Arquivo de setembro \28\UTC 2010

32º IB – saborizando o dcpv com rosmarino e outros temperos

número 266/a
18/09/10

32 º IB Saborizando o DCPV com Rosmarino e outros temperos.

Maio, 25, 2009

Oi, Luciana. Tudo bom?
Como funciona? …
Aí eu reproduzo aqui no DCPV, faço um post (e você fica famosa! rsrsrs) e também participa do livro que publicarei com um capítulo pra cada um dos participantes. Você aceita?

Foi nesta data e com estes termos que eu entrei em contato com a Lu Betenson.
Naquele tempo ela escrevia o Rosmarino e Prezzemolo junto com a Adriana Haddad.

“Tem que ser receitas inéditas? Você quer texto também? Quer que siga um tema? Eu já conheço o Inter Blogs,…” (LB)

Bom, dois encontros depois (a Dé, eu, a Lu e o Mike, o esposo dela tivemos um blind date no Le Marais bistrot e outro no sonho de restaurante que é o Chou), várias viagens dos casais e até uma separação amigável da Adriana com o surgimento do blog Rosmarino e outros temperos, nos encontramos aqui em plena praia e ao vivo, pra reproduzirmos conjuntamente o “Menu Fusion Fun Praias”.

“Quis colocar neste menu que tem como inspiração as melhores praias do mundo, algumas das receitas mais queridas que faço em casa e que agradam todo mundo!” (LB)

Lu, é isso!
Praia (como a que estamos) e ainda mais com as comidinhas que agradam a todos é a nossa … praia.

Ao 32º IB (quer saber como funciona?) com as ilustres presenças da Lu, do Mike, da Marcie (do excelente blog sobre as novidades de NY, abrindoobico) , do grande Ciro Pellicano, da Regina e do Mingão além da Re, da Dé (que desta vez, gostou da produção) e de euzinho, claro!

Vamos lá!

Bebidinhas – Praia lembra caipirinhas, né não? 
Desta vez foram feitas de caju com Absolut Vanilia, de lima da pérsia com  Absolut Vanilia e de morcoti com canela .

E como alguns não tomavam (ou não podiam  tomar) caipirinha, abrimos uns espumantes italianos.

Aperitivo – Guacamole com Tortilhas (México e Caribe)

Tanto faz se em Cancun ou St Marteen, se na Riviera Maia ou em St Barth, todo mundo adora guacamole.
Amasse 4 avocados. Adicione 1 cebola bem picada, 1 dente de alho amassado e 2 tomates sem pele e sementes bem picados.

Tempere com suco de limão, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.
Finalize com coentro e pimenta dedo-de-moça sem sementes e bem-picada. Sirva com Doritos.

Ficou bem bom e se serve como base, o próprio Mike elogiou!

Sei que guacamole é manjado, mas como gosto muito deste prato, passei anos testando o mix ideal de ingredientes até chegar nesta receita. Valeu a pena, pois não tem um que não elogia quando experimenta. É o aperitivo ‘de resistência’ aqui em casa. O segredo dele é usar avocados, de consistência um pouco mais firme do que o abacate normal, e não amassá-los demais, para manter a textura. Nada pior que guacamole com textura líquida ou muito cremosa. O ideal é ‘granuloso’ mesmo! Outra coisa importante é picar tudo na hora, misturar e servir imediatamente, pois outro segredo de um bom guacamole é o seu frescor. (LB)

Entrada 1 Quiabos fritos recheados (Brasil)

Esta certamente faria um tremendo sucesso nas prais de MG. Ou de Goiás! rsrs
Faça um ragu com carne moída de vaca e de porco; tomates, cenoura, salsão e cebolas bem picadas; sal, canela e pimenta a gosto.  .

Corte cirugicamente (grato Regina e Mingão) os quiabos de um lado só, retire as sementes e rechei-os com o ragu.

Empane com uma mistura de farinha, ovo e água …

… e frite.

Fritei na hora e ficou muito bom (e também fiz uma sujeira danada na cozinha! rs)

Mas como boa aquariana que sou, gosto de uma novidade, então resolvi incluir uma receita totalmente nova no menu Fusion Fun Praias, representando o Brasil! No início havia escolhido o cuscuz paulista, depois pensei em acarajés, mas achei o cuscuz muito ‘carne de vaca’, e o acarajé definitivamente não faz parte da minha cozinha de todo dia. Então resolvi homenagear um chef de cozinha aqui de Ribeirão Preto, onde moro, que é o André Ferreira. O André tem um serviço de catering e buffett na cidade e faz coisas deliciosas, como um cuscuz marroquino com legumes, de comer de joelhos. Optei por estes quiabos recheados com ragu de carne, ingredientes queridos aqui em casa, embora a receita seja nova. Quiabo é bem brasileiro não é? E, como tudo feito pelo André, delicioso! (LB)

Entrada 2 – Horiatiki Salada (Grécia)

Mykonos? Santorini? Oia?
Tanto faz. Estamos todos na Grécia e comendo uma salada grega de pepino com hortelã.
Corte pepinos em cubos (com casca). Salgue e deixe escorrer.

Faça um molho com l copo de iogurte natural, 1 colher de sopa de maionese, suco de l limão, 1 colher de chá de sal e 2 colheres de sopa de hortelã picada.

Junte azeitonas pretas, tomatinhos-cereja, queijo de cabra esfarelado e sirva.
Ficou muito boa. Na verdade, um pouquinho salgada e depois a Lu descobriu que não tinha iogurte na receita dela.
Como dizem que as grandes invenções acontecem deste jeito, considero esta um sucesso. 🙂

Servimos tanto o quiabo como esta salada juntos como entrada.

E bebemos um vinho rosé Guigal Cotes du Rhone 2006 que foi “fresco, neutro, beirando o licoroso, corinthians, vitoria, ki-suco, coca-cola, iarlei, blefe, granadine fajuta” segundo os farofeiros-chics, nós mesmos.

A salada grega também é muito querida aqui em casa. É deliciosa na sua simplicidade de ingredientes de qualidade e pouquíssimos temperos. Desenvolvi esta receita depois de experimentar a legítima horiatiki em um restaurante grego em Nova York, o Molyvos. O segredo dela é usar mesmo ingredientes de boa qualidade: tomates-cereja bem vermelhinhos e doces, nada ácidos; um bom queijo feta, azeitonas pretas kalamata gregas e um bom azeite extra-virgem.

Principal – Camarão ao molho picante (Seychelles e Maurício)

Seychelles? Maldivas? Maurício? (a Emília e o Arnaldo conhecem tudo de lá!).
Todos são lugares lindos e caros.
E cá pra nós, gostoso+caro=camarão!

Derreta 1 colher de sopa de manteiga e frite 2 cebolas bem picadas até ficarem transparentes.

Junte 4 tomates sem pele e sem sementes bem picados, 1 colher de café de garam masala, 1 colher de café de curry, 1/4 colher de café de pimenta chilli vermelha em pó e 2 colheres de café de sal.

            

Misture e deixe cozinhar até encorpar.

                      

Esprema 1/2 limão e deixe cozinhar em fogo médio por exatos 15 minutos (precisão britânica. Como em Barbados!)
Apague o fogo, junte 150 ml de creme de leite e salpique uma colher de sopa de coentro fresco picado.

