Arquivo para 28 de setembro de 2010

32º IB – saborizando o dcpv com rosmarino e outros temperos

número 266/a
18/09/10

32 º IB Saborizando o DCPV com Rosmarino e outros temperos.

Maio, 25, 2009

Oi, Luciana. Tudo bom?
Como funciona? …
Aí eu reproduzo aqui no DCPV, faço um post (e você fica famosa! rsrsrs) e também participa do livro que publicarei com um capítulo pra cada um dos participantes. Você aceita?

Foi nesta data e com estes termos que eu entrei em contato com a Lu Betenson.
Naquele tempo ela escrevia o Rosmarino e Prezzemolo junto com a Adriana Haddad.

“Tem que ser receitas inéditas? Você quer texto também? Quer que siga um tema? Eu já conheço o Inter Blogs,…” (LB)

Bom, dois encontros depois (a Dé, eu, a Lu e o Mike, o esposo dela tivemos um blind date no Le Marais bistrot e outro no sonho de restaurante que é o Chou), várias viagens dos casais e até uma separação amigável da Adriana com o surgimento do blog Rosmarino e outros temperos, nos encontramos aqui em plena praia e ao vivo, pra reproduzirmos conjuntamente o “Menu Fusion Fun Praias”.

“Quis colocar neste menu que tem como inspiração as melhores praias do mundo, algumas das receitas mais queridas que faço em casa e que agradam todo mundo!” (LB)

Lu, é isso!
Praia (como a que estamos) e ainda mais com as comidinhas que agradam a todos é a nossa … praia.

Ao 32º IB (quer saber como funciona?) com as ilustres presenças da Lu, do Mike, da Marcie (do excelente blog sobre as novidades de NY, abrindoobico) , do grande Ciro Pellicano, da Regina e do Mingão além da Re, da Dé (que desta vez, gostou da produção) e de euzinho, claro!

Vamos lá!

Bebidinhas – Praia lembra caipirinhas, né não? 
Desta vez foram feitas de caju com Absolut Vanilia, de lima da pérsia com  Absolut Vanilia e de morcoti com canela .

E como alguns não tomavam (ou não podiam  tomar) caipirinha, abrimos uns espumantes italianos.

Aperitivo – Guacamole com Tortilhas (México e Caribe)

Tanto faz se em Cancun ou St Marteen, se na Riviera Maia ou em St Barth, todo mundo adora guacamole.
Amasse 4 avocados. Adicione 1 cebola bem picada, 1 dente de alho amassado e 2 tomates sem pele e sementes bem picados.

Tempere com suco de limão, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.
Finalize com coentro e pimenta dedo-de-moça sem sementes e bem-picada. Sirva com Doritos.

Ficou bem bom e se serve como base, o próprio Mike elogiou!

Sei que guacamole é manjado, mas como gosto muito deste prato, passei anos testando o mix ideal de ingredientes até chegar nesta receita. Valeu a pena, pois não tem um que não elogia quando experimenta. É o aperitivo ‘de resistência’ aqui em casa. O segredo dele é usar avocados, de consistência um pouco mais firme do que o abacate normal, e não amassá-los demais, para manter a textura. Nada pior que guacamole com textura líquida ou muito cremosa. O ideal é ‘granuloso’ mesmo! Outra coisa importante é picar tudo na hora, misturar e servir imediatamente, pois outro segredo de um bom guacamole é o seu frescor. (LB)

Entrada 1 Quiabos fritos recheados (Brasil)

Esta certamente faria um tremendo sucesso nas prais de MG. Ou de Goiás! rsrs
Faça um ragu com carne moída de vaca e de porco; tomates, cenoura, salsão e cebolas bem picadas; sal, canela e pimenta a gosto.  .

Corte cirugicamente (grato Regina e Mingão) os quiabos de um lado só, retire as sementes e rechei-os com o ragu.

Empane com uma mistura de farinha, ovo e água …

… e frite.

