Arquivo para maio \29\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – edinho engel x dcpv – a escolha do chef!

número 216
20/05/09

dcpv – Edinho Engel x DCPV A escolha do Chef !

Tudo começou com uma simples avaliação!
Estávamos (eu, a Dé e a Re) em Bertioga, na Riviera.

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Programa legal quando estamos por lá, ou é fazer e “bater” uma boa caranguejada …

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… ou é ir comer (e muito bem) no Manacá,  em Camburizinho.

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Pra quem não conhece, o Manacá é um restaurante excelente onde a viagem começa já na chegada ao estacionamento (até jaca tem por lá).

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Você é obrigado a pegar uma van e transportado por ela, vai até o restaurante onde se admirará com a beleza do lugar.
Parece que está na Tailândia (nunca fui pra lá, mas imagino que deve ser igualzinho!).

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Pois bem! Neste dia, esqueci de levar a máquina fotográfica e tiramos algumas fotos com o celular (e até que ficaram boas. Parece que a Re puxou a mamãe, pois foi ela que fotografou).

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O almoço foi excelente como sempre. Camarões, peixes, belas sobremesas.
E como sempre, preenchi a ficha de avaliação do restaurante (esta é uma outra mania que eu tenho).

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E não é que já no outro dia, recebi um e-mail me agradecendo pela avaliação. Aproveitei desta resposta tão imediata e mandei um e-mail pro Edinho (chef e dono tanto do Manacá como do Amado, lá em Salvador) explicando sobre o projeto dcpv x Chef onde grandes chefs da nossa preferência (Carla Pernambuco, Bel Coelho, Tatiana Szeles, Claude Troisgros, Emanuel Bassoleil, Rodrigo Oliveira, Ana Bueno já participaram) escolhe um menu com receitas deles mesmos pra serem reproduzidas (e devidamente comidas) aqui no dcpv.

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O Edinho respondeu prontamente: Posso sim, com o maior prazer, indicar um menu e mandar receitas para que vocês façam em casa. Mando um Menu do Mar?

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Ô, pode mandar!disse, eu bem feliz.
Conversamos mais algumas vezes e não demorou nadinha (ô eficiência!) prêle me mandar o menu completo: um petisco, uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.
Vamos então ao dcpv x Chef ou melhor, ao dcpv degustando as delícias do chef Edinho Engel.

Começamos tomando umas “batizadinhas“.
Sabe o que é isto? São cachaças misturadas a
alguma coisa (o Déo estava gripado e não podia tomar nada gelado).

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Neste caso, os ingredientes misturados eram: limão, canela e amendocrem (separadamente!). Confortantes.

Comecinho: Mexilhões ao Vinho Branco

Caso você consiga achar mariscos frescos, faça o que o Edinho pede: lave com escova, coloque numa panela com água, cebola, cenoura e salsão. Como não achei e já tinha uns congelados (com e sem casca), aproveitei o mesmo princípio e cozinhei-os um pouquinho com vinho branco e os ingredientes acima.

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Acrescentei manteiga, salpiquei salsinha e servi-os com pão italiano.

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Só dá pra dizer que todos adoramos (Dé inclusive) não só a simplicidade da receita, mas principalmente o sabor que resultou. Parecia que estávamos comendo/bebendo o mar e temperado!

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Entradinha: Salada de Polvo, Aspargos e Favas

Polvo! Delicioso, mas pra mim difícil de acertar. E neste caso, eu tinha que seguir a receita do Edinho ao pé-da-letra. Não poderia arriscar. Segui e ficou demais.

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Cozinhei 600 g de polvo fresco em água abundante (e sem sal) por~ 1 hora. Cortei em cubos pequenos e reservei. Branqueei 4 aspargos frescos passando-os por água fervente por um minuto e depois esfriando-os em água gelada. Cortei-os também em pedaços de 1 cm. Cozinhei as 150g de favas em água com pouco sal.

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Esperei esfriar e misturei tudo (polvo, aspargos e favas) a cebolinha e manjericão picados. Temperei com azeite, vinagre de vinho branco, sal e pimenta do reino.
Pronto! Deixei pelo menos uma hora na geladeira e servi.

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Rapaz! Foi, certamente na opinião de todos os presentes ( eu, a Dé, o Mingão e o Déo) o melhor conjunto de entradas (o polvo mais o mexilhão) que comemos até hoje!
Acompanhamos com um vinho branco, o Chateau Los Boldos Chardonnay 2008 que se mostrou “leve, timoneiro, softpluma,trivial” segundo os fãs do Edinho, nós mesmos.

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Prato – Papillote de Pescada em Folha de Bananeira com Farofa de Camarão, Banana e Alcaparrras.

Adoro receitas com nome auto-explicativo. E esta é uma delas.

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Faça uma farofa, dourando 1/2 alho poró cortado bem fino e uma cebola ralada. Acrescente 2 tomates descascados e cortados em cubos, 1 folha de louro e pimenta do reino. Cozinhe por 5 min e coloque 4 camarões rosa cortados. Espere mais 2 min e adicione salsinha e cebolinha. Finalmente, acrescente a farinha de mandioca até obter uma farofa bem úmida. Corte, então, 1 banana nanica em rodelas e acrescente à farofa.

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Aí é só temperar os filés com sal e pimenta, recheá-los com a farofa e fazer um papillote com as folhas da bananeira (a Flora descolou com os meus vizinhos).

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Embrulhei!

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Grelhei!

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Fiz um arroz Basmati com salsinha, cebolinha e o acompanhamento estava pronto.

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E nós estávamos prontos pra comer esta belezura!

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Espetacular! Bastante úmido e com a farofa praticamente se fundindo ao peixe. Salve, Edinho!

