Arquivo para outubro \31\-03:00 2009

dcpv – da cachaça pro vinho – alecrim, alecrim dourado…

número 126
18/10/06

dcpv – Alecrim, alecrim dourado…

DSC02443-2

Introdução – Dezenove pontos percentuais, segundo o IBOPE, separam os candidatos. Lamentável “a massa de manobra” estar cada vez mais inebriada pelo sonho de “um dia eu vou estar lá!”. Pobre Brasil!! Ainda vamos ficar no “limbo”durante um bom tempo! Lamento!

Bebidas e vinhos – Não anotados. A revolta era grande! rs Ou seria a quantidade deles.

MENU

Entrada – Erva doce com maionese e wasabi
Salame com manjericão e salsa
Banana com cream cheese e geléia de pimenta

Principal – Salada de melancia, tomate e ervas
Costeleta de porco com molho de alecrim
Arroz Basmati

Sobremesa – Petit Gateau de Doce de Leite

Comentários finais

Comida saborosa e cheirosa. (Edu)
Delícia deliciosa! Alecrim supera e marca. (Déo)
Obra prima!!! Melancia com tomate. Sabores insuperáveis em união. (Mingão)

DSC02983-2

Fotos da intermináaaavel série hotéis maravilhosos e vistas dos quartos mais ainda. Estas bem que poderiam ser da Toscana, mas não são.
São do hotel Monasterio que fica em Cuzco no Peru. Como o nome dele já diz, este hotel é um verdadeiro mosteiro com direito a inúmeros obras de arte da escola cusquenha e a uma capela fantástica com altar recoberto em ouro e tudo o mais.

Observação – Este menu parecia de um daqueles restaurantes espanhóis e veggies. Ou melhor, semi-veggies já que costeleta de porco e salame não são muito compatíveis com a proposta. E involução total na descrição dos vinhos. Vinhos?
Como diria o grande (e finado) Buru: Quantos riso, oh, quantas alegria … Alecrim está chorando pelo amor da Colombina! rs

Dicas do Mark Bittman

O que você deve ter sempre na despensa ou geladeira …

Pinoli – Com eles e algumas uvas passas, se faz qualquer prato siciliano.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – lima – peru – la glóóóóóóóriiia!

directamente de Lima
dia uno – 09/10/09

dcpv – Lima – Peru – La Glóóóóóóóóriiia!

Primeiro dia da nossa viagem ao Peru.

DSC01999-2

Voo tranquilo, chegada mais ainda (excetuando-se um passageiro que se dizia “embaixador” e achava que o avião era dele !! rsrs).

DSC02040-2

O hotel Miraflores Park, situado do no bairro de Miraflores (que coincidência!) é excelente, extremamente bem localizado e de frente pro mar.

DSC02042-2

Deixa eu explicar melhor este de frente pro mar:  Lima é provavelmente a cidade litorânea mais curiosa do  mundo. Na verdade, ela não está ao nível do mar já que a praia fica lá embaixo!

DSC02163-2

A cidade toda está 100 m acima do nível do mar!  Existe um grande barranco separando-os.
E além disso, o fog limenho é tão famoso quanto o londrino! Lá não chove (as casas não tem telhados), mas em compensação, também não faz sol!
É o dia todo nublado e com aquela cara que vai chover … Barranco e fog. Muito interessante!

DSC02075-2

Com esta topografia, surge uma alternativa arquitetônia inusitada. A possibilidade de vista pro mar é infinita!

DSC02193-2

Com esta indicação da natureza, alguns arquitetos criaram o projeto do shopping Larcomar que fica exatamente neste barranco. Com as lojas (algumas maravilhosas e de coisas peruanas da “chema”), restaurantes, cinemas e até estacionamento distribuídos nestes desníveis; este shopping é um capítulo à parte no quesito “vista pro mar”! Ah, ele fica ao lado do hotel!

DSC02035-2

Como complemento do dia que vimos o fog limeño (grande novidade!), fomos à noite, ao restaurante La Gloria que fica bem no centro de Miraflores.

DSC02063-2

Fizemos a reserva (que é parte duma uma experiência que depois conto mais sobre, com a agência que faz tours especializados Gouté) e chegamos no horário: 20:30 hs.
E lá vou eu bater na mesma tecla. No Peru, assim como no resto do mundo, as reservas pra qualquer horário funcionam. Será que um dia seremos primeiro mundo (neste quesito) como o Peru?

DSC02046-2

La Gloria fica num casarão velho espanhol (coisa recorrente aqui em Lima), com uma decoração bem sóbria (quadros e fotos nas paredes) e estava cheio de gente bacana (coincidência, encontramos o “embaixador” do nosso voo por lá!!)
Ele tem como tema os deuses gregos e um lema excelente: cocinanos para usted e para nosotros.
O cardápio e a carta de vinhos são baseados nestes deuses e são bem extensos.

DSC02064-2

Começamos com várias dúvidas, escolhendo a entrada (é, a Dé foi só de principal).
E foram Conchas a la parrilla com manteiga de limão e alho crocante. Deliciosas e só pra  deixar a coisa mais clara, conchas são vieiras e neste caso, com corais!

DSC02051-2

Como principal, eu fugi à regra e escolhi atum (não sou muito fã deles!). Lomitos de atum grelhados com aroma de eucalipto cordilheirano e cebolas-bebê com vinagrete de zarzamora. Ele, o atum, estava se desmanchando na boca. Excelente!

DSC02061-2

A Dé pediu uma Corvina em salsa de chutney de manga e curry e risoto de coco. Taí, uma grande e simples ideia. Um risoto com gosto e textura de coco. Delícias pois a corvina complementou muito bem o risotto!

DSC02057-2

Tudo isso acompanhado por um vinho branco, o Viogner Escorihuela Gascon 2008 Mendoza.

DSC02059-2

E um suave Borrachito de coco com emulsão de curry, bolitas de pera com mel de chancaca como sobremesa. Tem mais, o borrachito, um bolo que é bem macio e encharcado (e não é o Nelson Ned manguaçado !) parece um daqueles bolos de aniversário que as nossas mães faziam e que  enrolavam em papel alumínio!

DSC02066-2

Pronto! A primeira missão foi cumprida  e com louvor!
Vamos desvendar os segredos dos incas. Ou, no mínimo, o do porque da culinária peruana estar tão na moda?

DSC02047-2

Hasta !

.

dcpv – da cachaça pro vinho – os mesmos lugares. que bom!

tudo igual
19/09/09

dcpv – Os mesmos lugares. Que bom!

Eu gostaria de saber o porquê de algumas pessoas terem a necessidade de querer ser um dos primeiros a ir em um novo restaurante? Ou procurar sempre testar algum estabelecimento não conhecido, correndo, inclusive, o risco de gastar um “suado” dinheirinho numa “biboca” mal preparada?

