Arquivo para fevereiro \25\UTC 2010

paris – eu sou pobre, pobre, pobre. De marais, marais, marais…

Paris
04/02/2010

Eu sou pobre, pobre, pobre. De Marais, Marais, Marais.

Este é o primeiro capítulo da nossa viagem pra ir buscar a Re que estava fazendo um curso de francês em plena “Parrri”.

E cá pra nós, uma das desculpas mais esfarrapadas pra viajar que demos até hoje, se bem que estávamos, realmente, morrendo de saudades dela.

Como grande novidade, o aluguel dum apartamento em pleno coração do Marais, o bairro judeu/gay (não necessariamante neste ordem e muito menos com esta associação) e chique, chiquésimo.

E olha: a experiência do aluguel é sensacional. Tudo te faz se sentir como um local pois até as aparentes dificuldades/dúvidas (será que é como na Internet?; será que alguém nos esperará na porta ?; será que não dei mancada?) são uma atração a mais.

Fizemos um voo Air France tranquilíssimo (o que é aquele serviço?) e chegamos no horário.

O nosso transfer estava nos aguardando e chegamos novamente no horário (10:00 hs) com a perspectiva de esperarmos um pouco pois o checkin seria somente as 16:00 hs. Ledo engano. Entramos direto na maravilha de apartamento com uma vista espetacular da esquina da Rue des Rosiers com a Pavée .

Tudo acertado e mostrado; fomos andar um pouco pra reconhecer a vizinhança e fazermos a nossa primeira refeição parisiense.

E seguimos uma dica da Maria Lina, do blog Conexão Paris.

Fomos ao Le  Loir dans la Théiére, um bistrozinho com tortas salgadas e doces espetaculares (a Dé foi na de Ementhal e pinolis) e…

… pratos do dia saborosíssimos. Eu comi um belo porco com purê de batatas.

Coincidência, o Le Loir além de ser vizinho do apê (conseguimos ver a fachada pela nossa janela) ainda tem a cozinha instalada no mesmo área comum do nosso prédio. Dava pra vê-la pela janela do quarto da Re!
Este é certo que retornaremos pois o brunch de domingo é superfamoso por aqui.

Fomos encontrar com a Re  na “pocilguinha” onde ela estava e matamos as saudades além de providenciarmos a mudança dela pro quarto que parece que foi feito sobre medida pra ela.

Como o apê tem uma cozinha completa com tudo o que possa imaginar (e de primeira), aproveitamos pra ir fazer umas comprinhas básicas: queijos, frios, frutas, vinhos ou seja, tudo aquilo que um bom mortal não sobrevive, estando em Paris.

Passeamos pela redondeza. Demos uma bela sapeada na Place des Vogues,…

… pelo Hotel de Ville e na volta pro apê, comemos aquele que seria o primeiro de uma série de doces do Lenôtre.

Resolvemos não jantar (não dá pra voar mais de 10 hs sem sequelas) e fazer uma refeição frugal em casa: uma tábua de frios, …

… uma de frutas …

… e um Saint Emilion.

Pra primeiro dia de viagem, onde normalmente não se consegue fazer quase nada, até que tá bom demais.

É, acho que nós teremos que nos render a nossa cidade!

E ainda comemos Clementinas. como bonus.  Ó querida, ó querida, ó querida, …

Au revoir.

.  

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dcpv – gosto + sabor = paladar de verão

número 244
23/02/10

Gosto + Sabor = Paladar de Verão.

Paladar s.m. –
1. Parte superior da cavidade bucal.
2. Fig. Sentido do gosto.
3. Sabor.
4 – Suplemento sensacional de gastronomia do Estadão.

E foi do Paladar, mais uma vez, que veio a inspiração pra este menu de verão.

Tudo dum pequeno Guia de Receitas, intitulado Para o Horario  (da fome) de Verão. São pratos “coloridos e leves, ideais para os dias de sol e calor (acrescentar os de chuvas também), quando o apetite pede sabores delicados e refrescantes. Com a temperatura em alta, as saladas ganham destaque sozinhas ou ao lado de carnes e tortas. Você vai gostar também dos pratos principais e das sobremesas fresquinhas”.

Me diz se com uma apresentação dessas e a adição da grife Paladar, você também não faria um menu usando este guia como base?

