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36º IB – Frango com Banana no dcpv

número 281
25/01/10

36º IB Frango com Banana no dcpv.

Legenda azul = Rê e Fran. Preto = dcpv

Edu, juro que não nos esquecemos de vc! Voltamos de viagem na última quinta e estava vendo com a Fran os últimos ajustes.

Eu sei disso, Rê e Fran. Assim como eu também não esqueci de passar no excelente Frango com Banana, o blog descontraído e muito bacana que vocês fazem.
É que , as vezes, temos tanta coisa pra fazer que parece que o dia não tem 24 hs, né não?

E olha que foi há mais de um ano (exatamente em 18/11/2009) que eu perguntei pra você, , se queria participar do 36º IB  (quer saber o que é?) e você além de responder sim, ainda disse:

Olha, eu sou jornalista, como você sabe, portanto, uma farsa!!! Mas fiquei super lisongeada pelo convite, ainda mais que 36 é o meu número da sorte… :))

Por falar nisso, porque 36 é o seu número de sorte?

Na verdade, eu estava com fixação em lhe enviar uma das receitas mais típicas de Tatuí que é o arroz com suã. Ela é a minha cara, simples, prato único. Mas como é mega pesada, não conseguimos casar o cardápio com algo mais elaborado. Ficaria muito “simprão”…

Fora que a aparência não agrada tanto, como vc pode comprovar (http://www.frangocombanana.com/2008/09/arroz-com-su.html).
Tem uma versão mais leve e tb típica, arroz com frango (http://www.frangocombanana.com/2010/07/arroz-com-frango.html).

Fica aí para vc testar com sua tchurma. É muito bom.

Prometo que testaremos, mesmo porque ainda não passou por aqui alguma coisa considerada pesada pro nosso estômago.

Bom, daí sugeri para a Fran pensar em algo com outra coisa típica tatuiana, o mingau de milho verde. E ela inventou um petit gateau, espero que agrade.
Nós pensamos em um cardápio caipira, com alimentos simples: milho, carne de porco, frutas… sem grandes salamaleques.

Caipira? É com “nóis memo!” 

Só uma coisa muito importante. Fique à vontade para nos sugerir outros pratos, se algum não lhe agradou ou se já existe algo parecido nos 35 IB anteriores — O número 36, apesar de ser meu número da sorte, tem lá suas complicações. Pode palpitar, de verdade.

Pra dizer a verdade, eu sugeri, sim. Uma outra entrada que a Re me mandou o mais rápido possível ( a da polenta). Vamos lá:

ENTRADAS

Salada de pêra grelhada e tapenade com figo seco.

 Ô pratinho gostoso. Não dá nenhum trabalho pra preparar, mas o contraste da pera grelhada com o aceto é uma belezura, além do frescor dos miniagriões vindo diretamente no nosso futuro patrocinador. 

Não esqueçamos da  “diferentice” da tapenade.

O que usar:
Para a salada:  1 maço de mini-agrião, queijo meia-cura ralado, lâminas de pêra grelhadas no balsâmico*,  flor de sal.

* Deixe as lâminas de pêra por 5 minutos de molho no vinagre balsâmico. Em seguida, grelhe a pêra.

Para a tapenade: -1/2 xicara de azeitonas verdes, 1/2 xícara de azeitonas pretas, 1 colher de sopa de alcaparras, 1/2 xícara de figo seco, 1 latinha de anchovas.

Pique tudo. Se preferir use o processador, pois a textura deve ser de uma pastinha.

Montagem: Em uma cumbuca faça uma cama de agrião, distribua algumas lâminas da pêra, o queijo, faça uma quenele da tapenade e coloque sobre as peras.

Bocaditos de polenta aos tres gostos.

O que usar:  200 g de polenta pronta para cozinhar, sal, 125 g de parmesão ralado, 3 tomates, 1 dente de alho, pimenta do reino, 3 colheres de azeite, 1 abobrinha, ½ pimentão amarelo, ½ pimentão vermelho, vinagre balsâmico, 5 fatias de presunto cru, 5 bolinhas de mussarela de búfala, ervas a gosto (salsinha, manjericão…).