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Um rosé (o tinto dos brancos ou o branco dos tintos, segundo o Riq), o Monsaraz Alentejo 2006 escoltou este prato tão formidável. O achamos “delicado, margozinho, kissucoso, bom”.

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Docinho – Mousse de Coco com Baba de Moça

Parece redundância, mas é mais uma daquelas  receitas inesquecíveis.
A mousse é um merengão de coco, clara de ovo e açúcar, estabilizado com gelatina sem sabor. É quase uma maria-mole bem light.

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A baba (de moça !) é uma calda de açúcar, água e leite de coco misturada à gemas batidas na batedeira e cozinhadas em banho-maria até engrossar.

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Já como enfeite  e na verdade, é uma delícia!) os chips de coco fresco cortado em fitas, misturados com açúcar e levados ao forno ( 160ºC) até que dourem. É um quebra-queixos light!

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Tudo junto, foi uma covardia! Absolutamente delicioso!

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Eis a opinião dos 3 marujos:
Edinho é o cara! Viva o Amado Manacá! (Edu)
Espetáculo multi-colorido. (Mingão)
Maravilhoso, frutos bons nos dá e quando manipulados com maestria, resultam em êxtase! (Déo).

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Resumão da noite: o tal do Menu do Mar do Edinho foi uma das melhores experiências que nós tivemos até hoje no dcpv.

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O que dá pra imaginar (e nós, particularmente, já sabemos) o que é comer no Manacá (  com sorte, no Amado).
Se tiver esta chance, não a desperdice!

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Grato, Edinho, pela participação, pela simpatia,  pela simplicidade e pela genialidade, é claro!

Até!

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dcpv – da cachaça pro vinho – scrap-almoço no beco do bartô

scrap??
18/04/09

 dcpv – Scrap-almoço no Beco do Bartô

Não sei se todo mundo sabe, mas a Dé é uma aficionada por scrapbook.

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Eis o depoimento dela sobre o que é scrap (vamos chamar assim):
Já fazia um tempo que eu andava a procura de um hobby. Minha família sempre foi muito esportista, mas definitivamente eu não nasci pro esporte. Sempre me machuco!
O Edu sempre foi muito ligado à leitura de jornais, revistas, listas telefônicas e afins. Um dia ele veio com uma reportagem sobre scrapbooking e observou como tudo parecia com os nossos hábitos de trazer coisas de viagens (tickets, folhas, chaves de hotel, etc).
Comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri a 
Pedaços. Fiz uma aula e pronto!
Encontrei um hobby onde eu poderia organizar as fotos e acessórios de viagem, usar e abusar de materiais e colocar o meu lado artístico pra trabalhar. Sempre com um resultado encantador, diferente e divertido.
A cada trabalho feito e deve-se registrar que não é somente em álbuns de viagem que se utiliza esta técnica, a sensação é que se constrói um livro de memórias onde cada vez que se lê/vê, tem-se uma visão diferente e todos podem participar da viagem conosco.
O mais interessante é que você pode montar as suas páginas com um estilo pessoal e não existe o certo ou errado.
Depois de olhar pras fotos; fatos e acontecimentos mudam o jeito de ver. Na montagem das coisas mais simples do dia-a-dia e até na harmonização das cores das roupas na hora de se vestir, o formato é de uma composição de scrap.
Agora, o scrapbooking já é, pra mim, um estilo de vida!”

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Pois pra mim o scrap é simplesmente a melhor maneira de juntar todas as coisas que você faz numa viagem: lembranças, mancadas, boas comidas, ótimos passeios, experiências de todas os níveis, grandes refeições, etc. Enfim, é tudo aquilo que você necessita pra eternizar aqueles momentos já que além de ser uma tremenda releitura, também é uma bela forma de mostrar a viagem pra outras pessoas sem que elas durmam/finjam que gostaram! 🙂

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Eis alguns exemplos de  páginas que compõe os álbuns de scrap que a Dé fez sobre as nossas viagens (já são 8):

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Esta é sobre o Caminito. Não é o próprio??

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Esta é sobre o Toronto Music Garden. Lá tem cada flor!

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Já esta é sobre o passeio no deserto em Dubai. Dá pra sentir a areia?
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O Tesouro em Petra, Jordânia. Nos sentimos os próprios Indiana Jones.

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Recordação da viagem mais bizarra/interessante de avião que fizemos: St Martin/St Barth .

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É claro que não poderia faltar a italiana Fontana di Trevi! Prego!

Pelo menos uma vez a cada dois meses, a Dé vai a loja de scrap, a Pedaços Scrapbook onde a Taís e a Flávia mostram todas as novidades que chegaram.
Ela aproveita pra comprar os materiais e assim, fazer o planejamento das páginas da viagem em questão (ela agora está começando a da Toscana).

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Normalmente, vou junto, deixo a Dé lá e me aboleto na FNAC.
Desta vez, dei uma passada rápida na livraria junto com a Re e resolvemos almoçar no Beco do Bartô (estávamos adiando há um tempão), um bistrozinho que fica no mesmo beco da Pedaços .

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Olha, certamente torcerei pra que a Dé faça este scrap bem rapidinho, pois assim voltaremos e aproveitarei pra tomar um vinhozinho e comer alguma coisa enquanto ela escolhe  tudo.

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Veja se é ou não de se impressionar o estilo bistronomique do lugar?

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Começamos pedindo bolinhos de arroz ao perfume de pimenta rosa.

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A Re foi de peito de frango ao vinagrete de framboesa e risoto de parmesão.

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Já a Dé, de tagliatelle com salteado de alcachofrinha, tomate concassé e salame especial.

