Arquivo de agosto \31\UTC 2009

dcpv – vai um croquete aí?

número 224
28/07/09

Vai um croquete aí?

Vou confessar uma coisa !

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Abandonei a Gula. Ela só me prejudicava!
Eu não conseguia desenvolver o meu trabalho, me enrolava todo e toda vez que eu tentava fazer alguma coisa, lá estava ela, a Gula, pra me atrapalhar.

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Até que resolvi trocar.
Assinei (auxiliado pela indicação do Diogão dos Destemperados que é “frila” por lá e também encarta alguns guias) a Prazeres da Mesa. E a minha vida melhorou substancialmente!

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Prazeres é muito melhor do que a Gula.
Matérias excelentes, com ótimas dicas de restaurantes, vinhos e pasmem, receitas que são executáveis e numa quantidade bem razoável em cada edição.(Fiz até um especial sobre a pimenta biquinho tirado de lá !) 

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A Dé usou copos de cerveja. Fazia um tempinho que eles não vinham à mesa !!

Dentre elas, guardei há um tempinho, um “tratado” sobre os croquetes escrito pela Renata Braune do ótimo restaurante  Chef Rouge. Ela mostrou 4 receitas deste tão apetitoso salgado.

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O croquete é de origem holandesa. Na Alemanha é conhecido como krokretten ( isto não é uma piada! rs).
Na Espanha é uma das principais tapas.
E no Brasil é um dos melhores e mais pedidos petiscos botecais.

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A própria Renata Braune é uma adoradora de croquetes e sempre sonhou em elaborar um Guia do Croquete Perfeito. Ela indica como melhores os do São Pedro, São  Paulo; Pirajá (do Edgard, amigo da LBV), Astor (outro do Edgard), da Adega Santiago ( do Ipe da LBV também) e da Mercearia São Roque.
E tem mais, ela diz que pra acompanhar, nada melhor do que um molho de pimenta, um concentrado de limão e eu aproveitando a idéia básica, também servi  com shoyo e um molho de tomate com vinagre.

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Vendo por este ângulo, resolvi fazer uma Noite do Croquete no DCPV.
E é claro que somente croquetes, por mais variados que sejam, não saciariam a nossa fome.

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Então, pra completar e aproveitando o frio, fiz uma Papa al Pomodoro que, eu sei, não é comida de boteco, mas não deixa de ser uma bela sopa duma trattoria que, pensando bem, é um boteco italiano. Cqd!!

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Vamos, pois, aos croquetes!
Que as nossas opiniões sirvam pra Renata ampliar os seus conhecimentos sobre este petisco que ela tanto adora.

Bebidinhas

Já que o negócio é boteco, Caipirinha de Pinga e de Limão.

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I – Croquete de Carne Moida Tradicional (harmonização : cerveja Bohemia Pilsen)

A receita é simples. Coloque 500 g de carne moída numa panela com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 cebola ralada e sal. Deixe a carne cozinhar por igual sem secar e vá colocando 150g de farinha de rosca caseira aos poucos e mexendo bem. Esta é a hora de verificar o sal.
Deixe esfriar, retire da panela e compacte a massa por igual. Faça bolinhas do mesmo tamanho e dê a forma de um croquete.

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Empane com ovo batido com pouco sal. Passe na farinha de rosca, repasse no ovo e de novo na farinha de rosca. Frite em óleo bem quente !
Ficou extremamente crocante. Acho que foi a farinha de rosca !! rs

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Comentário  dos botequeiros –  Um croquete tradicional e saborosíssimo. Dava pra ficar a noite toda comendo e bebendo este de carne. Ôpa! Só comendo, óbvio !!

II – Croquete de pato ( harmonização  – Cerveja SubZero )

O princípio da receita é sempre o mesmo.

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Neste caso, tempere 6 coxas de pato com sal e pimenta da jamaica. Coloque numa panela quente com a gordura da coxa virada pra baixo e deixe que derreta. Adicone 1 cenoura, 1 dente de alho, 2 cebolas raladas, 1 folha de louro e deixe dourar.

