Arquivo de maio \28\UTC 2010

dcpv – taí a thai!

uma “glande” idéia
número 251

Taí a thai!

Ganhei um livro do Mingão há uns dois anos e no meu aniversário. É claro que era um livro de culinária.
Ou melhor, “culinália”.
Ele se intitula “Cozinha Tailandesa, uma selecção de mais de 100 receitas essenciais” e é uma daquelas excelentes publicações com fotos boas e pratos mais do que deliciosos.

O único pequeno senão é que ele é em português. E de Portugal! Viu, Ameixa!

É um tal de “sumo”, “caril” e “filetes” pra cá. Outro tal de “alourados”, “deite” e “lume” pra lá. Não deixa de ser bastante engraçado já que as nossas línguas só aparentam ser iguais.

De qualquer maneira, a cozinha thai aqui em casa é quase igual a a um belo coringa na mão: quebra qualquer galho. E ainda tem a vantagem de utilizar o nam pla como ingrediente obrigatório. O nam pla merece uma explicação: é um molho de peixe e é considerado o sal da Tailândia além de ter um odor muito forte, mas ao mesmo tempo é muito saboroso.

Como o próprio livro cita “a cozinha  thai tornou-se bastante popular nos últimos anos e por uma boa razão – é saudável, é fácil de preparar e cozinhar e é muito distinta nos seus ingredientes e sabores“.

Concordo. E tanto que fiz mais uma noite só com pratos tailandeses.

Todo mundo (inclusive a Dé) gritou: ôoooooba!! Noite thai!!

Bebidinhas – “Caipilinha” de Limão

Acho que estava boa (não bebi. Não estava muito bom do estômago).

Entrada – Fritos de milho e Salada de camarão e papaia.

Estes fritos são, na verdade, quase uns bolinhos/crepes .

Pra fazer a massa deles é só misturar cebolinhas-verdes picadas, milho em lata, pimenta dedo-de-moça, alho, ovos, nam pla e amido de milho.
Frite em colheradas.

Faça um molho com pimenta, tomates pelados, óleo de amendoim, cebola picada, pasta de curry vermelha e coentro. Refogue tudo, exceto o coentro que é acrescentado ao final.

Já a salada é facílima de fazer e proporcionalmente saborosa. Corte uma papaia em fatias finas.

Cozinhe o camarão no vapor.

Faça mais um  molho. Desta vez com cebolinhas verdes, pimenta dedo-de-moça, nam pla, óleo de amendoim e açúcar mascavo.

Monte numa cumbuquinha (veja que bonita que a Dé escolheu) com uma salada de verdes, cubra com as  fatias de papaia, os camarões e regue com o molho.

Eis mais uma daquelas entradas inesquecíveis.

Ainda mais acompanhada por um belo espumante Salton Charmat (pra quem não sabe, neste caso a segunda fermentação é feita em tonéis de aço em vez de ser nas garrafas) que foi “buinha, Sal-Ton, meu bem, que frescor” segundo os namplólogos.

Principal – Carne picante com caril de manjericão.

Este é um prato que podemos chamar legitimamente de thai.Veja se não é?
Leite de coco fervido com curry vermelho e dentes de alho esmagados.

Adicione cubos de carne junto com folhas de lima kaffir, suco de limão , nam pla, pimenta dedo-de-moça, cúrcuma e sal.

Deixe ferver até que a carne fique tenra (se ficar muito seco, adicione água).

Junte manjericão fresco, coentro, tempere e polvilhe com lâminas de côco assado.

Servi com arroz basmati (o preferido daqui de casa!).

Simplesmente delicioso e o molho que se forma (denso, doce, saboroso) é um espetáculo.

Tomamos um tinto (pra desmistificar), um Casa de Ilana 2006 Ribeira de Jucan Espanha que foi “sem buinha, bom palceilo, casa do eduardo, discreto” segundo os “descontlaidos”.

Sobremesa – Pudim de Arroz Picante

Na verdade é um arroz doce feito com leite de coco, leite, açúcar, pimenta da Jamaica e manteiga.
Pra dar um toque, polvilhe canela.

E o especial deste prato é o gosto amadeirado (quase que o de um lustra móveis, apesar de eu nunca ter experimentadodo!) que a pimenta dá.

Eis a opinião dos bangcokienses (bangcokianos?)s:

A Tailândia é aqui! Em Ferraz de Vasconcelos (Edu)
Thay`s pensando o que? Zen, flying (Déo)
I love thay. (Mingão)

Copiando explicitamente o livro “cada refeição tailandesa é um evento relaxante e social. Divirta-se”.

Ô, se nos divertimos. E numa sociedade relaxada! rs

Mãk !

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28º Inter Blogs – Brincando de Chef no DCPV

número 255
18/05/10

28º Inter Blogs – Brincando de Chef no DCPV

Eu sei que eu sempre falo isso. Que este IB (quer saber o que é?) foi muito diferente.
E é sempre verdade. Mas desta vez foi mais verdade ainda.

Veja se eu não tenho razão? Tudo começou com este -email  de 26/01/09:

Olá Edu! Tudo bom?
Nós pensamos em indicar um menu, mas ficamos muito agradecidos e felizes se pudermos participar do jantar!
Eu e o Fernando conversamos e pensamos em um jantar com tema praiano, de repente algo relacionado com o Caribe ou o Havaí.

