Arquivo para setembro \30\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – ping pong, ping pong é que é! um estouro, ié, ié, ié, ié!

saboloso
27/09/09

dcpv – Ping Pong, Ping Pong é que é! Um estouro, ié, ié, ié, ié!

Fomos conhecer o novo restaurante chinês (e filial do londrino) Ping Pong Dim Sum (Rua Lopes Neto, 15 – Itaim Bibi – tel 3078-5808).

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Como o próprio nome dele diz  e ele não é especializado em chicletes!), o dim sum domina as opções do cardápio da casa.

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E o que são dim sum?

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“Dim sum é o termo genérico pra todas as preparações em que uma massa de farinha de trigo ou de arroz é recheada com diferentes ingredientes. Ele chega à mesa em pequenas porções e pode ser cozido no vapor, assado ou frito”, afirma o chef  Thompson Lee, já retratado aqui no dcpv.

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O restaurante é totalmente modernoso (fica em frente a La Mar) e tem uma decoração muito interessante com vários formatos de mesas e cadeiras além de um belo teto formado por ideogramas chineses ( imagino que com a palavra Ping Pong escrita).

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A casa se encontra em soft-openning e ainda tinha alguns pequenos problemas, tais como não oferecer alguns itens do cardápio. Mas isso foi superado com a ideia central perfeita que é oferecer uma refeição pra ser partilhada com todas as pessoas dividindo as porções de dim sum (normalmente 3 unidades de cada tipo e custando em torno de R$10,00)

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Experimentamos tudo: Dim Sum assados  – chicken puff que é formado de massa folhada recheada com frango grelhado no mel e coberto com abacaxi.

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Bun, pãezinhos chineses macios  recheados com legumes sautés e milho verde …

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… e  charsui bun, com mignon suino assado no mel.

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Dim Sum cozido no vapor: dumpling com recheio de camarão e coentro.

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Umas carninhas : lemon chicken, tenras fatias de peito de frango com pimenta, mel e limão servidas sobre folhas de alface …

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… e costela suina com os temperos exclusivos do ping pong servidas com mel. Esta foi uma das melhores!

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Especialidades do chef: crispy prawl ball, camarões fatiados, cobertos com macarrão e cebolinha servidos com molho agridoce …

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… e squeed mango cashew nuts, lula fatiada preparada no vapor com delicioso molho de manga e castanhas.

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Sobremesas? Tem também e comemos Lychee and mandarim jelly, gelatina de lichia e tangerina e Mango and Pineapple Puff, massa folhada com manga e abacaxi servida com sorvete de gengibre.

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Afora a verdadeira bagunça do Português/Inglês do menu que acabou parecendo Chinês (ô pessoal do Ping Pong, vê se corrige isso?), tudo estava muito bom do princípio ao fim!

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Ainda tomamos uma saquerinha (carésima) de lima e capim cidreira, chá frio de lemmon grass , pineapple coconut lime  e um belo chá Dragon Well .

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A verdade é que gostamos (eu, a Dé e a Re) muito e já nos tornamos fãs do estilo do Ping Pong Dim Sum.

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Certamente, voltaremos!
Ah! Tem mais. Aproveitamos pra dar uma bela treinada pro Inter Blogs Chinês que faremos na semana que vem.
Como diria o grande SS: aguardemmmmmmmmm!

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dcpv – da cachaça pro vinho – fomos pra ele, o vinagre!

número 229
08/09/09

dcpv – Fomos pra ele,  o Vinagre!

Sou fã condicional da Claúdia Comida&Bebida, o suplemento gastronômico que acompanha a revista Claúdia que a Dé recebe mensalmente. E condicional porque?
Ora, porque às vezes ela, a revistinha, tem matérias sensacionais (especialmente as que a Fabiana Badra Eid produz) e em outras a Bettina ensina a fazer omeletes e coxinhas! rsrs

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Desta vez, um especial sobre a utilização dos Vinagres me despertou  a atenção.
Afinal de contas, ele é um ingrediente pouco lembrado a não ser pra temperar saladas. E olhe lá!

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Do francês vinaigre, ou vinho azedo, o vinagre é conhecido desde os primórdios da civilização (8000 a.C). É considerado um condimento cuja principal função é atribuir sabor e aroma às preparações.

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Eles variam de acordo com a região. No Brasil predomina a produção utilizando álcool de cana-de-açúcar e vinho extraído de uvas tintas e brancas. Em lugares de muitas vinícolas (Itália, Grécia, França, Espanha) é elaborado de vinho. Já no Japão e na China, o arroz é o preferido.

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Partindo desta informação, resolvi fazer uma noite avinagrada. Receitas que tenham vinagre (ou aceto) como um dos ingredientes principais.
Vamos à Noite dos Vinagres no dcpv.

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Bebidinha – Caipiroska de Kiwi.

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Tentamos fazer alguma coisa com vinagre, mas não deu certo!

Entradas – Torradas de Queijo com Figo, Caramelo Balsâmico e Salada de Folhas

Esta é uma entrada extremamente fácil de se fazer e principalmente, de comer.

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Pras torradas, basta fazer um caramelo  líquido e grosso com aceto balsâmico e açúcar.
Pegue fatias de pão italiano torradas ligeiramente, espalhe queijo cremoso e coloque figos secos cortados (mais alguns pedaços de damasco seco) em tiras por cima.