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Junte 1 copo de vinho e cubra as coxas (do pato!) com água; cozinhe em fogo médio até que a carne esteja macia e soltando o osso.

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Deixe esfriar, coa o molho reservando a parte líquida.
Desfie a carne finamente eliminando os ossos, leve ao fogo baixo com o molho reservado pra que reduza. Acrescente aos poucos, 4 colheres de sopa de farinha de trigo pra dar liga à carne e até que forme uma massa lisa; deixe esfriar.
Empane 2 vezes em ovo e farinha de rosca. Frite em óleo quente.

Comentário  dos bebuns – Tenho certeza que errrei a receita pois ele ficou concentrado, pesadão e denso.  A própria Renata me afirmou que ele é uma pedida especial de um monte de clientes. A próxima vez que for ao Chef Rouge, pedirei !!   

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III – Croquete de mandioquinha com camarão (  harmonização – Petra)

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Tempere  500 g de camarão médio cortados e reserve. Refogue durante 15 minutos e no azeite, 5 tomates maduros sem pele  e sem sementes, 1 cebola ralada e 2 dentes de alho picados.
Adicione os camarões, 500 g de mandioquinha cozida ralada fina e cozinhe até que se incorporem à massa. Coloque 2 colheres de sopa de coentro picado, 1 colher de chá de molho de pimenta, verifique o sal e coloque 2 colheres de sopa de farinha de trigo aos poucos. Deixe esfriar, modele e frite. 

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Comentário dos boêmios : Este  croquete é espetacular. Super saboroso e com aquele ar marinho que tanto satisfaz. Ele só não foi  unanimidade  porque a Re sequer experimentou ( frutos do mar, arghhh!) .

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IV – Croquete de frango e Bacon com Fubá e Couve ( harmonização – Heineken)

Pique 300 g de filé de frango e 100 g de bacon. Refogue numa panela quente com 3 dentes de alho e 1 cebola picada, sal e deixe dourar.
Adicione 500 ml de água e deixe ferver por 5 minutos. Pique um maço de couve finamente e adicione 3 colheres de sopa de azeite.
Coloque 100 g de fubá aos poucos até dar liga. Molde os croquetes e empane com ovo e fubá.

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Comentário  dos manguaças Este croquete é excelente e tem, realmente, uma tremenda cara de comida mineira, sô !

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Ainda comemos uma legítima Papa al Pomodoro ( receita legitimamente toscana que nos foi ensinada pela Lela em plena Siena).

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Uma sopaça de pomodoro pelatti, pane reffermo, olio extra vergine di oliva, brodo, basílico, aglio, sale e pepe.

E uma canjica brulée, uma invenção que acabou dando certo pois a crocância da casca combinou com o gosto da canela e com a maciez da bela sobremesa junina da Flora. Muito bom ! 

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Tomamos um vinho tinto, um Cabernet “Xauvignon” Benjamin Nieto Senetiner 2008 que acompanhou muito bem, tanto a Papa quanto a Canjiquée. 

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E várias cervejas. Afinal de contas, eram croquetes !!

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Leia a opinião dos croquetólogos sobre a noite dos próprios :

Boteco + Toscana + Festa Junina = zona organizada. (Edu)
Boteco italiano!! Perfetto! (Mingão)
De conversa em conversa; bebe-se, come-se. (Déo)

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Como a própria Renata, a Braune, demonstrou, croquete não precisa ser somente de carne.
Dá pra se usar qualquer coisa. Peixes e frutos do mar, cordeiro, pato, coelho, vitela,linguiça, frango, perdiz, batata, mandioquinha, inhame, cará, legumes variados. É só arriscar e comer!
E tem mais, sem muitas coisas pra fazer a não ser fritar ( e aí o Mingão e o Déo ajudaram), a conversa rolou muito mais fluente. Na próxima e aproveitando o nosso papo, faço alguns de abobrinha !!

