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dcpv – da cachaça pro vinho – jour douze – andando, flanando, andando e flanando de onibus em paris

levitandô?
15/02/10

dcpv – Andando, flanando, andando e flanando de onibus em Paris.

Penúltimo dia na nossa cidade. O frio perdura, mas a presença, ainda que minúscula, do sol dá uma acalentada à caminhada.

Resolvemos passar novamente pela Île Saint-Louis,  que fica a uns 4 quarteirões do apê incluindo o Sena.

Visitamos e compramos algumas coisinhas utilíssimas e interessantes na Pylones (apesar do mundo de japoneses por lá) e na Eva Baz’Art.

Também nos interessamos por objetos “fundamentais” nas nossas vidas: um sapato composto de duas torres Eiffel, uma usada como salto e outra como a parte da frente dele  e uma boneca parisiense na Au Soixante 

… além de flores lindas no Patrick Allain, o fleuriste .

A ilha é super sossegada e com uma cara daquelas cidades bem bonitinhas do interior (como Ferraz de Vasconcelos ).

Atravessamos o Sena e fomos bater pernas na região do Louvre.

Passamos pela Place Vendôme com as suas lojas de grifes,…

… compramos perfumes personalizados na Frederic Malle  (leia sobre esta nossa experiência diferentona lá no Conexão Paris) ,…

… e pelo Palais Royal com os seus pilares preto e branco aguardando uma laje que nunca aparece.

Pausa pro almoço e com vista pra Pirâmide do Louvre.

Foi no Café Marly, um lugar um tanto quanto afrescalhado, mas com uma comida excelente.

Como entrada, dividimos um Gateau de Tomates e Queijo de Cabra

… e bebemos um ótimo rosé Chateau Minuty.

A Dé pediu um Penne com molho levemente apimentado com uns manjericões extremamente perfumados e …

… eu, umas Costeletas de Cordeiro acompanhadas de vagens cozidas em especiarias.
Todos os pratos estavam muito bons e esta carne foi a melhor que comi até agora.

Além de que olhar pela janela e ver a Pirâmide do Louvre torna qualquer comida inesquecível!

Continuamos, passando pro outro lado do Rio (como diria Jorge Drexler) e melhor ainda, tendo a belíssima visão da Ponte Neuf.

Subimos a rua de Senne, que é bem bacana, …

… e cheia de galerias. Um lugar bacana pra flanar.
Chegamos ao número 89 onde o Pierre Marcolini faz a sua arte de chocolatier transbordar.

Lá é tudo muito bonito e saboroso. O conceito de joalheria gastronômica certamente aplica-se a ele.

E a Dé gostou tanto que queria levar este sapato, mesmo que fosse um pé só.

Andando mais um pouquinho, no número 76, está o Gérard Mulot que tem uma belíssima boulangerie onde, diz-se, se vende a melhor eclair de caramelo de toda Paris.
Não comemos porque tinha acabado! Uma pena.

Mas comemos uns docinhos. E tem mais, o próprio Gerard nos serviu.

Voltamos rapidinho pro apê só pra pegar a Re (tinha acabado de chegar de Londres) e fomos fazer um passeio cultural de primeira: andar de onibus turístico pra ver Paris iluminada..

E foi legal demais. Ficar no segundo andar do ônibus (é claro que ele é fechado) e passar por todos os grandes monumentos de Paris devidamente iluminados é um programaço.

Vimos a Ópera, a Place Vendôme (novamente), …

…, a pirâmide do Louvre, …

… a Place de la Concorde, o onipresente Sena , …

… a movimentação da Champs Elysée, todo o entorno  …

… e a estrela da noite.

Se ela, a Tour Eiffel, já é imponente de dia, imagine ao anoitecer, toda iluminada e assumindo que o céu de Paris é todo seu.
Emocionante e espetacular. Ainda mais quando se passa por, praticamente, debaixo dela.
É, flanamos de onibus!

Depois deste espetáculo, só nos restou comer uma coisinha no McDo (apesar de Dé não ser muito a favor) …

… e ir pro apê arrumar as coisas.

Amanhã é o último dia na nossa cidade. Mas ainda iremos seguir os passos de Amelie em Montmartre.
Programa de “mulherzinha” (segundo a Emília e o Arnaldo) que o homenzinho, euzinho, vai dizer se gostou?

Ah! A mulherzinha, a Dé, também já que a outra mulherzinha,a Re  já escreveu sobre e adorou.

Até e au revoir.

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dcpv – da cachaça pro vinho – chou – um sonho de restaurante

sonho? de creme?
03/04/10

dcpv – Chou – Um sonho de restaurante

Eu acho que sonhei que fomos conhecer o restaurante Chou (fala-se Xú ). Ele fica numa casa bem bacana em Pinheiros (rua Mateus Grou, 345 – tel 30836998) e a chef/proprietária  Gabriela Barretto tem como princípio oferecer uma comida gostosa, com grandes ingredientes e o melhor de tudo, sem aquela preocupação tão “mala” de saudabilidade. Sabor é o lema!
Ah! Ela própria explica que Chou quer dizer repolho em francês, mas também é uma maneira carinhosa de chamar as crianças, já que eles contam aos enfants que os bebês nascem dentro de um repolho. Daí mon chou, monpetit chou, mon chou chou”.

E pra dar um upgrade no sonho, encontramos novamente a Luciana e o Mike, o esposo dela (lembram do blind date no Le Marais?).
Perceba que por ser um sonho, as fotos dos pratos estão  um tanto quanto desfocadas e escuras, mas mesmo assim dá pra ter uma noção de tudo o que experimentamos por lá.

Chegamos as 21:00 hs (aceitam reservas e melhor, ligam pra você pra confirmá-la) e a Luciana e o Mike já estavam lá.
Conversamos muito (eles são demais) e resolvemos fazer o que a própria Gabriela indica: aproveitar e pedir o máximo possível de mezzés, isto é, entradinhas .
Escolhemos  quiabo tostado na chapa, com amendoim, limão tahiti e azeite de gergelim (sabe aquela conversa de nem parece quiabo!); abóbora cabochan assada, doce e cremosa, com gergelim negro e folhas de coentro (verdadeiramente deliciosa),…

queijo chevrottin derretido na chapa com mel de engenho e uvas crimson (uma combinação muito interessante) e a famosa mandioca grelhada no carvão, sal grosso marinho e orégano fresco. Uma maravilha macia por dentro e tostada por fora.
Todas estas entradas nos fizeram realmente pensar que só poderíamos estar nos braços de Morfeu.