Continuamos conversando (por e-mail):

Pode anunciar a produção para maio de 2010. Mas até lá, que tal combinarmos algo? Pode ser uma pizza ou algum lugar citado no Brincando de Chef que vocês tenham se interessado e querem conhecer (como o Feira Moderna, na Vila Madalena)…

Passou um ano e meio, entrei em contato pra conversarmos sobre o menu e se eles queriam mesmo vir aqui na sede principal do DCPV. Eles me responderam:

Tudo certo!
Sim, continuamos mantendo a idéia do menu praiano e gostaríamos de usar frutas em todas as composições, especialmente o abacaxi.
Pensamos em alguns pratos, mas ainda não definimos nada. Queremos te passar todas as receitas até o final deste mês para você avaliar e tirar as dúvidas.
Seria ótimo marcarmos algo antes, vamos combinar, pode ser o 
 Mocotó!

Pronto! Daí pra frente a coisa deslanchou e foi rapidamente.  Fomos realmente ao Mocotó (por sinal e novamente, muito bom) onde eles nos mostraram as receitas além de nos presentearem com aventais mais do que personalizados.

E marcamos pra fazer o menu Hula-Hula (apesar de não ser tão havaiano assim) na terça, 18/05/10, às 21:00hs com a presença deles, Débora e Fernando ao vivo e em cores!! E que cores!

Veja se a mesa que a Dé (a minha!) bolou pra noite com direito a colheita de   folhas das nossas palmeiras particulares não ficou bonita?

Vamos lá, então, ao 28º Inter Blogs e consequente 28º capítulo do livro que será publicado, o Brincando de Chef no DCPV.

Aloha!

Drink – Blue Hawaian

Pra fazer a receita pra uma pessoa basta liquidificar 2 doses de suco de abacaxi, 1 de rum branco, 1 de curaçao blue, 1 de leite de coco e gelo picado. Foi o Mingão que fez!

As Déboras enfeitaram com cereja, abacaxi, guarda-chuvinhas e muito capricho.

Vai ser colorido e gostoso lá em casa!! 

Entrada – Ahi Poke

Quase que não fiz a receita original. Não conseguia achar um atum de qualidade.

Aí entrou em ação o dublê de motorista/caçador de coisas impossíveis, o Carlão e ele me descolou o tal numa peixaria em Guaianases (?!). Veja  esta belezura:

Era o ingrediente que faltava pra fazer a seguinte receita:  pique  1/2 cebola, 1/2 xícara de cebolinha, 1 dente de alho e o atum.

Coloque tudo num recipiente e junte um pouco de gengibre ralado,  pimenta calabresa ,  óleo de gergelim (este dá um toque especial),  gergelim, o shoyu e misture tudo muito bem.

Montei  em belos pratos que ficaram mais ainda com a presença de calêndulas.

Que prato! Que tempero! Todos nos sentimos na Big Island com sarongues e fazendo um luau. Débora e Fernando, inclusos!

Como todo bom luau, bebemos à vontade. Um Salton Charmat pra não perder o costume  (ô pessoal da Salton, vê se manda uns brindes pra nós!! rs) e um vinho branco Doña Paula Sauvignon Blanc 2008  Argentina que nos disse em bom e alto havaiano: ” picante, 50, magic, refrescante, leve e camaleão, cítrico”.

Repare que a quantidade de opiniões emitidas revelava os correspondentes confrades presentes.

Principal – Camarões ao rum sobre cama de laranja e abacaxi.

Pra manter a média quanto aos ingredientes, também tive um pequeno probleminha.

Só que neste caso, totalmente benéfico ao resultado final. Em vez de camarões, usei umas lagostas tão grandes e especiais que pareciam havaianas mesmo.

E melhorou mais ainda quando perguntei a Débora e Fernando se tinha alguma problema trocar os camarões por lagosta (grato, D. Vera, minha querida sogrinha que nos presenteou com elas)  e eles responderam : a receita original é com lagosta!

Portanto, marinei as “lobsters” por uma hora numa mistura de suco de limão, pimenta Tabasco, rum, cominho em pó e uma pitada de sal e pimenta do reino.

Salteei rodelas de abacaxi e de laranjas descascadas  em manteiga derretida.

As Déboras tiraram um montão de fotos. 

Fiz um molho, acrescentando azeite à frigideira que foi usada pras frutas e fritando dentes de alho picados e a salsa. Juntei mais manteiga, amendoim picado fino, pimenta branca em pó e sal.

Aproveitei a casca da lagosta pra melhorar o visual do prato, mas interessante, ela se transformou num recipiente que aqueceu bastante o crustáceo.

Tudo muito bom com uma apresentação agradável e melhor, com o caldo das frutas se fundindo ao molho e a marinada da lagosta. Eis o resultado final:

Tomamos mais um branco, o sul-africano (olha a Copa aí!!) Nederburg Sauvignon Blanc 2009 que se mostrou “sem buinha, 100 a 0 em 5 seg, carlos bronco dinossauro, brut, made in jundiaí, never more” segundo nós todos, ou seja, era bem fraquinho!!!

Sobremesa – Sorbet de papaia com carpacio de frutas.

Estávamos todos a esta hora, cantando a “Patativa”, quando comecei a fazer o que seria, provavelmente, a melhor e mais refrescante sobremesa que já provamos até hoje! O sorbet é cinematográfico. A Débora e Fernando não só acharam como repetiram o suficiente pra que acabasse tudo. Nós também!! rs

São 500 g de papaia descascada juntados a uma calda formada por 125 g de açúcar (usei o de Palma – by sex shop), 150 g de água fria e suco de um limão.

Coloquei na minha Ariete e deixei batendo. O sorvete fica cremoso e diferentaço!

