Arquivo para 31 de dezembro de 2010

dcpv – projeto cozinha bossa nova = raphael (marcel)+ flávio (sódoces)

07/12/10
reunião do conselho de segurança da ONU

Projeto Cozinha Bossa Nova = Raphael (Marcel) + Flávio (Sódoces) 

Esta foi  a quinta edição do projeto Cozinha Bossa Nova do grande chef Raphael Despirite.
A idéia básica de tudo é fazer um menu degustação a 4 mãos (as duas do Raphael e mais duas do chef convidado) pelo menos uma vez por mês lá no Marcel e com as inspirações das mais variadas.

Este que nós fomos foi o que podemos chamar de uma jam session.
Ora, misturar bossa nova com rock&roll (o confeiteiro-mor Flávio Federico da  Sódoces foi o convidado); juntar comidas das mais variadas origens (frutos do mar, foie gras, chilli, queijos, grumixama); vinhos das mais ecléticas regiões (Espanha, França, Hungria) indicam uma verdadeira miscelânea, uma autêntica jam. Adicione ainda as pessoas sensacionais que estavam conosco.

Deixa eu contar tudo com um pouco mais de detalhes.
Pegamos a Ângela (a esposa do Flávio) na casa deles e fomos pro Marcel. A nossa mesa seria uma reedição do jantar peruano na La Mar: presentes o excelente papo André Razuk (o mago dos dólmãs. Ainda vou ter um! E quem sabe, um toque também! rs), nós 3 (a Ângela, a Dé e eu), o Ennio Federico (pai do Flávio e um dos ícones da enologia  mundial) e  a surpresa, a Mila, a simpática esposa do Ennio e consequente mãe do Flávio.

Apresentações feitas, fomos nos sentar. O salão estava cheio. E de personalidades do mundo gastronômico. Fábio (La Mar), Thalita Barros, Bel Coelho (dui), Benny Novak (Tappo), Paula Labaki (nosso IB de setembro) e mais um montão de gente interessante e interessados na boa comida (parece que até o Alhos esteve por lá).
Iniciamos os trabalhos com o famoso couvert do Raphael. O que é aquele patê?

Logo em seguida tomamos um vinho branco adocicado do cult Kracher trazido especialmente pelo Ennio pra acompanhar o foie gras, sorbet de chocolate de origem, laranja confitada e flor de sal de vinho do Porto.

Todos apreciaram muito não só o prato como a harmonização. Além da laranja confitada que era de fechar o comércio! (esta é nova!  🙂 )

Conversa daqui, conversa de lá e chegou o segundo prato: polvo confitado e couscous paulista. Um prato equilibrado com o polvo (uma especialidade tanto do Raphael como do Flavio) bem al dente e coadjuvado pelo couscous que a menos que eu esteja enganado, era marroquino!

Vinhos?  O Ennio não nos decepcionou e trouxe um Verdejo Cimbron Espanha. Perfeito!

Mais um pouquinho de troca de informações além dos já famosos elogios ao chef Alencar (Santo Colomba)  e aportou na mesa um bacalhau ao forno, trevos e mandioca, uma homenagem especial do Raphael pra Ângela. Perceba a expressão de apreço dela…

Mais um prato perfeito com a textura do bacalhau mais parecendo com um algodão bem fofinho.

Abrimos dois vinhos, um branco que o Ennio trouxe (não anotei qual era) e um tinto que o André tirou da sua adega, o Clos Tamisot Gevrey Chambertin 2002 Bourgogne. Ambos serviram pro prato, mas preferimos o tinto por ser muito mais leve que o branco bastante amadeirado.

A seguir um chili com carne que a primeira vista poderia ser simples, mas estava muito bem preparado e temperado. Ainda mais como acompanhamento duma bela folha apimentada de capuchinha. Já experimentaram?

E aproveitamos pra degustar um vinho tinto húngaro que eu ganhei da Odete quando do IB dela, o Balatonboglári 2008 St Donatus Estate . É um vinho meio doce que teria tudo pra combinar com o prato (segundo o nosso personal sommelier).

Ficou ruim? Não. Ficou bom? Também não. Valeu pela curiosidade, pois segundo o Ennio, talvez (ele disse, talvez) um Gewustraminer harmonizaria com a pimenta do chili.
A esta hora já estávamos começando a nos sentir no Piemonte (pela qualidade e pela quantidade!).
Comemos uns queijinhos (marajó e cremoso da fazenda tamanduá), …

… uma salada de frutas à nossa moda que além de bonita e fotogênica estava uma delícia com uma compota de jacas de abrir o comércio, …

… com direito a explicação pessoal do pai da criança (aos pais da “criança”); …

… um excelente verrine de cambuci

… e  a estrela da noite : o heavy metal chocolate de origem lajedo de ouro com grumixama.

Uma caveira anunciava esta sobremesa.

E a o sabor do chocolate com a tal grumixama encantou a todos. Na verdade a alguns já que o próprio Flávio disse que teve gente que não comeu a caveirinha! rs

Aproveitamos pra entornar todo o restante dos vinhos, conversarmos bastante, marcarmos novos encontros em novos projetos e nos despedirmos.

Não sem antes apreciarmos uns macarons de caipirinha, brigadeiros de cupuaçu e cantuccini de chocolate e laranja (esta, uma receita particular da Mila que o Flávio emprestou!).

E uma certeza absoluta: juntar caras de bem com a vida e sabendo o que fazem num projeto destes é covardia.
O único conselho que eu posso dar é entrem no mailing e aguardem as informações sobre as novas edições do projeto Cozinha Bossa Nova.

Ali é certeza que o barquinho vai e a comida boa vem!
Até o próximo!

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