Como fazer: Junte 500 ml de água salgada com a polenta, deixe repousar alguns minutos.
Adicione o parmesão. Espalhe a mistura em uma assadeira fazendo com que fique com uns 2 cm de altura, deixe esfriar.

Corte a polenta fria em 15 quadrados, pincele azeite, leve ao forno para dourar.

Enquanto isso, pique os tomates, sem semente e sem pele, em cubinhos, tempere com sal e pimenta e ervas.

Separadamente, corte a abobrinha e os pimentões em tiras finíssimas.

Aqueça no azeite, refogue a abobrinha e o pimentão e tempere com vinagre balsâmico.

Montagem: Divida a polenta em 3 grupos.
No primeiro coloque sobre a polenta o tomate com ervas.

No segundo, o presunto, a mussarela e uma erva, pince com palito para segurar.
No terceiro, o refogado da abobrinha e pimentão.

Caramba, 3 movimentos em busca do paraíso.

Formaram um conjunto perfeito (por favor, pronuncie esta palavra com um “erre” bem puxado. Como se você morasse em Piracicaba! Ou em “Tatuir”. rs)

Tomamos (o Déo, pra variar, faltou. Está pertinho do jubilamento)  um vinho branco Chardonnay Bodega Etchart 2009 que foi “personalidade, tatuino, rubinoso” segundo os matutos.

PRATO PRINCIPAL

Petit gateau de mingau de milho verde com costelinha de porco

Petit gateau de mingau de milho verde? Salgado? Esta nós queríamos ver. E principalmente, comer.

Mingau:

O que usar :  5 espigas de milho (que renderão 0,5 litro de caldo de milho), 1/2 litro de água, 1/2 colher de sopa de manteiga, 1/2 cebola picada, 1 dente de alho picado, 1 tablete de caldo de galinha, sal e pimenta a gosto.

Como fazer:  passe a faca na espiga e com o mínimo de água, bata o milho no liquidificador. Peneire. Se você achar que ficou ralo demais, junte uma colher da mistura que ficou na peneira ao líquido. Reserve.

Derreta a manteiga e refogue o alho e a cebola. Depois junte o tablete de caldo de galinha e 1 litro de água.

Quando a água estiver quase fervendo, junte o caldo de milho aos poucos. Mexa sem parar por cerca de 30 minutos.
Tempere com sal e pimenta

Petit Gateau:

O que usar:  400 ml de mingau de milho, 200g de manteiga, 4 ovos, 4 gemas, ¾ xic de farinha de trigo.

Como fazer : derreta a manteiga no microondas. Junte o mingau com a manteiga.

Bata os ovos, as gemas, a farinha de trigo e por último, a mistura do mingau no liquidificador.

Adicione o petit gateau em forminhas untadas com manteiga e um pouquinho de farinha. Congele.

Para assar, pré-aqueça o forno a 180 graus por 15 minutos. Coloque a forminha por cerca de 5 minutos.

Dica: Ao olhar dentro do forno o centro do bolinho tem que estar cremoso e as bordinhas assadas, na hora de desenformar passe uma faca ao redor para desgrudar da forminha e gire com cuidado no prato!

Aqui aconteceu um pequeno stress: o tal do petit gateau ficou no forno por 5 minutos, mas não assava! Insisti mais um pouco e o danado resolveu ficar dourado. Apesar de ter ficado com uma cara de souflé, resultou delicioso.

Costelinha de porco na brasa.

Sabe que nunca fizemos nada na churrasqueira em todos os IBs?

Bom, sempre existe uma primeira vez, né Rê e Fran?

E aproveitei pra fazer exatamente igual ao prescrito abaixo.

O que usar :  1 peça de costela de porco, limão taiti, sal, alho laminado (Para cada prato, use 2 costelinhas).

Como fazer: tempere a peça e envolva a costela no papel alumínio com a gordura para baixo e a coloque na churrasqueira com carvão.

Deixe por 1 hora, depois vire a peça e deixe mais 1 hora. Desenrole do papel alumínio, deixe dourar por 15 minutos e corte a costela em ripas.
Sirva com petit gateau de milho.

