Arquivo de junho \29\UTC 2010

24° Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial!

22/06/10
número 258

24º Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial.

Mais um Inter Blogs. E este parecia ser uma verdadeira novela mexicana. Ou seria cearense??
Comecei a conversar há nem sei quanto tempo atrás com os cozinheiros Bia/Leo, owners do blog Trivial ou nem tanto..

Neste intervalo de tempo, tínhamos nos visto no evento da Prazeres, jantamos na praia, no projeto que eles tem,  almoçamos no Maripili.
Fora a quantidade absurda de e-mails trocados e até encomendas (alguns pós. Ôpa, são gastronômicos!) ele me enviou.

Ou seja, o Leo já é íntimo aqui em casa. E nada mais íntimo do que jantarmos juntos.
Foi exatamente isto o que aconteceu: marcamos este IB (quer saber o que é?) pra janeiro e ele veio me enrolando este tempo todo. Até que eu dei um basta e falei: de Junho não passa! 🙂

E hoje, 22/06/10, o nosso amigão Leo está por aqui pra testarmos juntos as receitas que ele nos indicou.  Frutos do mar em profusão (lagostas, robalos), experiências bacanas (espuma de Parmegiano) e até churros de sobremesa além de emulsão de foie gras ! Ele caprichou na escolha e nos deixou com vontade de experimentar tudo o mais rápido possível.

Portanto, com a saliva invadindo as nossas bocas, é com grande alegria que anunciamos o 24º Interblogs, o Trivial (??) ou nem Tanto no DCPV. E neste caso e mais uma vez, o objetivo está mais  do que alcançado.
A cibernética tão etérea se transformou em coisas sólidas. Como a nossa amizade.

Vamos lá, Leo! Aos vinhos!!

Pré-amuse.  Caldinho de maçã verde, salsão e cominho.

Esta  foi uma brincadeira que eu fiz com uma tentativa de sopinha que a Flora tinha feito pro almoço.  Como ela estava muito sólida, coloquei um pouco de caldo de galinha (o legítimo), temperei com vontade (pimenta do reino moída na hora e flor de sal) e coloquei algumas sementes de cominho.

Pronto pra receber o Leo e servido com um talo de salsão e um de erva-doce.

Foi o suficiente pra acompanhar o Malbec La Flor Pulenta State 2006.

Amuse – Shot de foie gras com redução de frutas vermelhas e espuma de parmesão.

Este é um dos preferidos do Leo. Ainda mais que ele é adepto da tal culinária tecno-emocional (mais conhecida como gastro-molecular!! rs).
Não precisa nem dizer que o Deo atrasou, né mesmo?

É fácil de fazer, mas são necessários alguns ingredientes, digamos, não usuais.
Comece esquentando 150 ml creme de leite fresco sem ferver, adicione 100g  terrine de foie gras (é bem mais barato que o próprio) e mexa até  que estejam incorporados e que a textura tenha um jeitão aveludado.  Esta é a mousse de foie.

Já pra redução das frutas vermelhas é só misturar 200 ml dum bom vinho tinto (usei o Malbec) com 2 colheres de geléia de frutas vermelhas (utilizei uma um pouquinho apimentada). 

Só faltava a espuma de parmesão. A base eu fiz: 200 g de parmesão (Regiano, claro!) adicionados a 200 ml de água fervente até estarem totalmente integrados. 

Aí entrou o cientista Leo (até que ele chegou cedo pois a expectativa era de trânsito pesado no caminho até a Grande Ferraz de Vasconcelos) que trouxe a lecitina (2g), devidamente pesada na sua balança de precisão .

Enjoado este cara!! Daí pra frente e após um montão de conversas das mais variadas, ele montou o copinho.
Uma camada de redução,…

… uma de mousse de foie…

…  e finalizou com a espuma.

É uma verdadeira delícia e deve ser comido com uma colher longa que te permita pegar todas as camadas numa colherada só. O Déo e o Mingão reclamaram um pouco pois acharam que o copo era muito pequenininho!! rs.

Aproveitamos  o embalo pra entornar um Prosecco Linda Donna Brut, um dos queridinhos daqui de casa.

Entrada – Lagosta ao vinagrete de tamarindo e aioli.  

Leo trabalhou bastante por aqui. Agarrou no fogão e não queria largar! Eu aproveitei pra aprender mais um pouco e fazer um trabalho de sous-chef (e acho que fui aprovado, né chef?)

Tinha comprado umas caudas de cavaquinha (adivinha aonde?) e no caso delas, foi só cortar ao meio…

… temperar com sal e pimenta,…

… colocar um galhinho de alecrim fresco e …

… levar ao forno com um pouco de manteiga por cima. Mais ou menos uns 15 minutos

Quanto ao vinagrete, basta cortar em cubos bem pequenos, pimentões das mais variadas cores e cebolas,…

…  adicionar suco concentrado de tamarindo adoçado por mel e acrescentar aos poucos vinagre de vinho branco além de azeite e batidos com um garfo até emulsionar.

E olha, ficamos todos emocionados!!
Faltava o aioli, a famosa maionese de alho. Bata rapidamente 3 dentes de alho no liquidificador, adicione 2 ovos e uma gema, uma pitada de sal e uma colher de sopa de limão. Comece a bater e  coloque em fio, aos poucos  e na sequência, 1/2 xícara de azeite e uma de óleo.