Sirva imediatamente com arroz basmati simples (cozido em água fervente).

E foi o que fizemos.
A montagem foi rápida …

              

… e o prato ficou com uma cara muito boa..

Um vinho branco Verdicchio dei Castello di Jesu 2008 Umani Ronchi nos acompanhou. Ele foi “sabor da Provence, distinto, verde não frisante, inesquecível (mesmo porque não tomei!), clássico, quando eu tomar eu te conto, freno queimado, personalidade, quiabo de capri, spetacollo”, segundo os viciados em picolés Rochinha, nós mesmos.

A receita do camarão picante foi criada depois de uma fase de amor puro e verdadeiro com a comida indiana. Comprei um livro chamado “Curries made simple”, que explica muito didaticamente sobre temperos e receitas indianas, e a partir daí forrei a despensa com os temperos indianos básicos e comecei as experimentações. Esta foi especialmente feliz. Também daquelas muito elogiadas por quem passou por aqui. É muito tempero junto, mas juro que dá tudo certo!

 Sobremesa 1 – Pudim de abóbora com coco (Indonésia e Polinésia)

Taí um petisquinho bom pra se degustar em Moorea, Bora-Bora ou Bali.

Bata no liquidificador 300 g de abóbora cabotchã cozida no vapor com 1 copo de leite. (grato, Cristina). As medidas são refrentes a um copo de requeijão).

Misture na batedeira 1 colher de sopa de manteiga com 1 copo de açúcar até ficar branquinho. Acrescente a abóbora batida, 1/2 colher de café de canela em pó e 1 pitada de cravo moído.
Desligue a batedeira e adicione delicadamente 3 claras batidas em neve. Coloque a mistura numa forma de pudim untada com manteiga . Asse em banho-maria a 180º  por ~1 hora.

Enquanto isso, faça um creme de coco batendo 1 xícara de chá de creme de leite fresco, 1 xícara de chá de leite de coco e 1/3 de xícara de chá de açúcar (este foi a Dé que fez). 
Desenforme o pudim, enfeite com creme de coco por cima e sirva.

Todos gostaram muito deste doce!

O pudim de abóbora foi outra receita adaptada por mim e testada muitas vezes, já que adoro a combinação da abóbora cabotchã com especiarias. Acho que esta ficou ideal, suave mas marcante. Todo mundo ama! E a apresentação dela é um toque de glamour a mais: assar o pudim nas pequenas abóboras, colocando por cima uma ‘noz’ do creme de coco, a deixa ainda mais gostosa. (LB)
Ôpa. Esta apresentação eu fiquei devendo!! rs

Sobremesa 2 – Aloha (Havaí)

Já que estamos na praia, vamos surfar. Ou melhor, pegar altos tubos nas praias de Waikiki e Waimea. De preferência, tubos de marshmallow.

Descasque e corte laranjas de um jeito que não fique nenhuma parte branca. Deu pra perceber que usamos morcotis.

Faça uma calda levando 1 e 1/2 xícaras de água ao fogo, 2 colheres de sopa de mel Karo e 3 xícaras de açúcar .

 Espere ferver até obter o ponto de calda de fio.

Bata 2 claras em neve. Com a batedeira ligada, acrescente aos poucos a calda ainda quente e em seguida, 1 colher de chá de essência de baunilha. O marshmallow está pronto.
Monte a sobremesa em taças e em camadas.

 Uma de morcoti, outra de marshmallow e a última de coco ralado fresco.

Esta é praiana mesmo.

Encerramos o expediente com um Late Harvets Santa Carolina.
Era hora de levantar da cadeira e bater palmas pois o por-do-sol estava lindo.

A sobremesa Aloha não poderia ficar de fora quando pensei no menu. Pelo nome, pelos ingredientes e pelo colorido dela. Esta sobremesa era um clássico de um restaurante antigo, mas delicioso em São Paulo, o Salad’s. Quem frequentava lembra da combinação de doce, azedo e crocante, inesquecível. Quem refez a receita original foi a Adriana Haddad, minha antiga sócia no blog, que inclusive incluiu esta sobremesa em uma das suas aulas de culinária em Araraquara. (LB)

Olha, a noite toda foi como se estivéssemos na orla. São receitas não muito complicadas e com um jeitão bem familiar.
E mesmo assim, todos nos sentimos como se estivéssemos passeando por estas belas praias ao redor do mundo.

Imaginem um RTW que começou no Brasil, passou pelo México, Hawaí, Polinésia, Grécia, Seychelles e terminou aqui no Brooklin?
Portanto, grato Lu pela participação e mais ainda por ter vindo aqui (junto com o Mike) dividir estas experiências conosco. E também a Marcie e ao Ciro por darem o ar da graça  e nos divertirem bastante com aquele bom papo que já conhecemos. 

Já que o princípio dos IB é tentar transformar as coisas virtuais em reais e prazerosas, creio que atingimos completamente o objetivo. 
Seguem as nossas flores reais,que estão se tranformando em ex-virtuais.

Eis a opinião dos surfistas de garfos:

Adorei, mas as sobremesas estavam especialmente gostosas. (Lu)
Comida alegre e divertida, com sabor. (Mike)
Surpreendente o quiabo. Uma delícia o camarão. Ótima a sobremesa. (Ciro)
Sobremesas incríveis; vinhos espetaculares; comida saborosíssima – mas o melhor mesmo foi a companhia. (Marcie)
Primeiro quiabo que comi na vida. Porque demorei tanto tempo? Adorável. (Regina)
Que Kiabon! (Mingão)
Jantar re-construído incrível. (Re)
A primeira vez você nunca esquece. (Dé)
Estou pensando numa frase pra definir esta noite!! (Edu)

Continuamos a nossa saga, a dos IB, no próximo mês com a realização do 33º , com a participação da estudante de gastronomia, Isabela Tibo do blog homônimo. O que virá?

Abs a todos.

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provence – dixième jour – o mundo cor-de-rosa em nice

13/07/2010

Provence – Dixième Jour  –  O mundo cor-de-rosa em Nice

Último dia na genuína Provence. Pelo menos, naquela em que estamos acostumados a associar com ela.

Melhor dizendo, última manhã.

E pra terminar com chave de ouro, nada melhor do que uma boa feira. Ou um marché, como eles denominam por aqui.

As feiras provençais são naturalmente encantadoras. E numa cidadezinha pequenininha, mais ainda.
Fomos à de Saint Saturnin les Apt.  Fica um pouco pra cima de Joucas (uns 10 km) e aproveitamos pra tomar o café da manhã por lá.

Só que chegamos depois das 10:00 hs e segundo as regras francesas, passou deste horário, só almoço! rs (mais uma vez a filosofia do Soup Nazi atacou!)
Resultado: compramos uns pães numa boulangerie e pedimos um capuccino num barzinho bem no melê da feira.  Até que foi uma bela substituição.
O restante é aquela história de sempre: frutas saborosas,…

 … queijos mais ainda, …

… sabonetes cheirosos (com um vendedor com uma tremenda lábia),…

… “coisinhas” pra prender os cabelos, …

… chapéus vistosos, …

… comidinhas fantásticas, …

… e toalhas de mesa enormes. Toalhas de mesas enormes?
É, a Re e a Dé conseguiram comprar uma toalha imensa com os seus respectivos guardanapos. E vou confessar: é muito bonita!

