João. Ele sabe das coisas!).

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Tremendo prato com destaque pra liga que o molho deu ao resultado final. E possibilitou a foto de um plano-sequência maravilhoso.

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Como um bom elenco de suporte, o vinho tinto Pinotage Avondale 2006 South Africa, que foi eclético e teve uma fala de destaque: “Sou frumello, avon chama, vanilla highway e charles edwards”.

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Epílogo – Panna Cotta de Saquê

Praticamente um cult. Uma história nipo/italiana onde o mocinho japonês (o Saquê) combina perfeitamente com a heroína, a “bella ragazza” Panna Cotta.

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Mais uma boa ideia da roteirista Patrícia! Mesmo porque uma bela maçã em calda também participou da ação.

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É daqueles filmes pra assistir (ou comer) com a cara-metade! (vi/comi com a Dé; o Mingão com o Déo!).
E esta valeu um prêmio mesmo, pois ganhou o concurso da Clarice !

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Plástica, bonita, saborosa; a Panna Cotta de Saquê se comportou como um legítimo integrante dum sushi-western.

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Como a trilha sonora é alegre e jovial, um belo anisete se incumbiu desta parte. Deu o tom outonal a todo o filme/menu.

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Eis a opinião dos críticos sobre a pré-estréia:

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Comida multi-colorida. Cozinha de cinema. Bravo! (Edu)
Quantidade e qualidade perfeitas, meu caro Déo! (Mingão)
Meu caro Mingão,deixa de ser bocão! E que baita filmão! (Déo)

Como créditos finais, os nossos sinceros agradecimentos à diretora Patrícia Scarpin que soube ser criativa ao extremo. Está certo que teve  uma verba muito curta e pouco tempo, mas usou toda a sua criatividade a favor do divertimento dos seus fãs (nós mesmos).

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Como é de praxe, aqui vai o nosso prêmio virtual pra ela: uma bela estatueta, o Oscar da Gastronomia (discurso… discurso...) e é claro, as flores!

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Gratíssimo Patrícia, pela participação e fica a certeza de que a platéia se divertiu a valer.
Vou aproveitar a audiência deste blockbuster e fazer o teaser do próximo Inter Blogs, o 16º: “Uma magnífica aula de wok do Prof Michel Khodair. Ao vivo e em cores/sabores, direto da grande Ferraz de Vasconcelos. Não perca!”

The End !

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dcpv – da cachaça pro vinho – lugar de moai é no ahu!

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dcpv – Lugar de Moal é no Ahu

Iorana!
Um dos passeios mais interessantes que fizemos na Ilha de Páscoa foi conhecer as plataformas onde os moais ficam “equilibrados”, os ahus.

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Estes ahus estão localizados próximos as praias (ou melhor, ao mar já que não temos tantas praias por lá!) e é onde os moais eram colocados na posição vertical. Segundo os Rapa Nui, os moais só eram realmente moais quando estavam num ahu.

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Note que eles, os moais, estão sempre de costas pro mar e olhando pro povo! Isso porque, enquanto eles eram apenas esculturas não tinham nenhuma importância. Mas quando posicionados  em seus lugares, viravam representações vivas da importância de cada um dos chefes das tribos. E tem mais, eram considerados moais de verdade quando se colocavam os seus olhos.

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Por sinal, nenhum moai em toda a Ilha tem os olhos no lugar. Todos foram roubados! E esse acima? Leia o post até o final!
Neste tour, vimos muitas situações de reprodução da vida naquela época tais como casas, vilas e até galinheiros (as galinhas eram a moeda daquele tempo).

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Vimos também alguns petroglifos (questão: você consegue ver o que está desenhado na pedra, não?).

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E o chamado umbigo do mundo, uma pedra extremamente lisa e arredondada com a particularidade de desmagnetizar qualquer coisa quando se está perto dela!

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Passamos nas duas únicas praias com areia da Ilha. Primeiro pela de Ovahe …

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… e terminamos o passeio na famosa praia de Anakena…

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…. onde mais um belo ahu com os seus moais nos esperava…

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… além de um “almoçasso” na praia com uma infra montada exclusivamente pra hóspedes explora!