Tudo pronto, era a hora do chef Leo brilhar.
Ele montou os pratos com uma linha de vinagrete, fez uma graça com o aioli e as bichonas foram devidamente apresentadas.

Ficou bonito, né não? Tão gostoso que até a Dé que não é muito fã, comeu a sua.

 E até nós que somos fãs, comemos mais uma metadinha! Que espetáculo, Leo

Acompanhamos com uma Cava Freixenet Cordon Negro Brut que o próprio Leo trouxe. A achamos “delicada, didi, deixa a lingua freixa, dadá, leozinho “.

 E com um Clarete espetacular, o Tremendus Cordovin España  que foi “maresia, amarelée, claríssimo, locomia, capri..choso“.

É, o teor alcóolico da noite estava aumentando!!

Principal – Robalo em cama de queijo de coalho e bananas caramelizadas.

Nesta, o chef Leo foi absoluto.
Comprei medalhões de robalo (adivinha aonde?) que foram passados em ovo batido (só uma das faces) e em farinha panko.

Aí o Leo iniciou a fritura pelo lado da farinha e virou o peixe, levando-o ao forno para continuar o cozimento.

Enquanto isso, o molho já tinha sido feito. Cebolas fritas na manteiga sem dourar foram liquidificadas e acrescentei um pouco de shoyo.  Voltou pro fogo e juntei uvas passas, castanhas picadas e um pouquinho de sal. Acertei a textura com um pouco de creme de leite e finalizei com coentro. Ah! O Leo me pentelhou pra não esquecer de citar a fonte: este molho é da Bel Coelho.

Ele aproveitou pra grelhar tanto o queijo de coalho …

… como para caramelizar as bananas.

Prontíssimo: ele montou o prato com uma bela cama de queijo/banana sobre o saboroso molho e com o robalo por cima  Quase uma jangada de peixe!!

Mais uma que todo mundo adorou (Dé inclusive já que estava acordadíssima).

Pra harmonizar, escolhi um outro Malbec, o tinto Postal del Fin del Mundo 2009 Patagônia que nos disse “mensagem, mr postman, banânico, viajandão, patagolesco“. 

Sobremesa – Churro espanhol.

Na verdade este churro esteve mais pra ferrazense. Esta é uma receita do chef Ronaldo Rossi e a Dé fez massa que é muito simples e bastante interessante. Inclusive, ela disse que parecia com uma daquelas colas de fazer pipas.

Leve ao fogo numa panela, 200 ml de água, 1 colher de manteiga, uma pitada de sal, deixe ferver e coloque de uma vez, uma xícara de farinha de trigo sem parar de mexer. Coloque num saco de confeiteiro e espere esfriar, sem deixar ar.

A própria Dé fritou em formato de batatas fritas pois tínhamos o saco (ops!), mas não tínhamos os bicos (ops de novo!) pra fazer o verdadeiro churro espanhol.

E pra transformar o tal em ferrazense legítimo, acabei comprando um Doce de Leite Toffe da La Salamandra, que foi exatamente o único que o Leo me disse pra não comprar!! rs

Resultado: ficou uma delícia com o churro extremamente crocante e adocicado pela mistura açúcar/canela. Ferrazense e perfeito!!

Como a receita indicava tomar um chocolate quente, aproveitei pra servir um licor de chocolate com menta, muito mais apropriado ao clima caliente da noite!!
Estávamos chegando ao fim (mais uma vez a teoria de que quando estamos nos divertindo o tempo passa muito rápido  foi confirmada) e com a certeza de que o Leo, apesar de bem mais novo, já é um dos nossos  velhos amigos.

Eis a opinião dos trivialíssimos confrades: 


Leo, grande chefe! Espetacular e trivial, mas nem tanto! (Edu)
De.. Leo… licias! Parfait! Adorável!! (Deo)
MCLeozinho!! Você cozinha (maravilha), eu como. (Mingão)
Um retorno orgasmático à cozinha. (Leo)

Desta vez  e por razões óbvias (não é machista, não. Esquecemos mesmo.) não vamos oferecer as famosas flores virtuais. Em compensação e como quase tudo foi inédito neste IB, temos um depoimento do próprio chef, o Leo que foi escrito pós-experiência:

A primeira vez que cozinhei para o Edu e a Dé foi em setembro de 2009.
Lembro que na época, travei. Como assim cozinhar para um cara que já comeu no Atala, no Ducasse, no Bottura, no Robuchon, em todos os grandes lugares?
Mas aí conheci o cara e vi que simplicidade e sinceridade é quase sinônimo de Luz, sobrenome dessa família maravilhosa.
E o convite pro Interblogs DCPV x Trivial ou Nem Tanto veio com um ano de antecedência. Só pra me deixar nervoso de novo. Depois de muitos contratempos, adiamentos, aqui estamos nós. E foi uma noite maravilhosa, que marcou a minha volta às panelas. Não tem jeito melhor de recomeçar do que cozinhando entre bons amigos. Prazer também em conhecer as figuras Déo e Mingão, grandes gourmets, que roubaram a cena e, literalmente, lamberam os pratos.
O menu foi concebido a pedido do Edu, sem uma linha de raciocínio. Coisas que eu gosto de cozinhar. Então preparamos juntos alguns dos -já – clássicos do Trivial. Fomos do foie gras ao doce de leite numa orgia gastronômica regada a bons vinhos e ótimas risadas.
Só tenho a agradecer.
Ps: Mini churros é a única sobremesa que já fiz na vida, por isso virou um clássico já na segunda edição.

