Arquivo para 25 de fevereiro de 2011

bimbando no dcpv

número 280
04/01/11

Bimbando no dcpv.

De tecnologia alemã, a Bimby reune num único aparelho todos os pequenos eletrodomésticos de cozinha: ela (?) pica, rala, bate, amassa, mói, tritura, emulsiona, pulveriza, pesa e cozinha de forma saudável sem saturação de gorduras, pois possui temperaturas controladas entre os 37 e 100ºC. Foi assim que se tornou conhecida como a “cozinha mais pequena do mundo“.

Foi com esse português (mais luso que brasileiro) que eu fui apresentado a minha Bimby.
Na verdade, eu nem imaginava que a tal Bimby seria o Thermomix, o aparelho mais indicado/desejado por uma grande parte de tudo o que é  grande chef (e não estou falando de índios).

E claro que quem patrocinou este arroubo, esta aparente maravilha foi a minha mecenas, a Dé (e justamente no meu aniversário).

Por que aparente? Porque eu ainda não sei usar da melhor maneira (falando sério, quase de maneira nenhuma), mas já estou agendando o curso que é um complemento do equipamento é numerado (como uma MontBlanc) e que te identifica como proprietário até o final dos teus dias! rsrs

Como o livro de receitas que faz parte do pacote também é muito bom, aproveitei pra fazer um menu simples com algumas delas e verificar uma das características da (o) tal Bimby: a de que foi feita também pra quem não sabe cozinhar (viu, Beth, Drix e sócio?).

Ou melhor, a de que se alguém não sabe utilizá-la, mesmo assim consegue bons resultados.
Veremos!

Bebidinhas –  Simples Portônicas. Com vinho do Porto branco e tawny.

Petiscos – Patês de Fumados e de Abacate.

Estes patês são simplesmente os ingredientes colocados no copo do Thermomix e misturados.
O de Fumados (não precisa nem dizer que as receitas também estão em português luso) é uma mistura de 225 g de arenque defumado, 150 g de cream cheese, 1 dente de alho, 1 colher de sopa de margarina, suco de 1/2 limão e pimenta.

Neste caso, são triturados na velocidade 6-8 até ficar homogêneo.
Já o de abacate leva 2 deles maduros, 50 g de cebola, 1 dente de alho, 1 tomate maduro, sal e tabasco triturados por 15 seg na velocidade 6.

Após limpar as paredes do copo, coloque a “borboleta” e programe 30 segundos na velocidade 4.

Pausa pra explicação:

Bimby-balança – é isto mesmo. O copo já é uma balança em que você zera no momento que quiser. Portanto, a máquina te permite  colocar os ingredientes um a um e com o peso correto.

Bimby-processador – o bicho (a bicha?) tem várias velocidades e as pás da hélice que cortam mais do que as facas Ginsu (lembram?)

Entradas – Souflé de Brocolis e Queijo e Creme de Abobrinhas.

O souflé é feito da seguinte maneira (e nuns 10 minutos): coloque 100 g de queijo gruyére no copo e rale por 20 seg na velocidade 9. Reserve.

Prepare um molho bechamel com 500 g de leite, 50 g de farinha e 50 g de margarina, programando a (o) Bimby por 6 minutos, temp 90ºC  e na velocidade 5.
Quando parar, adicione o queijo, 4 gemas, 100 g de brocolis cozido e 50 g de milho cozido. Tempere e triture durante 5 seg na velocidade 5.

A seguir incorpore 100 de brocolis e 50 g de milho cozido, misture e reserve.

Bata 4 claras com algumas gotas de limão e sal programando por 4 minutos, velocidade 3.

Quando terminar, misture delicadamente as claras com o bechamel e coloque a massa nas formas untadas.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos e aumente a temperatura pra 200ºC por mais vinte minutos. Sirva de imediato.

Para o creme, coloque 3 unidades de alho poró (só a a parte branca), 2 dentes de alho no copo e pique por 6 segundos na velocidade 5.

Adicione 50 g de azeite e retorne por 3 minutos, na velocidade 2 e temperatura 100ºC.
Junte 700 ml de caldo de legumes, 700 g de abobrinhas descascadas, sal, pimenta e cebolinha e programe por 20 minutos, temperatura 90ºC, velocidade 1.

