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dcpv – da cachaça pro vinho – haku! pachamama! glu glu!

vem meu amor, vem fazer glu glu…
número 235 27/10/09

Haku! Pachamama! Glu glu!

Só o fato de termos (eu e a Dé) viajado ao Peru já seria um bom motivo pra fazer uma noite com receitas de lá.

E ter feito um curso de culinária em Lima, com direito a visita ao Mercado de Surquillo com degustações de várias frutas amazônicas e andinas só confirmaria o óbvio.

Ajudou bastante ter uma dívida com a Adriana, a Drix, que me mandou um montão de receitas peruaníssimas da “chema”.

Tudo isso junto conspirou pra que o dcpv se transformasse num legítimo representante da culinária inca: Pisco Sour, Causas de Patatas, Ceviche ( Seviche, Cebiche, Sebiche ???), Lomo Saltado e Suspiro Limeño.

Clichê demais? Sim, mas ao mesmo tempo, gostoso demais!

Adelante! Que venga a noite peruana no dcpv.

1 – Bebida – Pisco Sour.

Este é fácil de fazer. É só misturar na coqueteleira (ou no liquidificaddor): 2 taças de um bom Pisco, 1/2 taça de açúcar, 1/2 taça de suco de limão, 1 clara de ovo (sim, clara do zoiudo!) e gelo a gosto.

Pronto! Coloque num belo copo e finalize com algumas gotas de angostura. E dê vivas a Pachamama (a mãe Terra).

2 – Entradas – Causas e Ceviche.

Vamos primeira as causas (calma advogados! Nada a ver com vocês!) que são purês de batatas (lá no Peru são mais de 2000 tipos) misturados a aji amarelo, um pouco de azeite, limão e com consistência de uma massa de nhoque.

Faça também um recheio da sua preferência. No meu caso, de camarão cozido, cebola crua, azeitonas verdes picadas, 1 ovo cozido picado e salsa.

Aí é só montar num aro e na seguinte ordem: purê – abacate – recheio – purê .

Lindo, não?
E também fiz o recheio com linguiça moída já que Re estava por aqui e ela não gosta de camarão (pode?).

Já o ceviche, aprendemos a fazer com o chef do restaurante Señorio de Sulco.
Compre o peixe branco mais fresco que encontrar (usei um linguado). Corte em cubos e salgue bastante com sal marinho. Deixe descansar.

Corte cebola roxa em fatias e deixe de molho na água.

Pegue um bowl e coloque o peixe, a cebola (sem a água) e esprema limão fresco (é importante espremer o limão na hora pois senão a oxidação dele pode estragar tudo). Acrescente um pouco de coentro fresco, ajis amarelo e vermelho (ou pimenta dedo-de-moça), um pouco da água da cebola, um pouco de caldo de peixe e aguarde uns 3 minutos.

Pronto, o ceviche mais fresco que você jamais comeu. Uma delícia!
E não se esqueça que o líquido formado pela junção de todos os sucos é o famoso leite de tigre que é, comprovadamente, afrodisíaco!

Acompanhamos com um vinho branco Sauvignon Blanc Semillon Cape Mentelle 2008 Austrália que foi “limão cravo, pachamama, best smell, olha a cabeleira do Zezé”ou seja, perfeito.

3  – Principal – Lomo Saltado.

Este também é muito típico. Em cada canto do Peru se encontra um belo lomo saltado. E é uma consequencia da influencia da culinária chinesa, a tal chifa .
Numa wok bem quente, coloque azeite e frite uma boa carne em tiras (use filé mignon).

Reserve a carne e refogue cebola roxa em pedaços, 2 dentes de alho inteiros, um pouco de gengibre picado fino e 1 pimenta dedo-de-moça cortada fina e sem sementes. Retorne com a carne e junte tomates cortados em 6 ( longitudinalmente) com pele e sementes e tempere com shoyu.

Enquanto isso, frite batata em palitos e quando a carne estiver macia, adicione-as à wok.

Pronto! Sirva com arroz e deleite-se. O deus Inti (o Sol) surgirá na sua vida!

E já que falei em deuses, nada melhor do que um vinho tinto grego, o rosé Boutari Macedoine 2007 que foi “marrasquino, oia e veja, alexandresco, romãticõ”.

Nota – por um erro técnico, deletei as fotos do lomo que eu fiz. Pra quebrar o galho, usei as da nossa aula peruana.

4 – Sobremesa – Suspiro de Limeña.

Apesar do nome, o suspiro da receita é só de felicidade.
Um manjar é feito com 2 latas de creme de leite e 1 de leite condensado numa panela no fogo baixo. Mexa constantemente até obter a consistência dum creme espesso. Coloque baunilha à gosto (usei uma fava) e 6 gemas.

Deixe esfriar e coloque em taças.
Já o merengue da cobertura é feito com um copo de açúcar numa panela, coberto com vinho do Porto e cozinhado até o ponto de caramelo.

Bata 3 claras em neve (use as outras 2 que sobraram pra fazer Piscos Sour!!rsrs) e junte ao caramelo aos poucos até esfriar.
Finalize colocando este merengue sobre o manjar.

Aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiii! Isto é verdadeiramente um suspiro!!
Veja a opinião dos baixinhos, cabeçudinhos e que falam peruano:

Pachamama! Siga rieto!! (Edu)
From Peru with love. (Mingão)
Delícia de surpresa. Ave Lima! (Déo)

Entonces, é isso! Nesta noite, tivemos um pouco da culinária peruana  que normalmente é acompanhada de um grande grau de civilidade e de hábitos históricos muito interessantes. Lá as refeições são sagradas e tidas como uma oportunidade imperdível pra reunião da família e de altas conversas entre amigos.

