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dcpv – da cachaça pro vinho – tá todo mundo falando e comendo grego

número 284
22/02/11

Tá todo mundo falando e comendo grego.

Mais uma vez a Drix, uma chef conhecedora dos atalhos da cozinha, nos indicou um menu (ainda que indiretamente).

Ela enviou alguns exemplares da excelente revista do sex shop mineiro, o Verdemar Supermercado & Padaria. Dentre eles, um versava sobre a Grécia e sua culinária.

Pô, a Grécia vive no imaginário daqui de casa, tanto turístico quanto gastronômico.

E lendo sobre as características do país e da mediterraneidade de tudo, adicionando-se o calor helênico que está fazendo nestas plagas, foi fácil decidir sobre esta noite grega.

São muitos bons ingredientes preparados de uma maneira simples e saudável (assados, cozidos) e acompanhados por algum molho bem fresco (iogurte, creme de leite, tomates).

Vamos lá, então, nos teletransportar praquele lindo ambiente com casinhas brancas, um mar bem azul e um monte de gregos cheios de ouzo.

Eheeyete too-aletta?

Bebidinha – Saquerinha de limão.

Simples e grega, como o Panathinaikos.

Entradas – Salada grega, feijão branco com pimentão ao forno e vegetais grelhados com iogurte.

Uma longa história de guerras, conquistas, construções, uniões, realizações. Um legado deixado por toda a humanidade. Mitologia, política, arte, esportes, arquitetura, filosofia, teatro… Uma cultura de impressionar”.

É mesmo! Eu acho que a maioria das pessoas tem uma certa admiração pela cultura grega. Paralelamente, por tudo o que a sua cozinha representa de saudabilidade.

Estas entradas são extremamente simples e já adianto, deliciosas.

A salada grega é uma salada grega! rs

Pepinos, cebolas, tomates secos, tomates, azeitonas, queijo feta, pimenta em conserva (usei a biquinho), salsinha e azeite.

Já os feijões brancos foram tirados do vidro (by sex shop). E acrescentados com a sua água numa forma com pimentão vermelho cortado em tiras finas e frito levemente com cebola e alho.

Cobri com papel aluminio e deixei no forno por uma hora a 180ºC.

Finalmente, grelhei vegetais. Pimentão verde e vermelho, abobrinha, berinjela, tomate e cebola além da  batata cozida.

Todos pincelados com azeite e temperados com sal, pimenta do reino e orégano.

Veja o quão mediterrâneo ficou esta lindeza!

Bela e saborosa. Tanto que a Dé também lambeu o prato.

Tomamos um companheiro pós-viagem (eita free shop), o Jacob`s Creek Chardonnay 2009 que foi “segundesco, jacob`s greek, top white, cretino“, segundo os zorbas, nós mesmos.

Principal – Espaguete de Lagosta

“Apenas o azeite, o limão e o sal não adiantam nada. É preciso temperar com carinho”. Thrassyvoulos Georgios Petrakis (restaurante Acropolis)

Este é um caso em que o carinho tem que fazer parte da receita.

Que mais uma vez é facílima de fazer (estou ficando repetitivo, né não?)
Basta ferver lagostas num caldo formado por água, cenoura, cebola e salsinha. Reserve.

Coe este caldo e use-o pra cozinhar o espaguete. Refogue 1 cebola picada no azeite, adicione vinho branco, tomate sem casca e sem semente e cozinhe por 10 minutos.

Monte com o espaguete, a lagosta, o molho e salsinha picada.

Ficou um verdadeiro espetáculo que não tem nada de tragédia grega.

A ideia de cozinhar a massa com o brodo transformou tudo numa lagostada. E o molho que, por ser ralo, mais parece um caldo, teve que obrigatoriamente ser tomado com uma colher. Mais um que a Dé comeu e bebeu inteirinho.

Como espetacular foi o vinho branco C. Rosa Chardonnay 2009 Etchart. “Bouquet, noel gay, cacarvalhoso, gulosê” foi o mínimo que nós, os atenienses achamos dele.

Sobremesa – Ravani

“Os doces e as sobremesas da culinária grega romperam as fronteiras do mar mediterrâneo e ganharam o mundo por sua delicadeza, fragilidade, beleza e texturas únicas”.

E este bolo de semolina tem exatamente esta característica.

Bata 250g de margarina numa batedeira. Em velocidade baixa, adicione lentamente 1/2 xícara de açúcar e em seguida, 3 ovos um a um. Coloque 1 xícara de farinha e 2 de semolina até obter uma massa bem consistente. Leve a massa, em uma travessa retangular untada, ao forno a 180ºC por 40 minutos.
Para a calda, ferva 3 xícaras de açúcar, 4 xícaras de água, casca de 1 laranja e 1 canela em pau. Sirva esta calda sobre o bolo deixando tudo bem molhado.

Ainda dei uma incrementada ao usar um açúcar de tangerina.

Eis a opinião dos troianos:
Jantar hedonista. Aristóteles aprovaria. (Edu)
A Grécia é aqui (perfeito). (Mingão)
Cretinos sinônimos de esperteza! (Deo)

“O que falta então pra que nós, aqui tão longe do lindo Mediterrâneo, possamos desfrutar dos mesmos benefícios que os povos daquela região? Certamente a força de vontade para nos adequarmos aos costumes de alimentação sadia daqueles povos. É mais fácil alguém mudar de religião do que  de costumes alimentares”. (Lina Panos)

Concordo plenamente. Acho que passou da hora de fazermos uma revolução alimentar e aproveitarmos estes pseudos ares mediterrâneos que temos por aqui.
Quem se habilita?

Kalinihxta.

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dcpv – dia cinco e último – punta – “tranquijo” e sereno

16/01/11

Punta Dia Cinco e Último – “Tranquijo” e Sereno

Sabe aqueles dias da viagem que você deixa pra não fazer nada ou quase nada?

Pois foi esse domingão. A Dé queria levar a D. Vera pra fazer algumas comprinhas.

Então aproveitamos pra fazer o programa regular deste pequeno tour: acordar cedo, passear pela redondeza (deixa eu explicar mais uma vez: acho um tremendo charme além duma total e completa personalidade, as casas terem nome em vez de números aqui em Punta) e tomar um lauto café da manhã.

Logo após, fizemos um passeio despretensioso pelo centro a fim de conhecermos o farol da região da Península e a singela Iglesia de la Candelaria (que parece com a Nossa Sra Aparecida aqui de Ferraz) ….

… onde vimos o comprovado menor hotel do mundo!

Seguimos em direção a La Barra pra procurar onde almoçar.
Aproveitamos pra conhecer as casas maravilhosas da região do hotel L’Auberge  …

… e pensamos em como seria legal morar numa rua com nomes de grandes poetas/escritores.

Escolhemos a deli-café Baby Gouda, que fica em Manantiales .

O lugar (mais uma dica da Carla Pernambuco) é bichogrilesco e porralocoso ao extremo.

Fica praticamente de frente pro mar e tem uma aura daqueles restôs que você chama de seu.

O calor estava insuportável  (44ºC, comprovados), …

… aproveitamos pra sentar numa sombra e tomamos um excelente vinho branco Juanicó.

Pedimos como entradas uma salada de verdes, …

…  e um ceviche que estava ao ponto, ou seja, com bastante limão e o peixe bem fresco.

Como principais, espaguette no wok (quase um Pad Thai) pra Dé e pro Sr Antonio, …

… ojo de bife pra D Vera …

… e um espaguete com frutos do mar pra euzinho que estava de chorar.

Trocamos a sobtremesa de lá por legítimos sorvetes do Freddo e melhor, …

… com uma vista de tirar o fôlego, além da delícia comprovada daquele doce de leite! rs

Fala a verdade se não é bonita?

Voltamos ao hotel, demos uma olhada na cansada feira de artesanato da praça Artigas …

… e fomos jantar no restaurante do hotel Hotel Serena.
Aí começou o nosso pequeno drama!

De repente, o tempo mudou bruscamente (a temperatura caiu dos 44ºC pra 20ºC), o céu ficou muito nublado e começou a chover forte.