Passeamos bastante por lá, resolvemos subir mais um pouquinho e dar uma checada numa região pródiga em lavandas e muitos outros tipos de flores.

Fomos pra Lagarde d’Apt . O lugar é pequeno mesmo (somente 27 habitantes), mas a imensidão das plantações é impressionante.

Vistas de tirar o fôlego com kms e mais kms de campos  floridos.

Voltamos, fizemos um checkout rápido no hotel porque tínhamos um almoço marcado com a Rachel Verano (escritora fantástica especializada em turismo e dona do blog Viajar bem e barato. Como eu já disse é a Peter Mayle melhorada) e o Marco Pomarico, o esposo dela e grande fotógrafo, lá em Aix en Provence.

Era no Le Deux Garçons, um bistrô onde Cézanne batia ponto costumeiramente.

Atrasamos um pouquinho e eles também se bem que, no caso deles não vale pois moram bem perto dali.|
Conversamos bastante (eles são muito legais) e aproveitamos pra comer os pratos favoritos do Cézanne:

Salmão, creme de queijo de cabra, spaghetti ao pesto, salada de camarões e um beauf et frites.

A comida foi competente. O papo foi fantástico já que aproveitamos pra absorver toda a experiência turística deles (acompanhe o blog dela) além de matarmos a curiosidade já que só nos conhecíamos virtualmente. E olha que ela já participou ativamente dos planejamentos das nossas viagens.

Foi uma daquelas conversas prazerosas. Quanto ao restaurante, além da aura de se saber que o Cézanne esteve por lá, ficamos com a sensação que o bom mesmo deveria ser o pastis.

Saímos atrasadões de Aix, não sem antes tomarmos um sorvete de despedida e tirarmos uma foto de registro do delicioso encontro.

Quase 3 horas depois, chegamos a Nice.

E ao hotel Negresco,  famosíssimo e com a expectativa de encontrar mais um museu do que um lugar de descanso.

Foi justamente o que aconteceu.

Pra se ter uma idéia, o nosso quarto ficava no quarto andar que é a ala do Napoleão. Vários objetos da época dele decoravam o hall do elevador.

E o nosso corredor tinha uma exposição especial só com obras originais do Salvador Dali. Fantástico.

O quarto propriamente dito é confortável e, digamos, meio rococó. 

E os banheiros então? Você sente um verdadeiro imperador utilizando um trono dourado!!

A vista do quarto também é um espetáculo, dando a sensação de estar dentro do mar azul. Agora dá pra entender o porque da Côte d’Azur.

Saímos correndo (ai, slow!!) já que tínhamos ingresso pro show da Pink.
E chegamos estressados pois não conseguíamos lugar pra estacionar. É, até pra espetáculos o estacionamento é difícil por aqui.
Pelo menos, o por-do-dol compensava!

Conseguimos um lugar a kms do Palais Nikaïa e apesar do nosso pequeno atraso, ainda esperamos quase uma hora pro começo do show.
Apesar da nossa câmera ter sido confiscada na entrada (o que certamente impediu os registros), o show foi imperdível.
Alta tecnologia com a mais alta perfomance. A mulher entrou no palco através dum guindaste duns 40 m e terminou voando sobre a platéia.

Mais uma vez a experiência de assistirmos a um espetáculo durante uma viagem foi marcante.

A Pink fez o nosso mundo mais cor-de-rosa ainda!.

Arrivederci.
Amanhã iremos pra Itália e daremos quase que uma volta ao  mundo!!

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31º IB – Margot cosas de la vida no DCPV

número 264
14/09/10

31º IB Margot cosas de la vida no DCPV

As vezes,  a diferença das línguas é uma grande barreira. Nem sempre você consegue assimilar tudo o que esta barreira impõe.
Em outras oportunidades, ela aproxima as pessoas. E foi o que aconteceu neste caso.

A Margot do excelente blog  Margot cosas de la vida, sempre foi uma habituée do DCPV (e isto é recíproco). E ela tem uma condição geográfica excepcional: é espanhola e melhor, mora em Barcelona (todo mundo sabe que a Dé e eu morremos de amores por esta bela cidade!).

Só isto já seria mais do que motivo pra convidá-la pra participar dos Inter Blogs (quer saber o que é?)
Adicione a extrema simpatia e o bom humor dela às receitas multi-coloridas que são exageradamente fotogênicas (a Dé adora!)  e com uma tremenda cara de saborosas e teremos o porque dela estar por aqui.

Voltemos a barreira linguística. Tudo começou em 08/06/09. Eu, entre outras coisas disse pra ela já que você é praticamente um ícone do DCPV, não gostaria de participar dos Inter Blogs?”

Ela respondeu: “Cuentame que es eso de Inter Blogs, muestrame una pagina… pero esas siglas que son? DCPV?”

Após alguns e-mails em que o meu português era entendido por ela; o espanhol dela por mim e uma série de “rsrsrs” da minha parte além de um monte de “jajajajaja” dela, deixamos engatilhado o roteiro do menu. 

Inclusive, acabamos (eu e a Dé) sendo convidados prum concerto dela (ela é soprano) lá em Barcelona e no final de 2009.

Infelizmente não pudemos ir, mas já deixamos marcado um tour catalão pro ano que vem. Certamente passaremos bons momentos e daremos muitas risadas com ela.
O tempo passou e ela, original que é, nos enviou o menu final, a “herencia” culinária.

Poética e premonitória, ela o intitulou Mediterrani Ilum i Color. Consta de 5 tapas livianas y dos mas contundentes, como el atum e las carrilleras. He combinado varios ingredientes como son: carne y pescados, verduras y frutas. Para finalizar, esta locura de cocina en miniatura… Que mejor que este postre de fresas con cava llamado Un toque de Locura?”

Quer coisa mais instigante do que uma descrição destas, pra te deixar animado pra pintar? Como? Pintar?  

Na verdade, estas receitas da Margot são praticamente aquarelas em que cada ingrediente é uma cor e você se sente um verdadeiro artista ao montar estas obras-primas!

Às tapas, então! E não vamos deixar a diferença de línguas atrapalhar, mesmo porque são elas, as nossas línguas, que irão trabalhar bastante!

Bebidita – Aquecemos (literalmente) com uma variação do Whisky Sour, o Jerez Sour.

Tapa Uno – El Jardin de los Pensamientos.

“Es un bocado donde las flores son las protagonistas,  como en los patios de Cordoba  llenos de flores y frescor.”

Corte avocado, pêssegos, marmelada e salmão defumado em pequenos cubos.

Faça um vinagrete com azeite, vinagre, sal e geléia de laranja.

Emulsione e misture ovas de salmão.
Monte colocando por baixo folhas mescladas de hortaliças, logo acima os ingredientes cortados em cubos e tempere com o vinagrete.

Decore com os pensamentos (no nosso caso, pétalas de rosas).
Margot, o nome foi muito bem dado. É um verdadeiro e saboroso jardim. E ficamos pensando o quanto seria bom comermos esta tapita a noite inteira.

Tapa Dos – Pulpo a Sirena.