DSC01262-2

Você não é assim? Pois eu, as vezes, sou! Acabo querendo conhecer tudo (as opções na praia de São Paulo são inúmeras) e esquecendo daqueles lugares que gostamos tanto!

DSC01270-2

Pois neste final de semana, não! Aproveitamos que o aniversário da Re se aproxima e como vamos cozinhar pra família ( jantar thai), fomos até o sex shop pra comprar os ingredientes necessários!

DSC01266-2

Como era a hora do almoço e a vizinhança era Boa, fomos ao próprio (de novo!) pra dar  uma olhada a quantas anda a cozinha da Tatiana Szeles que  pra variar e diferente de um monte de chefs) estava por lá trabalhando e verificando tudo o que iríamos comer.
Guiosas de frango ao curry…

DSC01264-2

… rolinhos primavera…

DSC01265-2

… crostinis de tomate …

DSC01267-2

… picadinho com “zoiudo”e tudo o mais ” …

DSC01268-2

… e mariscos ao capim santo .

DSC01269-2

Pronto! Tudo muito gostoso, tranquilo, conhecido, confortável e familiar. Como sempre!
E pra completar, a noite, uma mini ConVnVenção no Tordesilhas (de novo!) com um pessoal graúdo lá do excelente blog Viaje na Viagem, o VnV.
Caldinho de feijão com torresmo e renda de couve …

DSC01273-2

… pastéis de carne  e bolinhos de pernil com caldo de tucupi …

DSC01274-2 DSC01276-2

… ravioli de queijo fresco …

DSC01277-2

… contra-filé, farofa e chips de mandiocas …

DSC01279-2

… galeto assado, curau de  milho verde e arroz de abobrinha ao perfume de pequi…

DSC01281-2

… e cocada de tabuleiro com sorvete de tapioca e calda de tamarindo.

DSC01285-2

Tivemos um papo agradável durante a noite inteira. Simples, conhecido e por isto mesmo, delicioso.
No domingo, um almoço feito em casa.

DSC01288-2

E pra terminar o prazer, macarons da Sódoces.

DSC01292-2

Fomos ao II Festival deles e aproveitamos pra ajudar todo mundo (a APAE e nós mesmos! rsrs).
Dê uma olhadinha nos macarons abaixo (inclusive os de foie gras!).

DSC01298-2

E nos doces, afinal de contas, estamos na Sódoces!

DSC01294-2 DSC01295-2

Pronto! Como é bom ir a lugares que você gosta e sabe que o prazer será sempre imenso!

Até !

.

dcpv – da cachaça pro vinho – mingau=gaspacho grego com creme de tomilho

número 224
04/10/06

dcpv – Mingau = Gaspacho grego com creme de tomilho

DSC02435-2

Introdução – Escrevo pós-bóia, meio tempo de jogos do Brasileirão/06 (SPFC 3×1 CRVG) rs (Feliz!). Mas, ao que interessa: uma entrada magistral e depois um peixe com uma tomatada com leite de coco e …., minha nossa senhora da boa merenda!!! Coisa boa demais!

Vinhos

Tinto Miolo

Branco Abadia

Menu

Entrada – Sopa fria de beringelas e iogurte (Grécia – pag 18)

Principal – Molho de malagueta e iogurte (Índia – pag 18)
Peixe Frito (Índia – pag 34)
Arroz Basmati (of course!)

Sobremesa – Creme de Tomilho Crocante (Cláudia – pag 20)

Observações finais

Viva o mingau (da entrada e da saída). Muito bom! (Edu)
Vide introdução retro, e não no … (Deo)
A comida ” 5 estrelas”. Na sobremesa, rolaram velhas lembranças do pirulito do tabuleiro (Mingão)

DSC02420-2

Fotos da série (interminável)hotéis maravilhosos e vistas dos quartos mais ainda. Estas são do L`ANDANA, propriedade do Alain Ducasse que fica em Castiglione della Pescaia, litoral da Toscana. O hotel é um tremenda villa e a vista inclui além de oliveiras centenárias (como as da foto), videiras à perder de vista.

Comentário: Algumas noites são emblemáticas. Ainda mais tentando lembrar alguma coisa de exatos 3 anos! Dá pra imaginar que foi uma tremenda mistureba com resultados auspiciosos.
Como auspiciosa foi a evolução da descrição dos vinhos: desta vez colocamos os nomes  das vinícolas! rsrs

Dicas do Mark Bittman

O que você deve ter  na despensa ou na geladeira …

Nozes e outras sementes oleaginosas – Faça um purê com nozes, alho e um pouco de água e use como molho para massas, saladas ou grãos cozidos.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – 20° interblogs – dcpv, lud and the inner life of china

número 233
05/10/o9

dcpv – 20º Inter Blogs – DCPV, Lud an The Inner Life of China

Ni hao, todo mundo!
Chegamos a 20° Edição dos interblogs (
quer saber como funciona?).

DSC01960-2

Desta vez a convidada especial é a Lud que, quando recebeu e aceitou o convite (em set/08), morava em Montreal no Canadá. Hoje, está morando  em Salvador da Bahia (como diz o grande Jorge Drexler) , já se tornou uma doutora em Cinema de Língua Chinesa (chic, não?) e claro que vai nos mostrar tudo o que gostaríamos de saber sobre as culinária e cultura chinesas.

DSC01914-2

Tem mais: o texto que ela me mandou com receitas e informações sobre a China  ficou tão bacana que eu não ousei modificá-lo.

DSC01877-2 

Vou me dignar a publicá-lo integralmente e a fazer alguns  comentários (em vermelho, como convém a um post sobre a China!) .

 DSC01900-2

Com vocês, o 20° Inter Blogs da Ludmila, a Lud do excelente blog The Inner Life of Food.

Sobre o menu da China – por Lud

Com o pretexto de fazer pesquisa de campo para o meu doutorado em cinemas de língua chinesa, eu e meu marido passamos um mês rodando os quatro cantos da China (inclusive Hong Kong e Macau) em 2007. Foi uma viagem inesquecível por inúmeras razões, uma delas gastronômicas (a nossa também ao acompanhar tão belo texto e comer tudo a que ele se refere!).

DSC01993-2

Entre outras coisas, descobrimos que a comida que se come na China é muito diversa e diferente da comida chinesa que se come no ocidente; que os chineses são verdadeiramente obcecados por comida (nós também!) , e que para eles o hábito de comer é uma atividade social tão importante quanto conversar; e que sim, eles comem coisas que para nós são estranhas, mas eu acho que no seu devido contexto todas as culturas tem as suas peculiaridades (coisas estranhas ou não, comemos quase todas!).