Tanto que o pessoal do hotel ligou pra dizer que a nossa mesa que estava marcada pra ser lá fora (e de frente pra La Mansa) teve que ser transferida pra dentro do salão. Como marcamos bem na hora do por-do-sol, sobrou a frustação de sabermos que aquele sol esperado não estaria brilhando.
Pra piorar mais um pouquinho, esqueci de colocar a bateria na câmera.
Pronto, nem tinha como registrar o jantar que, se o tempo não nos permitiria admirar nenhum por do sol, certamente a comida nos proporcionaria uma grande prazer.

Improvisamos e usamos o celular como câmera.
Estávamos comemorando com 4 taças de champanhe quando um estranho fenômeno aconteceu. Aquele céu totalmente cinzento se abriu somente numa estreita faixa do horizonte e o sol começou a aparecer.

Começou timidamente, mas depois foi tomando corpo e resultou em colorações espetaculares. Aquele pedaço do céu ficou tingido dos mais diferentes tons de laranja,

Enfim, uma noite pra não esquecermos jamais. Ainda mais pela comida que esteve absolutamente perfeita.
Pedimos duas entradas pra compartilhar (o fenômeno Piemonte estava se manifestando, ou seja, estávamos empanturrados ): uma caprese …

… e um trio de ceviches no ponto. Todos os peixes (salmão, linguado e brótola) frescos e muito bem temperados.

Tomamos 2 vinhos Don Pascual: um tinto Cabernet Sauvignon e um branco Chardonnay.

Os principais chegaram e em homenagem a grande matéria-prima de Punta, todos fomos de frutos do mar. A D Vera foi de peixe no vapor. Uma tremenda brótola cozida com limão.
O Sr Antonio pediu o peixe com molho do chef. Muito bom e acompanhado dum arroz mais molhado ainda.
A Dé pediu o linguado da casa e eu, pra variar, fui de polvo na brasa com um molho de azeite apimentado que estava digno do espetáculo do poente (não precisa nem dizer que as fotos ficaram uma eca!).

Só nos restou pedir 2 taças de sorvete e terminarmos a viagem com o sabor mais marcante de toda a viagem na boca: a doçura e o equilíbrio do dulce de leche do Freddo (uau, será que vicia?).

Pronto, quando o Diogão dos Destemperados nos indicou este lugar (“pra fazer um happy hour no bar da piscina pra ver o por do sol e depois espichar pra um jantar imperdível no Serena “), eu já tinha planejado tudo. Seria uma despedida em alto estilo com tudo o que a situação merece.
A lei de Murphy deu o seu sinal e nós a aproveitamos pra garantir que mesmo quando as coisas parecem que não darão certo, cabe a você transformar tudo num acontecimento agradável.

Tudo bem: a natureza colaborou muito, mas certamente tivemos um espetáculo tão diferente e único, que acho que dificilmente o repetiremos.
Cá pra nós: é pra isso que viajamos, né?

Hasta.

Siga esta viagem toda através destes outros links:

Dia uno – Encantados com o L’Incanto

Dia dos – La table de dulce de leche

Dia tres – Jose Ignacio, um lugar pra devanear

Dia quatro – Rodando muito e encontrando bom vinho em Punta

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dcpv – da cachaça pro vinho – executamdo a executiva

01/02/11
número 283

Executamdo a executiva.

Hoje eu fiz uma coisa que sempre tive vontade.

O negócio é o seguinte: todas as vezes que eu leio um menu (pode ser de restaurante, de avião, em revistas, etc), fico imaginando como seria fazer as receitas que estão lá só com a informação existente. Ou seja, quase nenhuma!

Pegar os ingredientes conhecidos e complementar com a sua imaginação.

E quando a minha sogra me disse que tinha trazido o menu da business class da TAM, eu pensei: taí uma oportunidade  de ouro!

Porque além de eu conseguir realizar o meu desejo, reproduziria a comida pensada pelos irmãos Sergio e Javier Torres (restaurante eñe) pra funcionar lá nos ares e melhor ainda, conseguiria fazer a comparação entre os dois resultados finais.

Putz, é quase uma experiência sociológica!

Vamos, então, ao menu trilingue da executiva da TAM.

Devidamente executado no dcpv!

Entrada – Folhas verdes servidas com salmão defumado, aspargos e tomates cereja.

“O sol que brilha no Mediterrâneo ajudou na produção de ingredientes muito especiais, os quais, hoje são a base de uma das culinárias mais saborosas do mundo”.

É claro que eu não dei opção alguma aos comensais já que no menu original existia também a possibilidade de se pedir as mesmas folhas com frango grelhado, berinjelas e brocolis.
E também adaptei no que foi possível porque além de substituir alguns ingredientes, tive que  inventar alguma coisa não citada.

A primeira foi o molho da salada.

Como eu colhi o que tinha de mais fresco na minha horta (vários tipos de alface, azedinha, quirquinha, manjericão, rúcula selvática, etc), harmonizei com um saboroso molho de mostarda e mel (feito pela Dé).

Os aspargos eu tinha grelhado em papilote no churrasco de domingo e defumado com tomilho.

Já no caso do salmão defumado foi substituição pura. E acredito que com ganho, pois cozinhei no leite alguns pedaços de haddock defumado.

Empanei-os com uma crosta de pão italiano ralado, tomilho fresco, sal, pimenta, manteiga e coloquei no forno por uns 10 min até dourarem.

Resultou num prato muito saboroso com um belo destaque ao contraponto do toque defumado dos aspargos com a crocância do haddock adicionando o aspargo “tomilhizado”.

Segundo Dé e os tripulantes Mingão e Deo, ponto pra nós = dcpv 1 x 0 eñe aéreo.

Tomamos um vinho branco Chardonnay Septimo Dia 2008 (nenhuma referência ao temporal domingoso que passou por aqui) que foi “vulcânico, exorcizador, bonitão, itacarpetoso” segundo os possuidores do Cartão Azul do Fidelidade. nós mesmos.

Principal – Filé Mignon ao Molho de Tomate com hortelã e arroz com vegetais.

“Specially developed for TAM Airlines with the assistence at multi-award-winning chefs Sergio and Javier Torres, this menu combines with rich transition with a healthy dash and creativity”.

É claro que o menu trilingue (português, inglês e espanhol) da executiva deixa tudo mais glamoroso. Mas este filé é muito bom.

Fiz alguns medalhões de filé mignon com bacon enrolado …

… e um molho de tomate (congelado by D Anina) finalizado com bastante hortelã.

O arroz de vegetais é o famoso (pelo menos aqui em casa) à grega que a Flora faz.

O prato todo resultou bem saboroso e mesmo o bacon (que não constava do menu original) deu um toque espanhol/mediterrâneo a tudo.

Acho que novamente ganhamos: dcpv 2 x 0 executiva da TAM.

Pra completar, tomamos um tinto uruguaio, o Tannat Bouza Parcel Única 2008 que foi “sufoco, lindo e blair, mississipi, bouzão” segundo os irmãos gêmeos, nós mesmos.

Sobremesa – Torta Mil Folhas

“Saboree y observe aromas únicos, texturas sofisticadas y gostos inolvidables, siempre com personalidad y ligereza”.

Esta, especialmente, também sempre quis fazer.

Ficou boa, mas não perfeita como a do Lenôtre (ô pretensão).

Um creme pastisseur muito bem feito recheando várias camadas de massa folhada assada e …

… finalizada com açúcar de confeiteiro, além de devidamente maçaricada.

Boa! E como a da TAM não estava nenhuma maravilha, dá pra tascar um 3×0 como resultado final. Ainda mais que “matamos” o restante da garrafa do Barolo Chinato.

Eis a opinião dos legítimos comissários de bordo:

Devidamente executado. EsTAMos satisfeitos. (Edu)
Entrada perfeita, prato principal perfeito, sobremesa sublime. (Mingão)
Dessert parfait! Principal honesto! Entrada deliciosa! Resumo: bom prácarai!!! Déo)

“Neste voo, você poderá se deliciar com a proposta dos dois chefs que são reconhecidos por trabalharem on Mediterranean cuisine that make the most of each ingredent`s natural qualities. Aprovecha cada sabor. Este menu foi desarrollado exclusivamente para usted”.