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E eu, de costela laqueada com polenta cremosa e agrião.

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Tudo muito bom e saboroso. Uma 1/2 garrafa de Finca La Linda Malbec 2007 e as páginas do scrap-almoço estavam definidas.

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De sobremesa, um crepinho de Nutella com vinagrete de hortelã. A Re não ia deixar escapar a oportunidade!

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E a certeza de que fazer scrap, além de ser uma bela recordação da viagem, também é uma boa oportunidade de viajar na gastronomia.
Pelo menos com a  dupla Pedaços/Beco do Bartô (Rua  Dr Sampaio Vidal, 216- Paraíso- SP . Eu juro que não é jabá. Pelo menos por enquanto! rsrs).

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PS – Este negócio de scrap vicia! Que o diga a Marcie, pois acabamos nos encontrando no Rubayat (no sábado anterior a este) justamente por conta dos tais álbuns.

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Não dá pre sentir o cheiro das especiarias e das frutas do la Boqueria em Barcelona?

E ali mesmo foi fundada a diretoria de Scrap das Organizações da Bóia, um conglomerado em que a empresa master é o VnV do grande Ricardo Freire.
Até a próxima página !

PS – Quer saber melhor o que é e como funciona? Mande um e-mail para debora@veran.com.br. Ela adorará dividir informações e experiências com pessoas que estejam a fim de, no mínimo, ter uma ótima recordação da sua viagem.

Ah! Tem mais uma coisinha: a pérola que veio na porção de ostras que pedimos na África do Sul está muito bem guardada!

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dcpv – da cachaça pro vinho – miami – u.s. route 1 até key west

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29/04/09

dcpv – Miami – U.S. Route 1 até Key West

Voo tranquilo, o da TAM pra Miami. Chegamos cedinho (6:00hs), pegamos o carro na Hertz e rumamos pra Key West.

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Logo de cara, uma surpresa, mudaram a voz do GPS. Aquele charmoso sotaque português da Maria (vire a segúnda na rotúnda!) foi substituído por um sotaque brasileiro avacalhado (vire “no” curva!).
Tudo bem, downgradeamos a Maria pra Maria Aparecida, a Cidinha.

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E com a Cidinha nos indicando o caminho, seguimos pra descompressão miamística: o Prime Outlets em Florida City.
Olhada geral nas lojas (bem fraquinhas, por sinal!), café no Starbucks e definitivamente começamos a nossa viagem.

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Porque entrar na U.S. Route 1 South ou melhor na Overseas Highway  já em Key Largo é uma verdadeira viagem.

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E nunca uma denominação foi tão bem dada como Overseas Highway.
São 160 km de paisagem estonteantes com o verdinho do mar como astro principal (as vezes temos somente ele entre as pistas!) e de obras de engenharia (olha o corporativismo!) tão estonteantes quanto.
E não é que a “bichinha” é realmente uma estrada sobre o mar?

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Nossa efetiva primeira parada foi em Colony City onde praticamos o esporte ideal desta viagem: explorar!

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Faça isso! Quando achar que o lugar tem cara de bacana, entre. Você não vai se arrepender.
No caso de Colony, descobrimos um povoado lindo, com muita água, belas casas (vide acima) e barcos. Barcos aos borbotões como veríamos em toda a viagem.

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Também aproveitamos pra abastecer os nossos estômagos na Donarchi  Delicatessen onde nos sentimos como aqueles personagens de filme americano, já que o nosso pedido foi feito ao lado de um baixinho com uma estrela no peito, o xerife da cidade.

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A comida? Uma tremenda Ceaser’s Salad e um Sanduba de Caranguejo. Deliciosos!

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Continuamos e um pouco mais à frente vimos uma placa: sorria, você está na Bahia!

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Mentirinha, mas estávamos no Bahia! No Bahia Honda State Park, um parque estadual super bem cuidado e com a melhor praia de todas as Key (misteriosamente, são poucas as praias com areia por lá).

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Andamos, conhecemos os lugares, nos sentimos dentro de paisagens de cartão postal.

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E vejam a organização dos americanos. Até os pássaros pousam pras fotos por lá.

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Também, com a Honda patrocinando, até o Turcão aqui de Ferraz de Vasconcelos! rs

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Mais alguns km (são 260 desde Miami) e chegamos ao hotel Casa Marina em Key West.

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Muito bem posicionado (a 3 quarteirões da Duval St) e de frente pra única praia com areia, a Smather`s Beach por sinal, muito bem equipada com piers e calçadões.

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Esta foto é da sacada do quarto do hotel!

Checamos o hotel e “simbora” pro restaurante  cubano El Siboney (curiosidade: Key West é o ponto dos USA  mais próximo de Cuba com 90 milhas de distância).

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Antes de chegar ao restaurante, aproveitamos pra ter a nossa primeira experiência com o por do sol. E foi linda!

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Voltando ao cubano, começamos com um pão com manteiga na chapa.

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A Dé pediu um peixe frito acompanhado de batata frita e salada.

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Eu fui de caranguejo recheado (quase uma casquinha), banana frita, arroz amarelo e feijão preto.

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Muito bons, mas nada que justificasse a fama do restaurante.
É, na verdade, um “sujinho” cubano “zagateado¨ que deu certo e que poderia se chamar Muecotó devido ao excelente preço, pois gastamos U$ 30 com direito a uma sangria de Chateau Duvalier. Uma pechincha!

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Noite terminada, 2 tacinhas de vinho no bar do hotel e a certeza de que nos divertiremos com os wreckers, a Conch Republic e os caminhos (tortuosos, devido a manguaça) do Hemingway.

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Até!