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Hasta !

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dcpv – mamarracho, leão e …

número 119
16/08/06

Mamarracho, Leão e …

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Introdução – Soccer em decisão: Libertadores (difícil, mas não impossível) e o início de uma possível redenção do lanterninha ( na data de hoje) do Brasileiro! Vamos ver!

Bebidas – Caipirinha de Lima da Pérsia

Vinhos

Flor de Castro Portugal
Tonini Brasil

MENU

Entrada – Couve Flor com Alhos e Amendoins
                  Espetinhos de Peixe com Molho e Abacaxi

Principal – Ossobuco de Vitela com Polenta

Sobremesa – Bolo de frigideira com Sorvete

Comentários Finais

Comida de primeira. A entrada é cinematográfica e o ossobuco, pura substância. (Edu)
Maravilhoso! O Tricolor sifu e o Coringão ganhou! (Mingão)
Surpreendente! Delicioso! (Déo)

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Continua a série Hotéis maravilhosos com vistas de quarto mais ainda. Este é o Rimrock Resort que fica em Banff nas Rochosas Canadenses. Infelizmente a foto não consegue reproduzir a verdadeira profundidade da vista. Mas é linda !! 
E foi lá que tivemos uma das maiores esbórnias etílico-gastronômicas das nossas vidas. Até degustação de vodkas eu fiz !! rs

Observação – Mamarracho, que eu me lembre, era uma música famosa (?!) do Lindomar Castilho e significa bebum ( acho que é lá do Sul, né Diogão?). E pelo visto estávamos bastante “mamarrachos“nesta noite tais os comentários esdrúxulos. Além do prazer de ver o São Paulo perder uma Libertadores !! rs

Dicas do Mark Bittman

EM VEZ DE vinagres temperados ou balsâmicos de segunda ….

USE vinagre de cereja. Mais ácido e mais autêntico que os balsâmicos baratos. Experimente numa salada de repolho: triture o repolho e deixe descansar com algumas colheres de sopa de sal num escorredor por uma hora e meia, lave e escorra; tempere com muita pimenta-d0-reino, um pouco de azeite e vinagre de cereja.

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arroz, feijão, tabule e quibe no Almanara

01/08/09
McBrimo

Arroz, feijão, tabule e quibe no Almanara.

Aqui em casa nós temos uma tradição.

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Toda segunda-feira (religiosamente), a Flora, a nossa auxiliar, faz pro almoço :  arroz, feijão (fresquinho), carne moída ( que é a única que a Dé come!) e batata assada cortada em cubinhos e com queijo ralado. Um espetáculo!!
Ou seja a mais legítima comfort food !!

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Já o restaurante árabe Almanara ( fomos no do vizinho shopping Morumbi) é pra nós em termos de comida libanesa, o que o menu de segunda representa na nossa alimentação e prazer.

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Uma comida confortável, confiável, gostosa e acolhedora.

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Esfihas de carne e abertas.

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Kibe frito e com aquele gostinho de canela.

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Uma mezze com homus, babaganush e coalhada.

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Tabule ( só não peça pra embrulhar e levar pra casa pois o cheiro de cebola é praticamente insuportável!!rs)

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Kafta – carne moída temperada à moda libanesa grelhada no espeto com molho de gergelim.

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Falafel, crocantes bolinhos de grão de bico, molho tahine, tomates, pepino, pickles e cebola.

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Todos espetaculares e mais confortáveis, impossível. Como gostamos do McBrimo!!

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E pensar que tínhamos visto o nosso ídolo, o Zeca Baleiro na noite anterior.

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E parecia que ele estava cantando ” O cara mais underground que eu conheço é o diabo…”  na capa do menu  !!

