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dcpv – 36º interblogs – frango com banana no dcpv

número 281
25/01/10

dcpv – 36º interblogs Frango com Banana no dcpv.

Legenda: azul = Rê e Fran. Preto = dcpv

Edu, juro que não nos esquecemos de vc! Voltamos de viagem na última quinta e estava vendo com a Fran os últimos ajustes.

Eu sei disso, Rê e Fran. Assim como eu também não esqueci de passar no excelente Frango com Banana, o blog descontraído e muito bacana que vocês fazem.
É que as vezes, temos tanta coisa pra fazer que parece que o dia não tem 24 hs, né não?

E olha que foi há mais de um ano (exatamente em 18/11/2009) que eu perguntei pra você, , se queria participar do 36º interblogsIB  (quer saber o que é?) e você além de responder sim, ainda disse:
Olha, eu sou jornalista, como você sabe, portanto, uma farsa!!! Mas fiquei super lisonjeada pelo convite, ainda mais que 36 é o meu número da sorte… :))

Por falar nisso, porque 36 é o seu número de sorte?
Na verdade, eu estava com fixação em lhe enviar uma das receitas mais típicas de Tatuí que é o arroz com suã. Ela é a minha cara, simples, prato único. Mas como é mega pesada, não conseguimos casar o cardápio com algo mais elaborado. Ficaria muito “simprão”…

Fora que a aparência não agrada tanto, como vc pode comprovar (http://www.frangocombanana.com/2008/09/arroz-com-su.html).
Tem uma versão mais leve e tb típica, arroz com frango (http://www.frangocombanana.com/2010/07/arroz-com-frango.html).

Fica aí para vc testar com sua tchurma. É muito bom.
Prometo que testaremos, mesmo porque ainda não passou por aqui alguma coisa considerada pesada pro nosso estômago.

Bom, daí sugeri para a Fran pensar em algo com outra coisa típica tatuiana, o mingau de milho verde. E ela inventou um petit gateau, espero que agrade.
Nós pensamos em um cardápio caipira, com alimentos simples: milho, carne de porco, frutas… sem grandes salamaleques.
Caipira? É com “nóis memo!”

Só uma coisa muito importante. Fique à vontade para nos sugerir outros pratos, se algum não lhe agradou ou se já existe algo parecido nos 35 interblogs anteriores — O número 36, apesar de ser meu número da sorte, tem lá suas complicações. Pode palpitar, de verdade.
Pra dizer a verdade, eu sugeri, sim. Uma outra entrada que a Re me mandou o mais rápido possível (a da polenta). Vamos lá:

ENTRADAS

Salada de pera grelhada e tapenade com figo seco

Ô pratinho gostoso. Não dá nenhum trabalho pra preparar, mas o contraste da pera grelhada com o aceto é uma belezura, além do frescor dos miniagriões vindo diretamente no nosso futuro patrocinador.

Não esqueçamos da “diferentice” da tapenade.

O que usar:
Para a salada: 1 maço de mini-agrião, queijo meiacura ralado, lâminas de pera grelhadas no balsâmico*,  flor de sal.

* Deixe as lâminas de pera por 5 minutos de molho no vinagre balsâmico. Em seguida, grelhe.

Para a tapenade: 1/2 xícara de azeitonas verdes, 1/2 xícara de azeitonas pretas, 1 colher de sopa de alcaparras, 1/2 xícara de figo seco, 1 latinha de anchovas.

Pique tudo. Se preferir use o processador, pois a textura deve ser de uma pastinha.

Montagem: Em uma cumbuca faça uma cama de agrião, distribua algumas lâminas da pera, o queijo, faça uma quenele da tapenade e coloque sobre as peras.

Bocaditos de polenta aos tres gostos.

O que usar: 200 g de polenta pronta para cozinhar, sal, 125 g de parmesão ralado, 3 tomates, 1 dente de alho, pimenta do reino, 3 colheres de azeite, 1 abobrinha, ½ pimentão amarelo, ½ pimentão vermelho, vinagre balsâmico, 5 fatias de presunto cru, 5 bolinhas de mussarela de búfala, ervas a gosto (salsinha, manjericão…).

Como fazer: Junte 500 ml de água salgada com a polenta, deixe repousar alguns minutos.
Adicione o parmesão. Espalhe a mistura em uma assadeira fazendo com que fique com uns 2 cm de altura, deixe esfriar.

Corte a polenta fria em 15 quadrados, pincele azeite, leve ao forno para dourar.

Enquanto isso, pique os tomates, sem semente e sem pele, em cubinhos, tempere com sal e pimenta e ervas.

Separadamente, corte a abobrinha e os pimentões em tiras finíssimas.

Aqueça no azeite, refogue a abobrinha e o pimentão e tempere com vinagre balsâmico.

Montagem: Divida a polenta em 3 grupos.
No primeiro coloque sobre a polenta o tomate com ervas.

No segundo, o presunto, a mussarela e uma erva, pince com palito para segurar.
No terceiro, o refogado da abobrinha e pimentão.

Caramba, 3 movimentos em busca do paraíso.

Formaram um conjunto perfeito (por favor, pronuncie esta palavra com um “erre” bem puxado. Como se você morasse em Piracicaba! Ou em “Tatuir” rs).

Tomamos (o Déo, pra variar, faltou. Está pertinho do jubilamento) um vinho branco Chardonnay Bodega Etchart 2009 que foi “personalidade, tatuino, rubinoso” segundo os matutos.

PRATO PRINCIPAL

Petit gateau de mingau de milho verde com costelinha de porco

Petit gateau de mingau de milho verde? Salgado? Esta nós queríamos ver e principalmente, comer.

Mingau
O que usar: 5 espigas de milho (que renderão 0,5 litro de caldo de milho), 1/2 litro de água, 1/2 colher de sopa de manteiga, 1/2 cebola picada, 1 dente de alho picado, 1 tablete de caldo de galinha, sal e pimenta a gosto.
Como fazer: passe a faca na espiga e com o mínimo de água, bata o milho no liquidificador. Peneire. Se você achar que ficou ralo demais, junte uma colher da mistura que ficou na peneira ao líquido. Reserve.

Derreta a manteiga e refogue o alho e a cebola. Depois junte o tabletes de caldo de galinha e 1 litro de água.

Quando a água estiver quase fervendo, junte o caldo de milho aos poucos. Mexa sem parar por cerca de 30 minutos.
Tempere com sal e pimenta

Petit Gateau
O que usar: 400 ml de mingau de milho, 200g de manteiga, 4 ovos, 4 gemas, ¾ xic de farinha de trigo.
Como fazer: derreta a manteiga no microondas. Junte o mingau com a manteiga.

Bata os ovos, as gemas, a farinha de trigo e por último, a mistura do mingau no liquidificador.

Adicione o petit gateau em forminhas untadas com manteiga e um pouquinho de farinha. Congele.

Para assar, pré-aqueça o forno a 180 graus por 15 minutos. Coloque a forminha por cerca de 5 minutos.

Dica: ao olhar dentro do forno o centro do bolinho tem que estar cremoso e as bordinhas assadas, na hora de desenformar passe uma faca ao redor para desgrudar da forminha e gire com cuidado no prato!

Aqui aconteceu um pequeno stress: o tal do petit gateau ficou no forno por 5 minutos, mas não assava! Insisti mais um pouco e o danado resolveu ficar dourado. Apesar de ter ficado com uma cara de souflé, resultou delicioso.

