Arquivo para 30 de março de 2010

dcpv – da cachaça pro vinho – jour neuf – paris e o quarteirão latino

frio? vinho
12/02/10

dcpv – Paris e o Quarteirão Latino.

Desta vez o frio veio pra ficar. 3 graus negativos com sensação (pra nós, tupiniquins) de -10º C. Ou -20ºC. Ou -30ºC…

Mesmo assim, estávamos em Paris. Então, vamos flanar. Quase congelados, mas vamos.

Iniciamos o dia  tomando um belo e lauto café da manhã no apê.

Tínhamos um compromisso oficial: levar a Re até a escola de francês e ao mesmo tempo conhecer o namorado dela, o Hugo. Namorado e escola aprovados (e a Re indo pra Londres com a turma dela passar o final de semana), só nos restou aproveitar a nossa cidade.

Pegamos o metrô (prepare-se pra usá-lo frequentemente quando não estiver a pé) e fomos andar.

Passamos pela famosa livraria Shakespeare and Company e…

… tivemos belas e diferentes vistas de Notre Dame.

Belíssimas!

Paramos pra dar uma abastecida no restaurante franco-marroquino Degrés de Notre Dame, …

…onde, além de nos escondermos do frio e comermos bem, ainda tomamos um belo vinho tinto marroquino.

A comida? Um magret de pato com molho de mel e mostarda pra mim …

… e um cuscus de legumes com mergués (esta vai pra pra Elissa, pra Fabrícia e pro Mohamed) e frango. Note que bela apresentação já que o caldo com os legumes são servidos separados.

 

Experimente! O lugar é bastante típico.

Subimos pro Quartier Latin, um lugar bacana com uma arquitetura diferenciada e várias lojas especializadas.

Em gorros (você precisará de um), em gibis…

… em rugbi, em meias e meias-calças (segundo a Dé, você precisará de várias).
Continuamos o nosso tour, passando pela  Sorbonne (onde dizem que o FHC deu aula. Alguém assistiu?)…

… e pelo Pantheon.

Terminamos na rue Mouffetard que é bem bonitinha e com muitas lojas e restaurantes.

Como o frio se intensificou, resolvemos voltar de metrô. E já que era no caminho(perto do Jardim de Luxembourg) , passamos pela doceria do Sadaharu Aoki, um patisseur japonês que anda fazendo furor por aqui.

Confesso que compramos alguns doces e chocolates dele que eram bonitos, mas não foram os que mais nos agradaram. Gosto pessoal, eu sei!

Voltamos pro apê, tomamos banho e fizemos uma das coisas que mais nos deram prazer nesta viagem (e olha que foram tantas): escolher o restaurante pra jantar pela “cara” que ele tinha.

Passávamos na frente e achávamos legal; pronto, era esse o lugar.
Desta vez foi o restaurante
 le colimaçon, escolhido pela Dé muito mais pra fugir do frio e porque era pertíssimo.
E esta escolha foi acertada pois o jantar foi memorável. Vou tentar descrever da melhor maneira possível já que esquecemos a máquina e não tiramos fotos. A experiência foi bem francesa.
Entramos e não tínhamos feito reserva (era sexta a noite). O lugar é aconchegante e pequeno. Exatamente, 20 lugares.
Não tinha nenhuma mesa vaga, mas eles fizeram uma coisa bastante comum por aqui: nos colocaram numa mesa onde já estavam 5 pessoas. Sentamos e ficamos olhando a fauna. Literalmente,  já que o Marais é um bairro extremamente alternativo. Só nos éramos não-franceses.
E a comida foi um espetáculo: tomamos um vin rouge Sancerre e como não estávamos com muita fome, dividimos uma entrada e um prato principal. Confesso que todos os franceses ao nosso lado (nestes restaurantes pequenos, as mesas são coladas uma as outras e as vezes você tem a impressão que os vizinhos vão participar da sua conversa) se escandalizaram com o nosso pedido. Petit, pensavam eles!! rs
Que foi totalmente acertado já que os pratos são bem grandes. A entrada chegou e era uma MilleFoglie de Tomate com legumes crocantes. Totalmente delicioso com os franceses estranhando o prato no meio da nossa mesa e sendo aproveitado por nós dois.
Mais um tempinho de conversa e chega o principal: uma Galette com molho thai, gengibre e afins.  Mais uma delícia que, apesar da surpresa (não imaginávamos que Galette fosse um peixe!! rsrs), foi devida e totalmente degustada por nós.
É incrível como este pequenos restaurantes são interessantes. É claro que os Robuchons, Ducasses e Savoys da vida são bons, mas o que surpreende é a quantidade de locais pequenos não divulgados pela grande mídia que oferecem uma grande experiência gastronômica
E tudo isto com uma estrutura enxutíssima. Dificilmente se vê mais do que 3 pessoas trabalhando em cada um deles (incluindo a cozinha!).
Enfim, um bom conselho e indicação gastronômica pra quem vem a Paris é: escolha com os olhos e o coração e depois verá se acertou ou não. Simples, né?

E tudo isso, apesar do frio, torna Paris uma cidade cada vez mais quente!

Au revoir.

.


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