Leozão, todo mundo agradece e muito (especialmente a família). Foi uma tremenda noite (nada a ver com o Clarete!!rs) em que todos nos divertimos a valer e saiba que você tem “license to kill” aqui n DCPV.
E pensando bem, aqui vão as flores! Você merece.

Trivial? Duvido!! rs

PS -Teremos mais uma presença ilustre aqui no DCPV no próximo IB. A Cris e o Alessander do Cuecas na Cozinha virão jantar conosco e desvendaremos algumas receitas do livro dele. Aguardem.

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bottagallo nisso!

spetaccollo
06/06/10

 BottaGallo nisso!

Emília e Arnaldo estavam na praia. Sinal que teríamos altas conversas, muito divertimento e que faríamos muitos planos. Ainda vamos abrir uma verdadeira agência  personalizada de viagens.
E pra que isso aconteça, temos a missão de visitarmos todos os lugares que venderemos.

Estamos chegando lá. (EmíliaArnaldo acabaram de voltar de Maurícios)


Não precisa nem dizer que a foto acima é de lá e dele, né?
Voltando ao nosso encontro, escolhi a Bottega BottaGallo pra beliscarmos à italiana.

A proposta do lugar, uma associação inédita entre a Adega Santiago (vulgo Ipe) e o pessoal da Ciatc (Astor, Braz, Quintal do Braz, Pirajá e quetais) é de fazer comida italiana como se fossem tapas, ou seja,  tudo em pequenas porções com a intenção que todos da mesa experimentem o máximo possível e melhor, dividam as comidas.
Como nós (a Dé, eu, a Emília e o Arnaldo) já somos partidários deste formato, estava montado o palco!! rs

O site deles ainda não está pronto, mas uma pequena amostra já diz quase tudo: usando ingredientes, receitas e clássicos da cozinha da Botta,  questo Gallo criou as suas próprias Bottas: picolle porzione ou “tapas italianadas” pra que você possa degustar de tutto um pocco. Questo Gallo quer que você se divirta muito, bebendo do bom e do melhor enquanto curte uma scarpetta, doppo um beliscone e encerre a farra com uma bella macarronada entre amici. Mas se quiser fazer tudo de outro jeito, é só chamar o seu camariere!
Pois era isso. Em pleno domingo à noite, chegamos no horário, mas mesmo assim depois deles.

Eles estavam todos prosas e nos contaram minuciosamente tudo o que viram de bom lá  na Ilha (dê um pulinho lá no Fatos&Fotos de Viagens e tenha uma aula completa sobre o lugar e de fotos, inclusive!)
Nós também estávamos pois teríamos uma noite muito descontraída com nossos amigos de infância.
Começamos tudo pedindo um Arnaldo. O quê? É isto mesmo, um Anima Arnaldo Caprai 2006 diretamente da Umbria. Vinho gostoso e leve, feito sobre  medida pra se desgustar as tais Bottas, pequenas porções de especialiades italianas.

Conversa vai, conversa vem e pedimos uma scarpetta com molho vero. O que é isso? Simplesmente um molho extremamente encorpado e que você usa o pão pra experimentá-lo e finalmente, pra limpar o prato. Delicioso e exatamente do jeitinho que a Dé gosta!

Seguimos bebendo o Arnaldo,  0 vinho. Falamos sobre tudo e todos e comemos mais um pouquinho pois chegaram alguns belisconnes.

Um era o famoso pastel de vento.
E eram pastéis de vento mesmo. Uma massa crocante que não tinha recheio algum. A não ser a possibilidade de você mesmo recheá-lo com embutidos (salames, presuntos, queijos) e até um confit de abacaxi. Ou comê-los sem nada já que eram bastante crocantes. Delícia!

O outro eram bolinhos de risotto e linguiça.  Macios, cremosos e muito bem temperados. Na verdade apimentados. O Arnaldo não é muito fã delas, as pimentas, mas mesmo assim todos, inclusive ele, comemos os legítimos representantes da Botta . Foi uma boa desculpa pra pedirmos um outro Arnaldo. É claro que  o vinho!

Papo vai, papo vem e chegou mais um belisconne: batatas rústicas com ovo frito e lâminas de presunto frito.
Dá pra imaginar o prazer que foi comer estas batatas  rústicas e ainda por cima, misturadas com a gema bem molinha do ovo?

Em vez de pedirmos as outras tentações do cardápio (agnolotti, polentas, massas, ovos, etc) preferimos investir nas sobremesas. A esta altura e após esta quantidade de Arnaldos, só apelando pra eles pra lembrarmos quais eram? rsrs
E não é que eles lembraram e me disseram que eram uma torta de maçãs com sorvete de creme …

… e uma  outra  torta de fromaggi.