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Pra acompanhar o restante da viagem, veja também:

Key West, a ex-Conch Republic –  https://eduluz.wordpress.com/2009/06/02/key-west-a-ex-conch-republic/

De Key West a Miami Beach – https://eduluz.wordpress.com/2009/06/08/de-key-west-a-miami-beach/

Miami – Baseball e Ola, comida new cubana – https://eduluz.wordpress.com/2009/06/15/miami-baseball-e-ola-comida-new-cubana/

Deco District, Miami Beach – https://eduluz.wordpress.com/2009/06/19/deco-district-miami-beach/

Miami Beach – Mi casa, Casa Tua – https://eduluz.wordpress.com/2009/06/29/miami-beach-mi-casa-casa-tua/

dcpv – da cachaça pro vinho – 16º interblogs – a escolinha do prof michel

número 215
14/05/09

dcpv – 16º interblogs – A escolinha do prof Michel

Esta história é muito boa.
Conheci o Michel Khodair através do seu homônimo blog, o Khodair. Sempre com informações antenadas e “tiradas” de primeira.

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Edu, Déo, Prof Michel e Mingão: estudando! 

Daí foi um pulo pra convidá-lo a participar dos interblogs (quer saber o que é?). Resposta pronta e afirmativa:” Puxa! Que honra. É claro que topo.”
O tempo passou (rápido, como sempre) e no intervalo, o prof Michel abriu o CEG (Centro Educacional de Gastronomia), uma bela escola na Av dos Eucaliptos, 618, Moema, Ibirapuera (depois deste jabá, esperamos uma nova aula com o mesmo preço! rsrs).
Aproveitei e nos inscrevi, eu e a Dé, pra fazer um curso de uma tarde sobre Wok. Inscrição aceita, perguntei como pagar o tal curso.

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A Dé caprichou na produção da sala de aula!

Prof Michel me respondeu: “No momento estamos com muita procura por cursos longos. Retiramos quase todos os cursos curtos”.
Eu retruquei: “Quer dizer que você não está dando bola pros pequenos clientes!” rsrs

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No que ele desafiou: “Pra não deixar o amigo a ver navios, irei na sua casa e darei uma aulinha básica sobre Wok e de tabela nos esbaldamos com comidinhas “wokianas”. E eu não descarto a minoria. Eu trato com carinho e atenção redobrada, tão redobrada que vou até a minoria ensinar em vez da minoria vir até mim !” rsrs

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Resultado disso tudo: o dia chegou e o Prof Michel se aboletou pra Ferraz de Vasconcelos pra ministrar a tal aula sobre Wok (e gastronomia) pros seus alunos aplicados, nós mesmos.

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Acompanhe, portanto, a 1º Aula Básica de Culinária ao Vivo e em Cores do dcpv, a Escolinha do Prof Michel. Começamos com caipiroskas e saquerinhas.
Caipiroskas de Mandarina com  Absoluts Vanilia e Mango.

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E Saquerinhas de Blueberry.

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Competentes e aquecedoras e com os motores aquecidos, começamos efetivamente a aula.

Prof Michel nos saudou com as seguintes entradas:
I – Camarões de tamanho impressionante com legumes e pão tostado (servidos num copo bacana) **

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É claro que já tinha feito o mis-en-place, pois o Michel veio do Ibirapuera até a nossa grande megalópolis em pleno horário de rush e chegou após as 20:00hs. Os legumes da salada já estavam cortadinhos: pepino japonês, tomates e salsão.

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O molho também já estava pronto. Azeite, gergelim (branco e preto), sal, pimenta do reino e shoyu.

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Os camarões impressionantes foram “wokados” e “shoyados”.

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Tudo isto num copo bacana .

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Didático, não? E deliciosos!

II – Cubos de frango ao curry, abacaxi no pão de uvas e queijo suiço gratinado**

Refogamos cebola em brunoise (ah! esses professores!). Juntamos peito de frango e abacaxi em cubos. Adicionamos creme de leite fresco e curry. Ajustamos o sal.

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Cortamos o pão de uvas do Olivier Anquier (aqui, em vez dos alunos presentearem o professor, aconteceu o contrário. O Michel nos trouxe o pão, além de muitos outros presentinhos).

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Arrumamos o frango por cima do pão, ralamos o queijo Ementhal e levamos ao forno pra gratinar.

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Pronto, um espetáculo e tiramos nota 10 com louvor (também com esse professor!).

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Era hora do intervalo. Conversamos um pouco, jogamos (ou melhor, assistimos) futebol e voltamos pra aula.

Prof Michel nos ensinaria a fazer o prato principal: Linguado com Coco, Gengibre e Caril **
Começou salteando cebolinha verde e gengibre ralado numa Wok. Adicionou a pasta de caril vermelha, o leite de coco, o caldo de peixes, as folhas de kaffir e o talo de capim limão. Finalizou com nam pla e shoyu. Estava pronto o molho.

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Salteou o linguado em cubos, os camarões e as lulas em anéis num pouco de azeite.

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Finalmente, misturou o molho ao salteado de frutos do mar.

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Estávamos prontos pra prova final no CEG. Só faltava mostrar o resultado, o prato montado.
Como acompanhamento, um arroz jasmim com leite de coco e um caril de batatas e pimentão (onde o professor mais uma vez mostrou os seus conhecimentos ao nos ensinar o que é uma batata Pont Neuf?).

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Cheiroso, saboroso e só ouvíamos “hummms” na sala-de-aula.
E não é que a diversão estava chegando ao fim, mas antes uma adoçada (mais ainda)  na nossa vida.

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Prof Michel trouxe as tortinhas de casa e comprou o chocolate belga .