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No mesmo dia, a tarde, fizemos um outro passeio margeando a (belíssima) costa noroeste Rapa Nui com direito a visita a cavernas que desembocam em pleno penhasco (Cueva de las Dos Ventanas) com vista pro oceano. Uau!!

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Ainda vimos mais um ahu, o Tahai, que é pertinho de Hanga Roa, a capital e única cidade da Ilha e onde está o único exemplo de moal com olhos, apesar dele ser fake já que foi montado especialmente pruma revista japonesa de turismo (pronto, respondi a questão do princípio do post!).

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De qualquer maneira, dá pra ter uma ideia de como seriam todos estes moais olhando pra você!!

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Pronto, happy hour no hotel! Ah, deixa eu explicar como funciona o explora: toda tarde, após os passeios daquele dia é marcado um encontro com os guias no bar onde além de beber uns pisco sours e comer alguns amuses, também são apresentadas as opções pros passeios do próximo dia. Estes são escolhidos e a programação está feita! Bom, né?

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Banho tomado, jantar básico no hotel com direito a umas costeletinhas de cordeiro …

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… uns crepes básicos…

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… e cama.

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Amanhã será mais um dia Rapa Nui.

Maururuu !!

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dcpv – da cachaça pro vinho – astrid y gaston – o melhor restaurante de santiago do chile

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16/02/09

dcpv – Astrid y Gaston – O Melhor Restaurante de Santiago do Chile

Segunda-feira, a noite, mais precisamente 21:00 hs.
Acabamos de chegar da Ilha de Páscoa, passamos no hotel e saímos correndo.

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Pra quê? Pra ir conhecer o famoso Astrid y Gastón, o restaurante do grande chef Gastón Acurio tido como o melhor de Santiago e especializado em cozinha peruana.

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O ambiente é peruaníssimo. Clássico, com pé direito duplo e todo pintado de vermelho e branco.

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Completamente cheio (segunda à noite!) e estávamos muito curiosos. O que nos esperaria?

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“Couverzinho” simpático com grissinis bastante crocantes. Muito bom pra começar!

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A Re e a Dé não estavam com muita fome (pra variar!). O fominha aqui acabou sendo o único que pediu entrada:  Ensopado de Mexilhõezinhos, segundo o próprio menu em português “uma sopa untuosa de mexilhões com pimenta aji-amarela, batatas antivas, arroz e coentro”.
Untuosa? Bota untuosa nisso! Bom demais!!

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Pra acompanhar tudo e já que é um restaurante especializado em pescados, pedimos um branco Chardonnay Veramonte Valle Casablanca 2007, um da “casa” que é pau pra toda obra.

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A Re conseguiu descolar uma pasta, um  Agnolotti “de Centolla com redução de sopa chupe e molho huancaína de pimenta rocoto no pilão”. Ela não adorou, mas eu gostei muito já que fui “obrigado” a comer alguns deles.

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Já a Dé foi de Mero das Profundezas, “cozido na brasa no aroma de algarrobo, mel de misô, suve pasta de pimenta aji-panca e purê de batatas”. Uma super-posta de mero fresquíssima e saborosa. A Dé adorou e eu também, pois não deixei de dar as minhas bicadas.

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E já que ainda estava com fome (?!?!), pedi uma Causa as 5 Raças. Antes de mais nada, causas são purês de batatas com limão e cobertas pelos mais variados ingredientes (estas belezinhas que aparecem na foto abaixo).

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E as 5 Raças são recheios de “atum, de camarão apimentado, de escabeche de cebolas fritas, de centolla e de ostiões de huancaína”.
Sobremesas? A Re que já tinha olhado o menu antes (ela tem essa mania!) estava alucinada. E pra não decepcionar a minha filhinha, pedi uma também!
A Dé não quis, mas comeu um pouquinho (bem pouquinho) de cada uma.

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A da Re foi Trufas de chocolate derretidas no centro com sorvete de erva-cidreira. Só a tatoo de chocolate já valeria o prato, mas o sorvete estava soberbo!