Fritei na hora e ficou muito bom (e também fiz uma sujeira danada na cozinha! rs)

Mas como boa aquariana que sou, gosto de uma novidade, então resolvi incluir uma receita totalmente nova no menu Fusion Fun Praias, representando o Brasil! No início havia escolhido o cuscuz paulista, depois pensei em acarajés, mas achei o cuscuz muito ‘carne de vaca’, e o acarajé definitivamente não faz parte da minha cozinha de todo dia. Então resolvi homenagear um chef de cozinha aqui de Ribeirão Preto, onde moro, que é o André Ferreira. O André tem um serviço de catering e buffett na cidade e faz coisas deliciosas, como um cuscuz marroquino com legumes, de comer de joelhos. Optei por estes quiabos recheados com ragu de carne, ingredientes queridos aqui em casa, embora a receita seja nova. Quiabo é bem brasileiro não é? E, como tudo feito pelo André, delicioso! (LB)

Entrada 2 – Horiatiki Salada (Grécia)

Mykonos? Santorini? Oia?
Tanto faz. Estamos todos na Grécia e comendo uma salada grega de pepino com hortelã.
Corte pepinos em cubos (com casca). Salgue e deixe escorrer.

Faça um molho com l copo de iogurte natural, 1 colher de sopa de maionese, suco de l limão, 1 colher de chá de sal e 2 colheres de sopa de hortelã picada.

Junte azeitonas pretas, tomatinhos-cereja, queijo de cabra esfarelado e sirva.
Ficou muito boa. Na verdade, um pouquinho salgada e depois a Lu descobriu que não tinha iogurte na receita dela.
Como dizem que as grandes invenções acontecem deste jeito, considero esta um sucesso. 🙂

Servimos tanto o quiabo como esta salada juntos como entrada.

E bebemos um vinho rosé Guigal Cotes du Rhone 2006 que foi “fresco, neutro, beirando o licoroso, corinthians, vitoria, ki-suco, coca-cola, iarlei, blefe, granadine fajuta” segundo os farofeiros-chics, nós mesmos.

A salada grega também é muito querida aqui em casa. É deliciosa na sua simplicidade de ingredientes de qualidade e pouquíssimos temperos. Desenvolvi esta receita depois de experimentar a legítima horiatiki em um restaurante grego em Nova York, o Molyvos. O segredo dela é usar mesmo ingredientes de boa qualidade: tomates-cereja bem vermelhinhos e doces, nada ácidos; um bom queijo feta, azeitonas pretas kalamata gregas e um bom azeite extra-virgem.

Principal – Camarão ao molho picante (Seychelles e Maurício)

Seychelles? Maldivas? Maurício? (a Emília e o Arnaldo conhecem tudo de lá!).
Todos são lugares lindos e caros.
E cá pra nós, gostoso+caro=camarão!

Derreta 1 colher de sopa de manteiga e frite 2 cebolas bem picadas até ficarem transparentes.

Junte 4 tomates sem pele e sem sementes bem picados, 1 colher de café de garam masala, 1 colher de café de curry, 1/4 colher de café de pimenta chilli vermelha em pó e 2 colheres de café de sal.

            

Misture e deixe cozinhar até encorpar.

                      

Esprema 1/2 limão e deixe cozinhar em fogo médio por exatos 15 minutos (precisão britânica. Como em Barbados!)
Apague o fogo, junte 150 ml de creme de leite e salpique uma colher de sopa de coentro fresco picado.

Sirva imediatamente com arroz basmati simples (cozido em água fervente).

E foi o que fizemos.
A montagem foi rápida …

              

… e o prato ficou com uma cara muito boa..

Um vinho branco Verdicchio dei Castello di Jesu 2008 Umani Ronchi nos acompanhou. Ele foi “sabor da Provence, distinto, verde não frisante, inesquecível (mesmo porque não tomei!), clássico, quando eu tomar eu te conto, freno queimado, personalidade, quiabo de capri, spetacollo”, segundo os viciados em picolés Rochinha, nós mesmos.

A receita do camarão picante foi criada depois de uma fase de amor puro e verdadeiro com a comida indiana. Comprei um livro chamado “Curries made simple”, que explica muito didaticamente sobre temperos e receitas indianas, e a partir daí forrei a despensa com os temperos indianos básicos e comecei as experimentações. Esta foi especialmente feliz. Também daquelas muito elogiadas por quem passou por aqui. É muito tempero junto, mas juro que dá tudo certo!

 Sobremesa 1 – Pudim de abóbora com coco (Indonésia e Polinésia)

Taí um petisquinho bom pra se degustar em Moorea, Bora-Bora ou Bali.

Bata no liquidificador 300 g de abóbora cabotchã cozida no vapor com 1 copo de leite. (grato, Cristina). As medidas são refrentes a um copo de requeijão).