“Esta tapa nos transporta a dos  lugares maravillosos Prades y Vigo.(Patatas de la comarca de Tarragona y el pulpo de Galicia)”

Espete uma batata com um garfo e cozinhe. Tire a pele e corte em cubos grandes.

Espalhe pimentão em pó num pratinho.

Coloque o cubo de batata no centro, um pedaço de polvo cozido por cima …

…  e cogumelos (usei shitake salteado).

Tempere com Flor de Sal e um fio de azeite.

Esta também é pra comer aos montes e sentir o gosto e o cheiro de maresia da BarcelonetaMargot, bingo!
Servi estas duas tapas conjuntamente. Ficaram bem bonitinhas, né não?

E tomamos um legítimo espumante brasileiro o Salton Demi-Sec que foi “p.q.p., que Boqueria, harmony, perfeito ” segundo a bela e os belos guapos.

Tapa Tres – Passión.

“Esta tapa nos lleva a un Madrid moderno y excitante por la mezcla latina de sus gentes.”

Tire a pele do tamarillo (tomate japonês. Tem no sex shop) e corte em pedaços pequenos.

Dê umas pilonadas em alguns pistaches.

Faça um molho com maracujá, sal, vinagre e mel. Emulsione.

Monte numa colher com o tamarillo, o molho e os pistaches.

“Es una explosión de sabor y cosquilleo que te engancha a comer mas de una…”.
Correcto, Margot. Correcto! E é como comer um belo perfume!

Tapa Cuatro – Alejandria, moun amour.

“Esta mezcla me sublima, funde dos culturas como son Navarra (queso) y Salamanca ( Ibérico). Resultando la combinación… una exquisita belleza y sabor.”

Fatie em lâminas finas um queijo Idiazábal (de cabra da região de Navarra). Procurei no sex shop e não encontrei. Comprei um “similar” bem firme que me permitisse fatiá-lo conforme descrito. Ledo engano! Não consegui e o jeito foi quebrar um galho com uma bela muçarela!! rs

Estire a fatia (como um caneloni) e coloque figo e presunto ibérico.

Enrole e tempere com um molho emulsionado de pistaches, sal, vinagre e azeite.

Decore com pétalas de flores e um ramo de tomilho limão.

Juntei as tapas 3 e 4 e acabou resultando nisso: (a fotógrafa gastronômica oficial do DCPV, a Dé,  agradeceu).

Margot, quem seria esta Alejandria? A cidade?

Tapa Cinco – Caramelo a la Huerta.

“Esta tapa conjuga dos grandes ciudades con sus playas y su maravilloso pescado.Valencia y Alicante.”

Salteie abobrinha, cebola roxa, beringela e pimentão vermelho cortados em cubos. Tempere e deixe esfriar.

Coloque numa forma e no forno por 5 minutos, linguado cortado em tiras com um fio de azeite por cima e temperado com sal.

Corte massa Phyllo com 10 cm de largura e enrole recheando com um pedaço de linguado e os legumes.

Dobre e feche cada lado com ciboulette. Finalize com um pistache (pra dar uma corzinha) e leve ao forno até a massa dourar.

              

Fica extremamente crocante e parece realmente uma bala. Mais mediterrãneo impossível, Margot!

Tapa  Seis –  Takai de atum

” Nos puede llevar tanto a Barcelona o Madrid lugares donde  la fusión oriental esta a la última moda culinaria.”

Corte atum fresco em cubos grandes. Marine-os  por 3 horas com gengibre cortado em cubos pequenos, azeite e shoyo.

Seque-os e doure-os levemente (não se esqueça que o centro deles deve ficar cru!)

Frite camarão com as cabeças e cascas. Descasque e guarde as cabeças.
Coloque azeite numa frigideira com um pouco do marinado do atum e junte cabeças de camarões. Filtre o azeite e reserve.
Num espeto de madeira, coloque um cubo de atum, ervilhas cozidas, cogumelos, camarão frito e finalize com o azeite reservado e gergelim tostado.

Este é de chorar, Margot! A Dé estava quase desistindo e indo dormir, mas não resistiu também. Quanto ao resto do bando, estávamos loucos pra degustar o número 7.

A junção do 5 e do 6 também quedou-se muy hermosa!

Tomamos um tinto leve espanhol, o Bierzo Mencia Tilenus 2005 que foi “ultra-leve, baloon, delicado, dominesco” .

Tapa Siete – Máximo Placer

” Es el que nos provoca Castilla  con sus carnes, son adoradas  desde siempre por ricos y villanos.”

Pegue um músculo de vitela e frite numa panela com azeite por 15 minutos.

Junte alho porró, cenouras em rodelas, cebola em brunoise, louro, tomilho, pimenta, ras al hanout e cozinhe por mais 15 minutos.
Coloque um copo de vinho tinto da Rioja e deixe evaporar. Adicione pistaches, tâmaras e um pouco de água quente.

Deixe cozinhar por mais duas horas. Passado este tempo, retire o louro, o tomilho e triture tudo. Passe o molho no chinois e reserve.
Corte a carne em pedaços pequenos. Monte estes pedaços em aros e compacte muito bem.

Decore com cenouras, pistaches e pedaços de tâmaras. Sirva o molho em pequenas molheiras. 
Mais um nome perfeito pra receita. Máximo prazer!

 Foi exatamente o que tivemos ao comer uma carne tão macia que chegava a derreter na boca!

Tapa Ocho – Un toque de locura.

“Nos produce la mezcla  de las fresas con el cava, fresas de San Pol de Mar (tierra de la gran chef Ruscalleda) y las cavas catalanas.”

Liquidifique 250 g de morangos junto com 3 colheres de açúcar e passe numa peneira resultando num purê fino e sem sementes.
Coloque 500 ml de cava pra ferver e junte agar-agar (vou confessar, usei gelatina sem sabor!), fervendo por 1 minuto.
Retire do fogo,  junte mais 3 colheres de açúcar e misture até dissolver.

Junte a cava com o purê de morangos e segundo a Margot “aqui dejamos volar nuestra imaginación”.

E foi o que eu fiz. Coloquei em copinhos de vodka …

… e em colheres de cerâmica.

Como não achei os Peta Zeta indicados pela Margot, improvisei com palitos de chocolate espanhol e o já famoso açúcar gay.

Um grand finale prum jantar voluptuoso e de personalidade.

Eis a opinião dos adoradores de tapas:

Deliciots espanhols! Que maravilhoso! Tudo! (Edu)
Uma noite em Barcelona! Maravilhosa
! (Mingão)
Perfecto! Hermoso! (Deo)

Margot, grato pela participação que certamente foi marcante ao extremo. Como sempre e desta vez mais ainda, os IB acrescentaram e muito à nossa cultura gastronômica e sentimos sabores jamais experimentados.

Segue, como manda a tradição, as nossas flores virtuais. Com as cores espanholas!

“Hay muchas cosas en la vida que nos dan placer. Una de ellas es la comida. Hoy me he dejado llevar por el contraste de sabores”.

Margot, a tua missão foi mais do que cumprida!

