Arquivo para fevereiro \28\UTC 2011

dcpv – florida – day one – orlando – entrando no mundo mágico.

08/02/11

Flórida – Day One  –  Orlando – Entrando  no Mundo Mágico.

Eu sei que é redundância, mas tivemos mais uma vez  um vôo super-tranquilo pela TAM pra Miami.

Tudo absolutamente no horário. Check-in, decolagem, entretantos, aterrissagem, etc.

Passamos, inclusive e com visibilidade  por Cuba e Bahamas.

Complicou um pouquinho na alfândega americana (muita gente) e um pouquinho mais quando fomos pegar o carro alugado na Hertz e fila era imensa (aviso aos navegantes, ops, aos motoristas: construíram um aeroporto (carroporto?) de locadoras, próximo ao aeroporto de Miami. Agora, todas estão juntinhas e num mesmo uber-prédio).

Resultado: rumamos pra Orlando com mais de uma hora de atraso (eram 17:30 hs) e pegamos alguns congestionamentos. Este fato me obrigou a dirigir a noite, mas mesmo assim chegamos tranquilamente e encontramos a Re (ufa, que saudades!) por volta das 21:30 hs.

Check-in feito no Grand Floridian, um resort dentro da Disney, com tarifas mais do que amistosas (quase U$200, se bem que neste caso, pesou bastante o fato de ter sido feita pelo Pluto!) e com uma vista diurna do castelo da Cinderela de tirar o fôlego.

E noturna também.

Como imprevisto na programação da guia Renata, tivemos que transferir o jantar no Victoria&Albert’s, o restaurante estrelado do hotel  pra quinta a noite. Paciência, aguardaremos!

De qualquer forma, descemos pra dar uma olhadinha no lobby e aproveitamos pra entrar no clima do lugar: junkie food na lanchonete do próprio hotel.

Hamburguer, …

…, fried chicken, …

… batatas fritas, …

… vinho rosé ruinzinho e …

… caminha. Merecemos, a família toda, uma bela noite de sono.

Amanhã iniciamos a maratona. A intenção é saber das novidades de Orlando (Harry Potter incluso) e fuçarmos um pouco mais (com a expertise da Re) em lugares que teoricamente deveríamos ter conhecido melhor nas outras vezes.

Nos aguarde, Mickey.

.

Anúncios

bimbando no dcpv

número 280
04/01/11

Bimbando no dcpv.

De tecnologia alemã, a Bimby reune num único aparelho todos os pequenos eletrodomésticos de cozinha: ela (?) pica, rala, bate, amassa, mói, tritura, emulsiona, pulveriza, pesa e cozinha de forma saudável sem saturação de gorduras, pois possui temperaturas controladas entre os 37 e 100ºC. Foi assim que se tornou conhecida como a “cozinha mais pequena do mundo“.

Foi com esse português (mais luso que brasileiro) que eu fui apresentado a minha Bimby.
Na verdade, eu nem imaginava que a tal Bimby seria o Thermomix, o aparelho mais indicado/desejado por uma grande parte de tudo o que é  grande chef (e não estou falando de índios).

E claro que quem patrocinou este arroubo, esta aparente maravilha foi a minha mecenas, a Dé (e justamente no meu aniversário).

Por que aparente? Porque eu ainda não sei usar da melhor maneira (falando sério, quase de maneira nenhuma), mas já estou agendando o curso que é um complemento do equipamento é numerado (como uma MontBlanc) e que te identifica como proprietário até o final dos teus dias! rsrs

Como o livro de receitas que faz parte do pacote também é muito bom, aproveitei pra fazer um menu simples com algumas delas e verificar uma das características da (o) tal Bimby: a de que foi feita também pra quem não sabe cozinhar (viu, Beth, Drix e sócio?).

Ou melhor, a de que se alguém não sabe utilizá-la, mesmo assim consegue bons resultados.
Veremos!

Bebidinhas –  Simples Portônicas. Com vinho do Porto branco e tawny.

Petiscos – Patês de Fumados e de Abacate.