Costelinha de porco na brasa.

Sabe que nunca fizemos nada na churrasqueira em todos os interblogs?

Bom, sempre existe uma primeira vez, né Rê e Fran?

E aproveitei pra fazer exatamente igual ao prescrito abaixo.

O que usar: 1 peça de costela de porco, limão taiti, sal, alho laminado (para cada prato, use 2 costelinhas).
Como fazer: tempere a peça e envolva a costela no papel alumínio com a gordura para baixo e a coloque na churrasqueira com carvão.

Deixe por 1 hora, depois vire a peça e deixe mais 1 hora. Desenrole do papel alumínio, deixe dourar por 15 minutos e corte a costela em ripas. Sirva com petit gateau de milho.

E por incrível que pareça, ficou tão bom que até a Dé comeu!

Façam, pois ficou como se estivéssemos comendo “aquela” leitoa (no bom sentido)! 🙂

Entornamos um vinho tinto Garnacha Evohé 2009 Bajo Aragon Espanha que foi “aperol, renato, livia” segundo os adoradores do Tonico&Tinoco, nós mesmos.

SOBREMESA – Banana e Queijo Coalho ao Melado de Cana e Canela

O que usar: 1 banana da terra, 2 queijo coalho no espetinho, 4 colheres de sopa de melado de cana, 1 xícara de chá de água, 2 canelas em pau, 2 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de chá de manteiga sem sal.
Como fazer: retire o queijo do espeto e grelhe até ficar dourado.

Descasque a banana e corte ao meio (como uma barquinha).

Em uma frigideira, aqueça a manteiga e frite rapidamente a banana. Retire e reserve.

Na mesma frigideira adicione a água, o açúcar, o melado e a canela. Deixe ferver por 8 minutos, volte a banana nesta calda e aqueça por mais 5 minutos.

Depois de pronta, arrume em um prato a banana e o queijo por cima. Regue o queijo e a banana com a calda que ficou na frigideira.

Caramba! Já fizemos uma sobremesa parecida (alguém se lembra quando?), mas esta ficou especial.

Cremosa, doce, saborosa e apetitosa (né, Mingão?).
Que regabofes, Rê e Fran. Foi tão “bão”, mas tão “bão” que nos sentimos como se estivéssemos pescando e contando causos na beira do rio!

Eis a opinião dos caipiraços:

Comida especiar! Completamente especiar! Tatuir em Ferraiz. Tudo perfeito e especiar! (Edu)
Espetacular, parabéns Frango com Banana e agradecimentos especiais ao Déo pela falta (sobrou mais de tudo). Maravilhoso. (Mingão)

E as nossas flores virtuais que só poderiam ser do campo:

Na verdade são do nosso jardim e advindas de sementes genuinamente italianas .

Gratíssimo, Re e Fran, pela participação, pela troca de informações e pela oportunidade de divulgarmos mais ainda a bela gastronomia brasileira.

Se quiser trocar figurinhas, se quiser alguma modificação, se tiver dúvidas, estamos à sua disposição.

Bjão e desculpe-me pela demora!!!

Demora? Demora nenhuma.
Bjão de todos pra vocês também.

Inté!

 PS – O próximo interblogs, o 37º será com o cientista gastronômico Vitor Hugo do excelente blog PratoFundo. O que será que acontecerá? (dica: esfregue as mãos como aqueles cientistas dos filmes).

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dcpv – dia uno – punta del este – encantados com o l’incanto

12/01/11

dcpv – Dia Uno – Punta del Este Encantados com o L`Incanto.

Voo tranqüilo da TAM pra Montevideo.

O stress (como o usual) foi protagonizado pelo pessoal da PF brazuca que resolveu trabalhar no esquema baiano, ou seja, beeem devagarinho e acarretando num congestionamento monstro na hora do embarque. Nossa Senhora das Copas do Mundo que nos ajude.

Chegamos (a Dé, eu, a D. Vera e o Sr Antonio, meus sogros) em Montevideo e fomos pegar a Captiva alugada da Europcar. Sossegado e demorado também.

Com o tempo muito bom (um tremendo sol), rumamos pra Punta . São uns 140 km (quase duas horas) de puro prazer pois a paisagem é bacana e a excelente estrada também ajuda bastante.

Por volta das 16:00 hs estávamos fazendo checkin no bonito e cheiroso AWA boutique + design hotel.

Quartos espaçosos com móveis de grife, obras de arte, …

…  um lounge ao lado do restaurante e da piscina bastante agradável, além um staff pra lá de amistoso são alguns dos predicados do estabelecimento.

Estávamos com fome e resolvemos fazer uma boquinha no restaurante do hotel mesmo. Como a cozinha tinha fechado, só nos restou comer alguns pratinhos corriqueiros.

Os meus sogros foram de milanesa de lomo com fritas.

A Dé de sanduíche de pão árabe com salmão, abacate e dill. Taí uma mistura bem criativa.

Eu de chivito, o famoso sanduba mata-fome uruguaio com bife, ovo, bacon e otras cositas menos votadas. Além das ótimas papas fritas.

Tudo dentro da normalidade, ou seja, muito bom. Enquanto a D Vera e o Sr Antonio descansavam um pouco, eu e a Dé aproveitamos  pra reconhecer a área do hotel.

Fomos dar uma caminhada pela região e chegamos até a praia La Brava. Foi uma andada tranquila com direito a altos visuais…

… e uma passada por bairros com casas bonitas e com nomes. Esta é uma particularidade bacana e lírica em Punta: as casas não tem números; cada uma tem o seu nome e conseqüente personalidade. Qual nome você daria pra sua casa?

Inclusive, acredito que a família Federico ( Sódoces) aportou por lá.

As 20:30 hs (horário cedíssimo pra ferveção puntística), chegamos ao restaurante L’Incanto (uma dica comum da república dos gaúchos, representada pelo Diogão Destemperados e pela Carla Carlota Pernambuco).

Frise-se que o sol se põe por volta das 21:00hs, horário muito conveniente pra quem gosta de ver o por dele (nós mesmos) e pra turistada (nós mesmos, again!)

O lugar é bacanésimo com uma decoração ao mesmo tempo despojada e chic (coisa rotineira em Punta).

Cadeiras de grife se misturam a madeira de demolição além das muito bem sacadas aberturas no teto .

Confesso que ao ver o menu, pensei que seria a maior roubada. Afinal de contas ele continha tudo o que você possa imaginar. Comida italiana, japonesa, uruguaia, francesa e até caipirinhas!

Mas a medida que as coisas foram chegando, percebemos que a finalidade da casa é fazer com que você volte mais vezes pra experimentar tudo.

Começamos devorando o couvert e pedindo umas bruschettas de tomate e uma salada de rúcula com parmesão. Absolutamente perfeitos.

Enquanto isso, uma garrafa dum Juan Carrau Chardonnay 2009 foi aberta e era tão boa que até a D Vera bebeu a parte dela (coisa rara).

Como principais, duas brótolas alle erbe pros meus sogros com batatas com ervas e tomatinhos confitados. Uma beleza! (NR – Brótola é um peixe branco oceânico característico dos mares azuis-celestes).

A Dé pediu uns saborosos ravioli verdi com um molho noisette e sálvia frita,

Eu, um tagliatele ao ragu de carne verdadeiramente vero.

Uns sorvetinhos (dulce de leche, pistache e creme) selaram a noite com chave de ouro, além do limoncello, uma simpática cortesia da casa.