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E a minha, Picarones,”bolinhos fritos recheados com banana, milhares de especiarias e sorvete de creme”. Picarones? Mil vezes bom!

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Putz! Uma grande festa peruana em plena capital chilena. O restaurante é merecedor de tudo o que se fala dele e fica uma sugestão pro Gastón montar (além da La Mar que está prestes a inaugurar no Itaim Bibi) uma filial dele aqui em SP pois, certamente ficamos com vontade de experimentar o Lombo de Peixe-Veja, o Turbot de Tongoy, o Cau-Cau de Corvina, Chupe de Camarões, Petiscos Limenhos, Anticucho de Polvo, os Tiraditos, a degustação de Creme Brulée, o sorvete de Pimentão Vermelho, etc, etc, etc.

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Hasta.

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dcpv – da cachaça pro vinho – les amis de portas fechadas/o menu do ano da frança no brasil

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28/03/09

dcpv – les amis de portas fechadas / o menu do ano da França no Brasil

A Dé sempre me diz pra eu parar de ser acelerado. Ainda mais quando o assunte é gastronomia.

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E ela está certa. É só eu ler/ver/ouvir alguma coisa (ainda bem que não me rendi ao twitter!) que já fico maluco querendo saber como funciona; como se faz pra ir; “será que é legal?”; mandar um e-mail; marcar e … ir! rsrs
Foi o que aconteceu com o les amis de portas fechadas. (Atenção: as fotos estão amareladas por causa da iluminação do lugar!!rs)

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A ideia é muito boa. Dois chefes de primeira (o Demian Figueiredo e a Pila Zucca) montam um menu temático, disparam e-mails pros participantes do mailing com os detalhes, fazem 4 reuniões por mês e você faz a reserva pelo próprio e-mail.

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Aí é só ir até o apartamento deles (um daqueles antigões e super espaçosos), juntar-se a  pessoas interessantes (como os que estavam por lá) e tornar a sua noite extremamente agradável.

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O tema desta noite foi “Liberté, Egalité, Fraternité!”.

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Sim, um menu francês em comemoração ao ano da França no Brasil.
Só poderíamos começar por um amuse-bouche. E Escargots a Les Amis  (escargot gratinado na manteiga de escargot com uma redução de caldo de ossobuco e vinho tinto). Estava tão gostoso que a Dé comeu sem pestanejar (e adorou!).

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Em seguida, a salada. Haviam duas opções: uma tradicional e que a Dé, voltando ao seu usual, escolheu já que era com queijo de cabra.

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A outra e escolhida pelo fominha/curioso (eu) era uma de língua com aioli e mix de folhas verdes (após o seu cozimento a língua é marinada por 1 dia em um vinagrete de xerez. O aioli é uma emulsão de azeite, gema de ovo, limão e alho) . Simplesmente deliciosa e com uma cara de rosbife avinagrado. Portanto, a língua (francesa) foi aprovada! Très bien !

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Como entrada, um Escalope de Foie Gras com Sorbet de Pêssego e Compota de Pêssegos com gengibre. Delicado e extremamente cremoso, o foie desceu muito bem.

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Ainda mais acompanhado de um belo Sauternnes.

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Conversas e mais conversas (incrível como nesses lugares, todo mundo gosta de viajar) e lá vem o principal. Voilá!

Confit de Coxa de Pato ao Molho  de 3 Vinhos e Baunilha com Purê de Batatas sobre cama de Espinafres (o molho é uma redução de caldo de vitelo com Armagnac, vinho do Porto, vinho tinto e fava de baunilha). Só me resta mostrar o prato, pois o nome da receita já é a própria!

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Não precisa nem dizer que eu comi duas, a minha e a da Dé, já que ela não aguentou e me pediu ajuda. Fui “obrigado” a comer esta gracinha de pato.
Um plateau du fromage pra limpar as papilas gustativas …

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… e a pièce de résistence. Dacquoise Recheado com Fudge de Chocolate Amargo e Creme Batido (um biscoito/suspiro com farinha de avelã) .

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Estava tão boa que a Dé voltou à ativa.
Conversas finais, trocas de e-mails e uma Eclair Caramelada de Amêndoa pra “fermer” a noite!