Acompanhamos tudo com um Chardonnay Catena Zapata. O elixir pra continuarmos nos beliscando.
O divertimento prosseguiu (falamos, sorrimos, comemos bem) e partimos pros pratos principais.
A Lu pediu polvo na brasa com páprica espanhola e limão siciliano, ligeiramente picante.

A Dé um pilaf de cereais crocantes com tomatinhos queimados, ervilha torta, queijo cottage, cogumelos e hortelã fresca  .

O Mike um steak de cordeiro, saboroso e tenro, grelhado com salmorigano.

E eu, umas costeletas de porco, tenras e suculentas, com tomilho limão.

Todas estas descrições dos pratos estão como no menu  (que é bem poético) e eles são assados na grelha à lenha.
O  Polvo é muito diferente (eu que sou presidente da associação dos polvólogos anônimos aprovei o estilo do octopussy. Macio por dentro e extremamente crocante por fora)
Já o Cordeiro é super macio e dá pra imaginar o quanto era saboroso, ainda mais acompanhado por batatinhas novas amassadas na chapa com manteiga, dill e laban.
A  Costelinha  mais parecia um toucinho light (isto existe?) e ainda inventei ao pedir o saboroso risoni cremoso com hortelã fresca e pecans. Uma delícia.
E todo mundo achou o Pilaf bastante aromático, inclusive a comedora oficial de matos, a Dé.
Deu pra perceber que neste sonho, continuamos com o espírito das mezzés: experimentamos os pratos de todos. Acho que esta é justamente a ideia da comida da Gabriela: ecumenismo!!

Pra continuar com a possibilidade do sonho prosseguir na nossa cama (em suas respectivas casas!), tomamos um tinto toscano (não marquei o nome), sabiamente escolhido pelo Mike.
E já que estávamos contando carneirinhos, faltava o conforto da sobremesa. Fizemos no esquema 2 x 1 x 4.
Duas
sobremesas iguais com 4 colheres.  Optamos pelo Arroz  tres leches: arroz doce cremosíssimo com raspas de laranja, baunilha e uma colherada de doce de leite, bem gorda.

Tudo muito bom o que torna o Chou um lugar excelente pra ir namorar, conversar, com amigos, sozinho e qualquer outra combinação que você quiser.

E no nosso caso, nem pensamos em pedir café. Vai que acordássemos e percebêssemos que era tudo um sonho mesmo!

Até.

PS – Ufa! Consegui escrever este post inteiro sem fazer o tão esperado trocadilho: o Chou é um show!! 🙂

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dcpv – da cachaça pro vinho – jour onze – dia monumental em paris (e sem ver nenhum monumento)

rechechê!
14/02/10

dcpv – Jour onze – Dia monumental em Paris (e sem ver nenhum monumento)

Começamos o dia ouvindo Coeur de Pirate (uma excelente descoberta musical da Re).

E resolvi fazer uma coisa que quero há um bom tempo: tirar um day-off na própria viagem. É claro que a Dé concordou!

Ou seja, não fazer nenhum lerê e nada de programação pré-definida.

Somente andar pelo nosso bairro, o Marais e descobrir o que ele tem de bom.

Nem café da manhã tomamos, pois os suprimentos praticamente tinham acabado e resolvemos dar uma diminuída na quantidade de calorias ingeridas diariamente.

Fomos descobrir cantos e ângulos diferentes.

Praças, …

… o Musée Carnavalet, que por sinal  não entramos, em pleno Carnaval ….

… mais praças e recantos. Uns mais bonitos do que os outros.

Fizemos compras slow (sabe aquelas que você não programa e só compra o que achou legal) e ainda comemos aquele que elegemos (desculpem os críticos de plantão) o melhor doce de Paris: o millefoglie do Lenôtre.

É maravilhoso, além de que a loja/joalheria dele deixa qualquer Ladurée, Hermé e Aoki no chinelo. Ou melhor, no Louboutin!

Pra melhorar as coisas (se é que poderiam), resolvemos almoçar novamente no Léon de Bruxelles. No da Bastille.

Isto mesmo: moulles et frites de novo .

Simplesmente muito bom e me desculpem mais uma vez os puristas, uma comida inesquecível. Como toda de Paris deve ser.

Voltamos ao apê pra descarregar as compras e percebemos pelas lojas do caminho (opa, mais uma comprinha!) o porque do Marais ser tão popular.

Passeamos mais um pouco, chegando bem pertinho do Beauborg, o Pompidou onde vimos um arremedo de Carnaval com um montão de mini-pseudos-escolas de samba desfilando (?!) pra gringo ver e na volta, demos mais uma passada pela nossa queridinha.

Voltamos ao apê e nos arrumamos prum jantar de gala já que era o Valentine`s Day. Dia de comemorar o nosso namoro!

Reservamos num restaurante do bairro (estávamos naquela de prestigiar o “nosso” comércio), o Vins des Pyrenées.

Que por sinal era bem bonitinho, familiar e com um montão de velhinhos.
Mais uma vez achamos que éramos os únicos não-franceses de lá, ao lado da família de italianos (que bellos!) que estava ao nosso lado.

Comida honestíssima e muito boa. Repare no detalhe do menu queimado por cigarro!

Um penne com frango ao curry pra Dé e um Magret de Canard (provisoriamente virei patólogo) com molho de mostarda e mel pra mim, além dum Bordeaux pra nós.

Coroou este dia monumental em que não vimos nenhum monumento a não ser a nossa vizinha maravilhosa, a Place des Vogues com todos os seus belos ângulos.

E fica aqui um conselho: não vá muito atrás de dicas de lugares pra comer em Paris, pois lá você encontra de tudo e especialmente, a maioria dos estabelecimentos primam por oferecer comidas simples, muito bem feitas e saborosas.