Este primeiro dia (e o da viagem) terminou com um passeio de carro pela orla e também com o nosso primeiro contato com o famoso Conrad (ooô, oo, ooô, … ).
Amanhã entraremos lá no cassino com o pensamento numa vitória.

Quem sabe uns 1000 Pesos, ou melhor, 100 Reais? 🙂 .

Hasta,

.

dcpv – da cachaça pro vinho – piemonte – ottavo giorno – il luogo di aimo e nadia: que lugar!

05/11/10

dcpv – Piemonte – Ottavo Giorno –  Il Luogo di Aimo e Nadia: que lugar!

Depois de ficarmos praticamente despreocupados quanto a programação, voltamos a ser responsáveis por ela.

E uma vez estando em Milão, nada melhor do que caminhar.

Iniciamos o dia tomando um lauto café da manhã no hotel.
Logo em seguida, fomos passear  e rumamos sentido Duomo.

Passamos pelo lendário Teatro alla Scala, palco de grandes espetáculos e vimos um pessoal literalmente carregando o piano.

Atravessamos a Galleria Vittorio Emanuel II, uma maravilha da arquitetura italiana e…

… um lugar muito charmoso.

Mais uma pequena andada e estávamos no Duomo, talvez o lugar mais representativo da cidade.

Ele é altamente impactante tanto externamente …

… quanto internamente.

Visto por baixo se tem uma boa impressão de como ele é …

… e da cobertura, te dá a absoluta certeza do porque dele ter demorado tanto tempo pra ser construído.

É impressionante a quantidade de detalhes e …

… fica mais fácil ainda imaginar a pesquisa, o trabalho e o sacrifício que foram feitos pra finalização do projeto..

Pra harmonizar mais um pouco, passeamos ao som duma banda de fuzileiros com direito a exposição de aviões e …

… viaturas das mais antigas. Curioso!

Fomos almoçar numa trattoria legitimamente milanesa, a Milanese.

E degustamos alguns bons exemplos da culinária local: ossobuco com risoto a milanesa,…

… troffie com vagem e pesto e …

… ravioli ao molho de burro.

Um vinhão da casa e …

… a mais absoluta certeza se abateu sobre nós: não é a toa que os nossos irmãos italianos valorizam tanto uma boa refeição.
Continuamos o tour passando pela Ladurée (o Eymard não resistiu, viu pessoal do Conexão Paris), …

… pela Princi, uma padoca toda estilizada e …

… com um visual de fazer qualquer um perder a cabeça e a linha.

Seguimos de volta com o glamour do quadrilátero da moda: são lojas e mais lojas das grifes mais famosas do mundo na Via Montenapoleone.

Todas espetaculares e com preços proporcionais.

Mas Milão, especialmente nesta região, é um grande passeio antropológico pois se vê absolutamente de tudo. Carros, máquinas, malucos, turistas …

Voltamos ao hotel, pois faríamos o jantar de despedida do grupo (não se esqueçam: nós 4 e o Juscelino) no famoso restaurante Il Luogo di Aimo e Nadia.

Chegamos por lá com aquela sensação que acontece nestas situações: mais um jantar e se bobear, com os mesmos (bons) pratos italianos da gema.

O lugar é extremamente bonito e a estrutura é simples e chique. O toque especial é dado pela colocação de obras de arte coloridas nas paredes.

O Sr Aimo estava nos aguardando e vimos qual seria o nosso menu-degustação. Era curto pros padrões italianos (a Dé a e Lourdes adoraram), mas mostrava-se muito interessante.

É claro que os famosos grissini não poderiam faltar (Inlight Guides: 19,5).

Começamos com um piccolo: um caldinho com aliche fresco e um toque de pomodoro. Simples e um néctar.

Assim como o vinho branco Bussiolo 2005 do Aldo Conterno. Outra jóia!

Em seguida, uma sopa light (??) de bacalhau com feijão branco, grão de bico e tripa. Tripa? Sim e tão gostosa que a Dé comeu (só ficou sabendo depois!) e eu aproveitei pra retornar este ingrediente à lista dos que eu aprovo.

A conversa rolava solta (o nosso amigo Juscelino estava terminando de nos contar a sua saga); o Sr Aimo passava constantemente na nossa mesa pra receber os louros por suas obras-primas.
Foi  quando chegou a masterpiece: um spaghetti di grano duro varietá senatore Cappelli ao cipolotto e peperoncino. Um espaguete com cebola e pimenta.

Olha, era só isso, mas de repente se descortinou aquilo tudo o que você sonha numa comida: conforto, sabor, carinho e memória.

Sabe aquele prato que você nunca comeu, mas que você tem quase certeza que já experimentou? E que adorou.

Um pratinho de frutos do mar chegou como um brinde, um agrado. Ôpa, o jantar frugal já não estava tanto assim.

Mais um vinho branco e evoluímos pruma rabada desfiada com purê de batatas que simplesmente complementou a excelência de tudo.

Por incrível que pareça e após comer bem em tantos lugares, viemos encontrar uma das melhores refeições de todas as que provamos aqui no Aimo.
Ainda experimentamos as sobremesas: um bolo, um hot pie de chocolate (todo mundo adorou) e…

… um sorbet de uva com chips de laranja que simplesmente relembrou todos os sabores que experimentamos neste tour.

Que noite! Que refeição! Só na Itália mesmo!

E como a ocasião merece, um brinde a D Nadia e o Sr Aimo por manterem este amor e esta paixão pela nobre arte da gastronomia.

Nós todos agradecemos.

Arriverderci.

dcpv – da cachaça pro vinho – o mundo são piselli. e o plural deles fica ali nos jardins.

o piemonte é aqui
22/12/2010

dcpv – O mundo são Piselli. E o plural deles fica fica ali nos Jardins.

Alguém já se sentiu como se estivesse no filme Feitiço do Tempo (Groundhog Day)?

Pra quem não lembra, é aquele em que o maluco do Bill Murray acorda todo dia no mesmo dia. E ele tem a oportunidade de ir melhorando em cada um dos dias até o transformá-lo, o dia,  no mais ideal de todos. E a si mesmo, claro!
Pois foi este tipo de sensação que tivemos ao juntarmos novamente o grupo que viajou ao Piemonte aqui no restaurante do nosso guia, o Juscelino do Piselli (grupo? Lourdes, Eymard, Dé e eu!).
Se bem que no nosso caso, já começamos praticamente no final do filme, ou seja, o dia já estava na fase ideal! rs

E incrível como mais uma vez (e parodiando o nosso guru) tudo foi maravilhoso (ouça a música I got you babe by Sony &Cher).
Antes disso, na noite anterior, a Lourdes e o sócio já tinham dado uma passada na sede pra saber como tudo funciona. Fizemos a reunião de demonstrativo do balancete de todo o Conglomerado Longueluz e acertamos os detalhes pro lançamento das nossas ações na Bolsa, viu Kika e Madá!

Como comemoração dos bons resultados, aproveitamos pra estender este meeting até a famosa praia, onde está localizado o Piselli.
Alguns participantes não puderam comparecer por motivos de força maior (a Mônica e o Duto), mas mesmo assim tivemos que nos “sacrificar”.

