Arquivo para junho \29\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – miami beach – mi casa, casa tua!

Belíssimo
05/05/09

dcpv – Mi casa,  Casa Tua !

Último dia em Miami.

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Acordamos bem cedo e fomos caminhar por Miami Beach, a praia.

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E que bela praia!

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Água azulzinha, belo serviço e muita gente bonita.

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Casinhas de salva-vidas que são uma referência mundial. E que parecem que vão sair personagens de séries de tv de dentro delas!

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Até as algas marinhas de lá são fotogênicas (esses americanos!).

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Na verdade, falando claramente, toda vez que vemos praias neste nível, ficamos envergonhados, pois poderíamos muito bem ter essa estrutura e essa civilidade por aqui. Tudo muito limpinho e organizado!

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Um belo café no Jerry’s Famous Deli e fomos dar umas voltinhas na região das Collins e Washington Ave com direito a lojas Art Deco e uma bela passda pela Macy´s.

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Ali pertinho da muvucada Lincoln Road, fica o restaurante italiano Casa Tua, uma dica do Diogão (vocês conhecem bem este garoto Destemperado!), corroborada pela presidenta da LBV, a Ale Forbes e que reservei pelo OpenTable .

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Só o ambiente criado pelos donos já valeria a visita, pois além de um excelente restaurante, o Casa Tua também é um hotel e um clube super-exclusivo.
Uma casona toda cercada por vegetação e com características de uma belíssima “pensione” toscana.

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Optamos por ficar outside (tremendo sol e calor!) se bem que a o interior da Casa também era muito bonito e aconchegante.

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Além da cozinha que tem uma mesa especial pra fazer a sua refeição lá mesmo!
Imagine, você e seus amigos jantando aquela comida deliciosa e vendo o próprio chefe trabalhar? Deve ser incrível!

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Focaccias e grissinis constavam do couvert.

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Escolhemos um prato de salumeria (Mix Italian Salumi) pra entrarmos mais ainda no clima caseiro.
Presunto crudo, salami, copa. Tudo igualzinho aqueles frios da Toscana.

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A Dé foi de Penne ao Molho de Tomate Fresco e Burratta. Fresco mesmo e parecendo a pasta da mamma !

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Eu, de Spaghettoni de Ricota ao Pesto com Camarão. Uma mistura muito interessante e com um resultado surpreendente já que o macarrão parece um grande nhoque.

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Pra acompanhar essa viagem dentro da viagem, taças de um vinho branco italiano, um Trebbiano d’Abruzzo 2002 que foi servida numa bela embalagem personalizada, uma jarrinha de vidro muito bonita.

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Finalizando a nossa visita à casa dos Grendene, um legítimo representante da cozinha italiana. Um Casa Tua Tiramisu, levíssimo e saboroso.

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Cafezinho, doces e ciao!!

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Repare que não existe o nome do restaurante na sua entrada. E nem precisa, mesmo, lá é como se fosse a sua casa!

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E bye-bye que a big city Ferraz de Vasconcelos, mais conhecida como Nova Toscana, nos espera.

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dcpv – da cachaça pro vinho – mume – museu do futebol e mestiço

tabelinha
07/06/09

dcpv – MuMeMuseu  do Futebol e Mestiço

Fomos conhecer o Museu do Futebol.
Ele fica lá no Pacaembu. No estádio Paulo Machado de Carvalho, a casa do Coringão.

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Como o prospecto do museu informa “visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no sec XX e descobrir porque somos habitados pelo futebol“.

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E é imperdível mesmo. Se você ainda não foi (e mesmo não gostando de futebol), vá !
Você gastará umas duas horas passeando, se entretendo, se informando, aprendendo a história contemporânea brasileira e se perguntando a toda hora: Puxa, é verdade que este museu é aqui em São Paulo?
Salas mostrando as origens do futebol; salas com os heróis brasileiros; interatividade com diversão garantida; curiosidades e até a possibilidade de medir a potência do seu chute (isto se você não der um vexame  e errar a bola!). E de quebra uma vista totalmente diferente da praça Charles Miller.

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Infelizmente (e talvez este seja o seu único defeito) fotos são proibidas.
Mas só o fato de ver os lances geniais do Pelé já valeria sair e pagar um outro ingresso (como naqueles gols de placa que Sua Majestade fazia!)

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E pra melhorar, ao sair de lá, dê uma pequena esticada e almoce no restaurante Mestiço.

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É incrível como ele não perde o estilo. Já fomos tantas vezes e em todas, saímos satisfeitíssimos.

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Também, com estes pratos no menu é covardia:
Krathong-thong (fala-se cratom-tom), as cestinhas crocantes recheadas com carne moída temperada que são o cartão de visitas do Mestiço. Impossível comê-las aos montes e sem colocar um pimentinha!

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Guanabara (a Re pediu), um arroz com feijão preto (que feijão!), bifão de miolo de alcatra e empadinhas de alho poró. Parece o Museu do Futebol. É imperdível.

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Casablanca (eu pedi), um lombo de cordeiro grelhado e acompanhado de belas batatas sauté e tomates grelhados. Saboroso ao extremo!

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Paad Thai (a Dé pediu), um tremendo talharim tailandês com frango, broto de feijão, amendoim, camarão seco e especiarias. Thai, thai, thai e thai.

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Bolinhos de Estudante, feito de goma de tapioca e coco, são os acompanhantes ideais pra quem gosta dum cafezinho (e pra quem não gosta também!). Todo mundo quer pegar um rapidamente!

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Brownie com calda de Chocolate, uma sobremesa indecente.

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Sorvete de Coco com Calda de Gengibre, super tropical e refrescante. Estava frio, mas e daí?

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As fotos falam por si só.

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A dobradinha Mu-Me, Museu do FutebolMestiço é igual a dupla Pelé-Coutinho. Ou seja : é bola no barbante!