E por incrível que pareça, ficou tão bom que até  a  Dé comeu!

Façam, pois ficou como se estívessemos comendo “aquela” leitoa!  (no bom sentido)! 🙂

Entornamos um vinho tinto Garnacha Evohé 2009 Bajo Aragon Espanha que foi “aperol, renato, livia” segundo os adoradores do Tonico&Tinoco, nós mesmos. 

SOBREMESA – Banana e Queijo Coalho ao Melado de Cana e CanelaO que usar: 1 banana da terra, 2 queijo coalho no espetinho, 4 colheres de sopa de melado de cana, 1 xícara de chá de água, 2 canelas em pau, 2 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de chá de manteiga sem sal.

Como fazer: retire o queijo do espeto e grelhe até ficar dourado.

Descasque a banana e corte ao meio (como uma barquinha).

Em uma frigideira, aqueça a manteiga e frite rapidamente a banana. Retire e reserve.

Na mesma frigideira adicione a água, o açúcar, o melado e a canela. Deixe ferver por 8 minutos, volte a banana nesta calda e aqueça por mais 5 minutos.

Depois de pronta, arrume em um prato a banana e o queijo por cima. Regue o queijo e a banana com a calda que ficou na frigideira.

Caramba! Já fizemos uma sobremesa parecida (alguém se lembra quando?), mas esta ficou especial.

Cremosa, doce, saborosa e apetitosa (né, Mingão?).
Que regabofes, Rê e Fran. Foi tão “bão”, mas tão “bão” que nos sentimos como se estivéssemos pescando e contando causos na beira do rio!

Eis a opinião dos caipiraços:

Comida especiar! Completamente especiar! Tatuir em Ferraiz. Tudo perfeito. E especiar! (Edu)
Espetacular, parabéns Frango com Banana e agradecimentos especiais ao Déo pela falta (sobrou mais de tudo). Maravilhoso. (Mingão) 

E as nossas flores virtuais que só poderiam ser do campo:

Na verdade são do nosso jardim e advindas de sementes genuinamente italianas .

Gratíssimo, Re e Fran, pela participação, pela troca de informações e pela oportunidade de divulgarmos mais ainda a bela gastronomia brasileira. 

Se quiser trocar figurinhas, se quiser alguma modificação, se tiver dúvidas, estamos à sua disposição.

Bjão e desculpe-me pela demora!!!

Demora? Demora nenhuma. Bjão de todos pra vocês também.

Inté!

 PS – O próximo IB, 0 37º será com o cientista gastronômico Vitor Hugo do excelente blog PratoFundo. O que será que acontecerá? (dica: esfregue as mãos como aqueles cientistas dos filmes).

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dcpv – día uno – punta del este – encantados com o l’incanto

12/01/11

Día Uno – Punta del Este Encantados com o L`Incanto.

Voo tranqüilo da TAM pra Montevideo.

 O stress (como o usual) foi protagonizado pelo pessoal da PF brazuca que resolveu trabalhar no esquema baiano, ou seja, beeem devagarinho e acarretando num congestionamento monstro na hora do embarque. Nossa Senhora das Copas do Mundo que nos ajude.

Chegamos (a Dé, eu, a D. Vera e o Sr Antonio, meus sogros) em Montevideo e fomos pegar a Captiva alugada da Europcar. Sossegado e demorado também.

Com o tempo muito bom (um tremendo sol), rumamos pra Punta . São uns 140 km (quase duas horas) de puro prazer pois a paisagem é bacana e a excelente estrada também ajuda bastante.

Por volta das 16:00 hs estávamos fazendo checkin no bonito e cheiroso AWA boutique +  design hotel.

Quartos espaçosos com móveis de grife, obras de arte, …

…  um lounge ao lado do restaurante e da piscina bastante agradável  além um staff pra lá de amistoso são alguns dos predicados do estabelecimento.

Estávamos com fome e resolvemos fazer uma boquinha no restaurante do hotel mesmo. Como a cozinha tinha fechado, só nos restou comer alguns pratinhos corriqueiros.

Os meus sogros foram de milanesa de lomo com fritas.