Portanto, vamos ao menu fresco (não afrescalhado) de Verão do DCPV! Passem ( e bem) o filtro solar.

Bebidinha

Pra entrar no clima, uma boa Stout Baden Baden. Afinal de contas, verão lembra cerveja.

Creme de Salsão com Batata e Maçã Verde

Não poderia faltar o pseudo-gaspacho. E neste caso, usando como ingrediente o tão mal utilizado salsão além da maçã verde.

Esta receita é simples e muito saborosa.
Refogue uma cebola picada numa panela. Junte talos de salsão cortados e uma batata cortada em cubos. Adicione duas xícaras de água quente e deixe ferver por 10 minutos.
Bata tudo com um mixer até obter um creme liso. Tempere e sirva com um fio de azeite, decore com fatias de maçã e sirva frio com biscoitos de polvilho (importados diretamente de Juquehy)

Todo mundo adorou a sopa, especialmente a Dé.
 O Mingão gostou mais ainda do biscoito de polvilho. Um pacote foi pouco! 

Salada de Camarões e Pepino

Uma belíssima salada crocante de pepino japonês, alface romana, cebola roxa com a adição de camarões grandes cozidos no vapor.

E servida com um molho rosé delicioso: maionese, molho de tomate, suco de limão, molho de pimenta, molho inglês e sal. 

Prontíssimo. Extremamente refrescante (a Fabiana Badra Eid sabe das coisas) e com um excelente toque retrô do molho.

 

Aproveitamos o ensejo e fizemos a primeira incursão enológica da noite, tomando um branco Finca El Portillo Sauvignon Blanc 2008. Muito bom e os “garotos esperrrrtos” definiram como “picante, palatoso, abridor, maçã”. 

Escalopes de Lombo ao Molho de Cítricos com Chips de Mandioca

Esta receita lembra realmente o verão. Colorida e saborosa como um entardecer ensolarado.
Os escalopes de lombo são temperados com sal, alho e pimenta e dourados numa frigideira.

Junte 1/2 xícara de suco de laranja, suco de um limão e cozinhe os escalopes até ficarem macios.

Tentei fazer os tais chips crocantes como a Fabiana indicou (cozinhar a mandioca com água e sal, fatiar em fatias finas e fritar até ficarem crocantes), mas, apesar de não serem tão “chips”,  ficaram bem crocantes.

Pronto! Tão bom que mais uma receita foi incorporada ao nosso menu do dia-a-dia. Perfeita.

Como perfeito foi o vinho tinto Dom Valentim Lacrado 2006, um filme de verão que poderia se chamar “sonolento, macaxeiro, anelado, honesto” segundo os diretores, nós mesmos.

Muffins de Iogurte e Ameixa

Nem sei se esta receita poderia ser chamada de verão. Mas com esta cor e aparência, certamente estes muffins passaram uma bela temporada na praia.
Você vai precisar de 115 g de manteiga, 2 e 1/4 xícara de farinha de trigo, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio, 1 pitada de sal, 1/2 colher de chá de gengibre ralado, 1 e 1/3 xícara de açúcar, 200 ml de iogurte natural, 2 ovos e 300 g de ameixas vermelhas sem caroços e picadas.

Coloque uma bela música de verão (que tal Culting Crows?) e inicie derretendo a manteiga, deixando esfriar um pouco.  

Em uma tigela grande, peneire a farinha, o bicarbonato e o sal. Junte o açúcar e faça um furo no meio.

Misture na manteiga derretida, o iogurte, os ovos e o gengibre. Despeje metade dos ingredientes secos, mexendo com uma colher de pau. Despeje o restante  e acrescente 200 g das ameixas. Preencha 3/4 das forminhas e coloque no topo, o restante das ameixas. Asse por 25/30 minutos até crescer e dourar.

É praticamente um por-do-sol que aparece na sua refeição.

Eis a opinião dos malhados e bronzeados:
Verão? Paladar? Tudo muito bom, saudável e molhado. Uhu! (Edu)
Summer hollyday! Maravilha, wonderfull . (Mingão)
Bão pra cacete. (Déo)

Se você não conseguiu ler esta edicão, então também nao viu este Guia. De qualquer maneira, é só entrar no site do Paladar, obter as receitas e amenizar um pouco este calorão todo. 