Estes patês são simplesmente os ingredientes colocados no copo do Thermomix e misturados.
O de Fumados (não precisa nem dizer que as receitas também estão em português luso) é uma mistura de 225 g de arenque defumado, 150 g de cream cheese, 1 dente de alho, 1 colher de sopa de margarina, suco de 1/2 limão e pimenta.

Neste caso, são triturados na velocidade 6-8 até ficar homogêneo.
Já o de abacate leva 2 deles maduros, 50 g de cebola, 1 dente de alho, 1 tomate maduro, sal e tabasco triturados por 15 seg na velocidade 6.

Após limpar as paredes do copo, coloque a “borboleta” e programe 30 segundos na velocidade 4.

Pausa pra explicação:

Bimby-balança – é isto mesmo. O copo já é uma balança em que você zera no momento que quiser. Portanto, a máquina te permite  colocar os ingredientes um a um e com o peso correto.

Bimby-processador – o bicho (a bicha?) tem várias velocidades e as pás da hélice que cortam mais do que as facas Ginsu (lembram?)

Entradas – Souflé de Brocolis e Queijo e Creme de Abobrinhas.

O souflé é feito da seguinte maneira (e nuns 10 minutos): coloque 100 g de queijo gruyére no copo e rale por 20 seg na velocidade 9. Reserve.

Prepare um molho bechamel com 500 g de leite, 50 g de farinha e 50 g de margarina, programando a (o) Bimby por 6 minutos, temp 90ºC  e na velocidade 5.
Quando parar, adicione o queijo, 4 gemas, 100 g de brocolis cozido e 50 g de milho cozido. Tempere e triture durante 5 seg na velocidade 5.

A seguir incorpore 100 de brocolis e 50 g de milho cozido, misture e reserve.

Bata 4 claras com algumas gotas de limão e sal programando por 4 minutos, velocidade 3.

Quando terminar, misture delicadamente as claras com o bechamel e coloque a massa nas formas untadas.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos e aumente a temperatura pra 200ºC por mais vinte minutos. Sirva de imediato.

Para o creme, coloque 3 unidades de alho poró (só a a parte branca), 2 dentes de alho no copo e pique por 6 segundos na velocidade 5.

Adicione 50 g de azeite e retorne por 3 minutos, na velocidade 2 e temperatura 100ºC.
Junte 700 ml de caldo de legumes, 700 g de abobrinhas descascadas, sal, pimenta e cebolinha e programe por 20 minutos, temperatura 90ºC, velocidade 1.

Termine, batendo a sopa na velocidade 7 pra deixá-la aveludada.

Tudo absolutamente perfeito com o souflé bem macio (se bem que ele deu uma arriada federal! rs)

Tomamos um vinho que não nos fez bimbar: um tinto espanhol Pagos del Galir Mencia 2005 que foi “bonafonte, recebidos, mensurável, fu e mal …”.

Explicações bimbísticas –

Bimby-panela elétrica – toda vez que é indicada uma temperatura significa que o Thermomix vai cozinhar o que estiver lá dentro nas mesmas condições. O copo se transforma numa panela em que a temperatura interna é absolutamente uniforme.

Principal – Bacalhau à Bras e Arroz Malandrinho de Tomate e Pimentão.

Esta bacalhau é uma verdadeira moleza de se fazer (ainda mais numa (num) Bimby).
Coloque no copo 400 g de cebola, 2 dentes de alho e pique por 6 seg na velocidade 5. Retire e reserve.

Coloque 100 gr de azeite (repare que todos os ingredientes são pesados) e programe 3 min, temp Varoma e vel 1.
Incorpore a cebola e programe 12 min, temp Varoma e vel colher inversa.

Adicione 300 g de bacalhau desfiado e programe mais 3 min nas mesmas características.

Junte 200 de batata-palha e programe mais 3 min.

Coloque tudo numa frigideira aquecida. Bata 5 ovos e misture .

Adicione azeitonas e salsinha picadas.

Pronto! Um legítimo Bacalhau à Bras.

Quanto ao arroz é praticamente um risottão bem úmido e com uma tremenda cara de sopão.

