Arquivo para outubro \07\UTC 2010



provence – douzième jour – fotoblogs : merecemos o nosso leão de ouro

15/07/2010

Provence – Douzième Jour  – Fotoblogs : merecemos o nosso Leão de Ouro.

Tudo bem que viajar slow é bacana. E é mesmo!

Mas que as vezes dá uma vontade danada do dia ter 36 horas, ah, isso dá!! rs

E o pior é quando o teu tempo naquele lugar está acabando e você tem a nítida certeza de que deveria ter ficado um pouquinho mais?

Isto aconteceu conosco em Nice. Não só pela cidade, de grande influência italiana, mas também pela região que é bastante interessante.

Eu tinha programado pra conhecer Grasse (a terra dos perfumes), mas não deu tempo. Fica pra próxima.
Em compensação, fomos logo cedo caminhar pelo centro de Nice.

A zona comercial próxima ao hotel Negresco parece um pouco com o centro de São Paulo (rua Direita e adjacências).
A medida que se anda no sentido de Vieux Nice, a coisa toda vai clareando.

Quando se chega a Place Massena tudo já está mais bonito e charmoso.

tram (um sistema bastante interessante de transporte), as praças, os monumentos enfim, o conjunto todo cria um ambiente bastante harmônico. Além das lojas gastronômicas de babar.

Vamos ao primeiro fotoblog do post. Ele é sobre a feirinha, o marché que existe em Vieux Nice:

Aproveitamos pra ir pegar a Re no hostel Saint Exupéry (salve o ar condicionado do carro!) e rumamos pra Cannes.

Cannes fica perto de Nice (ainda mais pela auto-estrada) e também causa a mesma impressão.

A princípio tudo parece muito velho. Muitas pessoas jogando boules (uma espécie de jogo de  bocha e viciativo. Ainda mais regado a pastis) e com uma cara de antigona.

O grande divisor de águas é o Palacio, onde o glamour e as belas praias começam. E aí mais uma vez você entende o porque do lugar ser denominado Côte d’Azur.
Foi lá que recebemos o nosso Leão de Ouro. E é claro que entramos pela fila da esquerda.

Andamos bastante, comemos mais ou menos. Na verdade procuramos por uma dica do Lonely Planet, uma brasserie que pra se chegar lá era necessário tocar a campainha de uma porta fechada e onde constavam várias moradias. Sou só eu, ou às vezes parece que estes caras que escrevem os guias são uns gozadores??

Resolvemos voltar pra Nice pela costa. Foi um acerto e um erro.

Acerto porque a paisagem é incrível. Além de passarmos por Antibes e Cap d’Antibes, lugares de milionários com mansões e iates proporcionais às suas fortunas.

E um erro, pois a partir dum certo trecho, ficamos no meio dum congestionamento-monstro que quase acabou conosco.

Ainda bem que tínhamos reservado um jantar no restaurante do hotel, o Le Chantecler.

Chegamos no horário, 21:00 hs e ainda tivemos tempo de tomar uma taça dum belo champanhe rosé, no bar do hotel (viu, Beth e Dodô?).

Iniciamos mais uma farra gastronômica, escolhendo o formato que comeríamos.

A Re e a Dé foram à la carte e eu, o fominha, no degustação e foi uma das poucas vezes que todos ficamos completamente satisfeitos. Segue um fotoblog (o segundo)  dos pratos (infelizmente não anotei nada, mas dá pra intuir o que são cada um, né?)

Sem contar a sobremesas cinematográficas.

E a estrela da noite: a maçã da Re. Parece uma maçã real, mas é uma casquinha crocante com uma mousse no seu interior e um puxa-puxa de maçã no centro. Digamos que é uma belíssima desconstrução da famosa mçã do amor.

Ainda deu tempo de fazermos um tour pelo museu, ops, hotel (mais um fotoblog, o terceiro).

    

   

        

Noite e dia completos, não estranhamos nadinha quando chegamos ao quarto e o locutor estava dizendo: the Lion’s goes to Light’s Family!

Congratulations! Mesmo porque amanhã é dia de Paris!

Au revoir.

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dcpv – a festa de babette by simon. nós íamos perder?

BSB

A festa de Babette by Simon. Nós íamos perder?

“Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas… Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… ” (Ruben Alves).
O texto acima foi publicado no jornal “Correio Popular”, Campinas(SP)”

O Simon Lau (chef do restaurante Aquavit de Brasilia) pesquisou muito para fazer o célebre jantar de Babette .
E a proposta é aparentemente muito simples: assiste-se ao filme e, na seqüência,ele reproduz o jantar. Pensei: vale o bate-volta no lago norte. Afinal de contas, é ali mesmo! rsrs Essa nós não perderíamos.
E não perdemos!
Aquavit fica em um belíssimo recanto do setor de mansões do lago norte de Brasilia, com vista privilegiada para o Planalto. Fiz a nossa reserva e fui informado de que poderíamos chegar às 19:00 para o filme ou às 21:00 para o jantar. Cronometrei para chegar às 20:30 no exato momento em que Babette começa o serviço do jantar (no filme, claro!).

