dcpv – outono in piedmonte

sem número
19/10/10

Outono in Piedmonte

Não precisa nem dizer que estamos naquela fase de “entrar no clima” pra viagem.

E nada melhor do que comprar livros gastronômicos sobre o lugar a ser visitado. Todos sabemos que a gastronomia é sempre acompanhada pela história, pelos costumes e dá o tom da personalidade dum povo.

Autumn in Piemonte, da Manuela Darling-Gansser é uma das poucas publicações sobre o fecundo norte da Itália (como é difícil encontrar muitas informações, mesmo na Internet, sobre a região).

E melhor, o livro todo é baseado em experiências pessoais dela no Piemonte. Dicas de restaurantes (especialmente em Turim), de vinícolas, de lugares a se visitar são frequentes e tem um jeitão de serem muito especiais (iremos em algumas brevemente. Prometo confirmar se são ou não?)

Apesar de ser em inglês, você consegue entender muita coisa e as fotos são especialmente bacanas.

A cada capítulo, a Manuela indica receitas que formarão vários cardápios genuinamente piemonteses.

Vamos então ao banho piemontês de imersão. Percebam que não é só um banho.

Bebidinhas e nota do autor.

Não tivermos bebidinhas pois neste jantar, participamos somente a Dé e eu. Digamos que foi um petit comité!

Entradas – Olive Fritte, Grissini com Prosciutto e Frittata Gialla e Verde.

Como no livro, não darei as medidas das receitas. Ora, estamos no Piemonte.
Pra olive, a azeitona, basta pegar algumas sem os caroços, recheá-la com anchovas, …

… passá-las no ovo e na farinha de rosca (feita com pão italiano velho) e fritá-las até dourarem.

                     

O grissini é muito mais difícil. 🙂

Comprei o tal (o famoso biskui) de alta qualidade no sex shop e enrolei um prosciutto nele.

Simples e piemontês.

Já para fazer a frittata você precisará de muuuita concentração.
Bata ovos até ficarem cremosos e frite-os numa frigideira com manteiga deixando-os bem fininhos (como se fossem panquecas).

Dê um “susto” em espinafres frescos e cortados.

Frite cebola e echalotas até ficarem transparentes. Adicione anchovas.

Coloque tudo num processador e junte atum  em lata a gosto.

                   

Monte a frittata como se fosse um wrap. Recheie com prosciutto, patê, espinafre e enrole.

Corte na diagonal e … pronto.
Esta entrada é rústica como se espera duma comida piemontesa. E saborosa como a mesma esperança!

Tomamos um Freixenet Cordon Negro que foi “brisa piemontesa, encorpado” segundo o casalzinho italiano, nós mesmos.

Principal – Sofilina e Patate Arrosto com Funghi porcini.

Estas batatas são corriqueiras na região de Alba (ainda bem).
Tire a pele e corte as batatas em 4.

Escolha uma forma que caiba todos os pedaços confortavelmente, coloque azeite de oliva e logo após as batatas.

Hidrate cogumelos porcini, guarde a água e adicione às batatas.

Junte 12 dentes de alho (capriche pois eles parecerão caramelos!) e 15 folhas de sálvia. Finalmente retorne com a água dos cogumelos e coloque um pouco de manteiga.
Asse no forno por uns 30 m inutos, mexendo a forma de vez em quando. Tempere com sal e pimenta somente na hora de servir.

Os alhos ficam tão macios e caramelizados que quase parecem chicletes.
Já os escalopinhos estão na imaginação de quem tenha ouvido falar na cozinha do Noroeste da Itália (pelo menos na minha! rs).
Bata os bifinhos até ficarem bem finos.

Passe a carne e na sequencia, em farinha de trigo, ovos batidos e pão italiano ralado grosseiramente.

Aqueça uma frigideira com azeite, coloque folhas de sálvia e frite os escalopinhos até ficarem dourados.

Faça uma bela saladinha de tomates e alguns verdes.