Todas são práticas, leves e bastantes saborosas. Como as comidas de verão devem ser. 

Fui!

.

dcpv – fim de semana na verdadeira praia. E com feriado.

capital paulista
22 a 25/01/10

Fim de semana na  verdadeira praia. E com feriado.

Fomos pra São Paulo no final de semana do feriado dela. A verdadeira praia: nada de água salgada, nem areia e muito menos filas de carros.

E aproveitamos pra conhecer alguns lugares novos além de reencontrar algumas figurinhas carimbadas.

     

Começamos já na noite de sexta, indo comer um hamburguer genuinamente americano no P.J Clarke’s.

Dizem que ele é igualzinho ao de NY. Eu não posso dizer nada pois não conheço o americano.

Mas pra nós ele pareceu ser um lugar bem confortável e divertido além de servir o que imaginamos ser uma comida realmente americana: com razoável qualidade e quantidade acima do normal.
Começamos com bolinhos de arroz que estavam bem crocantes e com bastante queijo. Bons.

A Dé pediu uma (imensa) torta de frango e …

… e eu, um bom e imenso hamburguer, além duma boa quantidade de fritas. Corretos!

Já no sábado, aproveitamos pra experimentar (finalmente) a  e cozinha da Adega Santiago

“Ela” é um bar/restaurante (ou seria um restaurante/bar?) com uma bela cozinha a vista e muito bem decorada.

Optamos  por tapear a vontade já que a cozinha por lá tem um acentuado sotaque peninsular pra não dizer espanhol.
Enquanto escolhíamos, pedimos um lerrítmo clericquot.

Logo depois fomos aos tapas. Ou melhor, às tapas.
Bolinhos de bacalhau crocantes e saborosíssimos, …

… batatas bravas bem temperadas e apimentadas, …

… e pimentão assado que a Dé simplesmente adora. 

.

Eu, em compensação e pra variar, pedi um arroz de polvo (de novo!!) que estava sensacional. Perfeito.

O octopussy estava al dente e com o arroz bomba espanhol fazendo uma dupla infernal.
Taí, o Adega Santiago é um lugar pra retornar e experimentar  as muitas outras coisas interessantes que constam do menu. 

A noite, fomos à verdadeira praia paulista, o shopping e aproveitamos pra comer alguma coisinha no La Table.

 

Dividimos um prato de frios e queijos ( destaque pra tremenda burratta) e …

… um ravioli de ricota com molho branco. Levinho e gostoso como muitas coisas no La Table.

Encerramos a noite paulistana, tranquilos e zens como a própria vaca da CowParade São Paulo 2010, a Woooodstock.
Repare como ela está tranquilex e sossegada com seu cabelo black power, seus óculos vermelhos e seu colar peace and love. Muuuuu!!!

Faltou o almoço de segunda?  Não faltou, não.

Eu cozinhei em casa (na grande Ferraz de Vasconcelos não era feriado). Fiz um orzo com molho frio de tomates, manjericões diversos, muito azeite e flor de sal. 

Modéstia à parte, uma verdadeira obra-prima. E não fui eu quem disse. Foi uma pessoa totalmente isenta: a Dé!! rs

Até a próxima incursão praiana.

.

dcpv : thai or not thai? that’s the question.

número 243
19/01/10

Thai or not Thai? That’s the question.

As mulheres sempre tem aquele vestido preto basiquinho que quebra qualquer galho.
Os homens não se preocupam muito com isso, mas uma boa camisa serve pra ir desde  a um funeral até  um jantar na casa da sogra.

E nós, os gastronômos, também temos a nossa tábua de salvação praqueles dias sem grande inspiração.
Qual é a sua?
No meu caso se chama Culinária Tailandesa, Receitas Especiais Fáceis de Fazer  e é claro que é um livro. Eu estava num daqueles dias (calma!), sem qualquer imaginação quando apelei pra ele. E logo montei um belo menu tropical, saboroso, cheiroso, apimentado, ou seja, a mais absoluta certeza de um grande resultado.

“A Tailândia tem o tamanho da França e uma população de 60 milhões de pessoas. Seus vizinhos diretos são Burma, Laos, Camboja e Malásia. Devido ao comércio entre estes países, muitos ingredientes são comuns a essas culinárias, mas em geral os métodos empregados no preparo são totalmente diferentes provando que a comida não tem fronteiras nem limites”.