Vou salvá-los deste tédio de velocidades, programações, etc e dizer que a receita inclui ainda pimentão vermelho (sem casca e sementes) e tomates além de água.

O conjunto da obra é um espetáculo já que a junção do seco do bacalhau com o úmido do arroz impressiona muito.

Já o vinho (parece que esta noite não foi tão perfeita enologicamente), nem tanto. Arriscamos num francês meia-boca (antes já tínhamos jogado fora um Blosson Hill do tempo do Zorro), o tinto Cotes du Rhone 2001 Guinchay que foi “retrô, cotes du rosé, curuca du Rhone, chinfrois” segundo os bimbadores, nós mesmos.

Explicação –
Bimby-vaporizador – uma das coisas mais legais do Thermomix é justamente um acessório que te permite cozinhar os ingredientes no vapor. E é neste momento que usamos a temperatura Varoma.

Bimby-batedeira – quando se usa o acessório borboleta, o Thermomix se tranforma numa batedeira perfeita (as claras firmes do souflé foram um belo exemplo).

Sobremesa – Leite creme tropical.

Eis aqui o melhor custo x benefício da noite.
Veja se não é? Coloque 800 g de leite de coco, 200 g de leite, 200 g de açúcar, 6 gemas de ovo e 60 g de farinha no copo da Bimby e programe 9 min, temp 90ºC e vel 3.

Dá tempo de tomar uma taça de vinho, falar mal do Timão (também, com estas contratações), ver um pouco de tv, voltar a tempo de retirar o leite creme e colocá-lo em forminhas bonitinhas (a Dé escolheu bem?).

Deixe esfriar, polvilhe açúcar e maçarique!

Ficou realmente uma delícia!

Este é pra fazer, tendo ou não uma (um?) Bimby.

Eis a opinião dos vel 10, temp 100ºC e 2 horas:

Foi uma bimbada enrolada. E gostosa. Não foi? (Edu)
Thermoplus! Adorei. (Mingão)
Apesar do Bacco ruim, excelente comida. (Déo)

Bom, é isso.

O meu Thermomix, a minha Bimby já está na cozinha (ao lado da Ferrari!). Agora só me resta fazer o curso (prometo marcar em breve) e  logo depois, cozinhar com a utilização correta desta maravilha da culinária.

Se bem que eu fiquei preocupado, pois não percebi entre os predicados dela (dele?) refrigerar, microondar, mpdezar e ao menos, ter uma tvzinha de led  com blueray acoplados. 🙂

Paciência!

.

dcpv – piemonte – decimo e ultimo giorno – o emocionante il coriandolo.

07/11/2010

Piemonte – Decimo e  Ultimo Giorno – O emocionante il Coriandolo.

Último dia da viagem.

E normalmente este último dia é praticamente perdido. Arrumação de malas, organização de tudo, expectativa da volta pra casa; enfim tudo te faz dar uma desanimada e querer acabar logo com este negócio de peso das malas+aeroporto+avião+ freeshop.

Mas coroando uma excelente viagem, ainda aproveitamos e bem este domingão. Afinal de contas, o vôo seria somente as 20:00 hs.
E olha que o dia começou broncolhão e chuvoso.

Mesmo assim, fomos dar uma volta pela região do Duomo…

… e de lá, seguimos pra Coin, onde além de um montão de coisas, ainda existe uma filial do sex shop ideal, o Eataly.

Adivinhem se não compramos um montão de coisas novamente (pastas, vinhos, azeites, etc)?

Voltamos a tempo de passarmos no hotel pra descarregarmos tudo e comermos num lugar indicado pelo nosso mestre Juscelino: o Il Coriandolo, um restaurante especializado em frutos do mar e localizado na região de Brera, ao ladinho do hotel.

Ele, o Juscelino, tinha nos dito na noite anterior que comeu lá o melhor spaghetti com vôngole da vida dele e que tinha se emocionado e, inclusive, lembrado da família.

Não precisa nem dizer que eu e Eymard pedimos o tal Vero Spaghetti al Vôngole. Que por sinal é de emocionar mesmo. A pasta é cozida al dente e o sabor dos vôngoles é de tirar qualquer um do sério.