Com a junção das batatas formam um daqueles pratos inesquecíveis. Como diria o grande Juscelino “Piselli” Pereira (nosso guia piemontês): ma-ra-vi-lho-so!

Ainda mais com o tinto Barbera d’Asti Camp de Rouss Coppo 2006 que foi “potenza norttista, CG” segundo il enamorati! Este será degustado no lugar de origem!

Sobremesa – Pasteizinhos e Ossi di Morti

Pra esta, eu apelei. Iria fazer Baci della Mamma, ou melhor dizendo, beijos da mamãe.
O nome da receita é inspirador. Mas como não tivemos tempo, acabou ficando pra próxima. Quem sabe depois do próprio Piemonte?

De qualquer maneira, peguei dois pasteizinhos que a minha mãe faz (eles tem uma massa bem sequinha e são recheados com uma pasta de uva), que são viciativos e acrescentei uns ossi di morti by Sódoces do amigão Flavio Federico.

Frescurites à parte (geleinha de pimenta, aceto balsâmico de qualidade) e experimentamos um pouco da brisa piemontesa.

Com Nespresso e tudo o mais.

Eis a opinião dos colombinhos:

Ai, ai, aiai. Está chegando a hora! (Edu)
Envolvente! Italiano. (Dé)

“O Piemonte, literalmente “aos pés das montanhas” fica no longínquo noroeste da Itália. Mais exatamente ao oeste da França, ao norte da Suiça e ao leste das planícies da Lombardia e da cidade de Milão. Algumas das mais ricas e pitorescas terras férteis da Itália são encontradas por aqui e o resultado é uma série dos melhores produtos do mundo”.

“O outono é o período do ápice da viticultura piemontesa, a temporada dos cogumelos selvagens e das trufas, dos arrozais das terras do rio Pó e da chegada dos novos queijos das ricas montanhas verdejantes. Para os amantes da comida e do vinho italiano é o período perfeito pra experimentar as delícias da região”. (até que o meu inglês não está tão ruim?).

Caramba! Veremos tudo isto, sócio? Ou melhor, experimentaremos!

Arrivederci.

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38 Responses to “dcpv – outono in piedmonte”


  1. 1 eymard dezembro 15, 2010 às 7:20 am

    Socio, entrei no tunel do tempo…e tive um momento Eymard! (rs) Perai meu GPS deu “tilt”. Mas foi uma grande saida para a semana! Bela sacada.(rs) Por aqui a inspiraçou ficou por conta do “Sabores do Piemonte” onde reproduzimos um risoto a piemontesa. Quanto ao vinho, o que voce pagou por esse Camp de Rouss, por aqui, deu para enchermos o caneco muitas vezes por lá.(rs).
    A Adriana encarava bem esse “filezinho” a milanesa com batatas, nao é mesmo Adriana? Tai, podemos incorporar no nosso menu (e, nao se esqueça de dar um nome ao prato. Que tal: escalopes a Foucault).

  2. 2 Sueli OVB dezembro 15, 2010 às 7:12 pm

    EDU
    Adorei o cardápio desse jantar romântico!
    Acho que o Eymard e a Adri vão adotar a idéia para o próximo ISB.
    Desculpe a minha ignorância, mas o que são os ossi di morti? A tradução eu sei, mas quero entender a iguaria.
    Beijos

  3. 3 Adriana dezembro 15, 2010 às 10:56 pm

    Todos acertaram! Adorei o filet a minalesa! Finalmente ele ganha status de DCPV! E as azeitonas…adoro azeitona. Menu perfeito! Voto nele para o próximo ISB!

    Um único problema para esse ser o menu do ISB de BH. Lembrem-se que não tenho exaustor… Troquei pelos quadros em cima do fogão… Melhor deixar a fritura para Ferraz de Vasconcelos… rs

    Eymard, podemos pensar um um menu filosófico, sociológico… Mas todo mundo vai ter que saber o primeiro nome de Foucault! E que Karl Marx e Max Weber são dois! rs rs

  4. 4 Adriana dezembro 15, 2010 às 11:07 pm

    Ops.. Milanesa… Isso é que dá digitar sem os óculos… rs

  5. 5 eymard dezembro 15, 2010 às 11:27 pm

    Adriana, e em termos de Marx, ainda tem o Groucho! Vai dar uma bela salada. Vc nao tem exaustor? Nao tem problema. Tem forno? Fazemos um milanesa ao forno. Aqui em casa fazemos nuggets somente no forno. Assim, com tantas variaveis, vamos enlouquecer Descartes!