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E nós não precisamos fazer nada nas Tortinhas de Patê Sucrèe com Chocolate Europeu, Bananas Derretidas, Calda de Caramelo e Macadâmias**.
Só comer!

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Cumprimos a missão; comemos bastant!.

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Ué? Este blog não se chama da cachaça pro vinho? Cadê os próprios?
Calma, o professor não proibiu bebidas alcoólicas. Pelo contrário, ele nos acompanhou, inclusive, nas opiniões um tanto quanto inusuais.

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1 – Vinho branco DA’divas Lidio Carraro Brasil 2008 = perfumado, michelado, impressionante, khodairesco.

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2 – Vinho branco Jacobs Creek Chardonnay Austrália 2008 = perfeito, apimentado, nicolekkidmanesco, competente, honesto.

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Olha, certamente foi a melhor (e mais praseirosa) aula que tivemos até hoje (como disse o grande Mingão).

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Fica aqui o nosso eterno agradecimento ao Prof Michel (ele foi eleito por unanimidade o professor honorário do dcpv) por esta participação ao vivo, pois além da quantidade de ensinamentos que ele nos proporcionou, ele demonstrou ser um tremendo boa-praça!
Esperamos que a partir de agora, ele pense seriamente em abrir uma filial do CEG aqui em Ferraz!

Leia a opinião do professor Michel sobre a classe: ” Irresistivelmente marcante. Adorei porque vocês adoraram”!

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E leia a opinião dos alunos:

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Grande menu! Viva o Michel! Quando é a próxima? (Edu)
Adoramos porque você cozinhou. (Mingão)
Perfeito congraçamento e adequação; interação deliciosa! Noite perfeita! (Déo)

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É isto mesmo! Como disse o Déo, noite perfeita e parodiando o início do nosso contato,“a honra foi nossa”!
Não é qualquer um que toma o anisete da D. Anina!

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Até o próximo inetrblogs que será em junho onde teremos a comida do Minho, indicada pela intrépida e popularíssima Ameixinha do blog Canela Moída.
Como diria o grande Sílvio Santos, aguardemmmmmmmmm!

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PS – Todas as receitas com ** são do Prof Michel. Ou seja, todas as que foram feitas (e devidamente comidas) nesta noite .

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dcpv – da cachaça pro vinho – hakkasan no fontainebleau – miami beach

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02/05/09

 dcpv – Hakkasan no Fontainebleau – Miami Beach

O chefe Alan Yau é poderoso! Ele emplacou o restaurante chinês dele, o “michelado”  Hakkasan como um dos 50 melhores do mundo (o 36º) segundo a revista Restaurant. Esta lista  é questionável, eu sei, mas os bambambans (Ferran Adriá, a esquadra espanhola, o Alex Atala, etc) estão todos lá!

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E ele acabou de abrir uma filial do Hakkasan no hotel Fontainebleau (ex-Hilton) em plena Miami Beach.
Coincidência! Nós íamos pra Miami, a Ale Forbes, da LBV,  nos deu a dica, reservei pelo telefone (sábado, 02/05 as 19:30 hs. Só tinha este horário!) e … fomos.

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Chegamos e constatamos o óbvio. O restaurante é lindo com uma ambientação que te transporta diretamente prum ambiente chinês .
Todo modernoso com iluminações indiretas, um bar de transformar abstêmio em “bebum” e frequentadores da mais bela fauna. Ou seja, pura badalação!

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Como se não bastasse, a comida é espetacular. Fomos atendidos pelo Ricardo Mendes, um brasileiro que é o gerente do Hakkasan e ele foi extremamente simpático, tendo, inclusive,  nos auxiliado quanto as informações sobre alguns dos pratos (se quiser ser bem atendido por lá, mande um e-mail pra ele – ricardomendes.hakkasan@fontainebleau.com ).
Começamos pelos tradicionais Dim Sum (Dim Sum Platter). De camarão, veggie (a Dé adorou!) e com cobertura de ovas de salmão. Deliciosos e os molhinhos de pimenta estavam “quentes”!

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Acompanhado de um vinho branco, pedi  Camarões Laqueados (Soya Prawn) com legumes crocantes  que estavam fantásticos …

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… e um Silver Cod Marinado com Mel Chinês e Champagne Moet Chandon pra Dé, que estava dos deuses. Mais parecia uma mousse de peixe, tamanha a maciez com que se desprendia da pele, fora o charme dos aspargos extremamente verdes e da raiz de lotus crocante como um verdadeiro tempurá deve ser.

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Perguntamos pro Ricardo sobre as sobremesas e ele nos indicou uma White Chocolate Mousse com Sorvete  de Maracujá e outra, um Chocolate Banana Fondant com Sorvete de Banana. Simples e saborosas!

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Ainda conseguimos fazer uma cerimônia do chá pra terminar a noite de uma maneira que ela merecia: quente, cheirosa e reconfortante.
Nada mais tranquilizador do que uma bela xícara de chá!

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Pronto! Conta paga (é, não foi barato!!); passeio pela China  finalizado; nos restou vagar pelo lobby/bar do Fontainebleau e constatar que o dinheiro foi muito bem gasto na reforma . Bonito, né?

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Resuma da ópera Madame Butterfly : se o Hakkasan estivesse aqui em São Paulo, fatalmente seria o melhor lugar pra degustar a inebrieante comida chinesa.
Dois clientes cativos e paulistas (como nós!)  já seriam “hakkasanianos” desde criancinhas!

Bye!

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dcpv – da cachaça pro vinho – nem suína, nem gripe. viva méxico!

sombrero
06/05/09

dcpv – Nem suína, nem gripe. Viva México!