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Decore com o caramelo de vinagre balsâmico e … coma!

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Já a salada de folhas é mais simples ainda.

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Folhas diversas (de capuchinha, de agrião, de rúcula, de alface, de agrião apimentado, de manjericão, de hortelã) foram colhidas na minha horta. Portanto, fresquíssimas!

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Junto com  um molho Italiano de azeite, vinagre de vinho tinto, suco de limão, pimenta e sal. Tudo emulsionado.
Ah, finalizei com umas gotinhas de azeite trufado!

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E finalmente, se materializou esta beleza de prato com o frescor das folhas, a cremosidade do queijo, a acidez do vinagre e a doçura do caramelo balsâmico. Delícia!

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Pra beber, um branco Chardonnay Volpi Salton 2000. 2000?

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É, 2000! Tinha tudo pra ser como a estrela da noite, o vinagre. Mas, não! Altamente bebível  e o achamos “old, quantos mofos deu?, deoziano, velhinho atuante“.

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Principal – Escalopinho de Porco com Molho de Laranja e Vinagre de Vinho e Risoto de Palmito.

Mais uma aplicação boa pros vinagres: formar um belo molho com a acidez da laranja. E contrabalançar com a maciez do lombo.

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Vamos ao princípio: tempere os escalopes de lombo com alho picado, sal, pimenta e suco de limâo. Doure os escalopes numa frigideira com azeite. Junte suco de laranja, vinagre e cozinhe por 15 minutos ou até a carne ficar macia.

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Pra acompanhar um risoto de palmito. Peguei a receita na Karen do Kafka na Praia (que pegou na Patricia do Technicolor Kitchen ) e que tem uma única particularidade em relação a todos os outros: …

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… coloca-se requeijão (usei um de búfala) e creme de leite no final.

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O prato ficou bastante harmonioso com o risoto acompanhando bem o lombo que estava bastante macio. E pra completar, o molho também formou uma dupla perfeita com o arroz.

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Pra dar uma levantada, algumas gotas de Chanel nº 5, um aceto balsâmico de 25 anos diretamente de Modena. Um luxo!

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O vinho tinto que tomamos, o Carmenere Terranobile 2007 Chile não tinha nada de vinagroso. Pelo contrário, ele foi “verde, embalsamado, terroso, bundoso“, segundo os básicos, nós mesmos.

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Sobremesa – Mousse de Morango com Chantilly de Balsâmico

Pra fazer a mousse, 440 g de morangos, 150 g de açúcar, 25 ml de aceto, 1 gema, 1  clara, 150 ml de creme de leite fresco e 1 pacote de gelatina em pó.

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Pro chantilly; creme de leite e aceto no sifão.
Pronto e com um resultado muito bom. Neste caso o aceto passou desapercebido na mousse e deu o tom no chantilly.

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Eis as opiniões dos agrin (quase vinagres):

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Menu ácido. E bastante doce! (Edu)
Menu …  (Mingão Guimarães)
Acetísssimo! Deliciosisíssimo! (Déo)

Conclusão: os vinagres podem ser de vinho tinto ou branco, aromatizados, com ervas, de champagne, de maçã, de maracujá, de cidra, de tomate, de framboesa, de álcool, de arroz, além do famoso balsâmico.
E melhor, podem ser utilizados de diferentes maneiras e com resultados surpreendentes. Experimente fazer uma redução de balsâmico e servir morangos frescos com ela.

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Até a próxima (eespero que antes de dcpv todo ir pro vinagre! rs).

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dcpv – da cachaça pro vinho – tomate marroquino-bourdain

número 122
13/09/06

dcpv – Tomate Marroquino-Bourdain

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Introdução – Então, a sorte é que juventude tem cura! Aprendemos muito com “eles”, mas, cá pra nós, é malandragem e sabemos disso, um orquestramento intencional pra não pisar na bola quando queremos direcioná-los pro nosso objetivo. É sempre um boa ideia. Mas, de vez em quando, uma porradinha, ensina muito bem!

Bebidinhas – Cuba libre ( já dizia Fidel!)

Vinhos

Tinto (??), Branco (??) e Sauternes.

Menu

Entradas – Salada de tomate caramelizado com gergelim (Marrocos -pag 21)
Salada de tomate (Bourdain – pag 56)
Alho poró ao vinagrete ( Bourdain – pag 61)

Principal – Arroz frito (Tailândia – pag 21)

Sobremesa – Pudim de Coco (Tailândia – pag 32)

Observações finais:

Comida espetacular! Cheiros, crocâncias e tudo o mais. (Edu)
Muy buena! Hermoza! Boa demais. (Deo)
A melhor entrada que eu já comi na minha vida. O principal estava espetacular. (Mingão)

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Continua a saga de fotos de Hotéis maravilhosos e vistas de quartos mais ainda. Estas são do Santé Winelands Estate que fica no vale Paarl/Franshhoek, na África do Sul. São bem específicas pois o hotel fica bem no meio duma vinícola, mas mesmo assim não deixam de ser um espetáculo.