PS – Eu me enganei no último IB quando anunciei que o próximo (este que acabei de postar) seria o da Lu Betenson do Rosmarino e Outros Temperos.  E agora sim, é verdade. Fizemos o tal no último sábado (18/09).
O local foi o mesmo: na praia, com um menu praiano e com a presença da Lu e do Mike, o esposo dela além da Marcie e do Ciro Pellicano e da Regina e do Mingão. Aguardem a publicação do post!

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provence – neuvième jour – o novo castelo do papa

12/07/2010

Provence – Neuvième Jour  – O Novo Castelo do Papa.

Quando eu vi que Chateauneuf du Pape era perto de Avignon, não pensei duas vezes em incluir uma visita à cidade no nosso roteiro.

E hoje era o dia!

Antes disso, conhecemos o Musée de la Lavande, que fica em Coustellet e que além  de informações interessantes sobre a bela e perfumada flor, ainda tem a melhor loja com produtos derivados dela e que é de fazer você pensar em jogar a tua franquia de malas nas pedras. Cremes, sementes culinárias, sabonetes, shampoos, sachês. Eles tem até pés de lavandas!

E lá você fica sabendo que as lavandas originais tem uma flor em cada ramo e as lavandins (que são as mais abundantes) tem mais do que uma.

Aproveitamos e demos mais uma paquerada em Isle sur la Sorgue já que a Re ainda não conhecia (bela desculpa!)

É realmente um lugar agradável e bonito.

Definitivamente caiu nas graças da família. É candidato sério a ser a sede provençal do DCPV. A Dé indicou! rs

Até que seria bem fácil viver por lá, né não? Quem sabe até aprenderíamos a jogar Boules, a quase bocha.

De lá, rumamos direto pra Chateauneuf.

Meia hora depois, estávamos numa área com uma paisagem surpreendente e com uma quantidade absurda de vinhedos/vinícolas conhecidas.

No caminho, conhecemos o Bernard Castelain, um grande chocolatier e que tem uma variada loja gourmand.

Compramos algumas coisinhas (chocolates, vinhos, doces) e fomos definitivamente pra Chateauneuf du Pape, que foi denominada desta maneira por ser justamente o lugar onde o Papa (que tinha se mudado pra Avignon) ia nos seus dias de lazer tomar uns vinhozinhos da melhor qualidade.

Começamos passeando pelo centro da vila. Que como todas na Provence, era muito bonita, com lugares fantásticos e extremamente vinhática.

Resolvemos almoçar por lá mesmo, no restaurante La Mule du Pape que oferecia uma comida simples, que neste caso não é pouca coisa.

Tomamos um rosé provençal  e providencialmente refrescante.

Comemos saladas, omeletes, …

 … e uma formule (pra mim) com uma salada de batatas como entrada, …

 … e carne de porco e moules (de novo!) com um denso molho atomatado.  Terra e mar em plena harmonia!!

Passamos ainda pelo Musée du Vin, meio meia-boca, mas mesmo assim interessante e voltamos pra nossa região.

Antes de voltarmos, conhecemos o marco zero da cidade, o verdadeiro Castelo Novo do Papa. Não está tão novo assim, mas …

Próxima parada?

Ménerbes, retratada tão bem pelo Peter Mayle e próxima ao Le Musée du Tire-Bouchon, o famoso Saca-Rolhas.

Taí uma visita curiosa, instrutiva e bacana.

Às vezes, sacana.
São vários tipos de saca-rolhas expostos cronologicamente  e esclarecendo a evolução deste tão precioso apetrecho.

O tour ainda dá direito a conhecer a vinícola e como os vinhos são envasados além da passagem pela cave onde eles repousam. Impossível não comprar alguns deles.

Voltamos por Bonnieux (eu juro que tentei achar a placa do filme Um Bom Ano (A Good Year). Quem assistiu e leu o livro, concorda comigo que o filme, apesar das imagens fantásticas, resultou numa bomba! O Russel Crowe está mais canastrão do que nunca!)

Informamos a Maria (a voz portuguesa do GPS) que queríamos ir ao hotel por um caminho turístico e ela nos brindou com mais uma verdadeira demonstração da pujança provençal.

Após andarmos embrenhados no mato por uns 30 minutos, nos vimos no meio de um montão de árvores bonitas.

Era um tremendo cerejal!

É claro que tiramos um  montão de fotos. E  mais claro que ainda que aproveitamos pra pedir emprestado um  montão de cerejas e… comemos todas.

Doces ao extremo e com a sensação de que o proibido é mais gostoso mesmo.

Chegamos ao hotel, nos trocamos (ei, tomamos banho  também) e fomos jantar em Gordes.

Mais uma vez a história das reservas se repetiu. Não tínhamos feito e após perambularmos por alguns restaurantes, conseguimos uma mesinha no Le Provençal, quase uma pizzaria.

O curioso é que o lugar é de um asiático (daí a transgressão das regras) e ele te obriga a pedir pelo menos um prato pra cada adulto.

Duas pizzas e uma tremenda salada depois, estávamos saciados e prontos pra dormir.

Ao som dos cigarras (eu já falei do barulho altíssimo que elas fazem?) e com um céu lindíssimo.

Dia perfeito. Na verdade, faltou visitar o Museu da Taça de Cristal se ele existisse (taí uma boa idéia prum novo negócio, sócio) já que tínhamos ido no de Vinhos e no de Saca Rolhas!.

Au revoir. Amanhã passamos por Aix en Provence, almoçamos com a Rachel Verano e o Marco e chegamos a Nice. É dia de show da Pink.

Uhu!!

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dcpv – viagens gastronômicas através do estômago

 número 263
17/08/10

Viagens Gastronômicas através do estômago

Este livro editado pela National Geographic é muito bom. Ele parece, a princípio, um daqueles que estão aos montes nas livrarias que mais são resenhas mal feitas do que qualquer outra coisa.

Mas Viagens Gastronômicas,500 lugares extraordinários pra comer no mundo todo  acaba sendo muito mais uma referência pra consulta de regiões pronde você certamente gostaria de viajar! São dicas bacanas de lugares e mais ainda, com algumas boas receitas incluídas.

Partindo deste princípio resolvi simplesmente copiar os textos e reproduzir alguns pratos só pra sentirmos o clima. Espero não ser processado por isto!! rsrs

Vamos lá, viajar e comer um pouquinho!!

Índia – Chaat em Mumbaiao sair do trabalho ou da escola, na praia ou no parque, os habitantes de Mumbai (pros saudosistas, Bombaim) lancham a comida de rua mais famosa da cidade.

As calçadas de Mumbai, capital financeira da Índia e a maior e mais movimentada cidade do país, são lugares cativantes. Abra caminho por dentistas de rua, os limpadores de orelha, os engraxates e os barbeiros e você encontrará uma grande variedade de doces e aperitivos (chaat) à venda nos carrinhos e barracas da beirada da rua. Salgados e crocantes, doces e azedos, os chaats são feitos com bolinhos de grão de bico frito, arroz inflado, gengibre ou pasteizinhos de batata cobertos com iogurte, cebola e especiarias. Canções populares tem sido escritas sobre a comida de rua da cidade – seu único desafio é escolher entre as centenas de porções picantes a venda.
Precisa se refrescar? Tente um lassi. Essa bebida de iogurte pode ser doce ou com uma pitada de sal – muito boa pra refrescar a garganta depois de todas estas pimentas.