Ainda bem que o Simon não exigiu que fossemos a caráter!
Fomos recebidos com champagne e sumo de mexerica cravo, muitos pães feitos por ele mesmo, patês, manteiga trufada e um “perfume” rasante atravessando a sala.
Terminada a sessão e com cada um nos seus marcados lugares, o Simon começou a explicar como seria o menu.

Como entrada, a famosa sopa de tartaruga, a verdadeira .

Ele foi buscar uma receita já desaparecida do século XIX . As nossas tartarugas eram todas aprovadas pelo Ibama, garantiu o chef, que inovou ao introduzir (ôpa) uns ovinhos de codorna inexistentes na receita original.
Perfume de cravo e canela, muitas especiarias que aquecem a alma e acendem o paladar.
Tudo acompanhado de um Jerez Amontillado 12 años El Maestro Sierra, espanhol. Amontilladíssimo segundo os enólogos de plantão, nós mesmos.
Na sequência, um Blinis Demidoff com smetana e caviar de salmão acompanhado de champagne Veuve Clicquot Ponsardin Brut.
Reclamamos muito já que o champagne do filme era safra 1868 e o nosso um pouquinho mais novo. 🙂
Simon trouxe o caviar de salmão diretamente da sua recente viagem. As bolinhas explodiram com perfeição!

O prato principal foi uma atração à parte: Cailles em Sarcophage. Em outras palavras: codornas recheadas com trufas de verão e foie gras deitada sobre massa folhada. Ou seja, era a própria penosa num sarcófago!! rs
Explicação: a massa folhada era do Guillaume (La Boulangerie), pois o Simon fez questão de dizer que eram as melhores do pedaço. E eram mesmo.

No filme, o General começa pela cabecinha da codorna. Como a crocância estava perfeita, fiz como ele e sob os protestos da Lu.
Para acompanhar, um Crozes Hermitage 2007, que foi, de fato, a companhia perfeita!

Não, a foto não está turva. É que tudo estava tão bom que mais parecia um sonho!! rs
Antes da sobremesa, um descansinho: um Assiette de Fromages com vinho do Porto Graham’s Six Grapes.

 O Simon também trouxe  este queijos da sua última viagem. Lembrei de como trouxemos os nossos e do efeito do cheiro deles na mala! rs
Para fechar, o Baba au Rum com frutas secas e um Sauternes Chateaux Gravas 2006 (Sauternes este de grande lembrança! rs)
Sem esquecer que ele usou a baunilha do cerrado pra dar um toque especial à sobremesa.

Nessa altura já estávamos dançando com os novos velhos amigos comensais.
Mas ainda não tinha acabado (lembra do filme?). Café torrado naquela tarde e moído pouco antes de ser coado com  madeleines para acompanhar.

O céu estava estrelado (será que estava mesmo?) e saímos de lá entoando ciranda-cirandinha
 “Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças…”

Não é a toa que o homem ganhou a estrela de melhor chef do ano do Guia Quatro Rodas !

PS – Os personagens desse banquete podem parecer quem não são, mas a festa aconteceu mesmo e foi um espetáculo!

Nota de esclarecimento – infelizmente, não estivemos (eu e a Dé) neste magnífico jantar. O Eymard nos convidou, mas não tivemos como dar “um pulinho” em Brasília. 
Portanto, o relato e as fotos foram feitos totalmente pela Lourdes e pelo Eymard e melhor pra eles, a degustação também. 🙂

Às trufas!

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Provence – onzième jour – passando de um país pro outro

14/07/2010

Provence – Onzième Jour – Passando de um país pra outro

Este dia foi um tanto quanto corrido (mais um! Slow??).

Estivemos na França, em Mônaco e na Itália. Voltamos pra França, passamos a noite em Mônaco e retornamos pra França!

Deixa eu explicar melhor este trânsito intenso.

                 

Começamos o dia passeando pela Promenade des Anglais, um calçadão enorme em frente a Baie des Anges e que tem um alto astral imenso.

Dali fomos pegar a Re no hostel e rumamos pra Mônaco. Optamos por ir pelas Corniches, que era certeza de grandes paisagens.

Passamos por Saint Jean Cap Ferrat, Beaulieu sur Mer Eze.

Todas são cidades litorâneas e com as mesmas características: mar azul, paisagens dramáticas e uma vontade danada de ficar por lá.

Fizemos um tour bem legal pela fábrica de perfumes Fragonard em Eze.  Ele é gratuito e nos foi mostrado como são feitos todos os produtos deles. Passamos rapidamente pela lojinha e, absurdamente não compramos nada!  