Comentário –  Uma mistureba total: Antony Bourdain, Marrocos e Tailândia. Com cuba libre e uma belíssima  explicação sobre os vinhos tomados. No reservation!

Dicas de Mark Bittman

O que você deve ter sempre na despensa ou na geladeira …

Limões frescos (de preferência sicilianos) – esprema com a mão, para não amargar e não esqueça da casca: pode raspá-la e adicioná-la a muitos molhos de panela.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 15ª harmonização virtual e culinária thai no dcpv

número 230
15/09/09

dcpv – 15ª Harmonização Virtual e Culinária Thai no dcpv

Hoje eu vou fazer um dois em um.
Vou aproveitar que os blogs GourmandiseLe Vin au Blog estão realizando a 15ª Harmonização Virtual e encaixá-la num menu thai.

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Estas harmonizações são bastantes interessantes e onde regularmente são indicadas uma receita e um vinho específico pra que todos (que estão dispostos) executem a receita, façam a harmonização e publiquem o seu parecer.

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É claro que vamos fazer do nosso jeito. Ou seja, com as nossas opiniões altamente abalizadas devido ao desenvolvimento aguçado das nossas papilas gustativas após longos anos de treinamento no cam                 DSC01197-2

Aproveitando a “carona” thai da receita indicada pela Nina e pelo Marcel do Gourmandise, um lombo de porco com kinkan, complementei o menu com receitas do excelente livro editado pela PubliFolha, o Culinária Tailandesa, receitas fáceis de fazer que além de  informações muito interessantes, ainda traz um CD só com músicas thai (chatiiinhas!! rs).

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Através do livro, consegui descobrir que originalmente, os tailandeses eram imigrantes do sudoeste da China que se estabeleceram no norte e foram se movimentando em direção ao sul, erguendo capitais com nomes românticos tais como Sukhothai (“Alvorada da Alegria”), Ayutthaya (“Inatacável”) e depois, Bancoc (“Cidade dos Anjos”).

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Com tudo engatilhado e entremeado pelas entradas e sobremesas do livro, apresento a 15ª Harmonização Virtual.
Vamos lá!

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1 – Bebidinha

Não tivemos bebidinhas (e consequentemente fotos!). O carro do Deo pifou!

2 – Entradas – Kanom Pang Nah-Goong, Khow Grieb Goong, Pad Yod Kao Pod Kab Khng e Khrong Moo Yang

É uma verdadeira mezzé thai ou melhor, um genuína sopa de letras. Um menu de experimentação do que a culinária thai pode apresentar.

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Começamos com o Kanom, que são torradas de pão de forma cobertas por uma crosta formada por banha, camarões, castanhas de caju, coentro, alho, nam pla, amido de milho, clara de ovo e temperada por sal e pimenta.

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Estas fatias de pão são cortadas em 4 e fritas com o lado da pasta pra baixo. Uma delícia total pois a crosta se funde ao pão e fica bem diferentona.
Além do acompanhamento de um relish de pepino pra equilibrar.

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Já o Khow é o nosso bom e velho mandiopã de camarão (quem não se lembra?).

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E servido com molhos  de pimenta, ameixa e soja. Lindo e hot!

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O Pad é um prato com ervilha-torta e mini-milho cozidos numa wok com uma base de gengibre, alho e  cebola e misturado a um molho formado por água, molho de pimenta e nam pla.

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Sensacional e a crocância dos legumes (especialmente, a ervilha) te faz comer como salgadinhos Elma Chips (pela propaganda e não, pelo sabor!).

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Finalmente, o Khrong, que foi basicamente um reaproveitamento das costelinhas de porco que o “fominha” aqui pediu como entrada no almoço de domingo no Esplanada Grill do Morumbi Shopping e que sobraram.

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Acrescentei às costelinhas uma marinada feita de coentro, mel, açúcar mascavo, nam pla, shoyo, alho, pimenta e coloquei no forno pra dourar.
E é claro que elas ficaram laqueadas e surpreendentemente churrasqueadas.

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Resumão: mais uma daquelas entradas pra “entrar” (rs) pra história do dcpv.

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Este restaurante que brevemente montaremos (só de entradas) irá bombar!

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3 – Principal – Lombo de Porco com Kinkan

Não vou dar a receita completa. Se quiserem, peçam pra Nina. Vou me ater a comentar todos os detalhes da harmonização.
Antes disso, uma breve descrição da receita e do vinho indicado.

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O lombo é cortado em cubos, temperado e dourado na wok. Salteia-se cebolinhas, pimenta vermelha e o lombo com a adição de vinho de arroz chinês, gergelim ralado …

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… geléia de kinkã, shoyo e água. Cozinhe em fogo baixo acrescentando água até a carne ficar macia.  Sirva com arroz jasmim básico.

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Tomamos o vinho branco Riesling Spätlese 2004 Selbach, que é da região de Mosel na Alemanha e foi indicado pelo Le Vin au Blog.

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Vamos  aos comentários da harmonização:

: É um prato que acorda, desperta os sentidos e ao mesmo tempo muito delicado. O vinho doma o prato. Não sei quem é o delicado e quem é o domado!

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Edu: O prato é tipicamente thai. Cheiroso, apimentado, adocicado e … saboroso. O vinho tomado sem acompanhamento se assemelha a um leve vinho de sobremesa, quase um branco seco docinho. Mas harmonizado com o prato, forma o par perfeito. Yin e Yang!