É isto mesmo. Tudo na cozinha tailandesa tem uma característica própria e só o uso do molho de peixe (o nam pla) já justificaria toda esta magia. Cuidado, nam pla vicia!! rsrs
Vamos, então, a (mais uma, e espero que não a última) noite tailandesa no DCPV.

1 – Bebidinhas – Caipirinhas de Lima da Pérsia e Manga/ Kiwi e Manga   

Excelentes e refrescantes.

2 – Entrada – Bolinhos de Milho – Tawd Mun Kow Pad ( pag 57)

Carne de porco moída, milho suculento, folhas de limão perfumadas e um toque de pasta de curry vermelho, misturados em bocados crocantes de dar água na boca, servidos com o sabor maravilhoso do relish thai”.
É esta a descrição exata deste prato.

Basta fazer uma massa com milho (em lata), carne de porco moída, pasta de curry vermelho (tem no sex shop), molho de soja, amido de milho, folha de limão kaffir (adivinha onde tem?), coentro e ovo batido pra dar liga.
Molde bolinhos chapados e frite-os.

Sirva com um relish crocante de pepino  (pimenta dedo-de-moça, pepino, coentro, açúcar, água, vinagre de arroz e sal).

Como sempre, um contraste magnífico entre o doce, o amargo, o crocante e o macio.

Pra melhorar tudo (se é que isso fosse possível) tomamos um vinho branco italiano Pinot Grigio DOC Grave 2009 que estava “verde-cítrico, manjericão thai, troppíssimo, troppo allgero” segundo os figuras de olhos puxados, nós mesmos.

Sopa – Frango com Coco ( Tom Kha Gai)

“Esta sopa cremosa e aromática com tenras tirinhas de frango tem o sabor picante da pimenta vermelha. Antes de tomá-la, sinta a fantástica mistura de aromas”.

Sentimos. Tomamos e adoramos ( mais uma que a Dé incorporou ao cardápio da família). Apesar do cacófato do nome em tailandês!! rsrs

Fácil de fazer : cozinhe uma lata de leite de coco até ficar liso. Numa outra panela, coloque 2 copos cheios de caldo de frango, 1 copo de água, 2 cm de galanga picada (usei gengibre), 2 pimentas dedo-de-moça sem sementes e em tiras, 1 talo de capim -limão e 3 folhas de limão kaffir. Junte o leite de coco, 4 colheres de nam pla, 2 colheres de sopa de suco de limão e 1 colher de chá de açúcar. Deixe ferver, diminua o fogo e espere 5 minutos.
Ferva de novo, coloque 1 peito de frango em tiras e espere cozinhar.

Sirva enfeitado com folhas de coentro.

É, dá pra usar como perfume e passar atrás da orelha. Delicioso, ainda mais com a companhia do Pinot Grigio.

Principal – Vieiras com Pimenta e Manjericão – Koy Shell Pad Bai Kapsow

“Vieiras refogadas com cebola, pimenta, manjericão e molho de peixe são um  prato delicioso. O ideal é cozinhá-las ou refogá-las rapidamente”.

Vieiras são os frutos do mar mais delicados do mundo. E esta receita realça esta característica. Só podia ser thai mesmo!
Corte vieiras grandes na horizontal e ao meio.

Aqueça uma wok, adicione óleo e refogue as vieiras por 1 minuto.
Deixe as vieiras de lado e coloque cebola roxa,…

… pimenta dedo-de-moça, …

… folhas de manjericão, …

… cebolinha, nam pla , açucar e pimenta.

Servi com arroz branco misturado com castanhas de caju torradas e cardamomo em pó.

É realmente um prato com sabor, textura e aroma. Ou seja, thaizaço!

Aproveitei pra dar uma inovada e tomar um vinho tinto, o Colona Selection 2007 Casitllo Torre Beneja que foi “delicado, marroquino, suuflair. correcto” segundo os garotos que gostam de nam pla, nós mesmos. 

Sobremesa – Frutas cïtricas com calda perfumada de jasmim (Ruam Mit) – pag 177 

“Uma experiencia inesquecível: laranjas suculentas, mangas e lichias doces e perfumadas numa calda rica, delicadamente aromatizada com essência de jasmim, coberta de gelo picado”.