As meninas pediram  um tagliolini com tomates e queijo pecorino que não ficou atrás das nossas quanto ao sabor.

Um branco do nosso amigo Angelo Gaja, um Rossj Bass 2009 (como são baratos os vinhos por aqui!) acompanhou tudo e …

… após 3 sobremesas e 4 colheres nos despedimos realmente da cozinha ítalo/piemontesa.

Ainda demos uma última passadinha na La Rinascente e bye, bye, Milano!

Ficam os seguintes ensinamentos:

a – Todos os italianos são grandes gourmets e muito bem-humorados.

B – A comida de toda esta região é imperdível.

C – Todos os ingredientes utilizados são de primeira qualidade.

D – Os vinhos são demais.

E – O outono é muito lindo por aqui.

F – Todos os chefs estavam em seus restaurantes e melhor, conversando com todos os clientes pra saber sobre o seu produto final, a comida.

G – Tivemos um guia que foi muito mais um companheiro (pelo menos não fomos ao Crippa) nos acompanhando o tempo todo e com um conhecimento que potencializou todos os ótimos momentos.

H – As trufas. Ah! As trufas.

Enfim, a satisfação foi garantita. E controlatta.

Arrivederci.

PS – Satisfação garantida também foi fazer este tour (de force) com os amigões Lourdes e Eymard. Sabe aqueles entrosamentos perfeitos em que parece que já viajamos juntos tantas vezes que nem percebemos que foi a primeira vez e garantimos aguardar ansiosamente pelas próximas!

Serviço especial – Os links dos outros dias da viagem estão abaixo:

Primo – https://eduluz.wordpress.com/2010/11/16/piemonte-primo-giorno-o-dia-agitado-so-turim-combal-zero-eataly/
Secondo – https://eduluz.wordpress.com/2010/11/18/piemonte-secondo-giorno-andando-muito-em-turim/
Terzo – https://eduluz.wordpress.com/2010/11/25/piemonte-terzo-giorno-voce-sabe-o-que-e-uma-cornucopia/
Quarto –  https://eduluz.wordpress.com/2010/12/01/piemonte-quarto-giorno-o-mundo-e-um-pisello/
Quinto – https://eduluz.wordpress.com/2010/12/09/piemonte-quinto-giorno-gaia-now-for-the-rain-is-falling/
Sesto – https://eduluz.wordpress.com/2011/01/07/dcpv-piemonte-sesto-giorno-um-coppo-cheio-de-trufas/
Septimo – https://eduluz.wordpress.com/2011/01/20/dcpv-piemonte-septimo-giorno-cabras-e-outros-bichos-ate-estrela-da-musica-pop/
Ottavo – https://eduluz.wordpress.com/2011/01/25/dcpv-piemonte-ottavo-giorno-il-luogo-di-aimo-i-nadia-que-lugar/
Nonno – https://eduluz.wordpress.com/2011/02/05/dcpv-piemonte-nonno-giorno-o-reencontro-com-velhos-amigos-maria-franco-e-leonardo/

.

dcpv – fotoblog do ano novo – vamos cozinhar?

extra
01/01/11

Fotoblog do Ano Novo – Vamos cozinhar?

Como é de praxe, a Regina e o Mingão vieram passar o Ano Novo na grande FV. Eles não dispensam a grande queima de fogos (e de algumas outras coisas) que é feita por aqui.

É sagrado fazermos o primeiro almoço de tantos que acontecerão.

Tudo bem que neste ano as nossas proles não deram as caras (os deles ficaram em Botucatu e a Re está em Orlando, a cidade).

Resultado? Fomos em 7 (nós quatro mais os meus sogros D. Vera e S.Antonio e a minha mãe, a D Anina).

Fizemos comida espanhola de tudo o que é tipo. Tapas, paella, figos, cogumelos, cebolas, tortillas, gaspacho (especial pra Dé) e muchas cositas mas.

Segue, portanto o fotoblog de toda esta comilança (com a respectiva bebelança!).