Dia de retorno de Miami. 8 hs de voo cansam qualquer um, mas como era quarta-feira, fizemos um “sacrifício” e partimos pra mais uma noite de amigos!

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O que fazer? Pensei no momento de baixo astral que “nuestros hermanos” mexicanos estão vivendo com essa história de gripe suína.

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E pensei também no que eles já nos deram de prazer gastronômico: tortillas, burritos, guacamole, tamales (quem se lembra do Seinfeld?), chilles, moles, frijoles. Sem  contar a comida maravilhosa da Lourdes Hernandez, na Casa dos Cariris (aguardem pois ela topou participar do dcpv x Chef).
Portanto e utilizando o critério da predileção, fiz algumas comidinhas mexicanas ” manjadas”, mas que são extremamente reconfortantes.

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Vamos lá a noite do desagravo mexicano, a noite Viva o México no dcpv. Adelante!
Começamos os trabalhos com umas Margaritas. Umas de limão siciliano, outras de limão tahiti embas com muito gelo, Cointreau, tequila e sal na borda do copo, co manda o figurino!

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Como entrada, Guacamole com Doritos (sim, os de pacote!). Um abacate amassado, cebola picada bem fina, pimenta dedo-de-moça em rodelas , tomate maduro cortado em cubos, suco de limão, coentro e sal. Tudo misturado e formando uma pasta.

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Nós usamos Doritos, mas pode-se acompanhar com qualquer coisa: hortaliças, torradas, biscoitos, etc.

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Um vinho branco, o Chardonnay Jacobs Creek 2008 Aústrália nos disse, sou “azedo, cabeçudo, chardoniesco, competente” durante a noite toda como se fosse uma daquelas bandinhas tocando “ai, ai, aiai, tá chegando a hora”.

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Continuamos vendo o show do Ronaldo (Timão, êô!) e comendo uns tacos daqueles que vem em kits. Uma tremenda carne moída apimentada …

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… com alface, cebola e tomate cortados …

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… queijo prato ralado ..

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… e um belo molho apimentado.Tudo quentinho e “quentinho”! Reconfortante.

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Terminanos (enquanto o Ronaldo terminava com o Atlético. Não é possível! O homem fez um golaço de penalti!!) com uma sobremesa simples e diferentona. Uma gelatina de amêndoas que é quase um pudim.

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Uma junção de gelatina sem sabor, ovos, leite frio, gemas, amêndoas sem pele e açúcar, escoltada por uma calda de açúcar.

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Perfeita! Como perfeito foi o nosso retorno.
Leia a opinião dos muchachos :

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Arriba Méjico! Arriba Timón! (Edu)
O México é bom, mas o Ronaldo é the best! (Mingão)
Muy delicioso, muy saboroso! (Déo)

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Bom, fica aqui o nosso protesto pelo pré-julgamento idiota de uma população toda ( mais de 100 milhões) por causa de mais uma gripe (que deve ser pior do que as outras, mas é uma gripe !) que ocasionalmente caiu sobre o povo mexicano.
Nada melhor do que apresentar esta bela culinária pra exorcizar qualquer falta de informação.

Até!

PS – O Alessander Guerra do excelente  blog Cuecas na Cozinha vai lançar um livro. Portanto quem estiver em São Paulo nos dias  27 (quarta) ou no dia 30/05 (sábado) é só dar uma passada lá no Cuecas, ver os endereços, ir conhecer o Alessander em pessoa e dar uma força pra mais um foodie que transformou o seu  sonho em realidade. Nós (eu e a Dé) vamos!

dcpv – da cachaça pro vinho – dançando um tango em orongo

Iorana

dcpv – Dançando um Tango em Orongo

Hoje é dia de Orongo. Segundo todos os que conversamos, o passeio mais bacana da Ilha de Páscoa (basta dar uma olhadinha no novo template do dcpv, by Re).

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Mais uma caminhada longa pela costa sudoeste Rapa Nui, com uma bela subida e com direito a suadores em geral.

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E após 2 horas, chegamos a belísssima cratera do vulcão Rano Kau.

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Um “buracaço” de 1,6 km de diâmetro com uma visão do seu interior que mais parecia um mapa-mundi formado de água e rochas.

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Espetacular!
Achamos, inclusive, uma homenagem a uma equipe de cientistas brasileiros que descobriram uma erva nativa que auxiliava a recuperação de pacientes transplantados. Tudo bem que bandeira nacional estava de ponta-cabeça …

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Ainda andamos em volta da borda da cratera com direito a fotos de todos os ângulos possíveis e imagináveis e chegamos a aldeia do Homem-Pássaro!

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Quem assistiu ao filme Rapa Nui sabe o que estou falando. Nele, os homens (Keanu “Matrix” Reeves, incluído) saltam de penhascos pra participar de uma disputa.

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Na verdade, os homens-pássaros não saltavam do penhasco senão morreriam! (o penhasco é altíssimo e chapado de pedras).
Eles participavam de uma competição de natação entre a Ilha e o Motu Nui e cada um deles representava um chefe de tribo. O competidor que nadasse mais rápido, conseguisse pegar um ovo de uma ave no Motu e voltasse ao continente, dava o título de rei ao seu patrocinador e ganharia o título de homem-pássaro por um ano ou seja, até a próxima competição.

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Tudo isso está no Parque National Rapa Nui onde estão preservadas as instalações onde os homens-pássaros se concentravam (alguma coisa como uma Vila Olímpica) …

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… e com vários petroglifos ainda não decifrados.

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Muito interessante. Voltamos ao explora pro almoço frugal e…

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… como o cansaço da família Luz era generalizado, modificamos o passeio da tarde pra irmos direto a Ahu Tongariki (de van, please!), o mais famoso de todos.