Delicadíssima, como quase toda sobremesa thai. Basta fazer um caramelo bem líquido e adicionar uma essência (no meu caso, água de flor de laranjeira). 

Coloque laranjas em gomos, lichias e mangas picadas em cubos numa tigela; junte  a calda e leve a geladeira.

Pronto! Pra dar um cheirinho mais legal, coloquei sementes de lavanda. Zen demais.

Eis a opinião dos relaxados confrades:

Um verdadeiro atelier de perfumes! E o sommelier Mingão detonou. (Edu)
From Thayland with love. (Mingão)
Perfeita noite de sabores. (Deo)

 

Mais uma noite onde sentimos todo o peso da verdadeira comida thai: o sabor das pimentas, do coco cremoso, do coentro, do manjericão, das folhas de limão kaffir e o salgado nam pla; a textura da castanha de caju, das lichias e o aroma do capim-limão e do leite de coco.

Sawasdee Krup.

.

fim de semana na praia – parte II : chuva e manacá.

atrás daquele morro tem um pé de …
17/01/2010

Fim de Semana na Praia – Parte II : Chuva e Manacá.

O fim de semana na praia (a de areia) prometia. Fez sol na sexta e no sábado (apesar da opinião contrária da previsão do tempo. Incrível como esses caras erram, né não?)

Aí, acordamos no domingo, pensando em como faríamos pra fugir um pouco do sol abrasador.  Ledo engano: o domingo amanheceu chuvoso! (pra variar, ao contrário da previsão do tempo) e ficamos na cama tramando os planos.

Enquanto o sol surgia timidamente, já estávamos preparados pra voltar ao nosso restaurante preferido em todo o litoral: o Manacá.

Ele fica em Camburizinho e o Edinho Engel (chef/proprietário)  capricha na comida e no ambiente pra que você se sinta viajando mesmo. ( lembra daquela máxima  Riqniana que diz que comer num restaurante é o me mo que fazer uma pequena viagem?)

Só a chegada já vale a pena: jacas te esperam (nos pés, óbvio) no estacionamento.

Que, por sinal, é inusitado: afinal de contas, em qual restaurante você deixa o seu carro estacionado, entra numa van e vai até um ambiente legitimamente asiático-praiano?
Jardins suspensos, palafitas, vegetação exuberante, decoração fantástica. E ainda por cima, a comida é soberba!!

Começamos com o couvert que aliado ao clima/ambiente, te faz sonhar.

Abobrinhas à escabeche, ricota com pesto de salsinha, creme de camembert. Tudo isto com pãezinhos frescos e quentinhos.

Duas taças dum vinho branco chileno e estávamos prontos pra fazer os pedidos.

Antes disso, mais uma bela “curtida” no lugar e aproveitamos pra conversar e ouvir uma trilha sonora ao fundo de muito bom gosto. Dá vontade de ficar um tempão por lá.

O Edinho sempre manda uma saladinha pra você apreciar o verde em todos os sentidos.

Agora, sim. Vamos aos pedidos: a Dé foi de Peixe Caiçara, uma garoupa levinha com pirão de pimentão, coentro e banana da terra além do arroz de côco. Fantástico.

Eu, o Mr Camarão (literalmente), abusei do crustáceo mais uma vez. Eles vieram flambados, acompanhados de cuscus marroquino e molho de gengibre. Leves, delicados e saborosos.

Curtimos bastante os sabores e toda vez que vamos lá, fazemos a mesma indagação: como é que foi que o Edinho teve a idéia de fazer um belo restaurante justamente naquele lugar?

Num arroubo gastronômico, ainda pedimos uma sobremesa: a Mousse Cítrica com molho de limão siciliano e renda de amêndoa. Manaquense, ou seja, ótima!

Cafezinho, bolinho e …

… finito! Viagem terminada; passagem de volta pelos jardins suspensos; van até o estacionamento; automóvel e volta pra Juquehy, que por sinal é bem pertinho de lá.

Ah! Ainda deu tempo de comprarmos duas belas cambadas de galinhas-do-mangue pra garantir o jantar de segunda.

Crise? Que crise?