A Dé de sanduíche de pão árabe com salmão, abacate e dill. Taí uma mistura bem criativa.

Eu de chivito, o famoso sanduba mata-fome uruguaio com bife, ovo, bacon e otras cositas menos votadas. Além das ótimas papas fritas.

Tudo dentro da normalidade,ou seja, muito bom. Enquanto a D Vera e o Sr Antonio descansavam um pouco, eu e a Dé aproveitamos  pra reconhecer a área do hotel.

Fomos dar uma caminhada pela região e chegamos até a praia La Brava. Foi uma andada tranqüila com direito a altos visuais…

… e uma passada por bairros com casas bonitas e com nomes. Esta é uma particularidade bacana e lírica em Punta: as casas não tem números; cada uma tem o seu nome e conseqüente personalidade. Qual nome você daria pra sua casa?

Inclusive, acredito que a família Federico ( Sódoces) aportou por lá. 

As 20:30 hs (horário cedíssimo pra ferveção puntística), chegamos ao restaurante L’Incanto (uma dica comum da república dos gaúchos, representada pelo Diogão Destemperados e pela Carla Carlota Pernambuco).

Frise-se que o sol se põe por volta das 21:00hs, horário muito conveniente pra quem gosta de ver o por dele (nós mesmos) e pra turistada (nós mesmos, again!)

O lugar é bacanésimo com uma decoração ao mesmo tempo despojada e chic (coisa rotineira em Punta).

Cadeiras de grife se misturam a madeira de demolição além das muito bem sacadas aberturas no teto .

Confesso que ao ver o menu, pensei que seria a maior roubada. Afinal de contas ele continha tudo o que você possa imaginar. Comida italiana, japonesa, uruguaia, francesa e até caipirinhas!

Mas a medida que as coisas foram chegando, percebemos que a finalidade da casa é fazer com que você volte mais vezes pra experimentar tudo.

Começamos devorando o couvert e pedindo umas bruschettas de tomate e uma salada de rúcula com parmesão. Absolutamente perfeitos.

Enquanto isso, uma garrafa dum Juan Carrau Chardonnay 2009 foi aberta e era tão boa que até a D Vera bebeu a parte dela (coisa rara).

Como principais, duas brótolas alle erbe pros meus sogros com batatas com ervas e tomatinhos confitados. Uma beleza! (NR – Brótola é um peixe branco oceânico característico dos mares azuiis-celestes).

A Dé pediu uns saborosos ravioli verdi com um molho noisette e sálvia frita,

Eu, um tagliatele ao ragu de carne verdadeiramente vero.

Uns sorvetinhos (dulce de leche, pistache e creme) selaram a noite com chave de ouro. Além do limoncello, uma simpática cortesia da casa.

Este primeiro dia (e o da viagem) terminou com um passeio de carro pela orla e também com o nosso primeiro contato com o famoso Conrad (ooô, oo, ooô, … ).

Amanhã entraremos lá no cassino com o pensamento numa vitória.

 Quem sabe uns 1000 Pesos (ou melhor, 100 Reais?) 🙂 .

Hasta,

.

dcpv – piemonte – ottavo giorno – il luogo di aimo e nadia: que lugar!

05/11/10

Piemonte – Ottavo Giorno –  Il Luogo di Aimo e Nadia: que lugar!

Depois de ficarmos praticamente despreocupados quanto a programação, voltamos a ser responsáveis por ela.

E uma vez estando em Milão, nada melhor do que caminhar.

Iniciamos o dia tomando um lauto café da manhã no hotel. Logo em seguida, fomos passear  e rumamos sentido Duomo.

Passamos pelo lendário Teatro alla Scala, palco de grandes espetáculos e vimos um pessoal literalmente carregando o piano.

Atravessamos a Galleria Vittorio Emanuel II, uma maravilha da arquitetura italiana e…

… um lugar muito charmoso.

Mais uma pequena andada e estávamos no Duomo, talvez o lugar mais representativo da cidade.

Ele é altamente impactante tanto externamente …

… quanto internamente.

Visto por baixo se tem uma boa impressão de como ele é …

… e da cobertura, te dá a absoluta certeza do porque dele ter demorado tanto tempo pra ser construído.