Ôpa, será que o dcpv é peruano?

Hasta.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – ninguém La Tasca…

a nega é minha…
07/11/09

dcpv – Ninguém La Tasca…

Fomos conhecer o restaurante La Tasca, cocina al carbón.

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A idéia prum sábado à tarde, só eu e a Dé, seria tapear à vontade.

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Chegamos lá e nos surpreendemos com um ambiente extremamente tabernoso …

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… com cartazes de touradas…

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… leques, enfim, tudo com cara daqueles bares de tapas em plenas Ramblas.
Sabe aquela teoria do Riq, o Ricardo Freire do excelente ViajenaViagem, de que cada ida a um restaurante é uma pequena viagem? Pois bem, estávamos na Espanha!

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Os chefs e sócios Miréia Vila Garcia e Mário Augusto Ott são bastantes atenciosos e conseguiram o intento deles que seria transformar o La Tasca num lugar descontraído e bastante espanhol  .

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Começamos tudo com um couvertzinho básico (ou seria bássssico!). Azeitonas, tomates, sardinhas e espinafre com grão de bico.

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Estava muito bom e nós com tanta fome que a foto só foi batida após comermos!

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Uma sangria pra acompanhar e a resolução: …

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… pediríamos 4 tapas.

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Jamon Pata Negra

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Queso Manchego

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Tortilla de Patatas

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… e Chistorra a La Sidra (linguiça espanhola cozida na sidra). Todas foram merecidamente escritas com letras maiúsculas e em vermelho, tamanho o sabor.

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Já estávamos satisfeitos, mas não sairíamos de lá sem provar a paella. Afinal de contas, não é em qualquer lugar que ela é feita no forno à lenha e em que neste processo é formado o tal socorrat ou seja, a caramelização do legítimo arroz bomba.

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Pedimos à Marinera (lula, camarões, mexilhões, peixe, lagostim e frango) e pra uma pessoa (dê uma chorada que eles fazem,).

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Comemos bastante (e dá-lhe sangria!!) e continuamos esperando tudo acabar pra caminharmos até a Barceloneta, ôpa, a praia do Ibirapuera.

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Já que lá  futuramente será um delivery, também fizemos o nosso. Pedimos pra embrulhar as tapas, a paella (tudo o que sobrou, óbvio) e enquanto isso, experimentamos um excelente Helado de Turrón com amêndoas. Perfeito.

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Pronto! Comemos muito bem, nos sentimos na Espanha e ainda estávamos levando comidinha pra casa.
Por falar nisso, fiz a seguinte receita no domingo a noite: peguei a paella que levei pra casa e dividi ao meio após adicionar um ovo. Esquentei uma frigideira com azeite e coloquei uma metade, uma camada de queijo ( pode ser o Manchego) e a outra metade. Esperei dourar de um lado, virei e dourei do outro. Ficou um arroz crocante, saboroso e revigorante.
Se eu fosse a Miréia e o Mário, colocava este prato no cardápio do La Tasca.

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Adiós.

dcpv – da cachaça pro vinho – bike tour por lima – peru

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10/10/09

dcpv – Bike tour por Lima – Peru

Saímos daqui de São Paulo com este tour reservado através da agência especializada Gouté.
Como já descrevi, Lima é uma cidade litorânea totalmente estranha já que a praia fica uns 50 m abaixo do nível da cidade.

Pra fazer um passeio de bicicleta, só se for pela parte alta. E foi o que fizemos.
Às 9:00 hs em ponto, estávamos na Bike Tours pra pegarmos as nossas magrelas e sairmos pra fazer o Bay Tour junto com o nosso guia, o José. Veja a foto da família já que eu estava conversando com a Re pelo celular:

Começamos pelo Barranco, o bairro boêmio e artístico da cidade (é quase uma Vila Madalena). Passamos pela orla e chegamos a iglesia La Ermita, onde é fácil de se ver o estilo de construção inca …

…e a Puente de los Suspiros, onde diz a lenda que quem a atravessar sem respirar, terá o seu desejo (que foi pedido logo em sua entrada) atendido.
Fizemos os tais pedidos e quase “morremos” asfixiados!! rsrs

Continuamos por Chorrillos, um bairro heróico, pois foi lá que os peruanos lutaram contra os seus inimigos mortais (inclusive, até hoje!), os chilenos. É bem antigo e tem até uma vila de pescadores .

Voltamos pedalando e fizemos um pit stop no bar Yazu, um pé-sujo peruano muito bom!

Por uma coincidência, o José tirou uma foto nossa que tem tudo a ver com o nome do bar.

Lá comemos um sanduba de chincharrones (quase um de pernil de estádio de futebol) e tomamos a nossa primeira chicha morada, que é um fermentado de milho muito popular no Peru. Pra quem nunca experimentou tem um gosto de suca de uva mais aguado e como eles usam algumas especiarias também (cravo, canela, etc), resulta em algo parecido com um vinho quente frio.

Voltamos e ainda passeamos por todo o bairro Miraflores, quase um Jardins deles  e que tem vistas estonteantes do mar. Dentre elas uma das mais belas, a do restaurante La Rosa Naútica que fica literalmente dentro do mar (e que não fomos pois a agenda e os nossos estômagos estavam lotados!).