  6. 6 eymard dezembro 15, 2010 às 11:28 pm

    Xii, o socio é cartesiano! Me dei conta depois que postei. Tudo bem. Em sociedade tudo se resolve.

  7. 7 Beth dezembro 15, 2010 às 11:36 pm

    Edu
    Mas que maravilha!
    Sou louquinha por azeitonas, presunto italiano e espinafres…
    Vc está me deixando doidinha com todas essas delícias.
    Fiquei aqui quase babando só de olhar!
    Bjs.
    beth

  8. 8 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 1:53 am

    Sueli
    Ossi di Mortí, com esse nome que espanta – ossos de mortos- são biscoitinhos italianos, um tanto quanto secos e durinhos,( não me pergunte os ingredientes que eu náo sei porque os últimos que comprei, há muito já foram para o papo!), quey normalmente são desgostados molhando-os em vinho ( não sei se um vinho santo ou mais licoroso). Parece que é uma tradição italiana de uma determinada região e da época próxima ao Dia dos Mortos.
    Mesmo sem o vinho, esses pequeninos fêmures(?)( plural de fêmur)de mentira são bastante gostosos.

    Ossos de Morto -biscoito siciliano

    Também conhecidos como Ossos dos Mortos – essa receita é da minha avó. Sirva os biscoitos com vinho ou sorvete de sua preferência. Outra ótima opção é servi-los com uma boa xícara de café.
    Receita fornecida por:
    Allrecipes
    Ingredientes (Ver informação nutricional)
    250 g de farinha de trigo
    250 g de açúcar de confeiteiro
    2 colheres (sobremesa) de fermento em pó
    1 1/2 colher (chá) de cravo-da-índia em pó
    3 ovos batidos
    1 colher (sobremesa) de extrato de amêndoa
    Receitas parecidas
    Biscotti de limão siciliano e sementes-de-papoula
    Biscoito italiano de anis
    Biscoitos de café
    Focaccia na máquina de pão
    Biscoitos champagne
    ▼ Abrir
    Modo de preparo
    1. Em uma tigela média, junte a farinha, o açúcar de confeiteiro, o fermento, o cravo-da-índia em pó e mexa. Adicione os ovos batidos e o extrato de amêndoa. Misture bem todos os ingredientes.
     
    2. Enrole a massa, formando bolas de 2 cm. Coloque-as em um tabuleiro bem untado. Cubra-as com um pano de cozinha e deixe-as descansar por uma noite. A massa vai crescer e se espalhar.
     
    3. Preaqueça o forno a 160C. Asse os biscoitos por 10 a 15 minutos até dourarem.

  9. 9 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 1:58 am

    Edu
    Estou com água na boca! É comida que eu adoro! Simples e saborosa. E esses pastéis doces são tradicionalmente uma sobremesa que uma parente italiana fazia nesta época de Natal. Ela também recheava com nozes moídas apenas. São deliciosos!
    Viva Itália!

  10. 10 eymard dezembro 16, 2010 às 7:02 am

    Kika: que beleza de pesquisa! Viva a Italia, a mae do Edu (com aqueles pasteizinhos doces) e o Flavio Federico (com os ossinhos). Ainda bem que eles existem para alegrar o nosso paladar.