É impressionante a quantidade de detalhes e …

… fica mais fácil ainda imaginar a pesquisa,  o trabalho e o sacrifício que foram feitos pra finalização do projeto..

Pra harmonizar mais um pouco, passeamos ao som duma banda de fuzileiros com direito a exposição de aviões e …

… viaturas das mais antigas. Curioso!

Fomos almoçar numa trattoria legitimamente milanesa, a Milanese.

E degustamos alguns bons exemplos da culinária local: ossobuco com risoto a milanesa,…

… troffie com vagem e pesto e …

… ravioli ao molho de burro.

Um vinhão da casa e …

… a mais absoluta certeza se abateu sobre nós: não é a toa que os nossos irmãos italianos valorizam tanto uma boa refeição.
Continuamos o tour passando pela Ladurée (o Eymard não resistiu, viu pessoal do Conexão Paris), …

… pela Princi, uma padoca toda estilizada e …

… com um visual de fazer qualquer um perder a cabeça e a linha.

Seguimos de volta com o glamour do quadrilátero da moda: são lojas e mais lojas das grifes mais famosas do mundo na Via Montenapoleone.

Todas espetaculares e com preços proporcionais.

Mas Milão, especialmente nesta região, é um grande passeio antropológico pois se vê absolutamente de tudo. Carros, máquinas, malucos, turistas …

Voltamos ao hotel  pois faríamos o jantar de despedida do grupo (não se esqueçam: nós 4 e o Juscelino) no famoso restaurante Il Luogo di Aimo e Nadia.

Chegamos por lá com aquela sensação que acontece nestas situações: mais um jantar e se bobear, com os mesmos (bons) pratos italianos da gema.

O lugar é extremamente bonito. A estrutura é simples e chique. O toque especial é dado pela colocação de obras de arte coloridas nas paredes.

O Sr Aimo estava nos aguardando e vimos qual seria o nosso menu-degustação. Era curto pros padrões italianos (a Dé a e Lourdes adoraram), mas mostrava-se muito interessante.

É claro que os famosos grissini não poderiam faltar (Inlight Guides : 19,5).

Começamos com um piccolo: um caldinho com aliche fresco e um toque de pomodoro. Simples e um néctar.

Assim como o vinho branco Bussiolo 2005 do Aldo Conterno. Outra jóia!

Em seguida, uma sopa light (??) de bacalhau com feijão branco, grão de bico e tripa. Tripa? Sim e tão gostosa que a Dé comeu (só ficou sabendo depois!)  e eu aproveitei pra retornar este ingrediente à lista dos que eu aprovo.

A conversa rolava solta (o nosso amigo Juscelino estava terminando de nos contar a sua saga); o Sr Aimo passava constantemente na nossa mesa pra receber os louros por suas obras-primas. Foi  quando chegou a masterpiece: um spaghetti  di grano duro varietá senatore Cappelli ao cipolotto e peperoncino. Um espaguete com cebola e pimenta.

Olha, era só isso, mas de repente se descortinou aquilo tudo o que você sonha numa comida: conforto, sabor, carinho e memória.

Sabe aquele prato que você nunca comeu, mas que você tem quase certeza que já experimentou? E que gostou.

Um pratinho de frutos do mar chegou como um brinde, um agrado. Ôpa, o jantar frugal já não estava tanto assim.

Mais um vinho branco e evoluímos pruma rabada desfiada com purê de batatas que simplesmente complementou a excelência de tudo.

Por incrível que pareça e após comer bem em tantos lugares, viemos encontrar uma das melhores refeições de todas as que provamos aqui no Aimo.
Ainda experimentamos as sobremesas : um bolo, um hot pie de chocolate (todo mundo adorou) e…

… um sorbet de uva com chips de laranja que simplesmente relembrou todos os sabores que experimentamos neste tour.

Que noite! Que refeição! Só na Itália mesmo!

E como a ocasião merece, um brinde ao  D Nadia e o Sr Aimo por manterem  este amor e esta paixão pela nobre arte da gastronomia.

Nós todos agradecemos.