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Mingão: Som e silêncio! Luz e escuridão! Mistura fina! Opostos atraídos pelo tempero delicado e ao mesmo tempo forte da culinária thai.

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Déo: Não comi porque não estava aqui. Mas gostei muito!

4 – Sobremesa – Alsa Khrim Ka-Thi

Como o próprio livro diz “este rico sorvete cremoso não poderia ser mais fácil de preparar. O sabor do coco aparece no papel principal proporcionando o desfecho apropriado pruma refeição oriental“.

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É isto mesmo! Um sorvete básico feito da junção duma calda (125ml de água e 225 g de açúcar) e leite de coco (800 ml) colocada na máquina de sorvete (não sei se a Verena do Mangia Che Te Fa Benne fez, mas ela iria adorar!)

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E altamente reconfortante, tão reconfortante que até a Dé fez questão de comer (coisa rara de acontecer, ela ficar até a sobremesa!)

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Resumo da experiência: esta harmonização virtual foi excelente em todos os sentidos. A combinação da receita (o lombo) com o vinho (o Selbach) foi perfeita.

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E certamente ficará marcada aqui no dcpv como um dos grandes jantares que tivemos. Ainda mais escoltada pelas entradas e sobremesa que modestamente, este que vos escreve, escolheu!

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La gon!

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dcpv – da cachaça pro vinho – rw no dcpv é eñe

ma che rw, que nada!
12/09/09

dcpv – RW no DCPV é eñe.

Pra quem não sabe, RW ou Restaurante Week é um evento paulistano onde restaurantes (202 deles) oferecem refeições completas a preços módicos (R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar) e com este chamariz, a possibilidade de um montão de gente experimentar lugares completamente novos (e que antes eram proibitivos) e/ou fazer uma bela refeição “barata” em lugares conhecidos.

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Teria tudo pra dar certo! Mas normalmente não dá. E sabe porque? Porque a maioria dos donos de restaurantes  simplesmente ignoram que este período (2 semanas) seria um tremendo investimento em marketing direto e em vez de se esforçarem pra oferecer qualidade, fazem exatamente o contrário. Resultado: um montão de gente insatisfeita e reclamando aos 4 cantos (vide Que Bicho Me Mordeu…)

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Nós (eu e a Dé) resolvemos fazer a nossa RW.
Aproveitamos uma promoção do cartão Diners Club, o Diners Gourmet Experience e reservamos no eñe justamente no sábado (12/09). E porque o eñe?

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Porque gostamos bastante, sempre comemos bem por lá e os pratos são ao mesmo tempo, modernos e tradicionais.
O achamos tão injustiçado como foi o Mani há um tempo atrás.  E melhor, não participava da RW o que significaria  não ter filas.

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Começamos o almoço com o belo couvert. Pãezinhos, embutidos de origem e uma bela linguicinha apimentada.

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Pedimos uma taça de um vinho branco Esencia de Valdemar Viura e uma dum rosé Javier Asencio 2006 Navarrra. Notem que a carta toda é de vinhos espanhóis.

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Chegaram as nossas entradas. Coca de pan com tomate, um pão crocante com uma pasta de tomate bem temperada com azeite e sal (quase um pan con tomate estilizado)…

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… e um tartar de vieiras com coulis de beterraba que além de lindo e fotogênico, estava delicioso com um toque perfumado de limão siciliano nas vieiras.

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Deixa eu explicar um pouco mais sobre o restaurante: eñe (fala-se enhe) simplesmente significa o nosso nh.
É dos irmãos gêmeos Sergio e Javier Torres e a proposta é de se fazer alta gastronomia baseada em tapas. Ou seja, é um restaurante tipicamente espanhol (e modernoso) e o chef executivo é o Flavio Miyamura.

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Voltando ao almoço, a Dé pediu um Bacalao al pil-pil, uma posta respeitabilíssima de bacalhau com uma emulsão de azeite e alho e um levíssimo purê de batatas. Um prato muito leve e delicado. A Dé adorou e eu também se bem que não comi muito.

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Eu fui de Fideuá de Pescados y Gambas, uma paella feita de macarrão cabelo de anjo com frutos do mar que era super diferentão (o meu estilo!) com a massa crocante e escura devido a absorção de um belo caldo de peixe. Ainda acompanhava um aioli super bem feito.

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Aproveitamos a promoção do Diners (os pratos principais e as sobremesas do titular e do seu acompanhante saem pela metade do preço) e pedimos uma degustação de sobremesas.

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Cinco belos doces que serão apresentados pela nossa predileção (do bom pro ótimo): sorvete de chocolate, torta de chocolate quente, sorbet de tangerina e gengibre, turon helado de almendras e musse de crema catalana. Estes dois últimos merecem uma melhor explicação: o torrone parece uma paçoquinha upgradeada e a mousse, um mingau aerado de leite com canela. Divinos!

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Pronto, justiça seja feita! O eñe continua sendo um restaurante espetacular e com um menu mais do que agradável.
Uma boa ideia (e que ainda vamos fazer) é aproveitar as variações de tapas (quentes e frias) do cardápio e passar algumas horas “tapeando” e  experimentando a nueva cucina española!