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Sensacional! Tudo sensacional com um clima super-interessante e com a promessa do informativo do les amis sendo literalmente cumprida: “Aqui oferecemos uma experiência gastronômica única. Na essência, é um jantar em nossa casa, onde você irá sentar-se em uma mesa comunal com outros comensais. O ambiente é informal, a comida é o centro de tudo e a conversa é bem animada”.

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Fomos embora ao som da Marselhesa! (é mentirinha, mas bem que poderia ser verdade!).

Au revoir!

PS – O próprio Demian escreveu: “se alguém se interessar é só escrever para deportasfechadas@lesamiscozinha.com.br  que inserimos as pessoas no mailing de divulgação de datas e cardápios”.
No mínimo, você vai receber informativo muito interessantes (o deste mês é sobre Sucessos lá de casa ). E no máximo … repetir a nossa experiência.

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dcpv – da cachaça pro vinho – fazendo (muitas) coisas com a pimenta biquinho

nº 209
25/03/09

dcpv – Fazendo (muitas) coisas com a pimenta biquinho        

“A nova queridinha das mesas gourmet não arde, é incrivelmente aromática e revela uma doçura instigante”.

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É assim que começa uma (excelente) matéria que a Luciana Lancelotti (Bistro Pimenta) escreveu pra não menos excelente revista Prazeres da Mesa (edição fev/09) sobre a pimenta biquinho.
“Pode comer que essa é diferente, não arde não!” Certamente essa será uma frase que você ouvirá quando alguém lhe oferecer a tal. E acredite, ela é diferente mesmo!

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Como a própria Luciana diz na Prazeres, “e ainda, sobre algum resquício de desconfiança, descobre-se que a tal pimenta, de fato, não é ardida. Melhor: aos poucos, ela revela ao paladar uma doçura intrigante, que desperta a vontade de degustá-la em porções. Pronto. Quando você se dá conta, a biquinho já lhe conquistou.”

E é isto mesmo que acontece. A paixão pela biquinho é fulminante. Além dela ser plasticamente perfeita com o seu formato de balãozinho.

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Fãs confessos da biquinho, Pascal Bardot, Volmar Zocche, o grande Rodrigo Oliveira (Mocotó), Mauricio Ganzarolli (que bolou todas as receitas da matéria); todos eles são apaixonados pela “pimenta que não é pimenta”.  Inclusive, um dos maiores sucessos de público do Mocotó, a carne-de-sol na brasa, assada e finalizada na manteiga de garrafa, alho assado e chips de mandioca é acompanhado pela biquinho.

“Como ela é conservada em vinagre, faz um bom contraponto à untuosidade da carne, conferida pela manteiga”, diz o Rodrigo.

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Taí! Com todos este motivos (depoimentos de grandes chefs, excelentes texto/pesquisa da Luciana editados pela Prazeres) estava mais do que definida mais uma noite do dcpv: Receitas com a Pimenta Biquinho. Vamos lá!

Bebidinha Caipirinha de Tangerina com Pimenta Biquinho

A princípio estranha, esta caipirinha (com cachaça ,viu, Gisela e Confraria) se mostrou surpreendente.

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Pimenta biquinho, tangerina e açúcar são levemente amassados e misturados. Coloque um pouco de xarope de banana, sal, a cachaça e gelo.

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Adicione a biquinho pra decorar e beba. Bom!

Entrada Pirão de camarão com pimenta biquinho

Um pirão muito bem feito e com a preponderância do avinagrado adocicado da pimenta biquinho .
O pirão é composto de camarão, tomates sem pele e sem sementes, farinha de copioba, caldo de peixe (feito com as cabeças do camarão, por favor!), cebola e alho picados, azeite, sal, pimenta e a biquinho, a estrela da noite.

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Todo mundo reclamou (até a Dé), pois não fiz o suficiente pro repeteco.

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Acompanhamos com uma saladinha da casa e a novidade teconológica (valeu, Leo ): manga “caviarizada” feita aqui mesmo no dcpv. A primeira vez (e a gente nunca esquece!) que foi feita uma verdadeira esferificação ao vivo e em cores. Te cuida, Adriá!

