Arquivo para 11 de dezembro de 2010

dcpv – 2º isb – como uma onda no mar. nada do que foi, será …

2º ISB – Como uma onda no mar. Nada do que foi será… 

Alô, povo.
Continua a epopéia, o passo-a-passo de tudo o que aconteceu no encontro do mundinho “semblogueiro”, o 2º ISB, o Inter dos Sem Blogs.

A festa rolou sobre os carretéis com bebidas adequadas e comidas pertinentes.
Desta vez teremos a visão da Sueli. Leiam, discutam e comentem.
Sabe como é: os cães ladram e a caravana passa.

No sábado que vem (18/12) será vez da chef Drix com  o derradeiro depoimento.

 

Ademain que eu vou de leve. (EduLight)

Cozinhar, um ato de amor, doação e desprendimento. ( by Sueli)

Falávamos outro dia, eu e a Mirella, uma amiga virtual, arquiteta e artista plástica, sobre a dificuldade que muitas vezes encontramos em nos desfazer das coisas que criamos.   Lembrei-me, então, da incrível arte de monges budistas que elaboram sofisticadíssimas mandalas de sal colorido, para simplesmente destruí-las tão logo ficam prontas e assim provar que na vida tudo é passageiro e transitório. 
Tenho muita dificuldade em desfazer-me das coisas que crio, mas cheguei à conclusão que não sou uma pessoa tão apegada à criação como pensava, pois cozinhar é uma arte efêmera, de total entrega, doação e desprendimento.

Levamos muito tempo programando, elaborando ou selecionando receitas, fazendo compras, horas a fio na cozinha, momentos de grande ansiedade para que tudo saia bem e a refeição seja então servida… Depois tudo é muito fugaz e acaba em uma fração de tempo. Uma fração de tempo poética, uma vez que a comida repercute nas emoções e muitas vezes, desencadeia recordações.
Cozinhar é uma arte transitória que tem grande valor terapêutico e transformador, pois nos proporciona o convívio agradável com os amigos e parentes, fortalece os laços e suscita generosidade e afeto.

Cozinhar é verdadeiramente um ato de amor, é um afago que fazemos nas pessoas.  Cozinhamos para satisfazer aos nossos sentidos e aos dos outros. É uma entrega total, que deixa em nós a certeza do compromisso realizado.
Algumas vezes perpetuamos os aromas, as cores, os sabores e os momentos bons em fotografias, mas na maioria das vezes fica tudo gravado só na memória. E haja memória!

O 2º ISB começou muito antes do nosso compromisso de domingo aqui em Brasília. E não foi igual ao primeiro em SP, pois nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará   E passou muito rápido, como uma onda no mar… 

Para cada um de nós houve um tempo específico de elaboração, doação e todos estávamos num momento de grande estresse. Edu e Eymard haviam acabado de chegar do Piemonte.  Adriana, sobrecarregada de trabalho, trouxe até dever de casa. Eu, super ansiosa, com a grande responsabilidade de receber em nossa casa pessoas tão queridas e querendo retribuir à altura a mandala que eles já nos haviam preparado .

Esse encontro não foi perfeito, pois Mingão e Regina, presentes no 1º ISB, não puderam vir, uma quebra nos nossos planos, e eles fizeram muita falta. A Rê já havia dito que não viria.
Para mim e Adriana tudo começou mais cedo, sexta no almoço, quando preparei para ela “comidinha gostosa”, o carinho de mãe reproduzido com carinho de amiga.
Eymard e Lourdes entraram na seqüência, quando nos receberam lindamente para um jantar regado a tartufo bianco. Infelizmente não levei máquina para a casa do Eymard, mas, nas nossas lembranças, os momentos estão bem vivos.
O lindo sábado ensolarado começou para mim e Jorge com um périplo entre mercados, floricultura, mercearia, padaria.
Diretrizes traçadas, bastidores montados, partimos para nos encontrar, à beira do Lago Paranoá, no restaurante Coco Bambu com o Eymard, Lourdes, Gustavo e Adriana.