  11. 11 Sueli OVB dezembro 16, 2010 às 9:10 am

    KIKA, querida
    Adorei mais esse seu carinho!
    A gente sabe muito bem que com o google não há nada o que não se saiba, mas acho uma delícia essa atenção que algumas pessoas dão aos questionamentos dos outros.
    Seria simples eu ter dedilhado no espaço do google e encontrado a história dos ossi di morte, porém não teria o mesmo encanto dessa sua resposta, que apesar de se dizer leiga na arte culinária, fez um excelente relato, com receita e tudo, sobre a iguaria.
    Obrigada. E já que você gosta de fazer o que detesto na cozinha, que é arrumar, estamos num ótimo caminho. Já temos os que executam, os que picam, os que observam (né Eymard?), os que decoram, os que lavam as vazilhas… Perfeito!

    EYMARD,
    Jorge, egoisticamente, comeu todo o pacote dos “quebra dente” que Lourdes preparou. Estavam mesmo divinos, mas acredita que só comi o último?

  12. 12 Flavio Federico dezembro 16, 2010 às 9:22 am

    Bom dia a todos;

    Edu. Como sempre parabéns pelo post e pelas delicias preparadas. Parabéns a Dé pelas fotos….. cada dia melhores.

    A Kika mandou bem nas informações sobre os “Ossi di Morti”. Apenas alguns detalhes a acrescentar:

    Os Ossi di morti são servidos, hoje, a qualquer tempo, mas primeiramente feitos para serem servidos no dia 2 de Novembro (dia de finados).

    Seu formato é o dos ossos dos dedos da mão. Agora todos olham para as mãos e dizem: “noooooossa! é mesmo!!!” (com cara de espanto).

    Ao contrário de nós brasileiros, na Italia eles lembram dos que passaram com alegria dos momentos vividos; e como todo bom italiano, com vinho. Neste caso os “Ossi” são mergulhados no vinho santo, que é um vinho doce e encorpado.

    Os biscoitos devem ser bem duros, firmes e crocantes, mas ao mesmo tempo aerados para absorverem muito vinho a cada mergulho.

    Como tudo na Italia, a cada esquina existe “a receita original” das delicias. Em dois quarteirões de distancia será possível encontrar a “receita original” (apesar de bem diferentes) de uma mesma iguaria. O que é típico de nós italianos.

    Minha receita de “ossi di morti” é um pouco diferente da que a Kika colocou, pois a minha é a “original”… hahahahahaha. Esta receita que uso é da família do meu avô materno e leva avelãs, amêndoas e raspas de limão. Não leva cravo da India. De resto é bem parecida.

    De qualquer forma, o importante é se divertir e lembrar dos bons momentos vividos com os que já partiram, tomando um belo vinho santo e comendo os ossinhos.

    Espero ter podido ajudar mais um pouco a divulgar essa delicia que me deixa tão feliz.

    VIVA os ossi di morti.

    abs e até a próxima.

    ET: Edu. Os pasteizinhos da sua Mama lembram Seadas italianas. Aliás fiquei com vontade.

  13. 13 Sueli OVB dezembro 16, 2010 às 9:31 am

    FLAVIO FEDERICO
    Que espetáculo! Complementa divinamente as informações da Kika e nos deixa aqui de água na boca. Cadê a SUA receita “original”?
    Ou é melhor comermos só na sua loja?
    Abraços gulosos.

  14. 14 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 11:10 am

    Eymard, Sueli e Flavio
    obrigado a todos pelos elogios à pesquisa.

    Sueli
    faremos um grupo perfeito na cozinha. Gosto quando ao final do preparo está tudo arrumado ou pelo menos organizado. Um tanto neurótico, concordo… Mas é uma boa forma de ir sapeando o que os mestres-cuca estão aprontando com as panelas e ir aprendendo…
    Um beijo querida!