Chegamos lá, Juscelino estava a postos e na mesa número 4. Nos saudamos e atacamos o couvert sempre caprichado do Piselli: pães quentinhos, uma focaccia de primeira, a pasta de ervilhas (uma marca registrada) e a manteiga fresquinha.
E como falamos sobre o nosso tour mágico pelo Piemonte (ouça I got you babe.)
O Juscelino foi até a cozinha montar o nosso menu degustação (inclusive, com a boa memória de sempre se lembrou que a Dé não é uma grande fã das carnes vermelhas) e voltou logo pra retomarmos o nosso papo.

Enquanto isso, começava o paralelo desfilar de grandes vinhos.
Um branco Roero Arneis 2007 Vietti (nosso companheiro de algum jantar piemontês) foi aberto e serviu de acompanhamento pra entrada, um tartar de granchio com uovo de aringa e insalatina que estava sublime (ouça I got you babe ).

Conversamos muito e sobre tudo. Viagens, comidas, negócios, amizades; só não falamos sobre a exposição de fotos que o Duto (gratíssimo) brilhantemente tirou lá no Norte da Itália.
Acho que teremos que marcar mais uma destas reuniões, né sócio?
Continuamos o nosso tour com aspargos grelhados com fondutta de queijo Fontina que estavam de delirar de tão bons. A Dé que é uma admiradora incondicional deste legume, delirou mais ainda.

Harmonizamos com um Dolcetto d’Alba 2006 Roche dei Manzoni. Se combinou? Nada a declarar!

Mais conversas e mais uma especialidade piemontesa. Um ravioli recheado de gema caipira (e que gema!), aspargos e queijo taleggio servido com crema de tartufo. Este só faltou a Cher, aquela, entrar no Piselli entoando o I got you babe.

Pra melhorar (se é que seria possível) um tinto Barbaresco Rabajá 2003 Giuseppe Cortese.  

Estávamos chegando ao final (calma que é da parte salgada) e a trufa della trufa surgiu: um carré de cordeiro assado na lenha e servido com o seu molho acompanhado dum risotto (al dentíssimo) de queijo Castelmagno. Como diria alguém conhecido, estava ma-ra-vi-lho-so.

É claro também que o Juscelino trocou o carré da Dé por um belíssimo bacalhau fresco. Não ficou atrás do cordeiro!

A esta hora, estávamos todos virando os olhos. Mas mesmo assim, não sofremos quando o Juscelino disse que a sobremesa estava vindo.
Um tiramisu di panetone (isto é que é festejar o Natal) delicioso e estiloso …

… com um Moscato d”Asti Moncalvina Coppo (este eu também trouxe) de colocar atrás da orelha de tão perfumado.

Presto! Relutamos um pouco, mas como foi o Juscelino que ofereceu e seria uma grande desfeita, aceitamos (eu e o Eymard) uma dose de grappa do Gaja.
Finito! Foi um jantar digno do Piemonte. Melhor, digno da nossa viagem ao Piemonte.

Só faltou uma coisa: um pocket show do UB40 & Chrissy Hinde (bem melhor que o original) tocando aquela música que vocês já sabem qual é …

Ciao.

PS – O Juscelino co-escreveu o guia Itália, pra comer e beber bem (a venda nas melhores livrarias), que é pocket e cabe no bolso, com grandes dicas de restaurantes em toda a Itália.
É obrigatório em qualquer viagem à Bota! O nosso já está guardado e devidamente autografado.

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dcpv – da cachaça pro vinho – piemonte – septimo giorno – cabras e outros bichos (até estrela da musica pop)

04/07/10

dcpv – Piemonte – Septimo Giorno – Cabras e outros bichos (até estrela da música pop) .

Último dia no Piemonte propriamente dito.

E seria de grandes atrações e maiores locomoções.

Fizemos checkout cedinho e zarpamos pra Casale Monferrato.

Antes, uma breve parada pra tirar umas fotos da região do hotel e aproveitar pra pegar algumas mudas de uvas pra plantar em Ferraz.

Quem sabe não surgirá um super Barolo em plena ZL paulista?

Fomos direto pra visitar a Sinagoga de Casale e um museu judaico adjacente a ela. Não me pergunte o porque deste passeio estar incluído num roteiro gastronômico/enológico?

Segundo o Juscelino, foi o pessoal do Castelo di Gabbiano, mais precisamente a Sra Delfina, a administradora que indicou por achar tudo muito interessante.

E ela tem razão, já que como disse o Eymard, visitar uma sinagoga num país tão católico quanto a Itália já é por si só, muito excêntrico.

De qualquer forma Casale é bonita e o museu, através dos seus experientes e espirituosos guias, nos mostrou muitas particularidades do povo judeu.

Continuamos o tour conhecendo uma fazenda de queijos de cabra, a Casa Costa (acho que lá não tem site, não!).

É um lugar muito bucólico e bastante, digamos, selvático.

Vimos as cabras, …

… o lugar onde elas são ordenhadas/alimentadas …

… e fizemos uma rápida degustação na lojinha onde pudemos comprar alguns produtos (devidamente degustados onde nascerá um super Barolo).

Andamos um pouco mais. Na verdade muito mais pois a nossa guia, a italiana Kátia estava um pouco perdida (ô Kátia, compre uma Maria adequada) e …

… chegamos ao Castello di Gabbiano, que data do século VIII e é incrível.

Fizemos um ótimo almoço por lá com direito a grissini (cotação do Guia Josimar Luz : 5 mordidas), …

… comidas piemontesas (esta foi provavelmente a 18º carne cruda que experimentamos), …

… salames, …

… fritatta de salame e queijo, …

… cardo (o preferido da Dé),…

… vitela cozida com polenta,…

… vinhos da casa e …

… um passeio pelos arredores do castelo.

O dono do castelo, Giacomo Cattaneo nos recebeu e falando em português/carioquês (ele nasceu no Rio), nos explicou o objetivo dele em produzir grandes vinhos e nos descreveu cada (foram cinco). Arrrrrrazou, mérmão!

Aproveitamos pra  fazer um tour pelo exterior e …

… pelo interior do castelo. Acho que o Cattaneo é Mengão! rs

A cozinha é muito bacana, …

… a sala de jogos mais ainda (bola 7 na caçapa 1), …

… e até tivemos direito a conhecer um dos apartamentos que estão em fase de acabamento pra alugar pra hóspedes que queiram participar desta experiência única.

Voltamos à mesa pra degustarmos uma bela torta (já estávamos com fome! rs),…

… alguns queijos (não somos de ferro), …

…. um vinho de sobremesa, um café e darmos uma olhada pela lojinha que também é muito bonita.

De lá, fomos direto pra Milano.
Iniciamos a nossa adaptação, pegando um belo congestionamento na chegada.

Fizemos o check in no Hotel Bulgari, que por sinal é um espetáculo e além de conhecer o quarto, ainda cruzamos com o Sr Gordon Sumner no bar .

Tomamos um banhão e descemos pra comer algumas coisinhas no próprio bar.

Prosciutos, …

.. mussarela de búfala, bruschettas de anchovas, …

… e grana padanno foram deglutidos durante (mais uma) conversa muito interessante.

Tomamos uns “Aperols” (grato, Lourdes) e ficamos olhando a fauna.

Ah! O mr Sting continuava no bar e nunca estivemos tão perto dum ídolo (e durante umas duas horas).

Só em Milão mesmo.

Arrivederci.

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dcpv – da cachaça pro vinho – fim de semana com muita grassa.

Sódoces e sómassas.
18/12/10

dcpv – Fim de semana com muita Grassa.