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Tomamos um belo branco brasileiro (opa), o DA’divas Chardonnay 2008 duma vinícola que somos fãs, a Lidio Carraro. Este foi “bico” de opinar: “divino, dadivoso, das divas, delicioso”. Este vinho vai dar o que falar!

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PrincipalBorogodó

Não sei quem falava que tal coisa era o “ó do borogodó!”. Só sei que era uma expressão não muito favorável! Certamente, este Borogodó não é o “ó”!
Na verdade, ele é um baião-de-dois feito com  cebola dourada na manteiga de garrafa e adicionando pimenta biquinho, arroz pronto, feijão de corda cozido e queijo de coalho em cubos. Bonito e delicioso.

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Acompanhado por uma carne-seca (de primeira by Sex Shop) que foi ligeiramente frita junto com cebola dourada na manteiga de garrafa e finalizada com cebolinha verde cortada fininha.

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Um prato bonito, saboroso e que fez a moçada ( Déo e Mingão) repetí-lo e detalhe, com o segundo prato muito maior do que o primeiro.

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São uns fominhas!

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Acompanhamos com outro Lidio Carraro, desta vez um tinto e top de linha, o Tannat 2006 que nos bicou e disse: tânico, cacazesco, irresistible, le vin est très agreable.

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SobremesaSorvete de Caju

Não constava nenhuma sobremesa na matéria da Prazeres. E como o Rodrigo Mocotó participou da mesma com as suas opiniões, aproveitei uma receita que ele mesmo me passou por e-mail e adaptei pra dar um tom “biquinhesco”. Esta receita era de um Sorvete de Caju com Paçoca de Castanha.

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Uma mistura de melado de cana, mel, suco de caju, sorvete de creme e creme de leite fresco.

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E a paçoca é feita de rapadura, castanhas de caju e farinha de rosca.Uma biquinho pra decorar e pronto!

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Veja a opinião dos “acacás”:

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Espetacular! Uno de los mejores! (Edu)
Je t’aime mon noi plus. (Mingão, Jane Birkin e Serge Gaisnbourg)
Bão demais da “conte”. (Déo)

Grato ao pessoal da Prazeres da Mesa (a Marta, ao Ricardo Castilho) por liberar e a Luciana pela excelente matéria sobre a nossa querida pimenta biquinho que já é, há muito tempo, a preferida por aqui (é o dcpv antecipando a moda!)

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Esperamos que outras grandes matérias sejam usadas em mais noites Prazerosas! Que tal receitas simples de cozinha molecular?

Abs acacazianos.

Até!

.

dcpv – da cachaça pro vinho -14º interblogs – ideias a la carte no dcpv

número 211
01/04/09

dcpv – 14º interblogs – Ideias a la Carte no dcpv

Dizem que mineiro é unido até na gastronomia! (se ninguém disse, podem atribuir esta frase à mim).
Imagine num interblogs, então? (quer saber o que é ?)

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Quando anunciei que ia fazer um com a Márcia, a simpática dona do “trem”, ôpa, do blog Idéias a la Carte, a mineira Adriana (a nossa comentarista/escritora) já se adiantou e mandou uns presentinhos pra aumentar o brilho do acontecimento. Guardanapos e trilha sonora!

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E é ao som dela que apresentamos a Idéia que a Márcia teve pra fazer a Carte, o nosso menu.
Começamos a conversar (by e-mails) em setembro/09. Coisas sobre restaurantes paulistas, viagens ao Sul da Itália enfim, conversas das mais agradáveis.

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E paralelamente, ela começou a delinear o menu que faríamos por aqui. Como ela mesmo disse: “Uai, afinal mineiro madruga pra pegar o trem, né?”.
Vamos esclarecer uma coisa! A Márcia é paulista, mas foi morar em Rifaina há um tempão e adquiriu alguns (bons) hábitos mineiros.

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Inclusive, nos encontramos (eu, a Dé e ela) num almoço no AK Delicatessen onde, além de prosearmos bastante, ainda recebemos alguns presentinhos (doces em compotas e em massa).