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Vade retrum RW (pelo menos, neste formato)!

Hasta!

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dcpv – da cachaça pro vinho – qualés la pregunta?/II festival de macarons da sódoces

número 121
30/08/06

dcpv – Qualés la Pregunta?/II Festival de Macarons da Sódoces

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Introdução – Economicamente: … o estado geral … a veia escritural … a prostração diante dos absurdos … e desalento frente à mediocridade … cazzo, devia ter sido candidato … rs …
Muita divagação! Vamos ao melhor!

Bebidinha – Caipiroska de morcoti e canela

VINHOS

Tinto Marco Luigi Especial Brasil

Tinto Priorat Clos Gebrat Espanha

Menu

Entrada – Torta de mini-legumes e especiarias

Principal – Supremo de frango com figos frescos (Especiarias e ervas aromáticas – pag 217)
Arroz Basmati ( com caldo de galinha)
Chucrute com wasabi

Sobremesa – Laranjas em calda (Sabores da Tailândia – pag 50)

Observações finais –

Tudo bom e condimentado. A entrada é sublime! (Edu)
Espetacular!! Adorei a entrada e a sobremesa (Mingão)
Não dá pra reclamar! Exuberante!(Deo)
 

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Sequencia da (longa) série de fotos de hotéis maravilhosos e vistas dos quartos mais ainda. Estas são do Shamwari Game Reserve, um centro de hotéis próximo de Port Elizabeth no centro da África do Sul. Eles ficam no meio de uma reserva florestal privada (vimos uma batalha de elefantes e leões por lá que foi memorável) e a vista do quarto é a das piscinas, mas as cheetas (o animal mais rápido do mundo, mais do que o jamaicano Usain Bolt) estavam bem pertinho! Ficamos no Riverdene Lodge.

Comentário: Especiarias, mini-legumes, basmati, figos frescos, wasabi, laranjas. Esta noite foi das boas.
E de quebra,o grande Carlitos Tevez demolia tudo no Timão nesta época! Será que não é um pressentimento já que Matias Defederico parece ser melhor que o Carlitos? rs

Dicas de Mark Bittman

O que você deve ter sempre na sua geladeira :
Leite de Coco – experimente cozinhar algumas cebolas, com um pouco de óleo e curry. Misture o leite de coco, frango, peixe, tofu ou qualquer tipo de carne. Sirva sobre o arroz (de preferência Basmati).

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II Festival de Macarons da Sódoces

PS – Não esqueça! Começou ontem (18/set) e vai até  o outro domingo(27/09), o II Festival de Macarons Sodoces (Al. Arapanés, 540 – Moema – tel 50515277).

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O grande Flávio Federico da Sódoces está fazendo os mais diferentes tipos de macarosn tais como foie gras com caju e flor de sal (a proibida!!), champanhe, pudim de leite condensado, lavanda, Ovomaltine, cheesecake de cassis, passas ao rum, chá de jasmim com semente de papoula (este, dá barato!! rs) e muitos outros além do já famoso “Zequinha” (em homenagem ao filho da Dona Jô Clemente, fundadora e presidente de honra da APAE São Paulo) cuja venda será 100% revertida pra tão confiável instituição e que vem recheado de ganache de chocolate branco no sabor “bicho de pé” (morango e framboesa).
Como diz o próprio Flávio (e eu endosso), “vamos todos nos divertir e fazer uma boa ação ajudando a quem tanto precisa ” (e acariciando o seu estômago).

Vamos lá!
Em tempo, fomos lá ontem (domingo, 20/09) e fizemos a nossa cota de sacrifício: comemos e levamos pra casa um montão de macarons. O Zequinha (o primeirão da foto abaixo) é um espetáculo!

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Fomos e voltaremos!

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dcpv – da cachaça pro vinho – blind date no le marais bistrot

29/08/09
uh! la! la!

dcpv – Blind date no Le Marais Bistrot

Ôpa! Não é o que você está pensando. Foi muito mais um blind meeting do que qualquer outra coisa.
A Luciana Betenson (do Rosmarino e Prezzemolo) e o esposo dela, o Mike vieram pra São Paulo e marcamos de nos encontrar no restaurante francês Le Marais Bistrot (Rua Jerônimo da Veiga,30, Itaim Bibi, 30712873) pra experimentarmos a nova cria da dupla Ida Maria Frank e o chef  Paulo de Barros (donos do Due Cuochi), além de ter o excelente Wagner Resende pilotando os fogões.

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O restaurante está fazendo o maior sucesso e pra conseguir reservas (o horário limite prelas é 20:30 hs ) você tem que sofrer um pouquinho. Paciência, é o preço do sucesso!

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Reservei na segunda-feira e tudo certo. Precisamente às 20:30 hs do sábado, estávamos lá: eu, a Dé, a Lu, o Mike e a cozinha do Wagner.
Tudo muito bacana. Um salão retangular com vista da brigada trabalhando através da adega climatizada …

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… e um belo vitral no teto. Enfim, um ambiente agradável e bem intimista!

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O pãozinho (como o próprio Gourmet Blasé disse) é um verdadeiro acinte de tão bom. Crocante, leve e um belo parceiro pra se degustar os diversos molhos do cardápio.