Do simples viemos. Ao simples voltaremos. É simples assim!
E foi com este lema que o João Paulo Gentille, mais conhecido como Jonny (um dos proprietários do restaurante Praça São Lourenço) pensou o La Grassa (fica no Ibirapuera, na Rua Juriti, 32 – tel 3053 9303)

O lugar é uma cantinona muito bem ambientada com uma adega bem bacana, pé direito duplo, …

… duas jaboticabeiras no centro do salão e um serviço muito atencioso (destaque pro garçom Emerson que nos atendeu).

Enfim, simples e bonito com muitas referências à bela cidade gastronômica de Bologna, na Itália (quem não conhece, deveria pois tudo é muito interessante lá além da proximidade com Parma e Modena. Tivemos um tremendo almoço com o Massimo Bottura na Osteria Francescana).
Fomos apresentados ao La Grassa (a gordura, em italiano) pela Ângela e pelo Flávio Federico, já que fica bem pertinho da excelente Sódoces.

A proposta é basicamente que você se sinta em casa. E tudo começa pelos antepastos: são muitos e com preço fixo (alicella, cebolite da nena, berinjelas, pimentões e abobrinhas grelhadas, vários fromagi i salumi e por aí vai). Você escolhe os que mais te interessarem e monta a sua degustação.

Nós fomos de burrata, capponata, enroladinho de queijo, sardella e tomate seco da casa. O serviço é extremamente atencioso (tomamos um vinho tinto de Puglia, o Copertino Riserva 2005) e enquanto escolhíamos as nossas massas, pedimos uma polenta muito bem feita acompanhada duma calabresa picante.

Tudo ecumênico e aposto que nos comportamos do jeitão que o Jonny imaginou: todo mundo comendo e experimentando tudo.

Ele, inclusive, nos levou ao mezanino que é o local onde as massas são feitas. E estávamos prontos pra pedir os pratos principais (além de mais uma garrafa do Pugliese).

A Dé foi de Ravioli verdi com um belo molho vermelho e recheados com mussarela de búfala e manjericão.  Muito saboroso.

A Ângela pediu um Pappardelle ao ragu de ossobuco com tomate e ervas. Que, inclusive, eu não tive como não pedir também. Sabe aquele ragu bem “ragusado”?

O chef Flávio escolheu um Ravioli de talleggio recheado com o próprio e creme e raspas de limão siciliano. Como tudo, perfeito.

Conversa vai, conversa vem (parecíamos italianos num jantar familiar, capisce?) e resolvemos nos aventurar na sobremesa.
Usamos a famosa equação 2×4 (2 sobremesas+ 4 colheres = experimentação total): Coppa ao limone (vodka, prosecco e sorbet de limão), que poderíamos considerar um verdadeiro limpa-trilhos …

… e a especialidade da casa, a torta da Nonna, uma belíssima torta de castanha do Pará.

Finalmente chegamos a conclusão que o Jonny está certo: uma comida simples, bem feita, com bons ingredientes conforta muito e te faz feliz.

Estávamos todos e muito.
Acho que aí esta toda a graça da La Grassa.

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dcpv – da cachaça pro vinho – fomos pra …

enero/11

Fomos pra …

… e pra …

Adiós.

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dcpv – da cachaça pro vinho – projeto l – cucurbitáceas.

extra
08/01/11

dcpv – Projeto L – Cucurbitáceas

Calma pessoal, isto aqui não está se transformando num laboratório.
Esta é a terceira edição do projeto L (veja as outras duas, a 1ª e a 2ª) onde ou eu ou o Luís Pontes (do excelente blog Outras Comidas) indicamos alternadamente um menu pra que ambos o reproduza em sua casa e depois publique sobre as respectivas impressões.

Desta vez, o pesquisador fui eu. E me lembro que alguém em algum período (deu pra perceber que eu não me lembro quem. Me ajudem! rs  Atualizando: Já fui ajudado – A Cristina me disse que foi ela) tinha me informado que fizeram um concurso gastronômico cujo tema era a ábobora lá em MG e, inclusive, me enviou um link com as receitas vencedoras. Eu arquivei e guardei. Daí a pensar num menu só com abóboras foi um pequeno passo.

E porque as cucurbitáceas? Porque este é o nome científico (grato Neide do mais do que excelente Come-se, que escreveu toda a parte técnica sobre o vegetal alaranjado) não só da família das abóboras, como também do chuchu, melancia, melão e pepino.

E aproveitei pra escolher a moranga como tema pois ela é um tanto quanto desprezada por aqui apesar do prestígio que tem na Europa (será que é bem mais caro por aí, Luís?).
Estou falando como alimento e não como decoração de mais uma tradição eminentemente brazuca, o Halloween! 🙂

Portanto vamos a terceira edição do projeto L com a Cucurbita Maxima Duchesne como ingrediente principal.

Travessuras ou gostosuras?

Nota da redação: se alguém percebeu, esta data, 08/01 é um sábado. Portanto, este L foi um petit comitê.
Só a Dé, eu e a D Anina e feito na praia, com uma pequena chuva muito boa pro crescimento das cucurbitae.

Entrada – Carpaccio de Moranga com Camarões ao Perfume de Laranja e Confit de Pomodorini.

“A abóbora moranga é boa para enriquecer a dieta com carotenoide, precursor da vitamina A, essencial para a manutenção da visão noturna, além de promover a saúde da pele, dos ossos,dente e sangue”. Ou seja, morcegos só devem comer abóboras! rs
Para fazer este carpaccio você precisa assar uma moranga inteira (eu assei um pedaço) e com casca no forno alto e pré-aquecido por 30 minutos.

Assim que assar, lamine em fatias bem finas.

Salteie alho e camarões VG (seguindo o conselho da Dé e da minha mãe, comprei dos pequenininhos) com azeite de ervas.

Reduza o suco de 10 laranjas até encorpar.

Para o confit de tomatinhos, coloque-os numa panela com azeite (até que eles estejam cobertos), junte louro, zimbro, tomilho e cozinhe-os em fogo muito baixo, …

… controlando a temperatura pra que eles não fritem, por ~ uma hora (se precisar, retire a panela do fogo algumas vezes).

Monte sobrepondo os camarões ao carpaccio de moranga com o molho das laranjas reduzidas por cima.

Guarneça com o confit dos tomates-cereja.

Absolutamente perfeito, saboroso e aproveitei pra exercer a criatividade.

Tomamos um rosé, o francês Cotes du Rhône E. Guigal que foi … rosé.

Principal – Nhoque de abóbora ao molho de linguiça caipira flambada na cachaça.

“Abóbora é ruim para ser consumida em excesso, pois o caroteno se deposita em especial na pele, dando a pessoa uma aparência amarelada, que, embora não tenha efeito tóxico, causa má impressão”. Xiiii, será que foi por isso que nos chamaram de Débola e Edualdo! rs
Pra fazer o nhoque, basta fatiar 300 grs de abóbora moranga e levar ao forno regada com azeite e sal junto com 300 g de batata. Ambas cobertas por papel alumínio.

Retire as cascas e passe no espremedor, adicione 1 ovo, 1 colher de sopa de manteiga e farinha de trigo o suficiente pra enrolar.

Enquanto isso, faça o molho refogando 1 dente de alho picado e colocando 500 g de linguiça de porco esmigalhada (usei uma picante) e deixe fritar.

Logo depois, coloque 50 ml de cachaça e flambe.