DSC01848-2

Tomei o convite para participar do interblogs como uma oportunidade de relembrar os melhores momentos gastronômicos desta viagem, na esperança de mostrar aos leitores do seu blog (o dcpv) um lado mais autêntico da culinária chinesa. Todos os pratos são reproduções de coisas que comemos por lá e das quais gostamos muito. Espero que gostem também (ô, gostamos demais!).

1 – Antes de começar: a cerimônia do chá

Seja em casa ou em ocasiões especiais como casamentos e reuniões familiares, em restaurantes ou casas especializadas, os chineses estão sempre bebendo chá. A cerimônia do chá está relacionada a sentimentos de tradição e respeito pela família e amigos, e pode vir antes ou depois das refeições. Beber chá é, antes de tudo, uma atividade social (a Dé caprichou na produção).

DSC01888-2

Nós tomamos diversos tipos de chá por onde passamos na China, especialmente na bela cidade de Hangzhou, onde visitamos um museu do chá e plantações de um tipo de chá verde conhecido como Dragon Well. O chá verde é o mais tradicional na China, mas também são populares o jasmim, o chá de rosas e o pu’er, que é super amargo de gosto, mas dizem fazer maravilhas para a saúde. (comprei os meus no sex shop e estou muito bem de saúde!)

DSC01919-2

Se você conseguir umas folhas de chá verde (sem ser de saquinho), eu recomendo fazer uma pequena cerimônia do chá antes de começar o jantar. Não precisa seguir a tradição à risca, mas é importante observar algumas formalidades. O mais importante é que o anfitrião seja o único a preparar e servir o chá para os convidados, e não deixe ninguém de copo vazio ( eu preparei e não deixei!).

DSC01911-2

Primeiro, ferva a água e coloque na chaleira com um punhado de folhas por um ou dois minutos. Depois, sirva para os convidados (Mingão e o Déo) . É importante servir bem quente, pois os chineses não bebem nada gelado nem mesmo no verão (na falta de chá eles bebem água quente pura). Se quiser continuar bebendo chá durante a refeição, é só ir acrescentando mais água quente à chaleira (geralmente o chá verde é bem forte e rende várias infusões) ( bebemos chá e algumas outras coisinhas também! Vide no final do post).

2 – Entrada: Dumplings (jiaozi)

Acho que cada cultura tem a sua versão de massa recheada, não é? Nós temos os pastéis e empanadas, os italianos tem o ravióli, os indianos tem as samosas, os tibetanos tem os momos, e os chineses tem os dumplings. Em qualquer lugar da China come-se dumplings, que podem ser cozidos no vapor, cozidos em água fervente como os raviólis, ou fritos na frigideira (estes últimos são conhecidos como pot stickers, ou ‘os que grudam na panela’) (os japoneses tem os guiosas).

DSC01880-2

Os recheios também variam: tem de carne de porco, de frutos do mar, vegetarianos, e até uns estranhíssimos com um caldinho dentro que espirra longe quando você morde (!!). Em Shanghai fomos num restaurante especializado em dumplings que fazia fila na porta, e na pequena cidade de Yangshuó até aprendemos a fazer dumplings de porco e vegetarianos (aqui em SP, fomos ao restaurante Ping Pong e experimentamos os dumplings).

DSC01867-2

Se você encontrar a massa pronta por aí, ela deve vir congelada e já cortada em quadradinhos ou círculos do tamanho certo. É a mesma massa que se usa para fazer a sopa wonton, trata-se de uma mistura simples de farinha de trigo e água (algumas tem também amido) (não encontrei. Acabei fazendo a massa!).

DSC01818-2

Para fazer dumplings vegetarianos, você pode usar cogumelos, cenouras e bastante cebolinha picados bem fininhos até virarem uma pasta, mas pode-se usar também outros legumes, broto de bambu e gengibre. Essa massa de legumes picados é depois temperada com sal, pimenta, umas gotas de óleo de gergelim e uma colher de óleo vegetal para dar a liga (fizemos e ficou uma delícia).

DSC01861-2

Para fazer os de porco, pique os mesmos legumes em menores quantidades e misture com 400g de carne de porco moída. Você pode usar o processador ou usar aquela técnica ninja de ir picando com duas facas até que tudo esteja bem pulverizado (também fizemos e adivinha? Delícia.) 

DSC01864-2

O que dá trabalho mesmo é fechar cada um dos dumplings na massa, que exige paciência e uma certa mão de obra (eu comprei até uma bugiganga só para fechar dumplings que acelera bem o processo). (surrupiei esta foto no blog da Lud!! rs)

IMG_9157

Existem várias técnicas e formatos de fechar o dumpling, mas o mais simples é fazer como se fosse um pastel – pegue o círculo ou quadrado de massa (descongelada de véspera), coloque uma colher de chá cheia do recheio no centro, molhe as beiradas com água fria e feche o centro, fazendo uma meia-lua. Depois feche bem as laterais, pode usar um garfo para fechar bem como se fosse um pastel mesmo (o pastel não ficou muito bonito, mas …)

DSC01906-2

Para cozinhar no vapor, o ideal é usar um daqueles steamers de bambu forrados com uma folha de alface, papel manteiga ou untados com óleo para não grudar. Cozinhe os dumplings no vapor por aproximadamente dez minutos, ou até a massa ficar bem transparente (cozinhar no steamer dá um charme, né não?)

DSC01909-2

Para fazer os dumplings fritos ou pot-stickers, basta fritá-los numa frigideira com um pouco de óleo vegetal até que o fundo fique bem douradinho (também fritei).

DSC01871-2

Sirva quente com molho shoyo para mergulhar. Você pode também fazer um molho mais incrementado combinando duas partes de molho shoyo para uma parte de vinagre, umas gotas de óleo de gergelim, alho e gengibre fresco picados (este molhinho é especial).

DSC01928-2

Comentários: os dumplings feitos no steamer ficaram muito bons mesmo! Macios, um pouco pegajosos e com a junção do molho, um espetáculo.
Já quando fritos, o pastelzinho pareceu um … pastelzinho (êee!). E o aberto, também frito casou melhor com a possibilidade de se jogar o molho diretamente ao recheio. 

DSC01930-2

3 –  O jantar:

Na hora de comer, os chineses são como os brasileiros: adoram uma fartura. Num restaurante chinês não existem pratos individuais, a tradição é pedir diversos pratos que todos os convidados possam partilhar (ou seja, nada de pratos já montados de restaurante francês). Diz a boa educação que deve-se sempre ter mais comida na mesa do que a quantidade de convidados, e que deve-se deixar sobrar um pouquinho de comida como símbolo de prosperidade (quase segui o princípio: nada de pratos montados, celto?).