Seguimos pra Mônaco na tentativa de fazer o básico que é visitar o Palácio, o circuito de F1 e todas as demais coisas. Como estava tudo muito cheio, optamos por continuar no sentido da Itália.
Melhor. Resolvermos almoçar na Itália, mais especificamente em Ventimiglia.

Que é mais uma daquelas cidades encravadas na montanha, só que neste caso com um praia bem bacana (não se esqueça que quando eu digo praia, leia-se muita pedra em vez de areia!). Até os famosos cadeados enamorados nós encontramos por lá.

É claro que comemos num restaurante à beira-mar e aproveitando o que mais gostamos: pasta!!

A Dé foi de fusilli ao sugo, a Re de ravióli de nozes e eu de spaghetti com mariscos. Ah! Que mariscos!!

Tudo ao ponto e com destaque pra “frescosidade” dos  frutos do mar.

O garçon super-gente-boa (tínhamos passado do horário do almoço, mas ainda bem que estávamos na Itália!) estranhou quando pedimos uma Caprese e principalmente, quando dissemos que ela viesse antes dos pratos principais.
E se soltou totalmente quando soube que éramos brasileiros.

Pra variar, falou de futebol (Ronaldo, Gaúcho, Kaká, Peléeee) e virou íntimo quando dissemos que adorávamos a  Itália.

Demos uma molhadinha nos pés na água do mar (o famoso batizado) e resolvemos nos aventurar e subir, de automóvel, até o Castelo.

Foi uma aventura, pois era extremamente alto e as ruas eram tão estreitas que mal cabiam um carro. Chegamos até a passar por baixo de ameixeiras carregadas!

Se bem que as vistas estonteantes lá de cima valiam qualquer esforço,

Voltamos pra Nice pois tínhamos reservados ingressos pra assistir a mais um show

Esta também vale uma explicação: a Re é super-fã do Mika.
E ele se apresentaria em  Mônaco, fazendo  parte dum festival de verão com um  elenco excelente (Stevie Wonder, Erika Badhu, Norah Jones e mais um montão de feras).
Eu já tinha feito uma reserva pra mim e pra Dé prum jantar no L’Aromate.
Mas surgiu a idéia de acompanharmos a Re pois certamente seria muito interessante assistirmos a um concerto no Monte-Carlo Sporting. Sem contar o entusiasmo que a Dé demonstrou em substituirmos um menu degustação por um espetáculo sem comida!! 🙂
Lá fomos nós, preparados pra assistir a um show, provavelmente num estádio e com o calor costumeiro. A Re bem que tentou me alertar que estava escrito no convite que era obrigatório um traje elegante. Teimoso (imagine, estamos numa praia!), fui de bermuda e chinelo.
Quanto mais perto chegávamos do lugar, mais aumentava a minha expectativa em ser barrado pois quase todo mundo estava de paletó; a maioria de camisa e todos de sapatos!!
A Dé e a Re estavam praticamente dentro do dress code  (ambas de calça jeans e shorts respectivamente). Estávamos na fila de entrada e já comecei a pensar no plano B (irmos passear enquanto a Re via o show?).
Resultado:  entramos normalmente apesar de alguns olhares, digamos, um pouco atravessados (se bem que continuo achando que estavam é com inveja  pois suavam muito e alguns tiraram os paletós e amarraram na cintura!! rs) e certamente, assistimos a um dos melhores senão o melhor show de nossas vidas.
O lugar é incrivelmente pequeno (tinha, no máximo, 1500 pessoas) e lindo. Uma espécie de anfiteatro moderno. Todo  espelhado, com teto retrátil e com aberturas nas laterais que te possibilitavam ver o mar e o skyline de Mônaco. Não precisa nem dizer que o céu estava totalmente estrelado.
E o Mika é sensacional. Canta muito e tem uma presença de cena incrível. Ficamos praticamente junto ao palco e nos divertimos muito já que a atmosfera era a de um show num barzinho.
Se bem que se estando em Mônaco, a própria platéia já seria um espetáculo. Roupas extravagantes, barbies e kens, plásticas bem e mal feitas;  Ferraris e Smarts, enfim tudo se juntava e transformava o espetáculo num verdadeiro happening.
As fotos? Ficam pra próxima pois mais uma vez a nossa câmera foi confiscada.

Voltamos pro nosso país, a França, satisfeitíssimos e com a certeza de que morar no Primeiro Mundo é muito bom.

Ah! Pra completar o dia da reunião do Conselho de Segurança da ONU, mais algumas informações: o Mika é libanês e cantou em inglês e francês. 

Wonderful world!

Bye! E amanhã receberemos o nosso tão aguardado Leão de Ouro.

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