    Flavio
    eu não mandei bem. Quem manda bem é quem de fato realiza e quem enche o papo (rs)!!
    E essa receitinha do nonno, vc vai nos presentear com ela? É claro que vou pedir a alguém para executá-la ou vou correndo na sua loja no fim de semana para comer essa delícia. Aliás onde mandei bem foi no tamanho : de falange para fêmur digamos que a diferença é gigantesca, mega mesmo! Acho que efeito da muita vontade de apreciar esses biscotti.
    Um abraço

  15. 15 Adriana dezembro 16, 2010 às 12:01 pm

    Eymard, não precisaremos de um menu para homenagear Groucho Marx. Nós dois na cozinha somos um roteiro perfeito para qualquer filme dos Irmãos Marx :- )

    De cartesianos eu entendo. Convivo com um matemático e por questão de sobrevivência passei a entender sua lógica. Laplace, l’Hôpital, Lagrange, Monge, alias, quase que o Quartier Latin inteiro, ficaram íntimos lá de casa. A gente deixa eles acreditarem que 2 + 3 = 5 e continua acreditando que 2 + 3 às vezes dá 4, outras vezes, 6, ou, com sorte, até mesmo 5! Depende do ponto de vista :- )

    Aliás, sempre conto uma “piada” para meus alunos de orientação de monografia, quando vou falar de análise quantitativa e qualitativa. Um time terminou o campeonato do ano anterior em último lugar. Levou mais de 50 gols e fez apenas 12. No início do campeonato do ano seguinte, logo nos três primeiros jogos, fez nove gols. Um repórter foi entrevistar o técnico e perguntou: “- Ano passado, durante todo o campeonato, o time fez apenas 12 gols. Agora, em apenas três jogos, oito. Qual é a diferença?” A resposta do técnico cartesiano não seria outra: “- Três!” Alerto meus alunos que a resposta pode estar também na análise das alterações na defesa, na substituição do atacante, na postura da torcida, etc. (Juro que não pensei no Fluminense. Uso esse exemplo há anos! E depois, além do Atlético, só torço para o América de Minas e para o Fluminense!)

    Enfim,,, Certamente encontraremos um menu que contemple Marx e Descartes. Nem que para isso precisemos apelar para Comte e seu positivismo! Será? :- )

    Ah! Forno eu tenho. Ainda estala, pois o esmalte do fogão de quinze anos ainda é novo. Mas dá para usar.

  16. 16 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 1:33 pm

    Adriana
    infame, mas proponho que esse menu se chame:
    ‘ A Res extensa que mais vale’ ou
    ‘ Mais (-) valia a Res extensa…’ (rs)!
    Um abraço

  17. 17 Adriana dezembro 16, 2010 às 5:19 pm

    Kika, não sou nenhuma doutora em Descartes (mas sei que seu primeiro nome é René, viu Eymard? rs rs), mas se é verdade que não dá para ser “res cogitans” e “res extensa” ao mesmo tempo, o DCPV veio subverter tudo isso: surgiu para alimentar o corpo, mas ao reunir pessoas tão interessantes (nós mesmos… rs rs) ao redor de sua mesa, Edu conseguiu também alimentar nosso espírito. Logo, no DCPV somos ao mesmo tempo “res cogitans” e “res extensa”. E… Se surgir a desordem vou ter que chamar Durkheim! Que nenhum de meus alunos leia isso!

    Só uma dúvida. Kika… Pergunto-me se a “res cogitans” não é mais interessante. Acredito que sim… Dessa forma, mais(-)valia a “res cogtans” ou a “res extensa”?

    O próximo ISB promete…

  18. 18 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 5:53 pm

    Adriana
    concordo que nos domínios virtuais mais vale a res cogitans mas, ao vivo, com essa comidinha maravilhosa e os bons amigos e sensações, o que fica mais bem alimentado? Afinal, ninguém está pretendendo aqui fazer nenhuma das meditações propostas pelo sr. René (rsrs) e chegar à máxima ‘ Penso logo existo!’.
    Aqui no blog do signore Luce , pelo visto temos uma total subversão: ‘Como, logo confraternizo!’ e as meditações são exercícios de contração dos maxilares (rs)
    abraços cartesianos, marxistas e durkheimianos prá vc.!