Receita – Lassi de Manga.

Coloque uma manga fatiada, 3 xícaras de iogurte natural, 1 xícara de leite, 1/2 xícara de açúcar, cardamomo em pó a gosto e bata num liquidificador até ficar homogêneo.  Para servir, coloque gelo até a metade dum copo e complete com o lassi. 

Espanha – Mercat de la Boqueriano calçadão de Barcelona, las Ramblas, está a entrada pro templo da gastronomia.

O Mercat St. Josep, conhecido como  Mercat de la Boqueria  (aí está um sex shop com pedigree), é o coração da cidade e um dos mercados mais famosos da Europa. Para quem vai pela primeira vez a experiência é inesquecível (e é mesmo!) : as cores, o barulho, a agitação e a dimensão do mercado são surpreendentes.
Mais de 30000 tipos de comida são vendidos ali de especialidades locais, como pimientos de padrón, bacalhau, salame fuet, a pratos  incomuns como ovos de emu e avestruz
(comemos até insetos por lá!). Carnes e charcutarias, peixes e mariscos, nozes, vegetais e frutas secas, chocolates, flores, pães, queijos – há de tudo no mercado. E a qualidade é excelente – muitos chefs estrelados no Michelin compram produtos lá.
E quando se fala em Barcelona, quem esteve por lá sabe, se fala em Pa amb tomàquet. Pão grelhado com tomates é a marca registrada de Barcelona. É servido sozinho ou como entrada. Anchovas, vegetais assados, salame, presunto ou outras carnes curadas podem acompanhar.

Modo de fazer – Toste um pão velho até ficar bem dourado.  Passe alho nele e esfregue a metade dum tomate cuidando pra que o pão fique bastante úmido. Coloque um legítimo azeite de oliva e salpique um pouquinho de flor de Sal. Cuidado, é altamente  viciante!

França – Sabores da Provence Luberon, no centro da Provence, é famosa por causa dos vilarejos no topo das colinas, da paisagem bucólica e dos sabores da culinária.

Numa tarde de verão, sente-se no terraço do Café  de France, no topo duma colina em Lacoste. Enquanto observa fazendas tranquilas, vinhedos e matas que se estendem até o vilarejo vizinho de Bonnieux, respire o ar quente, carregado de aromas inebriantes da Provence: ervas selvagens misturadas com alfazema, rosa e madressilva e talvez um pouco de melões maduros ou figos secando. Explore os mercados locais e seus sentidos serão dominados  pelo aroma dos tomates holandeses, manjericão, ramos de alho, buquês de flores selvagens recém-arrancadas, boules de queijo de cabra e contêineres de azeitonas dos agricultores locais que colheram as safras no auge do amadurecimento. (A Provence é isto mesmo! Somos testemunhas!)

Amêndoas torradas com ervas (estranhamente, não comemos nenhuma destas por lá!)

Coloque 2 xícaras de amêndoas em uma vasilha, cubra com água e deixe descansar por 20 minutos. Escorra e acrescente sal, pimenta do reino e 2/3 de xícara de ervas da provence. Misture bastante e deixe descansar por uma hora.

Aqueça o forno a 180ºC. Cubra o fundo duma travessa  com papel vegetal e espalhe as amêndoas. Asse de 15 a 20 minutos até que elas fiquem secas e crocantes. Deixe esfriar e sirva. Os sabores provençais estarão definitivamente na sua boca.

Tailândia – Damnoem SaduakExperimente as cores e os sabores do mercado flutuante mais concorrido da Tailândia

Carregada de mamão verde e guirlandas de orquídeas, uma sampana desliza na água logo que amanhece, sem querer ondular as águas calmas do klong (canal). Um cão late, um passarinho canta e donas de casa entram uma a uma nos pontões que ladeiam o canal pra pechinchar produtos com os vendedores nos barcos. Minutos depois, uma flotilha inteira rema pelo canal labiríntico rumo ao mercado. Localizado a cerca de 100 km a oeste de Bangcoc, o Damnoen Saduak é o ponto de encontro dos habitantes locais, de visitantes em busca de boa comida e de mulheres do interior que vendem produtos de seus pomares e jardins. Rapidamente, cozinhas flutuantes enchem o ar de fragrâncias e fumaça com o chiado do óleo fritando nas woks. Capim-limão, coentro, limão, gengibre, tamarindo e muito leite de côco. 

Receita – Salada Tailandesa de Pepino

Coloque numa panela 225 ml de vinagre, 1/4 de colher de chá de sal, 2 colheres de sopa de açúcar e cozinhe em fogo baixo até que se dissolvam e o molho engrosse ligeiramente. Deixe esfriar.
Lave 2 pepinos e corte em quatro longitudinalmente. Fatie-os bem fino e coloque-os numa travessa com 2 echalotas, 1 pimenta dedo-de-moça e 1/2 pimentão vermelho, todos cortados finamente.

Ao servir, misture o molho e tempere com amendoim e coentro picado.

Tentamos tomar um vinho tinto brazuca, o Tannat Torcello 2005 que todos definimos como “intragável”

Inglaterra – Frutos do mar em PadstowUm pitoresco porto pesqueiro no sudoeste da Inglaterra forma o cenário perfeito pra aulas de culinária de frutos do mar.
Rick Stein, um dos chefs mais queridos da Grã-Bretanha, fundou sua aclamada Seafood School na cidade de Padstow Cornwall, para aumentar a confiança das pessoas no preparo de peixes e frutos do mar numa atmosfera descontraída. Entre degustações e discussões, você aprende o preparo básico de peixes e técnicas culinárias, além de como fazer pratos tão diversos como risotto nero e curry tailandês de frutos do mar. Se isso lhe parece trabalhoso demais, Rick Stein tem 3 restaurantes de peixe na cidade pra você escolher. Um deles é o Stein’s Fish&Chips, uma versão aprimorada do clássico britânico chippie, onde além de peixe e batatas fritas que você pode levar, há lula e rabo de tamboril.

Receita – Robalo Crocante 

Tempere o peixe com sal e pimenta do reino.

Coloque os filés numa frigideira bem quente e frite até ficar levemente tostado. Transfira-os prum prato aquecido.

Junte na mesma frigideira, 4 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de alcaparras e frite até que fiquem crocantes. Acrescente suco de meio limão e 2 colheres de sopa de endro cortado bem fino. Mexa e coloque sobre o peixe.
Sirva com as batatas que a Flora faz toda santa segunda-feira!

Como diriam os ingleses (com aquele sotaque!): perfect!!

Tomamos um vinho tinto Estrada Creek Zinfandel 2006 Califórnia que foi “perfumado, surfista, mamas&papas, deidi“. 

África do Sul – Jantando na Cidade do CaboDizem que em Cape Town você pode comer em um lugar diferente todas as noites de um ano inteiro.

Pastéis franceses no café da manhã… barracudas nativas no almoço … chá inglês completo à tarde … e no jantar você ainda terá de escolher entre comida francesa, etíope ou malaia. Eis o verdadeiro dilema quando saímos pra comer na Cidade do Cabo. Inúmeros são os restaurantes com vista pro mar, desde o Blues, em Camps Bay (este nós conhecemos) e o Salt ao Mariner’s Wharf.