DSC01863-2

Por isso, pensei em dois pratos principais que servem confortavelmente de seis a oito pessoas, mais dois legumes de acompanhamento além, claro, do arroz que não pode faltar (fiz tudo).

Pratos principais – Frango do mendigo (beggar’s chicken)

DSC01950-2

Porco Dongpo (braised pork belly)

DSC01849-2

Acompanhamentos: vagem e beringelas com pimenta de Szechuan e arroz grudado (sticky rice)

Frango do mendigo
Comemos este frango na cidade de Hangzhou, num restaurante chamado Louwailou que tem simplesmente 150 anos de existência. Diz a lenda que um mendigo roubou uma galinha imperial e fez uma fogueira para cozinhá-la. De repente, ele viu que guardas estavam se aproximando e decidiu esconder a galinha cobrindo-a com lama e jogando no fogo. Qual não foi sua surpresa ao ver que, uma vez quebrado o invólucro de barro, a galinha havia cozinhado em seus próprios sucos e estava macia e perfumada. Desde então o prato virou uma especialidade servida até os dias de hoje, com algumas modificações (que bela história, né?).

DSC01820-2

Você vai precisar de:
– 1 frango inteiro
– 1 colher de sopa de sal
– 1 colher de sopa de molho shoyo
– 1 colher de sopa de Shaoxing wine (ou vinho xerez)
– 1 colher de sopa de oleo vegetal
– 1 colher de chá de oleo de gergelim torrado
– 2 pedaços médios de gengibre fresco
– 250g de cogumelos (crimini ou shiitake)
– 2 dentes de alho grandes
– pimenta do reino

Para a massa:
– 600g de farinha de trigo
– água (aprox. meio litro)

DSC01835-2

O primeiro passo é preparar o marinado do frango. Misture o molho shoyo, o vinho, o oleo de gergelim e um dos pedaços de gengibre descascado e ralado. Espalhe essa mistura sobre o frango e deixe marinar de uma a quarto horas na geladeira (recomendo deixar de um dia para outro) (e deixamos).
Depois, prepare o recheio. Fatie os cogumelos e pique o alho e o gengibre bem picadinhos. Leve uma colher de oleo vegetal para esquentar numa frigideira e frite o alho. Depois junte os cogumelos e o gengibre. Tempere com molho shoyo, pimenta do reino e um pouquinho de nada de oleo de gergelim. Deixe esfriar e depois coloque essa mistura na cavidade do frango. Enrole bem o frango com papel alumínio para ele ficar bem selado (é quase um papillote!).

DSC01860-2

Depois prepare a massa que vai envolver o frango. Coloque a farinha numa vasilha e vá acrescentando a água aos poucos até obter uma massa bem dura. Enrole a massa com a ajuda de um rolo até ela ficar grande o suficiente para cobrir todo o frango. Cubra bem, cuidando para não deixar nenhum buraco. Essa massa não será comida depois, ela serve apenas para vedar bem o frango (parecida com aquelas receitas com sal grosso!).

DSC01846-2

Leve ao forno pré-aquecido a 200C/400F por três horas. A essa altura a massa deverá ter endurecido, parecendo um ovo de dinossauro. Se quiser impressionar, leve à mesa e quebre com um martelo na frente dos convidados. Por dentro o frango estará desmanchando e bem suculento (foi devidamente quebrado com o martelo! Vocês acham que eu ia deixar passar! rs).

DSC01940-2

Porco Dongpo (Dong Po Rou):

Este prato nós comemos em Beijing e logo na primeira garfada se tornou o preferido do meu marido. Eu achei gostoso também, apesar de ser bem gorduroso. Ele leva o que aqui se chama de “pork belly”, a barriga do porco, é o nosso toucinho, ou seja, a peça de onde se faz o bacon só que fresca, não defumada (comprei um belo exemplar no sex shop).

DSC01967-2

Você vai precisar de:
– 1k de pork belly com a pele
– 1/2 xícara de açúcar mascavo
– 7 xícaras de água
– 1/2 xícara de Shaoxing wine
– 1 pedaço de gengibre, descascado e ralado
– 6 cebolinhas, cortadas em pedaços de aprox. 3 centímetros
– 2/3 de xícara de shoyu
– 2 pedaços de anis estrelado
– 1 pedaço de canela
– 1 a 2 chilies secos (opcional)

Corte a carne em cubos de aproximadamente cinco centímetros. Para evitar que a carne de desmanche, você pode enrolar cada cubo com linha própria para culinária e dar um nozinho, mas esta etapa é opcional. (fica bem bonito!)

DSC01842-2

Numa panela funda, misture a água, o açúcar, o vinho, o gengibre, as cebolinhas, os temperos e o shoyu Coloque a carne nessa mistura, com a pele para baixo e leve ao fogo até ferver. Quando isso acontecer baixe o fogo, tampe e deixe cozinhar lentamente por 30 minutos. Depois vire os pedaços de porco para cima e deixe cozinhar por mais três horas. O líquido deverá reduzir pela metade e virar um molho grosso (e que molho!).

DSC01854-2

Acompanhamentos:

Vagens e berinjelas com pimenta de Szechuan

A província de Szechuan é talvez a região de culinária mais forte da China. Eles são conhecidos pelos pratos apimentados e de sabores fortes. Por lá é comum até servirem chilies puros como acompanhamento! (bem do nosso estilo. Hot!)
A pimenta de Szechuan é conhecida por seu aroma peculiar (meu marido acha que tem cheiro de sabão…) e por dar uma certa dormência na língua – por isso, ela é bastante usada para contrabalançar a ardência dos chilies em pratos como este de vagens e berinjelas, que provamos na cidade de Guilin (eu a tenho e acho muito interessante pois tem um gosto diferentaço).

DSC01855-2

Você vai precisar de:
– 3 colheres de óleo vegetal
– 450g de vagens lavadas
– 4 a 5 berinjelas japonesas (as mais compridas e finas), cortadas em palitos
– 2 dentes de alho, picados
– 1 pedaço de gengibre, picado
– 2 a 3 chilies vermelhos secos
– 1 colher de chá de pimentas de Szechuan
– 1/2 colher de sopa de chilli bean paste\
– 1 colher de chá de azeite de gergelim torrado
– 1 colher de chá de açúcar
– 1/2 colher de chá de sal

Esquente o óleo numa frigideira ou na wok até ficar bem quente. Acrescente as vagens e berinjelas e cozinhe mexendo constantemente por cinco minutos, até começar a dourar por fora. Reserve e retire o excesso de óleo, deixando apenas uma colher de sopa na panela. Coloque o alho, gengibre, os chilies e cozinhe por um minuto. Coloque as vagens e berinjelas de volta e junte o chili bean paste e o óleo de gergelim. Coloque o açúcar e sal à gosto (esse chili bean paste é muito interessante. Achei no Sex Shop!)

