Arquivo para 11 de outubro de 2010

dcpv – a drix é do peru.

número 265
28/09/10

A Drix é do Peru.

A Adriana, a Drix é uma fervorosa fã  do Verdemar, uma rede de sex shops de BH. E eles editam uma excelente revista.
Vira e mexe, ela nos envia exemplares delas contendo muitas matérias interessantes e acompanhadas de ótimas receitas e fotos.

A Dé sempre dá uma bela observada nelas, as revistas, pois este tipo de material é um dos sonhos de consumo da nossa diretora de marketing, ela mesmo!

Este exemplar, o de nº 20, já tinha aportado aqui em casa há um tempão e versava sobre o Peru. Intitulava-se “Surpreenda-se, Peru Especial – ceviche+pisco+Machu Picchu+abacate” e, como coincidentemente a Drix tem uma “certa” veia peruana, ele ficou guardado pra ser usado em algum momento de recaída inca (a nossa viagem pra lá ainda é lembrada através das várias experiências pra lá de gastronômicas).

Juntando tudo isso, formou-se o menu desta noite.
Eu aproveitei pra desestereotipar a comida peruana dos famosos ceviches, lomos saltados, causas, suspiros limeños e até dos Pisco Sour.

Portanto, prepare-se pra conhecer bem mais da gastronomia que está invadindo o mundo.

Adelante!

Bebidinha – Sky Blue (nome tipicamente peruano!! Não poderia se chamar Cielito Azul?)

Um belo coquetel com o sabor forte do Pisco.

Bata 1 dose de Pisco, 1 de suco de laranja, 1 toque de suco de limão e gelo. Despeje numa taça de martini, adicione 1/2 dose de curaçao blue e 1 lance de groselha. O “lance” é fazer com que a groselha se deposite no fundo da taça.

Entradas Salada de abacate, tomate e aipo; Taça criolla e  Conchas a la parmesana

As duas primeiras são variações do mesmo tema: o abacate.

A salada é simples demais. Basta misturar um talo de salsão picado, 1/2 abacate maduro em cubos, tomatinhos-cereja a gosto, 2 colheres de pistache numa saladeira e temperar com azeite, sal, limão e um toque de orégano.

É extremamente refrescante e saborosa.

Já a Taça Criolla é um pouco mais trabalhosa, mas vale o esforço.
Comece fazendo o creme de pimentão: tire a pele e a semente de 2 pimentões amarelos (coloque-os no forno e envoltos em papel-alumínio) e bata no liquidificador com 1/2 pimenta dedo-de-moça, 200 ml de caldo de carne e sal.

Corte 1 abacate em cubos médios.
Faça um vinagrete com 1/2 cebola roxa picada, 1 pimentão amarelo em cubos, azeite, caldo de limão, hortelã e coentro picados. Tempere com sal.

Aí é só montar: distribua o creme no fundo dos copos.

Coloque os cubos de abacate e cubra com o vinagrete.

Pra melhorar ainda mais, salpique amendoim torrado e coloque uma pimenta biquinho pra dar uma colorida. Fantástico! Todos precisamos aprender a usar melhor o abacate.

Finalizando o início, as conchas.  Que nada mais são do que vieiras (eu e a Dé adoramos vieiras).
Elas são marinadas com sal, molho inglês e vinho branco. Depois, colocadas cada uma numa colher de porcelana , cobertas com parmesão ralado e levadas ao forno pra gratinar.

A sensação de comê-las numa colherada só é indescritível. Experimente!(Drix, esta o Carlos vai adorar).

O conjunto todo se mostrou harmonioso e não tinha como não limpar o prato com o pão italiano que a Dé nos ofereceu.

Up-grade? Sim, com o vinho branco Chardonnay Sibaris Undurraga 2008 Chile que  foi “festivo, suspiro limeño, cilibrino, frutal” segundo os usuários de poncho e conga, nós mesmos.

Principal – Cerdo com Algorrobina (mais conhecido como lombo de porco com maple syrup).

Outra receita facílima e surpreendente.
Corte um belo lombo em fatias e tempere com sal e pimenta. Cuide pra que ele não tenha muita gordura. Doure-os numa frigideira quente com azeite de oliva.

Acrescente pisco e flambe. É claro que chamei quem estava presente pra ver o espetáculo pirotécnico!
Retire a carne e agregue maple syrup, caldo de legumes e deixe reduzir.

Adicione creme de leite e misture. Tempere com um pouco de canela em pó!

Pra acompanhar, um arrozinho Basmati básico com um pouco de pimentão amarelo picado. Vamos chamá-lo de Lisoto Luz!

Prataço! E o lombo fica com aparência de quem fez bronzeamento artificial.

Sabores inconfundíveis e hermosos.

Já a harmonização não funcionou muito (amargo, avesso do avesso,  caozesco, swerdine). O tinto Cabernet Sauvignon Sibaris 2008 Undurraga era muito áspero pra suavidade desta carne.

Sobremesa – Creme de abacate com cassis.

Sim , é uma variação do manjado creme de papaia, famoso nas “parrillas brasileñas”.
E no nosso caso, a variação foi maior ainda pois eu não tinha Licor de Cassis em casa.

A solução foi improvisar. Portanto, fiz o creme batendo 1 abacate maduro, 4 bolas de sorvete de creme e leite condensado a vontade.

E descemos os 3 (a Dé já tinha se recolhido) pra escolher qual licor combinaria mais com o creme.

Eu escolhi o Monin Granny Smith. Ficou bonito e bem saboroso.

O Déo escolheu um legítimo Licor de Jenipapo Crioulo. Ficou bonito e não muito saboroso.

O Mingão escolheu o Baileys. Ficou não muito bonito e não muito gostoso. rs
Prometo que da próxima vez compro o Licor de Cassis.

Leia a opinião dos incas não-venuzianos:

É du Pirú? É do Peru! Hermoso! (Edu)
Que Gaston que nada! Grande Edu! (Mingão)
Astecamente delicioso. (Deo)

Todos sabemos que o Peru é o país da moda, especialmente no binômio gastronomia/turismo.
Ingredientes diferentes, misturas inusitadas e acima de tudo, uma comida saborosa e marcante que integram o caldeirão desta cultura. 

Basta a nós aprendermos com eles e sabermos utilizar com sabedoria aquilo que a mãe natureza nos propicia.
Quem sabe logo, logo não estejamos escrevendo sobre os segredos (ainda pra nós) que a Amazônia, o Cerrado, os Pampas e até o nosso quintal escondem!

Adiós.

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