Antes de encerrar o tour (~4 hs de duração) passamos pelos parques da orla marítima alta onde existe o parque do Amor…

… e até uma mini-imitação dos bancos do Parque Güell.

À tardinha, comemos como lordes ingleses. Deixa eu explicar melhor!
Fomos tomar um “lonche” que nada mais é do que uma herança deixada pela cultura inglesa durante o sec XIX que é mantida até hoje.
É isto mesmo! Um chá da tarde com várias comidinhas especiais no La Bonbonniere.

Nos serviram sanduíches (triple multicolor, triple de aceituna, butifarra de jamon ingles e empanada) …

… doces (milhojas de manjarblanco, alfajores, turron da D Pepa e Pionono)…

… além de chás e cafés. Muito interessante este costume angloperuano e o restaurante também é bem bonito. Curiosidade: manjarblanco é a mesma coisa que doce de leite.
Cansados, retornamos ao hotel com o fog de Lima cada vez mais presente.
E desta vez justificado já que acabamos de tomar um legítimo English Té!!

Hasta. E hasta Cusco (ou melhor Qosqo)

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dcpv – da cachaça pro vinho – restaurante marakuthai, ô lugarzinho bonito!

SP, a praia
31/10/09

dcpv – Restaurante Marakuthai, ô lugarzinho bonito!

Imagine a cena: sábado; 13:30 hs; final de semana com feriado na segundona; nós ( eu e a Dé) na praia (SP) e indo almoçar num restaurante com cara de litoral, o Marakuthai.

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A expectativa era grande pois a Renata Vanzetto, jovenzérrima, ganhou o prêmio de chef revelação da Veja e o lugar foi decorado pela Silvia Camargo que deixou tudo com uma cara imensa dum lugar que poderia  (e deveria) ter um mar na sua frente, que infelizmente neste caso, era de prédios).
Ah, a Silvia é a mãe da Renata e estava por lá.

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Marakuthai (não consegui achar a explicação preste nome, mas o restaurante tem cara de Marakuthai mesmo) mistura as culinárias brasileira, francesa e óbvio, a tailandesa (que adoramos!).

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Chegamos e surpresa: tapetes persas na calçada. Ótima  recepção!

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Fomos alojados no andar superior (tinha muito sol e num determinado momento, a Dé começou a reclamar pois o astro-rei batia nas costas dela. Nada a ver com o vinho rosé Aquitania 2008, o belo tinto de verão que tomamos).

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Uma providencial água aromatizada com hortelã, limão e pimenta dedo-de-moça foi servida.

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O couvert básico (pãezinhos, manteiga temperada, berinjela e abobrinhas) …

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… foi complementado pela entrada, um Khiri Khiri que são bolinhos cremosos de camarão com crosta de castanha e molho picante e saquê. Estes bolinhos tem um sabor bem praiano (faria um tremendo sucesso no menu da franquia de barraquinhas de praia que eu quero montar. Vou pedir a receita pra Renata se eu conseguir falar com ela!) e a sacada do molho é muito boa!

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Como principal, a Dé foi na especialidade dela: peixe. E empanado com farinha de milhomuito bem acompanhada” (o grifo é do cardápio e nosso!) de purê de batata doce e aromatizado com azeite de trufas.

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Grande prato com sabores mesclados e escondidos. A Dé adorou.

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Eu fui de tirinhas de filé mignon num molho picante de curry vermelho levemente adocicado com arroz jasmim e farofa de banana. Só a apresentação já valeria o pedido, mas além da cara bonita, tudo estava muito bom.

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A carne bem “hot” com um arroz jasmim grudadinho como manda a lei e a farofa sequinha. Poderia ser chamado de um grande picadinho thai/praiano.

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A sobremesa? Já estávamos no limite, mas o fominha aqui insistiu. Queria  porque queria experimentar o Brulejane, um creme brulée com coulis de manga e menta.
E a providência divina, segundo a Dé, apareceu. Sabe o que aconteceu?

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O garçom veio me avisar que, devido ao movimento do dia anterior, algumas sobremesas estavam em falta e, entre elas, a Brulejane. Paciência!
E me diz se a esta bolsinha não “minimiza” o valor da dolorosa!! ( Ah, a Marina que nos atendeu é excelente!).

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Voltando a sobremesa, não faz mal! É mais um motivo pra retornarmos com a família completa (a Re vai adorar) e quem sabe, encaixarmos a tal Brulejane no menu degustação que a Renata fará pra nós!
Melhor ainda, no Marakuthai de Ilha Bela.
Não, é melhor ficar por aqui mesmo e aproveitar esta praia perfeita que é São Paulo: sem areia, sem muito sol, com bastante ar condicionado e muitos (bons) restaurantes.

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Até lá!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 21º interblogs – dadivosa apagando tudo no dcpv

número 236
10/11/09

dcpv – 21º interblogs – Dadivosa apagando tudo no DCPV

Começamos a nossa conversa em 16/09/2008.
É, há mais de um ano, convidei a Dadivosa pra indicar um menu pros interbBlogs (quer saber o que é?) e ela escolheu como tema a comida das vovós.

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E como era a Dadivosa, a excelente escritora e cozinheira do delicioso blog culinário Dadivosa, é lógico que esta comida das vovós não seria antiga e muito menos, cheirando a naftalina!

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Seria um menu de comidas das casas-das-vovós, um menu emotivo onde, certamente, todos nos recordaríamos daquelas comidas que só elas sabiam preparar e que habitam o nosso imaginário..