Escolha os do seu bairro e vá experimentado aqueles com que simpatizou.
Pela primeira vez fizemos isso e certamente ficamos satisfeitíssimos.

Au revoir.

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dcpv – da cachaça pro vinho – maníacos pelo maní

mani… pulador
21/03/10

dcpv – Maníacos pelo Maní.

Somos maníacos pelo Maní. Toda vez que pensamos em ir comer fora, um de nós (eu ou a Dé) diz: vamos ao Maní?

E ultimamente fomos pouquíssimas vezes porque na maioria delas, só conseguimos chegar até a porta, pois a fila e a espera nos impediam.

Desta vez, não! Iríamos nos encontrar com os nossos amigos, a Emília e o Arnaldo e surpresa: descobri que eles agora fazem reservas.

Reservei e marquei pras 13:30 hs. Era certeza de altos papos e altas comidas!

Chegamos primeiro e fomos nos acomodando junto ao famoso couvert com o biscoitão de polvilho e as pastas de coalhada seca e queijo de cabra com pimenta rosa, além da manteiga salgadinha e cremosa.

Emília e o Arnaldo chegaram logo depois e iniciamos realmente o estudo do cardápio, além de fazermos um breve relato sobre as nossas últimas viagens (Paris e Marrocos). Com direito a presente e tudo o mais.

Todo mundo  estava com fome e sabendo da fama de excelentes cozinheiros da Helena Rizzo e do Daniel Redondo, analisamos o menu como quem vê o seu roteiro final de viagem (vocês me entendem, né?)

A Emília pediu como entrada Tartar de Vieiras que contém leite de amendoim aerado e caramelo de amendoim. Belo prato.

Arnaldo foi de Feijoada esferificada com carpaccio de pé de porco. Um prato bonito e tão bom, mas tão bom que ele comeu rapidinho!

Como todo mundo (no caso, eu) queria mais, fomos obrigados a pedir mais uma.

A Dé pediu um quadro. Uma salada Waldorf formada por gelatina de maçã com sorbet de aipo, nozes caramelizadas e emulsão de gorgonzola.

E ou não é uma verdadeira obra de arte?

Eu fui de Ovo Perfecto. Ele é cozido por 2.5 horas a 63ºC (que precisão!) e servido com emulsão de pupunha. Resumo da obra e como diria o Arnaldo: um bom mingauzinho de ovo.

Tudo acompanhado pelo belo espumante rosé italiano Martelozzo que o gentil sommelier Felipe nos indicou. E acertou!

Ah! Também nos oferecemos (nós merecemos! rs) um bonus: bombons de foie gras cobertos por uma película de vinho do Porto e um pedacinho de goiabada como recheio. Esta vale a descrição do ato de comê-lo: você o coloca na boca e sente um leve gosto do foie. Dá uma bela mastigada e percebe a goiabada e sua doçura. De repente, se pergunta: onde está o foie? Para onde foi?

E aí, ele reaparece no retrogosto, como o bis tão esperado num show do cantor que você mais gosta que contém aquela música! Um verdadeiro espetáculo!

Papo vai, papo vem e resolvemos pedir os principais.
Emília foi de Atum levemente grelhado com quinua, chutney de amoras, espuma de gengibre e shissô. Comeu tudinho!

Arnaldo escolheu um Arroz negro com lulas extremamente cremoso. Acho que ele gostou. (esqueci de perguntar, mas ele também comeu tudinho!)

A Dé foi de Peixe com terrine de batatas, cebolas, tomates cereja e vinagrete de alho e alecrim. Lindo e muito bom.

Eu pedi um Rosbife com crosta de Lapsang Souchang com um purezâo que me parecia de quirera (ô pessoal do Maní, vamos atualizar o site ou responder a e-mails?)
Carne macia e com o acompanhamento mostrando a que veio, apesar não lembrar exatamente o que continha.

Tomamos vinhos branco e tinto vindos diretamente do Atacama, Chile. Seria esta fato uma pista pruma próxima viagem? Pra continuar o nosso tour “maneiro”, sobremesas.
Emília experimentou o famoso Café Padoca. Creme de leite, sorvete de doce de leite, gelatina de café e lascas de pão com manteiga. Ou seja, um Café de Padoca mesmo!

Já o Arnaldo foi de Arroz  de leite. Ele gostou bastante e achou que continha algum tipo de macarrão. Obs : o dedão é dele!

A Dé pediu uma Espuma de Nutella com sorvete de gengibre e calda de mixirica. Ela achou gostoso, mas muito grande!

Eu, que não gosto de açaí, pedi justamente o Açaí já que tinha lido/visto a descrição lá no Que bicho me mordeu. Se todo açaí for assim, pode contar comigo.

Cafés pedidos/tomados, mais um pouquinho duma boa prosa, outro tanto sobre planos futuros e nos despedimos debaixo de chuva e sol.

E com a certeza de que o Maní caminha, cada vez mais a passos largos pra se tornar um lugar onde se come muito bem e melhor, com divertimento certo.
Tudo é muito divertido por lá.

Tá na cara que na próxima vez que sairmos pra comer, nós todos (acredito que os quatro, já que a Emília e o Arnaldo adoraram) falaremos: Vamos no Maní?

Ciao.

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dcpv – da cachaça pro vinho – sudbrackeando na viagem

RS? Sintomático
09/04/10

Sudbrackeando na Viagem

Só mesmo o Riq, o Ricardo Freire, comandante do site/portal Viaje na Viagem pra conseguir reunir mais de 70 tripulantes aficionados por viagem num mesmo lugar e vindos dos mais diferentes estados e até países (Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos, inclusos!).

Foi o que aconteceu neste final de semana (09 a 11/04/10) e imaginem onde?

No Rio de Janeiro, com a perspectiva de chuvas durante todo o período (perspectivas infundadas. Ai,ai. Josélia Pegorim) e pior, com todo o background da verdadeira tempestade que caiu no começo da semana.

Dentro da programação (bolada pela grande Majô) estava incluído um jantar no RS, o famoso restaurante da não menos famosa Roberta Sudbrack.