Arriverderci.

dcpv – o mundo é um pisello. e o plural deles fica ali nos jardins.

o piemonte é aqui
22/12/2010

O mundo é um pisello. E o plural deles fica fica ali nos Jardins.

Alguém já se sentiu como se estivesse no filme Feitiço do Tempo (Groundog Day)?

Pra quem não lembra, é aquele em que o maluco do Bill Murray acorda todo dia no mesmo dia. E ele tem a oportunidade de ir melhorando em cada um dos dias até o transformá-lo, o dia,  no mais ideal de todos.E a si mesmo, claro!
Pois foi este tipo de sensação que tivemos ao juntarmos novamente o grupo que viajou ao Piemonte aqui no restaurante do nosso guia, o Juscelino do Piselli (grupo? Lourdes, Eymard, Dé e eu!).
Se bem que no nosso caso, já começamos praticamente no final do filme, ou seja, o dia já estava na fase ideal! rs

E incrível como mais uma vez (e parodiando o nosso guru) tudo foi maravilhoso. (ouça a música I got you babe by Sony &Cher)
Antes disso, na noite anterior, a Lourdes e o sócio já tinham dado uma passada na sede pra saber como tudo funciona. Fizemos a reunião de demonstrativo do balancete de todo o Conglomerado Longueluz e acertamos os detalhes pro lançamento das nossas ações na Bolsa, viu Kika e Madá!  

Como comemoração dos bons resultados, aproveitamos pra estender este meeting até a famosa praia, onde está localizado o Piselli.
Alguns participantes não puderam comparecer por motivos de força maior (a Mônica e o Duto), mas mesmo assim tivemos que nos “sacrificar”.

Chegamos lá e o Juscelino estava a postos e na  mesa número 4. Nos saudamos e atacamos o couvert sempre caprichado do Piselli: pães quentinhos, uma focaccia de primeira, a pasta de ervilhas (uma marca registrada) e a manteiga fresquinha.
E como falamos sobre o nosso tour mágico pelo Piemonte (ouça I got you babe.)
O Juscelino foi até a cozinha montar o nosso menu degustação (inclusive, com a boa memória de sempre se lembrou que a Dé não é uma grande fã das carnes vermelhas) e voltou logo pra retomarmos o nossso papo.

Enquanto isso, começava o paralelo desfilar de grandes vinhos. Um branco Roero Arneis 2007 Vietti (nosso companheiro de algum jantar piemontês) foi aberto e serviu de acompanhamento pra entrada, um tartar de granchio com uovo de aringa e insalatina que estava sublime (ouça I got you babe ).

Conversamos muito e sobre tudo. Viagens, comidas, negócios, amizades; só não falamos sobre a exposição de fotos que o Duto (gratíssimo) brilhantemente tirou lá no Norte da Itália.
Acho que teremos que marcar mais uma destas reuniões, né sócio? Continuamos o nosso tour com aspargos grelhados com fondutta de queijo Fontina que estavam de delirar de tão bons. A Dé que é uma admiradora incondicional deste legume, delirou mais ainda.

Harmonizamos com um Dolcetto d’Alba 2006 Roche dei Manzoni. Se combinou? Nada a declarar!

Mais conversas e mais uma especialidade piemontesa. Um ravioli recheado de gema caipira ( e que gema!), aspargos e queijo taleggio servido com crema de tartufo. Este só faltou a Cher, aquela, entrar no Piselli entoando o I got you babe.

Pra melhorar (se é que seria possível) um tinto Barbaresco Rabajá 2003 Giuseppe Cortese.  

Estávamos chegando ao final (calma que é da parte salgada) e a trufa della trufa surgiu: um carré de cordeiro assado na lenha e servido com o seu molho acompanhado dum risotto (al dentíssimo) de queijo Castelmagno. Como diria alguém conhecido, estava ma-ra-vi-lho-so.

É claro também que o Juscelino trocou o carré da Dé por um belíssimo bacalhau fresco. Não ficou atrás do cordeiro!

A esta hora, estávamos todos virando os olhos. Mas mesmo assim, não sofremos quando o Juscelino disse que a sobremesa estava vindo.
Um tiramisu di panetone (isto é que é festejar o Natal) delicioso e estiloso …

… com um Moscato d”Asti Moncalvina Coppo (este eu também trouxe) de colocar atrás da orelha de tão perfumado.