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E tiramos as melhores fotos com a melhor iluminação que tivemos em toda a viagem.

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Os moais relamente pareciam ter vida!

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A vida de Rapa Nui não é facil !

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Nos despedimos da Ilha com um belo jantar e a certeza de que a viagem pra lá é muito mais do que uma viagem.

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É praticamente um teletransporte no tempo onde você  sente o mesmo passando lentamente e dando um grande prazer ao ter esta sensação.

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Será que é a falta de televisão, som, computador, celular, twitter, etc? rsrs
Ou será o nascer do sol?

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Maururuu!

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dcpv – da cachaça pro vinho – na rota das especiarias

número 213
22/04/09

 dcpv – Na rota das especiarias

A Dé assina a  Claúdia! A revista Claúdia, aquela que a mulherada normalmente adora (só o  número de assinantes já corrobora o que eu estou dizendo).

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E vou confessar: também gosto muito. Folheio, pesco algumas dicas de viagens/restaurantes e aproveito pra me inteirar do que está acontecendo no universo “mulheral”. Afinal de contas, exceto o Degas aqui, todo mundo em casa é do sexo feminino: a Dé,  a Re e até a Tiro e a Octo (estas duas últimas personagens são as nossas cachorras).

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Ah! Tem mais uma coisa que me incentiva a ler a Claúdia: o encarte Claúdia Comida&Bebida. Além de bastante informativo, normalmente traz receitas bastantes interessantes.

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Nesta última edição (abril/09), achei uma matéria denominada “Na rota das especiarias” onde a Fabiana Badra Eid escreve um texto muito bacana sobre a importância das especiarias em toda a História do Mundo e com muitos fatos curiosos.

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Por exemplo, você sabia que “originalmente, as especiarias eram empregadas no preparo de medicamentos e disfarçavam o sabor azedo dos alimentos“.

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Ou “elas já foram usadas como moeda de troca“. Ou ainda ” por meio das rotas das caravanas, saíram do Oriente e singraram mares até chegarem ao continente europeu, onde durante toda a Idade Média foram símbolo de riqueza“.

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Portanto, com esse clima propício e as receitas criadas pela Fabiana, estava tudo pronto pra Noite das Especiarias no dcpv.

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Vamos lá: Claúdia Comida&Bebida ou melhor dcpv Comida&Bebida.

Bebidinhas

Caipiroska de lima-da-Pérsia, anis estrelado e Absolut Vanilia e…

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caipirinha de lima-da-Pérsia, noz moscada e cachaça.

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Anis estrelado, noz moscada e a focaccia da Patrícia: começou o caminho das Índias!

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Jamais se deve comprar grandes quantidades de tempero, pois com o tempo, ele perde o aroma e o sabor.
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Entrada Bolinho de Batata com Cominho e Vinagrete  de Tomate e Coentro

É quase uma tortilla. Na verdade, são bolinhos formados por purê de batatas, cebolinha verde picada, cominho moído, coentro fresco, sal e pimenta do reino refogados e levados pra gelar por pelo menos uma hora. Aí é só formar bolinhos achatados e reservar.

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Faça uma mistura com açafrão-da-terra (cúrcuma), cominho em pó e pão de forma esfarelado.
Pronto! Passe os bolinhos num ovo batido, pela mistura de pão e frite-os por 3 minutos de cada lado.

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Uma delícia e ainda mais acompanhado de um vinagrete composto de tomate cortado em cubinhos, cebola roxa picada, suco de limão, azeite, pimenta dedo-de-moça, coentro fresco e sal.

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Um verdadeiro sabor do Oriente.

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Foi escoltado por um Clarete Espanha (a última garrafa do meu estoque) que se mostrou “delicado, tísico, maleitoso, levíssimo“, segundo os Américos Vespúcios, nós mesmos.

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O ideal é dar preferência aos condimentos moídos na hora, em moedor ou pilão, para que as especiarias soltem o aroma aos poucos durante o cozimento.
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Principal Peito de Frango Grelhado com Molho de Açafrão, Frutas Secas e Amêndoas

Receita simples e saborosa. Se bem que saboroso é um adjetivo que obrigatoriamente acompanha qualquer especiaria.
Os filés são temperados com sal, pimenta e dourados numa frigideira.

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Reserve-os e na mesma frigideira, refogue cebola e alho picados. Junte tomate pelado (em lata) e cozinhe. Acrescente o frango reservado, alguns pistilos de açafrão, pau de canela e deixe cozinhar por uns 15 minutos.

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Em outra frigideira, aqueça azeite e refogue rapidamente damasco seco, uva passa e tempere com suco de limão.

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Aproveite e faça um arroz basmati com cardamomo.

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Monte o prato com o frango, o molho de frutas secas, lâminas de amêndoas tostadas, salsinha e um berço aconchegante de Basmati.

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É quase um frasco de perfume (e dos bons) em forma de comida. Verdadeiramente fragrante!

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Foi escoltado por um belo e cheiroso tinto, o raro Quinta do Seival Miolo 2003 Brasil que julgamos “personalidoso, sandaloso, orlandoso, fumático“.

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Na culinária de diversos países, não existe distinção entre doce e salgado e um mesmo condimento pode ser utilizado para dar aroma e sabor a caldas, bolos, geléias e carnes.
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SobremesaAbacaxi picante

A simplicidade é inversamente proporcional ao sabor.
Simplesmente abacaxi cortado em pedaços num refratário e cobertos por uma calda formada por mel, noz moscada, pimenta vermelha em pó e açúcar derretidos; levados ao forno por 25 minutos (200°C) ou até a fruta dourar.

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Dei uma improvisada e servi com sorvete de creme.