Entradinhas:

Cebolas marinadas

           

                    

Tortilha de pimentão vermelho

     

        

Cogumelos com alho

                   

Batatas com molho vermelho

                   

Gaspacho

                   

                  

Paella

      

             

                  

             

       

Figo com Creme

                   

          

Tintos de verano e sangria

Enfim, tudo pronto:

                   

E, ainda que um pouco tarde, desejamos um Feliz Ano Novo pra todo mundo. Com desejos  atendidos …

… e muitas flores.

Até.

.

dcpv – día dos – punta del este – la table de dulce de leche

13/01/2011

Dia Dos – Punta del Este – La Table de Dulce de Leche.

Acordamos com o sol a pino.  E isto as 7:30 de la matina.

Tínhamos planejado dar uma bela caminhada que foi devidamente adiada por motivo de força maior, ops, calor maior.

Tomamos um reforçado e ótimo café da manhã no hotel e rumamos pro Tambo el Sosiego.

Pra quem não sabe, é lá que o famoso doce de leite Lapataia (aquele da vaquinha) é feito.

O lugar é bem bacana com um restaurante legal, uma área de produção minúscula pra visitação, …

… vários animais, …

… hortas orgânicas (do tamanho da produção de dulce de leche), …

… e lojinha …

…, além dum montão de passageiros de cruzeiros.

 Que pareciam uma nuvem de gafanhotos destruindo tudo o que é doce de leite que viam pela frente.

Conseguimos escapar da invasão e fomos pra Casapueblo, o museu-hotel-stúdio que o grande artista uruguaio Carlos Páez Vilaró projetou e construiu.

Lembra daquela música “era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada” do grande Vinícius?  Pois dizem que ela foi feita na Casapueblo, justamente no período em que ele estava no exílio e morando junto com o amigo Villaró.

Realmente é um lugar marcante e que você tem que ir pelo menos uma vez na vida.
Ela tem muita semelhança com uma vila grega pois é toda branca e fica encravada nos penhascos.

Internamente, tem infinitas salas batizadas e ruas com vários nomes de amigos de Vilaró (alguns bem conhecidos por nós), …

… e muito níveis, escadas  e sacadas. Belísssimas sacadas.

Além das tremendas vistas do oceano (que na verdade é o Rio da Prata!)

Muitas obras de arte do proprietário estão expostas (e à venda) nas inúmeras lojinhas.

E quase todos os cantinhos são aprazíveis.

É um lugar mágico. E o Vilaró é um exemplo de tenacidade pois ele teve um filho envolvido num acidente de avião (aquele do time de rugby) e ele insistiu tanto que eles poderiam estar  vivos (o acidente foi na Cordilheira dos Andes) que mesmo após 3 meses do acontecido, ele conseguiu  convencer pessoas a continuar com o resgate e finalmente, rever o filho.

Demos mais uma volta pela ruta panorâmica (aquela em que parece que o carro vai mergulhar no oceano) …

… e resolvemos almoçar na Península, bem no centrão onde os restaurantes caça-turistas proliferam.

Escolhemos um até que conhecido, o Virazon.

Sentamos na parte aberta e de frente pro mar.

Tomamos um clericot (praticamente uma sangria adocicada com vinho branco) e comemos muito bem.

A D Vera e o Sr Antonio pediram camarões; um arroz com eles e …

… eles ao alho e óleo.

A Dé foi de brótola com batatas, um peixe branco e exclusivo daqui que caiu nas graças da família.

Eu, pra variar, testei  os mexilhões uruguaios e à provençal. Absolutamente deliciosos.

Sobremesa? Sorvetes do Freddo. E no Freddo.

Dulce de Leche em profusão.

 Voltamos ao hotel, demos uma descansada e nos preparamos pra faturar um montão de grana.

Fomos ao Conrad (ooô, oô, ooô!).

 E a D Vera e o Sr Antonio conseguiram o milagre de ver o seu investimento multiplicado por 60% em apenas 5 minutos! (Sim, este painel é do Vilaró.)

Tudo bem que eles jogaram U$5, mas imaginem se fossem U$500.000 ? 🙂

Saímos correndo pois tínhamos reservado uma “table” no Table de Jean Paul. Esta também foi uma bela dica do Diogo Destemperados.