  19. 19 Sueli OVB dezembro 16, 2010 às 6:32 pm

    KIKA E ADRI

    Eu acho que, o que Mais(-)valia e ainda vale é a gente continuar fazendo direitinho o que cada um sabe e que a res cogitans não encontre qualquer obstáculo no res extensa.
    Eu, por exemplo, prefiro continuar só cozinhando, embora minha res cogitans seja muito evoluída. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Tive que ir estudar.
    Vocês são demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  20. 20 eymard dezembro 16, 2010 às 7:47 pm

    Kika, Adriana e Sueli: desse jeito vamos ter que chamar Hegel para conciliar dialeticamente; ou Derrida para desconstruir tudo isso! Mas, para falar a verdade, se os chefs forem mesmo eu e Adriana, ta bom demais se ficarmos na res cogitans (rs).

  21. 21 Kika Mello dezembro 16, 2010 às 9:33 pm

    Eymard
    vocês dois terão descoberto a dieta perfeita!

  22. 22 Sueli OVB dezembro 16, 2010 às 10:05 pm

    Eymard, Kika e Adri
    O bom mesmo é que nessa turma tem alimento para tudo. Isso é o que faz a grande diferênça!
    Acho que encontramos um perfeito equilíbrio entre as “res”.

    Bom mesmo é que o EDU ainda não se manisfestou quanto a toda essa discussão.

  23. 23 Adriana dezembro 16, 2010 às 10:37 pm

    Relendo nosso diálogo reafirmo o que sempre defendi na Universidade: nosso sistema de avaliação precisa ser revisto. Não podemos mais esperar professores que corrigem provas em busca de respostas pré-definidas. Em uma prova sobre Descartes nossos comentários demonstrariam conhecimento sobre “res cogitans” e “res extensa”. Inclusive o seu, viu Sueli, aluna aplicada. rs rs. E é isso que importa. Lembro-me de um aluno que em uma prova sobre Durkheim, explicou o suicídio a partir dos ataques de 11 de setembro. Outro que começou sua resposta sobre Marx escrevendo: “Marx é um babaca”. A partir daí demonstrou todo o seu conhecimento sobre Marx. Assustam-me aqueles que não aceitam respostas desse tipo. Cabe a nós, professores, reconhecer a teoria nas respostas de nossos alunos.

    Eymard, proposta tentadora: ficar na res cogitans. Além de ser mais fácil, como disse Kika, será a dieta perfeita. :- )

    Sueli, estou com um certo receio de Edu barrar a “res cogiatns” do DCPV virtual e a “res extensa” dos ISB reais… rs rs rs rs

  24. 24 Sueli OVB dezembro 16, 2010 às 11:11 pm

    ADRIANA
    Esse bloqueio do Edu seria terrível! O que será de nós aqui, e nos nossos ISB? Haja conceito e teoria para resolver isso!

  25. 25 Adriana dezembro 17, 2010 às 9:48 am

    Socorro!!! Carlos ao ler os posts me fez ver que repeti o “três” do número dos jogos na resposta do técnico, na diferença apontada pelo mesmo… Gente, eu sei que 12 – 8 = 4!!! Ainda que acredite que isso depende de um tanto de fatores :- )

    Ficaram com vergonha de me corrigir, ou não fizeram a leitura cartesiana que ele fez :- ) Podem imaginar uma DR envolvendo uma sociológa e um matemático? rs Mas confesso que aprendemos muito um com outro e nossos diferentes olhares. Aprendi a fazer uso dos conceitos matemáticos no dia-a-dia, com uma pitada de subjetividade. Aliás, um dia, logo quando nos conhecemos, o recebi em casa com essa música (não sei se conhecem)

    Aula De Matemática
    Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto

    Pra que dividir sem raciocinar
    Na vida é sempre bom multiplicar
    E por A mais B
    Eu quero demonstrar
    Que gosto imensamente de você

    Por uma fração infinitesimal,
    Você criou um caso de cálculo integral
    E para resolver este problema
    Eu tenho um teorema banal

    Quando dois meios se encontram desaparece a fração
    E se achamos a unidade
    Está resolvida a questão

    Prá finalizar, vamos recordar
    Que menos por menos dá mais amor
    Se vão as paralelas
    Ao infinito se encontrar
    Por que demoram tanto os corações a se integrar?
    Se infinitamente, incomensuravelmente,
    Eu estou perdidamente apaixonado por você.