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Este interblogs está parecendo a véspera de Natal com a quantidade de presentinhos!
Voltando a ideia inicial, um menu tipicamente mineiro tem que ter … pão de queijo. E lombo. E tutu de feijão. E couve com toucinho. E cachacinha!

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Pois foi o que a Márcia nos proporcionou.
Com vocês, o Menu Mineiro da paulista/mineira Márcia!
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Trilha Sonora – Todo azul do mar (Ronaldo bastos/Flávio Venturini) com Flávio Venturini
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Bebidinhas – Cachaças

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante”.

Simplesmente, cachacinhas mineiras com lima e manga. (É, Bernardo e pessoal da Confraria de Cachaça Copo Furado. Estamos aderindo!)

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Olha! Já estamos pegando o nosso cigarrinho de palha e dando uma bela pitada.
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Trilha Sonora – Cantar  (Godofredo Guedes) com Paulinho Pedra Azul
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Belisquete – Pão de Queijo

Sobre os amigos – “A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábito. Fico com aqueles que de louco e santo tem um pouco”.

Esta receita vai para o mundo! Nada melhor do que um belo pão de queijo pra representar a comida mineira, a “cozinha dos polvilhos, mandiocas, milhos, feijões, polvilhos, etc”.

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A Márcia faz deste jeito:
2 xícaras de polvilho azedo
2 xícaras de polvilho doce
1 xícara de leite
1 xícara de óleo
100 g de queijo meia cura ralado
sal
1 colher de café de fermento em pó
4 ovos
Misture os polvilhos, coloque o leite e o óleo para ferver, escalde o polvilho. Acrescente os ovos, o queijo, o fermento e o sal e misture tudo até que a massa ficar homogênea.
Faça bolinhas com uma colher e coloque na assadeira em fogo médio por uns 25 minutos“.
Ô trem bão! Degustamos mais algumas cachacinhas e já estávamos chegando nos 3 B (Beraba, Berlândia e Belzonte).

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Ah! Acompanhamos os pãezinhos com manteigas saborizadas de ervas, de parmesão (uma delícia) e de curry com papoulas.

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Trilha Sonora – Fruta  Boa ( Milton Nascimento e Fernando Brandt) com Nana Caymmi
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Entrada – Curau de milho verde com queijo fresco e parmesão

Sobre os amigos – “Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim”.

Nesta, a Márcia caprichou! Uma entrada simples, curiosa e deliciosa. São 10 espigas de milho raladas em ralo grosso e passadas em peneira de trama larga.

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Ao mesmo tempo, leve ao fogo 2 xícaras de leite com uma colher de sopa de manteiga, 1/2 colher de sopa de açúcar, sal e pimenta do reino. Deixe ferver e junte o caldo de milho, mexendo bastante até ficar no ponto de mingau. Como a própria Márcia escreveu:” Cuidado, espirra!”. E eu posso afirmar que é verdade! rsrs

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Uma delícia, reconfortante (a nossa sopóloga,a Dé, aprovou com louvor) e especial praqueles dias em que precisamos de carinho!

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Acompanhamos com um levíssimo “trem” branco, um Sauvignon Blanc Indomita 2007 que disse “condimentado, ô trem bão, alteroso, pinhãoresco”.

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Trilha Sonora – Nós dois (Celso Adolfo) com Tadeu Franco
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Principal – Lombo de Porco ao Leite e Conhaque

Sobre os amigos – “Tenho amigos pra saber quem sou. Pois os vendo loucos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”

É claro que não poderia faltar um belo “lombim” de porco. Ainda mais coadjuvado por arroz branco, couve manteiga finamente picada e refogada com fatias de toucinho e ….

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… tutu de feijão.

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Comida mais do que mineira! Comida confortável, comfort food, sô!
Um belo lombinho (by Sex Shop) que foi temperado com sal, pimenta, alho e dourado numa panela junto com tomilho e alecrim frescos.