Também pudera: elas são muito parecidas, né mesmo?

Resumão: a BottaGallo é um lugar pra se ir sempre. E de preferência com amigos da melhor qualidade.  Ou seja, cumprimos com os requisitos.
Conta paga, só nos restou marcar a próxima reunião da agência. E degustando o risotto perfeito ( ô máscara!) em plena praia.

Arrivederci!

PS- Todas as mãos e dedos que aparecem nas fotos são do Arnaldo. rs

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Gastropop da Barbarella

bárbaro
09/06/10

Gastropop da Barbarella.

O projeto Gastropop das Carla Pernambuco/Carolina Brandão (restaurante Carlota) está cada vez mais gastro e por incrível que pareça, cada vez mais pop.

Já fomos a um montão deles. Por exemplo o do Edinho, o do Bassoleil, o chinês  além de postarmos até sobre os que não fomos.  rsrs
E desta vez, a idéia delas seria trazer a Ana Zita Fernandes, da Barbarella Bakery (tudo a ver com o personagem do filme ddo Roger Vadin) de Porto Alegre pra fazer o que seria uma nova roupagem da noite do pão/queijo/vinho.

A proposta em sua totalidade é muito interessante: o que seria inicialmente um projeto acadêmico da própria Ana Zita, a idéia de resgatar o pão como um alimento do cotidiano das pessoas através  do desenvolvimento do fermento natural (levain) e do pão de fermentação natural (pain au levain) se transformou num negócio:  a  Barbarella Bakery.
É claro que em volta de um belo pão tem sempre gente feliz e de bem com a vida. E como felicidade e boa comunicação é o lema dos Gastropop, estavam jogados todos os sapos n’água.

Aproveitei o clima e convidei o Eymard, nosso grande amigo, futuro sócio e comentarista de blogs (DCPV, Conexão Paris, Comensais) pra desfrutar de algumas boas horas de puro divertimento.
E às 21:00hs estávamos lá. A Dé, eu e o Eymard.
Fomos chegando e dando alô pra todos além de começarmos efetivamente os “trabalhos”. Nos alojamos na Cozinha do Studio 768 e tomamos o primeiro copo do vinho português Conversa D’Ouro 2007.

Fraquinho e gostoso, caiu bem junto com a mini-empada de frango com pomodoro e catupiry.

Deixa eu explicar melhor o espírito do jantar que tem tudo a ver com o da Barbarella: seria um tout le pain! Ou seja tudo o que foi servido tinha como base a panificação.
Ao longo da noite comemoss: mini-Bardots (mini-croissants com gruyère gratinado e presunto),…

… panelinhas com 3 molhos quentes do Carlota (posso estar enganado, mas estes nós nem vimos!! rs) com pães barbarellosos, baguetes, Alaska sandwich (bagel, cream cheese, carpaccio de salmão defumado e ciboulettes),  …

…  e sopa de cebola francesa dentro de levainzinhos.

Ainda tivemos o que eu chamei de “um plus a mais”! Uma degustação do queijo português da Queijaria Monte da Vinha que era simplesmente dos deuses.

Extremamente cremoso e com identidade própria. A Joana Garcia , a proprietária nos explicou todo o processo de fabricação (totalmente artesanal) e inclusive, nos disse que já, já ele estará disponível pra venda por aqui (provavelmente no sex shop).

E combinou perfeitamente com  o outro português da noite. O Alentejano Monte do Pintor, uma verdadeira maravilha da vinicultura lusitana.

Enquanto isso conversávamos muito. Planos como a sociedade no DCPV; novos negócios;  pro jantar exclusivo (falamos bem de todos os participantes,viu??); pro bate-bebe-bebe (hic!)-volta de Reims foram esmiuçados e programados à exaustão.
Ainda comemos um pedaço da torta brownie, objeto do workshop da Ana que, confesso, vi muito pouco. Estávamos nos divertindo e tomando uma saideira de vinho do Porto, além duma última experimentada/degustada no queijo. O slogan dele, “cremoso na textura… irresistível no sabor” é a mais absoluta verdade!!

Pronto. Noite terminada e aquela máxima mais uma vez prevaleceu: quando você está se divertindo muito, o tempo passa rápido, demais, né Eymard?
Ah! Já marcamos pro próximo Gastropop e desta vez, a Lourdes não escapa. A Dé já falou pro Eymard trazê-la de qualquer jeito!!
Qual será? Ainda não sei, mas a Carla e a Carolina prometeram me enviar a programação por e-mail. Vamos aguardar!!

Abs panificados pra todos.

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dcpv – iniciando a fritura

número 256
08/06/10

Iniciando a Fritura

Eu já falei várias vezes sobre o Claudia Comida&Bebida, o suplemento mensal que acompanha a revista Claudia que a Dé assina.

Toda vez que a revista chega, dou uma bela olhada e via de regra, acho alguma matéria interessante. Normalmente elas tem um elo de ligação: a produção/criação da Fabiana Badra Eid.
A desta vez foi sobre frigideiras, denominada e com acerto, Frigideira, fiel escudeira.