Sobremesa na casa do Eymard, à espera da chegada de Edu e Dé. Uma geral nas novidades, muita dúvida e incertezas quanto ao jogo do ‘Timão”…

Sem jogo do “Timão”, fomos jantar na Trattoria da Rosario, um italiano, para os viajantes não perderem o embalo do Piemonte. Aproveitamos a linda noite e partimos para um city tour.

Como é bom mostrar a nossa casa para os amigos!!!!!!!!!!! Brasília é de uma beleza inusitada e estonteante, e nosso Eixo Monumental conquistou nossos amigos paulistanos, que estavam hospedados bem ao lado do Palácio da Alvorada. 

Adriana matou saudades, pois já havia morado em Brasília e é apaixonada pela cidade.

O domingo amanheceu chuvoso, sem promessa de melhoras e o city tour planejado ficou meio comprometido. Mesmo assim deu para eles aproveitarem alguma coisa.

Enquanto isso, eu estava no borralho, pois ia recebê-los para o almoço, em voo solo. Grande tensão…

Atendendo aos apelos da Adriana, preparei Arroz de Bacalhau, que ela e Eymard já haviam provado; …

                         

                                                      

… mini abóboras recheadas com creme de bacalhau e salada de folhinhas baby, pera e nozes carameladas, petits chèvres e molho à minha moda …

… figos ramy, preparados por mim e panna cotta de coco, com geléia de frutas vermelhas.

No balde:  Prosecco e vinhos branco e tinto, tudo trazido pelo Edu, que não confiou na minha adega. Ah, e muita coca normal! Adriana, nossa eterna viciada, não fica sem sua coca.

Para finalizar, variar e liberar a Adriana do cafézinho, deliciosos chás de vanilla e soursop, nossa conhecida graviola.

Uma pausa para a digestão na varanda.

Papinho… Passadinha na cozinha (arrumadinha pela Maria) para Edu preparar a massa da torta, enquanto eu refogava o alho-poró. Batatas montadas e temperadas no tabuleiro. 

Bastidores do segundo tempo à toda e  partimos para um fim de tarde turístico, já que o sol resolvera brilhar e aquecer os visitantes. Foi muito bom ver à luz do sol o que tínhamos visto sob a luz da lua.

Pela manhã, aproveitando a chuvinha insistente que caía, eles visitaram o Memorial JK, agora, uma pausa na Torre de TV e imediata desistência para a subida, já que a fila era um pouco grande e Eymard se recusava a empreender a façanha… Aqui nesse grupo cada um tem uma síndrome…

Retorno pela Esplanada dos Ministérios e paradinha em frente ao Palácio do Itamaraty, com linda vista para o Congresso e Ministério da Justiça. Fotos, auto fotos e muuuuuuitas risadas.

Continuamos a descida e paramos em frente ao Supremo, com direito à belíssima panorâmica da Praça dos Três Poderes…

… configurada como um triângulo equilátero, em cujos vértices estão implantados os edifícios que integram os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O ponto focal é o Congresso Nacional, que compõe a simetria com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, semelhantes nas proporções e na linguagem arquitetônica . No meio de tudo o Museu da Cidade, o Panteão da Pátria, a Casa de Chá, o Espaço Lúcio Costa e o Mastro da Bandeira. Esculturas de José Pedrosa, Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti e vitrais de Marianne Peretti, engrandecem ainda mais as obras de Oscar Niemeyer e Athos Bulcão. Sou apaixona por Brasília!  Uma pena a Catedral estar fechada para reforma! Ela é indescritível!

O sol estava se pondo – 19hs, horário de verão – e a noite prometia… Partimos cada um para a toillete de gala.

Mais chapliniano que o resumo do Eymard para nosso 1º ISB foi o meu retorno ao borralho, (agora sem Maria) visando deixar tudo o mais pronto possível para a chegada dos convivas. Uma amiga chegou a gravar uma trilha sonora bem cinema mudo, dizendo que estava antevendo a minha correria, esqueci-a no carro e não a usei.

Como eu corri, meu Deus! Estava ‘MORTA’. A adrenalina era grande e os ponteiros do relógio, céleres.

Coloquei as batatas no forno e dei os últimos retoques à carne.