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Goooooolllllll!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 17° interblogs – canela moída (ameixinha) no dcpv

número 218
17/06/09

dcpv – 17° interblogs Canela moída (Ameixinha) no dcpv

Que grande prestígio ser convidada para participar no interblogs. A minha sugestão de menu será relacionada com a região onde nasci e onde vivo: o Minho, no norte de Portugal“.

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Pois é! Uma das blogueiras/foodies mais atuantes e mais populares, a Marta, a Ameixa Seca, a Ameixinha do blog Canela Moída é a participante deste 17° interblogs (quer saber o que é e como funciona ?).

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Ela, como boa portuguesa que é, uma verdadeira famalicense, escolheu um menu totalmente “minhoso” (será isso mesmo?).

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Não faltarão ingredientes/receitas tradicionais como azeitonas, bacalhau em forma de bolinhos e do jeito Zé do Pipo, caldo verde, polvo e doces conventuais.

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E como a Ameixa é efetiva e participante!
Se fizermos uma pesquisa, o Instituto dcpv verificará que ela comenta em quase todos os nossos posts. E melhor, comentários pertinentes e normalmente com um tremendo bom humor.

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Resumindo, a Ameixa é uma visita indispensável no dcpv. É praticamente uma sócia e nós todos gostaríamos muito que ela estivesse por aqui jantando conosco.
A Dé, inclusive, aproveitou pra montar a mesa para 5 pessoas, pois após esta convivência internética, achamos que a Ameixa deveria e mereceria estar presente!

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Bom, vamos lá!
Vamos enfrentar a comida Minhota da Ameixinha que preenche o 17° capítulo do Livro dos interblogs.
Quem sabe, não façamos uma das festas de lançamento justamente em Portugal e no Minho?

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Aperitivos

Nada mais Minhoto do que azeitonas verdes marinadas em alho e ervas aromáticas.

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E nada mais agradável do que uma bela caipiroska de lima da Pérsia com manjericão roxo.

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A noite promete!

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Tira GostoBolinhos de Bacalhau

Como a própria Ameixa escreveu “o bolinho de bacalhau para muitos é o prato principal com um arroz de feijão, mas para mim e tantos outros, é uma entrada acompanhada de um bom vinho”.

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Não podemos desobedecer a Ameixa!
Portanto, comecemos com o tinto Alabastro Reserva 2004 Alentejo que foi “picante, quentão, suflair, airoso” segundo os gajos, nós mesmos.

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Já o bolinho de bacalhau é feito da seguinte maneira, segundo a Ameixinha :
Cozem-se 200 g de batatas com a casca, descascam-se e reduzem-se a purê.
Cozem-se 250 g de bacalhau demolhado, escorre-se, limpa-se de peles e espinhas e esfrega-se muito bem num pano limpo e grosso, até ficar completamente desfeito e sem fios. ( o bacalhau, não o pano. hehehe)
Numa tigela, junta-se o purê de batata, o bacalhau, 1/2 cebola e 1 colher de salsa picadas finamente, 1 cálice de vinho do Porto e tempera-se com sal, pimenta e noz moscada.
Incorpora-se os ovos, que são 4, um a um, ligando intimamente ( uiiii!) a massa até esta apresentar uma consistência ideal ( nem muito líquida, nem muito grossa).
A quantidade dos ovos depende do tamanho deles e da qualidade da batata.
Moldam-se os pastéis com a ajuda de duas colheres de sopa e fritam-se em óleo abundante e quente”
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Deu pra perceber que as receitas além de bem explicadas são extremamente divertidas, como a própria Ameixa.
E estes bolinhos são tão bons que o nosso  próximo projeto será a abertura do Boteco dcpvMinho.

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Sopinha – Caldo-verde à Minhota

Esta veio sobre encomenda. Ainda mais com o frio que está fazendo aqui no país tropical!
E justo caldo verde, que a Dé tanto adora! Ameixa, você acertou no alvo !

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Uma tremenda “sopaça” feita de batatas, cebola e alho cozidos, amassados e esmagados rusticamente. Adicionei couve cortada finíssimamente e coloquei uma rodela de chouriço (na verdade, um fuet catalão!) no fundo de cada prato.

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Pra acompanhar e ao mesmo tempo, permitir uma bela “molhada”, fatias de broa de milho!

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Momento-testemunho: eu não gosto de caldo verde (na verdade, sou traumatizado pois a minha mãe fazia e me “obrigava” a comer! rs), mas este é um verdadeiro manjar. Excelente!

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Aproveitamos e continuamos com o Alabastro.

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Principal – Bacalhau a Zé do Pipo e Arroz de Polvo

Como prato principal escolhi o incontornável bacalhau e um prato de polvo, o arroz malandrinho” disse a Ameixa.
Olha aí, bacalhau e a Zé do Pipo (já que os Zés do Pipo, os da barriga de quem come e bebe bem, são representantes famosos da região).

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Comprei postas respeitáveis de um bom bacalhau na feira do Pacaembu e fiz o que a Ameixa e a receita mandam: demolhei o tal, cortei em postas e levei a cozer (acho que estou ficando afetado!) com leite.

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Piquei cebolas e murchei no azeite com louro, sal, pimenta e um pouco do leite que cozeu o bacalhau. Coloquei as postas numa forma, deitei (olha!) as cebolas sobres elas e cobri com maionese. Contornei com purê de batata e levei pra gratinar.

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Este é um clássico. Um Benfica x Porto. Um Palmeiras x Corinthians. Um Corinthians x Barcelona na final do mundial de 2010 (ainda mais depois dos 2 x 0 contra o Inter).
Ôpa, vamos voltar pro interblogs.