– Arroz grudado (sticky rice)

DSC01856-2

Os chineses não comem sem arroz, mas eles preferem o do tipo “unidos venceremos”, que é mais fácil de comer com pauzinhos e prende bastante o molho (adivinha onde eu comprei?).

Comentários: O frango do mendigo na verdade é de milionário. Pra ver o que é a procedência do ingrediente: o mendigo tinha “faturado” um frango “real”! É uma delícia e extremamente saboroso, cheiroso e suculento. A Dé incorporou esta receita ao nosso cardápio.

DSC01949-2

O porck é ainda mais saboroso e cheiroso que o frango. Além do molho ser muito caramelizado. Formaram, com os acompanhamentos, um prato inesquecível. Ah! Não resisti e montei um prato!

DSC01962-2

Foi uma noite de ahhhhs e hummmms! Lud, você acertou em cheio. O Mingão chegou a dizer que este menu foi top one (sic!).

4 –  Sobremesa: Sorvete de chá verde e pastéis de Belém

Pensar a sobremesa foi a parte mais complicada deste menu, já que os chineses não comem muitos doces. Então tomei a liberdade de sugerir uma sobremesa pouco usual, usando um ingrediente típico (o chá verde) para criar um prato nada típico pelas bandas de lá, o sorvete (eles não são fãs de laticínios) (e muito menos de gelados, né?).
Mas como o sorvete de chá verde é bem forte e pouco doce, é preciso complementar com alguma outra coisa. Então decidi sugerir também uma sobremesa que, apesar de ser típica de Portugal, encontramos muito em Macau, uma ilhazinha perto de Hong Kong que foi colônia portuguesa até 1999 (Portugal não poderia faltar aos interblogs).

DSC01859-2

Pasteis de Belém

Você vai precisar de:
 – 400 g de massa folhada
– 300 g de açúcar
– 6 gemas + 2 ovos
– 500 ml de leite
– 2 colheres (sopa) de farinha
– 100 ml de água
– farinha para polvilhar
– manteiga para untar

Pré-aqueça o forno na temperatura máxima. Unte forminhas de alumínio com manteiga e reserve. Role a massa folhada na bancada polvilhada de farinha com o auxílio de um rolo até ficar fina. Depois recorte rodelas do tamanho das forminhas e forre, pressionando bem com os dedos. (estreei as formas novas de silicone)

DSC01976-2

Coloque a água e o açúcar numa panela e leve ao fogo, mexendo, até derreter o açúcar. Reserve. Numa tigela, bata as gemas com os ovos. Junte a farinha previamente dissolvida num pouco de leite, o leite restante e mexa muito bem. Adicione a calda de açúcar em fio, mexendo sempre (este creme também é muito bom!).
Leve o preparado ao fogo, em banho-maria, mexendo sem parar por 10 minutos. Retire o creme do fogo e divida pelas forminhas. Coloque-as no forno e leve a dourar a 250ºC por aproximadamente 25 minutos, ou até os pastéis ficarem bem douradinhos. (bonito, não?)

DSC01978-2

Retire os pastéis do forno e deixe esfriar. Desenforme e sirva com açúcar e canela em pó se desejar (gostoso mesmo!). 

Sorvete de chá verde

Você vai precisar de:
– 1 xícara de leite integral
– 3/4 de xícara de açúcar
– 2 xícaras de creme de leite fresco
– 4 colheres de chá de matcha (pó de chá verde)
– 6 gemas de ovo
– pitada de sal

Numa vasilha, coloque o creme de leite e misture com o pó de chá verde – não se preocupe em dissolver o pó por completo neste momento. Reserve. Numa panela, coloque o leite, açúcar e pitada de sal para esquentar. Numa outra vasilha bata levemente as gemas (esta é uma criação da Lud).
Quando o leite estiver morno, vá despejando aos poucos sobre as gemas, batendo vigorosamente para evitar que elas cozinhem. Quando o líquido tiver sido todo incorporado, volte para a panela e volte ao fogo brando e mexa com uma espátula até o creme engrossar (não deixe ferver!) (mais um pra Verena experimentar, se é que ela já não fez!).

DSC01980-2

Depois passe esse creme por uma peneira sobre o creme de leite com o matcha. Misture vigorosamente para que o matcha dissova por completo. O líquido vai ficar com uma coloração verde clara. Refrigere na geladeira por algumas horas e depois coloque na sorveteira seguindo as particularidades do seu modelo (um conjunto bem simpático).

Comentário: Chegamos à sobremesa completamente satisfeitos. E mesmo assim, foi muito boa a mistura de um doce português com um sorvete chinês. Uma sobremesa chinolusa!! rsrs

Resumo das bebidas digeridas por nós:

Saquerinha de limão Cravo com toque de alho (o Mingão não limpou devidamente a faca!)

DSC01897-2

Vinho Branco Chardonnay Boutari 2005 Grécia – “surpreendente, sinosocrático, acropólico, a primeira vez a gente nunca esquece”. E uma definição dupla ( minha e do Mingão ) : “demirroussesco, tric, tric, mon  amour!”

DSC01923-2

Vinho Tinto  Colona Selection 2007 Castillo Torre Beneja Espanha: “Oscar de coadjuvante, harmonização perfeita, vinho do peito, peitoresco.” 

DSC01953-2

Surpresa da Noite – o Green Tea pois tomamos o tempo todo e ele fez um belo contraponto aos vinhos.

DSC01883-2

Eis as opiniões dos camaradas (que pela primeira vez, brindaram com chá!):

DSC01932-2

Da mosca ao tsé! Tsé! (Edu)
Do Ming ao Tung!!! Todo mundo adorou! (Mingão)
Calamba! Ming estlemeceu! (Déo)

Bravo! Bravíssimo, Lud! Foi uma noite inesquecível e este 20º capítulo do nosso livro, o dos interblogs, foi memorável.
Aprendemos um montão de coisas e especialmente, como é importante fazer uma comida pra partilhar entre amigos e melhor, uma comida saudável e com história.
Seguem as nossas famosas flores virtuais com o agradecimento pelos prazer e conhecimento que você nos proporcionou .

DSC01891-2

Zài Jiàn, Lud!

DSC01872-2

PS – E, continuando a nossa RTW, no próximo IB teremos a típica culinária espanhola por aqui, representada pela Dadivosa do excelente blog e homônimo Dadivosa!

Hasta!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – fomos para…

09 a 19/10/09
incas não venusianos

Fomos para

machupicchu0008-g-3

e …

machupicchu0007-g_home-3-3

e …

dsc08127-3

… que não somos de “fierro”!