Quem cozinha (como nós) sabe que ter algumas  boas frigideiras na cozinha é sinônimo de resultado com qualidade. E elas são verdadeiros coringas já que servem pra tudo: fritar, dourar, fazer risottos e até ensopados.
Os formatos e materiais delas são os mais diversos:  inox, quadrada, alumínio, redonda, rasas, ferro, com tampa, fundas, etc.

É claro que toda matéria da Fabiana além de boas informações, contém receitas das mais variadas.

Portanto, tinha material suficiente pra mais uma noite no DCPV. Vamos realizar uma bela “fritura”.

Bebidinha – Caipirinha Tri-legal

Caipirinha simples.

E Tri porque usamos 3 limões (siciliano, cravo e taiti).

Entrada – Ovo mexido com ervas frescas e torrada com tomate.

Mais uma daquelas receitas catalogadas nas categorias fáceis/saborosas. Fatias de pão italiano são pinceladas com azeite e arrumadas num assadeira.

Sobre cada fatia, coloque um quarto dum tomate, temperado com sal e pimenta. É, eu errei e coloquei uma fatia. Ficou bom do mesmo jeito!

Leve ao forno (180ºC) até o pão ficar crocante e o tomate macio. Deixe amornar e pressione o tomate pra que o suco vire um pequeno molho.

Ao mesmo tempo, misture ovos e  ervas que preferir numa tigela. Tempere com sal e pimenta.

Derreta manteiga numa frigideira anti-aderente, acrescente a mistura de ovos e frite em fogo baixo, mexendo sempre.

Taí: ovos mexidos com ervas frescas e torradas. Aproveitei uma nova “fornada” da sardinha em escabeche da D Vera pra fazer um purê com ela e…

… acrescentar um purê de batatas aerado e bem temperado.

Resultado final: uma belíssima entrada e que certamente participará da renovação do cardápio do nosso restaurante com temática de entradas (que beleza. Ainda nem abrimos o restô e já estou pensando na renovação do cardápio! rs) .

Tomamos um blanco, o Sendero Chardonnay Concha y Toro 2009 que foi “verde, granadilla, uva itália, dulcíssimo” segundo nós, os fritos.

Principal – Risotto de abóbora com bacon e sálvia

Um risotto aparentemente normal. E é mesmo! Só que com este frio, a característica principal deles que é de parecer uma sopona sólida foi ainda mais evidenciada.
Numa frigideira funda, aqueça o azeite e frite folhas de sálvia. Reserve.

Na mesma frigideira frite o bacon até dourar. Reserve também.

Refogue um pouco de cebola na mesmíssima frigideira (é uma ótima receita pra quem não gosta de lavar louças! rs) até ficar macia e acrescente abóbora japonesa em cubos e o arroz arbório.

Daí pra frente é o processo risotal: caldo quente, mexe, caldo quente, mexe e pronto.

Finalize com queijo ralado (Parmegianao Reggiano, per favore!) e sirva com a sálvia e o bacon.

São sabores e gostos reconfortantes e apesar de dizerem por aí que o risotto é um prato “manjado”, o prazer de comê-lo é sempre imenso.

Pra acompanhar um vinho tinto Quinta do Seival Miolo 2006 Brasil que disse “perfumado, caqui verde, lidiocarraresco, pesado” segundo os assados, nós mesmos. Assados pela frigideira, viu? rs

Sobremesa – Banana Dourada com Creme de Gergelim

Deixei a receita do creme de gergelim pra Flora fazer, pois eu chegaria um pouco mais tarde.

São 4 xícaras de creme de leite fresco e 4 colheres de sopa de suco de limão misturados e reservados em temperatura ambiente por 20 minutos ou até engrossar ligeiramente.
Junte 1 colher de sopa de gengibre ralado, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo e com um fuet, bata até engrossar.
Não é difícil, né? E acabei fazendo o que nenhum cozinheiro deveria fazer: não experimentei!

Belo e fagueiro, fritei bananas-nanicas maduras cortadas ao meio até dourarem.

Aí foi só montar o prato com as bananas e o creme de gengibre.
Ugh! O creme estava passado e com um gosto extremamente azedo. Quase todos pulamos fora da sobremesa.

A Dé por motivos óbvios (dormindo!rs), eu e o Déo porque sentimos o gosto azedo. O Mingão foi a exceção pois tranformou o azedo num mero “azedinho”e ainda bisou os nossos!! rs

Veja a opinião dos cozidos:

Começo ótimo, final sofrível! Toamara que o Mingão não passe mal! (Edu)
Adorei a banana azedinha! (Mingão)
Tudo bom! But a dessert só o Mingão encarou e mandou ver nas sobras ! Haja! (Déo)

“É impossível viver com apenas uma em casa. Para cada tipo de preparo utilizo um  modelo de frigideira”. A especialista Bettina Orrico cunhou esta frase.

Eu não posso falar nada contra pois tenho um montão delas (as da WMF são o meu xodó) e cheguei, inclusive a trazer uma na mochila quando voltamos de Miami. Eu parecia uma tartaruga Ninja!

Cowabunga!!

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virada paulista, bloguista e da amizade

isso sim é que é virada
15/05/10

Virada paulista, bloguista e da amizade.

Era o final de semana da Virada Cultural. São Paulo, a capital do litoral, estava engalanada e à espera de uma multidão pra ver, de graça, uma gama de manifestações culturais: música, teatro, cinema, exposições, jogos do Timão, etc.