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Não é à toa que as especiarias se transformaram em objetos de desejo! A nossa cheirosa e condimentada noite estava terminando.
Antes disso, leia a opinião dos temperistas :

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Leve e perfumado. Fácil de comer. (Edu)
Especiarias especiais. (Mingão e Zeca Baleiro)
Eu “se sinto” satisfeitíssimo. (Déo)

Tivemos nas fotos e pela ordem : cardamomo, kummel, pimenta da jamaica, pimenta vermelha, nigella, zimbro, mostarda, erva doce, açafrão, coentro, fava de baunilha e anis estrelado.  Uma bela seleção de especiarias à serviço do dcpv.

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Até a próxima!

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dcpv – da cachaça pro vinho – uma farra toscana no castelo banfi

preguíssimo
out/08

dcpv –Uma farra Toscana no Castelo Banfi

Continuando o post anterior, estamos nos preparando pro jantar no restaurante do Castello Banfi, o Il Restaurante, um “Michelado”.

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Chegamos as 20:30 e saímos as 22:50. Slow food? Não.

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Na verdade, experimentamos uma cozinha de altíssima qualidade (dá de 20 x 0 no l’Andana do Ducasse!) com um senso de igualdade irrepreensível do chef. Vamos ver o porque!

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Eu (fominha como sempre) pedi o menu degustação. 5 pratos. A Dé não pediu, disse que não aguentaria!

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E não é que o chef resolveu nos encher de “mimos” pra que nenhum de nós (leia-se Dé!) se sentisse isolado.

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Resumindo, eu comi mais de 10 pratos além dos 5 vinhos.

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Foi quase uma tortura gastronômica (se é que isso existe?) com resultados extraordinários.

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E uma particularidade, o que a Dé mais temia, aconteceu.

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O chef também mandou os tais 10 pratos pra ela, além do principal que ela escolheu.

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Olha, um espetáculo. Risotos, massas …

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… carnes e vinhos. Ah, os vinhos!

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Não esqueçamos das sobremesas.

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Praticamente fomos rolando pro quarto (ainda bem que era perto), mas foi prazeroso. E ainda levamos uns docinhos pra comer na viagem.

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Posso parecer um pouco machista (coisa que não sou!), mas vou destacar uma característica marcante de alguns restaurantes italianos: os pratos não tem preço no menu dado as mulheres.  Achei este ato de uma delicadeza inigualável.

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Com este regabofes, encerramos a nossa passagem por Montalcino e pelo incrível Castello Banfi, Il Borgo (grato Constance pela dica!)

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E não é que no caminho de volta pra Milano, ainda tivemos direito a duplo arco-iris .

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Ciao!

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dcpv – da cachaça pro vinho – montalcino – castelo banfi – brunellos

prego
out/08

dcpv – Montalcino Castelo BanffiBrunellos

Dia de conhecer Montalcino e seus Brunellos.

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Antes disso, fazer o check-in Castello Banfi , um hotel dentro duma vinícola sensacional. 

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O quarto ( se é que podemos chamar “aquilo” tudo de quarto!) é espetacular.

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Com vista pras videiras e encravado no topo da montanha ao lado do Castelo (que o dono utiliza pra moradia!), tivemos a grata surpresa de saber que o vinho que dá o nome à suite, o Summus, nos foi presenteado, além de 1/2 garrafa do Brunello Banfi 2003 e duas garrafas de espumantes ( ranco e rosé) Banfi.
Foi uma verdadeira farra vinícola e a Lei Seca não nos pegaria jamais! hehe

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De cara, fomos conhecer Montalcino (fica a uns 20 km do hotel) e a famosa Enoteca la Fortezza, onde se diz que se consegue ver o mais lindo por-do-sol de toda a Toscana e melhor, tomando um legítimo Brunello.

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A Enoteca é linda, pois fica numa fortaleza muito antiga que está localizada no ponto mais alto de Montalcino.

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O único senão foi que chovia um pouquinho, mas mesmo assim conseguimos cumprir metade do objeto do desejo: se não vimos o por-do-sol, tomamos uns belos Brunellos.

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Jantamos na cantina do hotel. Comidinha italiana básica:

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No outro dia, saímos pra conhecer a rota dos grandes vinhos.
Começamos por Montepulciano onde imperam os Nobile e acompanhamos um fenômeno bastante interessante já que estava sol, mas víamos uma densa neblina nos pontos mais baixos.

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De Montepulciano fomos pra Pienza, a cidade que o Papa Pio II imaginou transformar numa super potência, mas não conseguiu!

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Mesmo assim, mais uma bela cidade medieval.

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Aproveitamos pra almoçar na Fattoria dei Barbi, que é uma vinícola espetacular com um restaurante antigo e tradicional.

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Comemos: crostatas, …

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… Pici …

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… Fetuccini ao Ragu …

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… e acompanhados de 2 belas taças do Brunello da Casa, o 2001.
O garçom aprovou quando eu pedi pois este vinho é considerado um ícone!

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Ainda passamos pela Biondi Santi (mais um ícone!) e mais uma garrafa pra coleção! Atenção: este tom de azul nas árvores não é nenhum tipo de filtro. Elas são assim mesmo!
Terminamos a tarde, praticando o esporte que nos consagrou nesta viagem: comprando mais alguns vinhos na própria Banfi.

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Tudo isto e ainda não tínhamos jantado já que reservei no próprio hotel, um estrelado Michelin.

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E este jantar foi histórico, mas pra que este post não fique muito maior do que já está, deixo pra continuar no próximo post… (que  publicarei  diretamente de Miami, onde nos encontramos agora!)

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Arrivederci!

.


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