Abs salgados, doces e marinhos!

.

dcpv : fim de semana na praia – parte I – juquehy, badauê e gulero

vamos a la playa!
15 a 18/01/10

Fim de semana na praia: Parte I – Juquehy, Badauê e Gulero.

É, desta vez fomos à praia mesmo.

Aquela que tem areia, mar, cadeiras, gente pra caramba, sol. Ou seja, fomos pro litoral.

Mais precisamente pra Juquehy (litoral norte paulista). Mais precisamente ainda, pra Pousada chez Louise et Louis.

Que é muito bem localizada (super pé-na-areia), charmosa, com um bom atendimento, mas que fica a dever em algumas coisinhas.

É incrível como os donos dos negócios não tem olho clínico (ou visão) pra perceber que eles tem uma mina de ouro nas mãos e devem olhar pra todos os cantos com mais capricho. Esta pousada seria perfeita se alguém tivesse feito uma decoração mais adequada; uma boa ergonomia; se tivesse serviços mais legais e até a própria infra-estrutura melhorada  (o estacionamento é horroroso).
Se precisar de uma ajudinha, estamos por aqui!

E esta região, o litoral Norte de SP, também é muito boa, gastronomicamente falando (vide a Pannacota que comemos no Framboesa).

Iniciamos a nossa expedição, jantando na sexta a noite no Badauê, em Juquehy mesmo e pertíssimo do hotel. Lugar badalado, bem bicho-grilo e com uma comida muito boa.

  

A Dé pediu algumas robattas  (de abobrinha, queijo de coalho e frango) e…

 

… eu, um espaguete com camarões que estava excelente.

No outro dia, no sábado (e com um tremendo sol apesar das Josélias Pegorins da vida insistirem que ia chover demais) fomos jantar no Gulero (também em Juquehy, mas no Centro) após passarmos o dia todo na praia a base de guloseimas (de sorvetes Rochinha a biscoitos de polvilho de Caçapava).

O lugar é lindo. Uma casona antiga cheia de bonitos detalhes decorativos.

E a comida não ficou atrás. Também era excelente.

A Dé pediu um espaguete com camarão e rúcula (buoníssimo) …

.. e eu, uma Moqueca de Lagostim. Muito boa e com um caldinho que casava muito bem com o arroz branco.

Finalizou um grande dia duma maneira melhor ainda. Muito sol, muita areia, muito calor!

Ou seja, nem tudo foi tão perfeito assim!
 Quando é que vão inventar uma praia com ar condicionado, sem areia, com pouco sol e água doce? Se bem que tem gente que se diverte muito com estas condições climáticas. 

Cá pra nós, nós também!! rsrs

PS – Continuamos este passeio com uma grande visita ao grande Manacá do simpático Edinho Engel. Aguarde o próximo post.

 

.

dcpv – 10 entre 10 brasileiros preferem feijão

número 242
12/01/10

10 entre 10 Brasileiros preferem feijão.

Se tem uma série de livros de culinária que eu gosto é a Aromas e Sabores da Boa Lembrança.

São interessantes, muito bem escritos, com receitas de chefes de estabelecimentos participantes da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança e informativos ao extremo.

Já foram publicados alguns (Berinjela, Tomate, Porco, Batata), entre eles, este, o sobre o Feijão do qual tirei todo a idéia do menu desta noite.

Afinal de contas, não é qualquer ingrediente que consegue ser uma presença tão frequente na mesa de uma população inteira.
Dê um passo a frente, quem nunca vibrou ao experimentar um feijão carioquinha fresquinho acompanhado de arroz, bife e batata frita?  Ou uma bela feijoada com direito a caldinho que só o pretinho produz?

Segundo o próprio livro, o feijão “ é um alimento generoso. Enriquece a terra onde é plantado, alimenta de maneira quase completa, inibe o aparecimento de câncer e doenças cardíacas, ajuda a baixar o colesterol e o nível do açúcar no sangue, combate a anemia. Útil até na fabricação de cosméticos, prescinde de fertilizantes (ó a ecologia, gente!), exige poucos cuidados, é economicamente atraente: um punhado de grãos alimenta uma família ao preço mais barato do mercado“.

Com tudo isso e mais algumas curiosidades que contarei já, já; vamos à noite afeijoada do DCPV.