E nós (eu e a Dé) também teríamos a nossa virada e  melhor, gastronômica e de amizade.
Iniciamos, selando um encontro com os super-gente-boa, Lud e o Luiz, seu esposo, do excelente blog The Inner Life of Food. Onde?
No Marakuthai, o restaurante da chef revelação Renata Vanzetto que já foi retratado por aqui.

Pra quem não se lembra, a Lud e o Luiz foram responsáveis por um dos mais interessantes IB feitos até hoje: o chinês. Altas informações e  dados  culturais além de receitas instigantes e um texto tão bacana que eu me recusei a modificá-lo. Enfim, foi demais!
Combinamos durante o processo todo que quando eles viessem a SP, almoçaríamos no Marakhutai.

Olha, foi muito bom! Conversamos muito e comemos muito e bem também.Entradinhas caprichadas,…

… batidas exóticas,…

… acompanhamentos saborosos, …

… pratos principais fantásticos (costelinhas de porco, frutos do mar, tiras de frango)…

… além de brigadeiro de colher e …

… um petit gateau de pequi que era muito saboroso e ainda  tinha um interessante nome: Pequi Gateau.

Nos despedimos e marcamos uma outra saída (quem sabe em Salvador?) após um belo Nespresso e uma bela foto!

Acabamos um prazer e já começamos outro. Tínhamos um jantar com 8 conectados amigos. Todos provenientes do Conexão Paris, o blog da Lina ou seja, francólogos assumidos.
Como todos eram de fora (Lourdes e Eymard de Brasília, Sueli e Jorge também, Helena e Hans de Sorocaba, Claudia e Alex de Maceió), fiquei com a incumbência de sugerir um restaurante.

Perguntei pra Dé e adivinhem o que ela respondeu? Maní®!! rsrs

Reservei com uma boa antecedência (3 semanas). E escolhi uma mesa no quintal com direito a céu estrelado (se bem que a mesa era coberta!! rsrs).
Quando chegamos (por volta das 21:00 hs), quase todos já estavam lá. Só faltavam a Claudia e o Alex. Trocamos alguns presentinhos (ganhamos excelentes livros de culinária da Sueli/Jorge e da Claudia/Alex, uma faca/baguete espetacular da Lourdes/Eymard e diversos chocolates além de bem-casados, os doces da Helena/Hans).

Aproveitamos pra ofertar um farnelzinho de legítimos macarons da  Sódoces dos nossos amigos Ângela e Flávio Frederico pra todos os presentes.

Afinal de contas, estávamos jantando com verdadeiros aficionados pelas  culinária e cultura francesas. E sabe quando tudo dá absolutamente certo? Pois foi o que aconteceu.

Exceto pela luz que era exígua!! Acho que deveríamos usar aqueles capacetes  de mineiros!! rs

Mas mesmo no escuro, tive a certeza que já tivemos algum encontro deste tipo em algum outro tempo tamanha a conexão (sem trocadilhos) entre todos.  Muitas conversas; uma quantidade muito maior de risadas e a sensação de que esta turma veio mesmo pra ficar. E olhe que os assuntos foram os mais variados: Paris (que novidade!), Chateau Duvalier (o vinho), charadas eróticas (viu, Hans?), possíveis novos encontros.  
Em alguns momentos era difícil conseguir escutar todo mundo, especialmente com a quantidade de informações que a Sueli e a Helena queriam  nos passar. E simultaneamente!! rs 

Não vamos nos esquecer que estávamos no Mani (eleito o restaurante do ano pela Prazeres da Mesa) e que, consequentemente, comemos muito bem.
Pedimos praticamente tudo: bombons de foie gras (mais uma homenagem a Paris) …

… e espetos de polvo.

Também experimentamos paletas de cordeiro, peito de pato…

… arroz de lulas e filé com crosta de lapsang-souchang.

Tomamos espumantes, vinhos brancos e tintos. E melhor que isso, bebemos altas doses de felicidade e demonstração de bem-viver.
Ou seja, a Lina conseguiu reunir em torno do Conexão Paris um grupo fantástico de pitaqueiros (presidente Eymard, primeira-ministra Sueli, ministra da Educação Helena, ministra da Cultura Claudia. E olhe que existem outros por lá) e que além de conhecer Paris a fundo tem o joie de vivre e a simpatia necessárias pra se transformarem rapidamente em melhores amigos desde a infância. Como diria o Eymard, uma verdadeira questão de afinidade!

Foi o que aconteceu! Esta turma vai longe. Acho que, pelo menos,  pra Reims fazer bate-bebe ou se hospeda-volta! rs

Até a próxima reunião. Estamos aguardando ansiosamente (vide a beleza acima!).

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dcpv – dando uns tapas na boñeca

número 256
01/06/2010

Dando uns tapas na boñeca!!

Desta  vez não foi falta de inspiração.
O problema  é a reforma que estamos fazendo por aqui. A casa está uma verdadeira bagunça.A Internet foi pro vinagre; tem poeira em tudo o que é lugar e até a cozinha não está, digamos, organizada.