E para nosotros también.
Até logo, see you y adiós!

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dcpv – florida – day two – orlando – pastor harry potter e o universal

09/02/11

FlóridaDay Two Orlando –  Pastor Harry Potter e o Universal

O dia estava lindo e muito ensolarado.

O que colaborou demais com a luz matinal. Tivemos direito a nascer do sol e tudo o mais.

Isto tudo visto da nossa varandinha do Grand Floridian. Ou Grand Flo como a nossa guia, a Re, o chama.

Estávamos por conta dela durante todo o período. Toda a programação era secreta e só esperávamos que não incluísse muitas montanhas russas! 🙂

Tomamos um lauto café da manhã no próprio hotel (e no nosso andar. Nada como ser bem relacionado com a cúpula disneyniana) e zarpamos pra Universal. O parque.

Foi meio a contragosto da nossa guia, já que ela é uma disneymaníaca convicta. Mas ao mesmo tempo, ela tinha que nos mostrar a nova sensação de Orlando: o parque do Harry Potter.

Chegamos quase que na abertura e deu pra perceber que a grande temporada já tinha passado (segundo a nossa guru e o namorado dela, o Hugo, o Magic Kingdon bateu no nível 4 no Ano Novo. Ou seja, ninguém entra enquanto alguém não sair!).

Tudo estava bastante tranqüilo e vimos novamente como os americanos conseguem nos encantar com os seus templos!

Ah! Não se esqueça de incluir no seu planejamento o aluguel dum carro, pois ele será imprescindível pra sua locomoção por toda a Florida, em especial em Orlando e Miami.

Cruzamos toda a área do CityWalk e compramos ingressos com desconto (mais uma dica da nossa guia que tinha passe anual).

Fomos direto pro Universal propriamente dito. E pro novo brinquedo dos The Simpsons (tô parecendo o Chacrinha!). Um grande simulador que mais parecia uma montanha russa disfarçada onde o palhaço Crusty apronta um montão de coisas.

Dali, passeamos e além de tomarmos um ótimo sorvete da Benny&Jerry, assistimos a um show dos Blues Brothers em plena rua. Tudo bem que o Jake e o Elwood eram falsificados, mas como o padrão é norte-americano, foi fantástico!

Continuamos rodando por lá e fomos ao Men in Black Alien Attack. Outro brinquedo bacana em que você tem que atirar em Aliens e ao mesmo tempo, fazer os outros carrinhos rodarem.

Mais fotos (ô lugarzinho fotogênico), …

… outros tantos personagens.

Mas e o Harry? Calma-te, disse a guia. Vamos conhecer na hora do almoço que é mais tranqüilo.

Comemos mais alguns trecos, passamos na nova montanha –russa, a Hollywood Rip Ride Rockit que tem uma curiosa característica: a sua subida é em 90 graus! Além de que você escolhe a sua trilha sonora particular.

Estávamos na fila quando o brinquedo pifou (ôpa. Um milagre! ).
É, até por aqui estas coisas acontecem! Resultado: fomos pro Harry e mais tarde voltaríamos (se tivéssemos tempo).

E no programa oficial constava um almoço com pratos típicos da turma da Griffinoria.

Andamos um pouquinho (o templo fica no Islands of Adventure, ao lado do Universal propriamente dito) e entramos.

Pra se chegar lá, você tem que atravessar a parte antiga e quando chega, é um baque. Primeiro que está lotado.

Segundo que é um negócio muito bem feito (que novidade!).

A cenografia é envolvente e não tinha uma só pessoa que não consumiu mais do que devia.

São sacolas e mais sacolas de tudo o quanto é produto imprescindível pra vida da pessoa: varinhas mágicas, vassouras, pomos de ouro, capas e até guloseimas.

Como a cerveja amanteigada e várias outras coisinhas.

Conforme o programado, almoçamos no restaurante das 3 vassouras. Mais uma ambientação perfeita e uma comida que beirou ao absurdo (tamanha a quantidade).

Pedimos um prato típico pra quatro.

Espigas de milho, frango, batatas assadas, costelinhas de porco e legumes cozidos formavam o quitute.

Brindamos (pela primeira vez e oficialmente) com cervejas e águas e comemos muito, especialmente o nosso magro (não quis dizer mago!) co-guia Hugo.

Quer saber duma coisa? Não sobrou quase nada.

Passeamos bastante pelo parque. Fomos ao simulador (fantástico) duma verdadeira corrida sobre vassouras e …

… assistimos a uma incrível apresentação dum workshop intitulado: Como fazer a sua varinha mágica. É claro que compramos um monte delas, além duma réplica da legítima v2000.

Fomos embora já com saudades de todo aquele clima tão bacana e ao mesmo tempo, tão sombrio (como toda coisa referente a Pottermania tem que ter).

Ainda retornamos a Universal, pois a promessa de darmos uma volta na Rock It tinha que ser cumprida.
Foi um pequeno suador, mas a minha trilha individual compensou. Ouvi Born to be Wild do Steppenwolf o tempo todo! Manja o Peter Fonda em Sem Destino?

Comemos um ótimo cheesecake …

…e demos uma boa curtida no por-do-sol.

Em pleno Universal.

A guia foi implacável: tomar um banhozinho rápido e vamos nos encontrar na Disney Downtown.
O programa? Comer o melhor sanduba de Orlando e fazer algumas comprinhas em lojas diferentonas.

Os sandubas foram devidamente deglutidos no Earl of Sandwich.

E são muito bons mesmo. Experimentamos quatro! Com destaque prum, o Hawaian Barbecue (eleito pelo guia Luz’s como o melhor) deabacaxi, molho barbecue, frango numa ciabatta crocante.

Muito bom e nos surpreendeu pelo caráter natureba do lugar.

Logo ao lado, um mini sex shop muito bom.
O Mickey’s Pantry com tudo o que é coisa pra cozinha envolvendo o ratinho além de ingredientes de altíssima qualidade (sais, chás, temperos, etc).

Também passamos na Team Mickey, uma outra loja diferenciada com (podemos chamar assim) produtos pret a porter by Disney.

Pronto! Foi um dia mágico e místico.
Como todo bom dia em Orlando deve ser.

Até amanhã!

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dcpv – da cachaça pro vinho – pós-piemonte e trufado

número 273
09/11/10

Pós-Piemonte e Trufado.

Ainda estamos de ressaca.
Se é que podemos chamar de ressaca resquícios duma viagem onde se conhece uma magnífica região, o Piemonte e justamente no período mais profícuo da sua produção.

Não preciso nem dizer que o subproduto de todo o tour foram malas cheias e pesadas. E dos mais variados tipos de ingredientes: queijos, salames, produtos trufados, latarias, molhos, vinhos, utensílios e tudo o mais que se possa imaginar.

Inclusive, trufas. Dois belos tubérculos comprados na loja do nosso trifulau particular, o Stefano. Eles foram entregues no sábado no nosso hotel em Milão, o Bulgari e carregando a expectativa de serem devidamente degustados no momento oportuno.

Que seria hoje, terça-feira ou seja, 4 dias depois da sua viagem transoceânica (veja o resumo dela aqui) e do aconchego da nossa geladeira.
Com eles sobre o nosso domínio, o único problema seria pensar em como apreciá-los? Quais receitas fazer?

A lei número 1 e única sobre os tartufos indica ralá-los sobre receitas simples a fim de que tamanha iguaria não tenho os seus sabores/odores perturbados por qualquer outro ingrediente.
Com esta lei na cabeça e tendo a certeza que passaremos a integrar o seleto grupo dos comedores de trufas brancas, vamos a noite em que o dcpv se tornou o DCPVPT (sem nenhuma conotação política, certo?).
Àaaaas  truuuuuufas!.