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Acertados os detalhes (“rufem os tambores, toquem as trombetas! Pode anunciar que eu aceitei! disse a  a Dadivosa), seria somente uma questão de tempo.
Corta a cena. Quase um ano depois,a Dadivosa vai trabalhar na Espanha, mais precisamente em Madrid.

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Volto a entrar em contato e agora, pra discutirmos efetivamente sobre a realização do IB. Daí pra frente, a transição de comida da casa-das-avós pra tapas e pintxos espanhóis foi um pulo.

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Apesar de gostarmos muito das avós, gostamos muito também de tapear ibéricamente. E cá pra nós, duvido que as abuelitas espanholas não façam tapas e pintxos memoráveis. Portanto, só mudamos a nacionalidade das avós: de brasileiras pra espanholas.

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Bueno, muy bueno! Será um Inter Bluegues!
E evoluindo mais ainda, a Dadivosa nos mandou um pacote com piquillos, pimentóns em pó, açafrão, chocolate e um cartão, que me permito transcrever: “aqui vão algumas coisinhas pra “nossa” noite de tapas&pintxos… espero que vocês gostem. Divirtam-se muito…”

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Portanto, estava montada a festa espanhola no dcpv, a festa espanhola da Dadivosa no dcpv.
Vamos a ela. Olé!

Abrindo os trabalhos: Picoteo

Picoteos são belisquetes. E nada melhor do que azeitonas verdes e pretas (by sex shop, correcto?) pra picotear.

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Além dos tomates com segredo (que segundo a Dadivosa “vê-se que estão desnudos, escancarados para o mundo, expostos, indefesos e devassáveis, prontos pra receber na carne viva, os dentes daquele que intentar desvendar os seus segredos“.

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Me diz se tomates-cereja pelados, gelados e envolvidos numa marinada de vodka (é claro que usei a Absolut Vanilia), vinagre de cidra, açúcar, raspas de limão siciliano, sal e pimenta do reino não merecem uma descrição dessas?

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E é a mais pura verdade! Tomates embebidos em caipiroska!

Limpando a serpentina – Trio de sopas frias

3 shots de sopinhas frias. Foi essa a opção da Dadivosa.
Começamos com o indefectível Gazpacho.Dizem que ele é como escova de dentes, trazeiro e molho de tomate: cada um com seu cada qual“. É isso mesmo, são inúmeras as receitas e cada um tem plena consciência que a sua é a melhor.

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Uma bela mistura de tomate maduro, pão velho, vinagre de jerez, azeite, água mineral gelada e sal. Além de todo o frescor que ele representa.
Já a segunda sopa, o Ajo Blanco tem uma característica hilariante: é tida como a prima branquela do Gazpacho.

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É feita de amêndoas, pão branco sem casca, água gelada, azeite de oliva, alho, vinagre de jerez e sal.
E a terceira é um Gazpacho de Melocoton (adoro este nome que dão ao pêssego!) com virutas de jamon.

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Refogue 1 chalota e a parte branca dum alho poró. Adicione 1 l de caldo de galinha (feito em casa), junte 4 pêssegos bem maduros, sem casca, em cubos e cozinhe por 10 minutos. Bata tudo no liquidificador, coe e leve a geladeira.

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Enfeite com virutas que são fatias de presunto cru fritas em fogo baixo até ficarem secas e crocantes.

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Olha! Todas são deliciosas, mas a mais gostosa foi a Ajo Blanco porque tem uma suavidade que tinha tudo a ver pra contrapor ao apagão que se anunciava (e que nós sequer imaginávamos!).

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Tapas e Pintxos

Chegamos à parte principal. Primeiro vamos definir o que é um tapa e que é um pintxo:
Tapas são petiscos. Provenientes de tapeo, de tapear a fome.
Pintxos são canapés geralmente espetados em palitos. Derivam de pinchar, espetar.

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Dada a aula, prossigamos: a Dadivosa me mandou uma lista extensa das tais tapas/pintxos. E resolvi fazer todas pois a ocasião merecia e elas são muito gostosas além de serem fáceis de fazer. Vamos contar “rrrrruntossss”.

uno – Pimientos de Piquilo Rellenos de Brandade

Esta foi moleza. Os pimientos, ela mandou pelo correio. E são ma-ra-vi-jo-sos !

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A brandade é uma receita da Elvira que a própria Dadivosa fez no blog.

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Os dois juntos (a brandade recheando o pimiento) formam um conjunto marcante com o amargozinho defumado do pimiento se contrapondo à cremosidade da brandade.

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dos – Patatas Bravas

São batatas sem casca, cortadas em cubos e cozidas rapidamente em água e sal. Espere que esfriem e deixe-as por 1 hora na geladeira (este é o pulo do gato da Dadivosa!)

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Depois é só fritar em azeite (tem que ser azeite), salpicar sal, levar à mesa e acompanhar com aioli e um molho apimentado de tomate (alho, cebola, tomates pelados, sal, pimentões picante e dulce).

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Ficaram perfeitamente crocantes. Cheguei a conclusão que fiz pouco, pois sumiram rapidamente dos nossos pratos!

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tres – Rolinhos de Bacon com queijo de cabra e marmelada.

Quadradinhos de massa filo com uma fatia de marmelada, uma de bacon e um pouco de queijo de cabra.

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Ao forno, um pouco de azeite e à boca!!
É um dos preferidos da Dadivosa. Nosso também! Foi a grande surpresa da noite com a doçura da marmelada sendo abrandada pelo sabor característico do bacon.

cuatro – Pintxo de Tortilla

Esta receita vem no folheto que acompanha o legítimo açafrão (perceba o pistilo) que a Dadivosa nos mandou.