Foram 22 adesões com reservas em mesas de 12, 6 e 4 lugares que na hora do jantar acabaram se tornando um mesão, o famoso transatlântico (você saberá o porquê, logo, logo).

Todo mundo conhece a Roberta, mas não custa nada frisar mais uma vez que ela é uma das grandes chefs do Brasil e que ultimamente tem se notabilizado por estudar ingredientes a fundo (maxixe, chuchu, quiabo, banana, mangarito, etc) e extrair deles o máximo que eles podem oferecer, sem deixar de mostrar todo o seu sabor.

Ela também é uma tremenda twitteira (@sudbrack) e aproveita esta ferramenta como um verdadeiro meio de comunicação (coisa que eu não consigo!).

### enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Seguuura peão… vai abrir a mesa gigante do @riqfreire! Deus nos acuda! 9:03 PM Apr 9th via dabr
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Com todo esse palco montado, era a hora de sentarmos e aproveitarmos o que a SudEquipe nos mandaria.

Um pãozinho bem fresco e crocante iniciou os trabalhos.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Tô me sentindo chefiando um transatlântico c/ o @riqfreire e sua turma aqui! 9:46 PM Apr 9th via dabr
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Conversamos muito (na verdade, tudo se parecia com um daquelas reuniões daqueles grupos de pessoas que moram na Itália rs) e degustando um amuse espetacular; uma polentinha com foie gras. Crocante por fora e extremamente macia por dentro, além do foie que dispensa comentários.

Demos (eu, a Dé e a Re) bastante sorte, pois ficamos justamente ao lado da cozinha e com a possibilidade de acompanharmos todo a movimentação dela. Parecia um balé e as vezes, um centro cirúrgico, tamanha a quantidade de especialistas.

E foi muito bom, pois observamos que as Gourgéres que nos foram servidas, …

… também foram oferecidas aos santos padroeiros da Roberta, além dos pãezinhos e morangos.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Chegou a comanda da mesa do @riqfreire… saindo a terrine de campagne façon RS! 9:16 PM Apr 9th via dabr
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Uma Terrine de campanha foi anexado ao couvert dos ConVnVencionais.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Tenho vontade de chorar… RT @riqfreire: 20 tripulantes do Viaje na Viagem no RS da @RobertaSudbrack http://twitpic.com/1eepwv 9:35 PM Apr 9th via Echofon Retweeted by RobertaSudbrack
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Logo após várias fotos (incrível como este pessoal viajante tem mania de fotografar!) e infinitas conversas, foi-nos oferecido uma marca registrada do RSlagostim envolto em lâminas de chuchu com leite de amendoim.

Incrível como o chuchu fica crocante, tanto no formato de lâminas como, especialmente, quando frito.
Ah, a Roberta apresenta alternativas pra quem não gosta de algum ingrediente. Neste caso, o lagostim foi substituído por peixe ou salada.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Atenção! Operação de guerra… vou convocar o @leojaime pra soltar a mesa do @riqfreire! 10:31 PM Apr 9th via dabr
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A ConVnVenção Rio 2010 estava bombando com todo mundo animado e trocando várias informações, quando foi avistado um personagem dentro da cozinha: Léo Jaime.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Que dia! RT @riqfreire: É o Leo Jaime na cozinha da @RobertaSudbrack! 10:28 PM Apr 9th via dabr
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Ele mesmo e comendo (que novidade)!

Como foi a Roberta que convocou o grande astro, ele não se fez de rogado e trabalhou bastante (ô) já que ajudou a montar os Ravioli de Galinha Caipira com Quiabo Crostillant, que por sinal estavam saborosos e, digamos, bastante “galinhosos”.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Sai a costela de 32 hrs para a mesa do @riqfreire! 11:11 PM Apr 9th via dabr
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Conversas e mais fotos rolaram até que foi anunciada a atração da noite: Costela Assada em “baixíssima temperatura” (por 32 horas) e acompanhadas por Chantilly de Batatas (pode chamar de purê que ele vem! rs).

Um prato muito saboroso e que provocou um fenômeno na noite: silêncio absoluto na mesa! (já que todos estavam de boca cheia, exceto a Dé que recusou-se a comer a carne, mesmo que fosse essa!)

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Queijo canastra com broa de milho RS para a mesa do @riqfreire! 11:36 PM Apr 9th via TwitPic
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Preparativos pra sobremesa fizeram com que todos os presentes aproveitassem pra confirmar os planos pra próxima manhã.
Nós estávamos ao lado da grande Majô e portanto, tivemos acesso a informações privilegiadas. rs
Enquanto isso limpávamos o palato com Queijo Canastra e Broa de Milho.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
Vamos bomboloniar? Cozinha inteira na função de preparar os milhões de bombolonis na hr pra mesa do mestre @riqfreire! 11:43 PM Apr 9th via dabr
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Sobremesa na mesa, os Bomboloni de Leite Maltado, que são donuts furados no centro, recheados de creme e acompanhados dum creme inglês ralo feito, inclusive, com fava de baunilha. Excelente!

Foram praticamente 4 horas de puro divertimento.  Gastronômico e social.

Tudo perfeito e que tornou a noite e a experiência sudbrackeana memorável.

###enquanto isso, diretamente do twitter#####################
@riqfreire obrigada você por essa energia contagiante… foi demais
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Ah! É claro que a Roberta Sudbrack mereceu a grande condecoração da Boia e colocou, com garbo, o grande pin comemorativo da ConVnVenção Mundial Rio 2010 que lhe foi oferecido pelo próprio comandante, o Riq.

Todo congresso sempre tem um evento oficial de inauguração. Podemos considerar este jantar como sendo este marco e que na verdade, serviu pra congraçar todos os “malucos” presentes (uma pena que alguns não puderam ir) que adoram viajar e conhecer novos mundos.

Parodiando o nosso grande guru, o Riq, que certa vez, naquele magnífico livro Viaje na Viagem, escreveu:

” Viajar é uma grande refeição. Comer num restaurante é uma pequena viagem” .

Pois bem: nós, os viajantes, viajamos e bem nesta noite com o nosso encontro e a Roberta.