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Acompanhamos com um belo arroz malandrinho que se origina do polvo, aquele bicho que às vezes cisma de ficar borrachento. Não foi neste caso, pois usei um polvo que já estava pronto desde a última utilização e então, fiz uma refogado com azeite e cebola picada e juntei o octopussy devidamente esquartejado.

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Coloquei tomates cortados em cubos, temperei com sal e deixei cozer por 10 minutos, conforme a mestra Ameixa indicou. Reguei com vinho branco e somei salsa e um dente de alho. O último passo foi acrescentar o arroz que pra facilitar, já estava pronto também. Só coloquei um pouco de vinho branco, o suficiente pra ele ficar molhadinho, ou seja, malandrinho.
Saboroso, cremoso (lembra um daqueles belos risotos bem líquidos) e um parceiro perfeito pro Bacalhau.
Assim, viraremos verdadeiros Zés do Pipo.

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Pra acompanhar esta farra Minhota, nada melhor do que outro tinto português, o Meia Encosta Dão 2003 que disse em bom e velho sotaque luso:“bão, grapposo, simidão eu bebo, serigrafesco”.

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E pra ilustrar um pouco, se perguntarmos pra alguns “experts” se o copo de um vinho é tinto ou branco, eles pensarão um tempo pra responder e confirmarão que não são tão “experts” assim (viu, Renatão!!).
Mas se fizerem a mesma pergunta prum português, ele responderá: cheio!
Esta foi a
Ameixa que contou. rs E é muito boa!

Sobremesa – Pudim à Abade de Priscos

Esta sobremesa tem história. O Abade de Priscos, Manoel Joaquim Machado Rebelo, pároco da freguesia de Priscos por 47 anos, foi um dos maiores cozinheiros portugueses do séc XIX e preparou grandes e suntuosos banquetes pra homenagear reis, príncipes, prelados, ministros, núncios apostólicos e figuras eminentes da aristrocracia, da política, das artes, das letras e inclusive, de Ferraz de Vasconcelos assim como nós, do dcpv.

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Este pudim é feito com ovos, açúcar, toucinho, vinho do Porto, casca de limão e um pau de canela.

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É cozido em banho-maria em forma canelada (usei uma de silicone mesmo) barrada de caramelo como indicou a Abadesa do Minho, a Ameixa.

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Este pudim é muito, mas muito bom mesmo. A impressão de que o toucinho deixaria algum rastro é totalmente dissipada quando o experimentamos. Parece um pudim de leite condensado sem aquele açúcar todo.

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É leve, saboroso e simplesmente diferente (não precisa nem dizer que os fominhas comeram mais de uma vez).

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Como a proximidade nos indicava, um belo vinho do Porto encerraria com chave de ouro este banquete

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Aproveitamos a oportunidade pra agradecer a simpatia, o alto astral (caso raro de se encontrar) e a frequencia com que temos contato com a Ameixa, além, é claro, desta participação tão regional.
Na verdade, nos sentimos como se estivéssemos em plena Vila Nova de Famalicão, conversando e nos divertindo num grande e fraterno bate-papo.
Seguem as nossas já populares flores virtuais:

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Eis a opinião dos Minhotos desde pequenininhos sobre este sarau gastronômico:

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Comida Minhota + Canela Moída = Grandes Momentos . (Edu)
É uma comida portuguesa e maravilhosa com certeza!! (Mingão)
Soberbo jantar ! (Déo)

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Valeu Ameixa !

PS – E já estamos no aguardo do próximo Inter Blogs, o Húngaro em julho.
É, a Odete do blog Páprika na Feijoada e o húngaro Georges, o esposo dela mandarão receitas magiares pra nós manjarmos ( ê, Zeca Baleiro!).

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – miami beach – art deco district

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03/05/09

Miami Beach – Art Deco District

Hoje é dia de aula! E aula de arquitetura!

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Prepare-se! Você vai aprender um montão de coisas sobre Art Deco.

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Este passeio que fizemos (eu e a Dé) pelo Art Deco District  já tinho sido adiado por 2 vezes, pois por ser extremamente fácil (a Ocean Drive fica ao lado do hotel!), o deixamos em standby pra dar uma quebrada no ritmo alucinante das compras (U$, U$, U$).

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Resultado: fizemos um passeio 2 em 1, pois aproveitamos e o acoplamos à nossa caminhada matinal.

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Pra quem não sabe (e nós não sabíamos), o estilo Art Deco nasceu em Paris, na exposição Mundial de 1925 com muitas influências tais como as formas florais da Art Nouveau, de Bauhaus e algumas construções geométricas do Cubismo além dos famosos neons.

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Nos USA, a invasão Art Deco começou em 1930 com uma profusão de hotéis. Este período durou pouco tempo, pois estes mesmos hotéis se transformaram em abrigos de soldados americanos na Segunda Guerra Mundial.

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Coube a arquiteta Barbara Capitman brigar pra restaurar estas obras de arte e, finalmente, o Distrito Histórico de Miami Beach foi instaurado em 1979.

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Todo o circuito, especialmente o da Ocean Drive é um museu a céu (e sol) aberto. E nada melhor do que um museu ao ar livre e, melhor ainda, à beira-mar.

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Caso você queira alugar um walk-tour self guide, vá antes ao Centro Turístico que fica lá mesmo na Ocean Dr.  Nós optamos por seguir o guia impresso.

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Iniciamos observando o Hotel Cavalier, um exemplo tradicional da Art Deco.
E muito bom pra se comparar com o estilo mais contemporâneo do Cardozo. Enquanto o Cavalier tem os famosos detalhes astecas…

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… o Cardozo é muito mais discreto e reto.

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Passamos também pelo discreto Hotel The Carlyle …

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… e por um dos mais coloridos e com as tais cores de sorvete, outra característica do movimento, o Leslie.