Aprendi com o Edu a não ser tão cartesiana e fiz uma alteração no cardápio, que infelizmente não foi para melhor, pois o que deveria ser um Brasato, virou um Salato. Segundo o Edu, foi bom, assim comemos menos. Mas para mim foi imperdoável.

Eu precisava tomar banho, todos chegariam bonitinhos e perfumados. Fui!

As meninas, quando chegaram, terminaram a decoração da mesa preta e branca, uma homenagem aos corintianos, que já não haviam visto o jogo na véspera.

Tomamos um Prosecco enquanto Edu abria a massa da torta e temperava o queijo de cabra. Adriana fez questão absoluta de bater os ovos, à mão, para a elaboração do recheio. Tá ficando íntima!

As coisas não estavam dando muito certo. O diâmetro da minha forma era maior do que devia e o recheio se mostrou tímido, precisando de um up grade. Fizemos mais recheio.

Torta no forno, queijinho de cabra temperado esperando para ir ao forno, carne pronta, folhinhas no ponto, som na caixa, abrimos um vinho branco e demos uma relaxada, degustando o delicioso Brie com geléias.

Esse foi o dia das geléias.  Foram usados 8 sabores e quatro marcas diferentes.

Depois partimos para a guerra. E que guerra!

 Nosso menu foi composto de alguns pratos já apresentados nos 32 IBs que Edu realizara, antes do nosso encontro.

Revimos tudo – tudo mesmo, e Adriana “linkou” todos os posts para nós – e escolhemos os pratos que mais nos agradavam:

Para beliscar

Brie com geléias, do 23º IB, acompanhado por torradinhas. Aqui errei tudo, pois comprei um brie Présidente, grandão, inteiro, e era para ter comprado o pequenininho. É que eu acho o grandão mais gostoso. Tivemos que cortar com um aro e fazer uma cirurgia de preenchimento na lateral. Na cozinha somos um pouco de tudo.

Usamos algumas das extraordinárias geléias da Casa de Madeira: morango com pimenta (boa demais!), physalis e cabernet sauvignon (meio aguada) e damasco St. Dalfour.

 Entrada

Torta de Porri  do 25ª IB.  Excelente e linda! 

Salada verde com queijo de cabra com crosta de pão. Do 5º.IB

Prato principal

Brasato ao Barolo da Maria, totalmente repaginado por mim e, infelizmente, salado por demais. 

Batatas ao forno com azeite, alho e alecrin.

Tomamos um Barolo, decantado.

Um Risoto piemontês estava programado, mas abrimos mão dele, pois além de estarmos todos mortos de cansaço, estávamos para lá de saciados, e ainda vinha a sobremesa.

 Sobremesa

Sopa de morangos, quentinha, acompanhada por sorvete de creme. Do 30 IB. A Lourdes se incumbiu do panelão de morangos.          

Aqui eu também interferi e acrescentei framboesas e mirtilles. No lugar de água de rosas, como pede a receita, usei uma geléia de rosas, que acabou não se diluindo completamente e foi parar quase toda no prato da Lourdes.

Para acompanhar, um Tierruca colheita tardia.

Às duas da manhã, estávamos pregados, para lá de calibrados. Segunda-feira de feriadão. Minha sala de jantar e a cozinha pareciam terra de ninguém. Operação rescaldo. O que a “Cremilda”(minha lava-louça) não deu conta na madrugada, estava por todo lado. Nova sessão.
Ordem no pedaço e fomos ao aeroporto nos despedir dos Luz, que por pouco não perderam o voo.

Beijinhos, beijinhos, tchau, tchau e a perfeita sensação de que o melhor da transitoriedade das coisas fica guardado dentro de cada um de nós, no carinho e na generosidade de compartilhá-las e no prazer que sentimos ao realizá-las.
Eymard foi “resgatar” o Gustavo em casa de amigo e nós voltamos para casa com Adri, íamos encarar um belo “soborô”. Às 15hs voltamos ao aeroporto, nosso até breve à Adriana.
Nada do que foi aqui em Brasília, ou lá em São Paulo, será igual em BH ou em qualquer outro lugar que nos encontremos. Mas fica sempre a certeza de que tudo foi e será bom demais, sempre, como uma onda no mar

Isso é certo! 

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