Até a próxima ConVnVenção.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 26º Inter Blogs – Luciana e o Cafezinho das Cinco no dcpv

número 250
06/04/10

dcpv – 26º Inter Blogs – Luciana e o Cafezinho das Cinco no DCPV

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* “A culinária é a mais nobre das artes; objetiva, concreta, jamais abstrata, a que está ligada a vida e a saúde humana.”(Cora Coralina)
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Este interblogs (quer saber o que é?) não deu trabalho algum.
Combinamos (eu e a Luciana) há mais de um ano, mais precisamente desde jan/09 e após uns dois e-mails (aceito!; como funciona?; posso indicar receitas italianas?) voltou a hibernar.

Mandei um e-mail  no início de março e estranhei porque não obtive resposta.
Dei um pulo no Cafezinho das Cinco  (o blog dela) e vi que o último post era de setembro/09 com o sugestivo título: Estou mudando!

Já estava quase adiando quando a Luciana acabou entrando em contato, perguntando se ainda daria tempo de participar?
E aí entrou em ação a praticidade dela. Me enviou rapidamente algumas receitas da mais tradiciomal cucina italialiana.
Imagine se não faríamos; justo a culinária italiana que tanto adoramos.

Daí pra frente, o menu se transformou rapidamente num temático onde teríamos funghi em todos os pratos (exceto a sobremesa, óbvio!)

Luciana escolheu receitas italianas da gema com o princípio básico delas: simplicidade com a utilização de grandes ingredientes.

Vamos então ao 26º interblogs e consequente 26º capítulo do livro que editaremos ao completarmos os primeiros 50 (tá chegando a hora!).
Salute!

1 – Antipasti
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* “Cozinhar não é serviço, meu neto, disse ela. Cozinhar é um modo de amar os outros.” (Mia Couto)
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i – Capelli de Funghi al Ferri

A palavra capelle sugere uma oração, né não? Pois prepare-se pra orar e de joelhos.
Esta receita simples (como toda a “vero” gastronomia italiana) é arrebatadora.

Luciana já escreveu assim: lave os funghi e enxugue com papel toalha. Passe molho pronto de alho na parte inferior …

regue com azeite uma grelha quente e grelhe os funghi.

Sirva quente, salpicando salsinha.

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* “Quando nós bebemos café, as idéias marcham como um exército.” (Honoré de Balzac)
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ii – Torradas Aromáticas

Este é o acompanhamento que a Luciana indicou pros Funghi. Mais simples, impossível.

Bata manga num mix fazendo um purê. Misture mostarda de Dijon.

Passe este creme em torradas de pão italiano.
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“O diálogo à mesa é importante como aquilo que se come. Por isso, sejamos mágicos, comendo e falando com elegância”. (Patricia Perez  e Josp Ribas)
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iii – Torre de Crostini e Mel

Esta receita estava na lista da Luciana, mas não constava do menu. Como sou fã da combinação mel+pimenta rosa, não tive como não fazer.

Simples montagem de uma camada de presunto cru, …

… outra de queijo brie e rúcula …

… sobre uma fatia de torrada de pão italiano com azeite.

Repita a operação, finalize regando com mel e polvilhando pimenta rosa.

Este conjunto (Capelli+Torrada+Torre) forma, certamente, uma das melhores entradas de todos os tempos do dcpv.

Ousaria dizer (se não me falhar a memória, rs) que é a melhor!

Se não fôssemos tão fominhas, certamente pararíamos por aqui, ainda mais tomando um vinho branco da casa, o Pinot Grigio Sta Margherita 2008 que disse, “io sono “aroeira, clássico, vice-versa, italiano”.

 2 – Primi Piatti
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* “A culinária e a poesia são irmãs”. (Eça de Queiróz)
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Mais uma receita  clássica. A Luciana caprichou.
Este Tagliatelle Courmayer é uma delas e merecia o que a Dé fez: uma massa caseira.

Macarrão feito em casa com carinho e capricho com uma daquelas receitas básicas.

E pro molho, simplesmente salteei os funghi numa frigideira com um fio de azeite e alho espremido.

Acrescentei vinho branco, deixando evaporar e temperando com sal e pimenta do reino. Reservei.

Numa outra panela, coloquei açafrão num fio de azeite e adicionei o creme de leite e o tagliatelli cozido.

Prontíssimo. Ainda mais com um legítimo Parmeggiano Reggiano ralado.

Prato leve, sutil e confortável. Isto sim é uma comfort food!!

3 – Secondo Piatto
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“A simplicidade é o mais difícil dos temperos”. (Claude Troisgros)
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Já estávamos satisfeitos. Estávamos?
Ainda não já que a Luciana nos mandou uma carne com cogumelos.

Escalopes de Filé Mignon com Mix de Cogumelos e Molho de Mostarda. Finos escalopes fritos ligeiramente em azeite quente e reservados.

Salteie cogumelos variados na mesma frigideira até murcharem. Tempere-os com sal e reserve.

Ainda na mesma frigideira, coloque mostarda de Dijon em grãos, caldo de galinha (il vero) e creme de leite fresco até formarem um molho bem cremoso.

Para o acompanhamento, purê de batatas comum …

… e Doce de Tomates Verdes.

Este é um verdadeiro filme cult feito em Cinecitá. Tomates verdes, sem pele e sementes, cortados em fatias.
Levados ao fogo com açúcar e deixados cozinhar até o ponto de geleia (a Luciana indicou não colocar água).

Mais um belíssimo prato com contrastes interessantes: o doce do tomate com o molho de mostarda; as fibras da carne com a maciez do purê. E os onipresentes cogumelos.

Perfeito!

Assim como o Brunello de Montalcino 2003 Poggio Alle Mura Banfi, vindo diretamente da Toscana. O achamos “geleia, cremonese, angelical, soberbo”.

Mais um pra categoria perfeito.

4 – Dolci
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* – Depois de uma refeição, pode perdoar-se a todos, até mesmo aos parentes”. (Oscar Wilde)
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Gelato di Mora. Oba, sorvete!
Como fazer?

Basta bater 4 gemas com 60g de açúcar até formar um creme claro. Misturar o creme com a geleia de amora.