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Observamos o Tides (um dos mais famosos e com as maiores  diárias) e…

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… passamos pela Casa Casaurina, lugar onde Gianni Versace foi assassinado.
É incrível como a morbidez movimenta o mundo, pois um montão de gente estava por lá querendo fazer um tour pelo lugar.

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A seguir o Cleveland Hotel, também badalado e com o famoso bar feito com tijolos de vidro, outra referência Deco.

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O Breakwater estava em reforma, assim como uma boa quantidade de outros hotéis.
Provavelmente por causa da crise econômica, estas mesmas obras estavam numa velocidade das do PAC!

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Veja um bom exemplo dos elementos navais que também compõe a Art Deco. Neste caso, um farol.

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Fotografamos o famoso Pelican, que mais parece uma daquelas pensões da orla santista.

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E fomos tomar um belo café da manhã no News Cafe, muito bem frequentado e uma parada estratégica pra recarregar as energias vendo aquele belo mar.
Por falar em morbidez, foi aí que o Gianni Versace tomou o seu último café da manhã.

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Seguimos caminho passando pelo Starlite …

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… e pelo Colony, um dos mais famosos por causa do neon nos seus letreiros e de ter sido “personagem” de várias séries de TV.

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Finalizamos pelo Beacon, mais um belo exemplo de utilização das cores “sorvetosas”…

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… pelo Avalon, que apesar de não ser citado pelo guia é muito bonito …

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… e pelo The Park Central, onde os temas naúticos foram utilizados com maestria.

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Não se esqueça que fazendo uma cortina entre o mar e a Ocean Drive, existe uma praça toda arborizada e com frequentadores “dentuços” que gostam de fazer alongamento.

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Depois disso tudo, só um belo guarda-sol com os seus respectivos acessórios (areia, mar, céu azul, vinhozinho) pra ficarmos bem relax.

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See you !

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dcpv – da cachaça pro vinho – santiago do chile – neruda, la moneda e adiós

loco, picoroco
fev/09

 dcpv – Santiago do Chile Neruda, La Moneda e Adiós.

Último dia de viagem à Ilha de Páscoa. E o primeiro inteiramente em Santiago.

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Como já tínhamos ido pra lá algumas vezes, também já conhecíamos a maioria dos pontos dito turísticos e convencionais.

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Uma das lacunas era justamente a casa do Pablo Neruda, a La Chascona. Por sinal , o primeiro  contato gastronômico que tivemos com Neruda foi através da Adriana que mandou um postal ao Déo que continha a Ode al Caldillo del Congrio que gerou uma belo post:  Teorema de Neruda – Mar + Terra = Céu.

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La Chascona fica no bairro boêmio BelllaVista e até Carniceria tem por lá!

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A visita guiada dura 40 minutos e é imperdível. Infelizmente, não é possível tirar fotos do interior, mas só com a visão da parte externa já dá pra imaginar o quão interessante é internamente. Além, é claro, da bagagem que o nome Neruda carrega.

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Na verdade, esta casa foi feita aos poucos. Inicialmente era um lugar pro Pablo Neruda encontrar a sua amante Matilda, a La Chascona, a cabeluda.
Ela, a casa, era pequena e a ideia de Neruda era construí-la no formato de um bote já que ele amava o mar, mas não gostava de estar nele (estes poetas!).

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É um lugar aprazível com parreiras…

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… macieiras…

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… e uma lojinha com um café bem bonitinhos. Note (e a Adriana lembrou muito bem) que as letras das janelas são P (Pablo) e M (Matilda).

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Toda a história de Neruda (que na verdade se chamava Neftali) está lá: o prêmio Nobel, os quadros dos amigos, os livros (você sabia que Jorge Amado era amigão dele e que este livros serviam de esconderijo pra entrada dos livros dele no Chile?) e os bares (são 2 na casa. Ele sabia tudo!).
Quando estiver em Santiago, faça este passeio. Você também vai se emocionar.

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Saímos de lá e fomos andando em direção ao centro. Passamos pelo bairro do design, Lastarria e Bellas Artes próximo ao Cerro Santa Lucia, onde vimos lojinhas transadas e restaurantes muito legais.

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Resolvemos almoçar num veggie, o El Naturista onde comemos coisas substanciosas como quinua, grãos e sucos! Comida honesta e o lugar é de alta rotatividad (opa, passa muita gente por lá! rs).

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Cruzamos lo Centrão e fomos ao Centro Cultural Palacio La Moneda dar uma olhada numa (bela) exposição sobre Diego Rivera e Frida Khalo, já que estávamos com os nomes deles na cabeça após diversas citações de seus nomes no tour por La Chascona (eles eram da patota do Pablito).

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Daí, pegamos um taxi pro hotel. O motorista estava “perdidaço” e certamente  não chegaríamos lá sem as minhas dicas!
Não sei foi coincidência, mas a maioria dos taxistas de lá me pareceram bem despreparados (e outra coincidência, me lembraram os nossos!)

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Tomamos um belo banho (estava quase 40ºC ) e fomos visitar o ponto turístico mais próximo do hotel, o shopping Parque Arauco que tem uma atração imperdível: ar condicionado!

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Jantamos por lá mesmo, no Fermenta. Umas tapas e com um belo som ao fundo.

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Uma “furiosa” pernambucana gritando “Spórt, Spórt”. É, tinha jogo do Sport Recife em Santiago contra o Colo Colo pela Libertadores (vitória do Leão por 2 x 1. Que saudades, heim, Márcia, Guigão e Marco.

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E pensar que se o Timão tivesse ganho a Copa do Brasil de 2008, estaríamos lá vendo o primeiro degrau da escalada pra Dubai!
Mas tudo bem. Fenômeno está na área e … só faltam dois jogos. Te cuida, Inter!

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Quem sabe não realizamos este desejo em 2010 (com mais uma visitinha à nossa querida Santiago).

Hasta!