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Começamos o tal blind, transformando-o rapidamente num clear tamanha a empatia entre todos. Conversamos sobre tudo: gastronomia, viagens, filhos, viagens, vinhos, viagens, etc.
Escolhemos um vinho tinto Sangiovese IGT, quase um super Toscano e engatamos a entrada.

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Começamos com ravioli de vieiras ao molho de espuma de limão siciliano. Leves, delicados e saborosos.
Fiquei sabendo posteriormente que o ravioli não consta do cardápio e que é feito com vieiras frescas de Santa Catarina. Eles são tão bons que eu apostaria que as vieiras vieram do criatório que tem em frente ao Ponta dos Ganchos.

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Luciana foi de costeletas de cordeiro grelhadas na manteiga, dente de alho, tomilho e servidas com um molho feito de ossos de cordeiro. Ela gostou bastante e achou o ponto da carne perfeito.

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A Dé foi de camarão assado com molho de laranja e um tagliatelli feito com gengibre na manteiga, sálvia e alho poró frito. Foi certamente o prato mais bonito de todos e pra variar, gostoso demais.

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O Mike escolheu entrecote com molho de queijo roquefort. Uma bela carne marmorizada e com pedigree que segundo o Mike e a Luciana, estava super macia e saborosa.

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E eu, de peito e coxa de pato servidos em dois tempos (que na verdade escolhi ser um só) e que estavam desmanchando na boca acompanhados por um belo molho de pimenta. Repare que parece que eles foram envernizados!

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Acabamos fazendo, por tabela, uma degustação de guarnições (só o prato da Dé não tinha) com batatas rústicas, gallete de batatas e cogumelos com alhos.

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Já conversávamos às claras e nos divertíamos bastante, quando resolvemos pedir 2 degustações de mini-sobremesas. Cada prato continha um creme brulée, petit gateau de chocolate, sorvete de baunilha, mil folhas e uma delícia de cupuaçu.

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Um encerramento perfeito pruma noite também e a certeza de que o Le Marais é o lugar ideal não somente para blind dates e sim, pra qualquer situação em que você necessita de comida confortável e muito bem feita.

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E neste caso, os pré-requisitos ajudaram já que a companhia foi extremamente agradável. Cafezinhos, chazinhos e docinhos deram o tom da despedida!
Quem sabe um novo encontro no Pinguim e/ou no La Pyramide em Ribeirão Preto?

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Até a próxima.

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dcpv – da cachaça pro vinho – você ja viu um javali? num piquenique?

29/08/09
Asterix, Obelix

dcpv – Você ja viu um javali? Num Piquenique?

Olha! Nós acabamos de ver um montão de javalis. E mortos!

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E antes que o Greenpeace baixe por aqui, calma. Deixa eu explicar melhor!

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Tudo começou quando li uma reportagem na Folha que informava sobre uma ideia (por sinal, genial) do chef Sauro Scarabotta do restaurante Friccó. Ele tinha levado um grupo de clientes/curiosos (grupo no qual me incluo) pra conhecer um fornecedor de cogumelos e ao mesmo tempo, fazer um belo piquenique com as guloseimas que ele, o Sauro, preparou. E pasmem: o local era Mogi das Cruzes, uma cidade satélite de Ferraz de Vasconcelos!

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Me interessei e óbvio, nos inscrevi (eu e a Dé) pro próximo. E seria justamente sobre a TEMRA, uma empresa familiar e um frigorífico especializado em comercializar a melhor carne de javali (além de cordeiros também).

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No sábado e no horário (9:30 hs), estávamos lá no Friccó pra partirmos pro nosso convescote javaliano. Todo mundo num ônibus (lotado!) e com a perspectiva de passar um (belíssimo. Grazie!) dia conhecendo e comendo javalis.

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TEMRA fica em Araçariguama e no caminho, a Rita, a esposa do Sauro, nos explicou o que veríamos. Falou sobre o trabalho que eles, donos de restaurante, tem pra conseguir fornecedores que entreguem produtos de qualidade. E falou também da dificuldade que estes fornecedores, particularmente a Teresa e o André, donos e T e A do TEMRA respectivamente, também tem em explicar o porque de seus produtos terem um preço acima da média apesar da qualidade ser excepcional.

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Eu prometo que daqui pra frente, jamais reclamarei do preço quando comprar uma paleta de javali TEMRA no sex shop. rs
Chegamos lá por volta das 11:00 hs e nos dividimos em dois grupos. Um (o nosso) foi assistir ao áudio-visual onde a Teresa e a Mara, nos explicaram várias particularidades sobre tão estranha figura: do quão destruidores eles são; qual o tamanho e idade ideal para abate; dos seus hábitos; da alimentação especial e mais um montão de coisas.

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Também aprendemos como chamar a família toda :

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Aí fomos pra segunda parte: visitar o frigorífico, onde o  Sauro e o André falaram sobre o aproveitamento dos pobres (e saborosos) bichinhos.

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Vimos uma desossa completa…

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… e cada um dos cortes que são obtidos.

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Sabia que um filé mignon de javali pesa em torno de 120 gramas (por sinal, este pedacinho vermelho que está em cima do carré)? E que a bochecha (abaixo) é considerada uma iguaria?