Junte 1 colher de chá de essência de baunilha a 600 ml de creme de leite e bata até obter chantilly não muito firme. Adicione o creme ao chantilly e leve ao freezer.
Pra fazer a calda, é só misturar 200 g de geleia de amora, 1 xícara de chá de água e levar ao fogo.

Pra servir, é colocar a calda sobre o sorvete.

Sabe aqueles sorvetes cremosos de máquina e que eram vendidos nos bares? É igualzinho!
Olha, foi um tremendo jantar, um jantar de gala e engalanado dentro da simplicidade das receitas.
Gratíssimo, Luciana, por toda a presteza em resolver tudo pela simpatia e bom humor.

Nós só podemos dizer que adoramos tudo. A Dé já incorporou ao nosso menu daqui de casa todas as receitas que você enviou, inclusive as não executadas nesta noite.


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* “Somos nós que, ao cozinhar, transformamos os alimentos? Pretensão besta: são as comidas que, enquanto cozinham, vão transformando o dia de quem está ali ao seu redor. Comê-las é só o epílogo”. (Nina Horta)
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Leia os comentários dos Ninos:
Comida di raice! Ingredientes excelentes formam a bella cucina italiana! Faltou o cafezinho! (Edu)

Nel blu dipinto di blu! Maravilhoso. (Mingão)

Veramente specialle. (Déo)
Ah! Estava esquecendo das nossas já famosas flores virtuais. Aqui estão e espero que você, Luciana, goste!

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* “A melhor roda de amigos está onde a bebida é honesta, as doses são generosas, os petiscos são maravilhosos, os banheiros são impecáveis, tem uma música que você adora, não precisa dar gorjeta, não tem hora de fechar, o desconto é de 100% para os amigos e a descontração é total. Sua casa”. (Jaguar)
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* – Todas as frases incluídas neste post (e que estão em vermelho) estão na página incial do Cafezinho das Cinco.

PS – O próximo IB, o de abril, será com a Nana do excelente  Manga com Pimenta que nos mostrará um menu do tempo das vovós e surpreendente. Aguarde!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – jour dix – la petit covnvention na laje do palais de tokyo

convnvention em parri?
13/02/10

dcpv – La petit ConVnVention na “laje”  do Palais de Tokyo.

Esta foi pra ficar na e pra história.
Eu e a Dé marcamos com a Marcie e o Ciro pra fazermos uma mini ConVnvenção em Paris já que, coincidentemente, estaríamos por lá no mesmo período.

A princípio, iríamos numa bela brasserie. Acontece que após batalhar por muitos dias no computador e com a ajuda prestimosa da minha querida Amelie, a Re; conseguimos uma reserva pra almoçar no restaurante Nomiya, na cobertura do Palais de Tokyo que além de ser o Museu de Arte Moderna de Paris, tem uma das melhores vistas da cidade e da torre Eiffel.
Esta dica me foi dada pela Lina no excelente blog Conexão Paris (inclusive, ela gentilmente publicou uma parte deste post por lá).

Note que o  pseudo-restaurante é uma caixa de vidro onde são servidas somente 12 pessoas (daí a dificuldade da reserva. Se você estiver indo pra lá e quiser aprender a “manha”, me pede que eu ensino! rsrs) e só pelo conjunto vista/ambiente já valeria a pena.

Junto com o papo maravilhoso da Marcie e do Ciro, o almoço foi potencializado.
E engraçado também, já que chegamos as 12:30 hs e ficamos quase meia hora pra descobrir onde seria o tal evento que faz parte do Art Home Electrolux.
Rodamos pra cá e pra lá (e a Marcie com o tornozelo em recuperação e inchado) quando descobri que o ponto de encontro era bem na entrada do prédio onde se encontrava uma bela maquete de todo o projeto (e por onde já tínhamos passado algumas vezes! rs)

Subimos através duma escada um tanto quanto acabada (seria que eu tinha colocado a Marcie e o Ciro numa, literalmente, fria), …

… passamos por um jardim que deveria estar muito bonito no verão e …

… chegamos ao topo do prédio.

Tudo muito frio, mas proporcionalmente lindo. Continuo refletindo sobre como Paris consegue ser tão bonita com este tempo feio?

Fomos escolhendo rapidamente os lugares e, por sorte, pegamos os melhores. Ficamos na ponta da mesa com toda Paris a nossos pés (e olhos!).

Nos serviram um Champagne Chandon (nunca esta classificação foi utilizada tão corretamente) ,…

… tiramos várias fotos do lugar e …

… o serviço começou com um amuse bouche de foie gras, rabanete e flor de sal.

E veja o tamanho da criança!

Nos sentamos, degustamos um copo dum belo Bordeaux

… e um creminho amanteigado, aveludado e quentinho (mais um amuse) caiu como uma luva com o tempo reinante.

A entrada foi um Steack Tartare meio que desconstruído, pois tinha a famosa carne crua cortada na ponta da faca e temperada com bastante cebola, mas o chef tropicalizou um pouco colocando erva-doce e abacaxi.
A Dé nem olhou pra não perder o apetite; a Marcie idem. Eu e o Ciro comemos tudinho.

Neste momento, mais ou menos uma hora depois do começo, já tínhamos conversado bastante e chamando a atenção de todos a ponto de perguntarem qual seria a nossa língua!? (e como fazem esta pergunta por aqui!).
Além de tudo, fica um registro. Nossos vizinhos mais próximos, um casal de franceses comeram mais tudinho do que eu e o Ciro juntos.

O prato principal foi peixe. Menos pra Marcie que disse que não gostava e o chef prontamente atendeu ao pedido dela substituindo-o por canard, que segundo ela estava muito bom. Afinal de contas, estávamos em Paris!

E o nosso peixe (não me perguntem qual era) com crosta de ervas e coco e escoltado por purês coloridos estava um primor.

Anda mais com esta decoração yin/yang sensacional. Se bem que sensacional mesmo foi todo o conjunto da obra, Chablis incluso.

Conversa vai, conversa vem e a sobremesa veio. Um tiramisu com peras em calda e a nossa quase tarde em Paris estaria completa.

Note que esta foto do nosso grupo, a Marcie, o Ciro, a Dé, eu e a Torre foi o marco da nossa petit ConVnVention (pra quem não sabe, as ConVnVenções são encontros dos tripulantes do site Viaje na Viagem  do comandante Ricardo Freire, o Riq ).