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dcpv – da cachaça pro vinho – miami, baseball e ola – comida new cubana

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04/05/09

dcpv – Miami, Baseball e OLA – comida new cubana

Baseball ou beisebol? De qualquer forma, pra muitos brasileiros um grande mistério.  A maioria pensa assim: como é que estes americanos conseguem gostar de um jogo tão complicado?

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Pois pra nós  da família Luz) sempre foi um jogo atraente. E olhando por esta perspectiva, dei uma olhada no Ticketmaster e descobri que tinha um jogo do Florida Marlins bem na segunda-feira, que estaríamos por lá, 04/05.

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Batata! Comprei os ingressos (excelentes, por sinal) e lá fomos nós ( eu e a Dé) assistir  a um belo jogo de taco. Lembram-se de como era?

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Parece um pouco mesmo e é só  fazer a equivalência entre o retângulo imaginário e a “casinha”; entre as bases e a “cruzada”; entre o taco e o “taco”.

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O clima é contagiante. Em volta do estádio, o Dolphins Stadium, um monte de gente traz as suas churrasqueiras, assam uma “carninha” e tomam várias cervejas.
Alguns nem chegam a entrar no estádio pra ver o jogo ! rs

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Já os que entram (como nós) tem junkie food à vontade, lugares marcados e limpos, circulação tranquila e estacionamento mais ainda. Ou seja, tudo o que os nossos estádios jamais terão!

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O clima do jogo também é espetacular. Muita narração, animação de torcidas (apesar do estádio estar muito mais pra vazio) …

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… cheer leaders, mascotes e brindes. Quando, com um pouco de sorte, você não consegue levar a própria bola do jogo pra casa!

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O adversário era o Cincinati Reds e o resultado foi 3 x 2 pros Marlins após empate nos 9 innings regulamentares. Sacou?

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Logo após, fomos conhecer uma dica da Ale Forbes (bigboss do excelente blog Boa Vida), o restaurante new cubano OLA, que fica no Sanctuary Hotel.
Fomos a pé pois ele fica bem perto do nosso hotel, o Loews e no centrão de South Beach.

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Apesar de ser quase na Lincoln Drive, a rua é muito sossegada e o hotel parece aquelas pensões antigonas.

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É lá que o chef Douglas Rodriguez  experimenta a tal da nova cozinha cubana. O restaurante é muito bonito e com um ambiente extremamente aconchegante.

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E os pedidos que fizemos (que eram excessivos e foram corrigidos prontamente pelo competente garçon) mostraram que o chef sabe o que faz.

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Começamos experimentando uma grande surpresa: pão de queijo! E doce. Sim, ele colocou um pouco de açúcar na massa e ficou bem diferentão!

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Como entradas (os pratos são feitos pra serem divididos) um ceviche Fire and Ice onde são misturadas as duas sensações com o “fogo” de um peixe marinado em laranja, pimentas thai e coentro e o “frio” de uma granita de pera asiática.

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E uma Lobster Empanada feita com nero de sepia e molhos rosé e de guacamole. Ambos excelentes.

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Um prato principal foi o suficiente: Plantain Crusted Mahi. Um mahi com carne louca e um escabeche de tomates. É, carne louca e foi uma grande surpresa misturada ao sabor marítimo. A verdadeira vertente terra/mar.

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Ah! Tomamos um conhecido nosso, o Crios Malbec Rosé 2008 Argentina, super apropriado pro clima e pra comida.

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Terminamos com uma Desconstructed  Key Lime Pie (uma sobremesa típica das Key, quase uma torta de limão), onde o Douglas apresentou a torta num formato diverso com uma cama de merengue tostado, sorvete de fava de baunilha e finalizada com uma tuille de canela.
Mais um ponto pra tal “Nuevo Latino Cuisine”.

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Finalizamos realmente com um chazinho de apricot/baunilha que nos provou que a cozinha do Douglas é um espetáculo e super-aromatizada.

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E nada melhor do que voltar pra casa andando e saboreando as cores que os neons das construções Art Deco nos proporcionam. Um luxo!

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Até !

PS – Acompanhe os outros capítulos da saga ferrazense pela Flórida : Miami/Key WestKey West e Key West/Miami.

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dcpv – da cachaça pro vinho – o ano da frança no brasil

número 217
03/06/09

dcpv – O ano da França no Brasil

Sabe aquelas biografias não-autorizadas?

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Pois é o que eu (quase) vou fazer por aqui. Todos estamos ouvindo em todos os lugares: é o ano da França no Brasil. E este evento está realmente acontecendo em todos os segmentos culturais: música, cinema, literatura, dança e especialmente na gastronomia.
Ôpa, gastronomia é o nosso ramo!!

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Então, já que está na moda, porque não fazer uma versão não-autorizada dum menu do Ano Francês no Brasil? E melhor ainda, escolhendo receitas (no site do GNT) do representante legítimo do Francês no Brasil : Claude Troisgros.

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O Claude é o que podemos chamar de “França no Brasil” mesmo e suplantando isso, ele já é mais até um “Brasil na França”!

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Com este espírito, vamos à noite do Ano da França no Brasil aqui no dcpfv ( De Cannes Para Ferraz de Vasconcelos!).

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Pra abrir os trabalhos, um belíssimo Kir Royal. Simplesmente licor de Cassis e espumante (tudo bem que era um argentino, mas eles não se acham europeus?), que disse um “bon apetite” e soltou vários “uh-la-las” dos presentes, além das borbulhas!

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un – Coxas de Rãs e Sauce Vert

O “sauce é vert” porque só tem verduras e ervas.

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Azedinha, salsa crespa, estragão, sálvia, tomilho e alecrim. Todos da minha horta. Somados a espinafre e selados na manteiga durante 5 minutos. Temperados com sal e pimenta e adicione limão.