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“Venha provar meu brunch…”

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19º inter blogs – soupe rouge/sopa vermelha no dcpv

número 227
18/08/09

19º Inter Blogs – Soupe Rouge/Sopa Vermelha no DCPV

Quebec é uma das 10 províncias do Canadá e a maior, além de ser a segunda mais populosa. A maior cidade de Quebec é Montreal.

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Que é justamente onde vivem a Fabrícia, o Mohamed e a Elissa. Pra quem não sabe, a Fabrícia é a chef do blog-irmão Sopa Vermelha e é a nossa convidada deste Inter Blogsquer saber o que é ?) Québécoise onde mostraremos receitas desta belíssima região da costa Leste do Canadá.

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É a segunda vez que ela participa. Na primeira, em 15/09/08, a influência do Mohamed foi total pois fizemos um grandioso menu tunisiano ( é claro que ele é da Tunísia !!)

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E pra selar o princípio básico dos IB que é tornar este mundo virtual um pouco mais real, já nos encontramos com eles tanto no Canadá

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… quanto aqui, na grande Ferraz de Vasconcelos.

Voltando ao tema, porque Québécoise? 

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 Ora, porque além de tudo, a província de Quebec é a sede da cidade de Quebec (lindíssima) que é a sua capital.
E a província tem características completamente diferentes do restante do Canadá: cerca de 60% da população é constituída de franceses e o francês é o único idioma oficial da província. A população é na sua maioria católica e até a arquitetura é francesa.

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Por falar francês, a Fabrícia passou todo o nosso contato me ensinando a língua gaulesa : soirée, pâté, poutine, chinois, boeuf, tarte, l’érable. Até poema ela me passou:

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Mon pays ce n’est pas en pays, c’est l’hiver…
Mon chemin ce n’est pas un chemin, ces’t la neige…

                                                                       Gilles Vigneault

E tem mais. A Dé aproveitou pra decorar a mesa nas cores de Quebec pois estávamos lançando o movimento Ferraz Livre, pensando em libertar-nos do jugo do restante da Zona Leste!! rs 

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Portanto, vamos ao nosso 19º Inter Blogs ( e consequente 19º capítulo do nosso futuro livro), a Soirée Québécoise!
Allez !

Apéritif – Caipirinhá de Maple Syrup

Simplesmente, uma pinga com mel canadense. Ou seja, Absolut LA Special ( O Déo é que trouxe. Tem açaí e outras cositas ) e maple  syrup, já que estamos falando de Primeiro Mundo!!

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E uma caipiroska (by Mingão) de morcoti com ameixa.  Espetáculo.

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Entrée – Poutine

Já vou adiantando que as receitas são enormes (parece que a onda da Odete está pegando! rs). Caso as queira na íntegra, é só pedir pra mim ou pra Fabrícia!

Voltemos a Poutine, um dos pratos mais tradicionais da província de Quebec. E Poutine é simplesmente batata frita …

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… molho grave (caldo de carne, suco de limão siciliano, mostarda Dijon, açúcar mascavo, amido de milho, sal e pimenta) e queijo de Minas em cubos. Este queijo foi uma adaptação da Fabrícia, já que até onde eu saiba, não existem tantos mineiros assim no Canadá.

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Levados ao forno e nesta ordem, montados em pequenos refratários.

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Uma grande surpresa pois a junção do molho com a batata frita acabou transformando tudo numa pseudo-torta! Puxa, este comentário pareceu uma tese de doutorado!!

Premier Plat- Pâté Chinois 

Estou aqui me matando de dúvida. Não sei se escolho o pâté ou a Tourtière?” Foi isso o que a Fabrícia escreveu. E eu acabei optando pelos dois pois ambos mereciam ser devidamente degustados pelos quebequenses ferrazenses.

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Na verdade, o Pâté Chinois é uma versão de purê de batatas com carne moída. Alguns dizem que ele é chamado de Chinois por causa dos trabalhadores asiáticos da ferrovia pancanadiense no final do século XIX. Outros, devido aos canadenses terem ido trabalhar na China no mesmo período. 

