Arquivo para 12 de fevereiro de 2011

dcpv – día dos – punta del este – la table de dulce de leche

13/01/2011

Dia Dos – Punta del Este – La Table de Dulce de Leche.

Acordamos com o sol a pino.  E isto as 7:30 de la matina.

Tínhamos planejado dar uma bela caminhada que foi devidamente adiada por motivo de força maior, ops, calor maior.

Tomamos um reforçado e ótimo café da manhã no hotel e rumamos pro Tambo el Sosiego.

Pra quem não sabe, é lá que o famoso doce de leite Lapataia (aquele da vaquinha) é feito.

O lugar é bem bacana com um restaurante legal, uma área de produção minúscula pra visitação, …

… vários animais, …

… hortas orgânicas (do tamanho da produção de dulce de leche), …

… e lojinha …

…, além dum montão de passageiros de cruzeiros.

 Que pareciam uma nuvem de gafanhotos destruindo tudo o que é doce de leite que viam pela frente.

Conseguimos escapar da invasão e fomos pra Casapueblo, o museu-hotel-stúdio que o grande artista uruguaio Carlos Páez Vilaró projetou e construiu.

Lembra daquela música “era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada” do grande Vinícius?  Pois dizem que ela foi feita na Casapueblo, justamente no período em que ele estava no exílio e morando junto com o amigo Villaró.

Realmente é um lugar marcante e que você tem que ir pelo menos uma vez na vida.
Ela tem muita semelhança com uma vila grega pois é toda branca e fica encravada nos penhascos.

Internamente, tem infinitas salas batizadas e ruas com vários nomes de amigos de Vilaró (alguns bem conhecidos por nós), …

… e muito níveis, escadas  e sacadas. Belísssimas sacadas.

Além das tremendas vistas do oceano (que na verdade é o Rio da Prata!)

Muitas obras de arte do proprietário estão expostas (e à venda) nas inúmeras lojinhas.

E quase todos os cantinhos são aprazíveis.

É um lugar mágico. E o Vilaró é um exemplo de tenacidade pois ele teve um filho envolvido num acidente de avião (aquele do time de rugby) e ele insistiu tanto que eles poderiam estar  vivos (o acidente foi na Cordilheira dos Andes) que mesmo após 3 meses do acontecido, ele conseguiu  convencer pessoas a continuar com o resgate e finalmente, rever o filho.

Demos mais uma volta pela ruta panorâmica (aquela em que parece que o carro vai mergulhar no oceano) …

… e resolvemos almoçar na Península, bem no centrão onde os restaurantes caça-turistas proliferam.

Escolhemos um até que conhecido, o Virazon.

Sentamos na parte aberta e de frente pro mar.

Tomamos um clericot (praticamente uma sangria adocicada com vinho branco) e comemos muito bem.

A D Vera e o Sr Antonio pediram camarões; um arroz com eles e …

… eles ao alho e óleo.

A Dé foi de brótola com batatas, um peixe branco e exclusivo daqui que caiu nas graças da família.

Eu, pra variar, testei  os mexilhões uruguaios e à provençal. Absolutamente deliciosos.

Sobremesa? Sorvetes do Freddo. E no Freddo.

Dulce de Leche em profusão.

 Voltamos ao hotel, demos uma descansada e nos preparamos pra faturar um montão de grana.

Fomos ao Conrad (ooô, oô, ooô!).

 E a D Vera e o Sr Antonio conseguiram o milagre de ver o seu investimento multiplicado por 60% em apenas 5 minutos! (Sim, este painel é do Vilaró.)

Tudo bem que eles jogaram U$5, mas imaginem se fossem U$500.000 ? 🙂

Saímos correndo pois tínhamos reservado uma “table” no Table de Jean Paul. Esta também foi uma bela dica do Diogo Destemperados.

Este restaurante é pertinho do hotel e é o novo endereço do afamado chef Jean Paul Bondoux (dono também do La Bourgogne e único Relais&Chateaux de Punta).

Reservei pras 20:30 hs. Cedo, muuuuito cedo pros padrões puntísticos. Tão cedo que tivemos a impressão que todo este belo restaurante trabalhou somente pra nós.

O lugar é a expressão de Punta: sofisticado e despojado; rústico e chique; metido e simples. Escolhemos comer na parte externa, pois estava bem quente e a brisa ajudava bastante. Além do dia estar claro, claríssimo (maravilha, o sol se põe as 21:00 hs! )

Couvert corretíssimo com pães quentinhos e um belo trio de tomates temperados, maionese caseira   e caviar de beringelas.

Também serviram um azeite especial, o Punta Lobos, feito por aqui mesmo em Maldonado. Apimentado e fresco, acompanhou muito bem  todo o nosso nham-nham.

Como entradas, um mix de quesos e …

… um de salumi. Ambos misturando produtos das tables francesas e uruguaias.

O menu do Table é bastante conciso e com sotaque eminentemente francês. Apenas 2 pratos de peixes, que o a D Vera e o Sr Antonio escolheram, o peixe do dia com legumes e manteiga de manjericão ( o dela, um linguado e o dele, uma brótola); …

… um peito de frango com arroz de limão pra Dé (numa apresentação bacanésima) e …

… um bifão de cordeiro com batatas e tomate confitado  pra mim.

Todos os pratos estavam excelentes, porém bem grandes (me pareceram com influências mallmannianas).
O sommelier (muito bom assim como todo o staff) resolveu a equação quase insolúvel  nos propondo um Pinot Noir neozelandês Vicar’s Choice que fluiu  bem com tudo, tendo, inclusive, contado com a participação ativa da D Vera na brincadeira.

Ficamos mais um tempão admirando a lua e todo o entorno do restaurante.

Frise-se que a decoração das mesas era muito original com a farta utilização de luz negra pra evidenciar a beleza de tudo.

Só nos restou ir embora com a certeza que o Table é verdadeiramente uma mesa pra chamar de sua. Valeu, Diogão!
Até amanhã,  quando exploraremos o lado mais selvagem de Punta, Jose Ignacio.  E retornaremos ao Conrad com a intenção clara de quebrar a banca novamente.

Nos aguarde, Amaury! (ooô, oô, ooô)

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