Misture na batedeira 1 colher de sopa de manteiga com 1 copo de açúcar até ficar branquinho. Acrescente a abóbora batida, 1/2 colher de café de canela em pó e 1 pitada de cravo moído.
Desligue a batedeira e adicione delicadamente 3 claras batidas em neve. Coloque a mistura numa forma de pudim untada com manteiga . Asse em banho-maria a 180º  por ~1 hora.

Enquanto isso, faça um creme de coco batendo 1 xícara de chá de creme de leite fresco, 1 xícara de chá de leite de coco e 1/3 de xícara de chá de açúcar (este foi a Dé que fez). 
Desenforme o pudim, enfeite com creme de coco por cima e sirva.

Todos gostaram muito deste doce!

O pudim de abóbora foi outra receita adaptada por mim e testada muitas vezes, já que adoro a combinação da abóbora cabotchã com especiarias. Acho que esta ficou ideal, suave mas marcante. Todo mundo ama! E a apresentação dela é um toque de glamour a mais: assar o pudim nas pequenas abóboras, colocando por cima uma ‘noz’ do creme de coco, a deixa ainda mais gostosa. (LB)
Ôpa. Esta apresentação eu fiquei devendo!! rs

Sobremesa 2 – Aloha (Havaí)

Já que estamos na praia, vamos surfar. Ou melhor, pegar altos tubos nas praias de Waikiki e Waimea. De preferência, tubos de marshmallow.

Descasque e corte laranjas de um jeito que não fique nenhuma parte branca. Deu pra perceber que usamos morcotis.

Faça uma calda levando 1 e 1/2 xícaras de água ao fogo, 2 colheres de sopa de mel Karo e 3 xícaras de açúcar .

 Espere ferver até obter o ponto de calda de fio.

Bata 2 claras em neve. Com a batedeira ligada, acrescente aos poucos a calda ainda quente e em seguida, 1 colher de chá de essência de baunilha. O marshmallow está pronto.
Monte a sobremesa em taças e em camadas.

 Uma de morcoti, outra de marshmallow e a última de coco ralado fresco.

Esta é praiana mesmo.

Encerramos o expediente com um Late Harvets Santa Carolina.
Era hora de levantar da cadeira e bater palmas pois o por-do-sol estava lindo.

A sobremesa Aloha não poderia ficar de fora quando pensei no menu. Pelo nome, pelos ingredientes e pelo colorido dela. Esta sobremesa era um clássico de um restaurante antigo, mas delicioso em São Paulo, o Salad’s. Quem frequentava lembra da combinação de doce, azedo e crocante, inesquecível. Quem refez a receita original foi a Adriana Haddad, minha antiga sócia no blog, que inclusive incluiu esta sobremesa em uma das suas aulas de culinária em Araraquara. (LB)

Olha, a noite toda foi como se estivéssemos na orla. São receitas não muito complicadas e com um jeitão bem familiar.
E mesmo assim, todos nos sentimos como se estivéssemos passeando por estas belas praias ao redor do mundo.

Imaginem um RTW que começou no Brasil, passou pelo México, Hawaí, Polinésia, Grécia, Seychelles e terminou aqui no Brooklin?
Portanto, grato Lu pela participação e mais ainda por ter vindo aqui (junto com o Mike) dividir estas experiências conosco. E também a Marcie e ao Ciro por darem o ar da graça  e nos divertirem bastante com aquele bom papo que já conhecemos. 

Já que o princípio dos IB é tentar transformar as coisas virtuais em reais e prazerosas, creio que atingimos completamente o objetivo. 
Seguem as nossas flores reais,que estão se tranformando em ex-virtuais.

Eis a opinião dos surfistas de garfos:

Adorei, mas as sobremesas estavam especialmente gostosas. (Lu)
Comida alegre e divertida, com sabor. (Mike)
Surpreendente o quiabo. Uma delícia o camarão. Ótima a sobremesa. (Ciro)
Sobremesas incríveis; vinhos espetaculares; comida saborosíssima – mas o melhor mesmo foi a companhia. (Marcie)
Primeiro quiabo que comi na vida. Porque demorei tanto tempo? Adorável. (Regina)
Que Kiabon! (Mingão)
Jantar re-construído incrível. (Re)
A primeira vez você nunca esquece. (Dé)
Estou pensando numa frase pra definir esta noite!! (Edu)

Continuamos a nossa saga, a dos IB, no próximo mês com a realização do 33º , com a participação da estudante de gastronomia, Isabela Tibo do blog homônimo. O que virá?

Abs a todos.

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