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Batatas cortadas em fatias finas (usei a mandolina) e cozidas no azeite em baixa temperatura, quase confitadas. Junte cebolas, sal apiloado com o açafrão …

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… e ovos batidos.

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Tentei servir como um pintxo, mas o apagão impediu. De qualquer maneira, ficou perfeita e macia!

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cinco – Pantumaca

“É comum comer no café da manhã, mas pra mim não tem hora para essa iguaria” escreveu a Dadivosa.

Na verdade o pan con tomate é uma presença constante aqui em casa desde que fomos pra Barcelona. E mostrou o porque, já que pegar um pão italiano, esfregar metade dum tomate nele, regar com um bom azeite e salpicar Flor de Sal (xô pra lá, proibição!) é de uma simplicidade incrível, né?

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seis – Tostada de Solomillo com Brie

Mais uma simples (qual não foi até agora?) receita: fatias tostadas de pão italiano; escalopinhos de filé mignon (usei de lombo) fritos e temperados com sal e pimenta e uma fatia de queijo brie sobre a carne.

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Onde o menos é mais! Pronto, tudo certo pra tapearmos e pintxarmos.
Tudo certo? Faltou combinarmos com as “otoridades”, pois foi exatamente nesta hora que tudo ficou mais claro. Ou melhor, escuro!!

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Sim, senhores! Estávamos com um legítimo apagão em andamento e sem perspectiva alguma que a luz (na casa dos Luz) retornasse.
Resolvemos, como D Quixote de La Mancha, enfrentarmos os moinhos e servir as tapas em pratos montados e com luz de velas.

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Ficaram bonitos, né não? Apesar da iluminação, que foi feita pela lanterna de emergência daqui de casa.

Postre – Crema Catalana.

Meu coração sempre vai estar com o pudim de leite” disse a Dadivosa. Mas no final se rendeu a tipicíssima Crema Catalana. 

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Um mingauzinho feito com leite integral, gemas de ovos, açúcar, raspas de limão siciliano, maizena e levado à geladeira em ramequins (esta sobremesa foi feita pela Dé).

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Pra finalizar, tirei o maçarico da aposentadoria e dei uma queimada numa camada de açúcar cristal.
Sabe que o fogo do maçarico fica bem bonito num apagão?

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Um belo doce e a luz voltou! Pelo menos na grande Ferraz de Vasconcelos, o apagão iluminou-se perto das 23:00 hs.

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Aproveitamos pra enxergar os 2 vinhos tintos que tomamos:
Tinto Almara Reserva 2003 Navarra Espanha e Tinto Otazu Dimension Crianza 2003 Navarra

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… este último, como a Dadi  (já estávamos íntimos) disse, tomamos como um de “verano” ou seja, misturado com água mineral com gás e muito gelo (esqueci do limão siciliano. Acho que era a escuridão. Culpa do apagão! rs).
Danem-se os puristas, é muuuuito refrescante!

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Grande noite iluminada pela comida brilhante que a Dadivosa nos indicou.
Eis a opinião dos carvoeiros (aqueles que trabalham com capacetes com lanternas nas cabeças):

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Esta comida foi um verdadeiro blackout de sabores! (Edu)
Es un spectaculo de sabores que iluminou o apagão. (Mingão)
Maravilloso! Stupiendo! Perfecto! (Déo)

Gratíssimo Dadi pela dedicação, pelo tempo perdido (o nosso foi muito bem ganho), pelo pacotaço que nos enviou (pode estar certa que tudo será muito bem utilizado) e por ser o 21º capítulo do nosso livro sobre os inter bluegues, ôpa, blogs.

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Aqui vão as nossas famosas flores virtuais com as cores espanholas (vejam como a Dé caprichou na produção estilo Fúria e ao mesmo tempo, ficou furiosa com a falta de luz que impedia que víssemos toda a decoração).

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Rufem os tambores, toquem as trombetas, a Dadivosa passou (e apagou tudo) aqui no dcpv.

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Gracias e hasta!

PS – No próximo interblogs (que será neste mês mesmo) teremos a participação da Nina e do Marcel do gourmand blog Gourmandise indicando um menu vegan (na verdade, a Nina me corrigiu dizendo que é ovo-lácteo-vegetariano! Mil desculpas!! rsrs)  baseado em chás e infusões (você sabe a diferença?).
Ooooooooooooommmmmmmmm!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – trivial entre amigos e blogueiros

trivial ou nem tanto
07/11/09

dcpv – Trivial entre Amigos e Blogueiros

O Leo e a Bia, donos do excelente blog Trivial ou nem Tanto; colunistas do jornal O Povo de Fortaleza; ele publicitário e cozinheiro; ela chef e estudante de gastronomia; resolveram fazer, na casa deles, um projeto intitulado Trivial entre Amigos.

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E como ele funciona?
Eles cozinham (junto com outra amiga deles e estudante de gastronomia,a Preta) pra 8 convidados e a verdadeira intenção é que todos tenham grandes momentos com um bom papo e uma interaçao constante já que todos comem numa mesa única.

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E como ir (ou ser convidado)?
Você deve e tem que ser um amigo deles. Ou de infância, ou de faculdade, ou tê-los conhecido virtualmente através do blog. E aí entramos nós!
Sou um habituée do Trivial (e o Leo também aparece aqui no dcpv) e acabamos (eu e a Dé) marcando pra participar numa noite em que todos os convidados seriam blogueiros (prefiro a palavra foodies a blogueiros).