Presto! Relutamos um pouco, mas como foi o Juscelino que ofereceu e seria uma grande desfeita, aceitamos (eu e o Eymard) uma dose de grappa do Gaja.
Finito! Foi um jantar digno do Piemonte. Melhor, digno da nossa viagem ao Piemonte.

Só faltou uma coisa: um pocket show do UB40 & Chrissy Hinde (bem melhor que o original) tocando aquela música que vocês já sabem qual é …

Ciao.

PS – O Juscelino co-escreveu o guia Itália, pra comer e beber bem (a venda nas melhores livrarias), que é pocket e cabe no bolso, com grandes dicas de restaurantes em toda a Itália. É obrigatório em qualquer viagem à Bota! O nosso já está guardado e devidamente autografado.

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dcpv – piemonte – septimo giorno – cabras e outros bichos (até estrela da musica pop)

04/07/10

Piemonte – Septimo Giorno – Cabras e outros bichos (até estrela da música pop) .

Último dia no Piemonte propriamente dito.

E seria de grandes atrações e maiores locomoções.

Fizemos checkout cedinho e zarpamos pra Casale Monferrato.

Antes, uma breve parada pra tirar umas fotos da região do hotel e aproveitar pra pegar algumas mudas de uvas pra plantar em Ferraz.

Quem sabe não surgirá um super Barolo em plena ZL paulista?

Fomos direto pra visitar a Sinagoga de Casale e um museu judaico adjacente a ela. Não me pergunte o porque deste passeio estar incluído num roteiro gastronômico/enológico?

Segundo o Juscelino, foi o pessoal do Castelo di Gabbiano, mais precisamente a Sra Delfina, a administradora que indicou por achar tudo muito interessante.

E ela tem razão, já que como disse o Eymard, visitar uma sinagoga num país tão católico quanto a Itália já é por si só, muito excêntrico.

De qualquer forma Casale é bonita e o museu, através dos seus experientes e espirituosos guias, nos mostrou muitas particularidades do povo judeu.

Continuamos o tour conhecendo uma fazenda de queijos de cabra, a Casa Costa (acho que lá não tem site, não!).

É um lugar muito bucólico e bastante, digamos, selvático.

Vimos as cabras, …

… o lugar onde elas são ordenhadas/alimentadas …

…  e fizemos uma rápida degustação na lojinha onde pudemos comprar alguns produtos (devidamente degustados onde nascerá um super Barolo).

Andamos um pouco mais. Na verdade muito mais pois a nossa guia, a italiana Kátia estava um pouco perdida (ô Kátia, compre uma Maria adequada)…

 … e chegamos ao Castello di Gabbiano, que data do século VIII e é incrível.

Fizemos um ótimo almoço por lá com direito a grissini (cotação do Guia Josimar Luz : 5 mordidas), …

… comidas piemontesas (esta foi provavelmente a 18º carne cruda que experimentamos), …

… salames, …

… fritatta de salame e queijo, …

… cardo (o preferido da Dé),…

… vitela cozida com polenta,…

… vinhos da casa, …

… e um passeio pelos arredores do castelo.

O dono do castelo, Giacomo Cattaneo nos recebeu e falando em português/carioquês (ele nasceu no Rio), nos explicou o objetivo dele em produzirr grandes vinhos e nos descreveu cada (foram cinco). Arrrrrrazou, mérmão!

Aproveitamos pra  fazer um tour pelo exterior e …

… pelo interior do castelo. Acho que o Cattaneo é Mengão! rs

A cozinha é muito bacana, …

… a sala de jogos mais ainda (bola 7 na caçapa 1), …

… e até tivemos direito a conhecer um dos apartamentos que estão em fase de acabamento pra alugar pra hóspedes que queiram participar desta experiência única.

Voltamos à mesa pra degustarmos uma bela torta (já estávamos com fome! rs),…

… alguns queijos (não somos de ferro), …

…. um vinho de sobremesa, um café e darmos uma olhada pela lojinha que também é muito bonita.