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Interessante ao extremo! Depois viria a parte mais saborosa: o piquenique.

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Mesas foram montadas à sombra, num tremendo bosque. Os vinhos já tinham sido escolhidos, comprados por nós mesmos (um Montaperto IGT 2004 Carpineta Fontalpino, um belo Supertoscano e outro, um Rosso Piceno Superiore Il Brecciarolo 2004 pelo Ricardo e sua esposa,a Neyara, um casal muito simpático que gentilmente sentou conosco) e devidamente compartilhados por todos da mesa.

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Começamos com uma harmoniosa entrada. Terrina de javali, escarola assada, espeto de queijo de coalho e linguicinha de javali com melaço e o pão da Rita ( um segredo do Friccó).
Gostoso e casando espetacularmente com o clima de piquenique.

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Como principal, o único javali que nós vimos inteiro (nota : eles são criados em outros lugares devido à exigências sanitárias). E ele estava no rolete!

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Foi devidamente destrinchado e servido com uma polenta ao sugo pomodoro com ervilhas e linguiça moída num formato bastante charmoso: numa marmitinha!

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Delicioso e pra quem nunca experimentou, o javali tem um gosto de porco só que mais light. Tão light que a Dé comeu e adorou!
Ah! O couro dele assado é uma delícia e parece um torresminho.

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A sobremesa foi uma crostata com geléia de laranja e ricota

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… e um vin santo.

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Pra encerrar,  um café barcarola com um pauzinho de canela que encerrou o fabuloso dia.

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Pronto! Estávamos devidamente informados, alimentados e preparados pro sono reparador que o chacoalhar do ônibus acarretaria. E não deu outra!
Quando demos por nós, já estávamos em São Paulo.

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Dormimos a valer e felizes pelo belo sábado no campo!
Só faltou cantarmos: “eu quero uma casa no campo!”

Baci.

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PS – O Sauro vai fazer uma nova edição do Piquenique pra conhecer os cogumelos em Mogi. Será no dia 26/09. Informações no tel 5084-0480.

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dcpv – da cachaça pro vinho – a casa da feitchoada

número 120
23/08/06

dcpv – A Casa da Feitchoada

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Introdução – Quarta nobre! Como escrevo “pós regabofes”, me permito dizer que o prato tipicamente brazuca, nunca se apresentou desta maneira! Delícia surpreendente; reiventada a feijoada. Coisa boa! Vamos complementar com a caipirinha!

Bebidas – Caipidinho – (Caldo de feijão preto com pinga)

Vinhos

Tinto Flor de Castro Portugal

BrancoVieja Abadia

Main Course –  Feijoada Nouveau (by Edu)

Sobremesa – Cream Anglaise

Comentários
Antes: comida maravilhosa! Tudo perfeito! Depois: co-mi-da ma-ra-vi-lho-sa! Tu-do per-fei-to ! (Edu)
O chefe se superou! Criação maravilhosa. (Mingão)
Bão demais. Noblesse!! (Déo)

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Continua a saga Hotéis maravilhosos com vistas de quartos mais ainda. As fotos são do hotel  Fairmont Empress que fica em Victoria Island no Oeste do Canadá, o lugar mais britânico do mundo, excetuando-se a Grã Bretanha (óbvio!). A vista é do pier. Só pra situar, a noite e com as luzes todas acesas, tudo se torna mais bonito ainda.
E nos informaram que este hotel é o mais fotografado do mundo tamanha a quantidade de japoneses por lá. Como estávamos nesta janela, provavelmente aparecemos num montão de fotos nipônicas! Detalhe: a janela do banheiro também tem esta vista! rs

Observações finais: Desconfio que fiz um risoto de feijoada com couve, caldo de laranja, caldinho de feijão, pinga e tudo o mais. Só não entendi a história do antes e depois.

Dicas do Mark Bitman

O QUE VOCÊ deve ter sempre na geladeira … BACON ou PROSCIUTTO. Se tiver 100 g de prosciutto ou bacon em casa, pode usar em qualquer prato: grãos cozidos, feijões, vegetais, molhos de tomate, sopas. Bem acondicionado, mantem-se semanas na geladeira e meses no freezer.

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dcpv – da cachaça pro vinho – ib não autorizado. maria no dcpv

01/09/09
Milano, Milano

dcpv – Inter Blogs não autorizado. Maria no dcpv

Quem acompanha o dcpv sabe quem é a Maria!

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A Dé montou uma verdadeira “squadra azzurra”.

Ela é uma brasileira que vive na Itália, mais precisamente em Arese, próximo a Milano e acabou aportando por aqui através do excelente blog da Fer, o Chucrute com Salsicha.

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E tantas vezes comentou com pertinência que acabei entrando em contato com ela e assim que fomos (eu e a Dé) passear na Itália, combinamos de nos encontrar, lá mesmo em Milano.
Ela fez um inesquecível city-tour conosco com direito a caminhadas culturais/almoço com vista do Duomo e tudo o mais. Até hoje este post é um dos mais lidos do dcpv.

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Pois tanto falamos de comida que eu acabei pedindo pra Maria me mandar algumas receitas que ela faz. Ela ainda me perguntou: “em certeza que minhas receitas são blogáveis. rs. Estou em pânico!!!!!”.