Bebidinha Como o negócio é ser simples, uma simples caipirinha de limão descascado.

Entradas – Bagna cauda e Ovo Frito.

A Bagna Cauda é tida como um prato tipicamente piemontês, fácil de se preparar e muito saboroso, além de ser ecumênico. É praticamente um fondue “vegetale”.
No meu caso foi mais fácil ainda, pois só tive o trabalho de cortar os legumes,…

…, queimar e tirar a pele dos pimentões multi-coloridos …

… e abrir a lata da Bagna Cauda comprada diretamente do melhor sex shop do mundo, a Eataly.

Quanto ao ovo, foi mais difícil ainda. 🙂
Fritei os danados na minha novíssima mini-frigideira (que por sinal, é bonitinha, mas ordinária).

Dois foram duros (pra Dé e pro Mingão) e dois moles (pra mim e pro Deo).

Aí foi só montar o prato com os legumes, os pimentões,…

… a bagna,…

… o ovo …

… e ela, a trufa.

Que por sinal, não estava a milésima maravilha do mundo. Um tanto quanto escura, sem muito odor e com um sabor não tão acentuado.

Meu Deus! Será que o mito “Trufas” não seria inserido na galeria das comidas imperdíveis da nossa mesa?
Aproveitamos pra beber um vinho húngaro! Já que a coisa estava estranha, consegui deixar mais ainda.

E não é que o Nimbus 2008 até que cumpriu a sua missão. Ele foi “cherry, tintor, meialuna, discreto” , segundo os pedintes de upgrade, nós mesmos.

Principal – Risoto Piemontês, il Vero.

Vocês lembram do post sobre o livro Os Sabores do Piemonte?
Pois ali eu prometi que refaria este risoto só que finalizaria da maneira correta. Isto significa: com trufas brancas.
Pois chegou o dia e caprichei no risoto piemontês. Arroz arbório (do Piemonte), manteiga (do Piemonte),…

… cebola (de Ferracci di Vasconcelli), …

… e uma finalização com um parmegiano reggiano (da Emilia Romagna).
Ficou al dente, perfeito e totalmente italiano.

Esquentei os pratos pra que a temperatura de tudo estivesse perfeita e assim, ao ralar as trufas, conseguir a melhor resultado possível.
Chegou o grande momento.

E só sobrou uma palavra pra descrever este prato: per-fei-to!!
É uma pena que ainda não consigamos passar um aroma pelo computador pois esta seria a única solução plausível.

De qualquer maneira sobra a solução mais razoável e possível: a descrição por palavras.
Toda a casa cheirou a uma conjunção de aroma de bosque, de terra e de um fundinho de gás de cozinha. Eu sei que parece estranho, mas foi o que veio a cabeça.

E por incrível que pareça, o prato foi potencializado pelo vinho (do Piemonte) tinto Pomorosso Barbera d’Asti Coppo 2007, uma vinícola que visitamos e que é fantástica. O achamos  “corpo, alma, barbaresco, meraviglioso”.

Sobremesa – Castanhas, tâmaras e geléia.

Ainda estávamos cansados da viagem. E não sobrou muita inspiração pra sobremesa.
Tâmaras quase frescas (do Piemonte), castanhas assadas no microondas (receita da Maria, que mais uma vez foi nossa anfitriã em Milano) e …

… uma bela geléia trufada.

Prontíssimo e aromatissíssimo.

Eis a opinião dos homens de Neeeeeive:
O que que é isso, minha gente? O que comeremos/beberemos depois disto? (Edu)
Agora o que será de nós? (Mingão)
Perfeito! Dantesco! Paradisíaco! (Deo)

Como deu pra perceber pelos comentários, hoje atingimos (apesar da trufa do ovo não ser tudo aquilo) um dos marcos da gastronomia.
E como? Com simplicidade e ótimos ingredientes. É isto que faz uma boa comida.

Além, é claro, duma boa conversa, duma boa amizade e de bons vinhos.
Tanto que apesar de não estarmos na terra do Slow Food, praticamos os fundamentos do movimento. Afinal de contas, terminamos o jantar a 1:00 de la matina.

E extremamente felizes.

Arrivederci.

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dcpv – dia quatro – rodando muito e encontrando bom vinho em punta del este.

Dia quatro Rodando muito e encontrando bom vinho em Punta del Este.

O dia amanheceu nublado. O que não nos impediu de dar uma boa caminhada pela praia Mansa.

Mais precisamente do Conrad até o Porto, passando pelas palafitas praianas de Punta.

Tentamos encontrar o efusivo mercado de peixes, mas só achamos umas raras e parcas caixinhas de pescados.

Voltamos pro hotel e planejamos o dia. Que bela bruma, não?

Fomos primeiro ver a cult Mão do Afogado.

Que é uma obra do chileno Mario Irarrazabal, famosíssima em Punta. Ele pensou numa obra que significasse “a presença do homem na natureza”. Na verdade, todo mundo faz a associação a uma pessoa afogada!

Interessante e acredito que ninguém passe pelo balneário sem ao menos tirar um par de fotos por lá.

Seguimos para La Barra e no caminho fomos conhecer o Parque El Jagüell.
Quer dizer, demos uma passeadinha de carro pois o lugar é bem feinho e com umas estátuas super-bizarras de bichos em madeira e sem muito propósito.

Dali fomos pro Museo del Mar que fica ao lado do Museu dos Insetos, recém inaugurado. Ambos são muito bons  e por razões distintas.

O de insetos é arquitetonicamente esquisito já que é um galpão de madeira retangular parecido com um container.

E é interessante ao extremo pois contém a coleção completa de 3 malucos com tudo o que é tipo de besouro e …

… de todas as cores.

Até insetos carnavalescos nós vimos (provavelmente desfilaram pela Beija Flor).

Já o do Mar é estranho, pois ele leva a ferro e fogo o estereótipo do museu: coisas velhas em profusão.

Tudo bem que tem um montão de esqueletos de baleias, …

… vários exemplares (uma pena que empalhados) das galinhas do mangue, …

… cabeças de jacarés gigantes, …

… cavalos-marinhos vivíssimos …

… e até um fundo do mar espetacular e em 3D (ai, que saudades da Disney).

O problema mesmo foi o cheiro de mofo!
De qualquer maneira, é um combo Mar+Insetos muito interessante.

A partir daí, começou o nosso drama. Ou melhor, o meu pois tinha reservado um daqueles restaurantes escondidos que existem em Punta, o Lo de Miguel na Finca Narbona que é uma filial duma vinícola orgânica muito boa do Uruguai.

Rodei um montão e pra todos os lados de La Barra e nada de encontrar a tal Finca. Fomos até ao novo hotel Fasano que, por sinal, é loooooonge demais de tudo.
É claro que se eu tivesse lido este post do mago Diogão dos Destemperados teria achado facilmente. Paciência, fica pra próxima.
Resultado: após termos passado meia hora da reserva, resolvemos deixar pra lá e comer no Fish Market, um botecão de frutos do mar em Manantiales.

E a escolha se mostrou correta: o lugar é despojadíssimo com um jeitão de lanchonete, mas com uma comida saborosa e extremamente competente. Louve-se uma trilha sonora de fazer inveja a muito lugar da moda.

Pedimos um pouco de cada: batatas fritas,…

… empanada, …

…. salada de abóbora, …

… sanduba de peixe, …

… bolinhos de arroz, …

…um peixinho frito e polenta assada (esta foi especialmente pra Dé).

Tudo no ponto correto, muito bem temperado e no tamanho certo.
Acompanhamos com um belo Leyda Sauvignon Blanc 2009.

Pra encerrar, traçamos 2 ótimos affogattos ….

… e um sorvete de frutillas.

Certamente o melhor custo x beneficio do tour.

Além daquela vibe de fazer você parecer um habituée da própria praia Bikini.

Voltamos, demos uma passaeada de bike na região do AWA e fomos nos preparar pro tour enológico na Bodega Alto de la Ballena.