Pra formar o carpacio, basta cortar finamente manga, morango, kiwi e abacaxi.

E faça um molho com 1/4 xícara de suco de abacaxi, 1/4 xícara de suco de laranja, 1 colher de chá de gengibre em pó, 1 colher de café de cravo em pó, 1 colher de chá  de amido de milho, 1 colher de sopa de açúcar e folhas de hortelã. Tudo isso fervido e resfriado.

Regue o carpacio com o molho, acompanhe com o sorbet e coma.
A felicidade baterá a sua porta!! 

Pra não perder o espírito da grande noite do Brincando de Chef, mais um vinhozinho. O Late Harvest Club dos Sommeliers que, apesar de toda a quantidade de vinhos ingerida, o achamos “mango, bolo de rolo, marrom glacê, dominesco, melzinho, equilibrado“.

Grandessíssima noite e pra coroar o ineditismo dela, tivemos a Dé acordada até o final (00:30 hs) e, pasmem, comendo a sobremesa! Acho que foi obra do Sindicato das Déboras.

Eis a opinião dos big riders, dos surfistas das grandes ondas:

Brincando de Chef? Gostando de tudo! (Edu)
O chef superou-se. (Dominesco)
Perfeitos! Convivas! Refeição. (Deo)
Comida perfeita! Sorbet inesquecível. (Débora)
Toda terça é assim? Quero voltar. (Fernando)

Bom pessoal, hora de agradecimentos. Thanks Débora e Fernando por indicarem um menu tão prático, objetivo, saboroso e, principalmente, pelo divertimento que foi gerado através dele.

Todo o processo foi um espetáculo: a vontade inicial de participar, a “reunião” no Mocotó, os brindes personalizados e finalmente, a presença de vocês aqui em casa.
E em mais um fato inédito, desta vez as flores não são virtuais já que a Débora as levou pra casa!

Este foi o e-mail que eles me mandaram um pouco antes desta grande noite!

“É o seguinte: nós gostamos muito de peixes e frutos do mar. Gostamos também de praia, calor e de consumir comidas leves (nem sempre, claro). Lendo os outros interblogs, não vimos nenhum com cardápio nessa linha, daí surgiu a idéia de fazer algo “tropical”. Chegamos até a pensar em sugerir apenas receitas hawaianas, mas percebemos que seria meio complicado.  No fim, chegamos a um drink e a uma entrada hawaianos e a outras receitas de outros lugares, mas relacionadas à idéia principal.   Acabamos definindo que, independentemente da origem das receitas, exploraríamos bastante as frutas. E nem o frio (provável) vai tirar a atmosfera tropical da noite da degustação.”   

E fica uma pergunta crucial: frio?

Aloha de novo!

PS – Aguardem o próximo IB: o Alessander do Cuecas na Cozinha participará por aqui e pra dizer a verdade, nem conversamos sobre o que iremos fazer. Xiii, lá vem mais um diferente!!

 

 

fasano II – o segundo café da manhã no rio e o champagne na terrazza

… continua lindo …
o9 a 11/04/1o

Fasano II – O segundo café da manhã no Rio e o Champagne na Terrazza

Continuando o post anterior …

Salmão, foie gras, arroz pipoca, caviar tapioca, magret, doces. Tudo o que se poderia esperar do Chef Claude Troisgros.

Nunca o nome dum menu, o Confiance foi tão perfeito.  

Ainda tomamos um legítimo Troisgros, o vinho tinto da família vindo diretamente de Roanne e formado somente por uvas Gamay.

A única coisa ruim foi a iluminação, que não nos permitiu tirar fotos decentes. Se bem que foi bom, pois certamente voltaremos no almoço pra celebrarmos as boas gastronomia e amizade, né Emília e Arnaldo. Marrrrravilha!

Terminamos a noite na Lapa, no Rio Scenarium onde todos os vnviajantes se confraternizaram novamente com direito a pins e banners.

Outra manhã e pra nossa surpresa, mais bonita ainda do que a anterior.

Mais uma bela olhada nos quartos.

Mais uma bela sonhada  na varanda e sentados numa confortável poltrona  Diz, do grande Sergio Rodrigues (viu, Mara! rs).

Mais um belo café da manhã na piscina.

Quase tudo foi repetido como na manhã de sábado. E tudo muito diferente apesar de parecer tão igual. Vocês me entendem, né?

Curtimos muito o café. A Dé não passa sem ele em qualquer situação.
Eu agradeci muito por isso, pois mais uma vez  o Rio nos brindou com um belíssimo desjejum.
E contemplativo!

Daí pra frente, tudo acelerou bastante.

Almoço com a Emília e o Arnaldo no Antiquarius da Barra…

… precedido de um tremendo city-tour (este, eu recomendo) …

… e com direito a conhecer a Terrazza…

.. com serviços de primeira (até parece um das mesas que a Dé monta lá em casa!), …

… e caminhada na floresta.

É, a vida foi muito dura por aqui.

Rapidez no translado (grato Affonso’s Tours), paisagens bacanas …

… e ponte aérea antecipada em 20 minutos.
Pronto! Tudo passou muito rapidamente e certamente (Dé e Re aprovaram), a família voltará pra degustar a cidade com a calma que ela merece!

Nos aguardem, mérrrrrmãos!!

Fomos! Mas voltaremos.

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fasano I- o primeiro café da manhã pra lá de especial no rio

… cheia, de encantos mil …
10/04/10

Fasano  I – O primeiro café da manhã pra lá de especial no Rio

Sabe o que é ficar mais de meio século sem ir a um lugar?