Merci, Marcie e Ciro pela companhia, pela simpatia e pela bom humor.
Até o próximo encontro na big ConVnVenção carioca em abril. E que começará na grande Roberta Sudbrack.

Haja chuchu, maxixe, banana e conversas bacanas e interessantes.
Ah! Pra não perder o pique, ainda fomos dar uma passeada pelo nosso bairro, o Marais e acabamos vendo o entardecer em plena Place des Vogues.

Pra terminar o grande sábado, cidra…

… e crepes, em mais um lugarzinho perto do apê.

Ô vidão!

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dcpv – da cachaça pro vinho – você sabe o que é raw food?

apressado come cru?
20/03/10

dcvp – Você sabe o que é raw food? 

Raw food é comida crua. Comida crua? Isto mesmo, comida crua.
O tema é instigante e diferentão.

Me lembro dum restaurante, o Deloonix, que tentou fazer este tipo de cozinha aqui em SP (fomos duas vezes por influências “débísticas” e até que não foi ruim), mas quebrou rapidamente (ficava no lugar onde hoje é o Ají).

E seria o assunto de uma aula na Escola Wilma Kövesi.
Quando recebi o e-mail informando, conversei com a Dé (ela topou na hora) e fiz a reserva.
Lá íamos nós descobrir os segredos da raw food.

Os pilares da cozinha crua são: alimentação saudável, sem a quebra de enzimas através do uso de, no máximo, 42ºC e utilização de produtos orgânicos. Processadores, liquidificadores e desidratador de alimentos são os equipamentos usados na sua prática.
A aula seria comandada pela Kristin Slaby, uma especialista neste tipo de alimentação.

 

Chegamos lá e a sala estava lotada. Era uma turma muito interessante com, inclusive, a presença de grandes cozinheiras tais como a Neka e a Ana.
Conhecemos inicialmente o princípio holístico da raw food:  foco na alimentação do corpo através de um alimento saudável assim como o bem estar físico, mental, emocional e espiritual da pessoa como um todo; cuidados com o meio ambiente; com a própria pessoa e com quem vive ao seu redor.

Tomamos um smoothie de manga, banana, couve e hortelã logo de cara.

Um ingrediente de cada e misturados num liquidificador potente com bastante gelo. Uma vitamina pra despertar o paladar, segundo a Kristin.

Continuamos com um patê de cogumelos e pinoli. Tudo absolutamente raw.
Cogumelos (Shimeji, Paris, Portobello e Porcini seco), água da hidratação deste, suco de limão, shoyu, missô, alho, cebola, tomilho, sal e pimenta.

Tudo processado, gelado e servido com torradinhas crocantes. Muito bom e excelente pra se fazer em qualquer festa.

É raw, mas não é insosso!!

Mais um prato (a aula foi no horário do almoço), as Cenouras Marinadas com azeitonas marroquinas.
Cenouras cortadas finamente numa mandolina e temperadas com sucos de limão e laranja, azeite e sal.

Misture bem este molho com as mãos pois ele cozinhará as cenouras. Acrescente pinoli, passas brancas, agave, coentro, azeitonas picadas, cominho em grão, pimentas do reino e caiena e sal marinho.
Pronto! É um acompanhamento raw pra qualquer prato não-raw!! Foi o que a Dé mais gostou.

Kristin também nos ensinou a fazer uma receita básica, que é como se fosse o caldo da raw food: o leite de castanha de caju. Demolhe uma xícara de castanha de caju crua, coe a castanha e coloque num liquificador com 2 e 1/2 xícaras de água mineral e bata até obter um textura lisa.
Passe por um pano bem fino e reserve em geladeira pra outros usos.

Como no Bisque de Azedinha e Espinafre.
Mais uma delícia líquida (extremamente bem temperada). Uma “processada” de  2 xícaras de folhas de espinafre baby, 1 xícara de folhas de azedinha, 3 colheres de sopa de missô, 1 colher de sopa de ciboulette, 1 colher de cebolinha, 1 dente de alho picado, 2 colheres de sopa de suco de limão, sal e pimenta do reino além de 2 xícaras do caldo da raw food, o leite de castanhas de caju.

Enfim, chegou a hora da macarronada!

Fios de abobrinha surgidos através duma traquitana, que segundo a Neka, é vendida na Liberdade (vamos checar!).

Acompanhados de um belíssimo molho de tomates (eles picados sem sementes, tomates secos ao sol, pimentão vermelho, suco de limão, shoyu, azeite, alho, cebola, manjericão, orégano, tâmara, azeitonas verdes, pimenta e sal). Do jeito que um bom advogado faria, ou seja, processado. rs
E de um pesto (manjericão, suco de limão, azeite, óleo de linhaça, missô, alho, sal e pinoli).

Kristin disse que  os molhos deveriam ser servidos separadamente. Mas a Betty Köwesi, ao ajudar a servir, acabou misturando-os e criou uma degustação com os dois que transformaram o pseudo-macarrão numa bela “Pasta da Nona”!

E pra finalizar a esbórnia crua, uma torta de chocolate e frutas.
A massa foi feita de tâmaras, amêndoas, nozes, óleo de coco …

… e cacau em pó.

Espalhada numa forma, preenchida por uma mousse (avocados, cacau em pó, agave e baunilha) e cobertas por frutas cortadas (manga e kiwi) e folhas de hortelã.

Foi o prato menos entusiasmante da aula em termos de sabor. Seria pela absoluta falta de doçura? Ou pela quantidade de comida crua ingerida durante o restante da aula? rs.

É isto. Com a utilização de ingredientes bons, crus, de procedência e um bom processador; você consegue se introduzir no mundo da raw food. Os benefícios?

Segundo eles, você se sentirá fisicamente mais leve após e entre as refeições; degustará os alimentos mais deliciosos, ricos, doces, substanciosos e naturais do planeta; terá enorme prazer em ver a mudança do seu corpo e tez; você terá maior clareza mental; sua energia aumentará enormemente, tanto física, mental como espiritualmente.
Ficou interessado?

Até a próxima.