Juro que eu pensei em novamente dar um chapéu na moçada (bem, nem tão moçada assim!! rs) e passar mais uma semaninha sem a nossa reunião enogastronômica.
A única idéia que me veio foi tentar fazer uma comida saborosa e rápida. Espanhola??

Boa, espanhola! E do livro Cozinha Espanhola (Marta Waldman).  Afinal de contas, e como o próprio livro cita, a Espanha atrai por vários motivos: suas ruas sempre cheias, seu respeito à cultura, seu maravilhoso azeite de oliva e também sua tourada. Esta última é descrita por Mario Vargas LLosa com maestria em Tia Julia e o Escrevinhador:

“A fascinante combinação de graça, sabedoria, arrojo e inspiração de um toureiro com a bravura e a elegância de um touro bravo pode criar imagens que participam, ao mesmo tempo, da intensidade da música e do movimento da dança , da plástica pictórica da arte e da profundidade efêmera de um espetáculo teatral”.

Apesar de não ser muito de touradas, concordo com a intensidade que elas devem proporcionar. E também com a paixão que a comida espanhola proporciona além do espírito que um espanhol encara um bom prato.

Portanto, que  venga lo touro. E que venga em formato de bifes!!

Bebidas – Sangria ferrazense.

Vinho tinto seco, açúcar, conhaque, cointreau, soda limonada (na verdade, água com gás), frutas picadas (maçã, laranja, kiwi, morango,  ameixa) e gelo picado. É bom!  Todos disseram : Olé!!

Entradas – Sopa de pán ao estilo catalán e torta catalana.

Esta sopa catalã de pão é substanciosa. Boa pra comer com este friozinho!!
Toste pão italiano em cubos no forno.

Coloque caldo de carne numa panela funda e deixe ferver.  Junte o pão torrado.

Em outra panela, derreta manteiga e frite cebola e alho picado. Junte à sopa.

Amasse num pilão alho, amêndoas e açafrão até obter uma pasta.  Adicione esta pasta  e finalize com ovos cozidos picados.

Sirva bem quente. Não precisa nem dizer que a Dé achou o máximo!!

Já a torta catalã é constituída de uma massa de farinha de trigo, sal, manteiga, gema e água gelada. Esta massa  cobrirá o fundo e os lados duma forma de aro removível. Leve ao forno e asse por 8 minutos.

Aí é só alternar camadas de tomates maduros cortados em fatias finas, abobrinhas cortadas em rodelas também finas  polvilhadas com sal e pimenta e distribuir dentes de alho com casca por cima além de regar com bastante azeite.   Retorne ao forno por mais 30 minutos.

Finalize com ervas  picadas (direto da horta) e sirva. Mais um pedacito do El Born em plena Ferraz de Vasconcelos.

Taí:.estou cada vez mais redundante com esta história das entradas que andam passando pela nossa mesa, mas esta também é digna de constar numa lista das 10 mais.

Continuamos tomando a sangria e dizendo: Gracias!

Principal – Espaguete com mejillones.

Mejillones = marisco de concha escura e comprida, que vive preso em rochas  à beira-mar.
Esta é uma daquelas variações sobre o mesmo tema (espaguete+frutos do mar) que é muy hermosa!

Mexilhões (no meu caso, sem casca e pré-cozidos) que são “esquentados” junto com vinho branco.  São reservados .

Faça um  creme com roux (água manteiga+farinha. Grato, Sueli!!), creme de leite e gema de ovo.

Misture ao caldo e reserve. Quer um conselho? Não coloque o roux!!

Enquanto isso, cozinhe o espaguete e misture rapidamente ao creme.

Sirva com os mexilhões, polvilhando com salsa e queijo ralado.

Dá pra sentir  o clima da La Rambla e do Boqueria.

Harmonizou perfeitamente com a legítima cava Segura Viudas Espanha que  foi “sabrosa” segundo os miguelitos, nós mesmos.

Sobremesa – Flan de Leche.

Este Flan de Leche é, pros íntimos, um legítimo pudim de leite.
2 favas de baunilha, 3 xícaras de chá de leite, ¾ xícara de chá de açúcar, 3 ovos e 6 gemas (é, você terá que encontrar 3 ovos que tenham duas gemas cada!! rs).

Estes ingredientes são trabalhados da seguinte maneira:  corte as favas e raspe as sementes. Ferva ambas junto com o leite e deixe descansar por 20 minutos. Numa tigela misture o açúcar, os ovos e as gemas. Pouco a pouco e batendo sempre, junte ao leite quente.

Divida este mistura entre formas refratárias que foram previamente cobertas por caramelo ( ¼ xícara de chá de açúcar – ¼ de xícara de de chá de água) e leve ao forno em banho-maria por 50 minutos.

Retire do forno, deixe esfriar por 15 minutos e desenforme.
Prontíssimo o gostoso pudim de leite. E ainda dei uma encorpada ao usar um maple pra adocicar um pouco mais.

Espetáculo e uma dose dum belo sherry Fundador encerrou tudo com chave de ouro.

Eis a opinião dos El Cordobés:

A vida é bonita e tem valor! Espanha, por favor! (Edu)
Un peré! Vivre Le Spagne. (Mingão)
Delicieux! Um peou muito bom! (Deo).