Acrescente 300 g de tomate pelatti, manjericão a gosto e deixe apurar.

Tempere com pimenta calabresa e junte 200 g de cogumelos.

Finalize com 200 ml de creme de leite fresco.

Já pro nhoque, é so enrolar, cortar e cozinhar.

Junte ao molho, salpique com queijo de Minas curado ralado e sirva.

Mais um prato muito saboroso e encorpado. E isto porque o nhoque ficou um pouco pesado (eu não tinha um amassador e acabei usando o garfo).

Assim, vale ser chamado de “amarelão”.

 Sobremesa – Doce de Abóbora com coco e sorvete de mascarpone.

“100 g de abóbora moranga cozida contém 20 calorias, 1,7 g de fibras, 0,091 mg de cobre, 0,571 mg de ferro, 18,3 mg de fósforo”. Uau!
O doce é o tipicão. 300 g de abóbora em cubos, 1/2 xícara de água, 4 colheres de sopa de açúcar, 2 cravos da índia, 1 pau de canela são misturados e levados ao fogo numa panela tampada, mexendo de vez em quando até começar a desmanchar.

Retire do fogo, junte 4 colheres de coco ralado fresco e sirva frio.

Já  pro sorvete é só colocar 100 ml de leite, 1/2 noz moscada ralada numa panela e levar ao fogo. Assim que começar a ferver, abaixe o fogo e deixe um pouco mais, cuidando pra não transbordar.

Numa tigela, bata bem 2 ovos, 1 colher de chá de maizena e 100 g de açúcar até ficar cremoso. Junte o leite quente e sem para de mexer, deixe cozinhar mais um pouco. Retire do fogo, tampe e deixe esfriar.

Misture 400g de mascarpone com 150 ml de creme de leite. Adicione à mistura de leite e ovos e coloque na Ferrari.
Vou falar a verdade. Não levei a Ferrari pra São Paulo e o que me restou foi comprar um sorvete de cocada com canela no sex shop. Dei uma “daqueles” pescadores.

Coisa que a Dé não fez ao montar a mesa pra tal experimento. Ficou uma belezura!

Bom, é isso! Todos os participantes (nós) adoraram o menu que resultou muito saboroso e bastante curioso, já que como a própria Neide disse, quase ninguém gosta muito de comer abóbora no seu dia-a-dia.

Estamos na expectativa pra ver como foi que o Luís Pontes e a turma dele degustaram este menu.
Espero que a abóbora dele não tenha se transformado em carruagem, o que seria desastroso neste tipo de evento.

Até a 4º edição do projeto L .

Amplexos.

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dcpv – da cachaça pro vinho – piemonte – sesto giorno – um coppo cheio de trufas.

06/11/10

Piemonte – Sesto Giorno – Um Coppo cheio de trufas.

O dia começou bem cedo. E com uma expectativa daquelas.

Pela primeira vez, desde que chegamos ao Piemonte, veríamos como é isto tudo com o belos complementos da luz do sol e do nevoeiro .

E é como o esperado: lindíssimo.

As nuvens se movimentam numa velocidade estonteante e se num momento tudo está enevoado, …

… num outro tudo está iluminado e dum jeito tão especial que só nos resta agradecer ao Criador por tamanha beleza.

E ou não é de deixar o corpo e a mente num estado elevadíssimo?

Depois deste verdadeiro devaneio, pegamos a estrada pra nos juntarmos ao grupo e participarmos duma verdadeira caçada às trufas.

Encontramos com o Stefano Aprile, um verdadeiro trifulau que nos levou até o bosque onde ele encontra as pepitas de ouro do sabor.

Antes, ele nos explicou como e porque os tartufos (especialmente os brancos) nascem somente nesta região do mundo. Coisas de solo específico; de árvores específicas (ah, estes italianos…).

Mãos à obra.  Ou melhor, patas à obra já que a Kira (ou seria Kyra? Não perguntei), a cachorra que teve o seu faro treinado pra encontrar o tartufo, trabalhou bastante e encontrou um montão deles.

O trabalho é aparentemente simples. rs

A cachorrinha anda bastante, para e começa a cavar. O trufilau corre até onde ela está, cava mais um pouquinho e nos mostra a belezura.

Contabilizamos um montão (especialmente as não tão valorizadas negras), …

… passeamos um tempão apreciando a natureza,  …

… e o ar puro, além de nos divertirmos muito com as galochas e sapatos usados pra passearmos pela lama.

Realmente interessante e com uma cara daqueles passeios que você faz na África do Sul com aqueles leões “famintos”. Vocês entenderam, né?

Dali fomos pra cidade de Canelli conhecer a venerada vinícola Coppo.

E por incrível que pareça o tour foi mais encantador ainda que o da Gaja.

O nosso guia foi o Edoardo (que belo nome!), genro de um dos sócios e aficionado pelos vinhos que eles produzem por lá.

Conhecemos todo o processo de criação dos produtos e nos envolvemos com os lugares onde isto tudo acontece.

Adegas antiquíssimas (o Duto tirou umas fotos incríveis), …

… com ambientes rústicos …

… e história.

Muita história.

Pra melhorar ainda mais (se é que isso poderia acontecer), fizemos uma refeição exatamente igual a que a Dé disse que estava sentindo falta: o próprio Edoardo cortou salames cozido e cru,…

…, queijo parmeggiano regiano, …

… uns grissini espetaculares (cotação do guia Light’s: #####)  e que eu fiz questão de encher os bolsos com eles …

…  e vinhos Coppo. Ótimos vinhos Coppo.

Só nos restou comprar, cada um, uma caixa com 6 Pomorosso (né, sócio?) e irmos todos pra Alba, o centro comercial de toda a região.

E pra quem gosta de chocolate, especialmente do seu cheiro, Alba é o lugar.
Lá fica uma fábrica da Ferrero e a cidade cheira literalmente a chocolate. O dia todo!!

Passeamos e muito …

… pelo efervescente comércio, …

…compramos utensílios de cozinha, ingredientes, vinhos, …

… um montão de coisas relacionadas ao tartufo na Tartufi & Co, a bela loja do Stefano o nosso trifulau e, é claro, …

… trufas.

Muitas trufas. (na verdade, umas duas!! 2500Euros o Kg 🙂 ).

Escureceu e voltamos ao hotel.

Tínhamos reservado uma mesa no Dulcis Vitis, o restaurante do chef Bruno Cingolani que conhecemos ainda em São Paulo, num jantar sobre trufas e exatamente no Piselli do grande Juscelino.

É, este mundo é uma ervilha mesmo! Ou seria uma grande abóbora?

E foi um desfilar de ótimos pratos e vinhos.

Os trabalhos foram abertos pela dupla prosciuto/brinde.

Logo após, a redescoberta do cardo, um vegetal com um gostinho de alcachofra que a Dé simplesmente adorou.

É claro que experimentamos os grissini (Guia da Lâmpada: 19,5 lumens)

Na sequencia, uma salada fresquíssima com ovos com a gema mais alaranjada que já vimos e uma mussarela de búfala que derretia na boca.

Pra variar, comemos trufas (brancas e negras) de tudo o que foi jeito.

Na pasta e …

… no risotto (repare que estas foram as que “caçamos” de manhã com o pequeno apoio da Kira).

Pausa pra mostrar um dos “n” vinhos que tomamos, todos chancelados pelo Cingolani e pelo Juscelino.