PS – A primeira promessa foi cumprida integralmente. Ficamos (literalmente) muito mais leves após esta refeição. rsrs

.    

 

 

  

dcpv – da cachaça pro vinho – corpinho e menu de pera

tanajura???
número 245 – 16/03/10

dcpv – Corpinho e menu de pera.

É pela delicadeza do sabor, da textura e do aroma que a pera se destaca no universo das frutas. E empresta todas essas qualidades a receitas doces e salgadas.”
Não sei por você, mas eu tenho certeza que jamais escolheria a pera como sendo a minha fruta preferida.

E por isto mesmo, achei muito interessante a proposta de transformar a pera na estrela da noite.
É isto mesmo! Um menu completo com a utilização dela como ingrediente principal.

Antes de mais nada vamos a algumas explicações: “a pera é um pseudofruto, ou seja, um pomo formado pela polpa em torno do receptáculo da flor, assim como a maçã“.
E mais, ela ocupa o terceiro lugar entre as frutas mais cultivadas do mundo (atrás da uva e da maçã). Gregos e romanos são referência na disseminação dessa fruta – o poeta clássico Homero já a chamou de “presente dos deuses“.

Todos estes dados foram tirados do encarte CLAUDIA Comida & Bebida(fev/10), que pra variar, teve criação e produção da Fabiana Badra Eid. Ela ainda vai criar um menu pra nós.

Vamos então ao menu perístico do dcpv.

Bebidinha –

O Déo inventou um Mojito de lima da Pérsia com o devido hortelã e H2O.

Como diria a minha vó Fiorina: bem mezza boca!

“Para saber se a fruta é boa para o consumo, os produtores indicam o teste do polegar: uma leve pressão na base do  cabinho… Se a polpa ceder lentamente, está boa. Se afundar, não compre!”.

Entradas – Bruschetta de Sardinha em Escabeche com Salada de Peras e Folhas.

Bruschetta de Sardinha? Em escabeche?
Pois é. Não tem nada a ver com o menu, mas a minha querida sogra, a D. Vera, fez uma tremenda sardinha em escabeche com bastante azeite, tomate e cebola.

E ela estava com uma cara tão boa que resolvi incrementá-la fazendo um tremenda bruschetta.

Pão italiano (passei alho nele) chapeado com a cobertura de sardinha, muito azeite, Flor de Sal e foi o sucesso da noite.
O Mingão disse (óbvio) que foi a melhor sardinha que ele comeu na vida dele. O Déo repetiu inúmeras vezes.  E estava boa  demais mesmo.

Acompanhei a sardinha com uma bela salada de verdes e peras.

E nesta receita, a tal doçura da pera é acentuada.
Coloquei belas folhas de radicchio, alface romana e fatias de peras com limão numa saladeira. Juntei endívias também.

Fiz um molho com azeite, suco de limão, mostarda Dijon, sal e pimenta. Reguei com o molho e servi com a bruschetta da D. Vera (opa!).
Espetacular com o doce da pera contrabalançando com a exuberância da sardinha.

A Fabiana que me perdoe, mas distorci todo o princípio da receita dela. Como dizem que o que vale é o resultado, estou perdoado!

Tomamos um espumante Salton Brut que disse “que sardinha!”. Mentira, nós o achamos “orgulho, príncipe dos espumantes, ronnievonesco, angeleso“.

“Mergulhe os pedaços de pera em água gelada com limão. O frescor é mantido até o momento de saboreá-la.”

Principal – Costeleta de Porco com Chutney de Pera

Levante a mão quem não gosta de uma costeleta de porco bem dourada? Até a Dé (que não é exatamente uma carnívora) gosta.

Comprei umas bem bonitas no sex shop e deixei marinando em suco de limão, alecrim, sal e pimenta.
Levei ao fogo médio 1 cebola roxa picada, 2 peras firmes cortadas em cubos com a casca, 80 ml de vinagre de vinho tinto, 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo e cozinhei, mexendo até engrossar ligeiramente e a fruta ficar bem macia.

Enquanto isso, fritei  as costeletas até ficarem douradas, adicionei água e cozinhei até ficarem macias.
Aí foi só servir a carne com o chutney e acompanhar com vagem cozida no vapor e temperada com sal e azeite.

Aqui vale aquela dica que diz pra cozinhá-las no vapor e interromper o cozimento, mergulhando-as em água com gelo.
Neste caso, a doçura do chutney harmonizou com o alecrim da costeleta e deixou a vagem mais gostosa ainda.

Bom demais!

Não precisa nem dizer que não sobrou nadinha!!

Ainda mais tomando um vinho tinto Ramos Pinto Collection D’Ouro 2006 que foi “ameixa, ameixinha, pintoso, rominho”, segundo os bundudos.

“O ideal é comprar a pera bem firme, mas não dura demais e deixar amadurecer em temperatura ambiente antes de levá-la à geladeira.”

Sobremesa – Pera assada com mel e vinho

Esta receita é uma variação daquela francesa.
Leve ao fogo médio, 200 ml de mel, sucos e cascas de 1 laranja e 1 limão, 1/4 de xícara de vinho branco seco por 8 minutos ou até engrossar ligeiramente.

Arrume 2 peras cortadas pela metade numa assadeira. Regue com a calda e leve ao forno (200 C) por 20 minutos ou até ficarem macias.

Deixe amornar e sirva com pistaches.

Achei boa, mas não deliciosa. Na verdade, tinha um pouco do gosto daqueles xaropes pra tosse que a minha mãe fazia.

Leia a opinião dos maníacos:

Tudo doce, salgado, temperado … e assardinhado! (Edu)
Le poire is the best. Je t’aime. (Mingão)
Trés delicieux! Vive le poire. (Déo)

São vários os tipos de peras: a Portuguesa, a miniPortuguesa, a Packhams, a Bosc, a Comice,  a D’anjou, a Red Anjou, a Bautlett, a Winter Nelis e a Concorde.

Todas elas são saborosas, de várias nacionalidades (Portugal, USA, Itália, Argentina, Chile e Austrália) e podem ser encontradas/consumidas durante o ano inteiro.

Portanto, vamos lá!

Até.

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