Mais uma dicaça do Luiz Horta.
Li no Paladar que ele está apaixonado pelos vinhos uruguaios, acabei entrando em contato e perguntei se ele conhecia alguma vinícola boa em Punta.

Ele não pestanejou e disse: Alto de la Ballena.
Ainda me passou o site, aproveitei e reservei a visita pras 19:00 hs e foi verdadeiramente emocionante.

Chegamos (fica a uns 30 km de Punta) surpreendentemente no horário e fomos recebidos pela Paula (proprietária ) e pela Maria, que trocou e-mails comigo quando da reserva.

Éramos só nos seis e foi muito legal ver que pessoas apaixonadas por vinho, como a Paula e o marido dela, ainda conseguem fazer um grande produto com entusiasmo e aquele brilho nos olhos de quem ama aquilo que produz.

O lugar é absolutamente lindo. Planícies, lagos, montanhas e por-do-sol.

E que por-do-sol.

Iniciamos com a Paula nos mostrando  um parreiral de Syrah, …

… inclusive, com uvas próximas da colheita que seria feita em março (elas enviaram um e-mail avisando que a festa da Vindimia seria no dia 12/03).

Perguntei um montão de coisas e depois fomos pro lugar onde faríamos a degustação, tanto dos vinhos da bodega, como de queijos uruguaios e grissini (19,5 na cotação do Guia Óleoluz).

Tomamos um ótimo rosé, …

… um excelente cortado de cabernet franc, outro de tannat e merlot, um cabernet franc varietal diferentaço, um charmoso merlot e finalmente, um syrah potente.

A esta hora, a descontração era total e conversamos bastante sobre o mundo dos vinhos.
A Paula nos deu altas dicas de como proceder pra produzir excelentes exemplares (é,sócio. Parece que pintou mais um negócio na LoNgueluz!)

E ainda tivemos um bônus track: um maravilhoso por-do-sol. Com direito a ouvir o som do vento e a comungar com todos numa paz absoluta.

Só nos restou comprar algumas garrafas e nos despedirmos dos nossos anfitriões (se quiserem experimentar, passem na D’olivino  que é o importador oficial dos vinhos Alto de la Ballena por aqui e procure pela Tatiana).

Terminamos a noite comendo churros do  Manolo (um clássico em Punta) …

… e dando uma passada pra faturar “algum” no Conrad.

That’s all, folks.

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dcpv – da cachaça pro vinho – meeting no clos de tapas

04/02/11

dcpv – Meeting no Clos de Tapas

Tá lá na capa da Exame de 9/2/11: a volta dos IPOs.
IPO pra quem não sabe, significa “initial public offering” ou seja, primeira emissão pública de ações duma empresa de capital aberto.

E foi justamente por este motivo que marcamos uma reunião do conglomerado LoNgueluz em plena praia, aproveitando a ilustre presença do Sócio pela capital paulistana.
Como a sede da empresa ainda não está totalmente pronta (como demora pra fazer um projeto o tal Philippe Starck! rs), resolvemos fazer este convescote num restaurante (que novidade!).

Devido a boas informações (quentes e de alcova) escolhemos o Clos de Tapas (Rua Domingos Fernandes, 548 – Vila Nova Conceição – tel 30452154) pro evento. Todos presentes com exceção da Lourdes que não pode comparecer, mas enviou a procuração através do Eymard.
Moderno, intimista, aconchegante, é realmente tudo o que está descrito no projeto que acompanha o site ainda em construção (assim como a nossa sede).

Notícias alvissareiras: eles fazem reservas.
Chegamos e o Eymard já estava no bar, que fica no mezanino e é muito bonito.
Além da modernosa adega.

Descemos, nos sentamos e começamos a namorar o cardápio já que a ideia principal é experimentar o máximo possível de tapas (aquelas pequenas e deliciosas porções), além de tomarmos alguns ótimos coquetéis.

Entre um plano e outro (quanto custaria o lote de 1000 ações?), escolhemos uma boa parte do menu.

Antes de tudo, um excêntrico couvert, com um vidro de pickles feito na casa, pão, manteiga e uma massinha de pastel com uma creme de queijo num tubo.

Engraçado e gostoso.

Como petiscos coletivos, rosbife “ao bronze”  …

… e a graciosa caixa de batatas (são parecidas com aquelas de casamento).

Cada um pediu a sua entrada fria. A Dé foi de soba frio de alho negro e shitake, …

… eu do famoso tronco composto de folhas frescas, tubérculos, cogumelos, defumados 

…e o sócio de robalo em ceviche com a sua sopa fria de manjericão. Belíssimos e todos muito bons.

Nos principais, a Dé arriscou e pediu um excelente risotto de trigo e siri mole.

Tudo regado a um vinho branco chileno, o Leyda Sauvignon Blanc 2009 (era esse?).

Eu e o sócio pra demonstrarmos pros futuros acionistas que o “grupo está unido” escolhemos o mesmo prato: o saboroso e crocante leitão de leite, acerola, rabanete e diferentes cebolas.

Sobremesas? Não teve esquema algum. Cada um pediu a sua. A da Dé era uma delícia, o famoso extratos de chocolates.

A do Eymard também (e muito fotogênica); a uber famosa a Rolha e o Vinho.

A minha era bonita, pero … Tinha um gostinho de isopor, ou seja, de nada.
Era a pouco famosa iceberg de rosas, sorvete de graviola e lichia.

Resumo da reunião: foi um tremendo jantar e que deixou em aberto a possibilidade de voltarmos brevemente pra experimentarmos o restante e finalizarmos todos os detalhes pro lançamento das ações da LoNgueluz Inc.
Agora estamos bem próximos da data coquetel (que tal fazê-lo aqui?) com o consequente jantar no Piselli, heim sócio?
Aguardem as novidades.

Enquanto isso, aproveitem pra conhecer o Clos de Tapas.
É um lugar pra ver e ser visto, pra comer e ser …. Ôpa!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 37º intrerblogs – prato fundo no dcpv

número 285
01/03/11

dcpv – 37º interblogs – Prato Fundo no dcpv.

Edu, tudo bem?
Respondendo a sua bronca, hahahaha. Pensei que era brincadeira, mas podemos combinar sim o menu! hahahahahah

 

Não foi bronca, Vitor; foi um mero lembrete!! rs
Estamos acertados, então! Ainda bem que será daqui um “tempinho”, até lá espero que minhas técnicas melhorem e possa estar a altura do projeto!

Praticamente não conversamos este ano, hein? Uma pena! Mas pelo assunto do mail, fevereiro está chegando e com ele o menu para o 37º, não? 🙂 Parece que foi ontem, hahaha.
Minha ideia até o momento (até eu não mudar tudo de novo):
– Entrada: terrine de salmão e alho-poró /opcional para acompanhar: mix de folhas jovens com vinagrete tradicional.

 

– Prato principal: arroz integral & mix de cogumelos salteados ou mac’n’cheese caipira: caipira porque vai queijo colonial ao invés do cheddar! Troquei porque cheddar mesmo por aqui não chega e ia usar o colonial para fazer pão de queijo mesmo… já estava na mão, sabe? hahahaha

 

– Sobremesa: mousse de chocolate-água (técnica do Hervé This e do Heston Blumenthal, só vai água e chocolate) ou sorvete artesanal de baunilha regado com azeite de olive ao limão siciliano (esse azeite é da Oliviers & CO.)

Daí pra frente, foi trocarmos algumas outras informações básicas  e não teve nenhuma mudança no menu a não ser o acréscimo da mousse de ricota com damascos. Com estas 6 proposições (2 entradas, 2 pratos principais e 2 sobremesas), o Vitor me deixou na dúvida pra formar o menu final deste 37º intgerblogs (quer saber o que é?).

Pra quem não sabe, o Vitor Hugo é o boss do excelente blog pratofundo e além de gostar de estudar quase tudo sobre gastronomia, hoje está cursando faculdade sobre a mesma. Ou seja, será um verdadeiro especialista e melhor, com “canudo”!