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Arrume uma cebola fatiada no fundo de um refratário, coloque o lombo por cima  e cubra até a metade com leite quente.
Deixe no forno por 2 horas aproximadamente, vire e deixe mais meia hora. Retire o lombo e leve o molho pruma panela larga, deixando reduzir até o volume de dois copos.

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Fatie o lombo na travessa de servir e sirva!

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Eita “trem bão” este lombinho!

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Harmonizamos perfeitamente com outro “trem”, desta vez tinto, o Terras de Penalva Dão 2005 Portugal que lembrou o tempo da Inconfidência e foi “rústico, ô trem bão sô, trem de ferro, ardoroso”.

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Trilha sonora – Quem sabe isso quer dizer amor (Marcio e Lô Borges) com Milton Nascimento.
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Sobremesa – Doces em compota com queijo de Minas.

Sobre os amigos – “Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto”.

Veja só a praticidade da Márcia. Uma sobremesa em que a única receita é abrir o vidro! É isto mesmo!

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Doces em vidro que ela mesmo nos mandou e que foram devidamente escoltados por um belo queijo de Minas.

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Ô vidão!

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Aproveitando a sessão doçura, citemos o grande Guimarães Rosa: “Sem esquecer os doces, à frente os de calda que não convém deixem de ser orgulho próprio e um dos pequenos substratos do bem-querer à pátria e do não desentender da nação”. Esta “receita” também foi a Márcia que mandou!

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Eis a opinião dos “mineirim desdi pequeninim”:

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Ó, Minas Gerais! Ó, Minas Gerais! Ô subúrbio bom ! (Edu)
Quem te conhece, não esquece jamais! Ô comida boa de Minas Gerais! (Mingão)
Excelente! Até  parece uma boa comidinha caseira mineira! (Déo)

Brigadim, Márcia, pela brilhante participação aqui nos interblogs e por ter nos lembrado de como a nossa querida cozinha mineira é tão deliciosa e reconfortante.
E já que você nos presenteou com este belo menu, vamos retribuir com as nossas  famosas (ô pretensioso!) flores virtuais.

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Terminamos com mais um belo pensamento do seu João:
“Nosso não será o petróleo tanto assim. Nossos, bem nossos, são o doce de leite e o desfiado de carne-seca. Meu -e perdoem-me – é aquele prato mineiro verdadeiramente principal. Guisado de frango com quiabos e abóbora d’água (ad libitum o jiló) e angu, prato em aquarela, deslizando viscoso como a vida mesma, mas pingante de pimenta”.

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Gratíssimo, Márcia. E grato Guimarães Rosa, o seu João!
Até o próximo interblogs, um suspense criado pela Patrícia Scarpin do belo blog Technicolor Kitchen.

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Tchau e como diria Milton nascimento, “amigo, é coisa pra se guardar ….”

.

dcpv – da cachaça pro vinho – quarta di buteco no dvpc

vê mais uma aí, ô!  209
18/03/09

dcpv – Quarta di Buteco no DVPC

Saudações etílicas!

Esta é a forma que a Gisela Magoulas, a confreira, mascote e secretária da Confraria de Cachaça Copo Furado se despede, nos e-mails que ela manda pros confrades/admiradores (por enquanto sou um destes, pois ainda não tive o prazer de visitá-los lá no Rio de Janeiro).

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Recebo várias informações (sou cadastrado no mailing) e uma mais interessante do que a outra. Shows dos mais diversos, visitas cachacíferas, Cachaça Cinema Clube, uma incrível excursão por bares cariocas pra provar ou melhor, fazer um “tasting” dos diversos jeitos de se fazer jiló, etc.

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Entre eles, recebi um e-mail onde um confrade, o Hérmes, enviava um cyber-livro com as receitas do Comida di Buteco de BH (chegamos lá, Adriana. E grato pelos presentes!).

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As receitas são formidáveis. De vários tipos e com os mais diferentes ingredientes: frango, torresmo, jiló, quiabo, etc.
Daí, surgiu uma ideia! Porque não criar um cardápio Di Buteco aqui no dcpv?

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Pronto, escolhi as receitas meio no “chute” e o menu estava formado. Vamos a ele!

Bebidinhas

Boteco? Caipirinha e de limão e cachaça. Salve a Confraria de Cachaça Copo Furado.

