Arquivo para 4 de dezembro de 2009

a segunda chance do Dalva e Dito

põe comfort food nisso!
15/11/09

A segunda chance do Dalva e Dito

É, fomos ao Dalva e Dito, o restaurante de receitas da cozinha brasileira  do genial ( nós o achamos  genial!) Alex Atala.

E por que segunda chance quando na verdade foi a primeira vez que fomos  lá? 
Ora, porque o restaurante simplesmente foi metralhado quando da sua inauguração. “‘É muito ruim!”; “a comida é pretenciosa demais“; “é caro demais“; ” o Alex perdeu a noção“: estas foram algumas das declarações/críticas que despontaram após as primeiras visitas dos clientes.

E não nos surpreenderam muito pois estivemos numa palestra-aula com o próprio Alex e o Alain Poletto que seria o responsável pela cozinha e apesar do entusiasmo deles, nos pareceu que a idéia de utilizar o cozimento à baixa temperatura em quase todos os pratos não seria, digamos assim, muito apropriado. Portanto, não demos nem a primeira chance pra ele!!

 Bom, o tempo passou. O restaurante realmente não começou muito bem; o Alain saiu da cozinha ( não da sociedade); o Alex assumiu as panelas e de repente, ouvia-se aqui e acolá que o Dalva e Dito estava tomando o seu verdadeiro rumo.

Com toda esta história com requintes de suspense, drama e provável final feliz, resolvi que havia chegado a hora de experimentarmos a tal cozinha brasileira de história.

Primeiro ponto positivo: liguei pra saber se fazem reservas e a atendente me informou que sim e até as 13:30hs. Resultado: reservei pra mim e pra Dé pro último horário e como me informaram que poderia atrasar até 15 minutos, o meu horário já foi pras 13:45. Ôba!

Segundo ponto positivo : a arquitetura do lugar é incrível. O Marcelo “Lar Doce Lar” Rosenbaum fez o projeto e ele é muito bom. Dois salões super bem decorados  (ficamos no terraço) com um visual bem brasileiro e com detalhes que o transformam num local acolhedor.
Muita madeira e ladrilhos hidráulicos.

 

Enfim, um lugar bonito!

Terceiro ponto positivo : o atendimento é muito bom! Desde a recepção até todos os garçons, passando pelos maitres (todos super-atenciosos) e a sacada de retornar com a tradição de se fazer a última preparação do prato na frente do cliente.  Antes da comida chegar ao seu prato, você já sente prazer!

Quarto ponto positivo : a comida é demais!
Começamos com o couvert que é muito bom. Pães servidos quentinhos com acompanhamentos de primeira e fotogênicos: um purê adocicado de beringela assada, a famosa cabeça de alho assada do Atala; um purezinho de feijão preto (que harmonizava perfeitamente com a pimenta biquinho, um das quatro que nos foram oferecidas) e uma manteiga Aviação aerada servida charmosamente numa mini-latinha  da própria Aviação…

… além de gostosos bisquis de polvilho.

 

Pulamos as entradas (deixamos pruma outra vez, pois certamente voltaremos) e escolhemos os pratos principais depois de taças de vinho branco chileno pra Dé e dum Anghebein tinto pra mim.
Eu escolhi um que me lembra não somente a comida da minha mãe, a D. Anina, como também um dos que mais gosto lá em casa: Bife à Milanesa com Salada de Batata.

Generoso e crocante, contrastando com a maciez e o geladinho da salada de batata. É isso que esta escrito no (excelente) menu. E eu acrescento que ele é crocantíssimo e que a salada além de crocante também tem um toque de raspa de limão de deixar qualquer um babando!

A Dé pediu o prato que eu estava namorando: Polvo com mandioca rústica!

Cazzo, pra começar são os tentáculos de polvo mais fotogênicos que eu já vi na vida!! E os mais gostosos também pois eles são assados por 15 minutos no forno, o que lhes dá uma crocância externa incrível, mas ao mesmo tempo a maciez interna não é perdida!

Espetáculo e ainda mais com o acompanhamento dum purê rústico de mandioca e dum belíssimo creme de espinafre!! Genial!!

Pra terminar, aí vai a foto da sobremesa:

E sabe o que é isso? É um Romeu e Julieta feito pelo Alex Atala. Quando escolhi, a Dé ainda me disse: Romeu e Julieta? 
Agora me diz se uma mistura de Catupiry, queijo fresco, goiabada cascão, creme de goiaba e sorbet de goiaba  não é um “Senhor” Romeu e Julieta ?  

Pronto! Terminamos a refeição com a sensação de que esta segunda chance (que na verdade foi a  primeira) já teve um propósito: o de mostrar que o Dalva e Dito (segundo o próprio Atala, o nome deriva da sua veneração pela Estrela Dalva e por São Benedito) chegou pra ficar na nossa lista dos lugares queridos.
E voltaremos brevemente pra mostrar pra Renata ( que bela desculpa!) o que ela perdeu!

Quinto ponto positivo: não costumo informar, mas vou. A conta foi de R$ 210,00. Justíssimo pro que nos foi apresentado!
E como última reflexão, existe uma seção do cardápio, intitulada “Para matar a saudade da vovó, das tias” que pra nós, dá o tom exato da comida do Dalva e Dito.

É uma comida extremamente confortável e que poderia ter sido feita tanto pela sua avó, como por aquela tia que cozinha muuuuito!
É uma comida que te faz recordar de bons momentos, de encontros de família, enfim, de comida com memória!

Alex, os cães ladram e a caravana passa (com a Dalva e Dito lá dentro)…

Até.

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