Este restaurante é pertinho do hotel e é o novo endereço do afamado chef Jean Paul Bondoux (dono também do La Bourgogne e único Relais&Chateaux de Punta).

Reservei pras 20:30 hs. Cedo, muuuuito cedo pros padrões puntísticos. Tão cedo que tivemos a impressão que todo este belo restaurante trabalhou somente pra nós.

O lugar é a expressão de Punta: sofisticado e despojado; rústico e chique; metido e simples. Escolhemos comer na parte externa, pois estava bem quente e a brisa ajudava bastante. Além do dia estar claro, claríssimo (maravilha, o sol se põe as 21:00 hs! )

Couvert corretíssimo com pães quentinhos e um belo trio de tomates temperados, maionese caseira   e caviar de beringelas.

Também serviram um azeite especial, o Punta Lobos, feito por aqui mesmo em Maldonado. Apimentado e fresco, acompanhou muito bem  todo o nosso nham-nham.

Como entradas, um mix de quesos e …

… um de salumi. Ambos misturando produtos das tables francesas e uruguaias.

O menu do Table é bastante conciso e com sotaque eminentemente francês. Apenas 2 pratos de peixes, que o a D Vera e o Sr Antonio escolheram, o peixe do dia com legumes e manteiga de manjericão ( o dela, um linguado e o dele, uma brótola); …

… um peito de frango com arroz de limão pra Dé (numa apresentação bacanésima) e …

… um bifão de cordeiro com batatas e tomate confitado  pra mim.

Todos os pratos estavam excelentes, porém bem grandes (me pareceram com influências mallmannianas).
O sommelier (muito bom assim como todo o staff) resolveu a equação quase insolúvel  nos propondo um Pinot Noir neozelandês Vicar’s Choice que fluiu  bem com tudo, tendo, inclusive, contado com a participação ativa da D Vera na brincadeira.

Ficamos mais um tempão admirando a lua e todo o entorno do restaurante.

Frise-se que a decoração das mesas era muito original com a farta utilização de luz negra pra evidenciar a beleza de tudo.

Só nos restou ir embora com a certeza que o Table é verdadeiramente uma mesa pra chamar de sua. Valeu, Diogão!
Até amanhã,  quando exploraremos o lado mais selvagem de Punta, Jose Ignacio.  E retornaremos ao Conrad com a intenção clara de quebrar a banca novamente.

Nos aguarde, Amaury! (ooô, oô, ooô)

.

dcpv – fomos pra …

Fomos pra,

… pra, …

…  pra …

… e especialmente pra ver a  nossa …

See you!

.

dcpv – piemonte – nonno giorno – o reencontro com velhos amigos (maria, franco e leonardo)

05/11/10

Piemonte – Nonno Giorno –  O reencontro com velhos amigos (Maria, Franco e Leonardo)

Estamos em Milão. E sem aquela “responsa” de acompanhar o grupo; horário pra isso e pra aquilo; ter que comer demais!

Acordamos cedo e fomos ao Cenacolo Vinciano ver e apreciar a A Última Ceia do Leonardo da Vinci.

É sempre um imenso prazer degustar um trabalho tão primoroso. (Aviso aos navegantes: não se esqueçam de reservar os ingressos pela internet, pois se deixarem pra última hora, provavelmente não conseguirão entrar).

A visita é curtíssima e os compulsórios 25 minutos passaram muito rapidamente.
Se bem que eu acredito que todo o charme está nisso!

Tínhamos marcado um encontro com a Maria (lembram da nossa outra reunião?) na Santa Maria delle Grazie, mas preferimos caminhar até o belíssimo Castello Sforzesco e nos encontrarmos lá.

Não sabíamos exatamente o que estava acontecendo (desfile cívico, memórias de alguma guerra Mundial, etc), mas tinha um montão de gente das Forças Armadas Italianas ali.

Fanfarras, gente armada, agentes secretos e camuflados (muito bem camuflados. 🙂 )…

Nos divertimos muito vendo a pretensa organização de tudo e quando a Maria e o Franco, o esposo dela chegaram, resolvemos dar uma volta.