    Adoro essa música!

    Abraços!

  26. 26 eduluz dezembro 17, 2010 às 10:44 am

    Sócio, e foram vários os canecos.
    Boa a pedida do filezinho.

    Sueli, por mim o cardápío está aprovado.
    Quanto aos ossi di morti, acho que nem vale a pena explicar. Eu só sei de uma coisa: todas as vezes (e não são poucas) que vamos a Sódoces, trazemos alguns saquinhos pra casa. São de morrer! rs
    Já o romântico foi uma constatação.

    Drix, quase que você colocou “alinamesa”. rs
    Estas frituras são tranquilas. Precisamos inaugurar o seu fogão. Quem sabe o Niemeyer não faz um rabisquinho todo redondo? rs
    Karl Max? Weber? Gastronomia?

    Sócio, boa esta do forno. Você está se trasformando num verdadeiro chef! 🙂
    Como estão as aulas com o Simon?
    Cartesiano? O que é isso? rsrs

    Beth, este menu é altamente reproduzível. E como diriam alguns: facim, facim! rsrs

    Kika, esta receita é bem legal. Se bem que o grande Flávio já disse que a original é a dele! rsrs

    Sócio, viva!

    Grande Flávio, nada como uma boa aula.
    Informações precisas e um alerta a todos: experimente os ossi di morti da Sódoces. Mas cuidado: o uso contante pode causar dependência. rs

    Sueli, é mehhor comer na loja. O Flávio já disse que esta receita, a original, ele não passa pra ninguém. É o segredo do negócio! Imagine se alguém monta uma Sóssalgados do lado dele! 🙂

    Kika, você não viu o espetáculo que é o Flávio cozinhando. Ele deixa tudo absolutamente limpo quando está por lá.

    Drix, esta é a descrição da campanha do Timão? rs (Eu percebi o erro!)
    Ainda sou mais o menu piemineirês.

    Kika, Drix, Sueli e Eymard: “res extensa que mais vale”?; “res cogitans”?; Durkhein?; Derrida? e até o Tomzinho? rs

    Olha, não vou barrar nada. Vocês podem utilizar este espaço a vontade.
    Eu tive um sonho premonitório ontem a noite em que só falávamos de Blumenthal, Achatz, Aznar e com propriedade e racionalidade! E acreditem: comíamos rês alinamesa! 🙂

    Abs exatos e cartesianos pra todos.

  27. 27 Adriana dezembro 17, 2010 às 11:10 am

    Como diz a Sueli (ou como ri a Sulei)… KKKKKKK Quando vi Blumenthal, Achatz, Aznar fiquei pensando…. Acho que nunca li nada desses caras… Tive que recorrer ao Google… E ai descobri que, claro, são uberchefs. Esse não é mesmo meu universo… rs rs E Eymard, com a pesquisa aprendi o primeiro nome de todos: Heston Blumenthal, Grant Achatz e Mariano Aznar(também sei ser boa aluna, viu Sueli?).

    Edu, quem tem Atlético não precisa de Timão para descrever uma campanha sofrida :- ) E a milanesa, como até pato! rs rs

    Eymard e eu vamos trabalhar com calma nesse menu, mas acho que ele está estudando “por fora”. tem dado muitos palpites por aqui.

  28. 28 Sueli OVB dezembro 17, 2010 às 2:41 pm

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Não dá para ser de outra maneira! Só gargalhando!
    Eymard fazendo intensivão nas panelas…
    Edu e nós, no mesmo sonho, com os geniais Blumenthal, Achat e Aznar…
    Adri tendo que “estudar” no google…
    Rês à milanesa…
    Pra tanta doideira junta, só mesmo chamando Freud, Jung e Lacan.
    Mas que vai sair alguma coisa disso tudo, vai!
    Alguém duvida?