“A intensidade duma tourada  se encontra na cozinha espanhola, com seu fantástico leque de sabores, cheiros e cores. Cores que remetem a Gaudi e a Miró e suas formas orgânicas, sensuais e livres “.

Esta definição é perfeita. É muito difícil se estar, por exemplo, em Barcelona e não se envolver totalmente  com a paixão  e o entusiasmo “gastroñomico” que o espanhol exala.
Você se sente em casa e com vontade de “tapear” de tudo o que é jeito!

Hasta!

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bistrô paris e dcpv, onde comer bem, bacana, barato e com emoção na cidade-luz.

Isto é que é dica!
04 a 16/02/10

Bistrô Paris e DCPV, onde comer bem, bacana, barato e com emoção na cidade-luz.

Esta dica eu peguei no Riq (mais uma vez). Ele indicou o livro do Alex Herzog, o Bistrô Paris que diz onde comer bem, bacana e barato em Paris, uma cidade considerada extremanente cara.

É claro que tem algumas furadas nele, mas no geral o livro muito mais acerta do que erra. Mesmo porque, sabemos que nem sempre o que agrada a uma pessoa consegue deixar uma outra totalmente satisfeita. 

De qualquer maneira, usamos e abusamos da liberdade de escolha. Escolhemos no livro, escolhemos na rua, escolhemos pra fugir do frio. E dificilmente nos decepcionamos.

Vamos ao Guia DCPV/BP e último post sobre a nossa viagem a Paris.

 Experimentamos os restaurantes abaixo através de dicas do livro Bistrô Paris:

1 – Comptoir de la Gastronomie: lugar excelente com ambiente mais ainda e uma lojinha acoplada que é uma jóia. Compramos um montão de coisas e, certamente retornaríamos quantas vezes mais fosse necessário. O cassoulet é inesquecível.

2 – Le Café Blanc – andamos bastante pra encontrá-lo. Não combina muito com o nosso estilo pois as porções eram imensas. De qualquer maneira foi divertido pois éramos os únicos turistas no salão.

3 – Chez H’anna – pertíssimo do apê e um sujinho/chic (é, em Paris também tem disso) com um falafel de fazer você sonhar. E também de “conversar” com você por uns dois dias (aconteceu comigo).
Além dum curioso vinho rosé israelita .

4 – Les Philosophes – um “botecaço”  francês com comida autêntica e um ambiente super-divertido. Afinal de contas, um lugar que tem a frase de Levi -Strauss (não é o do jeans!), ” não basta  que um alimento seja bom pra comer, ainda tem que ser bom para pensar”  (se bem que há controvérsias!), só pode ser bom.

Escolhemos os abaixo a partir do nosso feeling (e às vezes, por causa do frio!! rs):

1 – Au Petit Thai – Também pertinho do apê. Um thai legítimo bastante apimentado e, melhor, extremamente romântico. Pétalas de rosas em todo o restaurante e até na calçada! Lugar bom pra namorar.

2 – Caffe Boboli – Este lugar é tão italiano, mas tão italiano que todos do staff só falam em italiano. E é muito bom com grandes massas al dente e uma excelente carta de vinhos (claro que italilianos) !

3 – Le Colimaçon – Este foi o palco da experiência mais francesa que tivemos. Uma comida excelente e um lugar (coisa comum em Paris) super apertado e aconchegante!! Este foi o que não tiramos fotos.

4 – Vins des Pyrénées – Escolhido por nós (através da concierge do apê) pra ser o lugar do nosso jantar do Valentines Day. Um restaurante tradicional com comida corretíssima e melhor, um ambiente familiar parisiense. Vale a visita!

5 – Leon de Bruxelles – Uma rede belga em que a especialidade é a dupla mariscos e fritas. Um verdadeiro espetáculo com  inclusive, a opção de ambos à vontade!! 

6 – Le Loir dans la Théière – Um bistrozinho vizinho ao apê que tem tortas formidáveis, além  dum ambiente francês ao extremo. Dizem que o brunch aos domingos de lá é imperdível. Não fomos, mas as enormes filas atestavam. 

7 – Les Deux Magots – Um café turístico. Mas é muito bom pra ficar observando o movimento e melhor ainda, imaginar que Hemingway e Picasso podem ter sentado na cadeira em que você está. Vai que alguma coisa passe por osmose!! rs

8 – Degrés de Notre Dame – Um restaurante escondido, mas com uma comida marroquina instigante. Couscous feito à moda, merguéz e até vinho do Marrocos. Só faltou tocar As Time Goes By

9 – Le Café Marly – Parece mais afrescalhado do que na verdade é. Comida excelente e uma vista pra Pirâmide do Louvre que já seria o suficiente pra obrigar a visita. 

10 – Café des Deux Moulins – Perfeito pros amantes da Amelie (e do duende!).

11 – Au Grain de Folie – O lugar mais natureba que fomos. Também pudera, é totalmente bicho-grilo e pequeniníssimo. Muito interessante e engraçado.
Ah! A comida é muito boa.

Se quiser saber sobre as nossa experiências no Jules Verne by Ducasse

L’ Atelier do Robuchon

 e no Palais de Tokyo é só clicar no próprio link. Dá pra dizer que todas foram magníficas.

Au revoir.

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