Hasta!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – o julie & julia do dcpv

vamos fazer receitas? dum livro inteiro?
29/09/09

dcpv – O Julie & Julia do DCPV

Quem já leu/viu Julie & Julia, o livro/filme sobre a missão que Julie Powell se impôs (fazer em um ano todas as 524 receitas do livro de culinária francesa da Julia Child, o Mastering the Art of French Cooking, o MtAoFC) simplesmente adorou!

DSC01612

Vou confessar uma coisa: estou com o livro na mão (a Re já leu, a Dé ainda não) e comecei a ler. Só comecei e prometo que o lerei até o fim. Inclusive,  já descobri que a Julia era o que poderia se chamar literalmente de um mulherão pois tinha 1,88 m de altura  e era ruiva .

DSC01672-2

Parece muito interessante, mas não vou fazer a besteira de ler correndo como um maluco. É um livro que merece ser degustado como um grande vinho: devagar, com calma e melhor, aproveitando cada segundo. Certamente postarei sobre e as receitas que estão contidas nele.

DSC01621-2

Adaptando a ideia da Julie (neste mundo, nada se cria …), aproveitei pra consultar a minha Barsa (antigo, não?) culinária, o livro 400 g escrito pelos grandes chefs Betty Kovesi, Carlos Siffert, Carole Crema, Gabriela Martinoli (convidada especial – Mara Salles) e escolhi as receitas que eu gostaria de reproduzir nesta noite.

DSC01759-2

Como assim? Você achou esta adaptação bastante diferente da que a Julie fez?
Eu também achei, mas optei pelo minimalismo. Quatro receitas, uma noite! Capisce ?

DSC01608-2

Mesmo porque se eu fizesse as receitas do livro inteiro, aí sim, eu não teria a mínima originalidade.

DSC01643

De qualquer maneira, espero que o resultado seja muito bom e quem sabe, no ano que vem, ver o lançamento do  livro/filme Betty, Carlos, Carole, Gabriela & dcpv em todas livrarias/cinemas do mundo e obviamente, faturar com a venda dos direitos! rs

DSC01622-2

Tapetes vermelhos, nos aguardem! Vamos à noite J & J no dcpv!

Bebidinha –  Caipiroskas

De jaboticaba e pitanga. Do meu quintal, claro!

DSC01657-2

Entrada –  Basler Mehlsuppe ( pag 123)

Uma sopa básica e simples. Que é típica da cidade da Basiléia, no norte da Suiça. Ela é servida no inverno, na época do carnaval (suiço?) e depois da folia (suiça?) pra restaurar a força dos foliões (suiços?).

DSC01592-2

Os ingredientes são mais básicos ainda: manteiga, farinha, cebola, vinho tinto (usei o mesmo que tomamos), caldo de carne e queijo pra cobrir no final.

DSC01694-1

Olha, o carnaval suiço deve cansar, pois esta sopa é bem “sustante” mesmo. E cai melhor ainda  com o friozinho que está fazendo hoje.

DSC01696-2

Com um vinho tinto, então! E foi o que fizemos: tomamos um  ºC Celsius Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah Argentino que foi “parceiro, abre-alas, cromaqui, discreto“, segundo os Julies, nós mesmos.

DSC01670-2

Principal : Vieiras a la Nage Thai com Maxixe Refogado e arroz jasmim (pags 166 e 277)

Maxixe?
É, escolhi maxixe porque nunca comi e achei que acompanharia perfeitamente um prato de frutos do mar. E maxixe deve ser simples, né mesmo?

DSC01598-2

Facílimo de fazer, basta raspar os espinhos do maxixe com uma faca , cortar em rodelas finas e refogá-las numa base de alho picado e cebola “suados” com o acréscimo de pimenta dedo-de-moça temperadas com sal e pimenta.

DSC01704

E as vieiras também são fáceis de fazer.  Exatamente como a Julia adorava.
Só não sei se ela gostaria do sotaque thai que o prato tem. Mas até aí, nesta noite sou quem escolhe! Então …

DSC01638-2

Aqueça óleo numa wok, salteie 4 fatias de gengibre, 1 cebola roxa pequena em fatias, 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes e fatiada e 1 talo de capim-limão até ficarem macios.Junte 1 xícara de shitake fatiado e salteie por mais 3 minutos.

DSC01630-2

Tempere e deglaceie (raspe as sobras da wok) com 60 ml de nam pla ( o espetacular molho de peixe thai).

DSC01649-2

Reduza à metade, junte 900 ml de caldo de frango e deixe evaporar um pouco.

DSC01595-2

Acrescente suco de 1 limão e tempere com sal. Junte algumas folhas de manjericão ( usei o thai do meu quintal que tem um gostinho muito bom de aniz) e 1/4 xícara de cebolinha picada.

DSC01616-2

As vieiras são douradas na chapa, temperadas com sal e pimenta e adicionadas ao caldo na última hora.

DSC01699

Existe uma outra opção pra fazer a vieira “a la nage” que significa, segundo o livro, “escalfar um alimento, em geral peixes ou frutos do mar, num court bouillon e serví-lo nesse líquido, guarnecido de vegetais” que em bom português significa cozinhar a vieira num caldo.
Optei pelos dois (democracia!). Dourei de um lado na frigideira  e cozinhei ” a la nage”  do outro.

DSC01709-2

Aí foi só montar esta beleza de prato com o maxixe refogado (parece uma pepino light se é que isso é possível! rs), o arroz jasmim, o molho bem ralo e temperado e elas, as Julie & Julia da noite, as vieiras.

DSC01725

Sensacional e com um sabor thai acentuado e perfumado.
Acompanhamos com um vinho branco Chapel White Robertson 2007 South African que nos disse em alto e bom francês. Je suis “marítimo, chapéu de bombeiro, perna-curta, M.P.”.

DSC01715-2 DSC01718-2

Sobremesa – Creme Caramel  (pag 477)

Não tem jeito. Esta sobremesa é uma clara e despudorada homenagem a JulieJulia e o MtOaFC. Creme Caramel ou, Pudim de Leite, é uma sobremesa manjada, mas deliciosa.

DSC01602-2

Coloquei nos ramequins, que estavam devidamente caramelados, o líquido formado por leite, fava de baunilha, açúcar, gemas e ovos. Depois disso, levei pra assar em banho-maria por ~35 minutos e deixei esfriar.

DSC01748-2

Um pudinzão de leite docinho e francês, bem francês.
Um cálicezinho dum vinho Sauté Foy Bordeaux 1998 e estávamos prontos pra dar a nossa opinião sobre  esta cinematográfica noite.

DSC01743

Leia a opinião dos grandes tietes tanto da Júlia, como da Julie:

DSC01735-2

Julie, Julia, Bety, Carlos, Carole, Gabriela, Mara: estavam todos por aqui! (Edu)
The best of my Paladar! O melhor do sabor! ( Mingão)
Julísticamente Duzístico! (Deo)

DSC01728

Uma grande noite pruma grande ideia (a da Julie, não a minha); pruma grande cozinheira, a Julia e prum grande filme pois estamos doidos pra ir ver!
Nós vemos na tela!
The End.