Monte num pirex (marinex, qualquer ex segundo a Fabrícia) carne moída refogada …

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… queijo de Minas cortado, creme de milho…

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… e purê de batatas. Polvilhe páprika por cima.

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Uma delícia pois o creme de milho dá liga a carne moída e ao queijo e a torta fica firme com a carne por baixo e bastante temperada.

Deuxiéme plat – Tourtière du Lac Saint Jean

Esta Tourtière é típica da região do Lac Saint Jean, uma das mais bonitas de lá. Segundo a Fabrícia é um prato tradicional de Natal ou Ano Novo.
E é uma mistura de barreado com uma sopona sólida! Carnes de porco, frango e boi misturadas a batata e cebola e colocadas numa panela forrada com a massa.

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Depois coloque caldo de frango e direto pro forno. Muito forno …. 7 horas de forno!!!
E o resultado é este :

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Uma torta grossa com um recheio extremamente macio e saboroso. Todo mundo adorou!

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E as duas tortas (se é que podemos chamá-las assim!) juntas formam um prato pra justificadamente fazer com que a província de Quebec queira se separar do restante do Canadá.

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Pra acompanhar todos estes pratos, um Vin Blanc Sauvignon Blanc De los Man 2004 que foi “defumado, rouge de los blancs, man duro, tinto gay” segundo os conaisseurs, nós mesmos.

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Plat de résistence – Boeuf à la Bière

“Quando provei pela primeira vez o boeuf à la bière da região Basses-Laurentides ( 20 minutos de Montreal) fiquei encantada. Tudo cozido no forno com cenouras…  chega a desmanchar na boca “.
Fabrícia acertou em cheio mais uma vez. Na escolha do prato e na descrição.

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Essa carne realmente desmancha na boca. É um tremendo picadão com carne de boi em cubos, cebolas, alho, açúcar mascavo, cerveja branca, caldo de carne, cenoura, salsinha, tomilho, louro, mostarda e azeite.

E ela indicava “acompanhar com purê de tupinambor“. Tupinambor? Não tinha a mínima idéia do que seria exatamente e justamente por este fato, substituí por inhame. Ficou muito bom. E bonito!

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Volto a dizer : a carne desmancha na boca. Mesmo!

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Tomamos um Vin Rouge, o Malbec Cumbres Andinas 2005 Chile, que foi “ cc , chileno-canadense, memória curta, frutas encorpadas”.

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Dessert – Tarte à l’érable

Sirop d’érable. Ou melhor, maple syrup.

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Como a própria Fabrícia disse ” muitas sobremesas poderiam fechar com chave de ouro essa noite gorda. Mas acredito que a clássica Tarte à l’érable não poderia ficar de fora”.

Portanto, com vocês a Torta de Maple Syrup!
Uma bela massa de torta, assada separadamente e coberta por um gostoso recheio de maple. Vai à geladeira e pronto!

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Esqueci de comprar o sorvete de creme pra seguir o que a Fabrícia indicou, mas usei groselhas, um mel de lavanda e e algumas sementes gastronômicas da própria, comprados lá mesmo, na província. Ficou bom, bom !

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Ainda mais acompanhado de um digestiff, a Pomme de Glace Original 2006 que eles mesmos, a Fabrícia e o Mohamed, nos trouxeram no final do ano passado.

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Eis a opinião dos mosqueteiros:

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Québécoise a la Ferrazeinsè !! (Edu)
Vive le Quebec culinaire ! (Mingão)
Parfait! Merveilleuse. (Déo)

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Grato a Fabrícia, ao Mohamed e a filhinha deles, a Elissa ( que ainda está na barriga da mamãe) pela brilhante participação e pela chance que nos deram de conhecer a bela província do Quebec através da sua culinária. 

E terminamos este 19º Inter Blogs com o nosso presente virtual, as já tradicionais flores …

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… e desejando ( ainda que um pouco atrasado), um feliz aniversário pra Fabrícia e muita saúde aos nossos bi-confrades franco-canadenses/tunisianos/brasileiros e papais.