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Já as rãs (pra quem nunca comeu e gosta de frango, aconselho experimentar. Tem no sex shop) são temperadas e passadas na farinha de trigo. E parecem bailarinas de can-can!!

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Foram fritas em manteiga espumante por uns 5 minutos.

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Pronto. Coxas de Rãs com Sauce Vert. Delicieux!

deux – Quiche de Bacalhau

Quiche todo mundo já fez (e se não fez, certamente vai fazer). Vou resumir um pouco porque esta receita é graaaaaaaaaande!
Faça uma massa com manteiga, gema, ovos, leite, farinha de trigo, sal e que fique bem compacta. Coloque numa forma untada e leve a geladeira.

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Cozinhe bacalhau em leite e água, desfie e reserve o leite. Asse batatas em papel alumínio e corte em rodelas.

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Puxe alho porró no azeite. Corte ovos cozidos em rodelas. Doure cubos de paio numa frigideira e caramelize cebola roxa com a gordura do paio.

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Finalmente (ufa!), o creme. Queijo suiço ralado, ovos, leite do cozimento do bacalhau, leite e noz moscada.
Pra montar, colocar na forma com a massa, um fundo de batatas. Acrescentar o bacalhau, o paio, a cebola e o alho poró. Cobrir com o creme e finalizar com ovos e azeitonas. Assar por 12 minutos  a 200ºC e por mais 30 minutos a 180ºC. Desenformar frio!

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Esta entrada montada não fica nada a dever a uma bela obra do Louvre.

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Acompanhamos com um lindo francesinho, um tinto Chateau Toutigeac Bordeaux 2006 que foi “honesto, mademoiselle, qu’este quecequecessi?, competente” segundo os combatentes da Resistência, nós mesmos!

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Trois – Filé de Robalo com Crosta de Limão Confit e Molho de Alecrim, Espinafre e Vinagrete de Bergamota.

Este prato representa (e muito bem) a parte litorânea francesa. Ah! A Cote d’Azur, a Riviera Francesa. Um robalo (vou insistir, o frango dos peixes) frito no forno e com uma crosta que é maravilhosa.

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Ela é formada por manteiga, alecrim, cebola picada, lascas de limão confitado ( uma outra receita do Claude e que eu fiz há um tempão), farinha de rosca, sal e pimenta (“da moinho”) à gosto.
Temperei as postas do robalo com sal e pimenta e coloquei a crosta sobre os filés.

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Aí é só levá-los ao forno (180ºC) numa assadeira untada até que o peixe cozinhe e a crosta fique tostada (+ ou – uns 10 minutos).
O molho é um vinagrete de tangerina. Facílimo de fazer, mas suficientemente marcante pra dar um toque “citron” no robalo. Sucos de laranja e limão siciliano misturados a azeite, tomilho fresco, alecrim picado, alho picado, sal, pimenta e tangerina, é claro!

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Pra dar um colorido e “abraçar” o robalo, um espinafrinho na manteiga com um pouquinho de alho, sal e pimenta.
Finalizar com a montagem do prato.  Espinafre como cama, robalo como lençol e molho como cobertor . É uma cama francesa e das boas!

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Pra fazer uma passagem da França pro Brasil, tomamos um Lídio Carraro Assemblage 2002, diretamente do Vale dos Vinhedos. “Robalesco, bondaleso e gentil” foi o que dissemos dele. A Dé, a esta hora, já tinha aproveitado a cama do robalo e ido dormir.

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catre – Cartola

E já que estamos falando sobre o ano da França no Brasil, escolhi uma sobremesa tipicamente brasileira: Cartola. Inclusive, ela já foi feita aqui, no 6º Inter Blogs, o da Márcia.

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Mais uma vez, o efeito dela foi positivo! Banana, manteiga de garrafa, mel, suco de limão, pimenta calabresa, queijo de coalho, açúcar granulado (o gay), conhaque, canela, rapadura e castanha de caju.

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Uma mistureba nordestina numa maison. Formidable.

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Eis a opinião dos 3 mosqueteiros:

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O ano da França em Ferraz. (Edu)
La vie en rose. (Mingão)
Parfait! Magnifique! (Déo)

Pra completar, fomos ao Laboratório Paladar, assistir a um work-shop com o próprio Claude e o filho dele, o Thomas.
A aula foi sobre uma espuma de pequi (que incrivelmente desandou!!) meia-boca, mas só o fato de conversar e tirar uma foto com ele já valeu.

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Enfim, o Ano da França no Brasil começou efetivamente aqui no dcpvV. Vamos aguardar o restante das atrações.
Quem sabe uma outra fera, por exemplo o Bassoleil não passe de novo por aqui?

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Au revoir !

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dcpv – da cachaça pro vinho – de key west à miami beach

undersky
01/05/09

dcpv – De Key West a Miami Beach.

Acordamos cedinho e fomos dar uma bela caminhada pela orla keywestiana.

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Smathers Beach. Muito bem aparelhada com ciclovia,  pistas para pedestres e com longos piers.

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Afinal de contas, um lugar que tem taxis cor-de-rosa já vale a passagem.

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Voltamos ao hotel, tomamos um belo café da manhã (Starbucks) e rumamos pra Miami com tempo suficiente pra curtir a US-1, agora North.

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Continuamos exercendo o direito de parar em lugares que achássemos bonitos.

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Pontes maravilhosas…

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Cidadezinhas com cara de ser o lugar mais feliz do mundo …

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Lojas com eram verdadeiras armadilhas pra turistas.

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Monstros terríveis em forma de lagosta.

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Finalmente (por volta das 16:00 hs) chegamos ao Loews Hotel na Collins Ave, em plena Miami Beach.
É um hotel bem grande pros padrões da região (Ocean Drive) e extremamente bem posicionado além de ser muito bonito e de frente pro mar. Veja a vista do quarto:

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E como Miami é legal!
Super bem resolvida e com aquela cara de metrópole que você gostaria de ver na sua cidade (por exemplo, São Paulo).