Comemos uns queijinhos (ê, gula! rs) e um pêssego em calda tão leve e saboroso que mesmo neste momento de puro fastio, pareceu ser uma me-ra-vi-glia!

Conversamos muito, trocamos cartões com o Duto e a Mônica (eles iriam embora na sexta) …

… e fizemos um social com donos de vinícola (Coppo e Vietti) que estavam por lá, …

… além dum papo furado com alguns italianos e uma última saudação ao grande chef Bruno Cingolani.
Você quer falar o nome dele como ele falaria? Então diga bem espaçadamente: tchiiiiiiinnnngoolaaaaaaaaaaaani!

Pronto! Mais um dia chegava ao fim e tivemos e plena certeza que a comida é realmente o que representa melhor o espírito piemontês.

É através dela que amizades são reafirmadas, que inimizades são confirmadas e que, quem sabe, inimizades se transformam em amizades. O nosso caso, certamente foi o primeiro.

Ah! Estes italianos, tão passionais.

Arrivederci.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 35º interblogs no dcpv – carol e o bouquet garni.

número 278
21/12/10

dcpv – 35º interblogs no dcpv – Carol e o Bouquet Garni.

Este post foi escrito por Edu e Carol (muito mais a Carol do que o Edu).
Oi Edu.
Mais uma vez, é um graaande prazer poder participar do interblogs (este é o 35º. Quer saber o que é e como funciona?), mesmo eu não tendo postado muito ultimamente no meu blog, sempre acompanho o seu e adoro muito!!

Como falamos, eu escolhi o tema ceia de Natal no esquema “prático”, porque ninguém merece ficar o dia inteiro cozinhando e receber os convidados totalmente quebrada no final do dia, né?! Aí….o que era pra ser algo prazeroso e bacana, acaba sendo mais uma obrigação.

Escolhi receitas que estão presentes na ceia de Natal da minha família e dei uma “incrementada” para ficar mais glam (exótico) e bacana. Afinal, é para o interblogs!
Hum…. drink?!?! “Now we’re talking!!” hahaha.

Aproveitando as frutas de Natal, sugiro a frozen marguerita de lichia e cereja (das frescas..sabe?!), que tal?!?!?!  É pq tá calooooor e eu adoro frozen margueritta!!!

E fizemos. Ou  melhor, o Deo fez.
Ficou mais bonito do que bom. Acredito que ele fez alguma coisa errada ou a expectativa pelos sabores das frutas, lichia e cereja separadamente era muito grande.

Se bem que todos tomamos tudo! Louve-se que tivemos 2 convidados especiais e uma baixa: o Mingão avisou que não viria na última hora.

Entrada: Salada de acelga com romã e mix de cogumelos

Ingredientes pra salada: acelga, vinagre balsâmico, gengibre, coco ralado, romã (by sex shop), orégano natural ou sálvia (para decorar).

Primeiro: coloca um copo americano de vinagre balsâmico pra reduzir no fogão (pode colocar um pouco de açúcar e shoyo  pra ajudar).
Assim que reduzir e mudar a consistência liquida, vc desliga o fogo e separa para esfriar (como a ideia é sermos práticos, isso pode ser feito no dia anterior e fica geladinho na hora de servir.rs).

Ferve uma pouco de água… aprox 1 l (coloque sal na água). Pegue as folhas da acelga (escolher uma acelga boa que não tenha os pontos pretos, senão o prato fica feio). Corte todas elas em quadrados de 4 cm, nem pequenos e nem grandes.
Detalhe: no momento do corte, os cabos brancos que são mais grossos, ficam de um lado e as folhas do outro (isso para não dar overcook na hora de colocar na água fervente).

Antes de vc colocar, separe uma vasilha com água e gelo para dar choque térmico.
Com a água fervendo e o fogo ligado coloque as acelgas (primeiro os cabos.  20 segundos depois, coloque as folhas).

Que eu me lembre em 1 minuto ou menos já estão cozidas e podem ser retiradas diretamente para o balde de gelo com água. Deixe descansar no gelo. A acelga muda de tom e fica meio que transparente.
Depois que estiver fria, vc deixa escorrendo e vá separando com as mãos pra não ficar aguada.

Vc pega o gengibre, descasca e corta em finíssimas fatias. Depois corta em julienne, aquele corte em tirinhas bemmmmmmmm finas.
Abra a romã e tire as sementinhas. Detalhe pra tirar as sementes: corte a romã ao meio, vire em um pote e bata na bunda dela para soltar as sementes. Não use uma colher, se não vc acaba com as sementes.

Pra preparar o prato (use um bem bonito e branco de preferência para dar o contraste), coloque uma quantidade de acelga no meio do prato que encha a sua mão, formando um montinho (sua mão deve ser maior que a minha. Então a quantidade fica ideal. rs).

Coloque um pouco de coco ralado no meio, daí vc coloca a redução do vinagre balsâmico em fios deixando bonito (fica liiiiindo!!!). Pode deixar no prato para dar um contraste bom, coloca a romã, uma quantidade de uma colher de sopa bem servida tá bom (vc acha romã no Pão de Açúcar).

Coloca um pouco de gengibre no topo e a sálvia ou orégano (natural e com o cabo ) em cima. Simples, delicioso e LIIIIIIIIINDO!!!!!!

Pra ficar ainda mais “tchans”, pode colocar gergelim (preto ou branco). Dá uma torradinha neles e joga por cima.
Eu acho que esse prato combina com um vinho tinto seco, um cabernet, que é mais amadeirado, mas aí quem entende de vinho é vc. rs. Fica a seu critério. rs.

Mix cogumelos (esta fui eu que pedi pra Carol, já que achei que só a salada como entrada seria pouco pro apetite dos presentes).
Ahhh, delícia, o mix de cogumelos não tem segredo.
Refoga na panela os cogumelos de sua preferência, coloca um pouco de vinho branco ou saquê, deixa apurar e coloca um teco de requeijão para ficar cremosinho.

Cortar a massa phyllo em quadrados, colocar 3 uma em cima da outra, alternando o lado das pontas em uma forminha de empadinha e levar pra assar.

Depois que o mix esfriar, servir dentro da massa phyllo assada. É uma delícia.  

Fiz quase tudo do jeito que a Carol escreveu. Repare que a primeira grande diversão é ler a receita dela.
Esta salada de acelga é uma mistura saborosíssima. Doce com salgado. Crocante com macio. Quente com frio. Enfim, um passeio pelos sentidos.

A tortinha de massa phyllo é uma daquelas entradas que você começa a comer e não quer parar mais.

As desobediências/esquecimentos? Não usei os gergelins; não desenhei com a redução do balsâmico; não comprei a romã no Pão de Açúcar (imagine que ia trair o nosso futuro patrocinador?); usei a sálvia e o orégano da minha horta e não tomamos nenhum cabernet sauvignon.

Pelo contrário. Fomos dum belíssimo e velho conhecido vinho branco, o Fritz Haag 2007 Rieling Trocken que foi “modernoso, camaleônico, eymardesco, alecrisling trocken, adaptable fruit” segundo os natalinos convivas. 

Para o prato principal, tínhamos falado de cordeiro, né?!?! Fugi do tradicional “PERU NATALINO”. rs . Ou da perna de cordeiro que tbm é tradicional em casa, mas passa o dia assando e ngm merece, né?!?! rs.
Pedi ajuda para um amigo meu na adaptação. rs.