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Au revoir !!

PS – Mês que vem ( setembro) teremos a cozinha chino ( sim senhores, chinesa!) por aqui. Quem indica é a Lud, mestra em chinês e owner do excelente blog The Inner Life of Food.

Zài jiàn.

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dcpv – entre tapas e inter!

número 118
09/08/06

Entre tapas e Inter.

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Introdução –         Se és capaz de manter a tua calma quando
                              Todos ao redor já a perderam e te culpam
                              De crer em ti, quando estão todos duvidando,
                              E para estes no entanto, achar uma desculpa .
                 “If… “Rudiard Kipling (tradução Guilherme Almeida)

Bebidas – Não  anotei coisa alguma ( só sei que bebemos!)

MENU

Entradas – Batatas bravas, tapas de ravioli  (Banquete dos Sentidos – pag 48)

Principal – Risoto de Carne Seca, Queijo Coalho e Alecrim (Edu)
                  Farofa de banana (Edu)

Sobremesa – Musse de iogurte com calda de aniz-estrelado (Banquete dos Sentidos II – pag 182)

Comentários finais

Comida excelente. Tapas fantásticos. Risoto idem e sobremesa também ( e olha que eu nem comi ainda!) (Edu)
O cozinheiro (chef) atingiu um nível de excelência poucas vezes atingido. (Mingão)
Surpreendente! Um tapa na orelha ! (Déo)

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Mais fotos da série Hoteis maravilhosos com vistas de quarto mais ainda. Este hotel é o Chateau Lake Louise ( na verdade, o anexo) e a vista do quarto é de fazer com que você se sinta  numa daquelas fotos de calendário. Ele fica nas Rochosas Canadenses.

Observação – Tapas são comidas espetaculares. Batatas bravas sao tapas elevados ao cubo. Ainda mais finalizadas com uma mousse com calda de anis estrelado! E olha que eu nem fiz pão com tomate !!
E mais uma coisinha : me parece que nesta noite, os nossos atuais fregueses colorados engordaram a nossa estatística.

Dicas do Mark Bittman

EM VEZ DE essência de baunilha artificial…

USE baunilha em fava. É cara, mas seu sabor se mantém. Corte uma fava ao meio e ferva em fogo lento com sobras de arroz e algum tipo de leite ( de vaca ou até de côco). Você não vai mais querer saber das gotas artificiais.

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restaurante nicota, a casa da bisa

que saudade
08/08/09

Restaurante Nicota, a casa da Bisa.

Quem se lembra da bisavó?

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Dos carinhos que ela faz (ia).  Dos mimos que nos dá(va). Da lembrança gastronômica, das comidinhas que só ela consegue (ia) fazer com  que você  coma (comesse) tudo ??
Pois bem, esta é a lembrança que  o restaurante Nicota quer passar. 

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Ele parece mesmo fisicamente com a casa da bisa, mesmo porque está tão camuflado na rua  Costa Carvalho, 72 lá em Pinheiros,  que passamos direto e só depois percebemos. Retornamos, estacionamos na rua tranquila ( mais um ponto positivo: não precisamos pagar vallet. Eles vão fazer isso mesmo. rs) e fomos nos aboletando.

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A chef e proprietária Marisa Revoredo Campos estava por lá e antes de mais nada, foi perguntando se tínhamos gostado de tudo. A resposta foi: claro que sim.

O projeto do Marcelo Rosembaum valorizou um legado que a Marisa obteve da sua bisavó, a D. Ana Bueno Nogueira, a Nicota: 2000 cartões postais que ela enviou de viagens feitas à Europa no começo do século passado.   Eles foram reproduzidos e utilizados em vários detalhes:  num mural …

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… num lustre …

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… e no menu.