Termine, batendo a sopa na velocidade 7 pra deixá-la aveludada.

Tudo absolutamente perfeito com o souflé bem macio (se bem que ele deu uma arriada federal! rs)

Tomamos um vinho que não nos fez bimbar: um tinto espanhol Pagos del Galir Mencia 2005 que foi “bonafonte, recebidos, mensurável, fu e mal …”.

Explicações bimbísticas –

Bimby-panela elétrica – toda vez que é indicada uma temperatura significa que o Thermomix vai cozinhar o que estiver lá dentro nas mesmas condições. O copo se transforma numa panela em que a temperatura interna é absolutamente uniforme.

Principal – Bacalhau à Bras e Arroz Malandrinho de Tomate e Pimentão.

Esta bacalhau é uma verdadeira moleza de se fazer (ainda mais numa (num) Bimby).
Coloque no copo 400 g de cebola, 2 dentes de alho e pique por 6 seg na velocidade 5. Retire e reserve.

Coloque 100 gr de azeite (repare que todos os ingredientes são pesados) e programe 3 min, temp Varoma e vel 1.
Incorpore a cebola e programe 12 min, temp Varoma e vel colher inversa.

Adicione 300 g de bacalhau desfiado e programe mais 3 min nas mesmas características.

Junte 200 de batata-palha e programe mais 3 min.

Coloque tudo numa frigideira aquecida. Bata 5 ovos e misture .

Adicione azeitonas e salsinha picadas.

Pronto! Um legítimo Bacalhau à Bras.

Quanto ao arroz é praticamente um risottão bem úmido e com uma tremenda cara de sopão.

Vou salvá-los deste tédio de velocidades, programações, etc e dizer que a receita inclui ainda pimentão vermelho (sem casca e sementes) e tomates além de água.

O conjunto da obra é um espetáculo já que a junção do seco do bacalhau com o úmido do arroz impressiona muito.

Já o vinho (parece que esta noite não foi tão perfeita enologicamente), nem tanto. Arriscamos num francês meia-boca (antes já tínhamos jogado fora um Blosson Hill do tempo do Zorro), o tinto Cotes du Rhone 2001 Guinchay que foi “retrô, cotes du rosé, curuca du Rhone, chinfrois” segundo os bimbadores, nós mesmos.

Explicação –
Bimby-vaporizador – uma das coisas mais legais do Thermomix é justamente um acessório que te permite cozinhar os ingredientes no vapor. E é neste momento que usamos a temperatura Varoma.

Bimby-batedeira – quando se usa o acessório borboleta, o Thermomix se tranforma numa batedeira perfeita (as claras firmes do souflé foram um belo exemplo).

Sobremesa – Leite creme tropical.

Eis aqui o melhor custo x benefício da noite.
Veja se não é? Coloque 800 g de leite de coco, 200 g de leite, 200 g de açúcar, 6 gemas de ovo e 60 g de farinha no copo da Bimby e programe 9 min, temp 90ºC e vel 3.

Dá tempo de tomar uma taça de vinho, falar mal do Timão (também, com estas contratações), ver um pouco de tv, voltar a tempo de retirar o leite creme e colocá-lo em forminhas bonitinhas (a Dé escolheu bem?).

Deixe esfriar, polvilhe açúcar e maçarique!

Ficou realmente uma delícia!

Este é pra fazer, tendo ou não uma (um?) Bimby.

Eis a opinião dos vel 10, temp 100ºC e 2 horas:

Foi uma bimbada enrolada. E gostosa. Não foi? (Edu)
Thermoplus! Adorei. (Mingão)
Apesar do Bacco ruim, excelente comida. (Déo)

Bom, é isso.

O meu Thermomix, a minha Bimby já está na cozinha (ao lado da Ferrari!). Agora só me resta fazer o curso (prometo marcar em breve) e  logo depois, cozinhar com a utilização correta desta maravilha da culinária.

Se bem que eu fiquei preocupado, pois não percebi entre os predicados dela (dele?) refrigerar, microondar, mpdezar e ao menos, ter uma tvzinha de led  com blueray acoplados. 🙂

Paciência!

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