Pois foi o que aconteceu comigo! (Com a Re e com a Dé, o intervalo de tempo foi muito menor! rs)

E além de tudo, este lugar simplesmente era uma mancha irreparável no nosso currículo de viajantes. Um lugar tão lindo, tão próximo e no nosso caso, tão inalcançável.

Pois bem, por causa da ConVnVenção Mundial do VnV e especialmente pela capacidade de convencimento dos nossos queridos amigos cariocas, marcamos a nossa tão esperada  primeira visita à Cidade Maravilhosa.

Passaríamos um final de semana inteiro (9 a 11/04) por lá e escolhemos, com uma grande ajuda do Arnaldo e da Emília, a  hospedagem em alto estilo: em plena Ipanema e no hotel Fasano.

Chegamos tarde da noite de sexta devido a um grande engarrafamento (o Rio ainda sentia efeitos da temporal que caiu por lá). Ficamos quase duas horas “engarrafados”.

A expectativa (segundo a duvidosa previsão do tempo) era chuva em todo o final de semana.
E ela caiu nesta noite.

Vimos o hotel e os quartos muito rapidamente e fomos jantar na RS.

Só deu tempo de observar as poltronas de design que ficavam no hall dos quartos.

Acordamos no sábado com bastante sol (gracias) e a real possibilidade de curtir um pouco mais este hotel tão badalado.

Quartos (pra nós e pra Re) de frente pro mar que com a ressaca, estava esplendoroso.

Eles, os quartos, são bastantes espaçosos. O nosso era mais largo e o da Re, mais comprido.
Aqui fica uma dica:  se vai se hospedar por lá, cacife um quarto de frente pro mar. Eles são muito melhores  e maiores dos que os que não tem vista.

Ambos tinham as mesmas características: varandas com poltronas de madeira confortáveis  e que te proporcionam uma visão do mar tão impressionante que dá vontade de pegar uma prancha e pular com ela a partir da própria sacada (ah! se eu soubesse surfar).

Já a parte interna é bastante “philippestarckiana”. Espelhos em forma de gotas, …

… banheiros confortáveis e com fotos muito bonitas nas portas (o da Re tinha uma veneziana que quando aberta, se podia tomar banho vendo o mar!)…

… e o must: camas com vista panorâmica!!
Você abre janela e cortina, deita e tem uma visão de deixar qualquer um doido. Uma beleza.

Optamos por tomar café da manhã na piscina.

E que piscina!

Ela fica na cobertura e você tem um panorama  de toda Ipanema que te faz pensar em ficar ali o dia inteiro só contemplando a beleza do Morro 2 Irmãos, da Pedra da Gávea, do mar, da orla, enfim, do Rio!

Pedimos 2 cafés continentais (frutas, sucos, pães, geléias, etc).
Me diga se com uma paisagem dessas você também não chamaria a vida e a cidade de  maravilhosas?

Sabe quando tudo passa bem lentamente, quase em câmera lenta?

Era exatamente isso!

O dia foi corrido. Visita ao IML, ops, IMS com o pessoal do VnV, …

…  almoço no Forneria com  a mesma turma (por sinal, divertidíssimo. Grato, Majô) e jantar no Olympe, do grande Claude Troisgros.

Fomos com a Emília, o Arnaldo e mais uns amigos. Senhores, que comida!

Salmão, foie gras, arroz pipoca, caviar tapioca, magret, doces. Tudo o que se poderia esperar.

Pô, este post está enoooorme. Acho melhor continuar no sábado …

Até.

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gouté + piselli = trufa + piemonte

o Piemonte é logo ali.
6 maggio 2010

Gouté  + Piselli = Trufa +  Piemonte

Lá vou eu falar em viagens, ou melhor, no planejamento delas (de novo!).
É incrível como cada viagem realizada tem o poder de te induzir a ir prum lugar parecido com ele, mas, aparentemente nem tanto.

Tá complicado, né? Deixa eu explicar melhor: quando fomos pra Toscana, pensávamos, lá mesmo,  como seria bacana ir pro Piemonte. E dissemos: a nossa próxima viagem  no formato carro+hotel seria pra lá.

Passou o tempo (e vieram Miami e Paris) e resolvemos que iríamos pra Provence.

E do nada ou melhor, através dum e-mail da Gouté (a agência super-especializada da Tati e da Dani) fiquei sabendo que aconteceria um jantar no restaurante Piselli (por sinal, nunca tínhamos ido lá) com um chef italiano, o Bruno Cingolani, que faria pratos piemonteses e melhor ainda, com a farta utilização de trufas negras. Claro que as panelas seriam compartilhadas pelo Paulo Kotzent, o chef do Piselli.

Não tinha nem respondido e recebi um release (é, eu recebo alguns) sobre o evento.

Ele explicava que o Juscelino “Maravilhoso” Pereira, proprietário do Piselli, estava direcionando a comida do restaurante pro Piemonte. E pra isso, fechou uma parceria com o Bruno, do restaurante Dulcis Vitis, localizado em Alba, a meca das trufas.

Este jantar também marcaria o lançamento da viagem ao Piemonte que a parceria Gouté/Piselli realizará e que, inclusive, terá o Juscelino como guia. O roteiro parece ser espetacular já que haverão visitas à vinícolas, caça às trufas, aulas de culinária, degustação de queijos especiais in loco e mais um tanto de atividades entre ela, visitas aos restaurantes preferidos tanto do Juscelino como do Bruno.