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Ah! E tem toda a relação com o mar já que a praia é um espetáculo (só pra exemplificar é Santos com as águas esverdeadas ) e a cultura praiana salta aos olhos.

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Aproveitamos um tempinho livre pra pesquisar um dos motivos da viagem: compras.
Inclusive, compras de um HD externo de um Terabyte (meu Deus! o que será isso? rsrs ).

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Estávamos prontos pra primeira refeição decente do dia.
Reservei pelo OT e no mais puro chute, o restaurante Sardinia.

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Chute? É, sempre temos esta ideia de fazer um experiência do método Sylvia de escolher restaurantes que funciona da seguinte maneira: fique numa praça e observe onde os “nativos” vão na hora das refeições.
Adaptei um pouquinho e em vez de ficarmos na praça, escolhi um dos restaurantes mais populares de Miami no OT. Olha, deu certo!
Antes de mais nada, Sardinia é a região italiana, a Sardenha e não o peixe. Ele é mais uma enoteca (por sinal, lindíssima) do que um restaurante.

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A Dé pediu uma burrata de entrada (aquela tremenda mussarelona de búfala).

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E eu, simples e trivial como sempre, um pão com mel e queijo de cabra. Não é salgadinho Elma Chips, mas é impossível comer um só!
Como principais, ravioli com cogumelos porcini pra Dé e um spaghetti de vôngole pra mim. Madona !!

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Tomamos um Nobile de Montepulciano e terminamos com um Mille Foglie.

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Grande dia do trabalho (isto é que é um feriado!). Grande refeição!
Vamos lá que amanhã começa o nosso périplo consumo-viajístico pela great Miami com direito a um jogo de baseball.

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See you !

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PS – Quer acompanhar o périplo ferrazense pela Flórida?  Leia os dois capítulos anteriores para Miami a Key West e  Key West, a ex-Conch Republic   .

dcpv – da cachaça pro vinho – barcelona – origen 99,9%

número 217
27/05/09

dcpv – Barcelona Origen 99,9 %

Verão de 2006. Espanha. Barcelona.

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Estávamos passeando por lá. Plaza Catalunia, Las Ramblas, Montjuic, Port Vell, Barri Gotic, Fundacion Juan Miró, Palau de la Musica Catalana, La Boqueria e o Born onde almoçamos no restaurante Origen 99,9% (veja só o slogan deles: Un viatge culinari amb gust catala).

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Sabe aquele lugar que você passa na frente, dá uma olhada e exala (literalmente) um odor agradável? Pois o Origen 99,9 % era assim!
Tem cara de lanchonete veggie bicho-grilo-chic e com um cardápio/revista sensacional que por sinal, trouxemos pra casa!

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A Dé andou dando uma limpada nas gavetas e achou a revista. Acabei lendo novamente (é, leio tudo!) e descobri seções com múltiplos temas como azeites, caviar, cafés, legumes, cervejas, embutidos e vinhos. Produtos estes que são vendidos por lá e que são 100% provenientes da Catalunia. É praticamente um sex shop espanhol!

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Além do charme da revista ser bilíngue: espanhol/inglês com  algumas citações  em catalão (seria trilíngue?). Até receitas tinha.
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Taí! Estava definida mais uma noite aqui no dcpvV : a noite 99,9% de Origem Espanhola. Vamos lá!

Bebidinha

Sangria? Não. Fomos de uma belíssima caipiroska de limão cravo e Absolut Pearl. Esta é pra fazer em casa!

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Entrada

Tostada de Pan con Tomate e Potage Porrada

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É claro que o pão com tomate não poderia faltar. Foi feito como originalmente ou seja, usando pão velho (usei, inclusive, o pão que o Michel trouxe há 2 semanas), esfregando tomate e temperando com sal e azeite. Tipicíssimo!

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Ainda enfeitei com tomates desidratados.

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Já a Pottage Porrada é uma sopa de puerros (alho porró) enriquecida com amêndoas e canela. Tentei achar esta receita, mas não consegui e a saída foi fazer uma vichyssoise, com a utilização de canela no acabamento.

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A nossa sopóloga, a Dé, aprovou plenamente a adaptação e esta receita foi devidamente cadastrada no menu da família Luz.

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Além do mais, a cor da louça escolhida pela nossa produtora (olha a Dé aí de novo!) ajudou muito na bela apresentação.

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Tomamos um magnífico vinho tinto Collection Ramos Pinto D’Ouro 2005 Portugal que nos disse em alto e bom catalão: ” carvalhosot, perfeitamente elasticot, pintuosot, excelentet“.

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Principal

Conejo ao jaç e coliflor com ajo y avellanas

Esta receita merece reverência.  Eis os ingredientes:

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1 conejo cortado a trozos, 1 cabeza de ajos, 1 cebolla, 1 hoja de laurel, orégano, mejorama, aceite de oliva, sal, pimienta negra molida, 1 copa de vino tinto e 250 ml de água.

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Para la picada: el higado del conejo, 5 g de almendras tostadas, 1 diente de ajo, 2 galletas tipo Marylin e 2 ramitas de perejil.

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Bonito, né? Os passos são os seguintes: frite os alhos em azeite quente. Reserve.
Frite o coelho no mesmo azeite. Reserve.
Frite a cebola cortada miúda. Retorne com o alho e o coelho, coloque as ervas.
Junte o vinho tinto, espere reduzir, adicione a água e cozinhe até o coelho ficar macio (uns 20 min).

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Ao final, coloque a farofa (fígado frito, alho, amêndoa, biscoito e tomilho). Pronto!
Já a couve-flor foi fervida em água quente e frita numa base de toucinho em cubos e alho até ficar dourada. Coloque tomilho fresco antes de servir.