Receita – Bolinhos de Abóbora

Misture 3/4 de xícara de farinha comum, 1 colher de chá de fermento em pó, 1 colher de chá de canela e uma pitada de sal. Bata bem 2 ovos, misture-os com 1  1/2 xícara de abóbora cozida amassada e junte a mistura seca. Aqueça óleo suficiente pra cobrir o fundo duma frigideira e frite esta massa em colheradas.
Escorra em papel-toalha e salpique por cima uma mistura de 3 partes de açúcar cristal pra uma de canela. Fotogênicos e deliciosos.

Eis a opinião dos viajandões:

Que viagem! Gastronomia e sabores puros! (Edu)
Delícias em cascata! (Deo)
Adorn! Adorei! (Mingão)

Pronto, o passeio pelo mundo foi dado. E este livro, o Viagens Gastronômicas tem realmente o dom de te levar pra qualquer lugar através da sua leitura e, principalmente, se você estiver degustando os sabores que ele te informa.
Portanto, leia e faça! E use-o como um Atlas gastronômico.

Uma marrrravilha.

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Provence – huitième jour – a procura da lavanda perfeita junto com o Pablo Picasso

11/07/2010

Provence – Huitième Jour –  A procura da lavanda perfeita junto com o Pablo Picasso.

Mais um dia na bela Provence.

E este incorporaria definitivamente um quarto elemento à família. A Maria do GPS, a grande figura que sempre nos manda virar “na segunda na rotunda”. Pra quem não sabe, rotunda é uma rotatória.

O programa seria caçarmos as lavandas. Ou melhor, os campos de lavanda já que estamos em plena safra daquelas magnéticas flores. Saímos cedo, mas antes tomamos café em Gordes.

E com um tempo pra passar no marchezinho e abastecermos os olhos com tomates de todos os tipos e cores, …

…vagens malucas, …

… pimentas ardidas …

… e a clara intenção de levar pelo menos uma destas cabeças de alho pra grande Ferraz de Vasconcelos.

Logo após, uma visita na mais manjada das localidades lavandísticas do pedaço: a Abbaye Notre-Dame de Sénanque, que fica bem perto  de Gordes.

Ela é uma abadia bem bonita e um ponto turístico dos mais “crawdeados”. Confesso que esperávamos um pouco mais das lavandas que não estavam totalmente roxas.  Já a arquitetura do prédio é de impressionar.

Dali fomos pra Saignon. Dizem que a região próxima a ela é profícua nas flores típicas da Provence.

Achamos e elas eram bem bonitas,…

…, mas ainda não eram as que imaginávamos.

Enquanto isso, víamos substitutos à altura e tão encantadores quanto elas: os girassóis que também estão florindo nesta época em praticamente todos os cantos desta região.

Através duma dica da Rachel Verano, reservei pela internet entradas prum passeio guiado pelo Chateau de Vauvenargues

Mais uma cidade bonitinha (a quantidade delas por aqui é inimaginável) e próxima a Aix (é, andamos bastante). Ou seja, rodamos pra chuchu  e a Maria GPS quebrou altos galhos.

O Castelo é lindíssimo e tem uma particularidade: é do Pablo Picasso. Ele morou e criou um montão de obras por lá no período de 1959 a 1961,

Inicialmente fiquei bastante contrariado por não permitirem fotos, mas após ao final do tour, concordei. Afinal de contas, é muito mais interessante prestar atenção em tudo o que  a guia fala (e neste caso,  o nosso tradutor simultâneo da marca Renata funcionou muito bem) do que perder alguma coisa com focos e enquadramentos.

Sobrou um registro fantástico de dados sobre o Pablito. A sua mais completa  admiração por Cézanne; o seu processo criativo; a sua maluquice; o seu jeito de viver a vida da melhor maneira; a sua intensidade em tudo o que fazia  e a certeza que jamais veremos/leremos alguma coisa sobre ele sem nos interessarmos muito mais.

Além da arquitetura do castelo que é admirável e de todas as obras de arte que ele criou e que estão por lá. E tem  mais: o banheiro é incrível (com medidas desproporcionais. Parece que você está num daqueles sonhos malucos.) e conta com uma obra exclusiva, já que ele cismou com um revestimento de cimento que estava sendo feito e pintou sobre ele na hora da sua execução e antes da secagem! Ou seja, a parede vale milhões!

Comemos alguma coisa rapidamente por lá mesmo (paninis, água e cerveja) e resolvemos dar um pulo em Valensole.

Também era longe, mas queríamos ver a quantas andava  a verdadeira floração das lavandas.

Partimos pra lá com uma imagem montada e qual não foi a nossa surpresa ao avistarmos a dimensão de tudo.

São campos e campos e mais campos e tudo te deixa mais do que emocionado.

Resolvemos procurar por fazendas mais bem aparelhadas e nos embrenhamos pelas estradinhas (grato, Maria).

Fomos rapidamente recompensados pois avistamos plantações perfeitas e extremamente bem cuidadas.

Até a tal clássica foto com a árvore no meio delas foi possível fazer.

E a da família também! Fala a verdade, é ou não é o mais belo  campo de lavandas e luzes?

Uma verdadeira covardia! Deftig, schoon, skøn, kaunis, beau,  gyönyörû, indah, uruwashii, formosus, прекрасный, bello, zuri, vacker. Enfim, belíssimo.

No caminho da volta, conhecemos brevemente Lacoste. Chegamos, vimos e fomos embora.

O nosso dia estava mais do que ganho e resolvemos ficar no hotel tomando um belo champanhe (na terra deles), comendo um queijo comprado na feira (uma especialidade deles) e assistindo a Espanha ser campeã do mundo de futebol (uma especialidade nossa).

Nada mal, né não?
Au revoir. E até Chateauneuf du Pape.

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30º Inter Blogs – Cuecas (literalmente) na Cozinha do DCPV.

28/08/2010
número 264/a

30º Inter Blogs – Cuecas (literalmente) na Cozinha.

Há um ano fui convidado para o Inter Blogs.
Quando o Edu me disse pela primeira vez:
quer participar?  Eu disse: quero!
E ele respondeu:
então, marca aí. Junho do ano que vem. Eu pensei: meu Deus, tem fila! Pois é. E aqui estamos nós.
Nesse meio tempo conheci pessoalmente o Edu e a Débora e vi o quanto os dois são gente boa. Enfim, é um grande prazer pra mim e para a Cris jantarmos com os dois.
E já que é tempo de Copa do Mundo
(N.R – pra ver o quanto atrasou! rs), vou dizer que a gente bateu uma bola para chegar ao cardápio final. O Edu disse: o que você quer no menu?
Então eu sugeri receitas do meu livro “Cuecas na Cozinha: Escola de Maridos & Afins” (Olha o jabá aí, Edu!).
A verdade é que acho que o livro traduz bem esse espírito livre de preconceitos e com vontade de compartilhar que existe no meu blog, o Cuecas na Cozinha (
www.cuecasnacozinha.com ). Como digo no livro: “Amigos são apenas 100%”.
Prazer estar por aqui, Edu!
Grande abraço
Alessander

É isso. A história toda está contada aí em cima e pelo Ale. Este IB (quer saber o que é?) nasceu pra ser uma festa, uma comemoração à amizade.
E nada melhor do que juntar alguns amigos, né? Qual seria o critério utilizado pois a vontade que tínhamos (eu e a Dé) era convidar todos os participantes dos IB anteriores. Como não caberiam todos no apê da praia (além de muitos morarem no exterior e em outros estados), surgiu um conceito: porque não chamar aqueles que nós tínhamos conhecido pessoalmente quando da realização do seu IB?