É claro que com esta dúvida atroz, eu resolvi tudo da maneira mais óbvia: porque não fazer todas? rsrs
Vamos então ao 37º interblogs (caramba, não é que este negócio está indo longe?) com o Vitor Hugo do pratofundo que mandou as receitas tão didaticamente que eu não teria como não transcrevê-las por aqui.

Bebidinha

A nova sensação do momento: sakê e com limão!! rs
E uma homenagem ao nipo-brasileiro Vitor Hugo.

Entradas

Terrine de salmão com alho-poró e avelãs (10 porções)

Ingredientes – 200g de salmão, 2 und.  de alho-poró, 60g  de avelãs (ou castanha do pará), 2 ovos grandes, 100ml de creme de leite fresco, 30g de manteiga e 2 fatias de pão de forma

Modo de preparo

1. Limpe o alho-poró e separe a parte branca da verde; lave-as cuidadosamente. Pique a parte branca e refogue na manteiga (~10-15 minutos), tempere com sal e pimenta. Deixe esfriar.
2. Branquear a parte verde do alho-poró. De choque térmico com água fria e seque as folhas.

3. Unte uma forma de bolo/pão inglês. Cubra o fundo e os lados da forma com as partes verdes do alho-poró, deixando parte da folhagem saindo da forma.
4. Triture grosseiramente as avelãs e doure-as.
5. Corte o salmão em pedaços pequenos de 1cm

6. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
7. Bata os ovos, adicione o creme de leite, as avelã torradas e o pão de forma. Adicione a parte branca do alho-poró, misture tudo e acerte o tempero.
8. Encha a forma alternando as camadas de filé de salmão e de creme de alho poró. Abaixe as partes verdes de alho poró para cobrir o recheio, depois leve ao forno em banho-maria e cozinhe por 30-45 minutos à 180ºC. Deve estar macia, mas firme ao toque.

9. Deixe a terrina esfriar e reserve na geladeira por 4 horas, no mínimo, antes de desenformar.

Olha, ficou uma beleza. Úmida, saborosa e fotogênica.

Mousse de Ricota com damasco (3-4 porções pequenas ou 1 média)

Ingredientes: 6g de gelatina em pó sem sabor, 1 xícara de ricota amassada (~300g), ½ xícara de maionese, 7g de mostarda Dijon (1/2 colher de sopa), 7ml de molho inglês (1/2 colher de sopa), ½ xícara de damasco picado + para decorar, 125g de iogurte natural (1/2 xícara), ½ xícara de castanha do Pará picada + para decorar, sal e pimenta-do-reino.

Modo de preparo

1. Hidratar a gelatina com 20ml de água
2. Bater/processar a maionese, iogurte, ricota, mostarda, molho inglês, sal e pimenta.

3. Aqueça a gelatina para dissolver, sem deixar ferver. Acrescente ao creme batido.
4. Adicione o damasco e as castanhas, misture.

5. Transfira para o recipiente desejado forrado com filme-plástico.
6. Leve para geladeira até firmar por 4-6 horas.
7. Remova da forma e retire o filme-plástico.
8. Passe o mousse nas castanhas e damascos picados a mais.

Eu fiz quase tudo igualzinho. Só não coloquei precisamente as 7g de mostarda já que se eu não multiplicasse a receita, teria protesto dos presentes (Deo, Mingão, Dé e eu) além dos agregados que fazem parte do nosso público teste (D Anina, D Vera e Sr Antonio).
Ficou muito interessante com um contraste perfeito entre a ricota, a mostarda e o damasco.

Segui o “conselho” do Vitor e servi acompanhado de um mix de folhas jovens, temperadas com um vinagrete básico feito pelo Mingão (1 parte de vinagre/suco de limão para 3 partes de azeite, sal e pimenta a gosto. Batendo com fouet para emulsionar)

Acompanhamos com um tinto bem fraquinho e adequado, o Malbec Le Plant du Roy 2009 Cahors France que foi “fontágua, currucá, ki-suco, sweetine” segundo os pratos beeeeeeem fundos, nós mesmos.

PRATO PRINCIPAL

Mac’N’Cheese Caipira (~2 porções)

Ingredientes – 200g de macarrão “caracolino”, 300g de leite integral, 150g de queijo colonial ralado, 50g de parmesão ralado + para gratinar, 20g de manteiga, 10g de farinha de trigo, sal, pimenta-do-reino branca e noz-moscada

Modo de preparo

1. Cozinhar o macarrão em água fervente. Retirar o macarrão cerca de 2 minutos antes do tempo indicado pelo fabricante. Caso não seja informado, em torno dos 7 minutos deve ser checado o ponto.

2. Numa panela, derreta a manteiga. Adicione a farinha de trigo e mexa bem, deixe cozinhar por 1-2 minutos.
3. Acrescente o leite ao poucos e mexa bem, cuidado para não formar grumos. Cozinhar por 2-3 minutos.
4. Adicione os queijos e continue a cozinhar em fogo baixo para que eles derretam.

5. Acerte os temperos.
6. Caso o molho fique espesso demais, acrescente mais leite.

7. Misture o macarrão ao molho e mexa bem.
8. Separe em porções individuais ou numa comunitária.

9. Espalhe parmesão ralado e leve para gratinar.
10. Retire quando estiver dourado no topo.

Por incrível que pareça, a Re voltou da Flórida viciada em Mac’N’Cheese, tanto que acabei fazendo uma travessinha complementar pra mandar pra ela.
A Dé escolheu umas belas panelinhas e só a pasta com o molho branco de queijos já seria o suficiente pra complementar este belo menu

Agora imagine a casquinha gratinada de queijo parmegiano reggiano?

Simplesmente delicioso.

Stew na cerveja Stout (~4 porções)

Ingredientes – 600-700g de coxão mole ou alcatra em cubos (2-3cm), 500ml de cerveja do tipo Stout (1 lata), 3-4 cebolas médias cortadas em pétalas, 3-4 cenouras médias cortadas na diagonal, 3 dentes de alho inteiros, 2 tomates sem sementes fatiados, 1 pimentão sem sementes cortado em tiras (verde, vermelho ou amarelo), sal, pimenta-do-reino, canela em pó, noz-moscada, óleo e água.

Modo de preparo

1. Secar a carne individualmente. Selar os pedaços da carne numa panela com fio de óleo até ficar bem dourada/caramelizada. Reserve.

2. Regue a cebola e cenoura, separadamente na mesma panela em que a carne foi selada.
3. Junte todos os ingredientes na mesma panela, acrescente a cerveja.

4. Cozinhar em fogo baixo por cerca de 40-60 minutos ou até a carne estiver macia. Com a tampa entre-aberta.
5. Nesse tempo é preciso olhar para não deixar secar, caso o volume de líquido diminua muito, acrescentar água.

6. Adicionar a farinha de trigo para ajudar a engrossar, se utilizar.
7. Acertar o tempero durante os 20 minutos finais.
Sugestão: servir acompanhado de arroz branco.

Esta “sugestão” eu não segui. Tanto que servi tanto o Mac”N’Cheese como a carne juntas.

E ficaram perfeitas pra ocasião pois até a temperatura colaborou.

Ah! O vinho também já que o tinto Shiraz Beverford Buller 2007 Victoria Australia foi “amanteigado, butter, ferris(buller), na bonequis”.

Sobremesas

Mousse de Chocolate & Água (aproximadamente 4 porções)

Ingredientes – 250g de chocolate amargo ou meio amargo de boa qualidade, 240ml de água, 1 colher (chá) extrato de baunilha

Modo de preparo

1. Juntar o chocolate e a água numa panela em fogo baixo. Deixar derreter o chocolate.

2. Adicionar o extrato de baunilha, caso utilize.

3. Transfira a mistura para uma tigela de metal.
4. Fazer um banho-maria frio: colocar a tigela com a mistura de chocolate dentro duma tigela maior com água gelada, gelo e sal.

5. Bater a mistura com fouet ou batedor elétrico até adquirir consistência cremosa.

6. Transfira para potes individuais e reserve na geladeira até a hora de servir.

Esta foi a Dé quem fez. E ela achou tudo muito interessante (eu também).
Façam em casa e se surpreenderão com a cremosidade desta mousse.