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Mais uma delícia catalã!

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Como este belo poema:

Acompanyats o sols
que bons són els bunyols!
Si son ben ensucrats,
Te’ls menges a grapats
I si no ho son, també
que sempre vénen bé
Sucats en llet fan clar
qualsevol esforzar

Miguel Martí i Pol

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Além de fotogênico, o “conejinho” estava macio, macio. E o alho??
Depois desta, mais um tinto e espanhol. O Condado de Almara Navarra 2003 Espanha. “Floralis, dama da noité, chanel número cincos, bouquet boquetet” é o mínimo que podemos falar dele.

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Sobremesa Flan de Coco

Esta receita é simples e será dada totalmente em castelhano (que novidade!).
Ingredientes : 600 ml de leite, 6 cucharadas superas de azúcar, 100 g de coco rallado e 6 huevos

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Elaboración: a parte, deshacer el azúcar en la flamera hasta que quede caramelo. Batir todo con el mini pimer, volcar la mezcla y hervir al banyo maria en el horno a 175ºC durante una hora.

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Gostoso demais, si señor!
Ainda nos arriscamos a abrir uma raridade brasileira, o Juan Carrau Quinta do Museu 2003 que estava realmente uma “bomba”! Alaranjado (homenagem ao Márcio do A Janela Laranja ), cheirando mal e com um gosto de ki-suco sem açúcar. Ai, ai!

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Eis a opinião dos torcedores do Barça:

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Comida de La Boqueria: cheirosa, marcante e floral (Edu)
Comida do Boqueirão (espetacular, fiemacolosa) (Mingão)
Que “venga” la delícia!! Primorosa! (Déo)

Grande comida. Merece um foto-log !!

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Como a própria Dé escreveu numa das páginas do scrap sobre Barcelona:
Não fazer uma página para reverenciar a comida nesta cidade, seria esquecer os momentos de contemplação alimentar que passamos. Resumindo: como eles comem bem”.
Nota da autora – Ah! Que saudades da Xocolateria Fargas!

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Adiós!

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dcpv – da cachaça pro vinho – key West – a ex-conch republic

subversive
30/04/09

dcpv – Key West A ex-Conch Republic

Acordamos tarde (acho que foi o “bode” do voo tranquilo!! rs).
Pegamos o Éeediiiii (o SUV da Ford) e fomos reconhecer Key West.

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Trinta minutos é o tempo necessário pra andar pelo perímetro dela, que por sinal, é muito bonito.  Toda cercada pelo mar (é claro. É uma ilha!), com bairros elegantes e arborizados.

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Paramos em downtown pra dar uma reconhecida no lugar.
Andamos muito. Perambulamos pela Duval Street (a Oscar Freire deles).

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Conhecemos o porto, super bem estruturado e sendo utilizado constantemente por grandes navios de cruzeiro (Santos deveria ficar com vergonha!).
Infra de primeira e um comércio bastante ativo.

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Até os homônimos da Marcie que está de blog novo, os pelicanos, nós vimos por lá!

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Fomos ao Mel Fisher Treasure Museum. Aqui cabe uma explicação: Mel Fischer foi um dos  mais famosos “wreckers”  de todos os tempos , que nada mais são do que pessoas especializadas em caçar tesouros.

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Ele achou um montão de coisas de vários navios que naufragram nas águas rasas das Key (na verdade, mais de U$ 450 milhões!!).
E por isso ficou rico e montou um  museu bastante interessante. O que, pelo quantidade de pessoas que pagam ingresso por lá, faz acreditar que os herdeiros dele ( ele “bateu com as dez” em 98) estão mais ricos ainda!

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Pausa pro almoço no Sloppy Joe’s, o bar (ou melhor, um dos) onde o Papa, o Hemingway tomava “todas”. O ambiente de lá é muito típico com excelente música ao vivo e junkie food de primeira.
O bar existe desde 1933 e era lá que o Ernestinho tomava o famoso Papa Dobles que é formado de Bacardi, suco de grapefruit, club soda e suco de lima. É claro que tomamos um!

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E cuidado com os piratas. Eles são “verdadeiros” (com  perna de pau e tudo o mais) e andam à solta por lá!

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Procuramos e achamos referências da Conch Republic, um país independente dos USA com moedas, vistos de passaporte e leis próprias que foi fundado em Key West em 1982 .
A razão pra isso tudo: a Overseas Highway foi interditada pelas autoridades americanas devido a suspeita de imigração ilegal (também, perto de Cuba!), tráfico de drogas e contrabando o que impossibilitou o simples ir e vir da população.
O prefeito se revoltou, declarou a independência e criou a Conch Republic, a República da Concha.

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É claro que a duração deste movimento foi curtíssima (cerca de 1 minuto), mas ainda existem alguns malucos que insistem em achar que um dia, Key West se libertará das garras do Tio Sam.
Repare no slogan da bandeira!

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Voltamos ao hotell e demos uma bela relaxada. Afinal de contas, uma praia daquela com uma água naquele tom de azul (ou seria verde??) e a companhia ajudando. Ahhhhh!

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Nos arrumamos e fomos à cerimônia mais famosa de Key West : o por do sol na Mallory Square!

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Por volta das 19:00 hs, a cidade se movimenta intensamente. Todo mundo vai pra lá. Artistas se apresentam. Bares cheios.
E quando o sol se põe completamente, todo mundo reverencia e literalmente bate palmas! Lindo!

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Acabamos o dia, jantando no Café Marquesa, um restaurante de hotel com uma comida excelente.

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Dormir e saber que amanhã voltamos a “viajar” literalmente pela US-1 North é reconfortante.

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A caminho de Miami Beach!

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Até!

PS – Se quiser acompanhar o primeiro capítulo da saga dos ferrazenses na Conch Republic, vá para  De Miami até Key West .

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