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Menu este onde escolhermos o nosso almoço. Optamos pelo frugal couvert com um legítimo pão italiano. A minha bisa Fiorina assinaria.

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A Re pediu um Franguinho de Leite perfumado com todas as ervas, servido com ervilhas tortas, avelãs e canjiquinha. Este a bisa da Dé, a vovó Zulmira faria !!

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Já a Dé foi de tranche de peixe fresco ( depende da oferta. Neste dia era uma pescada cambucu), casquinha de castanhas, creme de pimentões vermelhos, purê de cará defumado e juliana de alho poró.  Uma delícia e a vovó da Re, a Nini não só executaria como comeria tudinho!! E sem aviãozinho!! rs

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Eu pedi um camarão carioca feito no Nicota : camarão grelhado, tomate concassé, arroz negro, fita de chuchu caipira e bisque.

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A outra vovó da Re, a Vera adoraria fazer este prato e a futura vovó e bisavó, a  Dé, aproveitou pra clicar o exato instante em que o garçom colocava o bisque no prato.
Um espetáculo e com aquele jeitão de comida confortável. Isto é comfort-food!!

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É claro que ficamos na mesa do tal lustre com os postais. Lindo!

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Comida excelente e o ambiente no andar de cima não ficava atrás.

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Acompanhamos tudo com um branco Torrontés Argentino e baldes de suco de melancia.
Ainda pedimos uma sobremesa pra dividirmos, a torta cremosa de chocolate belga ao perfume de cardamomo e sorvete de cupuaçu. Bonita e cheirosa, como todas as bisavós do mundo !!

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Saímos de lá extasiados e com a certeza de que o lugar é bem legal e  apesar de não estar situado no eixo gastronômico paulistano, tem cara de que veio pra ficar. 
Nós, certamente voltaremos lá na casa da bisa !

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Abs.

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twitter e henrique fogaça no dcpv

número 225
04/08/09

Twitter e Henrique Fogaça no DCPV

ATM CTRC – 100 g atm fco em cub/gmo lrj/az/ervs(mjc,dll,hrtl,cblt)/50g ovcpln/s Mldn. Mrne atm az+s. Srv + lrj + ervs

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Você entendeu alguma coisa? Você conhece o Twitter ? 

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Pois segundo o Paladar (30/04/09), “os inventores do tal Twitter não imaginavam que o aplicativo (na verdade um mini-mini-mini-blog onde no máximo, você pode teclar 140 caracteres ), criado por eles em 2006 para que as pessoas contassem na Internet o que estavam fazendo, fosse virar mania entre foodies, chefs e gourmets“.

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Eles fizeram uma matéria com o Benny Novak (Tappo Trattoria), a Andrea Kaufmann ( AK Delicatessen), o Raphael Despirite (Marcel) e o Henrique Fogaça (Sal Gastronomia) onde os desafiaram a passar uma receita pelo Twitter pra que qualquer pessoa entendesse e executasse. 

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Esta acima, a do ATM CTRC, é do Fogaça e foi o ponto de partida pra que eu o procurasse por e-mail (através da Fernanda, a esposa dele) e propusesse um DCPV x Chef Cibernético. Ou seja, ele me mandaria um menu com receitas que facilmente caberiam num Twitter qualquer. 

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Foi assim que nasceu a noite do DCPV x Chef do Henrique Fogaça, o chef revelação 2009 da Vejinha e que gosta de se comunicar pelo Twitter.
Vms lá!

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Bbdñs

Caipiroska de Morcoti e Dill… 

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… e Saquerinha de Kiwi com Ameixa. O Mingão está pegando a manha. Stvã ótms.

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Ñtrds

Sem dúvida, uma das melhores, senão a melhor que experimentamos até hoje. O ATM CTRC é um atum cítrico.

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100 g de atum fresco em cubos são marinados em azeite e sal.

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Sirva da melhor maneira que lhe convier, com gomos de laranja ( usei morcoti)… 

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… ervas (manjericão, dill, hortelã, cibolette)…

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… ovas de capelim e sal Maldon.