Rumamos pro Centro, caminhando pelo Quadrilátero da Moda e adjacências. Vimos vitrines espetaculares (e saborosas)…

… e fomos comer umas coisinhas no Bar do Peck. Comidinha ligeira e em pouca quantidade pra felicidade da mulherada!
Salada caprese, …

… risoto, agnolotti, …

… spaghetti e polvo (adivinhem pra quem?).

Passamos também pelo sex shop, o Peck e achamos bom, mas bem mais fraquinho (se é que podemos falar isso) que o Eataly.

Tanto que optamos por comprar algumas coisinhas num mercatto pequeno ao lado dele que a Maria nos indicou. Castanhas (segredo de estado pra fazê-las e na medida daquelas que você compra assadas: dê um cortezinho e cozinhe no microondas!!. Tentei fazer e não deu muito certo! rs),  tupinambor (plantei aqui em casa e já estão brotando) e….

… aqueles famosos produtos que já conhecemos.

Nos despedimos duplamente. Uma vez da Maria e do Franco (foi o maior prazer conversar de novo com eles) e do nosso guru Juscelino que embarcaria pra São Paulo.

Voltamos ao centro (é, o dia está bem tranqüilo) e enfrentamos o tráfego pesado na la Rinascente.
Caramba, é igualzinho as Galeries Lafayette de Paris. Tem uma história bacana do Duto sobre uma brasileira que estava na Lafayette  em plena liquidação. De repente, ela subiu num espécie de banquinho e devido a multidão presente, gritou: Me acuuuuuuudam! E em português! 🙂

Tentamos e compramos algumas coisas, mas prevaleceu o bom senso e resolvemos comer umas mussarelas de búfala e …

… uma tábua de frios …

… no Obiká, um espetacular bar de mussarelas de origem. (eu não consigo escrever muçarelas! rs)

Voltamos ao hotel, pois  tínhamos que arrumar as malas e nos preparar pra despedida oficial da esbórnia gastronômica.

Também iríamos jantar no Gold, o restaurante dos estilistas Dolce&Gabbana.

A reserva era pras 20:30 hs e chegamos uns 10 minutos atrasados. Foi o suficiente pra termos que esperar um pouco tomando um belo espumante.

E foi muito bom. Ficamos como o Statler e o Waldorf, os velhinhos do Muppet Show, ou seja, observando toda a fauna por um tempão e comentando sobre todo mundo.

Cerca de 40 minutos depois fomos alojados na nossa mesa no salão principal. Rimos muito; o salão estava praticamente vazio!

O espaço todo fica no limite do kitsch, mas ao final você se convence de que é perfeito pra situação (é o mínimo que se espera dum estabelecimento dolcegabbaniesco).

Ainda mais com este banheiro! Certamente, o mais bonito que usamos na vida!

Os pedidos foram feitos. Eu fui de flor de abobrinha recheada com ricota.

O Eymard pediu uma burrata com uns tomates excepcionais e um vinho branco muito bom.

Para os principais, um Ravioli com molho e manjericão pra Dé, um  Spaghetonni (??) pra mim, …

… um Maltagliati com legumes pro Eymard e um Pasta feita em casa pra Lourdes (que arriou e não comeu praticamente nada),

É claro que não pedimos sobremesa, mas mesmo assim ainda ficamos um bom tempo apreciando o belo ambiente.

E quer saber duma coisa? O que aparentemente parecia ser uma mistura explosiva (restaurante de estilistas+gente jovem e bonita+lugar de moda), se mostrou um lugar competentíssimo e com um resultado altamente positivo.

Foi a melhor comida da viagem? Não.

Foi a pior? É claro que não (teve aquele risotto com nuggets da Sadia em Vercelli rs).

Que por sinal estava mais do que terminando e com um ótimo resultado final. Só faltava mais meio dia em Milão e em pleno domingo.

Arriverdeci.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 640 outros seguidores

Blog Stats

  • 1,347,138 hits
fevereiro 2011
S T Q Q S S D
« jan   mar »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28  

Arquivos

Atualizações Twitter