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Estavam lá o Alessander e a Cris (do Cuecas na Cozinha ), o Véio e a Mi  (do Mesa pra 1), o Leandro e a Rita (do Cozinha Pequena) e o Cláudio Quinderé, designer de jóias (por sinal, muito bom) conhecido da Bia e do Leo.
Começamos a noite com um couvert com pãezinhos frescos(feitos lá mesmo) e algumas pastas (tomate, manteiga temperada) muito boas…

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… além duma entrada, a Primavera Caprese, bem plástica: tomates cereja, mussarela de búfala e manjericão espetados num bisquizinho e colocados num tubo com pó de azeitona preta no fundo. Saborosa e bonita, praticamente uma finger food!

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O papo começava a esquentar e aproveitamos pra abrir uma legítima cava espanhola (o menu era mediterrâneo) a Freixenet Cordon Negro. Caiu como uma luva pro calor reinante na noite.
Ah! Repare que um produto delicioso, negro e dourado só poderia ser do sex shop!!

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Continuamos com uma degustação de tapas espanholas que o Leozão preparou: huevos (na verdade huevitos) com patatas, pantomaca (o famoso pan com tomate) com pata negra (o presunto, não o pão), tortillas de  mandioquinha, abobrinha e chorizo espanhol.

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Foi só abrir um vinho branco Pinot Grigio Graffigna 2008 Mendoza (velho conhecido do dcpv) e verdadeiramente passearmos pelos campos espanhóis (além de todos da mesa conversarem animadamente sobre viagens e particularmente, a terra de Gaudi!)

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Mais um tempinho e a masterpiece da Bia chegaria: ravioli de pera e brie, ragu de lagosta e crocante de alho poró (puxa, estes caras estão enjoados!rs)

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Massa al dente (feita lá mesmo) com um belo contraste entre o doce da pera e o salgado do ragu além do sabor marinho. Excelente e todos os foodies (que besta!!) comeram tudo.
Pra encerrar a belíssima noite, um Tiramisu com um shot de creme de chocolate Belga. Adoçou toda a conversa que tivemos, especialmente com o Ale e a Cris sobre viagens e … surpresa, gastronomia.

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Cafezinho, chá, docinhos e uma olhada no relógio confirmou: 1:30 hs.
É, quando você está se divertindo, o tempo passa rápido!

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Resumo de tudo: o Leo e Bia  estão no caminho certo. Este “Trivial entre Amigos” tem tudo pra ser um evento “secreto” cult e marcante da praia de SP.
Só me resta dizer: participe ou tente participar. Seja amigo do Leo e da Bia. Fácil, né?

Adiós.

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dcpv – da cachaça pro vinho – dá gosto ir ao brasil a gosto

eita brasilsão
23/10/09

dcpv – Dá gosto ir ao Brasil a Gosto

Domingão! Nós 3 (eu, a Dé e a Re) na praia (SP). Dia broncolhaço! Hora do almoço!

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Onde almoçar? Oh! Dúvida cruel!
Pensei num montão de lugares que ainda não conhecemos: Dui, Dois, Nou, Chou, Roux … (Nooossa, como tem restaurante com nome pequeno!!!)

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Aí veio a luz (olha a redundância!): Brasil a gosto. Isto! Comida brasileira autêntica e com toques modernos.

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10 minutos depois estávamos lá!
Fazia uns dois anos que não íamos nos divertir com a comida saborosa que a Ana Luiza Trajano faz.

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Lugar lindo, espaçoso e com vários maneirismos. Super bem-decorado; sempre com fotos sobre alguma região/estado do Brasil (desta vez eram do festival RS e consequentes pratos especiais sobre a culinária gaúcha!) …

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… e com um cardápio regular com informações interessantes que descrevem muito bem os pratos e melhor, é muito bem escrito (adoro cardápios informativos e que não denigram o nosso querido idioma!).

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Vale à pena despender uma meia hora só pra absorver todas as informações contidas nele. E de preferência, faça como nós, acompanhadas do couvert (com pãezinhos deliciosos, biscoito de polvilho, chips de batata doce e 3 tipos de creme)…

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… e uma seleção de petiscos com um pouquinho de cada coisa: pastéis de pirarucu; canapé de banana-da-terra,queijo cremoso e geleia de pimenta; barquinha de beiju crocante, creme morno de siri e coco;  bolinho de arroz e queijo de coalho na chapa, melaço e pesto de cheiro verde.

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Dá gosto comer e ainda mais acompanhar com uma caipirinha de carambola e morango pra mim, um martini de cachaça e licor de jabuticaba pra Re e um mojito de cachaça pra Dé.

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Já tínhamos comido bem, mas os pratos principais nos esperavam. Pedimos o histórico 2×3 dos Luz.

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E esta combinação tinha que ser perfeita já que a Dé não come carne.
Portanto, filezinho de porco com molho de jabuticaba, purê de inhame e batata da terra grelhada pra mim e pra Re .

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O molho é adocicado e o purê harmoniza perfeitamente. Destaque pras cascas de jabuticaba que são fininhas, doces e pasmem, comestíveis!

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O outro prato teria que ser peixe, pois a Dé e eu o comeríamos (percebam que comi os dois!).
E escolhemos a Tainha com maçã gratinada, paçoca de pinhão e bergamota montenegrina, um prato do festival do RS.