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Era isto que estava escrito na receita lá de cima, a twiceita.  Uma pintura e saborosa!

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A outra, a que completou a super-entrada, era um ceviche de peixe-prego (usei linguado, autorizado pelo Henrique). 

200 g de peixe cortado em fatias…

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… misturados à meia cebola roxa fatiada …

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… pimentões (verde, vermelho, amarelo) em cubinhos…

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… folhas de manjericão e hortelã picadas, gengibre, tomate vermelho em cubos, salsa picada, azeite, sal e limão a gosto. 

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Dica do Henrique : coloque o limão no final pra dar aquela equilibrada no sabor.

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Junte-se a pintura do Atum e teremos uma verdadeira obra de arte. Sptklr !

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Vño – Um branco Torrontés Bianchi 2008 Argentina. Opnã – “Festivo, “harmony cats”, MPB-4, frutal”.

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Prnçpl

Recebi a receita do Henrique e tive que conter a minha surpresa. Cupim ?
Isto mesmo, cupim

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Aproveitei a nossa passada pelo sex shop e compramos “o”cupim. E o Henrique recomendou fazê-lo da seguinte maneira : “Coloque o cupim no papel alumínio e deixe em fogo de 180º C por ~3 horas até que ele fique desmanchando. Vá virando a peça ao longo do cozimento. Corte em lâminas e frite”.

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Mas como ? Sem temperar, eu perguntei?
É, sem tempero, respondeu o Henrique. O tempero  (sal e pimenta) só entra na hora em que você tostar as lâminas do cupim numa frigideira com manteiga de garrafa.

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Pra acompanhar, mandiocas cozidas e colocadas no forno a 200º C por 10 minutos de cada lado com um fio de manteiga de garrafa.

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E uma farofa com base de alho e cebola, refogada em manteiga de garrafa (ela de novo!), farinha de mandioca, banana nanica em rodelas, salsa e pimenta dedo de moça em anéis.

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Um prataço!!

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E vou tentar descrever como ficou o cupim: crocante em toda a superfície e simplesmente macio e suculento no centro. A cada mordida, a casquinha se misturava a maciez e a fluidez da gordurinha que ainda restava em cada lâmina. Que me desculpe o twitter, mas é impossível descrever este cupim em meros 140 caracteres.

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Vño –  A primeira tentativa  foi com um brasileiro, o Dal Pizzol Assemblage, que se mostrou bonitinho, mas ordinário.
Na segunda tentativa, um outro brasileiro quase tão ordinário quanto o primeiro, o Cabernet Sauvignon Millésime Aurora 2004 que foi bebível e o achamos “nacional, kononora kido, from cascadura, nota 5″.

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ÇBrMZ

Henrique indicou um creme brulée. Até aí, nenhuma novidade. Só que este é de milho verde.

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E fácil de fazer (ê, twitter!). É só bater 400 ml de creme de leite com 50 g de açúcar e 1 lata de milho verde ou 3 espigas. Reserve.  

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Bata 4 gemas com 100 g de açúcar e misture o creme de leite com milho aos poucos.
Coloque em tigelas refratárias e cozinhe em banho maria (180º C) no forno. 

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Maçarico no acúcar de confeiteiro e… pronto!

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Só pra não perder a viagem, um cálice dum Undurraga Late Harvest.

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Eis a opinião dos twitteiros sobre esta noite onde nos sentimos no Sal Gastronomia:
140 caracteres ? Dá pra definir :excelente ! Tudo ! (Edu)
Minimalista! Twittista!!! Maravilhoso! (Mingão)
Gostei demais; surpreendentemente delicioso! (Déo)

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Grato ao Henrique ( e a Fernanda) pela indicação e pela simpatia. Com twitter ou sem twitter, todas as receitas são saborosíssimas e formam um conjunto harmonioso e extremamente delicioso.

Ci U !

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