  29. 29 Sueli OVB dezembro 17, 2010 às 3:36 pm

    ADRIANA,
    Muito espertinha você, com essa sua “Aula de matemática”!
    Confesso que não conhecia a música, apesar de adorar Tom e ter muita coisa dele.
    Encontrei no nosso amigo google uma interpretação do Emilio Santiago. Pra dizer a verdade, prefiro a poesia à música.

    Quanto à sua confusão com os números, eu havia percebido, sim. Mas logo no início da frase você diz que eles fizeram 9 gols, depois é que fala em oito: “No início do campeonato do ano seguinte, logo nos três primeiros jogos, fez nove gols. Um repórter foi entrevistar o técnico e perguntou: “- Ano passado, durante todo o campeonato, o time fez apenas 12 gols. Agora, em apenas três jogos, oito”. Achei mesmo que havia feito uma confusão, mas foram duas.

  30. 30 Ameixinha dezembro 17, 2010 às 4:33 pm

    Supostamente teria que ser a 3ª a comentar, né? Mas sou 30ª, tá valendo 🙂
    Anchovas nunca provei, por mim as azeitonas podem até ser ocas que eu traço tudo he h O Outono é mesmo muito inspirador!

  31. 31 Adriana dezembro 17, 2010 às 9:36 pm

    Sueli, é verdade! Diminui o número de gols na pergunta… Foi isso.. rs É o cansaço… E o calor insuportável que anda fazendo em BH. Quanto à música… Deu certo… Naquele momento esquecemos a briguinha…

  32. 32 Kika Mello dezembro 17, 2010 às 9:39 pm

    Sueli querida
    não há nada como uma Cinderela com ” ‘res cogitans’ muito evoluída ” e e um borralho hiperconectado ( rs)!

    Adriana
    Desta vez foi vc que mandou bem com a letra da música que eu não conhecia e com a pesquisa dos ÜberChefs. Valeu!

    Edu
    Claro que sei que Flávio jamais dará a receita! Não sei se com os homens é assim, mas uma mulher que não tem a receitinha de algo que ama, enlouquece!!
    Falando em receitas: será que sua mãe conhece uma torta cujo recheio vai arroz e acelga e massa um pouco abiscoitada? Minha avó fazia, mas a receita se perdeu, e a nonnina se foi…Minha mãe quer muito voltar a fazê-lá, traz boas lembranças , mas nem sabe se é mesmo uma receita italiana. Santo Google ainda não conseguiu. Será que San Luce me ajuda?
    Um abraço

  33. 33 eduluz dezembro 21, 2010 às 12:34 pm

    Drix, ainda bem que vocêe não leu. Só faltava você saber o que o This faz ou no que o Anduriz é craque!
    Pato a milanesa? Não se esqueça disso! 🙂

    Sueli, já saiu. Por isso estamos todos por aqui.

    Ameixa, 3º ou 30º, não importa. O importante é o comentário!
    E anchovas são imperdíveis!

    Drix. é melhor colocar a música “Professor Apaixonado” do Nilton César – … nove vezes nove já não sei multiplicar ….

    Kika, eu não fico maluco, não, Dou uma inventada e tudo bem.
    Perguntei sobre a receita pra D Anina e ela disse que não lembra.
    San Luce? Falhou! rs

    Abs tartufados pra todos.

  34. 34 Kika Mello dezembro 21, 2010 às 7:08 pm

    Que pena! Mas valeu, Edu.
    E muito obrigado a dona Anina.

  35. 35 eduluz dezembro 24, 2010 às 10:07 am

    Kika, não há de que.

    Abs trifulados.

  36. 37 eduluz dezembro 31, 2010 às 10:33 am

    Rick, thanks.

    Assinado – Renner.

    Happy New Year.

  37. 38 rafamelega janeiro 25, 2011 às 9:50 am

    Amei o blog !!!!!! Estou maravilhada com as receitas….. precisarei preparar algumas no final de semana!!!!!

    Abraços – Rafa Bento
    @ http://maniasdemenina-byrafa.blogspot.com/


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