.

PS – Chic! Chiquíssimo! Este post participou junto com os Blogs Prato Fundo e Amuse  Bouche, da matéria da capa do excelente caderno de gastronomia do Estadão, o Paladar!
Que beleza! Justo o Paladar que tanto admiramos!! Tá lá: Edu&Betty&Carlos&Carole&Gabriela, nas telas!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – água, índia e bananas!

número 124
27/09/06

Água, Índia e Bananas!

DSC07705-2

Introdução – Mea culpa! Mea culpa! Mea máxima culpa! Vivendo e aprendendo! Somos mesmo eternos aprendizes! Há  lacunas de bom senso quando menos esperamos e “pisadas” inacreditáveis acontecem! Resta o consolo de não ter agido de má fé! Te adoro, Re!
Vamos à bóia! (Perdi a festa de sábado, mas a de quarta me tem).

Bebidinha – Mango Cinamon

VINHOS

Branco Astica

Tinto Carmenere Veo Grande

Conhaque VSOP Courvoisier

Menu

Entrada – Água cozida (365 Primi Piatti – pag 279)

Principal – Korma de Cabrito (Larousse – pag 27)
Dal de lentilha (Larousse – pag 31)

Sobremesa – Bananas ao rum com lima (Wok e fritadas – pag 116)

Observações finais

Água boa! Índia temperada! Bananas marcantes. (Edu)
Acqua Santa! Deliciosa surpresa. (Deo)
Quando menos é mais!!! Perfeito! (Mingão)

DSC07701-2

Mais fotos da série hotéis maravilhosos e vistas das janelas mais ainda. Estas são do hotel  Table Bay que fica dentro do shopping Victoria&Alfred Waterfront. Detalhe: de um lado Robben Island e do outro a famosa Table Mountain como a bela foto acima comprova. Não precisa nem dizer que fica na Cidade do Cabo, né?

Comentário – E não é que comemos água. E cozida! Esta receita vale a pena:
Leve pra ferver 1 litro de água e12 dentes de alho. Depois de 15 minutos, acrescente 1 folha de louro, 2 raminhos de sálvia e uma colher de azeite. Mais alguns minutos e retire do fogo, cubra e deixe descansar. Logo após, filtre e salgue o caldo. Sirva a sopa sobre fatias de pão velho, espalhe queijo gruyére ralado e tempere com azeite de oliva.
Faça! É muito interessante!

Dicas do Mark Bittmann

O que você deve ter sempre na despensa ou geladeira:

Alcaparras, azeitonas, anchovas (em azeite de oliva, por favor!). A combinação das 3 resulta num patê ou num molho para massa ou num dip. Mas você vai usá-las separadas também.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – lembranças enogastronômicas do Saul Galvão

número 231
22/09/09

Lembranças Enogastronômicas do Saul Galvão

Na visita a Maison Krug, Remy Krug (o próprio) serviu uma poesia, um champanhe Clos de Mesmil 1988, um Blanc de Blancs de Mesmil, a melhor área pra Chardonnay em Champagne. Talvez o melhor champagne que já tomei. No fim de uma longa degustação, Remy serviu mais umas duas taças e me convidou a voltar ao hotel. “Vai você porque daqui não saio enquanto não tomarmos a garrafa” disse em tom de brincadeira. Ficamos e tomamos tudo.”

DSC01313-2

Este é um dos belos “causos” envolvendo o vinho e o grande Saul Galvão (1942-2009) que foi relatado numa edição especial do (também grande) Paladar, aquele suplemento do Estadão que não me canso de elogiar.

DSC01397-2

E coincidentemente, também é a mesma historinha que o próprio Saul nos contou quando fizemos (eu e a Dé) uma palestra sobre espumantes com ele lá no Rubayat da Al Santos.

DSC01354-2

Extremamente simpático, querido por todos e um “vinhólatra” assumido, o Saul também nos disse naquele dia, coisas que marcariam (e muito) a nossa vida enológica:

DSC01376-2

Desconfie de quem diz que sabe tudo sobre todos os vinhos. No máximo e se estudar e beber muito, alguém entenderá bastante se conseguir se ater a uma única região.
Não se preocupe com harmonização. Experimente o que quiser e se der prazer, a harmonização foi perfeita.
Também não vá dar uma de louco e tomar um Chateau Petrus justamente no dia em que está comendo frutos do mar!! rsrs

E além dessas, mais algumas que foram publicadas no Paladar:
Aproveite o jantar, seja qual for a escolha dos vinhos. Se ela não tiver sido adequada, aceite o fato, aprenda e não fique chateado. Todos, até os especialistas, se enganam.
Parafraseando a atriz Mae West: sexo com amor é o ideal, uma maravilha (vinho ótimo e combinação adequada); mas sexo sem tanto amor (vinho ótimo e combinação nem tanto) também tem o seu valor!
Como o próprio texto do Paladar diz “então não faça cerimônia – ele o Saul, não faria -e sirvam-se desta homenagem”.
Aproveitei a deixa e não fiz!

DSC01369-2

Escolhi as receitas que ele mais gostava (um legítimo risoto das antigas (um arroz de forno) e um frango com fubá), adicionei mais algumas dos livros dele que eu tenho (A essência do sabor e A cozinha e seus vinhos ) e resolvi fazer um tributo ao Saul no melhor formato possível: comendo, bebendo e celebrando a vida!
Vamos à noite do mestre Saul Galvão aqui no dcpv.
_________________________________________________________________________
Superego sabe nadar. Se você está triste, bebe e fica mais triste. Se está feliz, bebe e fica mais feliz” S.G.
———————————————————————————————————————

Entradas – Alho Poró ao Catupiry, Pimentão Recheado com Linguiça e Abobrinha Recheada.

Uma entrada frugal. Fácil de fazer, saborosa e apesar de algumas proteinas, light!

DSC01362-2

Duas receitas (o alho poró e o pimentão) são do livro do Saul, a Essência dos Sabores que é todo composto de papillotes.  Pra quem não sabe, papillotes são receitas executadas/finalizadas em embrulhos de papel alumínio. E a grande vantagem deste sistema é justamente aprisionar todos os aromas dentro dos envelopes.

DSC01341-2

O alho poró é cortado em pedaços (partes mais brancas) e refogado numa frigideira por uns 5 minutos. Reserve e na mesma frigideira, coloque creme de leite e catupiry, mexendo até ficar homogêneo.

DSC01309-2

Aí é só montar o papilote com alho poró, o molho e levar ao forno (220ºC ) por uns 20 minutos.