Sorvete de Baunilha Caseiro (aproximadamente 1l)

Ingredientes – 1 fava de baunilha,  300ml de leite (desnatado ou integral), 300g de creme de leite fresco (38% de gordura), 175g de açúcar cristal (ou 3/4 de xícara + 3 colheres sobremesa),  5 gemas,  20g de glicose transparente (ou 1 colher de sopa) ou 20ml de vodka, pitada de sal.

Modo de preparo

1. Numa panela, em fogo baixo, coloque o leite, creme de leite, metade do açúcar (87,5g), sal, glicose transparente* e a fava de baunilha (cortada no sentido do comprimento com as sementes raspadas e distribuídas no leite).
2. Deixe levantar leve fervura, enquanto isso prepare as gemas.
3. Numa tigela bata as gemas com o restante do açúcar até obter um creme pálido.

4. Quando o leite ferver, retire a fava de baunilha. Transfira 1/3 do líquido sobre o creme de gemas batendo sempre para evitar que as gemas cozinhem e talhem. Então, volte toda a mistura para a panela e cozinhe em fogo baixo por 3-5 minutos, ficará levemente grosso. Não se esqueça de fazer o teste da colher: cobriu as costas da colher, fez um caminho com o dedo e as bordas não se juntaram novamente, está pronto.
5. Em seguida, peneire este creme base para retirar eventuais grumos e acrescente o extrato de baunilha (se utilizar a vodka ao invés da glicose, acrescente neste momento), caso use. Deixar esfriar por 4 horas, no mínimo, na geladeira antes de colocar na sorveteira.

Opcional (é quase mandatório, mas…): servir o sorvete regado com um fio de azeite aromatizado com limão siciliano. Testei e o resultado é muito bom, usei da marca Oliviers & CO.

Bom, quando o opcional é mandatório, fica valendo a opinião do criador,  né não? 🙂

Resultado, tudo foi servido num prato só e melhor, com o azeite de limão. Delícia que fez a Dé esperar, experimentar e adorar o tal sorvete.
Eis a opinião dos que, para eles, os pratos nunca são tão fundos:

Prato fundo e saboroso. O sorvete foi cinematográfico. (Edu)
Belo Prato!!! Sobremesa top!!! (Mingão)
De cabo a rabo, delicioso. (Deo)

Gratíssimo, Vitor.

Pelo bom-humor latente; pelas receitas práticas e ao mesmo tempo tecnológicas; pelo conhecimento ou seja, por tudo.

Seguem as nossas famosas flores (nesta caso, folhagens) virtuais que neste caso representam um resquício de tecnologia: elas são artificiais!!

Até o próximo, que ainda não sei se será realizado em março, pois não consegui entrar em contato com a proponente. Darei notícias em breve e  caso você queira participar, não se acanhe!

Weeeee! 😀
Nossa, agora eu fico aliviado! 😀  Sério mesmo que gostaram? 😀  Sei que não mandei nada lá muito rebuscado, mas são receitas que eu comeria e serviria para amigos queridos. 🙂
Fiquei contente! 😀 Fico no aguardo da postagem!
 
Vitor Hugo, deu pre perceber se gostamos ou não, né?
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dcpv – dia tres – punta del este – josé ignacio, um lugar para devanear.

Dia tres Punta del Este José Ignacio, um lugar para devanear.

Mais uma manhã perfeita. E desta vez fomos dar uma boa andada pela vizinhança do hotel.

Foi um belo começo do dia: caminhar por entre casas poéticas (este negócio de colocar nomes em vez de números é um ótimo achado!) e em meio a natureza no seu mais puro estado.

Muito verde, passarinhos cantando e se aproximando, além do ar puríssimo.

Depois disso, tomamos mais um ótimo café da manhã (o do hotel AWA é muito bom) e rumamos pra José Ignacio que é o povoado do momento aqui em Punta .

É lá que a maioria dos milionários constroem as suas casas e consequentemente, levam com eles toda a infra necessária  pra sua subexistência (iates, lojas bacanas, carrões, etc).

José Ignacio fica uns 30 km a oeste de Punta e o passeio pra lá já vale a viagem.

Passa-se primeiro por La Brava, uma praia bacana e com casas (na verdade, mansões) bacanérrimas e com uma particularidade: elas tem uma topografia forçada nos terrenos de maneira que as portas e janelas ficam escondidas atrás de montes de areia cobertas por grama. Um charme!

Logo após, La Barra e a sua curiosa ponte com corcovas (se você dirigir um pouco mais rápido por ela, sentirá um leve friozinho na barriga) …

… e chegamos a José Ignacio propriamente dita.

Um lugar bem rústico com um farol antigo, mas com lojas e restaurantes muito bons.

Dentre eles o Parador La Huella (algo como pegadas em  espanhol). Fiz a reserva através duma dica do Luiz Horta (do excelente suplemento do Estadão, o Paladar).
O lugar tem o espírito de Jose Ignácio e foi justamente por isto que fiz uma matéria pro Diogão já publicada nos Destemperados.
É um tanto quanto puerraloca com muita gente bonita, …

… uma vista espetacular do mar (fica no principio da Praia Brava de lá) …

… e um ambiente super agradável.

É um restaurante de praia (com a correspondente areia), mas ao mesmo tempo tem uma cara de lugar sofisticado/pobretão, sabe como é?

Ainda bem que fizemos uma reserva, pois a quantidade de gente querendo comer por lá sem elas era muito grande.

Chegamos e já pedimos um clericó. Olhamos o cardápio e rapidamente escolhemos tudo.

O Sr Antonio é um viciado em saladas (praticamente só come “elas”). Pediu uma com um tempero diferentão, adorou e dividiu com a D Vera.

Eu fui de pulpito, um tentáculo super saboroso de polvo temperado com páprica, azeite e cebolinha e acompanhado por batatas.
Perfeito e fotogênico (como sempre). A Dé amou as duas características.

Continuamos olhando e respirando a aura do lugar.

Os principais chegaram: uma brótola assada no carvão pro Sr Antonio,…

… lagostins pra D Vera, …

… ravioli de siri pra Dé (ela não gostou muito, pois estavam um pouco pesadões) e …

… um lomito com batata escrachada pra mim.

Esta batata foi um acontecimento já que ela tem uma casca dura e combina perfeitamente com a textura de purê de seu interior. Como diria um grande porteño: exquisita!

Sorvetes de sobremesa e pronto!

Um almoço praticamente perfeito num lugar absolutamente perfeito!

Pagamos a dolorosa (incrível como Punta com aquele monte de gente com grana ainda oferece valores de refeições bacanas inferiores aos de SP) e fomos dar uma volta pelo centro de Jose Ignácio que tem umas galerias muito bacanas com obras de arte de deixar qualquer um maluco.

Demos uma esticada até a balsa que atravessa pra Garzon (se é que podemos chamá-la de balsa) e …

… voltamos pra Punta. Nâo sem antes vermos exatamente onde este maluco estacionou o MiniCooper dele. 🙂

Descansamos providencialmente (sim, senhores) e já estávamos prontos pra derrubar o orçamento do Mr Conrad.
E não é que desta vez quem quebrou a banca foi a Dé: ela sentou pra jogar nas máquinas caça-níqueis com U$8 e saiu com U$91. Ou seja, obteve uma rentabilidade de ~ 1150%.

A continuar deste jeito, quebraremos o cassino mesmo! rs
Ainda deu tempo de curtir o por-do-sol.

E que por-do-sol.

Quando sentamos numa das mesas do tradicional restaurante Lo de Tere ainda era possível ver o todos os tons de laranja do poente..

E fomos informados que por termos reservado pra antes das 21:00 hs teríamos um desconto de 20% no total da conta (as 4 primeiras mesas da noite tem direito a 40%. Imagine se os pais do Seinfeld e do George Constanza morassem por aqui?) .

Pedimos um Sauvignon Blanc Juan Carrau (uruguaio), degustamos o excelente couvert e resolvemos dividir cada uma das duas entradas escolhidas entre os casais.