Daí, pra fazermos a reserva e descobrirmos o que efetivamente rolaria por lá, foi um pulo.

O jantar seria de 7 cursos (a Dé quase me matou!! rs) com a devida harmonização de vinhos e tudo o mais. E melhor, vinhos do Piemonte!

Pronto! Lá estávamos nós e no horário, 21:00 hs. O restaurante estava bastante cheio e chegamos experimentando pães quentes, crostatas, pasta de ervilha (daí o Piselli?) e uma bela manteiga.

Começamos, efetivamente, a Cena Piemontesa, com os Gli Antipasti.

Um, a Frittatine di Erbe aromatiche e Porri, salame Piemontese al Barbaresco. Vinho – Roero Arneis Vietti 2007.
Tudo muito simples nesta fritada de ovos caipiras, ervas frescas e alho poró. E harmonizando com o acompanhamento do potente vinho branco.

Outro, o Crostone di Pane com Bagna Cauda, Uovo al paletto e Tartufo Nero. Vinho – Castelvere Gabiano 2007.
Uma fatia de pão italiano com um ovo frito que tinha a gema mais laranja que já vimos até  hoje.

 E foi o nosso primeiro contato com as trufas pretas. O próprio Bruno ralou a “danada” nos nossos pratos.

Ela não tem o aroma tão acentuado das brancas, mas a sensação de ver este monte delas juntas e tão de perto foi muito boa.

I Primi Piatti

Tortini di Verdure con crema de Formaggetta di Capra del Piemonte e Tartufo Nero. Vinho – Nebbiolo Perbacco Vietti 2006.
Uma tortinha de legumes saborosa com uma cobertura dum queijo de cabra artesanal. E a presença da flor de abobrinha fresca formando um verdadeiro sol. Sobre o Sol do Piemonte.  

Gnocchi di Patate al  Castelmagno. Vinho – Adornes Riserva Gabiano 2004.
Este gnocchi (que é um dos pratos típicos da região) estava delicioso. A Dé que é uma nhocóloga confessa, delirou. Estava macio demais e a cada garfada, desaparecia na boca, deixando somente o gosto do rei dos queijos italianos, o Castelmagno.

Imagine o sabor (e odor) logo depois da trufa ralada se misturar ao prato.

Il Secondo Piatto

Uma  Spalla di vitello affogata nel Barbera con verdure di stagione. Vinhos – Matilde Giustiniani Riserva Gabiano 2003 e Barolo Santo Stefano di Perno Mascarello e Figlio 2003.
Cubinhos duma paleta de cordeiro cozidos lentamente no vinho Barbera com mini-legumes crocantes. Tive que fazer um tremendo ” esforço”  pra comer os dois pois a Dé se recusou a experimentar. Questão de princípios! rs

I Formaggi

Tuma di Capra Satagionata sotto la cenere, Capra d`Alpeggio Stagionata, Tuma del Bergè, Blu di Briancion Erborinato.
Este foi a piece de la resistance. Um queijo melhor do que o outro que, inclusive, fizeram a Dé sair do voto “não como mais nada” que tinha feito.

Perceba a cremosidade do Tuma de Capra.

I Dolci

Pera cotta nel Moscato d`Asti, crema alla vaniglia gratinata e torta di noccile del Piemonte. Vinho – Malvasia Il Giardino di Flora Gabiano 2008.
Pra jogar o barco nas trufas, ôpa, nas pedras só comendo este doce que tinha uma espécie de lâmina de creme brulée (a tal vaniglia gratinata) e uma torta de avelãs extremamente macia.

O tal Malvasia foi um dos vinhos de sobremesa mais misteriosos que já tomamos: era tinto, com gradação alcoólica baixa, com um odor profundo de rosas vermelhas (gostou, Eymard) e a última surpresa, era frisante. Spetacollo!

Pronto, tudo terminado. Só nos restou ir pra casa e sonhar com o Piemonte, que não está tão longe assim. Pelo menos nesta noite ele foi aqui, no Piselli.
Ah! Aproveite pra dar uma olhadinha no tamanho da “criança” !

Antes de ir embora, uma saideira. Tomei uma Grappinha. Afinal, nâo sou de ferro! rs

Um arriverdeci ma-ra-vi-lho-so pra vocês.

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dcpv – corra que a vigilância sanitária vem aí !

recycle, please!
30/03/10

Corra que a Vigilância Sanitária vem aí!

Vigilância Sanitária, juntamente com o Procon, vem fazendo uma série de visitas em estabelecimentos comerciais (inclusive nos nossos) com o propósito de encontrar mercadorias vencidas na área de venda.

Deste fato, me passou pela cabeça que se eles dessem uma blitz na despensa e no freezer daqui de casa, eu certamente seria detido!

Pensando nessa possibilidade, aproveitei o final de semana pra dar uma geral neles (faça isso também).

E olha, encontrei uma porção de coisas que já estavam mais pra lá do que pra cá.

Inclusive, um funghi seco que cheirava mais a amoníaco do que o próprio Ajax, o furacão branco! 🙂
De qualquer maneira, separei uma série de ingredientes que estavam vencidos (olha a sanitária aí!!), mas que de acordo com o bom senso, certamente seriam utilizáveis. Temperos, molhos, farinhas, frutos do mar enlatados do Chile (rs), etc.

E como é que eu sabia que estariam bons? Primeiramente, utilizando os sentidos que Deus me deu: tato, visão, olfato e paladar. Dispensei a audição.
Em segundo lugar, deixando pra escrever este post alguns dias após o jantar. Como todo mundo está vivo e sem nenhuma sequela, acredito que fiz o correto. 🙂
Portanto, vamos à noite reciclada do DCPV.