DSC01343-2

O pimentão é bem parecido. Queime pimentão vermelho na chama do fogão, depila-o (tô parecendo o Jânio Quadros!), corte ao meio e retire as sementes.

DSC01305-2

Esquente azeite numa frigideira e refogue cebola, alho e acrescente linguiça toscana sem pele. Monte o papillote com a barquinha de pimentão, o recheio de linguiça e leve ao forno por 10 minutos.

DSC01339-2

Tome cuidado na hora de abrir os papillotes pois em algumas vezes, o ar quente sairá quente pra caramba! rs
A abobrinha foi feita no forno e do jeito tradicional. Ela é cozida no vapor e a única diferença é que o recheio é de queijo fresco em vez de carne moida. Cebola, salsinha, cogumelos (usei shitake) e parmesão completam o prato.

DSC01302-2

Os 3 juntos formaram uma (mais uma) belíssima entrada. Sensacional, saborosa e pedindo um vinho que a acompanhasse.

DSC01364-2

E não nos fizemos de rogados. Um branco, o Torrontés Casa Bianchi 2008 Argentina, acompanhou todo o movimento e disse: “leve, escorte, setembrino, primaveril”.

DSC01357-2

_________________________________________________________________
Vinho bom é o vinho que acaba primeiro!” S.G.
——————————————————————————————————–

2 – Principal – Risoto e Frango no Fubá.

Este prato, o risoto, não tem nada a ver com o risotto italiano. É feito com arroz branco, já pronto. É só preparar um molho de tomate bem temperado com ervilhas e camarões, misturar ao arroz e colocar num pirex. Pouco antes de servir, polvilhar queijo ralado e levar ao forno pra aquecer”.

DSC01312-2

Esta é a receita que estava no Paladar. E qualquer semelhança com aquele risoto, aquele arroz de forno que a mamãe fazia não é mera coincidência. Na verdade, é ele mesmo!
Aí vai um minifotoblog pra explicar:

DSC01316-2 DSC01317-2 DSC01318-2

DSC01319-2 DSC01320-2 DSC01325-2

Esta é uma das receitas da Mariana, uma descendente de escravos e cozinheira de mão cheia que trabalhou muitos anos com o família, nos tempos da vovó Mariquinha. Saul gostava bastante deste frango – ele só comia carne escura. Pra fazer a receita, o frango é dividido em 4 partes e levado ao fogo numa panela, pra suar um pouco. Quando estiver seco é retirado do fogo, passado no fubá antes de ser frito em óleo bem quente”.

DSC01335-2

Esta explicação, também do Paladar, foi sucinta. É só fazer que o prato todo fica muito bom.

DSC01379-2

E pra aproveitar o estilo da noite, pegamos vinhos que já estavam há um bom tempo na adega e experimentamos. Estávamos com o clima do Saul Galvão no ar!

DSC01382-2

Vinho I – Tinto Monte Velho Alentejano 2000 – “O monte estava velho demais, quase senil. Intomável!!”.

DSC01372-2

Vinho II – Rosé Chateau Duvalier (sim senhores) ano 1800 (??) – “Apesar de parecer um guaraná Jesus; tomável”.

DSC01385-2

_______________________________________________________________
Sommelier não é um analista, não vai resolver as inseguranças de ninguém”. S.G.
—————————————————————————————————–

3 – Sobremesa – Maçã com Amêndoas

Mais uma do livro A essência do sabor ( pag 120). Um papillote de maçãs cortadas em fatias finas, açúcar mascavo, amêndoas em lascas e um pouco de Calvados.

DSC01349-2

Tudo num embrulho (até que bonitinho) de papel-alumínio e direto pro forno por 15 minutos.

DSC01351-2

Levíssimo e o suficiente pra acalentar a nossa noite.

DSC01393-2

Estávamos prontos pra nos pronunciarmos sobre este tributo ao tão boa-gente Saul Galvão:

DSC01366-2

Viva Saul! Que tomemos todas as garrafas que ele “traçou” (inclusive os Montrachet). (Edu)
Salve! Salve! Saul! (Mingão)
Sauldável e deliciosa refeição. (Déo)

DSC01397-2

Uma vez, um leitor do blog escreveu ao Saul que ele estava bebendo demais. O colunista postou a resposta imediatamente: “Cuide do seu fígado que eu cuido do meu”.

DSC01402-2

Valeu, Saul. Estamos cuidando dos nossos!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – onu!…………

número 123
20/09/06

ONU!…………..

DSC07638-2

Introdução – Peroba neles! Lotar um aerotrem só com passagem de ida: “to the hell”! Se sobrar algum, o Mané da Avestruz dá carona! Vou pedir pro “bom velhinho” trazer de presente pra esse desolado Brasil, uns 80.000.000 de sacos de vergonha na cara! Será que dá?
Vamos aos oásis das quartas!

Bebidinha – Caipiroska de Caju ( by Mingão)

Vinhos

Tinto e branco (???)

Menu

Entrada – Pepinos a Kyle Kwong
Sopa de legumes com Iogurte (Grécia – pag 25)

Principal – Macarrão com frutos do mar (Edu)

Sobremesa – Pastéis de leite (Índia – pag 50)

Comentários finais

Comida multi-racial e multi-boa! Até a sobremesa indiana! (Edu)
Diversidade!!! Sabores mil!!! Mil sensações. (Mingão)
ONU baixou à mesa! Bon! Good! (Deo)

DSC07659-2

Fotos da série hotéis maravilhosos e quartos com vistas mais ainda. Estas são do Hotel Constantia Uitsig que fica literalmente na sombra da Table Mountain na cidade do Cabo. Mais uma vinícola excepcional ( vinhos brancos inesquecíveis) e um restaurante estrelado, o La Colombe que consegue se manter no mesmíssimo nível do hotel.

Comentário: Só faltaram as bandeiras e os embaixadores. China, Grécia, Itália, Espanha, Índia e os brasileiros, nós mesmos, comendo e bebendo tudo! Parecia a escolha do Rio pras Olimpíadas!
Continuamos descrevendo maravilhosamente os vinhos. rs

Dicas do Mark Bittmann

O que você deve ter sempre na despensa ou geladeira…

Pasta de Missô – Nunca fica ruim e o sabor é incomparável. Cozinhe em água fervente para ter uma verdadeira sopa em 3 minutos; dilua com um pouco de saquê e ponha na carne ou no peixe grelhado. Adicione uma concha de molho a um vinagrete e você verá o resultado.
Nota : Preciso comprar pasta de missô. Jamais tive uma na geladeira! rs 

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se aos outros seguidores de 654

Comentários

Blog Stats

  • 1.449.553 hits
outubro 2009
S T Q Q S S D
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Arquivos

Atualizações Twitter