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Eu respondi que só poderia ser brincadeira, pois ela me mandou um monte de receitas práticas, charmosas e super saudáveis. Uma boa parte delas, inclusive, são lembranças de viagens que ela fez.

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Portanto, tenho a honra de anunciar o 1º interblogs não autorizado, o da Maria , já que só falta ela ter um blog (vamos lá, Maria!) pra que este fosse um interblogs ( quer saber como funciona?) e dos bons.

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Com vocês a Maria Auler diretamente de Arese:

Bebidinhas Caipiroskas das mais diversas. De limão taiti, de limão siciliano e de caju.

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Entradas Bolo de Batatas, Queijo de Cabra Gratinado e Barcas de Pimentão.

A Maria é expert em  entradas. Este Bolo de Batatas é uma adaptação que ela fez de uma receita tradicional da sua “mamma”. Ela “italianou” a receita preparando uma massa com batatas cozidas e misturadas ainda quentes a manteiga e farinha de trigo, sal e pimenta.

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Aí é só montar numa forma untada, massa+queijo (usei um brie)+massa, pincelar com gema de ovo e levar ao forno.

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Ela só não coloca a gema  “porque o Franco (o esposo dela) odeia o cheiro de ovo”. rs.
Já o Queijo de Cabra, ela comeu “em Cannes e é super fácil” . Só colocar queijo de cabra (usei um meia-cura), maçã e mel numa cumbiquinha e levá-los ao forno pra gratinar.
Dei uma upgradeada usando um mel trufado e colocando pimenta rosa.

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As Barcas de Pimentão (que ela serviu num jantar pra Fer lá na casa dela, em Arese) são feitas da seguinte maneira: corte o pimentão e asse com azeite de oliva e um pouco de sal e pimenta.
Faça um recheio com alho picado refogado no azeite, acrescente anchovas, alcaparras, salsinha, azeitonas pretas e farinha de rosca.

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Recheie as barquinhas de pimentão cozidas e leve ao forno por 10 minutos.
Olha, mais uma das belas entradas  que passaram pela nossa mesa. Mediterrânea, italiana, francesa, milanesa. Simplesmente perfeita!
Maria, além de blogável, esta é comível ao extremo.

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Pra acompanhar estas belezas, um branco italiano, o Orvieto Clássico Cantina San Marco 2006 DOC que foi “ervas, milanês, green grass, pragmático” segundo os oriundi, nós mesmos!

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PrincipalBrasato ao Barolo da Maria.

Esta é a receita do princípio deste IBnA. Pedi pra Maria, lá em Milano, e ela me mandou o seguinte alerta: “Vou dar pra você a receita do meu Brasato (não é o certo, é simplesmente o que faço). Como é um pouco longo o cozimento, talvez não seja blogável, mas um dia que vocês estejam inspirados, vale a pena”.

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Pois bem, Maria! Chegou o dia e a inspiração. Let´s go!
Compre uma bela peça de carne (pode ser alcatra)  de 1,5/2 kg e coloque pra marinar num litro de vinho (de preferência um Barolo).
Acrescente alho descascado, cebola, um pedaço de salsão, 1 cenoura e 1 pimenta dedo-de-moça. Tudo picado em grandes pedaços.

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No dia seguinte, sele a peça de carne numa panela com azeite. Acrescente as verduras da marinada, coloque 2 tomates bem maduros sem pele e sementes e vá colocando o vinho até terminar. Deixe cozinhar por 4 horas.

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A própria Maria disse “depois é só fatiar e comer. Com o que?”

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Ora, com batatas ao forno: batatas descascadas, cortadas em quadrados, colocadas numa assadeira e temperadas com azeite, sal, alecrim e alho. O tempo de cozimento é de 1 hora a 180ºC.

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Maria, é super-blogável. E o Brasato estava desmanchando na boca além do toque especial que a dedo-de-moça deu ao prato! Até a Dé (anti-carnívora) gostou!

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Um tinto português, o Collection Ramos Pinto 2005 Portugal que foi “soporífero, apimentado, dona veroso, emblemático” e harmonizou muito bem segundo os ragazzi, nós mesmos. 

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SobremesaSalada de Frutas da Maria.

Olha a Maria de novo: “Sou péssima como doceira, sempre preparo uma salada de frutas …”
Então é isso: maçã, pera, laranja, kiwi, tâmaras, figo seco, damasco e uva passa.

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Tudo cortado e marinado com suco de laranja.

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Servida com sorvete de creme e com um toque especial da flor da capuchinha do quintal de casa. Delícia  e combinando com o calor reinante!

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Eis a opinião dos fanfarrones :
Um verdadeiro city-tour gastronômico! (Edu)
On tour! Travelling. ( Déo)
O Déo pulou na minha frente. Um brado retumbante. Gigante pela própria natureza! Como diria a grande Vanusa, Florrrrão da América! (Mingão).

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Bom, Maria, como é um IBnA e por direito, aí vão as nossas flores virtuais …

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…. e uma, ou melhor, duas coisas são certas: estas receitas são superblogáveis e melhor, o menu todo ficou um verdadeiro “spettacolo”.
Só faltou comermos no palco do Teatro alla Scala de Milano.

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Baci e abracci!

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