Recycle, please!

Bebidinha – Caipirinha de Uva Itália.

Simples e deliciosa combinação de Uvas Itália bem doces com pinga e açúcar. Uma delícia.

Ah! Elas estavam mais pra uva-passa.

Pré-entrada – Salgadinhos de Maiz com Tahine e Queijo de Cabra Cremoso.

Os salgadinhos de maiz (são roxos) vieram do Peru. Estavam na validade.

Abri uma lata de Tahine (by sex shop e ligeiramente vencida) e temperei com summac, sal de limão e azeite.

E um queijo cremoso de cabra (oriundo do IB da Ana) foi temperado com cominho, sal, azeite e pimenta do reino.

Delícias que foram devidamente comidas (tudinho) e por todos. (inclusive a Re que nos visitava nesta noite).

Entrada – Salada de verdes com Tempurá de legumes.

O tempurá foi comprado num passeio pela Liberdade junto com o Mingão e família. Ele comprou um também e lembrou que o pacote ainda estava fechado (e claro, vencido como o meu) lá na despensa dele em Botucatu.

O que não impediu que a fritura que o próprio Mingão fez das couve-flores e das abobrinhas cortadas em palitos e passadas na massa, ficassem crocantes e saborosas.

Aproveitei pra dar um up-grade, abrindo uma lata de frutos do mar chilenos (estava vencendo no dia. Sabe como é: estes ingredientes são perigosos!) e, que usei o líquido dela como base pro molho da salada.

Junto com o mosto (grazzie, Ana), azeite e sal.

Prontíssimo! Uma bela salada com os devidos acompanhamentos.

Tempurá, navajas e pedaços da pizza que eu fiz na noite anterior. De camembert com abobrinhas.

Como diria Jorge Drexler (e o Lavoisier):…

… nada se pierde, todo se transforma!

O vinho não foi reciclado, pois era o único rosé da adega, o Gran Feudo Edicion. Mas tivemos que dar uma opinião reciclada já que o tomamos anteriormente. Mesmo assim, ele foi ” leve, grande resto, tem futuro, formidable“.

Principal – Risoto reciclado de Feijoada.

Verificando o freezer (já estou ouvindo o barulho das sirenes!), encontrei uma feijoada que graças a Deus, não tinha data de validade. Ou melhor dizendo, eu não tinha a mínima idéia de quando foi feita!!
Como estava há um tempo pensando em refazer um risotto de feijoada, esta seria a oportunidade.

Descongelei a tal e separei as carnes (desfiei), os feijões (fiz um purê) …

…  e o caldo (coloquei um pouco mais de água e utilizei pro risotto).
Fiz o risotto normalmente. Bacon, cebola, arroz, cachaça, caldo, cozimento nuns 18 minutos e finalizei com manteiga.

Fritei a couve cortada finamente e rapidamente, pra ficar crocante.

Usei uma farofa de farinha de milho do sex shop. Sabe que não vi a data de validade??
E fiz uma espuma de laranja pera com uma lecitina que, sinceramente, estava vencida.

Eis o resultado final. Um prato saboroso e moderno, além de ser quase que totalmente, vencido!!

Pra tomar e acompanhar, um vinho tinto que tinha o espírito totalmente contrário ao da noite, já que ele tinha um adesivo de 2012 no seu rótulo. O italiano tinto Villa Boghertti Valpolicella 2008 disse : ” light, recycle, renatoborghetiano, dougadense“.

Sobremesa – Sorvete de Mixirica com Amêndoas

Este sorvete não estava vencido.
O que estava vencido era o prazo que eu tinha me prometido pra fazer as receitas de sorvete que a Verena tinha me mandado.
Este é o segundo da lista. Na verdade é uma adaptação pois o que ela indicou era de limão siciliano com  pistaches. Mas, neste caso, o que vale é a base da receita que é muito legal. Creme de leite de caixinha e com soro, leite condensado, cream cheese, iogurte natural, suco e raspas da fruta escolhida e algum tipo de castanha.

Ficou uma delícia e usei amêndoas além dos meus (vencidos) açúcar gay e sementes de lavanda pra adornar.

Eis a opinião dos confrades com a data de validade muito longe de vencer:

Como diria o Greenpeace: recicle e coma, por favor! (Edu)
Mais do melhor!! (Mingão)
Perfeitamente perfeito! Singelo e grandioso! (Deo)

Bom, é isso! Aproveite esta onda e dê uma geral na sua despensa.
Lembre daquele tempero, coitadinho que está lá no cantinho e que você usou pouco ou pior, nunca .

Olhe com mais cuidado a validade das latas que estão por lá. Elas são as mais perigosas.
Preste bastante atenção nas coisas que estão abertas na geladeira e mal armazenadas.

Delas você pode obter uma  belíssima refeição.
Vamos lá! Ao trabalho, senão …..

Até.

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27º Inter Blogs – Nana do Manga com Pimenta

numero 253
04/05/10

27º Inter Blogs – Nana do Manga com Pimenta

Este Inter Blogs (quer saber o que é?) começou como os outros.
Entrei em contato com a Nana que naquele tempo (26/01/09 ), tinha um blog chamado Manga com Pimenta. Hoje, este blog  se tornou um site (e dos bons) com ótimas informações e praticamente de utilidade pública.

Ela tinha combinado que faria um menu baseado nas receitas da Ofélia. A Nana, inclusive, sempre foi uma grande admiradora dela.