De lá, fomos direto pra Milano. Iniciamos a nossa adaptação, pegando um belo congestionamento na chegada.

Fizemos o check in no Hotel Bulgari, que por sinal é um espetáculo e além de conhecer o quarto, ainda cruzamos com o Sr Gordon Sumner no bar .

Tomamos um banhão e descemos pra comer algumas coisinhas no próprio bar.

Prosciutos,..

.. mussarela de búfala, bruschettas de anchovas, …

…  e grana padanno foram deglutidos durante (mais uma) conversa muito interessante.

Tomamos uns “Aperols” (grato, Lourdes) e ficamos olhando a fauna.

Ah! O mr Sting continuava no bar e nunca estivemos tão perto dum ídolo (e durante umas duas horas).

Só em Milão mesmo.

Arrivederci.

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dcpv – fim de semana com muita Grassa.

Sódoces e sómassas.
18/12/10

Fim de semana com muita Grassa.

Do simples viemos. Ao simples voltaremos. É simples assim!
E foi com este lema que o João Paulo Gentille, mais conhecido como Jonny (um dos proprietários do restaurante Praça São Lourenço) pensou o La Grassa (fica no Ibirapuera, na Rua Juriti, 32 – tel 3053 9303)

O lugar é uma cantinona muito bem ambientada com uma adega bem bacana, pé direito duplo, …

… duas jaboticabeiras no centro do salão e um serviço muito atencioso (destaque pro garçon Emerson que nos atendeu).

Enfim, simples e bonito com muitas referências à bela cidade gastronômica de Bologna, na Itália (quem não conhece, deveria pois tudo é muito interessante lá além da proximidade com Parma e Modena. Tivemos um tremendo almoço com o Massimo Bottura na Osteria Francescana).

Fomos apresentados ao La Grassa (a gordura, em italiano) pela Ângela e pelo Flávio Federico, já que fica bem pertinho da excelente Sódoces.

A proposta é basicamente que você se sinta em casa. E tudo começa pelos antepastos:  são muitos e com preço fixo (alicella, cebolite da nena, berinjelas, pimentões e abobrinhas grelhadas, vários fromagi i salumi e por aí vai). Você escolhe os que mais te interessarem e monta a sua degustação.

Nós fomos de burrata, capponata, enroladinho de queijo, sardella e tomate seco da casa. O serviço é extremamente atencioso (tomamos um vinho tinto de Puglia, o Copertino Riserva 2005) e enquanto escolhíamos as nossas massas, pedimos uma polenta muito bem feita acompanhada duma calabresa picante.

Tudo ecumênico e aposto que nos comportamos do jeitão que o Jonny imaginou: todo mundo comendo e experimentando tudo.

Ele, inclusive, nos levou ao mezanino que é o local onde as massas são feitas. E estávamos prontos pra pedir os pratos principais (além de mais uma garrafa do Pugliese).

A Dé foi de Ravioli verdi com um belo molho vermelho e recheados com mussarela de búfala e manjericão.  Muito saboroso.

A Ângela pediu um Pappardelle ao ragu de ossobuco com tomate e ervas. Que, inclusive, eu não tive como não pedir também. Sabe aquele ragu bem “ragusado”?

O chef Flávio escolheu um Ravioli de talleggio recheado com o próprio e creme e raspas de limão siciliano. Como tudo, perfeito.

Conversa vai, conversa vem (parecíamos italianos num jantar familiar, capisce?) e resolvemos nos aventurar na sobremesa.

Usamos a famosa equação 2×4 (2 sobremesas+4 colheres=experimentação total): Coppa ao limone (vodka, prosecco e sorbet de limão), que poderíamos considerar um verdadeiro limpa-trilhos …

… e a especialidade da casa, a torta da Nonna,uma belíssima torta de castanha do Pará.

Finalmente chegamos a conclusão que o Jonny está certo: uma comida simples, bem feita, com bons ingredientes conforta muito e te faz feliz.

Estávamos todos e muito.
Acho que aí esta toda a graça da La Grassa.

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dcpv – fomos pra …

enero/11

Fomos pra …

… e pra …

Adiós.

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