Isto mesmo, um menu completo só com receitas contendo feijão: branco, vermelho e carioca, que se chama assim pelo seu formato parecer com as ondas do calçadão de Copacabana. Sabia desta?

Bebidinha – Pra acompanhar qualquer feijão, uma boa caipirinha de limão. Com um leve toque de sal nas bordas!

Entrada – Sopa de Pedra e Safari de feijões

Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois joga-se fora o que boiar…”
                    
João Cabral de Melo Neto

Sopa de Pedra? Esta estava na minha lista. Mesmo porque, todo mundo diz que nós comemos até pedras. Chegou a hora de provar!

Esta receita é do Antiquarius. Cozinhe 400 de feijão vermelho e uma orelha de porco (320g) na água e sal por 2,5 hs.
Leve ao fogo, em outra panela, um pouco de azeite, uma cebola picada, 2 dentes de alho picados e 1 tomate picado e sem pele. Acrescente o feijão com toda a água do cozimento e a orelha de porco cozida e picada.

Uma pedra em cada prato …

…e a sopa em volta.

Voilá! Uma deliciosa, densa e gelatinosa sopa de pedras.

Já o Safari de Feijões é quase uma lasanha.
Monte num refratário, camadas de feijão carioca cozido, drenado e refogado numa frigideira. Sobre ela, rodelas de tomates temperados com sal, pimenta e queijo cheddar ralado.

Repita a operação 3 vezes e asse por 25 minutos a 180ºC. É uma delícia total com o feijão ficando ao dente e ligado através do queijo e tomate derretidos.

Acompanhamos esta sinfonia, com um espumante Rosé Contarini quer foi “leguminoso, rososo, espumoso” segundo os Joões, os do pé-de-feijão.

Principal – Espaguete com Creme de Feijão.

” (…) Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão.”
                           
Vinícius de Moraes

Teoricamente, seria uma heresia. Misturar macarrão com feijão?

E vou falar uma coisa: ficou um espetáculo! Esta foi a opinião unânime (inclusive do Déo, que escapou do jubilamento).
Só o creme de feijão já é dos deuses (a Dé incorporou imediatamente no nosso cardápio): cozinhe 500 g de feijão carioca em 2 litros de caldo de carne (o legítimo). Reserve 200 g dos grãos de feijão.

Bata o restante do feijão no liquidificador (inclua o caldo). Frite 200 g de bacon picado. Aproveite a gordura e refogue uma cebola e 6 dentes de alho cortados finos. Acrescentes os grãos de feijão reservados. Frite mais um pouco e coloque o feijão batido. Tempere.

Enquanto isso, cozinhe o espaguete.

Monte os pratos com o espaguete no centro  e coloque o molho de feijões sobre ele.

Na verdade, é uma heresia não ajoelhar pra comer este prato!! rsrs

Aproveitamos a sugestão do próprio livro e tomamos um vinho tinto Cruse 6em Génération 2006 Bordeaux que foi “ruajavarisoso, juventoso, bordeauxnoso” segundo os flatulentos, nós mesmos!

Sobremesa – Purê Doce de Feijão Branco

“Mulher, você vai gostar
Tou levando os amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem 
Salta a cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão”
         Francisco Buarque de Holanda

Esta receita é do Emmanuel Bassoleil. E do tempo do Roanne (suspiros. O Roanne era bom demais!)
Um tremendo purê de feijão branco cozido com cravo, canela e fava de baunilha, misturado a um outro de batata-doce e  um caramelo.

Servido com  uma bola de sorvete de creme.

É quase um marrom-glacê suave e bem cremoso. Muito bom!

Leia a opinião dos reis da bolsinha de cereais:

Feijão tem gosto de festa. Que noite perfumada! (Edu)
Feijão maravilha e maravilhoso. (Mingão)
Feijão com macarrão! Soberbo! (Déo)

Resumão da noite: tudo perfeito com um gosto bem brasileiro e ao mesmo tempo, muito contemporâneo.  Feijão utilizado duma maneira delicada e com um resultado de primeiríssima.

PS – Como alguém deve pensar/perguntar, não sentimos nenhum dos efeitos colaterais devido ao fato de ingerirmos toda esta quantidade de feijão. rsrs

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