Só que neste intervalo de tempo,a Nana foi contatada pelo responsável pela utilização da marca “Ofélia”  e ela decidiu parar as suas experiências particulares com as reproduções das receitas dessa saudosa culinarista.

Resultado: a Nana mudou o foco das receitas e foi melhor pra nós, pois num arroubo de criatividade, nos brindou com receitas das vovós.
Receitas simples,  saborosas e que certamente entrariam em qualquer lista de memórias gastronômicas.
E tem mais. São receitas com sustância, aquelas que as vovós faziam e que comíamos muito. Mas muito mesmo e com vontade!!

Portanto, é com enorme prazer que anuncio o 27º Inter Blogs (e consequente capítulo do nosso livro) com a cozinha caseira das receitas de antigamente. Perceba,no canto da foto, que tivemos presenças importantes!

Avanti, Nana!

PS – O texto que ela me mandou ficou tão legal que vou transcrevê-lo integralmente por aqui e me limitarei a comentar alguma coisa. Estes comentários e tudo o que eu escrevi estarão grafados em vermelho.

Inciamos o jantar com um belo aquecimento: rabos de galo!

Não é comida de avó, mas muito vovô bebia!!Vamos, então,  a saborosa (literalmente) matéria da Nana:
Edu vamos lá, aproveitar que hoje a minha noite está calma. rs
Bem, entradas:
Eu pensei nas famosas batatinhas bolinhas de casamento, receita de família. É  colocar dois litros de água na panela para ferver. Normalmente eu uso 1 quilo de batatinha bolinha aqui em casa; dá para 4 pessoas comerem e serem felizes! (Fiz exatamente igual! E fomos bastantes felizes)

Lavo as batatas, furo com a faca e coloco na água já fervendo. Sal é a gosto, mas eu coloco um bom punhado (não recomendável para quem tem pressão alta).  (Graças a Deus, ninguém tem pressão alta por  aqui!)
Depois adiciono o vinagre de vinho branco, se for usar medidas,  em torno de 50 a 100 ml, mas vó que é vó coloca tudo no olho (até parece que eu sou avó. hahaha. Nem mãe eu sou ainda).  (Nem nós também. A Re disse que não estava nos planos imediatos dela. Muito menos nos da Dé.  Ufa! rs) 

Mas vamos ser sinceros? Esse é o segredinhoo da vovó 🙂 Depois que as batatas estiverem cozidas, você pode adicionar aquelas cebolinhas pequenas e salsinha.  (Eu facilitei um pouco e coloquei aquelas cebolinhas em conserva. Desculpe, vovós!)

Deixe cozinhando até as cebolas ficarem transparentes e coloque em um pote com tampa, espere esfriar e geladeira para o dia seguinte. Claro que vó sempre faz salada de alface, com tomate, ervilhas e palmitos para acompanhar as batatinhas (ou caso contrário, depende da clientela da sua casa). (Ô, se fiz !)

Mas você pode servir também sem. (Cá pra nós. Não dá pra servir umas temperadas batatas-bolinhas sem uma bela salada da Nona!! E o prato ficou lindo e gostoso. Todo mundo disse que pararia por aqui.)

É claro que era mentira pois a carne estava cheirando muito bem.  Por que será que comida de vó cheira tão bem?
Vinho? A ocasião merecia um belo espumante. E italiano, pra corporativar o óbvio. Um Prosecco Carpenè Malvolti que foi “ fresquíssimo, ritapavonesco, pinnodonnaggiano, vittoriogassmeso”  segundo os netinhos queridos da vovó, nós mesmos.

 Agora, o  prato principal

Eu tenho medo de errar na combinação, mas era isso que tinha na casa da avó, você terá que deixar o lado gourmet “xisque” de ser para outra blogueira ou blogueiro rs  (Achamos muito original a tua indicação. Além de formar um menu, porque não dizer, chiquérrimo!!)

r

Porque vó que é vó quer os netos bem alimentados. hahaha
Arroz de forno: faz o arroz do seu modo (até porque, eu fugi dessa aula no curso de gastronomia e eu não gosto de arroz, mas esse prato eu amo). ( O arroz estava na geladeira e foi feito com antecedência pela Flora.)

Adiciona molho de tomate (vovó fazia assim:  refogava 1 cebola e 3 dentes de alhos, adicionava um pouco de água, cortava cinco tomates na metade, tirava os olhos do tomate, colocava na  panela, tampava e esperava 5 minutos. Tirava a pele, esmagava o tomate com o garfo, deixava ele cozinhando durante alguns minutos, adicionava um copo de água e colocava quatro colheres de sopa de extrato de tomate para o molho ficar bem vermelhinho.  (Veja como o meu molho também ficou.)

Deixava cozinhando por dez minutos – mas quando ela não tinha paciência, era molho de tomate pronto mesmo), uma lata de ervilha, uma lata de milho, azeitonas e misturava. (Como não sou a vovó, coloquei uma bela lata de tomate pelado italiano no lugar de tudo isso!)

Como a salada já tem palmito, deixei de fora, mas ela colocava também. Depois colocava um pouco de arroz na travessa, queijo mussarela e presunto. Novamente arroz, queijo e presunto, até chegar na ultima camada de arroz, finalizando com queijo mussarela.  ( mudei o formato pois fiz o arroz de forno em forminhas e finalizei com um pouco de Parmeggiano Reggiano.)