Uma salada de atum fresco com batatas pros meus sogros (eles não gostaram muito) e …

… um outro pulpito pra mim (este a Dé só deu uma bicadinha).

O lugar todo é bem bacana, muito bem posicionado (em frente ao porto de Punta) e tem um cardápio muito interessante e poético.
Me diz se uma descrição deste prato de lulas não te faz escolhê-lo logo de cara?

Foi o que aconteceu comigo. E pra variar, acertei em cheio ao pedir o Mi amigo el vasco, tremendas lulas refogadas em cebolas, alhos e vinho branco.

A Dé pediu uma corvina blanca com batatas e queijos. Segundo ela, absolutamente perfeita.

O Sr Antonio foi de vitela com crosta de pão e saladas. Ele fez tututu/tatata ou seja, comeu tudo,

E a D Vera pediu um nhoque assado muito leve e providencial pro horário.

Conversamos muito sobre quanto ganharemos no cassino amanhã e pedimos as sobremesas: sorvetes de limão e doce de leite pra eles e um gaspacho de melão pra nós.

Olha, o clássico Lo de Tere foi, certamente e até agora, uma das melhores comidas de Punta.

Amanhã descobriremos se Punta tem vinhos de qualidade.
Faremos uma visita-degustação a vinícola Alto de la Ballena !

Hasta,

.

dcpv – da cachaça pro vinho – cozinhando para amigos. só amigos.

número 279
28/12/10

dcpv – Cozinhando para amigos. Só amigos.

Sabe aqueles dias em que você não está com muita inspiração?
Sem vontade de escrever, sem vontade de cozinhar e, heresia, sem vontade de comer?

Pois esta foi a maneira como esta terça-feira começou. Pensei em cancelar a reunião do dcpv já que seria a última do ano e não estava previsto jantar nenhum nesta data.

Aí eu dei uma bela olhada na minha biblioteca gastronômica e lembrei do livro que o Jorge e a Sueli nos deram quando do 1º ISB: o excelente Cozinhando para Amigos da Heloisa Bacellar (editora DBA).

Começa pela ideia genial pra transportá-lo pra qualquer lugar: ele tem alças (é quase igual ao livro-mesinha do Kramer)! rs

E nada mais compatível com a nossa confraria do que o motivo do livro. Cozinhando para Amigos. É isto!

“A minha vida é cozinhar – acho emocionante, intrigante, lindo, delicioso, divertido, relaxante e muito mais. Quando estou triste, eu faço um  bolo e quando estou feliz, eu faço vários. A paixão é tamanha que já contagiei muita gente que nem sonhava em pisar numa cozinha e que hoje ali se diverte. Respiro receitas desde criança e a verdade é que quando não estou cozinhando, experimentando ou inventando, estou lendo alguma coisa ligada ao assunto. Acima de tudo adoro a sensação de proporcionar momentos de prazer aos que estão ao meu lado”

Taí. Heloisa, você me inspirou.

À cozinha, então.

Bebidinha –  Meia de futebol.

Um coquetel maluco que o Déo adaptou. Whisky canadense, menta e sorvete de creme. Pode chamar também de sundroga! rs

Entradas – Salada marroquina de cenouras e Bolo de batatas com ervas.

O livro tem a seguinte característica: todos os capítulos indicam um menu pra situações especiais. Desde alguma data especial (Natal, Ano Novo, Dia dos Pais, das Mães) até ocasiões como dias quentes, dias frios, no campo, etc.
Eu acabei escolhendo (pela categoria dos personagens) o menu requintado.

E entre as receitas, estava esta da salada marroquina de cenouras.
São cenouras cortadas em rodelas e reservadas.

Doure ligeiramente amêndoas numa frigideira grande e reserve.

Pegue a mesma frigideira com um fio de azeite, junte as cenouras, 1 pitada de sal, o suco de laranja, cominho, canela em pó e deixe no fogo até secar e as fatias começarem a dourar.

Junte vinagre de xerez mais um pouco de azeite, espere amornar, acrescente coentro a gosto e sirva.

Já pro bolo, faça uma base com cebola dourada ligeiramente na manteiga.

Junte numa tigela estas cebolas, ervas picadas (a gosto), ovos batidos, parmesão ralado, sal, pimenta e purê de batatas.

Aqueça o forno a 180ºC, unte forminhas médias com manteiga, coloque uma folha de alguma erva (salsinha, sálvia, coentro, etc) no fundo delas e encha-as com a mistura.

Asse por uns 45 minutos.

Juntei as duas e ficamos com a impressão que estávamos em Marrakesh!

Harmonizei com um espumante perfeito, o Anna de Codorniu que foi “celebration, marilia pera de codorniou, clara sagui, cocha secca”, segundo os requintados amigos.

Principal – Frango assado com tomilho, manjericão, sálvia, alho e limão e Risotto de castanhas.

Esta receita do frango eu tirei do capítulo “Varanda” onde a Heloisa tem a ideia de “levar as mesas e as cadeiras pra varanda e servir um almoço bem descontraído lá fora, com a natureza por perto e um arranjo de flores e ervas num regador”.
Pra fazê-lo basta colocar uma assadeira untada no forno com 4 dentes de alho, 1 limão cortado em 4, ramos de tomilho e folhas de sálvia.

Prepare o frango, cortando a sua (do frango!) coluna vertebral e force pra que ele fique chapado (plano! rs).

Com cuidado, solte a pele do peito e das coxas e polvilhe com sal, pimenta e distribua algumas folhas de sálvia.
Regue com suco de limão e azeite e coloque na assadeira.

Leve ao forno e deixe até que esteja bem dourado e macio.

Deixe repousar por 10 minutos e finalize o molho, descartando a gordura da assadeira, juntando vinho branco, raspando o fundo, acrescentando um pouco de água, temperando e coando.
Já o risotto de castanhas foi feito pra aproveitar sobras natalinas.

Basta refogar castanhas portuguesas cozidas e sem casca numa frigideira com um pouco de açúcar, sal, pimenta por 1 minuto e acrescentar nozes grosseiramente picadas junto com um ramo de endro. Retire do fogo e reserve.

Faça um risotto como de praxe (cebola, arroz, vinho branco, caldo legumes) e após 10 minutos, junte as castanhas e nozes reservadas.

Finalize com parmesão e manteiga.

Resultou num prato lindo e muito saboroso mesmo.

Tomamos um vinho tinto Pinotage/Shiraz Leopards Leap 2008 South Africa que foi “domado, … the lion and hard…, felito, sincopado”, segundo os amigos desde criancinhas, nós mesmos.

Sobremesa – Torta de Chocolate e Canela.

Mais uma do menu “requintado”.
Uma massa básica de torta (farinha de trigo, açúcar, chocolate em pó, canela em pó, fermento e manteiga), amassada e levada a geladeira.

O recheio é feito com 2/3 de xicara de leite aquecido junto com 1/4 de xícara de açúcar levados ao fogo até ferverem.
Junte 70 g de manteiga, 1 colher de sopa de mel, 200 g de chocolate meio-amargo em pedacinhos e 1 colher de chá de canela em pó.

Retire do fogo, aguarde uns 5  minutos e adicione 3 ovos até incorporar bem.
Aí é só rechear a massa ainda crua e levar ao forno numa forma com o fundo removível.


Pronto! Uma torta de chocolate e canela requintada.

Eis a opinião dos Friends:

Comida untuosa e suntuosa. Um verdadeiro espetáculo com destaque pra Anna, a Codorniu. (Edu)
Combinação perfeita! Mas o risotto arrasou e o frango bombou! (Mingão)
Magnífico e delicioso jantar. rsrsrs (Deo).

 “Sem dúvida é uma obra das mais sociáveis, com receitas muito boas e dicas preciosas – por exemplo, como consolar o cozinheiro quando a sua torta quebrar: os amigos não ligam pra isso”.

Se o pessoal do Paladar disse isso, eu assino embaixo!

Grande livro, grandes amigos.

Bye.

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