Ele deu uma dica bacana sobre o corte, afinal ele é chef e manja muito mais do que eu. rs
Vc pode usar a PICANHA do cordeiro ou vc pode usar o mignon ou o lombo do cordeiro; preferível a picanha pq ela tem mais gordura. Então é mais certeza que a carne vai ficar mole (dica do meu amigo).

Vc vai precisar de óleo de coco. Se não tiver, usa um azeite de boa qualidade com baixa acidez que é pra bom pra cozinhar. Vai precisar tb de folhas de hortelã, de ajinomoto e duma pimenta verde.
Corta  a carne que escolher em tiras de no máximo uns 4 ou 5 cm com espessura de 2 – 2,5 cm (só pra vc ter uma ideia do tamanho).

Prepare o tempero: azeite, vinagre, um pouco de óleo normal, ajinomoto, sal, umas 10 folhas de hortelã e a pimenta verde (sem o branquinho de dentro nem as sementes. Só a “carne mesmo”). Bate tudo do liquidificador.

Coloque o molho na carne e deixe  descansando no mínimo umas 6 horas (sejamos práticos: isso pode ser feito colocando na geladeira no dia anterior. Dê umas mexidas, 3x – sempre com a mão – para a carne ficar beeeem suculenta). Estou aqui com água na boca. rs.

O preparo é bem simples: separe uma panela boa de fritar, mais alta. Os pedaços de carne devem estar LIMPOS do tempero, pois como é um tempero grosso e tem folhas, ele fica queimado facilmente na panela e estraga a receita facinho, facinho, entendeu?

Esquente a panela, com uma boa dose de óleo de coco (vc acha isso em lojas de produtos naturais) ou o azeite. Para essa quantidade de carne (umas 700gr), 2 ou 3 colheres de sopa são suficientes.

Frite a seu gosto. Mais passado, ao ponto, menos; o importante é o óleo estar quente para dar uma boa coloração na carne. Quando a carne estiver quaaase pronta (faltando uns 30 segundos para chegar ao ponto desejado), você joga muito hortelã, umas 30 folhas junto na panela e abafa com a tampa. Desliga o fogo.

Para montar o prato, de um lado você coloca a porção da carne que você quer, decora com esses hortelãs e rega com um pouco do óleo de coco que está na panela (sem sujeira. rs).
Do outro lado do prato você coloca o arroz de macadâmia e castanha do Pará que eu vou te falar agora.

Arroz de macadâmia e castanha do Pará

Separe um pano de prato limpo e coloque: 1 potinho de macadâmia (dá umas 200 g – naqueles que vende no mercado, sabe?!) e 1  potinho de castanha do Pará (a mesma coisa. rs). Fecha o pano de prato como se fosse o saco e mete paulada !!! Para quebrar tudo. rs.

Faça uma xícara de arroz do mesmo jeito de sempre, mas na hora que estiver refogando (aquela hora que vc dá uma fritada para selar o arroz), jogue as castanhas e a macadâmia na panela. Deixa fritar mais um pouco, coloca o sal, água e termine o cozimento como você sempre faz. rs.
Simples, fácil e delicioso de fazer. Fica uma delicia e acompanha bem o cordeiro.

Carol, mais uma vez nos divertimos muito. A Dé até caprichou no clima natalino.

Infelizmente não achei a picanha de cordeiro (tinha acabado no sex shop. Acho que SP inteira estava fazendo o teu interblogs! rs). Mas este lombo estava suculento.
E tem mais: o arroz foi feito por um chef internacional vindo diretamente de Campinas. O homem tem tanta experiência que fez um Basmati básico e adicionou a farofa de macadâmia e castanha do Pará dando ainda um toque especial com salsinha.

O prato todo resultou num sabor incrível com um belíssimo destaque pra gordura de coco (usarei mais vezes!). Enfim, um grande prato, Carol.

Ainda mais acompanhado dum vinho tinto, o Postales del Fin del Mundo (epa, isto não é nenhuma previsão! rs) Malbec 2009 Patagônia que foi “deltavinho, wilma bentivegna, pegador, boscaretto, il denso” segundo os nostradamus, nós mesmos. 

Para a sobremesa, pensei em algo vermelho… afinal estamos no NATAL!!! EBA!!!!!

Então, faremos um manjar de beterraba com calda de rosas (WOW… caprichado, hein?!?!)
Descasque 4 beterrabas grandes, corte em 4 e coloque na panela de pressão, cobrindo com água e deixando passar 2 ou 3 dedos. Cozinhe bem!!

Depois de cozido, escorra as beterrabas e reserve a água. No liquidificador, coloque toda a água da beterraba e mais 3 pedaços da beterraba cozida (ahhhh… achou que ia usar toda aquela beterraba,né?!), 2 col de sopa de maizena, 1 pacote de gelatina sem sabor, 2 cravos e 5 colheres de açúcar bem cheias. Bata tudo!

Experimente para ver se está doce o suficiente (se não estiver, coloque mais açúcar até chegar ao seu gosto – mas não deixe mto doce, pq ainda tem a calda). Peneire tudo isso e transfira para uma panela (vamos engrossar o caldo. rs) e adicione 2 col de manteiga sem sal (para dar brilho).

Quando engrossar, desligue o fogo. Transfira para a forma e deixe esfriar. Só depois leve para a geladeira (deve ser feito de manhã, para estar pronto e gelado à noite na hora da ceia).

Para a calda faremos algo exótico e fácil!!!
Pegue umas 3 rosas brancas, separe as pétalas, lave-as e coloque em uma panela com 2 copos americanos de água e 4 colheres de sopa de açúcar (colocar o açúcar por último, quando estiver na panela). Deixe reduzir e …. TARÁ!!!! Está pronto!!!

Sirva com o manjar. Uma sobremesa simples, vermelha da cor do Natal e exótica,né?!?! rs.. Para ser lembrada o resto do ano que começará muito em breve!!!

Esta sobremesa foi feita pela nossa patisseur, a Dé.

E ficou exatamente como a Carol definiu: exótica, colorida e saborosa. Especialmente com a calda de rosas.

Ainda tomamos um belo Barolo Chinatto pra brindar a este ótimo 35º interblogs.

Olha, eu acho que é isso. Me diga oq vc acha das receitas e estou super ansiosa para saber se agradou ao paladar também!!!

Tudo foi escolhido com muito amor e carinho, especialmente para vocês!!!
Um brinde!!!! FELIZ NATAL para todos vocês!!!
Bjos – Carol – blog Bouquet Garni

Carol, deu pra perceber que achamos tudo muito saboroso e interessante. Além do que foi muito bom compartilhar desta ideia de congraçamento que é o interblogs com uma pessoa tão bem humorada como você.
E pra continuar com a tradição, seguem as nossas flores virtuais natalinas:

Eis a opinião dos felizes participantes deste congraçamento natalino:

Os cheiros estavam maravilhosos! E o gosto também. (Dé)
Bom de tudo! A entrada estava especial (inclusive a harmonização com o vinho). (Edu)
Fabuloso do princípio ao fim! (Deo)
Sabores e gostos aromáticos e prazerosos! (Lourdes)
Não poderia ser melhor! Perfumático e gortolian! (Eymard)

Até o próximo interblogs que será o primeiro dum ano que esperamos seja o melhor de todos e pra todos. A Fran e a Renata Gallo do fabuloso Frango com Banana indicarão um menu surpresa.

Feliz Ano Novo.

.


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