Conversado com o Ale (que topou rapidamente), mandei convites pro Michel Khodair (veja  a escolinha do prof michel), pra Débora e pro Fernando (veja brincando de chef no dcpv) e pro sobrinho Leo (veja ele diz que é trivial). Todos toparam.

Tivemos somente um imprevisto (se bem que era esperado!! rsrs) pois o Leo não pode comparecer já que teve que ir visitar o pequeno Davi, o seu filho, em Fortaleza. Taí uma desculpa mais do que válida.

Daí pra frente, foi só trocarmos vários e-mails, adiarmos alguns pares de vezes e finalmente definirmos a data.
Sábado, dia 28/09, às 20:00 hs e na praia.
O planejamento foi executado à risca: visita ao sex shop (junto com a Regina e o Mingão) de manhã; subsequente concentração/reunião com um frugal almoço no Maripili e término de todo o esforço comendo uns docinhos na Sódoces do amigão Flávio Federico.

Estávamos prontos pra começar a preparar os pratos às 18:00 hs. 18:00 hs?
É isso mesmo. Tava um pouco na cara que não ia dar tempo de fazer tudo. E não fizemos mesmo.

O princípio seria utilizar a parte final do livro do Ale, o Escola de Maridos&Afins que contem receitas comunitárias: Refrescos, Pães e Crepes à moda de quem faz. Ou seja, misturas/massas básicas em que cada um dos participantes escolheria os ingredientes que lhe agradassem e montasse o seu prato/bebida.

E o que foi que não fizemos? O pão. A opção (gracias Dé, pela praticidade) foi ir até a padoca próxima e comprar uns belos pães variados (calabresa, ervas, folhados).
A mesa ficou bacana e ganhamos tempo pra fazer o restante.

Como complemento a entrada escolhida, a Dé fez (em Ferraz mesmo) panquecas que aproveitamos pra servir ecumenicamente e com molho.

Detalhe: o grande chef Michel montou todas e deu um toque especial que só eles, os grandes chefes conseguem dar.

Antes disso, a Cris e o Ale chegaram. Ela já chegou tirando fotos.

Conversamos um pouco, bebemos um pouco e a Marina e o Michel aportaram na praia. Não demorou nada e a Débora e o Fernando completaram o time.
Daí pra frente, foi só conversa, comida, bebida, risada, causos e tudo o mais de interessante que você possa imaginar.
É, este IB festivo e ao vivo estava cumprindo o que prometia. (Não sei porque, mas estas minhas facas cor-de rosa fazem o maior sucesso! 🙂

E pra brindar, nada melhor que o Refresco à moda de quem faz que é quase que é um belíssimo ponche.

Frutas (manga, kiwi, carambola, ameixa, uva) cortadas, misturadas a suco de pêssego e geladas pra ficarem a espera da…

… junção final com um espumante.

Todos juntos tomamos o “refresco”! E brindamos à amizade.

Mais uma receita do Ale foi feita por mim e que faz parte dos amuses: uma sopa fria de iogurte com hortelã que deveria ser deglutida com bastões de pepino e cenoura crus.

Em algum momento, eu pedi algumas indicações além das do que o Ale tinha me enviado pois achei que seria pouca comida (ledo engano!). Mas mesmo assim, forcei e ele mandou na seca: faça a Lasanha de abóbora, pesto, queijo de cabra e farofinha de castanha do Pará (se quiser a receita, compre o livro. Está na pag 46). E eu fiz.
É um prato veggie, saboroso e plásticamente perfeito.
São camadas de massa de lasanha recheadas  alternadamente por uma mistura de pesto básico e queijo de cabra …

… ou uma creme de abóbora assada …

… e finalizada por uma farofa de castanha do Pará.

Como o ambiente era de festa, não tinha o porque de enfrescar  muito e todos os pratos foram à mesa nas próprias formas.

 A Dé não gostou muito, mas… rsrs.

Aproveitamos pra beber um conhecido nosso, o Estrada Creek Zinfandel 2006 California que foi “versátil, picante, forte, potente, vigoroso. gostoso, ousado, delicado, versace, político, tiririca” segundo os festeiros, nós mesmos!

Enquanto isso, a conversa rolava solta.
Debulhamos tudo; as meninas fizeram um tratado sobre os gatos e resolvemos todos os problemas de todo o mundo, inclusive os do Brasil!! rsrs

Aproveitamos o embalo pra servirmos as sobremesas. Uma seria a indicada pelo Ale, os tais crepes (com a curiosidade da massa ser feita por farinha de aveia).

Deixamos vários ingredientes (geléias variadas, doce de leite, queijos, mel, cream cheese, etc) sobre uma mesa e cada um montou o seu.
Com o detalhe que o Mingão que não é bobo nem nada, pediu pro Michel montar a paleta de cores dele. Não precisa nem dizer que o instrumento de pintura foi devidamente comido!

E interferi um pouco escolhendo uma outra especialidade do Ale, a sopa de morangos.

Morangos descascados e cortados em pedaços que são cozidos com um pouco de açúcar mascavo até ficarem bem cremosos.

Depois é só servir dando um toque de água de rosas e um bola de sorvete de creme.

Mais umas frescurinhas e pronto. Todo mundo comeu tudo!

Como era de se esperar, tomamos uma dose do anisete da D Anina e ficamos mais um bom tempo na mesa conversando como velhos amigos (que já éramos!).

Tudo perfeito, noite perfeita e muito obrigado ao Ale por através do livro e das receitas dele, ter nos proporcionado momentos de puro prazer.
Eis a opinião dos participantes :

Prazer imenso compartilhar esta noite com vocês. (Ale)
Marrrrrrravilha!!! (Cris)
Ah! O licor de anis … (Debora)
Bons vinhos, ótimas massas e muitas risadas! (Fernando)
Uma noite encantadora! (Michel Khodair)
Uma mistura harmoniosa de sabores, aromas e sons. Ótimas companhias! (Marina Khodair)
Melhor não fica! Vote no Tiririca. (Mingão)
Noite à nossa moda! (Dé)
Espetáculo! Uma noite de comidas boas&afins! (Edu)

E já que este post está bem descontraído e diferentão, seguem as nossas pretensas e afamadas flores virtuais pro casal Cris e Ale que no caso são frutas literalmente virtuais:

“Pra fazer um Inter Blogs diferente, o que você acha se fizermos o final do livro, reunindo algumas pessoas? Você tem o livro aí, dá uma olhada pra ver o espírito do que estou propondo.”

O que vocês acham? Deu certo?

Até o próximo, que será também ao vivo (esta moda está pegando) com a Luciana Betenson (do Rosmarino e outros temperos) que junto com o esposo, o Mike nos mostrará um menu totalmente praiano.

Preparem  o bronzeador, o guarda-sol e a cadeira.
Até!

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