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Entradas
Cura ressaca, Rucebolatum e Jiló à Milanesa com Parmesão.

Dois tremendos sandubas.

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O Cura Ressaca é feito de miolo de linguiça de porco frita na chapa com um vinagrete de “tomate picadinho, cebola, picada, pimentão picado, salsinha, alho em rodelas e limão”.

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Tudo num pão francês! Já o Rucebolatum tem um nome auto-explicativo. Conforme a própria receita descreve:“cortar as cebolas em rodelas finas e descansar numa tigela com água. Numa vasilha misturar o atum em lata com a cebola cortada e temperar com pimenta do reino. Em seguida misturar a rúcula e regar com azeite e pitada de sal. Abrir o pão francês, passar maionese e rechear com a salada”.

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(cula)+Cebola +Atum = Rucebolatum! Simples.

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E o Jiló a Milanesa com Parmesão nada mais é do que jiló fatiado e empanado numa mistura de farinha de trigo e ovos, com a posterior passagem numa camada de queijo parmesão. Depois, é só fritar em gordura quente.

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O trio é delicioso!

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E com o devido acompanhamento de uma bela loira gelada, a Bohemia em lata que foi “ cola, margosa, boemesca, o sabor das multidões“, segundo os boêmios de plantão, nós mesmos. Percebe-se que a Dé não embarcou nessa e foi de Coca Cola.

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Principal A
A
rroz com Costelinha de Porco e Banana no Jiló.

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O arroz é feito da seguinte maneira: coloque a costelinha de porco cortada em pedaços miúdos pra fritar em alho e sal numa panela de barro, até ficar “moreninha”. Retire da panela e frite bacon em pedacinhos, meio pimentão e cebola picados e junte arroz lavado. Junte a costelinha frita e refogue. Coloque água quente e mexa de vez em quando pra distribuir bem os ingredientes (qualquer semelhança com um belo risoto não é mera coincidência!). Pra finalizar, polvilhe bastante cheiro verde.

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Um espetáculo! Suculento e fácil de comer. O dcpv virou um verdadeiro botequim.

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Acompanhamos com banana no jiló. Um purezinho feito da seguinte maneira: pegue o jiló e pique em tamanhos iguais. Coloque alho, sal, orégano e pimenta malagueta numa panela e refogue o jiló. Amasse as bananas e quando o jiló estiver pronto, acrescente-as.

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Pronto. Um prato riquíssimo: Arroz com Costelinha de Porco e Purê de Banana com Jiló.
Pra harmonizar, uma legítima Skol em lata. Desceu redondo e disse, sou ” coca, quadrada, oval, boa SKOLha”. A Dé continuava na Coca.

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Sobremesa
Muffin 7 pecados e sorvete de blueberry

O sorvete fui eu que fiz e não tem nada de botecal. As mesmas medidas de creme de leite fresco, leite e leite condensado com a fruta, a blueberry, esmagada.

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O muffin é levíssimo e a receita é a seguinte:
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
3 colheres de chá de canela
2 colheres de chá de fermento em pó
1 ovo
1/4 xícara de manteiga
1 copo de iogurte natural
300 g de chocolate meio amargo em pedaços
Preparo: Misturar a farinha, o açúcar e a canela. Somar o ovo, o iogurte natural, a manteiga derretida e o fermento em pó.
Untar formas individuais de muffins, colocar a metade da massa, os pedaços de chocolate e completar com o restante da massa. Levar ao forno por 35 minutos a 180ºC.

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Se é de boteco, eu não sei. Mas estava bom demais!
Leia a opinião dos bebuns, nós mesmos:
Só faltou o Zeca (e aí, faltaria cerveja!) (Edu)
Buteco maravilha. (Mingão)
Bar…bão! (Déo)

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E termino este belo relato com a máxima da Confraria de Cachaça Copo Furado: “Unidos beberemos. E sózinhos também!”.
Pelo menos hoje, o blog trocou o nome pra dvpc ou seja, Do Vinho pra Cachaça.

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Valeu, Gisela.
Saudações etílicas! Até.

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