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Frise-se que esta bergamota está em processo de extinção, mas estão fazendo um projeto pra recuperação da espécie. Ou seja, comemos e contribuímos pra ajudar a preservação da bergamota montenegrina. Que ela se salve e esteja sempre nos nossos pratos.

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Finalmente e pra não decepcionar ninguém, um sobremesa (1×3): a cocada de forno, sorvete de limão e calda de melaço.

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Esta é conhecida da família e tida como um dos doces que mais nos confortam.
Ainda contamos com a benevolência da Ana que nos brindou com sorvetes e telhas extras.

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Já íamos embora quando lembramos da máquina de sorvete que fica na entrada do Brasil a gosto.

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Sabe aquelas máquinas antigonas em que o sorvete é feito com uma cremosidade intensa e gosto groselhal? Pois bem, é ela mesma!
E é claro que tomamos 3!

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Foi uma farra e mais uma vez, saímos com a sensação de que a Ana e o Brasil a gosto estão evoluindo (ainda mais) a olhos vistos!

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Dá cada vez mais gosto ir comer lá!

Até!

PS – A partir de novembro o estado escolhido pro menu especial é o Pará, que está tão na moda. Bolinho de Piracuí, Costelinha de Tambaqui, Pato no Tucupi e Pudim de Bacuri são alguns dos pratos .
Acho que daqui pra frente o estado deveria mudar o nome pra Pari!! rs

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dcpv – da cachaça pro vinho – pescados capitales – lima – peru

10/10/09
que belo trocadilho!

dcpv – Pescados Capitales – Lima – Peru

Que é um ótimo trocadilho, ah, isso é mesmo! Pescados Capitales!

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Além de um belo trocadilho, um grande nome prum restaurante (mais uma reserva de primeira feita pela agência especializada Gouté) que serve excelentes pratos de frutos do mar com a temática dos 7 pecados capitais.

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O menu e o site fazem referência aos pecados. Tudo relaciona os pratos com os pecados.
É um tal de luxúria, vaidade, gula (este, dificílimo de não seguir) que em alguns momentos, você se sente com vontade de pedir alguma penitência pra escapar dos tais “pescados”.

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O lugar é extremamente simples. Mais parece um daqueles restaurantes de praia que são muito despojados. Super bem iluminado, com cadeiras confortáveis e um astral único!
E os pescados/pecados de fazer qualquer um cometer vários pecados mesmo.

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O próprio garçom te atende com um: Vamos pecar?

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Nós dissemos: é claro! E começamos com 2 belos Pisco Sour…

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… e um agrado do chef, um fingerfood, um sushi de polvo.

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Resolvemos radicalizar (que isso não seja um pecado!). Pedimos 3 entradas.

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Uma, a castidade. Uma causa de camarão de batata amarela ayacuchana que tenta controlar os luxuruosos camarões chegados de Ocaña. Uma cama de maionese de coral suporta o conflito. O abacate e o o vinho dão fé  que esta é uma nobre causa. Veja se esta descrição do cardápio é ou não perfeita?

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A outra entrada foi a humildade em forma dum polvo em lâminas humildes que se banham em azeite de oliva. A azeitona, soberba como ela só, se apresenta em dois molhos diferentes. Na verdade, é uma batalha entre a humildade (do polvo) e a soberba ( da azeitona). Realmente é de pecar!

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E após esta luta, mais uma rodada de Piscos pra toda a mesa (eu e a Dé).

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Finalmente, na terra do ceviche, pedimos um deles. Classificado como pecado original, eles são feitos com cremes e lá nos Pescados, eles resgatam e ressaltam a natureza deste prato tão simbólico. Tenha em conta que ele é feito com linguado fresco, bom limão (limão peruano), cebola roxa a viva e um ponto de aji.

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Acompanhado de milho (que milho!), batata doce  e alface pra decorar. Espetacular!

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Pronto e como tínhamos um compromisso à tarde (experimentar várias sobremesas num lonche!), pedimos a conta, tomamos uns expressos e nos sentimos extremamente leves.

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Nada como tirar uns pescados, ôpa, pecados da consciência!

PS – Só pra tirar todas as dúvidas (nós também a tivemos!), os 7 pecados capitais são : ira, gula, inveja, orgulho, avareza, preguiça e luxúria.

Cometemos os seguintes pecados no Pescados:
Ira – estávamos  zangados por termos que ir embora do Pescados.
Gula – este não precisa nem justificar.

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Inveja – de quem mora em Lima e tem um Pescados à disposição.
Orgulho – de ter comido num lugar tão legal.
Avareza – este também é fácil. Pagamos bem pouco por lá.

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Preguiça – de levantar da mesa e ir embora.
Luxúria é isto mesmo. Dá vontade de comer tudo o que tem no cardápio.

Hasta!

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dcpv – da cachaça pro vinho – friccó, confortável!

supermeeting
27/09/09

dcpv – Friccó, confortável!

Sabe aquele lugar que você acha que já foi? Que tem quase certeza que comeu lá (e gostou) alguma vez?
Ou melhor, tem certeza que vai voltar mais vezes?

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Pois o Friccó é assim. O Sauro Scarabotta (italianaço!) e a sua esposa, a Rita transformaram esta cantinona neste lugar.

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Lá, tudo parece familiar. O serviço (perfeito), a comida (confortável e muito boa), os vinhos (uma variedade imensa), o ambiente ( familiar ao extremo) e até a localização (putz, fica no Paraíso!).