Ia para o forno durante alguns minutos (eu deixo uns vinte minutos, sem pré-aquecer o forno) e servia. (E acabei montando num formato até bacana, né não?) 

Carne Assada: esse também você fará na véspera, ela comprava uma peça inteira (acho que era colchão duro ou fraldinha, não lembro, mas é carne para assar) (lagarto na mão!),  pegava papel alumínio, adicionava sal, alho picado e vinho tinto (aqueles tipo sangue de boi, também na quantidade que ela achava que estava bom, mas esse vou deixar para você combinar). (Sem chance de usar Sangue de Boá por aqui!! rs)

Fechava o papel alumínio e deixava na geladeira para assar no dia seguinte. Uma coisa que ela fazia, mas falam que não é bom (bem, eu aprendi isso no curso), que é furar a carne; e ela normalmente furava e colocava esse tempero nesses buracos da carne. (Essa eu segui e furei!! Me desculpem os puristas!)
Olha, eu nunca achei a carne dela ressecada. (E esta também não ficou. Pelo contrário!)

No dia seguinte, ela pegava uma faca e furava ao meio da peça (em horizontal) e nesse furo ela colocava uma cenoura ou lingüiça calabresa, sinceramente?  (Sinceramente? Coloquei a linguiça (ôpa!) e a carne ficou com uma cara de galantine.)

Com lingüiça calabresa fica mais gostoso.  (Olha, ficou demais!! Faça em casa!)
Outras vezes, nos buracos (que ela fazia no dia anterior), ela aprofundava mais e adicionava azeitonas sem caroço.  (Esta eu não fiz. Ainda não consigo gostar muito de azeitona. É uma falha, eu sei!!)

Ela assava primeiro a carne no papel alumínio fechado durante duas horas e depois abria o papel (não tirava para não sujar a forma), deixando a carne dourar durante meia hora a uma hora (sempre regando com o molho que a carne soltava).  (E este molho além  de ser uma delícia, é extremamente fotogênico. A Dé adorou. A fotogenia, claro.)

Veja que beleza!!

E belo também foi o vinho tinto Elegance de Lesparre Bordeaux 2004 que disse “ maresia, decadence avec…, vovó diet, rabodegalesco” aos netinhos que tomam vinho na mamadeira desde criancinhas.

 Sobremesa: sagu com vinho

Bem, nada de anormal, mas como você usou vinho (Sangue de Boi rs) na carne, aproveita o vinho para fazer sagu.  (Não usei o Sangue de Boá mesmo!! rs)
A receita é uma 1 xícara de sagu, 4 xícaras de água, 3 xícaras de vinho tinto, 1 xícara de açúcar, 1 pau de canela e 4 cravos da índia. Você vai colocar a água para ferver em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o sagu e cozinhe em fogo baixo (normalmente é 30 min). Mexer sempre para não grudar no fundo da panela.  (Tem que tomar cuidado pro sagu não grudar!)

Em outra panela, coloque o vinho, cravo e canela, ferva durante 10 minutos, despeje a mistura do vinho na panela de sagu e cozinhe até as bolinhas ficarem transparentes (sempre mexendo). Veja se não precisará de mais água, caso sim, coloque água fervente também para não quebrar o cozimento do doce. Quando estiver cozido, acrescente o açúcar, ferva por um minuto, retire do fogo, deixe esfriar e coloque na geladeira. (Cuidado. Não se esqueça que sagu é … sagu! rs)

Faça também no dia anterior desse banquete, já que esse doce é muitoooo bom no dia seguinte bem gelado. Essa eu falhei. (Fiz no mesmo dia, mas ficou gostoso demais.)

Meu Deus, senti que esse banquete será hiper kitsch, então já sabem, a decoração tem que ser super carregada hahaha com direito a jarra de suco em formatos de frutas. (Nana, não foi não. A Dé repaginou tudo e deixou a mesa com cara daquelas vovós bem modernosas!! rs)

Ahhh um suco de abacaxi vai bem né?  (Até iria, mas optamos por beber vinho até o final desta agradabílissima noite.)

Para completar o circulo kitsch total rs  (E fica uma reflexão. O que é exatamente kitsch? O que é comida confortável? O que é comida com memória?)

 

Espero que gostem, por favor, veja se existe dúvida. (Nana, não só gostamos, como além disso curtimos muito o envolvimento, pois conversamos muito sobre os sabores de antigamente e como as pessoas ganhavam em qualidade de vida ao se sentarem e comerem tranquilamente sem nenhuma traquitana eletrônica pra atrapalhar.)

Já que é comidinha de vó e nem os livros antigos as quantidades são exatas. (É isto mesmo: a comida inexata das vovós tem uma exatidão. A de nos deixar sempre pensando em como seria bom ter aquele tempo que não volta mais, de volta.  E nesta noite, Nana, além de uma big refeição, você nos fez voltar a tempos de outrora! Coloca o LP (?!)do Francisco Petrônio na vitrola).

Gratíssimo mais uma vez e seguem as nossas flores virtuais que só poderiam ser rosas vermelhas. 

Ah! A opinião dos netinhos mimados:
Comida saborosa e com lembranças. Ma che Ofélia, que nada! (Edu)
O importante é que emoções eu vivi. (Mingão)
Lembranças revividas, deliciosamente. (Déo) 

Bjss. (Pra você também).

NanaManga com Pimenta

PS – Os Inter Blogs continuam no final de maio com o menu praiano da Débora e do Fernando do Brincando de Chef. Eles irão degustá-lo ao vivo, em cores e na areia do DCPV, aqui em Ferraz de Vasconcelos.

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