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Estávamos (eu e a Dé) na companhia de um grande novo-amigo blogueiro, o Paulo do  blog Gourmet Blasé e especialista no Friccó (pelo menos pela vizinhança). Com esta consultoria tão abalizada e enquanto apreciávamos o couvert e as brusquetinhas de tomate, demos uma bela espiada no cardápio.

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Foi nesta hora que o grande Paulo  nos mostrou o vinhaço que ele trouxe (ele está acostumado a investir o seu suado dinheirinho em grandes obras-primas da cultura vitivinícola, tais como algumas Grande Dammes), um Cinque Autoctoni Edizione Farnese. Espetacular!

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Falamos pelos cotovelos (parecia uma reunião de italianos). O Paulo contou sobre as suas peripécias (sabia que há pouco mais de um ano ele não bebia absolutamente nada de vinhos) e eu e a Dé sobre as nossas experiências viajandísticas.

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Escolhemos duas especialidades da casa: o Gourmet foi de Friccó de Frango que são pedaços de frango cozidos num molho de tomates e vinho branco acompanhado de macarrão parafuso num leve pesto de rúcula..

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A outra foi da Dé : um Ravioli de Abóbora ao Contrário com Linguiça. Estava tão bom que a Dé comeu quase tudo e, consequência, sobrou bem pouquinho pro degas aqui. A foto explica melhor o prato:

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Eu fui de mais uma “estranhice”deliciosa. Buchecha de javali (é, eu já vi desossar!) com uma molho de vinho tinto e risoto à milanesa. Pra quem está curioso, a bochecha tem gosto de uma moela “light”. Nunca comeu moela? Então, vá ao Friccó e experiente a bochecha!

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Mais um pouco de conversa (fizemos praticamente um almoço slow food) e partimos pra sobremesa.
E foi isto mesmo: todo mundo pediu a mesma sobremesa!! Uma rabanada que estava boa demais e que era uma Gisele, ou seja, muito fotogênica.

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Conversa animada, mas tínhamos que ir embora. Não foi  suficiente e já deixamos algumas questões em aberto prum próximo encontro. (tá bom, eu levo o vinho!!)

Até !

PS – Conversando com o Sauro, ele afirmou que o Friccó já é uma evolução das cantinas italianas dos anos 60/70 e que se não se atualizarem, tendem a desaparecer.
Eu acho que evolução é necessária, mas também acho que tradição pesa bastante!
Portanto, pro meu gosto o Friccó não precisa de muita coisa pra evoluir e ficar exatamente como está! 🙂

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dcpv – da cachaça pro vinho – centro histórico de lima, museu larco e café do museu

city tour?
11/10/09

dcpv – Centro Histórico de Lima, Museu Larco e Café do Museu.

Começo do pacote.
Sim, uma parte da viagem ao Peru, a que inclui uma noite em Lima e 5 na região de Cusco, será feita num pacote pela super-agência Teresa Perez (inclusive com a presença ilustre da D. Teresa na parte machupicchiana).E como todo bom pacote, temos um city tour incluído.

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Na verdade não é um city tour propriamente dito. Iríamos passar pela Plaza das Armas e conhecer também o Mosteiro de São Francisco.

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Acontece que o cantor das multidões peruanas, o Arturo Zambo Cavero, uma espécie de Tim Maia da música criolla, morreu e acabamos assistindo a um funeral típico peruano com direito a procissões e um montão de gente dançando com os seus trajes típicos. Mais peruano, impossível…

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Muito interessante!

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Depois fomos ao Museu Larco Herrera, onde tivemos a oportunidade de conhecer uma das maiores coleções de cerâmicas do mundo (mais de 40000 peças) que contam toda a história peruana (que é interessantíssima) com uma tremenda precisão cronológica.

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A nossa guia, a Soledad (aqui estan mis credenciales! rs) nos contou com muita competência todos os detalhes desta história e de como o Peru pode ser considerado o Egito da América do Sul, tamanha  a quantidade de informações que confirmam esta realidade.

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Alma alimentada, fomos pro corpo. Almoçamos por ali mesmo, já que o Museu além de ser bastante moderno…

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e bonito…

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… tem  também um belo restaurante, o Cafe del Museo que, segundo dizem , tem a participação societária do onipresente Gaston Acurio.

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Começamos tomando dois piscos, um Sour pra Dé e um de Coca (as folhas dela, não a Cola!) pra mim.

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Uma entrada, a limenha formada por tamales verdes, causas de batata amarela com frango, batata yuca com molho à huancaina, brochete de carne e bolo de milho peruano, iniciou a nossa viagem inca.

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Aproveite e radicalizei: pedi uma Inka Cola, o guaraná Jesus amarelo deles. Cá pra nós, é dooooce demais e parece (literalmente) um Cebion.

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Como principais, fomos de: Ravioli recheado de galinha e aji amarelo, uma das especialidades do lugar, pra Dé …

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… e pra mim, um lomo saltado que são fatias de carne, cebolas e tomates, salteadas na wok servidas com batatas fritas e arroz de milho.
Praticamente um PF peruano com a qualidade de satisfazer tanto quanto.

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Dispensamos a sobremesa, pois ainda veríamos a seção de artigos eróticos cerâmicos, uma seção do museu muito bem visitada! Vocês entendem o porque, né?

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Assim, com a qualidade tanto do Museu quanto da comida do seu Cafe, só nos resta indicar este lugar pruma próxima visita, já que Lima é uma (literalmente) praia que nem se parece como tal!

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Hasta!

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